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sábado, fevereiro 02, 2013

Liberdade para Hassan Karajah!

Libertar o defensor dos direitos humanos e activista de Stop the Wall Hassan Karajah!
Veja a nosso formulário de acção online aqui:
 e junte-se a nós

Nas primeiras horas de quarta-feira 23 janeiro de 2013, forças de ocupação israelitas (IOF) prenderam Hassan Yasser Karajeh, o coordenador dos jovens de Stop the Wall, de 29 anos, entrando violentamente na sua casa na aldeia de Safa, oeste de Ramallah, na Cisjordânia. Desde então, ele está em interrogatório sem acesso ao seu advogado ou a familiares.

Esta nova prisão de pessoas de Stop the Wall vem num momento em que a resistência popular palestina contra a construção de aldeamentos israelitas e a expulsão forçada de comunidades palestinas está a ganhar ritmo. A nova geração de activistas jovens, criativos e determinados e o seu movimento de resistência popular são claramente uma ameaça a essas acções e os defensores dos direitos humanos estão a pagar um pesado tributo à repressão. Hassan é apenas um deles - um símbolo de uma nova geração da resistência palestina.

Stop the Wall pede a grupos solidários, movimentos sociais, organizações de direitos humanos e cidadãos interessados a agir em conjunto para libertar Karajah Hassan e parar a repressão dos defensores dos direitos humanos na Palestina.

Veja a nosso formulário de acção online aqui - http://members.stopthewall.org/pt-br/node/304 - e junte-se agora:
  •          Tome um minuto e utilize o formulário on-line para enviar uma carta para o consulado pedindo-lhes para intervir com as autoridades israelitas a libertar Karajah Hassan e parar a repressão dos defensores dos direitos humanos.
  •         Mande este apelo à acção e o link para o formulário on-line para os seus contactos e publicá-lo em suas mídias sociais
  •         Organize as suas acções, campanhas, alertas e pedidos próprios para libertar Karajah Hassan e parar a repressão dos defensores dos direitos humanos.
  •         Publique artigos sobre a repressão israelita de defensores dos direitos humanos nos seus meios de comunicação, locais e nacionais.

quinta-feira, novembro 29, 2012

JSA saúda ao FSM Palestina Livre

A Rede Jubileu Sul/Américas saúda a realização do Forum Social Mundial Palestina Livre, convencida que a causa palestina, não é só desse povo irmão, senão de todos quem lutamos pela justiça ao redor do mundo. Os contínuos crimes que se vêm cometendo sobre o povo palestino nos interpelam sobre nosso acionar frente a essas violações aos direitos humanos mais elementares de meninos, meninas, idosos e mulheres que são massacrados por um dos exércitos melhor equipados do mundo. É por isso que alçamos nossa voz e nos mobilizamos para exigir que se detenha o massacre, se devolvam os territórios ocupados, se pare a construção do muro da apartheid e reconheça-se o direito palestino a constituir seu próprio estado soberano.
Aproveitamos a oportunidade pela cercania da data de votação, para solicitar aos governos de nossa região que apoiem e votem favoravelmente o rendimento da Autoridade Nacional Palestina (ANP) como membro observador às Nações Unidas, questão que lhe assiste por direito próprio.
Por último, reafirmamos uma vez mais nosso compromisso com a causa palestina e comprometemo-nos a seguir trabalhando a favor de uma Palestina livre e soberana, ¡Viva Palestina Livre!
JUBILEU SUL/AMERICAS
28 de Novembro de 2012.
+ información sobre las actividades del FSM Palestina Libre en: http://www.wsfpalestine.net/es 
+++++++++++++++++++++++++++++
JUBILEO SUR/AMERICAS
secretaría regional a/c PACS
Políticas Alternativas para el Cono Sur
Oficina regional:
Rua Evaristo da Veiga 47, sala 702
CEP 20.031-040, Centro
Río de Janeiro, RJ,  Brasil
telefax: (55) (21) 2210-2124
jubileosur@gmail.com
www.jubileosuramericas.net

quarta-feira, novembro 28, 2012

FSM Palestina Livre é agora! Veja o programa completo

Caras/os companheiras/o

Chegou a hora e, depois de dois anos de debates e trabalho coletivo, milhares de ativistas e organizações de 36 países estão se reunindo em Porto Alegre para fazer deste Fórum Social Mundial Palestina Livre um evento histórico.
Quando decidimos a data para esta convergência em solidariedade ao povo palestino – exatamente 65 anos depois que a ONU aprovou o Plano de Divisão da Palestina – sabíamos que seria realizado em um momento-chave da história.  Os recentes ataques a Gaza, que em apenas uma semana deixaram mais de 150 palestinos mortos e quase 1000 feridos, tornaram este evento urgente. Queremos que o mundo escute nosso grito de solidariedade a Gaza e que saiba que apoiamos a luta da Palestina!

Quando as organizações palestinas e brasileiras concordaram no local, Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, ficamos orgulhosos de trazer o FSM Palestina Livre para esta cidade tão intimamente ligada à história do processo do Fórum Social Mundial.  Nos últimos dois anos, o processo de preparação, organização e mobilização para o FSM Palestina Livre aumentou a consciência e solidificou compromissos com o movimento global de solidariedade à Palestina em Porto Alegre, na região e no Brasil em geral, e já criou um impacto duradouro.

O fórum está baseado em um forte processo que construiu um consenso entre os comitês palestino, brasileiro e internacional, fundamentado no Documento de Referência desenvolvido na Palestina no início de 2012. O Documento de Referência faz uma análise básica da situação na Palestina, identifica claramente as principais demandas e indica estratégias de solidariedade para uma paz justa, baseada em direitos humanos e no direito internacional.

O programa de eventos autogestionados e as sessões principais vão expandir e desenvolver ainda mais este consenso através de propostas de discussões e planos de ação, campanhas e iniciativas. As principais conferências estão programadas de forma a apresentar em sequência os objetivos básicos da luta palestina, os marcos legais das nossas demandas, campanhas de solidariedade ao redor do mundo, formas de construir a solidariedade à Palestina dentro dos movimentos sociais e, finalmente, situar a luta palestina entre as lutas dos movimentos globais e locais por  liberação.

