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sábado, fevereiro 02, 2013

Liberdade para Hassan Karajah!

Libertar o defensor dos direitos humanos e activista de Stop the Wall Hassan Karajah!
Veja a nosso formulário de acção online aqui:
 e junte-se a nós

Nas primeiras horas de quarta-feira 23 janeiro de 2013, forças de ocupação israelitas (IOF) prenderam Hassan Yasser Karajeh, o coordenador dos jovens de Stop the Wall, de 29 anos, entrando violentamente na sua casa na aldeia de Safa, oeste de Ramallah, na Cisjordânia. Desde então, ele está em interrogatório sem acesso ao seu advogado ou a familiares.

Esta nova prisão de pessoas de Stop the Wall vem num momento em que a resistência popular palestina contra a construção de aldeamentos israelitas e a expulsão forçada de comunidades palestinas está a ganhar ritmo. A nova geração de activistas jovens, criativos e determinados e o seu movimento de resistência popular são claramente uma ameaça a essas acções e os defensores dos direitos humanos estão a pagar um pesado tributo à repressão. Hassan é apenas um deles - um símbolo de uma nova geração da resistência palestina.

Stop the Wall pede a grupos solidários, movimentos sociais, organizações de direitos humanos e cidadãos interessados a agir em conjunto para libertar Karajah Hassan e parar a repressão dos defensores dos direitos humanos na Palestina.

Veja a nosso formulário de acção online aqui - http://members.stopthewall.org/pt-br/node/304 - e junte-se agora:
  •          Tome um minuto e utilize o formulário on-line para enviar uma carta para o consulado pedindo-lhes para intervir com as autoridades israelitas a libertar Karajah Hassan e parar a repressão dos defensores dos direitos humanos.
  •         Mande este apelo à acção e o link para o formulário on-line para os seus contactos e publicá-lo em suas mídias sociais
  •         Organize as suas acções, campanhas, alertas e pedidos próprios para libertar Karajah Hassan e parar a repressão dos defensores dos direitos humanos.
  •         Publique artigos sobre a repressão israelita de defensores dos direitos humanos nos seus meios de comunicação, locais e nacionais.

sábado, novembro 17, 2012

SOLIDARIEDADE COM O POVO DE GAZA

Hace ya varios días que, el ejército israelí ha intensificado los bombardeos e incursiones en el territorio palestino de Gaza, causando la muerte de varios civiles palestinos, entre ellos niñas y niños.

La Marcha Mundial de las Mujeres condena los asesinatos dichos selectivos y los ataques contra la población sitiada de Gaza.

La Marcha Mundial de las Mujeres hace un llamamiento a la comunidad internacional a que ejerza presión para que esta ola de violencia criminal cese, y para que Israel levante de inmediato el bloqueo a la Franja de Gaza

Un nuevo paso fue tomado por el gobierno israelí asesinando Jabbari Ahmad, jefe del ala militar de Hamas.

Hoy, el Estado de Israel ha anunciado oficialmente y re empieza sus operaciones militares en contra Gaza, causando una vez más muertes y destrucción por bombardeos a la población de Gaza, sometida a un bloqueo ilegal e inhumano desde 2007. Esto lleva réplicas que también afectan a los civiles israelíes.

Deploramos todas las muertes de civiles, pero creemos que el Estado de Israel es responsable al romper el cese al fuego y empezar la agresión.

Nadie ha olvidado las masacres perpetradas por el ejército israelí durante la ofensiva "Plomo Fundido" de 2008-2009, que causó la muerte de casi 1.500 palestinas y palestinos, mientras las mismas excusas fueron presentadas por el gobierno israelí para justificar este ataque asesino. Era, como hoy, la víspera de las elecciones en Israel.

Y como en 2008, los ataques del ejército israelí continúan hoy en día a pesar de un alto el fuego logrado con la mediación egipcia, y respetado por los palestinos hasta el asesinato del dirigente de Hamas.

Benyamin Netanyahu, quien ha anunciado la alianza de su partido con el líder de la extrema derecha Avigdor Lieberman, se utiliza de este ataque contra la Franja de Gaza con objetivos electorales.

Su gobierno también está trabajando metódicamente para torpedear la demanda palestina ante la ONU. Él afirmó que su voluntad de derrocar a la Autoridad Palestina, mismo liquidar su dirección, si Palestina se convierta en miembro de la ONU.
Preservar las posibilidades de paz, necesita que la comunidad internacional ponga fin a la impunidad de Israel. Esto pasa por sanciones y no por premios a la ocupación como hacen regularmente la Unión Europea, los EE.UU. y sus aliados.

Seguimos trabajando nuestra solidaridad durante el Foro Social de Palestina Libre, que tendrá lugar en Porto Alegre entre el 28 de noviembre y 1 de diciembre, y en el 10 de diciembre durante nuestras 24 horas de acción feminista.
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Comité Internacional Marcha Mundial de las Mujeres

quarta-feira, junho 20, 2012

Bombardeamentos diários e mortos em Gaza - O que não vem na imprensa

Em 24 horas, os bombardeamentos israelitas fizeram 7 mortos na faixa de Gaza, entre os quais um bebé de ano e meio e dois jovens de 17 anos. Não houve um único morto israelita, mas Israel está apenas a defender-se, como é sabido!

Esta noite, Mohammad Bassam Abou Maailiq e Youssef al-Talbani, de 17 anos, foram mortos porque se encontravam "demasiado perto da barreira de segurança"! E o bebé, certamente porque tinha lançado mísseis?

Quando Israel evacuou os seus colonos de Gaza em 2005, foi com o compromisso de permitir a ligação entre Gaza e a Cisjordânia. Em vez disso, Gaza foi transformada num campo de concentração de onde não se pode sair e onde os aviões israelitas e os drones comprados pela França podem bombardear à vontade uma população totalmente armadilhada.

Israel atira sobre tudo o que mexe: os barcos de pesca, os agricultores e inclusive sobre o que não mexe, como os campos de trigo e as terras agrícolas que são incendiadas.

Recordamos que no dia 3 de Junho, a aviação israelita lançou 3 mísseis sobre uma criação de aves de 470 m2 numa quinta que foi completamente destruída, assim como sobre um reservatório de água da municipalidade de Beit Lahia. Na mesma localidade, para além do grupo electrogeneo que ficou danificado, 29 borregos e 5350 pintaínhos foram mortos (todos terroristas, evidentemente).

No dia 4 de Junho, dois mísseis foram lançados sobre uma oficina de carpintaria de 500 m2 no sul da cidade de Deir al-Balah; e outro num terreno agrícola na aldeia de Wadi al-Salqa.

No mesmo dia, um avião de combate israelita lançou um míssil sobre um terreno agrícola no campo de refugiados de Nussairat, danificando ao mesmo tempo uma casa próxima. E durante a noite, esses drones israelitas lançaram 4 mísseis no mesmo campo, ferindo 10 civis palestinianos, entre os quais 7 crianças.

No dia seguinte, foi uma fábrica de produtos lácteos o alvo de um míssil no sul da cidade de Gaza. A fábrica ficou completamente destruída e as perdas são estimadas em 100.000 dólares.

Depois, uma outra criação de aves (decididamente, as acções contra os perigosos frangos de Gaza são estratégicas para a segurança de Israel) foi alvejada no bairro de Musabbeh de Rafah. A quinta vizinha e uma estufa de 1.000 m2 foram igualmente destruídas.

Será preciso continuar a listagem para os media que reproduzem conscienciosamente os mesmos argumentos do ocupante israelita relativamente a "ataques preventivos" e outras "represálias"?

Por que não tentam esses jornalistas exercer a sua profissão, indo viver um tempo para a faixa de Gaza para ver o efeito que tem estar numa tal ratoeira, com bárbaros que lançam dia e noite bombas em cima das vossas cabeças?
[...]
Artigo completo e fotos: http://www.europalestine.com/spip.php?article7353

Comité Palestina

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Lisboa: lembrar Gaza

LEMBRAR GAZA!

LIBERDADE PARA A PALESTINA!

No dia 27/12/2011, às 18:30, no Largo de São Domingos, em Lisboa, vamos evocar o Massacre de Gaza perpetrado pelas forças militares israelitas, o qual teve início precisamente no dia 27 de Dezembro de 2008, prolongando-se por 3 (três) semanas, até dia 18 de Janeiro de 2009. As tropas israelitas só se retiraram da Faixa de Gaza no dia 21 de Janeiro de 2009, deixando atrás de si um terrível rasto de destruição e morte. 1.417 palestinianos foram assassinados, entre eles muitas crianças. Do lado israelita terá havido 13 mortes, 4 das quais provocadas por fogo das próprias forças de Israel.

Vamos, pois evocar este dia de luto para a Humanidade
e exigir
Liberdade para a Palestina
Apela-se a tod@s que possam comparecer que o façam.
Não faltem!

quarta-feira, novembro 09, 2011

Lisboa: concentração hoje frente à embaixada de Israel

Activistas detidos pelo exército de Israel

No passado dia 4 de Novembro, as duas embarcações que navegavam rumo a Gaza, o barco canadiano Tahrir e a embarcação irlandesa Saoirse foram interceptadas e seus tripulantes detidos de forma ilegal.

Dos 27 activistas detidos, o site http://irishshiptogaza.org/ informa que 20 deles ainda permanecem presos na prisão de Givon, enquanto o paradeiro de mais um dos activistas é actualmente ignorado.

