É com muito gosto que partilhamos uma iniciativa do CINALFAMA - um projecto de programação de cinema em Lisboa - chamada Cinema
Invisível.
O primeiro ciclo será dedicado ao cinema saharaui,
com vários filmes produzidos nos campos de refugiados do Sahara Ocidental ou em
colaboração com realizadores sarahauis.
As sessões terão lugar na Fábrica do Braço de Prata (Sala
Visconti), entre as 19h e as 20h ao longo de quatro sessões:
PROGRAMA
18 MAR - 4ª feira – 19h00
Toufa, de Brahim Chagaf (Sahara Ocidental), 2020 - 32’
Little Sahara, de Emilio Martín (Espanha), 2023 - 31’
19 MAR - 5ª feira – 19h00
Searching for Tirfas, de Lafdal Mohamed Salem (Sahara Ocidental), 2020 - 14’
They're Just Fish, de Ana Serna e Paula Iglesias (Espanha e Sahara Ocidental), 2019 - 17’
Running Home, de Michelle-Andrea Girouard (Canadá), 2019 - 30’
Champs-Elysées, de Giussepe Carrieri (Sahara Ocidental), 2023 - 23’
Soukeina, 4400 Days of Night, de Laura Sipán (Espanha), 2017 - 28’
3 Stolen Cameras, de Equipe Media, RåFILM (Sahara Ocidental), 2017 - 17’
A AAPSO terá também uma participação nesta iniciativa
através de
Exposição “Sahara Ocidental a última
colónia de África!”, patente ao público entre 18 e 26 deMarço, no horário de funcionamento da instituição
anfitriã (https://share.google/uRaTyy7naaoh4phE7)
Intervenção de contextualização
sobre o Sahara Ocidental no início do ciclo
Apelamos à vossa presença num eventoque realça a importância da arte cinematográfica
como testemunho da cultura saharaui.
Na próxima segunda-feira, dia 16 de
março, uma sessão pública vai juntar gente de várias áreas
políticas para dizer que é preciso parar a espiral da guerra e
encontrar caminhos para a paz. As agressões ilegais de Trump não podem
ser o novo normal. A sessão é às 21h na Cantina Velha da
Universidade de Lisboa.
Entre os participantes estão Cecília
Honório, José Pacheco Pereira, Joana Seixas, Mariana Vieira da Silva, Nuno
Ramos de Almeida, Frei José Nunes e Francisco Pereira
Coutinho.
5 de Março por Conferência Internacional Antifascista- POA 2026
Evento histórico na região sul do RS marca início de articulação ampla
contra o neofascismo e conecta luta local à agenda internacional.
No último sábado, 28 de fevereiro, a cidade de Pelotas se tornou
palco de um momento significativo na resistência democrática brasileira.
A Pré-Conferência Antifascista reuniu 190 participantes e 30
organizações sociais em uma jornada de debates que se estendeu por todo o
dia, dividida entre os turnos da manhã e da tarde.
Diversidade de Vozes e Eixos de Debate
O evento se caracterizou pela pluralidade de participantes: mais de
50 oradores e oradoras subiram à tribuna para contribuir com análises e
propostas. A organização em mesas temáticas permitiu aprofundamento em
questões que vão desde a formação sociológica e histórica do fascismo
até estratégias práticas de unidade de ação contra o neofascismo
contemporâneo.
Os debates evidenciaram o entendimento dos participantes de que o
neofascismo não se restringe a manifestações autoritárias isoladas, mas
opera como motor do aprofundamento das desigualdades sociais em escala
global. A discussão transcendeu a denúncia, direcionando-se para a
formulação de políticas locais conectadas às iniciativas antifascistas
internacionais, numa estratégia de disputa de consciências ampla e
permanente.
Conquistas e Encaminhamentos
A conferência não se limitou ao debate teórico. Entre os principais encaminhamentos práticos estão:
– Calendário local de lutas: Iniciando pelas mobilizações feministas do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher
– Constituição de Comitê Antifascista Local: Estrutura permanente de articulação e mobilização na região
– Mobilização para a I Conferência Internacional Antifascista pela
Soberania dos Povos: Evento que ocorrerá em Porto Alegre entre os dias
26 e 29 de março, consolidando uma agenda de resistência de alcance
internacional
Contexto e Significado
Realizada em momento de crescente preocupação com a radicalização de
discursos autoritários no Brasil e no mundo, a pré-conferência de
Pelotas demonstra a capacidade de articulação de setores progressistas
na região sul do Rio Grande do Sul. A participação expressiva de
organizações sociais e a diversidade de vozes na tribuna sugerem que a
mobilização antifascista na cidade transcende espectros partidários
tradicionais, unindo-se em torno de valores democráticos fundamentais.
A conexão estabelecida entre a luta local e a conferência
internacional de Porto Alegre posiciona Pelotas como polo articulador da
resistência antifascista no interior gaúcho, num momento em que
movimentos democráticos buscam reorganizar-se frente aos desafios
contemporâneos.
Lançamento do Comité Internacional da Conferência
Antifascista e pela Soberania dos Povos, que será realizada em Porto
Alegre, de 26 a 29 de março de 2026
Sexta-feira, 28 de Novembro, foi instalado o Comité Internacional da
Conferência Antifascista e pela Soberania dos Povos, que ocorrerá de 26 a
29 de março de 2026, em Porto Alegre. A reunião virtual, conduzida pelo
comité brasileiro, a partir da capital gaúcha, teve a participação de
mais de 80 camaradas de diversas partes do mundo – como a do historiador
belga Eric Toussaint, referência do movimento altermundialista e
incentivador direto da conferência – e contou com traduções em francês,
inglês e espanhol.
Os subscritores deste apelo emitem este pedido urgente:
Que o governo da República Portuguesa corte de imediato todas as relações comerciais, militares, políticas, culturais e diplomáticas com o Estado genocida de Israel!
Na metódica, deliberada destruição de Gaza e no extermínio da sua população, o mundo assiste a um genocídio.
Este genocídio é perpetrado por um dos aparelhos de Estado mais fortemente armados do mundo.
Este genocídio já fez mais de 60 mil mortos, muitos milhares deles, crianças.
O ocupante genocida matou, primeiro, pelos tanques e pelas bombas.
O ocupante genocida mata agora, também, pela fome e pela doença organizadas.
Mas não mata só em Gaza. Mata também na Cisjordânia, onde se multiplicam as agressões, os assassinatos, as expropriações por colonos sionistas armados e apoiados pelo exército de ocupação.
O povo palestiniano luta pela sua autodeterminação.
O povo palestiniano luta pelo fim do jugo colonial.
O povo palestiniano luta pelo direito de quem foi expulso ao retorno à sua terra e aos seus bens.
O povo palestiniano luta pela mesma aspiração a ser livre de todos os povos e de cada povo que não é livre.
Nós, abaixo‐assinados, entendemos que nada pode justificar que o Estado português, herdeiro ele próprio do jugo colonial sobre outros povos, mantenha relações com um Estado abertamente genocida e se limite a vagas intenções e declarações diplomáticas de nenhum efeito.
A potência colonial reduziu a Palestina a bantustões dentro de um Estado colonial de apartheid.
Apoiar a luta do povo palestiniano e deter a fúria assassina e genocida exige de todos os governos do mundo uma medida clara:
O governo português e todos os outros governos, dos países da União Europeia e de todo o mundo, devem cortar imediatamente todas as relações comerciais, militares, políticas, diplomáticas e culturais com o Estado genocida de Israel!
As gerações vindouras pedirão contas. Pedirão contas a quem fez. E pedirão contas a quem calou.
