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quinta-feira, janeiro 24, 2013

26J: PROTESTO ANTI-AUTORITÁRIO CONTRA O CAPITALISMO, FASCISMO E A REPRESSÃO - Solidariedade com xs compas gregxs e de todo o mundo!

26.JAN
SALDANHA 14H30 – LARGO DO CAMÕES 17H00
Durante os últimos meses, os ataques contra os movimentos anti-autoritários têm sido reforçados a nível mundial.
Desde os ataques às ocupações de terras e às acções de greve, ao despejo de espaços auto-geridos e de ocupações de empresas - todas as actividades que sejam susceptíveis de criar espaços libertados dentro deste sistema tendem a ser esmagados. Os nossos meios de contra-informação são censurados ou bloqueados. Quando saímos às ruas para expressar as nossas ideias, lá está a polícia à nossa espera...
As câmaras de vigilância seguem-nos a par e passo. Xs nossxs companheirxs vêm-se presxs.
Em muitos casos, torna-se cada vez mais evidente a ligação do Estado aos grupos fascistas, que se tornaram uma ameaça mortal omnipresente para alguns/algumas de entre nós. Nas regiões do mundo onde o empobrecimento atinge directamente largas margens da sociedade, o Estado combate os movimentos anti-autoritários, que se formam para combater, na sua génese, a fome e a injustiça.
Por todo o mundo, e nas últimas semanas especialmente na Grécia, os espaços e centros libertários são atacados com o objectivo de destruir a ideia de auto-gestão e defender o sistema que prevalece. Nos ataques mais recentes, o objectivo parece ser a destruição do movimento anti-autoritário, o desmantelamento dos lugares onde a resistência contra os poderosos e as alternativas são semeadas e produzem frutos.
Torna-se necessário conectar as nossas lutas globalmente. Embora seja o ataque frontal do Estado grego contra o movimento anti-autoritário o que está na origem deste apelo, são inumeráveis os exemplos no mundo inteiro que mostram os ataques sistemáticos sobre os movimentos de resistência a este sistema que nos oprime e atira para a miséria - desde a repressão política dos activistas contra o TAV (Itália) e da ZAD (Zona A Defender, contra o novo aeroporto dos arredores de Nantes) à repressão dos movimentos indígenas, das repressões violentas de manifestações populares por toda a Europa (como na greve geral 14N) até ao ataque de estudantes do básico com gás lacrimogéneo em Braga.
O aparelho estatal e policial opera e coopera de maneira transnacional e tem como objectivo a defesa dos interesses dos poderosos, na lógica da destruição das estruturas solidárias e da "pacificação" à força da sociedade, com todos os meios à sua disposição.
É preciso responder a estes ataques concertados. Apelamos a uma campanha de solidariedade e de resistência activa no mundo inteiro como resposta aos ataques contra o movimento anti-autoritário em Atenas e todos os outros movimentos reprimidos. Concretamente, isto significa: pensar em acções para fazer nos seus locais, doações, organizar o apoio material e ser criativx.
Mas este apelo não se limita a algumas acções dispersas, mas pretende ser uma chamada para "despertar" o movimento anti-autoritário. Acabe-se com a passividade e com os combates defensivos!
Temos de nos bater dia após dia e independentemente das expulsões e detenções. Não esperemos que outros ataques contra o nosso movimento sejam realizados - é necessário agir já. Só quando conseguirmos interromper a lógica da luta defensiva seremos realmente capazes de nos opor a este sistema. Cada ataque da reacção é um ataque contra todxs nós! Não há fronteiras nos nossos corações! Não podemos permanecer inactivxs, perante a destruição de todas as nossas estruturas e a continuação da realização dos seus planos.
Por cada projecto atacado, deve ser encontrada uma resposta apropriada. Por cada expulsão, devem ser feitas duas reocupações. Por cada companheirx presx, o combate social deve ser reforçado. Mostremos que um ataque tem consequências. É importante informar-se a uns e a outros sobre os projectos, a fim de se reagir em força.
Rebeldes e selvagens, nós damos-lhes a crise!
A solidariedade é a nossa maior arma!
Guerra à guerra dos poderosos!

quarta-feira, dezembro 19, 2012

MSE » Somos todos Myriam Zaluar!

No passado dia 6 de Março, o MSE levou a cabo uma inscrição colectiva de desempregados no Centro de Emprego do Conde Redondo, acção que motivou a pronta intervenção das forças de segurança com a respectiva identificação dos desempregados presentes.

Na sequência dessa acção, Myriam Zaluar, então activista do movimento, acabaria acusada do crime de “manifestação ilegal”, processo que terá no próximo 10 de Janeiro, às 11h, no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, o respectivo desenlace.

Poucas semanas depois dos factos e com o objectivo de defender a companheira - acusada em nome de todos - e de defender o direito à distribuição de panfletos, o MSE repetiu a acção com cerca de meia centena de desempregados, sendo que desta feita a polícia não só não identificou ninguém, como sublinhou, à frente dos jornalistas presentes, que a repetição da acção não comportava nenhuma ilegalidade que justificasse a sua intervenção, tendo assistido a tudo serenamente.

Face aos factos, não só fica evidente a discricionariedade da actuação policial, como a desproporção e o disparate da acusação de que a activista foi alvo, motivos que deviam envergonhar um estado de direito forjado no chão de Abril.

Depois de lançar a austeridade querem agora semear o medo, mas cada acção para nos travar é um reforço para o nosso ânimo. Lutamos contra o desemprego como contra a intimidação e, apesar de termos seguido caminhos diferentes e de hoje a Myriam se ter afastado do MSE não são motivos para que não só manifestemos a nossa solidariedade como a disponibilidade e o uso de todas as nossas forças para garantir a sua defesa.

Ontem foi a Myriam Zaluar, hoje foi a Paula Montez e não sabemos quem será amanhã, mas sabemos que a criminalização é a outra face do desemprego. O nosso combate é feito para que chegue o dia em que todos usufruam do direito ao trabalho e tenham sido derrubados todos os obstáculos ao exercício da nossa liberdade.

No próximo dia 11 de Janeiro não é só a Myriam Zaluar que estará no banco dos réus uma vez que este é um processo contra todo o movimento e que visa todos aqueles que não desistem de lutar. Por tudo isso lá estaremos para dizer bem alto que "Somos Todos Myriam Zaluar!" e que vamos continuar a defender os nossos direitos na proporção do ataque de que estamos a ser alvo.

domingo, dezembro 16, 2012

Arguida por ofensa à integridade física da PSP na manifestação da greve geral de 14 Novembro

«Peço a quem tiver imagens minhas na manifestação de 14 de Novembro (ou noutra manifestação qualquer) a tirar fotografias que as envie a fim de constituírem prova neste processo. Obrigada pela vossa solidariedade.»

