Direitos
humanos no Sahara Ocidental: uma visão actual e
abrangente
Acompanhámos em Junho e Julho a greve
de fome do preso político saharaui Naâma Asfari, na
cadeia de Kenitra, em Marrocos. Não foi uma acção
isolada, mas antes um apelo ao reconhecimento da
ilegalidade e da violência do regime marroquino contra
o povo saharaui e dos direitos que lhe assistem.
O Presidente da Associação dos
Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauis
(AFAPREDESA), Abdeslam Aomar Lahsen, que estará
uns dias em Lisboa, terá o gosto de partilhar
a sua experiência e dar a
conhecer o que tem sido, e continua hoje a ser a
luta contra as violações dos direitos humanos do povo
saharaui.
Para quem ainda não conhece a
situação de ocupação marroquina do Sahara
Ocidental, desde há mais de 50 anos, é uma
oportunidade para ter um
contacto e um diálogo directos sobre
o combate pela concretização do direito à
autodeterminação, primeiro dos direitos humanos
consagrados nos Pactos Internacionais.
Para quem já conhece, é uma
excelente altura para
aprofundar o que isso significa, na prática, na vida
dos e das saharauis e como isso influencia o seu
presente e as suas visões de futuro.
A conversa terá lugar no dia 9
de Setembro, entre as 18h e as 20h, no CIDAC (Rua Tomás Ribeiro, nº 9, com entrada pela Loja de Comércio
Justo).
Contamos com a vossa presença e
participação!
Representação da Frente POLISARIO em Portugal Associação de Amizade
Portugal-Sahara Ocidental (AAPSO)
EM DEFESA DA TERRA I PA VIDA RECONHECER, REPARAR, DESCOLONIZAR Aos povos de África e da sua diáspora A todos os condenados da terra
O projeto de libertação total e imediata defendido pelos movimentos africanos de libertação não se restringiu à conquista da independência dos seus países e à recuperação da dignidade dos seus povos. Foi também um projeto de reconstrução da vida e da terra. Da mesma forma, as lutas negras contra a escravatura forjaram uma tradição abolicionista que reconhece a terra como fundamento da liberdade e condição da vida. Confrontados com a totalidade da violência colonial, que rompeu a relação ancestral com a terra, os povos originários de África e de Abya Yala conceberam um projeto de libertação fundado numa confluência que recusava separar a libertação dos povos da defesa da natureza.
Hoje, mais de um século volvido da abolição formal da Escravatura transatlântica e meio século das independências africanas, enfrentamos ainda as heranças da ordem escravocrata-colonial e uma crise ecológica sem precedentes. Na continuidade daqueles que vieram antes de nós, recusamos separar a luta contra o racismo, a xenofobia, a afrofobia e todas as formas de opressão, da luta em defesa da Terra e da Vida. Entendemos que essa mesma ordem continua a devastar ecossistemas e a condenar milhões de pessoas à fome e ao deslocamento forçado.
Do Sahel, onde a desertificação ameaça a sobrevivência de comunidades inteiras, à Bacia do Congo, devastada pela exploração madeireira, petrolífera e mineira, pela desflorestação e pelos incêndios florestais, passando pelas costas africanas ameaçadas pelo aquecimento global, pela subida do nível do mar e pela pilhagem dos recursos haliêuticos por frotas industriais estrangeiras, o continente africano continua a suportar um dos mais avultados custos de uma crise que não criou.
O povo do Saara Ocidental, sob ocupação colonial marroquina há 51 anos e impedido de viver livremente na sua própria terra, lembra-nos que, com a cumplicidade das potências imperialistas, o diktat de Berlim continua a reger uma relação colonial com os territórios africanos e os seus recursos. Na Palestina, 78 anos depois da Nakba, um povo continua a enfrentar a expulsão da sua própria terra e o genocídio perpetrado pelo Estado sionista de Israel. Bombardeado pelas forças israelitas, o ventre das terras de Gaza está devastado e contaminado, enquanto os agricultores são impedidos de cultivar as oliveiras de que brota a vida.
Há décadas que os povos e os movimentos africanos em defesa da terra denunciam que África se tornou uma das principais vítimas da crise climática, uma zona-sacrifício das sucessivas crises produzidas pela ordem neocolonial-capitalista. Os relatórios de organizações tais como as Nações Unidas, a Organização Meteorológica Mundial, o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas e o Banco Africano de Desenvolvimento, confirmam esta realidade.
A história lembra-nos que sempre que essa ordem entra em crise, são os povos africanos, as comunidades negras da diáspora e os povos do Sul Global os primeiros a pagar a fatura e os últimos a beneficiar de respostas. Assim aconteceu com a pandemia da COVID-19 com um acesso desigual à vacinação. Assim continua a acontecer perante a emergência climática.
As escolas apressam-se a ensinar-nos que entramos na era do Antropoceno, afirmando que a Humanidade se tornou uma força geológica capaz de alterar as condições de vida na Terra. Recusamos esta leitura. Se a desumanização dos povos africanos, indígenas, negros e Roma é ainda hoje um processo em curso, é no mínimo audaz que nos convoquem agora para integrar uma categoria abstrata de “Humanidade” de modo a repartirem, estrategicamente, responsabilidades. Sim, todos temos o dever de cuidar da Terra, porque nela vivemos, a ela pertencemos e dela depende a nossa existência. Somos todos humanos. Mas não aceitaremos repartir de forma igual uma responsabilidade histórica francamente desigual.
Nós, os condenados da terra, que ainda habitamos o porão do mundo, erguemo-nos a partir de Lisboa, esta metrópole ainda colonial, para que certas verdades sejam ditas e novos pactos de justiça possam ser imaginados e afirmados.
Dizemos que o capitalismo racial, erguido sobre a escravatura transatlântica, a colonização e o imperialismo, continua a reger a ordem mundial. Este sistema tem rostos, nomes e endereços. São Estados, empresas transnacionais, bancos, organismos financeiros internacionais, alianças militares e elites económicas e culturais do Norte Global que exercem ingerência nos nossos países para controlar recursos, condicionar economias e limitar a nossa soberania.
Dizemos que a Escravatura transatlântica foi o mais grave crime cometido contra a humanidade porque, ao escravizar milhões de seres humanos africanos, se escravizou também a terra, os rios, as florestas, os mares e o nosso próprio futuro. Foi esse projeto que inaugurou uma nova escala planetária de relação predatória com a Terra, transformando povos, territórios e ecossistemas em mercadorias ao serviço da pilhagem.
O mundo em que vivemos mantém-se sob esse regime de violência. As grandes potências que ontem dividiram África continuam a disputar o controlo dos seus recursos. Continuam a decidir o destino dos nossos povos através da dívida, dos mercados, das instituições financeiras internacionais, das guerras e de novas formas de ocupação político-económica.
A guerra no Sudão, que vem devastando as condições de vida de milhões de pessoas, é uma das maiores urgências panafricanas dos nossos tempos. Darfur é onde a repetição da violência se faz quotidiana, com populações inteiras condenadas à fome e à falta de água, obrigadas a lutar sem descanso pela sua sobrevivência e dignidade.
No ano em que se assinala o centenário do nascimento de Fidel Castro, saudamos a resistência do revolucionário povo cubano na defesa da sua soberania contra um bloqueio imperialista que insiste em asfixiar a sua terra por todos os meios.
Neste Setembro Vitorioso, saudamos o bravo povo da Guiné-Bissau, que luta para manter vivas as conquistas da luta de libertação. Neste país, txon di tudu luta, um poder militar e ditatorial usurpou a soberania popular, restringindo as liberdades democráticas e atentando contra a dignidade humana.
Recordamos que, em 1804, o bravo povo de Ayiti, ao proclamar a sua liberdade e afirmar o direito de existir soberano e independente de qualquer outra potência do universo, inaugurou uma tradição radical de reparação. É nessa herança revolucionária, negra e panafricanista que inscrevemos a nossa conceção de reparação. Se, para nós, a reparação é uma prática da relação entre os povos e no interior dos próprios povos, recusamos que seja reduzida a questão das restituições patrimoniais ou das compensações financeiras. Entendemo-la como um projeto de poder popular e de abolição de todas as estruturas de opressão herdadas da Escravatura, da colonização e do imperialismo.