Segundo um contacto telefónico do passado dia 6, Paul Murphy, eurodeputado pelo Socialist Party da Irlanda e pela United Left Alliance, que permanece igualmente detido em Givon relatou entre outros factos que: "Em Givon, as autoridades tentaram nos desorientar, através da privação de sono e remoção dos nossos relógios, enquanto que o relógio da prisão indica a hora errada. Não nos foi dado qualquer perspectiva de quanto tempo permaneceremos detidos até a data do processo de deportação. Foi-nos negado o direito consagrado em Israel de contactarmos as nossas famílias no prazo de 24 horas a seguir à nossa detenção".

O objectivo inicial destes activistas consiste em desafiar o bloqueio ilegal aos 1.8 milhões de habitantes de Gaza que actualmente estão a ser constantemente minados através da proibição entre outros de: exportar bens, liberdade de circulação, cultivo em suas terras, pesca em suas águas e importação de materiais de construção. Para além destas privações económicas que são já reconhecidamente pela ONU uma forma de "punição colectiva de civis", ainda temos a demolição de casas, construção de muros e prisões arbitrárias efectuadas actualmente pelo governo de extrema-direita do Likud.

É imperativo a mobilização de massas tendo em vista a libertação imediata dos activistas presos, assim como a garantia da sua integridade física e psicológica. Para tal, propomos uma concentração já para o dia 9 (quarta-feira) em frente da embaixada de Israel pelas 18 horas, seguida por outras acções nos próximos dias.

A ameaça de veto dos EUA, bem como o aviso de abstenção da França no que diz respeito ao ingresso da Palestina como um membro de pleno direito na ONU demonstra claramente que qualquer mudança de fundo terá que partir da mobilização e organização popular, a solidariedade e cooperação internacional é imprescindível. As instituições actuais não tem qualquer interesse em se ôpor ao poder económico e político vigente em Israel.

Pelo direito à auto-determinação do povo palestiniano e contra qualquer forma de imperialismo, apoiamos uma Palestina livre e democrática.

Exigimos:
- O fim do bloqueio ilegal à Faixa de Gaza.
- A libertação imediata de todos os activistas presos de forma ilegal pelo exército de Israel.

Comité por uma Internacional dos Trabalhadores

sexta-feira, novembro 04, 2011

Nova flotilha a caminho de Gaza

Dois barcos, chamados «Tahrir» e « Saoirse», que constituem a flotilha chamada Freedom Waves to Gaza, estão a caminho de Gaza. Os civis a bordo são oriundos de cinco (ou 9?) países. Trata-se de outra tentativa não violenta de quebrar o cerco ilegal imposto pelo Estado de Israel a 1.6 milhões de palestinos de Gaza.

A organização de Freedom Waves to Gaza manteve-se secreta para evitar sabotagens por parte de Israel como aconteceu com a 2ª flotilha «Stay human» durante o verão passado. Para evitar que haja mais uma violação da lei internacional nestes barcos, pedimos que fiquem atentos e que, conforme os caso ou a situação:
  • Divulguem tanto quanto possível esta flotilha, pois o Estado de Israel poderá ser menos violento sabendo que o mundo está atento e com os olhos nela.
  • Pressionem as Nações Unidas e a comunidade internacional, tal como os Palestinos da Cisjordânia que irão fazer uma vigília na sede da ONU em Ramallah, exigindo uma acção rápida para proteger os civis a bordo dos barcos como o fim do cerco ilegal a Gaza.

É uma acção urgente, pois os barcos já se encontram em águas internacionais e a segurança dos tripulantes depende do apoio dado pela comunidade internacional.

Seguimos e permaneceremos Humanos!

Comité Palestina

quarta-feira, outubro 05, 2011

Braga: bem vindos à Palestina!

VELHA-A-BRANCA. O MPP E O GAP convidam-te a mais uma sessão sobre uma viagem à Palestina!
Divulga, partilha e participa!

«[Palestine] It is a just cause, a noble ideal, a moral quest for equality and human rights.»
Professor Edward Said, na conferência anual American Arab Anti-Discrimination a 15 de Junho de 2003.
Fonte: Democracy Now

Bem vindos à Palestina!
Sábado 8 de Outubro, 22h, «Diário de uma activista do GAP na palestina, por Ana Palma»
VELHA-A-BRANCA - ESTALEIRO CULTURAL
Largo da Senhora-a-Branca, 23
4710-433 BRAGA
Portugal

Ana da Palma, activista do Grupo de Acção pela Palestina, vem falar sobre a mais recente visita à Palestina, onde teve oportunidade de assistir aos ataques diários à liberdade do povo palestiniano. Há mais de 60 anos que as Nações Unidas condenam regularmente as políticas de colonização e de expulsão do povo palestiniano praticadas por Israel. Contudo, Israel não cumpre com as mais de 30 resoluções do Conselho de Segurança e viola sistematicamente uma série de outras resoluções. Os palestinianos de Gaza e da Cisjordânia encontram-se isolados, divididos e impedidos de se movimentarem livremente dentro e fora do seu território. Sofrem quotidianamente das práticas racistas, segregacionistas e das expulsões arbitrárias cometidas em nome da segurança pelos vários governos de Israel. Os colonatos e o muro israelita na Cisjordânia (com mais de 700 km de comprimento e em certos sítios com 8 m de altura) foram condenados pelo Tribunal Internacional de Justiça a 9 de Julho de 2004.

domingo, maio 08, 2011

Um artigo de Haidar Eid sobre o reconhecimento de um Estado palestiniano

Haidar Eid é um militante palestiniano, membro da campanha pelo Boicote, Desinvestimento e Sanções, professor universitário de literatura inglesa na universidade de Gaza.


Declarar a independência de um bantustão

A "euforia induzida", que caracteriza entre os principais meios de comunicação as discussões a respeito da futura declaração de um Estado palestiniano independente em Setembro, ignora a dureza das realidades no terreno e os avisos de comentadores críticos. Descrever uma tal declaração como uma "brecha" e como um "desafio" ao defunto "processo de paz" e ao governo de direita de Israel serve apenas para ocultar a permanente negação por parte de Israel dos direitos dos palestinianos, ao mesmo tempo que reforça a ratificação implícita pela comunidade internacional de uma situação de apartheid no Médio Oriente.

O movimento pelo reconhecimento é conduzido por Salam Fayad, o primeiro-ministro designado da Autoridade Palestiniana (AP) sedeada em Ramallah. Ele baseia-se na decisão tomada nos anos 1970 pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) de adoptar o programa mais ágil de uma "solução de dois Estados". Esse programa defende que a questão palestiniana, que está no cerne do conflito israelo-árabe, pode ser resolvida pelo estabelecimento de um "Estado independente" na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém oriental como capital. Segundo esse programa, refugiados palestinianos voltariam para o Estado da «Palestina», mas não para as suas casas em Israel, que se auto-define como o "Estado dos judeus". Do mesmo modo, a "independência" não toma em conta esta questão, assim como não toma em consideração os apelos de 1,2 milhão de palestinianos de nacionalidade israelita, tratados como cidadãos de terceira categoria, para transformar a luta num movimento anti-apartheid.

Tudo isto é suposto entrar em vigor depois das forças israelitas se retirarem da Cisjordânia e de Gaza. Ora, não se tratará apenas de uma reafectação de forças, como pudemos ver durante o período de Oslo? Os promotores desta estratégia pretendem no entanto que a independência garante que Israel tratará como um único povo os palestinianos de Gaza e da Cisjordânia e que a questão palestiniana pode ser resolvida segundo o direito internacional, satisfazendo assim os direitos políticos e nacionais básicos do povo palestiniano.

Deixemos de lado o facto de que Israel mantém até 573 barragens e pontos de controlo permanentes através da Cisjordânia, sem contar 69 pontos de controlo "móveis" adicionais; e é possível que vocês também prefiram ignorar o facto de que os colonatos "puramente judeus" existentes anexaram mais de 54% da Cisjordânia.

Quando da conferência de Madrid em 1991, Yitzhak Shamir, então primeiro-ministro de um governo de "falcões", não tinha sequer aceitado o "direito" palestiniano a uma autonomia administrativa. Com a chegada do governo de "pombas" Meretz/trabalhista, conduzido por Yitzhak Rabin e Shimon Peres, os dirigentes da OLP travaram na Noruega negociações de bastidores. Ao assinar os Acordos de Oslo, Israel encontrava-se livre do pesado fardo de administrar Gaza e as sete cidades sobrepovoadas da Cisjordânia. A primeira intifada terminou com uma decisão oficial – e secreta – da OLP, sem ter atingido os seus objectivos nacionais de transição, nomeadamente "liberdade e independência", e sem o acordo do povo que a OLP era suposta representar.

A mesma ideia de "independência" foi primeiro rejeitada pela OLP, porque ela não respondia aos "direitos legítimos mínimos" dos palestinianos, e porque ela é a antítese da luta palestiniana pela libertação. O que é proposto no lugar desses direitos é um Estado cuja existência é apenas nominal. Por outras palavras, os palestinianos são obrigados a aceitar uma plena autonomia sobre uma fracção apenas da sua terra e não podem nunca pensar em termos de soberania, de controlo de fronteiras, de reservas hídricas e, mais importante que tudo, de retorno dos refugiados.

Esses foram os Acordos de Oslo e essa é também a "declaração de independência" planeada. Não é de surpreender, portanto, que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenha declarado que "não poderia dar o seu acordo a um Estado palestiniano através de negociações".

Esta declaração ainda menos promete respeitar o plano de partilha das Nações Unidas de 1947, que só garantia aos palestinianos 47% da Palestina histórica, embora eles representassem mais dos dois terços da população. Uma vez declarado, o futuro Estado palestiniano "independente" ocupará menos de 20% da Palestina histórica. Ao criar um bantustão e ao chamá-lo "Estado viável", Israel vai livrar-se do peso de 3,5 milhões de palestinianos. A AP governará o número mais pequeno de palestinianos no maior número de fragmentos de território – fragmentos que podemos chamar de "Estado da Palestina". Esse "Estado" será reconhecido por dezenas de países – o que dará grande inveja aos infames chefes tribais bantus da África do Sul!