Esta semana recebi um telefonema no meu telemóvel de uma funcionária do DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) para me convocar para prestar declarações por ter sido "denunciada” por actos supostamente praticados por mim na manifestação do dia da greve geral de 14 de Novembro em São Bento. Quis saber qual a denúncia que recaía sobre a minha pessoa e a senhora do outro lado da linha referiu, para meu grande espanto, que eu tinha sido denunciada por cometer "ofensas à integridade física da PSP".

A primeira questão a saber é como conseguiram obter o número do meu telemóvel cujo contrato nem sequer está em meu nome. A segunda questão é saber como posso ter sido denunciada por um crime que não cometi e por actos que não pratiquei.

Ontem apresentei-me no DIAP acompanhada de um advogado. Foi-me lido o auto de denúncia e mostradas imagens captadas na manifestação. As imagens todas elas de má qualidade e inconclusivas, mostram-me de braço no ar com um objecto na mão que os "denunciantes" referiram ser pedras. Na verdade o objecto que tenho na mão é nada mais do que a minha máquina fotográfica que costumo elevar devido à minha estatura ser baixa para captar imagens, como sempre tenho feito em todas as manifestações e protestos onde vou. Nas legendas das várias imagens captadas aparecem aberrações do tipo: "acessório", assinalando-se com um círculo, pendurada na mochila, uma máscara dos
Anonymous; o meu barrete de lã colorido é indicado como sendo um capuz (lá vem o estigma dos "perigosos encapuçados"); até a cor da roupa, preta, aparece referida (!); além disso, na foto de qualidade duvidosa, onde se vê o meu braço erguido segurando o tal objecto (máquina fotográfica) pode-se ler na legenda que arremessei à polícia cerca de 20 pedras ou outros objectos…

Agora pergunto eu: se a PSP me identificou a arremessar 20 pedras e a colocar em causa a sua integridade física, por que não fui eu detida logo ali? Por que não fui de imediato impedida de mandar mais projécteis que pudessem atentar contra os agentes? Sim, como é possível ter sido vista a atirar coisas, contarem uma a uma as cerca de 20 pedras que eu não atirei, mas que alguém afirma ter-me visto atirar, e deixarem-me à solta para atirar mais?

Colocada perante estas "provas" e com base nesta absurda acusação fui constituída arguida com "termo de identidade e residência", tendo agora que arranjar forma de me defender.

Como é evidente trata-se de uma perseguição por parte da PSP a pessoas que estiveram naquela manifestação. Faço notar que nem sequer fui das pessoas detidas para identificação, estou sim a ser vítima de uma orquestração por parte da PSP que visa lançar uma perseguição política a pessoas que eles supõem ser os mais activos na contestação, pessoas que costumam ir às manifestações, fotografar, passar informação nas redes sociais (o meu perfil de
FaceBook lá continua bloqueado a funcionar a meio gás, sem a possibilidade de comentar vai para um mês).

Enfim, tal como antes já tinha previsto, no dia 14 de Novembro começou uma intencional e persecutória caça às bruxas e desde então não param de acontecer fenómenos sobrenaturais em democracia: identificam-se pessoas em imagens duvidosas, denunciam-se situações que não aconteceram, subvertem-se imagens dúbias e de qualidade duvidosa para servirem de prova a acusações infundadas, usam-se telemóveis pessoais para enviar convocatórias do DIAP e hoje aconteceu mais uma situação inédita: um telemóvel de um amigo com quem eu estava tocou; qual o nosso espanto era eu a ligar do meu telemóvel e a chamada apareceu registada no TM dele como sendo minha, mas o meu telemóvel estava ali mesmo à mão, bloqueado, sem registo de nenhuma chamada efectuada… isto para além dos estalidos em certas conversas telefónicas.

Todos os que me conhecem sabem que não sou pessoa para andar a atirar pedras à polícia, que sempre defendi a estratégia da não violência, da desobediência civil e da resistência pacífica. Que em todas as manifestações me movimento de um lado para o outro a captar imagens e que muitas vezes me vejo obrigada a erguer o braço para fotografar acima da minha estatura. Não há ninguém que me reconheça ou possa apontar como sendo violenta ou capaz de andar a arremessar objectos em manifestações, por muito que considere que a violência com que o sistema nos ataca nos nossos direitos e nas nossas liberdades - e agora também acometendo contra a integridade física de todos quantos estávamos naquela praça - possa gerar a revolta e a reacção das pessoas.

A situação não é nova, nem a sinistra estratégia: no dia 5 de Outubro o Ricardo Castelo Branco foi detido e alvo de idêntico processo de acusação, também através de imagens dúbias e da mentira de dois denunciantes (mal) amanhados pela PSP, acusado de atirar garrafas à polícia, mesmo com um braço engessado e outro braço segurando uma máquina fotográfica. Com coragem e determinação levou o caso às últimas consequências até por fim ser ilibado.

Por tudo isto decidi tornar pública esta absurda acusação e peço a todas e a todos vós que divulguem este caso. Pela minha parte vou fazê-lo por todos os meios ao meu dispor, incluindo a comunicação social. Hoje sou eu a visada mas qualquer um pode vir a ser o próximo a ser alvo de falsas denúncias e acusações. O que sempre mais me empolgou e indignou são as situações de repressão, perseguição e de injustiça. A verdade é mais forte e há de vencer todas as calúnias.

Peço a quem tiver imagens minhas na manifestação de 14 de Novembro (ou noutra manifestação qualquer) a tirar fotografias que as envie a fim de constituírem prova neste processo. Obrigada pela vossa solidariedade.

Paula Montez

domingo, novembro 25, 2012

Carta enviada pela Amnistia Internacional Portugal ao MAI

Amnistia Internacional Portugal envia carta ao MAI sobre acontecimentos do dia 14 de Novembro

A Amnistia Internacional condena, tal como fizera já no seu comunicado do passado dia 15 de Novembro, o uso da violência por parte de um grupo de manifestantes que arremessaram pedras e petardos contra as forças de segurança na manifestação do passado dia 14, mas reitera também que considera urgente a abertura de um inquérito à actuação das forças policiais. A carta ontem enviada ao Senhor Ministro da Administração Interna solicita a abertura deste inquérito.

Com base em testemunhos de vários cidadãos presentes na manifestação do passado dia 14 e na informação obtida junto de vários media, a Amnistia Internacional considera que os elementos do corpo de intervenção da PSP actuaram de forma desproporcional, recorrendo indiscriminadamente ao bastão, não só para dispersar mas também para perseguir manifestantes que, no exercício legítimo dos seus direitos,
protestavam pacificamente em frente à Assembleia da República. O uso indiscriminado do bastão estendeu-se ainda a transeuntes e moradores, muito para além do local onde decorria a manifestação.


A Amnistia Internacional requereu ainda ao Senhor Ministro que apure as circunstâncias em que foram feitas as detenções que se seguiram à manifestação, nomeadamente se foram observados todos os direitos constitucionalmente garantidos aos detidos, como o esclarecimento dos motivos da detenção e o acesso imediato a um representante legal. Vários testemunhos indiciam que PSP terá desrespeitado gravemente alguns princípios básicos do Estado de Direito.

