terça-feira, março 24, 2015

Give Greece a chance!


Un compromiso lanzado por

Y apoyado por las redes siguientes :
Blockupy International Coordination, ATTAC-Europa, EuroMemo Group & Transform!


Give Greece a chance!
Por una democracia de los de abajo,
luchemos en todas partes contra la austeridad!
Marzo del 2015

I. Un breve análisis
  1. La llegada al poder del gobierno de Syriza tiene un doble significado.
  • En Grecia, se trata de responder a las urgencias humanitarias, restaurar los derechos sociales y comenzar a reconstruir un aparato productivo destruido y/o privatizado.
  • En Europa, se trata de romper con la unanimidad pro-austeridad y la hegemonía del ordoliberalismo del gobierno alemán sobre la zona euro.
  1. Estos dos retos se complementan, y cada uno constituye para el otro una condición necesaria, aunque no suficiente. Una derrota de cualquiera de los dos objetivos implicaría casi necesariamente la impotencia del otro. Por el contrario, una victoria en el ámbito interno griego significaría un nuevo impulso para todos los movimientos en Europa.
  1. La prioridad en relación con la interpretación de lo que sucede es presentar el conflicto, no como nacional (Europa contra Grecia), sino como social y político. Por un lado, los intereses de los trabajadores y de sus familias, y por otro, los intereses de los financieros, bancos y grandes empresas, representadas por los gobiernos neoliberales y las instituciones europeas.
  2. Un compromiso político y social de numerosos movimientos y ciudadanos es posible y necesario. En el plano europeo, el conflicto político que se juega en este instante, la resistencia, solo se hace en un país, lo que es el primer paso para una ruptura con la austeridad, aún si nadie duda de que esta primera batalla no es más que el comienzo de un enfrentamiento de largo aliento. En realidad, el gobierno griego es el único que actualmente expresa una alternativa, y sus proyectos están sometidos a una adversidad generalizada.
Es por eso que una solidaridad concreta hacia el pueblo griego y sus organizaciones está más que justificada.
  • Por una simple cuestión de solidaridad con camaradas en lucha y organizaciones que apoyamos desde hace mucho tiempo;
  • Porque el éxito del gobierno griego en lo que se refiere a solucionar urgencias internas, reforzaría su capacidad de acción en el plano europeo, y abriría perspectivas de cambio más allá de Europa.
II. Nuestra posición

Alter Summit es una red europea de sindicatos y de movimientos sociales que luchan juntos contra la austeridad y por una Europa social, ecológica, feminista y democrática.

Nuestra visión sobre el futuro de Europa fue expresada en nuestro Manifiesto de Atenas1. En este sentido.
  1. Defendemos al pueblo griego y su decisión democrática de optar por el “Programa de Tesalónica” y rechazar la austeridad y la Troika.
  2. Continuaremos solidarizándonos con los movimientos sociales y los sindicatos griegos, tanto en sus combates políticos contra la austeridad, como en sus acciones concretas de solidaridad.
  3. Apoyamos las decisiones del gobierno griego que lucha contra la austeridad y las injerencias anti democráticas del BCE, la Comisión Europea, el Consejo Europeo y el Ecofin.
  4. Llamamos a los Estados, las regiones y las colectividades locales, así como a los responsables políticos, a defender una visión de la sociedad inspirada en el Manifiesto de Atenas.
  5. Llamamos a los miembros del Parlamento Europeo y los gobiernos de los Estados miembros de la UE, de las Regiones y de las colectividades locales a apoyar el derecho del gobierno griego de aplicar el programa de base por el cual fue elegido, y a rechazar toda forma de presión y trabas a su libertad de acción.
  6. Continuaremos en toda Europa apoyando y organizando las luchas contra la austeridad y por la democracia, siendo conscientes de que los cambios en Grecia no son una amenaza, sino más bien una oportunidad para todos y todas..


info@altersummit.eu

sábado, março 21, 2015

Grécia: presidente do Parlamento lança comissão de auditoria da dívida

A presidente do Parlamento grego, Zoé Konstantopoulou, anunciou no dia 17 de Março de 2015, numa conferência de imprensa, a constituição de uma comissão de auditoria à dívida pública grega. Esta comissão será coordenada no plano científico por Éric Toussaint, porta-voz do CADTM internacional e ex-membro da comissão de auditoria da dívida equatoriana em 2007-2008. «O objectivo é determinar o eventual carácter odioso, ilegal ou ilegítimo das dívidas públicas contraídas pelo governo grego»; o povo «tem o direito de exigir que a parte ilegal da dívida – se for esta a conclusão da comissão – seja anulada», declarou a presidente do Parlamento grego.
por CADTM
21 de Março de 2015

Sofia Sakorafa, deputada europeia do Syriza, que na conferência de imprensa usou da palavra, ao lado de Zoé Konstantopoulou e Éric Toussaint, aceitou fazer a ponte com o parlamento europeu. Recordemos que Sofia Sakorafa rompeu com o Pasok em 2010, quando este partido dirigido por Georges Papandreou apoiou o memorando assinado com a Troika. Já em Dezembro de 2010 ela defendia, enquanto deputada, uma proposta de criação duma comissão de auditoria à dívida grega. Em 2011 participou no lançamento do comité de auditoria cidadã da dívida grega (ELE). Em Junho de 2012 foi eleita deputada grega com o maior número de votos, no conjunto dos partidos. Em Maio de 2014, foi eleita deputada europeia.

