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terça-feira, junho 07, 2011

FLASH MOB CONTRA O ATAQUE DA NATO À LÍBIA

A PAGAN - Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO convida todas as pessoas que são contra os ataques da NATO à Líbia a participarem na FLASHMOB que irá ocorrer no próximo dia 8/Junho, frente à estação do Rossio, pelas 18h30:

8/Junho, 18h30: FLASH MOB CONTRA O ATAQUE DA NATO À LÍBIA – ALL WORLD

FLASH MOB CONTRA O ATAQUE DA NATO À LÍBIA

No próximo dia 8 de Junho, pelas 18.30h irá decorrer em simultâneo, em duas capitais da Europa, uma acção de protesto contra o ataque militar da Nato na Líbia.

Em Lisboa (com a PAGAN – Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato) e na Bélgica (com a Vredesactie – Peace Action), o flash mob consistirá na simulação de um bombardeamento a cidadãos desarmados, à imagem do que tem vindo a acontecer naquele país.

A acção é simples: à semelhança do flash mob realizado no Rossio aquando da cimeira da Nato em Lisboa, os participantes atirar-se-ão para o chão, exactamente às 18.30h, simulando o resultado de um bombardeamento a civis. Ficarão deitados e imóveis ((seremos "mortos") durante todo o tempo em que a sirene tocar. Desta vez levaremos bandeiras da Líbia (impressas em folhas A4) para que a mensagem se torne mais explícita.

http://antinatoportugal.wordpress.com/2011/06/06/8junho-18h30-flash-mob-contra-o-ataque-da-nato-a-libia-all-world/

EVENTO no FACEBOOK: http://www.facebook.com/event.php?eid=152923598111456

domingo, março 27, 2011

É muita guerra para quem diz promover a paz

Os Movimentos Sociais do Brasil, por ocasião da visita do presidente Obama ao Brasil, manifestam as seguintes preocupações:

Considerando que: A eleição de Barack Obama, em 2008, despertou muitas ilusões. Baseado em seu carisma pessoal, na eleição do primeiro negro presidente dos EUA, na rejeição aos republicanos que durante os dois mandatos de George W. Bush levaram os Estados Unidos à bancarrota e o mundo ao militarismo e às guerras de agressão.

Consideramos que: Obama foi eleito fazendo promessas de paz e respeito ao direito internacional, criando a ilusão de que a humanidade viveria em paz e harmonia.

A evolução dos acontecimentos, porém, encarregou-se de desfazer essas ilusões. Mudou a retórica, aperfeiçoou-se a propaganda, mudaram alguns atores, mas sob a direção de Barack Obama a política externa do imperialismo norte-americano continua em essência a mesma.

O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da "luta ao terrorismo".

Sob a presidência de Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão. Sua frota de aviões teleguiados Drone bombardeia diariamente a fronteira deste país com o Paquistão, acarretando a morte de civis.

O imperialismo estadunidense, sob a presidência de Barack Obama reafirmou o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino. Significativamente, a única vez em que o governo Obama utilizou até agora seu direito de veto no Conselho de segurança da ONU, foi para impedir a aprovação de uma resolução que interditaria o prosseguimento da instalação de colônias israelenses em território palestino.

Foi sob a liderança de Barack Obama que a principal organização agressiva do imperialismo, a Otan – Organização do Tratado do Atlântico Norte – realizou uma reunião de cúpula que consagrou o “novo conceito estratégico”, a partir do qual se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. É também Obama que estimula a instalação de bases militares em todo o mundo, inclusive na América Latina, onde a 4ª Frota constitui grave ameaça de agressão aos países e povos soberanos da região.

Durante a gestão de Barack Obama que, reafirmando a primazia norte-americana quanto à posse e uso de armas nucleares, exerce chantagens, pressões, ameaças e sanções contra os países que não aceitam os ditames dos EUA sobre a não-proliferação. Em dois anos de gestão, a maior parte do tempo dos operadores de política externa do presidente foi empregada na reparação de agressões contra o Irã e a Coreia do Norte.

Reiteramos nossa total divergência com a dubiedade da política externa dos EUA que mantém símbolos da guerra-fria como a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela e a Bolívia, a manutenção da prisão de Guantanamo e a presença de bases militares estadunidenses em nosso continente, que em nada contribui para o desenvolvimento de uma nova relação externa entre os povos. Os Estados Unidos nunca abriram mão de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência.

Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se, sob falsos pretextos, para perpetrar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adota a opção militar como a estratégia principal. Os Estados Unidos querem arrastar as Nações Unidas para sua aventura, numa jogada em que pretende na verdade instrumentalizar a organização mundial e dar ares de multilateralismo à sua ação militarista e imperial.

No mesmo 20 de março, dia em que Obama estará visitando o Brasil, acontecerão manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe que estão iluminando o caminho para outro mundo, livre da opressão e exploração”. O 20 de março será um Dia Mundial de Luta contra a multiplicação das bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e africano, e também de apoio à resistência palestina e saharauí.

É nesse contexto que a Coordenação dos Movimentos Sociais convoca os movimentos sociais de todo o Brasil a manifestar nossa divergência com a política dos EUA e nossa total solidariedade aos povos do mundo, nas lutas de resistência e construção de outro mundo possível.

Convocamos os movimentos sociais brasileiros a tomarem as ruas na ação que será organizada no Rio de Janeiro no dia 20 de março.

O Brasil e a América latina vivem um novo momento, de democracia, soberania, interação e unidade.

Queremos um mundo de paz e solidariedade!

Abaixo o imperialismo estadunidense!

CUT, MST, CMP, UNE, UBES, MMM, UBM, CONEN, MTD, MTST, CONTEE, CNTE, CONAM,UNMP, Ação Cidadania, CEBRAPAZ, ABRAÇO, CGTB, CNQ, FUP, SINTAP, ANPG, CTB, CMB, MNLM

quarta-feira, março 23, 2011

PAGAN: «Não à agressão contra a Líbia!»

Comunicado
Líbia – Nova intervenção do dispositivo militar ocidental

  1. O ano de 2011 iniciou-se com manifestações populares contra os regimes ditatoriais no Médio Oriente e no Norte de África; regimes, aliás, com conhecidas conivências com os poderes ocidentais. A ausência de democracia e o aumento dos preços dos bens alimentares têm tido um papel importante naquelas manifestações;
  2. Contrariamente ao acontecido na Tunísia e no Egipto, a contestação na Líbia revestiu a forma de revolta armada, com a presença de interferências e apoios ocidentais, que subestimaram as capacidades de reacção de Kadhafi, no poder desde 1969 e só recentemente "descoberto" como ditador demente e sanguinário. Tal como aconteceu com Ben Ali ou Mubarak;
  3. A Líbia é responsável por 2.2% da produção de petróleo mas detém 3.5% das reservas mundiais, as maiores da África; quanto ao gás produz 0.5% mas tem 0.8% das reservas. Acresce que a Líbia é um dos principais fornecedores da Europa, particularmente do Sul (24% do abastecimento italiano e 9/11% dos restantes) e que, sendo os recursos energéticos pertencentes a uma companhia estatal, aguçam a cobiça das multinacionais;
  4. Nesse quadro, o CS da ONU, por proposta ocidental, declara que os estados-membros "ajam a título individual ou no quadro de organismos ou arranjos regionais … para tomarem as medidas necessárias… para proteger as populações e zonas civis ameaçadas de ser atacadas… excluindo totalmente a deslocação de uma força de ocupação estrangeira sob qualquer forma". Cremos que a invasão se seguirá sob qualquer pretexto, com ou sem o aval da ONU;
  5. Rapidamente, o dispositivo militar ocidental, unificado em torno do Pentágono, com o apoio da peonagem francesa e inglesa, corresponde à sua própria iniciativa diplomática no seio da ONU e começa a bombardear a Líbia, gerando mais uma forma de incentivar o ressentimento do mundo islâmico contra os países da UE e contra a suserania norte-americana;
  6. Porém, no Bahrain, a violência do governo sobre manifestantes desarmados, com o apoio de tropas do Conselho de Cooperação do Golfo (filial do Pentágono/Nato) não tornou proscrito o monarca; no Iémen, a intervenção brutal sobre os manifestantes por parte do governo, não atrai a animosidade dos ocidentais; e na Palestina ou em Gaza, particularmente, desenrola-se uma violência quotidiana, atropelos aos mais elementares direitos humanos, sob o olhar distraído da UE e dos EUA. Porquê? Porque no Bahrain está sediado o comando militar dos EUA para a região do Golfo; porque no Iémen, al Saleh é um elemento próximo dos EUA, interessado na estabilidade em torno do Bab el-Mandeb; e Israel é objecto da tolerância infinita dos ocidentais. Será que o CS vai alargar a sua actuação punitiva a estes países, assumindo a defesa das suas populações contra regimes ditatoriais e repressivos?
  7. A PAGAN não aceita intervenções militares entre países soberanos e a ingerência nos assuntos internos de cada Estado, remetendo para os próprios povos a única legitimidade de decidir sobre as suas formas de governo e de gerir conflitos;
  8. A PAGAN recusa aos EUA e aos países da UE, individualmente ou em conjunto, o direito de se arrogarem ao papel de zeladores da “ordem” internacional ou internos em todo o mundo. Sobretudo através de intervenções armadas que provocam mais desordem que paz e desenvolvimento, como se vê no Afeganistão, no Iraque, no Kosovo…
  9. A PAGAN denuncia e recusa todas as atitudes dos governos europeus conducentes ao aumento da animosidade dos países muçulmanos contra as atitudes neocolonialistas dos EUA e da UE;
  10. E incita todas as pessoas e organizações sociais para a necessidade de redução das desigualdades e para o aumento da democracia na bacia do Mediterrâneo.

