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domingo, julho 05, 2009

Solidariedade de bispos brasileiros com Honduras

Com espírito fraterno e na paixão por Nossa América, livre e unida, queremos expressar nossa total solidariedade ao povo de Honduras nesta hora de tensões e violência. Que se respeite a democracia que é respeitar a vontade do povo. O Deus da paz proteja a esse povo querido e sofrido.

Um abraço de solidariedade e de esperança.

Pedro Casaldáliga
Bispo retirado de São Félix do Araguaia, Brasil.


Saúdo os queridos irmãos e irmãs de Honduras, que estão vivendo momentos muito importantes para o futuro democrático do seu país, e desejam o retorno imediato da legalidade, com a garantia do respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, o cessar imediato de toda violência, e a paz em todo o país.

Quero manifestar minha solidariedade a todos os que querem uma Honduras democrática, livre das consequências de golpes contra a ordem constitucional, desejando que, ao mesmo tempo, sejam firmes e unidos e evitem a todo custo que a situação descambe para a violência, que pode levar a sacrificar inutilmente vidas humanas.

Que Deus ilumine os passos de vocês, e que todo o povo de Honduras possa voltar, o quanto antes, a viver na justiça e na paz.

Com minha prece,

D. Demétrio Valentini, Bispo de Jales e Presidente da Cáritas Brasileira

quinta-feira, março 19, 2009

Campanha Menina do Brasil

APOIO POLÍTICO A FEMINISTAS E AO CISAM, NO CASO DA MENINA DE 9 ANOS DE ALAGOINHA (PE), SUBMETIDA A UM ABORTO LEGAL EM CONSEQUÊNCIA DE VIOLÊNCIA SEXUAL E RISCO DE VIDA

Reconhecemos e aplaudimos a solidariedade, compromisso e eficiência que determinou o aborto legal realizado pela equipe de atenção à saúde do CISAM - Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, e em especial aos médicos Prof. Olimpio Moraes e Dr. Sérgio Cabral. Esta instituição mostrou seu compromisso com a saúde, com a vida, com a cidadania e direitos humanos da população que por ela é atendida.

A crítica contundente de setores conservadores religiosos a um trabalho tecnicamente competente e em consonância com as leis nacionais e normativas internacionais reflete uma vez mais seu arcaísmo e desumanidade.

O mundo acompanha atentamente a história desta menina pernambucana de 9 anos de idade, e seguramente apoiará a perspectiva daquelas/daqueles que defendem os direitos reprodutivos como direitos humanos.

Entre no site da ccr ( http://www.ccr.org.br/a_iniciativa05_mar09.asp ) e assine.
Por favor, disseminem rapidamente, para obedecermos ao timing político necessário e conseguirmos impacto rapidamente.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Carta aberta contra a pobreza


Caros amigos

A Antena Europa-África Fé e Justiça e o Desafio Miqueias estamos a promover a assinatura de uma carta aberta contra a pobreza. Para que tenha algum impacto a nível da Comunicação Social e dos meio políticos, gostaríamos que fosse assinada por um grande número de Instituições e organizações religiosas e civis. Basta enviar-nos o nome da Instituição ou organização para nós acrescentarmos à lista. Deixo-vos este desafio para no dia 17 de Outubro, por altura da Campanha "levanta-te e actua" publicarmos e entregarmos a carta aos nossos governantes. Vamos a isto?

Um abraço,

J. Augusto e João Pedro


Carta Aberta Contra a Pobreza e a Desigualdade

Diariamente as televisões mostram imagens de guerra, destruição e fome. Em África morre uma criança a cada 3 segundos, vítima da fome, da malária ou da tuberculose.

O Banco Mundial define a pobreza extrema como viver com menos de 1 dólar por dia. Todos os dias mais de mil milhões de pessoas vivem nestas condições de miséria deplorável. Em Portugal uma em cada cinco pessoas vive no limiar da pobreza.

Os pobres não são apenas números perdidos nas estatísticas. São pessoas que precisam de ser encontradas, amadas e restauradas na vertente física, material, social, moral e espiritual. A pobreza é uma consequência da falta de amor para com o próximo.

Todos os dias é violada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A paz e a fraternidade entre os povos nem sempre estão no coração e nas acções quotidianas.

