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quinta-feira, novembro 29, 2012

JSA saúda ao FSM Palestina Livre

A Rede Jubileu Sul/Américas saúda a realização do Forum Social Mundial Palestina Livre, convencida que a causa palestina, não é só desse povo irmão, senão de todos quem lutamos pela justiça ao redor do mundo. Os contínuos crimes que se vêm cometendo sobre o povo palestino nos interpelam sobre nosso acionar frente a essas violações aos direitos humanos mais elementares de meninos, meninas, idosos e mulheres que são massacrados por um dos exércitos melhor equipados do mundo. É por isso que alçamos nossa voz e nos mobilizamos para exigir que se detenha o massacre, se devolvam os territórios ocupados, se pare a construção do muro da apartheid e reconheça-se o direito palestino a constituir seu próprio estado soberano.
Aproveitamos a oportunidade pela cercania da data de votação, para solicitar aos governos de nossa região que apoiem e votem favoravelmente o rendimento da Autoridade Nacional Palestina (ANP) como membro observador às Nações Unidas, questão que lhe assiste por direito próprio.
Por último, reafirmamos uma vez mais nosso compromisso com a causa palestina e comprometemo-nos a seguir trabalhando a favor de uma Palestina livre e soberana, ¡Viva Palestina Livre!
JUBILEU SUL/AMERICAS
28 de Novembro de 2012.
+ información sobre las actividades del FSM Palestina Libre en: http://www.wsfpalestine.net/es 
+++++++++++++++++++++++++++++
JUBILEO SUR/AMERICAS
secretaría regional a/c PACS
Políticas Alternativas para el Cono Sur
Oficina regional:
Rua Evaristo da Veiga 47, sala 702
CEP 20.031-040, Centro
Río de Janeiro, RJ,  Brasil
telefax: (55) (21) 2210-2124
jubileosur@gmail.com
www.jubileosuramericas.net

quarta-feira, novembro 28, 2012

FSM Palestina Livre é agora! Veja o programa completo

Caras/os companheiras/o

Chegou a hora e, depois de dois anos de debates e trabalho coletivo, milhares de ativistas e organizações de 36 países estão se reunindo em Porto Alegre para fazer deste Fórum Social Mundial Palestina Livre um evento histórico.
Quando decidimos a data para esta convergência em solidariedade ao povo palestino – exatamente 65 anos depois que a ONU aprovou o Plano de Divisão da Palestina – sabíamos que seria realizado em um momento-chave da história.  Os recentes ataques a Gaza, que em apenas uma semana deixaram mais de 150 palestinos mortos e quase 1000 feridos, tornaram este evento urgente. Queremos que o mundo escute nosso grito de solidariedade a Gaza e que saiba que apoiamos a luta da Palestina!

Quando as organizações palestinas e brasileiras concordaram no local, Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, ficamos orgulhosos de trazer o FSM Palestina Livre para esta cidade tão intimamente ligada à história do processo do Fórum Social Mundial.  Nos últimos dois anos, o processo de preparação, organização e mobilização para o FSM Palestina Livre aumentou a consciência e solidificou compromissos com o movimento global de solidariedade à Palestina em Porto Alegre, na região e no Brasil em geral, e já criou um impacto duradouro.

O fórum está baseado em um forte processo que construiu um consenso entre os comitês palestino, brasileiro e internacional, fundamentado no Documento de Referência desenvolvido na Palestina no início de 2012. O Documento de Referência faz uma análise básica da situação na Palestina, identifica claramente as principais demandas e indica estratégias de solidariedade para uma paz justa, baseada em direitos humanos e no direito internacional.

O programa de eventos autogestionados e as sessões principais vão expandir e desenvolver ainda mais este consenso através de propostas de discussões e planos de ação, campanhas e iniciativas. As principais conferências estão programadas de forma a apresentar em sequência os objetivos básicos da luta palestina, os marcos legais das nossas demandas, campanhas de solidariedade ao redor do mundo, formas de construir a solidariedade à Palestina dentro dos movimentos sociais e, finalmente, situar a luta palestina entre as lutas dos movimentos globais e locais por  liberação.

Esperamos que o FSM Palestina Livre possa efetivamente contribuir para construir um apoio concreto à causa palestina e reforçar nossa luta comum por um mundo sem os muros da opressão.
Comitê Organizador do FSM Palestina Livre
Nota:

1) Clique em para baixar o programa resumido + mapa dos locais das atividades
http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/fsm-palestina/map-program/es

2) Clique para baixar a lista atualizada de atividades autogestionadas do FSM Palestina Livre (organizado por data, hora e local da atividade).
http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/fsm-palestina/self-organized-program/es

Uma versão impressa, juntamente com o programa geral das conferências, será distribuída no credenciamento, que se realizará no dia 28 de novembro, na Usina do Gasômetro.

sexta-feira, junho 22, 2012

Cúpula dos Povos: Movimentos discutem alternativas para geração de energia e criticam indústria extrativa

 
O dilema da produção de energia não é tecnológico, mas político, pois o essencial é saber para que, para quem e sob o controle de quem é produzida a energia. Essa constatação perpassou a plenária de convergência sobre energia e indústria extrativa da Cúpula dos Povos nesse domingo (17).
Esse espaço reuniu movimentos sociais, em especial da América e da África, para discutir os problemas do modelo energético e da indústria extrativa e fazer o exercício de propor uma alternativa que não agrida o meio ambiente, as comunidades atingidas e os trabalhadores.
Os participantes identificaram o problema no papel das corporações transnacionais, que avançam sobre os territórios desrespeitando a soberania dos povos, em especial nos países do hemisfério sul, com o objetivo de acumular lucro. As falas da plenária trouxeram muitos exemplos regionais de como ocorre esse processo. Em Moçambique, é a Vale extraindo carvão; na Guatemala, há mais de 100 projetos de hidrelétricas que, apesar de recusados pelo povo em plebiscito, continuam a serem impostos; nas áreas indígenas de Roraima e Rondônia, no Brasil, o problema são as grandes barragens.
De manhã, sob a proposta de identificar os problemas estruturais nessa área, Gustavo Castro, do Movimiento de los Afectados por las Presas y em Defensa de los Ríos (Mapder), do México, explicou que a crise do capital leva à intensificação da indústria extrativa, que coloca sob controle das grandes empresas não só os mineirais, mas também o ar, a água, os bens vegetais.
Gilberto Cervinski, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Brasil, destacou a centralidade da energia para o capital, pois ela aumenta a produtividade do trabalho dos trabalhadores, e ressaltou que o problema central não é com relação à matriz, mas diz respeito ao controle das corporações sobre a geração de energia.
Fabian Masisa, da Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, de Moçambique, trouxe o relato da extração de carvão pela transacional brasileira Vale em seu país e denunciou a absoluta falta de respeito pelas comunidades atingidas, que têm sua vida mudada para pior.
Também denunciaram a situação predatória do capital extrativista na África Bobby Peck, do Friend of Earth Africa, e Thembeka Majali, do One Million Climate Jobs, já no período da tarde, quando a tônica do debate foi discutir as alternativas dos povos para solucionar esses problemas.
João Antônio de Moraes, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), do Brasil, ressaltou que os trabalhadores do setor da energia não são adversários das comunidades atingidas pelas obras nem do meio ambiente, pois são também vítimas dessa indústria predatória. Ele destacou a importância da luta contra a privatização e destacou que as energias ditas "renováveis" também têm impactos sobre o meio ambiente e as comunidades e devem, como todas as formas de geração de energia, serem debatidas pelos trabalhadores e não impostas pelo capital.

terça-feira, junho 19, 2012

Mujeres abren jornada de movilizaciones durante la Cumbre de los Pueblos en Rio+20

Estimadas/os compañeras/os,

Este lunes, 18 de junio, las mujeres inauguraron la jornada de movilizaciones en la Cumbre de los Pueblos por Justicia Social y Ambiental, en Rio+20. Les hacemos llegar abajo una nota que cuenta como fué la movilización general y el protesto en frente al BNDES, así como diversos otros materiales (audios, videos y textos) que estamos produciendo en alianza en la “Convergencia de Comunicación de los movimientos sociales”.

Les enviamos también el boletín n. 05 de la convergencia, producido directamente de la cumbre, con noticias de las actividades del 15 y 16 de junio disponible para download en: http://www.marchemondiale.org/themes/biencommun/Rio20/boletin05/es/base_view

Para acceder a las versiones anteriores del boletín, haga clic en: http://www.marchemondiale.org/themes/biencommun/Rio20/

También les invitamos a leer y a difundir el posicionamiento de la MMM sobre la economía verde y nuestras alternativas, disponible para download en
- castellano (http://www.marchemondiale.org/themes/biencommun/Rio20/folder-mmm-es/es) y
- portugués (http://www.marchemondiale.org/themes/biencommun/Rio20/folder-mmm-pt/en).

Por favor, difundir ampliamente estes materiales entre sus grupos de base, organizaciones aliadas y contactos de prensa.