Definimos a reparação como um projeto de desordem absoluta que visa a reconstrução dos nossos mundos e a criação de um humano novo. Para nós, reparar é sobretudo garantir as condições concretas e materiais da liberdade a começar pelo trabalho e por salário dignos, pela saúde e pela educação pública, pela justiça e dignidade.
Reconhecer é o primeiro ato desse processo de regeneração. Não pode existir uma nova relação entre os povos enquanto persistir a negação sistemática dos crimes escravocrato-coloniais. Recusamos, contudo, um reconhecimento de conveniência, protocolar e desligado de medidas concretas de transformação.
Em Portugal, a descolonização continua a ser a principal tarefa democrática deixada por cumprir pelo 25 de Abril. Não são os manuais escolares que nos dizem isso. São as vidas negras. São Odair Moniz, Bruno Candé, Cláudia Simões e tantas outras vítimas da violência racista do Estado. São os bairros da periferia de Lisboa onde continuam a vigorar políticas de exceção e de brutalidade policial. São as pessoas negras nascidas em Portugal a quem continua a ser negada a nacionalidade. São as mães negras que enfrentam a violência obstétrica e a retirada dos seus filhos. São todas as vidas negras que sustentam e limpam este país com o seu trabalho, mas que, para o Estado português, nada importam.
Bem sabemos que o reconhecimento, a reparação e a descolonização não se conquistam com apelos comoventes ao bom senso daqueles que continuam a beneficiar da nossa exploração. A história ensina-nos que nenhuma potência dominante abdicou voluntariamente dos seus privilégios apenas porque lhe demonstraram a injustiça que cometia. Quem nos diz é Frantz Fanon, para quem “contra interesses materiais, sentimentos e bom senso nunca são ouvidos”. Com Amílcar Cabral aprendemos que apenas uma arma da teoria, forjada na realidade concreta dos nossos povos, é capaz de abrir caminho às transformações materiais que reivindicamos e à construção de um mundo mais justo e digno.
Conscientes de que cabe à nossa geração cumprir a sua missão histórica nesta luta e de que nenhuma libertação se constrói sem djunta-mô, nós, filhos e filhas da terra, reunidos na III Marxa Cabral em Portugal, a partir de Lisboa,
DECLARAMOS:
Defender a terra é defender o ser humano. Não existem duas lutas nem duas causas. A libertação dos povos e a libertação da Terra fazem parte do mesmo projeto de justiça.
Como proclama a Declaração de Manden (1235), toda a vida é uma vida e nenhuma vida é superior a outra. Por isso, toda a violência exercida contra qualquer forma de vida exige reparação.
Os solos, os rios, os mares, as florestas e as montanhas são também corpos-documento que preservam a memória da violência colonial, da resistência dos povos e da vida que se construiu para lá dessa violência. Proteger a terra é proteger essa memória e garantir o futuro da humanidade.
Voltar às fontes e reafricanizar os espíritos implica também reflorestar as nossas mentes e fincar os pés na terra. A terra pertence aos povos que a habitam e a cultivam.
RECONHECER É
● Romper o silêncio sobre os crimes da Escravatura, da colonização e do neocolonialismo. ● Assumir que as fomes coloniais em Kabuverdi, o trabalho forçado em São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os massacres de Moeda, Batepá ou Pidjiguiti, a pilhagem dos recursos naturais e a destruição ambiental, e em particular, a erosão dos solos, foram crimes do colonialismo português. ● Inscrever o contributo histórico dos povos africanos para a construção de Portugal e da democracia portuguesa. ● Reconhecer institucionalmente o kabuverdianu como uma das línguas de Portugal. ● Aprender também com os povos originários de África, de Abya Yala e de todo o Sul Global, que mesmo perante a continuidade do genocídio, foram e continuam a ser guardiões da vida, aqueles cuja relação com a terra continua a legar à humanidade ideias e soluções concretas para adiar o fim do mundo, como nos conta Ailton Krenak.
REPARAR É ● Garantir as condições materiais da liberdade: direito à habitação digna, trabalho e salários dignos, saúde e educação públicas, a igualdade de direitos, combatendo as condições laborais e de vida que adoecem os nossos corpos e degradam a nossa saúde mental. ● Regularizar todas as pessoas migrantes, dignificar quem trabalha na agricultura, na construção civil e no trabalho doméstico. ● Redistribuir a riqueza, tributar as grandes fortunas e colocar a economia ao serviço da vida e não o seu contrário. ● Restituir à terra todos os restos humanos africanos que permanecem em museus e coleções científicas, em particular os dos 158 indivíduos exumados em Lagos. Enquanto os nossos ancestrais permanecerem reduzidos a objetos de estudo e encerrados nas reservas dos museus, também nós continuaremos presos nos porões do mundo. O seu regresso à terra é um imperativo de justiça e de dignidade.
DESCOLONIZAR É ● Requalificar a Cova da Moura, o Segundo Torrão e todos os territórios historicamente ora abandonados, ora acossados pelo Estado. ● Acabar com as políticas de exceção e a brutalidade policial nas periferias de Lisboa. ● Garantir o direito à nacionalidade a quem nasceu em Portugal. ● Descolonizar os manuais escolares, os museus, os monumentos e as políticas da memória. ● Abolir a Frontex e construir políticas migratórias assentes na hospitalidade e na dignidade humana, reconhecendo que a chamada crise migratória é, em grande medida, consequência das políticas neocoloniais praticadas pelas potências imperialistas em muitos países do Sul Global. ● Combater o patriarcado, o sexismo e a perseguição e criminalização das pessoas queer nas nossas sociedades, afirmando a dignidade de todas as vidas e reconhecendo que as lutas pela libertação devem partir das nossas próprias realidades vivas, sem tutela ou imposição dos centros de poder do Norte Global, dos Estados ou de outras forças opressoras. ● Combater o colonialismo verde e defender o direito dos povos a permanecer nos seus territórios, recusando modelos de conservação que expulsam comunidades e separam a proteção da natureza daqueles que historicamente a habitam e cuidam. ● Recusar que os povos africanos suportem os custos da transição ecológica do Norte Global. ● Devolver a terra às comunidades, protegendo os bens comuns contra todas as formas de privatização e pilhagem. ● Reafirmar o direito inalienável do povo saarauí à autodeterminação e a viver livremente na sua terra. ● Defender o fim do genocídio na Palestina e o direito do povo palestiniano a viver em liberdade na sua terra. ● Defender o fim da guerra no Sudão, a soberania do povo sudanês sobre a sua terra e o direito a decidir livremente o seu futuro, sem tutela militar ou ingerência externa. ● Defender o direito do povo congolês à vida e à soberania sobre os seus recursos naturais e a sua terra, recusando que o seu povos e território continue a ser sacrificado para sustentar o bem-estar do Norte Global.
DECLARAMOS AINDA QUE
A reparação é um dever histórico e uma responsabilidade política dos Estados e instituições implicados na Escravatura e na colonização, bem como dos grandes grupos económicos e famílias cujas fortunas foram construídas sobre essa exploração e cujos privilégios perduram até hoje.
Não aceitaremos que a reparação se faça à custa dos trabalhadores. A sua condução pertence aos povos.
NÃO HAVERÁ JUSTIÇA CLIMÁTICA SEM JUSTIÇA HISTÓRICA ANTIRRACISTA E ANTICOLONIAL A LUTA CONTINUA, EM DEFESA DA TERRA I PA VIDA
Esta é a nossa palavra, afirmámo-la face a todas as forças capitalistas e coloniais do mundo.
Para Portugal, o Mundial de Futebol 2026 não será apenas mais um campeonato: é aquele que antecede o de 2030, no qual o nosso país será co-organizador e anfitrião, com a Espanha e Marrocos.
O que acontecer este ano terá certamente um impacto no que se seguirá. E não só 2030 é já “amanhã”, como a preparação do próximo grande torneio está em marcha.
A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental (AAPSO) lança uma campanha de alerta: “Desvendando os segredos de 2030”. Para cada jogo em que esteja presente uma das três selecções nacionais de Portugal, Espanha e Marrocos haverá uma breve nota sobre os desafios que se nos colocam.
Porque este é um tempo oportuno para nos interrogarmos sobre o que significam estes gigantescos eventos desportivos para a protecção e a promoção dos DIREITOS HUMANOS.
