sexta-feira, julho 08, 2016

Lançamento da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo

 
Compas, 

A Marcha Mundial das Mulheres estará junto a outros movimentos sociais no lançamento da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo, que acontece nesta sexta-feira, 8 de julho, às 16 horas, no auditório 01 da Faculdade Zumbi dos Palmares – Clube de Regatas Tietê (São Paulo, Brasil), no marco do Fórum Social Mundial de Migrações.
O lançamento será transmitido pela internet às 16 horas, horário de Brasília (UTC -3), pelo blog: https://seguimosenlucha.wordpress.com/
 
Participe e divulgue a jornada com a hastag: #JornadaContinental

Nenhum passo atrás! 
Povos em luta pela nossa integração, autodeterminação e soberania,
contra o livre comércio e as transnacionais!
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Segue a convocatória da jornada:


JORNADA CONTINENTAL PELA DEMOCRACIA E CONTRA O NEOLIBERALISMO
Após uma década da derrota da Alca - Área de Livre Comércio das Américas, o nosso continente enfrenta uma nova ofensiva neoliberal.

Esta ofensiva é expressa na radicalização das diferentes formas de apropriação e espoliação dos direitos dos povos e nos ataques às populações indígenas, camponesas, trabalhadoras, a mulheres, a jovens e às diversidades raciais, culturais e sexuais, que depois de lutas de resistência recuperaram sua capacidade de ser protagonistas dos processos de mudança e transformação na região.

Além disso, os golpes de estado consumados no Haiti (2004), Honduras (2009) e Paraguai (2012) e em curso no Brasil mostram que o mercado que domina nossas vidas quer acabar com o processo de transformação recentes realizado pelo povo, que resultou em mais direitos para todos e todas, maior inclusão social, soberania sobre seus territórios e bens comuns e formas e ferramentas mais democráticas para o exercício político e a participação popular.

Nós, participantes e herdeiras e herdeiros de lutas contra os regimes militares na América Latina e no Caribe e contra a violência institucionalizada de estados, que em todo o continente nos levantamos contra a agenda do livre comércio, privatização, exclusão e pobreza representada no projeto neocolonial derrotado da ALCA e que procuramos construir para a nossa resistência respostas para o "Outro mundo é Possível" hoje dizemos: não vamos deixar que se instale em nosso continente um novo ciclo de ditaduras, imposto por poderes executivos, judiciários e legislativos ao serviço dos interesses do mercado capitalista.

Os princípios da solidariedade e do internacionalismo nos unem, assim como a certeza da necessidade de uma transformação sistêmica contra o capitalismo, o patriarcado, o colonialismo e o racismo. É um novo momento para retomar a ação unificada dos povos das Américas e de nos opormos àqueles que insistem em sua agenda de destruição, desintegração e exclusão.

Chamamos a diversidade de organizações, movimentos sociais e expressões comprometidas com a transformação social para fazer avançar este processo de articulação e tomar as ruas da Nossa América em 4 de novembro de 2016 para gritar a uma só voz:
 
Nenhum passo atrás! 
Povos em luta pela nossa integração, autodeterminação e soberania, contra o livre comércio e as transnacionais!
 
#JornadaContinental
facebook.com/Jornada-Continental-por-la-Democracia-y-contra-el-Neoliberalismo
 
 
Organizações que se somam inicialmente a convocatória: Confederação Sindical de Trabalhadores/as das Américas, CLOC/Via Campesina, Marcha Mundial das Mulheres, Amigos da Terra América Latina e Caribe, ALBA Movimentos, Centro Martin Luther King, Capítulo Cubano da ALBA Movimentos, Jubileu Sul/ Américas, PIT-CNT Uruguay, Internacional de Serviços Públicos, Campanha para Desmantelar o Poder das Transnacionais.

terça-feira, maio 17, 2016

Frente Brasil Popular: Manifesto ao Povo Brasileiro

Vivemos um momento de crise. Crise internacional do capitalismo, crise econômica e política em vários países vizinhos e no Brasil. Correm grave perigo os direitos e as aspirações fundamentais do povo brasileiro: ao emprego, ao bem-estar social, às liberdades democráticas, à soberania nacional, à integração com os países vizinhos. Para defender nossos direitos e aspirações, para defender a democracia e outra política econômica, para defender a soberania nacional e a integração regional, para defender transformações profundas em nosso país, milhares de brasileiras e de brasileiros de todas as regiões do país, cidadãos e cidadãs, artistas, intelectuais, religiosos, parlamentares e governantes, assim como integrantes e representantes de movimentos populares, sindicais, partidos políticos e pastorais, indígenas e quilombolas, negros e negras, LGBT, mulheres e juventude, realizamos esta Conferência Nacional onde decidimos criar a Frente Brasil Popular.

Nossos objetivos são:

1. Defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: melhorias das condições de vida, emprego, salário, aposentadoria, moradia, saúde, educação, terra e transporte público! Lutamos contra o atual ajuste fiscal e contra todas as medidas que retiram direitos, eliminam empregos, reduzem salários, elevam tarifas de serviços públicos, estimulam a terceirização, ao tempo em que protegem a minoria rica. Defendemos uma política econômica voltada para o desenvolvimento com distribuição de renda. Lutamos contra a especulação financeira nacional e internacional, que transfere para uma minoria, por vias legais ou ilegais, através da corrupção e de contas bancárias secretas, parte importante da riqueza produzida pelo povo brasileiro! Lutamos por uma reforma tributária que — por meio de medidas como o imposto sobre grandes fortunas e a auditoria da dívida — faça os ricos pagarem a conta da crise.

