Segunda-feira, Junho 17, 2013

CADTM: Grécia, demonstração de força do governo e da troika

15 de Junho de 2013

O governo grego tomou a decisão, na terça-feira, 11 de Junho, de fechar os canais de televisão e rádio do serviço público de radiodifusão, a ERT. A polícia neutralizou o principal emissor, situado perto de Atenas, e as forças especiais foram chamadas a calarem os emissores nas áreas rurais. Os ecrãs das televisões públicas nacionais e locais apagaram-se cerca das 23 horas locais. Estes encerramentos implicam o despedimento imediato de 2656 trabalhadores da ERT e a supressão de cerca de 1400 empregos indirectos.

O governo agiu por decreto, anunciado menos de cinco horas antes da sua entrada em vigor, sem que o Parlamento pudesse validar a sua aplicação. No seio do governo de unidade nacional, apenas a Nova Democracia, aconselhada e aplaudida pela neonazi Aurora Dourada, aprovou o texto. A responsabilidade da Troika (FMI, BCE e Comissão Europeia) não é alheia aos acontecimentos. Este trio perverso criou a situação que a Grécia vive hoje e agrava-a de dia para dia. A rapidez com que o governo executa as suas ordens mostra a perda total de soberania do país e a sua submissão perante os credores.

De imediato, centenas, milhares e depois dezenas de milhares de gregos saíram às ruas para protestarem contra esta negação da democracia e para apoiarem os trabalhadores da ERT. A resistência organiza-se em Atenas e em todo o país, das cidades do norte ao Peloponeso, mas não pode sair vitoriosa sem a solidariedade activa dos trabalhadores de outros países europeus. Em todos os países da Europa, as vozes erguem-se e são lançados apelos ao protesto. As greves de solidariedade espalham-se por diferentes países. A mensagem é clara: o que está a acontecer agora na Grécia tem tendência a espalhar-se a toda a Europa. Este é o desafio da mobilização de hoje: impedir por todos os meios a propagação deste braço de ferro. Mais do que nunca, é outra Europa que nós devemos construir juntos, em rotura com a da «concorrência livre e não distorcida». Caso contrário, arriscamo-nos a que, em breve, as purgas voltem à Europa.

Este acto inqualificável, condenado pelo mundo, não é o primeiro do género e levanta questões sobre o futuro da democracia na Grécia. Esta não é a primeira tentativa do governo grego a este nível. O passo dado na terça-feira tem todas as características de um golpe de Estado. 

Recorde-se a repressão contra a greve dos estivadores do Pireu em 2010, a greve dos trabalhadores do Metro de Atenas, requisitados e ameaçados de prisão, em Janeiro de 2013, e a greve dos professores, proibida e considerada ilegal, em Maio. Recorde-se também as medidas adoptadas sem deliberação e sem qualquer possibilidade de alteração por parte do Parlamento sobre o memorando (plano de austeridade), para completar o quadro dos actos ilícitos, leia-se ilegais, dos vários governos gregos desde o início da crise. A Constituição é constantemente violada pelas decisões das equipas da Troika, que ocupam lugares-chave nos ministérios.

Estes planos de austeridade, decididos em nome da dívida pública e dos défices públicos, são directamente responsáveis pela degradação da situação económica catastrófica do país (em recessão desde 2009 e com uma dívida crescente) e, sobretudo, pelo empobrecimento considerável da grande maioria da população. Mais de um terço da população não tem já protecção social, 60% dos jovens está no desemprego. O desemprego é oficialmente de 28% para o conjunto da população (dados do Eurostat). 

Os trabalhadores viram desaparecer as convenções colectivas, substituídas por contratos individuais de trabalho, e são muitas vezes pagos com 3 ou 4 meses de atraso. As pensões baixaram em média 35%...

São as mulheres que pagam a factura mais pesada; o patriarcado e os valores retrógrados regressam em força. Mesmo a liberdade de escolha em termos de procriação é contestada. A esperança de vida recuou 3 anos, em média, desde o início da crise. A promiscuidade, consequência do reagrupamento familiar ou entre vizinhos, gera a contaminação e doenças, numa população com cada vez menos protecção médica. A desnutrição tornou-se comum na Grécia. O direito fundamental à saúde não é reconhecido na prática. Os hospitais fecham uns após outros; os medicamentos e o material médico básico deixaram de ser distribuídos. Milhares de camas são suprimidas nos hospitais e os tratamentos, quando são possíveis, são pagos. Os cuidados de saúde tornaram-se inacessíveis a grande parte da população.

E não são as «desculpas» hipócritas do FMI que vão mudar o que quer que seja. As políticas de austeridade continuam de vento em popa, como se vê pelo despedimento em massa no sector audiovisual. Sob o pretexto de continuar a pagar a dívida pública, a Troika viola os direitos económicos, sociais, civis e políticos do povo grego. Mas esta estratégia do «braço de ferro», imposta aos gregos antes de ser espalhada pela Europa, não seria possível sem a cumplicidade activa dos partidos políticos no poder (PASOK, DIMAR e Nova Democracia) e dos sindicatos que influenciam. Uma mudança radical de política é hoje necessária.

O CADTM afirma que toda a dívida da Grécia à Troika é uma dívida ilegítima, odiosa e não deve ser paga. Corresponde aos três critérios utilizados para determinar o carácter ilegítimo e/ou odioso da dívida:
  • Ausência de consentimento por parte da população;
  • Ausência de benefícios para a população e o desrespeito do interesse geral;
  • Conhecimento por parte dos credores dos dois primeiros critérios mencionados. O resto da dívida deve ser objecto duma auditoria pública ou cidadã.
O CADTM manifesta a sua solidariedade para com o povo grego e fará tudo para construir mobilizações unitárias e europeias de trabalhadores e de populações.

Unidos nas lutas, NO PASSARAN!

Tradução: Maria da Liberdade, Revisão: Rui Viana Pereira

PLATAFORMA 15 DE OUTUBRO CONVOCA NOVA CONCENTRAÇÃO EM SOLIDARIEDADE COM O POVO TURCO

A Plataforma 15 de Outubro chama todos/as a participar na concentração em solidariedade com a luta do povo turco, que se realizará dia 19 de Junho, Quarta-feira, às 18h30 no Largo de São Domingos (Rossio).
 

Há vários dias que na Turquia o povo se encontra nas ruas em protesto contra o governo de Erdogan e a sua falta de liberdade e democracia. 

Quase em clima de guerra civil e a resistir há vários dias, os manifestantes foram violentamente reprimidos pela Polícia Turca na passada noite de Sábado para Domingo. Nessa noite, Erdogan deu ordem para que o Parque Gezi e a Praça Taksim, onde o povo se concentrava, fossem "limpos". O terror foi espalhado pela cidade a mando do governo, com a força policial a bloquear ruas, a usar jactos de água, gás lacrimogéneo, etc etc…
 

A Plataforma 15 de Outubro considera estes factos um ataque brutal aos direitos e liberdades do povo turco e está solidária com a sua luta. Lá, como cá, queremos a queda do governo que não olha os interesses do povo! Somos todos turcos!