Esperamos que o FSM Palestina Livre possa efetivamente contribuir para construir um apoio concreto à causa palestina e reforçar nossa luta comum por um mundo sem os muros da opressão.
Comitê Organizador do FSM Palestina Livre
Nota:

1) Clique em para baixar o programa resumido + mapa dos locais das atividades
http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/fsm-palestina/map-program/es

2) Clique para baixar a lista atualizada de atividades autogestionadas do FSM Palestina Livre (organizado por data, hora e local da atividade).
http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/fsm-palestina/self-organized-program/es

Uma versão impressa, juntamente com o programa geral das conferências, será distribuída no credenciamento, que se realizará no dia 28 de novembro, na Usina do Gasômetro.

sábado, novembro 17, 2012

SOLIDARIEDADE COM O POVO DE GAZA

Hace ya varios días que, el ejército israelí ha intensificado los bombardeos e incursiones en el territorio palestino de Gaza, causando la muerte de varios civiles palestinos, entre ellos niñas y niños.

La Marcha Mundial de las Mujeres condena los asesinatos dichos selectivos y los ataques contra la población sitiada de Gaza.

La Marcha Mundial de las Mujeres hace un llamamiento a la comunidad internacional a que ejerza presión para que esta ola de violencia criminal cese, y para que Israel levante de inmediato el bloqueo a la Franja de Gaza

Un nuevo paso fue tomado por el gobierno israelí asesinando Jabbari Ahmad, jefe del ala militar de Hamas.

Hoy, el Estado de Israel ha anunciado oficialmente y re empieza sus operaciones militares en contra Gaza, causando una vez más muertes y destrucción por bombardeos a la población de Gaza, sometida a un bloqueo ilegal e inhumano desde 2007. Esto lleva réplicas que también afectan a los civiles israelíes.

Deploramos todas las muertes de civiles, pero creemos que el Estado de Israel es responsable al romper el cese al fuego y empezar la agresión.

Nadie ha olvidado las masacres perpetradas por el ejército israelí durante la ofensiva "Plomo Fundido" de 2008-2009, que causó la muerte de casi 1.500 palestinas y palestinos, mientras las mismas excusas fueron presentadas por el gobierno israelí para justificar este ataque asesino. Era, como hoy, la víspera de las elecciones en Israel.

Y como en 2008, los ataques del ejército israelí continúan hoy en día a pesar de un alto el fuego logrado con la mediación egipcia, y respetado por los palestinos hasta el asesinato del dirigente de Hamas.

Benyamin Netanyahu, quien ha anunciado la alianza de su partido con el líder de la extrema derecha Avigdor Lieberman, se utiliza de este ataque contra la Franja de Gaza con objetivos electorales.

Su gobierno también está trabajando metódicamente para torpedear la demanda palestina ante la ONU. Él afirmó que su voluntad de derrocar a la Autoridad Palestina, mismo liquidar su dirección, si Palestina se convierta en miembro de la ONU.
Preservar las posibilidades de paz, necesita que la comunidad internacional ponga fin a la impunidad de Israel. Esto pasa por sanciones y no por premios a la ocupación como hacen regularmente la Unión Europea, los EE.UU. y sus aliados.

Seguimos trabajando nuestra solidaridad durante el Foro Social de Palestina Libre, que tendrá lugar en Porto Alegre entre el 28 de noviembre y 1 de diciembre, y en el 10 de diciembre durante nuestras 24 horas de acción feminista.
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Comité Internacional Marcha Mundial de las Mujeres

quarta-feira, junho 20, 2012

Bombardeamentos diários e mortos em Gaza - O que não vem na imprensa

Em 24 horas, os bombardeamentos israelitas fizeram 7 mortos na faixa de Gaza, entre os quais um bebé de ano e meio e dois jovens de 17 anos. Não houve um único morto israelita, mas Israel está apenas a defender-se, como é sabido!

Esta noite, Mohammad Bassam Abou Maailiq e Youssef al-Talbani, de 17 anos, foram mortos porque se encontravam "demasiado perto da barreira de segurança"! E o bebé, certamente porque tinha lançado mísseis?

Quando Israel evacuou os seus colonos de Gaza em 2005, foi com o compromisso de permitir a ligação entre Gaza e a Cisjordânia. Em vez disso, Gaza foi transformada num campo de concentração de onde não se pode sair e onde os aviões israelitas e os drones comprados pela França podem bombardear à vontade uma população totalmente armadilhada.

Israel atira sobre tudo o que mexe: os barcos de pesca, os agricultores e inclusive sobre o que não mexe, como os campos de trigo e as terras agrícolas que são incendiadas.

Recordamos que no dia 3 de Junho, a aviação israelita lançou 3 mísseis sobre uma criação de aves de 470 m2 numa quinta que foi completamente destruída, assim como sobre um reservatório de água da municipalidade de Beit Lahia. Na mesma localidade, para além do grupo electrogeneo que ficou danificado, 29 borregos e 5350 pintaínhos foram mortos (todos terroristas, evidentemente).

No dia 4 de Junho, dois mísseis foram lançados sobre uma oficina de carpintaria de 500 m2 no sul da cidade de Deir al-Balah; e outro num terreno agrícola na aldeia de Wadi al-Salqa.

No mesmo dia, um avião de combate israelita lançou um míssil sobre um terreno agrícola no campo de refugiados de Nussairat, danificando ao mesmo tempo uma casa próxima. E durante a noite, esses drones israelitas lançaram 4 mísseis no mesmo campo, ferindo 10 civis palestinianos, entre os quais 7 crianças.

No dia seguinte, foi uma fábrica de produtos lácteos o alvo de um míssil no sul da cidade de Gaza. A fábrica ficou completamente destruída e as perdas são estimadas em 100.000 dólares.

Depois, uma outra criação de aves (decididamente, as acções contra os perigosos frangos de Gaza são estratégicas para a segurança de Israel) foi alvejada no bairro de Musabbeh de Rafah. A quinta vizinha e uma estufa de 1.000 m2 foram igualmente destruídas.

Será preciso continuar a listagem para os media que reproduzem conscienciosamente os mesmos argumentos do ocupante israelita relativamente a "ataques preventivos" e outras "represálias"?