2. Ampliar a democracia e a participação popular nas decisões sobre o presente e o futuro de nosso país. Lutamos contra o golpismo — parlamentar, judiciário ou midiático — que ameaça a vontade expressa pelo povo nas urnas, as liberdades democráticas e o caráter laico do Estado! Lutamos por uma reforma politica soberana e popular, que fortaleça a participação direta do povo nas decisões políticas do País, garanta a devida representação dos trabalhadores, negros e mulheres, impeça o sequestro da democracia pelo dinheiro e proíba o financiamento empresarial das campanhas eleitorais!  Lutamos contra a criminalização dos movimentos sociais e da política, contra a corrupção e a partidarização da justiça, contra a redução da maioridade penal e o extermínio da juventude pobre e negra das periferias, contra o machismo e a homofobia, contra o racismo e a violência que mata indígenas e quilombolas!

3. Promover reformas estruturais, para construir um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular: reforma do Estado, reforma política, reforma do poder judiciário, reforma na segurança pública com desmilitarização das Polícias Militares, democratização dos meios de comunicação e da cultura, reforma urbana, reforma agrária, consolidação e universalização do Sistema Único de Saúde, reforma educacional e reforma tributária! Lutamos pela democratização dos meios de comunicação de massa e pelo fortalecimento das mídias populares, para que o povo tenha acesso a uma informação plural, tal como está exposto na Lei da Mídia Democrática.

4. Defender a soberania nacional. O povo é o dono das riquezas naturais, que não podem ser entregues às transnacionais e seus sócios! Lutamos em defesa da soberania energética, a começar pelo Pré-Sal, a Lei da Partilha, a Petrobrás, o desenvolvimento de ciência e tecnologia, engenharia e de uma política de industrialização nacional! Lutamos pela soberania alimentar e em defesa do meio ambiente, sem o qual não haverá futuro. Lutamos contra as forças do capital internacional, que tentam impedir e reverter a integração latino-americana. Convidamos a todas e a todos que se identificam com esta plataforma a somar-se na construção da Frente Brasil Popular.  O povo brasileiro sabe que é fácil sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. 

Mas sabe, também, que sonho que se sonha junto pode se tornar realidade.

Vamos lutar juntos por nossos sonhos!!!

Viva a Frente Brasil Popular!!!

Viva o povo brasileiro!!!

quarta-feira, maio 04, 2016

Pérez Esquivel llevó su apoyo a organizaciones sociales brasileras

02 de mayo de 2016
Pérez Esquivel llevó su apoyo
a organizaciones sociales brasileras

Después de reunirse con la Presidenta Dilma Rousseff, hablar en el Senado Federal del Brasil, encontrarse con el Presidente del Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, y con el Secretario General de la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil, Leonardo Steiner (Ver nota aquí). El Premio Nobel de la Paz, Adolfo Pérez Esquivel, llevó su apoyo y solidaridad al pueblo brasilero en las ciudades de Curitiba y Porto Alegre.
En Curitiba participó de actos en plazas públicas y del “2do Acto en Defensa de la Democracia” en la Facultad de Derecho de UFPR.

“Lo que suceda con la Democracia del Brasil va a repercutir en toda Nuestra América. Tenemos que ayudarnos. Debemos redefinir nuestras democracias, de delegativas a participativas. El Pueblo no debe delegar todo el poder. HAY QUE SER REBELDES! Los pueblos tienen derecho a resistir injusticias y opresión. No dejen de sonreir a la vida”.

Ya en Porto Alegre, Pérez Esquivel formó parte del acto del Día del Trabajador realizado en el Parque de la Redención por el Frente Brasil Popular y Brasil Sin Miedo. Y luego se trasladó para apoyar la lucha por Tierra, Techo y Trabajo de los compañeros del Movimiento de los Sin Tierra en uno de sus asentamientos:
“Estoy aquí como hermano latinoamericano y quiero darles un abrazo solidario. Hoy es un día para luchar por una vida digna. La unidad de los trabajadores es muy necesaria para Brasil y América Latina en este momento, para la defensa de la democracia. No queremos más golpes en este continente. Detrás de la destitución de Dilma hay un plan neoliberal para privatizar el Estado y reducir derechos sociales y laborales. La Democracia no se regala, se construye. Nunca se pierde esperanza cuando la lucha es justa. Nunca arrodillados, siempre de pie para defender la soberanía de nuestros pueblos!.


Contacto de prensa
Adolfo Pérez Esquivel

prensaperezesquivel@gmail.com
Andrés + 54 9 (11) 6145-7388 (mobile)

quinta-feira, abril 14, 2016

Nota de prensa de la Misión Internacional "Justicia para Berta Cáceres Flores"


Lanzamiento del Informe de la Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres Flores”: El asesinato de Berta Cáceres evidencia que Honduras es uno de los países más peligrosos para defensores de Derechos Humanos

Buenos Aires, Ciudad de México, San Salvador, Madrid, Bruselas, 11 de abril de 2016

Con ocasión del Encuentro Internacional de los Pueblos “Berta Cáceres Vive” del 13 al 15 de abril en Honduras, la Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres Flores” conformada por parlamentarias/os, juristas y representantes de organizaciones y redes internacionales en defensa de Derechos Humanos, publica sus observaciones y recomendaciones recabadas en la visita al país del 17 y al 21 de marzo.

La Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres Flores”, integrada por 15 parlamentarias/os, juristas y representantes de organizaciones sociales, sindicales y en defensa de Derechos Humanos de diferentes países, desplegó una intensa actividad en Honduras entre el 17 y el 21 de marzo de 2016.  Respondiendo a la petición del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) y de la Red Nacional de Defensoras de Derechos Humanos en Honduras, y de una extensa red de solidaridad internacional en apoyo al pueblo hondureño, centró su acción en pedir el esclarecimiento del brutal asesinato de la líder indígena Lenca Berta Cáceres Flores, la noche del 2 de marzo de 2016, y la liberación del dirigente social mexicano Gustavo Castro Soto, testigo herido en el asesinato a Berta. 

La Misión Internacional valora positivamente la decisión del Ministerio Público de Honduras, anunciada el 31 de marzo, de retirar la "prohibición de salir del país" contra Gustavo Castro,  permitiendo efectivamente su regreso a México y el reencuentro con su familia y comunidad. En segundo lugar, reconoce la decisión del Banco Centroamericano de Integración Económica, anunciada el 1 de abril, de suspender el desembolso al proyecto Agua Zarca, una de las causas del crimen político contra Berta Cáceres Flores, siguiendo las reacciones de los financiadores del proyecto tales como FMO (Holanda) y Finnfund (Finlandia). Ante estos hechos, la Misión se hace eco de las valoraciones del COPINH: “No debemos dudar en que ninguno de estos puntos han sido mediante concesiones de los grupos de poder que están en juego, sino que han sido logros de la movilización popular desencadenada dentro y fuera de nuestro país”. 

Entre sus conclusiones, la Misión destaca que Honduras se ha convertido en uno de los países más peligrosos del mundo para defensores de Derechos Humanos y una debilidad manifiesta del estado de derecho, agravados a partir del golpe de estado del 2009. Observa la ausencia de garantías para el respeto a los principios democráticos, libertades fundamentales y derechos humanos así como la falta de voluntad política para acabar con la impunidad imperante. Según el informe publicado hoy, "el sistema de protección de los Derechos Humanos del Estado hondureño no funciona" y que el Gobierno hondureño "ha fracasado en la protección de Berta Cáceres Flores por incumplimiento de las medidas cautelares dictadas por la Comisión Interamericana de Derechos Humanos".  La Misión tampoco pierde de vista una "práctica institucional que desconoce los derechos de las víctimas de violaciones de los derechos humanos como titulares de derecho". 

En el informe se formula 25 recomendaciones al Estado de Honduras y otras instituciones, como la Unión Europea, el Gobierno de los Estados Unidos, la empresa DESA y sus financiadoras FMO, FINNFUND y el Banco Centroamericano de Integración Económica (BCIE).  Entre otras, la Misión respalda la petición de una investigación independiente, con la participación de expertos internacionales y la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), que permite identificar los autores materiales e intelectuales del asesinato de Berta Cáceres así como los responsables del conjunto de amenazas, hostigamiento y asesinatos en contra de los y las integrantes del COPINH.  La Misión Internacional pide cancelar de manera inmediata el proyecto Agua Zarca y todas las concesiones dadas en territorio lenca, sin el debido consentimiento previo, libre e informado de las comunidades afectadas, así como otras relacionadas con hidroeléctricas,   minería, explotaciones agroindustriales y forestales, reñidas también con la sostenibilidad ambiental y la aceptación social, especialmente cuando las mismas se ubican en territorios indígenas. Reclama la desmilitarización de los territorios indígenas, el cumplimiento efectivo del Convenio 169 de la OIT y el reconocimiento de COPINH como organización responsable de su autonomía comunitaria. 

La Misión además recomienda al Consejo de la Unión Europea a suspender Honduras del Acuerdo de Asociación con Centroamérica mientras incumpla sus obligaciones en materia de derechos humanos. Solicita al Gobierno de España y los Estados miembros de la UE evaluar su financiación al programa EuroJusticia, suspendiéndola temporalmente hasta esclarecerse las responsabilidades sobre el asesinato de Berta.  También solicita al gobierno de EE.UU. aclarar su participación en la investigación del asesinato de Berta Cáceres, y que suspenda el Plan para la Prosperidad del Triángulo Norte de Centroamérica, y otros programas similares, mientras no se garanticen los derechos humanos en Honduras. Asimismo, además de comprometer la continuidad del trabajo de la Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres Flores” llama a redoblar las acciones de solidaridad con los y las integrantes de COPINH, la familia de Berta Cáceres, Gustavo Castro y todas las organizaciones y personas hondureñas defensoras de los derechos humanos y ambientales, en su lucha contra la violencia y el despojo a los cuales están siendo sometidos.

