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segunda-feira, julho 05, 2010

Sinopse do VA 219

A entrevista com que abrimos é com um economista inglês, Ian Burrell, que vive agora em Espanha a dirigir um hotel de charme em Xativa, Valência, Casa AldoMar, mas já foi funcionário da ONU em Portugal. Pedimos -lhe que fizesse uma comparação entre a situação espanhola e a portuguesa. Aqui ficam as suas impressões.

Depois fomos falar com o sociólogo António Dores da ACED para nos falar de novo da crise do sistema prisional português e da superlotação das prisões que é um retrato em grande da crise que atravessa o país.

Daqui subimos ao Norte para falar com o fundador da nova Rede Social Positivo Pt, dirigida à CPLP, Luís Gomes. Está a ser um sucesso e ele tenta explicar porquê.

Descemos depois para o profundo Alentejo. Fomos acompanhando uma equipa de TV servo croata entrevistar as duas lésbicas mais mediáticas de Portugal. Teresa e Helena. Felizes, e muito modestamente, vivem numa aldeia das cercanias de Avis. Contam-nos pelo que passaram e como foram perseguidas durante estes 4 anos pela associação Ilga - Portugal.

A Opus Gay que o diga também, pois desde a sua fundação em 1998-99 que é objecto de um cerco feroz para que desapareça e assim triunfe o "discurso único" que pretendem impor à sociedade portuguesa, seja ele qual for, para seu beneficio exclusivo.

Estivemos entretanto no Porto, no Love Pride de a "Casa", um sucesso!, uma nova associação a merecer referência pela sua nova postura. Claro que se ponha "a pau", porque vai ser vítima de ataques do stablishment glbt.

Terminamos com uma entrevista a Armando Martins, webmaster do VA e do sítio da Opus Gay há mais de ano e meio, que nos diz como faz os dois sites e do que pretende fazer no futuro.

Aguardamos as vossas criticas e comentários.

António Serzedelo - editor

domingo, outubro 25, 2009

Os Radicais querem sempre impor-se mais!

Um estudo de dois professores das universidades de Standford e Columbus, nos EUA, debruçou-se sobre a questão da urgência e prontidão com que os "extremistas" se pronunciam sempre sobre determinados aspectos, falando tão alto ou mais alto do que os outros, tentando assim impôr a
sua opinião.

Embora isto possa não ser directamente aplicável ao nosso país, pode dar-nos algumas pistas para certos comportamentos a que assistimos, que se pensavam consensuais designadamente durante o período eleitoral por que passamos.

Na verdade eles emitem tais opiniões, naturalmente, porque estão na convicção de que exprimem os sentimentos da maioria na qual se sentem, ou se querem sentir, integrados.

Quando na universidade em que se realizou o estudo os investigadores distribuíram uma falsa sondagem, sobre o tema do álcool, em que se constatava que os estudantes se opunham ao consumo do álcool no "campus" universitário, os mesmos que antes levantavam a voz defendendo o seu consumo livre, passaram a já não querer pronunciar-se sobre o assunto por receio de perderem a identificação comunitária de que precisam.

De certo modo, trata-se de um fenómeno de "pescadinha de rabo na boca".

Cientes de que representam a maioria alçam a voz, como são sempre os mesmos e são muitos, perante o silêncio da verdadeira grande maioria que não se pronuncia, acreditam que representam a sensibilidade de todos e falam mais alto.

O mesmo se passa na comunidade da blogosesfera. São quase sempre os mesmos que escrevem os post dos blogues, que trocam entre si opiniões, aplaudindo-se mutuamente, comentando-se, incentivando-se e exorcizando aqueles poucos que eventualmente discordam deles. Deste modo,
auto convencem-se que fazem, e representam, a opinião pública maioritária, que estão certos.

Sem dúvida que a blogoesfera é um espaço de liberdade e de opinião diversificada e contraditória, que a imprensa em geral já não nos dá e hoje é imprescindível, contudo, este é uma das possíveis "perversões" com que se deve contar. Penso por exemplo no caso dos lgbt.

Os blogues podem ser uma conversa fechada, onde se vão buscar "opiniões" feitas. A melhor maneira de contornar isso é, afinal, abrir os blogues e diversifica-los.

A.Serzedelo

www.vidasalternativas.eu

domingo, setembro 06, 2009

OUSADIA OU PERFÍDIA

Na edição de 2 de Setembro do semanário Privado, António Serzedelo escreveu:

Desde que o Presidente da República bloqueou a nova versão da lei das "Uniões de Facto", as forças politicas posicionaram-se, umas em favor dele, outras contra.

Gostaria aqui de recordar que as "uniões de facto" foram criadas primeiro exclusivamente, para os heteros, e só em 2001,por iniciativa do lider da J.S de então, Sergio Sousa Pinto, é que foram depois alargadas aos homos.

Os sectores mais conservadores aproveitaram-se depois (perversamente) deste avanço para o bloquear, apelidando-o de um "segundo casamento" e de uma "restrição à liberdade individual", bem como de uma restrição aos que não optam pelo dito casamento tradicional .

Com isso tentam inviabilizar relaçoes mais harmónicas, justas e estáveis como as proporcionadas pelas unioes. Tudo seria aceitável se nao houvesse a discriminação aviltante do impedimento do casamento dos homossexuais - que ficam, assim, excluídos de uma liberdade fundamental nas democracias modernas. Neste aspecto, o silêncio presidencial torna-se ensurdecedor.

Na próxima legislatura os portugueses escolherão entre pertencer a um país civilizacionalmente ousado (como quando aboliu a escravatura e a pena de morte) ou uma sociedade retrógrada, pérfida e envergonhante.

Antonio Serzedelo

quarta-feira, agosto 26, 2009

PS, CDU, BE TÊM PROPOSTAS ELEITORAIS PARA OS LGBT

Resolvi procurar nos programas dos partidos o que nos propõem como políticas de integração social dos lgbt para os próximos 4 anos.

O CDS e PSD nada propoem ...

Já o PS, num texto denominado Promoção da Igualdade, encontrei algo muito interessante. Se a 1ª prioridade são as políticas de género, a segunda é o combate a todas as formas de discriminação. E a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Esta proposta, avançada por Sócrates no Congresso, não foi consensual e houve dirigentes que se mostraram muito reticentes, sobretudo por surgir em plena crise. Foi neste contexto algo desertificante que houve a lembrança, brillhante, de ir buscar Miguel Vale de Almeida, ex bloquista, muito próximo da jornalista do DN Fernanda Cancio, namorada de Sócrates.

Foi uma jogada de mestre, à esquerda. MVA foi durante muitos anos o "papa" dos lgbt do BE e o que ele dizia era sagrado e rendia votos. Por isso, fui sistematicamente atacado por ele pois considerava traição e oportunismo eu dizer que estas questões só começariam a ter uma dimensão nacional quando passassem da extrema esquerda para o centro sociológico.

Hoje, vê-se, pensa como eu.