Fim imediato da intervenção militar ocidental na Líbia!
20 de Março de 2011

PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO

segunda-feira, março 21, 2011

3ª Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque

Sábado, 26 de Março, 15.30h, Lisboa, Associação 25 de Abril

Na tradição do Tribunal Russell sobre a guerra do Vietname, foi constituído em 2003 o Tribunal Mundial sobre o Iraque, TMI (The World Tribunal on Iraq, WTI), com o propósito de investigar os crimes perpetrados contra o povo iraquiano na sequência da invasão e ocupação do país conduzida pelos EUA.

Para tal, o TMI propõe a realização de audiências nacionais que analisem o caso do Iraque sob todos os ângulos possíveis.

Em Portugal, todos os anos, em Março, se tem evocado, através de diferentes actividades, a dramática situação no Iraque e realizaram-se já duas audiências do Tribunal, em 2005 e 2008.

Este ano, para além de iniciativas que decorreram nos dias 12 e 13 de Março, na Biblioteca Orlando Ribeiro, vamos realizar a 3ª audiência portuguesa. Esta audiência, presidida pelo dr. Eduardo Maia Costa, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, é dedicada à avaliação da presente situação das mulheres e das crianças iraquianas e baseia-se no depoimento a prestar por uma mulher iraquiana, Haifa Zangana, membro da organização Women Solidarity for Independent and Unified Iraq.

Contando com a sua disponibilidade, agradecemos a participação e divulgação.

Saudações solidárias.

Pela organização do TMI

Maria Guadalupe Magalhães Portelinha

Assembleia Aberta da PAGAN

Na próxima terça-feira, dia 22, pelas 18h a PAGAN retoma as suas Assembleias Abertas no Ateneu Libertário de Lisboa (R. do Salitre, 139-1º).

Propõe-se como Ordem de Trabalhos:

1. Balanço da participação da PAGAN nos recentes protestos: Manifestação anti-capitalista (05/03); Protesto da Geração à Rasca (12/03) e Manifestação da CGTP (19/03);
2. Informações sobre a reunião do Comité pelo Não Pagamento da Dívida;
3. Informações sobre o Arraial promovido pela Associação Abril;
4. Conferências 2011;
5. Participação da PAGAN na concentração frente à embaixada dos EUA promovida pelo CPPC;
6- Outras informações.


Aproveitamos para dar conta da concentração da próxima quarta-feira, dia 23/03:

Não à agressão contra a Líbia!
Concentração frente à Embaixada dos EUA
Avenida dos Estados Unidos da América - Junto a Sete Rios
Lisboa, Portugal
Quarta-feira, 23 de Março · 18:00 - 21:00
Conselho Português para a Paz e Cooperação

http://www.facebook.com/?ref=home#!/event.php?eid=198632576825819

domingo, março 20, 2011

A 8 años de la invasión a Irak, decimos: ¡NO a la guerra de Libia!

DECLARACION DE JUBILEO SUR/AMERICAS

A 8 años de la invasión a Irak, decimos: ¡NO a la guerra de Libia!

El inicio de una nueva guerra es un hecho. Después de una reunión entre el presidente francés, Nicolás Sarkozy, el premier británico, David Cameron, la secretaria de estado estadounidense Hillary Clinton y representantes de países árabes en París, se producían los primeros ataques militares sobre Libia.

Hace 8 años, en un día como hoy: 20 de marzo de 2003, se iniciaban los bombardeos sobre Irak que terminaron con miles de muertos, llamados cínicamente "daños colaterales", y la ocupación económica y militar de ese país. En aquellos años, Bush hablaba de la necesidad de instalar la "democracia" (de los negocios) en Irak. Hoy, Barack Obama habla de lo mismo para Libia. Con los mismos métodos y políticas, se pone una vez más en marcha la ofensiva imperialista.

Obama ya no puede sostener su careta supuestamente progresista. Con su asunción como presidente de Estados Unidos, muchos creían que se abriría una nueva etapa en la geopolítica internacional. Pero esa esperanza se convirtió pronto en frustración. Continuó aplicando la misma estrategia imperialista de resguardo de los intereses políticos, económicos y militares de su país a cualquier costo.
  • La ocupación militar de Afganistán e Irak sigue bajo la misma lógica que el primer día.
  • La base de torturas de Guantánamo sigue funcionando, a pesar que Obama prometió su cierre.
  • Los 5 pesos políticos cubanos continúan en las cárceles del Imperio.
  • La estrategia de ocupación militar y económica de Haití sigue vigente.
  • El avance militarista sobre América Latina y el Caribe se profundiza con la instalación de nuevas bases militares y la puesta en marcha de la IV Flota.
  • La complicidad de Estados Unidos con el Golpe de Estado en Honduras es innegable.
  • El intento de desestabilización de Venezuela, Bolivia y Ecuador continúa.
  • El avance de los Tratados de Libre Comercio, la protección a las inversiones, las condicionalidades comerciales, etc., van de la mano de la militarización.
  • La aplicación de las “leyes antiterroristas” criminalizan día a día a los movimientos sociales.
  • El plan integral de dominación – militarización, libre comercio, endeudamiento- sigue vigente a favor del capital concentrado.

Frente a esta realidad, manifestamos nuestro más enérgico REPUDIO a la actual gira presidencial de Barack Obama por América Latina. Nuestra región es una región de paz, libre de conflictos armados. Rechazamos la guerra contra el pueblo libio. Nos oponemos a la barbarie capitalista que provoca guerras para aumentar las ganancias de la industria armamentista, para quedarse con los recursos naturales: con el agua, el petróleo, los minerales. Que destruye ciudades para lucrar con su reconstrucción. Que bombardea poblaciones enteras sin importarle la vida de ancianos, mujeres, niños y niñas.

Rechazamos la presencia de Obama en Brasil, Chile y El Salvador. Rechazamos la presencia imperialista en nuestro territorio que viene a anunciar sus planes de dominación, guerra y saqueo. Viene a promover el avance del libre comercio, del endeudamiento para que los pueblos paguemos la crisis que ellos mismos generaron, para profundizar el negocio del "capitalismo verde", de las falsas soluciones al Cambio Climático, en el cual Estados Unidos tiene la mayor cuota de responsabilidad, por ser uno de los países que más contamina.

Vienen por todo, como siempre vinieron. Pero encontrarán, como siempre encontraron, la resistencia y la lucha de los pueblos del Sur en defensa de su soberanía, recursos y vida.

¡NO a la guerra de LIBIA! ¡Fuera Obama de América Latina!

Jubileo Sur/Américas
20 de marzo de 2011.


