Sábado, Julho 19, 2008

MANIFESTO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MST



Na luta pela Democracia!
27/06/2008

O MST está sofrendo uma verdadeira ofensiva de forças conservadoras no Rio Grande do Sul.

Não só querem impedir a divisão da terra, como determina a Constituição, mas pretendem criminalizar os que lutam pela Reforma Agrária e impedir a continuidade do Movimento.

Para tanto, essas forças politicas defensoras de poderosos interesses de grupos econômicos de empresas transnacionais, que estão se instalando no Estado para controlar a agricultura, e os latifundiários, estão representadas hoje no governo de Yeda Crusius (PSDB), na Brigada Militar, no setores do Poder Judiciário local e no poder do monopólio da mídia.

Nesta terça-feira, o MST-RS apresentou uma denúncia formal, junto a comissão de Direitos Humanos do Senado Federal que se deslocou até Porto alegre, especialmente para acompanhar a situação.

Neste momento difícil e importante para a democracia brasileira, o MST pede aos nossos amigos e amigas que enviem cartas de protesto para a Governadora Yeda Crusius e ao procurador geral de Justiça, que é nomeado pela governadora e coordena o Ministério Publico Estadual.

Leia o modelo de abaixo-assinado redijido a seguir. Aqueles que preferirem, podem redijir seu próprio texto.

Pedimos que enviem as cópias do modelo, assinadas, ao setor de direitos humanos do MST (dhmst@uol.com.br) e ao setor de imprensa (imprensa@mst.org.br), para organizarmos todos os nomes do abaixo-assinado.

MST

Transformar as ideias em movimento


No último ano apareceram várias publicações em formato digital (pdf), acessíveis via Internet, que se propõem contribuir para inovar a reflexão e a prática social em Portugal.

Algumas já aqui as noticiámos. É o caso da Mudar de Vida - que também tem uma edição em papel - e, mais recentemente, da edição portuguesa da Monthly Review.

Soubemos, entretanto, da publicação de mais duas: a Revista Rubra, uma revista temática bimestral a que ainda não tivemos acesso, e, no dia 14 de Julho, a Ops!, que se apresenta como a expressão de uma corrente de opinião socialista na qual se associam elementos da antiga candidatura presidencial de Manuel Alegre com outras correntes de pensamento que se reclamam da esquerda.

Como escreve este deputado do PS no editorial, estamos na «Hora de resistir, de debater e de assumir e divulgar a nossa opinião socialista».

Como também escreveu um grande pensador do séc. XIX, «a prática é o critério da verdade». Cá estaremos para participar no debate.

Quinta-feira, Julho 10, 2008

Monforte não é cobaia!


Venha até Monforte este fim-de-semana
dizer NÃO aos campos experimentais de transgénicos!


Faça-se ouvir contra o cultivo de OGM não testados em zonas de Rede Natura!
Exija que o governo respeite as zonas livres criadas democraticamente!



A Plataforma Transgénicos Fora convida todos os interessados em proteger a agricultura e alimentação portuguesas a participar numa acção de protesto no Sábado 12 de Julho de 2008 em Monforte em frente à herdade onde foram autorizados três anos de testes experimentais de milho transgénico.

O ponto de encontro é às 10h da manhã no parque de merendas da praia fluvial de Monforte, junto à ponte antiga sobre a Ribeira Grande. O acesso está sinalizado a partir de Monforte (há parque de estacionamento no local) e no mapa anexo pode ver-se o local exacto no canto superior esquerdo.

Quem estiver disponível para ajudar à preparação da acção (pintar faixas, vestir, espantalhos...) está convidado a acampar já a partir de sexta de manhã, e até domingo, no mesmo local (existem sanitários e apoio de cozinha).

Todos contam - contamos consigo!

TRANSGÉNICOS FORA
Plataforma Portuguesa por uma Agricultura Sustentável

A Plataforma é uma estrutura integrada por doze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, ATTAC, CAMPO ABERTO, CNA, Colher para Semear, FAPAS, GAIA, GEOTA, LPN, MPI, QUERCUS, SALVA) e apoiada por dezenas de outras.

Para mais informações contactar: 917 301 025 / 960 359 250

Correio electrónico
info@stopogm.net

Internet
http://www.stopogm.net

Quem tem medo de Makarenko?


Agência Brasil de Fato

Quem tem medo de Makarenko?

A burguesia com promotores de aluguel, e brigadas violentas, para a qual a chamada readequação pedagógica deve ser a destruição das escolas de qualidade


08/07/2008

Cecília Luedemann

Como autora de um livro "proibido" pelos promotores Luciano de Faria Brasil e Fábio Roque Sbardelotto, decidi escrever este artigo para me posicionar contra as medidas inconstitucionais e violentas do Ministério Público Estadual e da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Dentre outras "providências", como impedir marchas, reprimir protestos, invadir acampamentos e assentamentos, os procuradores ainda propõem "a intervenção nas escolas do MST, a fim de tomar todas as medidas que serão necessárias para a readequação à legalidade, tanto no aspecto pedagógico quanto na estrutura de influência externa do MST." Na chamada "readequação pedagógica", os interventores criaram uma lista de livros "proibidos", cujos autores conhecidos são intelectuais internacionalmente destacados, como Florestan Fernandes, Paulo Freire, Chico Mendes, José Martí e Che Guevara. E um educador também consagrado no campo da pedagogia, mas não tão conhecido pelo público leigo, considerado pelos "interventores" como um perigoso pedagogo soviético: Makarenko.

Mas, afinal de contas quem é esse tal? Anton Semionovich Makarenko (1888-1939), escritor e pedagogo ucraniano, é mundialmente respeitado por sua maior obra pedagógica: a organização da escola como coletividade, conhecida como Colônia Gorki, onde reeducou centenas de crianças e adolescentes, meninos e meninas, órfãos da guerra civil e ex-marginais, para assumirem o comando das próprias vidas.

Durante a efervescência cultural dos anos 1920, Makarenko criou uma escola organizada como coletividade autogestionária. A revolução gerada por ele no campo da sociologia da educação pode ser comparada àquela realizada por Lev Semyonovich Vigotski (1896-1934), na área da Psicologia da Educação, com a criação da teoria da "zona proximal" que considera o desenvolvimento da criança sempre mais lento que o aprendizado e defende a ação educativa como forma de antecipação social do conhecimento. A escola organizada como coletividade une as diferentes salas de aula, alunos e professores, em uma nova sociabilidade que garante um aprendizado significativo: o educando participa, decide e constrói sua própria educação.

Essa geração, impulsionada pela participação das massas no primeiro período da revolução soviética, entrou em confronto com as teorias espontaneístas, individualistas, que se baseavam apenas no desenvolvimento do indivíduo a partir das próprias forças ou, ainda, do nível em que este se encontrava, como naquela época, a teoria de Rousseau e hoje de Piaget. E o resultado foi surpreendente: a possibilidade de transformar os antigos explorados em verdadeiros cidadãos que participaram ativamente da construção da nova sociedade. Com formação científica, crítica e ativa, cultos e educados para a solidariedade, essa nova geração tornou-se a prova de que mesmo os povos mais atrasados economicamente poderiam conquistar outros patamares da vida cultural e científica, se a escola fosse organizada como coletividade.

Quando escrevi "Makarenko: Vida e obra" tomando como base minha dissertação de mestrado (orientada pela professora Mirian Jorge Warde, pela PUC/SP, em 1994) tinha clareza das contribuições que esse livro poderia dar para a formação de pedagogos, educadores e educandos que lutam por uma escola pública de qualidade. Mas, em especial, para os do MST que, como a Unesco já mostrou por meio de prêmios e convênios, é o movimento social que tem contribuído para a garantia do direito à educação do campo. Já na terceira edição esgotada, "Makarenko: Vida e obra" responde tanto às necessidades das escolas públicas em crise, quanto à crise de reeducação de crianças e jovens marginalizados. Ao invés da violência institucionalizada, nossos jovens têm o direito á educação de qualidade, como provou a experiência de Makarenko nas primeiras décadas do século 20.

Quem tem medo de Makarenko? A burguesia, cujo projeto de Brasil não permite a formação de um povo culto e livre. Para eles, armados com seus promotores de aluguel, e suas brigadas violentas, a chamada readequação pedagógica deve ser a destruição das escolas de qualidade para o povo. Escolas sem bibliotecas, salas de aula sem livros, educadores mal remunerados, desestimulados e sem tempo para formação acadêmica, educandos proibidos de participar e decidir sobre a vida de sua escola: essa é a readequação pedagógica apregoada por promotores ultradireitistas em terras gaúchas. Na contramão da história proíbem o livro de Makarenko, um dos pedagogos mais conhecidos e respeitados ainda hoje, porque representa a escola que cultiva o gosto pela participação, pela ciência, pela produção cultural, pelo respeito ao ser humano... "Um povo instruído será sempre forte e livre", José Martí.

Cecília Luedemann, jornalista e educadora, é autora do livro Anton Makarenko: Vida e obra - A pedagogia da revolução (Expressão Popular).


Todo apoio a Luta dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Quarta-feira, Julho 09, 2008

DESAFIO A LOS GOBIERNOS DEL G8


El encuentro de los países más poderosos y ricos del mundo es para la gente de todo el mundo una ocasión para reclamar que esta cumbre del G8 trate los dos “tsunamis” que están azotando a la humanidad hoy día –las crisis alimentaría y climática- y el problema irresoluto de la deuda, que ha contribuido significativamente en estas dos crisis y ha exacerbado sus impactos.