Para imágenes y videos de la Cumbre y de la MMM, acceder a los siguientes canales:
- Galeria de fotos de la Convergencia de comunicación: http://www.flickr.com/photos/convergenciacomunicacion
- Videos de la MMM: http://www.youtube.com/user/mulheresemmarcha
- Facebook da MMM Brasil: https://www.facebook.com/groups/292138064203399/
- MMM Brasil no Twitter: https://twitter.com/#!/marchamulheres
- Galeria de fotos MMM

En solidaridad feminista,

Secretariado Internacional de la MMM

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Mujeres abren jornada de movilizaciones durante la Cumbre de los Pueblos en Rio+20

En la manifestación de este 18, las mujeres marcaron que es necesario construir igualdad y erradicar la violencia hacia las mujeres para superar el modelo capitalista, patriarcal, homofobico y racista, traducido hoy en la economia verde.

Bajo el slogan ¡Mujeres contra la mercantilización de nuestros cuerpos, nuestras vidas y la naturaleza!, más de 10 mil personas marcharon la mañana deste 18 de junio entre el Aterro del Flamengo y el Largo de la Carioca. La movilización fué organizada por la Marcha Mundial de las Mujeres (MMM), y mujeres de movimientos mixtos como la Via Campesina, la Contag, la CUT, la CAOI, la ANA y otras organizaciones feministas e inauguró la jornada de movilizaciones en la Cumbre.

El día empezó muy temprano, a las 7 horas, cuando más de 2.000 mujeres de los movimientos sociales que están alojados en el Sambódromo del Rio de Janeiro salieron en marcha hasta el MAM – Museo de Arte Moderno, en el Aterro del Flamengo. En el camino, estimuladas por la Batucada Feminista de la MMM, ellas denunciaron a la economía verde, a las corporaciones transnacionales y a las instituciones multilaterales como el Banco Mundial y el FMI, responsables por la crisis mundial que vivenciamos hoy y por el incremento de la violencia y la pobreza entre las mujeres.

En el MAM, activistas de otros movimientos feministas de América Latina y del mundo que estaban en la inauguración de la carpa “Territorio Global de las Mujeres” se sumaron a las demás y partieron en dirección al Largo de la Carioca donde tuvo lugar el acto público final de la manifestación de denuncia del modelo capitalista, patriarcal, homofobico, racista y destruidor de la naturaleza.
Para conseguir eso tenemos que estar libres de todas las formas de opresión, pensar no solo en harmonía con la naturaleza pero también en la harmonía entre humanos y humanas. Eso significa erradicar la violencia, que los hombres dejen de estar a servicio del capitalismo, dejen de nos golpear y acosar. Significa tener el libre ejercicio de nuestra sexualidad, el derecho al aborto. Por eso vamos seguir en lucha mientras no tuviermos construidos todas las transformaciones necesarias, fortalecer nuestra lucha contra el capitalismo verde y exigir que nuestras demandas sean reconocidos incluso por nuestros compañeros de lucha!".

Ocupa BNDES

(con información desde Radio Mundo Real)

Sobre el final de la caminata, la MMM realizó una acción de protesta frente a una sede del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES), perteneciente al Estado brasileño, y al que señala por “financiar la explotación sexual de las mujeres”. Esa entidad bancaria es la principal financiadora de numerosos megaproyectos en Brasil, que causan diversos impactos ambientales y sociales en los territorios.

Al final de la acción, cuando las mujeres se retiraban del lugar situado frente al BNDES, miles de representantes de pueblos indígenas de diversas regiones de Brasil aparecieron repentinamente e ingresaron al predio del banco. Las activistas feministas se unieron a la protesta. Varios indígenas intentaron entrar por una de las puertas a presentar sus quejas y reclamos a las autoridades. Luego de la fuerte acción directa, y de una negociación con guardias de seguridad y un vocero del BNDES, un grupo de 12 indígenas entró para ser atendido por una representación del banco.

Ver video sobre el protesto frente al BNDES en:

http://www.radiomundoreal.fm/5636-ellas-al-frente?lang=es

Otros videos de la MMM en la cumbre:
- Protesto en el BNDES, 18 de junio: http://youtu.be/iWHKaXPKdxE
- Llamada para movilización del 18: http://t.co/vOAnt6dq

sexta-feira, junho 15, 2012

Rio de Janeiro: Cimeira dos Povos

Programação

A programação da Cúpula dos Povos acontece de 15 a 22 de junho, das 9h às 20h, no Aterro do Flamengo e em outros pontos do Rio de Janeiro. Como são centenas de atividades, dividimos a programação por partes, que você pode conferir aqui.

Para entender o encadeamento das atividades da Cúpula dos Povos, leia o documento sobre a metodologia do evento.

Programação de atividades
1) Quadro geral da programação
2) Atividades autogestionadas de articulação:
3) Territórios de Futuro
4) Atividades culturais
5) Laboratório de Comunicação Compartilhada 
6) II Fórum Mundial de Mídia Livre

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Preparação para a Cúpula dos Povos na Rio+20

São Paulo, 10 de fevereiro de 2012.

Circular: 01/2012

Assunto: Preparação para a Cúpula dos Povos na Rio+20

Prezad@s lutadores e lutadoras do Povo,

Está se aproximando a Conferência da ONU, mais conhecida como Rio+20, que ocorrerá no Rio de Janeiro/RJ entre os dias 20 e 22 de junho de 2012. Nós, os povos de diversas partes do globo, estaremos reunidos na Cúpula dos Povos e faremos ecoar a nossa voz.

A Cúpula dos Povos será um espaço livre da presença das corporações, e entendemos que é parte do processo de luta, de organização, de mobilização, e não um momento estanque ou mais um evento. A Cúpula dos tem por objetivo ser um espaço de fortalecimento no processo de ação, de resistência e de construção de alternativas. E, principalmente, ser um espaço de denúncia das falsas soluções e da nova ‘roupagem verde’ que o capitalismo está se colocando. Não podemos nos deixar enganar; é o velho capitalismo “travestido” de verde, só que mais profundo e mais violento, deixando, por onde passa, terras arrasadas, trabalhadores impactados, afetados, destruindo os povos, as comunidades, a natureza, tudo em nome da acumulação e do lucro. Ou seja, é a chamada Economia Verde, sinônimo de destruição. Economia Verde é o novo sinônimo para desenvolvimento sustentável. Um novo nome para as velhas práticas predatórias da natureza e do trabalho humano. O velho capitalismo agora “pintado” de verde.

Veja algumas informações a seguir, que podem colaborar na preparação de sua delegação para vir ao Rio de Janeiro, ou mesmo para a realização de ações nos próprios locais, na sua cidade, no campo,...:


Nome: Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental contra a Mercantilização da Vida e da Natureza em defesa dos Bens Comuns

DATA: de 15 a 23 de junho de 2012, no Aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

a) Eixos: i) denúncia das causas estruturais e novas formas de reprodução do capital; ii) as soluções e novos paradigmas dos povos; iii) as agendas, campanhas e mobilizações que unificam o processo da luta anticapitalista pós Rio+20;

b) Processo: deve se ver a Cúpula dos Povos na Rio+20 como parte de um processo de acúmulo histórico das lutas locais, regionais e globais e das lutas dos diversos movimentos sociais na defesa dos bens comuns materiais e imateriais;

c) Caráter: a Cúpula dos Povos ocorre e se dá dentro do seguinte marco político da luta antisistêmica:
  • Anticapitalista, expressando a luta de classes, antirracista, antipatriarcal, anti-homofóbica;
  • Contra a mercantilização e a financeirização da vida e da natureza;
  • Na defesa dos bens comuns;
  • A luta em defesa dos territórios contra a ofensiva do capital, travestido "travestido" de verde, que se apresenta na mineração, no extrativismo predatório, nos megaprojetos de todo tipo, na especulação imobiliária,...;
  • O espaço da Cúpula dos Povos deve ser um espaço LIVRE da presença das corporações, e que visibilize a luta dos povos no Brasil e em outras partes do mundo.
d) Metodologia: As organizações populares, redes e movimentos sociais têm como prioridade a Assembleia dos Povos, que ocorrerá dentro da Cúpula dos Povos, sendo que durante a Assembléia dos Povos a orientação é para que todos e todas concentrem seus esforços e participem da mesma, sem atividades autogestionadas neste período da tarde. Ou seja, nos dias 15 e 16/06 ocorrerão as atividades preparatórios e de mobilização , nas manhãs dos dias 18, 19 e 21.06 as atividades autogestionadas e nas tardes a Assembléia dos Povos, com mobilizações no início das noites.

e) Processo Oficial: a Cúpula dos Povos não terá participação direta na Conferência Oficial. As redes, movimentos sociais e organizações populares terão liberdade para participar. O CFSC (Comitê Facilitador da Sociedade Civil) terá a tarefa de diariamente, em horários pré-estabelecidos, fazer informes a partir dos debates que estão ocorrendo na Conferência Oficial, sem, no entanto, ser um sujeito político dentro do processo oficial.

