A entrevista com que abrimos é com um economista inglês, Ian Burrell, que vive agora em Espanha a dirigir um hotel de charme em Xativa, Valência, Casa AldoMar, mas já foi funcionário da ONU em Portugal. Pedimos -lhe que fizesse uma comparação entre a situação espanhola e a portuguesa. Aqui ficam as suas impressões.
Depois fomos falar com o sociólogo António Dores da ACED para nos falar de novo da crise do sistema prisional português e da superlotação das prisões que é um retrato em grande da crise que atravessa o país.
Daqui subimos ao Norte para falar com o fundador da nova Rede Social Positivo Pt, dirigida à CPLP, Luís Gomes. Está a ser um sucesso e ele tenta explicar porquê.
Descemos depois para o profundo Alentejo. Fomos acompanhando uma equipa de TV servo croata entrevistar as duas lésbicas mais mediáticas de Portugal. Teresa e Helena. Felizes, e muito modestamente, vivem numa aldeia das cercanias de Avis. Contam-nos pelo que passaram e como foram perseguidas durante estes 4 anos pela associação Ilga - Portugal.
A Opus Gay que o diga também, pois desde a sua fundação em 1998-99 que é objecto de um cerco feroz para que desapareça e assim triunfe o "discurso único" que pretendem impor à sociedade portuguesa, seja ele qual for, para seu beneficio exclusivo.
Estivemos entretanto no Porto, no Love Pride de a "Casa", um sucesso!, uma nova associação a merecer referência pela sua nova postura. Claro que se ponha "a pau", porque vai ser vítima de ataques do stablishment glbt.
Terminamos com uma entrevista a Armando Martins, webmaster do VA e do sítio da Opus Gay há mais de ano e meio, que nos diz como faz os dois sites e do que pretende fazer no futuro.
Aguardamos as vossas criticas e comentários.
António Serzedelo - editor
Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
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segunda-feira, julho 05, 2010
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Vidas Alternativas nº 202
Recomeça o VA deste ano que se inaugura ao fim de uma semana muito quente por causa da questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Depois de aprovada no Parlamento, a lei segue agora para o Presidente da República para assinatura mas, entretanto, notou-se uma total indiferença no público em geral e até junto de grande parte da comunidade gay depois da sua aprovação.
Em todo o caso não é demais dizer que se deu um grande avanço civilizacional, cultural e social com esta lei.
E é sintomático referir que a 1ª lei republicana aprovada no Parlamento este ano, do centenário das comemorações da implantação da República que agora se comemoram, seja justamente uma lei dos casamentos civis que alarga a sua abrangência a toda a sociedade.
Estão de parabéns todos os portugueses e neste momento Portugal é para os países lusófonos ou da CPLP um farol de esperança no campo dos Direitos Humanos. Por toda a Europa, e no Mundo, o que aqui aconteceu foi noticiado como um passo em frente na luta global pela Igualdade.
Estão também de parabéns todas as ONG, grupos, blogues, associações em geral, lgbt em especial, que tanto trabalharam para isto - apesar de tão divididas - e de igual modo estão de parabéns o Bloco de Esquerda, que corajosamente levantou esta bandeira dita fracturante entre nós, os Verdes que sempre apoiaram esta causa, o PCP que acabou por a assimilar e, enfim, o Partido Socialista que, graças ao voluntarismo do Primeiro Ministro José Sócrates, lhe deu credibilidade para poder deixar de ser fracturante.
Infelizmente nem todos perceberam isso, inclusivé muitos republicanos e laicos, pelo que constatamos que há ainda uma longa luta a travar depois desta mudança crucial.
Os fantasmas e as realidades homofóbicas que saíram à luz, por todo o país, mostram as dificuldades que muitos portugueses têm em lidar com a Diversidade, quer como valor ético quer como valor social, republicano, democrático, cultural e até gerador de riqueza económica.
O Governo, os Poderes Locais têm de se voltar para este aspecto redutor da nossa cultura para implementar a aceitação da Diversidade, não tanto como vector de tolerância mas como valor Democrático, de Cidadania e de Igualdade.
Passemos agora ao Vidas Alternativas.
Começa com a enfermeira Ana Campos Reis, da Santa Casa da Misericórdia, que nos alerta para a problemática do HIV sempre presente, e crescente, em Portugal.