A Amnistia Internacional é uma organização internacional de Direitos Humanos, independente de quaisquer forças políticas, religiosas ou sociais, que há anos colabora com instituições do Estado, incluindo a PSP, para a promoção e defesa dos Direitos Humanos.
 

sexta-feira, novembro 16, 2012

Portugal: a prisão de Fábio Salgado

Durante a minha participação pacífica na manifestação da Greve Geral frente à Assembleia da República a polícia dispersou os manifestantes com foguetes, bastões e balas de borracha. Eu, como milhares de pessoas, corremos pelas ruas do Largo de São Bento para evitar bastonadas.
 

Não querendo confusão, eu e os meus amigos seguimos pela 24 de Julho, no sentido do Cais do Sodré a caminho de casa.
 

Fomos surpreendidos por um grupo de polícias fardados a correr atrás de nós e, pela frente, homens não fardados mas armados ordenaram que nos deitássemos. Deitei-me de barriga para baixo e gritei "por favor não me faça mal" duas ou três vezes. A resposta do homem não fardado foi clara – uma bastonada na nádega direita e outra nas costas com marca bem visível.
 

Fui algemado enquanto me gritavam que não me mexesse. Entretanto trocaram as algemas por braçadeiras, bem mais desconfortáveis.
 

Fui revistado (não possuindo nada de ilegal ou ilícito). Um agente da PSP rebentou as abas da minha mochila para ma tirar das costas através das braçadeiras que me prendiam os braços.
 

Fui empurrado para uma carrinha da PSP com 6 lugares, onde me fizeram sentar na parte de cima da roda, nas traseiras. Fomos transportadas 9 pessoas na carrinha de 6 lugares.
 

Chegado ao Tribunal fui revistado mais duas vezes e, descalço, fui colocado numa cela com mais 4 pessoas, um deles com ferimentos na cabeça e costas, com sangue a cair na cela. Outro, um menor, de 15 anos, foi libertado com aflição pelos agentes ao aperceberem-se da detenção ilegal do menor.
 

Eu pedi várias vezes para fazer o telefonema a que tenho direito. 
Responderam-me que "aqui não há telefones". Insisti com diferentes agentes que sempre me recusaram esse direito.
 

Nenhum dos agentes que me detiveram e revistaram estavam identificados, tendo retirado a placa com o seu nome. Nenhum dos agentes no tribunal estava identificado.
 

Horas depois fui chamado a uma sala onde fui coagido a assinar um Auto de Identificação com os meus dados mas em branco no "local, hora e motivo da detenção". Questionei o agente que me disse ser um procedimento normal, que depois eles preencheriam o resto "para bater certo com os outros detidos". Insisti não me sentir à vontade para assinar um papel que será preenchido depois. O Agente colocou, então, o local de detenção mas recusou-se a pôr a hora e motivo. Foi-me dado a entender que bastaria assinar para ser libertado. Coagido, assinei.
 

Levaram-me para a rua, para a porta do tribunal, onde, já libertado, confirmei que não tinha direito ao telefonema.
 

A minha advogada foi impedida de entrar enquanto lá estive, foi impedida de ver os papéis que assinei. Chegado cá fora pedi aos agentes de serviço que me facultassem uma cópia do Auto que assinei, ou que o mostrassem à minha representante. Esse acesso foi negado com o argumento de que "já não estava detido".
 

Saí sem nenhuma acusação ou explicação para o sucedido.
 

Conclusão: Estou no Cais do Sodré a caminho de casa (ali perto) quando homens não fardados me agridem, me algemam e detêm durante horas, sendo libertado cerca das 00h em Monsanto, sem forma de voltar a casa ou ao local de detenção. Não me foi feita acusação nem dada qualquer explicação. Foi-me recusado telefonar e também me foi recusado ver a minha advogada, como é direito de qualquer pessoa detida. O meu dia foi transtornado, fui agredido, e nenhuma explicação me foi dada. Foi uma experiência miliciana.
 

Fábio Filipe Varela Salgado
BI 13018976
DN 8/4/1986 Lisboa, 15 de Novembro de 2012

terça-feira, outubro 09, 2012

Manifesto da Concentração "Cerco a S.Bento! Este não é o nosso Orçamento!"

É cada vez mais evidente - a não ser para um governo que segue fanaticamente, e sem olhar a meios, o programa da Troika - que este caminho não nos serve. Temos saído repetidamente à rua para exigir que sejamos ouvidos, para mostrar que estamos indignados com tanta insensibilidade social e com tantos jogos políticos que conduzem sempre ao mesmo resultado: mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais desigualdade social, mais austeridade, menos futuro! Saímos à rua porque é nela que mora a última esperança de liberdade quando os governos se tornam cegos, surdos e mudos face às justas exigências de igualdade e justiça social. Saímos à rua porque estes governos apenas se preocupam com a aplicação suicida de políticas pensadas para proteger os mais ricos e os interesses financeiros. Voltaremos a sair à rua em Portugal, em Espanha, na Grécia e em tantos outros lugares pelas mesmas razões essenciais: queremos uma economia virada para as pessoas, uma democracia com direitos para todos e todas sem discriminações e um planeta onde possamos coexistir de forma sustentável e cooperante.

Se o povo quiser, o povo decide, por isso vamos para a rua a 15 de Outubro dizer de forma clara e definitiva que recusamos o retrocesso social imposto, que este não é o caminho e que queremos uma vida digna. Queremos recuperar a nossa responsabilidade sobre o nosso futuro. Governo para a rua já!

Em Portugal, como em Espanha, cerquemos o Parlamento!

Subscreve este Manifesto em http://cercoaoparlamento.blogspot.pt/p/este-nao-e-o-nosso-orcamento.html
Causa no Facebook: http://www.facebook.com/CercoASBentoEsteNaoEONossoOrcamento
Evento no Facebook:
http://www.facebook.com/events/369654943113491/

domingo, setembro 23, 2012

A propósito do Conselho de Estado de 21 de Setembro

I - Uma cidadã distribui uma folha A4 com um poema

«O Portugal Futuro

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

Ruy Belo»

II - Um grupo de cidadãos, envergando um colete verde onde está escrito "Don't fuck my job", distribui um comunicado

«Trabalhadores portuários em luta
Pelo direito ao trabalho e contra a precariedade

Sou trabalhador portuário estou em luta pela defesa da minha actividade e do meu posto de trabalho.
E desejo transmitir a todos os que não estão inteirados do que se passa nos portos, o que este governo nos está a fazer.
À boleia do pacto com a troika, o governo do nosso país aprovou uma lei, que apelidou de acordo para o mercado de trabalho portuário, que limita e destrói o nosso acesso aos postos de trabalho, substituindo-nos por trabalhadores temporários sem qualificação profissional.
Com esta medida envia para o despedimento 50% dos actuais trabalhadores portuários e torna todo o trabalho portuário precário e inseguro.
Para o conseguir, ignorou e recusou dialogar com quem representa 80% dos trabalhadores, e assinou o acordo com quem representa uma minoria de 20%, que verdadeiramente só representam um porto - Leixões, e que mais não são que simples mandatários dos patrões.
Talvez não estejam a reconhecer o padrão, retiram-se direitos ao trabalhador para criar melhores condições aos patrões. O argumento é sempre o mesmo - criar mais condições à economia.
Meus amigos o precedente está criado, e a mesma "cartilha" que usaram como pretexto para a tsu, é agora aplicada individualmente a cada sector da nossa economia, numa atitude voraz, que nos irá consumir a todos.
Espero que estejam sensíveis à minha/nossa luta e que pensem nesta palavra de ordem que tentarei gritar vezes sem conta, até conseguir que alguém a oiça:
"HOJE SOU EU, AMANHÃ SERÁS TU!"»