La Misión agradece profundamente la inspiración, los testimonios y el apoyo recibidos durante su visita en el país, y hace suyo la petición de la familia de Berta Cáceres y del COPINH, para contar con el acompañamiento internacional con el fin de garantizar el derecho a la vida de los miembros del COPINH. Petición que se presentará también en el Encuentro Internacional de Solidaridad que tiene lugar los días 13, 14 y 15 de abril, en Tegucigalpa y La Esperanza/Río Gualcarque.

Recursos

•    Resumen ejecutivo de la Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres”
•    Informe completo de la Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres"
•    Información sobre el Encuentro Internacional de Solidaridad

Contacto para la Prensa:

América Latina:
Ana Sandoval/Martha Flores (Jubileo Sur Américas):  jubileosur@gmail.com

Europa:
•    Tom Kucharz : tomkucharz@gmail.com - (34) 619 94 90 53
•    Mónica Vargas (Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la Impunidad): m.vargas@tni.org - 00  34-66202649700  


La Misión Internacional “Justicia para Berta Cáceres Flores” fue integrada por:

  • Miguel Urbán Crespo - España, Miembro del Parlamento Europeo por PODEMOS - Grupo de Izquierda Unitaria Europea, Izquierda Verde Nórdica GUE/NGL, miembro de la Comisión de Asuntos Exteriores y de la Subcomisión de Derechos Humanos.
  • Candelaria Ochoa – México- Doctora en Antropología Social y Diputada del Congreso de la Unión.
  • Pedro Arrojo – España, Doctor en Ciencias Físicas – Profesor de Análisis Económico de la Universidad de Zaragoza y Diputado por PODEMOS en el Congreso de los Diputados de España.
  • Mirna Perla Jiménez - El Salvador, Ex Magistrada Corte Suprema de Justicia de El Salvador. Miembro de la Comisión de Verdad de Honduras.
  • Nora Cortiñas - Argentina, defensora de los derechos humanos, Madre de Plaza de Mayo-Línea Fundadora. Profesora en la facultad de Ciencias Económicas de la Universidad de Buenos Aires. Miembro de la Comisión de Verdad de Honduras.
  • Brian Finnegan - Estados Unidos, AFL/CIO (Federación Estadounidense del Trabajo y Congreso de Organizaciones Industriales que representa 12.2 millones de afiliados) y en representación de la Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas.
  • Beverly Keene – Argentina, Diálogo 2000 y Jubileo Sur/Américas.  Integrante de la Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la Impunidad.
  • Natalia Atz Sunuc - Guatemala, Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe (ATALC), integrante de la Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la Impunidad.
  • Gustavo Lozano - México, Abogado del Centro Mexicano de Justicia Ambiental y del Movimiento Mexicano de Afectados(as) por las Presas y en Defensa de los Ríos (MAPDER)   en articulación con el movimiento centroamericano.
  • Zulma Larin - El Salvador, Coordinadora Red de Ambientalistas Comunitarios y Coordinación de la Alianza por la Gobernabilidad y la Justicia.
  • Adolfo Taleno – Nicaragua, Coordinación continental del Grito de las y los Excluidos.
  • Bartolomé Chocoj Camey – Guatemala, Coordinación continental del Grito de las y los Excluidos.
  • José Olvera - México, Unión Nacional de Trabajadores (UNT) México y Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas (CSA).
  • Everardo Piche – El Salvador, Coordinación de la Red de Ambientalistas Comunitarios y de Jubileo Sur / Américas.
  • Tom Kucharz – España, Asesor político de la delegación de PODEMOS en el Parlamento Europeo. Integrante Ecologistas en Acción y de la Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la Impunidad.



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JUBILEO SUR/AMERICAS (JS/A)
Secretaría Regional a/c INTIPACHAMAMA
Oficina regional: Bello Horizonte Iglesia Pío X,
1 c al sur, 1 c abajo, N-IV-103. Managua, Nicaragua
Telefax: (505) 22443537
Skype: Jubileo Sur Americas

segunda-feira, abril 04, 2016

Llamado al FORO SOCIAL MUNDIAL 9-14 de agosto en Montreal

Foro Social Mundial 2016 en Montreal (Canadá) : Llamado a la movilización de los movimientos sociales y ciudadanos

Con este llamado, invitamos a los movimientos sociales y ciudadanos del mundo a hacer del próximo Foro Social Mundial (FSM) un encuentro esencial para compartir nuestras movilizaciones, nuestras resistencias y para fortalecer nuestras luchas. Queremos que el FSM de Montreal no solamente sea la oportunidad de intercambiar sobre grandes orientaciones sino que también pueda permitir a los movimientos sociales ofrecer respuestas políticas para cambiar el rumbo de la Historia.

El FSM se realizará por primera vez en un país del Norte, en Canadá, y en un contexto político nuevo. De hecho, desde las elecciones de octubre 2015, los Canadienses sacaron al gobierno conservador del poder y acabaron con sus 10 años de política económica ultra liberal basada en un extractivismo depredador y un gran conservadurismo social.

La lucha contra las arenas bituminosas y los oleoductos en Canadá, la movilización por los derechos de los pueblos indígenas y la fuerza de los movimientos sociales, contribuyeron a generar ese cambio político y fueron uno de los motivos para la decisión de organizar el FSM en Montreal.

