Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Chile- Cumbre de los Pueblos: Participación que profundiza la democracia
sábado, setembro 24, 2011
Por un Banco del Sur al servicio de los Pueblos
Tan sólo hace unas semanas, el discurso predominante era que la crisis mundial del capitalismo, con epicentro en Europa y EEUU, no nos iba a afectar. Pero el recrudecimiento de la misma, que se manifestó, recientemente, en la amenaza de cesación de pagos por parte de EEUU, terminó de convencer a los países que integran la UNASUR, incluso a gobiernos de derecha, de la necesidad de adoptar medidas tendientes a protegerse de los efectos de la crisis.
No es para menos. Muchos países de la región son acreedores de los EEUU, ya que utilizaron parte importante de sus reservas internacionales para adquirir bonos del Tesoro de este país. El argumento que se usaba para ello, consistía en que si bien se trata de bonos de escaso o nulo interés, los mismos eran fácilmente convertibles en efectivo, siendo además impensable que EEUU entrara en cesación de pagos. Pues bien, lo inimaginable para algunos estuvo y está a punto de hacerse realidad.
A esta altura resulta evidente que la crisis capitalista global no sólo no ha cesado sino que continuará profundizándose. Lo que pone de manifiesto la urgencia de avanzar en transformaciones de fondo. Por ello, la creación del Banco del Sur debe ser considerada sólo como una de las medidas que la creación de una Nueva Arquitectura Financiera Regional requiere. Se debe avanzar, paralelamente, en la creación del Fondo de Reservas del Sur, en el control cambiario común y en la creación de una moneda de intercambio común, que reemplace la dependencia que, actualmente, tenemos del dólar en el comercio exterior. Asimismo, se precisa avanzar con la realización de auditorias integrales y participativas de las deudas públicas, para evitar, de esta manera, que se sigan pagando reclamos ilegítimos.
Pero, demás, resulta necesario resaltar que la participación de los pueblos en la elaboración y toma de decisiones que hacen a la protección de sus intereses fundamentales sigue siendo escasa. El Banco del Sur no contempla hasta el momento la participación de la sociedad civil en las decisiones relativas a la utilización de los fondos.
El tema no es menor. Sólo la participación popular evitará que el Banco del Sur termine siendo un instrumento al servicio de las clases dominantes locales, que sirva para financiar proyectos que refuercen el modelo productivo actual, favoreciendo así la concentración de la riqueza, el crecimiento de la pobreza y la degradación del medio ambiente.
No se trata de "blindar" al actual modelo productivo. La gravedad de la crisis en que el capitalismo ha hundido a la humanidad, amenazando su propia existencia, exige ir más allá y avanzar en la creación de un nuevo modelo productivo y de desarrollo, que tenga como finalidad la satisfacción de las necesidades esenciales de la población, en forma justa y equitativa y en armonía con la naturaleza. Pero ello sólo será posible si detrás de dicho proyecto se encolumnan los pueblos de la región como verdaderos artífices de sus destinos.
ATTAC - Diálogo 2000 - Programa Luterano sobre Deuda Ilegìtima
Buenos Aires, 7 de septimbre de 2011
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¡No debemos- No pagamos!
¡Somos nosotr@s l@s acreedores!
Diálogo 2000
Piedras 730 - Tel.: 5411-4307-1867
dialogo2000@gmail.com
www.dialogo2000.blogspot.com
domingo, setembro 04, 2011
Vean y muestren el nuevo vídeo de La Vía Campesina !
Vean este documental de 20 minutos de duración y difúndalo entre sus vecinos, amigos, comunidades, organizaciones locales, encentros culturales, festivales de cine, manifestaciones...
Pueden incluso organizar una proyección seguida de un debate al que puedan invitar a campesinos y campesinas, autoridades locales o a quien esté interesado.
Para ver y descargar el documental: http://www.vimeo.com/viacampesina (con paciencia si la conexión es lenta).
Pueden también incluir el vídeo en su sitio web.
Para anunciar su proyección en nuestro nuevo foro (pueden hacerlo en cualquier idioma): http://video.viacampesina.org/forum/viewtopic.php?id=4
Para publicar los comentarios que haya suscitado la proyección o incluir breves informes: http://www.vimeo.com/viacampesina/forum.
Para obtener más información se ruega contacten con Boaventura Monjane boa.monjane@viacampesina.org
segunda-feira, julho 25, 2011
Brasil responde por 34% das multinacionais latino-americanas
Por Javier Santiso, no Valor Econômico
Ao longo da década de 2000, as multinacionais brasileiras mostraram-se particularmente ativas. Hoje, as 30 principais multilatinas brasileiras possuem cerca de US$ 90 bilhões de ativos no exterior e empregam cerca de 200 mil pessoas em outros países. Essa internacionalização ainda está em fase inicial: no fim de 2009, apenas nove empresas contavam com ativos internacionais superiores a US$ 1 bilhão e outras dez, com mais de US$ 100 milhões.
O estoque total de investimentos diretos no exterior por parte das multinacionais brasileiras estava em cerca de US$ 160 bilhões no fim de 2009, o que coloca o gigante brasileiro como sétimo maior investidor no exterior entre as economias emergentes. Nesse ano, as aquisições no exterior secaram, depois do recorde de US$ 20 milhões registrado em 2008.
Por sua vez, as multilatinas mexicanas também foram bastante ativas na década passada. O estoque de investimentos estrangeiros das 20 principais somou US$ 117 bilhões de ativos internacionais e cerca de 230 mil funcionários fora do México. As três primeiras, Cemex, América Móvil e Carso Global Telecom, controlam US$ 86 bilhões desses ativos, o que representa 73% do total. Em 2009, apesar do colapso econômico, os investimentos no exterior não pararam, somando cerca de US$ 7,6 bilhões.
Essa resistência se explica em grande parte pela atividade de duas empresas (Bimbo e Grupo México), responsáveis por quase 70% desse total. Em 2010, os investimentos se recuperaram: só na América Latina, as empresas mexicanas investiram mais de US$ 42,2 bilhões, com muitas delas instalando-se em países emergentes da região.
O México investiu no Peru mais de US$ 3,6 bilhões, acima dos US$ 3,5 bilhões investidos no Chile. O principal destino dos investimentos mexicanos foi o Brasil (US$ 21 bilhões), seguido por Colômbia (US$ 5 bilhões). No fim de 2010, os grupos voltaram a investir com força, como o Bimbo, que comprou a divisão de pães industriais da Sara Lee, dos Estados Unidos por quase US$ 1 bilhão.
Não será surpresa vermos algumas dessas empresas irromperem com força na Europa. Isso poderia constituir uma oportunidade em particular para a Espanha, que poderia se transformar na plataforma de entrada na Europa para algumas dessas multinacionais
As multilatinas chilenas também se mostraram particularmente ativas, mesmo em 2009, ano de colapso dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse ano, as multilatinas chilenas promoveram aquisições no valor total de US$ 8 bilhões.
Em 2010, o volume superou os US$ 5 bilhões, levando o estoque acumulado de investimentos externos diretos (IED) do Chile no exterior a mais de US$ 50 bilhões. De fato, o ano de 2010 viu o nascimento de um gigante na aviação mundial, com a fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM. Por sua parte, a Sonda, maior empresa de tecnologia da região adquiriu apenas em 2010 três empresas, duas delas no Brasil (Telsinc e Softeam), além da empresa mexicana NextiraOne México S.A.
A esses países também se somaram o Peru e Colômbia. O grupo Santo Domingo é hoje em dia um dos principais acionistas da SABMiller, uma das maiores cervejarias do mundo, de origem inglesa e sul-africana. No Peru, se destacam os grupos Romero, Brescia e Añaños. Na Colômbia esse caminho é seguido por empresas como Cementos Argos, Grupo Nacional de Chocolates (GNC), Organización Terpel e Saludcoop.
Em 2010, as empresas colombianas totalizaram aquisições superiores a US$ 3 bilhões, cifra abaixo do recorde do ano de 2005 (US$ 4,6 bilhões), mas significativa do processo de internacionalização desempenhado pelos grupos colombianos, liderados pelo Banco de Bogotá (que em 2010 realizou a maior compra na história de uma empresa colombiana no exterior, mais especificamente na América Central), Empresas Públicas de Medellín e ISA.
O fenômeno das multilatinas está em aceleração. De acordo com o Boston Consulting Group (BCG), já há cem multilatinas, com sede em oito países latino-americanos, que operam internacionalmente e lucram pelo menos US$ 500 milhões. O Brasil tem 34 empresas nesse grupo, à frente do México (28) e Chile (21). A seguir, relativamente longe, estão Argentina (7), Colômbia (5) e Peru (3).