Shahd Wadi, escritora e activista luso‐palestiniana; Adriano Zilhão, economista; Mário Tomé, capitão de Abril; Raquel Varela, historiadora; António Garcia Pereira, advogado e professor univesitário; Rui Pereira, professor de jornalismo; José Casimiro, operário; José Santana Henriques, operário; António Chora, sindicalista; Roberto della Santa, cientista social; Maria Orlanda Pinassi, professora; António Amaral, professor; Beatriz Protazio, professora; António Simões do Paço, professor, investigador em História Contemporânea; António Pedro Dores, professor universitário aposentado; João Areosa, Professor; Maria Augusta Tavares, professora; Andrea Oltramari, professora; José António Antunes, médico; Sílvia Jardim, Médica Psiquiatra; Victor Pinto, linguista; João Mota, secretário clínico SNS reformado; Alfredo Soares Ferreira, engenheiro, professor universitário reformado; Rui Costa Santos, professor; Carlos Marques, engenheiro, reformado; António Soares Luz, activista social; Adelino Granja, advogado; Francisco Tomás, activista social, ambiental e cuidadores informais; Maria da Conceição Anjos, professora; Carlos Matias, engenheiro; Manuel Carlos Silva, sociólogo, professor; Manuel Solla, professor, presidente da Comissão Nacional p/a Legalização de Imigrantes (Portugal); Gil Garcia, dirigente do MAS; André Pestana, professor, dirigente do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.); José Manuel Faria de Oliveira, professor reformado; João Candeias, oficial de justiça aposentado, sindicalista; José Almeida Bastos, jurista aposentado; Bruno Penha, dirigente da Esquerda Revolucionária; Malcolm Millais, engenheiro civil; João Pascoal, bancário; Domicília Costa, ex‐deputada à AR; Pedro Vicente, arquitecto; Bento Correia, operário; Ana Charro Garcia, Psicóloga Clínica; Carlos Lourenço, Neves, Jurista; José Almeida Bastos, Jurista (aposentado); António Eduardo de Ascensão Pinto Pereira, activista social; José Calvário, Biólogo Marinho; Maria da Luz Alves Lopes, Técnica Superior de Educação e Mediação Cultural (aposentada); Manuela Marques, Professora aposentada; Jorge Afonso, criador de conteúdos digitais, operário aposentado; João Bargão dos Santos, Oficial General Médico do Exército (Aposentado); Fátima Homem Cristo, professora (aposentada); Jaime Pereira, aposentado, antifascista, anticapitalista e activista pelos direitos cívicos e digitais; José Cardoso Moura, Engenheiro; Guadalupe Magalhães Portelinha, Professora, activista pela Palestina; Jorge Fonseca de Almeida, Economista; Gabriela Mota Vieira, Enfermeira.
Organizações: Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental; Plataforma por um Partido dos Trabalhadores; Esquerda Revolucionária.
Amigxs, les adjuntamos un comunicado de prensa sobre la
Declaración sobre Democracia Radical, Autonomía y
Autodeterminación, que se lanzó hace unos días.
Por favor, ayúdenos a difundir este comunicado de prensa y la
Declaración. Y, ¡IMPORTANTE!: invitamos a los Pueblos Indígenas,
comunidades locales, organizaciones de la sociedad civil,
instituciones e individuos a respaldar esta Declaración.
Encontrará el enlace para la adhesión al final de la Declaración.
12
pessoas civis, desarmadas, que navegavam e agiam ao abrigo do direito
internacional marítimo e humanitário, com o objectivo de quebrar o cerco
ilegal por parte de “I$rah3ll” e levar ajuda humanitária (leite em pó
para bébé, fraldas, próteses, medicamentos...) à população sitiada de
Gaza, foram sequestradas pelas forças do estado sionista, numa óbvia e,
mais uma vez, impune violação do direito internacional por parte do mais
terrorista dos estados.
AÇÃO: ESCREVER UM EMAIL AOS GOVERNOS DOS PAÍSES DAS 12 PESSOAS SEQUESTRADAS
Mr
Dick Schoof, Mr Caspar Veldkamp, Mr Emmanuel Macron, Mr Jean-Noël
Barrot, Mr Friedrich Merz, Mr Johan Wadephul, Mr Luiz Inácio Lula da
Silva, Mr Mauro Vieira, Mr President Pedro Sanchez, Mr José Manuel
Albares Bueno, Mr Recep Tayyip Erdoğan, Mr Hakan Fidan, Mr Ulf
Kristersson, Ms Maria Malmer Stenergard
We
express our strongest outrage following the interception today by
Israeli authorities of the Freedom Flotilla, a vessel carrying
humanitarian aid intended for the civilian population of Gaza, which has
been subjected to a total blockade since March 2, 2025.
On
board the ship were 12 humanitarian workers and peaceful activists
engaged in a strictly civilian and non-violent mission. Among them were
French Member of European Parliament Rima Hassan and Swedish climate
activist Greta Thunberg, both widely recognized for their commitment to
human rights and international justice.
This
interception, carried out outside Israeli territorial waters,
constitutes a blatant violation of international law, including maritime
and humanitarian law. The arrest of the crew members and the
confiscation of aid intended for a population in immediate humanitarian
distress is unacceptable.
We call upon states, the European Union, the United Nations, and the entire international community to:
- Strongly condemn this illegal detention;
- Demand the immediate and unconditional release of all crew members;
-
Urge Israeli authorities to allow immediate and unimpeded entry of
humanitarian aid to Gaza, in full compliance with international law.
It
is the responsibility of all nations committed to human rights to speak
out against these flagrant violations of international law by Israel.
Human solidarity is not a crime.
Free the Freedom Flotilla.
[TRADUÇÃO:
Sr
Dick Schoof, Sr Caspar Veldkamp, Sr Emmanuel Macron, Sr Jean-Noël
Barrot, Sr Friedrich Merz, Sr Johan Wadephul, Sr Luiz Inácio Lula da
Silva, Sr Mauro Vieira, Sr President Pedro Sanchez, Sr José Manuel
Albares Bueno, Sr Recep Tayyip Erdoğan, Sr Hakan Fidan, Sr Ulf
Kristersson, Sra Maria Malmer Stenergard
Manifestamos
a nossa mais viva indignação após a interceção, hoje, pelas autoridades
israelitas, da Flotilha da Liberdade, um navio que transportava ajuda
humanitária destinada à população civil de Gaza, que está sujeita a um
bloqueio total desde 2 de março de 2025.
A
bordo do navio encontravam-se 12 trabalhadores humanitários e
activistas pacíficos empenhados numa missão estritamente civil e não
violenta. Entre eles, encontravam-se a deputada francesa do Parlamento
Europeu, Rima Hassan, e a ativista climática sueca, Greta Thunberg,
ambas amplamente reconhecidas pelo seu empenho na defesa dos direitos
humanos e da justiça internacional.
Esta
interceção, efectuada fora das águas territoriais israelitas, constitui
uma violação flagrante do direito internacional, incluindo o direito
marítimo e humanitário. A detenção dos membros da tripulação e a
confiscação da ajuda destinada a uma população em perigo humanitário
imediato é inaceitável.
Apelamos aos Estados, à União Europeia, às Nações Unidas e a toda a comunidade internacional para que - Condenar firmemente esta detenção ilegal; - Exigir a libertação imediata e incondicional de todos os membros da tripulação; -
Exortar as autoridades israelitas a permitir a entrada imediata e sem
entraves da ajuda humanitária em Gaza, em plena conformidade com o
direito internacional.
É da
responsabilidade de todas as nações empenhadas na defesa dos direitos
humanos pronunciarem-se contra estas violações flagrantes do direito
internacional por parte de Israel.
A solidariedade humana não é um crime.
Libertem a Flotilha da Liberdade.]
POST PARA INSTAGRAM:
🔴 Israel must release the crew of the Freedom Flotilla. Solidarity is not a crime.
[TRADUÇÃO: Israel deve libertar a tripulação da Flotilha da Liberdade. A solidariedade não é um crime.]
POST PARA REDE X: 🔴 Israel must release the crew of the Freedom Flotilla. Solidarity is not a crime. #FreedomFlotilla #FreeMadleen @ministerBZ @minpres @emmanuelmacron @francediplo @jnbarrot @_friedrichmerz @jowadephul @itamaratygovbr @lulaoficial @jmalbares @sanchezcastejon @rterdogan @mfaturkiye @MariaStenergard @SwedishPM
[TRADUÇÃO: Israel deve libertar a tripulação da Flotilha da Liberdade. A solidariedade não é um crime.]
Pedimos
o seu apoio assinando a carta e divulgando este apelo. Cada adesão
fortalece a denúncia e a resistência contra a perseguição e
criminalização das comunidades originárias.
Após seu cancelamento devido às inundações de Porto Alegre em maio de 2024, a 1ª Conferência Internacional Antifascista
acontecerá ano que vem na capital gaúcha. Este atraso foi produto da
crise climática, cujos efeitos na cidade sede foram terríveis ao ponto
de que até os dias de hoje o aeroporto de Porto Alegre está fechado. O
impacto foi enorme em perdas de vidas, de casas, de empregos, de
memórias e de pertences. Tal tragédia, embora tenha nos forçado a adiar a
Conferência, torna sua realização ainda mais necessária para combater
uma das grandes expressões da extrema direita atual: o negacionismo
climático.
Em maio do ano que vem estaremos em plenas condições para receber
as delegações de todo o mundo que já estavam confirmadas, muitas já com
passagens compradas e articulações concretizadas para fazer de Porto
Alegre novamente um pólo de resistências e alternativas. Sendo assim,
enviamos a convocatória original com a nova data para que construamos em
unidade a 1ª Conferência InternacionalAntifascista entre 15 e 18 de maio de 2025.