Por que não tentam esses jornalistas exercer a sua profissão, indo viver um tempo para a faixa de Gaza para ver o efeito que tem estar numa tal ratoeira, com bárbaros que lançam dia e noite bombas em cima das vossas cabeças?
[...]
Artigo completo e fotos: http://www.europalestine.com/spip.php?article7353

Comité Palestina

sexta-feira, junho 01, 2012

A Questão Palestina: seminário internacional

Sábado, 2 de Junho, às 16 horas: Seminário internacional A questão palestina e a paz no Médio Oriente, na Universidade Lusófona (Campo Grande, 380-B, Lisboa), Auditório Armando Guebuza.

Intervirão:
  • Maria do Céu Guerra, Atriz e encenadora, Presidente da Direção do MPPM
  • Mário Moutinho, Reitor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
  • Manuel de Almeida Damásio, Presidente da Direção da COFAC
Os oradores serão:
  • Embaixador Abdou Salam Diallo, Presidente do Comité da ONU para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, Representante Permanente do Senegal na ONU
  • Embaixador Riyad Mansour, Observador Permanente da Palestina na ONU
  • Frei Bento Domingues, O.P., Membro da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), Vice-Presidente da Direção do MPPM
  • Silas Cerqueira, Investigador, Secretário para as Relações Internacionais do MPPM
  • José Manuel Goulão, Jornalista
  • Carlos Matos Gomes, Coronel do Exército na Reserva
  • Pedro Pereira Leite, Professor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Investigador do CES da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Entrada livre.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Lisboa: lembrar Gaza

LEMBRAR GAZA!

LIBERDADE PARA A PALESTINA!

No dia 27/12/2011, às 18:30, no Largo de São Domingos, em Lisboa, vamos evocar o Massacre de Gaza perpetrado pelas forças militares israelitas, o qual teve início precisamente no dia 27 de Dezembro de 2008, prolongando-se por 3 (três) semanas, até dia 18 de Janeiro de 2009. As tropas israelitas só se retiraram da Faixa de Gaza no dia 21 de Janeiro de 2009, deixando atrás de si um terrível rasto de destruição e morte. 1.417 palestinianos foram assassinados, entre eles muitas crianças. Do lado israelita terá havido 13 mortes, 4 das quais provocadas por fogo das próprias forças de Israel.

Vamos, pois evocar este dia de luto para a Humanidade
e exigir
Liberdade para a Palestina
Apela-se a tod@s que possam comparecer que o façam.
Não faltem!

domingo, novembro 27, 2011

DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA

Caros Amigos

Em 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral da Nações Unidas adoptou a resolução 181 (II) sobre a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico, com um regime especial para Jerusalém. Destes, só o estado judaico foi constituído. Por isso, em 1977, volvidos 30 anos, "profundamente preocupada por não ter sido alcançada nenhuma solução para o problema da Palestina, e por este continuar a agravar o conflito no Médio Oriente, de que é o cerne, e a pôr em perigo a paz e a segurança internacionais", a Assembleia Geral da ONU adoptou a resolução 32/40 B em que proclama 29 de Novembro como o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, convidando "todos os Governos e organizações a cooperar na implementação da presente resolução".

Correspondendo ao apelo da ONU, o MPPM promove a realização, na próxima 3ª feira, 29 de Novembro, a partir das 19 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa, de uma Sessão Pública Comemorativa em que intervirão o Embaixador Mufeed Shami, Maria do Céu Guerra, Silas Cerqueira, Isabel Allegro Magalhães e Cláudio Torres.

Vamos manifestar a nossa solidariedade ao Povo Palestino; vamos afirmar o seu direito a ter um Estado livre, independente e soberano; vamos reclamar do Governo Português que cumpra, no que respeita à Palestina, o direito internacional, o direito humanitário e a Constituição da República; vamos denunciar a hipocrisia da comunidade internacional que continua a dar cobertura à política agressiva e expansionista de Israel, objectivamente inviabilizando a constituição de um Estado Palestino.

A Direcção Nacional do MPPM

quarta-feira, novembro 09, 2011

Lisboa: concentração hoje frente à embaixada de Israel

Activistas detidos pelo exército de Israel

No passado dia 4 de Novembro, as duas embarcações que navegavam rumo a Gaza, o barco canadiano Tahrir e a embarcação irlandesa Saoirse foram interceptadas e seus tripulantes detidos de forma ilegal.

Dos 27 activistas detidos, o site http://irishshiptogaza.org/ informa que 20 deles ainda permanecem presos na prisão de Givon, enquanto o paradeiro de mais um dos activistas é actualmente ignorado.

Segundo um contacto telefónico do passado dia 6, Paul Murphy, eurodeputado pelo Socialist Party da Irlanda e pela United Left Alliance, que permanece igualmente detido em Givon relatou entre outros factos que: "Em Givon, as autoridades tentaram nos desorientar, através da privação de sono e remoção dos nossos relógios, enquanto que o relógio da prisão indica a hora errada. Não nos foi dado qualquer perspectiva de quanto tempo permaneceremos detidos até a data do processo de deportação. Foi-nos negado o direito consagrado em Israel de contactarmos as nossas famílias no prazo de 24 horas a seguir à nossa detenção".

O objectivo inicial destes activistas consiste em desafiar o bloqueio ilegal aos 1.8 milhões de habitantes de Gaza que actualmente estão a ser constantemente minados através da proibição entre outros de: exportar bens, liberdade de circulação, cultivo em suas terras, pesca em suas águas e importação de materiais de construção. Para além destas privações económicas que são já reconhecidamente pela ONU uma forma de "punição colectiva de civis", ainda temos a demolição de casas, construção de muros e prisões arbitrárias efectuadas actualmente pelo governo de extrema-direita do Likud.

É imperativo a mobilização de massas tendo em vista a libertação imediata dos activistas presos, assim como a garantia da sua integridade física e psicológica. Para tal, propomos uma concentração já para o dia 9 (quarta-feira) em frente da embaixada de Israel pelas 18 horas, seguida por outras acções nos próximos dias.