Por enquanto, esse grupo de multilatinas concentra sua atividade internacional no continente americano, com 110 presenças internacionais na região e 51 nos Estados Unidos. Agora também há outros continentes, particularmente a Europa (33 implantações) e Ásia (28). Também começam a aparecer novos destinos, como o continente africano (12, a grande maioria de grupos brasileiros).
Não será surpresa, diante de tal dinâmica, que vejamos em breve algumas dessas multinacionais irromperem com força na Espanha e outros países europeus. Isso poderia constituir uma oportunidade em particular para a Espanha, que poderia se transformar na plataforma de entrada na Europa para algumas dessas multilatinas.
Por enquanto, estão aterrissando com matrizes europeias em Lisboa, Londres ou Paris. Por que não imaginar, no entanto, que, assim como a mexicana Cemex ou as brasileiras Alpargatas e Gerdau, agora não instalem suas matrizes europeias em Madri, Barcelona ou Bilbao?
* Javier Santiso é professor de economia na escola de administração Esade e diretor do Centro de Economia e Geopolítica Global da Esade
Declaração de SEPLA Guararema
1. A crise capitalista não terminou. Contrariamente ao que defendem os governos da região e boa parte do pensamento do stablishment e inclusive setores do movimento popular e da esquerda, a crise capitalista em curso continua descarregando seu custo sobre os trabalhadores e os povos em todo o mundo. São os um bilhão e vinte milhões de pessoas que passam fome, reconhecidos pela FAO; ou os um bilhão de trabalhadores com problemas de emprego e ingresso, segundo a OIT. O governo dos Estados Unidos aprofunda o déficit estrutural, comercial e fiscal, e continua demandando ao seu Parlamento a ampliação de sua capacidade de endividamento público, exacerbando seu caráter de grande devedor mundial e afiançando a debilidade global do dólar. Por sua vez, a Europa está acossada pela crise da periferia da União, aprofundando o ajuste nesses países e no leste. Existe o temor do descumprimento das dívidas públicas, especialmente na Grécia, o que afetaria a situação dos principais bancos alemães e franceses, e, em última instância, os norte-americanos. A União Europeia sofre a crise e coloca em discussão a estabilidade e o papel pensado para o Euro. O Japão incorporou os problemas derivados do terremoto e do tsunami aos problemas recorrentes da crise. O capitalismo desenvolvido, que explica 75% do produto global, dá conta de uma crise de longa duração e só atina para resolvê-la com ajustes em seus territórios e a uma fortíssima intervenção estatal de liquidez para salvar as empresas comprometidas. A crise se processa em ondas, primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa e no Japão para desenvolver um círculo vicioso de ajustes e intervenções estatais para a continuidade do capitalismo em sua etapa de transnacionalização. Essas gigantescas intervenções de gasto público para o salvamento induzem a uma imagem de solução no imaginário social.
2. A crise é mundial e afeta os nossos países. A nossa região é funcional à acumulação capitalista global, que demanda de nossos países recursos naturais e força de trabalho barata. A crise é econômica, financeira, alimentar, energética, ambiental, sistemática, integral, do conjunto da ordem civilizatória. A América Latina e o Caribe fazem parte desta crise da ordem capitalista. O aumento dos preços das matérias-primas que favorecem as contas nacionais de nossas economias é expressão da crise. Os preços sobem devido às condições do funcionamento transnacional da economia contemporânea. As crises estão entrelaçadas e a insuficiência de hidrocarbonetos no modelo produtivo em curso requer a utilização de produtos agrários para a produção de energia alternativa, encarecendo os alimentos. Os Estados Unidos utilizam boa parte de sua produção de milho para a geração de combustível. Ao mesmo tempo, a especulação com matérias-primas alimentares e minerais eleva os preços encarecendo os alimentos e insumos dos países atrasados e dependentes desses elementos. Este modelo produtivo é a causa da crise ambiental via emanação de gases tóxicos. Todo o conjunto, isto é, a dimensão especulativa, a transformação de produtos em energia, ou a contaminação, são parte essencial de uma ordem da produção definida pelas transnacionais da alimentação e da biogenética. O resultado em divisas serve para o pagamento de parte da dívida externa de nossos países, os pagamentos recorrentes de juros e uma crescente conta de remessas de utilidade ao exterior, com escassa incidência na melhora da distribuição do ingresso.
3. As economias dos países da América Latina e do Caribe crescem acima da média mundial. A afluência de divisas por exportações e o atrativo que é a região para o ingresso de investimentos externos diretos e para a especulação incide no crescimento econômico. A expansão econômica está significando a apreciação das moedas em muitos casos, e/ou em outros, a acumulação de reservas internacionais. Em ambos os casos, eleva-se a dívida interna para frear a inflação. Os dados das contas nacionais tornam invisíveis problemas estruturais de nossas economias. O crescimento esconde a reprimarização, a dependência na determinação dos preços das matérias-primas, e o fato de estar submetido ao ciclo dos preços, intensificação da transnacionalização pelo crescimento de investimentos estrangeiros e inclusive pela compra de terras. A realidade do crescimento econômico permite dissimular a continuidade de gravíssimos problemas sociais que atravessam a nossa geografia, o desemprego e o emprego precário, a flexibilização do trabalho e dos salários, a dessindicalização da população trabalhadora; agudizando os problemas da agricultura familiar, dos camponeses e dos trabalhadores do campo. O paradoxo é um crescimento econômico alheio ao desfrute da população empobrecida, a maioria da sociedade. O crescimento não é distribuído, embora que com recursos fiscais, fruto da expansão econômica, se apliquem políticas sociais compensatórias, que não tirarão a população “beneficiária” de seus problemas essenciais, mesmo quando lhes permite um ingresso de sobrevivência. O consumo suntuoso é a outra face com a qual constatamos que o padrão de consumo deriva do “modelo” produtivo.
4. O "neodesenvolvimentismo" é a política hegemônica. A ascensão das lutas populares nos anos 1990 deslegitimou as políticas de ajuste e reforma estrutural, mais conhecidas como neoliberais. Os governos resultantes da primeira década do século XXI na região deslocaram o discurso favorável ao neoliberalismo e às receitas do Consenso de Washington. Os partidos clássicos da ordem neoliberal foram deslocados por projetos políticos que impulsionaram um discurso crítico às políticas implementadas nas duas décadas anteriores, embora não se tenham modificado essencialmente as condições jurídicas institucionais que habilitaram a estrangeirização de nossas economias, a concentração e a desigualdade na distribuição do ingresso e da riqueza. As políticas em curso são qualificadas como "neodesenvolvimentistas" para a promoção do "capitalismo nacional", algo impossível em tempos de transnacionalização. Mesmo sendo discutível, o desenvolvimentismo dos anos 1950 a 1970 foi uma política aplicada por burguesias nacionais que alentavam um projeto de acumulação própria. A realidade de nossos dias é que as burguesias locais conseguem a acumulação tanto e enquanto sejam parte subordinada do processo de transnacionalização e reprimarização das estruturas produtivas. O "neodesenvolvimentismo" faz parte do discurso hegemônico em escala mundial depois da crise, pois já não se duvida da intervenção estatal, mesmo para salvar o capitalismo. A aposta "neodesenvolvimentista" é privilegiar a produção sobre a especulação, e, contudo, a especulação se mantém e desenvolve no mundo, sendo os produtos gerados em nossa região objetos de especulação financeira global. Além disso, a produção em desenvolvimento faz parte da dominação das transnacionais. O discurso "neodesenvolvimentista" tem muito pouco do desenvolvimentismo de quatro décadas atrás. Vale recordar a emergência do pensamento crítico latino-americano, a teoria da dependência, o marxismo, a teologia da libertação, que, em diferentes níveis e efetividade, denunciaram e desnudaram os limites da teoria desenvolvimentista. Hoje queremos reivindicar a validade e a atualidade dos propósitos da crítica para renová-los e recriá-los nas novas condições do desenvolvimento capitalista atual em crise.
5. O imperialismo intensifica sua iniciativa. A ofensiva do capital transnacional sobre a região se assenta na forte presença militar, seja com bases militares, com exercícios conjuntos com forças militares de nossos países, e com a reinstalação da IV Frota, assim como o alento a formas de desestabilização institucional, como o golpe em Honduras. Vale destacar as iniciativas de articulação institucional que prescindem da presença dos Estados Unidos, tal como a Unasul ou a Confederação Latino-Americana e Caribenha, claro que com os limites da presença de Estados fortemente comprometidos com o livre comércio e o projeto dos Estados Unidos, como é o caso da Colômbia. As classes dominantes da região pretendem incidir na situação política para deslegitimar a reivindicação e o conflito social, pretendendo com a ação dos meios de comunicação e seu poder econômico o restabelecimento de governos subordinados à lógica da liberalização e da dominação imperialista. Por isso, não deve surpreender que, na estratégia do poder mundial, se utilize a cumplicidade de governos do sul do mundo no G20 para reinstalar o papel diretor do FMI no sistema financeiro, e como instrumento privilegiado do ajuste e da reestruturação reacionária. A ação dos grandes capitais e dos principais Estados capitalistas e dos organismos supranacionais é expressão da ofensiva do capital para sair da crise e renovar as condições para a exploração, a acumulação e a dominação.