La injusticia de la carga de la Deuda y el problema de las deudas ilegítimas

El pago de enormes cantidades de servicio de la deuda amplia los efectos de las crisis alimentaria y climática, y disminuye la capacidad de los países y pueblos del Sur de afrontar dichas crisis. Ésta es parte de la injusticia de la deuda y tan sólo por ello la cancelación de la deuda es urgente.

Pero la deuda es más que simplemente un problema de perder los necesitados recursos en el pago de la deuda. Las deudas utilizadas para proyectos dañinos o para imponer condicionalidades dañinas como las que han contribuido a las crisis alimentaria y climatica, son ilegítimas y no deberian ser pagadas.

La crisis alimentaria

El alto precio del petróleo, el empeoramiento de las condiciones climáticas y la manipulación de los precios por parte de cárteles comerciales y especuladores locales e internacionales ciertamente han contribuido al aumento masivo y abrupto de los precios de los alimentos. Sin embargo, la crisis alimentaria puede también ser atribuida a las políticas económicas que han sido impuestas a los países del Sur durante décadas, a partir de la deuda, del acceso a los créditos y del alivio de la deuda como instrumentos de coerción.

La combinación de varias políticas que formaban parte de los planes de condicionalidad del Fondo Monetario Internacional y el Banco Mundial han desembocado en la caída de la productividad de la agricultura de subsistencia, ha llevado a un incremento de los costes de producción de alimentos, a la drástica reducción de tierras de cultivo para alimentos básicos para consumo local, y a prácticas agrícolas menos sostenibles.

Estas condicionalidades fiscales y monetarias incluyen la retirada de subsidios públicos a los cultivos de alimentos básicos y la reducción de gasto en infraestructuras públicas como sistemas de riego. La promoción de estrategias de crecimiento económico orientado a la exportación ha llevado a una alta dependencia de caros fertilizantes y pesticidas de importación, una reconversión masiva hacia cultivos no básicos y no alimentarios, y la conversión de tierras agrícolas a zonas industriales para la exportación. La liberalización comercial ha llevado a una injusta competencia con productos alimentarios subsidiados del norte. La liberalización de los flujos de capital financiero que alimentaron la industria immobiliaria, expandiendo la reconversión de la tierra a la producción de alimentos al sector immobiliario privado, campos de golf y resorts. La privatización de servicios públicos también supone mayores costes de producción y distribución de alimentos.

Además, los efectos de los enormes pagos de la deuda sobre los recursos gubernamentales conllevan el deterioro y la negligencia sobre muchas infraestructuras públicas necesarias para estimular la producción agrícola, como los sistemas de riego y las carreteras entre las granjas y los mercados.

La capacidad de muchos países del Sur, para producir lo suficiente para cubrir sus propias necesidades de alimento y para mantener los precios accesibles en los mercados locales, ha sido fuerte y dramáticamente erosionada desde los años ochenta. Ha habido un significante incremento en el número de países importadores netos de alimentos en las últimas dos décadas, disminuyendo la capacidad para mantener un almacenamiento de granos de alimentos básicos, y incrementando la vulnerabilidad frente a las dinámicas de suministros y precios del mercado mundial de alimentos.

Pequeños agricultores y campesinos sin tierra no han tenido beneficios reales del incremento en espiral de los precios de los alimentos, ya que los precios en origen continuan bajos. Son las corporaciones comerciales y especuladores los que han generado grandes beneficios.

Los gobiernos del G8 tienen la principal responsabilidad por el servicio de la deuda y las condicionalidades políticas relacionadas que contribuyen a la actual crisis alimentaria y a aumentar sus impactos. Son, después de todo, los mayores acreedores bilaterales y los miembros más influyentes de las instituciones financieras internacionales. Deberían actuar de forma immediata y decisiva por la cancelación de todas las deudas ilegítimas. La imposición de condicinoalidades a través de créditos y cancelación de deuda debe acabarse. Los gobiernos del G8 y las Instituciones Financieras Internacionales deberían respetar las acciones de los países del sur para revertir las políticas que han llevado a la crisis alimentaria.

Los gobiernos del G8 también comparten responsabilidades por otros factores tras la crisis - como gobiernos de los países que son origen de las mayores empresas multinacionales alimentarias y especuladores de mercancias alimentarias, y como gobiernos con poder para modificar los acuerdos comerciales bilaterales y multilaterales que afectan la alimentación. Los gobiernos del G8 deberían regular a sus corporaciones y inversores, prohibir la especulación en mercancias alimentarias, y dejar de presionar para imponer acuerdos comerciales injustos.

La crisis climática

Los gobiernos del G8 comparten también la responsabilidad primera por la crisis del clima. La mitad de las emisiones mundiales de gases de efecto invernadero provienen de los países pertenecientes al G8. La mayoría, si no todos, los países del G8 están muy por detrás en las agendas de reducción de emisiones de gases de efecto invernadero. Incluso la Unión Europea, que se considera a sí misma como uno de los líderes de la lucha contra el cambio climático, con su llamativo a través de su plan de ser la primera economía de-carbonizada del mundo, ha minado sus propias reivindicaciones al planificar la construcción de cuarenta nuevas plantas energéticas de carbón en los próximos cinco años. Y de nuevo, como los miembros más poderosos de las instituciones financieras internacionales son responsables de los proyectos y políticas relacionados con la deuda que exacerban la crisis climática.

El Banco Mundial y los diferentes bancos regionales de desarrollo son los principales acreedores de proyectos que involucran a industrias de combustibles fósiles, pagadas por los pueblos del Sur. Las Agencias de Crédito a la Exportación de los países del G8 proveen financiación a estas industrias, parte de la cual se traduce en responsabilidades para los gobiernos del sur, nuevamente pagados por los pueblos del Sur.
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Desde de la firma de la Convención del Clima en 1992, e incluso después de instituir “políticas ambientales”, el Banco Mundial ha aprobado más de 133 nuevos préstamos financieros a proyectos de extracción de petróleo, carbón y gas, compuestos principalmente por préstamos, pero incluyendo también inversiones, garantías y donaciones. La cantidad total excede los 28 mil millones de dólares. Las compañías de combustibles fósiles con base en los países del G8 se benefician prácticamente de todos los proyectos. La Corporación Financiera Internacional del Banco Mundial, que presta al sector privado, está aumentando su portfolio de préstamos destinados a combustibles fósiles.

El Banco Asiático de Desarrollo, del cual Japón y EE.UU. son los principales accionistas, es el mayor acreedor de proyectos de carbón, petróleo y gas en Asia, habiendo aprovado cerca de 2 mil millones de dólares estadounidenses en préstamos desde el año 2000.

Otros proyectos financiados mediante préstamos y políticas de condicionalidades de las Instituciones Financieras Internacionales han desembocado en la deforestación masiva, otra de las principales causas del cambio climático. Estos proyectos incluyen, por ejemplo, la construcción de presas de gran escala, de carreteras en bosques tropicales, y la promoción de la producción de aceite de palma destinado a la exportación.

Es de hecho irónico y deplorable que con tal currículum, el G8 esté garantizando al Banco Mundial un papel pre-eminente en la financiación global para mitigación y adaptación al cambio climático, y para la promoción de “tecnología limpia” y “desarrollo limpio”. En la Cumbre de Julio de 2005, el G8 declaró que “El Banco Mundial tomará el liderazgo en la creación de un nuevo marco para energia y desarrollo limpios, incluyendo inversión y financiación”. Los bancos regionales de desarrollo están reclamando papeles similares.

El Banco Mundial anunció recientemente que establecerá Fondos de Inversión del Clima. A parte de ser obviamente inapriopiado para gestionar estos fondos dado su papel en el empeoramiento de la crisis climática, los conceptos, diseño e intenciones de los fondos son seriamente equivocados.

Los gobiernos del G8 no sólo están promoviendo soluciones falsas a través de las diferentes medidas bajo los auspicios de estas instituciones financieras internacionales, sinó que pretende financiarlas a través de créditos, añadiendo más peso a la carga de la deuda en los países en desarrollo. El gobierno del Reino Unido ha liderado un llamado para que otros gobiernos contribuyan con fondos para ser administrados por el Banco Mundial como créditos.

En lugar de extender nuevos créditos para adaptación y mitigación del clima, los gobiernos del G8 deberían empezar por reconocer la enorme deuda ecológica que deben a los países y pueblos del Sur. Deberían financiar la mitigación y adaptación al cambio climático en el sur como parte de la restitución y reparaciones por el daño ambiental y la destrucción que sus políticas y programas, sus economías y empresas han causado. Estos fondos deberían ser gestionados por instituciones democráticas y responsables.