Sofia Rajado

Rafael Santos

Página Facebook: https://www.facebook.com/pages/15-Outubro/161447463927164
Site Oficial: http://www.15deoutubro.net/
E-mail: 15outubro2011@gmail.com

Sexta-feira, Junho 07, 2013

8-9 de Junho, acções globais de solidariedade com #OccupyGezi

Este é um apelo a todas as cidades do mundo! Este fim de semana reúnam-se e ocupem os espaços públicos da vossa cidade em solidariedade com o movimento #OccupyGezi e as várias ondas de protesto que estão a acontecer na Turquia!

O que começou como uma pequena ocupação para proteger o Gezi Park, em Istambul, explodiu em questão de dias em manifestações massivas que se espalharam como fogo pela Turquia. O gatilho que disparou os protestos foi o uso desproporcionado da força pela polícia. Assim como Gezi Park simbolizou a luta pelos espaços públicos que encolhem cada vez mais, sequestrados pelo autoritarismo neoliberal, o gás-pimenta lançado pelos agentes de segurança tornou-se uma metáfora para a necessidade geral de espaço para respirar - centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em apoio à ocupação do Gezi Park, apesar do silêncio total dos media, desafiando a brutalidade da polícia. Agora, ocupamos não só o Gezi Park, mas também a Praça Taksim, o coração da vida pública na Turquia, onde expressões populares de protesto têm sido continuamente reprimidas, ao longo da história da república. Enquanto Taksim e Gezi ganham força a cada dia que passa, com milhares de pessoas que se reúnem para celebrar sua solidariedade, vitória e força, a nossa resistência em Istambul e em outras cidades por toda a Turquia continua. De uma coisa estamos certos: nada mais será como antes.

Mostre o seu apoio e a sua solidariedade este fim de semana, 8 e 9 de Junho. Reaproprie-se de Tahrir, Syntagma, Sol, Zuccotti, e das ruas, praças e parques da sua cidade. Acredite em nós, eles pertencem-lhe.

* Criar ou participar de um evento. Compartilhar as fotos e histórias de solidariedade - geziglobal.tk *


https://www.facebook.com/events/113758915501912/?fref=ts
 

Terça-feira, Maio 28, 2013

QUE SE LIXE A TROIKA! :: 1 DE JUNHO :: POVOS UNIDOS CONTRA A TROIKA :: MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL

Olá, 
No próximo dia 1 de Junho voltamos a sair à rua num protesto internacional contra a troika e a austeridade. Neste momento já aderiram a este protesto várias dezenas de cidades em Portugal e por toda a Europa
Em Lisboa o ponto de partida será a Rotunda de Entrecampos às 16:00 para depois partirmos às 17:00 em direção à delegação do FMI (avenida da república) onde faremos uma acção colectiva surpresa e depois terminarmos na Alameda. Na alameda haverá espaços de intervenção e de debate diversos, iniciativas e performances políticas.
Divulga este mail por todos os teus contactos e vemo-nos no dia 1 de Junho na rua!
Convocatória:
A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.
Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da "ajuda externa". É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.
Sairemos à rua, em vários países, Portugal, Espanha, Grécia, Itália, França, Eslovénia, Inglaterra, Alemanha e outros países no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!

Sexta-feira, Maio 17, 2013

2º Debate Democracia e Dívida, 19 de Maio de 2013, às 11H00, Largo das Fontaínhas, Alcântara, Lisboa

O segundo debate Democracia e Dívida realiza-se a 19 de maio de 2013, às 11H00, no Largo das Fontaínhas, Alcântara, em Lisboa.

É, tal como o primeiro debate, um evento público, realizado em local público e orientado para o público, visando estabelecer o diálogo com todos os que se sentem sufocados e oprimidos pelo sistema, pela dívida, pela Troika e pela austeridade. Queremos perceber porque continuamos a pagar dívidas impagáveis e ilegítimas. Porque são os povos do sul da Europa os mais fustigados pela especulação financeira? Quais as soluções para este beco que parece não ter saída? Existem alternativas?
Na nossa opinião,  encontramos respostas quando construímos soluções, por essa razão, decidimos criar este evento que se destina também a assinalar o segundo aniversário da Acampada de Lisboa,  que teve início no dia 19 de Maio de 2011, na praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, na sequência da Primavera Árabe, da Geração à Rasca (Portugal) e do 15M (Espanha).  Tal como em 2011, quando nos conhecemos, as preocupações continuam as mesmas: o empobrecimento do país e a fragilidade da democracia são galopantes. Tentamos agora resolver essas preocupações através do encontro, do esclarecimento mútuo e da união de esforços.
Escolhemos o Largo das Fontaínhas, em Alcântara, pela azáfama do local: lugar de cruzamento de transportes públicos, de entradas e saídas, de correrias quotidianas. Queremos dialogar com a crise na primeira pessoa e perceber as suas (in)sondáveis motivações. Esse é o propósito do debate Democracia e Dívida do próximo domingo (19 de Maio): parar para pensar, trocar ideias e soluções. A animar a conversa estarão Evelyn Houard, estratega de mercados e políticas, participa a título individual, é autora do site Auditoria de Cidadão; Rui Viana Pereira, membro do Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa (CADPP); Vítor Lima, economista, sem simpatias partidárias, é autor do blogue Grazia Tanta. 
É o cidadão comum, em comum, que pode resolver a crise, fazendo perguntas, dando respostas, gerando e procurando alternativas ao pagamento “puro e simples” de todas as dívidas legítimas ou ilegítimas, criando uma democracia mais real e participativa, fazendo frente às atuais políticas governativas nacionais e internacionais.
Como surgiu a ideia dos debates Democracia e Dívida?
A ideia surgiu no final do mês de Março de 2013 quando um conjunto de ativistas dos movimentos sociais portugueses consideraram importante trazer a informação sobre a Dívida diretamente para o centro do espaço público. Sete contactos de email depois, a iniciativa ficou acordada e lançada.
Quem organiza os debates Democracia e Dívida?
As sessões são organizadas por um conjunto de promotores iniciais (João, Nuno, Teresa, e Tiago), por facilitadores que eles convidam, e pelo público que estiver presente. A organização do debate é apartidária e todos os facilitadores participam a título individual.
Como decorre o evento?
11:00 – Sessão de esclarecimento: intervenções dos convidados de 10 minutos.
11:30 – Discussão colectiva de ideias, contributos, participação e mobilização.
Acesso ao Largo das Fontaínhas:
Contatos:
No local do debate a partir das 10:30

ou por email:

Quarta-feira, Maio 15, 2013

Troika Ano II

Convite
É com o maior prazer que os venho convidar para mais uma sessão de reflexão e análise da actualidade, organizada pelo IDEFF e pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a ter lugar no próximo dia 20, pelas 9 e 30, no Salão Nobre da Reitoria.
Dois anos depois da assinatura do Memorando de Entendimento, a troika, uma equipa de funcionários do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia, conjunto de Estados livres e independentes em que Portugal se integra, continua a não prestar contas a ninguém. No decurso das sucessivas visita dos técnicos, o Governo, que responde perante a Assembleia da República e os portugueses, explica-se, presta contas da forma como executa o programa que os técnicos redigiram em três semanas e recebe uma avaliação.
Contra essa anomalia democrática, um conjunto de personalidade de várias gerações, sensibilidades políticas e formações profissionais avaliam a troika e olham para o futuro de Portugal, na sequência da publicação do livro Troika Ano II, Uma Avaliação de 66 Cidadãos, que será apresentado na ocasião.
Entre os que colaboraram no livro figuram nomes como os de Adalberto Campos Fernandes, Alberto Regueira, Ana  Drago, Ana Gomes, António Carlos dos Santos, André Freire, António Garcia Pereira, António Monteiro Fernandes, António Vasconcelos Tavares, Carlos Monjardino, Clotilde Celorico Palma, Emanuel dos Santos, Eduardo Marçal Grilo,  Emílio Rui Vilar, Guilherme D’Oliveira Martins, Ilda Figueiredo, Jacinto Lucas Pires, João Barroso, João Bosco Mota Amaral, João Pinto e Castro, João Ricardo Catarino, Jorge Miranda, José Amado da Silva, José Reis, José Silva Lopes, Luis Moita, Luis Morais, Luís Nazaré, Manuel Jacinto Nunes, Manuela Silva, Nazaré da Costa Cabral, Nuno Costa Santos, Octavio Teixeira,  Paulo Pitta e Cunha, Pedro Santana Lopes, Ricardo Cabral, Rui Machete, Viriato Soromenho-Marques e Vítor Conceição Gonçalves.
Muitos deles e ainda outras personalidades da vida económica, política e jurídica portuguesa irão participar na conferência, para a qual tenho o prazer de convidar V. Ex.as a estarem presentes.
Com os meus melhores cumprimentos,
Eduardo Paz Ferreira

IDEFF - Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal
Alameda da Universidade - Faculdade de Direito
1649-014 Lisboa
+ 351 217 962 198 / + 351 961 497 070

Fórum Social Iraquiano


Queridos amigos y simpatizantes del proceso del Foro Social Mundial:

Hace poco, se conmemoraron los diez años de la guerra en Irak en 2003. Por desgracia, todas loa manifestabtes que gritaron "No más sangre por petróleo" tenian razon.  El regimen tuvo que ceder, pero la libertad de los iraquies no se pudo ganar por medio de guerra y ocupacion. La situación en Irak es crítica tanto en el ambito humanitario como en términos políticos.
Movimientos sociales iraquíes y organizaciones de la sociedad civil son testigos de una ola de protestas populares en Irak y la represión sangrienta por parte del gobierno. Activistas arriesgan su vida en la lucha a diario.
Los activistas iraquíes  tienen que romper su aislamiento y coordinar sus iniciativas con los movimientos sociales, en la región y a nivel internacional. Igualmente importante, los internacionales tienen que ser solidarios y necesitan escuchar sobre el nuevo rumbo que los iraquíes desean para su país, y de las campañas en pro de los derechos humanos y la democracia que se están organizando.
En marzo pasado en Túnez, los iraquíes lanzaron los planes de celebrar un Foro Social Iraquí y han comenzado preparativos en Bagdad y otras ciudades iraquíes. Tienen previsto celebrar el primer Foro Social Iraquí en Bagdad a finales de septiembre 2013 y llaman también a la participación internacional.
Nos complace invitarles a formar parte del Comité de Solidaridad Internacional con el Foro Social Iraquí. Estamos pidiendo una reunión a través de Skype el 22 de mayo, la hora se decidirá de acuerdo a la disponibilidad de  aquellos que van a participar . Las tareas del Comité de Solidaridad Internacional para el Foro Social Iraqui serán las siguientes:
1. Vincular el proceso de ISF en el proceso del FSM y las campañas de la sociedad civil global, en términos de la solidaridad, la coordinación de eventos, conexión política.
2. Apoyar la participación de los internacionales en el evento ISF y monitorear las condiciones de seguridad.
3. Asesorar al comité de ISF en la organización práctica del foro, basado en la experiencia acumulada en otros foros.
4. Tratar de aportar conocimientos sobre temas específicos a petición del comité preparatorio local
La Iniciativa Solidaria Sociedad Civil iraquí está dispuesta a ofrecer apoyo en términos de coordinación y vinculación entre el Comité Preparatorio de Irak y el Comité de Solidaridad Internacional, que actualmente (esta compuesto por las siguientes organizaciones)*

Favor de confirmar a la brevedad posible si su organización desea ser parte del comité de solidaridad internacional, de ser así, favor de enviar la información de la persona contacto a iccsi.project@gmail.com.
Consultaremos sobre la hora y fecha de nuestra primera reunión a las personas que nos confirmen su deseo de ser parte del comite.

Saludos Cordiales.

Ismaeel, Martina, Johanna, Taif, Terry y Florent
de parte de la Iniciativa de Solidaridad con la Sociedad Iraquí

Pagina web en ingles: http://www.iraqicivilsociety.org/
Pagina web en arabe: http://www.almubadarairaq.org/
Red social: http://icssi08.ning.com/

Segunda-feira, Maio 06, 2013

COPINH: ¡Se levanta el Pueblo de San Pedro de Zacapa contra el Proyecto Hidroeléctrico Agua Zarca!

Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras COPINH
________________________________________________________
Telf. (504) 2783-0817; http://copinh.org;  FB: Copinh Intibucá;  twitter: @copinhhonduras

¡Se levanta el Pueblo de San Pedro de  Zacapa, departamento de Santa Barbará contra el Proyecto Hidroeléctrico Agua Zarca!

Hoy 02 de mayo el pueblo de San Pedro de  Zacapa se levantó movilizado, organizado y decidido junto con su Alcalde Municipal y el Frente Amplio  en Defensa de los Intereses del Municipio de San Pedro  de Zacapa, en contra del proyecto Hidroeléctrico Agua Zarca.