A ameaça de veto dos EUA, bem como o aviso de abstenção da França no que diz respeito ao ingresso da Palestina como um membro de pleno direito na ONU demonstra claramente que qualquer mudança de fundo terá que partir da mobilização e organização popular, a solidariedade e cooperação internacional é imprescindível. As instituições actuais não tem qualquer interesse em se ôpor ao poder económico e político vigente em Israel.

Pelo direito à auto-determinação do povo palestiniano e contra qualquer forma de imperialismo, apoiamos uma Palestina livre e democrática.

Exigimos:
- O fim do bloqueio ilegal à Faixa de Gaza.
- A libertação imediata de todos os activistas presos de forma ilegal pelo exército de Israel.

Comité por uma Internacional dos Trabalhadores

sexta-feira, novembro 04, 2011

Nova flotilha a caminho de Gaza

Dois barcos, chamados «Tahrir» e « Saoirse», que constituem a flotilha chamada Freedom Waves to Gaza, estão a caminho de Gaza. Os civis a bordo são oriundos de cinco (ou 9?) países. Trata-se de outra tentativa não violenta de quebrar o cerco ilegal imposto pelo Estado de Israel a 1.6 milhões de palestinos de Gaza.

A organização de Freedom Waves to Gaza manteve-se secreta para evitar sabotagens por parte de Israel como aconteceu com a 2ª flotilha «Stay human» durante o verão passado. Para evitar que haja mais uma violação da lei internacional nestes barcos, pedimos que fiquem atentos e que, conforme os caso ou a situação:
  • Divulguem tanto quanto possível esta flotilha, pois o Estado de Israel poderá ser menos violento sabendo que o mundo está atento e com os olhos nela.
  • Pressionem as Nações Unidas e a comunidade internacional, tal como os Palestinos da Cisjordânia que irão fazer uma vigília na sede da ONU em Ramallah, exigindo uma acção rápida para proteger os civis a bordo dos barcos como o fim do cerco ilegal a Gaza.

É uma acção urgente, pois os barcos já se encontram em águas internacionais e a segurança dos tripulantes depende do apoio dado pela comunidade internacional.

Seguimos e permaneceremos Humanos!

Comité Palestina

quarta-feira, outubro 05, 2011

Braga: bem vindos à Palestina!

VELHA-A-BRANCA. O MPP E O GAP convidam-te a mais uma sessão sobre uma viagem à Palestina!
Divulga, partilha e participa!

«[Palestine] It is a just cause, a noble ideal, a moral quest for equality and human rights.»
Professor Edward Said, na conferência anual American Arab Anti-Discrimination a 15 de Junho de 2003.
Fonte: Democracy Now

Bem vindos à Palestina!
Sábado 8 de Outubro, 22h, «Diário de uma activista do GAP na palestina, por Ana Palma»
VELHA-A-BRANCA - ESTALEIRO CULTURAL
Largo da Senhora-a-Branca, 23
4710-433 BRAGA
Portugal

Ana da Palma, activista do Grupo de Acção pela Palestina, vem falar sobre a mais recente visita à Palestina, onde teve oportunidade de assistir aos ataques diários à liberdade do povo palestiniano. Há mais de 60 anos que as Nações Unidas condenam regularmente as políticas de colonização e de expulsão do povo palestiniano praticadas por Israel. Contudo, Israel não cumpre com as mais de 30 resoluções do Conselho de Segurança e viola sistematicamente uma série de outras resoluções. Os palestinianos de Gaza e da Cisjordânia encontram-se isolados, divididos e impedidos de se movimentarem livremente dentro e fora do seu território. Sofrem quotidianamente das práticas racistas, segregacionistas e das expulsões arbitrárias cometidas em nome da segurança pelos vários governos de Israel. Os colonatos e o muro israelita na Cisjordânia (com mais de 700 km de comprimento e em certos sítios com 8 m de altura) foram condenados pelo Tribunal Internacional de Justiça a 9 de Julho de 2004.

terça-feira, setembro 27, 2011

CNATRP: comunicado sobre reuniao MNE com Clinton

Hoje, o Ministro de Negócios Estrangeiros português encontrar-se-á com a sua homóloga dos Estados Unidos da América. Sendo Portugal actualmente membro do Conselho da Segurança da ONU, sem dúvida o tema mais importante desta consulta será a posição portuguesa acerca da iniciativa palestiniana junto da ONU da passada sexta-feira, dia 23 de Setembro.

A iniciativa que solicita o reconhecimento da Palestina como Estado membro de pleno direito das Nações Unidas é um novo passo na construção de um Estado palestiniano que dê expressão a um direito de auto-determinação consagrado no Direito Internacional e na própria resolução da ONU que em 1947 dividiu o território da Palestina então sob mandato britânico em dois Estados. Nas circunstâncias actuais da ocupação e colonização israelitas dos 22% da Palestina que permanecem território palestiniano, mesmo uma eventual votação positiva a favor da iniciativa palestiniana não dispensará muito mais luta e negociação para tornar a independência palestiniana numa realidade. Contudo, tudo parece apontar no sentido de a iniciativa palestiniana vir a esbarrar na oposição e consequente veto dos Estados Unidos, prometido pelo Presidente Obama no seu discurso da mesma sexta-feira.

É neste contexto que a Secretária de Estado dos EUA vai procurar influenciar a posição portuguesa para votar contra a iniciativa palestiniana ou se abster.

A posição portuguesa em relação ao conflito israelo-palestiniano tem sido ao longo dos anos orientada pelo respeito do Direito Internacional e por um alinhamento pelas posições da União Europeia reconhecendo o direito do povo palestiniano ao seu próprio Estado. Os Estados Unidos, potência patrocinadora do processo de Oslo, falharam rotundamente na condução do processo de paz no que toca aos direitos palestinianos, permitindo a anexação e colonização por Israel de vastos territórios palestinianos de Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, a segmentação do território e das comunidades por um novo muro da vergonha que o Tribunal Internacional de Justiça declarou contrário à legalidade internacional e uma sistemática violação dos direitos fundamentais dos homens e mulheres da Palestina. A sua oposição à iniciativa palestiniana, disfarçada com declarações solenes sobre a necessidade de negociações entre as partes é um disfarce cada vez mais frágil de um apoio flagrante às intransigências israelitas. Por tudo isto, a iniciativa palestiniana tem plena justificação.