Numa época em que assistimos à revolução tecnológica, um terço da população mundial nunca usou um telefone.

A pobreza é uma consequência da desigualdade de oportunidades e pode revelar-se através da fome, baixa literacia, reduzida esperança de vida, doenças como a SIDA/HIV, malária e tuberculose, elevada criminalidade, desemprego, carência de água potável, de saneamento básico e de electricidade, instabilidade política e guerras, imigração ilegal, exclusão social de grupos vulneráveis, existência de sem-abrigo, exploração e tráfico de pessoas, prostituição, consumo de álcool e drogas, depressão e morte.

Para cada problema existe uma oportunidade. A luta contra a pobreza e a desigualdade deve ser um compromisso colectivo e prioritário para que cada homem e cada mulher possam viver em paz e liberdade e usufruam de direitos fundamentais numa sociedade mais justa e solidária.

Erradicar a pobreza não é um mero exercício intelectual ou uma utopia política ou religiosa.

Esta é a primeira geração que tem os recursos e os meios para acabar com a fome e a miséria.

É preciso lembrar os políticos das promessas públicas assumidas pelos 189 Estados-Membros das Nações Unidas quando assinaram, em Setembro de 2000, a Declaração do Milénio e se comprometeram a reduzir para metade a pobreza extrema até 2015.

Apelamos aos líderes dos países ricos para que cumpram com as três grandes promessas que fizeram para combater a pobreza: perdão da dívida, mais e melhor ajuda e comércio justo.

Apelamos aos líderes dos países pobres para que definam como prioridade salvar as vidas dos seus cidadãos mais pobres, que sejam transparentes e responsáveis na forma como administram o dinheiro e que combatam as desigualdades e a corrupção.

Apelamos a todos os que têm fé, àqueles que perderam a fé e a quem nunca teve fé, para que se levantem e defendam a causa dos pobres e sejam mais solidários para com o próximo.

Os pobres não precisam de esmolas, mas de justiça.

P. José Augusto, svd
Antena AEFJN Portugal
Rua S. Tomás de Aquino, 15
1600-203 LISBOA
http://portugal.aefjn.org/
http://dialogoaberto.blogspot.com/

sexta-feira, março 14, 2008

Supremo Tribunal de Justiça liquida Associação Cultural


Comunicado


Lisboa, 13 de Março de 2008

Exmo. Sr. ou Sr.ª:

A Associação Cultural Palco Oriental, entidade artística sem fins lucrativos, foi liquidada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

O acórdão do STJ, decidiu atribuir o nosso edifício à Igreja de S. Bartolomeu do Beato.

Assim se faz Justiça!

Desde 16 de Abril de 2001, que o processo movido contra nós se encontrava nos tribunais.

O Tribunal de 1ª Instância deu-nos razão ao nos atribuir o edifício, a Relação sentenciou que a “coisa” não estava ganha, e o Supremo, de forma justiceira acabou com um projecto cultural e artístico que resistia desde há mais de duas décadas.

A Igreja recebe de bandeja um edifício onde nunca esteve nem aplicou um cêntimo. Nós custeamos obras, de largas dezenas de milhares de euros.

O edifício é doado à Igreja em 1999. O seu doador foi a fantasma Associação de Serviço Social, que abandonou as instalações, logo após o 25 de Abril de 1974.

A este fantasma, não se lhe conhece qualquer actividade realizada após a revolução, nem nunca nos contactou a reivindicar a devolução do imóvel.

Assim se faz justiça!

Dezenas de pessoas são assim privadas de dar continuidade aos seus projectos artísticos e à livre expressão das suas vontades e ideais.

Dezenas de pessoas que militantemente se dedicaram e investiram humana e materialmente durante tantos anos neste espaço para dotar culturalmente as populações da Zona Oriental de Lisboa, são assim despejadas.

Desde sempre que este foi um espaço de acolhimento para centenas de artistas, das mais variadas formas de expressão: do teatro, da música, da dança, das artes plásticas, do áudio visual, e da simples partilha de experiências de vida.

Assim está bem a justiça em Portugal!

E tudo está bem, quando acaba…!

Bem hajam os doutos fiéis da balança.

Você que acabou de ler este comunicado se acha que pode ou quer fazer alguma coisa … então comece por reencaminhar esta mensagem. Os nossos agradecimentos e apareça no Palco Oriental, para bebermos um café e soltarmos a língua.