Inspirados e inspiradas y en solidaridad con el Pueblo Lenca y el COPINH en su lucha por la defensa territorial, del sagrado Río Gualcarque y sus derechos históricos se ha decidido luego de  un proceso de debate, concientización, de toma de decisiones  y en Cabildo Abierto, lo siguiente:
Como Pueblo,  en cuanto al Proyecto  Hidroeléctrico Agua Zarca, NO entrar en negociación con  las empresas  DESA-SINOHYDRO,  posición digna y colectiva en defensa de los bienes naturales y de los derechos individuales y colectivos de nuestro pueblo y en solidaridad con el Pueblo Lenca y el COPINH.
Que hemos decidido desde ayer 01 de mayo  instalar de manera permanente las trancas de control en diferentes puntos sobre  las carreteras que conducen al plantel  del  Proyecto Hidroeléctrico; proyecto privatizador que ha causado ya enormes daños a la ciudadanía e infraestructura de esta zona incluyendo en la cabecera municipal y varias aldeas.
Desarrollar  no solo la lucha popular  y comunitaria, sino que también jurídica ante las amenazas de DESA-SINOHYDRO de proceder  legalmente contra el Alcalde Municipal de Zacapa compañero Nery Orlando  Hernández Bautista.
El día de hoy jueves 02 de abril,  a eso de la 1:18pm se presentó un contingente policial que luego de amenazar con desalojo a quienes participamos en la Toma de Zacapa  se vieron  obligados a  desistir  de esa acción represiva y a salir de la zona producto de la contundencia y determinación de este pueblo.
El COPINH llama  a los movimientos sociales y a la ciudadanía en general a sumarse con acciones a esta causa indígena y popular que desafía el poder de grandes capitales nacionales e internacionales.
 
Informamos que a 32 días,  la Toma de Carretera  en Río Blanco continua de manera firme y convocamos para este próximo sábado, a  partir del mediodía a la Gran Jornada de Solidaridad con Río Blanco.

Los Ríos son la sangre de la tierra, nosotros y nosotras somos de la Madre Tierra, la tierra nos llama a defenderla y a cuidarla.
¡Somos hijos e hijas de Lempira!  ¡Seguimos en pie de lucha!
¡Los Ríos NO se venden, se cuidan y se defienden!

Dado en San Pedro de Zacapa, Departamento de Santa Barbará, a los 02 días del mes de mayo del 2013
--
escuchenos en vivo:
http://giss.tv:8000/guarajambala.mp3.m3u
web:  copinh.org
blog:  copinhonduras.blogspot.com
fb:     Copinh Intibucá
twitter: @COPINHHONDURAS


O Musas precisa de ajuda

Viva!
O Musas, uma velha associação de bairro na Rua do Bonjardim, no Porto, prestes a fazer 70 anos em 2014, está em perigo, com tudo o que isso implica como ameaça para as suas actividades, em particular a prática desportiva do xadrez, a sua biblioteca aberta ao público, o seu interesse pela poesia, banda desenhada, fotografia, software livre e a sua horta comunitária - a Quinta Musas da Fontinha.

Três razões fundamentais são apontadas para uma acção de despejo pelos senhorios:

1- Ter criado a horta comunitária em terreno não abrangido pelo arrendamento (o que o Musas contesta, com base documental), e ter sub-arrendado o espaço (o que é falso). Pelo contrário, o Musas valorizou a propriedade em causa.

2- Não ter qualquer actividade desportiva e ser nessa condição o arrendamento do edifício sede do Musas (o que o Musas contesta), porque essa actividade é florescente.

3- Ter construído uma casa para um sem-abrigo (o que o Musas contesta), pois apenas ajudou a reconstruir um velho barraco há muito existente e onde se acolhe há muitos anos um vizinho desprovido de outros bens.

O julgamento da acção de despejo do Musas finalmente tem data marcada, para 29 de outubro, às 09h15.
Mais do que nunca o Musas precisa da união de todos e de reunir apoios. A única fonte do seu sustento são as quotas dos sócios, de valor livre e voluntário (a maioria pagando 1 euro por mês). De momento o Musas precisa de reunir 1000 euros para pagamento dos serviços da advogada.
Por isso são bem vindos todos os apoios em dinheiro e todas as iniciativas para organizar concertos, jantares, leilões e todas as actividades possíveis e imaginárias. Novos sócios são igualmente muito bem vindos. A divulgação e multiplicação desta mensagem igualmente.
Ajudam a pensar em propostas?
Entretanto, quem quiser (e puder) contribuir com alguma verba pode fazê-lo com uma transferência para o NIB 0035 0196 0001 8174 0305 7.
Convém mandar um mail a referir esse envio de dinheiro para se poder saber a sua origem e ir actualizando o montante angariado até à altura na página do facebook Espaço Musas, publicando os resultados. Pretende-se atingir, para já, uma verba de 1000 euros - o próximo pagamento à advogadapodendo ser o último ou não, dependendo de como as coisas possam decorrer em julgamento.

Abraços e obrigado

Conferência Vencer a Crise com o Estado Social e com a Democracia, dia 11 de Maio

Caro(a) amigo(a),
Realiza-se já em 11 de Maio (sábado), durante todo o dia, a Conferência Vencer a Crise com o Estado Social e com a Democracia, no Fórum Lisboa, na Avenida de Roma, em Lisboa, organizada pelo Congresso Democrático das Alternativas (CDA).

Para que a Conferência seja uma iniciativa participada, plural e bem sucedida é essencial o empenho e o envolvimento ativo na sua preparação de todos aqueles que se revêm nos seus propósitos. Vimos, assim, apelar a que dê o seu contributo para a dinamização da Conferência, o que pode ser feito de diferentes formas:
  • Inscrevendo-se na Conferência, caso ainda não o tenha feito. A lotação do Fórum Lisboa é limitada, é necessária inscrição prévia no site do CDA (aqui) para garantir lugar;
  • Participando nos seus trabalhos no dia 11 de Maio;
  • Divulgando a Conferência junto dos seus contactos e redes (via email, blogs, redes sociais, etc.);
  • Apelando à inscrição na Conferência de todos os potenciais interessados;
  • Elaborando e enviando textos que contribuam para o debate preparatório (que poderá submeter aqui).
Na página do CDA na Internet está disponível documentação e estudos sobre o Estado Social e outras informações sobre a preparação da Conferência. A partir da próxima segunda-feira, dia 6 de Maio, será também disponibilizado no site o projeto de Resolução a debater na Conferência e mais informações sobre o seu programa e funcionamento.

No momento em que o Governo se prepara para lançar um ataque sem precedentes aos serviços públicos e aos direitos sociais, esta iniciativa revela-se da maior oportunidade afirmando o Estado Social como instrumento indispensável no combate à crise (flyer da iniciativa). Não nos resignamos à destruição do Estado Social, a mais profunda das transformações da sociedade portuguesa das últimas décadas, em nome das cedências à troika, aos credores e aos mercados financeiros.
Afirmamos que o futuro de Portugal como país desenvolvido só é verdadeiramente sustentável com um Estado Social robusto que garanta padrões sólidos de saúde, de qualificações elevadas, de condições para manter a dignidade das pessoas quando já não trabalham ou não podem trabalhar. No fundo, um Estado Social de bem-estar e de direito, tal como o temos vindo a construir desde a revolução de Abril. Afirmamos que um Estado Social redistributivo, que regule a economia e que promova o relançamento económico, é o músculo imprescindível da coesão social, do desenvolvimento e da nossa democracia.