Há uma intensa disputa pelos projetos de sociedade em andamento. O
povo brasileiro viveu a tragédia do governo Bolsonaro, tirando
conclusões sobre o caráter genocida e autoritário de seu
projeto.Conseguimos, com muita luta social e política, derrotá-lo
eleitoralmente, embora o chamado bolsonarismo tenha uma força diária
considerável, na sociedade, no nível institucional e estadual.
Com essa experiência traumática mas também reveladora, aprendemos a
extensão da resiliência e da coordenação das forças de extrema direita
no seu papel no resgate do capitalismo. Uma dimensão que ressoa com a
coordenação internacional das correntes neofascistas e de extrema
direita em geral que se organizam para competir num projeto global.
Trump está qualificado para concorrer à presidência dos Estados Unidos
com chances reais; Netanyahu promove um genocídio, reconhecido pela
comunidade internacional, contra o povo palestino; Na vizinha Argentina,
Milei promove um verdadeiro “laboratório” para desenvolver um plano de
guerra contra a classe trabalhadora, os setores populares e a juventude,
trabalhando para destruir direitos e conquistas históricas, tanto
sociais quanto democráticas.
Em Porto Alegre, capital de importantes tradições e aspirações
democráticas, procuramos criar uma experiência de unidade entre forças
com presença militante e relevância na sociedade, no campo eleitoral e
no campo político e ideológico mais amplo, indicando como prioridade a
luta contra a extrema direita em múltiplas frentes, com base em acordos
importantes, respeitando, logicamente, as diferenças.
A partir da iniciativa do PSOL e do PT do Rio Grande do Sul,
convocamos as forças antifascistas internacionais a abrirem um diálogo
que possa enfrentar a destruição promovida pelos arautos do
conservadorismo ultraliberal, priorizando a unidade nas ruas contra toda
a extrema direita. Porto Alegre foi o núcleo da resistência popular que
derrotou um golpe de Estado em 1961, foi palco no início deste século
do Fórum Social Mundial, que reuniu diferentes espaços da ampla esquerda
e das organizações sociais. Foram dezenas de milhares que participaram
desse processo de construção unitária por outro mundo.
Para além das diferentes visões sobre essa experiência, queremos
agora dar um passo, um passo em frente, um passo necessário. As
mobilizações e grandes lutas sociais contra a extrema direita e os seus
planos são a outra face da moeda da situação internacional. Centenas de
milhares saem às ruas na Alemanha contra o partido neonazista, nos cinco
continentes contra o genocídio do povo palestino e, na Argentina, com
uma resistência massiva de trabalhadores e populares contra Milei. A
primeira greve geral do ano, em janeiro, convocou uma mobilização
nacional massiva que foi muito além das centrais sindicais
organizadoras, reunindo nas ruas diferentes setores de trabalhadores,
bairros, grupos de assembleias, culturais, mídia, juventude e
trabalhadores em geral, todos eles, mais a esquerda em seu amplo
espectro, unindo-se numa mobilização, numa verdadeira frente única para
derrotar Milei. Essa mobilização mudou a situação e finalmente todas as
leis reacionárias que Milei pretendia impor acabaram caindo no
Congresso.
É a partir dessas lutas que queremos coordenar e nos reunirmos em
maio em Porto Alegre, para organizar e debater como realizar, nas ruas e
em diferentes espaços, uma luta capaz de derrotar as expressões de
extrema direita e o fascismo, abrindo o caminho para a solidariedade
entre os povos em luta, a defesa dos direitos sociais e económicos e das
liberdades democráticas, do ambiente, da ciência e da arte e contra
todas as formas de exploração, xenofobia ou qualquer outro tipo de
opressão.
Apelamos a todas as organizações, personalidades, movimentos e atores
políticos que queiram aderir, que façam parte deste espaço e desta
iniciativa!
Laura Sito – Presidenta do PT de Porto Alegre Roberto Robaina – Presidente do PSOL Porto Alegre
Le
invitamos a unirse a David Swanson, cofundador de WBW, en Cuba, del 28
al 31 de enero de 2025, con motivo de la VI Conferencia Internacional
sobre el Equilibrio Mundial.
Cada
dos años, este evento reúne a más de 1.000 personas de todo el mundo
que acuden a participar en esta conferencia multidisciplinar e
interseccional para abordar diversas cuestiones pertinentes para nuestro
mundo actual.
La
«VI Conferencia para el Equilibrio del Mundo» cuenta con múltiples
patrocinadores, entre ellos la UNESCO, lo que la convierte en un foro
mundial para el pensamiento crítico y diverso. Durante los días de la
conferencia se celebrarán foros, paneles y seminarios, entre otros
espacios organizados por diferentes organizaciones, con el deseo de
ofrecer una variedad de lugares para el intercambio de pensamientos,
experiencias y conocimientos.
En
esta ocasión, nuestro movimiento global, junto con el proyecto José
Martí, ha decidido organizar un evento llamado «Construyendo un mundo
más allá de la guerra», que tendrá lugar el 30 de enero como parte de la
conferencia. Por favor, únete a David Swanson, cofundador de WBW, y a
Gabriel Aguirre, organizador para América Latina de WBW, en este evento
especial.
El
evento «Construyendo un mundo más allá de la guerra» del 30 de enero
será co-organizado por: CODEPINK, Oficina Internacional por la Paz,
Observatorio de los Derechos Humanos de los Pueblos, GAMIP, Kavilando,
Alianza Negra por la Paz, Veteranos por la Paz, Proyecto José Martí y
Mundo MÁS ALLÁ de la Guerra.
Aquí están los detalles de la conferencia:
Qué: VI Conferencia para el Equilibrio del Mundo
Cuándo: Del 28 al 31 de enero de 2025
Dónde: Cuba Palacio de las Convenciones, La Habana, Cuba
Coste: La cuota de inscripción al evento es de 150 USD (80 USD para estudiantes)
Cómo inscribirse: Para confirmar su participación, envíe un correo electrónico a: hpardo2006@yahoo.es
Para organizar los aspectos
logísticos (hotel y transporte), puede hacerlo a través de la agencia
turística Cubatur contactando a Juan Govea: ep.eventos@centra.cbt.tur.cu
¡Los esperamos en la Conferencia por el Equilibrio del Mundo en enero en Cuba!
Al Ejército Zapatista de Liberación Nacional
A la Comisión Sexta del EZLN
Al Congreso Nacional Indígena
Al Concejo Indígena de Gobierno
A Maria de Jesús Patricio Martínez, Vocera del CNI-CIG
A los Pueblos del Mundo que resisten contra el Sistema Capitalista y Patriarcal
A los Pueblos, Tribus, Naciones, Comunidades y Barrios Originarios que nunca fueron conquistados
Herman@s Tod@s
Nuestra lucha es por un techo digno, y el mal gobierno destruye nuestra casa y nuestra historia.
La profecía: el monstruo de mil cabezas (el mal) vendrá y dividirá en
dos a las comunidades, se infiltrarán en el corazón de ella, engañará,
ofrecerá dinero, e intentará romper desde adentro.
Porque solo dividiendo puede imponer muerte y destrucción, la tarea es
tejernos en comunidad como humanos, como hermanos, como hijos que
pertenecemos a la gran madre, este planeta tierra, o sea organizarnos
porque ante la muerte decidimos vivir.
En estos dos días de trabajo y organización nos encontramos 800
personas provenientes de los estados de Michoacán, Querétaro, Veracruz,
Estado de México, San Luis Potosí, Colima, Chiapas, Hidalgo, Tlaxcala,
Nuevo León, Puebla, Quintana Roo, Baja California, Sinaloa, Jalisco,
Oaxaca, Sonora, Guerrero, Yucatán, Chihuahua, Nayarit, Cuidad de México,
así como diferentes países: Alemania, Italia, Francia, España, Canadá,
Colombia, Estados Unidos, Perú, Suiza y Guatemala.
En esta 5ª Asamblea Nacional por el Agua y la Vida asistieron también
200 delegados y delegadas del Congreso Nacional Indígena – Concejo
Indígena de Gobierno, de los pueblos Ñhöñhö, Purépecha, Mixe, Mayo,
Wixarika, Yoreme, Nahua, Yaqui, Mazateca, Mixteca, Totonaco, Popoluca,
Nuu Savi, Maya, Tepehuano, Guarijío, Rarámuri, Nayeri, Tzeltal,
Tololabal, Zapoteco, Tohono Odam y Bini Zaa.