Neste quadro, é hoje, talvez mais que nunca, crucial que Portugal mantenha a sua posição e resista à pressão do governo dos EUA. Em nome da Constituição da República e do Direito Internacional, exigimos que Portugal vote a favor da iniciativa palestiniana no Conselho de Segurança da ONU.

Lisboa, 27 de Setembro de 2011

Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina

AG ONU: Irlanda apoia a criação de um Estado palestino

Declarações do ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros Eamon Gilmore na Assembleia Geral da ONU:

"A decisão do presidente Abbas de procurar a adesão da Palestina nas Nações Unidas é totalmente legítima e compreensível. A Palestina tem o mesmo direito à participação nas Nações Unidas que a Irlanda ou qualquer outro membro desta Organização.

Alguns procuram argumentar que a Palestina não pode ser reconhecida como um Estado por as suas fronteiras não terem ainda sido acordadas. Mas se as fronteiras da Palestina ainda são uma matéria de negociação, então, por definição, também o são as de Israel, que é justamente um membro de pleno direito da ONU ..."

"Virá o dia, não muito distante, em que a Assembléia Geral será chamada a votar sobre uma proposta para admitir a Palestina como um membro desta Organização, ou talvez, como uma etapa intermédia para a realização desse objetivo, a conceder à Palestina o estatuto de estado observador. Desde que a resolução seja redigida em termos que sejam razoáveis ​​e equilibrados, acredito que a Irlanda dará o seu total apoio.
"



Tradução livre BSP. Fonte: http://www.labour.ie/press/listing/13170528717198538.html

domingo, setembro 18, 2011

PELO RECONHECIMENTO DO ESTADO DA PALESTINA COMO MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS


Caro Amigo

Na iminência da apresentação do respectivo pedido à próxima Assembleia Geral da ONU, o MPPM (Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente), o CPPC (Conselho Português para a Paz e Cooperação) e a CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional), promovem uma SESSÃO PÚBLICA PELO RECONHECIMENTO DO ESTADO DA PALESTINA COMO MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS, na próxima Segunda-feira, 19 de Setembro, às 18 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa.

Serão oradores: Maria do Céu Guerra, Presidente do MPPM; Rui Namorado Rosa, Presidente do CPPC; Carlos Carvalho, Membro do Conselho Nacional da CGTP-IN e Mufeed Shami, Embaixador da Palestina em Portugal.

Convidamo-lo a participar e divulgar esta iniciativa, neste momento importante para a vida do povo palestino.

Cordiais Saudações

A Direcção Nacional do MPPM

segunda-feira, maio 09, 2011

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA - 63 ANOS DE NAKBA

O povo palestino assinala os 63 anos da Nakba ("catástrofe") em condições significativamente diferentes das de anos anteriores. Os levantamentos populares, um pouco por todo o mundo árabe, que já tiveram consequências na mudança de governo de alguns países, podem alterar o quadro geopolítico em que se tem inserido a questão palestina. Hamas, Fatah e outras 11 organizações representativas do povo palestino firmaram, recentemente, um acordo de reconciliação. O Estado Palestino tem vindo a ser reconhecido por um número crescente de países. Que influência é que estes acontecimentos podem ter no legítimo anseio do povo palestino de viver, em paz e liberdade, no seu Estado soberano, viável e independente?

Na próxima segunda-feira, 16 de Maio, às 19 horas, na Casa do Alentejo (Rua das Portas de Santo Antão, 58, em Lisboa) vamos assinalar o 63º aniversário da data em que, na sequência da constituição unilateral do estado de Israel, milhões de palestinos foram despojados das suas propriedades e empurrados para o exílio ou subjugados na sua terra. Vamos recordar o que têm sido estes anos da opressão e resistência, mas vamos, sobretudo, manifestar a nossa solidariedade com este povo e dizer-lhe que continua a haver esperança.

Contamos com intervenções do Sr. Embaixador da Palestina, Dr. Muffeed Shami; de Maria do Céu Guerra, Presidente do MPPM e de Carlos Almeida, membro da Direcção Nacional do MPPM. O jornalista José Manuel Rosendo irá comentar, emprestando a sua experiência pessoal de numerosas visitas à Palestina, o filme Carta de Sara, relato do quotidiano de uma garota palestina de 12 anos num mundo em conflito.

Venha informar-se, contribuir com a sua opinião mas, sobretudo, manifestar a sua solidariedade com o povo palestino. Divulgue esta iniciativa e traga outro amigo também!

A Comissão Executiva do MPPM

domingo, maio 08, 2011

Um artigo de Haidar Eid sobre o reconhecimento de um Estado palestiniano

Haidar Eid é um militante palestiniano, membro da campanha pelo Boicote, Desinvestimento e Sanções, professor universitário de literatura inglesa na universidade de Gaza.


Declarar a independência de um bantustão

A "euforia induzida", que caracteriza entre os principais meios de comunicação as discussões a respeito da futura declaração de um Estado palestiniano independente em Setembro, ignora a dureza das realidades no terreno e os avisos de comentadores críticos. Descrever uma tal declaração como uma "brecha" e como um "desafio" ao defunto "processo de paz" e ao governo de direita de Israel serve apenas para ocultar a permanente negação por parte de Israel dos direitos dos palestinianos, ao mesmo tempo que reforça a ratificação implícita pela comunidade internacional de uma situação de apartheid no Médio Oriente.

O movimento pelo reconhecimento é conduzido por Salam Fayad, o primeiro-ministro designado da Autoridade Palestiniana (AP) sedeada em Ramallah. Ele baseia-se na decisão tomada nos anos 1970 pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) de adoptar o programa mais ágil de uma "solução de dois Estados". Esse programa defende que a questão palestiniana, que está no cerne do conflito israelo-árabe, pode ser resolvida pelo estabelecimento de um "Estado independente" na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém oriental como capital. Segundo esse programa, refugiados palestinianos voltariam para o Estado da «Palestina», mas não para as suas casas em Israel, que se auto-define como o "Estado dos judeus". Do mesmo modo, a "independência" não toma em conta esta questão, assim como não toma em consideração os apelos de 1,2 milhão de palestinianos de nacionalidade israelita, tratados como cidadãos de terceira categoria, para transformar a luta num movimento anti-apartheid.