Desde logo, como aceitar uma parceria com um país que é a potência colonial do território não-autónomo do Sahara Ocidental, ocupado pela força há mais de 50 anos? Quando o Artigo 1º de ambos os Pactos Internacionais da ONU sobre os Direitos Civis e Políticos e sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais determina o seguinte: “Todos os povos têm o direito a dispor deles mesmos.
Em virtude deste direito, eles determinam livremente o seu estatuto político e dedicam-se livremente ao seu desenvolvimento económico, social e cultural.”?
O direito à autodeterminação, consagrado pela Assembleia Geral da ONU em Dezembro de 1960 na Resolução 1514 (XV) sobre a “Concessão de Independência aos Países e Povos Coloniais”, foi assim adoptado como a primeira condição para o cumprimento de todos os outros direitos humanos, individuais e colectivos.
Como aceitar uma parceria com um país cujo regime é uma ditadura, que reprime violentamente os seus próprios cidadãos e cidadãs quando tentam exercer pacificamente os seus direitos de liberdade de expressão, de informação, de associação?
Há muito para saber, para compreender e para nos posicionarmos.
Siga a campanha na conta de Instagram e na página de Facebook da AAPSO durante todo o Campeonato de 2026.
Assim assumiremos melhor os desafios de 2030, agora que Portugal vai fazer parte do Conselho de Segurança da ONU nos próximos dois anos. Mais responsabilidade exige melhor preparação e compromisso firme com os Direitos Humanos, sempre e em toda a parte!
Lisboa, 11 de Junho de 2026
AAPSO - Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental
Ainda tendo na memória a inesquecível descida da Avenida da
Liberdade no dia em que se comemorou meio século da Revolução de Abril,
comemoramos agora os seus 52 anos. Que são também os 50 anos da Constituição que Abril
permitiu construir, por via democrática.
Vivemos tempos de grandes retrocessos. No mundo e no país, a
extrema-direita recorre a todos os instrumentos à sua mão para alcançar o
poder. Controlo das plataformas digitais, que espalham ódio e mentiras, e da
comunicação social
tradicional. Subjugação do poder judicial e das instituições
culturais. Violência de Estado contra os cidadãos, estrangulamentos económicos, guerra
e genocídio. Desrespeito pelo Direito Internacional, pela Carta das Nações
Unidas, pelo direito dos povos à autodeterminação. Tudo vale para a acumulação de
riqueza.
Mais do que nunca, temos de ser muitas e muitos a defender a
democracia e a
Constituição de Abril. Do que foi cumprido e do muito que tem
sido ignorado ou atacado, motivando tantas desilusões. A Constituição aprovada
em 2 de Abril de 1976 é a do acesso à escola pública e ao Serviço Nacional de Saúde,
do direito à greve e da proibição do despedimento sem justa causa, do direito à
habitação e do equilíbrio ecológico, da imprensa livre e do direito ao voto universal.
Não desistiremos do texto constitucional e do que ele
representa: um país livre, com democracia que salvaguarda os direitos e as garantias
individuais, nomeadamente a autodeterminação e expressão de género. Com serviços públicos
de qualidade e a distribuição justa dos recursos, um generoso projeto de saúde,
educação, habitação e cultura para todos e todas. Com liberdade para a academia e os
agentes culturais. Um mercado de trabalho em que não vigore a lei da selva, com um
sistema de pensões público, universal e solidário. Um país que receba os
imigrantes no respeito pelos direitos humanos. Um país que não se vergue aos senhores da
guerra.
Juntamo-nos desta vez na cantina do Instituto Superior
Técnico, a 17 de Abril. Juntos e juntas em defesa da Constituição, dos valores de Abril e da
Paz. E também para imaginarmos, em conjunto, um futuro que vá mais além no
sentido da justiça, da igualdade, da fraternidade e da sustentabilidade. Por Abril,
Sempre!
Alexandra Leitão • Alexandre
Abreu • Ana Drago • António Avelãs • António Eduardo Pereira
• António Garcia Pereira • António Valadas da Silva • Arménio Carlos • Carlos
Trindade • Carmo Afonso • Catarina Homem • Cipriano Justo • Cristina Cruz • Daniel Bernardino • Daniel Carapau • Deolinda Machado •
Domingos Lopes • Duran Clemente • Fabian Figueiredo •
Fernando Gomes • Fernando Vicente • Filomena Carocinho • Francisco Naia • Helena
Roseta • Henrique Sousa • Isabel Cotrim • Isabel do Carmo •
Isabel Tadeu • João Afonso • João M Almeida • José Aranda da
Silva • José Feliciano Costa • José Luís Albuquerque • José
Neves • José Tavares • José Vítor Malheiros• Júlia Coutinho • Guadalupe Portelinha • Manuel Carvalho da Silva • Manuela
Silva • Maria do Céu Guerra • Miguel Carvalho • Nuno Ramos de Almeida • Paula
Cabeçadas • Paula Marques • Paulo Pedroso • Pedro Delgado
Alves • Pedro Tadeu • Pedro Pezarat Correia • Pilar del Rio
• Ramiro Soares Rodrigues • Reinhard Naumann • Ricardo
Moreira • Ricardo Paes Mamede • Rita Castel'Branco • Rogério
Moreira • Rui
Godinho • Sandra Monteiro • Sara Goular• Sérgio Baptista • Sérgio Monte •
Teresa Macara • Tiago Gilot • Tiago Mota Saraiva • Ulisses Garrido • Vítor
Sarmento
Contaremos com intervenções
de João Leal Amado, Patrícia Portela e Miguel Carvalho
(vídeo).
Este
ano temos algumas alterações que esperamos ir ao
encontro das expectativas de todos e que são fruto
de sugestões que nos foram fazendo. As principais
são o local e a forma de pagamento — o jantar será
na Cantina do Técnico (IST) e por pré-pagamento —
conseguimos ainda reduzir o preço da refeição para
20 euros e garantir que as crianças até aos 12 anos
não pagam. No formulário de inscrição encontram-se
todos os detalhes.
Entre as/os activistas que subscrevem o apelo à participação na 1ª Conferência Internacional Anti-fascista pela soberania dos Povos figuram militantes marroquinos e saharauis, a saber:
Marrocos:
Fatna Afid, coordenadora adjunta da rede sindical para a migração em Marrocos;
Khadija Ainani, membro do Conselho de Administração da AMDH (Associação Marroquina dos Direitos Humanos);
Mbarek Athmani, presidente da IMDH (Iniciativa Nacional pelo Desenvolvimento Humano);
Hakima Chaoui, vice-presidente do Parti d’Avant-Garde Démocratique Socialiste – PADS (Partido da Vanguarda Democrática Socialista);
Omar Zidi, Membro da direcção executiva da Coalition Marocaine pour la
Justice Climatique – CMJC (Coligação Marroquina pela Justiça Climática).
Sahara Ocidental:
Ahamed Mulay Ali, Representante da Frente POLISARIO no Brasil;
Hammoud Iguilid, CDESA (Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental).
Lista completa aqui: https://www.cadtm.org/Terceira-lista-de-personalidades-signatarias-do-Chamado-internacional-para
Uma oportunidade para dialogarem sobre o processo de descolonização do Sahara Ocidental e o encontrar de uma solução para a autodeterminação do povo saharaui.
El
foro de Porto Alegre espera la asistencia de miles de personas de más
de 70 países para la Primera Conferencia Internacional Antifascista
Más
de 1800 personalidades y activistas, procedentes de los cinco
continentes, han firmado el llamamiento internacional, entre las que se
encuentran Annie Ernaux, Jeremy Corbyn y Ada Colau.
É com muito gosto que partilhamos uma iniciativa do CINALFAMA - um projecto de programação de cinema em Lisboa - chamada Cinema
Invisível.
O primeiro ciclo será dedicado ao cinema saharaui,
com vários filmes produzidos nos campos de refugiados do Sahara Ocidental ou em
colaboração com realizadores sarahauis.