Podemos igualmente supor que a "independência" tão comentada e celebrada só reforçará o papel desempenhado em Oslo pela Autoridade palestiniana, ou seja, o de tomar medidas de polícia e de manutenção da ordem destinadas a desarmar os grupos de resistência palestiniana. Tais foram as primeiras exigências impostas aos palestinianos em Oslo em 1993, em Camp David em 2000, em Annapolis em 2007 e em Washington no ano passado.

Ao mesmo tempo, no âmbito das negociações e das exigências, nenhum compromisso ou obrigação são impostos a Israel. Tal como os Acordos de Oslo significavam o fim da resistência popular e não violenta da primeira intifada, esta declaração de independência tem um objectivo semelhante, isto é, de pôr um termo ao apoio internacional crescente a favor da causa palestiniana, que se tem afirmado desde o ataque de Israel contra Gaza no inverno de 2008-2009 e o seu ataque contra a Flotilha da Liberdade em Maio passado.

E esta declaração não garante tão pouco aos palestinianos um mínimo de protecção e de segurança contra as futuras agressões e atrocidades israelitas. A invasão e o cerco de Gaza foram uma consequência de Oslo. Antes da assinatura dos Acordos de Oslo, nunca Israel tinha utilizado plenamente o seu arsenal de F-16, de bombas de fósforo e de armas de fragmentação em Gaza e na Cisjordânia. Mais de 1200 palestinianos foram mortos de 1987 a 1993 durante a primeira intifada. Israel ultrapassou esse número durante as três semanas da sua invasão em 2009; conseguiu matar brutalmente mais de 1400 pessoas apenas na Faixa de Gaza. Isto, sem contabilizar as vítimas do cerco estabelecido por Israel desde 2006, que se caracterizou por bloqueios e ataques israelitas repetidos, antes e depois da invasão de Gaza.

No fim de contas, o que esta suposta "declaração de independência" oferece ao povo palestiniano não é mais que uma miragem, uma “pátria independente” que não é outra coisa que um bantustão travestido. Mesmo se for reconhecida por tantos países amigos, ela é impotente para conceder aos palestinianos a liberdade e a emancipação. Um debate crítico – quer dizer, oposto ao que é desviado e demagógico – exige o exame atento das distorções da história por falsas representações ideológicas. Onde nos devemos implicar, é numa visão histórica e humana das questões palestiniana e judaica, uma visão que nunca negue os seus direitos a um povo, que garanta uma completa igualdade e que abula o apartheid – em vez de reconhecer um novo bantustão, 17 anos após a queda do apartheid na África do Sul.

Fonte: http://al-shabaka.org/declaring-independent-bantustan

sábado, maio 07, 2011

Carta aberta - apoio embaixada de Israel

Caro António,

Foi com muita tristeza que lemos a carta aberta que escreveram ao IndieLisboa. Não só compreendemos a vossa causa, como precisamente por isso, achamos que se deve investigar primeiro o que se passa e se tal se continuar a justificar então escrever alguma coisa. Agora escrever uma carta com total desconhecimento de causa, não só nos parece injusto, como até é lesivo da nossa integridade.

Este ano escolhemos 4 filmes israelitas para o festival, dois deles abertamente contra a grave situação política que actualmente se está a viver em Israel. Um deles, Transparent Black, a realizadora israelita pediu directamente o apoio à Embaixada de Israel em Portugal. O dinheiro não passou por nós nem a viagem foi tratada por nós. Como qualquer entidade responsável mencionamos nos nossos materiais esse apoio.

De qualquer forma, convidamo-vos para irem ver dois dos filmes propostos para o programa, dos quais vos enviamos a sinopse para perceberem do que estamos a falar:

Transparent Black
Kokou is a cleaner dreaming of becoming football manager, Philo wants to become a business woman. Both are refugees in Israel, both learn Hebrew at night. Each has to deal with the disillusion of facing racism even in a country built up by victims of the very same plague. Not being seen as who you are but as what you represent, simply turned into transparent, erased.


Out/Tse, de Roee Rosen
Podemos ser tentados a ver este filme como uma defesa dos rituais de dominação e submissão sado-maso. Ou acreditar que segue o rasto de um paralelo entre uma rapariga possuída e cidadãos israelitas impregnados do demónio do racismo. Mas e se fosse isto o que está a acontecer hoje em Israel?
Tse’s central scene depicts a domination/submission thrashing, set in a mundane living room. The scene is not acted but rather performed by two women whose real-life preferences entail BDSM (Bondage-Domination-Sadism-Masochism). But in this session, the painful blows meted out by the Dom cause the sub to spew out sentences, all of which are quotes from Israel’s Minister of Foreign Affairs, Avigdor Lieberman, renowned as one of the most extreme right-wing politicians in the country. Thus, a scene of erotic pleasure and pain becomes an exorcism, and the film itself a hybrid between a documentary (both about the present rhetoric of the Israeli right, and its free-spirited sexual community), a fictional scene harking to a genre of horror movies, and the theme of possession. The ritual at the centre of the work is framed by two additional scenes, each with its own distinct cinematic style. A preceding interview with the two participants seems at first to be a straightforward documentary about their own experiences within the Israeli BDSM scene, but soon transforms into an exposition of the premise by which one is possessed, the other an exorcist. The final musical scene is a song set to the words of the Russian poet Esenin’s Letter to Mother. Executed as a one-shot, the song not only elevates and complicates the emotional resonance of what preceded it, but is also a direct, if twisted, hommage to the final scene of another film that deals with hybridity, radical sexuality and politics: Dusan Makavejev’s WR, The Mystery of the Organism.

Acho que mais explícito do que a nossa posição não poderia ser... Ou vamos continuar a fingir que nada se passa e vamos continuar a agir sem pensar?

Cumprimentos,
miguel valverde

quarta-feira, maio 04, 2011

Carta aberta ao Festival Indie

À direcção do festival Indie Lisboa

Na edição de 2011, este prestigiado festival declara receber um apoio à programação por parte da embaixada israelita. Sabemos que os apoios que as embaixadas de Israel têm dispensado a eventos culturais no estrangeiro são mínimos. Reduzem-se, a maior parte das vezes, ao pagamento de uma simples viagem de avião. Mas esses apoios simbólicos são suficientes para dar direito à exibição de um logotipo da embaixada e tornaram-se num dos métodos de propaganda utilizados pelo Estado de Israel para o branqueamento dos seus crimes contra a humanidade. Israel quer assim dar de si a imagem de um país democrático e tolerante, amante da cultura e da liberdade.

Mas nós todos sabemos que não existe liberdade sob o colonialismo. Ninguém é livre quando vive sob ocupação militar, confinado a bantustões cercados por muros e checkpoints, quando assiste diariamente a demolições de casas, a destruição de olivais, a confiscação de terras e a bombardeamentos.

A campanha de boicote, desinvestimento e sanções (BDS), em curso desde 2005 é semelhante à que contribuiu para o fim do apartheid sul-africano, isolando-o internacionalmente, e é a única forma pacífica de combater com êxito o lento genocídio do povo palestiniano.

Outro festival de cinema de referência, o Queer de Lisboa, cometeu, no ano passado, o mesmo erro de aceitar um apoio institucional da embaixada de Israel. Vários movimentos de solidariedade organizaram em consequência um protesto público à porta do festival. E o laureado realizador canadiano John Greyson exigiu que fossem retirados do festival dois filmes seus e que a sua explicação para esse gesto fosse lida no início da sessão onde deveria ter passado o primeiro dos seus filmes.

Gostaríamos de ver o Indie Lisboa seguir os exemplos dos festivais de cinema de Edimburgo e de Locarno que, respondendo ao apelo das organizações, dos intelectuais e artistas palestinianos de todo o mundo (inclusive israelitas), devolveram às embaixadas em causa os apoios recebidos. Qualquer aceitação de patrocínios vindos do governo israelita só pode ser vista como um apoio de facto a um regime de apartheid. Pedimos portanto que a direcção do festival reflicta sobre este tema e colocamo-nos à sua disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que entenda necessários.

Com os melhores cumprimentos,

As organizações:
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Comité de Solidariedade com a Palestina
Pagan – Plataforma Anti-guerra Anti-NATO
Panteras Rosa
SOS Racismo

quarta-feira, março 30, 2011

30 de março, Dia da Terra na Palestina - Carta aberta enviada à Câmara municipal de Mourão

Exmos Senhores

Dr. José Manuel Santinha Lopes,
Presidente da Câmara Municipal de Mourão

José Ramalho,
Presidente da Assembleia Municipal

É com grande consternação que tomámos conhecimento de que a Câmara Municipal de Mourão pediu o apoio da embaixada de Israel para o melhor aproveitamento pelo município do potencial agrícola criado pela albufeira do Alqueva.

A embaixada de Israel em Portugal representa um país que tem agido, desde a sua fundação, fora da lei internacional, colonizando os palestinianos e roubando-lhes os seus recursos naturais, e muito especialmente os recursos aquíferos. Israel tem nesse campo uma longa experiência de roubo sistemático dos recursos de água potável dos palestinianos. A água desviada serve para encher as piscinas e regar os relvados dos colonatos israelitas. Mas cerca de 200.000 palestinianos das comunidades rurais da Cisjordânia não têm acesso à água corrente. E mais de 90% da água "potável" de Gaza estão contaminados por águas de esgotos e do mar e são impróprios para consumo. Os campos agrícolas palestinianos têm sido sistematicamente destruídos, centenas de milhares de oliveiras já foram arrancadas para dar lugar a colonatos considerados ilegais pela lei internacional.