O Presidente da Associação Cultural Palco Oriental
João Jorge Duarte Loureiro (Meirim)


Palco Oriental
Calçada do Duque de Lafões, 78
1950-102 Lisboa
Tel: + 210 191 957/ 91 944 38 01
palcooriental@clix.pt
http://poriental.planetaclix.pt/cenas.html

sábado, fevereiro 09, 2008

"Nueva escalada guerrera" contra zapatistas


El Grupo Paz con Democracia, integrado por representantes de la Iglesia católica encabezados por el obispo emérito de San Cristóbal de las Casas y el obispo de Saltillo, Samuel Ruiz García y Raúl Vera López, respectivamente; intelectuales, poetas, periodistas y defensores de los derechos humanos hicieron público este viernes un pronunciamiento en defensa de la autonomía zapatista y advirtieron de “una nueva forma de escalada guerrera” en Chiapas. Aseguran que la ejemplar autonomía zapatista está siendo desafiada, y con ella el conjunto del movimiento social y sus alternativas. A continuación transcribimos íntegro el pronunciamiento del Grupo Paz con Democracia.

Tambores de guerra contra las comunidades zapatistas se escuchan nuevamente. No es que alguna vez desde 1994 hayan dejado de sonar, particularmente desde aquel jueves 9 de febrero de 1995 que enmarcó la estrategia militar que hoy se expande a otros movimientos y regiones. Pero en estas últimas semanas se dejan oír mucho más fuerte de lo que se percibía meses atrás, mostrando los nuevos rostros de la contrainsurgencia en Chiapas.

Los paramilitares se mueven con impunidad hostigando a los indígenas rebeldes. La ‘justicia’ agraria entrega a grupos campesinos tierras que están ocupadas por los zapatistas desde 1994. Lo peor del Partido Revolucionario Institucional (PRI) y los grupos de poder local se han reagrupado bajo la cobertura de las siglas del Partido de la Revolución Democrática (PRD). El Ejército Mexicano se reposiciona en territorio rebelde. Nuevas carreteras aprietan aún más el cerco militar contra los indígenas insumisos y sus Juntas de Buen Gobierno.

En la nomenclatura que nombra la nueva geografía de la ignominia están rancherías, ejidos, comunidades y municipios como Bénavil, Huitiupán, Bolom Ajaw, Chilón, Agua Azul. En ellos, la agresión paramilitar contra bases de apoyo zapatistas es sistemática. Los episodios de rapiña, quema de casas, muertes, amenazas de muerte, desalojo de predios, se suceden unos a otros. Se trata de despojar a las comunidades rebeldes de sus tierras y territorios. Son los rayos que anuncian una nueva tormenta.

La Organización para la Defensa de los Derechos Indígenas y Campesinos AC (OPDDIC) es hoy lo que durante 1996 y 97 fueron organismos como Paz y Justicia o Los Chinchulines. Sus integrantes atacan al zapatismo desde su raíz, protegidos por el gobierno. De vez en vez, la administración estatal monta espectáculos en los que ex integrantes de este grupo paramilitar entregan un puñado de armas a las autoridades. Se trata de maniobras para ocultar el apoyo que realmente le brindan.

El gobierno perredista de Chiapas y su fracción en el Congreso estatal están integrados por algunos de los más rabiosos miembros de la oligarquía local. Personajes racistas y represores como Constantino Kanter y Roberto Albores Guillén gozan de gran influencia en la administración local. Esta recomposición en las alturas no es sino reflejo del reforzamiento de los más nefastos grupos de interés en ayuntamientos y regiones.

Lejos de disminuir, la presencia del Ejército Mexicano en la región de influencia zapatista se ha cualificado y reforzado. Nuevos campamentos y destacamentos han apretado el cerco, auxiliados por las nuevas carreteras que, en lugar de promover el progreso, han servido para que circulen carros blindados y tropas.

Los abajo firmantes, integrantes de Paz con Democracia, queremos unir nuestras voces a las de quienes, desde distintas trincheras, alertan sobre una nueva forma de escalada guerrera en Chiapas. La ejemplar autonomía zapatista está siendo desafiada, y con ella el conjunto del movimiento social y sus alternativas. Hoy, una vez más, es necesario que nos movilicemos en su apoyo.