f) Estrutura organizativa e responsáveis pela organização da Cúpula dos Povos na Rio+20:
  • Comitê Facilitador da Sociedade Civil (CFSC): é o espaço amplo onde todas as organizações brasileiras interessadas no processo podem estar presentes opinando e contribuindo na construção. Está se programando plenárias periódicas nos próximos meses para a ampliação do debate e da organização. As entidades que estão no CFSC ou que desejam se somar ao processo devem fazer contato.
  • Grupo de Articulação: é um coletivo de redes e movimentos sociais que tem representação internacional, designada pelo CFSC para operacionalizar as definições (Via Campesina, Jubileu Sul, Marcha Mundial de Mulheres, Amigos da Terra, Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, Rebrip, Fórum brasileiro de Economia Solidária, REJUMA, FBOMS, CUT, Fetraf, Contag, UNE, Rebea, Rede Cerrado, GTA, Abong, AMB, ASA, APIB, Fórum Ecumênico ACT Brasil, CONAQ, Conen, FNRU, GRAP, FNECDC, Kari-Oca, Plataforma Dhesca, Rebea, RMA). A partir de janeiro de 2012, cada rede/movimento deverá indicar um representante internacional como forma de ampliar e internacionalizar o enlace para a Cúpula dos Povos.
  • Secretaria Operativa: composta pela Via Campesina (Marcelo Durão), Rebrip (Fátima Mello) e Grap (Moema).
  • Grupos de Trabalho: até o momento são GT de Metodologia, GT Território, GT Comunicação, GT Mobilização e GT Processo Oficial.
  • Obs.: estas instâncias deixam de existir assim que a Cúpula se encerrar.
g) Como participar da Cúpula dos Povos: cada organização, pastoral, movimento, rede,... poderá participar no Rio de Janeiro ou mesmo realizar atividades, ações locais, especialmente nos dias de mobilização (dia 05, dia 17 e dia 20) através de debates, seminários, vídeos, atos e outras ações conectadas com a Cúpula dos Povos. Em breve, através do site, haverá mais detalhes quanto à forma de inscrição para as atividades autogestionadas (manhã dos dias 18, 19 e 21/06) e para as atividades preparatórias e de mobilizações (nos dias 15 e 16/06).

h) Documentos importantes:
i) Mais informações acesse: http://cupuladospovos.org.br/ ou entre em contato conosco: jubileubrasil@terra.com.br / telefones (11) 3112-1524/3105-9702 / www.jubileubrasil.org.br .

Na certeza de nos encontrarmos no Rio de Janeiro para mais uma etapa da luta popular antisistêmica e na construção de verdadeiras soluções, nos colocamos a disposição para mais informações.

Abraço solidário,

Rosilene Wansetto
Secretaria – Jubileu Sul Brasil/JSB

Sandra Quintela
Coordenação do JSB e Jubileu Sul Américas

domingo, janeiro 29, 2012

Porto Alegre (Brasil): Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais

Nós, povos de todos os continentes, reunidos na Assembléia de Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, lutamos contra as causas de uma crise sistêmica, que se expressa em uma crise econômica, financeira, política, alimentar e ambiental, colocando em risco a própria sobrevivência da humanidade. A descolonização dos povos oprimidos e o enfrentamento ao imperialismo é o principal desafio dos movimentos sociais de todo o mundo.

Neste espaço, nos reunimos desde nossa diversidade para construir juntos agendas e ações comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo tipo de discriminação e exploração. Por isso reafirmamos nossos eixos comuns de luta, adotados em nossa assembléia em Dakar, em 2011:
Luta contra as transnacionais
Luta pela justiça climática e pela soberania alimentar
Luta para banir a violência contra a mulher
Luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios

Os povos de todo o mundo sofrem hoje os efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, na qual seus agentes (bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos, instituições internacionais e governos servis) buscam potencializar seus lucros às custas de uma  política intervencionista e neocolonialista. Guerras, ocupações militares, tratados neoliberais de livre comércio e "medidas de austeridade" expressas em pacotes econômicos que privatizam estatais, arrocham salários, reduzem direitos, multiplicam o desemprego e assaltam os recursos naturais. Tais políticas atingem com intensidade os países mais ricos do Norte, aumentam as migrações, os deslocamentos forçados, os despejos, o endividamento e as desigualdades sociais.

A lógica excludente deste modelo serve tão somente para enriquecer uma pequena elite, tanto nos países do Norte como nos do Sul, em detrimento da grande maioria da população. A defesa da soberania e da autodeterminação dos povos e da justiça social, econômica, ambiental e de gênero são a chave para o enfrentamento e a superação da crise, fortalecendo o protagonismo de um Estado livre das corporações e a serviço dos povos.

O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As transnacionais, as instituições financeiras, os governos e organismos internacionais a seu serviço não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Agora, tentam nos impor a "economia verde" como solução para a crise ambiental e alimentar o que, além de agravar o problema, resulta na mercantilização, privatização e financeirização da vida. Rejeitamos todas as falsas "soluções" para essas crises, como agrocombustíveis, transgênicos, geoengenharia e mercados de carbono, que são apenas novos disfarces do sistema.

A realização da Rio+20, no mês de junho no Rio de Janeiro, passados 20 anos da ECO 92, reforça a centralidade da luta por justiça ambiental em oposição ao modelo de desenvolvimento capitalista. A tentativa de esverdeamento do capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da "economia verde", é um alerta para que os movimentos sociais reforcemos a resistência e assumamos o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise.

Denunciamos a violência contra a mulher, exercida regularmente como ferramenta de controle de suas vidas e de seus corpos, e o aumento da superexploração de seu trabalho, utilizado para amortecer os impactos da crise e manter a margem de lucros constantes das empresas. Lutamos contra o tráfico de mulheres e de crianças e o preconceito racial. Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação de gênero e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.

As potências imperialistas utilizam bases militares estrangeiras para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais, e promover ditaduras em vários países. Denunciamos o falso discurso de defesa dos direitos humanos que muitas vezes justifica as ocupações militares. Manifestamos-nos contra a persistente violação dos direitos humanos e democráticos em Honduras, especialmente en el Bajo Aguan, o assassinato de sindicalistas e lutadores sociais em Colômbia e o criminoso bloqueio a Cuba – que completa 50 anos. Lutamos pela libertação dos cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, a ocupação ilegal das Ilhas Malvinas pela Inglaterra, as torturas e as ocupações militares promovidas pelos Estados Unidos e pela OTAN na Líbia e no Afeganistão. Denunciamos o processo de neocolonização e militarização que vive o continente africano e a presença da Africom. Nossa luta também é pela eliminação de todas as armas nucleares e contra a OTAN.

Expressamos nossa solidariedade com as lutas dos povos do mundo contra a lógica depredadora e neocolonial das indústrias extrativas e mineiras transnacionais, em particular, com a luta do povo de Famatina, na Argentina, e denunciamos a criminalização dos movimentos sociais.

O capitalismo destrói a vida das pessoas. Porém, a cada dia, nascem múltiplas lutas pela justiça social para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo e para que todos e todas tenhamos qualidade de vida digna. Cada uma destas lutas implica uma batalha de idéias o que torna imprescindíveis ações pela democratização dos meios de comunicação, hoje controlados por grandes conglomerados, e contra o controle privado da propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, exige o desenvolvimento de uma comunicação independente, que acompanhe estrategicamente nossos processos.

Comprometidos com nossas lutas históricas, defendemos o trabalho decente e a reforma agrária como único caminho para dar impulso à agricultura familiar, camponesa e indígena e passo central para alcançar a soberania alimentar e a justiça ambiental. Reafirmamos nosso compromisso com a luta pela reforma urbana como instrumento fundamental na construção de cidades justas e com espaços participativos e democráticos. Defendemos a construção de outra integração, fundamentada na lógica da solidariedade e o fortalecimento de processos como a UNASUR e a ALBA.

A luta pelo fortalecimento da educação, da ciência e da tecnologia públicas a serviço dos povos, assim como a defesa dos saberes tradicionais se tornam inadiáveis, uma vez que persiste sua mercantilização e privatização. Diante disso, manifestamos nossa solidariedade e apoio aos estudantes chilenos, colombianos, porto-riquenhos e de todo o mundo que continuam em marcha na defesa de esses bens comuns.

Afirmamos que os povos não devem continuar a pagar por esta crise sistêmica e que não há saída dentro do sistema capitalista!

Encontram-se na agenda grandes desafios, que exigem que articulemos nossas lutas e que nos mobilizemos massivamente.

Inspirados na história de nossas lutas e na força renovadora de movimentos como a Primavera Árabe, o Ocuppy Wall Street, os "indignados" e na luta dos estudantes chilenos, a Assembléia dos Movimentos Sociais convoca as forças e atores populares de todos os países a desenvolver ações de mobilização, coordenadas em nível mundial, para contribuir com a emancipação e a autodeterminação de nossos povos, reforçando a luta contra o capitalismo.

Convocamos todos e todas a fortalecer o Encontro Internacional de Direitos Humanos em Solidaridad com Honduras e a construir o Fórum Social Palestina Livre, reforçando o movimento global de boicote, desinvestimentos e sanções contra o Estado de Israel e sua política de apartheid contra o povo palestino.

Tomemos as ruas a partir do dia 5 de junho, numa grande jornada de mobilização global contra o capitalismo. Convocamos a impulsionar a Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns frente a la Rio+20.

Se o presente é de luta, o futuro é nosso!