Georges Katrougalos, ministro da Reforma Administrativa, também usou da palavra na conferência de imprensa, para dar o seu apoio à iniciativa da presidente do Parlamento grego. Georges Katrougalos também participou na criação do comité de auditoria cidadã da dívida grega (ELE).

Durante a conferência de imprensa, a presidente do Parlamento saudou a presença dos membros activos do comité de auditoria cidadã: Moisis Litsis, Sonia et Giorgos Mitralias (todos eles pertencentes ao CADTM grego), assim como Leonidas Vatikiodis (um dos autores dos filmes Debtocracy e Catastroïka).
Os meios de comunicação gregos deram grande cobertura a esta conferência de imprensa, assim como diversos meios de língua espanhola, francesa (Le Monde, Le Soir, L’Echo, L’Avenir, Agence France Presse...), bem como as rádios públicas belga e suíça. O telejornal das 13h00 da televisão pública belga entrevistou em directo Éric Toussaint na Praça Syntagma, no dia da conferência de imprensa.
 
No total, 30 peritos gregos e internacionais farão parte da comissão. Deverão publicar um primeiro relatório no mês de Junho, «ou seja, no preciso momento em que cessa o acordo estabelecido a 20 de Fevereiro entre a Grécia e os seus credores, e em que será a altura de abrir um novo capítulo de renegociação da dívida», esclareceu Adéa Guillot, correspondente permanente du Soir e do Monde. Os nomes dos membros desta comissão não serão conhecidos antes do início de Abril, quando a comissão fizer a sua primeira reunião de trabalho. De Abril a Junho é um intervalo de tempo muito curto, mas será apenas uma primeira etapa. Éric Toussaint, em conversa com o jornal financeiro L’Écho: «Vamos apresentar resultados preliminares em Junho, nomeadamente sobre a questão da dívida reclamada pela Troika, rebaptizada “as instituições”. Mas o conjunto da auditoria estender-se-á seguramente até Dezembro de 2015. O objectivo da comissão é o de levar ao conhecimento da população grega uma análise rigorosa da natureza dos créditos prestados à Grécia. Há uma certa urgência, face à campanha de estigmatização da população grega...»
A presidente do Parlamento grego, Zoé Konstantopoulou, já é acusada por certos jornalistas e por diversos partidos gregos (Nova Democracia, Pasok e Potami) de «lançar gasolina na fogueira», o que não impede esta mulher com uma capacidade de trabalho impressionante (ver artigo no Monde, em francês ou em esp. http://cadtm.org/Zoe-Konstantopoulo... ) de avançar: «Um povo inteiro foi posto de joelhos e não devemos aceitar que se submetam a esta propaganda. (…) Temos o dever de agir, senão esta dívida pesará sobre as gerações vindouras.»

Seja qual for o resultado, o papel da comissão de auditoria da dívida grega não é o de se substituir ao Governo grego para decidir quais dívidas devem ser reembolsadas e quais devem ser anuladas. Esta é uma importante distinção sublinhada pela jornalista Adéa Guillot: «Uma vez conhecidos os resultados desta comissão, e por muito pouco que eles concluam pela ilegitimidade duma parte da dívida grega, nada obrigará os credores do país a aceitar o princípio duma anulação pura e simples dos seus créditos. Mas “o Governo grego poderá então tomar a decisão soberana de não pagar”, assegura o sr. Toussaint. “À nossa comissão compete fornecer argumentos sólidos e científicos que permitam defender uma decisão política que é da responsabilidade do Governo grego”, acrescenta ele.»

Tradução: Rui Viana Pereira

quarta-feira, março 18, 2015

Ataque em Tunis: a resposta do FSM


Tunis, 18 de Março de 2015
Comunicado
 
Após o ataque terrorista covarde ocorrido ao meio-dia de hoje (quarta-feira, 18/03/2015) no Museu Bardo.próximo à sede da Assembleia de Representantes do Povo, o Comité Organizador do FSM 2015 afirma que o Fórum Tunis e todas as suas actividades serão mantidas.
Com este ataque, os grupos extremistas terroristas visam minar a experiência de transição democrática na Tunísia e na região e criar um clima de medo entre os cidadãos que anseiam por liberdade, democracia e participação pacífica na construção democrática.
A rápida resposta do movimento social, civil e dos actores civis e políticos na Tunísia opõe-se ao terrorismo e pede a unidade para combatê-lo em caso de necessidade, e o apego dos tunisinos à sua nova experiência democrática na Tunísia. O movimento social e civil na Tunísia e na região conta mais do que nunca com o apoio das forças democráticas em todo o mundo para se opor à violência e ao terrorismo.

Mais do que nunca, a ampla participação no FSM 2015 (Tunis 24-28 Março de 2015) será a resposta adequada de todas as forças da paz e  da democracia que militam no seio do movimento anti-globalização por um mundo melhor, de justiça, de liberdade e coexistência pacífica.