Passemos à coligação CDU, liderada pelo PCP. No lançamento do programa eleitoral, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, falou em políticas "que deêm combate a todo o tipo de discriminação, designadamente em função da orientação sexual, da deficiência ou do sexo",mas por aqui se ficou .

Virei-me, enfim, para o Bloco. Sem dúvida é o partido que tem a maior e mais insistente abordagem destas questões. Defende "o reconhecimento legal das formas de união, casamento, conjugalidade e parentalidade". Defende os transsexuais e diz que "a actual legislação é manifestamente insuficiente e injusta."
Paradoxalmente, parece estar menos fugaz. Contudo, estão a emergir outras estrelas. Sérgio Vitorino (Panteras Rosa), Paulo Vieira (Não te Prives, Coimbra), Bruno Maia (Médicos pela Escolha) e João Louçã, irmão do lider do partido. Faltam mulheres.

Ignoro se as dirigentes da rede ex–aequo habituais bloquistas, agora também deslizaram para o PS, acompanhando a Ilga Portugal onde têm sede.

António Serzedelo

Nota - publicado no jornal Privado na sua edição de 26 de Agosto.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Existe solidariedade internacional entre os gays?

As nossas ONG praticam pouco a solidariedade internacional, sobretudo de casos humanitários individuais, por falta de tradição, umbiguismo, e por força da nossa periferia.
Isto vem ao caso devido a uma petição lançada pela Opus Gay e a Amnistia Internacional Portuguesa, para tentar salvar um jovem palestiniano, homo, de Gaza, zona liderada por fundamentalistas, porque durante um bombardeamento israelita ficou ferido e cegou, para o qual foi de propósito empurrado para a rua pelos pais, devido à sua sexualidade.
Fomos avisados por Luís Seródio, do Porto, pedindo apoio às organizações.

A Opus Gay esperava que outras ONG e lgbt se pronunciassem, de molde a fazer uma frente comum que sensibilizasse a opinião pública para este caso humanitário. Depois, acabou por avançar sozinha com a Amnistia, lançando uma petição no site www.vidasalternativas.eu para arranjar 3 mil €.

Esta a quantia necessária para pagar viagens do país onde está escondido, até Lisboa, com regresso, vistos, traduções de relatórios médicos e despesas de estadia. Por contraste, mal pusemos a noticia na net respondeu-nos de imediato um grupo canadiano, Gays against zionism, entre outros dos USA, que se prontificaram a divulgar o caso e a fazer uma recolha de fundos que, aliás, resultou em mais de mil dol., que já chegaram.

Aqui, um candidato a deputado com fortes ligações à àrea gay, contactado, mostrou desinteresse, enquanto as diversas ONG lgbt mostraram também insensibilidade em apoiar casos individuais a nivel internacional.

Temos de fugir do politicamente correcto e enveredar também por estes caminhos. Entretanto, recebemos, um apelo do líder das Panteras Rosas para subscrever uma posição do Comité de Solidariedade com a Palestina sobre os ataques mortais a um bar gay em Tel Aviv. Assinamos.

A Sábado e o Carlos Castro no C.M fizeram-nos noticias sensibilizadoras. Vejam a saga do jovem no portal Vidas Alternativas e respondam ao nosso apelo!

nib Opus Gay, Obra Gay assoc,
00 33 000 000 229 638 286 05

António Serzedelo

terça-feira, agosto 04, 2009

MPI - grupos de trabalho em funcionamento

Olá, uma recente reunião de apoio ao Movimento Pela Igualdade em Lisboa constituiu três grupos de trabalho, com responsáveis cujos contactos seguem abaixo:

1. O que procurará organizar a recolha de assinaturas da petição do MPI nos Festivais de Verão (José Reis Santos josereissantos@gmail.com, e Paulo Vieira pjovieira@gmail.com).

2. O que organizará um debate com pessoas representantes dos partidos políticos logo antes das eleições, com presença de um ou outro peso-pesado dos subscritores iniciais (João Louçã joao.louca@gmail.com, e João Vasconcelos joaoricardovasconcelos@gmail.com).

3. O que tratará da comunicação e conteúdos: produção de argumentário e FAQ's, folhetos para distribuição à população, organizar a produção de conteúdos para a web, como spots de propaganda e depoimentos de subscritores para o youtube (Sérgio Vitorino svitorino@gmail.com, e Luís Viterbo lmviterbo@gmail.com).

Estes grupos são abertos à participação de qualquer pessoa. Divulguem-se, envolvam-se e participem.

saudações igualitárias
sérgio vitorino

sábado, julho 25, 2009

Lisboa: reunião de apoio ao MPI

Reunião aberta de apoio ao

MPI - MOVIMENTO PELA IGUALDADE
no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

Dia 29 de Julho (quarta-feira), pelas 21h, Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (Rua Fialho de Almeida, nº 3 - metro São Sebastião).

Em debate, formas de intervenção até às eleições que se avizinham. Colher ideias, discutir iniciativas, articular esforços e disponibilidades.

Divulguem e apareçam!

Sérgio Vitorino.

quarta-feira, junho 17, 2009

Lisboa: Marcha do Orgulho LGBT

20 Jun (Sábado), 17:30h, Príncipe Real

Junho é mês de luta: luta contra a discriminação, contra a vergonha, contra o silêncio.

Numa sociedade saudável, a orientação sexual não é assunto. Mas quando direitos básicos de cidadania são negados a uma parte da população, quando se diz por aí que a homossexualidade pode ser "curada", quando há pessoas agredidas pela forma como escolhem viver o seu corpo e a sua identidade, e quando tanta gente vive com medo de assumir quem é, é altura de perguntar se queremos viver numa sociedade que condena tantos dos seus membros ao sofrimento por cometerem o crime de amar quem amam.

É por tudo isto que a ATTAC é uma das associações promotoras da Marcha do Orgulho LGTB deste ano. Temos orgulho de fazer parte desta luta. E apelamos à participação de tod@s, independentemente da sua orientação sexual. Chamem-lhe o que quiserem: coragem, solidariedade, cidadania. Para nós, tudo se resume a uma palavra: igualdade. Sem ela, ninguém pode ter orgulho de ser quem é.

Afirmando a sua total solidariedade com a causa, a ATTAC Portugal produziu um video em defesa do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo:

http://www.youtube.com/watch?v=w-5R8MEzNxM&feature=player_embedded

Agradecemos a sua máxima divulgação.

sexta-feira, maio 15, 2009

Petição à Ordem dos Médicos sobre "reconversão" da orientação sexual

Exmo. Senhor
Bastonário da Ordem dos Médicos

Os signatários, técnicos de Saúde Mental, vêm solicitar a sua atenção para os seguintes factos:

  1. o Jornal Público divulgou em 2 de Maio de 2009 um artigo intitulado “Ainda há defensores da cura da homossexualidade”.