Porto Alegre, 28 de janeiro de 2012
Assembléia dos Movimentos Sociais

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Assembleia de Movimentos Sociais em Porto Alegre 2012

Compas,

Aproxima-se o Fórum Social Temático Crise do capitalismo, justiça social e ambiental, que se realiza entre os dias 24 e 29 de janeiro de 2012, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Frente ao agravamento da crise global do capitalismo, que cada vez mais penaliza a classe trabalhadora com a adoção de medidas de austeridade que geram desemprego, redução de salários, retirada de direitos, aumento da pobreza e mais violência, aproveitaremos a ocasião para:
  • Reafirmar nossos eixos comuns de luta, definidos em nossa última AMS (realizada em Dakar, Senegal, em janeiro de 2011):

    Luta contra as transnacionais;
    Luta pela justiça climática e pela soberania alimentar;
    Luta para banir a violência contra a mulher;
    Luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios.
  • Construir nosso calendário de lutas comuns para 2012
  • Lançarmos o Fórum Social Palestina Livre (a ser realizado no final de novembro de 2012).
Para isso, organizaremos no sábado, dia 28 de janeiro, uma grande Assembléia de Movimentos Sociais. Desde já, queremos consulta-las/os para saber quem já está programando sua vinda para Porto Alegre e avançar em sua preparação. Informações mais detalhadas serão enviadas em breve, em janeiro.

CUT – Centra Única dos Trabalhadores
MMM – Marcha Mundial das Mulheres
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Campanha
Fora Bases Militares Estrangeiras

Clique para ler a declaração da AMS 2011 completa: http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/asamblea-movimientos-sociales/declarations/dakar2011-pt/es

quinta-feira, novembro 24, 2011

Urgente! Mulheres da MMM do Brasil pedem solidariedade a Apodi

Companheiras/os,

A Marcha Mundial das Mulheres do Brasil solicita a solidariedade de companheiras e companheiros de todo o mundo em sua luta para revogar o Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011. Esse decreto irá desapropriar mais de 13 mil hectares de terra na região da Chapada do Apodi, na região Nordeste brasileira, expulsando mais de 150 famílias, que correspondem a cerca de 500 pessoas.

A maioria dessas famílias e grupos é constituída de militantes da Marcha Mundial das Mulheres e de outros movimentos sociais brasileiros que serão expulsos de suas casas, de suas terras e de uma história de afirmação da agricultura camponesa, baseada na agroecologia e na soberania alimentar, que vem sendo construída por esses trabalhadores e trabalhadoras há mais de 60 anos.

O objetivo desse projeto de desapropriação, coordenado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), um departamento do governo Brasileiro, é beneficiar 5 (cinco) grupos de empresários do hidro e agronegócio, desviando as águas da Barragem de Santa Cruz do Apodi para a irrigação. A ação dessas empresas em regiões próximas já mostrou seus efeitos perversos: contaminação da água da terra e do ar com veneno usado nas plantações e exploração do trabalho das mulheres no campo..

Solicitamos sua solidariedade urgente por meio do envio de manifestações contrárias á aprovação deste projeto, diretamente para a Secretaria-Geral da Presidência da República antes da data de 27 de novembro de 2011. Encaminhamos abaixo um modelo de mensagem. Por favor, podem copiar o conteúdo e enviar assinado por seu movimento ou entidade para o email: sg@planalto.gov.br com copia para info@marchemondiale.org

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Marcha Mundial das Mulheres - Brasil

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Assunto: Revogação do Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011

À Presidência da República do Brasil,

Nós abaixo-assinado nos solidarizamos as nossas companheiras e companheiros de Apodi (Rio Grande do Norte) e demandamos a revogação do Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011, que atende apenas aos interesses do agro e hidronegócio e destrói comunidades rurais do município e oito assentamentos da Reforma Agrária, o que representa um retrocesso na política agrária do pais.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

(Nome da/s organização/ões que assinam)

Enviar assinado por seu movimento ou entidade para o email: sg@planalto.gov.br com copia para info@marchemondiale.org.

segunda-feira, julho 25, 2011

Brasil responde por 34% das multinacionais latino-americanas

As multinacionais da América Latina estão de novo com apetite para expandir-se fora de suas fronteiras. Embora em 2009, assim como muitas outras empresas, tenham reduzido os investimentos internacionais, em 2010 os números chegaram a patamares inéditos. Às multilatinas do Brasil e México agora se somam as do Chile, Colômbia e Peru. A geografia dos investimentos também está variando.

Por Javier Santiso, no Valor Econômico

Ao longo da década de 2000, as multinacionais brasileiras mostraram-se particularmente ativas. Hoje, as 30 principais multilatinas brasileiras possuem cerca de US$ 90 bilhões de ativos no exterior e empregam cerca de 200 mil pessoas em outros países. Essa internacionalização ainda está em fase inicial: no fim de 2009, apenas nove empresas contavam com ativos internacionais superiores a US$ 1 bilhão e outras dez, com mais de US$ 100 milhões.

O estoque total de investimentos diretos no exterior por parte das multinacionais brasileiras estava em cerca de US$ 160 bilhões no fim de 2009, o que coloca o gigante brasileiro como sétimo maior investidor no exterior entre as economias emergentes. Nesse ano, as aquisições no exterior secaram, depois do recorde de US$ 20 milhões registrado em 2008.

Por sua vez, as multilatinas mexicanas também foram bastante ativas na década passada. O estoque de investimentos estrangeiros das 20 principais somou US$ 117 bilhões de ativos internacionais e cerca de 230 mil funcionários fora do México. As três primeiras, Cemex, América Móvil e Carso Global Telecom, controlam US$ 86 bilhões desses ativos, o que representa 73% do total. Em 2009, apesar do colapso econômico, os investimentos no exterior não pararam, somando cerca de US$ 7,6 bilhões.

Essa resistência se explica em grande parte pela atividade de duas empresas (Bimbo e Grupo México), responsáveis por quase 70% desse total. Em 2010, os investimentos se recuperaram: só na América Latina, as empresas mexicanas investiram mais de US$ 42,2 bilhões, com muitas delas instalando-se em países emergentes da região.

O México investiu no Peru mais de US$ 3,6 bilhões, acima dos US$ 3,5 bilhões investidos no Chile. O principal destino dos investimentos mexicanos foi o Brasil (US$ 21 bilhões), seguido por Colômbia (US$ 5 bilhões). No fim de 2010, os grupos voltaram a investir com força, como o Bimbo, que comprou a divisão de pães industriais da Sara Lee, dos Estados Unidos por quase US$ 1 bilhão.

Não será surpresa vermos algumas dessas empresas irromperem com força na Europa. Isso poderia constituir uma oportunidade em particular para a Espanha, que poderia se transformar na plataforma de entrada na Europa para algumas dessas multinacionais

As multilatinas chilenas também se mostraram particularmente ativas, mesmo em 2009, ano de colapso dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse ano, as multilatinas chilenas promoveram aquisições no valor total de US$ 8 bilhões.

Em 2010, o volume superou os US$ 5 bilhões, levando o estoque acumulado de investimentos externos diretos (IED) do Chile no exterior a mais de US$ 50 bilhões. De fato, o ano de 2010 viu o nascimento de um gigante na aviação mundial, com a fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM. Por sua parte, a Sonda, maior empresa de tecnologia da região adquiriu apenas em 2010 três empresas, duas delas no Brasil (Telsinc e Softeam), além da empresa mexicana NextiraOne México S.A.

A esses países também se somaram o Peru e Colômbia. O grupo Santo Domingo é hoje em dia um dos principais acionistas da SABMiller, uma das maiores cervejarias do mundo, de origem inglesa e sul-africana. No Peru, se destacam os grupos Romero, Brescia e Añaños. Na Colômbia esse caminho é seguido por empresas como Cementos Argos, Grupo Nacional de Chocolates (GNC), Organización Terpel e Saludcoop.

Em 2010, as empresas colombianas totalizaram aquisições superiores a US$ 3 bilhões, cifra abaixo do recorde do ano de 2005 (US$ 4,6 bilhões), mas significativa do processo de internacionalização desempenhado pelos grupos colombianos, liderados pelo Banco de Bogotá (que em 2010 realizou a maior compra na história de uma empresa colombiana no exterior, mais especificamente na América Central), Empresas Públicas de Medellín e ISA.

O fenômeno das multilatinas está em aceleração. De acordo com o Boston Consulting Group (BCG), já há cem multilatinas, com sede em oito países latino-americanos, que operam internacionalmente e lucram pelo menos US$ 500 milhões. O Brasil tem 34 empresas nesse grupo, à frente do México (28) e Chile (21). A seguir, relativamente longe, estão Argentina (7), Colômbia (5) e Peru (3).

Por enquanto, esse grupo de multilatinas concentra sua atividade internacional no continente americano, com 110 presenças internacionais na região e 51 nos Estados Unidos. Agora também há outros continentes, particularmente a Europa (33 implantações) e Ásia (28). Também começam a aparecer novos destinos, como o continente africano (12, a grande maioria de grupos brasileiros).

Não será surpresa, diante de tal dinâmica, que vejamos em breve algumas dessas multinacionais irromperem com força na Espanha e outros países europeus. Isso poderia constituir uma oportunidade em particular para a Espanha, que poderia se transformar na plataforma de entrada na Europa para algumas dessas multilatinas.