Contamos consigo! 

Saudações democráticas, 
A Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas  


Site: http://www.congressoalternativas.org/

Facebook: https://www.facebook.com/Congresso.Democratico.das.Alternativas  

Terça-feira, Abril 30, 2013

1º Junho: "Os Povos unidos contra a troika"


Primero de junio, cita europea contra la austeridad

Movimientos ciudadanos de varios países de la UE convocan una manifestación internacional contra las políticas de ajuste impuestas por la Troika

http://www.publico.es/internacional/454448/primero-de-junio-cita-europea-contra-la-austeridad

Varios colectivos ciudadanos de diferentes países europeos han convocado una manifestación internacional para aunar fuerzas en la lucha contra las políticas de recortes y austeridad que, según los convocantes, imponen organismos supranacionales que "gobiernan de facto" los países, "secuestrando la soberanía" de los pueblos.

Bajo el lema "Pueblos unidos contra la Troika" [formada por el Banco Central Europeo (BCE), la Comisión Europea (CE) y el Fondo Monetario Internacional (FMI)], los colectivos saldrán a las calles en Portugal, España, Grecia, Francia, Chipre, Inglaterra, Italia, Eslovenia y se les sumará el movimiento Blocupy, que ese mismo día protestará frente a la sede del BCE en Alemania.

Tras una reunión celebrada en Lisboa el pasado 26 de abril, en la que agrupaciones cívicas como Que se lixe a Troika (Portugal), Mareas Ciudadanas (España), representantes del sindicato griego GSEE (ligado a Syriza, la coalición de izquierdas que lidera Alexis Tsitpras y que se colocó como segunda fuerza en el Parlamento heleno tras la últimas elecciones) y otras, los activistas fijaron la fecha y el lema, que será común en todos los países que salgan a la calle.

La iniciativa viene impulsada por el colectivo luso Que se lixe a Troika ("Que se joda la Troika"), con apenas medio año de vida y consiguió sacar a más de un millón y medio de personas a las calles de Portugal el pasado 2 de marzo bajo el lema inspirado en la Revolución de los Claveles: "El pueblo es quien más ordena".

El lema de esta movilización será "Pueblos unidos contra la Troika"

Según los convocantes, sus países están sufriendo un "ataque por parte del capital financiero impulsado por la Troika y los gobiernos nacionales que aplican sus dictámenes" a cambio de un rescate a sus economías, con un déficit disparado y una "deuda impagable que no han generado los ciudadanos, "convirtiendo a los pueblos en esclavos de la austeridad".


Por todo ello, llaman a "todas las personas, con y sin partido político, con y sin empleo, con y sin esperanza, a que se sumen y digan que no se sacrifican más por un futuro que nunca llegará", dijeron en la rueda de prensa convocada inmediatamente después de la maratoniana reunión. Según aseguró a Público Marco Marques, de Que se lixe a Troika, su colectivo mantendrá el próximo 4 de mayo una reunión con otros movimientos sociales portugueses de cara a que se sumen a su movilización.

"Si no estamos juntos, no podremos salir de esta situación", animan los convocantes griegos

Por la parte española, la Marea Ciudadana logró aglutinar a decenas de miles de personas el pasado 23 de febrero en Madrid con la unión de las diferentes mareas surgidas contra el paro, la precariedad laboral o los recortes en Sanidad y Educación llevados a cabo por el Gobierno del PP.

Según los representantes que estuvieron presentes en la rueda de prensa, esta convocatoria "no es sólo una acción concreta, sino será la primera de más movilizaciones para combatir a la Troika todos los países que sufren sus políticas".

"Si no estamos juntos, no podremos salir de esta situación. Las medidas que la Troika exige a cambio de los rescates no salva a los pueblo, al contrario, acaba con todos los derechos conquistados a lo largo de los años", dijo el representante del sindicato griego, Zois Pepes.

Pagando la deuda

Tanto los gobiernos de Grecia, Portugal e Irlanda y, posteriormente, Chipre, han firmado los memorandos que la Troika redacta para hacer frente al pago de la deuda que contraen a cambio del rescate financiero. En el caso español, el rescate ha afectado sólo al sector financiero, aunque han sido los recortes en gasto social los que han hecho frente a los desmanes de las entidades financieras.

El objetivo es conseguir que el pueblo vuelva a ser el que decide su futuro

Las recetas que el FMI, el BCE y la CE aplican para paliar los efectos de la crisis parecen similares en todos estos países europeos: austeridad y recortes que, lejos de generar crecimiento, están aumentando el desempleo y haciendo descender e poder adquisitivo de la población a través de aumentos de impuestos, bajadas de salarios en el sector público, y manga ancha para que los empresarios puedan despedir más barato. Todo ello ha provocado que se disparen las tasas de paro de todos estos países. Tanto es así que, incluso el presidente de la Comisión Europea, Durao Barroso, dijo hace pocos días que los ciudadanos ya no pueden aguantar más austeridad. La misma idea tiene el presidente francés, François Hollande, cuyo programa electoral se basaba en políticas de estímulo al crecimiento. Sin embargo, estas afirmaciones aún no se dejan ver lo suficiente.

Por todo ello, estos colectivos ciudadanos han comenzado a tejer redes internacionales para hacer frente al que consideran su "enemigo común": la Troika y sus políticas de austeridad. ¿El objetivo? Volver a conseguir que sea el pueblo quien decida su futuro.

Terça-feira, Abril 23, 2013

Assembleia Popular 25 de Abril - Largo do Carmo (Lisboa), 18:30h

Este ano o 25 de Abril vai ser de novo comemorado em Lisboa com uma manifestação que se espera seja também um dia de protesto e luta contra as politicas que, em nome dos mercados e dos grandes grupos económicos, condenam os portugueses ao empobrecimento e atentam contra a sua dignidade como cidadãos. Mas, mais que protestar os portugueses desejam também ter uma palavra a dizer sobre o seu futuro e nesse sentido, após as comemorações populares do 25 de Abril, vai-se realizar uma Assembleia Popular onde todos poderão expressar livremente as suas opiniões e ouvir outras, assim como formas de lhes dar continuidade. Desta partilha espera-se que saiam ideias e alternativas que possam ser um sinal de esperança e um ponto de partida para uma sociedade mais justa, livre e onde os cidadãos não sejam meros espectadores da política dos gabinetes mas actores intervenientes nas decisões e na escolha do seu destino.

Porque tu és a razão da sua realização, participa na Assembleia Popular, 25 Abril, Largo do Carmo às 18H30.