  2. Nesse texto, dois psiquiatras portugueses - um deles Presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos (OM) - manifestaram opiniões de que discordamos profundamente. Um dos médicos referia a terapia cognitivo-comportamental para "mudar" a orientação sexual e o dirigente da OM falava em "reenquadrar a identidade de género e as opções de relacionamento" e distinguia "homossexualidade primária com cunho biológico marcado e homossexualidade secundária" para justificar a intervenção médica em homossexuais.

  3. Os signatários consideram as opiniões citadas como incorrectas, sabendo-se que a homossexualidade não é considerada doença desde 1973 e que não há qualquer evidência científica que sustente a validade das intervenções propostas. Recordam ainda que a APA (Associação Americana de Psiquiatria) reprova qualquer intervenção dita de reconversão da orientação sexual.

  4. Como técnicos de Saúde Mental, não ignoramos o sofrimento psicológico de muitas pessoas LGBT, mas consideramos que ele não é resultante dos seus comportamentos, afectos ou identidades, antes é determinado por um contexto social marcado pela homofobia que se revela discriminatório. Neste sentido, consideramos que esse sofrimento resulta da interiorização de mensagens sociais negativas e que cabe aos técnicos de Saúde Mental reduzir a dissonância entre o peso destas mensagens interiorizadas e os sentimentos dessas pessoas, favorecendo a auto-aceitação, afirmação e validação da sua orientação sexual e da sua identidade sexual.

Senhor Bastonário:

Pelo exposto, vimos solicitar:

  1. A clarificação urgente da Direcção da Ordem dos Médicos sobre este tema.

  2. Uma tomada de posição do Colégio da Especialidade de Psiquiatria, após um debate entre os seus membros.

  3. O seu apoio e participação na continuação deste debate na comunicação social, que os signatários pretendem levar a cabo.

Lisboa, 14 de Maio de 2009

Os Peticionários

http://www.peticao.com.pt/reconversao-da-orientacao-sexual

Divulguem e Subscrevam

sexta-feira, outubro 17, 2008

LGBT associam-se à Semana Global contra a Dívida


Semana de Acción Global contra la Deuda y las IFIs
12 al 19 de octubre de 2008


Distintas redes y organizaciones de personas gays, lesbianas, trans y bisexuales de América Latina se sumaron a la Semana de Acción Global contra la Deuda y las Instituciones Financieras Internacionales.

En el comunicado difundido afirman que las personas GLTBs se ven afectadas específicamente por su orientación sexual e identidad de género por las políticas propiciadas por las IFIs, en cuanto a las condicionalidades impuestas para la implementación de programas de prevención y atención de personas con HIV-SIDA, las políticas sanitarias que apuntan a la privatización del sistema de salud público, único lugar de atención de las personas trans y el continuo pago de la ilegítima deuda externa, en desmedro de la inversión en políticas sociales de inclusión para las personas GLTBs.

Al mismo tiempo, denuncian que las IFIs se han apropiado del discurso de la igualdad y la no-discriminación, pero que las políticas neoliberales que imponen provocan lo contrario. Producen la discriminación y segregación de las personas GLTBs privadas del acceso a sistemas de salud privatizados, el agravamiento de la pandemia del HIV-SIDA con políticas mercantilistas donde la vida de las personas pasa a segundo plano y la implementación de políticas educativas que cumplen un papel de legitimación del capitalismo y apuntan a la propagación de la intolerancia y la exclusión, creando "mercados educativos" en los cuales la educación por el respeto a la diversidad, la no-violencia y la cultura de la paz no tienen espacio.

Concluyen convocando a otras organizaciones GLTBs a sumarse y movilizarse en el marco de la Semana de Acción, junto a grupos de mujeres y feministas, contra las políticas de las IFIs y la mercantilización de las identidades con el fin de expandir el "nuevo mercado gay".

Aqui encontrará el pronunciamiento de las organizaciones GLTBs

Puede consultar las noticias de la Semana Global contra la Deuda en www.debtweek.org

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Área Géneros Jubileo Sur/Américas
generos.jsa@gmail.com
Por un mundo nuevo sin opresión sexual, de género ni de clase

quinta-feira, outubro 09, 2008

Dia 10 - Pela Igualdade!


Na próxima 6ª feira, dia 10 de Outubro, o Parlamento discute (às 10h) e vota (às 12h) projectos que estabelecem a igualdade no acesso ao casamento.

Esta questão diz respeito a todas as pessoas que se preocupam com os direitos fundamentais, com a cidadania e com a qualidade da nossa democracia. Porque recusamos a discriminação, vamos manifestar-nos

PELA IGUALDADE!

6ª feira

10 de Outubro de 2008

12h

frente à Assembleia da República



--
Associação Médicos Pela Escolha
www.medicospelaescolha.pt
Apartado 23344 / 1171-801 Lisboa
Tel: + 351 962 201 809

terça-feira, outubro 07, 2008

PARAR. PARA PORTUGAL AVANÇAR!


PARAR.
PARA PORTUGAL AVANÇAR.

9 Outubro | 12h | Estação de metro da Trindade



Em véspera de votação, na Assembleia da República, do projecto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Porto vai parar, com a UMAR, para dizer que Portugal tem de avançar e deixar de consagrar, no código civil, a discriminação em função da orientação sexual.

Dia 9 de Outubro, quinta-feira, todas/os à estação de metro da Trindade, às 12h!

Traz uma folha com a frase ACESSO AO CASAMENTO CIVIL.

Chega um pouco mais cedo e age naturalmente, como se fosses um/a mero/a utente à espera do metro. O objectivo é que estejamos todos/as dispersos/as e não em multidão.

Quando forem exactamente 12h, segura a tua folha. És uma estátua. Não fales nem te mexas. O importante é a tua mensagem.

Passados 2 minutos em que estás completamente estático/a, guarda a tua folha e retoma o teu percurso.

TU SEGUES. A MENSAGEM FICA. PORTUGAL AVANÇA.

Tens dúvidas? Consulta este vídeo. A única diferença é que terás, na mão, a folha onde está escrito "Acesso ao casamento civil".

Por um país mais decente que não discrimine parte da sua população, PARAR. PARA PORTUGAL AVANÇAR!

Aparece. Divulga!
__________________________________
Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM
Tlm. 967058927
Tlm. 917647851
cidadaniapelosim@gmail.com
http://www.cidadaniapelosim.org/
http://www.cidadaniapelosim.blogspot.com/

segunda-feira, setembro 29, 2008

Portugal: FLASH MOB | Acesso ao casamento civil


Amig@s, companheir@s e familiares,

Como sabem no dia 10 de Outubro foi agendada a discussão parlamentar de dois projectos que contemplam o acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo. Em Espanha, Zapatero, disse, "não estamos a legislar para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e das nossas famílias e, ao mesmo tempo, estamos a construir um país mais decente. Porque uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros". Mais, falamos de uma alteração mínima na lei, com custo zero.

Sócrates, contrário ao seu congénere, recusou a liberdade de voto no dia 10 de Outubro. Dizendo que "o casamento de homossexuais não está na agenda política nem do Governo nem do PS. Não está no programa do Governo do PS e o PS não anda a reboque de nenhum outro partido". Como se fosse uma questão partidária!