6. A resistência dos povos se amplia. Se na década passada a novidade de mudança política transitou por nossa região, a rebelião popular se estende pelo norte da África e na Europa. A luta dos países árabes e dos indignados do velho mundo se une à perspectiva de luta emancipatória dos povos de nossa América e marcam a perspectiva de que junto com a ofensiva do capital existem os povos em luta em busca de um futuro diferente, onde a crise não avança como recomposição do capitalismo, mas alimentando a perspectiva do outro mundo possível. É hora de unir os esforços dos dirigentes sociais e dos intelectuais críticos em torno de uma nova base programática que enfrente as medidas regressivas do capital e as ilusões produzidas pelas políticas assistencialistas. Para que isso seja efetivo se necessita dar um caráter anticapitalista e antiimperialista às lutas populares, ao mesmo tempo que renovar a organização social para articular uma perspectiva superadora da sociedade capitalista em crise. Isso implica, nesta etapa, na criação da Unidade Continental Contra a Transnacionalização, na medida em que as empresas transnacionais e seus sócios nacionais subordinados configuram e expressam o grande capital e o imperialismo, que explora os trabalhadores, destrói o meio ambiente e atenta contra a soberania dos povos.
Guararema, 26 de junho de 2011.
quarta-feira, julho 13, 2011
Honduras: "Lo sucedido el 28 de junio del 2009 fue un Golpe de Estado"
El guatemalteco Eduardo Stein, presidente de la Comisión para la Verdad y Reconciliación (CVR), divulgó hoy el informe el informe titulado "Para que los hechos no se repitan" y que constituye la relatoría de lo que ocurrió antes, durante y después del golpe de Estado que sacó del poder a Zelaya.
La CVR concluyó que el golpe fue la culminación de una grave crisis política y en especial de la confrontación de los poderes ejecutivo contra el legislativo y judicial y en la cual intervinieron las Fuerzas Armadas a favor de los segundos.
Según la comisión, Zelaya "atentó contra las normas constitucionales" para establecer "un nuevo régimen", por lo que recomendó la creación de la figura del juicio político en la Constitución hondureña, entre otras medidas para evitar nuevos golpes de Estado, pues la Carta Magna carece de un procedimiento para la destitución de un gobernante.
El informe también señala que las elecciones de la cual surgió electo el presidente Porfirio Lobo Sosa fueron "legítimas", ya que las mismas estaban convocadas un mes antes del golpe de Estado. Muchos gobiernos se negaron a reconocer a Lobo como mandatario, ya que consideraban que las elecciones fueron producto de un golpe de Estado.
Igualmente la CVR estableció que se dieron innumerables violaciones a los derechos humanos tras el golpe de Estado y que como consecuencia de ello hasta 12 personas fallecieron durante la represión de las protestas. "Se debe revisar en la Constitución de la República la función de las Fuerzas Armadas, incluyendo la supresión de cualquier misión de carácter político para las mismas", sostiene el informe.
La Comisión surgió del acuerdo Guaymuras, San José-Tegucigalpa, que fue negociado por el derrocado Zelaya y el presidente de facto Micheletti, bajo la mediación de la Organización de Estados Americanos (OEA) y el gobierno de Estados Unidos. El secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, viajó a Honduras para estar presente en la divulgación del informe de la comisión, ya que la misma es avalada por el organismo continental. Insulza, al igual que el gobierno y los demás poderes del Estado hondureño, recibieron una copia del informe.
La CVR fue integrada por cinco miembros (dos hondureños y tres extranjeros), la rectora y ex rector de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras, Julieta Castellanos y Jorge Omar Casco; el ex vicepresidente de Guatemala Eduardo Stein, el ex embajador de Canadá en Estados Unidos y Cuba, Michael Kergin, y la ex ministra de Justicia peruana María Amadilia Zavala.
domingo, março 27, 2011
El lánguido viaje de Obama y la protesta popular
En Brasil quiso relanzar relaciones económicas que tienen el obvio interés de acceder a los nuevos recursos petroleros de ese país. Eludió responder a la aspiración brasileña de ocupar un asiento permanente en el Consejo de Seguridad de la ONU, tampoco le ofreció nuevas facilidades comerciales. Lula da Silva simbólicamente rechazó la invitación a una cena con Obama. Después de meses de una intensa preparación, la presidenta de Brasil, canceló la rueda de prensa conjunta y Obama canceló el discurso que tenía previsto pronunciar al aire libre en Río de Janeiro.
Obama no habló de construir unas nuevas relaciones con la región y no mostró el más mínimo arrepentimiento por el apoyo de su país a la dictadura de Pinochet, a la guerra civil en El Salvador e ignoró la necesidad de aceptar las nuevas realidades políticas de países que, como Venezuela, Bolivia y Ecuador, ensayan caminos de desarrollo diferentes. Todas las promesas realizadas por el en la Cumbre de las Américas en Trinidad en 2009 acerca de crear una nueva etapa de relaciones con la región, basada en la igualdad, quedaron en el vacío.
Mientras los levantamientos en el norte de África amenazan la hegemonía estadounidense y crean incertidumbre sobre el control de las más grandes reservas petroleras del mundo, la visita a tres países de Latinoamérica de Obama, tenía el propósito de fortalecer su política neoliberal y dar continuidad al intervencionismo militar. En forma descarada, ordenó el ataque a Libia desde Brasil y acortó su viaje a El Salvador para atender las dificultades que comienza a tener la coalición a los pocos días de desatada la agresión.
Miles de manifestantes realizaron marchas y concentraciones en los tres países que visitó, protestando contra las políticas del imperio y la agresión a Libia.
Al cumplirse 8 años del inicio de la guerra en Irak, su visita a Brasil, el Salvador y Chile buscó restaurar su influencia en una región en la cual se cuestiona crecientemente el papel de EE UU en el mundo. El mensaje que trajo es la profundización de un modelo de desarrollo basado en los enfoques de libre comercio, tratando de obtener aun más ventajas para sus multinacionales. La continuación del camino militarista con la adecuación de nuevas bases en Colombia, el apoyo a la militarización y a la represión en Honduras, la militarización de la lucha contra el narcotráfico en Guatemala, México y Colombia entre otros, la intención de desplegar numerosas tropas en Costa Rica y nuevas bases en Panamá se suman a la reactivación de la Cuarta Flota, los hostigamientos a Venezuela, Ecuador y Bolivia, así como al mantenimiento de la base de Guantánamo y el bloqueo a Cuba en contra de sus promesas de campaña. El intento de intromisión u enfrentamiento con los gobiernos que no le son favorables a sus intereses, son parte de las tropelías que el “Nobel de Paz” pretendía continuar y promover durante su visita.
La lucha por la autodeterminación de los pueblos y la dignidad de la región exige rechazar la presencia de Obama como agente de un imperio que conduce a la humanidad a la guerra. Las organizaciones sociales del continente se movilizaron para defender los triunfos alcanzados por los pueblos de la región y para promover la resistencia civil contra la militarización, las bases militares extranjeras y la criminalización de la protesta social.
Secretaría Alianza Social Continental
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Campaña contra las bases militares extranjeras
10 de Diciembre
Jornada Continental Contra las Bases Militares Extranjeras
Nosotros, movimientos sociales de América Latina, reunidos en el ámbito de la campaña América Latina una Región de Paz – Fuera Bases, convocamos para el 10 de diciembre a la realización de una jornada continental de lucha contra las bases militares extranjeras en nuestro continente.
Realizaremos actividades en las calles, debates, talleres, exposiciones, actividades culturales, seminarios, como forma de denunciar el creciente intervencionismo militar de los EUA en América Latina. Brindaremos nuestra solidaridad a los pueblos que luchan por defender su soberanía y se oponen a la criminalización de las luchas sociales.
Somos un continente rebelde y de paz, que no se arrodilla ante el imperialismo y sus políticas de guerra. Vamos, desde las calles, hacer de América Latina una región libre de bases militares extranjeras.
Participe
Envíe su acción para americalatinadepaz@gmail.com
sexta-feira, julho 30, 2010
Campaña Fuera Bases Militares Extranjeras
América libre de bases militares extranjeras
Día 14 de agosto – de 14:00 as 16:45 hs
Foro Social de las Américas, Asunción, Paraguay
Los movimientos sociales reunidos en Porto Alegre, frente a la creciente presencia de fuerzas militares extranjeras en nuestro continente convocaron a la organización de la Campaña América Latina y el Caribe, una región de paz: Fuera las bases militares extranjeras.