Demandas y exigencias

Llamamos a los movimientos y organizaciones populares (sindicales, campesinas, mujeres, jóvenes, indígenas …), movimientos sociales y políticos, grupos comunitarios y ciudadanos, y organizaciones religiosas de base, a retar a los gobiernos del G8 a reconocer su responsabilidad en las crisis alimentaría y climática, y en el problema de la deuda, y tomar acciones decisivas:

  1. Cancelar todas las deudas ilegítimas

  2. Dejar de financiar proyectos y políticas que contribuyan al cambio climático

  3. Respetar los esfuerzos de los países del Sur a revertir las políticas dañinas que han llevado a la crisis alimentaría

  4. Prohibir la especulación en los precios de los alimentos

  5. Acabar con la práctica de utilizar créditos y cancelación de deuda para imponer condicionalidades

  6. Pagar las restituciones y reparaciones por las enormes deudas ecológicas que deben al Sur

  7. Facilitar el retorno de las riquezas robadas que se mantienen en los bancos de los países del G8.

Adhesiones

REDES INTERNACIONALES Y REGIONALES
Jubilee South
European Network on Debt and Development (EURODAD)
CADTM International
JS – Asia/Pacific Movement on Debt and Development
Africa Jubilee South
Jubileo Sur Americas
Asia/Pacific Network on Food Sovereignty (APNFS)
AFRODAD
LATINDADD
Least Developed Country (LDC) Watch
South Asia Alliance for Poverty Eradication (SAAPE)
Southern Peoples Ecological Debt Creditors Alliance
Migrant Forum in Asia
EUROSTEP
OilChange International
Platform of Filipino Migrant Organisations in Europe (Platform Europe)
Action Aid International

PAÍSES DEL SUR
Freedom from Debt Coalition (FDC) – Philippines
KALAYAAN! (Movement for People’s Freedom) - Philippines
Solidarity of Filipino Workers (Bukluran ng Manggagawang Pilipino) - Philippines
Bisig - Philippines
Philippine Rural Reconstruction Movement - Philippines
Aniban ng Manggagawa sa Agrikultura`(Union of Agricultural Workers)-Philippines
Resource Center for Sustainable Development (GITIB) - Philippines
Center for Migrant Advocacy - Philippines
Task Force Food Sovereignty - Philippines
Anti Debt Coalition (KAU) - Indonesia
Nadi - IndonesiaI
International Forum for Indonesian Development (INFID)-Indonesia
Institute for Essential Services Reform – Indonesia
Anjuman Asiaye Awam – Pakistan
Monitoring Sustainability of Globalization - Malaysia
NUBE - Malaysia
Luta Hamutuk Institute - East Timor
Centre for Human Rights and Development – Mongolia
Rural Reconstruction Nepal
NGO Federation of Nepal
Equity & Justice Working Group - Bangladesh
Unnayan Onneshan - Bangladesh
Community Development Library- Bangladesh
Jatiyo Sramik Jote - Bangladesh
Anjuman Asiaye Awam - Pakistan
Indian Social Action Forum (INSAF) - India
Alternatives Asia - India
Centre for Education and Communication - India
People´s Union for Civil Liberties - India
Narmada Bachao Andolan - India
Campaign for Judicial Accountability - India
Gender, Livelihoods and Resources Forum - India
Bihar Social Institute - India
ALternatives/Badayl- India
Intercultural Resource - India
National Centre for Dalit Human Rights, india
African Forum on Alternatives - Senegal
Daughters of Mumbi Global Resource Center - Kenya
Center for Promotion of Economic and Social Alternatives - Cameroon
Umzabalazo We Jubilee - South Africa
Jubilee South Africa
Jubileo Peru
Dialogo 2000 Argentina
PAPDA Haiti

NORTE AMÉRICA
Jubilee USA Network - USA
Sustainable Energy & Economy Network - USA
Maryknoll Office for Global Concerns - USA
Washington Office of Public Policy, Women’s Division, United Methodist Church - USA
Center for Third World Organizing - USA
Global Exchange - USA
Medical Mission Sister’s Alliance for Justice - USA
Gender Action - USA
Halifax Initiative Coalition - Canada

EUROPA
Jubilee Debt Campaign – UK
Jubilee Scotland
“¿Quien debe a Quién?” Campaign – Spain
Observatorio de la Deuda en la Globalización – Spain
Campagna per la Riforma della Banca Mondiale (CRBM) - Italy
CADI (Comitato Antirazzista Durban Italia) - Italy
Norwegian Coalition for Debt Cancellation (SLUG) - Norway
11.11.11. - Coalition of the Flemish North-South Movement - Belgium
Debt and Development Coalition - Ireland
ATTAC - France
Commission for Filipino Migrant Workers (CFMW) - The Netherlands

PACIFICO
Jubilee Australia

JAPÓN
Jubilee Kyushu - Japan
Jubilee Kansai Network - JapanATTAC Japan
Society of St Columban - Japan
Japan Network on Debt & Poverty
Food Policy Center Vision21 - Japan
Kansai Action Center on Philippine Human Rights Issues - Japan
ATTAC Hokkaido - Japan
ATTAC Kyoto - Japan
ATTAC Kansai Group, Japan
Altermonde - Japan
Yokohama Action Research Center - Japan
Solidarity Network Migrants Japan
Global Peace and Alternative Media - Japan
Lencaena Communication Japonesia - Japan
KALAKASAN Empowerment Center - Japan

Terça-feira, Julho 08, 2008

Programa de Julho da Academia


Programa da Academia Problemática e Obscura de Julho de 2008

Rua Deputado Henrique Cardoso, 30-34, Setúbal

www.primafolia.blogspot.com

primafolia@gmail.com

(00351) 963883143



Dia 3, quinta-feira, às 21:30 horas – Encerramento do Ciclo de sobre a Guerra Civil de Espanha, com a passagem do documentário Spanish Earth, realizado por Joris Ivens, em 1937 com a voz off de Ernest Hemingway, com a duração de 52 minutos e Setúbal e a Guerra Civil de Espanha, por Álvaro Arranja.

Sinopse: Filmado em plena Guerra Civil Espanhola, mostra o dia a dia das gentes e a sua luta pela sobrevivência e pelos seus ideais.

Nota: falado em Inglês e legendado em Castelhano

Álvaro Arranja é licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa. Tem publicado diversos trabalhos sobre história contemporânea portuguesa e sobre história local.

Dia 4, sexta-feira, às 21:30 horas – Concerto intimista de Luís Azevedo Silva, no âmbito da digressão nacional de promoção do albúm "Austista".

Dia 10, quinta-feira, às 21:30 horas – Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Koyaanisqatsi, de 1982, com a duração de 86 minutos.

Dia 11, sexta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com Paulo Borges e lançamento da revista "Nova Águia".

Paulo Borges é Professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Coordenou a edição das Obras de Agostinho da Silva, e coordena o levantamento, estudo e futura edição do seu espólio. Presidiu à Comissão Coordenadora das Comemorações do Centenário de Agostinho da Silva e integrou a Comissão Organizadora das visitas do XIV Dalai Lama a Portugal. Sócio-fundador e membro da Direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Presidente da União Budista Portuguesa e da Associação Agostinho da Silva. Celeste Natário: Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde igualmente veio a obter o grau de Mestrado e de Doutoramento. Ainda nessa Faculdade, tem, desde 1998, leccionado a cadeira de "Filosofia em Portugal" do Curso de Licenciatura em Filosofia, para além de alguns Seminários de Pós-Graduação. Renato Epifânio: Doutorado pela Universidade de Lisboa; Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e da Direcção da Associação Agostinho da Silva; Secretário-Executivo das Comissão das Comemorações do seu Centenário.

Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. A NOVA ÁGUIA, pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no manifesto. Tal como n' A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas.
O primeiro número, já lançado, tem como tema "a ideia de Pátria: sua actualidade". O segundo, a ser lançado em Novembro, terá como tema "António Vieira e o futuro da Lusofonia". O terceiro, a sair no 1º semestre de 2009, será dedicado ao "legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte". A Revista resulta de uma parceria entre a Editora Zéfiro, a Associação Marânus/Teixeira de Pascoaes, que será a nossa sede a Norte, e a Associação Agostinho da Silva, que será a nossa sede a Sul.

Dia 17, quinta-feira, às 21:30 horas – Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Powaqqatsi, de 1988, com a duração de 99 minutos.

Dia 18, sexta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com Fernando Dacosta.

Fernando Dacosta nasceu a 12 de Dezembro de 1945, em Luanda. Passou a infância e a adolescência no Alto Douro, frequentando o Liceu de Lamego. Fixado em Lisboa (depois de uma breve passagem por Coimbra), estuda Filologia Românica, inicia-se no jornalismo, em 1967, e (depois do 25 de Abril) na literatura. Passou por diversos órgãos de informação, como Europa-Press, Flama, Comércio do Funchal, Vida Mundial, DL, DN, A Luta, JL, o Jornal, o Público. Actualmente pertence aos quadros da Visão. Foi director dos Cadernos de Reportagem e co-editor da Relógio d'Água. Na RTP1 teve uma rubrica sobre livros entre 1991-92. Foi galardoado com 10 prémios: G.P. de Teatro RTP, da Associação Portuguesa de Críticos, da Casa da Imprensa (por Um jeep em segunda mão, 1978), G.P. de Reportagem (À Descoberta de Portugal, 1982), Jornalista do Ano Nova Gente (1982), G.P. de Reportagem do Clube Português de Imprensa (Os Retornados estão a mudar Portugal, 1984), G.P. de Litertura Círculo de Leitores (O Viúvo, 1986), P. Fernando Pessoa do jornalismo e P. Gazeta do Clube dos Jornalistas (Moçambique, Todo o Sofrimento do Mundo, 1991), P. Gazeta do Clube dos Jornalistas (O Despertar dos Idosos, 1994). Tem mais de vinte livros publicados em diferentes géneros - reportagem, teatro, romance, narrativa e conto.