18H30 – Assembleia Popular 25 de Abril
20H30 – Jantar de Abril
21H00 – Projecção de um filme

http://assembleia25abril.pt.vu/

Democracia e Dívida - Dia 27 de Abril, 15H, Largo do Carmo (Lisboa)

Press Release: 22/04/2013

"Democracia e Dívida"  é o tema do debate que se realiza a 27 de abril, às 15H00, no Largo Carmo, em Lisboa. É um evento público, realizado em local público e orientado para o público.
O debate visa esclarecer e desmistificar os conceitos de Dívida e de Democracia, numa altura em que se celebra a Democracia e a Liberdade trazidas pelo 25 de Abril e em que Portugal, Espanha e vários outros países da Europa e do mundo vêm as suas Democracias e a qualidade de vida das suas populações ameaçadas.

Mas afinal, que Dívida é esta? Será que essa tal ”Dívida” terá sido, como constantemente nos dizem, criada por nós (ou para nosso bem)? Poucos explicam o que ela é e poucos são os políticos que oferecem saídas alternativas. Serão as soluções apenas o corte de qualidade de vida e de direitos das classes mais pobres e trabalhadoras? Que outras soluções encontraríamos nós se investigássemos a fundo as contas públicas e a alegada promiscuidade entre governantes e privados? Vamos procurar respostas alternativas para essas perguntas durante o debate do próximo sábado em Lisboa. O debate será facilitado pelas intervenções de  Emma Avilés, Manuel Martins Guerreiro, Rui Viana Pereira e Vítor Lima.

Emma Avilés
está ligada ao Movimento 15M/Indignados, membro da Plataforma Auditoría Ciudadana de la Deuda (PACD). Emma será acompanhada por Jezabel Goudinoff e Javier Soraluce (ligados aos mesmos movimentos), explicando o que é a PACD, uma plataforma que junta os novos movimentos sociais e outras organizações temáticas e especializadas, e quais as relações entre a PACD e a Rede Internacional de Auditorias Cidadãs (ICAN); Manuel Martins Guerreiro, que participa na Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC), lembrará que a dívida apareceu nas relações humanas primeiro que o dinheiro, continuando a ser um mecanismo de domínio e de exploração do centro sobre as periferias; Rui Viana Pereira, que participa no Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa (CADPP), sublinhará que os juros da dívida pública são um mecanismo de saque dos rendimentos dos trabalhadores, sendo essa dívida totalmente ilegítima porque todas as funções sociais do Estado juntas custam menos do que os impostos e contribuições pagos pelos trabalhadores; Vítor Lima, economista, é autor do blogue Grazia Tanta, e frisará que a dívida não é um número mas sim um processo de empobrecimento colectivo que coloca em risco as nossas vidas e que, por essa razão, é imperioso mudar o sistema político que sustenta o processo.

As intervenções terão em comum fazer perceber e reafirmar que: 1) a Dívida foi (e é) originada por graves deficiências nos regimes democráticos e por disfunções neoliberais no sistema bancário e financeiro; 2) que a actual crise das Dívidas continuará a agravar-se se mantiver a actual subserviência dos governos nacionais aos principais interesses económicos e financeiros; 3) que no combate à Dívida são necessárias instituições democráticas responsáveis e responsabilizáveis, a implementação de uma efectiva justiça, que persiga a corrupção e o crime, e a defesa e salvaguarda da dignidade e qualidade de vida das populações; 4) que a  solução passa, em larga escala, por uma crescente consciencialização e mobilização dos cidadãos para a fiscalização das instituições públicas,

Como surgiu a ideia deste debate?
A ideia surgiu no final do mês de Março quando um conjunto de activistas dos movimentos sociais portugueses consideraram importante trazer a informação sobre a Dívida directamente para o centro do espaço público. Sete contactos de email depois, a iniciativa ficou acordada, sendo lançada a lançada 4 de Abril.

Quem organiza este debate?
A sessão é organizada por um conjunto de promotores iniciais (João, Nuno, Teresa, e Tiago), por facilitadores que eles convidaram (Emma, Jeza, Javi, Manuel, Rui e Vitor), e pelo público que estiver presente. A organização do debate é apartidária e todos os oradores participam a título indivídual.

Como decorrerá o evento?
Localização e data: Largo do Carmo, Lisboa, 27 de Abril
15:00 – Sessão de esclarecimento: intervenções dos convidados de 10 a 15 minutos.
17:00 – Intervalo.
17:30 – Discussão colectiva de ideias e contributos passados e futuros relacionados com a participação e mobilização.

Mais informações:
Email: democraciaedivida@hushmail.com ou democraciaedivida@gmail.com
Site: www.democraciaedivida.wordpress.com
Facebook:

https://www.facebook.com/pages/Democracia-e-D%C3%ADvida/487400131308815
Twitter:@demoedivida (hashtag #DemocraciaeDivida)

Sexta-feira, Abril 19, 2013

MaisLisboa.org - Eleição dos três cabeças de lista para as eleições à Assembleia Municipal de Lisboa

O MaisLisboa vai proceder, muito em breve, às eleições primárias abertas para escolher os seus três primeiros nomes candidatos à Assembleia Municipal de Lisboa.
Se está disponível para ser candidato do MaisLisboa à Assembleia Municipal de Lisboa e está de acordo com os nossos três princípios básicos...:
1. Todos são bem-vindos à lista partici­pativa de Lisboa. Não importa a orientação política de cada um, interessa apenas o empenho para discutir as melhores propostas e soluções para a nossa cidade;
2. As listas partici­pativas aos órgãos autárqu­icos de Lisboa serão feitas através de eleições primárias, garantindo que a ordenação final é democrá­tica e reflecte as propostas e trabalho de cada um;
3. Todos os eleitos serão delegados dos cidadãos de Lisboa, devendo sempre auscutá­-los (em assembl­eias presenc­iais ou através da Internet) antes dos debates e votações nos órgãos autárqu­icos. Os eleitos destas listas serão represe­ntantes dos cidadãos e nunca tomarão o cargo em seu proveito próprio.
Solicitamos que nos manifeste por este meio (até dia 25 de abril) a sua vontade de ser candidato a estas eleições internas, acrescentando as motivações que o fazem avançar (bastam duas ou três linhas). Agradecemos ainda que nos envie o seu CV e fotografia.
Poderá conhecer todos os detalhes do processo na apresentação pública do mesmo, que se realiza no próximo domingo, dia 21, às 16h, na livraria Barata da Avenida de Roma.
Este é Regulamento Eleitoral Interno:
Candidatos:
1. Cada candidato deve aderir aos três princípios do MaisLisboa (maislisboa.jux.com/984671)
2. Os candidatos não devem constar em listas de outros partidos ou candidaturas eleitorais autárquicas
3. Cada candidato só pode cumprir no máximo dois mandatos, por forma a permitir uma maior participação de mais cidadãos
4. Os candidatos devem ser eleitores ou terem algum tipo de relação directa com o concelho de Lisboa
5. Posteriormente, os candidatos serão ordenados em função do número de votos obtidos por cada um e por forma a que exista um membro intercalado do outro sexo na lista final. Ou seja, havendo três homens mais votados, o último sai dessa selecção e ascende ao segundo lugar a mulher mais votada, ou vice-versa.
Eleitores:
1. Todos os lisboetas (residentes ou trabalhadores) podem votar neste processo de primárias abertas a todos os cidadãos, assinando uma declaração pública de apoio à lista MaisLisboa e contribuindo com um euro, como demonstração de compromisso e empenho no processo
2. Cada eleitor pode votar três, duas ou uma vez em cada boletim de voto. Pode concentrar os seus votos num só candidato ou dispersá-los por vários candidatos (até um máximo de três). Boletins com mais de três votos serão considerados nulos.
3. As urnas serão instaladas em sítios públicos de Lisboa, em data a determinar (provavelmente 4 de maio), de forma a garantir a máxima participação possível de cidadãos lisboetas. Pretende-se garantir a máxima participação eleitoral possível.
4. Junto de cada urna estarão disponíveis os nomes dos candidatos e respectiva motivação de candidatura, CV e foto, ordenados alfabeticamente, de forma a facilitar o conhecimentos de todos os nomes que comporão o boletim de voto disponível para o processo.
Reiteramos o convite para estar presente na apresentação pública deste inovador processo de democracia participativa, que se realiza no próximo domingo, dia 21, às 16h, na livraria Barata, Avenida de Roma, número 11.
Seja candidato e participe no processo de escolha da primeira lista verdadeiramente democrática e aberta candidata a um órgão de poder político em Lisboa (e em Portugal)!