Con ese mismo espíritu que nos unificó en las luchas contra el ALCA, nos reunimos hoy, campesinos, estudiantes, trabajadores, mujeres, indígenas en la defensa de la autodeterminación y de la vida, para dar una respuesta popular a la instalación de bases militares extranjeras en nuestras fronteras, a las estrategias para frenar los procesos de cambio con golpes de Estado, con planes de criminalización de los movimientos, con el saqueo de nuestros recursos naturales.
Somos un continente rebelde y de paz, que no se doblegará al imperialismo y su política de guerras que apunta contra la democracia, la soberanía y los procesos de transformación política, económica y social surgidos en la región.
Sabemos que las alternativas de nuestros pueblos se construyen desde abajo, con la unidad en la acción y en un camino de solidaridad permanente. Por esta razón, nuestra plenaria contará con los testimonios de los viven estas luchas, buscará establecer la conexión entre los diversos ejes de esta estrategia militarista y construir alianzas para enfrentarla. Será la oportunidad para compartir los sentidos que inspiran a esa resistencia e impulsar un plan de trabajo con propuestas de articulación y acción desde diferentes territorios de nuestra América.
Convoca:
Campaña continental América Latina, una región de paz: Fuera las bases militares extranjeras
Consejo Mundial por la Paz
Alianza Social Continental
Vía Campesina
Jubileo Sur -Américas,
Marcha Mundial de Mujeres
Convergencia de Movimientos de los Pueblos de las Américas
Grito de los Excluidos
Campaña por la Desmilitarización de las Américas
Organización Continental Latinoamericana y Caribeña de Estudiantes
SERPAJ – América Latina
Encuentro Sindical Nuestra América
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Campaña América Latina una Región de Paz - Fuera Bases Militares Extranjeras.
domingo, julho 25, 2010
HONDURAS: ¡Primero los Derechos Humanos!
Al mismo tiempo, denunciamos los acuerdos alcanzados entre el gobierno del Sr. Porfirio Lobo y el Fondo Monetario Internacional para el desembolso de nuevas partidas de créditos, la generación de un nuevo proceso de endeudamiento y la implementación de un clásico ajuste que recaerá una vez más sobre las espaldas de los sectores populares. El FMI continua con su política de financiar regímenes ilegítimos generando así deudas odiosas, frente a las cuales al pueblo hondureño le asiste el pleno derecho a negarse a honrar y pagar porque no fueron tomadas en su beneficio sino en el de sectores que participaron y apoyaron el golpe de estado perpetrado el 28 de junio de 2009.
Hacemos un nuevo llamado a los gobiernos de la región a que lleven adelante todas las medidas a su alcance para que en Honduras se respete la plena vigencia de los derechos humanos. Los continuos asesinatos, secuestros, intimidaciones y amenazas ponen en evidencia la violación a la normativa internacional de Derechos Humanos y la continuidad de la represión que se inicio con el golpe de estado. La Comisión de Verdad, impulsada por la Plataforma de Derechos Humanos de Honduras, está llevando adelante un trabajo de recopilación y sistematización de estos hechos para que no queden en la impunidad, para lo cual es necesario la contribución y apoyo de los distintos gobiernos.
Por último, reafirmamos nuestro apoyo y acompañamiento al Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP), y llamamos a los pueblos, gobiernos e instituciones a reconocerlo como un genuino representante de los intereses del hermano pueblo hondureño.
JUBILEO SUR/AMERICAS
Río de Janeiro, 23 de julio de 2010
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JUBILEO SUR/AMERICAS
secretaría regional a/c PACS
Políticas Alternativas para el Cono Sur
Av. Río Branco 277 sala 1609
Rio de Janeiro, Brasil
Tel. +55 21 22102124
jubileosur@gmail.com
www.jubileosuramericas.org
sexta-feira, julho 16, 2010
Comunicado sobre los acontecimiento en Panamá
- Nuestro más enérgico repudio a la represión desatada contra las organizaciones populares panameñas que dejo el macabro saldo de muertos, heridos y detenidos.
- Hacemos responsable de estos hechos al actual gobierno de Panamá y lo instamos, en primer lugar, a detener la represión y garantizar los derechos humanos esenciales de las personas.
- Condenamos la actitud del gobierno de no permitir a la población y organizaciones civiles abrir los canales necesarios y certeros para la discusión de los verdaderos intereses de la mayoría.
- Asimismo, condenamos la violación a la libertad de expresión y las presiones del gobierno a periodistas y medios de comunicación.
- Nos sumamos a la exigencia de justicia social y ambiental ante el modelo desarrollo imperante en Panamá. Modelo que representa la violación de los derechos humanos, la depredación de los recursos naturales y la violación de la soberanía en todo sus sentidos.
- Reclamamos al gobierno la adopción del diálogo en igualdad de condiciones con las organizaciones civiles que vienen exigiendo el cese de las prácticas autoritarias y nefastas para una convivencia verdadera.
- Expresamos nuestro reconocimiento a la lucha del pueblo panameño ante el retroceso de la democracia y la falta de voluntad de diálogo de quienes dirigen el país.
- Reiteramos nuestra firme solidaridad con el pueblo panameño que reclama el rechazo a la ley 30, llamada 9 en 1, que reforma tres códigos: penal, judicial y laboral, el derecho a huelga y otros, además de 6 leyes que contienen derechos fundamentales para los ciudadanos y otorga impunidad a unidades policiales para hacer uso de la fuerza.
- Por último, convocamos a los movimientos sociales de la región a manifestar nuestra urgente solidaridad con la lucha del pueblo panameño.
JUBILEO SUR/AMÉRICAS
Río de Janeiro, 9 de julio de 2010.-
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JUBILEO SUR/AMERICAS
secretaría regional a/c PACS
Políticas Alternativas para el Cono Sur
Av. Río Branco 277 sala 1609
Rio de Janeiro, Brasil
Tel. +55 21 22102124
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quarta-feira, abril 07, 2010
FORO INDÍGENA LATINOAMERICANO SOBRE CAMBIO CLIMÁTICO
Luego haber analizado y debatido los temas de contexto y la coyuntura política referida a los proceso de negociación para la mitigación y adaptación del cambio climático, expresamos lo siguiente:
- Las soluciones propuestas por los gobiernos y ONG internacionales para enfrentar los efectos del cambio climático basadas en la lógica de mercado, tanto los referidos al mecanismo de desarrollo limpio como las propuestas de REDD+, constituyen nuevas formas de geopolítica económica que amenazan los derechos indígenas garantizados en múltiples instrumentos internacionales y los medios de vida de nuestros pueblos. En nombre de estas iniciativas, los estados y transnacionales están promoviendo la construcción de represas, agrocombustibles, exploraciones petrolíferas, plantaciones forestales, monocultivos, entre otras, las que están provocando la expropiación y destrucción de nuestros territorios, y en otros casos, la criminalización, judicialización y hasta asesinatos de hermanas y hermanos indígenas que defienden sus territorios.
- Las soluciones para enfrentar los efectos del cambio climático, deben ser holísticas, coherentes y respetuosas de los derechos humanos y de la Madre Tierra. Asimismo, no debería limitarse al conocimiento científico occidental, sino también incluir los conocimientos tradicionales, innovaciones y prácticas indígenas, que históricamente han contribuido a los esfuerzos de conservación de los ecosistemas y biodiversidad existentes en nuestros territorios garantizados.
- Observamos que la gran mayoría de los sitios que están proponiendo los gobiernos y algunas ONG para participar en el mecanismo REDD, se localizan en los territorios indígenas. Esta constatación, por un lado, muestra que nuestros territorios concentran la mayor parte de la cobertura boscosa aún en estado de conservación, y por otro lado, plantea la urgente necesidad de que los gobiernos y ONG que promueven REDD deben garantizar el pleno ejercicio de nuestros derechos contenidos en la Declaración de Naciones Unidas sobre Derechos de los Pueblos Indígenas, especialmente los derechos territoriales, la libre determinación y el consentimiento libre, previo e informado.
- Los pueblos indígenas, sin ser responsables directos de los efectos del cambio climático, somos uno de los conglomerados humanos que más estamos siendo afectados, cuyas consecuencias más evidentes son: procesos de desertificación, migración forzosa, desaparición nuestra biodiversidad, pérdida de identidad y hambrunas. Esto plantea la necesidad de que se tomen acciones afirmativas tendientes a compensar los daños materiales y humanos que estamos observando en nuestros territorios, no como un acto de compasión, sino de reparación y justicia social y ecológica.
- Alentamos a los organismos multilaterales, bilaterales y ONG comprometidas con la salud de la Madre Tierra, los derechos humanos y particularmente los derechos de los pueblos indígenas, que contemplen dentro de sus prioridades estratégicas líneas específicas de asistencia financiera al Foro Indígena Latinoamericano sobre Cambio Climático, a través de sus organizaciones miembros, así como a las organizaciones territoriales indígenas para enfrentar esta crisis ecológica.