Declaramos:
El 19 de febrero de 2019, apenas dos meses después del inicio del
nuevo sexenio, el asesinato de nuestro compañero Samir Flores Soberanes
sería la señal de que la guerra contra los pueblos continuaría. El
asesinato de Samir y el intento por echar a andar el Proyecto Integral Morelos,
fue una prueba más de que el nuevo gobierno retomaría la agenda
neoliberal de reordenamiento territorial para acoplar a nuestro país a
la economía norteamericana y para ponerlo así al servicio del capital
trasnacional. Junto al Proyecto Integral Morelos, el Corredor Interoceánico
del Istmo de Tehuantepec, el Tren Maya, el Aeropuerto Internacional
Felipe Ángeles y otros proyectos y megaproyectos de gran envergadura, la
pesadilla neoliberal se extendió por todo el país de la mano de la
militarización y del crimen organizado. Lo que en el pasado los malos
gobiernos llamaron Plan Puebla Panamá y luego Proyecto Mesoamérica, el
actual mal gobierno lo renombró colocando siempre el apellido de
“Bienestar” para intentar ocultar el despojo, el desplazamiento, la
destrucción y la muerte.
Para avanzar con la reorganización
capitalista del territorio nacional, la nueva élite gobernante recuperó
de sus antepasados estrategias de cooptación y simulación como lo es el
indigenismo. Como sí se tratará de mero espectáculo, desde presidencia y
sus asesores de comunicación, hicieron una gran puesta en escena para
entregar un supuesto bastón de mando al actual capataz, faltando con
ello a la verdad, y también faltando a la historia, memoria y al
espíritu de nuestros pueblos. Esta simulación, hay que señalar, se ha
retomado con quien a partir de octubre ocupará la silla presidencial.
Por su parte, el Instituto Nacional de Pueblos Indígenas (INPI) echó a
andar toda una operación mediática y política para hacer creer que el
despojo y la muerte cuentan con el aval de los pueblos. En Sonora, por
ejemplo, con el pueblo Yaqui, se puso en marcha un aparente Plan de
Justicia que en los hechos favorece el despojo del agua para abastecer a
las industrias mineras y la imposición del gasoducto, al tiempo que se
continuó con el asesinato, la tortura y desaparición de varios miembros
de la Tribu.
En Oaxaca y Veracruz, el Corredor Interoceánico del Istmo de
Tehuantepec, un proyecto impulsado por el imperialismo desde hace dos
siglos avanza de la mano de quien se dice defensor de la soberanía del
país. Pero los pueblos, colectivos y organizaciones siguen resistiendo
no sólo al megaproyecto, también al crimen organizado y a la represión
que viene con él.
En la península de Yucatán, en el territorio maya, los pueblos vemos
contaminados nuestros ríos subterráneos y cenotes, vemos destruidos
nuestros territorios por donde pasa el mal llamado tren maya,
un tren que viene acompañado del crimen organizado, de violencia, con
el incremento de desaparición de niños, niñas y jóvenes, con el aumento
de violencia y también con el incremento de suicidios. Al mismo tiempo
vemos crecer las riquezas de las cerveceras y granjas porcícolas, de
inmobiliarias y de la agroindustria que extraen nuestra agua que estaba
protegida por la Madre Tierra durante miles de años y que ahora la han
expuesto a contaminantes. Pueblos y comunidades que antes aceptaron el
tren por la promesa de desarrollo, hoy se arrepienten ante la
devastación ecológica y la llegada del crimen.
En Santa María Ostula, en Michoacán, aquel pueblo que nos alertó del
vínculo entre mineras, crimen organizado y mal gobierno, hoy vemos el
recrudecimiento de la guerra, los drones que avientan bombas, los
ejércitos de las corporaciones criminales que buscan exterminar al
pueblo en resistencia. Y vemos también, como en otras tantas geografías,
un Estado cómplice.
En Chiapas, los pueblos zapatistas
resisten a la brutalidad de la guerra que se ha instalado en todo el
estado, una guerra que desplaza a pueblos enteros, que aumenta las
desapariciones forzadas, que trafica con la gente, especialmente con
mujeres y niños. Y ahí, en lo que hoy es el epicentro de la guerra, en
Chiapas, los zapatistas nos enseñan que otro mundo es posible y que,
organizados con otros y otras en todo el mundo, podemos arrancar al
Estado la libertad de nuestros compas. En medio de tantos dolores, un
destello de alegría y sonrisas nos provocó la libertad del compa José
Díaz Gómez. Esta asamblea se suma a la exigencia al alto a la guerra
contra los pueblos zapatistas y alto a la guerra en todo Chiapas y
México.
En la Ciudad de México, la comunidad Otomí resiste desde la Casa
Samir Flores Soberanes y nos enseña que luchar por vivienda digna es
también luchar por la autonomía. Como respuesta, la comunidad Otomí
recibe amenazas de desalojo y represión. Desde esta asamblea dejamos
claro: toda nuestra solidaridad con la comunidad otomí residente en la
ciudad de México y alto a la criminalización de la comunidad y del
compañero Diego García. Exigimos que se cumplan la totalidad de sus
demandas. Nos declaramos en alerta ante cualquier agresión que puedan
recibir.
Y en Guerrero, las familias de los 43 normalistas desaparecidos de
Ayotzinapa nos dicen que su dignidad no está en venta, que burlas y
desaires recibieron de este gobierno que decidió proteger a los
militares y dejar que la verdad y la justicia siguieran esperando para
otro momento. Esta V Asamblea Nacional por el Agua, la Vida y el
Territorio dice también: nos faltan 43 compañeros y miles más.
Retomando la ruta de Luis Echeverría en 1975 y la creación del
Consejo Nacional de Pueblos Indígenas (CNPI), el INPI del traidor Adelfo
Regino, el 29 de febrero del 2024 creó un aparato con exactamente el
mismo nombre, un instrumento a modo para simular el diálogo y para
intentar disminuir al movimiento indígena independiente, ese que no se
rinde, no se vende y no traiciona. Como reivindicación del desprecio y
de la simulación, el nuevo aparato de dominación de los pueblos retomó
la misma consigna que ha sido nuestro grito de lucha: “Nunca más un
México sin nosotros”. En su ruta del saqueo, y como complemento de la
cooptación y desmovilización, el INPI elaboró y publicó en el diario
oficial de la federación, en el marco del día internacional de los
pueblos indígenas, el 9 agosto de 2024, un Catálogo Nacional de Pueblos y
Comunidades Indígenas y Afromexicanas, un “Catálogo” que es en realidad
un plan de guerra: un plan para para eliminar a nuestros pueblos y
despojar nuestros territorios. Junto a los catálogos, los pueblos
mágicos, la simulación de la justicia y las puestas en escena, el propio
INPI, siempre al servició del capataz, ha impulsado o legitimado
asambleas o consultas que no cumplen con las formas y tradiciones de los
pueblos. Recientemente, el mismo INPI ha retomado reformas jurídicas
que fueron discutidas hace más de 25 años y que hoy no corresponden a
las exigencias y problemáticas de nuestras regiones.
Para los pueblos el agua es sagrada, porque nos da vida, nos da
existencia, nos da comida, nos da medicina. Por eso pedimos permiso al
territorio, por eso no lo traicionamos, no lo vendemos. Si la tierra y
el agua enferman nosotros también, si el agua muere, nosotros y la vida
toda se acaba. Si el agua ya no cae, nada florece, nada vive.
Para ellos, los de arriba, resulta fácil mirar nuestro territorio e
identificar las fuentes de agua, minerales y tierras fértiles, trazar
carreteras, vías de tren, gasoductos, para transportar mercancías y
proveer a la industria, les es fácil mirar el mapa y decidir qué
población desplazar y eliminar.
En esta guerra sangrienta que no es más que una continuidad de la que
inició hace más de 500 años, los pueblos seguimos en resistencia,
seguimos caminando en este territorio llamado México, en este hogar
llamado mundo, y en este caminar nos encontramos con nuestra historia y
con otros pueblos y comunidades.
En este espacio recuperado por nuestras hermanas y hermanos de la
comunidad otomí residente en la Ciudad de México, el cual se ha
convertido no sólo en su casa, sino que han abierto las puertas para
todo aquél que lucha desde abajo y a la izquierda, que luche por la
vida. Dicen que ya no existen pueblos en la ciudad, dicen que nos pueden
contabilizar y caricaturizar en un catálogo, dicen que ya no hay
resistencia, en el norte, sur, este, centro y oeste del país, dicen que
los pueblos ya no existimos, y nosotros y nosotras les decimos que los
pueblos y naciones originarias existimos porque resistimos. Los de
arriba quieren que olvidemos que somos parte de la naturaleza pero
nosotros nos empeñamos en defender a nuestra madre tierra.