Desde la movilización estudiantil del 2012, en la provincia de Quebec, las luchas siguen. Entre ellas, las acciones de los movimientos en defensa del medio ambiente y la movilización histórica del movimiento sindical, en el marco de las negociaciones del sector público.

Lo que demuestra que en América del Norte, Quebec es un lugar importante de resistencia al neoliberalismo y un lugar donde se multiplican las iniciativas para construir alternativas colectivas al sistema dominante (agricultura campesina y ecológica, agricultura urbana, economía social y solidaria, coaliciones multisectoriales y otras tantas acciones ciudadanas).

Otro mundo es necesario, juntos/as lo hacemos posible. 

El modelo capitalista actual, dominado por una élite neoliberal cada día más agresiva, amplió la brecha entre el 99% de la humanidad y el 1% más rico de la población, llevando al mundo entero a una crisis social sin precedentes. Las políticas de austeridad y de ajuste estructural fueron impuestas en la mayoría de los países mientras que la corrupción perdura.

Las poblaciones están sometidas a medidas económicas restrictivas de las cuales todos somos victimas, sobre todo las personas más vulnerables de la sociedad como las mujeres, los jóvenes, ancianos y los grupos discriminados por su raza. El tejido social se está deshaciendo y los servicios públicos desaparecen bajo el apetito insaciable de las multinacionales que desean la privatización de estos servicios.

Este sistema económico corporativo, basado en un modelo de producción desenfrenada y de consumismo, es directamente responsable de los cambios climáticos que amenazan la integridad de los ecosistemas y la sobrevivencia de las poblaciones. El 2015 fue un año marcado por el Acuerdo de París sobre el cambio climático y por la adopción de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) en la ONU. Estos acuerdos debían ser audaces para enfrentar la crisis pero manifiestan al contrario que la élite política no tiene voluntad de actuar.

Las desigualdades sociales se multiplican y el anuncio de un calentamiento de más de dos grados Celsius presagia un desajuste dramático del clima para las poblaciones más vulnerables del mundo.

Las guerras y las migraciones de poblaciones son los síntomas de una crisis profunda que alimentan el aislamiento y el odio, la xenofobia y el racismo, pisoteando la dignidad humana y la democracia.

Los foros sociales conocieron un desarrollo importante estos últimos quince años. Se realizaron en diferentes continentes y trataron problemas concretos que afectan a las poblaciones. Así, movilizaron a cientos de miles de personas en todas partes del planeta y demostraron que existen alternativas y que hay que actuar.

Impulsados por las grandes movilizaciones contra los acuerdos de libre comercio, contra la Organización Mundial del Comercio (OMC), contra el G7 y el Foro Económico Mundial de Davos, los movimientos sociales, las ciudadanas y los ciudadanos, se juntaron para afirmar que Otro Mundo no sólo es Posible, sino Necesario y Urgente.

Este primer FSM del Norte sigue con este compromiso colectivo. Presenta desafíos singulares desde el punto de vista de la participación y de la movilización de los movimientos sociales. Sin embargo, el FSM es una oportunidad para la acción y para seguir construyendo una convergencia mundial de las luchas por un mundo de justicia social y climática.

INVITAMOS A TODOS LOS MOVIMIENTOS SOCIALES Y CIUDADANOS, DE TODOS ORÍGENES, A ENCONTRARSE EN MONTREAL ENTRE EL 9 Y EL 14 DE AGOSTO DE 2016 PARA AFIRMAR QUE ¡SOMOS ESE OTRO MUNDO POSIBLE!


*Si su organización/collectivo desea firmar  el llamado a la movilización de los movimientos sociales y ciudadanos, en contacto con communications@fsm2016.org

terça-feira, março 22, 2016

Mujeres sindicalistas en Marruecos se unen para influir en la legislación sobre igualdad


18.03.2016
Mujeres de los afiliados a la IndustriALL Global Union en Marruecos se han reunido por primera vez para ver la manera de influir en un proyecto de ley que establecerá una nueva institución para la igualdad.

Treinta mujeres de los sectores del petróleo, la energía, la química, el gas, el textil, el automóvil y el farmacéutico se reunieron el 6 de marzo en Casablanca en un taller con motivo del Día Internacional de la Mujer titulado “Por una autoridad que refuerce la igualdad entre hombres y mujeres, y luche contra todas las formas de discriminación en el trabajo”.

El artículo 19 de la nueva Constitución de Marruecos afirma que los hombres y las mujeres tienen los mismos derechos y libertades en todos los aspectos de la sociedad, incluidas las esferas civil, política, económica, social, cultural y ambiental.

La Constitución estipula que se debe crear un órgano con el fin de lograr la igualdad entre hombres y mujeres. El Parlamento marroquí está debatiendo ahora un proyecto de ley a fin de establecer la Autoridad para la paridad y la lucha contra todas las formas de discriminación (APALD). El proyecto ha sido objeto de fuertes críticas de los sindicatos y de las organizaciones de mujeres.
Latifa Benwakrim, de SNIPGN-CDT, el afiliado a la IndustriALL en el sector del petróleo y el gas, dijo:

“No sólo los sindicatos han sido excluidos de las discusiones sobre la APALD, sino que el proyecto de ley se limita a la vida pública y no se aplica a las mujeres en el trabajo. Las mujeres en el lugar de trabajo sufren discriminación por sus actividades sindicales, sus responsabilidades familiares, y si están embarazadas, y carecen de permiso de maternidad, todo lo cual crea un ambiente de trabajo hostil. Las mujeres también sufren discriminación en forma de intimidación y trato cruel, inhumano y degradante en su lugar de trabajo.”