- Las redes indígenas regionales (Enlace Continental de Mujeres, COICA, CAI, CIMA, CICA, Red Latinoamericana de Mujeres sobre Biodiversidad, Alianza Mundial de Bosques Tropicales) reafirmamos nuestro compromiso político de trabajar unidos, tanto en la construcción de propuestas políticas y técnicas, así como en la incidencia subnacional, nacional, regional e internacional en el tema de cambio climático.
Todas las redes nos comprometemos a sumar capacidades, experiencias, materiales y recursos para garantizar el pleno y efectivo ejercicio de los derechos indígenas en todos los temas relacionados con el Cambio Climático. ¡Por la Libre Determinación de los Pueblos!
Enviado por CICA
Visite: www.cedin.org
domingo, fevereiro 14, 2010
América Latina e Caribe uma Região de Paz – Fora Bases Militares Estrangeiras!
Há mais de uma década, a América Latina vive um processo de mudanças. Cresce a luta por sua soberania, por direitos e o bem-estar de seus povos. Ao mesmo tempo, o imperialismo estadunidense e seus aliados aumentam as ameaças aos povos e empreendem uma reação conservadora contra as transformações políticas que estão em curso.
Neste contexto, temos visto:
- Multiplicação das bases militares com a criação de sete bases militares no território colombiano e a assinatura de acordos com o Panamá para a instalação de 11 bases militares nesse país.
- Invasão militar em nome da ajuda humanitária depois da catástrofe que ocorreu no Haiti.
- A reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos EUA, armada com artefatos nucleares, projetada para navegar pelas ricas águas oceânicas e de rios da América do Sul e do Caribe.
- Iniciativas golpistas, como ocorreu em Honduras, com suporte logístico da base militar dos EUA em Palmerola.
- Planos para desestabilizar países como no Paraguai, Bolívia e Venezuela.
- Recrudescimento das hostilidades e a manutenção do bloqueio contra Cuba.
- Criminalização da luta social.
A ampliação da presença militar dos EUA na região busca, além de intimidar os processos políticos de transformação na região, posicionar sua força bélica em zonas estratégicas de grandes riquezas naturais, como a biodiversidade da região amazônica e o petróleo encontrado em águas profundas do Atlântico Sul. Trata-se de um verdadeiro atentado à paz, à segurança e à soberania de todos os países da região.
Muito ao contrário do que difundem os círculos de poder e as forças conservadoras, o mundo não se tornou um lugar pacífico, seguro e nem estável. Pairam sobre a humanidade graves ameaças que põem em cheque a paz mundial, a segurança internacional, a democracia, a justiça social e a soberania dos povos e nações.
Na Ásia Central, os Estados Unidos e seus aliados da OTAN incrementam os efetivos militares, intensificam a ocupação e a guerra, que inclui bombardeios e ações de terra arrasada contra a população civil. O Iraque continua em chamas, transformado em protótipo do novo tipo de colonialismo militarizado inaugurado na era Bush e continuado pelo governo de Barak Obama.
Na Palestina, o povo mártir com seu território ocupado pelo Estado de Israel é vitima de um genocídio, que acontece com o consentimento e a tolerância das potências estadunidenses e européias.
Enquanto se ataca o direito internacional, a militarização atinge inauditos patamares. Crescem as despesas militares, multiplicam-se os artefatos nucleares, os Estados Unidos engendram novos planos de defesa antimísseis, a OTAN ratifica seu caráter agressivo, cresce a presença naval dos países imperialistas no Oceano Índico, enquanto que a África torna-se ainda mais vulnerável com criação do AFRICOM, o comando militar dos Estados Unidos para o continente. Uma imensa rede de bases militares estende-se em todo o planeta.
Todo este poderio não é uma necessidade do mundo, mas do sistema econômico que o império impõe ao mundo. Os objetivos são os que sempre moveram o sistema imperialista – o controle dos recursos econômicos, das riquezas nacionais, o domínio dos mercados e a luta contra as transformações sociais.
A crescente militarização representada pelas mais de 800 bases militares estadunidenses ao redor do mundo faz parte da estratégia do imperialismo de saída da crise econômica e política, de preservar seu modelo econômico, mantendo-se como potência hegemônica no mundo, utilizando, se necessário, a força para garantir tais objetivos.
As nossas organizações sociais condenam energicamente a escalada do militarismo. Temos profundas convicções democráticas, solidárias e de defesa da paz. Os povos tomam consciência de que a paz, oposta à militarização e às guerras imperialistas, é não só um valor a defender apaixonadamente, como um meio indispensável para assegurar a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade com justiça social, democracia, direitos universais, distribuição da renda e da riqueza e soberania nacional.
Reafirmamos neste momento que o Haiti não necessita de intervenção militar e sim de que se respeite sua soberania, chamamos todos os países a realizarem uma cooperação solidária, com médicos, professores e outros profissionais a serviço do povo haitiano.
Como latino-americanos patriotas e comprometidos com a solidariedade entre os povos, queremos dar a nossa contribuição à concretização destes nobres ideais e fazer da América Latina um território de paz e livre de bases militares estrangeiras.
América Latina e Caribe – uma Região de Paz!
Fora bases estrangeiras!
quarta-feira, dezembro 16, 2009
De Fidel para Chavez
Al Presidente de la República Bolivariana de Venezuela
Querido Hugo:
Hoy se cumplen 15 años de nuestro encuentro en el Aula Magna de la Universidad de La Habana, el 14 de diciembre de 1994. La noche antes te había esperado en la escalerilla del avión que te trajo a Cuba.
Conocía de tu levantamiento en armas contra el gobierno pro yanqui de Venezuela. A Cuba habían llegado noticias de tus ideas cuando guardabas prisión, y al igual que nosotros, te consagrabas a la profundización del pensamiento revolucionario que te llevó al levantamiento del 4 de febrero de 1992.
En el Aula Magna, de forma espontánea y transparente, vertiste las ideas bolivarianas que llevabas dentro, y te condujeron, en las condiciones específicas de tu país y de nuestra época, a la lucha por la independencia de Venezuela contra la tiranía del imperio. Después del esfuerzo de Bolívar y demás colosos que llenos de sueños lucharon contra el yugo colonial español, la independencia de Venezuela era solo ridícula apariencia.
Ningún minuto de la historia es igual a otro; ninguna idea o acontecimiento humano puede ser juzgado fuera de su propia época. Tanto tú, como yo, partimos de conceptos que fueron evolucionando a lo largo de milenios, pero tienen mucho de común con la historia lejana o reciente en la que la división de la sociedad en amos y esclavos, explotadores y explotados, opresores y oprimidos fue siempre antipática y odiosa. En la época actual constituye la mayor vergüenza y la principal causa de la infelicidad y el sufrimiento de los seres humanos.
Cuando la productividad del trabajo, apoyada hoy en la tecnología y la ciencia, se multiplicó por decenas y en algunos aspectos cientos y hasta miles de veces, tales y tan injustas diferencias debían desaparecer.
Tú, yo y con nosotros millones de venezolanos y cubanos compartimos esas ideas.
Tú partiste de los principios cristianos que te inculcaron y un carácter rebelde; yo, de las ideas de Marx y un carácter también rebelde.
Hay principios éticos universalmente admitidos que son válidos tanto para un cristiano, como para un marxista.
Desde ese punto de partida, las ideas revolucionarias se enriquecen constantemente con el estudio y la experiencia. Es conveniente señalar que nuestra sincera y revolucionaria amistad surge cuando tú no eras Presidente de Venezuela.
Nunca te solicité nada. Cuando el movimiento bolivariano obtiene la victoria en las elecciones de 1999, el petróleo valía menos de 10 dólares el barril. Lo recuerdo bien porque me invitaste a tu toma de posesión.
El apoyo tuyo a Cuba fue espontáneo, como lo fue siempre nuestra cooperación con el hermano pueblo de Venezuela.
En pleno Período Especial, cuando la URSS se derrumbó, el imperio endureció su brutal bloqueo contra nuestro pueblo. En un momento determinado los precios del combustible se elevaron y nuestros suministros se dificultaban. Tú garantizaste el abastecimiento comercial seguro y estable a nuestro país.
No podemos olvidar que después del golpe político contra la Revolución Bolivariana en abril del 2002, y tu brillante victoria frente al golpe petrolero a fines de ese mismo año, los precios se elevaron por encima de 60 dólares el barril, nos ofreciste entonces suministro de combustible y facilidades de pago. Bush era ya Presidente de Estados Unidos y fue el autor de aquellas ilegales y traidoras acciones contra el pueblo de Venezuela.