Dizem que tem de haver debate na sociedade, não reconhecendo que a única questão fracturante nesta matéria é a homofobia em si.

Porque não podemos ficar indiferentes, porque queremos essa alteração na lei e porque Direitos não podem nunca andar a reboque, queremos convocar-te para duas flash mob pelo Acesso ao Casamento Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo.

1ª Flash Mob, quinta-feira , 2 de Outubro, às 19h30, junto à saída do Metro Baixa/Chiado em frente à pastelaria A Brasileira.

2ª Flash Mob, quarta-feira, 8 de Outubro, às 19h30, na Praça do Rossio, junto à estátua, onde foram muitos homossexuais castigados publicamente.

O que é uma flash mob? São multidões de pessoas, num sítio público, que realizam uma acção previamente combinada e que devem dispersar por completo após a realização do proposto.

Que devo fazer? Deves levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, deves escrever na folha em branco Acesso ao Casamento Civil, e de seguida erguer a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, deves dispersar, como se nada tivesse acontecido.

E procura ser pontual. Está lá um pouco antes para que a flash mob tenha o impacto pretendido.

Poderás também divulgar via sms.

1ª Flash Mob pelo acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, quinta, dia 2, em frente à Brasileira, às 19h30. Leva folha branca e caneta para escreveres "Acesso ao Casamento Civil". Deves dispersar no minuto seguinte!

e...

2ª Flash Mob pelo acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, quarta, dia 8, na praça do Rossio, às 19h30. Leva folha branca e caneta para escreveres "Acesso ao Casamento Civil". Deves dispersar no minuto seguinte!

Divulga!

Miguel C. Pinto

domingo, julho 06, 2008

Manifesto da 3ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto


Em Portugal, começamos a dar os primeiros passos numa educação para uma saúde responsável. No entanto, esta educação continua a ter como base um modelo de família que não corresponde às práticas familiares do Portugal do século XXI.

Há cada vez mais crianças educadas por apenas um dos pais biológicos, sozinhos ou em novas uniões. Há cada vez mais crianças educadas por avós, tios, outros familiares, pais adoptivos. Sendo que estes educadores têm diversas orientações sexuais. E estas crianças são felizes. Não há diferenças de desenvolvimento físico, psicológico, emocional e de integração social destas crianças, como demonstrado em estudos com pais "não-biológicos" ou pais do mesmo sexo.

E ainda assim, o Estado português continua a negar esta realidade. Estas Famílias são esquecidas. Estas Mães e estes Pais são esquecidos. Estas Crianças são esquecidas.

É-lhes imposto um modelo standard de família em biologia, em história, em português, na educação para a saúde... Modelo este que não corresponde às suas famílias e às famílias dos seus colegas.

Isto é inaceitável!

É obrigação do Estado implementar em todos os estabelecimentos de ensino uma educação para uma sexualidade saudável. E uma sexualidade saudável não se limita ao velho paradigma "espermatozóide nada, encontra óvulo e 9 meses depois temos um brinde". O ser humano não é só um conjunto de células. É um ser pensante, emocional, social, histórico, que transforma o mundo e a si mesmo.

Só uma educação que considere todas estas vertentes poderá ser a base para adultos felizes, responsáveis e sexualmente saudáveis.

Esta educação tem de ser promovida numa disciplina específica a partir do 2º ciclo que aborde temas tão pertinentes como:

  • Revelar múltiplas formas de constituição de família;

  • Desmistificar a bissexualidade, homossexualidade e heterossexualidade;

  • Fomentar a verdadeira igualdade de oportunidades entre homens e mulheres;

  • Reconhecer diversas identidades de género, como ser transexual, ser cissexual, ser transgénero e ser cisgénero;

  • Compreender várias formas de relacionamento, aceitando que alguém pode não ter uma relação, ter relacionamento com uma pessoa, ter uma relação poliamorosa.

  • Finalmente, promover o planeamento familiar e uma reprodução consciente.

É também importante a formação dos professores, gestores de estabelecimento de ensino, pessoal técnico, entre outros. De igual modo nenhuma criança pode ser excluída desta educação. É ainda essencial que esta educação transponha os limites do estabelecimento escolar e seja activamente divulgada junto da população em geral.

Menos que isto é inaceitável!

Efectivamente, na sociedade portuguesa ainda existem situações de discriminação aos mais variados níveis. A meio de 2008, Portugal continua a não seguir o bom exemplo do Estado espanhol que, já há três anos, estendeu o casamento civil a casais do mesmo sexo. Naturalmente com todos os direitos e deveres inerentes, incluindo a adopção.

O casamento civil não é uma instituição imutável no tempo e no espaço. Em 1976, um marido que chega a casa e abre, sem a autorização, uma carta dirigida à esposa, era mais que uma situação comum, era um direito legalmente reconhecido em Portugal. Se é evidente para todas e todos nós esta alteração, também deve ser claro o reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os direitos de homens e mulheres eram tão diferentes em 1976 como são hoje diferentes os direitos de um casal heterossexual e um casal homossexual.

E isto é inaceitável!

Mas não são só os casais de gays e lésbicas que vêem os seus direitos negados pelo Estado. As pessoas transgéneras continuam a ser tratadas como cidadãs e cidadãos de segunda. O artigo 13º da Constituição Portuguesa bem como o Código de Trabalho renegam a Identidade de Género. Da mesma forma o Código Penal, que reconhece os crimes por motivações religiosas, orientação sexual, racismo e afins, mantêm-se omisso quanto a crimes de transfobia.

Exigimos uma lei de identidade de género que permita a mudança de nome e género legal sem que esteja finalizada a reassignação de sexo. Todo o processo jurídico, médico e legal a que são submetidas as pessoas transexuais terá de ser, necessariamente, mais célere e humano.

Não aceitamos a imposição de "licenças oficiais" por parte da Ordem dos Médicos. Não aceitamos burocracias nem visões distorcidas da transexualidade e do transgenderismo.

Da mesma forma, só visões distorcidas podem servir de pretexto para proibir homens que tiveram sexo com homens de doar sangue em Portugal.

Tudo isto é inaceitável.

Por isso estamos aqui, na Marcha do Orgulho LGBT no Porto, com diferentes idades, diferentes experiências, diferentes géneros, diferentes culturas, diferentes orientações, mas unidos! Porque boa educação é partilhar o direito à felicidade. Porque boa educação é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.

Igualdade é essencial, educar é fundamental!é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.

Igualdade é essencial, educar é fundamental!é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.

Igualdade é essencial, educar é fundamental!

sábado, junho 21, 2008

MARCHAR PARA QUÊ E COM QUEM?