Existe, desde 2005, uma campanha internacional de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o Estado de Israel. Esta campanha surgiu do apelo de 171 organizações da sociedade civil palestiniana à solidariedade internacional contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos. Desde o ataque militar a Gaza, no inverno de 2008-2009, que provocou 1.400 mortos civis, a campanha tomou uma grande amplitude. O seu objectivo é isolar o Estado de Israel e obrigá-lo a respeitar as leis internacionais de direitos humanos e o direito dos povos à autodeterminação. É uma campanha semelhante à que ocorreu nos anos 90 contra o apartheid da África do Sul, que significou um contributo para a queda desse regime.

A campanha de BDS tem várias vertentes – comercial, cultural, desportiva, etc. – e conta com a adesão de todo o tipo de organismos e indivíduos. A nível autárquico, temos o exemplo muito próximo da Espanha: o município de Cigales foi o segundo da província de Valladolid que aderiu, em Outubro de 2010, à campanha de boicote contra a empresa israelita de água engarrafada Eden Spring. Já em Julho, o município de Villanueva de Duero tinha tomado a mesma decisão de retirar essa marca de água de todos os seus departamentos.

Juntamos em anexo a esta carta, para vossa informação, alguns exemplos mais relevantes de adesões a esta campanha. E concluímos com um apelo a que esse município, na linha das suas tradições democráticas, cancele a colaboração prevista com entidades responsáveis pelo regime de apartheid, pilhagem e limpeza étnica de que é vítima o povo palestiniano.

Com os melhores cumprimentos.

Pelo Comité de Solidariedade com a Palestina,

ES

30 de Março é o Dia da Terra na Palestina


CAMPANHA DE BOICOTE, DESINVESTIMENTO E SANÇÕES CONTRA A OCUPAÇÃO ISRAELITA

Alguns exemplos de adesões à campanha BDS

Boicote comercial
  • Os supermercados italianos COOP e Nordiconad e os supermercados britânicos Marks and Spencer e Co-operative Group anunciaram que deixarão de vender produtos dos colonatos israelitas ilegais no território palestino ocupado.

Boicote académico
  • O caso mais recente foi o da ruptura, por parte da universidade de Joanesburgo, a mais importante universidade sul-africana, de uma cooperação de 25 anos com a universidade israelita Ben Gourion. O arcebispo Desmond Tutu, prémio Nobel da Paz, tinha apelado à ruptura das relações, pelo facto de as universidades israelitas estarem intimamente ligadas, por escolha própria, ao regime de ocupação e de apartheid.

Boicote cultural
  • Na sequência do ataque a Gaza e à Frota da Liberdade, numerosos artistas cancelaram os seus espectáculos em Israel, entre eles: os Klaxons, os Gorillaz Sound System, os Pixies, Elvis Costello, Gil Scott-Heron e Carlos Santana.
  • Vários realizadores e actores, como Ken Loach, Bjork, Jean-Luc Godard, Meg Ryan e Dustin Hoffman cancelaram a sua participação em festivais de cinema.

Boicote desportivo
  • Após o ataque de Israel à Frota da Liberdade, a equipa de futebol sub-19 da Turquia recusou-se a participar num jogo com Israel e a equipa sueca sub-21 requereu à FIFA que a autorizasse a fazer o mesmo.

Desinvestimento
  • Os conselhos municipais de Estocolmo, Dublin, Galway, Sligo e Swansea afastaram a empresa francesa Veolia de futuros contratos e vários bancos privados alienaram as suas acções na empresa por esta estar ligada à construção do caminho-de-ferro que liga os colonatos de Jerusalém oriental e da Cisjordânia.
  • Em Maio de 2010, a Deutsche Bank desinvestiu da Elbit Systems, uma empresa de armamento israelita que fornece armas ao exército e componentes para o Muro do Apartheid nos territórios palestinianos ocupados. Seguiram-se decisões semelhantes por parte da Foersta AP-Fonden, o maior fundo de pensões da Suécia, do Fundo de pensões do Estado norueguês, da seguradora norueguesa KLP; da financeira dinamarquesa Danwatch, do Danske Bank, da Dinamarca e do ABP, um dos maiores fundos de pensões holandeses.

Sanções
  • A Bolívia e a Venezuela romperam relações com Israel, fechando as embaixadas de Israel nos seus países; o Qatar e a Mauritânia congelaram as relações diplomáticas com Israel; a Jordânia chamou o seu embaixador como um acto de protesto contra a agressão israelita contra os palestinos da Faixa de Gaza em 2008-09.
  • Na sequência do ataque à Frota da Liberdade, a Nicarágua suspendeu as suas relações diplomáticas com Israel, a África do Sul retirou o seu embaixador em Tel Aviv, o ministro da educação da Noruega, Kristin Halvorsen, reiterou a proibição da Noruega de venda de armas a Israel, a Turquia retirou o seu embaixador em Tel Aviv.

domingo, fevereiro 27, 2011

Hoje, traduzi e publiquei

Um texto de Mazin Qumsiyeh, coordenador dos Comités de resistência popular palestiniana.

Publicado por CAPJPO-Palestine [e divulgado em Portugal pelo Comité Palestina]

24 de Fevereiro de 2011

Desde há já vários anos, todas as manhãs ao levantar-me, encontro ao abrir o meu computador uma mensagem recenseando as violências do exército israelita, feita na base das estatísticas do Palestinian Monitoring Group (PMG). E todas as manhãs pergunto-me o que devo fazer. Traduzir e publicar? Para quê? Mortes, feridos, detenções na Palestina? Ainda esta noite, Israel bombardeou o bairro de el Zaytoun. Os seus F16 acordaram os habitantes de Gaza a dúzias de quilómetros à volta. Contava-se esta manhã mais de 30 feridos, entre os quais crianças e mulheres. Os palestinianos conseguiram destruir um veículo militar que atacava terras e agricultores palestinianos não longe da fronteira.

Tudo isto tornou-se tão rotineiro que poucas pessoas se dão ao trabalho de ler. Então, a maior parte das vezes, eu zapo. Com um forte sentimento de culpabilidade perante aqueles que fizeram o esforço de nos escrever noite após noite. Deixo as suas mensagens soterradas no meio de outros emails. Para quê traduzi-las e publicá-las, se não para nos encher de um sentimento de ira e de impotência?

Mas é aí que devemos mudar de estado de espírito e despertar: não somos impotentes. A nossa impotência perante o curso dos acontecimentos no mundo, é o que a lavagem dos cérebros, exercida de manhã, de tarde e à noite pelo poder e os seus meios de comunicação social às ordens, tenta fazer-nos engolir.

Na realidade, somos poderosos. Basta unir-nos e dizer NÃO. O povo tunisino, o povo egípcio, acabam de demonstrá-lo. A impunidade israelita não será eterna se assim o decidirmos. Se recusarmos continuar a andar nas estreitas vias lamacentas desenhadas por outros para manter os enormes lucros de alguns em detrimento da grande massa, temos os meios de mudar a situação. E o que ganhamos em não reagir, em encaixar, dia após dia? Uma vida cada vez mais sórdida, desesperante, nomeadamente para os mais jovens?

À espera do levantamento que nos levará a tomar as coisas nas nossas mãos, a deixar de acreditar que podemos mudar o nosso destino indo votar “bem”, ou que não podemos mudá-lo, agarremos pelo menos o instrumento do boicote contra este Estado criminoso, sanguinário, terrorista.

Hoje, traduzirei portanto esta mensagem, este SOS de cada noite, este relatório, símbolo da resistência palestiniana que, dia após dia, apela a que não baixemos os braços, a reagirmos face a esta terrível perseguição do povo palestiniano que dura há décadas.

Ela começa todos os dias por estas frases:

"Enquanto que com a ocupação o bloqueio é um business normal para Israel, deveríamos parar qualquer business com Israel!

Na Palestina ocupada

O sionismo nos factos

O ratio quotidiano de imposição israelita sobre a vida, os membros, a liberdade e as posses palestinianas
".

Nas últimas 24 horas: no dia 23 de Fevereiro (não contando o balanço desta manhã):
  • Khan Younis (sul da faixa de Gaza): Israel abre fogo sobre as quintas e casas próximas da linha verde.
  • Um aldeão assassinado perto de Jerusalém.
  • Incursão israelita: colheitas arrasadas por bulldozers.
  • Raid contra a aldeia de Qatanna: 2 rapazes de 15 e 17 anos feridos.
  • As tropas de ocupação destroem uma estação de gasolina.
  • As tropas israelitas desenraízam mais de 200 oliveiras e espancam um trabalhador.
  • Soldados israelitas raptam uma criança de 14 anos.
  • Colonos atiram pedras sobre casas e espancam os seus moradores.
  • Fanáticos sionistas incendeiam veículos numa aldeia.
  • Incursão de noite e invasão do exército em 17 vilas e aldeias.
  • 3 ataques – 37 raids – 3 espancamentos – 5 feridos.
  • 12 palestinianos presos – 15 detidos – 92 restrições da liberdade de circulação.