Terça-feira, Abril 16, 2013

Acção relâmpago no Hotel Ritz - Que se Lixe a troika, hoje, 19h

A troika chegou e está instalada no Hotel Ritz em Lisboa, junto ao Parque Eduardo Sétimo. Chegou de surpresa a Lisboa para com o governo procurar impor o massacre contínuo sobre as nossas vidas.
Rasmus Ruffer, economista alemão do BCE, Abebe Selassie, economista etíope do FMI e Jürgen Kröeger, economista alemão da Comissão Europeia disfrutam de uma agradável estadia num hotel cinco estrelas da capital, para terem a possibilidade de durante o dia reunirem com a troika local, o governo que obedece cegamente às suas ordens.

Às 19h00 reunimos frente ao Hotel, trazendo connosco tachos, panelas, apitos, buzinas, vuvuzelas para mostrarmos à troika que não é bem-vinda, que não aceitamos a destruição das nossas vidas, essas inevitabilidades vomitadas todos os dias pelos comentadores. É culpa destes e dos seus mandantes haver mais de 1 milhão e meio de desempregados em Portugal, dezenas de milhares de sem-abrigo, uma recessão de -3,2%, e a previsão de que tudo isto se agrave nos próximos anos. É sua culpa a resposta fanática de querer, em cima de tudo isto, cortar mais na protecção das pessoas, na doença, no desemprego, na velhice.

Que Se Lixem!
evento: https://www.facebook.com/events/130499823806962/

Quarta-feira, Abril 10, 2013

25 de Abril: assembleia popular

Este ano o 25 de Abril vai ser de novo comemorado em Lisboa com uma manifestação que se espera seja também um dia de protesto e luta contra as políticas que, em nome dos mercados e dos grandes grupos económicos, condenam os portugueses ao empobrecimento e atentam contra a sua dignidade como cidadãos.
Mas, mais que protestar os portugueses desejam também ter uma palavra a dizer sobre o seu futuro e nesse sentido, após as comemorações oficiais do 25 de Abril, vai-se realizar uma Assembleia Popular onde todos poderão expressar livremente as suas opiniões e ouvir outras, assim como formas de lhes dar continuidade.
Desta partilha espera-se que saiam ideias e alternativas que possam ser um sinal de esperança e um ponto de partida para uma sociedade mais justa, livre e onde os cidadãos não sejam meros espectadores da política dos gabinetes mas actores intervenientes nas decisões e na escolha do seu destino.
Porque tu és a razão da sua realização, participa na Assembleia Popular, 25 Abril, Largo do (Carmo ou Rossio) às 18H30
20H30 - Jantar
21H00 – Projecção de um filme


Sexta-feira, Abril 05, 2013

Programa colaborativo do MaisLisboa.org

É tempo de sermos nós a decidir o nosso futuro e isso só será possível se, entre outras coisas, "tomarmos de assalto" as instituições que sustentam esta democracia.

O objectivo deste movimento é apresentar uma candidatura à Assembleia Municipal de Lisboa (não confundir com a Câmara Municipal) para as eleições Autárquicas deste ano.

Alguns dos princípios deste movimento agradam-me especialmente e estou convencido que a muitos de vós também:
 - não há líderes;
 - as reuniões são de conhecimento público, abertas a toda a gente, com hora e local divulgado no site;
 - não existem cabeças de lista nem há qualquer ordenação definida.
 - os candidatos serão ordenados nas listas após uma votação e pelo número de votos aí recolhidos;
 - o programa do movimento é elaborado de forma participativa através das ideias recolhidas num banco de ideias. Toda a gente pode colaborar;
 - existem propostas no banco de ideias para a criação de Assembleias locais.

O movimento precisa de 70 nomes de candidatos à Assembleia para poder apresentar a candidatura e de 4000 assinaturas.

O colectivo decidiu fazer uma apresentação pública do programa no próximo dia 20 de Abril.

Ainda restam alguns dias para que possam inserir as vossas ideias ou ajudar a debater as existentes. Para os interessados, basta seguir o link: http://lisboa.maisdemocracia.org/punbb/ 

Apesar de o programa continuar a ser debatido após esta data, pretende-se que as ideias mais fortes a transmitir na campanha resultem da lista recolhida até dia 20. Participem.

Agradecemos ainda a divulgação do movimento e convidamos a aparecerem nas próximas reuniões. Podem ainda consultar a página do facebook https://www.facebook.com/MaisDemocraciaemLisboa

João Campos

Quarta-feira, Abril 03, 2013

Declaração da Assembleia da Dívida, reunida em Tunes

FSM Tunes

30 de Março de 2013

Considerando que a dívida tem sido, desde o século XV, o principal instrumento histórico de colonização para saquear, dominar, subjugar, humilhar e destruir os povos e as suas tradições,

Considerando que a dívida do Sul já foi paga várias vezes e que constitui, a Sul e a Norte, uma poderosa transferência de riqueza do trabalho para o capital,

Considerando que a dívida é também a principal alavanca de ingerência estrangeira e dos poderes financeiros, com a cumplicidade das elites no poder, de violação da soberania dos países, de empobrecimento generalizado dos povos e de recuo brutal dos seus direitos económicos e sociais,

Considerando que as multinacionais e os países industrializados provocaram uma alteração irreversível dos equilíbrios ambiental e climático, que significa a existência de uma dívida ecológica,

Considerando que, em todo o planeta, os mecanismos de endividamento agravam, sobretudo, as condições de vida das mulheres, atacando a sua independência financeira, um dos pilares da sua emancipação política e social,