III - Uma cidadã distribui um comunicado não assinado

«Já pensou que ainda há mais
quem sofra com a crise?

O que nos trouxeram as medidas de austeridade?
Menos rendimento
Menos saúde
Menos educação
Menos direitos fundamentais
Mas não somos só nós, mulheres, homens, crianças e idosos, que sofremos!
Estas medidas de austeridade também trouxeram:
Mais animais abandonados
Mais animais sem cuidados veterinários
Mais animais mal nutridos
Mais animais desrespeitados
Uma sociedade moderna não deixa para segundo plano os que chamou a si a sua protecção!
Ao mesmo tempo que exigimos para nós os nossos direitos fundamentais, exijamos também o mesmo para os que não têm qualquer voz ou protecção!
Todos somos importantes, todos contamos: humanos e não humanos.»

IV - Um cidadão distribui um panfleto não assinado

«É PRECISO ACABAR COM
ESTA POLÍTICA E ESTE GOVERNO
ANTES QUE ESTE GOVERNO
E ESTA POLÍTICA
ACABEM COM O PAÍS!

VAMOS LUTAR
PELO PRESENTE E
PELO FUTURO

Dia 29 de Set. 15H
Todos ao
Terreiro do Paço!»

quinta-feira, setembro 13, 2012

Dia 15, diz não à austeridade!

No próximo dia 15 de Setembro vai ocorrer uma manifestação em Lisboa e noutras cidades do país. Neste momento, já 40.000 pessoas afirmaram no facebook que viriam, mas nestas coisas nunca se sabe. Podem ser muito mais, ou muito menos. É de esperar que sejam mais, tantos são os afectados pela crise e tão poucos os que lucram com ela.

A manifestação é contra a troika (um governo não eleito e ilegitimo) e o tratado que os nossos governantes assinaram e aplicam quotidianamente, sem nos consultarem, condenando o nosso país e as nossas vidas a um retrocesso civilizacional, sem melhoria à vista. A manifestação é contra políticas económicas profundamente erradas, que condenam todo um povo à miséria e à pobreza, considerando que um corte de 10% num ordenado de 200 euros e 10% num ordenado de 20000 euros é uma justa distribuição dos sacrificios. A manifestação é apartidária e pacífica, mas extremamente determinada no seu propósito de dizer basta a este suicídio colectivo e falta de vergonha da parte de quem nos governa e lucra com esta crise.

Se te doi, berra. Caso contrário, um dia acordarás e não reconhecerás nem a tua vida, nem o teu futuro, nem o teu país. E, pior, nem sequer o terás tentado evitar.

Adere, participa.

https://www.facebook.com/events/402643499798144/
http://www.queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/

N.

ps. Muitas pessoas me têm perguntado qual é a solução? Meus caros/as, a solução não existe: constrói-se colectivamente e resulta do trabalho e empenho diário, sob várias formas, de quem a acha necessária. Este video mostra algumas possibilidades interessantes e é animador nestes tempos de crise: http://www.youtube.com/watch?v=JGwMIlpgR2A

ps2. sobre a ilegitimidade do governo(s) e medidas da troika. Podem ver mais aqui: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ukKYJHQyvBg

segunda-feira, julho 23, 2012

Mobilização Outubro 2012 - Reunião Próxima 4a feira, 18H, Principe Real (Lisboa)


Portugal atravessa uma grave crise. Esta crise é económica, mas também social e ambiental, e tem tido claros reflexos na qualidade da democracia, no nível de vida das populações levado à degradação da natureza. Sem uma sociedade activa e participativa, sem massa crítica e com pouco ou nenhum controlo cidadão, as mesma forças políticas de sempre implementam hoje medidas de austeridade bárbaras sem reacção significativa nem de partidos da oposição, nem de sindicatos, nem de movimentos sociais. A emigração aumenta, a pobreza generaliza-se, o Estado serve cada vez menos os cidadãos, reprime-os cada vez mais; a corrupção grassa enquanto as pequenas e médias empresas definham sobre os lucros e chantagens das grandes corporações e bancos; o ambiente já não é prioridade; nem a cultura; nem as pessoas...Os bancos são salvos com dinheiros públicos e mantém os seus lucros e influências, enquanto forçam os cidadãos ao desemprego, perda da casa, e à precariedade.

Sujeitos durante meses a uma autêntica lavagem cerebral, que criou a ideia geral de que a austeridade e o retrocesso civilizacional eram inevitáveis e, pior que isso, aceitáveis, os portugueses não acreditam que fazendo ouvir a sua voz na rua, participando, organizando-se, exigindo e construindo de outras formas, a sua vida possa eventualmente ser melhor. Pela calada de tudo isto, a democracia conquistada em Abril degenera a olhos vistos.

Isto não tem de ser assim.

Um grupo de cerca de 20 activistas, reunido na casa do Brasil no sábado passado, apela a todas as pessoas, movimentos e forças sociais para que estejam presentes na próxima 4a Feira, às 18:00 no Jardim do Principe Real, em Lisboa. Queremos iniciar um diálogo que conduza a uma plataforma de movimentos e a um grande protesto em Outubro próximo, por altura dos limites da entrega do orçamento de estado (13 de outubro). Queremos trabalhar juntos, organizarmo-nos com outros, discutir ideias, e procurar juntos formas de a população participar neste protesto. Vamos iniciar este processo agora e avançar para a rua em Setembro. Contra o actual sistema, contra o actual governo, pela qualidade de vida das pessoas e do planeta, em defesa de uma Democracia Verdadeira Já, onde as pessoas não sejam mercadorias nas mãos de outras pessoas. Por Abril, por Portugal, por Espanha, Grécia, Irlanda, Chipre, Egipto, EUA, e muito mais.

sábado, julho 14, 2012

Apelo à manifestação 16 Julho, 2º feira, pelas 19h - Assembleia da República - "Relvas, obviamente demitimo-lo!"

Caros amigos e amigas,

Peço que adiram a este protesto e que façam sinalizar o vosso desagrado com a forma vil e perigosa que cada vez mais ameaça a democracia, o sistema político, a transparência e a decência na gestão do bem comum. Miguel Relvas é apenas um símbolo do que está verdadeiramente em causa: corrupção, imoralidade, nepotismo, clientelismo, arrogância e manipulação no exercício de cargos políticos.