As sessões terão lugar na Fábrica do Braço de Prata (Sala
Visconti), entre as 19h e as 20h ao longo de quatro sessões:
PROGRAMA
18 MAR - 4ª feira – 19h00
Toufa, de Brahim Chagaf (Sahara Ocidental), 2020 - 32’
Little Sahara, de Emilio Martín (Espanha), 2023 - 31’
19 MAR - 5ª feira – 19h00
Searching for Tirfas, de Lafdal Mohamed Salem (Sahara Ocidental), 2020 - 14’
They're Just Fish, de Ana Serna e Paula Iglesias (Espanha e Sahara Ocidental), 2019 - 17’
Running Home, de Michelle-Andrea Girouard (Canadá), 2019 - 30’
Champs-Elysées, de Giussepe Carrieri (Sahara Ocidental), 2023 - 23’
Soukeina, 4400 Days of Night, de Laura Sipán (Espanha), 2017 - 28’
3 Stolen Cameras, de Equipe Media, RåFILM (Sahara Ocidental), 2017 - 17’
A AAPSO terá também uma participação nesta iniciativa
através de
Exposição “Sahara Ocidental a última
colónia de África!”, patente ao público entre 18 e 26 deMarço, no horário de funcionamento da instituição
anfitriã (https://share.google/uRaTyy7naaoh4phE7)
Intervenção de contextualização
sobre o Sahara Ocidental no início do ciclo
Apelamos à vossa presença num eventoque realça a importância da arte cinematográfica
como testemunho da cultura saharaui.
Na próxima segunda-feira, dia 16 de
março, uma sessão pública vai juntar gente de várias áreas
políticas para dizer que é preciso parar a espiral da guerra e
encontrar caminhos para a paz. As agressões ilegais de Trump não podem
ser o novo normal. A sessão é às 21h na Cantina Velha da
Universidade de Lisboa.
Entre os participantes estão Cecília
Honório, José Pacheco Pereira, Joana Seixas, Mariana Vieira da Silva, Nuno
Ramos de Almeida, Frei José Nunes e Francisco Pereira
Coutinho.
5 de Março por Conferência Internacional Antifascista- POA 2026
Evento histórico na região sul do RS marca início de articulação ampla
contra o neofascismo e conecta luta local à agenda internacional.
No último sábado, 28 de fevereiro, a cidade de Pelotas se tornou
palco de um momento significativo na resistência democrática brasileira.
A Pré-Conferência Antifascista reuniu 190 participantes e 30
organizações sociais em uma jornada de debates que se estendeu por todo o
dia, dividida entre os turnos da manhã e da tarde.
Diversidade de Vozes e Eixos de Debate
O evento se caracterizou pela pluralidade de participantes: mais de
50 oradores e oradoras subiram à tribuna para contribuir com análises e
propostas. A organização em mesas temáticas permitiu aprofundamento em
questões que vão desde a formação sociológica e histórica do fascismo
até estratégias práticas de unidade de ação contra o neofascismo
contemporâneo.
Os debates evidenciaram o entendimento dos participantes de que o
neofascismo não se restringe a manifestações autoritárias isoladas, mas
opera como motor do aprofundamento das desigualdades sociais em escala
global. A discussão transcendeu a denúncia, direcionando-se para a
formulação de políticas locais conectadas às iniciativas antifascistas
internacionais, numa estratégia de disputa de consciências ampla e
permanente.
Conquistas e Encaminhamentos
A conferência não se limitou ao debate teórico. Entre os principais encaminhamentos práticos estão:
– Calendário local de lutas: Iniciando pelas mobilizações feministas do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher
– Constituição de Comitê Antifascista Local: Estrutura permanente de articulação e mobilização na região
– Mobilização para a I Conferência Internacional Antifascista pela
Soberania dos Povos: Evento que ocorrerá em Porto Alegre entre os dias
26 e 29 de março, consolidando uma agenda de resistência de alcance
internacional
Contexto e Significado
Realizada em momento de crescente preocupação com a radicalização de
discursos autoritários no Brasil e no mundo, a pré-conferência de
Pelotas demonstra a capacidade de articulação de setores progressistas
na região sul do Rio Grande do Sul. A participação expressiva de
organizações sociais e a diversidade de vozes na tribuna sugerem que a
mobilização antifascista na cidade transcende espectros partidários
tradicionais, unindo-se em torno de valores democráticos fundamentais.
A conexão estabelecida entre a luta local e a conferência
internacional de Porto Alegre posiciona Pelotas como polo articulador da
resistência antifascista no interior gaúcho, num momento em que
movimentos democráticos buscam reorganizar-se frente aos desafios
contemporâneos.
Lançamento do Comité Internacional da Conferência
Antifascista e pela Soberania dos Povos, que será realizada em Porto
Alegre, de 26 a 29 de março de 2026
Sexta-feira, 28 de Novembro, foi instalado o Comité Internacional da
Conferência Antifascista e pela Soberania dos Povos, que ocorrerá de 26 a
29 de março de 2026, em Porto Alegre. A reunião virtual, conduzida pelo
comité brasileiro, a partir da capital gaúcha, teve a participação de
mais de 80 camaradas de diversas partes do mundo – como a do historiador
belga Eric Toussaint, referência do movimento altermundialista e
incentivador direto da conferência – e contou com traduções em francês,
inglês e espanhol.
Os subscritores deste apelo emitem este pedido urgente:
Que o governo da República Portuguesa corte de imediato todas as relações comerciais, militares, políticas, culturais e diplomáticas com o Estado genocida de Israel!
Na metódica, deliberada destruição de Gaza e no extermínio da sua população, o mundo assiste a um genocídio.
Este genocídio é perpetrado por um dos aparelhos de Estado mais fortemente armados do mundo.
Este genocídio já fez mais de 60 mil mortos, muitos milhares deles, crianças.
O ocupante genocida matou, primeiro, pelos tanques e pelas bombas.
O ocupante genocida mata agora, também, pela fome e pela doença organizadas.
Mas não mata só em Gaza. Mata também na Cisjordânia, onde se multiplicam as agressões, os assassinatos, as expropriações por colonos sionistas armados e apoiados pelo exército de ocupação.
O povo palestiniano luta pela sua autodeterminação.
O povo palestiniano luta pelo fim do jugo colonial.
O povo palestiniano luta pelo direito de quem foi expulso ao retorno à sua terra e aos seus bens.
O povo palestiniano luta pela mesma aspiração a ser livre de todos os povos e de cada povo que não é livre.
Nós, abaixo‐assinados, entendemos que nada pode justificar que o Estado português, herdeiro ele próprio do jugo colonial sobre outros povos, mantenha relações com um Estado abertamente genocida e se limite a vagas intenções e declarações diplomáticas de nenhum efeito.
A potência colonial reduziu a Palestina a bantustões dentro de um Estado colonial de apartheid.
Apoiar a luta do povo palestiniano e deter a fúria assassina e genocida exige de todos os governos do mundo uma medida clara:
O governo português e todos os outros governos, dos países da União Europeia e de todo o mundo, devem cortar imediatamente todas as relações comerciais, militares, políticas, diplomáticas e culturais com o Estado genocida de Israel!
As gerações vindouras pedirão contas. Pedirão contas a quem fez. E pedirão contas a quem calou.
Shahd Wadi, escritora e activista luso‐palestiniana; Adriano Zilhão, economista; Mário Tomé, capitão de Abril; Raquel Varela, historiadora; António Garcia Pereira, advogado e professor univesitário; Rui Pereira, professor de jornalismo; José Casimiro, operário; José Santana Henriques, operário; António Chora, sindicalista; Roberto della Santa, cientista social; Maria Orlanda Pinassi, professora; António Amaral, professor; Beatriz Protazio, professora; António Simões do Paço, professor, investigador em História Contemporânea; António Pedro Dores, professor universitário aposentado; João Areosa, Professor; Maria Augusta Tavares, professora; Andrea Oltramari, professora; José António Antunes, médico; Sílvia Jardim, Médica Psiquiatra; Victor Pinto, linguista; João Mota, secretário clínico SNS reformado; Alfredo Soares Ferreira, engenheiro, professor universitário reformado; Rui Costa Santos, professor; Carlos Marques, engenheiro, reformado; António Soares Luz, activista social; Adelino Granja, advogado; Francisco Tomás, activista social, ambiental e cuidadores informais; Maria da Conceição Anjos, professora; Carlos Matias, engenheiro; Manuel Carlos Silva, sociólogo, professor; Manuel Solla, professor, presidente da Comissão Nacional p/a Legalização de Imigrantes (Portugal); Gil Garcia, dirigente do MAS; André Pestana, professor, dirigente do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.); José Manuel Faria de Oliveira, professor reformado; João Candeias, oficial de justiça aposentado, sindicalista; José Almeida Bastos, jurista aposentado; Bruno Penha, dirigente da Esquerda Revolucionária; Malcolm Millais, engenheiro civil; João Pascoal, bancário; Domicília Costa, ex‐deputada à AR; Pedro Vicente, arquitecto; Bento Correia, operário; Ana Charro Garcia, Psicóloga Clínica; Carlos Lourenço, Neves, Jurista; José Almeida Bastos, Jurista (aposentado); António Eduardo de Ascensão Pinto Pereira, activista social; José Calvário, Biólogo Marinho; Maria da Luz Alves Lopes, Técnica Superior de Educação e Mediação Cultural (aposentada); Manuela Marques, Professora aposentada; Jorge Afonso, criador de conteúdos digitais, operário aposentado; João Bargão dos Santos, Oficial General Médico do Exército (Aposentado); Fátima Homem Cristo, professora (aposentada); Jaime Pereira, aposentado, antifascista, anticapitalista e activista pelos direitos cívicos e digitais; José Cardoso Moura, Engenheiro; Guadalupe Magalhães Portelinha, Professora, activista pela Palestina; Jorge Fonseca de Almeida, Economista; Gabriela Mota Vieira, Enfermeira.