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JUBILEO SUR/AMERICAS
jubileosur@gmail.com
www.jubileosuramericas.org

terça-feira, janeiro 04, 2011

Reunião aberta da Plataforma Anti-guerra Anti-NATO (PAGAN)

No dia 8, sábado, a PAGAN realiza uma Reunião Aberta no Ateneu Libertário de Lisboa, Rua do Salitre, 139-1º. O encontro inicia-se às 10h com a proposta de discussão dos seguintes temas:
  1. Apreciação do convite do Comité de Solidariedade com a Palestina para a construção de uma rede de organizações;
  2. Militarismo e anti-militarismo;
  3. Violência e não-violência;
  4. Formas de organização interna.
Continuação de um BOM ANO NOVO!

Pela PAGAN

quinta-feira, dezembro 30, 2010

PAGAN: comentário ao comunicado da AIT-SP

O comunicado da AIT-SP/Núcleo de Lisboa é essencialmente correcto mas, o último parágrafo merece alguma reflexão.

A PAGAN, embora não legalizada de acordo com as regras do Estado português é, e sempre teve subjacente que é um colectivo com uma actuação dentro dos parâmetros das leis daquele Estado. E, nesse sentido, é um colectivo aberto à participação de toda a gente desde que contra a guerra, a NATO e que aceite uma actuação através de actos não-violentos.

Nesse contexto, há uma diversidade grande de concepções sobre o Estado, o poder, o capitalismo, o sindicalismo, etc. mas, a dissecação e o debate nesses domínios não cabe nos propósitos da PAGAN.

Como muito bem refere a AIT-Secção Portuguesa/Núcleo de Lisboa houve demasiada gente, mesmo para além do aparelho do Estado português, interessada na criminalização da PAGAN.

Mesmo com uma dimensão reduzida e sem recursos financeiros a PAGAN incomodou interesses instalados, ao apontar ao coração do militarismo mundial. Talvez, porque nunca se restringiu a uma visão provinciana ou nacionalista das questões da guerra e da NATO.

A PAGAN comprometeu-se, desde muito cedo e publicamente, com eventos – contra-cimeira e desobediência civil – ou participação em eventos convocados por outrém – caso da manifestação que veio a ser privatizada pelo PCP. Para esses eventos, a PAGAN desenvolveu contactos com uma vasta rede de activistas e organizações europeias e eram esperadas algumas centenas de pessoas vindas de fora, todas desejosas de se manifestarem das diversas formas contra a NATO.

A leitura, que em dada ocasião foi feita perante a campanha de criminalização e das convocatórias feitas para reuniões com a polícia (que foram efectuadas) é que estava por um fio a realização dos eventos cuja organização era protagonizada pela PAGAN ou por activistas próximos.

Nesse contexto e, em resposta a sucessivas perguntas dos jornalistas sobre a violência, os black block e quejandos, havia duas hipóteses:
  • Manter uma atitude de não resposta clara e inequívoca às questões colocadas, que dariam argumentos favoráveis a quem pretendesse banir a PAGAN do mapa. E aí, colocar-se-iam duas saídas:

    − o governo proibia as realizações da PAGAN;

    − o governo não proibia as realizações da PAGAN.
  • Afirmar o carácter não-violento da actividade da PAGAN, presente no seu acto fundador e demarcar-se de qualquer violência para procurar garantir a realização dos eventos e retirar argumentos à polícia e ao governo para a ilegalização.

Uma actuação política num quadro global pisa um terreno minado pelo poder, exige um cuidado muito grande e uma medida muito calculada dos riscos, sempre falível como qualquer cálculo de probabilidades. Depois dos dados lançados tudo se torna claro e fácil se torna avaliar o que foi feito; o facto consumado é sempre mais fácil de avaliar do que proceder à avaliação ex ante dos acontecimentos possíveis.

Admitamos que o poder tinha proibido os eventos da PAGAN. Consequências?
  • Não havendo Contra-cimeira muitos activistas estrangeiros não teriam vindo a Portugal e, com a prata da casa disponível para debater a NATO e a guerra, apenas se poderia ter feito por aí uma ignorada reunião;
  • Não vindo de fora gente para as acções de desobediência civil, dificilmente o pessoal lusitano teria capacidade (organizativa e numérica) para fazer o que foi feito. Sabe-se até, que o efectuado ficou, mesmo assim, aquém das expectativas dos estrangeiros mais habituados aquelas acções;
  • Na manifestação o PCP e a policia teriam mesmo impedido os "não autorizados" de participar; e a manifestação teria sido conhecida como mais uma procissão do PCP;
  • A PAGAN e as acções onde esteve, com os seus amigos, não teriam ganho no mediatismo, aos burocratas do PCP;
  • O PCP e a sua manifestação teriam sido os únicos em cena contra a NATO e voltariam a reafirmar a sua liderança na contestação em Portugal. Não esqueçamos que o BE se escondeu no meio da manifestação; para que ninguém os visse, já que apoiam um Alegre favorável à NATO;
  • Teria ficado ignorada uma corrente autónoma de gente e de opinião com competências, capacidade organizativa e de protesto contra a guerra e a NATO, fora do bolorento quadro institucional dos partidos; com perspectivas de aumento de actuação em outras áreas;
  • Não teriam ficado evidenciado em Portugal que as acções de desobediência podem revestir a forma de actos mediáticos de protesto e que não são sinónimo de montras partidas ou carros incendiados. E que os partidos políticos não apreciam a palavra desobediência como forma de actuação, não concebendo nada, para além dos cortejos litúrgicos da CGTP, dos gongóricos discursos na AR ou das reuniões na Concertação Social;
As coisas correram, apesar de tudo, bastante bem, de acordo com os objectivos traçados pela PAGAN e por todos os que estiveram envolvidos nos protestos anti-NATO, apesar dos boicotes dos partidos ditos de esquerda.

Nada impediu que quem quisesse organizar actos violentos durante a cimeira da NATO o tivesse feito.

A dicotomia violentos e não-violentos não deve ser colocada. Não há violentos e não-violentos, há actos violentos e não violentos.

A primeira violência em que participamos é a do nascimento e, à medida que crescemos vamos vendo que ela nos rodeia – na escola, no trabalho, na tropa, na prisão, nas discriminações, na miséria, no desemprego, no despedimento… mesmo quando se efectiva, suavemente, por SMS. E, tanta violência disseminada por aí é naturalmente, enquadrada pelo Estado.

Há situações que aconselham a prática exclusiva de actos não-violentos, situações em que a violência é legítima e muitas outras em que se devem compaginar as duas formas de actuação. Por exemplo, na manifestação do dia 20 e perante o aparelho repressivo presente na avenida o que seria aconselhado ao mais "violento" activista? Na situação concreta das antigas colónias portuguesas verificou-se, em dado momento, só haver lugar para a luta armada; foram os nacionalistas que, de repente, passaram de não-violentos a violentos ou as condições objectivas que os decidiram a avançar com a luta armada?

Entre os actos violentos há os legítimos e os ilegítimos. Se os afegãos pegam em armas e as usam contra os invasores da NATO, essa violência é legítima; quando as armas são empunhadas pelas tropas da NATO, trata-se de uma violência ilegítima. E parece ser fácil, para nós, saber de que lado apoiamos

Não é difícil partir a montra de um banco ou queimar um automóvel. Podemos ter a certeza que esses actos, HOJE e AQUI, incentivariam a luta contra o governo, o PEC, o desemprego, o FMI? Há, em Portugal, hoje, receptividade para actos violentos contra o Estado português e os seus patrões? Quando não há receptividade popular esses actos são gratuitos e contraproducentes. E isso, nada altera o carácter violento inerente à existência do Estado.

PAGAN

terça-feira, dezembro 21, 2010

Balanço da semana de acções durante a Cimeira da NATO em Lisboa


Balanço da semana de Acções durante a Cimeira da NATO em Lisboa; reorganização da Plataforma Anti-guerra Anti-NATO e acções futuras

Após a reunião havida em Coimbra a 01/12/2010 e no seguimento da Assembleia da PAGAN de dia 14/12/2010, chegou-se às seguintes conclusões:

Foi realizado o balanço interno da semana de acções durante a Cimeira da NATO em Lisboa tendo sido considerado que se cumpriram os objectivos que a PAGAN inicialmente se tinha proposto desencadear: campanha de sensibilização pública contra a guerra e contra a NATO; realização da Contra Cimeira; acções de desobediência civil de carácter não-violento e participação na manifestação de dia 20 de Novembro.