Tudo isto é suposto entrar em vigor depois das forças israelitas se retirarem da Cisjordânia e de Gaza. Ora, não se tratará apenas de uma reafectação de forças, como pudemos ver durante o período de Oslo? Os promotores desta estratégia pretendem no entanto que a independência garante que Israel tratará como um único povo os palestinianos de Gaza e da Cisjordânia e que a questão palestiniana pode ser resolvida segundo o direito internacional, satisfazendo assim os direitos políticos e nacionais básicos do povo palestiniano.

Deixemos de lado o facto de que Israel mantém até 573 barragens e pontos de controlo permanentes através da Cisjordânia, sem contar 69 pontos de controlo "móveis" adicionais; e é possível que vocês também prefiram ignorar o facto de que os colonatos "puramente judeus" existentes anexaram mais de 54% da Cisjordânia.

Quando da conferência de Madrid em 1991, Yitzhak Shamir, então primeiro-ministro de um governo de "falcões", não tinha sequer aceitado o "direito" palestiniano a uma autonomia administrativa. Com a chegada do governo de "pombas" Meretz/trabalhista, conduzido por Yitzhak Rabin e Shimon Peres, os dirigentes da OLP travaram na Noruega negociações de bastidores. Ao assinar os Acordos de Oslo, Israel encontrava-se livre do pesado fardo de administrar Gaza e as sete cidades sobrepovoadas da Cisjordânia. A primeira intifada terminou com uma decisão oficial – e secreta – da OLP, sem ter atingido os seus objectivos nacionais de transição, nomeadamente "liberdade e independência", e sem o acordo do povo que a OLP era suposta representar.

A mesma ideia de "independência" foi primeiro rejeitada pela OLP, porque ela não respondia aos "direitos legítimos mínimos" dos palestinianos, e porque ela é a antítese da luta palestiniana pela libertação. O que é proposto no lugar desses direitos é um Estado cuja existência é apenas nominal. Por outras palavras, os palestinianos são obrigados a aceitar uma plena autonomia sobre uma fracção apenas da sua terra e não podem nunca pensar em termos de soberania, de controlo de fronteiras, de reservas hídricas e, mais importante que tudo, de retorno dos refugiados.

Esses foram os Acordos de Oslo e essa é também a "declaração de independência" planeada. Não é de surpreender, portanto, que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenha declarado que "não poderia dar o seu acordo a um Estado palestiniano através de negociações".

Esta declaração ainda menos promete respeitar o plano de partilha das Nações Unidas de 1947, que só garantia aos palestinianos 47% da Palestina histórica, embora eles representassem mais dos dois terços da população. Uma vez declarado, o futuro Estado palestiniano "independente" ocupará menos de 20% da Palestina histórica. Ao criar um bantustão e ao chamá-lo "Estado viável", Israel vai livrar-se do peso de 3,5 milhões de palestinianos. A AP governará o número mais pequeno de palestinianos no maior número de fragmentos de território – fragmentos que podemos chamar de "Estado da Palestina". Esse "Estado" será reconhecido por dezenas de países – o que dará grande inveja aos infames chefes tribais bantus da África do Sul!

Podemos igualmente supor que a "independência" tão comentada e celebrada só reforçará o papel desempenhado em Oslo pela Autoridade palestiniana, ou seja, o de tomar medidas de polícia e de manutenção da ordem destinadas a desarmar os grupos de resistência palestiniana. Tais foram as primeiras exigências impostas aos palestinianos em Oslo em 1993, em Camp David em 2000, em Annapolis em 2007 e em Washington no ano passado.

Ao mesmo tempo, no âmbito das negociações e das exigências, nenhum compromisso ou obrigação são impostos a Israel. Tal como os Acordos de Oslo significavam o fim da resistência popular e não violenta da primeira intifada, esta declaração de independência tem um objectivo semelhante, isto é, de pôr um termo ao apoio internacional crescente a favor da causa palestiniana, que se tem afirmado desde o ataque de Israel contra Gaza no inverno de 2008-2009 e o seu ataque contra a Flotilha da Liberdade em Maio passado.

E esta declaração não garante tão pouco aos palestinianos um mínimo de protecção e de segurança contra as futuras agressões e atrocidades israelitas. A invasão e o cerco de Gaza foram uma consequência de Oslo. Antes da assinatura dos Acordos de Oslo, nunca Israel tinha utilizado plenamente o seu arsenal de F-16, de bombas de fósforo e de armas de fragmentação em Gaza e na Cisjordânia. Mais de 1200 palestinianos foram mortos de 1987 a 1993 durante a primeira intifada. Israel ultrapassou esse número durante as três semanas da sua invasão em 2009; conseguiu matar brutalmente mais de 1400 pessoas apenas na Faixa de Gaza. Isto, sem contabilizar as vítimas do cerco estabelecido por Israel desde 2006, que se caracterizou por bloqueios e ataques israelitas repetidos, antes e depois da invasão de Gaza.

No fim de contas, o que esta suposta "declaração de independência" oferece ao povo palestiniano não é mais que uma miragem, uma “pátria independente” que não é outra coisa que um bantustão travestido. Mesmo se for reconhecida por tantos países amigos, ela é impotente para conceder aos palestinianos a liberdade e a emancipação. Um debate crítico – quer dizer, oposto ao que é desviado e demagógico – exige o exame atento das distorções da história por falsas representações ideológicas. Onde nos devemos implicar, é numa visão histórica e humana das questões palestiniana e judaica, uma visão que nunca negue os seus direitos a um povo, que garanta uma completa igualdade e que abula o apartheid – em vez de reconhecer um novo bantustão, 17 anos após a queda do apartheid na África do Sul.

Fonte: http://al-shabaka.org/declaring-independent-bantustan

sábado, maio 07, 2011

Carta aberta - apoio embaixada de Israel

Caro António,

Foi com muita tristeza que lemos a carta aberta que escreveram ao IndieLisboa. Não só compreendemos a vossa causa, como precisamente por isso, achamos que se deve investigar primeiro o que se passa e se tal se continuar a justificar então escrever alguma coisa. Agora escrever uma carta com total desconhecimento de causa, não só nos parece injusto, como até é lesivo da nossa integridade.