O Comité Organizador do FSM conclama a todos os participantes do Fórum Social Mundial a intensificarem os esforços de mobilização  para o sucesso da próxima edição do FSM a fim de assegurar a vitória da luta civil e pacífica contra o terrorismo e o fanatismo religioso que ameaçam a democracia, a liberdade, a tolerância e a convivência.

Pelo Comité Organizador do FSM 2015 Tunis

O coordenador

Abderrahmane Hedhili

segunda-feira, março 09, 2015

El mundo entero habla de nosotras, las mujeres kurdas


por Zilan Diyar*

La mirada de estas mujeres se centró en las profundidades de la distancia. A fin de que el futuro fuese cercano, estaban tan impacientes que no dejaban un solo puente atrás

Todo el mundo está hablando de nosotras, las mujeres kurdas. Ya es común encontrar noticias sobre las mujeres combatientes en revistas, periódicos y agencias. Están sorprendidos por estas mujeres, que luchan contra hombres que quieren pintar de negro los colores de Oriente Medio, y se preguntan de dónde sacan su valentía, cómo pueden reír con tanta sinceridad. Y yo me pregunto acerca de ellos.

Estoy sorprendida por la forma en que nos vieron tan tarde, en que nunca hasta ahora supieron de nosotras. Me pregunto cómo tardaron tanto en escuchar las voces de las muchas mujeres valientes que pasaron las fronteras del coraje, la fe, la paciencia, la esperanza y la belleza. No quiero quejarme demasiado. Quizás nuestras eras simplemente no coinciden. Sólo tengo unas pocas palabras para decir a los que sólo ahora comienzan a fijarse en nosotras, eso es todo

Hoy, la mitad de nosotras ya no está.

Sin pasado ni futuro en tu entorno, te sentirías un sonido, un emerger que se pierde en los agujeros negros del universo. La emoción y la belleza de hoy día sólo puede medirse por aquellos que fueron capaces de traer este día y su capacidad de ir más lejos hacia el futuro. En el grito de Zilan (Zeynep Kinaci), que se voló a sí misma en 1996; en el aliento de Besê, que se tiró al acantilado en el levantamiento de Dersim en la década de 1930 diciendo "No me atraparás con vida"; y el de Beritan, que no entregó ni su cuerpo ni su arma al enemigo cuando se tiró de la montaña en 1992. Es la razón por la cual la combatiente del YPJ [Unidades de Protección Popular, milicia voluntaria del Kurdistán] Arin Mirkan hizo soplar un viento de montaña a través de una ciudad del desierto al detonarse a sí misma en lugar de rendirse al ISIS, para cubrir a sus camaradas que se retiraban en Kobanê este mes de octubre.

Son los corazones de las mujeres yazidíes, que toman las armas contra hombres de bandera negra, es la nostalgia de Binevs Agal, una mujer yazidí [antigua religión preislámica monoteísta de Mesopotamia], que se unió a la guerrilla en Alemania en la década de 1980 y cruzó continentes para regresar a su país. Son las palabras de Ayse Efendi, co-presidente de la asamblea popular de Kobanê: "Voy a morir en mi patria", se esconde la furia rebelde de Zarife, que luchó en el levantamiento Dersim.

En la sonrisa de la miliciana del YPJ que posa con su hijo mientras porta un rifle, es la esperanza de Meryem Colak, un psicóloga que eligió luchar en las montañas y que a menudo compartió con nosotros el anhelo por la hija que había dejado atrás.

Es Deniz Firat, periodista de Firat News asesinada por ISIS en Makhmur en agosto buscando la verdad, es Gurbetelli Ersöz, periodista y luchadora guerrillera que murió en los enfrentamientos en 1997. Sema Yüce (Serhildan), que se prendió fuego en señal de protesta en una prisión turca en 1992, son los secretos que el fuego susurró a Leyla Wali Hussein (Viyan Soran), que se auto-inmoló en 2006 para llamar la atención sobre la situación de Abdullah Öcalan.

Los que hoy se extrañan de por qué iría a las montañas la "Niña con el pañuelo rojo", una chica turca desilusionada del Estado después de las protestas en Gezi-Park, habrían tenido la respuesta si hubieran sabido sobre Ekin Cerén Dogruak (Amara), una mujer revolucionaria turca del PKK cuya lápida dice "la chica de la mar que se enamoró de las montañas" y sobre Hüsne Akgül (Mizgin), una guerrillera turca del PKK que murió en 1995. Los sorprendidos porque estadounidenses y canadienses se uniesen al YPG son aquellos que no conocen a Andrea Wolf, una internacionalista alemana en el PKK, que fue asesinada en 1998, cuyos huesos fueron arrojados a una fosa común porque su memoria no podía ser tolerada por el Estado.

Nuestro calendario no corrió paralelo al calendario del mundo. La mirada de estas mujeres se centró en las profundidades de la distancia, sus pasos eran rápidos. A fin de que el futuro fuese cercano, estaban tan impacientes que no dejaban un solo puente atrás. Estas razones nos mantuvieron al margen de las realidades del mundo.