Organizações: Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental; Plataforma por um Partido dos Trabalhadores; Esquerda Revolucionária.
Amigxs, les adjuntamos un comunicado de prensa sobre la
Declaración sobre Democracia Radical, Autonomía y
Autodeterminación, que se lanzó hace unos días.
Por favor, ayúdenos a difundir este comunicado de prensa y la
Declaración. Y, ¡IMPORTANTE!: invitamos a los Pueblos Indígenas,
comunidades locales, organizaciones de la sociedad civil,
instituciones e individuos a respaldar esta Declaración.
Encontrará el enlace para la adhesión al final de la Declaración.
12
pessoas civis, desarmadas, que navegavam e agiam ao abrigo do direito
internacional marítimo e humanitário, com o objectivo de quebrar o cerco
ilegal por parte de “I$rah3ll” e levar ajuda humanitária (leite em pó
para bébé, fraldas, próteses, medicamentos...) à população sitiada de
Gaza, foram sequestradas pelas forças do estado sionista, numa óbvia e,
mais uma vez, impune violação do direito internacional por parte do mais
terrorista dos estados.
AÇÃO: ESCREVER UM EMAIL AOS GOVERNOS DOS PAÍSES DAS 12 PESSOAS SEQUESTRADAS
Mr
Dick Schoof, Mr Caspar Veldkamp, Mr Emmanuel Macron, Mr Jean-Noël
Barrot, Mr Friedrich Merz, Mr Johan Wadephul, Mr Luiz Inácio Lula da
Silva, Mr Mauro Vieira, Mr President Pedro Sanchez, Mr José Manuel
Albares Bueno, Mr Recep Tayyip Erdoğan, Mr Hakan Fidan, Mr Ulf
Kristersson, Ms Maria Malmer Stenergard
We
express our strongest outrage following the interception today by
Israeli authorities of the Freedom Flotilla, a vessel carrying
humanitarian aid intended for the civilian population of Gaza, which has
been subjected to a total blockade since March 2, 2025.
On
board the ship were 12 humanitarian workers and peaceful activists
engaged in a strictly civilian and non-violent mission. Among them were
French Member of European Parliament Rima Hassan and Swedish climate
activist Greta Thunberg, both widely recognized for their commitment to
human rights and international justice.
This
interception, carried out outside Israeli territorial waters,
constitutes a blatant violation of international law, including maritime
and humanitarian law. The arrest of the crew members and the
confiscation of aid intended for a population in immediate humanitarian
distress is unacceptable.
We call upon states, the European Union, the United Nations, and the entire international community to:
- Strongly condemn this illegal detention;
- Demand the immediate and unconditional release of all crew members;
-
Urge Israeli authorities to allow immediate and unimpeded entry of
humanitarian aid to Gaza, in full compliance with international law.
It
is the responsibility of all nations committed to human rights to speak
out against these flagrant violations of international law by Israel.
Human solidarity is not a crime.
Free the Freedom Flotilla.
[TRADUÇÃO:
Sr
Dick Schoof, Sr Caspar Veldkamp, Sr Emmanuel Macron, Sr Jean-Noël
Barrot, Sr Friedrich Merz, Sr Johan Wadephul, Sr Luiz Inácio Lula da
Silva, Sr Mauro Vieira, Sr President Pedro Sanchez, Sr José Manuel
Albares Bueno, Sr Recep Tayyip Erdoğan, Sr Hakan Fidan, Sr Ulf
Kristersson, Sra Maria Malmer Stenergard
Manifestamos
a nossa mais viva indignação após a interceção, hoje, pelas autoridades
israelitas, da Flotilha da Liberdade, um navio que transportava ajuda
humanitária destinada à população civil de Gaza, que está sujeita a um
bloqueio total desde 2 de março de 2025.
A
bordo do navio encontravam-se 12 trabalhadores humanitários e
activistas pacíficos empenhados numa missão estritamente civil e não
violenta. Entre eles, encontravam-se a deputada francesa do Parlamento
Europeu, Rima Hassan, e a ativista climática sueca, Greta Thunberg,
ambas amplamente reconhecidas pelo seu empenho na defesa dos direitos
humanos e da justiça internacional.
Esta
interceção, efectuada fora das águas territoriais israelitas, constitui
uma violação flagrante do direito internacional, incluindo o direito
marítimo e humanitário. A detenção dos membros da tripulação e a
confiscação da ajuda destinada a uma população em perigo humanitário
imediato é inaceitável.
Apelamos aos Estados, à União Europeia, às Nações Unidas e a toda a comunidade internacional para que - Condenar firmemente esta detenção ilegal; - Exigir a libertação imediata e incondicional de todos os membros da tripulação; -
Exortar as autoridades israelitas a permitir a entrada imediata e sem
entraves da ajuda humanitária em Gaza, em plena conformidade com o
direito internacional.
É da
responsabilidade de todas as nações empenhadas na defesa dos direitos
humanos pronunciarem-se contra estas violações flagrantes do direito
internacional por parte de Israel.
A solidariedade humana não é um crime.
Libertem a Flotilha da Liberdade.]
POST PARA INSTAGRAM:
🔴 Israel must release the crew of the Freedom Flotilla. Solidarity is not a crime.
[TRADUÇÃO: Israel deve libertar a tripulação da Flotilha da Liberdade. A solidariedade não é um crime.]
POST PARA REDE X: 🔴 Israel must release the crew of the Freedom Flotilla. Solidarity is not a crime. #FreedomFlotilla #FreeMadleen @ministerBZ @minpres @emmanuelmacron @francediplo @jnbarrot @_friedrichmerz @jowadephul @itamaratygovbr @lulaoficial @jmalbares @sanchezcastejon @rterdogan @mfaturkiye @MariaStenergard @SwedishPM
[TRADUÇÃO: Israel deve libertar a tripulação da Flotilha da Liberdade. A solidariedade não é um crime.]
Pedimos
o seu apoio assinando a carta e divulgando este apelo. Cada adesão
fortalece a denúncia e a resistência contra a perseguição e
criminalização das comunidades originárias.
Após seu cancelamento devido às inundações de Porto Alegre em maio de 2024, a 1ª Conferência Internacional Antifascista
acontecerá ano que vem na capital gaúcha. Este atraso foi produto da
crise climática, cujos efeitos na cidade sede foram terríveis ao ponto
de que até os dias de hoje o aeroporto de Porto Alegre está fechado. O
impacto foi enorme em perdas de vidas, de casas, de empregos, de
memórias e de pertences. Tal tragédia, embora tenha nos forçado a adiar a
Conferência, torna sua realização ainda mais necessária para combater
uma das grandes expressões da extrema direita atual: o negacionismo
climático.
Em maio do ano que vem estaremos em plenas condições para receber
as delegações de todo o mundo que já estavam confirmadas, muitas já com
passagens compradas e articulações concretizadas para fazer de Porto
Alegre novamente um pólo de resistências e alternativas. Sendo assim,
enviamos a convocatória original com a nova data para que construamos em
unidade a 1ª Conferência InternacionalAntifascista entre 15 e 18 de maio de 2025.
Há uma intensa disputa pelos projetos de sociedade em andamento. O
povo brasileiro viveu a tragédia do governo Bolsonaro, tirando
conclusões sobre o caráter genocida e autoritário de seu
projeto.Conseguimos, com muita luta social e política, derrotá-lo
eleitoralmente, embora o chamado bolsonarismo tenha uma força diária
considerável, na sociedade, no nível institucional e estadual.