En esta 5a Asamblea escuchamos viejas y nuevas formas de despojo y
destrucción, acaparamiento, perforación de pozos para la industria,
construcción de tuberías que, simulando el cumplimiento del derecho al
agua la desvían para la industria y la ciudad, otorgamiento de
concesiones ilimitadas para las industrias, minería y empresas, mientras
a la población es limitada a un día o incluso horas de acceso al agua,
que casi siempre está contaminada.
El sexenio termina, y contrario a lo que prometieron, no termina la
guerra ni el despojo. Peor aún, el próximo gobierno promete continuidad:
un segundo piso para los de arriba construido sobre los y las de abajo.
Los banqueros y megáricos no pueden estar más que contentos. Sus
riquezas y su impunidad se ensanchan.
Las luchas que en nuestros pueblos florecieron desde hace siglos y
que en las últimas décadas ha sobrevivido a la modernización neoliberal y
a la supuesta cuarta transformación, hoy crece en la lucha contra la
guerra y el despojo del agua. Las luchas del campo y la ciudad dialogan,
comparten diagnósticos y encuentran que los explotadores tienen el
mismo nombre en uno y otro lugar. Las luchas se hermanan. La lucha por
el agua, la vida y los territorios debe seguir mientras quien gobierne
lo haga para los de arriba, sirviéndose de la explotación y la
dominación, del saqueo y del desprecio.
Aquí coincidimos las luchas de muy distintas geografías del
territorio nacional, del campo, del mar y la ciudad. Luchas que estaban
antes de este sexenio y luchas que florecieron durante este sexenio.
Estamos aquí quienes coincidimos en seguir en la lucha por la vida,
desde abajo, contra la explotación capitalista bajo los nuevos rostros
que adquiere.
Esta es nuestra palabra sencilla, un balance del sexenio que termina y
un anuncio de que nuestra lucha sigue en el sexenio que comienza. La
lucha por el Agua, la Vida y el Territorio sigue, porque luchar por la
Vida es luchar contra el capitalismo.
Repudiamos el megaproyecto del corredor interoceánico del Istmo de
Tehuantepec, el mal llamado Tren Maya, el Aeropuerto Internacional
Felipe Ángeles y el Proyecto Integral Morelos, entro otros.
Repudiamos los Planes de reordenamiento territorial, los planes de
justicia que son el instrumento para despojar el territorio, desplazar a
los pueblos para repoblar con nuevos habitantes que se dejen someter
por este sistema.
Exigimos el cese de la criminalización en contra de 9 personas
compañeras y dos compañeros indígenas zapotecas y un mixe, con el motivo
de desplazarles de manera forzada al imputándoles una fabricación de
delitos.
Exigimos el cese de la criminalización en contra del campamento tierra y libertad de Mogoñe viejo en el ITSMO de Tehuantepec.
Repudiamos la manipulación del Registro Nacional de Personas
Desaparecidas para ocultar las más de 116 mil personas desaparecidas, y
repudiamos también el cinismo del mal gobierno que incluso convocó a
personas desaparecidas para ser representantes de casilla.
Condenamos las 40 ejecuciones de integrantes del Consejo Indígena y Popular de Guerrero – Emiliano Zapata.
Exigimos la presentación con vida de los 43 normalistas de
Ayotzinapa y los miles de desaparecidos, así mismo pedimos la
investigación y el castigo a Omar García Harfuch por sus posibles
vínculos con este crimen
Exigimos la presentación con vida Sergio Rivera Hernández de la
Sierra Negra de Puebla por luchar en contra de la construcción de una
hidroeléctrica.
Exigimos el alto a la violencia contra las comunidades de la sierra del Sur de Guerrero.
Exigimos la libertad inmediata e incondicional de María Cruz Paz del
Consejo Supremo Indígena de Michoacán y de los 5 presos de San Juan
Cancúc.
Exigimos el cierre de procesos, persecución y desplazamiento contra
la comunidad mazateca de Eloxochitlán de Flores Magón, Oaxaca.
Exigimos el cierre definitivo del basurero de San Pedro Cholula,
Puebla y alto a la persecución de compañeros nahuas de la región.
Repudiamos el actuar de CONAGUA en contra de nuestras comunidades al
gestionar y garantizar el despojo y contaminación de nuestra agua.
Exigimos Castigo a los culpables del asesinato de Samir Flores
Soberanes, quien luchó en contra del Proyecto Integral Morelos. Su
lucha, así como él, siguen vivos en nuestra resistencia.
Exigimos el alto a la destrucción de las reservas de agua de ríos
subterráneos y cenotes en la península de Yucatán destruidos por el mal
llamado tren maya que lo acompaña el incremento de niños y jóvenes
desaparecidos vinculados a cuarteles y carteles del narcotráfico.
Exigimos el alto en la destrucción de la selva en Calakmul en el
territorio maya de la península de Yucatán, con incendios en la selva
legitimando el cambio de uso de suelo para construir hoteles, casinos,
para el turismo la especulación inmobiliaria y monocultivos de la
agroindustria.
Exigimos justicia por los compañeros Yaquis desaparecidos y asesinados por el narco estado.
Exigimos el retiro de la comisión estatal de los pozos de agua de Santiago Mexquititlán y alto al hostigamiento a la comunidad.
Exigimos el cese de la persecución y fabricación de delitos en
contra de investigación de nuestra compañera Hortensia Telésforo de San
Gregorio Atlapulco, criminalizada por participar en la recuperación de
la biblioteca comunitaria del pueblo.
Exigimos la atracción de la carpeta de investigación por parte de la
suprema corte de justicia de la nación por el delito de tortura en
contra del estado mexicano en Querétaro
Exigimos la libertad de José Alberto Cortez Sayes, Esmeralda de la región Purépecha en Michoacán.
Acciones
Llamamos a acompañar la acción convocada en el Istmo del 10 al 12 de
octubre en el marco de las jornadas del llamado nacional del Congreso
Nacional Indígena, en contra de megaproyectos y gasoductos.
Llamamos al acompañamiento de los padres y madres de los 43 normalistas de Ayotzinapa el 26 de septiembre de 2024.
Llamamos a difundir las consecuencias de la militarización en nuestros territorios y en todo el país.
Llamamos al acompañamiento permanente a la Comunidad de Santa María
Ostula Michoacán, en la exigencia de respeto a las tierras comunales que
tiene en la localidad de Xayacalan, y las acciones próximas convocadas
como es el caso del 4 de septiembre, en la suprema corte de justicia
para el reconocimiento por parte del poder judicial mediante un juicio
de amparo interpuesto.
Llamamos a acompañar y dar seguimiento a la Segunda Asamblea
Regional de pueblos Cholultecas y de los volcanes que se llevará a cabo
el 1 de septiembre de 2024 en el pueblo de Coronango, Puebla
Participar en los llamados del Congreso Nacional Indígena hacia el 12 de Octubre 2024
Convocamos a sumarnos al 51 aniversario de la UPVA 28 de octubre el 28 de octubre 2024
Movilización por justicia para Avelino Soberanes, 21 de agosto
Marcha nacional convocada por la UPVA 28 de octubre, 13 de septiembre
Reafirmamos que este edificio seguirá siendo la Casa de los Pueblos y
Comunidades Indígenas Samir Flores Soberanes, resguardad por la
comunidad otomí residente de la CDMX y junto con ellos la ocupamos
luchando desde abajo y a la izquierda, retomando los principios del
mandar obedeciendo.
Anunciamos que se realizará la Sexta Asamblea Nacional por el Agua,
la Vida y el Territorio en el 2025. Próximamente informaremos lugar y
fecha.
TENER TECHO ES UN DERECHO
AGUA, TIERRA Y LIBERTAD
NO ES SEQUÍA, ES SAQUEO
HASTA QUE LA DIGNIDAD SE HAGA COSTUMBRE
ZAPATA VIVE, LA LUCHA SIGUE
Casa Samir Flores Soberanes, Ciudad de México a 18 de agosto de 2024
-.-.-.-.
*Cobertura de la 5ta Asamblea Nacional por el Agua y La Vida*
San Salvador – El miércoles 10 de abril, en San Salvador, en
una audiencia preliminar para determinar si cinco destacados defensores
del agua de la comunidad de Santa Marta deben ser juzgados por un
presunto asesinato ocurrido hace más de 34 años durante la guerra civil
salvadoreña, un juez confirmó los cargos de asesinato y asociación
ilícita contra los cinco defensores del agua y desestimó un tercer cargo
de privación de libertad.
Desde la detención, en enero de 2023,
simpatizantes de los defensores del agua han liderado una campaña
nacional e internacional para exigir que se retiren los cargos y
denunciar que su detención tiene motivaciones políticas ante la falta de
pruebas presentadas por la Fiscalía General de la República de El
Salvador. Estas campañas también han denunciado la falta de derechos
legales y del debido proceso bajo el actual “estado de excepción”
impuesto por el presidente Nayib Bukele para combatir a las pandillas y
han advertido sobre la intención del gobierno salvadoreño de revertir la
prohibición de la minería metálica, por la cual los defensores
ambientales ganaron notoriedad internacional en 2017.