Depois é a vez de falarmos com o militante de base da causa palestiniana, Raul Mesquita, que nos fala dos problemas quotidianos que os palestinianos enfrentam nos territórios ocupados.
Seguimos a conversar com Júlia (Coutinho) a propósito do seu blogue as Causas da Júlia e escolhemos duas, entre tantas: o mau trato dos animais e a recuperação da memória daqueles que anonimamente lutaram durante o fascismo pela implantaçao da Liberdade que agora usufruimos.
Fechamos o progrma com Renato Epifânio, da revista Nova Águia (agora no 6º número), uma revista cultural para o século XXI, defensora do projecto da lusofonia, uma ideia integrativa e cultural a abraçar por todos os falantes da língua portuguesa.
Esperemos que gostem deste Vidas Alternativas e a todos desejamos um bom ano 2010.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Depois de aprovada no Parlamento, a lei segue agora para o Presidente da República para assinatura mas, entretanto, notou-se uma total indiferença no público em geral e até junto de grande parte da comunidade gay depois da sua aprovação.
Em todo o caso não é demais dizer que se deu um grande avanço civilizacional, cultural e social com esta lei.
E é sintomático referir que a 1ª lei republicana aprovada no Parlamento este ano, do centenário das comemorações da implantação da República que agora se comemoram, seja justamente uma lei dos casamentos civis que alarga a sua abrangência a toda a sociedade.
Estão de parabéns todos os portugueses e neste momento Portugal é para os países lusófonos ou da CPLP um farol de esperança no campo dos Direitos Humanos. Por toda a Europa, e no Mundo, o que aqui aconteceu foi noticiado como um passo em frente na luta global pela Igualdade.
Estão também de parabéns todas as ONG, grupos, blogues, associações em geral, lgbt em especial, que tanto trabalharam para isto - apesar de tão divididas - e de igual modo estão de parabéns o Bloco de Esquerda, que corajosamente levantou esta bandeira dita fracturante entre nós, os Verdes que sempre apoiaram esta causa, o PCP que acabou por a assimilar e, enfim, o Partido Socialista que, graças ao voluntarismo do Primeiro Ministro José Sócrates, lhe deu credibilidade para poder deixar de ser fracturante.
Infelizmente nem todos perceberam isso, inclusivé muitos republicanos e laicos, pelo que constatamos que há ainda uma longa luta a travar depois desta mudança crucial.
Os fantasmas e as realidades homofóbicas que saíram à luz, por todo o país, mostram as dificuldades que muitos portugueses têm em lidar com a Diversidade, quer como valor ético quer como valor social, republicano, democrático, cultural e até gerador de riqueza económica.
O Governo, os Poderes Locais têm de se voltar para este aspecto redutor da nossa cultura para implementar a aceitação da Diversidade, não tanto como vector de tolerância mas como valor Democrático, de Cidadania e de Igualdade.
Passemos agora ao Vidas Alternativas.
Começa com a enfermeira Ana Campos Reis, da Santa Casa da Misericórdia, que nos alerta para a problemática do HIV sempre presente, e crescente, em Portugal.
Depois é a vez de falarmos com o militante de base da causa palestiniana, Raul Mesquita, que nos fala dos problemas quotidianos que os palestinianos enfrentam nos territórios ocupados.
Seguimos a conversar com Júlia (Coutinho) a propósito do seu blogue as Causas da Júlia e escolhemos duas, entre tantas: o mau trato dos animais e a recuperação da memória daqueles que anonimamente lutaram durante o fascismo pela implantaçao da Liberdade que agora usufruimos.
Fechamos o progrma com Renato Epifânio, da revista Nova Águia (agora no 6º número), uma revista cultural para o século XXI, defensora do projecto da lusofonia, uma ideia integrativa e cultural a abraçar por todos os falantes da língua portuguesa.
Esperemos que gostem deste Vidas Alternativas e a todos desejamos um bom ano 2010.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
domingo, dezembro 20, 2009
Vidas Alternativas Nº 201
O VA 201 abre com um tema ecológico da responsabilidade do Dr. António Elói, a propósito de um livro que agora publica sobre ecossistemas em risco. Segue-se uma entrevista conduzida pelo Prof. António Dores, sociólogo, que dialoga com o Dr Luis de Sousa investigador do ISCTE, sobre o tema da corrupção.