Na impossibilidade de estarem presentes em todas as acções, os grupos trabalharam de forma autónoma, orientada no sentido de se atingirem os mesmos alvos: a guerra e a NATO, a condenação pública da presença dos senhores da guerra em Lisboa e a chamada de atenção para as consequências do novo conceito estratégico aprovado na Cimeira da NATO em Lisboa.

Desta autonomização de grupos surgiu o Contra A Guerra Age (CAGA), movimento de activistas do Porto e de Lisboa, que se responsabilizou de uma forma exemplar pela auto-organização do acampamento de activistas e pela organização e participação em acções de desobediência civil. Saudamos os Ritmos de Resistência no importante papel de divulgação das acções, e a Clown Army que nelas participaram activamente. Saudamos o Indymedia que informou e divulgou as acções anti-NATO na hora. Saudamos todos os activistas nacionais e estrangeiros que se deslocaram a Lisboa para dizer não à NATO.

Foi decidido que o parecer jurídico sobre a situação dos activistas impedidos de entrar em Portugal aquando da Cimeira da NATO em Lisboa seria enviado para organismos nacionais e internacionais defensores dos direitos humanos.

A PAGAN acusa igualmente a forma anti-democrática e anti-constitucional como desfilaram vários cidadãos activistas nacionais e estrangeiros na manifestação contra a NATO convocada pela Plataforma Paz Sim, NATO Não! no dia 20 de Novembro de 2010, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. É da subversão dos direitos democráticos e da exibição dos poderes armados que brotam a revolta e a violência. Em democracia os activistas não se manifestam escoltados por forças policiais e os cidadãos não são impedidos de circular livremente.

Foi acordada a construção de uma rede de movimentos que se procurará estender aos contactos no estado espanhol e aos activistas de outros países, presentes em Lisboa nas acções de desobediência civil e na Contra-Cimeira.

Na sua essência, a PAGAN continuará a ser uma plataforma de indivíduos, unidos por propósitos anti-militaristas, cujas decisões são tomadas em assembleias abertas, devendo esta plataforma inserir-se numa rede de acção anti-militarista mais alargada, que englobe outras organizações nacionais e estrangeiras, de forma a operacionalizar estratégias, tendo em conta os objectivos partilhados.

Une-nos lutar pela paz.
Somos contra todas as formas de imperialismo e autoritarismo.
Continuaremos a exigir a retirada das forças militares de todos os teatros de operações, a começar pelo Afeganistão.
Queremos que os recursos gastos com a Defesa sejam aplicados em áreas socialmente úteis, como investimento em emprego, agricultura, indústria, saúde, educação e cultura.
Exigimos a retirada de Portugal da NATO.
Somos pela absoluta extinção da NATO.

PAGAN – PLATAFORMA ANTI-GUERRA ANTI-NATO
Dez/2010

Contacto: antinatoportugal@gmail.com

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Campaña contra las bases militares extranjeras

10 de Diciembre
Jornada Continental Contra las Bases Militares Extranjeras


Nosotros, movimientos sociales de América Latina, reunidos en el ámbito de la campaña América Latina una Región de Paz – Fuera Bases, convocamos para el 10 de diciembre a la realización de una jornada continental de lucha contra las bases militares extranjeras en nuestro continente.

Realizaremos actividades en las calles, debates, talleres, exposiciones, actividades culturales, seminarios, como forma de denunciar el creciente intervencionismo militar de los EUA en América Latina. Brindaremos nuestra solidaridad a los pueblos que luchan por defender su soberanía y se oponen a la criminalización de las luchas sociales.

Somos un continente rebelde y de paz, que no se arrodilla ante el imperialismo y sus políticas de guerra. Vamos, desde las calles, hacer de América Latina una región libre de bases militares extranjeras.

Participe
Envíe su acción para americalatinadepaz@gmail.com

quinta-feira, novembro 18, 2010

ATTAC: sobre a Cimeira da NATO

CIMEIRA DA NATO

2010 não era o ano europeu de luta contra a pobreza e a exclusão social?


20 de Novembro de 2010 vai ficar na história do mundo como o dia em que Portugal foi o palco do maior conclave das potências ocidentais para tratarem da segurança dos investimentos financeiros especulativos, do controlo das fontes de matérias primas e rede da sua distribuição, da garantia que nada de novo poderá surgir no mundo que não esteja debaixo do seu controlo. Isso através de meios militares como dissuasão e de meios militares como agressão efectiva onde quer que considerem que o mundo não está em vias de obedecer.

Para tal, a NATO, em tempo de crise sem paralelo, tem um orçamento para despesas operacionais e administrativas de 2 milhões de milhões de euros ou seja 2 biliões de euros.

Portugal despende aproximadamente 2.200 milhões de euros para a pasta da defesa. Uma nação que não tem dinheiro para a saúde, para o ensino e a segurança social, que está a liquidar os serviços públicos e a endividar-se para poder pagar despesas já realizadas, que não está em condições de prevenir adequadamente, assistir em tempo útil e de resolver com o menor prejuízo aceitável os grandes desafios colocados anualmente pelas catástrofes naturais ou provocadas, gasta milhões com tropas no estrangeiro para poder dizer ao mundo que pertence ao círculo das potências predadoras.

Mas o mesmo se passa com essas mesmas potências, donas do mundo, que não conseguiram até hoje impor a taxa Tobin, 0,1% sobre as transacções financeiras, o que daria para acabar com a pobreza.

Independentemente das alegações da NATO, bastariam estes factos para a tornar num inimigo do bem estar dos povos e da democracia.

O chamado novo conceito estratégico a discutir este fim de semana em Lisboa não passa de uma farsa como aquelas a que os EUA, senhores incontestados do comando dos exércitos unidos para a depredação mundial, nos têm habituado até ao crime mais abjecto da mentira para justificar uma guerra brutal como foi o caso do Iraque.

Trata-se de auto-atribuir-se a capacidade jurídica, moral e efectiva de invadir, destruir, ocupar, matar e impor deslocações forçadas de milhões de vítimas das guerras, onde quer que considerem conveniente colocando a ONU no papel humilhante de se arrastar atrás a avalizar o facto consumado.

As novas ameaças a que a NATO se atribui a missão de enfrentar, para justificar uma existência já sem razão de ser desde o fim da guerra fria, são inquestionavelmente do âmbito da sociedade civil: terroristas só as polícias e os serviços de informações é que os apanham. Crimes cibernéticos não se combatem com porta-aviões nem mísseis nem soldados no terreno, combatem-se com técnicos especializados nas polícias. Catástrofes ecológicas pertencem ao âmbito da protecção civil, e a necessidade de recorrer às forças armadas só decorre do desvio dos meios materiais, humanos e financeiros para a guerra e não para a protecção civil.

A ATTAC vem, pois, no seguimento das posições que tem assumido, lamentar que Portugal seja anfitrião do conclave ameaçador sobre todo o mundo, seja a sede onde se vão acertar as contas da segurança dos muito ricos e traçar o destino de mais miséria para os povos do mundo.

A ATTAC apela, pois, à participação dos seus associados, apoiantes e população em geral, na manifestação que terá lugar dia 20 a partir das 15 horas com início no Marquês de Pombal ao longo da Avenida da Liberdade. Será um veemente apelo à PAZ e uma condenação sem reticências das políticas de guerra e de fome no mundo que são, por isso, inimigas da própria democracia.

18 de Novembro de 2010

ATTAC Portugal


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ATTAC Portugal
www.attac.pt
attac@attac.pt
Apartado 27127, 1201-950 Lisboa

quarta-feira, novembro 17, 2010

LISBOA: DESOBEDIÊNCIA CIVIL CONTRA A NATO

Press Release / Convite 17 de Novembro 2010

Treino de Desobediência Civil Não Violenta em Lisboa

Local e hora: Praça do Rossio: Quinta-feira, 18 de Novembro: 16h00

Entre 19 e 21 de Novembro, a NATO vai-se reunir para discutir o seu futuro através da aprovação do seu novo conceito estratégico em Lisboa. Activistas portugueses e de outros locais da Europa estão a preparar-se para acções não violentas contra a cimeira.

As acções de desobediência civil são – tal como a contra-cimeira e a manifestação – parte duma variedade de protestos contra a cimeira da NATO. Uma parte importante dos nossos preparativos são acções de treino, onde os participantes se preparam para para as acções não violentas. Na quinta-feira, 18 de Novembro, iremos mostrar publicamente partes desses treinos de desobediência civil.