O MOVIMENTO LGBT PORTUGUÊS NUMA ENCRUZILHADA E ALGUMAS ESCOLHAS EM CURSO

Vivemos tempos curiosos, difíceis e de desfecho não-adivinhável, embora possamos antever algumas tendências, no movimento LGBT em Portugal. Tempos de particular sectarismo, divisão, incomunicação. Desde 2003 que o movimento associativo LGBT não é capaz de manter estruturas nacionais, com o preço evidente da perca de capacidade de debate político, de interpretação do momento político e da mudança social, sem articulação, cada um fechado na utilidade do seu trabalho específico, na sua caixinha, incapaz de abraçar as novas temáticas, discursos e perspectivas, com perda de estratégias comuns mínimas e possibilidade de ampliação da capacidade efectiva de transformação social, ou seja, de obter vitórias expressivas com o máximo impacto social, em suma, de cumprir os objectivos comuns a que nos propomos enquanto movimento, para lá das diferentes convicções e estratégias que fazem a nossa diversidade enquanto movimento social.

Os sintomas são muitos e reveladores: cansaço progressivo de muit@s d@s activistas de primeira geração, aqueles/as que nos últimos 10-15 anos construíram a visibilidade e a relevância social e política que têm hoje as vivências LGBT em Portugal; desaparecimento de colectivos e associações sem real renovação e aparecimento de outros; incapacidade de compreensão e resposta a novas gerações LGBT e não só que cresceram no quadro da visibilidade e da existência do associativismo LGBT e entendem a sua importância como nenhuma geração anterior… mas não se revêem nem nas associações, nem na cultura gay mainstream, nem muitas vezes nas categorias e políticas identitárias que existem; fechamento em políticas corporativas com estagnação da capacidade real e concretizada de abrir espaços de comunicação com outros sectores e movimentos sociais que produzam intervenção comum para lá das declarações de compreensão mútua; tendência para um conservadorismo acrítico dos mecanismos de integração e reprodução do heterossexismo, que desemboca num desejo de "normalização" não-criativa, não-transformadora e portanto derrotista e derrotada à partida no que toca a fazer a pedagogia da não-discriminação numa sociedade ainda essencialmente fóbica, isto para lá de se acreditar numa intervenção mais ou menos institucional, que trabalhe mais a luta pela igualdade ou a luta pelo direito à diferença, porque as várias perspectivas são válidas, necessárias e complementares.

Assim é, sem tirar nem pôr, quando o "sintoma opus gay" que assombrou o movimento durante anos – nós é que somos, tudo o resto terra queimada - se dissemina entre outr@s activistas e colectivos cuja prioridade se torna não tanto o combate à discriminação e a construção de um movimento social, mas a busca da hegemonia, o torpedear do colectivo ao lado, a afirmação de personalidades individuais por sobre o valor do trabalho colectivo.

Assim é quando o trabalho institucional se torna não uma parte do trabalho de pressão, mobilização, consciencialização e luta por direitos sociais, mas antes um pedinchar, um abrir de pernas ao poder do momento e à interferência de interesses partidários – os do poder do momento - num movimento onde só podem caber os seus interesses próprios.

Assim é quando a luta pelo reconhecimento de direitos formais como o alargamento do direito ao casamento civil ou pelo reconhecimento da adopção e homoparentalidade se faz mais apresentando a população LGBT como cópia do ideal (não espelhado sequer na realidade heterossexual) conservador do casal hetero – "nós até somos como vocês, casais bem-comportadinhos, até nem somos promíscuos, somos muito, muito normaizinhos", como se a bitola da normalidade em Portugal, neste campo, não fosse a heterossexualidade – do que pela afirmação da realidade que é a diversidade familiar e relacional que hoje temos, homos, heteros e todos os outros que já não se inserem nestas caixas artificialmente opostas.

Assim é quando o movimento se centra nas expressões masculinas, urbanas e de classe média das vivências homossexuais que puderam sair à luz do dia, e de forma classista desiste da maioria oprimida, aquela que não cabe no "glamour" da cultura gay mainstream nem tem dinheiro para aceder a um comércio rosa sem responsabilidade social nem consciência nem solidariedade com o movimento associativo (salvo raras e honrosas excepções).

Assim é, quando um movimento que celebra o Dia Mundial Contra a Homofobia a 17 de Maio para relembrar a data em que a homossexualidade foi retirada da lista de doenças mentais, tarda em abraçar plenamente a luta pelo reconhecimento dos direitos das pessoas trans, e se recusa a compreender a luta das pessoas transexuais para que a sua diferença de género deixe de ser considerada, com os mesmos argumentos que faziam do homossexual um doente, uma doença mental.

Assim é quando um movimento se esgota meramente em políticas identitárias e corporativas típicas dos anos 90, e não entende que o movimento a nível mundial se diz cada vez mais QUEER e transborda para camadas que antes se diziam hetero, porque entende as identidades LGBT como transitórias e de resistência à discriminação e não como um fim em si, porque percebe que as fronteiras são fluidas e as vivências heterogéneas, porque cada vez mais se sabe que é falso que as nossas potencialidades e identidades se esgotem nos binarismos homo-hetero ou homem-mulher, e que a realidade sexual e de género, humana ou individual, é muito mais diversa, complexa, mutante, mutável.

Assim é quando um movimento que em 2003 apoiava massivamente uma greve geral convocada pela CGTP - por entender que os atentados aos direitos gerais da população, portuguesa ou imigrante, em termos de trabalho, segurança social ou direito a educação e à saúde são, em primeiro lugar, atentados específicos contra as minorias já em desvantagem social, que são sempre as primeira a sofrer os embates das políticas sociais e seus bodes expiatórios, logo são também "temas LGBT" – tem hoje associações que se recusam a participar numa marcha LGBT que é de tod@s com o argumento da referência ao tema "poliamor", em função da presença de um colectivo dedicado ao tema que esteve entre os grupos fundadores da mesma. Não percebendo que "tema lgbt" é qualquer tema que ponha em causa a hegemonia e exclusividade dos modelos amorosos e relacionais dominantes – heterossexualidade, dominância masculina, monogamia… -, não entendendo que o movimento LGBT em Portugal só tem futuro se souber abrir-se e sair de si mesmo e das políticas exclusivamente auto-centradas, relacionando discriminações que funcionam aliadas, procurando alianças com quem abre novos espaços de comunicação noutros sectores, construindo, a par de uma consciência LGBT, movimentos mais amplos pela liberdade sexual, pela educação sexual, pelo questionamento dos modelos únicos, pelo fim da discriminação das mulheres, pelo fim das outras discriminações (como o racismo, também referido no mesmo manifesto, mas esse já será considerado um tema lgbt? Ao menos isso, mas não se entende a dupla bitola) e da injustiça social em geral.