Por enquanto, estão aterrissando com matrizes europeias em Lisboa, Londres ou Paris. Por que não imaginar, no entanto, que, assim como a mexicana Cemex ou as brasileiras Alpargatas e Gerdau, agora não instalem suas matrizes europeias em Madri, Barcelona ou Bilbao?

* Javier Santiso é professor de economia na escola de administração Esade e diretor do Centro de Economia e Geopolítica Global da Esade

Declaração de SEPLA Guararema

Nós, integrantes da Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico, SEPLA, reunidos no Brasil, no VII Colóquio na Universidade Federal de Uberlândia (MG), e depois em sessão de trabalho na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (MST), em Guararema (SP), manifestamos:

1. A crise capitalista não terminou. Contrariamente ao que defendem os governos da região e boa parte do pensamento do stablishment e inclusive setores do movimento popular e da esquerda, a crise capitalista em curso continua descarregando seu custo sobre os trabalhadores e os povos em todo o mundo. São os um bilhão e vinte milhões de pessoas que passam fome, reconhecidos pela FAO; ou os um bilhão de trabalhadores com problemas de emprego e ingresso, segundo a OIT. O governo dos Estados Unidos aprofunda o déficit estrutural, comercial e fiscal, e continua demandando ao seu Parlamento a ampliação de sua capacidade de endividamento público, exacerbando seu caráter de grande devedor mundial e afiançando a debilidade global do dólar. Por sua vez, a Europa está acossada pela crise da periferia da União, aprofundando o ajuste nesses países e no leste. Existe o temor do descumprimento das dívidas públicas, especialmente na Grécia, o que afetaria a situação dos principais bancos alemães e franceses, e, em última instância, os norte-americanos. A União Europeia sofre a crise e coloca em discussão a estabilidade e o papel pensado para o Euro. O Japão incorporou os problemas derivados do terremoto e do tsunami aos problemas recorrentes da crise. O capitalismo desenvolvido, que explica 75% do produto global, dá conta de uma crise de longa duração e só atina para resolvê-la com ajustes em seus territórios e a uma fortíssima intervenção estatal de liquidez para salvar as empresas comprometidas. A crise se processa em ondas, primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa e no Japão para desenvolver um círculo vicioso de ajustes e intervenções estatais para a continuidade do capitalismo em sua etapa de transnacionalização. Essas gigantescas intervenções de gasto público para o salvamento induzem a uma imagem de solução no imaginário social.

2. A crise é mundial e afeta os nossos países. A nossa região é funcional à acumulação capitalista global, que demanda de nossos países recursos naturais e força de trabalho barata. A crise é econômica, financeira, alimentar, energética, ambiental, sistemática, integral, do conjunto da ordem civilizatória. A América Latina e o Caribe fazem parte desta crise da ordem capitalista. O aumento dos preços das matérias-primas que favorecem as contas nacionais de nossas economias é expressão da crise. Os preços sobem devido às condições do funcionamento transnacional da economia contemporânea. As crises estão entrelaçadas e a insuficiência de hidrocarbonetos no modelo produtivo em curso requer a utilização de produtos agrários para a produção de energia alternativa, encarecendo os alimentos. Os Estados Unidos utilizam boa parte de sua produção de milho para a geração de combustível. Ao mesmo tempo, a especulação com matérias-primas alimentares e minerais eleva os preços encarecendo os alimentos e insumos dos países atrasados e dependentes desses elementos. Este modelo produtivo é a causa da crise ambiental via emanação de gases tóxicos. Todo o conjunto, isto é, a dimensão especulativa, a transformação de produtos em energia, ou a contaminação, são parte essencial de uma ordem da produção definida pelas transnacionais da alimentação e da biogenética. O resultado em divisas serve para o pagamento de parte da dívida externa de nossos países, os pagamentos recorrentes de juros e uma crescente conta de remessas de utilidade ao exterior, com escassa incidência na melhora da distribuição do ingresso.

3. As economias dos países da América Latina e do Caribe crescem acima da média mundial. A afluência de divisas por exportações e o atrativo que é a região para o ingresso de investimentos externos diretos e para a especulação incide no crescimento econômico. A expansão econômica está significando a apreciação das moedas em muitos casos, e/ou em outros, a acumulação de reservas internacionais. Em ambos os casos, eleva-se a dívida interna para frear a inflação. Os dados das contas nacionais tornam invisíveis problemas estruturais de nossas economias. O crescimento esconde a reprimarização, a dependência na determinação dos preços das matérias-primas, e o fato de estar submetido ao ciclo dos preços, intensificação da transnacionalização pelo crescimento de investimentos estrangeiros e inclusive pela compra de terras. A realidade do crescimento econômico permite dissimular a continuidade de gravíssimos problemas sociais que atravessam a nossa geografia, o desemprego e o emprego precário, a flexibilização do trabalho e dos salários, a dessindicalização da população trabalhadora; agudizando os problemas da agricultura familiar, dos camponeses e dos trabalhadores do campo. O paradoxo é um crescimento econômico alheio ao desfrute da população empobrecida, a maioria da sociedade. O crescimento não é distribuído, embora que com recursos fiscais, fruto da expansão econômica, se apliquem políticas sociais compensatórias, que não tirarão a população “beneficiária” de seus problemas essenciais, mesmo quando lhes permite um ingresso de sobrevivência. O consumo suntuoso é a outra face com a qual constatamos que o padrão de consumo deriva do “modelo” produtivo.

4. O "neodesenvolvimentismo" é a política hegemônica. A ascensão das lutas populares nos anos 1990 deslegitimou as políticas de ajuste e reforma estrutural, mais conhecidas como neoliberais. Os governos resultantes da primeira década do século XXI na região deslocaram o discurso favorável ao neoliberalismo e às receitas do Consenso de Washington. Os partidos clássicos da ordem neoliberal foram deslocados por projetos políticos que impulsionaram um discurso crítico às políticas implementadas nas duas décadas anteriores, embora não se tenham modificado essencialmente as condições jurídicas institucionais que habilitaram a estrangeirização de nossas economias, a concentração e a desigualdade na distribuição do ingresso e da riqueza. As políticas em curso são qualificadas como "neodesenvolvimentistas" para a promoção do "capitalismo nacional", algo impossível em tempos de transnacionalização. Mesmo sendo discutível, o desenvolvimentismo dos anos 1950 a 1970 foi uma política aplicada por burguesias nacionais que alentavam um projeto de acumulação própria. A realidade de nossos dias é que as burguesias locais conseguem a acumulação tanto e enquanto sejam parte subordinada do processo de transnacionalização e reprimarização das estruturas produtivas. O "neodesenvolvimentismo" faz parte do discurso hegemônico em escala mundial depois da crise, pois já não se duvida da intervenção estatal, mesmo para salvar o capitalismo. A aposta "neodesenvolvimentista" é privilegiar a produção sobre a especulação, e, contudo, a especulação se mantém e desenvolve no mundo, sendo os produtos gerados em nossa região objetos de especulação financeira global. Além disso, a produção em desenvolvimento faz parte da dominação das transnacionais. O discurso "neodesenvolvimentista" tem muito pouco do desenvolvimentismo de quatro décadas atrás. Vale recordar a emergência do pensamento crítico latino-americano, a teoria da dependência, o marxismo, a teologia da libertação, que, em diferentes níveis e efetividade, denunciaram e desnudaram os limites da teoria desenvolvimentista. Hoje queremos reivindicar a validade e a atualidade dos propósitos da crítica para renová-los e recriá-los nas novas condições do desenvolvimento capitalista atual em crise.

5. O imperialismo intensifica sua iniciativa. A ofensiva do capital transnacional sobre a região se assenta na forte presença militar, seja com bases militares, com exercícios conjuntos com forças militares de nossos países, e com a reinstalação da IV Frota, assim como o alento a formas de desestabilização institucional, como o golpe em Honduras. Vale destacar as iniciativas de articulação institucional que prescindem da presença dos Estados Unidos, tal como a Unasul ou a Confederação Latino-Americana e Caribenha, claro que com os limites da presença de Estados fortemente comprometidos com o livre comércio e o projeto dos Estados Unidos, como é o caso da Colômbia. As classes dominantes da região pretendem incidir na situação política para deslegitimar a reivindicação e o conflito social, pretendendo com a ação dos meios de comunicação e seu poder econômico o restabelecimento de governos subordinados à lógica da liberalização e da dominação imperialista. Por isso, não deve surpreender que, na estratégia do poder mundial, se utilize a cumplicidade de governos do sul do mundo no G20 para reinstalar o papel diretor do FMI no sistema financeiro, e como instrumento privilegiado do ajuste e da reestruturação reacionária. A ação dos grandes capitais e dos principais Estados capitalistas e dos organismos supranacionais é expressão da ofensiva do capital para sair da crise e renovar as condições para a exploração, a acumulação e a dominação.