"Os participantes treinam técnicas de diminuição de tensão, ou seja, como conseguem lidar com a polícia sem causar um aumento de tensão. Isto é importante, uma vez que o nosso objectivo não é lutar com a polícia, mas resistir e obstruir políticas injustas com os nossos corpos", explica Andreas Speck, da War Resisters International e da rede internacional ICC, em relação ao conceito dos treinos.

Através destas acções, os activistas pretendem realçar que a NATO não é a solução, mas parte do problema. Nas palavras de Benoit Calvi, do grupo belga Bombspotting: "Graças à NATO, países europeus estão envolvidos há já 9 anos numa guerra sem saída no Afeganistão. Graças à NATO, ainda há armas nucleares na Europa, 20 anos depois do fim da Guerra Fria. E graças à NATO, a Europa está a investir num projecto de defesa de mísseis inútil."

Nesta ocasião, vários porta-vozes irão tomar posições nas seguintes questões:

  • Porque é que a cimeira da NATO não tem legitimidade e as acções de desobediência civil têm?

  • Que objectivos queremos atingir com as nossas acções de desobediência civil não violenta, quer simbólica quer praticamente?

  • O que é que entendemos por desobediência civil?


Contactos para a imprensa:

Toni – Contra a Guerra Age (português) - +351 914834956
Andreas Speck – War Resisters International (inglês – alemão) - +351 968504757
Benoit Calvi – Bombspotting (francês – inglês) - +351 968564342
An Maeyens – Bombspotting (holandês – inglês – espanhol) - +32 489 577 851

War Resisters International, Bombspotting e Pagan são membros do ICC No to War – No to NATO

terça-feira, novembro 02, 2010

PAGAN: primeiro comunicado para a imprensa do Movimento Internacional da Paz

Na próxima Cimeira da NATO em Lisboa, de 19 a 21 de Novembro, será definida a nova estratégia da NATO.

Paralelamente, o movimento internacional da paz diz “Não à guerra – Não à NATO”.

O Comité Coordenador Internacional No to War – No to NATO (www.no-to-nato.org), que colaborou na preparação dos protestos em Estrasburgo, integra membros de 11 Estados e representa uma rede com mais de 650 organizações, apela aos protestos contra a NATO em Lisboa, de 19 a 21 de Novembro.

Na tradição de Estrasburgo, estão a ser preparadas as seguintes acções:

  • uma Contra-Cimeira internacional (de 19 a 21 de Novembro): oradores de 15 países irão debater sobre formas de alcançar a paz mundial, o desarmamento e o fim da NATO.

  • uma manifestação internacional (20 de Novembro): pessoas de todo o mundo irão encher as ruas numa manifestação não-violenta.

  • Desobediência Civil por grupos internacionais e portugueses: vários grupos de Desobediência Civil irão opor-se, de forma não-violenta, à Cimeira da NATO.

  • um ponto de encontro internacional – a "Praça da Paz" – no coração de Lisboa dará espaço aos activistas e organizações para acções criativas e coloridas.

  • um debate público entre deputados e activistas da paz (20 de Novembro) no centro de Lisboa.

  • a transmissão em directo, pela internet, de todos os eventos dará às pessoas em casa a oportunidade de seguirem as nossas iniciativas e de participarem nas acções.

Todas as nossas acções serão não-violentas!

Apelamos à polícia e às autoridades para renunciarem ao uso da violência contra os nossos protestos. As experiências em Estrasburgo e Heiligendamm revelaram a brutalidade e impiedade das alegadas "forças de segurança". As acções do CCI são apenas acções não-violentas.

Informação em primeira mão será comunicada pelo movimento internacional da paz:

  • Conferência de Imprensa na quinta-feira, 18 de Novembro, às 11:00, local: Ateneu Libertário de Lisboa, R. do Salitre, 139-1º

  • Comunicados para a Imprensa através do chat serão feitos, em directo, pela internet, mo site www.no-to-nato.org

  • Quinta-feira, 18 de Novembro, das 14 às 14:30

  • Sexta-feira, 19 de Novembro, das 10 às 10:30

  • Sábado, 20 de Novembro, das 11 às 11:30

  • Sábado, 20 de Novembro, das 18 às 18:30

Porque enfrentamos a NATO:

  • As armas nucleares da NATO ameaçam a sobrevivência do planeta. Exigimos um mundo livre de armas nucleares.

  • O escudo de defesa anti-míssil da NATO encoraja um primeiro ataque nuclear. Exigimos uma convenção sobre armas nucleares.

  • As relações da NATO e U.E. instituirão duas alianças militares na Europa. Exigimos uma Europa que apenas se envolva na resolução civil de conflitos.

  • A NATO gasta milhares de milhões em morte e destruição. Exigimos a utilização deste dinheiro em questões sociais.

  • A NATO traz terror e sofrimento ao povo do Afeganistão. Exigimos a retirada de todas as tropas estrangeiras do Afeganistão.

Contactos

Para toda a informação à imprensa, por favor contacte:

Reiner Braun, Tel. 0049- 172-231 7475, Email: hr.braun@gmx.net

Arielle Denis, Tel. 0033- 687148933, Email: arielle.denis@mvtpaix

Gabinete de Imprensa (a funcionar a partir de Sexta-feira, às 10:00): Escola Secundária de Camões, Lisboa

Ana Silva: Tel. 00351-916476882, Email: antinatoportugal@gmail.com

Para informações sobre Desobediência Civil contacte: andreas@wri-irg.org

Para informações sobre a Contra-Cimeira e todos os restantes eventos contacte: kongress@ialana.de

sábado, outubro 09, 2010

Solidariedade com os activistas pela Paz norte-americanos

9 de octubre del 2010

Estimado compañer@ activista de la solidaridad internacional,

Estamos pidiendo a nuestros aliados internacionales que tomen medidas en apoyo a los activistas que han luchado por la paz y por los derechos humanos quienes ahora se encuentran bajo ataque ocasionado por su trabajo en contra de la ocupación estadounidense y la intervención militar en el extranjero.

El día 24 de septiembre del 2010, el FBI sometió a una docena de activistas en contra la guerra y activistas trabajando en solidaridad con las luchas en Palestina y Colombia a registros y redadas en sus hogares en Illinois, Minnesota y Michigan. Activistas en California, Wisconsin y en Carolina del Norte también fueron acosados.

A los activistas en Illinois, Minnesota y Michigan se les entregó un citatorio judicial por el Gran Jurado. Ellos se han negado a declarar, una decisión audaz la cual podría ocasionarles servir un plazo en la cárcel. El proceso del Gran Jurado ilegitimo, el cual se inicio el 5 de octubre, se debe detener. Las redadas y el proceso del Gran Jurado constituye un abuso de autoridad por el FBI, claramente diseñado a crear un ambiente de temor entre las personas que se atreven a luchar por la paz y justicia. Debemos ser vigilantes en la defensa de estos activistas y su derecho a continuar el trabajo importante de solidaridad internacional sin ser acosados.

Esto es una intensificación de acoso a diario y de la guerra cultural en contra de las comunidades de inmigrantes árabes y musulmanes en los Estados Unidos. Es la continuación de la represión de disidencia realizada desde hace mucho tiempo en los Estados Unidos desde el marcatismo hasta el ataque brutal a los movimientos populares por COINTELPRO, y, más reciente, a los activistas para la justicia del medio ambiente. También forma parte de la ola creciente del odio derechista, el cual ha sido legislado por medio de políticas estatales y federales que convierten policías a cazadores de inmigrantes por recompensa.

Estamos pidiendo a nuestros colegas, activistas en contra la guerra, en contra del racismo, por los derechos humanos, en apoyo a Palestina, otros activistas de solidaridad internacional y organizadores de base, que tomen medidas en solidaridad con las personas quienes han sido atacados por la represión política. Les pedimos que se paren firme con nosotros ahora para defender públicamente los derechos de todos los activistas y comunidades en los Estados Unidos las cuales expresan disidencia en contra las políticas estadounidenses y los cuales trabajan para realizar la paz, los derechos humanos y la justicia global dentro y fuera de las fronteras estadounidenses.

POR FAVOR COMUNÍQUESE CON SU EMBAJADA ESTADOUNIDENSE COLOCADA EN SU CIUDAD O PAÍS.