Passamos para um casamento realizado há dias, na Embaixada da Suécia, entre um cidadão sueco, Jimmy Leon e Christian Pulgar, venezuelano, que tivemos a honra de assistir, a convite dos nubentes e da Embaixada.
Depois, falamos com o director do jornal de Setúbal,O Sul, Luis Teixeira, sobre o que vai ser o novo jornal.
Esta é a última edição do VA deste ano e desta década.
O VA começou em 1999 na rádio Voxx, em Lisboa, passou para a rádio Seixal e hoje está sediado no seu próprio portal, e tem uma rede de rádios locais que o reproduzem ao longo da semana, esperando sempre vir a ser reproduzido por mais. É um programa comunitário dedicado a todos aqueles que nao têm voz.
Os votos de Boas Festas aos nossos ouvintes, com os parabéns dirigidos a todos os heteros e gays/lésbicas que se envolveram e, de algum modo lutaram pela aprovação da lei dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo!
Bem Hajam!
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
PS - recomeçamos em 9 de Janeiro 2010.
Passamos para um casamento realizado há dias, na Embaixada da Suécia, entre um cidadão sueco, Jimmy Leon e Christian Pulgar, venezuelano, que tivemos a honra de assistir, a convite dos nubentes e da Embaixada.
Depois, falamos com o director do jornal de Setúbal,O Sul, Luis Teixeira, sobre o que vai ser o novo jornal.
Esta é a última edição do VA deste ano e desta década.
O VA começou em 1999 na rádio Voxx, em Lisboa, passou para a rádio Seixal e hoje está sediado no seu próprio portal, e tem uma rede de rádios locais que o reproduzem ao longo da semana, esperando sempre vir a ser reproduzido por mais. É um programa comunitário dedicado a todos aqueles que nao têm voz.
Os votos de Boas Festas aos nossos ouvintes, com os parabéns dirigidos a todos os heteros e gays/lésbicas que se envolveram e, de algum modo lutaram pela aprovação da lei dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo!
Bem Hajam!
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
PS - recomeçamos em 9 de Janeiro 2010.
terça-feira, dezembro 15, 2009
Vidas Alternativas nº 200
Começamos por referir uma aposta de alto risco que a cooperativa Prima Folia de Setúbal e o portal - e programa - Vidas Alternativas assumiram ao criar, naquela cidade, um novo jornal, O Sul, sob o lema O Sul quando nasce é para todos como diz o seu jovem director Luís Humberto Teixeira no editorial de abertura.
O nome foi repescado de um semanário republicano, dos tempos monárquicos, criado em 1901 na cidade .
Querendo contribuir para a renovação do debate público e da cidadania O Sul será um espaço de partilha, aberto à comunicação de todos os que tenham algo a comunicar.
A equipa tem como director o licenciado em ciências políticas, Luis Humberto Teixeira, José Luis Neto, arqueólogo, e Antonio Serzedelo como sub-directores e Fernando Dacosta como consultor.
Aproveitamos este espaço para aqui deixar um convite para que nos consultem, comentem e até colaborem, entrando em www.jornalsul.com.
Passo ao VA nº 200.
Começa com o problema da iliteracia, um flagelo que atravessa o nosso país com graves repercussões económicas, depois de o termos alfabetizado quase na totalidade depois do 25 de Abril.
Para falar sobre o assunto chamámos Luís Mateus, um militante da causa republicana e também um defensor do ensino público.
Passamos depois a ouvir a pianista Vera Prokic, professora no Conservatório Nacional, concertista e agora criadora de um estúdio de piano Viana da Mota, onde dos 5 aos 18 anos se pode aprender piano, violino, violoncelo, contrabaixo e canto.
Mas a Vera não esqueceu os mais velhos. Por isso, os adultos também lá podem seguir aulas para cumprir sonhos que ficaram por realizar.
A seguir vamos para Viana do Castelo onde numa escola secundário, a Pintor José de Brito, em Santa Marta de Portuzelo, encontramos uma turma do 12º ano notável, dirigida por uma professora não menos notável, Manuela Lopes, onde fomos convidados para os ouvir falar, sem complexos, de sexualidades e direito à igualdade.