Com essa experiência traumática mas também reveladora, aprendemos a
extensão da resiliência e da coordenação das forças de extrema direita
no seu papel no resgate do capitalismo. Uma dimensão que ressoa com a
coordenação internacional das correntes neofascistas e de extrema
direita em geral que se organizam para competir num projeto global.
Trump está qualificado para concorrer à presidência dos Estados Unidos
com chances reais; Netanyahu promove um genocídio, reconhecido pela
comunidade internacional, contra o povo palestino; Na vizinha Argentina,
Milei promove um verdadeiro “laboratório” para desenvolver um plano de
guerra contra a classe trabalhadora, os setores populares e a juventude,
trabalhando para destruir direitos e conquistas históricas, tanto
sociais quanto democráticas.
Em Porto Alegre, capital de importantes tradições e aspirações
democráticas, procuramos criar uma experiência de unidade entre forças
com presença militante e relevância na sociedade, no campo eleitoral e
no campo político e ideológico mais amplo, indicando como prioridade a
luta contra a extrema direita em múltiplas frentes, com base em acordos
importantes, respeitando, logicamente, as diferenças.
A partir da iniciativa do PSOL e do PT do Rio Grande do Sul,
convocamos as forças antifascistas internacionais a abrirem um diálogo
que possa enfrentar a destruição promovida pelos arautos do
conservadorismo ultraliberal, priorizando a unidade nas ruas contra toda
a extrema direita. Porto Alegre foi o núcleo da resistência popular que
derrotou um golpe de Estado em 1961, foi palco no início deste século
do Fórum Social Mundial, que reuniu diferentes espaços da ampla esquerda
e das organizações sociais. Foram dezenas de milhares que participaram
desse processo de construção unitária por outro mundo.
Para além das diferentes visões sobre essa experiência, queremos
agora dar um passo, um passo em frente, um passo necessário. As
mobilizações e grandes lutas sociais contra a extrema direita e os seus
planos são a outra face da moeda da situação internacional. Centenas de
milhares saem às ruas na Alemanha contra o partido neonazista, nos cinco
continentes contra o genocídio do povo palestino e, na Argentina, com
uma resistência massiva de trabalhadores e populares contra Milei. A
primeira greve geral do ano, em janeiro, convocou uma mobilização
nacional massiva que foi muito além das centrais sindicais
organizadoras, reunindo nas ruas diferentes setores de trabalhadores,
bairros, grupos de assembleias, culturais, mídia, juventude e
trabalhadores em geral, todos eles, mais a esquerda em seu amplo
espectro, unindo-se numa mobilização, numa verdadeira frente única para
derrotar Milei. Essa mobilização mudou a situação e finalmente todas as
leis reacionárias que Milei pretendia impor acabaram caindo no
Congresso.
É a partir dessas lutas que queremos coordenar e nos reunirmos em
maio em Porto Alegre, para organizar e debater como realizar, nas ruas e
em diferentes espaços, uma luta capaz de derrotar as expressões de
extrema direita e o fascismo, abrindo o caminho para a solidariedade
entre os povos em luta, a defesa dos direitos sociais e económicos e das
liberdades democráticas, do ambiente, da ciência e da arte e contra
todas as formas de exploração, xenofobia ou qualquer outro tipo de
opressão.
Apelamos a todas as organizações, personalidades, movimentos e atores
políticos que queiram aderir, que façam parte deste espaço e desta
iniciativa!
Laura Sito – Presidenta do PT de Porto Alegre Roberto Robaina – Presidente do PSOL Porto Alegre
Le
invitamos a unirse a David Swanson, cofundador de WBW, en Cuba, del 28
al 31 de enero de 2025, con motivo de la VI Conferencia Internacional
sobre el Equilibrio Mundial.
Cada
dos años, este evento reúne a más de 1.000 personas de todo el mundo
que acuden a participar en esta conferencia multidisciplinar e
interseccional para abordar diversas cuestiones pertinentes para nuestro
mundo actual.
La
«VI Conferencia para el Equilibrio del Mundo» cuenta con múltiples
patrocinadores, entre ellos la UNESCO, lo que la convierte en un foro
mundial para el pensamiento crítico y diverso. Durante los días de la
conferencia se celebrarán foros, paneles y seminarios, entre otros
espacios organizados por diferentes organizaciones, con el deseo de
ofrecer una variedad de lugares para el intercambio de pensamientos,
experiencias y conocimientos.
En
esta ocasión, nuestro movimiento global, junto con el proyecto José
Martí, ha decidido organizar un evento llamado «Construyendo un mundo
más allá de la guerra», que tendrá lugar el 30 de enero como parte de la
conferencia. Por favor, únete a David Swanson, cofundador de WBW, y a
Gabriel Aguirre, organizador para América Latina de WBW, en este evento
especial.
El
evento «Construyendo un mundo más allá de la guerra» del 30 de enero
será co-organizado por: CODEPINK, Oficina Internacional por la Paz,
Observatorio de los Derechos Humanos de los Pueblos, GAMIP, Kavilando,
Alianza Negra por la Paz, Veteranos por la Paz, Proyecto José Martí y
Mundo MÁS ALLÁ de la Guerra.
Aquí están los detalles de la conferencia:
Qué: VI Conferencia para el Equilibrio del Mundo
Cuándo: Del 28 al 31 de enero de 2025
Dónde: Cuba Palacio de las Convenciones, La Habana, Cuba
Coste: La cuota de inscripción al evento es de 150 USD (80 USD para estudiantes)
Cómo inscribirse: Para confirmar su participación, envíe un correo electrónico a: hpardo2006@yahoo.es
Para organizar los aspectos
logísticos (hotel y transporte), puede hacerlo a través de la agencia
turística Cubatur contactando a Juan Govea: ep.eventos@centra.cbt.tur.cu
¡Los esperamos en la Conferencia por el Equilibrio del Mundo en enero en Cuba!
Al Ejército Zapatista de Liberación Nacional
A la Comisión Sexta del EZLN
Al Congreso Nacional Indígena
Al Concejo Indígena de Gobierno
A Maria de Jesús Patricio Martínez, Vocera del CNI-CIG
A los Pueblos del Mundo que resisten contra el Sistema Capitalista y Patriarcal
A los Pueblos, Tribus, Naciones, Comunidades y Barrios Originarios que nunca fueron conquistados
Herman@s Tod@s
Nuestra lucha es por un techo digno, y el mal gobierno destruye nuestra casa y nuestra historia.
La profecía: el monstruo de mil cabezas (el mal) vendrá y dividirá en
dos a las comunidades, se infiltrarán en el corazón de ella, engañará,
ofrecerá dinero, e intentará romper desde adentro.
Porque solo dividiendo puede imponer muerte y destrucción, la tarea es
tejernos en comunidad como humanos, como hermanos, como hijos que
pertenecemos a la gran madre, este planeta tierra, o sea organizarnos
porque ante la muerte decidimos vivir.
En estos dos días de trabajo y organización nos encontramos 800
personas provenientes de los estados de Michoacán, Querétaro, Veracruz,
Estado de México, San Luis Potosí, Colima, Chiapas, Hidalgo, Tlaxcala,
Nuevo León, Puebla, Quintana Roo, Baja California, Sinaloa, Jalisco,
Oaxaca, Sonora, Guerrero, Yucatán, Chihuahua, Nayarit, Cuidad de México,
así como diferentes países: Alemania, Italia, Francia, España, Canadá,
Colombia, Estados Unidos, Perú, Suiza y Guatemala.
En esta 5ª Asamblea Nacional por el Agua y la Vida asistieron también
200 delegados y delegadas del Congreso Nacional Indígena – Concejo
Indígena de Gobierno, de los pueblos Ñhöñhö, Purépecha, Mixe, Mayo,
Wixarika, Yoreme, Nahua, Yaqui, Mazateca, Mixteca, Totonaco, Popoluca,
Nuu Savi, Maya, Tepehuano, Guarijío, Rarámuri, Nayeri, Tzeltal,
Tololabal, Zapoteco, Tohono Odam y Bini Zaa.