Este ano escolhemos 4 filmes israelitas para o festival, dois deles abertamente contra a grave situação política que actualmente se está a viver em Israel. Um deles, Transparent Black, a realizadora israelita pediu directamente o apoio à Embaixada de Israel em Portugal. O dinheiro não passou por nós nem a viagem foi tratada por nós. Como qualquer entidade responsável mencionamos nos nossos materiais esse apoio.

De qualquer forma, convidamo-vos para irem ver dois dos filmes propostos para o programa, dos quais vos enviamos a sinopse para perceberem do que estamos a falar:

Transparent Black
Kokou is a cleaner dreaming of becoming football manager, Philo wants to become a business woman. Both are refugees in Israel, both learn Hebrew at night. Each has to deal with the disillusion of facing racism even in a country built up by victims of the very same plague. Not being seen as who you are but as what you represent, simply turned into transparent, erased.


Out/Tse, de Roee Rosen
Podemos ser tentados a ver este filme como uma defesa dos rituais de dominação e submissão sado-maso. Ou acreditar que segue o rasto de um paralelo entre uma rapariga possuída e cidadãos israelitas impregnados do demónio do racismo. Mas e se fosse isto o que está a acontecer hoje em Israel?
Tse’s central scene depicts a domination/submission thrashing, set in a mundane living room. The scene is not acted but rather performed by two women whose real-life preferences entail BDSM (Bondage-Domination-Sadism-Masochism). But in this session, the painful blows meted out by the Dom cause the sub to spew out sentences, all of which are quotes from Israel’s Minister of Foreign Affairs, Avigdor Lieberman, renowned as one of the most extreme right-wing politicians in the country. Thus, a scene of erotic pleasure and pain becomes an exorcism, and the film itself a hybrid between a documentary (both about the present rhetoric of the Israeli right, and its free-spirited sexual community), a fictional scene harking to a genre of horror movies, and the theme of possession. The ritual at the centre of the work is framed by two additional scenes, each with its own distinct cinematic style. A preceding interview with the two participants seems at first to be a straightforward documentary about their own experiences within the Israeli BDSM scene, but soon transforms into an exposition of the premise by which one is possessed, the other an exorcist. The final musical scene is a song set to the words of the Russian poet Esenin’s Letter to Mother. Executed as a one-shot, the song not only elevates and complicates the emotional resonance of what preceded it, but is also a direct, if twisted, hommage to the final scene of another film that deals with hybridity, radical sexuality and politics: Dusan Makavejev’s WR, The Mystery of the Organism.

Acho que mais explícito do que a nossa posição não poderia ser... Ou vamos continuar a fingir que nada se passa e vamos continuar a agir sem pensar?

Cumprimentos,
miguel valverde

quarta-feira, maio 04, 2011

Carta aberta ao Festival Indie

À direcção do festival Indie Lisboa

Na edição de 2011, este prestigiado festival declara receber um apoio à programação por parte da embaixada israelita. Sabemos que os apoios que as embaixadas de Israel têm dispensado a eventos culturais no estrangeiro são mínimos. Reduzem-se, a maior parte das vezes, ao pagamento de uma simples viagem de avião. Mas esses apoios simbólicos são suficientes para dar direito à exibição de um logotipo da embaixada e tornaram-se num dos métodos de propaganda utilizados pelo Estado de Israel para o branqueamento dos seus crimes contra a humanidade. Israel quer assim dar de si a imagem de um país democrático e tolerante, amante da cultura e da liberdade.

Mas nós todos sabemos que não existe liberdade sob o colonialismo. Ninguém é livre quando vive sob ocupação militar, confinado a bantustões cercados por muros e checkpoints, quando assiste diariamente a demolições de casas, a destruição de olivais, a confiscação de terras e a bombardeamentos.

A campanha de boicote, desinvestimento e sanções (BDS), em curso desde 2005 é semelhante à que contribuiu para o fim do apartheid sul-africano, isolando-o internacionalmente, e é a única forma pacífica de combater com êxito o lento genocídio do povo palestiniano.

Outro festival de cinema de referência, o Queer de Lisboa, cometeu, no ano passado, o mesmo erro de aceitar um apoio institucional da embaixada de Israel. Vários movimentos de solidariedade organizaram em consequência um protesto público à porta do festival. E o laureado realizador canadiano John Greyson exigiu que fossem retirados do festival dois filmes seus e que a sua explicação para esse gesto fosse lida no início da sessão onde deveria ter passado o primeiro dos seus filmes.

Gostaríamos de ver o Indie Lisboa seguir os exemplos dos festivais de cinema de Edimburgo e de Locarno que, respondendo ao apelo das organizações, dos intelectuais e artistas palestinianos de todo o mundo (inclusive israelitas), devolveram às embaixadas em causa os apoios recebidos. Qualquer aceitação de patrocínios vindos do governo israelita só pode ser vista como um apoio de facto a um regime de apartheid. Pedimos portanto que a direcção do festival reflicta sobre este tema e colocamo-nos à sua disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que entenda necessários.

Com os melhores cumprimentos,

As organizações:
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Comité de Solidariedade com a Palestina
Pagan – Plataforma Anti-guerra Anti-NATO
Panteras Rosa
SOS Racismo

domingo, abril 03, 2011

6 de Abril - SOLIDARIEDADE COM OS POVOS OPRIMIDOS EXPLORADOS

Na próxima 4ª feira, 6 de Abril, entre as 18 e as 20H, no Largo de S.Domingos, em Lisboa, como todas as primeiras quartas-feiras de cada mês, realiza-se por iniciativa da Tertúlia Liberdade, uma concentração para manifestarmos a nossa solidariedade com o povo da Palestina e todos os povos que hoje se encontram envolvidos em corajosos combates pela liberdade.

Apoiamos igualmente todos os oprimidos e explorados que aspiram ver-se livres da opressão por parte do estado e do capital.

Convidamo-vos a participarem nesta acção de solidariedade e informação.

É chegado o momento de gritar basta! Vamos para a rua protestar, informar, dialogar e estabelecer laços de cooperação. Expressemos a nossa indignação e solidariedade.