Ahora es el momento de coordinar los calendarios, de sincronizar los relojes. Es hora de contar las historias de vida de estas mujeres que se balanceaban entre el sueño y la realidad, sus momentos felices que suenan a cuentos de hadas, las formas en que la pérdida ha demostrado ser nuestra maestra más notoria en la búsqueda de la verdad. Ahora es el momento perfecto para confiarles lo que yo era capaz de llevar desde el pasado al día de hoy. Para unirse al calendario del mundo, voy a unir nuestro pasado con el presente. Que mi pasado sea tu presente.

Estoy en el otoño de 1997. Un día en el que los pies cansados del otoño tratan de arrastrarnos hacia el invierno. Un día en el que el dolor por no conquistar Haftanin pesa en nuestros corazones. Me entero del martirio de Zinarîn después de meses. Sigo siendo vulnerable al dolor de perderla. Como doy vueltas con rabia desencadenada, Meryem Colak lee en mi cara como hierve mi alma de dolor. Como dejé de hablar con nadie sobre la muerte de Zinarîn, pregunta "¿Estás enojada?" y responde ella misma: "No te enojes en nosotras, enojate con el enemigo".

Desde ese día, mi inmunidad a la pérdida aumenta. Unos meses más tarde me entero de que Meryem Colak, cuando se dirigía hacia Metina para salir del campo de batalla junto con un grupo de mujeres, fue asesinada por un tanque en una emboscada. Me entero por los testigos que usó su último aliento no para enviar un saludo a su hija, si no en encomendar a sus compañeros su arma, cartuchera y libro de códigos.

Es 1999. Estoy en las montañas de Zagros, que no permitieron el paso del ejército de Alejandro, pero donde la guerrilla logró abrirse camino. Estamos a medio camino en un largo viaje que duraría un mes. Conmigo está Sorxwîn (Özgür Kaya), de 22 años. Nuestra Sorxwîn, que le permite a las condiciones de la montaña gobernar sobre su cuerpo, pero que no permitirá que el corazón de su hijo sea sometido a las leyes de la guerra.

Una comandante, un compañera, una mujer y una niña. Cada una de sus identidades le añade una belleza diferente. La mejor parte de ese largo y arduo viaje de un mes, es ella nos animándonos a seguir marchando. Por supuesto, fue esta niña llamada Sorxwîn que inventó los juegos infantiles que nos dieron fuerza. Con risa maliciosa, dice: "Esto no es nada. Puedo llevar un BKC con 400 balas en la espalda, así que voy a subir esta colina en cuatro horas sin ningún descanso".

Estas mujeres no podían acompasarse a nuestro tiempo, porque corrían hacia el fuego como mariposas. Pero han estado viviendo durante tres generaciones. Tres generaciones crecen con sus historias, llevan sus nombres, escuchan las canciones ardientes dedicadas a ellos.

Recogen los rifles que estas mujeres dejaron atrás y capturan Shengal, Kobanê, Botan, Serhat. Vienen a traer luz al mundo que los hombres de bandera negra quieren oscurecer. Y sus nombres son Zinarîn, Beritan, Zilan, Meryem, Sorxwîn, Arjin, Amara, Viyan, Sara…

* Guerrillera kurda.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Privatização da água em marcha!

«À privatização das nossas águas, por via de Bruxelas, seguiu a "obrigação" para todas as câmaras e freguesias de informarem acerca da existência das fontes e poços em Portugal.
  O próprio tom desta ordem de Bruxelas foi muito mal recebido em Portugal e um grande número de câmaras e freguesias resolveu simplesmente não fornecer indicações nenhumas.  
Isto não está previsto em Bruxelas e não sabem liderar com esta situação, a não ser com maior prepotência.
 

Algumas câmaras entretanto já venderam as suas redes de fornecimento de água (Sintra por exemplo).
 

A EPAL por sua vez entregou a supervisão dos aditivos para a água fornecida à população a uma firma especializada israelita. Esta controla agora o que a população portuguesa bebe.
 

Esta firma instalou na rede de água de uma cidade algarvia um posto de intervenção com produtos experimentais, onde a nossa população algarvia nítidamente serve de cobaia.
 

OS MAIS GRAVES PROBLEMAS NO HORIZONTE NEM SEQUER SÃO O SAQUE NOS NOSSOS MAGROS ORDENADOS (ser escravo é consentir, calar-se e pagar ).
A ENTREGA DA SOBERANIA A BRUXELAS, em troca de comissões, por alguns abutres, recebidas e canalizadas para contas offshores, é um crime de ALTA TRAIÇÃO.
 

Sujeitar-se a não saber mais do que se está a beber e ficar dependente de especialistas, que cumprem ordens, não necessariamente nossas, não é menos grave.»
 

RD

São os próprios alemães que nos avisam...

O IMI, a AGUA e a ELECTRICIDADE vão colocar 90% no limiar da pobreza. Em Portugal, na Europa, no Mundo inteiro.

Nós pensávamos que se tivéssemos uma casinha, tínhamos uma velhice
descansada...

Vale a pena para ver como se tecem as linhas de força dos negócios na UE e
divulgar.

NÃO DEIXEM DE VER O ESCÂNDALO.

É PARA ISTO QUE SERVE A COMISSÃO EUROPEIA.

