
Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]

A Associação Água Pública foi criada para defender os seguintes princípios:
1. A propriedade comum da água e a igualdade de direito ao seu usufruto como direito de cidadania, que não pode ser transaccionado nem alienado.
2. A garantia de acesso de todas as pessoas à água potável como serviço público.
3. A responsabilidade intergeracional e transfronteiriça em relação ao acesso e usufruto da água.
4. Nem a água nem os serviços de água podem ser propriedade privada.
5. A gestão da água e dos serviços de água tem de ser pública e não pode ter fins lucrativos.
6. O enquadramento legal, institucional e de administração económica que garanta de facto o direito de cada cidadão à água, à saúde e à natureza.
7. A responsabilidade pública inalienável de gestão integrada da água, do território envolvente, das infra-estruturas e dos serviços de água; responsabilidade que só pode ser exercida pelos Órgãos de Soberania legitimamente representantes dos cidadãos e com o objectivo de melhorar o bem estar comum da população actual e das gerações vindouras.
8. A responsabilidade do Estado em garantir a segurança das populações, das massas de água, das infraestruturas e dos serviços em relação a acidentes com causas naturais ou provocadas.
9. Serviços Públicos de Água competentes, transparentes e funcionais, dotados da estrutura e dos recursos científicos, tecnológicos e financeiros adequados.
10. A responsabilidade do Estado de basear a gestão da água num planeamento participado e com suporte científico adequado.

Apenas 40% da ajuda aos países em desenvolvimento é real. A restante é absorvida por custos admninistrativos, perdão da dívida externa, ajuda a refugiados nos países doadores e pela ligação da ajuda a produtos e serviços de empresas destes países. Para reduzir essa “ajuda fantasma”, há que aumentar o volume global da ajuda e adequá-la às necessidades reais; desligá-la de interesses comerciais e políticos; reduzir os custos administrativos; sancionar os doadores e beneficiários que não cumpram condições de qualidade e transparência e, por fim, apoiar projectos durante vários anos – de modo garantir a sua sustentabilidade.
Ter entre 9 e 18 anos de idade é o único requisito para ser cliente do Bal Vika Bank (BVB), nascido na Índia em 2001 e que hoje tem delegações no Bangladesh e no Paquistão. O banco é detido e gerido pelos clientes, que recorrem aos adultos apenas para consultoria. O seu principal objectivo é conceder microcréditos aos clientes-membros, financiando desde pequenos negócios até aos estudos. Para tal, devem ter mais de 14 anos, fazer depósitos regulares, possuir dois fiadores membros e ainda dispor de 20% da quantia pedida. O BVB apoia-se numa parceria entre a ONG Butterflies, a National Fundation for India e o banco HSBC.
O Consumismo é uma característica das sociedades modernas. Eu compreendo que este Consumismo também tem aspectos positivos: não tanto por promover a produção (se se consome mais, tambem se produz mais, logo há mais emprego), mas sobretudo por estimular a inovação (se ninguém comprasse um telefone novo sem que o anterior se estragasse sem remédio, ainda hoje usariamos telefones com manivela...). E isto porque a ciência não progride em linhas estanques: uma miniaturização dum chip para fazer um telefone pequenino pode ser utilizada para reduzir um componente dum pacemaker. Também pode ser utilizada para produzir bombas mais pequenas, é certo, mas pronto, há que ter pensamentos positivos!
E pensamentos positivos é o que não falta neste fantástico site, no qual se divulgam ideias destinadas a promover uma atitude menos consumista. Porque eu também acho que desperdiçamos muito, muito... muito mais que aquilo que deviamos. E esta gente mostra que também no combate ao Consumismo se pode recorrer à criatividade e à inovação.
No primeiro exemplo,

temos um papel de parede que é liso quando se compra, mas cujo padrão se vai revelando com o tempo. Isto é, quanto mais velho/antigo, mais bonito! Enfim, uma versão vinho estagiado em formato papel de parede! Lindo!
No segundo exemplo,

temos azulejos duma casa-de-banho cujos desenhos desaparecem com salpicos de água ou com o aumento da temperatura: portanto, quanto mais tempo demorar no chuveiro, mais monótona ficará a parede! Em suma, uma maneira subtil de lembrar que se está a gastar demasiada água e energia...
E por fim o terceiro exemplo, uma lâmpada-flor!

As "pétalas" desta lâmpada reflectem os ciclos de consumo caseiro de energia, "abrindo" quando o consumo interno se mantém baixo durante algum tempo...
A moral desta história é apenas "Poupe, e tenha uma vida mais bonita!"
mpf
De acordo com o último relatório sobre o efeito estufa da Agência Europeia para o Ambiente, desde 2003 registou-se na UE um aumento da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa. As emissões europeias aumentaram 53 mil toneladas (1,3%) entre 2002 e 2003. A principal razão foi o aumento da produção eléctrica à base de carvão, seguida das temperaturas baixas que se têm feito sentir no primeiro trimestre em muitos países europeus.
Um grupo de empresas petrolíferas e de electricidade britânicas revelou um plano para diminuir as emissões de dióxido de carbono (CO2). O projecto consiste em remover o carbono do gás natural antes de ser queimado e enterrá-lo no subsolo em vez de o libertar para a atmosfera. Esta tecnologia - que poderá ficar operacional no ano 2009 - poderá vir a ser bastante útil em países como os EUA e a China, que enfrentam uma enorme procura energética e dependem bastante de combustíveis fósseis.
A reputação de químico amigo do ambiente que se tem vindo a gerar em volta do etanol é muito exagerada: esta é a opinião de certos investigadores, que afirmam que as grandes plantações de cana de açúcar e milho – que fornecem matéria prima para o etanol - estão a poluir o ambiente. Apesar do uso deste produto como combustível automóvel diminuir a libertação de dióxido de carbono para a atmosfera, a sua produção em larga escala tende a reduzir a biodiversidade, a aumentar a erosão dos solos e exige grande consumo de água.
A UNICEF felicitou o Sudão por ter incluído na Constituição Nacional de Transição disposições que reforçam os direitos das crianças e mulheres. Acesso igual, gratuito e obrigatório de todas as crianças a educação primária; acesso igual aos cuidados de saúde primários e obrigação do Estado em combater práticas e tradições que comprometam a dignidade e o estatuto das mulheres são alguns dos exemplos. Esta Constituição deverá manter-se em vigor durante os seis anos do período de transição previsto no acordo de paz, que pôs fim a 22 anos de guerra civil.

Em homenagem ao trabalho silencioso e quotidiano das mulheres em prol da paz, Ruth-Gaby Vermot-Mangold, membro do Parlamento Suíço e do conselho Europeu e Maren Haartje, da Swisspeace, fundaram a associação 1000 Mulheres para o Nobel da Paz. Ao longo de três anos, a associação reuniu 1000 nomes de mulheres e suas biografias, agora disponíveis online. Estes 1000 nomes foram entregues ao Comité Nobel e espera-se que, em Outubro deste ano, o prémio lhes seja colectivamente atribuído. Desde o começo da atribuição do Nobel da Paz, em 1901, somente 12 mulheres o receberam.

Beyond Access
Iniciativa das Nações Unidas para a Educação das Raparigas
Em Vila do Conde, Cândida Cabeleira, 71 anos, e António Teixeira, 72 anos, provam que os mais velhos têm de facto muito a ensinar aos mais novos: no mês de Julho passado conseguiram poupar 3 m3 de água!
Bons exemplos, conselhos práticos e concretos.