Há limites para a vergonha que se está a passar... por isso na próxima segunda-feira (16 de Julho), pelas 19 horas, um grupo de cidadãos irá fazer uma manifestação a pedir a demissão imediata do Ministro Relvas. Não podemos simplesmente lamentar e encolher os ombros... temos de agir! Porque é o próprio regime democrático que está em causa com a falta de vergonha sistemática de politicos corruptos e mentirosos que não pudemos mais permitir que se perpétue.

Trata-se de uma MANIFESTAÇÃO APARTIDÁRIA, TRANSVERSAL À SOCIEDADE PORTUGUESA, pela dignidade do regime democrático.

Nesse sentido foi enviada a competente comunicação prévia para a Câmara Municipal, que já está informada da manifestação no dia 16 de Julho de 2012 pelas 19 horas em frente à Assembleia da República, em prol da demissão do actual Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. E também no Porto, na Praça da Batalha pela mesma hora.

Podem também ler e assinar esta petição online: «Imediata Demissão de Miguel Relvas do Governo» http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=dmrelvas

Sobre Miguel Relvas impendem os seguintes factos notórios e de conhecimento generalizado da opinião pública:
  • as moradas falsas declaradas na AR para receber subsidio de deslocação e de apoio à estadia;
  • o caso das viagens-fantasmas e de novo subsídios recebidos por viagens não realizadas;
  • o caso das falsas declarações biográficas e curriculares prestadas na AR, por 2 vezes reiteradas;
  • os contactos com o Sr. Jorge Silva de Carvalho (o caso secretas);
  • a mudança de versões, numa semana, de esclarecimentos ao Parlamento;
  • as pressões sobre a jornalista do Público, que, de resto, foram objecto de censura moral por parte da Entidade Reguladora da Comunicação e que resultaram em novas pressões sobre membros da ERC;
  • fundamentação insuficiente sobre a creditação de 32 das 36 cadeiras de um curso universitário, 23 anos após se matricular em outras Universidades e ter concluído apenas uma cadeira, com 10 valores - registo biográfico que se encontra omisso da bibliografia pessoal divulgada;
  • a indignação pública na generalidade da sociedade portuguesa perante a obstinada manutenção do Sr. Miguel Relvas no exercício de funções governativas.
  • (hoje mesmo surgiram noticiais de que terá recebido eventualmente uma reforma de 14 mil euros).

Para bem do regular funcionamento das instituições democráticas e da dignidade do nosso regime político, entre a legitimidade pelo título e a legitimidade pelo exercício, considera-se que os factos acima mencionados são mais do que suficientes para a efectivação da responsabilidade política.

Apela-se a todos que participem nesta manifestação de desagrado porque este tipo de situações não pode ser tolerada nem permitida. Este poderá ser o primeiro dia do resto da vida da nossa democracia.

Solicita-se a mais ampla divulgação e participação!

Paulo Raposo

sexta-feira, junho 29, 2012

MSE » COMUNICADO DE IMPRENSA

movimentosememprego.info

COMUNICADO DE IMPRENSA

No dia 30 de Julho de 2012, o Movimento Sem Emprego chama a primeira manifestação de desempregados em Portugal.

Já não era sem tempo. Estamos pelos cabelos. Fartos de sermos tomados por preguiçosos que só não são ricos e perfumados como os nossos governantes porque lhes falta espírito empreendedor. Que se ao menos nos levantássemos do sofá e fossemos vender pastéis de nata, o futuro de Portugal estava assegurado.

Isto são mentiras. Mentiras comprovadas pelo valor real de 1 milhão e 300.000 desempregados, com 800 novos a surgir todos os dias. Mentiras comprovadas por centros de emprego que todos os dias se enchem – não para oferecer empregos, mas para tratar os desempregados como criminosos que precisam de ser controlados.

Mentiras de bancos que engoliram e continuam a engolir milhares de milhões dos nossos impostos mas que depois não se dignam a dar crédito às empresas nem pensam duas vezes antes de meter famílias no olho da rua porque não há trabalho com que pagar o empréstimo imobiliário. Mentiras de governantes que endividaram os trabalhadores, os seus filhos e os seus netos para construírem estradas que ninguém usa para poderem passear por Paris e Bruxelas, de bolsos cheios.

Com números destes, o que quer que saia da boca de Passos Coelho, Vítor Gaspar ou do Ministro do Coiso sobre o desemprego, não tem outro nome senão histórias da carochinha. Este desemprego não é um acidente nem é culpa dos portugueses. É uma política. É a política de quem serve os bancos, de quem beija a mão das grandes fortunas, de quem faz vénias aos desmandos das Merkels deste mundo.

Porque ama esta gente o desemprego?

Porque o desemprego é a ferramenta que o sistema neoliberal usa para destruir o emprego com direitos e salários dignos. São a ameaça que pesa sobre a cabeça daqueles que ainda têm um emprego, para os obrigar a aceitar mais um corte, mais uma hora de trabalho, mais uma indignidade, mais um abuso de poder.

E nisto tudo os portugueses aprenderam a sofrer em silêncio. Sofreram a injustiça, sofreram as mentiras, sofreram o medo do amanhã sem saber como dar de comer aos filhos e a quem amam. Sofreram uma vida de pesadas responsabilidades e magros direitos – e agora até esses poucos nos querem arrancar – "Apesar de tudo o que trabalhas e sofres por este país, se adoeceres não trataremos de ti. Se envelheceres, morrerás à fome. Se tiveres filhos, não os poderás visitar quando tiveres saudades porque eles terão partido para uma terra distante".

E neste sofrimento, os portugueses ganharam uma força que desconhecem. Enquanto governantes e gananciosos se engordaram à nossa conta, nós aprendemos a fazer o impossível com uma mão cheia de coisa nenhuma. E este sofrimento que carregamos ao peito, está na hora de sair como um grito que diz BASTA! Um grito que diz que somos muitos, que não temos medo porque já não temos nada a perder, que somos um milhão e 300.000 com o apoio de muitos mais. Um grito de promessa aos governos do desemprego: vão arrepender-se do dia em que fizeram do emprego, exploração.

Campanha de financiamento do MSE

Porque somos independentes de qualquer estrutura sindical ou partidária e vivemos sobretudo do dinheiro que conseguimos reunir nos plenários, escolhemos o auto-financiamento como forma de angariação de fundos, que usaremos para as actividades do MSE, nomeadamente na produção de panfletos que ajudem à divulgação dos plenários e acções de luta que se venham a desenvolver.
Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.
Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.
NIB: 0035 0817 0000 3990 5004 2
Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!

Assina o nosso Manifesto em
http://www.movimentosememprego.info/content/manifesto-do-movimento-sem-emprego

Unidos pelo Direito ao Trabalho e à Dignidade!