O detalhe dessas violências e dos locais onde elas se produziram segue em inglês:
  • Home invasions & occupations : 23:30, the town of Abu Dis - 00:20, the village of Kafr Aqab - 02:30, the town of As Silat Al Harithiya - 20:20-22:50, the village of Izbat Shofeh - 03:00, Qalqilya.
  • Peace disruption raids : 18:00, the village of Qatanna - 00:30, the village of Hizma - 00:20, El Bireh - 00:40-03:00, the town of As Silat Al Harithiya - 11:50, the village of Deir Ghazala - 11:50, the village of Beit Qad - 00:20, Tubas - 00:20, the town of Tammun -11:00, Tulkarem - 09:05, Qalqilya - 10:40, the village of Talluza - 13:00, the village of Salim - 17:50, the town of Aqraba - 20:30, Nablus - 02:55, Nablus - 15:30, the village of Yasuf - 09:10, Jericho - 09:10, the Aqbat Jabir refugee camp - 09:00, the town of Taqu’a - 10:10, the village of Al Jab’a - 11:10, the town of Al Ubeidiya - 15:40, the town of Al Ubeidiya - 00:40-04:35, Bethlehem - the village of Sossia - 15:00, the town of Dura - 17:20, Hebron - 21:50, the town of Beit Awa - 01:25, the town of Tarqumiya - 02:40, the town of Dura - 02:00, the town of Beit Ummar - 18:00, the village of Burin - 01:30, the village of Burin.
  • Palestinian attacks: none.
  • Palestinian resistance : Central Gaza – 10:30, two missiles fired at Israeli forces near the Kissufim Gate.
  • Attack – agricultural sabotage : Khan Yunis – morning, an Israeli Army position on the Green Line opened fire on houses and farms to the north-east of Al Qarara.
  • Attack – agricultural sabotage : Khan Yunis – morning, Israeli armoured vehicles and bulldozers, covered by reconnaissance aircraft, invaded farms in the east of Khuza’a, bulldozing crops and opening fire on houses and agricultural areas.
  • Attack : Jerusalem – 22:10, Israeli troops raided the neighbourhood of Silwan, firing rubber-coated bullets and stun and tear gas grenades at people in the streets.
  • Raid – injuries : Jerusalem – 18:00, the Israeli Army raided the village of Qatanna, patrolling the streets and injuring two youngsters : 15-year-old Muhammad Mahmoud Taha and 17-year-old Muhammad Adnan Shamsneh. Raid – economic sabotage : Jerusalem – 00:30, Israeli troops raided the village of Hizma, stormed two petrol stations, destroying and then removing the petrol pumps.
  • In the village of Kafr Aqab, Husam Hussein ar Ruweidhi, died in hospital following an assault in the city by settler militants wielding sharp-bladed tools.
  • Raid : Tulkarem – 11:00, the Israeli Army raided the neighbourhood of Irtah, detaining and interrogating a resident, Naseem Abu Rabi’, regarding the local economy. The soldiers also left orders for a person to report to Israeli Military Intelligence.
  • Raid : Nablus – 10:40, the Israeli Army detained a number of children while raiding and patrolling the village of Talluza. Raid : Nablus – 13:00, Occupation troops raided the village of Salim and took prisoner a member of the village council.
  • Raid : Jericho – 09:10, the Israeli Army raided the city and the Aqbat Jabir refugee camp, photographing the streets and archaeological sites.
  • Raid – beating – injury – agricultural sabotage : Bethlehem – 10:10, the Israeli Army raided the village of Al Jab’a, uprooted about 250 olive trees and beat up a villager, Muhammad Ali Abdulmajeed Hamdan.
  • Raid – beating – destruction of homes and water tanks : Hebron – the Israeli Army raided the village of Sossia, destroyed five tents – the homes of Mahmoud Ahmad Muhammad Jabbur, Issa Hussein Jabbur, Muhammad Hasan Muhammad Jabbur, Khamis Ahmad Muhammad Jabbur and Muhammad Ahmad Muhammad Jabbur. Israeli Occupation troops also destroyed two rainwater tanks.
  • Raid – abduction : Hebron – 02:00, the Israeli Army abducted a 14-year-old boy, Muhammad Jamal Khalil Abu Hashem, during a raid on the town of Beit Ummar. Note : Muhammad is the tenth 14-year-old abducted by Israeli Occupation soldiers this year.
  • Property violation : Qalqilya – 15:50, the Israeli Army ordered a resident, Ahmad Abu Hamed, not to proceed with any construction work on his land. Hamed is accused of allowing his land to be used by a British organisation specialising in animal welfare.
  • Occupation settler violence : Nablus – 18:00, a mob from the settlement of Bracha attacked the outskirts of the village of Burin, stoning houses and severely beating up two residents : Ahmad Sameer Obaid and Fares Nassar. The victims were left with severe injuries. http://www.maannews.net/eng/ViewDet... Occupation settler violence : Nablus – 01:30, Zionist fanatics raided the village of Burin and set fire to two vehicles, the property of villagers Khaled Waleed An-Najjar and Abdulsalam Abdulhameed.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Carta aberta acerca da visita do MNE de Israel

Carta aberta aos portugueses acerca da visita à Lisboa do Ministro de Negócios Estrangeiros de Israel

Um homem de nome Lieberman - o mesmo apelido que o meu avô materno - reuniu ontem em Lisboa com o Ministro dos Negócios Estrangeiros português e vai reunir hoje com o Presidente da Assembleia da República, a Comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e o Primeiro Ministro! Que eu saiba, ele pode ser um parente meu, distante e afastado ... mas devo ficar com orgulho por isso?

Na minha família há gente de várias persuasões religiosas desde ortodoxos até ateus. Também há gente com opiniões diversas no que toca ao sionismo e o Estado de Israel, desde Revisionistas do Likud até activistas a favor dos direitos do povo palestiniano. Os laços familiares permitem-nos co-existir e partilhar o que nos é comum. Mas família é família e fora da família, a politica é a politica. Neste campo o próprio povo judeu está dividido. Em particular, e apesar da predominância política das associações sionistas, não há uma voz que nos une em relação a Israel e à sua prática de ocupação dos que permanecem dos territórios que, pelo direito internacional, pertencem ao povo palestiniano. Eu, por exemplo, situo-me entre judeus que consideram que a ocupação é não só prejudicial em termos da normalização do futuro de Israel mas uma vergonhoso e inaceitável atentado contra os direitos humanos e nacionais do povo palestiniano.

Haverá vozes de entre os judeus portugueses que discordarão com a minha opinião, mas o Governo de Portugal e os portugueses têm que avaliar a politica do Estado de Israel em consonância com valores universais e democráticos, os seus compromissos internacionais e os seus próprios interesses e não devem preocupar-se com a existência de um consenso entre os judeus para determinar o que fazer com respeito à situação no Médio-Oriente e em relação a este conflito especificamente.

Portugal, pais da União Europeia, membro do Conselho de Segurança das ONU, está vinculado ao direito internacional e o consenso internacional em relação ao conflito israelo-palestiniano. Sobre isso não há ambiguidades apesar da prolongada incapacidade da comunidade internacional em actuar decisivamente para traduzir o consenso em actos no terreno. Certamente não é preciso citar aqui todos os compromissos que isso implica mas valeria a pena parar e lembrar em primeiro lugar que o homem que actualmente representa Israel no estrangeiro é um residente num colonato ilegal israelita em território palestiniano! A sua residência é ilegal porque todos os colonatos israelitas além da "Linha Verde" infringem as Convenções de Genebra com respeito à apropriação de territórios conquistados pela força e à transferência de população. Em segundo lugar, é preciso lembrar que este homem que actualmente representa Israel é um proponente de transferência de populações, nomeadamente da transferência da população árabe de Israel para fora de Israel. Em outras palavras ele é apologista e activista da expulsão de cidadãos do seu próprio país. Em Portugal e outros países de Europa esta posição ficaria fora do discurso que consideramos aceitável em democracia; chamamos esta posição aqui incitação racista e xenófoba, mas em Israel actualmente esta perspectiva não só faz parte do discurso político nacional legitimado como está presente no discurso e prática do próprio governo e é representada por este homem que reunirá hoje com os parlamentares e o Primeiro Ministro!

Será preciso lembrar a reacção dos governos europeus quando em Áustria ­pais europeu! - um politico com um programa xenófobo foi integrado na coligação governamental? Houve um boicote diplomático! Em muitos aspectos pode-se afirmar que o Governo actual de Israel, com este Ministro de Negócios Estrangeiros como representante, é tão ou mais xenófobo e racista que o governo de Áustria da altura.

Israel é um pais cuja legitimidade está consagrada entre a comunidade das nações; Portugal, tem relações bilaterais e comunitárias com Israel e, por isso, é normal que o Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Primeiro Ministro se encontrem com o Ministro de Negócios Estrangeiros de Israel.

Contudo, face à situação do conflito israelo-palestiniano, ou seja, a intransigência do Governo israelita em conformar-se com o direito internacional, a sua politica agressiva de expansão dos colonatos, o bloqueio desumano de Gaza, a sua continuada rejeição das propostas de paz e normalização com os países da região, não pode haver discussão; só há uma mensagem que os nossos governantes deveriam transmitir ao representante de Israel e isso é que Portugal vai continuar a exigir o respeito pelo direito internacional em Israel-Palestina e vai actuar em consonância com esta orientação nas instâncias internacionais, que Portugal exige o fim do bloqueio a Gaza, que Portugal exige o fim da ocupação e dos colonatos, que Portugal apoiará concretamente o estabelecimento de um Estado Palestiniano nos territórios de Cisjordânia e Gaza ocupados por Israel em 1967 com Jerusalém Oriental como capital e com uma justa solução da situação dos refugiados palestinianos.

Como é óbvio não tenho qualquer orgulho na presença em Portugal deste homem com o mesmo apelido do meu Avô, antes pelo contrário. Mas além de mais, não quero ter vergonha do Governo de Portugal e espero que a politica portuguesa não ceda nem uma virgula às politicas criativamente racistas e colonialistas deste Lieberman.