Assim é quando sectores amplos do movimento LGBT não entendem a necessidade de estabelecer pontes, sobretudo com quem voluntariamente, a partir de outros temas, se aproxima solidariamente da causa lgbt; não compreendem que a luta pelos direitos LGBT não pode ser desligada da pedagogia pela liberdade sexual, pelos direitos sexuais em geral, do feminismo, das populações não-brancas que se organizam contra o racismo e as leis xenófobas anti-imigrantes. Fazem como fazia o sindicalismo há alguns anos, que encarava "os trabalhadores" como seres monolíticos que apenas trabalhavam e não via por detrás dessa identidade monocromática homens e mulheres, hetero e homo, portugueses e imigrantes, ou seja diversidade. Seremos nós, hoje, a olhar para a população LGBT e a resumi-la à sua orientação sexual ou identidade de género? Estaremos então, realmente, a ver as pessoas para quem trabalhamos, e a reconhecer a sua realidade concreta? Assim, não.

Um movimento que continua a falar exclusivamente para os mesmos actores LGBT de há 10 anos, sem perceber que deve hoje mais do que nunca gerir a contradição entre fazer comunicação identitária junto dessas populações, ainda maioritariamente no armário e na cultura da lesbigaytransfobia internalizada dominada pelo gay "normal, masculino e discreto", e simultaneamente saber abrir-se ao discurso de novas gerações que procuram hoje nas suas vidas transformar a (má) vivência individual, social e política da sexualidade mas já não se identificam com o associativismo como o conhecemos, nem com as caixinhas ou as velhas culturas instituídas de gay, lésbica ou mesmo bisexual; um movimento que não entende que terminou a fase primogénita de visibilização social que foram estes 10-15 anos, e que o que aí vem agora, para lá do reconhecimento legal de alguns direitos e fim de algumas discriminações formais, é o maior embate lesbigaytransfóbico que já viveu a sociedade portuguesa, uma contra-reacção conservadora aos anos de conquista dessa visibilidade, para mais favorecida pelo contexto nacional de grave crise social e económica; um movimento que confunde estes anos de construção inicial com a ideia falsa de que as mais duras expressões da lesbigaytransfobia foram já vencidas em Portugal – como se não fosse apenas agora, que SOMOS realidade social inegável que estas forças sentem a necessidade inteira de exprimir e organizar socialmente e politicamente o seu preconceito e até moldar as nossas incontornáveis vidas aos mesmos modelos que sempre nos oprimiram - é um movimento que não aprendeu com a história, que quer saltar etapas incontornáveis sem nelas meter o pé, que continua a não chegar à esmagadora maioria do seu público-alvo mas não procura os meios para essa comunicação, e que fundamentalmente não está nem quer estar preparado para esta nova fase que se avizinha. Com "mortos e feridos", em 10-15 anos pusemos cá fora as vivências LGBT. E sei que hoje não estamos preparados/as para cuidar dos mortos e feridos que isso está para provocar.

Falo então de uma crise de crescimento, de uma transição dolorosa, e não da morte de um movimento ou de uma fatalidade.

Derrotismo, não é reconhecer e tentar entender estas mudanças e adaptar a elas a nossa intervenção. Derrotismo, é pensar que podemos evoluir sem repensar continuamente, e achar que a esperança de amanhã se constrói com as formas de pensar e os conceitos de há 10 anos, dirigindo-nos às pessoas de há dez anos como se fosse o mesmo o público que hoje nos observa, ou criando diferenciações discriminatórias e favorecendo privilegiados dentro da própria comunidade, sem perceber que dentro de qualquer grupo excluído há sempre os fracos dos fracos, os mais excluídos do que outros, os excluídos pelos próprios excluídos. É isto a discriminação: não mero preconceito, mas a reinvenção permanente de relações de poder e opressão reproduzidas ao mais ínfimo das relações humanas. E é isso que faz da lesbigaytransfobia um sistema político, mesmo que sem Estado ou aparelho repressivo próprio. Para que precisaria dele, se lhe bastam as nossas cabeças?

Não, não falo de fim, mas de reinício ou continuação. Mas falo de transição, e ela dói porque tem de doer. Novas identidades sexuais, mais fluidas e novas formas de encarar e viver as identidades, as novas e as já instituídas. Novas expressões associativas. Novas especializações - quem se ocupe especificamente dos jovens expulsos de casa, dos séniores lgbt, quem faça mais rede social. Expressões autónomas e diversas de movimento lésbico, de movimento bi, de gays e lésbicas das comunidades imigrantes, de estudantes pela educação sexual, expressões renovadas e não fóbicas do movimento feminista… de outras vertantes da luta por uma sexualidade responsável, sem tabus, vivida saudavelmente como parte da vida. Sangue novo, e não falo de idade necessariamente quando digo "novo". Tudo isso aí vem, em parte já aí está, e felizmente nem sempre as "velhas" estruturas deixaram de acompanhar a novidade. Mas maioritariamente não está a ser assim. Esperemos, sem esperar sentad@s, que tudo isto aí venha, e esperemos saber contribuir para isso e fazer parte dessa transformação. Nada disso é porém possível sem capacidade de debate comum, no contexto do sectarismo básico e auto-afirmativo cego, sem juntar forças naquilo em que podemos estar de acordo, para lá dos preconceitos e das divergências políticas e estratégicas que só nos enriquecem e melhoram argumentos, sem capacidade de abrir os olhos perante novos temas e novas ideias, mesmo que criticamente (há outra forma?), sem pelo menos a capacidade de saber ouvir e de questionar tudo aquilo que à nossa volta se está a transformar mais depressa do que alguma vez prevemos.

Não, o associativismo LGBT já não é um exclusivo da sua geração original; as suas novas gerações não vão limitar-se ao quadro discursivo, identitário e de pensamento das gerações que as antecederam; quem o faz, está a escolher ficar para lá ou para cá do claro período de transição que vivemos; e dramático seria apenas se esta evolução não estivesse já em curso independentemente de quem não a compreende e se prepara, portanto, para ficar pelo caminho. Não quero ser dono da razão, mas também não me retiro a legitimidade de pensar ou de falar em nome próprio. Escrevo para debater e ser questionado por quem ainda é capaz de respeitar as divergências de opiniões sem as encostar e categorizar imediatamente e eternamente como "radicais", "moderadas", "derrotistas" ou "ultrapassadas", logo, como nem valendo a pena discutir ou "trabalhar com". Dou o meu contributo, como sempre dei, o mesmo que hoje questiono para dar conforme as exigências da realidade e as minhas convicções próprias.

Sejam as marchas lgbt, então, a expressão destas diversidades, de uma vontade de luta transformadora de tantos aspectos negativos em Portugal, uma proposta de intervenção não-corporativa e não exclusivamente LGBT, mas de tod@s @s que lutam pela diversidade social, sexual, política, contra as forças medievais que ainda regem a sociedade portuguesa e por direitos para tod@s. Porque sim, na diferença e na divergência, dentro e fora do movimento lgbt, a união faz mesmo a força, e o sectarismo bacoco ou os orgulhos pessoais postos acima do interesse da intervenção social fazem a fraqueza e a irresponsabilidade. Não sejam os próprios movimentos LGBT a fechar-se em si, a excluir novos actores, a encerrarem-se na sua temática com prejuízo de um combate eficaz à lesbigaytransfobia, porque ela não existe isolada nem se combate isoladamente.