Declaramos:
El 19 de febrero de 2019, apenas dos meses después del inicio del
nuevo sexenio, el asesinato de nuestro compañero Samir Flores Soberanes
sería la señal de que la guerra contra los pueblos continuaría. El
asesinato de Samir y el intento por echar a andar el Proyecto Integral Morelos,
fue una prueba más de que el nuevo gobierno retomaría la agenda
neoliberal de reordenamiento territorial para acoplar a nuestro país a
la economía norteamericana y para ponerlo así al servicio del capital
trasnacional. Junto al Proyecto Integral Morelos, el Corredor Interoceánico
del Istmo de Tehuantepec, el Tren Maya, el Aeropuerto Internacional
Felipe Ángeles y otros proyectos y megaproyectos de gran envergadura, la
pesadilla neoliberal se extendió por todo el país de la mano de la
militarización y del crimen organizado. Lo que en el pasado los malos
gobiernos llamaron Plan Puebla Panamá y luego Proyecto Mesoamérica, el
actual mal gobierno lo renombró colocando siempre el apellido de
“Bienestar” para intentar ocultar el despojo, el desplazamiento, la
destrucción y la muerte.
Para avanzar con la reorganización
capitalista del territorio nacional, la nueva élite gobernante recuperó
de sus antepasados estrategias de cooptación y simulación como lo es el
indigenismo. Como sí se tratará de mero espectáculo, desde presidencia y
sus asesores de comunicación, hicieron una gran puesta en escena para
entregar un supuesto bastón de mando al actual capataz, faltando con
ello a la verdad, y también faltando a la historia, memoria y al
espíritu de nuestros pueblos. Esta simulación, hay que señalar, se ha
retomado con quien a partir de octubre ocupará la silla presidencial.
Por su parte, el Instituto Nacional de Pueblos Indígenas (INPI) echó a
andar toda una operación mediática y política para hacer creer que el
despojo y la muerte cuentan con el aval de los pueblos. En Sonora, por
ejemplo, con el pueblo Yaqui, se puso en marcha un aparente Plan de
Justicia que en los hechos favorece el despojo del agua para abastecer a
las industrias mineras y la imposición del gasoducto, al tiempo que se
continuó con el asesinato, la tortura y desaparición de varios miembros
de la Tribu.
En Oaxaca y Veracruz, el Corredor Interoceánico del Istmo de
Tehuantepec, un proyecto impulsado por el imperialismo desde hace dos
siglos avanza de la mano de quien se dice defensor de la soberanía del
país. Pero los pueblos, colectivos y organizaciones siguen resistiendo
no sólo al megaproyecto, también al crimen organizado y a la represión
que viene con él.
En la península de Yucatán, en el territorio maya, los pueblos vemos
contaminados nuestros ríos subterráneos y cenotes, vemos destruidos
nuestros territorios por donde pasa el mal llamado tren maya,
un tren que viene acompañado del crimen organizado, de violencia, con
el incremento de desaparición de niños, niñas y jóvenes, con el aumento
de violencia y también con el incremento de suicidios. Al mismo tiempo
vemos crecer las riquezas de las cerveceras y granjas porcícolas, de
inmobiliarias y de la agroindustria que extraen nuestra agua que estaba
protegida por la Madre Tierra durante miles de años y que ahora la han
expuesto a contaminantes. Pueblos y comunidades que antes aceptaron el
tren por la promesa de desarrollo, hoy se arrepienten ante la
devastación ecológica y la llegada del crimen.
En Santa María Ostula, en Michoacán, aquel pueblo que nos alertó del
vínculo entre mineras, crimen organizado y mal gobierno, hoy vemos el
recrudecimiento de la guerra, los drones que avientan bombas, los
ejércitos de las corporaciones criminales que buscan exterminar al
pueblo en resistencia. Y vemos también, como en otras tantas geografías,
un Estado cómplice.
En Chiapas, los pueblos zapatistas
resisten a la brutalidad de la guerra que se ha instalado en todo el
estado, una guerra que desplaza a pueblos enteros, que aumenta las
desapariciones forzadas, que trafica con la gente, especialmente con
mujeres y niños. Y ahí, en lo que hoy es el epicentro de la guerra, en
Chiapas, los zapatistas nos enseñan que otro mundo es posible y que,
organizados con otros y otras en todo el mundo, podemos arrancar al
Estado la libertad de nuestros compas. En medio de tantos dolores, un
destello de alegría y sonrisas nos provocó la libertad del compa José
Díaz Gómez. Esta asamblea se suma a la exigencia al alto a la guerra
contra los pueblos zapatistas y alto a la guerra en todo Chiapas y
México.
En la Ciudad de México, la comunidad Otomí resiste desde la Casa
Samir Flores Soberanes y nos enseña que luchar por vivienda digna es
también luchar por la autonomía. Como respuesta, la comunidad Otomí
recibe amenazas de desalojo y represión. Desde esta asamblea dejamos
claro: toda nuestra solidaridad con la comunidad otomí residente en la
ciudad de México y alto a la criminalización de la comunidad y del
compañero Diego García. Exigimos que se cumplan la totalidad de sus
demandas. Nos declaramos en alerta ante cualquier agresión que puedan
recibir.
Y en Guerrero, las familias de los 43 normalistas desaparecidos de
Ayotzinapa nos dicen que su dignidad no está en venta, que burlas y
desaires recibieron de este gobierno que decidió proteger a los
militares y dejar que la verdad y la justicia siguieran esperando para
otro momento. Esta V Asamblea Nacional por el Agua, la Vida y el
Territorio dice también: nos faltan 43 compañeros y miles más.
Retomando la ruta de Luis Echeverría en 1975 y la creación del
Consejo Nacional de Pueblos Indígenas (CNPI), el INPI del traidor Adelfo
Regino, el 29 de febrero del 2024 creó un aparato con exactamente el
mismo nombre, un instrumento a modo para simular el diálogo y para
intentar disminuir al movimiento indígena independiente, ese que no se
rinde, no se vende y no traiciona. Como reivindicación del desprecio y
de la simulación, el nuevo aparato de dominación de los pueblos retomó
la misma consigna que ha sido nuestro grito de lucha: “Nunca más un
México sin nosotros”. En su ruta del saqueo, y como complemento de la
cooptación y desmovilización, el INPI elaboró y publicó en el diario
oficial de la federación, en el marco del día internacional de los
pueblos indígenas, el 9 agosto de 2024, un Catálogo Nacional de Pueblos y
Comunidades Indígenas y Afromexicanas, un “Catálogo” que es en realidad
un plan de guerra: un plan para para eliminar a nuestros pueblos y
despojar nuestros territorios. Junto a los catálogos, los pueblos
mágicos, la simulación de la justicia y las puestas en escena, el propio
INPI, siempre al servició del capataz, ha impulsado o legitimado
asambleas o consultas que no cumplen con las formas y tradiciones de los
pueblos. Recientemente, el mismo INPI ha retomado reformas jurídicas
que fueron discutidas hace más de 25 años y que hoy no corresponden a
las exigencias y problemáticas de nuestras regiones.
Para los pueblos el agua es sagrada, porque nos da vida, nos da
existencia, nos da comida, nos da medicina. Por eso pedimos permiso al
territorio, por eso no lo traicionamos, no lo vendemos. Si la tierra y
el agua enferman nosotros también, si el agua muere, nosotros y la vida
toda se acaba. Si el agua ya no cae, nada florece, nada vive.
Para ellos, los de arriba, resulta fácil mirar nuestro territorio e
identificar las fuentes de agua, minerales y tierras fértiles, trazar
carreteras, vías de tren, gasoductos, para transportar mercancías y
proveer a la industria, les es fácil mirar el mapa y decidir qué
población desplazar y eliminar.
En esta guerra sangrienta que no es más que una continuidad de la que
inició hace más de 500 años, los pueblos seguimos en resistencia,
seguimos caminando en este territorio llamado México, en este hogar
llamado mundo, y en este caminar nos encontramos con nuestra historia y
con otros pueblos y comunidades.
En este espacio recuperado por nuestras hermanas y hermanos de la
comunidad otomí residente en la Ciudad de México, el cual se ha
convertido no sólo en su casa, sino que han abierto las puertas para
todo aquél que lucha desde abajo y a la izquierda, que luche por la
vida. Dicen que ya no existen pueblos en la ciudad, dicen que nos pueden
contabilizar y caricaturizar en un catálogo, dicen que ya no hay
resistencia, en el norte, sur, este, centro y oeste del país, dicen que
los pueblos ya no existimos, y nosotros y nosotras les decimos que los
pueblos y naciones originarias existimos porque resistimos. Los de
arriba quieren que olvidemos que somos parte de la naturaleza pero
nosotros nos empeñamos en defender a nuestra madre tierra.