NÃO SEI O QUE OS NOSSOS JORNALISTAS E TVS ANDAM A FAZER.

Uma operação da União Europeia que começou a ser experimentada em Paços de Ferreira.

Reportagem no programa de tv alemão Ard Monitor.

Legendado em português (clique em CC - 1º símbolo no canto inferior direito do video- janela com 2 riscos para activar as legendas).

No meu caso apareceu logo com legendas em português.
 

 
"Água - Operação Secreta": UE Promove a Privatização da Água (legendas em português)


José António
Cidadão Inconformado

Fórum Dívida e Direitos Humanos, 21 Fevereiro

A Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC) organiza no próximo sábado, das 9.30 às 19.00 horas, no Auditório do Liceu Camões, em Lisboa, o Fórum Dívida e Direitos Humanos
Painéis especializados de debate: Trabalho, Saúde, Educação, Ambiente e Segurança Social, Habitação. Mais informações em http://auditoriacidada.info/

Entrada livre, inscrições em: http://goo.gl/forms/AxPcLlXjXG
Trabalho, saúde, educação, habitação, ambiente e qualidade de vida,  segurança social, são direitos humanos consagrados em tratados  internacionais e na Constituição da República Portuguesa.
Em nome da dívida todos eles estão actualmente comprometidos devido à  imposição  de uma austeridade que não cura e só agrava o endividamento.
O que vale mais? O serviço da dívida ou os direitos humanos?
Em Portugal, como nos outros países da Europa sujeitos ao castigo da  troika, este é o momento para reafirmar a prioridade das necessidades  e da dignidade das pessoas sobre os interesses da finança.
Para denunciar como ilegítimo um serviço da dívida que sacrifica tudo o que verdadeiramente tem valor, penalizando sobretudo os que menos podem.
Participa. O Fórum é aberto a quem queira compreender as consequências 
da dívida nas nossas vidas e participar nas soluções.

Saudações cordiais.


terça-feira, janeiro 13, 2015

Comissão de Comércio do Parlamento Europeu opõe-se ao ISDS

(Paul de Clerk, coordenador do programa "Economic justice", 13/01/2015) - Tradução e adaptação de José Oliveira.
 
A Comissão de Comércio do Parlamento Europeu decidiu opor-se ao ISDS no TTIP (...). Um acordo em que as disputas se fariam Estado a Estado com recurso aos tribunais nacionais constitui um mecanismo muito mais apropriado para dirimir as disputas sobre investimento, de acordo com um documento preparado por Bernd Lange, membro do Partido Socialista alemão e presidente da referida comissão.
 
Nem todos os socialistas e social-democratas se opõem ao ISDS, embora Gianni Pittella, o presidente do grupo, tenha tentado enterrar o caso . Os socialistas e social-democratas são essenciais, pois sendo o segundo maior agrupamento do Parlamento Europeu, podem influenciar a decisão final. Além disso, os seus deputados não estão tão entrincheirados nas suas posições pró ou contra como outros grupos (....).
 
O documento acrescenta que se o ISDS chegar a ser incluído no TTIP, serão necessárias reformas adicionais e isso é um ponto crítico, se se quiser evitar os problemas que têm afectado outros tratados de livre-comércio em vigor.
 
Ainda de acordo com o documento, os objectivos de tratar os investimentos estrangeiros numa base não discriminatória e de modo justo, evitando litigâncias, poderão ser atingidos sem o ISDS.
 
O Tratado será votado no Parlamento Europeu e, para entrar em vigor, terá de ser aprovado por uma maioria de deputados.
 
Enquanto Lange pede que o ISDS seja excluído, os oponentes argumentam que tal terá um efeito de congelamento dos regulamentos (...). Os EUA são claros ao exigir que o ISDS conste do acordo final, mas em Janeiro a Comissão retirou-o das negociações face às críticas do público. Entre Março e Julho, a Comissão lançou uma consulta pública sobre o ISDS tendo recolhido 150.000 respostas, o número mais alto de sempre. 
 
Mais de 88% dos cidadãos votaram claramente contra o ISDS (...). Dada a complexidade técnica, a Friends of the Earth criou aplicações on-line para facilitar as respostas, mas agora existe o receio de que o executivo as ignore por considerar que a maioria são muito parecidas (...). Friends of the Earth comentou que parece que a Comissão Europeia está a tentar contornar a esmagadora oposição dos cidadãos ao ISDS que o inquérito demonstrou. 
 
Crê-se que ainda hoje poderá ser publicado o relatório final sobre esta consulta.
 