TERTÚLIA LIBERDADE - tertulialiberdade.blogspot.com - liberdade365.com

quarta-feira, março 30, 2011

30 de março, Dia da Terra na Palestina - Carta aberta enviada à Câmara municipal de Mourão

Exmos Senhores

Dr. José Manuel Santinha Lopes,
Presidente da Câmara Municipal de Mourão

José Ramalho,
Presidente da Assembleia Municipal

É com grande consternação que tomámos conhecimento de que a Câmara Municipal de Mourão pediu o apoio da embaixada de Israel para o melhor aproveitamento pelo município do potencial agrícola criado pela albufeira do Alqueva.

A embaixada de Israel em Portugal representa um país que tem agido, desde a sua fundação, fora da lei internacional, colonizando os palestinianos e roubando-lhes os seus recursos naturais, e muito especialmente os recursos aquíferos. Israel tem nesse campo uma longa experiência de roubo sistemático dos recursos de água potável dos palestinianos. A água desviada serve para encher as piscinas e regar os relvados dos colonatos israelitas. Mas cerca de 200.000 palestinianos das comunidades rurais da Cisjordânia não têm acesso à água corrente. E mais de 90% da água "potável" de Gaza estão contaminados por águas de esgotos e do mar e são impróprios para consumo. Os campos agrícolas palestinianos têm sido sistematicamente destruídos, centenas de milhares de oliveiras já foram arrancadas para dar lugar a colonatos considerados ilegais pela lei internacional.

Existe, desde 2005, uma campanha internacional de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o Estado de Israel. Esta campanha surgiu do apelo de 171 organizações da sociedade civil palestiniana à solidariedade internacional contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos. Desde o ataque militar a Gaza, no inverno de 2008-2009, que provocou 1.400 mortos civis, a campanha tomou uma grande amplitude. O seu objectivo é isolar o Estado de Israel e obrigá-lo a respeitar as leis internacionais de direitos humanos e o direito dos povos à autodeterminação. É uma campanha semelhante à que ocorreu nos anos 90 contra o apartheid da África do Sul, que significou um contributo para a queda desse regime.

A campanha de BDS tem várias vertentes – comercial, cultural, desportiva, etc. – e conta com a adesão de todo o tipo de organismos e indivíduos. A nível autárquico, temos o exemplo muito próximo da Espanha: o município de Cigales foi o segundo da província de Valladolid que aderiu, em Outubro de 2010, à campanha de boicote contra a empresa israelita de água engarrafada Eden Spring. Já em Julho, o município de Villanueva de Duero tinha tomado a mesma decisão de retirar essa marca de água de todos os seus departamentos.

Juntamos em anexo a esta carta, para vossa informação, alguns exemplos mais relevantes de adesões a esta campanha. E concluímos com um apelo a que esse município, na linha das suas tradições democráticas, cancele a colaboração prevista com entidades responsáveis pelo regime de apartheid, pilhagem e limpeza étnica de que é vítima o povo palestiniano.

Com os melhores cumprimentos.

Pelo Comité de Solidariedade com a Palestina,

ES

30 de Março é o Dia da Terra na Palestina


CAMPANHA DE BOICOTE, DESINVESTIMENTO E SANÇÕES CONTRA A OCUPAÇÃO ISRAELITA

Alguns exemplos de adesões à campanha BDS

Boicote comercial
  • Os supermercados italianos COOP e Nordiconad e os supermercados britânicos Marks and Spencer e Co-operative Group anunciaram que deixarão de vender produtos dos colonatos israelitas ilegais no território palestino ocupado.

Boicote académico
  • O caso mais recente foi o da ruptura, por parte da universidade de Joanesburgo, a mais importante universidade sul-africana, de uma cooperação de 25 anos com a universidade israelita Ben Gourion. O arcebispo Desmond Tutu, prémio Nobel da Paz, tinha apelado à ruptura das relações, pelo facto de as universidades israelitas estarem intimamente ligadas, por escolha própria, ao regime de ocupação e de apartheid.

Boicote cultural
  • Na sequência do ataque a Gaza e à Frota da Liberdade, numerosos artistas cancelaram os seus espectáculos em Israel, entre eles: os Klaxons, os Gorillaz Sound System, os Pixies, Elvis Costello, Gil Scott-Heron e Carlos Santana.
  • Vários realizadores e actores, como Ken Loach, Bjork, Jean-Luc Godard, Meg Ryan e Dustin Hoffman cancelaram a sua participação em festivais de cinema.

Boicote desportivo
  • Após o ataque de Israel à Frota da Liberdade, a equipa de futebol sub-19 da Turquia recusou-se a participar num jogo com Israel e a equipa sueca sub-21 requereu à FIFA que a autorizasse a fazer o mesmo.

Desinvestimento
  • Os conselhos municipais de Estocolmo, Dublin, Galway, Sligo e Swansea afastaram a empresa francesa Veolia de futuros contratos e vários bancos privados alienaram as suas acções na empresa por esta estar ligada à construção do caminho-de-ferro que liga os colonatos de Jerusalém oriental e da Cisjordânia.
  • Em Maio de 2010, a Deutsche Bank desinvestiu da Elbit Systems, uma empresa de armamento israelita que fornece armas ao exército e componentes para o Muro do Apartheid nos territórios palestinianos ocupados. Seguiram-se decisões semelhantes por parte da Foersta AP-Fonden, o maior fundo de pensões da Suécia, do Fundo de pensões do Estado norueguês, da seguradora norueguesa KLP; da financeira dinamarquesa Danwatch, do Danske Bank, da Dinamarca e do ABP, um dos maiores fundos de pensões holandeses.

Sanções
  • A Bolívia e a Venezuela romperam relações com Israel, fechando as embaixadas de Israel nos seus países; o Qatar e a Mauritânia congelaram as relações diplomáticas com Israel; a Jordânia chamou o seu embaixador como um acto de protesto contra a agressão israelita contra os palestinos da Faixa de Gaza em 2008-09.
  • Na sequência do ataque à Frota da Liberdade, a Nicarágua suspendeu as suas relações diplomáticas com Israel, a África do Sul retirou o seu embaixador em Tel Aviv, o ministro da educação da Noruega, Kristin Halvorsen, reiterou a proibição da Noruega de venda de armas a Israel, a Turquia retirou o seu embaixador em Tel Aviv.