El objetivo del taller es producir una lista de recomendaciones de manera que el proyecto de ley aumente las competencias de la APALD para proteger todas las formas de discriminación contra le mujeres en el lugar de trabajo y en la vida civil.

“Este nuevo órgano para lograr la igualdad de género no puede ser controlado por el Gobierno. Tiene que ser independiente, y sus disposiciones han de aplicarse a las mujeres en el lugar de trabajo. La nueva autoridad ha de respetar también la Constitución y las normas internacionales y los tratados en que Marruecos es parte.”

“Hay una gran discriminación contra las mujeres, particularmente en los sectores industriales”, agrega Benwakrim. “En un medio muy masculino. Queremos mejores condiciones de trabajo para las mujeres e igualdad de derechos.”

Las mujeres intercambiaron sus opiniones en el taller sobre la APALD y discutieron de las diferentes formas de discriminación que sufren las mujeres que trabajan en el sector industrial. Ahora están elaborando una lista de recomendaciones para detener la discriminación de las mujeres en el trabajo.

(retirado de: http://www.industriall-union.org/es/mujeres-sindicalistas-en-marruecos-se-unen-para-influir-en-la-legislacion-sobre-igualdad)

quinta-feira, março 17, 2016

MISION INTERNACIONAL JUSTICIA PARA BERTA CÁCERES

Nota de prensa
 
 
16 de marzo del 2016
 
A partir de hoy,  numerosos representantes de redes sociales de varias partes del mundo se desplazarán a Honduras en el marco de la Misión Internacional "Justicia para Berta Cáceres".
 
La Misión ha sido organizada a iniciativa de las organizaciones hondureñas Consejo Cívico de  Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), de la Red  Nacional de Defensoras de Derechos Humanos en Honduras y, de personas,  colectivos y organizaciones de una red de  solidaridad internacional que se ha constituido en apoyo al pueblo de Honduras y, para pedir el esclarecimiento del brutal asesinato de la líder indígena lenca Berta Cáceres, acaecido el 3 de marzo.
 
La presencia de la Misión coincidirá con la organización de un gran número de  movilizaciones de la sociedad civil hondureña en los tres próximos días,  en protesta por el asesinato de Berta Cáceres y en solidaridad con Gustavo Castro, herido en  el ataque a Berta y retenido por las autoridades de Honduras en el pais  a pesar de haber ya atendido los requerimientos de la justicia en  numerosas oportunidades y de poder hacerlo desde México.
 
Dos semanas después del asesinato de la líder indígena lenca Berta Cáceres en Honduras, el día de ayer fue acribillado otro líder del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), Nelson Noé García, en la comunidad de Río Chiquito (Cortés). Esta nueva agresión a un defensor de los Derechos Humanos, los Derechos de los Pueblos Indígenas y del medio ambiente se produjo luego del desalojo violento realizado por la Policía Militar de Orden Público y el Comando Especial Cobras de 150 familias lencas del COPINH en Río Lindo, Cortés.
 
La represión no constituye un hecho aislado, sino que se integra en la violación sistemática de los Derechos Humanos que tiene lugar de forma cotidiana, en el proceso sistémico de asegurar los intereses de las empresas transnacionales. De hecho, Berta Cáceres se encontraba en la resistencia frente al proyecto “Agua Zarca”, una represa que cuenta con la participación de empresas e instituciones financieras europeas y estadunidenses: la gigante alemana Voith Siemens, el FMO (Netherlands Development Finance Company), el Finnfund (Finnish Fund for Industrial Cooperation), y el CABEI (Central American Bank for Economic Integration). Ante la creciente presión de la sociedad civil a nivel internacional, el FMO ha decidido hoy suspender todas sus operaciones en Honduras, incluyendo su participación en “Agua Zarca”, mientras la retirada definitiva de estas corporaciones y finaciadores de los territorios Lenca ha sido la demanda del COPINH.
 
La Misión Internacional ha previsto reunirse con las más altas autoridades del país para exigir el esclarecimiento del asesinato de Berta Cáceres, con la participación de una Comisión Investigadora Internacional; demandar la liberación inmediata del mexicano Gustavo Castro, así como garantizar su integridad personal y asegurar su retorno a México.
 
La misión asume como propias las demandas de la familia de Berta Cáceres y el COPINH, que incluye la suspensión inmediata y definitiva del proyecto Agua Zarca y la anulación de todas las concesiones y proyectos extractivistas de los territorios lencas.
 