Clovis Levy, brasileiro, apaixonado por Portugal, professor, encenador, escritor de telenovelas a trabalhar no Teatrão em Coimbra, resolveu escrever uma novela para oferecer à neta, ainda na meninice, sobre a Liberdade, abordando a temática das dificuldades por que passam muitos jovens adolescentes para aceitarem a sua bissexaulidade.
O livro chama-se O Beco do Pânico, da editora Calendário, e aconselhamos a sua leitura a todos, heteros e homos, e particularmente aos jovens e educadores.
António Serzedelo, editor, anser2@gmail.com
PS - o VA interrompe a sua actividade de 20 de Dezembro a 6 de Janeiro 2010.
Boas Festas para todos.
O nome foi repescado de um semanário republicano, dos tempos monárquicos, criado em 1901 na cidade .
Querendo contribuir para a renovação do debate público e da cidadania O Sul será um espaço de partilha, aberto à comunicação de todos os que tenham algo a comunicar.
A equipa tem como director o licenciado em ciências políticas, Luis Humberto Teixeira, José Luis Neto, arqueólogo, e Antonio Serzedelo como sub-directores e Fernando Dacosta como consultor.
Aproveitamos este espaço para aqui deixar um convite para que nos consultem, comentem e até colaborem, entrando em www.jornalsul.com.
Passo ao VA nº 200.
Começa com o problema da iliteracia, um flagelo que atravessa o nosso país com graves repercussões económicas, depois de o termos alfabetizado quase na totalidade depois do 25 de Abril.
Para falar sobre o assunto chamámos Luís Mateus, um militante da causa republicana e também um defensor do ensino público.
Passamos depois a ouvir a pianista Vera Prokic, professora no Conservatório Nacional, concertista e agora criadora de um estúdio de piano Viana da Mota, onde dos 5 aos 18 anos se pode aprender piano, violino, violoncelo, contrabaixo e canto.
Mas a Vera não esqueceu os mais velhos. Por isso, os adultos também lá podem seguir aulas para cumprir sonhos que ficaram por realizar.
A seguir vamos para Viana do Castelo onde numa escola secundário, a Pintor José de Brito, em Santa Marta de Portuzelo, encontramos uma turma do 12º ano notável, dirigida por uma professora não menos notável, Manuela Lopes, onde fomos convidados para os ouvir falar, sem complexos, de sexualidades e direito à igualdade.
Clovis Levy, brasileiro, apaixonado por Portugal, professor, encenador, escritor de telenovelas a trabalhar no Teatrão em Coimbra, resolveu escrever uma novela para oferecer à neta, ainda na meninice, sobre a Liberdade, abordando a temática das dificuldades por que passam muitos jovens adolescentes para aceitarem a sua bissexaulidade.
O livro chama-se O Beco do Pânico, da editora Calendário, e aconselhamos a sua leitura a todos, heteros e homos, e particularmente aos jovens e educadores.
António Serzedelo, editor, anser2@gmail.com
PS - o VA interrompe a sua actividade de 20 de Dezembro a 6 de Janeiro 2010.
Boas Festas para todos.
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domingo, dezembro 06, 2009
VIDAS ALTERNATIVAS 199
Nesta semana que passou o Parlamento entrou em roda livre e pareceu-nos que assistimos a lutas tribais. Paulo Portas do CDS, portando-se mal, parecia um adolescente mimado; o BE, que tem o trabalho de casa feito, não se liberta da sua demagogia inútil; Manuela Ferreira Leite vinga-se (frouxamente) por ter perdido as eleições e faz perder o partido. O PSD está em grave crise existencial e já não há genéricos que o salvem.
Sócrates, já sabe, tem a cabeça a prémio mas também não ficou muito bem na fotografia. Ele tem de dar um murro na mesa e dizer claramente que, com alguns dos irrealismos manifestados ultimamente, não vamos a lado nenhum. Isso é que é ter sentido de Estado.
Entremos então no VA com Luís Mateus, militante republicano, que faz uma abordagem sobre a questão dos minaretes "vitimas" de um referendo na Suiça, agora apelidado de islamofóbico tanto na Europa como na Suiça.
O escritor António Sá fala-nos da sua última obra, Reencontro, o último de uma trilogia editado pela Vega, e explica-nos como constrói as suas ficções literárias.