26 Janeiro de 2011
Alan David Stoleroff

Visita a Lisboa do ministro israelita Avigdor Lieberman

Comunicado à Imprensa
Avigdor Lieberman em Lisboa
Sócrates e Amado recebem um símbolo do apartheid
e do terrorismo de Estado

O Comité de Solidariedade com a Palestina manifesta o mais vivo repúdio pela visita a Lisboa de Avigdor Lieberman, ministro israelita dos Negócios Estrangeiros e figura de proa do partido da extrema-direita Israel Beitenu.

Raia a provocação que o Governo de Portugal e, nomeadamente, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal recebam esta visita depois de o Estado português ter condenado os crimes de guerra israelitas contra a Faixa de Gaza por ocasião da votação do relatório Goldstone e sabendo-se que Israel prossegue a sua política colonialista de apartheid e de ocupação da Palestina, que persiste nas suas acções de limpeza étnica contra os árabes israelitas que vivem no seu território e contra os palestinianos nos territórios ocupados, que desrespeita, com a arrogância que se lhe conhece, os mais elementares Direitos Humanos e o Direito Internacional, que se recusa insolentemente a observar as inúmeras Resoluções quer do Conselho de Segurança quer da Assembleia Geral das Nações Unidas, que persegue e pune os seus próprios cidadãos israelitas que não se conformam com a política de terror contra o Povo Palestiniano indefeso, que se afirma, com toda a hipocrisia, como a única «democracia» do Médio Oriente.

Duplamente escandalosa é a recepção dispensada a Lieberman, precisamente quando o parceiro israelita do PS, o Partido Trabalhista, rompe com o Governo e com o seu ex-líder Ehud Barak porque, mesmo para o sionismo militante dos trabalhistas, já se tinha tornado indigesto o estilo do Governo de extrema-direita – intratável, ultimatista e inconveniente nos areópagos internacionais.

É certo que Lieberman passa em Portugal no regresso duma visita à Grã-Bretanha e que não foi aí recebido como um pária da diplomacia internacional (bem ao contrário da sua antecessora no cargo, a ex-ministra Tzipi Livni, que tivera de cancelar uma visita a Londres por pender contra ela um mandato de captura, devido aos crimes de guerra de que era co-responsável na agressão contra a Faixa de Gaza). Mas é só uma questão de tempo até que os crimes de Lieberman, o falcão, comecem a ser tão investigados e conhecidos como os de Livni, a “pomba”. Alguns deram já azo a ondas de indignação em todo o mundo, como o assassínio no Dubai do dirigente do Hamas, Mahmoud al-Mabhouh, com passaportes falsificados de vários outros países; ou como a mortífera acção de pirataria israelita contra a “Flotilha da Liberdade”, em águas internacionais.

Concluímos portanto sublinhando que está a ser recebido em Lisboa um criminoso da guerra suja da Mossad e um falsário internacional de grande calibre, no mesmo dia em que o Peru anuncia reconhecer o Estado palestiniano nas fronteiras de 1967, e num lapso de poucas semanas em que os principais países latino-americanos, incluindo o Brasil, se sucedem a dar esse passo simbólico. A diplomacia portuguesa anda em más companhias e em contra-mão das tendências da diplomacia mundial.

Comité de Solidariedade com a Palestina

Lisboa, 25 de Janeiro de 2011

terça-feira, janeiro 25, 2011

Visita oficial do inominável sr. Avigdor Lieberman

Caros amigos,

Foi com espanto e indignação que vi, por mero acaso, passar ontem à noite num noticiário (já nem sei em que canal) uma curta nota de rodapé que dava conta da visita do sr. Lieberman, MNE israelita, a Lisboa. Nem quis acreditar, pelo que vim confirmar, na internet, a referida notícia. Era realmente verdade!

Escrevi então uma carta ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Dr. Luís Amado, a insurgir-me contra tal visita, tendo remetido logo cópia da mesma ao Senhor Primeiro Ministro. Estas duas cartas foram enviadas de madrugada, já passava das 2h00. Recebi já a respectiva acusação de recepção do gabinete do PM.

Bastante mais tarde, mas ainda de manhã, escrevi uma carta ao Senhor Presidente da Assembleia da República e à Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros sobre o mesmo assunto, enviando-lhes igualmente a carta endereçada ao MNE.

Acabei agora de enviar a carta que enderecei a todos os Grupos Parlamentares, juntamente com as cartas ao Presidente da A.R. e ao MNE. É esta que vou colar abaixo. Segue em anexo o pequeno relatório referido na carta aos deputados e que, penso, já vos tinha enviado juntamente com uma petição desta organização árabe-israelita.

Esta visita foi planeada no maior segredo e não foi propositadamente publicitada para que a Sociedade Civil não tivesse tempo de se mobilizar nem de obter uma autorização do Governo Civil para se manifestar na rua. No entanto, se houver gente, gente suficiente, disposta a comparecer, acho que nos devemos juntar junto à residência oficial do Primeiro Ministro (rua nas traseiras do palácio de São Bento, com entrada pela Calçada da Estrela), na suposição de que seja aí a recepção pelo PM, como é costume. É claro que aí podemos encontrar a rua fechada pela polícia. De qualquer modo, sem autorização do Governo Civil, qualquer manif é considerada ilegal e a polícia pode impedir-nos de nos manifestarmos, exibirmos faixas, bandeiras, etc. Além de que tentará identificar os «cabecilhas», se não mesmo identificar toda a gente, mover processos, etc. Por mim, estou-me nas tintas!... Assim haja gente suficiente para o efeito porque se comparecerem meia dúzia de gatos pingados, não terá qualquer efeito, pelo contrário, será ridicularizada. Digam se estão dispostos e vamos a isso!...

O dito senhor será recebido hoje ao final da tarde pelo Dr. Luís Amado, no Palácio das Necessidades, amanhã às 10h00 pelo Presidente da Assembleia da República, às 11h00 pela Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e à tarde, julgo que pelas 17h30, pelo Senhor Primeiro Ministro. É o que consta do site do MNE, mas é sempre bom confirmarem. Amanhã à noite vai haver também um jantar com a Associação de Amizade Portugal-Israel, não sei ainda onde, mas deve estar no site da dita Associação. Também seria um sítio onde nos poderíamos juntar em manif de protesto. Por favor, digam de vossa justiça! O tempo urge!

Isto é absolutamente inqualificável!!!

Se considerarem não haver tempo para uma grande mobilização / manifestação, peço a todos que escrevam pelo menos ao MNE, com cópia ao PM. Vão directamente ao site do governo / contacto. O facto de escreverem não dispensa uma boa manif e vice-versa.

Abraço



Exmos. Senhores Deputados,

Abaixo remeto a V. Exas. a carta por mim enviada, nesta mesma data, ao Senhor Presidente da Assembleia da República, a quem remeti também a carta por mim enviada, hoje, 25/01/2011 de madrugada, ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, cópia da qual remeti igualmente ao Senhor Primeiro Ministro. Com o mesmo teor, enviei também uma carta à Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros.

Remeto igualmente a V. Exas. um pequeno relatório de uma organização árabe/judaica sobre acontecimentos recentes em Israel.

A desfaçatez com que esta visita oficial foi preparada e, propositadamente, não amplamente divulgada, como é hábito, com o objectivo de não permitir uma resposta e uma reacção adequadas da Sociedade Civil que, assim, não poderia de forma alguma conseguir autorização do Governo Civil em tempo útil para se pronunciar na rua, é uma afronta ao povo português e um escândalo.

Exijo aos senhores deputados que agendem rapidamente a discussão desta inqualificável visita para uma Sessão do Parlamento, com a presença do Senhor Primeiro Ministro e do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Muito atentamente

MA


Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

É com muita indignação, muita revolta, mas também com muita amargura que abaixo envio a V. Exa., enquanto Presidente da Assembleia da República, a carta que enviei hoje de madrugada ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, com cópia ao Senhor Primeiro-Ministro.

É uma vergonha que Portugal, nas pessoas do Senhor Primeiro-Ministro e do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros assim como na pessoa de V. Exa., enquanto Presidente da Assembleia da República, receba oficialmente um representante de um governo que pratica o terrorismo de Estado, a forma mais ignóbil de terrorismo que pode haver, o sr. Avigdor Lieberman.

Um homem que defende que os seus próprios concidadãos israelitas sejam obrigados a um juramento de lealdade ao governo fascista, sionista, racista de Israel se quiserem ter direito a voto, além de ser um digno representante de um governo e de um Estado que se orgulha de todos os continuados e persistentes atropelos inqualificáveis aos Direitos Humanos e ao Direito Internacional no território barbaramente roubado ao Povo Palestiniano e ocupado desde, pelo menos, 1948.

Não posso deixar de manifestar a minha mais profunda indignação, o meu mais vivo repúdio, a minha mais sentida tristeza e vergonha por esta atitude do governo e daqueles que dizem ser representantes de todo o povo português.

Não me posso rever em atitudes incompreensíveis e injustificáveis como esta, pelo que não me sinto representada por ninguém.

Muito atentamente

MA


Exmo. Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Dr. Luís Amado

Venho, por este meio, manifestar o meu mais vivo repúdio pela visita a Lisboa do seu homólogo israelita que será recebido por V. Exa., notícia que vi passar num noticiário no dia 24/01/2011 à noite, numa curtíssima nota de rodapé e que confirmei, via internet, em notícias israelitas e britânicas.