Mais do que nunca:

Dia 28 de JUNHO, às 16h, no Príncipe Real em Lisboa.

Dia 12 de JULHO, 15h, na Praça da República no Porto


Sem necessidade de rótulos, sem exclusões, celebrando a diversidade, procurando e não recusando todas as alianças de que necessitamos na sociedade portuguesa, sem vergonha – porque negar a luta pelos direitos lgbt como parte das lutas pelos direitos sexuais não é outra coisa…

Vamos marchar pelo orgulho em estarmos cá fora e de cabeça levantada apesar da discriminação, vamos dar a cara colectivamente por todos e todas @s que não podem dá-la, e para que ninguém no futuro seja forçado a dar a cara para que os direitos humanos mais básicos sejam reconhecidos, valorizados e respeitados. Porque é isso a Marcha, e é desse Orgulho que falamos. Saibamos com modéstia honrá-lo melhor do que andamos a fazer, e fazer justiça à nossa própria história e esforço activista e aos frutos que ele já deu.

21 de Junho de 2008

Sérgio Vitorino

terça-feira, março 25, 2008

Lisboa: homenagem a Luna


As Panteras Rosa convidam o conjunto dos colectivos e indivíduos solidários para a

Vigília de homenagem a Luna, transsexual assassinada em Lisboa

4ª feira, dia 26 de Março, 19h, Conde Redondo (esquina com a R. Gonçalves Crespo), em Lisboa.

segunda-feira, março 17, 2008

Mehdi Kazemi não deve ser deportado para o Irão!


Comunicado de Imprensa 17 Março 2008

Carta aberta ao Ministério dos Negócios Estrangeiros

O movimento Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, vem por esta via desafiar o Ministério dos Negócios Estrangeiros português a interceder junto do governo britânico sobre o caso de um cidadão homossexual iraniano prestes a ser extraditado para o seu país de origem, onde arrisca com alto grau de probabilidade, ser perseguido, torturado ou mesmo morto.

As Panteras Rosa desafiam igualmente o governo português, face a exte acto de extraditação eminente, a receber em Portugal o cidadão iraniano Mehdi Kazemi e a conceder-lhe estatuto de refugiado em Portugal.

O movimento Panteras Rosa apela igualmente ao envio massivo e URGENTE de mensagens para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, e para a Embaixada Britânica em Lisboa, no sentido de impedir a extraditação deste cidadão iraniano.

Campanha pública

Apelamos ao envio massivo de mensagens para o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, e à Embaixada Britânica em Lisboa

a) o texto abaixo pode ser enviado ao MNE através da página http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos, seleccionando no destinatário o Ministério dos Negócios Estrangeiros

Petição por Medhi
Mehdi Kazemi viveu uma vida marginalizada e perseguida como homossexual no Irão; o fardo de tal vida tornou-se tão difícil, que finalmente ele deixou o Irão e partiu para o Reino Unido com um visa de estudante. Ele é mais um refugiado gay iraniano que deixou a sua terra natal com a esperança de assegurar uma vida mais digna no Ocidente; e no entanto é mais um jovem refugiado que vê a sua esperança por segurança e dignidade humana desvanecer-se face à falta de respeito dos governos europeus pelos mais básicos direitos humanos.

Os governos europeus clamam ser capeões dos direitos humanos e da democracia e condenam o Irão frequentemente pelas suas violações dos direitos humanos. E no entanto preparam diligentemente o caminho para que o governo do Irão prossiga com os seus abusos contra os direitos humanos, e prendam, e executem, e identifiquem os gays iranianos. Hoje, sentenciam Mehdi a ser torturado ou mesmo morto, deportando-o para o Irão, e amanhã farão declarações condenando este violento e indigno acto de execução.

O governo britânico pretende deportar Mehdi Kazemi para o Irão, apesar de saber que existe um sério risco de ele ser perseguido, torturado ou executado.

Os governos europeus em geral, e Portugal e o Reino Unido em particular, devem alterar imediatamente as suas repressivas políticas anti-refugiados e fazer um esforço sério pelas protecção dos direitos dos seres humanos.

Mehdi Kazemi não deve ser deportado para o Irão.

Subscrevo-me

_________________


b) o texto seguinte pode ser enviado para a Embaixada Britânica em Lisboa através da página: http://www.portugal.embassy-uk.co.uk/contact_us_portuguese_embassy_london_uk_portuguese_visa_portugal_tourist_information_flights_portugal.htm

To the British Embassy in Lisbon:

Petition for Medhi
He lived a marginalized and terrorized life as an Iranian homosexual in Iran; the burden of such a life became so strenuous that he finally left Iran for the UK with a student visa. Mehdi Kazemi is another Iranian gay refugee who left his home country with the hope of securing a more dignified life for himself in the West; and yet he is another young refugee who sees his hopes for safety and human dignity fading in the face of European governments' lack of respect for even the most basic human rights. The European governments claim to be the champions of human rights and democracy and condemn Iran frequently for its violation of human rights; and yet they willingly pave the road for the government of Iran to go ahead with its human rights abuses, and arrest and execute an identified Iranian gay. Today, they sentence Mehdi to torture and possible death by deporting him to Iran, and tomorrow they issue statements commending this violent and unlawful act of execution.

Time after time we have read the statements of European governments against the Islamic Republic of Iran: "The Republic does not respect human rights" and yet these European powers deport Medi to the very government they criticize for violating gay rights. It must be known that such acts of deportation equally violate human rights. The UK government deports Mehdi Kazemi to Iran despite the well-known fact that there is a serious risk of his prosecution, torture and execution.

European governments in general and the UK government in particular must immediately change these oppressive anti-refugee policies and must make a serious effort in protecting the rights of human beings.

Mehdi Kazemi should not be deported back to Iran.

Undersigned

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Cuba estuda legalizar uniões GLBT


Por meio de um projeto de lei que também contempla as cirurgias de mudança de sexo, o Partido Comunista de Cuba estudará o reconhecimento legal das uniões de fato entre homossexuais. A informação é da psicóloga e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, Mariela Castro, fllha de Raúl Castro.

De acordo com Mariela, o projeto de lei compreenderá uma reforma do Código de Família que acabará por reconhecer os mesmos direitos a casais heterossexuais e homossexuais, incluindo os direitos pessoais, matrimoniais e de herança. Mariela, que afirmou não poder antecipar a data em que a medida será votada pelo Parlamento, disse que as principais necessidades dos homossexuais cubanos "estão relacionadas aos seus direitos de reconhecimento como casais consensuais", sobretudo os direitos patrimoniais.

Dedicação

A cubana roubou a cena em Julho de 2006, na Conferência dos Direitos Humanos para a Comunidade Gay que aconteceu em Montreal, evento paralelo ao Gay Games. Sexóloga e psicóloga, lidera campanhas de prevenção contra AIDS e milita pela aceitação da homossexualidade, bissexualidade, travestismo e transexualidade.