Díganles que el gobierno estadounidense se debe responsabilizar por esta represión y que usted se une a los activistas de los Estados Unidos a condenar la guerra y ocupación realizadas por los Estados Unidos, incluyendo su apoyo a la ocupación Israelí de Palestina y la intervención estadounidense en Colombia.

Abajo encontrará un borrador para fax o para un correo electrónico, también puede ser útil para temas de conversación si le llama a la Embajada de los EE.UU.

Este es el sitio web para encontrar información sobre las Embajadas Estadounidenses Internacionales: http://www.usembassy.gov/.

SI VIVE EN LOS ESTADOS UNIDOS, llame al Procurador General de los EE.UU. Eric Holder al 202-353-1555 o mande un correo electrónico a: AskDOJ@usdoj.gov.

Por favor enviar sus cartas de 10/11 de octubre y "CCO" o enviar una copia separada para stoptheraids@ymail.com.

Aquí tiene otro sitio web con declaraciones e informes con más detalles sobre las redadas y las llamadas a acción: http://www.antiwarcommittee.org/?q=node/533.

En las semanas entrantes, nos comunicaremos con usted nuevamente para pedirle que demuestre su solidaridad a medida que los activistas enfrentan a los juicios por el Gran Jurado.

Gracias por su atención a este asunto urgente.

En solidaridad y en lucha conjunta,

* Center for Constitutional Rights, El Centro por Derechos Constitucionales
* Grassroots Global Justice Alliance, La Alianza Popular para la Justicia Global
* International Jewish Anti-Zionist Network, La Red Internacional Judía y Antisionista
* Malcolm X Grassroots Movement, Movimiento Popular Malcom X
* United States Palestinian Community Network, La Red Estadounidense de la Comunidad Palestina

Borrador para el correo electrónico o fax:

Como activistas y organizadores internacionales en contra la guerra y a favor de la solidaridad internacional denunciamos las redadas del gobierno estadounidense realizadas en varias ciudades en los Estados Unidos el viernes 24 de septiembre, en contra de los activistas basados en los Estados Unidos que trabajan a favor de la solidaridad Palestina, en contra la guerra, y solidaridad internacional. Denunciamos las redadas realizadas cotidianamente en contra de los inmigrantes y la represión de los árabes y musulmanes quienes luchan por los derechos de sus familias y comunidades.

Estamos indignados por la denegación de los derechos humanos y civiles de los activistas quienes hablan sobre la justicia y la paz para nuestro mundo. Nos comprometemos con nuestros esfuerzos de solidaridad para luchar por la humanidad de todos los pueblos y en contra del papel del gobierno de los EE.UU. en la represión política domestica, la guerra internacional, la ocupación y la intervención.

Exigimos al gobierno de los EE.UU. que:

  • Responsabilice al FBI y todas las agencias de inteligencia y policíacas para detener la represión en contra de los activistas que luchan para la solidaridad internacional y en contra la guerra.

  • Inmediatamente regresar todas las pertenencias tomadas de los hogares de los activistas como las computadoras, teléfonos celulares, documentos, archivos, etc.

  • Terminen con las diligencias ilegitimas por el Gran Jurado diseñadas a intimidar y señalar
    a los activistas como criminales.


Los activistas bajo el ataque están involucrados con varios grupos, incluyendo:

* The Twin Cities Anti-War Committee – El Comité en Contra la Guerra de las Ciudades Gemelas
* The Palestine Solidarity Group – El Grupo para la Solidaridad Palestina
* The Colombia Action Network – La Red de Acción Colombiana
* Students for a Democratic Society – Estudiantes a favor de una Sociedad Democrática
* Freedom Road Socialist Organization – Organización Socialista Camino hacia la Libertad

Afeganistão: 9 anos de guerra



Já dura há 9 anos a guerra que o Pentágono e a Nato programaram para o Afeganistão, ainda antes do 11 de Setembro de 2001.

São 9 anos de destruição. Anos em que a área abrangida não tem parado de se alargar, do Afeganistão para o Paquistão e, mais recentemente, com réplicas no Quirguistão e no Tajiquistão.

São 9 anos com deslocações em massa de populações pobres, de vítimas colaterais dos bombardeamentos da NATO, com aviões tripulados e outros "inteligentes" dirigidos a partir de consolas instaladas nos EUA.

São 9 anos de engrandecimento do negócio do ópio, a favor dos senhores da guerra e do alastramento da toxicodependência a 800000 afegãos.

São 9 anos de esforços de controlo pelos EUA das vias de transporte de petróleo e gás e que se revelam como um fracasso militar e estratégico.

São 9 anos de gastos brutais com a guerra, com os contratos para a produção de armamentos e com empresas de serviços militares. Gastos tanto mais condenáveis quando se oneram os povos com desemprego, cortes salariais, degradação dos cuidados de saúde.

Portugal participa nessa guerra e, a despeito do empobrecimento colectivo a que se assiste, o governo desencadeou uma verdadeira orgia de compras de armamento (submarinos, carros de combate e anti-motim, aviões); sem olhar ao deficit público ou ao crescimento da dívida.

Retirada imediata de tropas estrangeiras do Afeganistão!

Extinção da NATO!

Cancelamento por Portugal de todas as compras de equipamentos militares!


PLATAFORMA ANTI-GUERRA ANTI-NATO

http://antinatoportugal.wordpress.com/

terça-feira, agosto 24, 2010

Llamamiento y mandato de las mujeres y los pueblos de las Américas

Declaración Final

La resistencia de las mujeres y los pueblos posibilitará que la madre tierra y la vida humana se preserven por siempre.

Colombia se vistió de rostros de mujer, rostros de niñas y niños, de rostros de hombres; los rostros de los pueblos, quienes llenas y llenos de esperanzas, sueños, experiencias, luchas y resistencias, participamos llegadas y llegados desde la Argentina, Paraguay, Brasil, Perú, Ecuador, Venezuela, el Salvador, Honduras, Haití, Guatemala, Cuba, México, Estados Unidos, Canadá, España, Francia, Italia, Bélgica, Alemania; como también desde los rincones de Colombia sus departamentos y regiones de Nariño, Cauca, Valle, Huila, Chocó, Antioquia, Tolima, Cundinamarca, Bogotá, Magdalena medio, Bolívar, Santander, Norte de Santander, Arauca, Atlántico; para participar decida y alegremente en el Encuentro Internacional de Mujeres y Pueblos de las Américas contra la Militarización desde 16 al 23 de agosto.

Este encuentro ve hoy más que nunca cómo la amenaza de guerra mundial resuena y se impone ya en distintas geografías y la humanidad está en la encrucijada de su sobrevivencia y la de otras formas de vida aún existentes. Este encuentro se realiza en un momento en el que el imperialismo norteamericano está diseñando y ejecutando estrategias agresivas de recolonización para reposicionarse y tratar de recuperar la gran crisis de su sistema capitalista. El despojo de las riquezas de los pueblos y la violación a los derechos humanos de mano de la militarización son el camino que han definido, utilizando para ello los medios de comunicación masiva como el amarre ideológico y cultural.

Colombia es un extenso territorio con riquezas minerales, petróleo, fuentes de energía, agua, biodiversidad, flora, fauna, saber tradicional y ancestral de los pueblos indígenas, negros y campesinos; hoy muy codiciados y explotados por las empresas transnacionales que solo se interesan en sus vergonzosas e inhumanas ganancias, para lo cual alientan y fortalecen estos procesos de militarización, guerra, desarraigo, despojo y muerte dañinos a los pueblos y sus territorios; esta lógica dominante extendida y aplicada en toda nuestra América.

El país está conformado por una gran diversidad de pueblos indígenas, afrodescendientes, mestizos, comunidades campesinas y poblaciones urbanas cansadas de la guerra y la violencia que afecta al país desde hace más de 50 años y que ha causado cuatro millones y medio de desplazadas y desplazados y miles de personas asesinadas, desaparecidas y encarceladas. Estas comunidades y pueblos resisten de manera valiente y creativa, a través de procesos de soberanía de cuerpos, territorios y alimentos; afirmándose en sus propias y diversas identidades organizativas, culturales, espirituales y de cosmovisión; proponiendo como eje la unidad y la búsqueda e implementación de la vida digna, la autonomía, autodeterminación y soberanía.