Depois de o Estado português ter condenado os crimes de guerra israelitas contra a Faixa de Gaza por ocasião da votação do relatório Goldstone e sabendo-se que Israel prossegue a sua política colonialista/fascista de ocupação bárbara da Palestina e de apartheid, que persiste nas suas acções de limpeza étnica contra os árabes israelitas que vivem no seu território e contra os palestinianos nos territórios ocupados, que desrespeita, com a arrogância fascista/sionista que se lhe conhece, os mais elementares Direitos Humanos e o Direito Internacional, que se recusa insolentemente a observar as inúmeras Resoluções quer do Conselho de Segurança quer da Assembleia Geral das Nações Unidas, que persegue e pune os seus próprios cidadãos israelitas que não se conformam com a política de terror e extermínio para com o Povo Palestiniano indefeso, que se afirma, com toda a hipocrisia, como a única «democracia» do Médio Oriente, como é possível que o Governo de Portugal e, nomeadamente, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal receba a visita de um fascista/sionista como o Sr. Lieberman ou qualquer outro governante de Israel?

Que eu saiba, nem o Dr. Salazar terá recebido a visita do Sr. Ribbentrop ou do Sr. Goebbels, apesar de ser um grande defensor do Nacional Socialismo, do III Reich e da doutrina fascista/nazi.

A doutrina Sionista, como V. Exa. saberá melhor do que eu, foi há muito incluída no rol de doutrinas racistas pela Assembleia Geral das Nações Unidas e pouco difere da doutrina e prática nazis - de um lado «o povo eleito» que se arroga o direito de expulsar da sua terra um povo que ali vive há mais de mil anos, do outro «a raça ariana do povo germânico». Tanto uma como a outra conduziram ao mesmo - à barbárie, à desumanidade, à limpeza étnica, ao extermínio.

Portugal, país que sofreu na pele uma ditadura fascista, deveria aproveitar todo o seu prestígio como país democrático pós-Revolução de 25 de Abril de 1974, cujo exemplo serviu para outras transições para a democracia, para denunciar, boicotar e jamais pactuar com regimes e governos terroristas capazes de tudo, como Israel, que já demonstrou sê-lo à saciedade.

Não posso, pois, deixar de manifestar a minha mais profunda indignação e repulsa por esta atitude do governo do meu país.

Muito atentamente,

MA

sábado, janeiro 15, 2011

"Quebrem o silêncio!": soldados israelitas falam e enfrentam a repressão

O dia a dia dos soldados israelitas nos territórios da Cisjordânia, contado pelos ex-soldados que decidiram quebrar o silêncio.
Fonte: CAPJPO-Europalestine, 5.11.2011, citando Paris Match

Granadas para meter medo

«Chegamos a uma aldeia palestiniana às 3 horas da manhã e começamos a lançar granadas estrondosas nas ruas. Por nada, para meter medo. Vemos as pessoas a acordar esbaforidas... Dizem-nos que isso afugenta os eventuais terroristas. Tretas... Fazíamos isso todas as noites, rotativamente. Rotina. Diziam-nos 'boa operação'. Não percebíamos porquê.»

Roubar um hospital

«Uma noite, recebemos ordem para entrar numa clínica de Hebron que pertence ao Hamas. Confiscámos o equipamento: computadores, telefones, impressoras, outras coisas, num valor de milhares de shekels. O motivo? Atingir o Hamas na carteira, pouco antes das eleições do parlamento palestiniano, para que ele perdesse. O governo israelita tinha anunciado oficialmente que não iria tentar influenciar essas eleições.»

"Matámos um homem por pura ignorância"

«Não sabíamos que durante o Ramadão os fiéis vão para a rua às 4 horas da manhã com tambores para acordar as pessoas, para que elas comam antes do nascer do sol. Identificamos um gajo numa avenida que leva uma coisa, gritamos-lhe 'stop!'. Se o 'suspeito' não pára imediatamente, o procedimento exige intimações. 'Pare ou atiro', depois atiramos para o ar, depois para as pernas, etc. Na verdade, esta regra nunca é aplicada. Matámo-lo, ponto final. E por pura ignorância dos ritos locais.»

Camponeses em lágrimas

«As nossas escavadoras montam uma barreira de separação em pleno campo palestiniano de figueiras. O camponês chega, a chorar: 'plantei este pomar durante dez anos, esperei dez anos para que desse frutos, gozei dele durante um ano e agora eles arrancam-no!' Não há solução de replantação. Só há compensações a partir de 41% de terra confiscada. Se for 40%, não tens nada. O pior é que talvez amanhã eles vão decidir a construção da barreira.»

Devolver os galões, voltar a ser soldado

«Instalamos check-points surpresa. Em qualquer lado, nunca é claro. E de repente detemos toda a gente, controlamos as suas licenças. Detemos inocentes, pessoas que querem ir trabalhar, procurar alimentos, não terroristas... Tive de fazer isto durante cinco meses, oito horas por dia; deu cabo de mim. Então, decidi devolver os meus galões de comandante.»

"A nossa missão: incomodar, assediar"

«Estamos em Hebron. Como os terroristas são residentes locais e a nossa missão é entravar a actividade terrorista, a via operacional é esquadrinhar a cidade, entrar em casas abandonadas ou em casas habitadas escolhidas ao acaso – não há um serviço de informações que nos oriente -, inspeccioná-las, saqueá-las ... e não encontrar nada. Nem armas, nem terroristas. Os habitantes acabaram por se habituar, pois isto acontece há anos. Fazer sofrer a população civil, dar-lhe cabo da vida, e saber que isso não serve para nada. Isto provoca um sentimento de inutilidade.»

Os castigos colectivos

«Os meus actos mais imorais? Fazer explodir casas de suspeitos terroristas, prender centenas de pessoas em massa, olhos vendados, pés e mãos atados, levá-los em camiões; entrar em casas, despejar brutalmente as famílias; às vezes voltávamos para fazer explodir a casa; nunca sabíamos porquê tal casa nem que suspeitos prender. Às vezes era-nos dada ordem de destruir com bulldozer ou com explosivos a entrada da aldeia, como castigo colectivo por terem sido albergados terroristas.»

Proteger colonos agressivos

«Chegamos ao distrito de Naplus para garantir a segurança dos colonos. Descobrimos que eles decidiram atacar Huwara, a aldeia vizinha, palestiniana. Eles estão armados, atiram pedras, apoiados nessa acção por um grupo de judeus ortodoxos franceses que filmam, tiram fotos. Resultado: vemo-nos entre árabes surpreendidos, aterrorizados e a nossa obrigação de proteger os colonos. Um oficial tenta fazer recuar os colonos para as suas terras; recebe pancada, há tiros e ele desiste. Não sabemos o que fazer: retê-los, proteger os palestinianos, proteger-nos. Uma cena absurda e louca. Acabamos por conseguir com que os agressores voltem para as suas casas. Uma dezena de árabes ficam feridos.»

Assassinar um homem sem armas

«Estamos instalados numa casa que despejámos dos seus ocupantes, suspeitamos da presença de terroristas, vigiamos, são 2 horas da manhã. Um dos nossos atiradores de elite identifica um tipo a andar em cima de um telhado. Eu observo-o com os binóculos, ele tem cerca de 25, 26 anos, não está armado. Informamos por rádio o comandante que nos ordena: 'É um espião. Abatam-no'. O atirador obedece. Eu chamo a isso um assassinato. Nós tínhamos os meios de o prender. E isto não é um caso único, são dezenas deles.»

Comité Palestina

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Apartheid Israelí = Violencia contra las Mujeres

Protesta el 10 de febrero de 2011: Apartheid Israelí = Violencia contra las Mujeres

Jawaher,
Israel tomó tu vida,
Nosotras tomamos tu lucha, dignidad y determinación

Un llamado a las mujeres de todo el mundo a unirse en apoyo a la resistencia popular y la determinación de las mujeres palestinas en defensa de sus tierras, derechos y dignidad.


Mientras el mundo celebraba el año nuevo, Jawaher Abu Rahmah (34 años) murió en un hospital de Ramallah por intoxicación causada por la inhalación de gas lacrimógeno.

Jawaher estaba en los campos el Viernes, 31 de diciembre, participando en la protesta contra el Muro del Apartheid que estrangula a su aldea de Bil'in, contra el robo de sus tierras y medios de subsistencia. Ella había visto a su hermano morir en una protesta similar hace casi dos años atrás, cuando militares israelíes le dispararon con una granada de gas lacrimógeno en el pecho, pero esto sólo intensificó su dedicación a su trabajo con los jóvenes para que continúen la resistencia. Esto no la detuvo a unirse a las protestas. Cuando las nubes de gas lacrimógeno llegaron ese día, ella se descompuso y murió a causa de los efectos del gas.

Al igual que Jawaher, muchas mujeres palestinas están en el frente de resistencia todos los días: en las protestas, en los puestos de control, en las salas de reuniones, en sus propios hogares y en las cárceles israelíes. Generaciones de mujeres palestinas han dirigido, se han unido y han apoyado la lucha de los palestinos. Sin embargo, con demasiada frecuencia sus contribuciones, sacrificios y esfuerzos no son reconocidas. Ellos pagan un pesado precio silenciado. Asumen la carga de las familias laceradas por la represión israelí y el despojo. Ellas son golpeadas, acosadas, insultadas, torturadas y asesinadas por las fuerzas de ocupación israelíes.

La comunidad internacional sostiene activamente el apartheid israelí, y la actitud del "business as usual" y el comercio de armas dan el apoyo necesario y animan a Israel a que continúe sus guerras, represión y la violencia contra las mujeres.

La Campaña contra el Muro del Apartheid está organizando una movilización masiva de mujeres palestinas en Bil'in con motivo de la conmemoración tradicional en los 40 días del fallecimiento de Jawaher Abu Rahma.