Nós, organizações e movimentos sociais, inspirados pelo exemplo do combatente Thomas Sankara, que lutou pela libertação dos povos escravizados pela dívida:

Afirmamos que os povos árabes e magrebinos reacenderam a chama da luta pela reapropriação do seu destino e pela vontade de se emanciparem de acordo com as suas próprias normas no sentido de uma vida livre e digna,

Apoiamos com força e determinação todas as lutas através do mundo para a libertação dos povos da servidão da dívida,

Rejeitamos as políticas de austeridade aplicadas por todo o mundo,

Apoiamos todas as campanhas de auditoria cidadã à dívida para identificar e anular, sem condições, a parte odiosa e ilegítima dessa dívida e apelamos às auditorias feministas da dívida que tenham em conta a dívida social de que as mulheres são credoras,

Rejeitamos toda a conversão de dívida que qualificamos como sendo um branqueamento da dívida odiosa e ilegítima,

Denunciamos com veemência todas as pressões e tentativas que visam impedir a adopção de propostas legislativas sobre a auditoria da dívida na Tunísia e noutros lugares.

Não devemos, não pagamos!

Primeiros signatários da Declaração (ordem alfabética) :

ACET (Auditons les Créances Européennes envers la Tunisie)
CADTM International (Comité pour l’Annulation de la dette du tiers monde)
JUBILE SUD AMERIQUES
LATINDADD
Plataforma Ciudadana por la Auditoría de la Deuda (PACD), Estado español
Popular Campaign to Drop Egypt’s Debt
SUD BPCE

Eric Toussaint: "El Foro Social en contacto con una realidad en ebullición produce una reacción química positiva"


Balance de la nueva edición de Túnez 2013

El Foro Social Mundial (FSM) cerró su novena edición centralizada este sábado 30 de marzo en la capital tunecina con un balance cuantificable significativo. Más de 50 mil participantes; casi mil actividades de todo tipo; una manifestación de apertura el martes 26 que reunió a 25 mil personas y una concurrida marcha de clausura en solidaridad con el pueblo palestino. "Un foro muy positivo" según el análisis del historiador y militante social belga Eric Toussaint, coordinador del Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo (CADTM), una de las organizaciones que integran el Consejo Internacional del FSM desde sus inicios.
por Sergio Ferrari , Éric Toussaint

30 de marzo de 2013
 
Pregunta: ¿Cuáles han sido los aspectos más importantes de esta nueva edición del FSM?
Eric Toussaint: Se dio una fuerte participación tunecina en muchas de las actividades. Lo vimos, por ejemplo, en los talleres y actividades que analizaron el tema de la deuda. También en la Asamblea de los Movimientos Sociales del viernes 29. Fue evidente el gran interés de la juventud y de los movimientos sociales a favor de esta iniciativa. Esto constituye un aspecto muy positivo de nuestro balance.

P: ¿Significa que el FSM en tanto espacio sale fortalecido de esta convocatoria en el Magreb?
R: Sin duda alguna. El FSM vive una cierta crisis desde hace algunos años. En particular el Consejo Internacional, en tanto instancia facilitadora, enfrenta dificultades enormes para encontrar una nueva dinámica…Y al mismo tiempo, el Foro Social, de manera incontestable, se mantiene como el único lugar y marco mundial donde se encuentran los movimientos sociales. Y en ese sentido, en la ausencia de otra alternativa, el FSM sigue siendo muy importante. Dado que la sociedad tunecina y de la región estén activamente movilizadas, aportó una bocanada de aire fresco y renovación a este espacio internacional. El Foro Social al entrar en contacto con una sociedad en movimiento, en ebullición, produce una reacción química, una interacción sumamente interesante y lo hemos comprobado en esta edición.

P: Según su balance, el hecho de convocar al FSM en un país y en una región en ebullición, podría servir también de cara al futuro como un antídoto contra todo riesgo de institucionalización de este espacio mundial…
R: En efecto. Podríamos imaginar una próxima edición del FSM en Egipto si un grupo de organizaciones de ese país desearían recibirlo. Ya que Egipto vive una situación totalmente eléctrica con un movimiento sindical proporcionalmente más fuerte en el sector industrial que en Túnez y con un campesinado muy golpeado por las políticas neoliberales del Banco Mundial y la privatización de las tierras. Pero podrían darse explosiones sociales en otras partes del mundo y serían imaginables escenarios diversos.

P: ¿Cómo desbloquear las dificultades y la cierta parálisis que confronta el Consejo Internacional del FSM?
R: No tengo soluciones. Constato que una serie de fuerzas que integran el Consejo desean continuar jugando ese rol. Lo que Túnez nos enseña es que en un cierto momento hay que liberar el terreno y dejar espacio a nuevas fuerzas. Nosotros en tanto CADTM continuamos siendo miembros del Consejo Internacional y sabemos que hay actores dentro muy interesantes y dinámicos con quienes colaboramos estrechamente. Pero vemos también que hay una serie de fuerzas muy institucionalizadas que gestionan la *marca* del Foro Social Mundial según sus intereses.

P: A pesar de todo, su idea es que hay que seguir fortaleciéndolo…
R: Sin duda. El FSM es un espacio útil. Se ve que, como sucedió aquí, hay una dinámica muy positiva que se desarrolla independientemente de los problemas funcionales.

P: ¿En el marco de este balance optimista, cuáles ha sido los elementos negativos que resultan de esta edición?
R: Entre las organizaciones que instalaron sus stands estaba la USAID que es el organismo de cooperación de los Estados Unidos presente en todas las operaciones de desestabilización en el planeta entero. Es un instrumento de prolongación de la política internacional norteamericana. Por lo tanto esta organización no tiene nada que hacer en el Foro. Es un elemento preocupante ya que implica incluso una violación de la Carta de Principios del 2001. Comprendo por lo tanto a aquellos participantes que fueron a exigir a esta organización de salir del perímetro del campus universitario El Manar donde se realizó el Foro.
 

Vimos también - de igual manera a lo que sucedió en la edición anterior del 2011 de Dakar-, que la monarquía marroquí envió un centenar de personas pagadas bajo la cobertura de pertenecer a organizaciones no gubernamentales sociales. Una parte de ellos son policías que vinieron a impedir que se exprese en este espacio el derecho a un Estado independiente saharaui…Lo vimos en Dakar, se lo vio el viernes 29 en la asamblea de los movimientos sociales…Elementos provocadores ligados al régimen marroquí que vienieron a tomar por asalto la tribuna, y trataron de impedir que en la declaración de los Movimientos Sociales se haga referencia a esa solidaridad necesaria. Ese también ha sido un aspecto negativo, aunque no es responsabilidad del FSM. Hay que encontrar los medios para proteger en particular a los militantes sociales marroquíes que tienen el coraje de defender el derecho democrático a la soberanía nacional.

Sergio Ferrari, desde Túnez