Las mujeres, protagonistas de estos procesos, han sido y siguen siendo la fortaleza de sus pueblos a pesar de seguir recibiendo el impacto directo de la violencia, la pobreza, la exclusión y la discriminación, que en el caso de los conflictos sociales, políticos, económicos y armados significa explotación, miseria, violaciones sexuales, violación a su libertad sexual, y a otros derechos humanos básicos, implementando también el desarraigo, la persecución y la muerte.

El encuentro posibilitó que se organizaran misiones humanitarias de solidaridad hacia distintas regiones del país, que han permitido el intercambio de experiencias, vivencias y reflexiones entre las personas participantes, las mujeres, los pueblos, las comunidades rurales y urbanas colombianas. En estas visitas se pudo no sólo entender la realidad concreta sino darle rostro y nombres a quienes han enfrentado el proyecto de la militarización y la resistencia en sus territorios y vidas cotidianas, también los intereses económicos y geoestratégicos que se defienden. Esta oportunidad permite a la comunidad internacional continuar denunciando la terrible violación a los derechos humanos, que en Colombia adquiere niveles de perversión en prácticas como los falsos positivos, que son vinculaciones de personas inocentes con elementos que justifiquen el asesinato, y encarcelamiento, la desaparición forzada, y desplazamiento con lo que se demuestra que en este país no se está viviendo el postconflicto, como hoy lo asegura el gobierno.

Durante dos días se intercambiaron las experiencias de resistencia de las mujeres y de los pueblos de Colombia y el continente; se denunció el impacto de la militarización; se reafirmó la convicción de que estamos cansadas y cansados de la opresión, la explotación y la cultura de la muerte del capitalismo patriarcal y racista.

Desde este encuentro, en el ánimo colectivo de justicia, respeto y solidaridad continental hablamos al mundo para reiterar nuestro compromiso como mujeres y pueblos contra la militarización, y nos posicionamos para:

Luchar por justicia hacia las mujeres y que se pare la violencia, la intimidación, el control y la utilización de las mujeres como botín de guerra.

Rechazar con energía la estrategia imperialista de los Estados Unidos para militarizar las vidas, territorios y deseos que busca controlar las riquezas de los países y las consciencias. Decimos Fuera Bases militares yanquis de América Latina y del Caribe.

Rechazar la presencia de bases norteamericanas en nuestros países y territorios exigiendo su retiro inmediato.

Luchar contra la injerencia de ejércitos de ocupación como la MINUSTAH en Haití.

Luchar por el cierre de las bases militares en toda nuestra Abya Yala, contra los megaproyectos de energía, explotación petrolera, minera, la privatización del agua, y el despojo de territorios que favorecen hoy a las grandes empresas trasnacionales.

Rechazar la amenaza inminente intervención militar en Costa Rica con más de 7000 efectivos militares y 46 buques de guerra de los Estados Unidos.

Rechazamos los intentos de desestabilizar el gobierno legítimo y las provocaciones reiteradas contra el pueblo de la república Bolivariana de Venezuela.

Reiterar nuestra solidaridad con la resistencia nacional de Honduras, aglutinada en el FNRP, quienes enfilan su política y acción hacia el proyecto de refundación nacional, y en lo inmediato a una convocatoria de Asamblea Nacional Constituyente Popular y Democrática por ello llamamos también a los gobiernos estados y pueblos del mundo a no reconocer el régimen de Porfirio Lobo, quien es el continuador del golpe de estado y de las políticas de violación a los derechos humanos contra el pueblo hondureño que se mantiene en lucha.

Repudiar la criminalización de la lucha de los pueblos que significa muerte y represión contra mujeres y hombres y sus procesos organizativos.

Rechazar la política antiinmigrante que hoy se impone en los estados unidos fortaleciendo la lucha contra el muro.

Rechazar el nombramiento de Álvaro Uribe Vélez para la comisión de investigación por el crimen cometido con las brigadas de solidaridad con el pueblo palestino por el gobierno israelí.

Continuar en la lucha por la liberación de los cinco hermanos cubanos hoy presos injustamente en cárceles de los Estados Unidos.

Respaldar a la acción en la republica del Congo de la Marcha Mundial de Mujeres para el 17de octubre.

Acogemos el 10 de diciembre como el día de lucha continental contra las bases militares extranjeras.

Acogemos lo mandatado por la asamblea de los movimientos sociales en el IV Foro Social de las Américas realizado en Paraguay. Igualmente lo mandatado en el I y II encuentros hemisféricos contra la militarización Chiapas y Honduras.

Nos comprometemos a dinamizar e impulsar el IV Encuentro continental hemisférico contra la militarización.

Nos vinculamos a la campaña contra la militarización que se articula continentalmente.

Para el caso colombiano llamamos y proponemos al continente ya al mundo:

Mantener firme la propuesta de solución política y negociada al conflicto social y armado interno que tiene Colombia.

Fortalecer y reconstruir los movimientos sociales como sujetos políticos fundamentales para la paz

Impulsar dinamizar y apoyar la corte mujeres y de pueblos desde lo local, regional nacional e internacional en la recuperación de la memoria por la verdad, la justicia, la reparación y la no repetición.

Incentivar la unidad, el fortalecimiento de la concientización, la organización, la comunicación alternativa y la movilización como elementos importantes de autonomía lucha y resistencia.

Participar y acompañar la realización del congreso de los pueblos convocado desde la minga nacional de resistencia social y comunitaria para los días 8 a12 de octubre del 2010.

Hoy reafirmamos nuestro compromiso por la vida digna, la defensa de nuestros territorios, la soberanía, autonomía, autodeterminación, cultura y ancestralidad como movimientos sociales entendiendo que la lucha contra la militarización y las bases militares es un pilar fundamental para la paz.

Mi cuerpo es mi casa

Mi casa es mi territorio

Mi territorio es mi patria

Mi patria es mi continente.

Colombia Barrancabermeja 23 de agosto de 2010.

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Campaña América Latina una Región de Paz - Fuera Bases Militares Extranjeras.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Ato em SP contra a Militarização na Colômbia

Entidades fazem ato em SP contra a Militarização na Colômbia
23 de agosto de 2010


Da Página do MST

O MST, ao lado de centrais sindicais, movimentos populares e entidades da classe trabalhadora fazem um ato em frente ao Consulado da Colômbia em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, contra as perseguições, violência e assassinatos de membros de organizações sociais no país vizinho.

Participam também da manifestação a CUT, CTB, Marcha Mundial das Mulheres, UNE, Cebrapaz e Assembléia Popular, entre outras entidades.

As entidades brasileiras protocolaram uma carta, endereçada ao novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. O documento denuncia que "os paramilitares atuam com total impunidade, amparados pela aberta omissão oficial e em conivência com os organismos de segurança do Estado".

Abaixo, leia a carta enviada a Juan Manuel Santos.

Senhor Presidente,

Mais uma vez, temos sidos informados a respeito das perseguições, violência e assassinatos que se exerce contra dirigentes e membros de organizações sociais, camponesas, estudantis e sindicais colombianas.

Segundo denúncias dessas entidades, os paramilitares atuam com total impunidade, amparados pela aberta omissão oficial e em conivência com os organismos de segurança do Estado.

Inumeráveis fatos foram denunciados pelos porta-vozes de organizações camponesas, indicando que, nos últimos anos, mais de 500 camponesas e camponeses foram assassinados e que cerca de 30 mil deles foram expulsos violentamente de suas terras.

Informes das organizações sindicais, indicam que nos últimos 23 anos foram assassinados 2.731 sindicalistas. A situação de impunidade continua grave. Há preocupações tanto com o débil trabalho de investigação penal quanto com o de julgamento. Com respeito ao julgamento, os assassinatos cometidos de Janeiro de 1986 a Junho de 2008, reportavam 95% de impunidade. Esta percentagem se manteve e em 30 de Setembro de 2009, era de 95,6%.

As violações ao direito à vida, à liberdade e à integridade dos membros do movimento sindical deixam um panorama desolador de 98,3% de impunidade. A esse respeito, a Comissão de Especialistas, em seu informe de Março de 2009, lamenta que "(...) o número de condenações continue a ser reduzido e que um grande número de investigações ainda esteja em etapa preliminar. Nestas condições, a Comissão pede ao Governo que continue tomando todas as medidas ao seu alcance, para levar adiante e agilizar todas as investigações relacionadas com os atos de violência contra o movimento sindical e expressa a firme esperança de que as medidas recentemente adotadas em relação à nomeação de novos fiscais e juízes permitam diminuir a situação de impunidade e alcançar o esclarecimento dos atos de violência cometidos contra os dirigentes sindicais e os afiliados, assim como a detenção dos responsáveis pelos mesmos."