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sexta-feira, junho 15, 2012

MSE » Apelo à participação no plenário preparativo da manifestação de dia 30 de Junho

Caro amigo do MSE ou subscritor do manifesto Pelo Direito ao Trabalho,

como já deves ter tomado conhecimento, o MSE está empenhado na organização de uma Manifestação pelo Direito ao Trabalho, no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15h, em Lisboa e no Porto ( http://www.facebook.com/events/278059855623119/).
 
Nesse sentido, precisamos da tua ajuda para reforçar a divulgação do protesto, mas também para a sua concretização efectiva.
 
Gostaríamos de contar contigo para que, todos juntos, possamos definir melhor o que falta fazer para a manifestação - eixos políticos, reivindicações, divulgação, entre outras tarefas - e por esta razão, convidamos-te a marcar presença no próximo plenário do MSE (https://www.facebook.com/events/392666594113563/).
 
Abraça esta iniciativa, toma nas tuas mãos a organização da manifestação e no final do plenário participa nos piquetes de colagens de cartazes que irão sair a partir do clube de Santa Catarina, Calçada do Combro, nº49, 1º, Lisboa, às 18h30 desta 6ªfeira, 15 de Junho (https://www.facebook.com/events/392666594113563/).
 
No caso de não seres de Lisboa, ou estejas sem disponibilidade para participar em pessoa, pedimos que nos ajudes na divulgação online, seja nos blogues seja nas redes sociais.
 
Além de contar com o teu apoio estamos sobretudo empenhados em conseguir a tua ajuda.

Saudações fraternas,
Pelo MSE.


Dia 30 de Junho, 15h00, Manifestação Pelo Direito ao Trabalho
Lisboa: Largo do Camões » São Bento
Porto: Praça da Batalha » Praça D. João I
http://www.facebook.com/events/278059855623119/

Campanha de financiamento do MSE

Porque somos independentes de qualquer estrutura sindical ou partidária e vivemos sobretudo do dinheiro que conseguimos reunir nos plenários, escolhemos o auto-financiamento como forma de angariação de fundos, que usaremos para as actividades do MSE, nomeadamente na produção de panfletos que ajudem à divulgação dos plenários e acções de luta que se venham a desenvolver.
Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.
Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.
NIB: 0035 0817 0000 3990 5004 2
Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!

sexta-feira, maio 18, 2012

PROPUESTA DE RESISTENCIA EUROPEA PARA EL DEBATE SOBRE LA COMUNICACIÓN ENTRE #BLOCKOCUPY Y DRY/INDIGNADOS/OCCUPY

Resumen:
Este texto quiere explicar los antecedentes y la creación de la red #Blockocupy, una descripción de como los días de acción en Frankfurt han sido organizados hasta ahora, y quiere enfatizar la importancia de los movimientos internacionales que se están uniendo en el proceso de planificación.

En la reunión internacional de Milán, durante los días 30 y 31, se puso de manifiesto que ha habido una real y desafortunada falta de comunicación entre las más grandes redes de planificación transnacionales para el #globalmay. Por otro lado, los Indignados y Occupy tenemos planes para acciones globales enlazadas con acciones locales para el #12M15M. También hay una red de grupos y movimientos planeando acciones para los días de acción del #Blockocupy Frankfurt para mayo 16 al 19. Además, está la red que planeó el #M31 Día Europeo contra el Capitalismo. Después de Milan, nos gustaría tener la oportunidad de debatir más detenidamente sobre cómo mejorar la comunicación entre las redes del #12M15M y las del #Blockocupy. También trataremos de incorporar las del M31. Nuestro objetivo con este texto es compartir información sobre la Resistencia Europea con los Indignados internacionales y las redes Occupy y las asambleas que no se han extendido internacionalmente después de Milan, así como hacer sugerencias sobre como podemos mejorar esta comunicación y colaboración en el futuro.

Antecedentes y creación de la Resistencia Europea
Mientras que Occupy/Indignados y otras innumerables acampadas asociadas en toda Europa y el mundo emergían más o menos como movimientos espontáneos (inspirados por la Primavera Árabe) que se expandieron transnacionalmente como resultado de las políticas de empobrecimiento de las crisis, originando desempleo masivo, cierres y desalojos, y un severo y generalizado empeoramiento de las condiciones sociales, las redes detrás del 31M y #Blockocupy se desarrollaron en Alemania de manera menos espontánea y transnacional. Ums Ganze, la red anticapitalista detrás del M31 que se creó en 2006, y la Resistencia Europea, el nombre de la coalición que planeó el #Blockocupy, se han desarrollado como resultado de un largo pero lento proceso de desmantelamiento sistemático del bienestar social en Alemania, donde el desempleo, los cierres y los desalojamientos también se incrementaron desde el 2008, aunque en menor medida que en otras partes. La Resistencia Europea deriva de un amplio espectro de organizaciones diversas, desde anti-nacionalistas, anti-fascistas, y grupos sindicales, grupos autónomos, la post-autónoma izquierda radical, Occupy Frankfurt y activistas Occupy de otras ciudades, anti-racistas, anti-militaristas, anti-nucleares y justicia climática y colectivos, así como grupos y organizaciones de desempleados, ciertas facciones de los sindicatos tradicionales (verdi y grupos de izquierdas dentro de estos sindicatos), Attac, organizaciones de la izquierda moderada y finalmente ciertas facciones del partido de Izquierdas Alemán. Muchos de estos grupos, organizaciones y redes tienen una relativamente larga tradición y han estado involucrados con anterioridad, por ejemplo, en el movimiento de justicia global. Muchos de estos grupos también forman parte de las protestas del G8 de Heilingendamm en 2007, por ejemplo, y muchos están relacionados con el Euromayday y el Movimiento del Foro Social.

Planeando el #Blockocupy Frankfurt hasta ahora
En estos momentos, la red #Blockocupy se está unificando básicamente alrededor de la planificación de los días de acción #Blockocupy en Frankfurt, donde #Blockocupy se crea con la intención de ser el comienzo de un movimiento de solidaridad internacional y un movimiento anti-Troika en Alemania, así como el resurgimiento de una contra-hegemonía Europea que atraviese fronteras nacionales y una a actores antiguos y nuevos. La red se abrió y formó después de una serie de reuniones: primero en enero en Frankfurt, donde la gente vino de todas partes del Europa para discutir posibles acciones de cara a Mayo. En la reunión de enero se puso fecha a “conferencias de acción”, abiertas a todos los grupos y personas que querían ser parte de la organización y con la intención de ser una asamblea internacional. Se enviaron invitaciones abiertas a través de #takethesquares, Euromayday y otras listas, los días 24 y 26 de febrero en Frankfurt. Esta comunicación llegó a otros muchos lugares: la red internacional desde la reunión inicial en enero, incluyendo a las personas y grupos de Grecia, Italia, Eslovenia, Francia, Rumanía, Austria, Reino Unido y Bélgica – y algunas de estas personas y grupos también eran parte o tenían conexiones cercanas con los Indignados y Occupy. Aún así, la mayoría de las personas y grupos de la conferencia, y especialmente los que habían estado involucrados en la planificación desde la conferencia son de o principalmente activos en Alemania.