Recuerdo cuánto te indignó que exigiera mi salida de México como condición para aterrizar en ese sufrido país, donde tú y yo asistíamos a una conferencia internacional de Naciones Unidas en la que también él debía participar.
A la Revolución Bolivariana no le perdonarán nunca su apoyo a Cuba cuando el imperio imaginó que nuestro pueblo, después de casi medio siglo de resistencia heroica, caería de nuevo en sus manos. En Miami, la contrarrevolución reclamaba tres días de licencia para matar revolucionarios, tan pronto se instaurara el gobierno de transición en Cuba que Bush exigía.
Han transcurrido 10 años de ejemplar y fructífera cooperación entre Venezuela y Cuba. El ALBA nació en ese período. Había fracasado el ALCA -promovido por Estados Unidos- pero el imperio está de nuevo a la ofensiva.
El golpe de Estado en Honduras y el establecimiento de siete bases militares en Colombia, son hechos recientes ocurridos con posterioridad a la toma de posesión del nuevo Presidente de Estados Unidos. Su predecesor había restablecido ya la IV Flota, medio siglo después de finalizada la última contienda mundial y no existía ni Guerra Fría, ni la Unión Soviética. Son obvias las intenciones reales del imperio, esta vez, bajo la sonrisa amable y el rostro afroamericano de Barack Obama.
Daniel Ortega explicó ayer cómo el golpe en Honduras determinó el debilitamiento y la conducta de los miembros del Sistema de la Integración Centroamericana.
El imperio moviliza tras si a las fuerzas derechistas de América Latina para golpear a Venezuela, y con ella, a los Estados del ALBA. Si de nuevo se apodera de los cuantiosos recursos petroleros y gasíferos de la Patria de Bolívar, los países del Caribe anglófono y otros de Centroamérica perderán las generosas condiciones de suministro que hoy le ofrece la Venezuela revolucionaria.
Hace unos días, después del discurso pronunciado por el presidente Barack Obama, en la escuela militar de West Point, para anunciar el envío de 30 mil soldados a la guerra de Afganistán, escribí una Reflexión en la que calificaba de acto cínico aceptar el Premio Nobel de la Paz cuando ya había adoptado esa decisión.
El pasado 10 de diciembre, al pronunciar en Oslo el discurso de aceptación, hizo afirmaciones que constituyen un ejemplo de la lógica y el pensamiento imperialista. "…soy responsable por desplegar a miles de jóvenes a pelear en un país distante. Algunos matarán. A otros los matarán.", afirmó, tratando de presentar como una "guerra justa" la brutal carnicería que lleva a cabo en aquel distante país, donde la mayoría de los que perecen, son pobladores indefensos de las aldeas donde estallan las bombas lanzadas por aviones no tripulados.
Después de esas frases, pronunciadas entre las primeras, dedica más de 4 600 palabras a presentar su carnicería de civiles como guerra justa. "En las guerras de hoy -afirmó- mueren muchos más civiles que soldados".
Sobrepasan el millón de civiles no combatientes que han muerto ya en Iraq y Afganistán y en la frontera de Pakistán.
En ese mismo discurso elogia a Nixon y a Reagan, como personajes ilustres, sin detenerse a recordar que uno lanzó más de un millón de toneladas de bombas sobre Vietnam, y el otro hizo estallar por medios electrónicos el gasoducto de Siberia bajo la apariencia de un accidente. Fue tan fuerte y destructiva la explosión que los equipos monitores de las pruebas nucleares lo registraron.
El discurso pronunciado en Oslo se diferencia del de West Point, porque el pronunciado en la academia militar estaba mejor elaborado y declamado. En el de la capital Noruega, el rostro del orador expresaba la conciencia de la falsedad de sus palabras.
Tampoco el momento y las circunstancias eran iguales. Oslo, se ubica en las proximidades de Copenhague. En este punto, tiene lugar la importantísima Conferencia sobre el Cambio Climático, donde sé que tú y Evo piensan asistir. En aquel lugar se libra en estos momentos la batalla política más importante de la historia humana. Allí se puede apreciar en toda su magnitud, cuánto daño ha ocasionado el capitalismo desarrollado a la humanidad.
Hoy, ésta debe luchar desesperadamente no solo por la justicia, sino también por la supervivencia de la especie.
Seguí de cerca la reunión del ALBA. Los felicito a todos. Disfruté mucho al ver tantos y tan queridos amigos elaborando ideas y luchando unidos. Los felicito a todos.
¡Hasta la victoria siempre!
Un fuerte abrazo
Fidel Castro Ruz
Diciembre 14 de 2009
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¡CON LA RAZON Y LA FUERZA!
¡PATRIA, SOCIALISMO O MUERTE!
¡VENCEREMOS!
Jacobo Torres de León
Coordinador Político Internacional
FUERZA SOCIALISTA BOLIVARIANA DE TRABAJADORES Y TRABAJADORAS
quarta-feira, novembro 04, 2009
ENCUENTRO POLITICO MESOAMERICANO 20 21 Y 22 DE NOVIEMBRE
Ocotal, Nicaragua
20, 21 y 22 de noviembre de 2009
La historia de Mesoamérica está plagada de despojos, saqueo, injusticias y violencia. Quienes aquí nacimos y vivimos, herederos de grandes y antiguas culturas enfrentamos grandes retos. Desde la invasión europea hace ya más de 500 años, luego la dominación oligárquica de las clases burguesas de nuestra región, la imposición de nuevas formas de dominación de corte neoliberal en las últimas tres décadas hasta la actual crisis capitalista mundial.
Los pueblos Mesoamericanos seguimos resistiendo contra los proyectos capitalistas de muerte y luchamos por la defensa de nuestros derechos humanos, la autodeterminación, la búsqueda de justicia e igualdad social frente a las grandes potencias imperialistas y oligarquías nacionales de la región.
En este sentido en los últimos años se ha presentado en Mesoamérica, la disputa de diversas formas de desarrollo económico y político, gobiernos -llamados "democráticos", liberales de derecha, o incluso que impulsan políticas de izquierda- insisten en imponernos el neoliberalismo que sólo empobrecen a la mayoría de la población y permiten el saqueo y la destrucción de nuestros recursos naturales.
El reciente golpe de estado en Honduras ejemplifica la disputa de la lucha por el poder en la conducción política y económica de Mesoamérica, en tanto, el Frente Nacional de Resistencia Contra el Golpe de Estado en Honduras, es una muestra heroica y ejemplar de las luchas populares y sociales en búsqueda de mayor igualdad, justicia social, libertad, democracia y mejores condiciones para una vida digna e integral de los mesoamericanos y latinoamericanos.
El golpe de Estado en Honduras perpetrado el pasado 28 de junio, la represión que vive la población y organizaciones hondureñas y la ruptura del Estado de derecho, nos obliga como movimientos sociales y populares mesoamericanos irremediablemente hacer una reflexión política sobre el avance de las fuerzas retrógradas y la urgente necesidad de reorganizarnos para dar un salto cualitativo eminentemente político en la lucha popular en la región.
Los movimientos y organizaciones sociales que convergemos en el Foro Mesoamericano de los Pueblos debemos a partir de esta coyuntura entrar en un proceso político de reflexión y TRANCISIÓN hacia la conformación de un movimiento de luchas populares de Mesoamérica amplio e incluyente que enfrente la crisis política y capitalista de nuestra región.
Debido a las consideraciones anteriores, el VIIIº Foro Mesoamericano de los Pueblos se pospone para el 2010 en el Estado de Chiapas, México y acordamos realizar un Encuentro Político Itinerante en el mes de noviembre de forma simultanea en Guatemala y Nicaragua, el que se plantea los siguientes objetivos:
Objetivo General:
Fortalecer la capacidad de movilización y acción social a través de la construcción de una estrategia conjunta desde el movimiento social y popular en resistencia al modelo neoliberal, patriarcal y dominante expresado en la región mesoamericana atravez de las políticas de libre comercio, militarización, expoliación de los recursos naturales y privatización de los derechos humanos.
Objetivos Específicos:
- Construir el análisis político de la región a partir de las realidades de nuestros pueblos mesoamericanos en cada país y teniendo como una referencia la crisis de Honduras a partir del Golpe militar.
- Generar una estrategia de lucha para enfrentar la situación de crisis política, económica y social generada por el capitalismo neoliberal en Mesoamérica.
- Manifestar nuestra solidaridad con la lucha del pueblo de Honduras como parte de la integración del movimiento popular mesoamericano.