La delegación está conformada por las siguientes personalidades:
 
Miguel Urbán Crespo - Europa, Eurodiputado PODEMOS - Grupo de Izquierda Unitaria Europea, Izquierda Verde Nórdica GUE/NGL
Nora Cortiñas - Argentina, Madre de Plaza de Mayo-Línea Fundadora
Pedro Arrojo – España, Diputado de PODEMOS en el Congreso de los Diputados de España
José Olvera - México, UNT-CSA México, Unión Nacional de Trabajadores / Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas
Beverly Keene  - Argentina, Coordinadora Diálogo 2000-Jubileo Sur Argentina, integrante de la Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y  poner fin a la Impunidad.
Mirna Perla Jiménez - El Salvador, Ex Magistrada Corte Suprema de Justicia de El Salvador
Brian Finnegan - Estados Unidos, AFL/CIO – CSA. Federación estadounidense del trabajo y congreso de organizaciones industriales
Zulma Larin - El Salvador, Coordinadora Red de Ambientalistas Comunitarios y Coordinación de la Alianza por la Gobernabilidad y la Justicia
Natalia Atz Sunuc - Guatemala, Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe (ATALC), integrante de la Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la Impunidad.
Gustavo Lozano - México, Académico y Abogado de la coalición de movimientos sociales por el agua y por la tierra (MAPDER y REMA) en articulación con el movimiento centroamericano.
Tom Kucharz - España, Asesor político de la delegación de PODEMOS en el Parlamento Europeo, integrante de la Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la Impunidad.
Miguel Ángel de los Santos - México, Abogado de la Red Iberoamericana de Jueces.
 
La Misión se quedará en el país hasta el 20 de marzo y sostendrá reuniones con organizaciones del movimiento social, y visitará a la familia de Berta Cáceres y la coordinación del COPINH, en La Esperanza, Intibucá.
 
El jueves 17 de marzo tendrá lugar a las 11h am la primera Rueda de Prensa de la Misión Internacional en Tegucigalpa.
Centro Loyola, frente al Edificio de CEDAC, Colonia Palmira, 4to Piso. Tegus
 
 
Contacto:
 
América Latina:
-    J. Elosegui (Radio Mundo Real / Amigos de la Tierra Internacional): 00598-98846967
Europa:
-    P.Pof (Podemos): 0034-618 154 002
-    M. Vargas (Campaña Global para Desmantelar el Poder de las Transnacionales y poner fin a la impunidad): 0034-662026497
 