Sabemos que essa situação é o resultado de mais de 50 anos de conflitos armados, nos quais já morreram mais de 40 mil pessoas. São décadas de cooperação militar com os Estados Unidos. Com o pretexto de auxiliar no combate ao narcotráfico, centenas de tropas militares estadunidenses desembarcam cotidianamente no país, aumentando a situação de violência a qual a população colombiana é submetida, e ocultando os interesses econômicos por trás do conflito na Colômbia: a manutenção do controle dos recursos naturais, do território e do povo, além de desestabilizar os processos políticos de mudança no continente. Querem transformar a Colômbia em um Israel da América latina

O impacto de toda essa violência atinge de forma diferente homens e mulheres. São as mulheres que sofrem na pele os efeitos da militarização da sociedade, tendo suas vidas e seus corpos transformados em moeda de troca e troféus de guerra. São elas que enfrentam cotidianamente a violência e arbitrariedade das tropas, milícias e agentes do Estado nas ruas e em suas casas, principalmente as que se levantam contra essas injustiças.

A América Latina é uma região de paz; suas diferenças internas devem ser resolvidas na base do diálogo entre seus membros. As tensões existentes na região são, em sua maioria, frutos de conflitos externos a ela. A presença de bases militares em nossa região representa uma grave ameaça à paz e à soberania dos países do continente.

Nós, organizações brasileiras enviamos nossos representantes para diversas atividades de apoio ao povo colombiano e estamos nas ruas de São Paulo e de várias partes do mundo em solidariedade às 2500 mulheres e homens que realizam neste dia 23 de Agosto, na Colômbia, uma ação contra a militarização e a presença de bases militares estrangeiras na América Latina.

Respaldamos as justas demandas das entidades colombianas e nos dirigimos ao seu governo para insistir que se busque reparar todas as violações à vida, à liberdade e à integridade de dirigentes e membros das organizações sociais colombiana.

À espera de uma resposta eficaz de sua parte, subscrevemos-nos.

São Paulo, 23 de Agosto de 2010.

Que se calem as armas para que falem as mulheres e os povos!
Mulheres livres! Povos soberanos!

Campanha América Latina de Paz – fora bases militares estrangeiras:
Marcha Mundial das Mulheres,
MST,
Cebrapaz,
Rebrip,
CUT,
MAB,
UNE,
Via Campesina Brasil,
Jubileu Sul Brasil,
Grito dos Excluídos,
Assembléia Popular,
UBES,
UBM,
UNEGRO,
UJS,
Conam,
CTB,
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos,
Consulta Popular,
ANPG.

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Campaña América Latina una Región de Paz - Fuera Bases Militares Extranjeras.

terça-feira, agosto 17, 2010

Encuentro Internacional de Mujeres y Pueblos de las Américas, 16-23 agosto 2010

Encuentro Internacional de Mujeres y Pueblos de las Américas contra la Militarización
Ya es un hecho político de grande importancia.


El contexto de profunda militarización vivido en Colombia se ha manifestado en hechos recientes como la explosión de una bomba en Bogota en esta semana; y el conflicto con el gobierno de Venezuela, aunque ya se restablecieran las relaciones diplomáticas, sigue siendo un reto para el país. Esta situación nos alerta y nos desafía a seguir en lucha. Frente a eso nos organizamos para denunciar la militarización y la violencia como expresiones de un proyecto de control del territorio de los pueblos y de los cuerpos de las mujeres.

Esto reafirma la necesidad de la realización del Encuentro como una respuesta desde las mujeres y los pueblos frente a la violencia y a la guerra. Necesitamos que se callen las armas para que hablen las mujeres y los pueblos en la defensa de la justicia, la reparación y la paz como medio fundamental para construir la libertad.

En los próximos días cerca de 2500 participantes, mujeres, campesinos, indígenas, jóvenes, negros, sindicalistas, se reunirán en Barrancabermeja donde discutirán una agenda de lucha en común. Entre estos 100 participantes de 18 países que, divididos en 13 misiones humanitarias por todo el territorio colombiano, observarán los efectos de la militarización en la vida de las mujeres. El cierre será una vigilia por la vida cuando, al mismo tiempo en otros sitios de todo el mundo, luchadores sociales harán manifestaciones de solidaridad y compromiso con la misma reivindicación.

Hoy, mas que nunca, estamos comprometidas con la realización del Encuentro y afirmamos la necesidad de la solidaridad internacional con aquellos que luchan en Colombia y en toda Latino América.

¡Mujeres libres, pueblos soberanos!
Movimiento Social de Mujeres contra la Guerra y por la Paz
Marcha Mundial de las Mujeres

sexta-feira, julho 30, 2010

Campaña Fuera Bases Militares Extranjeras

Plenaria Continental de la Campaña Fuera Bases Militares Extranjeras

América libre de bases militares extranjeras

Día 14 de agosto – de 14:00 as 16:45 hs

Foro Social de las Américas, Asunción, Paraguay


Los movimientos sociales reunidos en Porto Alegre, frente a la creciente presencia de fuerzas militares extranjeras en nuestro continente convocaron a la organización de la Campaña América Latina y el Caribe, una región de paz: Fuera las bases militares extranjeras.

Con ese mismo espíritu que nos unificó en las luchas contra el ALCA, nos reunimos hoy, campesinos, estudiantes, trabajadores, mujeres, indígenas en la defensa de la autodeterminación y de la vida, para dar una respuesta popular a la instalación de bases militares extranjeras en nuestras fronteras, a las estrategias para frenar los procesos de cambio con golpes de Estado, con planes de criminalización de los movimientos, con el saqueo de nuestros recursos naturales.

Somos un continente rebelde y de paz, que no se doblegará al imperialismo y su política de guerras que apunta contra la democracia, la soberanía y los procesos de transformación política, económica y social surgidos en la región.

Sabemos que las alternativas de nuestros pueblos se construyen desde abajo, con la unidad en la acción y en un camino de solidaridad permanente. Por esta razón, nuestra plenaria contará con los testimonios de los viven estas luchas, buscará establecer la conexión entre los diversos ejes de esta estrategia militarista y construir alianzas para enfrentarla. Será la oportunidad para compartir los sentidos que inspiran a esa resistencia e impulsar un plan de trabajo con propuestas de articulación y acción desde diferentes territorios de nuestra América.

Convoca:
Campaña continental América Latina, una región de paz: Fuera las bases militares extranjeras
Consejo Mundial por la Paz
Alianza Social Continental
Vía Campesina
Jubileo Sur -Américas,
Marcha Mundial de Mujeres
Convergencia de Movimientos de los Pueblos de las Américas
Grito de los Excluidos
Campaña por la Desmilitarización de las Américas
Organización Continental Latinoamericana y Caribeña de Estudiantes
SERPAJ – América Latina
Encuentro Sindical Nuestra América

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Campaña América Latina una Región de Paz - Fuera Bases Militares Extranjeras.

terça-feira, junho 22, 2010

Pagan: convite Assembleia aberta (noite) dia 25

Encontro da Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato (PAGAN)

Caros Senhores,

No próximo dia 25 de Maio realizar-se-á em Lisboa um encontro com o ICC (International Coordinating Comitee) da War Resisters International, organização na qual a PAGAN se insere. Neste encontro pretende-se discutir a organização da contra-cimeira e de outras formas de acção a desenvolver aquando da Cimeira da NATO em Lisboa no próximo mês de Novembro.

A PAGAN gostaria de contar com a vossa presença nesta Assembleia aberta a todas as organizações que contestam a guerra e os interesses que a representam, no sentido de, colectivamente, trabalhar para a demonstração do nosso repúdio pela NATO e para a construção de uma opinião pública mais informada e consciente.

A Assembleia terá lugar às 21h00 na Rua do Salitre, nº 139, 1º.

Com os melhores cumprimentos,

Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato

http://antinatoportugal.wordpress.com/quem-somos/

antinatoportugal@gmail.com