Dia 31, quinta-feira, às 21:30 horas – Concerto intimista de peças ibéricas, por Hugo Silva e convidados.

Hugo Silva é investigador do Instituto de Etnomusicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e cantor desde há uma década em diversos grupos.


Cursos:

Os muçulmanos na Península Ibérica e na região de Setúbal, por António Rafael Carvalho (Gabinete de arqueologia da C. M. Alcácer do Sal) – às Sextas, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

O Antigo Egipto, das imagens multifacetadas, por António Almeida (historiador) – aos fins de tarde, a combinar conforme a disponibilidade.

Introdução à Fotografia, por João Paulo Marques (fotógrafo, ex-professor do IADE e antigo responsável pelo arquivo fotográfico da AMI) – aos Sábados, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

Cursos - 50 € por módulo - correspondendo a mês, mês e meio de aulas (40€ Folia Divina)

Jantares – 10 € (8€ Folia Divina).

Domingo, Julho 06, 2008

Manifesto da 3ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto


Em Portugal, começamos a dar os primeiros passos numa educação para uma saúde responsável. No entanto, esta educação continua a ter como base um modelo de família que não corresponde às práticas familiares do Portugal do século XXI.

Há cada vez mais crianças educadas por apenas um dos pais biológicos, sozinhos ou em novas uniões. Há cada vez mais crianças educadas por avós, tios, outros familiares, pais adoptivos. Sendo que estes educadores têm diversas orientações sexuais. E estas crianças são felizes. Não há diferenças de desenvolvimento físico, psicológico, emocional e de integração social destas crianças, como demonstrado em estudos com pais "não-biológicos" ou pais do mesmo sexo.

E ainda assim, o Estado português continua a negar esta realidade. Estas Famílias são esquecidas. Estas Mães e estes Pais são esquecidos. Estas Crianças são esquecidas.

É-lhes imposto um modelo standard de família em biologia, em história, em português, na educação para a saúde... Modelo este que não corresponde às suas famílias e às famílias dos seus colegas.

Isto é inaceitável!

É obrigação do Estado implementar em todos os estabelecimentos de ensino uma educação para uma sexualidade saudável. E uma sexualidade saudável não se limita ao velho paradigma "espermatozóide nada, encontra óvulo e 9 meses depois temos um brinde". O ser humano não é só um conjunto de células. É um ser pensante, emocional, social, histórico, que transforma o mundo e a si mesmo.

Só uma educação que considere todas estas vertentes poderá ser a base para adultos felizes, responsáveis e sexualmente saudáveis.

Esta educação tem de ser promovida numa disciplina específica a partir do 2º ciclo que aborde temas tão pertinentes como:

  • Revelar múltiplas formas de constituição de família;

  • Desmistificar a bissexualidade, homossexualidade e heterossexualidade;

  • Fomentar a verdadeira igualdade de oportunidades entre homens e mulheres;

  • Reconhecer diversas identidades de género, como ser transexual, ser cissexual, ser transgénero e ser cisgénero;

  • Compreender várias formas de relacionamento, aceitando que alguém pode não ter uma relação, ter relacionamento com uma pessoa, ter uma relação poliamorosa.

  • Finalmente, promover o planeamento familiar e uma reprodução consciente.

É também importante a formação dos professores, gestores de estabelecimento de ensino, pessoal técnico, entre outros. De igual modo nenhuma criança pode ser excluída desta educação. É ainda essencial que esta educação transponha os limites do estabelecimento escolar e seja activamente divulgada junto da população em geral.

Menos que isto é inaceitável!

Efectivamente, na sociedade portuguesa ainda existem situações de discriminação aos mais variados níveis. A meio de 2008, Portugal continua a não seguir o bom exemplo do Estado espanhol que, já há três anos, estendeu o casamento civil a casais do mesmo sexo. Naturalmente com todos os direitos e deveres inerentes, incluindo a adopção.

O casamento civil não é uma instituição imutável no tempo e no espaço. Em 1976, um marido que chega a casa e abre, sem a autorização, uma carta dirigida à esposa, era mais que uma situação comum, era um direito legalmente reconhecido em Portugal. Se é evidente para todas e todos nós esta alteração, também deve ser claro o reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os direitos de homens e mulheres eram tão diferentes em 1976 como são hoje diferentes os direitos de um casal heterossexual e um casal homossexual.

E isto é inaceitável!

Mas não são só os casais de gays e lésbicas que vêem os seus direitos negados pelo Estado. As pessoas transgéneras continuam a ser tratadas como cidadãs e cidadãos de segunda. O artigo 13º da Constituição Portuguesa bem como o Código de Trabalho renegam a Identidade de Género. Da mesma forma o Código Penal, que reconhece os crimes por motivações religiosas, orientação sexual, racismo e afins, mantêm-se omisso quanto a crimes de transfobia.

Exigimos uma lei de identidade de género que permita a mudança de nome e género legal sem que esteja finalizada a reassignação de sexo. Todo o processo jurídico, médico e legal a que são submetidas as pessoas transexuais terá de ser, necessariamente, mais célere e humano.

Não aceitamos a imposição de "licenças oficiais" por parte da Ordem dos Médicos. Não aceitamos burocracias nem visões distorcidas da transexualidade e do transgenderismo.

Da mesma forma, só visões distorcidas podem servir de pretexto para proibir homens que tiveram sexo com homens de doar sangue em Portugal.

Tudo isto é inaceitável.

Por isso estamos aqui, na Marcha do Orgulho LGBT no Porto, com diferentes idades, diferentes experiências, diferentes géneros, diferentes culturas, diferentes orientações, mas unidos! Porque boa educação é partilhar o direito à felicidade. Porque boa educação é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.

Igualdade é essencial, educar é fundamental!é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.

Igualdade é essencial, educar é fundamental!é TRATAR os cidadãos e cidadãs de forma igual. Porque boa educação é EDUCAR os cidadãos e cidadãs de forma igual.

Igualdade é essencial, educar é fundamental!

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Ciclo de Cinema da Imigração


»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»IMIGRAÇÃO«««««««««««««««««««««««««««

========CICLO DE CINEMA EM JULHO=========

"""""""" NA CREW HASSAN"""""""

!!!!!!! Rua das Portas de Santo Antão, 159 (rua do Coliseu)!!!!




##### DIA 9 - 4ª feira, às 21 horas

LISBOETAS - Os imigrantes, são os novos habitantes de Lisboa - Português


##### DIA 10 - 5ª feira, às 21 horas

TERRA PROMETIDA - Imigrantes e escravas sexuais em Israel - legendas em português


##### DIA 16, 4ª feira, às 18,30 horas

FORTALEZA EUROPA - manifestações contra barreiras Europa/África- em castelhano


##### DIA 17, 5ª feira, às 21 horas

NO LAGER, NOWHERE-Campos de detenção de imigrantes na Europa-legendas inglês


#####DIA 23, 4ª Feira, às 18,30 horas

NUBAI - O rap negro em Lisboa, - Arrentela, Cova da Moura, Porto Salvo - Português


#####DIA 24, 5ª feira, às 21 horas

OUTROS BAIRRO - O falso arrastão e histórias de bairros de imigrantes - Português


#####DIA 30, 4ª feira, às 18,30 horas

BAP-SEPTA- A odisseia da travessia do Estreito de Gibraltar pelos imigrantes- Português

COM A PRESENÇA DOS REALIZADORES


Iniciativa da Tertúlia Liberdade ENTRADA LIVRE E SAÍDA TAMBÉM

tertulialiberdade.blogspot.com

ATENÇÃO: Já saiu o livro 200 anos de denúncia da escravatura, editado pela Tertúlia Liberdade. Encontra-se à venda ao preço de 5 Euros na Livraria Letra Livre, Calçada do Combro, 139 e na Crew Hassa (loja). Também pode ser encomendado através do nosso e-mail - tertulia.liberdade@yahoo.com

Sexta-feira, Junho 27, 2008

Humanizar as prisões?


O ministro da justiça anunciou (mais uma vez) que também as prisões vão ser alvo de modernização. As prisões de que nos fala são as que desde 1996 ainda não conseguíram acabar com os baldes "higiénicos" nas celas, cuja abolição estava prevista para o fim do ano passado e agora está prevista para o fim do ano … 12 anos depois do seu primeiro anúncio.

Com um novo modelo de negócio, vender as prisões situadas em territórios urbanizáveis e fazer (sempre) cimento em larga escala em terrenos baratos, a ineficiência deverá não ser tão implacável. Daí o empenho do Sr. Ministro em aparecer em público a falar de prisões, quando normalmente o que manda dizer é que todas as queixas e denuncias são investigadas – sem se atrever a dizer que o código do segredo impede, sistematicamente, burocraticamente, amedrontadamente, qualquer conclusão útil para evitar o que recorrentemente ocorre nas prisões portuguesas. Neste caso (huf!) o código do segredo ainda não estará instalado: as prisões vão ser construídas de raiz e, finalmente, de alguma coisa é possível falar.

Mas falar de humanização não é hipócrita? Quando o Estado – os diversos governos solidariamente desde 2001 – adoptou uma política de segurança (tão eficientes quanto a abolição dos dejectos em baldes) para evitar crimes dentro das cadeias, lançando mão de processos ilegais, como são as Alas de Segurança e os regimes conhecidos como Guantanamo português em Monsanto (onde há guardas especializados em meterem as mãos nos corpos dos presos: com que cheiro chegarão a casa?), porque lhe terá dado agora para as humanidades? Pior do que isso: como se pode falar de humanização quando o que de facto está planeado é o inverso: são economias de escala, concentração de altas quantidades de presos, reduzindo o número de prisões, em situações … concentracionárias.