Por el Grupo Paz con Democracia,
Samuel Ruiz García, Raúl Vera López, Pablo González Casanova, Víctor Flores Olea, Juan Bañuelos, Carlos Fazio, Dolores González, Miguel Álvarez, Magdalena Gómez, Pablo Romo, Ana Esther Ceceña, Higinio Muñoz, Gilberto López y Rivas, Alicia Castellanos, Juan Brom, Oscar González, Jorge Fernández Souza, Miguel Concha Malo, José Antonio Almazán González, Paulina Fernández C., Guillermo Almeyra, Héctor de la Cueva y Luis Hernández Navarro.

sábado, janeiro 05, 2008

Na Ordem do Dia


Se a Cimeira de Lisboa UE - África já é passado, os temas da sua agenda - e os que nela não figuravam explicitamente mas a condicionavam - continuam na Ordem do Dia. Os Acordos de Parceria Económica entre a União Europeia e os países ACP, de que aqui demos (algum) eco, são um deles.

Porque hoje continuamos a assistir a um difícil confronto no seio dos países de África, das Caraíbas e do Pacífico - e entre eles! - sobre o assinar ou não assinar os Acordos e das implicações que qualquer dessas atitudes terá para eles.

As abordagens sobre os APE, e as suas consequências, vindas dos países ACP - abordagens estas que, regra geral, passam ao lado dos meios divulgadores do discurso dominante - são um contributo essencial na construção de uma plataforma de acção comum por uma outra relação entre povos africanos e europeus.

O documento que a sociofonia.org aqui divulga é uma reflexão de dois jesuítas quenianos, publicada pela revista Brotéria.

Como é escrito na sua introdução: «Duma óptica africana, análise muito crítica das perspectivas, melhores e piores, que as negociações dos Acordos de Parceria Económica entre a UE e os países ACP podem abrir para o desenvolvimento social sustentado de África. Sugestão de alternativas e proposta concreta, detalhada em pontos fundamentais e específicos, do que seriam bons acordos de comércio, que, mais que a ajuda, contribuiriam para levantar África da pobreza.»

Aproveitem.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Por uma soberania alimentar e energética


Posição das organizações, movimentos e pastorais sociais sobre a agroenergia no Brasil


Plenária da Conferência sobre Agroenergia


Não há dúvida de que o planeta Terra está gravemente enfermo devido à ação destruidora do Capital, o grande responsável pela devastação ambiental, o aquecimento global e mudanças climáticas, além da privatização de todas as formas de vida. Estamos diante de uma encruzilhada: ou mudamos o paradigma de civilização atual ou a humanidade e a vida no planeta será destruída.

A nossa luta é por uma nova civilização baseada em uma relação de harmonia entre a humanidade e a natureza. Uma civilização em que não prevaleça o consumismo e a lógica do lucro e do mercado, que devasta os recursos naturais, concentra a riqueza e poder nas mãos de poucos e gera pobreza e desigualdade social. Lutamos por uma sociedade baseada na justiça social e ambiental, na igualdade, na solidariedade entre os povos, assentada em valores éticos coerentes a sustentabilidade de todas as formas de vida.

Diante disso nos posicionamos:

  1. Defendemos que a terra, água, sol, ar, subsolo e a biodiversidade sejam conservados e utilizados de modo sustentável para prioritariamente produzir alimentos e proporcionar trabalho e qualidade de vida.

  2. Afirmamos o principio da soberania popular sobre o território e seu destino. A soberania alimentar e energética é o direito do povo a produzir e controlar os alimentos e a energia para atender suas necessidades.

  3. A produção de energia não pode, de modo algum, substituir ou colocar em risco a produção de alimentos. A agroenergia só deverá ser produzida de forma diversificada e complementar à produção de alimentos.

  4. A política de produção de agroenergia não pode continuar a ser determinada pela lógica de mercado, e pelos interesses das empresas petrolíferas, automobilísticas e do agronegócio. Combatemos o controle do capital estrangeiro sobre a economia, a terra, os recursos naturais e as fontes de energia do Brasil.

  5. A agroenergia deve ser produzida para garantir a soberania energética do povo e não, como é promovida atualmente pelo governo, para ser exportada com o objetivo de abastecer os países ricos do norte e gerar lucros para o agronegócio eas grandes empresas nacionais e transacionais.