quinta-feira, janeiro 28, 2016

LA LECCIÓN DE DAVOS: LÍDERES DESCONECTADOS DE LA REALIDAD

Por Roberto Savio *
Roma, 27 ene - Los ricos y los poderosos que se encuentran cada año en el Foro Económico Mundial (FEM), en esta ocasión se reunieron en un estado de ánimo sombrío. No sólo porque el día que se encontraron cerca de U$ 8 billones desaparecieron de los mercados mundiales de renta variable por una "corrección", sino también porque  ningún líder podía estar de excelente estado de ánimo.
La canciller alemana Ángela Merkel está perdiendo terreno debido a la manera como manejó la crisis de los refugiados. El presidente francés François Hollande se enfrenta a un descenso en las encuestas, lo que favorece a Marine Le Pen. El jefe del gobierno español, Mariano Rajoy prácticamente perdió las elecciones. El Presidente del Consejo de Italia, Matteo Renzi se enfrenta a una grave crisis del sistema bancario italiano, lo que podría destruir la tercera economía de Europa.
Unido a esto, los líderes de China, Brasil, India, Nigeria y otras economías de los "países emergentes", como se les llama en la jerga económica, están atravesando una desaceleración económica grave, que afecta también a las economías del Norte. La ausencia de los presidentes de Brasil y China fue un signo revelador.
Sin embargo este último Davos quedará en la historia del FEM como el mejor ejemplo de la creciente desconexión entre las élites y los ciudadanos.
El tema del Foro fue "Cómo dominar la cuarta revolución",  la tesis de que el ingeniero y economista alemán Klaus Schwab, fundador y CEO de Davos, expone en un libro publicado pocas semanas antes. La teoría consiste en que estamos frente a una fusión de todas las tecnologías, lo que cambiará por completo el sistema de producción y trabajo.
La Primera Revolución Industrial a comienzos del siglo XIX, fue la de sustituir fuerza humana por las máquinas. Luego, al final de ese siglo apareció la Segunda Revolución Industrial, que fue combinar la ciencia con la industria, cambiando totalmente el sistema de producción. Luego, a mediados del siglo pasado,  en la era de las computadoras,  lo digital se consagra como la tercera revolución industrial.  Según Schwalb, ahora estamos entrando en la Cuarta Revolución Industrial (CRI), donde los trabajadores serán sustituidos por robots y por la mecanización.
Durante la Conferencia, el banco suizo UBS distribuyó  un estudio en el que se sostiene que la Cuarta Revolución "beneficiará a quienes tienen más". Es decir, el rico será todavía más rico. Es importante para los profanos saber que el dinero que va a los súper ricos, no se imprime especialmente para ellos. En otras palabras, es el dinero que ha sido sustraído  de los bolsillos de la gente...
Davos ha provocado reacciones notables: la primera aparece en 1991 con la fundación del Foro Social Mundial (FSM),  donde 40.000 activistas sociales se congregan para denunciar como ilegítima la reunión de los ricos y poderosos en Davos, que otorga a la élite una plataforma para la toma decisiones, sin ningún mandato de los ciudadanos y principalmente con el propósito de proteger sus intereses.
El FSM declaró que "otro mundo es posible", en oposición al Consenso de Washington, formulado por el FMI, el Banco Mundial y el Departamento del Tesoro de Estados Unidos. Tal Consenso declaró que, dado que el capitalismo triunfó sobre el comunismo, el camino a seguir era desmantelar al Estado tanto como sea posible, privatizar, reducir los costos sociales que son por definición, improductivos y eliminar cualquier barrera al libre mercado.
El problema fue que, para evitar el contagio político, las reglas del FSM establecían la reducción de los Foros de debate interno y el intercambio entre los participantes, sin la capacidad para actuar en las instituciones políticas. Es  en 2001 que Davos sí tuvo que tomar en cuenta Porto Alegre, una alternativa peligrosa; fuera de su radar ...
En el último Davos, el FSM no era un punto de referencia. Pero lo fue el otro actor, la organización internacional de ayuda Oxfam, que en cada FEM , ha presentando un informe sobre la Riqueza Mundial.
Esos informes han ido documentando la rapidez de la obscena concentración de la riqueza, al punto de crear un mundo de desigualdad no conocido desde la primera revolución industrial.
En 2010, 388 individuos poseían la misma riqueza de 3,6 millones de personas, la mitad de la humanidad. En 2014,  tan sólo 80 personas tuvieron ingresos equivalentes a los de  3.8 mil millones de personas. En 2015, el número se reduce a 62 individuos. La concentración de la riqueza está  en aceleración. En su informe de 2015, Oxfam predice que la riqueza del 1%  irá a superar al resto de la población en el año 2016: de hecho, esto se alcanzó en un plazo de diez meses. Hace veinte años, los súper ricos del 1% poseían el equivalente a los bienes del 62% de la población mundial.
Por tanto, hubiera sido lógico esperar que los que dirigen el mundo, si  observaran los fenómenos sin precedentes de una desigualdad en rápido crecimiento, habrían conectado el informe de Oxfam con el de UBS y considerado el nuevo e inmenso desafío que enfrenta el actual sistema económico y político. También porque el FIR prevé la eliminación gradual de los trabajadores cualquiera que sea su función, para que pueda ser ocupada por las máquinas. Según Schwalb, el uso de robots en la producción pasará del actual 12% a 55% en 2050. Obviamente, esto causará un desempleo dramático, en una sociedad donde la de protección social ya está en brusco descenso...
En cambio, el FEM  en gran medida pasó por alto el problema de la desigualdad, haciéndose eco del nivel actual de falta de interés en las instituciones políticas. Estamos bien adelantados  en la campaña presidencial estadounidense, y si no fuera por un candidato, el senador Demócrata Bernard "Bernie" Sanders, el asunto habría sido ignorado o dejado de lado por los otros 14 candidatos.
Tampoco hay ninguna referencia a la desigualdad en el debate político europeo o bien,  solo al margen de las declaraciones rituales. Los refugiados son ahora una cuestión mucho más urgente. Es un signo de los tiempos que las instituciones financieras, como el FMI y el Banco Mundial, están muy por delante de las instituciones políticas,  con la divulgación de una serie de estudios sobre cómo la desigualdad es un lastre para el desarrollo económico y cómo su efecto social tiene un impacto muy negativo en los temas cruciales de la democracia y la participación.
La ONU ha hecho de la desigualdad en un tema central. Alicia Bárcena, secretaria ejecutiva de la  Comisión Económica de las Naciones Unidas para América Latina (CEPAL), también ha publicado a tiempo para Davos,  un informe muy preocupante sobre el estancamiento en el que la región está entrando e identificando el tema de la desigualdad como un problema urgente.
Pero junto a la desigualdad, también el tema tan crucial como el del cambio climático, fue en gran medida ignorado. Todo esto a pesar de que los participantes en la Conferencia de París sobre el Cambio Climático, reconocieron que los compromisos tomados por todos los países harán descender la temperatura de no más de 3,7 grados, cuando un objetivo seguro sería 1,5 grados. A pesar de este muy peligroso fracaso, los líderes en París hicieron muchas declaraciones esperanzadoras, afirmando que la solución provendrá del desarrollo tecnológico  impulsado por los mercados. Por lo tanto, hubiera sido lógico pensar, que en un gran encuentro de titanes tecnológicos con líderes políticos, la cuestión del cambio climático debería haber sido una prioridad clara.
Por lo tanto, pongámonos de acuerdo sobre la lección de Davos. Los ricos y poderosos contaban con todos los datos necesarios para centrarse en los problemas existenciales para el planeta y sus habitantes.
Sin embargo, no lo hicieron. Este es un fuerte ejemplo de la desconexión entre la preocupación de los ciudadanos y sus élites. El sistema político y financiero es cada vez más auto referente, pero también está rápidamente perdiendo legitimidad a los ojos de muchas personas.
Candidatos alternativos como Donald  Trump en EE.UU , Matteo Salvini en Italia, o gobiernos como los de Hungría y Polonia, nunca habrían sido posibles sin un malestar masivo. Lo que está creciendo cada vez más en el escenario es la propia democracia... ¿Estamos entrando en una etapa de Weimar mundial?
*Periodista italo-argentino. Co-fundador y ex Director General de Inter Press Service (IPS). En los últimos años también fundó Other News, un servicio que proporciona “información que los mercados eliminan”. Other News . En español: http://www.other-news.info/noticias/ En inglés: http://www.other-net.info/