Quienes integran el Comité Mesoamericano de los Pueblos:
Honduras: Bloque Popular (BP); Costa Rica: Red de Control Ciudadano; El Salvador: Red Sinti Techan; Guatemala: Coordinadora Nacional Sindical y Popular (CNSP); México: Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos; Nicaragua: Movimiento Social Nicaragüense “Otro mundo es posible”; Panamá: Frente Nacional por la Defensa de los Derechos Económicos Sociales, (FRENADESO);
Redes que participan:
Alianza Social Continental Centroamerica
Grito de los Excluidos Mesoamérica
Jubileo Sur Centroamerica
sábado, outubro 24, 2009
Repudiamos intento del gobierno de Alan García de desaparecer a AIDESEP
COORDINADORA ANDINA DE ORGANIZACIONES INDÍGENAS – CAOI
Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile, Argentina
Repudiamos intento del gobierno de Alan García de desaparecer a AIDESEP
Al estilo de la dictadura fujimorista, procuradora del Ministerio de Justicia pide “disolver” legítima organización nacional de pueblos indígenas amazónicos. Pero las organizaciones no se crean ni se destruyen por decreto: los pueblos que las forman y la solidaridad del conjunto del movimiento social las mantienen vivas.
En una nueva demostración de que ante la carencia de argumentos el gobierno de Alan García Pérez solo sabe recurrir a la represión, una procuradora del Ministerio de Justicia, María del Carmen Rivera, ha pedido la disolución de la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP). No es una coincidencia que use el mismo término que Alberto Fujimori para su autogolpe de 1992, cuando anunció su dictatorial decisión de “disolver” el Congreso de la República.
Se trata de una actitud no solo intrínsecamente fascista del régimen de García. Es, además torpe, porque es imposible disolver por decreto o por mandato judicial una organización que tiene más de 25 años de vida, auténticamente representativa de los pueblos indígenas amazónicos y que goza de amplio reconocimiento y participación en múltiples espacios internacionales, como la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA), Alianza por el Clima, Alianza Amazónica, entre otras.
No es la primera maniobra destinada a desaparecer las organizaciones indígenas. Tanto AIDESEP como la Confederación Nacional de Comunidades del Perú (CONACAMI) han sufrido la persecución de la llamada Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI). Este año, además, el gobierno financió un seudo congreso en el que se pretendió designar una nueva directiva de AIDESEP.
El hecho más grave, sin embargo, es la Masacre de Bagua del 5 de junio, que costó la vida de 33 personas, y la posterior persecución policial y judicial a comuneros y dirigentes regionales y nacionales de AIDESEP, que obligaron a su presidente Alberto Pizango a exiliarse en Nicaragua. Y hoy mantienen tercamente la orden de captura en su contra, para así impedir su retorno al Perú.
Son hechos que concitaron y siguen concitando el rechazo nacional e internacional, como lo demuestran los múltiples pronunciamientos de organismos de derechos humanos de todo el mundo, incluidos los que forman parte de la Organización de Naciones Unidas.
Nada de esto ha logrado destruir a AIDESEP y tampoco lo hará la absurda demanda de la procuradora Rivera. Porque, insistimos, las organizaciones no se crean ni se destruyen por decreto o mandato judicial: los pueblos que las forman y la solidaridad del conjunto del movimiento social las mantienen vivas.
En su frenesí represivo, el gobierno de García va de fracaso en fracaso en el intento de profundizar su política entreguista y racista, claramente expresada en su serie de artículos sobre el “síndrome del perro del hortelano”, desoyendo las llamadas de atención del relator especial para Pueblos Indígenas James Anaya y el Comité para la Eliminación de la Discriminación Racial de la ONU, así como del reciente informe emitido por la Misión de la Federación Internacional de Derechos Humanos integrada por Rodolfo Stavenhagen y Elsie Monge sobre su visita al Perú en junio pasado.
La Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas, CAOI, advierte que si se toca a AIDESEP se estará tocando a todos los pueblos indígenas, no solo amazónicos y peruanos, sino de todo el mundo. Y llama al movimiento social nacional e internacional a estar atentos ante este nuevo intento de liquidación, para que, de concretarse (solo en el plano formal porque en el real es imposible), convocar de inmediato a una movilización mundial para defender los derechos de los pueblos indígenas.
Lima, 23 de octubre de 2009.
Miguel Palacín Quispe
Coordinador General CAOI
sexta-feira, setembro 25, 2009
La crisis mundial desde la perspectiva de la sociedad civil

18.09.09 - ECUADOR
La crisis mundial desde la perspectiva de la sociedad civil
Luiz Bassegio - SCGE*
Quito - Adital - Con el objetivo de promover un diálogo entre las diversas redes para debatir una agenda migratoria, se realiza en Quito, Ecuador, la III Jornada Hemisférica sobre Políticas Migratorias. Los debates buscan reflexionar sobre las implicaciones de la crisis global, sus consecuencias sobre los derechos humanos, y proponer políticas migratorias desde los movimientos sociales, contribuyendo con experiencias y propuestas para el IV Foro Social Mundial de las Migraciones, a se realizar en octubre de 2010, en la misma capital. Más de 200 personas provenientes de dieciséis países participaron de la apertura de la Jornada.
Raúl Delgado Wise, director de la Red Internacional de Migración y Desarrollo, de México, dijo en el evento que, si por un lado crece el PIB mundial; por otro, hay una disminución del bienestar social. En cuanto crece el índice de productividad, los sueldos pierden su poder adquisitivo. Dijo también que en 2009, las transacciones financieras fueron de dos trillones de dólares y el PIB mundial alcanzó los 44 mil millones. Eso demuestra el descompaso que, entre otras consecuencias, causó la disminución del trabajo formal y aumentó la informalidad y la precarización del trabajo.
Crisis Mundial
En la mesa que debatió el tema fue destacado que esta es una crisis de paradigma: del paradigma capitalista que transformó todo en mercancía, incluso la vida y los valores humanos. No será con más del mismo modelo, que saldremos de ella. Este modelo ya probó que no hay soluciones estructurales para os problemas de grande parte de los pueblos, trabajadores/as, migrantes. Las soluciones presentadas por este modelo son para dar respiro y sobrevida a los bancos, para las transnacionales productoras de automóviles, para el mercado financiero. No garantizan derechos sociales para los pueblos. Gobiernos inyectan trillones de dólares en un sistema financiero ya superado, suprimiendo aun más derechos de los trabajadores. La solución a la crisis pasa por la garantía y ampliación de los derechos sociales básicos que permitan a los trabajadores tener acceso a la educación, salud, vivienda, transporte, con respeto a la naturaleza para las generaciones presentes y futuras. Solamente de esa forma iniciaremos un nuevo ciclo donde la humanidad podrá sobrevivir a esta grande crisis generadora de tantas otras.
Para Luiz Sánchez, de la Asociación Romiñahui, de Ecuador, los países ricos concentran energía, medios de comunicación por internet etc. Destacó que los derechos humanos no pueden ser definidos por un marco jurídico, sino son inherentes a la persona. El nuevo sujeto político en construcción debe tener pertenencias múltiples, trabajar en redes, interactuando con las personas y participando en la construcción de políticas alternativas.
Para Óscar Chacón, de NALACC (EE.UU), con el agravamiento de la crisis mundial, los inmigrantes pasaron a ser considerados una amenaza, facilitando la elaboración de leyes cada vez más xenofóbicas. Dijo también que los 12 millones de inmigrantes irregulares son fruto de una actitud inmoral por parte de las autoridades en la medida que hacen o mantienen estas leyes.
Patricia Gainza, del Espacio Sin Fronteras, de Uruguay, dijo que una de las causas de la crisis es el poder de los mercados que está por encima de todos los derechos y que no hay otra salida para la superación que no pase por la implementación de otro modelo de sociedad y economía.
En la parte de la tarde, varios seminarios fueron realizados. Uno de ellos, organizado por el Grito de los Excluidos/as Continental y por Espacio Sin Fronteras, trató de los Movimientos Sociales y de las Migraciones Internacionales y tuvo como objetivos debatir las diversas realidades migratorias, intercambiar experiencias y apuntar alternativas en el sentido de garantizar los derechos de los inmigrantes.
En seguida a las exposiciones y debates, fueron señaladas algunas propuestas que pueden orientar a los movimientos sociales que trabajan el tema: una de ellas es la necesidad de que los migrantes se constituyan en sujetos políticos y protagonistas de las luchas y manifestaciones en la defensa y conquista de sus derechos.
En los debates se destacaron algunas victorias puntuales de los inmigrantes, como la conquista de la amnistía, la marcha de los inmigrantes, realizada todos los años en el mes de diciembre, y la actuación del Centro de Apoyo a los Migrantes, con el proyecto de Inclusión Digital, con jóvenes inmigrantes.
Fue asumido el compromiso de dedicarse a la preparación del IV Foro Social Mundial de las Migraciones, a realizarse del 9 al 12 de octubre del 2010, en la ciudad de Quito, Ecuador.
* Secretario de Grito de los Excluidos/as Continental
sexta-feira, agosto 28, 2009
Detengan la implicación israelí en la represión del pueblo Hondureño
Detengan la implicación israelí en la represión del pueblo Hondureño y latinoamericano.