A experiência de tais situações no passado ficou registada no terror que incute a simples menção da palavra.

Não seria preferível que o Ministério da Justiça pugnasse por fazer cumprir a lei penitenciária, em vez da lei do cimento?

António Pedro Dores

Quinta-feira, Junho 26, 2008

México: Nace la REMA


NACE LA RED MEXICANA DE
AFECTADOS POR LA MINERÍA (REMA)


Gustavo Castro Soto
Otros Mundos, A.C.
23 de Junio de 2008, San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México


En el año 2007, en Otros Mundos AC observamos la escalada del crecimiento de la explotación minera y la vinculación que tienen con muchos proyectos de presas por ser las primeras altas consumidoras de energía, agua, tierras y ríos. Ante ello nació la propuesta de comunicar nuestras experiencias al menos virtualmente entre algunos miembros del Movimiento Mexicano de Afectados por las Presas y en Defensa de los Ríos (Mapder). Poco a poco fue creciendo la lista de comunidades, personas y organizaciones interesadas en ocho estados del país. Marea Creciente, A.C. de Sonora inició la lista para la comunicación virtual y la página web con el apoyo de nuestros aliados de Código Sur de Argentina. Sin embargo, fue necesario plantear un paso más: encontrarnos cara a cara para compartir las experiencias, conocernos, armar estrategias y alternativas comunes. A finales del 2007 surgió la idea de conformar la red en el mismo momento y espacio del encuentro del Mapder donde otros aliados internacionales se sumaron, como Rights Action y Hic-Al, quienes apoyaron para la realización de este primer encuentro. Por razones prácticas, económicas, y por estar llena la agenda social para el 2008 decidimos hacerlo junto al encuentro del MAPDER. Además, hubo una razón más fuerte: hermanar los movimientos y no fraccionarlos. Si bien es importante la identidad de cada movimiento social dentro de la gran pluralidad y respeto a las autonomías, se vio necesario unir esfuerzos y hermanar estrategias comunes.

Y así llegamos. Del 19 al 21 de Junio de 2008 en la comunidad de Tamacapulín, Municipio de Cañadas de Obregón, estado de Jalisco, México, se llevó a cabo el V Encuentro del Movimiento Mexicano de Afectados por las Presas y en Defensa de los Ríos (MAPDER) y el I Encuentro de la Red Mexicana de Afectados por la Minería (REMA). Cientos de personas que nos dimos cita en este histórico encuentro pertenecen a organizaciones sociales, indígenas, campesinas, comunidades, organizaciones de derechos humanos, de educación, de comunicación, movimientos, colectivos de estudiantes, académicos, entre otros, provenientes de 12 estados del país: Chihuahua, Sonora, Nayarit, Jalisco, Oaxaca, Chiapas, Guerrero, Distrito Federal, Estado de México, San Luis Potosí, Coahuila y Veracruz. También contamos con la presencia internacional de la Asamblea por la Defensa del Territorio y la Madre Naturaleza y CEIBA de Guatemala.

Para este encuentro donde se hermanan las luchas de los afectados por las presas y por la minería, la REMA se planteó los siguientes objetivos:

  1. Generar conciencia de la afectación social y ambiental por la minería a través del intercambio de experiencias y estrategias para la defensa del territorio, el agua, los recursos naturales y nuestras comunidades.

  2. Integrar al movimiento en contra de la minería y fortalecer las luchas y movimientos locales para la resistencia y defensa de sus derechos.

  3. Generar la estructura organizativa de la red y elaborar estrategias conjuntas que fortalezcan alianzas y se coordinen con redes nacionales e internacionales en contra de la minería.
Autoridades y representantes de la comunidad y de la iglesia local, dieron la bienvenida e inauguraron el encuentro que estuvo marcado también por música, fiestas, exposición de videos y otras actividades culturales. Aunque algunas organizaciones y comunidades no pudieron llegar por causa de su lucha y resistencia, las que llegaron compartieron sus ricas experiencias. Entre ellas la situación de la minería en Chiapas en el municipio de Chicomuselo donde extraen la barita; la resistencia contra la explotación de oro y plata en la mina San Javier en el Cerro de San Pedro en San Luis Potosí; la explotación de bauxita y zinc en Oaxaca con la mina Zapata; la explotación de uranio en las minas de la región Mixteca entre los estados de Oaxaca, Puebla y Guerrero; la explotación minera en Chihuahua donde se ubican las mayores concesiones a las empresas trasnacionales. Por su lado, tuvimos la presencia de la Asamblea por la Defensa del Territorio y la Madre Naturaleza y CEIBA de Guatemala quienes compartieron sus experiencias de resistencia y lucha contra la minería y los procesos de consultas en las comunidades indígenas. También contamos con la exposición de Alejandro Villamar de la Red Mexicana de Acción Frente al Libre Comercio (RMALC) quien habló sobre la situación de la minería a nivel nacional así como una radiografía de las principales corporaciones trasnacionales de la minería. Del mismo modo Martin Faz del Frente Amplio Opositor (FAO) apoyó con el taller sobre los efectos de la minería y Josefina Guzmán de Respuesta Alternativa, AC, de San luis Potosí nos compartió la experiencia de la mina San Javier.

La devastación que la explotación del oro a cielo abierto tiene sobre el medio ambiente y la sociedad, llevó a proponer incorporar una nueva actitud ante la minería y una practica social distinta evitando el uso y consumo de objetos y prendas de oro. Y es que la situación es grave. A partir del año 2000 hasta el día de hoy, casi el 10% del territorio nacional ya ha sido entregado a las trasnacionales por medio de concesiones para la explotación minera. La amenaza sobre cientos de miles de kilómetros cuadrados de tierra, propiedad en su mayoría de ejidatarios y comuneros campesinos e indígenas, crece por todo el territorio nacional donde se tienen identificados 23 depósitos minerales gigantes, lo que ubica al país entre los 12 mayores productores a nivel mundial en por lo menos 18 minerales.

En abril del presente año el Secretario de Economía, Eduardo Sojo, confirmó que El Reporte del Instituto Fraser 2007/2008, con sede en Canadá, ubica a México en el primer lugar a nivel internacional en el Índice de Potencial Minero, y que en su reporte de enero de este año la firma estadunidense Behre Dolbear, ubica a nuestro país en el tercer lugar mundial de preferencias para el destino de inversiones, por encima de Estados Unidos. Sojo aseguró que México ocupa "el cuarto lugar en inversión en explotación a nivel internacional y el primer lugar en América Latina, arriba de países como Chile, Brasil y Perú". En 2007 las exportaciones mineras ascendieron a 8 mil 752 millones de dólaresy expidió 2 mil 424 concesiones mineras en ese año que equivalen 10% del total de las concesiones vigentes. Al final del sexenio (2012), el Gobierno pretende concretar proyectos productivos por al menos 20 mil millones de dólares.

Frente a este contexto nace la REMA. De ahí su importancia histórica y estratégica. Para arrancar con este primer encuentro, la REMA logró definir su objetivo y acciones inmediatas, así como una estructura de coordinación a modo de Secretariado Nacional compuesto por cuatro organizaciones:

  1. Oaxaca: Bety Cariño del Centro de Apoyo Comunitario Trabajando Unidos (CACTUS);

  2. Jalisco: Oscar González Garí de la Red Jalisciense de Derechos Humanos;

  3. San Luis Potosí: Martín Faz Mora del Frente Amplio Opositor (FAO);

  4. Nacional: Alejandro Villamar de la Red Mexicana de Acción contra el Libre Comercio (RMALC).

Sin vacilar, ambas redes, REMA y MAPDER, decidieron seguir marchando juntos, de tal modo que el II Encuentro de la REMA y VI del MAPDER, se llevará a cabo en Cerro de San Pedro, San Luis Potosí, del 28 al 30 de mayo del 2009. De aquí a entonces, el Secretariado Nacional tendrá las siguientes atribuciones:
Garantizar la preparación del II Encuentro y establecer vínculos con la Coordinación del Mapder.

  1. Posicionar a la REMA sobre acontecimientos en torno al tema de la minería, generar solidaridad en el movimiento y respuestas de acciones urgentes.

  2. Articular la REMA por medio de la página Web (http://rema.codigosur.net/) y listas electrónicas.

  3. Promover la REMA en todo el país, estableciendo nuevos enlaces, grupos, colectivos, organizaciones, comunidades y todos los sectores posibles. Se pondrá énfasis en los estados más amenazados por la minería como son: Guerrero, Chihuahua, Sonora, Durango, Oaxaca, Chiapas y Coahuila.

  4. Continuar con los miembros de la REMA la reflexión generada en el encuentro en torno a estrategias, las líneas de acción, etc.

  5. Establecer vínculos y acciones de coordinación con organizaciones afines a lo largo del hemisferio.

  6. El reto de la REMA a inmediato plazo será consolidar el Secretariado Nacional, establecer una red ágil de comunicación, posicionar políticamente a la red ante la opinión pública y otros actores como a nivel internacional con otros referentes, y preparar las condiciones y la agenda que garanticen la realización del segundo encuentro.