El Institute
for Policy Studies (IPS) se une a la Alianza Centroamericana sobre
Minería (ACAFREMIN), MiningWatch Canadá, la Alianza de Servicios
Públicos de Canadá, la Fundación SHARE, La Iglesia Unida de Canadá y la
Washington Ethical Society en condenar el fallo del 10 de abril,
pidiendo una vez más que se retiren los cargos en contra de los Cinco de
Santa Marta: Miguel Ángel Gámez, Alejandro Laínez García, Pedro Antonio
Rivas Laínez, Antonio Pacheco y Saúl Agustín Rivas Ortega.
El caso ha ganado escrutinio internacional ante acusaciones de que los cargos tienen motivaciones políticas.
El
fallo de hoy “confirma nuestra teoría de que detrás de este caso hay
motivaciones políticas, y el juzgado de primera instancia de
Sensuntepeque – atrapado entre las presiones del Fiscal General y el
reclamo de justicia de organismos nacionales e internacionales – no ha
tenido otra opción que permitir que el caso pase a juicio ”, dijo Alfredo Leiva, miembro de la junta directiva de la Asociación para el Desarrollo Económico y Social de Santa Marta (ADES). “Apelaremos esta decisión inmediatamente ante la Cámara de Segunda Instancia y demandaremos que se revoque el fallo”.
Entre
las más de 70,000 personas que el presidente salvadoreño Nayib Bukele
ha encarcelado en pésimas condiciones y mediante el uso de tortura se
encuentran decenas de miles de personas inocentes, incluidos cinco
defensores del agua y numerosos líderes sindicales. El gobierno no ha
presentado prueba alguna que respalde la detención de los Cinco
Defensores del Agua, y los cargos contra ellos deben ser retirados en
virtud de la amnistía de 1992.
Hay pruebas
convincentes de que el presidente Bukele desea violar una votación
unánime en la legislatura salvadoreña para prohibir la minería en 2017;
una medida que pondría en peligro el suministro de agua del país y
violaría la voluntad pública.
El presidente
Bukele ha tomado una serie de medidas para reducir la independencia del
poder judicial, violar los derechos humanos básicos y suspender las
libertades civiles y el estado de derecho, en nombre de proteger a la
población de la violencia causada por las pandillas.
El mes pasado, miembros
de la comunidad de Santa Marta acompañados por el Instituto de Derechos
Humanos de la Universidad de Centroamérica (IDHUCA), denunciaron el
doble rasero de la Procuraduría General de la República al procesar un
caso que tiene claras motivaciones políticas contra reconocidos líderes
comunitarios que durante décadas han contribuido al desarrollo económico
y social de Santa Marta, mientras rehúsan procesar las masacres de
guerra bien documentadas donde cientos de hombres, mujeres y niños de la
comunidad de Santa Marta fueron asesinados por el ejército salvadoreño.
“Es
indignante que el juez permita que este juicio avance a pesar de la
falta de pruebas del delito. La comunidad internacional apoya firmemente
a los cinco líderes de la exitosa lucha contra la minería, y nos
uniremos a los defensores de derechos humanos en el Salvador para
continuar la lucha para que se haga justicia en este caso”, afirmó John Cavanagh, asesor senior del Instituto de Estudios de Políticas (IPS) de Washington, D.C.
“Existe
un patrón bien documentado de criminalización en todo el hemisferio
americano , donde los defensores del medio ambiente son criminalizados
con acusaciones infundadas, en un esfuerzo por silenciar su oposición a
la minería e impedir su trabajo que afirma la vida protegiendo el agua
para las generaciones futuras. Denunciamos firmemente el fallo de hoy
del caso de los 5 de Santa Marta”, dijo Viviana Herrera, Coordinadora del Programa de América Latina de MiningWatch Canadá.
“Los cinco defensores del agua desempeñaron papeles fundamentales para
lograr una prohibición histórica de la minería metálica en El Salvador, y
este fallo es una es una clara amenaza a los derechos de todos los y
las salvadoreñas que protegen su agua y su medio ambiente. Expresamos
nuestro más sentido pesar a los Cinco Defensores del Agua y sus familias
y seguiremos pidiendo que se retiren los cargos hasta que queden
libres”.
Contactos de prensa:
John Cavanagh, Institute for Policy Studies: johnc@ips-dc.org, +1 (202) 297-4823
Pedro
Cabezas, Alianza Centroamericana Frente a la Mineria (ACAFREMIN) y
Aliados Internacionales contra la Minería en El Salvador: stopesmining@gmail.com, +503-7498-4423
Olivia Alperstein, Institute for Policy Studies: olivia@ips-dc.org, +1 (202) 704-9011
Hace ya una semana que el mundo agrícola expresa su ira con actos
contundentes y a plena luz del día: es la cólera de una profesión que se
ha vuelto casi impracticable, que colapsa bajo la brutalidad de las
transformaciones ecológicas que se avecinan y bajo asfixiantes
restricciones económicas, normativas, administrativas y tecnológicas.
Mientras los bloqueos continúan por doquier presentamos algunos
puntos aclaratorios sobre la situación desde la perspectiva del
movimiento de los Levantamientos de la Tierra (Soulèvements de la Terre).
Somos un movimiento de habitantes de las ciudades y del
campo, de ecologistas y de campesinos/as ya establecido/as como tales o
en proceso de hacerlo. Rechazamos la polarización que algunos
tratan de suscitar entre estos mundos. Somos defensores/as de la tierra y
el agua, que siempre han sido nuestro punto de partida para arraigarnos
y que son además las herramientas de trabajo de los campesinos/as y
nuestros medios nutricios fundamentales. Nos movilizamos desde hace años
contra los grandes proyectos desarrollistas que los devastan y contra
los complejos industriales que los envenenan y acaparan. Seamos
claros/as: esta vez el movimiento actual, considerado en toda su
heterogeneidad, ha sido iniciado y conducido en gran medida por otras
fuerzas que no eran las nuestras, a veces con objetivos diferentes y, en
otros casos, con algunos que nos son completamente ajenos. De todos
modos, cuando comenzaron los primeros bloqueos, desde diferentes comités
locales nos unimos a algunas barricadas y acciones. Fuimos al encuentro
de los campesinos/as y agricultores/as movilizados/as y debatimos con
nuestros compañeros/as de diferentes organizaciones campesinas para
entender sus análisis sobre la situación. Nos cercioramos de que también
nosotros/as participábamos plenamente de la digna cólera de quienes se
niegan a resignarse a su extinción.
Los cuadros del FNSEA están siendo ruidosamente silbados y rechazados
Solo podemos alegrarnos de que la mayoría de los agricultores/as
estén bloqueando el país en estos momentos. Que ellos y ellas estén
representados/as por la FNSEA (Fédération Nationale des Syndicats
d’Exploitants Agricoles / Federación Nacional de Sindicatos de
Productores Agrícolas) y por los jefes del agronegocio en las instancias
de negociación con el gobierno es consternante. Sobre todo en un
momento en que los cuadros de este sindicato mayoritario están siendo
ruidosamente silbados y rechazados en ciertos bloqueos donde ya no
pueden retener a sus bases. Y es que muchas personas implicadas en los
cortes de la circulación no están sindicadas y no se sienten
representadas por la FNSEA.
Fundado después de la guerra, este sindicato hegemónico ha acompañado
el desarrollo del sistema agroindustrial durante décadas en
colaboración con el Estado. Es este sistema que ellos sostienen el que
pone la cuerda al cuello de los campesinos/as, el que los explota para
alimentar sus ganancias y el que los empuja a endeudarse para crecer y
así seguir siendo competitivos o si no desaparecer. En 1968, Michel
Debatisse, entonces secretario general de la FNSEA y antes de
convertirse en su presidente, declaraba: “Dos tercios de las empresas
agrícolas no tienen, en términos económicos, razón de ser. Estamos de
acuerdo en que es necesario reducir el número de agricultores”. Misión
cumplida con creces: el número de campesinos/as y de asalariados/as
agrícolas pasó de 6,3 millones en 1946 a 750.000 según el último censo
de 2020. Mientras tanto, el número de tractores en nuestros campos ha
aumentado en aproximadamente un 1.000%, el de granjas ha caído un 70% y
el de activos agrícolas un 82%. En otras palabras: más de 4 de cada 5
activos dejaron el trabajo agrícola en solo cuatro décadas, entre 1954 y
1997. Y la lenta hemorragia prosigue hasta hoy…
Mientras que el tamaño medio de una explotación en Francia en 2020 es
de 69 hectáreas, el de Arnaud Rousseau, actual director de la FNSEA y
antiguo agente comercial directamente egresado de una escuela de megocios, asciende a 700 hectáreas. A la vez dirige una quincena de empresas, holdings
y granjas; es, además, presidente del consejo de administración del
grupo industrial y financiero Avril (Isio4, Lesieur, Matines, Puget,
etc.); director general de Biogaz du Multien, una empresa de
metanización; administrador de Saipol, líder francés en la
transformación de semillas en aceite, presidente del consejo de
administración de Sofiprotéol…
Los cuadros de la FNSEA, así como los dirigentes de las mayores cooperativas agrícolas –ampliamente representados por la Fede y sus satélites– se ceban con sus beneficios (1): el ingreso medio mensual de las diez personas mejor pagadas en 2020 en la cooperativa Eureden es de 11.500 euros.