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Noticias del FSM

Gracias por tomar en cuenta los cambios siguientes en el calendario de preparación del Foro Social Mundial Túnez 2015:
–        Del 15 de noviembre al 31 de enero de 2015, todas las organizaciones, movimientos y redes pueden proponer actividades (debates, talleres, seminarios…) en el sitio web.
–        El 20 de enero de 2015, será abierta la fase de reagrupamiento (dicha de “aglutinación”) de las actividades que tienen lugar en Túnez. Esta fase es muy importante ya que permite al FSM de jugar su verdadero papel: intercambiar experiencias, construir campañas y acciones al nivel internacional…
No hay cambio en contraste con los otros pasos del proceso:
–        A partir del 1º de febrero y hasta el 28, está la fase de registración definitiva de las actividades en el sitio web. Deberá estar indicado el tamaño de las salas, las necesidades en interpretación, las preferencias de fecha y de hora, y la organización (o no) de una actividad extendida.
–        Desde el 15 hasta el 28 de febrero 2015, las convergencias podrán ser propuestas. Para ser válida, una convergencia debe ser presentada por al mínimo 5 organizaciones/movimiento o 2 redes, que representan al mínimo dos grandes regiones del mundo.
–        Entre el 1º y el 10 de marzo, las diversas proposiciones de convergencias serán aglutinadas.
–        Al principio de marzo, el programa será publicado en la página web y luego en papel.
–        El pago de las actividades se hará entre el 1º de febrero y el 20 de marzo 2015.
http://registration.fsm2015.org/?q=es                               
 

quinta-feira, janeiro 01, 2015

CADTM: ¡Quitad las manos de Grecia! ¡De una Grecia que lucha y resiste!

Las potencias de Europa y del mundo entero ni siquiera esperaron la disolución del Parlamento griego y el comienzo de la campaña electoral para lanzar una nueva ofensiva de mentiras y chantajes cuyo objetivo es aterrorizar a la ciudadanía griega con el fin de que no vote a Syriza (Coalición de la Izquierda Radical) en las próximas elecciones legislativas del 25 de enero de 2015. En efecto, secundados por los grandes medios de comunicación europeos, «los de arriba», esos que se llaman Juncker, Merkel, Hollande, Renzi o Moscovici, comienzan su enésima y brutal intervención en los asuntos interiores de Grecia, que por otra parte transformaron en el paradigma de ruina social desde que le impusieron sus políticas inhumanas y bárbaras de austeridad.
por CADTM Europe

1ro de enero de 2015
Lo que está en juego : el éxito o el fracaso de la guerra social que dirigen contra la enorme mayoría de las poblaciones de Europa.
El CADTM no tiene ninguna duda de las verdaderas intenciones de aquellos que hicieron de Grecia el laboratorio europeo de sus políticas neoliberales más extremas, y de los griegos y las griegas, verdaderos conejillos de Indias de su terapia de shock económica, social y política. Debemos esperar una escalada de su ofensiva ya que no pueden permitirse que Syriza gane y surjan seguidores en Europa. Utilizarán todos los medios de que disponen puesto que son bien conscientes de lo que está en juego en las próximas elecciones griegas: el éxito o el fracaso de la guerra social que dirigen contra la enorme mayoría de las poblaciones de Europa.
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Pierre Moscovivi
Y como el reto es tan importante, debemos esperar que “los de arriba”, de Europa y Grecia, no respeten el veredicto de las urnas que debería culminar, por primera vez en la historia, en la victoria de la izquierda griega. Sin ninguna duda, tratarán de asfixiar al gobierno de izquierda elegido democráticamente, puesto que su eventual éxito sería, con toda seguridad, interpretado como un formidable estímulo a la resistencia de los trabajadores y los pueblos de Europa.
EL CADTM, que siempre estuvo al lado de la población griega luchando contra las políticas de austeridad y los graves atentados a los derechos sociales y democráticos, nuevamente hará todo lo posible para alertar a la izquierda y a los movimientos sociales en Europa y en todos lados para lograr un amplio movimiento de solidaridad con la población griega, que resiste y lucha para liberarse de la carga de una deuda que no solamente no es suya sino que es manifiestamente ilegítima, ilegal y odiosa. El CADTM considera que la constitución de una comisión internacional y ciudadana de auditoría de la deuda griega, encargada de identificar la parte ilegal y/o ilegítima u odiosa de esa deuda que no se debe pagar, hará que aparezcan comisiones semejantes, y pondrá en el orden del día el repudio de la deuda ilegítima y/o ilegal de todos los países de la periferia europea.
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Gunther Oettinger
Ser solidario con la población griega así como con la izquierda griega que resisten y combaten para liberar al país y a sus ciudadanos y ciudadanas de la influencia de los acreedores y de la dictadura de los mercados, es actualmente el deber internacionalista elemental no solo de la militancia sino de toda la ciudadanía europea que rechaza esta Europa de la austeridad que genera miseria, racismo y barbarie.
CADTM Europe


--
Eric Toussaint
www.cadtm.org
345 Avenue de l'Observatoire
4000 Liège
Belgique

terça-feira, dezembro 23, 2014

Declaración de Lima Cumbre de los Pueblos frente al Cambio Climático

Lima, 11 de diciembre de 2014
 
La Cumbre de los Pueblos frente al Cambio Climático, realizada en Lima del 8 al 11 de diciembre de 2014, es expresión de los procesos de movilización y resistencia emprendidos por una diversidad de organizaciones, movimientos, plataformas, redes y colectivos sociales, sindicales, de mujeres, campesinos, indígenas, juveniles, ambientalistas, religiosos, artísticos y culturales peruanos e internacionales. Nos reunimos para seguir debatiendo y compartiendo las múltiples formas de lucha y resistencia, por la construcción de la justicia social, contra el sistema capitalista patriarcal, racista y homofóbico, por el respeto de las diversas formas de vida, sin explotación ni expoliación de los bienes de la naturaleza, por la capacidad de los pueblos de decidir sobre sus fuentes de energía, comunitaria, por la reducción de las desigualdades sociales así como promover el Buen Vivir como modelo de vida en armonía con la Naturaleza y la Madre Tierra.