Brasil: documentos do MP gaúcho revelam plano para dissolver o MST


Miguel Stedile

ALAI AMLATINA, 25/06/2008, Porto Alegre

Com apoio da Brigada Militar gaúcha, Ministério Público Estadual planejou "dissolver" o MST. “Estamos diante da maior conspiração civil-militar desde o final da ditadura”, diz advogado.

Despejos de áreas cedidas, proibição de qualquer deslocamento de famílias acampadas, uso da violência para dispersar mobilizações, criminalização de lideranças e de movimentos sociais. Estes episódios, correntes no Rio Grande do Sul nos últimos dois anos, são parte de uma estratégia do Ministério Público Estadual e da Brigada Militar para dissolver o Movimento dos Sem Terra (MST). As denúncias foram divulgadas em audiência pública na terça-feira (24) e são baseadas em uma ata do Conselho Superior do MPE gaúcho (clique aqui para ler a íntegra do documento).

Em 3 de dezembro de 2007, o Conselho aprovou o relatório dos promotores Luciano de Faria Brasil e Fábio Roque Sbardelotto, que investigaram o MST durante um ano. O relatório utiliza textos do sociólogo Zander Navarro e do filósofo Denis Rosenfield, notórios opositores do movimento, e outro relatório da Brigada Militar, assinado pelo comandante Waldir João Reis Cerutti, ex-candidato à deputado estadual pelo PP.

Segundo os promotores, o MST é uma organização paramilitar, treinada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e representa uma ameaça à segurança nacional.

Criminalização do movimento

Por unanimidade, o Conselho do MP gaúcho decidiu iniciar uma série de medidas para “dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade”.

Para cumprir com este objetivo, o Conselho Superior do MPE tomou uma série de medidas. Determinou a proibição de qualquer deslocamento de sem-terra, como marchas ou caminhadas. Passou a investigar acampamentos e lideranças por “práticas criminosas”, assim como assentamentos e o uso de verbas públicas. Tomou iniciativas no sentido de intervir nas escolas de assentamentos, inclusive no “aspecto pedagógico”. E orientou-se para “desativar” todos os acampamentos.

A decisão do MPE já vem sendo colocada em prática desde o ano passado, quando uma marcha de trabalhadores sem-terra foi impedida de se aproximar de todos os municípios da Comarca de Carazinho. Desde o início deste ano, a ação da Brigada Militar em manifestações tem sido mais agressiva, sem negociações com os movimentos, ferindo e prendendo inúmeras pessoas.

Ação inconstitucional

“Estamos diante da maior conspiração civil-militar realizada para aniquilar um movimento social desde o final da ditadura militar brasileira”, declarou o advogado Leandro Scalabrin, autor das denúncias. Para o advogado, a decisão do MP ofende o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e a Constituição Federal.

Para Scalabrin, o MPE e a Brigada Militar recorrem ao modelo da Kavala, uma polícia especial alemã. “A Kavala não só suspendeu a separação entre polícia e jurisdição, mas também passou a descrever ‘a verdade’ para juízes e juíza” explica. Na Alemanha, a ação resultou na criação de “zonas especiais” onde estão suspensos o direito de reunião e manifestação, na identificação de centenas de líderes e mais de mil processos judiciais.

Documentos do próprio relatório contradizem a apuração dos promotores: um inquérito da Polícia Federal, realizado entre janeiro e agosto do ano passado, verificou que não há “qualquer ligação com as Farc ou até mesmo estrangeiro no local” e conclui que “inexiste crime contra a segurança do Estado”.

Em nota pública, a Coordenação Estadual do MST afirma que o Rio Grande do Sul se tornou cenário de “ameaça às liberdades conquistadas com o fim da ditadura militar”. Ainda segundo a Coordenação, “O teor dos documentos e a própria prática destas instituições representam uma volta ao autoritarismo, ao desrespeito à Sociedade Civil e a incapacidade em respeitar a pluralidade política e social”.


Retirado daqui.

Quarta-feira, Junho 25, 2008

Indígenas brasileiros em campanha na Europa contra a impunidade e a violência‏ - apelo a uma parceria




Caros amigos,

No dia 7 de Julho vai realizar-se um Encontro/Tertúlia com Dois Líderes Indígenas da Amazónia Brasileira (da área indígena Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima) no salão do CUPAV (Centro Universitário Padre António Vieira) pelas 19h.

Para que o contexto deste encontro tão importante possa ser claro para todos, vamos explicar brevemente de que trata esta causa.

A Terra Indígena Raposa Serra do Sol foi homologada pelo presidente Lula em 15 de Abril de 2005, por decreto presidencial. Foram trinta e oito anos de luta organizada dos povos indígenas para conseguirem a homologação da sua terra.

O decreto homologatório estabeleceu o período de um ano (até Abril de 2006) para a retirada de todos os não-indígenas da área mediante contrapartidas do governo federal.

No entanto, os fazendeiros, que detêm um poder físico, económico e político muito superior aos indígenas, recusam-se a sair de lá e recorrem à violência indiscriminada para conseguir os seus objectivos (destroem casas, pontes e terras, agridem os indígenas e ameaçam-nos diariamente).

São seis fazendeiros, produtores de arroz e de soja (6.000 hectares), contra mais de 19.000 indígenas dos povos Macuxi, Wapixana, Taurepang, Patamona e Ingarikó, distribuídos por 194 comunidades.

Bem mais grave ainda, é que, tendo os fazendeiros/arrozeiros recorrido ao Supremo Tribunal Federal, máximo órgão judicial do Brasil, este suspendeu a operação de retirada dos arrozeiros e acolheu um recurso apresentado pelo governo estadual de Roraima (que se encontra totalmente manipulado política e economicamente pelos fazendeiros).

A retirada dos arrozeiros está suspensa até que o Supremo Tribunal se pronuncie, de modo definitivo, sobre a legitimidade do decreto de homologação, confirmando-o ou anulando-o (a decisão deveria ter acontecido até Junho/08, mas será provavelmente adiada até Agosto).

Esta situação veio abalar décadas de luta pacífica dos povos indígenas da Amazónia pela recuperação das suas terras, que eles habitam há séculos, em harmonia com a natureza.

Se o Supremo Tribunal se pronunciar a favor dos arrozeiros, abre-se um precedente gravíssimo que porá em causa homologações de outras áreas indígenas já demarcadas e protegidas, não só da Amazónia, mas também de todo o Brasil.

A Raposa/Serra do Sol não é apenas uma selva salpicada de tribos. Ali actuam 251 professores indígenas em 113 escolas de ensino fundamental e três de ensino médio, para além da Escola Agropecuária de Surumu, que profissionaliza técnicos de nível médio. Diariamente os indígenas manejam um rebanho de 36 mil cabeças de gado bovino.

Por seu lado, os danos ambientais das fazendas são muito graves. Aliás, o IBAMA, Ministério do Ambiente, multou a 9 de Maio o prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero, fazendeiro, em R$ 30,6 milhões por crimes ambientais cometidos na fazenda Depósito, dentro da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

Para divulgar esta situação injusta e fazer pressão sobre o Supremo Tribunal Federal, uma delegação de índios da região amazónica da Raposa Serra do Sol está em digressão pela Europa, em campanha contra a impunidade e a violência.

Jacir José de Souza
(liderança Makuxi do Conselho Indígena de Roraima - CIR) e Pierlângela Nascimento da Cunha (liderança Wapichana, Coordenadora da Organização dos Professores Indígenas de Roraima - OPIR), que representam todos os índios que lutam pelas suas terras na Raposa/Serra do Sol, vêm divulgar pela Europa a exigência de que o Supremo Tribunal Federal ratifique o decreto-lei de 2005, homologado por Lula da Silva, que reconhece a posse indígena da terra e decreta a expulsão dos arrozeiros que ilegalmente ocuparam as terras indígenas.

Nas palavras de Pierlângela: "Vemos todos os dias como se discute no mundo todo questões como aquecimento global, a água, e nós estamos a ver tudo isso ser destruído na nossa terra".

A embaixada indígena está neste momento em Inglaterra, depois ter estado vários dias em Espanha, procurando recolher apoios para a sua causa. Os dois líderes já se encontraram com representantes do governo espanhol, da embaixada brasileira e das agências de cooperação espanholas. Nos próximos dias passarão por Bélgica, França e Itália.

Estarão em Portugal de 3 a 7 de Julho para apresentar a campanha «Anna Pata Anna Yan» isto é, «Nossa Terra, Nossa Mãe».

Estão a organizar-se encontros entre os índios e os líderes políticos portugueses, tal como iniciativas de divulgação na comunicação social e para o grande público.

É neste contexto que, no dia 7 de Julho, haverá o encontro no CUPAV (Estrada da Torre, nº26, ao lado do Colégio S. João de Brito, metro LUMIAR), que terá o seguinte programa:

  • 19h - 20h30: encontro com os indígenas Jacir e Pierângela;

  • 20h30 - 21h: pausa para sopa e bolinhos;

  • 21h - 22h30: Campanha de Assinaturas e formação de uma Plataforma de Solidariedade com a luta dos indígenas da Raposa Serra do Sol.

Gostaríamos de contar convosco, quer individualmente (para estarem presentes no evento e nos ajudarem a divulgá-lo), quer como associação/ONG, pois todos os esforços são necessários para que esta causa possa ter voz.