¡La red y organización para mayo continúan abiertos! Animamos a todo el mundo a ampliar la red, y nos comprometemos a permanecer anti-sexistas, anti-racistas y anti-fascistas. Deseamos colaborar más e incluso fusionarnos con el movimiento de los Indignados y la gente de Grecia, ahora dos centros de la #europeanrevolution.

Estructuras de trabajo específicas
En la conferencia para la acción de febrero, los grupos de trabajo formados para organizar los diferentes aspectos de los días de acción: bloqueo, movilización, redes internacionales, programa, manifestación. Actualmente, los grupos abiertos en Frankfurt y Berlín están trabajando en todas estas áreas. Desde estos grupos, un “círculo de coordinación” se ha formado. Además de estos grupos de trabajo, las diferentes organizaciones que comprenden la red tienen sus propias reuniones.

Hacia un común y más fuerte #globalmay

Desafíos geográficos
Las reuniones físicas han sido necesarias para planificar las acciones de mayo, y muchas de las estructuras de planificación hasta este momento han sido en Alemania. Ha sido importante que las personas que están en Frankfurt estén involucradas en la organización de las infraestructuras para los días de acción, así como también es crítico que las personas con experiencia en policía y estructuras legales en Alemania estén presentes en las acciones. Al acercarse mayo, esas estructuras deberían abrirse para una implicación internacional. Esto ya se prevé y se espera por todos los grupos organizativos, y ha empezado ya.

#Blockocupy Frankfurt y 12M15M
La idea de tomar la decisión de no hacer la Acción de Frankfurt durante los días 12 y 15 de mayo fue porque #Blockocupy recogería las acciones planeadas para el #12M15M, que también tendrán lugar en Alemania.

En términos de como se entiende la crisis, la perspectiva de los grupos involucrados en #Blockocupy es muy internacional. Y muchos de estos grupos de nuestra red tienen contactos internacionales – por ejemplo, grupos antirracistas en Alemania han tenido contactos desde hace mucho tiempo con grupos antirracistas de toda Europa, grupos que antes trabajaron en el Euromayday tienen contactos Mayday, etc. Aún así, estos contactos no cubren el espectro que los Indignados/Ocuppy cubren a nivel internacional. Por estas razones, los Indignados/Occupy tienen un significado diferente en Alemania que, por ejemplo, en Grecia o España.

Nos gustaría expresar que #Blockocupy quiere ser una red abierta – tanto en organización y en los días de acción mismos- y que queremos expandirnos. Participación internacional e intercambio son esenciales. Nosotros sentimos especialmente que debería haber más activistas de los movimientos españoles, portugueses y griegos presentes en las estructuras de organización.

Nota - retirado daqui: http://acampadabcninternacional.files.wordpress.com/2012/04/blockupy-frankfurt-comunicacic3b3n-international.pdf

quarta-feira, maio 09, 2012

Protesto Internacional e Fórum de Ideias - 12 a 15 de Maio

A Primavera Global PT é um movimento de cidadãos, movimentos sociais e diversos colectivos constituído em resposta ao apelo internacional para que as pessoas voltem a sair às ruas entre 12 e 15 de Maio em todo o mundo.

Até ao momento mais de 40 países e 250 cidades em todo o mundo terão iniciativas a decorrer em Portugal são pelo menos sete as cidades que estão organizar iniciativas neste âmbito - Faro, Évora, Lisboa, Santarém, Coimbra, Porto e Braga.

Para a capital estão previstas duas grandes iniciativas, uma manifestação no dia 12 que nos levará desde o Rossio até ao Parque Eduardo VII e um Fórum de Ideias, a decorrer entre 12 e 15 de Maio, no Parque Eduardo VII, com um calendário, ainda em construção e aberto, que inclui até ao momento já mais 50 iniciativas (desde teatro, performances, debates/palestras, oficinas, etc.).

Para mais informações seguem em baixo os contactos e o comunicado de imprensa lido divulgado hoje, às 14h00, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

Estamos igualmente disponíveis para partilhar convosco um calendário mais detalhado do que já está previsto para o Parque Eduardo VII.

Atenciosamente,
P'la Primavera Global

Grupo de Comunicação (contacto):
Inês Subtil - 925 993 228

Primavera Global PT: de 12 a 15 de Maio

Podem ouvir e ver no sítio indicado em baixo imagens da leitura do comunicado de imprensa feita hoje (9 de Maio) no Parque Eduardo VII em Lisboa:

 http://www.youtube.com/watch?v=xAq_wXHDLRc

Apareçam e envolvam-se.

quarta-feira, abril 18, 2012

MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE

MANIFESTO

Nós, cidadãos guineenses residentes em Portugal

Mais uma vez, constatamos com profundo pesar que o nosso país, a Guiné-Bissau, está a ser palco de um Golpe de Estado, promovido pelo auto-intitulado "Comando Militar". Este Golpe de Estado tem a particularidade de ocorrer no intervalo entre a primeira e a segunda volta das Eleições Presidenciais antecipadas, i.e. após mais um acto de expressão popular soberana através das urnas.

Porque entendemos que a expressão popular democrática é o único acto legitimador da representação política, enquanto cidadãos guineenses inconformados com o Golpe de Estado em curso no país e em gesto de solidariedade para com os nossos irmãos e irmãs na Guiné, decidimos promover uma MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE:
  • Respeito pela SOBERANIA POPULAR
  • Respeito pela CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU
  • Respeito pela ORDEM CONSTITUCIONAL
  • Respeito pelo ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO
  • Respeito pela LEGALIDADE DEMOCRÁTICA
  • Respeito pelas INSTITUIÇÕES DEMOCRATICAMENTE ELEITAS
  • Respeito pela CADEIA DE COMANDO
  • Respeito pela DIGNIDADE DOS GUINEENSES
  • Respeito pelo PROCESSO ELEITORAL
  • Respeito pelos RESULTADOS ELEITORAIS
  • Respeito pela VIDA HUMANA
  • Respeito pela INTEGRIDADE FÍSICA E PSICOLÓGICA
  • Respeito pela memória dos nossos HERÓIS NACIONAIS
  • Respeito pelos sacrifícios consentidos pelos nossos COMBATENTES DA LIBERDADE DA PÁTRIA

A MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE é apartidária e visa como principal propósito a criação de uma “onda de cidadania activa” em prol de uma sociedade guineense cada vez mais aberta e, por isso, contra o Golpe de Estado. Neste sentido, lançamos um forte apelo a todos os cidadãos guineenses na diáspora e, em especial, aos nossos irmãos e irmãs na Guiné para, em comunhão de valores, no mesmo dia e a mesma hora, marcharmos pelo nosso direito ao respeito. De igual modo, em nome da fraternidade lusófona, convidamos todos os amigos da Guiné-Bissau, bem como todos os amantes da paz e democracia para se juntarem a nós na MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE.