El capital busca hacer frente a su crisis sistémica imponiendo la captura el agua, el saqueo de los territorios y el patrimonio natural, la depredación, la producción de combustibles fósiles, la mayor explotación de los trabajadores y trabajadoras, la represión de los movimientos sociales y la violencia física y psicológica, aumenta múltiples formas de criminalización de las luchas, de los pueblos, de militarización y control territorial. Todo esto es alentado por las corporaciones mediáticas. Además, a esta realidad hay que sumarle la captura de los Estados y de sus burocracias por el poder económico, el pago de las deudas injustas y corruptas, y una diversidad de hechos que benefician exclusivamente a los verdaderos poderes tras los gobiernos de turno, dóciles al mandato de las empresas nacionales y las grandes corporaciones transnacionales y sus operadores políticos.

En esta coyuntura la Cumbre de los Pueblos representa la voz de los sectores explotados y oprimidos del mundo, de los marginados por un sistema económico y cultural que los subordina a los sectores racistas, fundamentalistas, machistas y patronales que se benefician del modelo capitalista. En este momento crucial que atraviesa la humanidad, en el que el gravísimo cambio climático que sufrimos exige acciones urgentes de parte de la sociedad global, demandamos a los Gobiernos y al Sistema de Naciones Unidas reunido en la COP 20 la adopción de acuerdos que respeten y valoricen la vida de los pueblos originarios, campesinos y urbanos, y que promuevan la preservación de la biodiversidad global. Rechazamos cualquier mecanismo de mercado que se plantee como solución a los problemas climáticos y ambientales.

Quienes nos reunimos en esta cumbre, recogemos y hacemos parte de procesos de luchas anteriores que se han tejido en nuestros pueblos, y llegamos a este momento con esa fuerza y construcción colectiva. A partir de ello expresamos y demandamos:

A los Gobiernos del mundo que respeten nuestros territorios, derechos y modos de vida, nuestras culturas, costumbres y cosmovisiones sobre la vida y el mundo que habitamos. Denunciamos la explotación de nuestros recursos naturales y territorios por parte de las industrias extractivas, que afectan nuestras formas de sustento, nuestra fuente de identidad y la relación armoniosa de nuestras comunidades con la Madre Tierra. Demandamos el reconocimiento de la propiedad territorial de las comunidades que tradicionalmente han vivido en sus tierras. No aceptamos el control externo de los territorios, ni los procesos de negociación e implementación de las falsas soluciones al clima. Los Gobiernos deben tener como eje central el respeto de nuestras formas de vida ancestrales y el reconocimiento a nuestra autodeterminación como naciones y pueblos originarios.

Asimismo, aclaramos que el conjunto de iniciativas orientadas a revertir la destructiva tendencia climática hacia la que ha sido conducido nuestro planeta, deben considerar las responsabilidades históricas de los países desarrollados y el reconocimiento y reparación de la deuda histórica y ecológica que tienen con el Sur global. En particular, las corporaciones transnacionales de capital privado de los países desarrollados deben ser responsabilizadas por sus acciones y prácticas a nivel global. Exigimos plena justicia en los casos de contaminación por parte de Newmont, Doeran en Perú, y la Chevron-Texaco, entre otras, la cual en su paso por la Amazonía dejó como legado uno de los mayores ecocidios de la historia del planeta.

A los Gobiernos y empresas les exigimos aceptar y respetar nuestro derecho humano a un trabajo digno, con pleno ejercicio de los derechos individuales y colectivos, y que se garantice un proceso de transición justa en un mundo que nos permita mejorar la calidad de vida. Demandamos garantías al acceso universal a los sistemas de protección y seguridad social, el respeto de nuestra libertad sindical y a una repartición justa y equitativa de la riqueza producida con nuestro trabajo y conocimientos.
Consideramos que ninguna acción para enfrentar el cambio climático será eficiente o viable si no se promueve con políticas públicas efectivas a favor de la pequeña agricultura familiar y campesina, la reforma agraria, la soberanía y seguridad alimentaria de nuestros pueblos, la producción auto sustentable, con base agroecológica, autóctona y libre de transgénicos y agrotóxicos, orientada al consumo humano y a la preservación de nuestra biodiversidad. Creemos que para avanzar hacia un mundo justo y una economía local, solidaria, cooperativa, feminista y comunal, es fundamental reconocer el derecho humano a la alimentación, así como el gran aporte de la agricultura familiar campesina, que contribuye con más del 70% de la alimentación del mundo. Exigimos frenar la producción y expansión de los agrocombustibles, que promueven la deforestación, erosión de las tierras, contaminación de las fuentes del agua y aire, y significan una forma de recolonización territorial.