Rompan los vínculos militares entre América del Sur e Israel
Declaración con motivo del día de acción global contra el Golpe de Estado en Honduras - 28 de agosto 2009
Desde la campaña palestina contra el Muro de Apartheid, elevamos nuestra voz y nos sumamos a todos aquellos que hoy protestan contra el golpe de Estado en Honduras, la dictadura, y la represión impuestos por el régimen de Micheletti. Como palestinos sabemos que somos parte de la misma lucha que tiene lugar en Honduras.
Todos somos conscientes de que este crimen no habría podido suceder sin el apoyo activo de gobiernos extranjeros.
Varias fuentes indican que no sólo ha intervenido la inteligencia norteamericana, sino también el ejército y la inteligencia israelí. Israel tiene ya una larga historia de apoyo a la represión de los movimientos populares de América del Sur. Desde la Contra nicaragüense a las dictaduras paraguaya, argentina y chilena. Siempre han recibido armas israelíes, servicios secretos y procesos de formación militar. Hoy, Colombia es probablemente el principal receptor de armas israelíes. El líder paramilitar colombiano y traficante de drogas Carlos Castao ha declarado "he aprendido multitud de cosas en Israel y le debo a ese país parte de mi esencia y de todos mis logros militares y políticos"(1) .
Teniendo esto presente, no nos sorprende recibir noticias de la implicación israelí en el golpe militar y el derrocamiento de la democracia hondureña. Estamos profundamente preocupados en diferentes niveles por la implicación israelí en el golpe hondureño.
Al mismo tiempo que el continente americano ha aislado al régimen hondureño, el líder del golpe ha anunciado el apoyo israelí que su gobierno recibe. Varios analistas han señalado que en los meses previos al golpe, la Embajada israelí fue testigo de intensos movimientos diplomáticos con representantes de la oposición, incluído Micheletti (2).
CODEH ha denunciado que el régimen de Micheletti ha contratado comandos israelíes para entrenar a las fuerzas hondureñas en el uso de violencia contra los manifestantes, incluyendo los asesinatos selectivos, para instaurar el terror y desmantelar la resistencia. Informan también que compañías de seguridad privadas están implicadas directamente en la represión (3) .
Las descripciones realizadas reproducen los mismos patrones de ataque que sufren los palestinos cuando se manifiestan contra el Muro y la ocupación de israelí. Israel desarrolla una guerra de baja intensidad contra las comunidades que resisten contra el Muro, reprimiendo a los pueblos en su conjunto y no sólo a los individuos que habitan en ellos. Esto incluye la represión violenta de manifestaciones, asesinatos selectivos de activistas (casi siempre los responsables de las manifestaciones), el castigo colectivo y el terror psicológico (4) .
La experiencia que puede proveer el ejército israelí al régimen hondureño se deriva del asesinato, la represión y la limpieza étnica de los palestinos. Además, los beneficios económicos que Israel extrae de su comercio de armas con América del Sur permite que la industria armamentística se refuerce y mantenga la ocupación y colonización de nuestras tierras.
La implicación israelí en el golpe de Honduras no es mas que la extensión lógica de sus políticas. Para Israel, un Estado colonial construido a partir de la expulsión y represión de la población originaria, el aumento de fuerzas anti-coloniales de carácter emancipatorio en cualquier lugar del mundo, supone una amenaza al paradigma desde el cual ha sido creado. La colaboración israelí con las políticas más conservadoras de los Estados Unidos convierten su implicación en el golpe en una necesidad política.
La implicación israelí en el golpe hondureño alcanza mucho más allá de Honduras, convirtiendo su presencia militar y diplomática en una amenaza para todos los regímenes democráticos del continente. Este golpe no supone sólo una agresión brutal contra el pueblo hondureño sino que sirve como modelo para renovar las agresiones contra el conjunto del continente.
Por eso convocamos a todos los estados democráticos de América del Sur a tomar una posición firme y con principios contra los crímenes israelíes y las violaciones de los derechos humanos en las que están implicados, así como a su implicación histórica y presente en el apoyo a regímenes represivos. Les pedimos:
- rompan sus relaciones con Israel.
- Expulsen a los asesores militares israelíes y sus empresas de seguridad.
- Cancelen sus compras de armamento israelí.
Las fuerzas democráticas y progresistas así como sus alianzas regionales (ALBA, MERCOSUR) deben adoptar un compromiso firme en defensa de los derechos humanos y la democracia para su región y en todo el planeta. Israel no sólo asesina, tortura y encarcela a los palestinos. Demasiados sudamericanos han sufrido ya debido a los paramilitares entrenados en Israel y han muerto debido a sus armas.
La Campaña Palestina contra el Muro de Apartheid. *
* La Campaña Palestina contra el Muro de Apartheid es el principal instrumento de base para la coordinación de la lucha contra el Muro. Somos una coalición de 10 comités populares que representan a 100 comunidades, comités de jovenes y ong´s palestinas. Actuamos como la voz de las comunidades locales y como su instrumento de coordinación y movilización a nivel nacional Somos parte de la lucha global contra el colonialismo y el racismo Nos movilizamos y coordinamos la convocatoria de Boicot, Desinversiones y Sanciones a Israel a nivel local, nacional e internacional.
(1)http://www.thirdworldtraveler.com/Israel/Israel_LAmer_TrailTerror.html
(2)http://www.radioguaimaro.co.cu
(3)http://www.scoop.co.nz/stories/HL0908/S00051.htm
(4)http://stopthewall.org/activistresources/2019.shtml
Declaración de JS/Américas ante reunión de UNASUR
Ante una nueva reunión de la UNASUR, con la presencia de todos los mandatarios y mandatarias de sus países integrantes, para avanzar en los debates y explicaciones por la instalación de siete nuevas bases militares estadounidenses en territorio colombiano y las implicancias militares y geopolíticas que se desprenden de este hecho para la región en su conjunto, desde Jubileo Sur/Américas queremos hacer pública nuestra posición al respecto.
1.- Manifestamos nuestra más honda preocupación y repudio al avance militarista que se está promoviendo en la región por parte de los Estados Unidos, de la mano del Presidente de Colombia Álvaro Uribe. Esta determinación también va ligada a la predisposición del Gobierno peruano de permitir el amarre en sus puertos nacionales, para aprovisionamiento, de naves integrantes de la denominada IV Flota y del Comando Sur del Pentágono estadounidense.
2.- Esta situación de reacomodamiento estratégico de los Estados Unidos en Suramérica, responde a nuevas políticas de resguardo de sus intereses geopolíticos y económicos-financieros, y a modificaciones en su mapa de monitoreo para la región, ante la decisión del Gobierno ecuatoriano de no renovar la permanencia de la base militar de Malta en su territorio y a la persistente lucha de los movimientos sociales por erradicar las decenas de bases militares ubicadas en América Latina y el Caribe.
3.- Con está decisión del Gobierno colombiano, se consolida así su alineamiento automático con los centros hegemónicos de poder económico-militar. La vigencia del Plan Colombia y la suscripción de un Tratado de Libre Comercio con los Estados Unidos, convierten a Colombia en la proa del imperialismo en la región, dejando una pesada carga de endeudamiento ilegítimo sobre las espaldas de los más pobres y desposeídos.
4.- Esta nueva reunión de la UNASUR, debe avanzar en un planteo integral de denuncia y rechazo a la instalación de estas siete nuevas bases, bajo pretexto de la lucha contra el narcotráfico y el terrorismo. El acuerdo alcanzado permitiría cualquier clase de operaciones militares en el interior y exterior del país. Sin lugar a dudas, esta posibilidad trae marcadas consecuencias para la estabilidad democrática regional y los procesos de integración en marcha como el ALBA y la misma UNASUR. Esto, en un contexto de reagrupamiento y avanzada de las fuerzas conservadoras y de derecha, que tienen en estos momentos su ejemplo más marcado en el reciente Golpe de Estado cívico-militar producido en la República de Honduras. Con el dato comprobado, que el Presidente constitucional, Manuel Zelaya, después de ser secuestrado en horas de la madrugada de su domicilio y antes de ser llevado fuera del país, fue transportado a la base militar estadounidense de Palmerola en territorio hondureño.
5.- Desde Jubileo Sur/Américas reafirmamos nuestro rechazo al Golpe de Estado perpetrado en Honduras y nos sumamos a las voces de repudio frente a la nueva avanza imperialista y militarista de los Estados Unidos. Exigimos el pleno respeto de los derechos humanos y la autodeterminación de los pueblos, especialmente en estos momentos de los pueblos hondureño y colombiano que luchan en defensa de su soberanía y vida.
JUBILEO SUR/AMÉRICAS
27 de agosto de 2009

