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terça-feira, dezembro 09, 2008

Debate: a crise como oportunidade de viragem



No próximo dia 15 de Dezembro um grupo de cidadãs e de cidadãos vai promover no hotel Zurique, em Lisboa, pelas 21,00h, um debate subordinado ao tema «Crise: uma oportunidade de viragem – para onde queremos ir?».

Trata-se de uma questão que tem vindo a ganhar centralidade nas diversas abordagens que têm vindo a ser feitas à actual crise, que muitos estimam que não é só financeira e económica, mas também política, ética e intelectual.

Muitos estudiosos e analistas limitam a sua dimensão à área financeira, acreditando que restabelecendo regras e mecanismos de controlo se regressará ao status quo ante. Mas outros, porém, alertam para que a mesma é mais profunda, é a expressão do esgotamento do modo de produção em que temos vivido nos últimos 500 anos.

Independentemente das leituras que se façam a ultrapassagem da situação actual será o resultado daquilo que formos capazes de propor e realizar. A crise poderá ser uma oportunidade de viragem para a construção de uma sociedade mais justa, mais democrática e mais igualitária. Mas essa oportunidade não nos será oferecida. Há que procurá-la. Há que conquistá-la. Daqui a interrogação de para onde se quer ir.

E para sabermos para onde querem ir os promotores desta iniciativa, quais os seus objectivos e motivações, fomos falar com André Freire e Ulisses Garrido.

segunda-feira, julho 21, 2008

Brasil: entrevista com Pierlângela da Cunha


Em 15 de Abril de 2005 o Presidente do Brasil, Luís Inácio da Silva, homologou a Terra Indígena Raposa/ Serra do Sol.

Para as várias comunidades índias que viviam naquela território do Estado do Roraima, junto à fronteira com a Venezuela, foi o culminar de um difícil e conflituoso processo iniciado em 1970.

Em 1992 a sua situação piorou com a chegada de fazendeiros brancos – seis, para sermos precisos - que ocuparam terras indígenas, dedicando-se ao cultivo da soja e do arroz - daqui o serem chamados de “arrozeiros”.

A homologação presidencial, porém, não representou o fim do combate. Os “arrozeiros” - através do governo estadual do Roraima, que dominam - recorreram para o Supremo Tribunal Federal, o órgão judicial máximo do Brasil, que suspendeu a retirada dos fazendeiros.

Se o Supremo Tribunal se pronunciar a favor dos arrozeiros, abre-se um precedente gravíssimo que porá em causa homologações de outras áreas indígenas já demarcadas e protegidas, não só da Amazónia mas também de todo o Brasil. Espera-se que o Supremo tome uma decisão em Agosto próximo.

Visando criar um movimento de opinião internacional, uma delegação das comunidades indígenas, constituída por Pierlângela Nascimento da Cunha e Jacir José de Souza, deslocou-se à Europa, tendo percorrido vários países e sido recebida pelo Papa.

Falámos com Pierlângela da Cunha, uma oportunidade para conhecer melhor esta luta. Pode ouvir a entrevista aqui.

sexta-feira, junho 13, 2008

Brasil: entrevista com Rafael C. Souza da Cealnor


Será possível encontrar hoje entre os produtores, focos de resistência, quer ao livre comércio, quer ao domínio da indústria agro-alimentar?

Rafael Cezimbra Souza representa a Cealnor, uma associação de produtores frutícolas do Estado da Bahia, no Brasil.

Nesta entrevista procuramos obter uma ideia real e actual sobre as dificuldades que os produtores enfrentam.

terça-feira, março 04, 2008

Sara Ocidental: uma libertação que tarda


Ao fim de 40 anos de luta pela libertação do colonialismo – primeiro do espanhol, agora do marroquino – o povo da Sara Ocidental encontra-se empenhado num difícil processo negocial com Rabat, intermediado pelas Nações Unidas.

Entre 11 e 13 de Março está prevista a realização da 4ª ronda negocial entre as partes.

E que papel pode Portugal desempenhar neste conflito? Na última sessão da AG da ONU que debateu o tema, o governo de Lisboa absteve-se. Apesar de Timor-Leste. Apesar do que batalhou – e ganhou – na defesa do direito à autodeterminação da sua antiga colónia ocupada pela Indonésia.

Os euro-deputados Ana Gomes e Miguel Portas dizem-nos aqui da sua leitura da política externa portuguesa nesta questão.

Poderá ouvir também no Vidas Alternativas, edição nº 113 a entrevista com o representante da Frente Polisário em Portugal.