Hacemos un llamando a que te unas a nosotros y a te movilices con protestas en tu países el 10 de febrero.

No se olvide de Jawaher!
Apoya a las mujeres palestinas contra la violencia de Israel!
Exíjale a su gobierno que detenga el comercio de armas que matan a palestinos.

Únase a la lucha palestina, contra el apartheid israelí, por la tierra, la justicia, la autodeterminación y el derecho al retorno.

Únasenos a la demanda palestina de boicot, desinversión y sanciones contra Israel.

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Antecedentes:

El Muro, que actualmente está previsto para ejecutar será de 810 kilometros de longitud, en la mayoría de los casos, no se está construyendo ni cerca de la Línea Verde de 1967.Sino que, se adentra en la Ribera Occidental, anexando tierras y recursos palestinos. El proyecto consiste en una red de muros, vallas, zonas militares, 34 puestos de control fortificados, 44 túneles, 634 puestos de control y obstrucciones y 1.661 kilómetros de carreteras de los colonos. Cuando se haya completado, el muro y su régimen, incluyendo los asentamientos y "zonas militares", de facto anexarán un 46% de Cisjordania, aislando comunidades en bantustanes y zonas militares.

La resistencia popular contra el Muro une mujeres, hombres, jóvenes y ancianos en las aldeas afectadas en un esfuerzo por proteger sus derechos y sus tierras, y está enfrentado a un nivel asombroso la represión, detenciones y violencia por parte de las autoridades israelíes. Las expresiones más visibles y unificadoras de esta resistencia son las manifestaciones semanales contra el Muro, que están organizadas y dirigidas por los locales "comités populares", integrado por activistas de las comunidades afectadas.

La violencia abrumadora por las fuerzas de ocupación israelíes se complementa con detenciones, castigos colectivos y amenazas con el fin de ejercer presión sobre la cohesión social de la sociedad Palestina. Las fuerzas israelíes ya han matado a 17 personas en las protestas contra el Muro. Israel utiliza armas letales y muchas veces las llamadas no letales con el conocimiento o el objetivo de matar o causar daños graves a los manifestantes. Se sabe que el gas CS, es un tipo de gas lacrimógeno probablemente utilizado ese día en Bil'in, provoca abortos involuntarios entre las mujeres embarazadas y, en ciertas situaciones, puede causar la muerte.

Israel no podría mantener este sistema de apartheid y opresión solo por su cuenta. Israel lo lleva a cabo con la complicidad de los organismos internacionales y los gobiernos que se benefician de la ocupación israelí. Por ejemplo, los gobiernos de todo el mundo compran armas israelíes probadas y desarrolladas en la represión al pueblo palestino, los bancos internacionales e inversionistas poseen acciones en empresas que son responsables de la construcción del muro, y los productos que producen los colonos se vende en las tiendas de todo el mundo. Estas relaciones económicas crean complicidad de la comunidad internacional con el apartheid israelí y los crímenes contra el pueblo palestino.

El movimiento palestino de resistencia popular ha mostrado una notable capacidad no sólo para sobrevivir, sino también para crecer y extenderse, cultivar una nueva generación de activistas y dirigentes, y poner raíces en nuevas áreas. Hacemos un llamado a que apoyen esta lucha, dando voz a su ira por el asesinato de Jawaher el 10, implementen campañas concretas de BDS!

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Palestinian Grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign (Stop the Wall)
International outreach
Palestinian Boycott, Divestment and Sanctions National Committee (BNC)
Secretariat member

global@stopthewall.org
skype:STWoutreach
www.stopthewall.org

terça-feira, janeiro 11, 2011

A UE e a questão palestiniana: mudança de rumo?

Artigo do diário Ha'aretz de 10 de Janeiro de 2011.

Diplomatas da UE defendem que Jerusalém Oriental deve ser considerada como a capital da Palestina

Por Nir Hasson

Diplomatas da União Europeia junto da Autoridade Palestiniana recomendam o boicote aos produtos israelitas de Jerusalém Oriental e apelam aos funcionários da UE para estarem presentes na demolição de casas e despejos forçadas.

Jerusalém deve ser tratada como a capital do Estado palestiniano, de acordo com um relatório elaborado pelos chefes das missões diplomáticas europeias em Jerusalém e Ramallah. O relatório inclui outras recomendações inusitadas relativas à atitude da UE para com Jerusalém Oriental.

Os diplomatas europeus, na sua maioria cônsules, também recomendam que os funcionários e os políticos da UE se recusem a visitar os escritórios do governo israelita que estão localizados exteriormente à Linha Verde e que recusem os serviços de segurança de Israel, na só na Cidade Velha como em toda a Jerusalém Oriental.

O relatório, que foi concluído no mês passado, foi enviado para o Comité Político e de Segurança, em Bruxelas, o principal órgão da UE de política externa. Aparentemente não foi ainda divulgado devido ao carácter melindroso do seu conteúdo.

O relatório também discute a possibilidade de não ser autorizada a entrada em países da UE dos “violentos colonos de Jerusalém Oriental". Na área do comércio recomenda o incentivo a um boicote aos produtos vindos de Israel originários de Jerusalém Oriental.

A primeira parte do relatório descreve a construção e expansão dos colonatos em Jerusalém Oriental, a violação dos direitos humanos sofrida pelos residentes palestinianos da parte leste da cidade, bem como a desigualdade nas condições de educação e nos serviços médicos prestados. E conclui que, para além do seu significado humanitário, estas condições enfraquecem a apropriação palestiniana da cidade.

A crítica europeia à política israelita nos territórios ocupados e, em particular, em Jerusalém Oriental, não é nova. Mas esta viragem pode ser vista, nos passos práticos que recomenda, como o lançamento das bases para sanções contra Israel.

Por exemplo, o documento propõe que os altos funcionários da UE que se desloquem a Jerusalém Oriental não recorram a empresas israelitas a operar na cidade, como hotéis e empresas de transporte, e que os sítios arqueológicos explorados por "organizações pró-colonatos" (uma referência ao Parque Nacional Cidade de David) não devem ser visitados.

O relatório sugere igualmente que deve ser incentivada a sensibilização do público aos produtos dos colonatos, "por exemplo, dando orientações às principais empresas retalhistas da UE sobre a rotulagem de origem para os produtos dos colonatos", e que os cidadãos da UE sejam informados "sobre os riscos financeiros envolvidos na compra de imóveis na zona ocupada de Jerusalém Oriental".

Os relatores também recomendam que a UE encoraje Israel a permitir a reabertura dos escritórios da OLP em Jerusalém Oriental, de acordo com o roteiro de Paz. Israel fechou as instituições da OLP durante a segunda Intifada.

A diplomacia da UE é convidada a manifestar grande preocupação nas suas reuniões com altos funcionários israelitas sobre o estado dos serviços de emergência para os árabes de Jerusalém Oriental.

O relatório acrescenta que os funcionários da UE devem estar presentes em demolições ou em despejos de casas, bem como em audiências judiciais sobre estas questões, e "assegurar uma intervenção da UE, quando os palestinianos são presos ou intimados pelas autoridades israelitas por actividades pacíficas de natureza cultural, social ou política, em Jerusalém Oriental".

O relatório recomenda ainda que a União Europeia "encoraje os países árabes a reconhecer a dimensão multicultural de Jerusalém, incluindo a sua herança judaica e cristã."


Tradução BSP.

domingo, dezembro 26, 2010

CONCENTRAÇÃO DIA 27, 18H30 - 2 anos após o ataque genocida a Gaza

O Comité de Solidariedade com a Palestina, a exemplo de outras organizações,
junta-se à iniciativa de um grupo de cidadãos
para assinalar os dois anos do mortífero ataque a Gaza,

manifestando a sua solidariedade com o povo da Palestina
e o seu repúdio pelo apoio do governo português à ocupação e ao apartheid israelita

dia 27 de Dezembro, 18h30
concentração no Largo de S. Domingos (junto ao Rossio)
,
em Lisboa

sábado, agosto 14, 2010

Israel proíbe a entrada do chanceler brasileiro Celso Amorim em Gaza

Israel prohibió la entrada a la Franja de Gaza, gobernada por el partido islámico Hamas, del canciller brasileño, Celso Amorim. "Intenté ir a Gaza pero encontré resistencias", dijo Amorim al diario Folha de Sao Paulo desde Siria, donde concluyó su gira por Medio Oriente, en el marco del nuevo rol que busca Brasil.

2010-07-29 12:09:06 / Fuente: Agencia Ansa Latina

Amorim contó que su intención era entrar a la Franja de Gaza, bloqueada por Israel, para conocer un hospital que debe ser reconstruido con financiación de Brasil, India y Sudáfrica.

El ministro estuvo en Israel reunido con su colega Avigdor Lieberman y el premier Benjamin Netanyahu, además de la opositora Tzipi Livni.

Israel defendió su política de impedir a personalidades extranjeras ingresar a Gaza, bajo el argumento de que pueden servir como propaganda para Hamas, el movimiento islámico palestino que gobierna ese territorio.

"La presencia de personalidades extranjeras es usada por Hamas como una demostración de reconocimiento internacional y no queremos fortalecer al grupo", dijo a Folha de Sao Paulo el portavoz de la cancillería israelí, Yigal Palmor.

En junio pasado, el ministro de Desarrollo de Alemania, Dirk Niebel, también fue impedido de visitar Gaza por las autoridades israelíes.

http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=25183&utm_source=facebook&utm_medium=post_estrella_palestina&utm_content=brasil&utm_campaign=facebook_to_palestinalibre.org


Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
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