Los ingresos medios de los agricultores y el mito de la unidad
orgánica del mundo agrícola esgrimidos en los platós ocultan una
desgarradora disparidad de ingresos y de violentas desigualdades
socioeconómicas que ya no pasan desapercibidas para nadie: los márgenes
de los pequeños productores no dejan de erosionarse mientras que los
beneficios de la agroindustria suben como la espuma.
En todo el mundo el porcentaje del precio de venta que corresponde a
los agricultores ha pasado del 40% en 1910 al 7% en 1997, según la
Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la
Alimentación (FAO). De 2001 a 2022, los distribuidores y las empresas
agroalimentarias del sector lácteo vieron cómo su margen bruto despegaba
un 188% y un 64% respectivamente, mientras que el de los productores se
ha estancado cuando no es simplemente negativo.
Una de las razones que impulsan al mundo agrícola a bloquear las
autopistas, a vaciar botellas de leche en un Carrefour (Epinal-Jeuxey), a
bloquear las fábricas de Lactalis (Domfront, Saint-Florent-le-Vieil,
etc.), a arar un aparcamiento (Clermont-l’Hérault), a bloquear el puerto
de La Rochelle, a vaciar camiones procedentes del extranjero, a rociar
con estiércol una prefectura y a saquear un McDonalds (Agen), a salir
con carritos llenos de un supermercado (Chasseneuil-du-Poitou); es que
los industriales intermediarios por arriba –proveedores, vendedores de
agroequipos, sembradores industriales, vendedores de insumos y
alimentos– y por debajo –las cooperativas de recolección-distribución
como Lactalis, los industriales de la gran distribución y del sector
agroalimentario como Leclerc– que estructuran el complejo
agroindustrial, les están desposeyendo de los productos de su trabajo.
Sin las subvenciones, el 50% de los pequeños agricultores/as tendrían unos resultados económicos negativos
Este saqueo del valor añadido orquestado por dichos segmentos del
sector es lo que explica, a día de hoy, que sin las subvenciones –que
desempeñan el perverso papel de actuar como muletas del sistema, además
de beneficiar principalmente a los más poderosos y ricos– el 50% de los
pequeños agricultores/as tendrían unos resultados económicos negativos, y
ello sin tener en cuenta los impuestos. Por ejemplo: en la producción
de leche de vaca el margen sin subvención, que era de 396 €/ha de media
entre 1993 y 1997, se hizo negativo a finales de la década de 2010 (-16
€/ha en promedio); mientras que el número de campesinos/as
contabilizados por la Red de Información Contable Agrícola (Réseau
d’information comptable agricole) en este sector ha pasado durante este período de 134.000 a 74.000(2) …
Los acuerdos de libre comercio internacionales –que denuncian la
Confederación Campesina (Confédération paysanne) y la Coordinación Rural
(Coordination rurale)– ponen a competir a los campesinos del mundo
entero y han acelerado este tipo de depredaciones económicas. Hoy en día
sabemos bien que en cuanto se habla de “liberalización”, de “incremento
de la competitividad” o de “modernización” de las estructuras, es que
las granjas van a desaparecer y que la policultura de la ganadería
retrocederá más todavía –ahora solo representa el 11% de las
explotaciones–, dejando solo un desierto verde de monocultivos
industriales conducidos por operarios/as al mando de estructuras cada
vez más endeudadas, menos dueños/as de sus propias herramienta de
trabajo y de sus cuentas bancarias, que acaban perteneciendo
prácticamente a sus acreedores.
La constatación es inapelable: cuantos menos campesinos/as haya,
menos podrán ganarse la vida, salvo que logren ampliar una y otra vez la
superficie de la explotación de que disponen, devorando por el camino a
sus propios vecinos. En estas condiciones, “convertirse en empresario”,
como promete la FNSEA, consiste en realidad en ponerse en la misma
situación que el conductor de Uber que se endeuda hasta el cuello para
comprar su vehículo y que solo depende de un único contratista para
llevar a cabo su negocio… Agreguemos a esto la brutalidad del cambio
climático –acontecimientos climáticos extremos, sequías, incendios,
inundaciones…–, así como los desórdenes ecológicos que implica.
Siguiendo su estela, una multiplicación de las enfermedades nuevas y
otras zoonosis que consiguen que el oficio se vuelva casi imposible y de hecho invivible, a causa de esta inestabilidad apabullante.
Si nos sublevamos es, en gran parte, contra los estragos de este
mundo agroindustrial, con el vivo recuerdo de las granjas de nuestras
familias que tan a menudo hemos visto desaparecer y con la aguda
conciencia del abismo de dificultades que nos estamos topando en nuestro
propio camino para asentarnos de nuevo. Estas industrias y
megasociedades acaparadoras son las responsables de todo ello, pues se
tragan las tierras y las granjas de sus alrededores por mor del avance
de la producción agrícola, mientras asesinan a la chita callando lo que
queda del mundo campesino. Estas son las industrias contra las que nos
hemos enfrentado en nuestras acciones desde el principio de nuestro
movimiento, y no contra el campesinado.
Si afirmamos claramente que la liquidación social y económica del
campesinado y la destrucción de sus medios de vida están estrechamente
correlacionadas –las granjas desaparecen al mismo ritmo que las aves de
campo, a la vez que crece el complejo agroindustrial que va estrechando
su cerco mientras el calentamiento global se acelera–, tampoco tenemos
ninguna duda sobre los efectos nocivos de cierta ecología industrial,
tecnocrática y gubernamental en este proceso. La gestión derivada de las
normas ambientales-sanitarias en la agricultura es, en este sentido,
absolutamente ambigua. No solo no protege realmente la salud de los
pueblos y sus medios de vida, sino que ha constituido, a pesar de sus
declaradas buenas intenciones, todo un nuevo vector que conduce a la
industrialización de las explotaciones agrícolas. Las colosales
inversiones exigidas por estas normas desde hace años han acelerado, en
todas partes, la concentración de las estructuras y su burocratización
bajo controles permanentes, lo que se ha materializado en la pérdida
total del sentido del oficio.
Nos negamos a separar la cuestión ecológica de la cuestión social
Nos negamos a separar la cuestión ecológica de la cuestión social, y
también a convertirla en un asunto de consumidores/as y ciudadanos/as
responsables dispuestos a cambiar sus prácticas individuales mediante
vagas “transiciones personales”. Es imposible exigir a un ganadero
atrapado en un sector hiperintegrado que tome otra dirección y salga del
modo de producción industrial, como también es vergonzoso exigir que
millones de personas que dependen estructuralmente de ayudas
alimentarias comiencen a “consumir orgánico y local”. Además, no
pretendemos reducir la necesaria ecologización del trabajo de la tierra a
una mera cuestión de “reglamentos” y “listas de normas”: el remedio no
llegará fortaleciendo el control de las burocracias sobre las prácticas
campesinas. Ningún cambio estructural tendrá lugar hasta que nos
quitemos de encima las ataduras económicas y tecnocráticas que pesan
sobre nuestras vidas, y solo podremos liberarnos de ellas a través de la
lucha.
Aunque no tenemos lecciones que dar a los agricultores/as, ni tampoco
ninguna falsa promesa, sí podemos afirmar que la experiencia de
nuestras luchas junto a los campesinos/as –ya sea contra grandes
proyectos innecesarios e impuestos como el de las mega-balsas, o para
reapropiarse de los frutos del acaparamiento de tierras– nos ha dado
algunas certezas que guían nuestras apuestas estratégicas.
La ecología será campesina y popular o no será. El campesinado
desaparecerá al mismo tiempo que la seguridad alimentaria de los pueblos
y nuestros últimos márgenes de autonomía contra los complejos
industriales si no se levanta un amplio movimiento social de
recuperación de la tierra frente a su acaparamiento y su destrucción.