Programa:
Data: 21 de Abril de 2012 [Sábado]
Local: Lisboa
16H00 - Concentração na Praça de D. Pedro IV, no Rossio: acto simbólico de voto de repúdio ao Golpe de Estado.
17H00 - Início da Marcha: ao som da música mindjeres di pano preto de José Carlos Schwarz.
17H30 - Chegada à sede da CPLP, no Palácio Conde de Penafiel – Rua de S. Mamede ao Caldas: entrega da missiva ao Secretário Executivo da CPLP, Eng. Domingos Simões Pereira.

Contactos:
Facebook - Diáspora da Guiné-Bissau
Blog - www.diasporadaguinebissau.blogspot.pt
Telemóveis:
96 692 77 72
96 831 85 60
96 289 82 92
93 664 93 88
96 759 95 48

terça-feira, fevereiro 28, 2012

2ª Assembleia do MaydayLisboa2012

Assembleia do Mayday!!

Quando?

Quarta-feira :: 29 de Fevereiro :: 21h

Onde?

Liberdade Provisória
Rua Pinheiro Chagas nº48 2º
(metro Saldanha ou S. Sebastião)

Porquê?

Há pessoas, há vontade, há ideias e há um objectivo em comum - O MaydayLisboa2012 é um ponto de encontro onde se juntam vozes diferentes contra a precariedade.

Está na hora de arregaçarmos as mangas e começar o caminho deste Mayday, que prepara a parada de dia 1 de Maio. Juntamo-nos com energia e paixão, porque a precariedade dá cabo da nossa vida e não a aceitamos.

Temos muito trabalho pela frente e esta luta precisa de ti!
Contamos contigo, com as tuas ideias e com a tua força!
Vem fazer parte do MaydayLisboa2012!

Não faltes e traz mais uma pessoa!
(evento facebook - https://www.facebook.com/events/180930655351157/)

segunda-feira, novembro 28, 2011

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, e o MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, irão organizar duas manifestações, no âmbito de uma série de eventos dedicados aos Vales Durienses Ameaçados.

O MCLT organizará uma manifestação com percurso entre o Centro Cultural de Mirandela e a estação de caminhos-de-ferro de Mirandela, onde convidamos cada participante a acender uma vela para depositá-la depois no cais de embarque da estação de 124 anos. Esta manifestação está marcada para as 16h30 do dia 1 de Dezembro próximo, e tem como principais objectivos não só despertar as consciências – sobretudo as que povoam o Governo em Lisboa – para a situação actual da Linha do Tua e a sua importância para o futuro da região, mas também para os factos e números que envolvem a construção da barragem do Tua.

O MCLC organizará um dia de aproximação à Linha do Corgo, que culminará na concentração no largo da estação da Régua, tendo como objectivo também chamar a atenção da sociedade civil para a situação actual da Linha do Corgo, e o seu potencial de desenvolvimento. A concentração está marcada para as 15h00 do dia 4 de Dezembro próximo.

Apesar de ambas as iniciativas apresentarem objectivos bem localizados, o convite estende-se a todas as associações, movimentos cívicos e cidadãos de todo o país, que lutam pelo caminho-de-ferro em diversas vertentes, desde a Linha do Minho à do Douro, do Ramal da Lousã e da Linha do Vouga à Linha do Oeste, e do Ramal de Cáceres e da Linha do Leste às Linhas do Sueste e Algarve.

Trinta anos de políticas desastrosas para o caminho-de-ferro em Portugal levaram-nos à miserável condição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, e agora o Plano Estratégico dos Transportes está a tentar ditar o encerramento de vias-férreas que no seu conjunto não representam sequer 3% dos prejuízos da CP, perpetuando uma farsa que lentamente levou o país a uma perigosíssima dependência das estradas.

BASTA! Esta situação é insustentável, e a má gestão sistemática de sucessivas tutelas e Conselhos de Administração da CP e da REFER não poderá passar incólume e remediada com mais encerramentos de troços ferroviários e perda de horários e outros serviços, com importância económico-social fundamental para o bem-estar da sociedade.

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal!

Vila Real, 27 de Novembro de 2011

quarta-feira, novembro 09, 2011

Lisboa: concentração hoje frente à embaixada de Israel

Activistas detidos pelo exército de Israel

No passado dia 4 de Novembro, as duas embarcações que navegavam rumo a Gaza, o barco canadiano Tahrir e a embarcação irlandesa Saoirse foram interceptadas e seus tripulantes detidos de forma ilegal.

Dos 27 activistas detidos, o site http://irishshiptogaza.org/ informa que 20 deles ainda permanecem presos na prisão de Givon, enquanto o paradeiro de mais um dos activistas é actualmente ignorado.

Segundo um contacto telefónico do passado dia 6, Paul Murphy, eurodeputado pelo Socialist Party da Irlanda e pela United Left Alliance, que permanece igualmente detido em Givon relatou entre outros factos que: "Em Givon, as autoridades tentaram nos desorientar, através da privação de sono e remoção dos nossos relógios, enquanto que o relógio da prisão indica a hora errada. Não nos foi dado qualquer perspectiva de quanto tempo permaneceremos detidos até a data do processo de deportação. Foi-nos negado o direito consagrado em Israel de contactarmos as nossas famílias no prazo de 24 horas a seguir à nossa detenção".

O objectivo inicial destes activistas consiste em desafiar o bloqueio ilegal aos 1.8 milhões de habitantes de Gaza que actualmente estão a ser constantemente minados através da proibição entre outros de: exportar bens, liberdade de circulação, cultivo em suas terras, pesca em suas águas e importação de materiais de construção. Para além destas privações económicas que são já reconhecidamente pela ONU uma forma de "punição colectiva de civis", ainda temos a demolição de casas, construção de muros e prisões arbitrárias efectuadas actualmente pelo governo de extrema-direita do Likud.

É imperativo a mobilização de massas tendo em vista a libertação imediata dos activistas presos, assim como a garantia da sua integridade física e psicológica. Para tal, propomos uma concentração já para o dia 9 (quarta-feira) em frente da embaixada de Israel pelas 18 horas, seguida por outras acções nos próximos dias.

A ameaça de veto dos EUA, bem como o aviso de abstenção da França no que diz respeito ao ingresso da Palestina como um membro de pleno direito na ONU demonstra claramente que qualquer mudança de fundo terá que partir da mobilização e organização popular, a solidariedade e cooperação internacional é imprescindível. As instituições actuais não tem qualquer interesse em se ôpor ao poder económico e político vigente em Israel.

Pelo direito à auto-determinação do povo palestiniano e contra qualquer forma de imperialismo, apoiamos uma Palestina livre e democrática.

Exigimos:
- O fim do bloqueio ilegal à Faixa de Gaza.
- A libertação imediata de todos os activistas presos de forma ilegal pelo exército de Israel.

Comité por uma Internacional dos Trabalhadores