6. A resistência dos povos se amplia. Se na década passada a novidade de mudança política transitou por nossa região, a rebelião popular se estende pelo norte da África e na Europa. A luta dos países árabes e dos indignados do velho mundo se une à perspectiva de luta emancipatória dos povos de nossa América e marcam a perspectiva de que junto com a ofensiva do capital existem os povos em luta em busca de um futuro diferente, onde a crise não avança como recomposição do capitalismo, mas alimentando a perspectiva do outro mundo possível. É hora de unir os esforços dos dirigentes sociais e dos intelectuais críticos em torno de uma nova base programática que enfrente as medidas regressivas do capital e as ilusões produzidas pelas políticas assistencialistas. Para que isso seja efetivo se necessita dar um caráter anticapitalista e antiimperialista às lutas populares, ao mesmo tempo que renovar a organização social para articular uma perspectiva superadora da sociedade capitalista em crise. Isso implica, nesta etapa, na criação da Unidade Continental Contra a Transnacionalização, na medida em que as empresas transnacionais e seus sócios nacionais subordinados configuram e expressam o grande capital e o imperialismo, que explora os trabalhadores, destrói o meio ambiente e atenta contra a soberania dos povos.

Guararema, 26 de junho de 2011.

domingo, março 27, 2011

É muita guerra para quem diz promover a paz

Os Movimentos Sociais do Brasil, por ocasião da visita do presidente Obama ao Brasil, manifestam as seguintes preocupações:

Considerando que: A eleição de Barack Obama, em 2008, despertou muitas ilusões. Baseado em seu carisma pessoal, na eleição do primeiro negro presidente dos EUA, na rejeição aos republicanos que durante os dois mandatos de George W. Bush levaram os Estados Unidos à bancarrota e o mundo ao militarismo e às guerras de agressão.

Consideramos que: Obama foi eleito fazendo promessas de paz e respeito ao direito internacional, criando a ilusão de que a humanidade viveria em paz e harmonia.

A evolução dos acontecimentos, porém, encarregou-se de desfazer essas ilusões. Mudou a retórica, aperfeiçoou-se a propaganda, mudaram alguns atores, mas sob a direção de Barack Obama a política externa do imperialismo norte-americano continua em essência a mesma.

O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da "luta ao terrorismo".

Sob a presidência de Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão. Sua frota de aviões teleguiados Drone bombardeia diariamente a fronteira deste país com o Paquistão, acarretando a morte de civis.

O imperialismo estadunidense, sob a presidência de Barack Obama reafirmou o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino. Significativamente, a única vez em que o governo Obama utilizou até agora seu direito de veto no Conselho de segurança da ONU, foi para impedir a aprovação de uma resolução que interditaria o prosseguimento da instalação de colônias israelenses em território palestino.

Foi sob a liderança de Barack Obama que a principal organização agressiva do imperialismo, a Otan – Organização do Tratado do Atlântico Norte – realizou uma reunião de cúpula que consagrou o “novo conceito estratégico”, a partir do qual se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. É também Obama que estimula a instalação de bases militares em todo o mundo, inclusive na América Latina, onde a 4ª Frota constitui grave ameaça de agressão aos países e povos soberanos da região.

Durante a gestão de Barack Obama que, reafirmando a primazia norte-americana quanto à posse e uso de armas nucleares, exerce chantagens, pressões, ameaças e sanções contra os países que não aceitam os ditames dos EUA sobre a não-proliferação. Em dois anos de gestão, a maior parte do tempo dos operadores de política externa do presidente foi empregada na reparação de agressões contra o Irã e a Coreia do Norte.

Reiteramos nossa total divergência com a dubiedade da política externa dos EUA que mantém símbolos da guerra-fria como a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela e a Bolívia, a manutenção da prisão de Guantanamo e a presença de bases militares estadunidenses em nosso continente, que em nada contribui para o desenvolvimento de uma nova relação externa entre os povos. Os Estados Unidos nunca abriram mão de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência.

Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se, sob falsos pretextos, para perpetrar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adota a opção militar como a estratégia principal. Os Estados Unidos querem arrastar as Nações Unidas para sua aventura, numa jogada em que pretende na verdade instrumentalizar a organização mundial e dar ares de multilateralismo à sua ação militarista e imperial.

No mesmo 20 de março, dia em que Obama estará visitando o Brasil, acontecerão manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe que estão iluminando o caminho para outro mundo, livre da opressão e exploração”. O 20 de março será um Dia Mundial de Luta contra a multiplicação das bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e africano, e também de apoio à resistência palestina e saharauí.

É nesse contexto que a Coordenação dos Movimentos Sociais convoca os movimentos sociais de todo o Brasil a manifestar nossa divergência com a política dos EUA e nossa total solidariedade aos povos do mundo, nas lutas de resistência e construção de outro mundo possível.

Convocamos os movimentos sociais brasileiros a tomarem as ruas na ação que será organizada no Rio de Janeiro no dia 20 de março.

O Brasil e a América latina vivem um novo momento, de democracia, soberania, interação e unidade.

Queremos um mundo de paz e solidariedade!

Abaixo o imperialismo estadunidense!

CUT, MST, CMP, UNE, UBES, MMM, UBM, CONEN, MTD, MTST, CONTEE, CNTE, CONAM,UNMP, Ação Cidadania, CEBRAPAZ, ABRAÇO, CGTB, CNQ, FUP, SINTAP, ANPG, CTB, CMB, MNLM

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

O Caso Battisti É o Caso de Todos Nós


Sessão organizada pela Comissão de Apoio a Cesare Battisti e pelo Grupo de Intervenção nas Prisões

João Bernardo recordará o caso de Cesare Battisti, António Alves lembrará o caso de Mumia Abu Jamal e António Pedro Dores falará sobre a situação nas prisões portuguesas e apresentará o Grupo de Intervenção nas Prisões (GIP). Seguir-se-á um debate.

Depois haverá um concerto com José Mário Branco e alguns outros músicos que participaram na gravação da canção de apoio Hoje Battisti, amanhã tu!

Na Casa da Achada, sábado, dia 12 de Fevereiro, às 21h30.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

"HOJE BATTISTI, AMANHÃ TU"

Uma canção inédita de Manuela de Freitas e José Mário Branco

Um grupo de cantores, entre os muito conhecidos na música portuguesa,
juntou-se para interpretar esta canção de apoio à não extradição de Cesare Battisti.

Vejam e ouçam aqui: http://passapalavra.info/?p=35123

ou aqui: http://vimeo.com/19258838

ou aqui: http://www.youtube.com/watch?v=R2YYlN9aoGs

Uma iniciativa da Comissão de Apoio a Cesare Battisti (Portugal)

FICHA TÉCNICA

HOJE BATTISTI, AMANHÃ TU
Letra de Manuela de Freitas e José Mário Branco
Música de José Mário Branco

Cantores:

Aldina Duarte
Amélia Muge
Camané
Duo Diana & Pedro
Duo Virgem Suta
Fernando Mota
João Gil
Jorge Moniz
Jorge Ribeiro (grupo Baile Popular)
José Mário Branco
Luanda Cozetti (Couple Coffee)
Norton Daiello (Couple Coffee)
Paulo de Carvalho
Pedro Branco
Tim

Instrumentistas:

Guitarra (violão): José Peixoto
Baixo eléctrico: Norton Daiello
Flauta e sax soprano: Paulo Curado
Percussões: Fernando Mota e José Mário Branco

Captação e mistura áudio: Fernando Mota

Imagens filmadas por Rui Ribeiro
Montagem vídeo por Nelson Guerreiro

Gravado e filmado em Lisboa (Portugal), em 25 de Janeiro de 2011.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Sessão de apoio a Cesare Battisti


Sessão pública sobre o caso de Cesare Battisti:
 Teatro da Comuna, na Praça de Espanha, em Lisboa,
no sábado, dia 15 de Janeiro, às 15 horas,
 com a presença de Diana Andringa, José Mário Branco, Leandro Vichi, José Nuno Matos, João Bernardo e outros.

A sessão será transmitida em directo no site http://passapalavra.info.

Para saber mais sobre o caso de Cesare Battisti leia um relato escrito por ele http://cesarelivre.org/node/73 e leia um dossier de artigos http://passapalavra.info/?p=30200.

Comissão de Defesa de Cesare Battisti

domingo, outubro 31, 2010

Carta da CUT ao embaixador marroquino no Brasil

São Paulo, 28 de outubro de 2010.

AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR EMBAIXADOR MOHAMED LOUAFA

Excelentíssimo Senhor,

Em nome da Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasil, que representa mais de 22 milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, me dirijo a Vossa Excelência para manifestar a nossa extrema preocupação em relação a situação do povo saharaui que está nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Após 15 dias do início da instalação do "Acampamento da Liberdade" nos arredores da capital ocupada de El Aaiun, as agressões da polícia e do exército marroquino contra os cidadãos saharauis intensificaram-se. Neste acampamento, onde mais de 15 mil pessoas concentram-se, tentam chegar outros saharauis, procurando romper o cerco que as forças de ocupação montaram em torno do local.

Famílias inteiras, adultos, crianças, bebes, idosos, pessoas de todas as idades, ergueram este acampamento e vivem em condições muito difíceis de toda a ordem – alimentação, água, remédios, etc. Ao acampamento chegam feridos que são tratados com os poucos recursos de que dispõem. Fomos informados que de alguns detidos saharauis pelas forças de ocupação não se conhece o paradeiro.