Como expresión de esta estrategia del capital, en los últimos años se han agudizado los procesos de privatización, mercantilización y financiarización de la naturaleza, expresados en los principios de la economía verde, que nos presenta las falsas soluciones a la crisis climática. Algunas de ellas son: Mecanismos de Desarrollo Limpio (MDL), proyectos de Reducción de Emisiones por Deforestación y Degradación de los bosques (REDD), transgénicos, agrocombustibles, geoingeniería, megaproyectos hidroeléctricos, centrales nucleares, fractura hidráulica (“fracking”), agricultura climáticamente inteligente.

La estrategia del capital pasa también por lo que llamamos arquitectura de la impunidad de las corporaciones transnacionales y gobiernos, a través de los tratados de libre comercio y protección de inversiones, entre otros, que pretenden privatizar servicios esenciales como el agua, la educación, salud y vivienda, y atentan contra los derechos humanos de trabajadores y de los pueblos. La Cumbre de los Pueblos rechaza todas estas estrategias del capital.
Como expresamos antes, denunciamos el sistema capitalista-patriarcal que sostiene la opresión y control sobre el cuerpo, el trabajo y la vida de las mujeres, promueve la violencia sexual y la trata, las margina de diversos ámbitos de la vida social y pública. Es necesario transitar hacia otra división social del trabajo, que elimine la subordinación del trabajo femenino, que no invisibilice el trabajo del cuidado que hace posible la reproducción social ni lo subordine a los mandatos del mercado. Exigimos un cambio radical que reconozca el trabajo reproductivo como la base de la sustentabilidad humana y de las relaciones entre las personas y comunidades. Todas las alternativas deben incorporar la perspectiva feminista y promover una relación más justa entre hombres y mujeres.

Abogamos por la promoción de un consumo responsable y no alienado, basado en la adopción de hábitos y pautas de consumo saludables, y de acuerdo con la necesidad humana, no sujeta a la ambición del capital. Un consumo que no contribuya a la contaminación ambiental ni al cambio climático. Alentamos el uso responsable de los recursos vitales, el reciclado y el manejo sustentable de los residuos sólidos. Nos comprometemos a promover la conciencia ciudadana respecto a las acciones que podemos llevar adelante individual y colectivamente para avanzar hacia un mundo más justo.

Los Estados deben tomar decisiones y medidas inmediatas de protección, conservación o restauración de las cuencas, los ecosistemas, las altas montañas, bofedales, humedales, páramos, estepas, bosques, acuíferos, lagos, ríos, manantiales, zonas marinas costeras, que alimentan a la Madre Tierra. Esos ecosistemas y fuentes de agua son afectados por las actividades de las industrias extractivas, como la minera, petrolera, carbonífera y gasífera, por las talas de árboles y el arrojo de desechos, entre otras causas. Se debe garantizar el derecho humano al agua y al saneamiento, en igualdad de condiciones, acceso y salubridad. Esto sólo se puede garantizar con empresas públicas en manos públicas.

La Cumbre de los Pueblos cuestiona la incoherencia del Gobierno peruano en su calidad de presidente de la COP 20. Por las políticas ambientales, laborales y tributarias adoptadas recientemente a favor de la inversión privada rebajando estándares y regulaciones que afectan derechos colectivos, ambientales y culturales. Denunciamos la represión que sufren representantes indígenas, dirigentes sindicales y campesinos, activistas ambientales, así como los hostigamientos a delegaciones que arribaron a la Cumbre de los Pueblos desde diversas regiones del país y el exterior.

La Cumbre de los Pueblos cuestiona la captura corporativa de la Convención Marco de Naciones Unidas sobre Cambio Climático. Las grandes corporaciones transnacionales “a compañan” a los gobiernos en las negociaciones globales para acordar medidas que tienen por único fin limpiar de responsabilidades a los países industrializados por sus emisiones de gases de efecto invernadero y por ser los principales responsables del cambio climático. Exigimos que los pagos por servicios de la deuda externa e interna – que ahogan a los pueblos y limitan la capacidad de los Estados para atender necesidades básicas de las poblaciones –, se destinen a hacer frente a la crisis ambiental y climática, porque de ello depende la sobrevivencia de la Humanidad y todas las especies vivas del planeta.

La Cumbre de los Pueblos saluda la movilización comprometida y entusiasta de las decenas de miles de ciudadanos y ciudadanas de todo el mundo que participaron de la Gran Marcha Global en Defensa de la Madre Tierra (10/Dic) en Lima y en otras ciudades del planeta. Esta gran concentración de organizaciones, movimientos y delegaciones del Perú y numerosísimos países es la expresión más clara de la posición de los pueblos a favor de un mundo justo y democrático, que garantice la armonía entre la existencia humana y los derechos de la Naturaleza y la Madre Tierra.

Seguiremos fortaleciendo la articulación de nuestras luchas, de forma activa y permanente en las múltiples movilizaciones del 2015, con un especial momento de activismo en París, Francia, donde se llevará a cabo la COP 21. Desde ya los movimientos sociales del mundo nos preparamos para dar continuidad a las luchas desde nuestros territorios en defensa de la vida, hasta que nuestras exigencias sean atendidas. Seguiremos en lucha hasta cambiar el sistema… No el Clima.

Cumbre de los Pueblos
Lima 11 de diciembre 2014


Ana SANDOVAL
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