  6. O atual modelo de produção de agrocombustíveis está pressionando a expansão das fronteiras agrícolas e ameaçando os biomas brasileiros, principalmente a Amazônia e o Cerrado. Exigimos o fim do desmatamento e da expulsão de agricultores em todos os ecossistemas brasileiros. Afirmamos a soberania de todos os povos e comunidades tradicionais sobre o território.

  7. A soberania alimentar e energética deve ser baseada na agroecologia e em uma economia que ao mesmo tempo expresse e integre nacionalmente, de maneira democrática, as economias local e regional com suas necessidades e características específicas.Combatemos o modelo insustentável e excludente do agronegócio, um dos principais causadores das mudanças climáticas devido à transformação do uso da terra, o desmatamento e a utilização massiva de agrotóxicos e transgênicos, além da mecanização e do transporte de mercadorias em escala planetária.

  8. Rechaçamos e combatemos qualquer tipo de monocultura e propomos que se limite do tamanho das propriedades rurais e o limite das áreas destinadas para a produção de agroenergia em cada estabelecimento, município e região.

  9. Reafirmamos a necessidade de uma reforma agrária popular, do reconhecimento dos territórios dos povos e comunidades tradicionais e de um processo de democratização de acesso a terra como via para garantir a soberania alimentar e a soberania energética. O atual modelo do agronegócio é um processo de contínua concentração da propriedade da terra.

  10. Lutamos por um modelo energético sustentável e diversificado. A agroenergia é apenas uma das alternativas ao lado de medidas de eficiência e outras fontes de energia renovável e sustentável.

  11. Defendemos um modelo energético popular e descentralizado, que expresse as necessidades sociais e as características e potencialidades locais e regionais. Propomos a produção e gestão na forma de pequenas unidades energéticas cooperativadas, comunitárias ou familiares sob controle dos camponeses, comunidades tradicionais e trabalhadores.

  12. O papel dos camponeses e da agricultura familiar deve ser definido pela sua soberania e autonomia. Portanto, somos contra o sistema de integração que atrela os agricultores a empresas de agroenergia, que apenas exploram sua mão de obra. Defendemos políticas públicas que garantam crédito, assistência técnica e condições para que os camponeses produzam agroenergia em pequenas unidades de produção.

  13. Lutamos por um novo sistema de transporte que integre suas diferentes formas (fluvial, ferroviário, rodoviário) e privilegie o transporte público e coletivo de qualidade, em vez do modelo insustentável e irracional dependente de petróleo e que privilegia o transporte individual.

  14. Exigimos que o Estado brasileiro estimule, normatize e controle uma política de soberania energética em nosso país. Para isso, são necessários instrumentos, políticas e instituições públicas com controle social que garantam o papel efetivo do Estado para gerir todo o processo de produção e comercialização de agroenergia no Brasil.


Assinamos a carta, nós, 500 participantes da 1ª Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia, representando os movimentos que compõem a Via Campesina, ambientalistas, sindicalistas e pastorais.

Aderem à proposta:

Leonardo Boff – Teólogo
Roberto Requião – Governador do Paraná
Adriano Beyanon – Professor da Universidade Nacional de Brasília
Pastor Werner Fuchs
Primeira Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia. Na defesa da soberania alimentar e energética.

Curitiba, Paraná, Brasil. 31 de outubro de 2007

sábado, outubro 06, 2007

Levanta-te contra a pobreza


17 de Outubro é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Em 2006, 23.5 milhões de pessoas em todo mundo levantaram-se contra a pobreza.
Um novo recorde do Guinness foi estabelecido.

Estes milhões de vozes recordaram aos líderes mundiais que a cada dia que passa 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema e o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior.

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), assumidos pelos governos nas Nações Unidas de reduzir para metade a pobreza extrema até 2015, estão em risco.

Organização

A AEFJN - Portugal aderiu à campanha: Levanta-te, faz ouvir a tua voz que é organizado internacionalmente pelo Global Call to Action Against Poverty (GCAP), representado em Portugal pela Pobreza Zero e pela Millennium Campaign, representada em Portugal pelo Objectivo 2015.