Em 2005, apresentou o projeto que permitirá mudança de gênero com assistência total em cirurgias de reconstrução genital, e todo o tratamento hormonal e estético, finalizando com emissão de novos papéis e documentos. Publicou 13 artigos acadêmicos e nove livros. Preside a Comissão Nacional para o tratamento de distúrbios de identidade sexual, é membro do Grupo de Ação Direta para Prevenir Aids, que encara a doença de frente se já estiver instalada e acelera meios para combatê-la.

Novos tempos

Os sinais do aumento da liberalidade com o tema em Cuba, não são de hoje. Um outdoor exibido em 2003 que mostrava dois homens abraçados e duas heroínas formando um par lésbico na novela campeã de audiência da TV estatal, surpreendem pelas denúncias de repressão à homossexualidade que vinham do país em outros tempos.

O periódico Juventud Rebelde publicou uma reportagem com pais de um jovem gay assumido, contando suas experiências. A revista da Universidade de Havana divulgou um estudo sobre a diversidade sexual: "O preço da diferença".

Em 2005, o Instituto Cubano para Artes e Cinema organizou um festival sobre diversidade sexual, projetando filmes estrangeiros sobre o tema. Terminado o Festival, foi exibido pela primeira vez na televisão "Morango e Chocolate" (1993), dirigido por Tomás Gutierrez Alea (recentemente falecido e considerado um dos maiores cineastas cubanos) e Juan Carlos Tabío. O filme foi um grande sucesso nas bilheterias e mostra a perseguição a que foram submetidos os homossexuais no país durante os anos 70.

A paraestatal Cenesex (Centro Nacional de Educação Sexual) – que cuida de mulheres, crianças e da igualdade de direitos – abriu na internet um fórum de discussão com o slogan: "A homo ou bissexualidade não são doença, nem perversão, nem delito". Mas as pesquisas aplicadas pela equipe da revista Alma Mater ("a revista para jovens mais antiga de Cuba", 85 anos nas bancas) mostram que a opinião pública anda bem distante do progresso anunciado e que a homossexualidade ainda não é aceita pelo grande público.

Agência de Notícias da Aids
2008-02-29

terça-feira, fevereiro 26, 2008

A repressão dos homossexuais em Cuba


Personalidades gays brasileiras exigem que Fidel Castro peça perdão pelas perseguições infligidas aos gays no seu país.

Data de 1971 a infeliz resolução do Primeiro Congresso Nacional de Educação e Cultura de Cuba onde se decretou que "os desvios homossexuais representam uma patologia anti-social, não admitindo de forma alguma suas manifestações, nem sua propagação, estabelecendo como medidas preventivas o afastamento de reconhecidos homossexuais artistas e intelectuais do convívio com a juventude, impedindo gays, lésbicas e travestis de representarem artisticamente Cuba em festivais no exterior." Foram então estabelecidas penas severas para "depravados reincidentes e elementos anti-sociais incorrigíveis".

Em 1959 ao tomar o poder em Cuba, Fidel declarou que "um homossexual não pode ser um revolucionário". Em 1965 Fidel e Che Guevara criam as Unidades Militares de Ajuda à Produção, acampamentos de trabalho agrícola em regime militar, com cercas de 4 metros de arame farpado, onde os homossexuais e outros "marginais" realizavam trabalho forçado nos canaviais, com até 16 horas de trabalho forçado, em condições desumanas muito semelhantes aos campos de concentração nazistas. Inúmeros artistas e escritores homossexuais foram perseguidos nesta ocasião: Virgílio Piñera, Lezama Lima, Gallagas, Anton Arrulat, Ana Maria Simo, inclusive o poeta norte-americano Alien Ginsberg, expulso por ter divulgado que era rumor permanente em Cuba e no exterior, que o irmão de Fidel, Raul Castro, era homossexual enrustido. Outro jornalista gay a ser perseguido foi Allen Young, que de garoto propaganda da revolução cubana, tornou-se persona non grata ao denunciar a crueldade da homofobia nesta ilha. Este norte-americano esteve no Brasil e ficou célebre ao recusar cumprimentar o então presidente Castelo Branco.

Em 1980, segundo informes oficiais, 1.700 "homossexuais incorrigíveis" de Cuba foram deportados para os Estados Unidos, embora organizações de direitos humanos calculem que ultrapassaram 10 mil gays e travestis expulsos de seu país. No início da crise da Aids, Cuba foi denunciada internacionalmente pela criação de rigorosas prisões para "sidosos", (doentes de sida), em sua maior parte, homossexuais.

Segundo o Presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, "Fidel Castro tem um dívida histórica a ser resgatada com a humanidade: deve assumir que errou gravemente em tornar Cuba um inferno para os homossexuais e transexuais, causando muita dor, sofrimento, estigmatização e morte de milhares de amantes do mesmo sexo."

Em recente entrevista ao jornal mexicano La Jornada, a própria sobrinha de Fidel Castro, Mariela Castro, sexóloga responsável pelo Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba (Cenesex), reconheceu que "a homofobia oficial desenvolvida pelo regime cubano nas últimas décadas foi um erro." O premiado filme Morango e Chocolate, de Reinaldo Arenas, mostra realisticamente a crueldade deste "erro" capitaneado por El Comandante Fidel; Arenas, vítima desta repressão, suicidou-se em 1990 aos 47 anos.

Como parte desta denúncia, nos meados de Março próximo, o Grupo Gay da Bahia realizará em Salvador uma exposição de fotos e depoimentos, documentando a homofobia em Cuba. Segundo o Prof. Luiz Mott, decano do Movimento Homossexual Brasileiro, "dispomos de duas dezenas de cartas de gays cubanos, recebidas nos últimos 30 anos, todos buscando avidamente um companheiro no Brasil para fugir do inferno que ainda hoje representa ser gay num país que não aprendeu a lição de Che Guevara: 'Hay que endurecer, sem perder jamais a ternura'". Consta que o próprio Guevara, ao encontrar na Biblioteca da Embaixada Cubana em Argel, a obra Teatro Completo de Virgilio Piñera, homossexual assumido, jogou o livro na parede, dizendo: "como vocês têm na nossa embaixada o livro de um ‘pajaro maricon’!" o sinônimo cubano para veado.

Para mais informações: 71- 3328.3783 - 9989.4748

LUIZ MOTT
http://br.geocities.com/luizmottbr/
http://www.luizmott.cjb.net

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

6º aniversário da não te prives - nova Campanha nas ruas


Ola a tod@s!

Por ocasião do seu 6º aniversário, a não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais acaba de lançar a sua nova Campanha do Dia dos Namorados e das Namoradas. Porque o amor se faz de muitas formas, basta de modelos heterossexistas e heteronormativos que excluem e marginalizam. Com o apoio do IPJ, Coimbra acordou no dia de S. Valentim mais colorida, com os cartazes em anexo...

Agradece-se divulgação e feedback!

Abraços,



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não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
Apartado 3113
3001-401 Coimbra

Visita-nos em
http://www.naoteprives.org/
http://naoteprives.blogspot.com/