O motivo da sua detenção e desaparecimento é apenas o de terem tentado juntar-se aos seus compatriotas no acampamento. O cerco que as forças policiais e militares marroquinas fazem ao acampamento nos fazem temer uma catástrofe humanitária que, a todo o custo, temos que evitar.
Há trinta e cinco anos que as Forças Armadas marroquinas ocupam o Sahara Ocidental, antiga colônia espanhola que o Reino de Marrocos invadiu. E fomos informados, que o Rei de Marrocos continua a negar-se a cumprir as Resoluções aprovadas pela ONU e pretende persistir na anexação do Sahara Ocidental.

A situação é de extrema preocupação. Infelizmente é de nosso conhecimento também que no último domingo a noite, um rapaz Saharaui de 14 anos foi morto e que outras pessoas foram feridas pelas Forças de Segurança Marroquinas que cercam o acampamento de protesto Gdeim Izik.

A resistência pacífica dos saharauis nos territórios ocupados por Marrocos — de que o "Acampamento de Protesto" é a prova mais recente da manifestação de vontade de um povo que as autoridades marroquinas não conseguem vergar nem demover, não obstante o «cerco» que têm imposto ao território —, assim como o esforço de sobrevivência, coesão e organização nos acampamentos de refugiados, demonstram a inquebrantável determinação na luta pela independência do seu país, o Sahara Ocidental.

Assim, acreditamos que só a realização de um Referendo de Autodeterminação, organizado e supervisionado pelas Nações Unidas, poderá pôr fim a este conflito e abrir o caminho a uma reconciliação entre dois povos vizinhos, como a experiência de Timor-Leste e da Indonésia nos mostraram.

Por isso apelamos a Vossa Excelência, representante do Reino de Marrocos no Brasil, que faça chegar ao Excelentíssimo Rei Emir Al Mouminin a nossa preocupação e o nosso apelo para que não seja exercida violência nem represálias contra as populações indefesas dos territórios ocupados e à Organização das Nações Unidas que as proteja e defenda como é seu dever.

Certos de contar com a Vossa colaboração e de que nossas considerações e solicitações serão objeto da análise que merecem, nos colocamos à disposição para qualquer dúvida.

Sem outro particular.

Respeitosamente,

JOÃO ANTONIO FELICIO
SECRETÁRIO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

segunda-feira, agosto 23, 2010

Ato em SP contra a Militarização na Colômbia

Entidades fazem ato em SP contra a Militarização na Colômbia
23 de agosto de 2010


Da Página do MST

O MST, ao lado de centrais sindicais, movimentos populares e entidades da classe trabalhadora fazem um ato em frente ao Consulado da Colômbia em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, contra as perseguições, violência e assassinatos de membros de organizações sociais no país vizinho.

Participam também da manifestação a CUT, CTB, Marcha Mundial das Mulheres, UNE, Cebrapaz e Assembléia Popular, entre outras entidades.

As entidades brasileiras protocolaram uma carta, endereçada ao novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. O documento denuncia que "os paramilitares atuam com total impunidade, amparados pela aberta omissão oficial e em conivência com os organismos de segurança do Estado".

Abaixo, leia a carta enviada a Juan Manuel Santos.

Senhor Presidente,

Mais uma vez, temos sidos informados a respeito das perseguições, violência e assassinatos que se exerce contra dirigentes e membros de organizações sociais, camponesas, estudantis e sindicais colombianas.

Segundo denúncias dessas entidades, os paramilitares atuam com total impunidade, amparados pela aberta omissão oficial e em conivência com os organismos de segurança do Estado.

Inumeráveis fatos foram denunciados pelos porta-vozes de organizações camponesas, indicando que, nos últimos anos, mais de 500 camponesas e camponeses foram assassinados e que cerca de 30 mil deles foram expulsos violentamente de suas terras.

Informes das organizações sindicais, indicam que nos últimos 23 anos foram assassinados 2.731 sindicalistas. A situação de impunidade continua grave. Há preocupações tanto com o débil trabalho de investigação penal quanto com o de julgamento. Com respeito ao julgamento, os assassinatos cometidos de Janeiro de 1986 a Junho de 2008, reportavam 95% de impunidade. Esta percentagem se manteve e em 30 de Setembro de 2009, era de 95,6%.

As violações ao direito à vida, à liberdade e à integridade dos membros do movimento sindical deixam um panorama desolador de 98,3% de impunidade. A esse respeito, a Comissão de Especialistas, em seu informe de Março de 2009, lamenta que "(...) o número de condenações continue a ser reduzido e que um grande número de investigações ainda esteja em etapa preliminar. Nestas condições, a Comissão pede ao Governo que continue tomando todas as medidas ao seu alcance, para levar adiante e agilizar todas as investigações relacionadas com os atos de violência contra o movimento sindical e expressa a firme esperança de que as medidas recentemente adotadas em relação à nomeação de novos fiscais e juízes permitam diminuir a situação de impunidade e alcançar o esclarecimento dos atos de violência cometidos contra os dirigentes sindicais e os afiliados, assim como a detenção dos responsáveis pelos mesmos."

Sabemos que essa situação é o resultado de mais de 50 anos de conflitos armados, nos quais já morreram mais de 40 mil pessoas. São décadas de cooperação militar com os Estados Unidos. Com o pretexto de auxiliar no combate ao narcotráfico, centenas de tropas militares estadunidenses desembarcam cotidianamente no país, aumentando a situação de violência a qual a população colombiana é submetida, e ocultando os interesses econômicos por trás do conflito na Colômbia: a manutenção do controle dos recursos naturais, do território e do povo, além de desestabilizar os processos políticos de mudança no continente. Querem transformar a Colômbia em um Israel da América latina

O impacto de toda essa violência atinge de forma diferente homens e mulheres. São as mulheres que sofrem na pele os efeitos da militarização da sociedade, tendo suas vidas e seus corpos transformados em moeda de troca e troféus de guerra. São elas que enfrentam cotidianamente a violência e arbitrariedade das tropas, milícias e agentes do Estado nas ruas e em suas casas, principalmente as que se levantam contra essas injustiças.

A América Latina é uma região de paz; suas diferenças internas devem ser resolvidas na base do diálogo entre seus membros. As tensões existentes na região são, em sua maioria, frutos de conflitos externos a ela. A presença de bases militares em nossa região representa uma grave ameaça à paz e à soberania dos países do continente.

Nós, organizações brasileiras enviamos nossos representantes para diversas atividades de apoio ao povo colombiano e estamos nas ruas de São Paulo e de várias partes do mundo em solidariedade às 2500 mulheres e homens que realizam neste dia 23 de Agosto, na Colômbia, uma ação contra a militarização e a presença de bases militares estrangeiras na América Latina.

Respaldamos as justas demandas das entidades colombianas e nos dirigimos ao seu governo para insistir que se busque reparar todas as violações à vida, à liberdade e à integridade de dirigentes e membros das organizações sociais colombiana.

À espera de uma resposta eficaz de sua parte, subscrevemos-nos.

São Paulo, 23 de Agosto de 2010.

Que se calem as armas para que falem as mulheres e os povos!
Mulheres livres! Povos soberanos!

Campanha América Latina de Paz – fora bases militares estrangeiras:
Marcha Mundial das Mulheres,
MST,
Cebrapaz,
Rebrip,
CUT,
MAB,
UNE,
Via Campesina Brasil,
Jubileu Sul Brasil,
Grito dos Excluídos,
Assembléia Popular,
UBES,
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Consulta Popular,
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Campaña América Latina una Región de Paz - Fuera Bases Militares Extranjeras.

sábado, agosto 14, 2010

QUEREMOS SEU APOIO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA EM ERECHIM-RS

Caros AMIGOS E AMIGAS

O município de Erechim, Rio Grande do Sul, esta prestes a privatizar a água deste município. A empresa que tende a ganhar, será a ODEBRECHT, através de sua filial águas "Foz do Brasil".

O município possui 100 mil habitantes e o atual prefeito é o Sr. Paulo Polis, do PT e a Vice é a Ana Oliveira do PMDB. Foram eleitos graças ao apoio e envolvimento de todos os setores sociais, deste movimentos populares até sindicatos e pastorais sociais.

NO entanto, agora veio a surpresa desagradável que esta em curso a privatização do saneamento básico e consequentemente da água.

EM 2009 Erechim contratou uma empresa de Florianópolis "AMPLA consultoria e planejamento" ligada a ABCON (Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Água e Esgoto), ligada a ODEBRECHT para fazer o estudo para Erexim e esta empresa sugeriu NOVAS REGRAS que nada mais são que as regras usadas nas tarifas de energia elétrica = transformar a água em mercadoria.

EM 2010, a partir de uma lei aprovada pelos vereadores a prefeitura passou a colocar em prática o Plano da AMPLA, a prefeitura esta abrindo para uma nova LICITAÇÂO e CONCESSÂO com as chamas NOVAS REGRAS.