En esta 5a Asamblea escuchamos viejas y nuevas formas de despojo y
destrucción, acaparamiento, perforación de pozos para la industria,
construcción de tuberías que, simulando el cumplimiento del derecho al
agua la desvían para la industria y la ciudad, otorgamiento de
concesiones ilimitadas para las industrias, minería y empresas, mientras
a la población es limitada a un día o incluso horas de acceso al agua,
que casi siempre está contaminada.
El sexenio termina, y contrario a lo que prometieron, no termina la
guerra ni el despojo. Peor aún, el próximo gobierno promete continuidad:
un segundo piso para los de arriba construido sobre los y las de abajo.
Los banqueros y megáricos no pueden estar más que contentos. Sus
riquezas y su impunidad se ensanchan.
Las luchas que en nuestros pueblos florecieron desde hace siglos y
que en las últimas décadas ha sobrevivido a la modernización neoliberal y
a la supuesta cuarta transformación, hoy crece en la lucha contra la
guerra y el despojo del agua. Las luchas del campo y la ciudad dialogan,
comparten diagnósticos y encuentran que los explotadores tienen el
mismo nombre en uno y otro lugar. Las luchas se hermanan. La lucha por
el agua, la vida y los territorios debe seguir mientras quien gobierne
lo haga para los de arriba, sirviéndose de la explotación y la
dominación, del saqueo y del desprecio.
Aquí coincidimos las luchas de muy distintas geografías del
territorio nacional, del campo, del mar y la ciudad. Luchas que estaban
antes de este sexenio y luchas que florecieron durante este sexenio.
Estamos aquí quienes coincidimos en seguir en la lucha por la vida,
desde abajo, contra la explotación capitalista bajo los nuevos rostros
que adquiere.
Esta es nuestra palabra sencilla, un balance del sexenio que termina y
un anuncio de que nuestra lucha sigue en el sexenio que comienza. La
lucha por el Agua, la Vida y el Territorio sigue, porque luchar por la
Vida es luchar contra el capitalismo.
Repudiamos el megaproyecto del corredor interoceánico del Istmo de
Tehuantepec, el mal llamado Tren Maya, el Aeropuerto Internacional
Felipe Ángeles y el Proyecto Integral Morelos, entro otros.
Repudiamos los Planes de reordenamiento territorial, los planes de
justicia que son el instrumento para despojar el territorio, desplazar a
los pueblos para repoblar con nuevos habitantes que se dejen someter
por este sistema.
Exigimos el cese de la criminalización en contra de 9 personas
compañeras y dos compañeros indígenas zapotecas y un mixe, con el motivo
de desplazarles de manera forzada al imputándoles una fabricación de
delitos.
Exigimos el cese de la criminalización en contra del campamento tierra y libertad de Mogoñe viejo en el ITSMO de Tehuantepec.
Repudiamos la manipulación del Registro Nacional de Personas
Desaparecidas para ocultar las más de 116 mil personas desaparecidas, y
repudiamos también el cinismo del mal gobierno que incluso convocó a
personas desaparecidas para ser representantes de casilla.
Condenamos las 40 ejecuciones de integrantes del Consejo Indígena y Popular de Guerrero – Emiliano Zapata.
Exigimos la presentación con vida de los 43 normalistas de
Ayotzinapa y los miles de desaparecidos, así mismo pedimos la
investigación y el castigo a Omar García Harfuch por sus posibles
vínculos con este crimen
Exigimos la presentación con vida Sergio Rivera Hernández de la
Sierra Negra de Puebla por luchar en contra de la construcción de una
hidroeléctrica.
Exigimos el alto a la violencia contra las comunidades de la sierra del Sur de Guerrero.
Exigimos la libertad inmediata e incondicional de María Cruz Paz del
Consejo Supremo Indígena de Michoacán y de los 5 presos de San Juan
Cancúc.
Exigimos el cierre de procesos, persecución y desplazamiento contra
la comunidad mazateca de Eloxochitlán de Flores Magón, Oaxaca.
Exigimos el cierre definitivo del basurero de San Pedro Cholula,
Puebla y alto a la persecución de compañeros nahuas de la región.
Repudiamos el actuar de CONAGUA en contra de nuestras comunidades al
gestionar y garantizar el despojo y contaminación de nuestra agua.
Exigimos Castigo a los culpables del asesinato de Samir Flores
Soberanes, quien luchó en contra del Proyecto Integral Morelos. Su
lucha, así como él, siguen vivos en nuestra resistencia.
Exigimos el alto a la destrucción de las reservas de agua de ríos
subterráneos y cenotes en la península de Yucatán destruidos por el mal
llamado tren maya que lo acompaña el incremento de niños y jóvenes
desaparecidos vinculados a cuarteles y carteles del narcotráfico.
Exigimos el alto en la destrucción de la selva en Calakmul en el
territorio maya de la península de Yucatán, con incendios en la selva
legitimando el cambio de uso de suelo para construir hoteles, casinos,
para el turismo la especulación inmobiliaria y monocultivos de la
agroindustria.
Exigimos justicia por los compañeros Yaquis desaparecidos y asesinados por el narco estado.
Exigimos el retiro de la comisión estatal de los pozos de agua de Santiago Mexquititlán y alto al hostigamiento a la comunidad.
Exigimos el cese de la persecución y fabricación de delitos en
contra de investigación de nuestra compañera Hortensia Telésforo de San
Gregorio Atlapulco, criminalizada por participar en la recuperación de
la biblioteca comunitaria del pueblo.
Exigimos la atracción de la carpeta de investigación por parte de la
suprema corte de justicia de la nación por el delito de tortura en
contra del estado mexicano en Querétaro
Exigimos la libertad de José Alberto Cortez Sayes, Esmeralda de la región Purépecha en Michoacán.
Acciones
Llamamos a acompañar la acción convocada en el Istmo del 10 al 12 de
octubre en el marco de las jornadas del llamado nacional del Congreso
Nacional Indígena, en contra de megaproyectos y gasoductos.
Llamamos al acompañamiento de los padres y madres de los 43 normalistas de Ayotzinapa el 26 de septiembre de 2024.
Llamamos a difundir las consecuencias de la militarización en nuestros territorios y en todo el país.
Llamamos al acompañamiento permanente a la Comunidad de Santa María
Ostula Michoacán, en la exigencia de respeto a las tierras comunales que
tiene en la localidad de Xayacalan, y las acciones próximas convocadas
como es el caso del 4 de septiembre, en la suprema corte de justicia
para el reconocimiento por parte del poder judicial mediante un juicio
de amparo interpuesto.
Llamamos a acompañar y dar seguimiento a la Segunda Asamblea
Regional de pueblos Cholultecas y de los volcanes que se llevará a cabo
el 1 de septiembre de 2024 en el pueblo de Coronango, Puebla
Participar en los llamados del Congreso Nacional Indígena hacia el 12 de Octubre 2024
Convocamos a sumarnos al 51 aniversario de la UPVA 28 de octubre el 28 de octubre 2024
Movilización por justicia para Avelino Soberanes, 21 de agosto
Marcha nacional convocada por la UPVA 28 de octubre, 13 de septiembre
Reafirmamos que este edificio seguirá siendo la Casa de los Pueblos y
Comunidades Indígenas Samir Flores Soberanes, resguardad por la
comunidad otomí residente de la CDMX y junto con ellos la ocupamos
luchando desde abajo y a la izquierda, retomando los principios del
mandar obedeciendo.
Anunciamos que se realizará la Sexta Asamblea Nacional por el Agua,
la Vida y el Territorio en el 2025. Próximamente informaremos lugar y
fecha.
TENER TECHO ES UN DERECHO
AGUA, TIERRA Y LIBERTAD
NO ES SEQUÍA, ES SAQUEO
HASTA QUE LA DIGNIDAD SE HAGA COSTUMBRE
ZAPATA VIVE, LA LUCHA SIGUE
Casa Samir Flores Soberanes, Ciudad de México a 18 de agosto de 2024
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*Cobertura de la 5ta Asamblea Nacional por el Agua y La Vida*