Ainda tendo na memória a inesquecível descida da Avenida da Liberdade no dia em que se comemorou meio século da Revolução de Abril, comemoramos agora os seus 52 anos. Que são também os 50 anos da Constituição que Abril permitiu construir, por via democrática.
Vivemos tempos de grandes retrocessos. No mundo e no país, a
extrema-direita recorre a todos os instrumentos à sua mão para alcançar o
poder. Controlo das plataformas digitais, que espalham ódio e mentiras, e da
comunicação social
tradicional. Subjugação do poder judicial e das instituições
culturais. Violência de Estado contra os cidadãos, estrangulamentos económicos, guerra
e genocídio. Desrespeito pelo Direito Internacional, pela Carta das Nações
Unidas, pelo direito dos povos à autodeterminação. Tudo vale para a acumulação de
riqueza.
Mais do que nunca, temos de ser muitas e muitos a defender a
democracia e a
Constituição de Abril. Do que foi cumprido e do muito que tem
sido ignorado ou atacado, motivando tantas desilusões. A Constituição aprovada
em 2 de Abril de 1976 é a do acesso à escola pública e ao Serviço Nacional de Saúde,
do direito à greve e da proibição do despedimento sem justa causa, do direito à
habitação e do equilíbrio ecológico, da imprensa livre e do direito ao voto universal.
Não desistiremos do texto constitucional e do que ele
representa: um país livre, com democracia que salvaguarda os direitos e as garantias
individuais, nomeadamente a autodeterminação e expressão de género. Com serviços públicos
de qualidade e a distribuição justa dos recursos, um generoso projeto de saúde,
educação, habitação e cultura para todos e todas. Com liberdade para a academia e os
agentes culturais. Um mercado de trabalho em que não vigore a lei da selva, com um
sistema de pensões público, universal e solidário. Um país que receba os
imigrantes no respeito pelos direitos humanos. Um país que não se vergue aos senhores da
guerra.
Juntamo-nos desta vez na cantina do Instituto Superior
Técnico, a 17 de Abril. Juntos e juntas em defesa da Constituição, dos valores de Abril e da
Paz. E também para imaginarmos, em conjunto, um futuro que vá mais além no
sentido da justiça, da igualdade, da fraternidade e da sustentabilidade. Por Abril,
Sempre!
Alexandra Leitão • Alexandre Abreu • Ana Drago • António Avelãs • António Eduardo Pereira • António Garcia Pereira • António Valadas da Silva • Arménio Carlos • Carlos Trindade • Carmo Afonso • Catarina Homem • Cipriano Justo • Cristina Cruz • Daniel Bernardino • Daniel Carapau • Deolinda Machado • Domingos Lopes • Duran Clemente • Fabian Figueiredo • Fernando Gomes • Fernando Vicente • Filomena Carocinho • Francisco Naia • Helena Roseta • Henrique Sousa • Isabel Cotrim • Isabel do Carmo • Isabel Tadeu • João Afonso • João M Almeida • José Aranda da Silva • José Feliciano Costa • José Luís Albuquerque • José Neves • José Tavares • Manuel carvalho da Silva • Manuela Silva • Maria do Céu Guerra • Miguel Carvalho • Nuno Ramos de Almeida • Paula Cabeçadas • Paula Marques • Paulo Pedroso • Pedro Delgado Alves • Pedro Tadeu • Pedro Pezarat Correia • Pilar del Rio • Ramiro Soares Rodrigues • Reinhard Naumann • Ricardo Moreira • Ricardo Paes Mamede • Rita Castel'Branco • Rogério Moreira • Sandra Monteiro • Sara Goulart • Sérgio Monte • Teresa Macara • Tiago Mota Saraiva • Ulisses Garrido • Vítor Sarmento • Júlia Coutinho • Guadalupe Portelinha • Rui Godinho • José Vítor Malheiros • Sérgio Baptista • Tiago Gilot
Contaremos com intervenções de João Leal Amado, Patrícia Portela e Miguel Carvalho (vídeo).

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