O desafio que fazemos é que na vossa comunidade, paróquia, colégio, centro social.... possam dinamizar uma acção Levanta-te, faz ouvir a tua voz entre as 21h de dia 16 e as 21h de dia 17 de Outubro.

Junto uma proposta de oração que podem adaptar como quiserem. O fundamental é que façam alguma coisa, usem algo branco (faixa, lacinho...), contabilizem as pessoas que aderiram e o comuniquem para este ano atingirmos o recorde de 50.000 pessoas em Portugal a levantaram-se contra a fome.

Vejam mais informações e façam o seu pré-registo em: http://www.pobrezazero.org/levantate

(Caso tenham dificuldade em registar-se e enviar o número de pessoas que aderiram, podem enviar-me a informação para mim até 20:00h do dia 17 de Outubro)

Independentemente da vossa aceitação ao nosso apelo, pedimos por favor que divulguem esta iniciativa de mobilização.

Um abraço amigo,

P. José Augusto, svd

AEFJN
http://portugal.aefjn.org

quinta-feira, agosto 16, 2007

Um email pelo desenvolvimento de África

Comunicado à Imprensa

A AEFJN (Rede África-Europa Fé e Justiça) deu um novo passo na campanha em favor de um verdadeiro desenvolvimento de África que poderá resultar dos acordos de parceria económica (APE) entre a UE e África.

Esta organização lançou já duas acções, dirigidas sobretudo a instituições, e que constaram de uma carta aberta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de uma carta aberta ao Primeiro-Ministro de Portugal. O texto das cartas está disponível no site da antena portuguesa da AEFJN (www.portugal.aefjn.org).

As duas acções foram apoiadas por cerca de uma centena de instituições portuguesas, da Igreja e da sociedade civil, que pedem o apoio das autoridades portuguesas para que os APE em discussão salvaguardem os interesses das populações africanas.

A antena portuguesa da AEFJN tem uma terceira acção, dirigida ao público em geral, que convida os portugueses a enviarem, individualmente e por email, a carta ao Primeiro-Ministro José Sócrates, pedindo o seu empenho pessoal para que as desvantagens dos APE para as populações africanas sejam superadas e sejam asseguradas condições de desenvolvimento sustentável para os africanos.

A carta está disponível na Internet (www.portugal.aefjn.org e www.epa2007.org ). A rede AEFJN conta com o apoio dos portugueses em geral e dos internautas em particular para o sucesso desta acção em favor do continente africano.

A Presidência da União Europeia oferece uma oportunidade única para uma viragem nas negociações dos APE e assegurar que os direitos de milhões de pessoas pobres e os seus ambientes em África, nas Caraíbas e no Pacífico (ACP) são colocados em primeiro lugar.

A Presidência Portuguesa da União Europeia, que decorre entre 1 de Julho e 31 de Dezembro, tem agendada a 2ª Cimeira Europa-África para os dias 7 e 8 de Dezembro com o fim de se acordar uma estratégia comum para, entre outros objectivos, integrar os países de África na economia mundial.

Há fortes pressões para que, durante a Presidência Portuguesa, se assinem os APE entre a UE e os ACP. É uma ocasião única para nos movimentarmos a favor da causa da justiça nas relações entre a Europa e a África.

A Rede África-Europa Fé e Justiça foi criada em 1988 por vários institutos religiosos e missionários. Hoje engloba 48 institutos que trabalham na África e na Europa e pretendem promover a justiça nas relações entre os dois continentes. Dispõe de um comité executivo e de um secretariado internacional com sede em Bruxelas, e de antenas nacionais em 11 países europeus.

Na sua acção de informação e advocacia, a AEFJN inspira-se na doutrina social da Igreja católica e tem como objectivo reunir e disseminar, entre as forças sociais e políticas europeias e africanas, informação sobre os dossiers mais relevantes das relações bilaterais entre a África e a Europa. Por isso, tem-se ocupado das questões relativas ao comércio, à alimentação e à saúde, ao controle do comércio das armas e dos recursos económicos na África.

A Antena portuguesa AEFJN apoia a campanha a "Por Darfur, semear a esperança" (http://www.pordarfur.org/). Sendo uma rede a favor da justiça e da luta contra a pobreza, apoia igualmente a petição à Assembleia da República da Comissão Nacional de Justiça e Paz (http://cnjp.ecclesia.pt/).