Algo que sucederá indudablemente si no logramos volar por los aires los
obstáculos –tratados de libre comercio, desregulación de precios,
dominio monopolístico del sector agroalimentario y de los hipermercados
en el consumo de los hogares– que sellan el dominio del mercado sobre
nuestras vidas y la agricultura; si no se detiene la huida hacia
adelante del tecno-optimismo –el tríptico biotecnología
genética-robotización-digitalización–; si no se neutralizan los
megaproyectos clave para la reestructuración del modelo agroindustrial;
si no encontramos las palancas adecuadas para la comunización de los
alimentos que permita, a la vez, asegurar los ingresos de los
productores y garantizar el derecho universal a la alimentación.
Además creemos en la fecundidad y en el poder de las alianzas
imprevistas. En un momento en que la FNSEA busca hacerse con el control
del movimiento –especialmente al perseguir, en algunos de los puntos de
bloqueo que controla, todo aquello que no parezca un agricultor
“sindicado en la Fede”–, creemos que un giro puede producirse
gracias al encuentro entre los/as agricultores/as movilizados/as y otros
componentes del movimiento social y ecológico que se han levantado en
los últimos años contra las políticas económicas depredadoras del
gobierno. El “corporativismo” siempre ha sido el responsable de la
impotencia campesina, al igual que la separación de los medios de
subsistencia agrícolas a menudo ha determinado la derrota de los
trabajadores urbanos. Tal vez sea el momento de derribar algunos muros y
continuar con el fortalecimiento de los bloqueos yendo al encuentro de
aquellos que aún no han puesto los pies en el movimiento. Es preciso
continuar en los próximos meses con las luchas comunes entre habitantes
del territorio y trabajadores/as de la tierra.
A
Coligação Spirit of Mandela (spiritofmandela.org), desde o início
da sua existência em 2018, junta-se a milhões de pessoas em todo o
mundo para expressar aberta e inequivocamente o seu apoio ao direito
do povo palestiniano a ser livre de toda e qualquer ocupação e
opressão dos colonos sionistas israelitas.
Não
obstante o nosso apoio aos protestos em massa em todo o mundo, o
nosso apoio vocal materializa-se e manifesta-se no trabalho que
fazemos como coligação, ou seja, organizando activamente nos Estados
Unidos a construção de uma comunicação viável e de uma
iniciativa de rede de partilha de recursos e de informações
precisas, denominada "Senado dos Povos". Reconhecemos que
não só é essencial protestar contra a ocupação de colonos
israelitas e o massacre de milhares de palestinianos, como também é
imensamente vital para o futuro progresso e desenvolvimento de
movimentos e activistas no seio da besta - uma besta que patrocina e
impulsiona financeiramente a máquina genocida israelita - construir
e reforçar a eficácia dos movimentos nos Estados Unidos para
desafiar, opor-se, resistir e derrotar a agressão internacional, a
exploração e a colonização dos EUA de outros povos em todo o
mundo.
Libertem
todos os presos políticos palestinianos!
Libertem
todos os presos políticos em todo o mundo!!
Amor,
Orações, Acção e Apoio ao Povo Palestiniano!!!
Hoy es 25 de diciembre. En este momento, hay sonidos de aviones de guerra en el aire.
Hoy el bombardeo turco contra la Imprenta Simav en Qamishlo ha matado a Berivan y a otros cinco empleados de allí. Ala El Sebawi también perdió la vida durante el ataque turco contra una panadería pública. Berivan y Ala eran dos mujeres jóvenes de Rojava que lucharon por construirse otra vida. Antes de la revolución, a las mujeres no se les permitía tomar decisiones sobre sus propias vidas. Hasta ahora sabemos que Riyad Hemo, Hisên Ehmed, Rênas Hisên, Ferhan Xelef y Ferhan Temê también han perdido la vida y otros más han resultado heridos.
Por cada lugar atacado por Turquía, por cada persona que ha caído, también se han perdido recuerdos de larga duración: recuerdos de cómo hacer la revolución y cómo construir una nueva vida.
Turquía también ha atacado otros lugares: En el centro de Amude, estaba la cooperativa popular que producía aceitunas. Recordamos a una mujer de Afrin que decía: "Aquí, cuando estoy con las aceitunas, me siento más cerca de Afrin, y esto me da alegría". Es importante saber que para los habitantes de Afrin, el olivo es sagrado, considerado fuente de vida. Hoy, sus olivos están siendo cortados, extraídos por los mercenarios turcos. “Cada vez que cortan un olivo”, dicen, “matan a uno de nosotros. Desde el día en que Afrin fue ocupada, muchas de las personas ancianas de Afrin están muriendo durante la época de la recogida de la aceituna. Sabemos que no es una coincidencia".
Turquía también atacó otro lugar: la sala de Karama en Amude. Recordamos la época en que la organización de mujeres Kongra-Star celebró allí su congreso, celebrando la revolución de las mujeres. Cientos de mujeres de todas las edades estaban allí. Y para los habitantes de Amude, es un conocido lugar de encuentro para reuniones públicas. Entre otros muchos lugares, Turquía también tomó como objetivo el centro de diálisis de Qamishlo. Recientemente, se estaba debatiendo cómo construir más alternativas de este tipo para los enfermos de la región porque éste era el único que daba servicio público.
ncluso desde que hemos empezado a escribir este llamamiento, las noticias de nuevos ataques crecen exponencialmente. Entre las infraestructuras que ahora mismo están en el punto de mira de todas las regiones de Rojava se encuentran hospitales y centros y depósitos médicos, lugares de suministro de alimentos, fábricas textiles, gasolineras y pozos, cooperativas agrícolas, depósitos de construcción y molinos de grano.
Mientras tanto, los pueblos de Rojava no han cesado en su empeño de organizarse según los principios del paradigma democrático, ecológico y basado en la liberación de la mujer. Han reconstruido sus vidas a partir de las ruinas de la guerra.
En una región marginada y oprimida durante décadas por el régimen de Assad, con una base de infraestructuras muy limitada, se construyeron fábricas, talleres y cooperativas para producir artículos de primera necesidad. Se construyeron escuelas, academias para que todos aprendieran en su propia lengua materna. Se construyeron imprentas para compartir libremente análisis, novelas y poemas. Se construyeron hospitales para tratar a los enfermos. Se construyeron lugares de reunión y celebración. Para abastecer las necesidades energéticas, se gestionaron estaciones petrolíferas. Cada uno de ellos se construyó gracias a los esfuerzos incansables de personas organizadas en comunas, consejos, cooperativas y academias para honrar la esperanza y afirmar una voluntad de vida. Estos son los resultados prácticos de la esperanza de que podemos construir una vida libre sin depender del Estado, el capitalismo y el patriarcado.
Los logros más recientes del movimiento kurdo por la libertad amenazan la existencia del Estado fascista turco. El 13 de diciembre, la Administración Autónoma Democrática del Norte y el Este de Siria anunció su nuevo Contrato Social. El 19 de diciembre, los partidos kurdos se aseguraron la mayoría de los escaños en las elecciones locales de Kirkuk, Irak. Además, la guerrilla realizó acciones exitosas contra el ejército turco ocupante en las montañas del sur del Kurdistán (Irak).
Por ello, el ejército turco está -una vez más- intensificando sus ataques contra Rojava para intentar hacer realidad su sueño de un imperio neo-otomano.
Lo que resulta obvio es que estos ataques forman parte de la guerra sistemática cuyo objetivo es destruir la vida de la gente aquí en Rojava y, en última instancia, la esperanza que están difundiendo. Esta nueva oleada de ataques tiene como objetivo las infraestructuras críticas y, en combinación con el embargo, la supervivencia de todas las vidas se ve amenazada, con escasez de agua, combustible y electricidad. Debemos interpretar esta estrategia como parte de los planes de ocupación a largo plazo de Erdogan; el mismo Erdogan que califica de genocidio los ataques contra las infraestructuras, las escuelas, los hospitales y las iglesias de Gaza.
Esta es una realidad: el mundo entero está ahora bajo el ataque de los Estados fascistas, capitalistas y dominados por los hombres. Llamamos a una lucha unida contra la maquinaria de guerra que, a través de la ocupación, el genocidio y el feminicidio, intenta dividir y conquistar. Al igual que los pueblos de Rojava/Norte y Este de Siria que insisten en construir una vida libre en lucha, por la que tantas han dado sus vidas, ahora aquí está el llamamiento para que todo el mundo resista y se organice contra el fascismo, la ocupación y el patriarcado - ¡y para construir una vida libre en dignidad!
Instituto Andrea Wolf de la Academia Jineolojî Rojava / Región de Administración Autónoma del Norte y Este de Siria, 25.12.2023 Contacto: jineoloji-international@riseup.net