Enquanto entidade colectiva, a vossa colaboração é essencial a nível da divulgação do evento pelos vossos associados/amigos/ militantes/conhecidos e afins.

E se, depois do encontro com os indígenas, no dia 7, acharem bem, a vossa disponibilidade é fundamental para se associarem a nós numa plataforma informal de solidariedade que queremos formar. Concretizar-se-á primeiro numa mailing list (para nos mantermos todos informados) e, na sequência dos acontecimentos no Brasil, poderá dar origem a acções específicas de solidariedade.

Antes do dia 7, porém, também há outras formas de começar a solidarizar-se com esta causa: há uma petição para assinar em http://www.petitiononline.com/tirssjg/petition.html

Para mais informações:

- dossier sobre a situação da Raposa Serra do Sol em: http://www.fatimamissionaria.pt/index_fatima.php?recordID=22

- notícias actualizadas da viagem pela Europa em: http://oquesubjaz.blogspot.com

- sítio do Conselho Indígena de Roraima: www.cir.org.br

- sítio do Conselho Indígena Missionário: www.cimi.org.br

Obrigada!

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Brasil - Movimentos Sociais: a causa e o método


Roberto Malvezzi, Gogó *

Adital -
Um breve comentário do sobre a pesquisa encomendada pela Vale do Rio Doce para auferir a visão da população brasileira sobre os Movimentos Sociais.

Há erros primários nos quesitos da pesquisa, demonstrando que os próprios pesquisadores desconhecem o que pesquisam. Por exemplo, a Pastoral da Terra nunca foi movimento social. É apenas uma pastoral que presta serviços ao povo do campo. A pastoral não tem base popular própria. Portanto, não faz nenhum sentido estatístico colocá-la ao lado dos reais movimentos.

Mas a pesquisa é muito interessante. Regra geral a população concorda com a causa dos movimentos do campo, particularmente a reforma agrária. Discordam do método. Daí duas conclusões simples: apesar da mídia bater todos os dias que a causa é anacrônica, não conseguiu modificar a opinião pública. Portanto, a causa dos movimentos, aos olhos do povo brasileiro, é justa e atual.

Segundo, a pesquisa mostra que a grande mídia conseguiu transferir a imagem de violentos exatamente para aqueles que são as vítimas da violência. A Pastoral da Terra, em seu Caderno de Conflitos, já registrou o assassinato de mais de 1500 lideranças rurais por conflitos de terra desde 1985. Que alguém aponte alguma lista de fazendeiros mortos. Portanto, se a grande mídia quiser ir às raízes da violência no campo, ela sabe muito bem onde elas estão.

Seria interessantíssima uma pesquisa sobre o agronegócio. O que será que pensa o povo brasileiro a respeito da concentração da terra, do trabalho escravo, do trabalho degradante nos canaviais, do desmatamento da Amazônia, da violência sobre as comunidades tradicionais, sobre os indígenas, dos assassinatos dos trabalhadores rurais?

Para nós que defendemos a causa dos movimentos, não deixa de ser uma ótima notícia. Vamos continuar as lutas por nossas justas causas. Duvido que outros métodos sejam aceitos. Na verdade, quando a grande mídia ataca o método, na verdade está atacando a causa. Qualquer método será válido, desde que não interfira realmente na iníqua estrutura agrária brasileira.

Conclusão, os movimentos, agora respaldados por pesquisas encomendadas por seus adversários, têm até a obrigação de continuar com sua luta justa e apoiada pelo povo brasileiro. Talvez seja hora de serem mais inteligentes nas manifestações, não perante a mídia, mas perante o povo que os apóia.

Por fim, não há o que temer da grande mídia. Essa pesquisa é a prova dos nove que, falem o que quiserem, o que é justo tem sua força própria.

* Agente Pastoral da Comissão Pa


Retirado daqui

Sábado, Junho 21, 2008

Bolivia: convocatoria a la Cumbre Social Urbana


CONVOCATORIA A LA CUMBRE SOCIAL URBANA


“…Son los sueños todavía, los que tiran de la gente, como un imán que los une cada día.
No se trata de molinos, no se trata de un Quijote, algo se templa en el alma de los hombres, una virtud que se eleva por encima de los títulos y nombres…”


(Gerardo Alfonso)


LAS ORGANIZACIONES SOCIALES DE LA CIUDADELA ANDRÉS IBÁÑEZ “PLAN 3000”, EL MOVIMIENTO SIN TIERRA – MST, EL ENCUENTRO SOCIAL ALTERNATIVO Y OTRAS ORGANIZACIONES, CONVOCAN A PARTICIPAR DE LA CUMBRE SOCIAL URBANA A REALIZARSE LOS DÍAS 26 Y 27 DE JULIO DE 2008.

EN SANTA CRUZ DE LA SIERRA (BOLIVIA) CON EL OBJETIVO DE CONSTRUIR NUESTRA PLATAFORMA DE ACCIÓN POLÍTICA, ESTABLECER PACTOS Y ACUERDOS, Y DISEÑAR LA ESTRATEGIA DE ACCIÓN.


Porque la construcción rigurosa de la utopía le cedió el espacio a la realidad que tenemos ahora...

Porque soñando y rebelándonos sin miedo, llegamos hasta aquí, y hay que seguir construyendo…

Porque los fundamentalistas y racistas NO pasarán… Y sus actos no quedarán impunes…

Por que somos parte fundamental de este proceso de cambio para Latinoamérica…

Porque somos la pulga en la oreja del mundo, y aunque muchos adentro lo nieguen empecinadamente, estamos dando ejemplo en el mundo afuera…

Porque tenemos que terminar de armar la construcción donde todas y todos quepamos sin ningún tipo de exclusiones.

Porque la sabiduría de los pueblos y su gente son un maravilloso tesoro que no puede ser negado y desoído…

Porque queremos y tenemos que fortalecer las organizaciones sociales para apoyar la transformación de nuestro país…

Porque insistentemente hemos dicho SÍ a TODAS las autonomías: las indígenas, provinciales, departamentales y por supuesto, la concreción de la quinta sección municipal del Plan 3000, largamente demandada, así como del nuevo Chaco administrador de sus recursos…

Porque con la misma insistencia nos negamos a la imposición de “estatutos autonómicos”, redactados sin el pueblo y usados para fragmentar y confrontar y, de esta forma, imposibilitar la construcción de nuestro país...

Porque desde el año 2003, venimos repitiendo firmemente que la soberanía alimentaria de los pueblos reconoce una agricultura campesina, vinculada al territorio, prioritariamente orientada a la satisfacción de los mercados locales y nacionales ¡Tenemos derecho a comer lo que producimos y a producir lo que comemos!

Porque tenemos que oírnos para reflexionar sobre lo avanzado, sobre nuestros errores y nuestros aciertos…Sobre las experiencias amargas del racismo, la intolerancia y la persecución. Sobre las solidaridades campesinas y citadinas, nacionales e internacionales, indígenas, obreras, estudiantiles, académicas y productivas…

Porque las placas tectónicas de la política están en pleno movimiento y tenemos que organizarnos para poner rápido allí nuestros intereses comunes, antes que vuelva a acomodarse y se vuelvan a inmovilizar por los próximos miles de años...

¡Por todo lo mencionado, y mucho más, es que tenemos que estar juntos en la Cumbre Social Urbana!

Serán 3 los paneles que se abrirán para la discusión, reflexión y construcción de propuestas y alternativas de acción. Tendrán modalidad de plenaria.

  1. Panel: “Criminalización de las luchas sociales, racismo y medios de comunicación”

  2. Panel: “Autonomías todas”

  3. Panel: “Agrocombustibles y el derecho a la seguridad alimentaria”

SUMATE A LA CUMBRE Y SÉ PARTE DE ESTA CONSTRUCCIÓN COLECTIVA ….

MARCHAR PARA QUÊ E COM QUEM?


O MOVIMENTO LGBT PORTUGUÊS NUMA ENCRUZILHADA E ALGUMAS ESCOLHAS EM CURSO

Vivemos tempos curiosos, difíceis e de desfecho não-adivinhável, embora possamos antever algumas tendências, no movimento LGBT em Portugal. Tempos de particular sectarismo, divisão, incomunicação. Desde 2003 que o movimento associativo LGBT não é capaz de manter estruturas nacionais, com o preço evidente da perca de capacidade de debate político, de interpretação do momento político e da mudança social, sem articulação, cada um fechado na utilidade do seu trabalho específico, na sua caixinha, incapaz de abraçar as novas temáticas, discursos e perspectivas, com perda de estratégias comuns mínimas e possibilidade de ampliação da capacidade efectiva de transformação social, ou seja, de obter vitórias expressivas com o máximo impacto social, em suma, de cumprir os objectivos comuns a que nos propomos enquanto movimento, para lá das diferentes convicções e estratégias que fazem a nossa diversidade enquanto movimento social.