Existem três caminhos que podem ser seguidos:

  1. O caminho da Privatização (atual proposta da prefeitura).

  2. A renovação de contrato com a CORSAN (empresa estatal do Estado do RS).

  3. A criação de uma empresa pública do municipio, que seria a municipalização.

A situação atual deste processo é que o EDITAL já se encontra em fase de "consulta pública ao edital de licitação".

E nós, todos os sindicatos urbanos, todos os movimentos populares, lideranças, setores da igreja e pastorais, estamos nos articulando num espaço chamado de "Fórum Popular em Defesa da Água de Erechim" e QUEREMOS CONTAR COM VOSSO APOIO E ESTAMOS ENVIANDO EM ANEXO PROPOSTA DE CARTA A SER ENVIADA AO PREFEITO E VEREADORES DE ERECHIM.

SOLICITAMOS TAMBÉM QUE REPASSE ESTE E-MAIL PARA SEUS CONTATOS



......., ..... de agosto de 2010.

CARTA DE APOIO CONTRA A PRIVATIZAÇÂO DA ÁGUA DE ERECHIM

DE: ..........


PARA:
Exmo. Senhor
Prefeito Municipal de Erechim
Sr. Paulo Polis
Erechim-RS


Prezado Senhor,

Recebemos a notícia que no município de Erechim está em andamento um processo de privatização da água, através de licitação e concessão para os próximos 30 anos.

Todos sabemos que as privatizações realizadas pelo Governo de Fernando Henrique Cardoso trouxeram enormes perdas ao povo brasileiro. A água é um direito humano e jamais podemos permitir que este bem seja repassado para o controle de empresas particulares.

Devemos lutar todos os dias para evitar que a água seja privatizada e transformada em mercadoria.

Diante destes fatos, a cidade de Erechim não pode abrir as portas para privatização da água no Rio Grande do Sul, e ser o primeiro município deste estado a seguir este caminho que tanto mal causa ao povo.

Se for privatizada a água, com certeza as tarifas de água desta cidade explodirão em aumentos nos próximos anos e será a população quem terá de pagar a conta por este erro.

Considerando que Vossa Senhoria é o atual prefeito deste município e foi eleito com amplo apoio das forças sociais, vimos prestar solidariedade e apoio às propostas do Fórum Popular em Defesa da Água de Erechim, e exigimos o imediato cancelamento de todo processo de privatização em curso através da licitação e da concessão.

Desde já nos aguardamos com esperança e esperamos que Erechim não entre para história por fatos negativos, mas que seja reconhecido por ter um governo popular de fato.


Endereço do Prefeito Paulo Polis:
EMAIL: gabinete@erechim.rs.gov.br
FAX: 54-35207007
FONE: 54 – 35207000

Endereço Presidente da Câmara de Vereadores: José Rodolfo Mantovani
EMAIL: vereadormantovani@yahoo.com.br
FAX: 54-21077130

Israel proíbe a entrada do chanceler brasileiro Celso Amorim em Gaza

Israel prohibió la entrada a la Franja de Gaza, gobernada por el partido islámico Hamas, del canciller brasileño, Celso Amorim. "Intenté ir a Gaza pero encontré resistencias", dijo Amorim al diario Folha de Sao Paulo desde Siria, donde concluyó su gira por Medio Oriente, en el marco del nuevo rol que busca Brasil.

2010-07-29 12:09:06 / Fuente: Agencia Ansa Latina

Amorim contó que su intención era entrar a la Franja de Gaza, bloqueada por Israel, para conocer un hospital que debe ser reconstruido con financiación de Brasil, India y Sudáfrica.

El ministro estuvo en Israel reunido con su colega Avigdor Lieberman y el premier Benjamin Netanyahu, además de la opositora Tzipi Livni.

Israel defendió su política de impedir a personalidades extranjeras ingresar a Gaza, bajo el argumento de que pueden servir como propaganda para Hamas, el movimiento islámico palestino que gobierna ese territorio.

"La presencia de personalidades extranjeras es usada por Hamas como una demostración de reconocimiento internacional y no queremos fortalecer al grupo", dijo a Folha de Sao Paulo el portavoz de la cancillería israelí, Yigal Palmor.

En junio pasado, el ministro de Desarrollo de Alemania, Dirk Niebel, también fue impedido de visitar Gaza por las autoridades israelíes.

http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=25183&utm_source=facebook&utm_medium=post_estrella_palestina&utm_content=brasil&utm_campaign=facebook_to_palestinalibre.org


Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
www.palestinalivre.org

domingo, fevereiro 14, 2010

América Latina e Caribe uma Região de Paz – Fora Bases Militares Estrangeiras!

Reunidos em Porto Alegre, Brasil, nos marcos dos eventos comemorativos do 10º aniversário do Fórum Social Mundial e frente a uma nova escalada agressiva do imperialismo, nós dos movimentos sociais e populares, redes, organizações das mais distintas finalidades, nos encontramos novamente em uma campanha como a que realizamos contra a ALCA, para afirmar que a América Latina é uma região de Paz, para dizermos fora às bases militares estrangeiras!

Há mais de uma década, a América Latina vive um processo de mudanças. Cresce a luta por sua soberania, por direitos e o bem-estar de seus povos. Ao mesmo tempo, o imperialismo estadunidense e seus aliados aumentam as ameaças aos povos e empreendem uma reação conservadora contra as transformações políticas que estão em curso.

Neste contexto, temos visto:

  • Multiplicação das bases militares com a criação de sete bases militares no território colombiano e a assinatura de acordos com o Panamá para a instalação de 11 bases militares nesse país.

  • Invasão militar em nome da ajuda humanitária depois da catástrofe que ocorreu no Haiti.

  • A reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos EUA, armada com artefatos nucleares, projetada para navegar pelas ricas águas oceânicas e de rios da América do Sul e do Caribe.

  • Iniciativas golpistas, como ocorreu em Honduras, com suporte logístico da base militar dos EUA em Palmerola.

  • Planos para desestabilizar países como no Paraguai, Bolívia e Venezuela.

  • Recrudescimento das hostilidades e a manutenção do bloqueio contra Cuba.

  • Criminalização da luta social.

A ampliação da presença militar dos EUA na região busca, além de intimidar os processos políticos de transformação na região, posicionar sua força bélica em zonas estratégicas de grandes riquezas naturais, como a biodiversidade da região amazônica e o petróleo encontrado em águas profundas do Atlântico Sul. Trata-se de um verdadeiro atentado à paz, à segurança e à soberania de todos os países da região.

Muito ao contrário do que difundem os círculos de poder e as forças conservadoras, o mundo não se tornou um lugar pacífico, seguro e nem estável. Pairam sobre a humanidade graves ameaças que põem em cheque a paz mundial, a segurança internacional, a democracia, a justiça social e a soberania dos povos e nações.

Na Ásia Central, os Estados Unidos e seus aliados da OTAN incrementam os efetivos militares, intensificam a ocupação e a guerra, que inclui bombardeios e ações de terra arrasada contra a população civil. O Iraque continua em chamas, transformado em protótipo do novo tipo de colonialismo militarizado inaugurado na era Bush e continuado pelo governo de Barak Obama.

Na Palestina, o povo mártir com seu território ocupado pelo Estado de Israel é vitima de um genocídio, que acontece com o consentimento e a tolerância das potências estadunidenses e européias.

Enquanto se ataca o direito internacional, a militarização atinge inauditos patamares. Crescem as despesas militares, multiplicam-se os artefatos nucleares, os Estados Unidos engendram novos planos de defesa antimísseis, a OTAN ratifica seu caráter agressivo, cresce a presença naval dos países imperialistas no Oceano Índico, enquanto que a África torna-se ainda mais vulnerável com criação do AFRICOM, o comando militar dos Estados Unidos para o continente. Uma imensa rede de bases militares estende-se em todo o planeta.

Todo este poderio não é uma necessidade do mundo, mas do sistema econômico que o império impõe ao mundo. Os objetivos são os que sempre moveram o sistema imperialista – o controle dos recursos econômicos, das riquezas nacionais, o domínio dos mercados e a luta contra as transformações sociais.

A crescente militarização representada pelas mais de 800 bases militares estadunidenses ao redor do mundo faz parte da estratégia do imperialismo de saída da crise econômica e política, de preservar seu modelo econômico, mantendo-se como potência hegemônica no mundo, utilizando, se necessário, a força para garantir tais objetivos.

As nossas organizações sociais condenam energicamente a escalada do militarismo. Temos profundas convicções democráticas, solidárias e de defesa da paz. Os povos tomam consciência de que a paz, oposta à militarização e às guerras imperialistas, é não só um valor a defender apaixonadamente, como um meio indispensável para assegurar a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade com justiça social, democracia, direitos universais, distribuição da renda e da riqueza e soberania nacional.

Reafirmamos neste momento que o Haiti não necessita de intervenção militar e sim de que se respeite sua soberania, chamamos todos os países a realizarem uma cooperação solidária, com médicos, professores e outros profissionais a serviço do povo haitiano.

Como latino-americanos patriotas e comprometidos com a solidariedade entre os povos, queremos dar a nossa contribuição à concretização destes nobres ideais e fazer da América Latina um território de paz e livre de bases militares estrangeiras.

América Latina e Caribe – uma Região de Paz!

Fora bases estrangeiras!