Os sintomas são muitos e reveladores: cansaço progressivo de muit@s d@s activistas de primeira geração, aqueles/as que nos últimos 10-15 anos construíram a visibilidade e a relevância social e política que têm hoje as vivências LGBT em Portugal; desaparecimento de colectivos e associações sem real renovação e aparecimento de outros; incapacidade de compreensão e resposta a novas gerações LGBT e não só que cresceram no quadro da visibilidade e da existência do associativismo LGBT e entendem a sua importância como nenhuma geração anterior… mas não se revêem nem nas associações, nem na cultura gay mainstream, nem muitas vezes nas categorias e políticas identitárias que existem; fechamento em políticas corporativas com estagnação da capacidade real e concretizada de abrir espaços de comunicação com outros sectores e movimentos sociais que produzam intervenção comum para lá das declarações de compreensão mútua; tendência para um conservadorismo acrítico dos mecanismos de integração e reprodução do heterossexismo, que desemboca num desejo de "normalização" não-criativa, não-transformadora e portanto derrotista e derrotada à partida no que toca a fazer a pedagogia da não-discriminação numa sociedade ainda essencialmente fóbica, isto para lá de se acreditar numa intervenção mais ou menos institucional, que trabalhe mais a luta pela igualdade ou a luta pelo direito à diferença, porque as várias perspectivas são válidas, necessárias e complementares.

Assim é, sem tirar nem pôr, quando o "sintoma opus gay" que assombrou o movimento durante anos – nós é que somos, tudo o resto terra queimada - se dissemina entre outr@s activistas e colectivos cuja prioridade se torna não tanto o combate à discriminação e a construção de um movimento social, mas a busca da hegemonia, o torpedear do colectivo ao lado, a afirmação de personalidades individuais por sobre o valor do trabalho colectivo.

Assim é quando o trabalho institucional se torna não uma parte do trabalho de pressão, mobilização, consciencialização e luta por direitos sociais, mas antes um pedinchar, um abrir de pernas ao poder do momento e à interferência de interesses partidários – os do poder do momento - num movimento onde só podem caber os seus interesses próprios.

Assim é quando a luta pelo reconhecimento de direitos formais como o alargamento do direito ao casamento civil ou pelo reconhecimento da adopção e homoparentalidade se faz mais apresentando a população LGBT como cópia do ideal (não espelhado sequer na realidade heterossexual) conservador do casal hetero – "nós até somos como vocês, casais bem-comportadinhos, até nem somos promíscuos, somos muito, muito normaizinhos", como se a bitola da normalidade em Portugal, neste campo, não fosse a heterossexualidade – do que pela afirmação da realidade que é a diversidade familiar e relacional que hoje temos, homos, heteros e todos os outros que já não se inserem nestas caixas artificialmente opostas.

Assim é quando o movimento se centra nas expressões masculinas, urbanas e de classe média das vivências homossexuais que puderam sair à luz do dia, e de forma classista desiste da maioria oprimida, aquela que não cabe no "glamour" da cultura gay mainstream nem tem dinheiro para aceder a um comércio rosa sem responsabilidade social nem consciência nem solidariedade com o movimento associativo (salvo raras e honrosas excepções).

Assim é, quando um movimento que celebra o Dia Mundial Contra a Homofobia a 17 de Maio para relembrar a data em que a homossexualidade foi retirada da lista de doenças mentais, tarda em abraçar plenamente a luta pelo reconhecimento dos direitos das pessoas trans, e se recusa a compreender a luta das pessoas transexuais para que a sua diferença de género deixe de ser considerada, com os mesmos argumentos que faziam do homossexual um doente, uma doença mental.

Assim é quando um movimento se esgota meramente em políticas identitárias e corporativas típicas dos anos 90, e não entende que o movimento a nível mundial se diz cada vez mais QUEER e transborda para camadas que antes se diziam hetero, porque entende as identidades LGBT como transitórias e de resistência à discriminação e não como um fim em si, porque percebe que as fronteiras são fluidas e as vivências heterogéneas, porque cada vez mais se sabe que é falso que as nossas potencialidades e identidades se esgotem nos binarismos homo-hetero ou homem-mulher, e que a realidade sexual e de género, humana ou individual, é muito mais diversa, complexa, mutante, mutável.

Assim é quando um movimento que em 2003 apoiava massivamente uma greve geral convocada pela CGTP - por entender que os atentados aos direitos gerais da população, portuguesa ou imigrante, em termos de trabalho, segurança social ou direito a educação e à saúde são, em primeiro lugar, atentados específicos contra as minorias já em desvantagem social, que são sempre as primeira a sofrer os embates das políticas sociais e seus bodes expiatórios, logo são também "temas LGBT" – tem hoje associações que se recusam a participar numa marcha LGBT que é de tod@s com o argumento da referência ao tema "poliamor", em função da presença de um colectivo dedicado ao tema que esteve entre os grupos fundadores da mesma. Não percebendo que "tema lgbt" é qualquer tema que ponha em causa a hegemonia e exclusividade dos modelos amorosos e relacionais dominantes – heterossexualidade, dominância masculina, monogamia… -, não entendendo que o movimento LGBT em Portugal só tem futuro se souber abrir-se e sair de si mesmo e das políticas exclusivamente auto-centradas, relacionando discriminações que funcionam aliadas, procurando alianças com quem abre novos espaços de comunicação noutros sectores, construindo, a par de uma consciência LGBT, movimentos mais amplos pela liberdade sexual, pela educação sexual, pelo questionamento dos modelos únicos, pelo fim da discriminação das mulheres, pelo fim das outras discriminações (como o racismo, também referido no mesmo manifesto, mas esse já será considerado um tema lgbt? Ao menos isso, mas não se entende a dupla bitola) e da injustiça social em geral.

Assim é quando sectores amplos do movimento LGBT não entendem a necessidade de estabelecer pontes, sobretudo com quem voluntariamente, a partir de outros temas, se aproxima solidariamente da causa lgbt; não compreendem que a luta pelos direitos LGBT não pode ser desligada da pedagogia pela liberdade sexual, pelos direitos sexuais em geral, do feminismo, das populações não-brancas que se organizam contra o racismo e as leis xenófobas anti-imigrantes. Fazem como fazia o sindicalismo há alguns anos, que encarava "os trabalhadores" como seres monolíticos que apenas trabalhavam e não via por detrás dessa identidade monocromática homens e mulheres, hetero e homo, portugueses e imigrantes, ou seja diversidade. Seremos nós, hoje, a olhar para a população LGBT e a resumi-la à sua orientação sexual ou identidade de género? Estaremos então, realmente, a ver as pessoas para quem trabalhamos, e a reconhecer a sua realidade concreta? Assim, não.

Um movimento que continua a falar exclusivamente para os mesmos actores LGBT de há 10 anos, sem perceber que deve hoje mais do que nunca gerir a contradição entre fazer comunicação identitária junto dessas populações, ainda maioritariamente no armário e na cultura da lesbigaytransfobia internalizada dominada pelo gay "normal, masculino e discreto", e simultaneamente saber abrir-se ao discurso de novas gerações que procuram hoje nas suas vidas transformar a (má) vivência individual, social e política da sexualidade mas já não se identificam com o associativismo como o conhecemos, nem com as caixinhas ou as velhas culturas instituídas de gay, lésbica ou mesmo bisexual; um movimento que não entende que terminou a fase primogénita de visibilização social que foram estes 10-15 anos, e que o que aí vem agora, para lá do reconhecimento legal de alguns direitos e fim de algumas discriminações formais, é o maior embate lesbigaytransfóbico que já viveu a sociedade portuguesa, uma contra-reacção conservadora aos anos de conquista dessa visibilidade, para mais favorecida pelo contexto nacional de grave crise social e económica; um movimento que confunde estes anos de construção inicial com a ideia falsa de que as mais duras expressões da lesbigaytransfobia foram já vencidas em Portugal – como se não fosse apenas agora, que SOMOS realidade social inegável que estas forças sentem a necessidade inteira de exprimir e organizar socialmente e politicamente o seu preconceito e até moldar as nossas incontornáveis vidas aos mesmos modelos que sempre nos oprimiram - é um movimento que não aprendeu com a história, que quer saltar etapas incontornáveis sem nelas meter o pé, que continua a não chegar à esmagadora maioria do seu público-alvo mas não procura os meios para essa comunicação, e que fundamentalmente não está nem quer estar preparado para esta nova fase que se avizinha. Com "mortos e feridos", em 10-15 anos pusemos cá fora as vivências LGBT. E sei que hoje não estamos preparados/as para cuidar dos mortos e feridos que isso está para provocar.

Falo então de uma crise de crescimento, de uma transição dolorosa, e não da morte de um movimento ou de uma fatalidade.

Derrotismo, não é reconhecer e tentar entender estas mudanças e adaptar a elas a nossa intervenção. Derrotismo, é pensar que podemos evoluir sem repensar continuamente, e achar que a esperança de amanhã se constrói com as formas de pensar e os conceitos de há 10 anos, dirigindo-nos às pessoas de há dez anos como se fosse o mesmo o público que hoje nos observa, ou criando diferenciações discriminatórias e favorecendo privilegiados dentro da própria comunidade, sem perceber que dentro de qualquer grupo excluído há sempre os fracos dos fracos, os mais excluídos do que outros, os excluídos pelos próprios excluídos. É isto a discriminação: não mero preconceito, mas a reinvenção permanente de relações de poder e opressão reproduzidas ao mais ínfimo das relações humanas. E é isso que faz da lesbigaytransfobia um sistema político, mesmo que sem Estado ou aparelho repressivo próprio. Para que precisaria dele, se lhe bastam as nossas cabeças?

Não, não falo de fim, mas de reinício ou continuação. Mas falo de transição, e ela dói porque tem de doer. Novas identidades sexuais, mais fluidas e novas formas de encarar e viver as identidades, as novas e as já instituídas.