Roberto Sant´Ana, da Associação Cultural Baixada Santista da cidade de Santos, no Brasil, fala-nos do seu projecto cultural e da intenção que tem de vir a Portugal em Março em digressão com a sua trupe teatral para que conheçam o seu trabalho. Deixa-se já aqui um apelo para os diferentes grupos teatrais do país puderem vir a entrar em contacto com ele.
O VA entra de férias, de 20 Dezembro a 6 de Janeiro de 2010, por causa das festas natalicias.
Boas Festas a todos.
António Serzedelo - editor
Sócrates, já sabe, tem a cabeça a prémio mas também não ficou muito bem na fotografia. Ele tem de dar um murro na mesa e dizer claramente que, com alguns dos irrealismos manifestados ultimamente, não vamos a lado nenhum. Isso é que é ter sentido de Estado.
Entremos então no VA com Luís Mateus, militante republicano, que faz uma abordagem sobre a questão dos minaretes "vitimas" de um referendo na Suiça, agora apelidado de islamofóbico tanto na Europa como na Suiça.
O escritor António Sá fala-nos da sua última obra, Reencontro, o último de uma trilogia editado pela Vega, e explica-nos como constrói as suas ficções literárias.
Roberto Sant´Ana, da Associação Cultural Baixada Santista da cidade de Santos, no Brasil, fala-nos do seu projecto cultural e da intenção que tem de vir a Portugal em Março em digressão com a sua trupe teatral para que conheçam o seu trabalho. Deixa-se já aqui um apelo para os diferentes grupos teatrais do país puderem vir a entrar em contacto com ele.
O VA entra de férias, de 20 Dezembro a 6 de Janeiro de 2010, por causa das festas natalicias.
Boas Festas a todos.
António Serzedelo - editor
segunda-feira, novembro 16, 2009
Vidas alternativas 196
Entrevistas com Miguel Duarte do MLS, Luís Mateus republicano, laicista, Agostinho Almeida da Associação de Pais do Seixal e Rampova Cabaret, artista trans, perseguida e internada durante o regime franquista.
A semana girou à volta de dois temas à volta de dois temas: a reforma do sistema de avaliação dos professores, que parece agora encontrar novo alento com a nova ministra, e graças a uma iniciativa do PSD na AR que vai acabar com a distinção dos professores em dois escalões na carreira, embora mantendo a avaliação, mas noutros termos.
O outro tema foi o da "Face Oculta" e a trama Godinho, que envolve altas personalidades de empresas publicas do Estado, que parece ter passado para segundo lugar face à curiosidade exaustiva de saber o que Sócrates terá dito, ou não dito, mantido silêncio ou exclamado, nas conversas privadas, mas escutadas, que manteve com o seu amigo e correlegionário de partido Armando Vara, agora indiciado por práticas muito pouco correctas que o "Face Oculta" trouxe ao conhecimento da opinião pública.
Mas a discussão publica que se travou entre a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal sobre as alegadas cassetes com escutas e o tratamento a dar-lhes, por envolverem Sócrates, foi bastante vergonhosa para a credibilidade da justiça. O cidadão comum apercebe-se dela como um caos, a correr em roda livre, numa guerra surda ou já declarada entre juízes e governo, com jornalistas pelo meio e a opinião pública como pano de fundo que vai sendo intoxicada, ou manipulada, ao sabor dos interesses de uns e outros. O menos que podemos pedir é, vejam lá se se entendem!
Numa outra área a associação Ilga-Portugal anunciou os seus prémios anuais Arco Irís. Desta vez os galardoados foram Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento, e Miguel Vale de Almeida, fundador da Ilga-P e agora deputado na bancada do PS.
Quanto às entrevistas começam com Miguel Duarte, presidente do Movimento Liberal Social que nos refere quais os objectivos desta agremiação política para Portugal, aliás filiada no movimento liberal social europeu, das perspectivas que se abrem agora à nova Europa, depois de ultrapassadas as dificuldades do Tratado de Lisboa, com as assinaturas da Irlanda e da República Checa.
Luís Mateus, republicano e laicista, vai-nos explicar as diferenças entre os nossos sistemas de registo civil dos actos de cidadãos e os sistemas da Europa do Norte onde as igrejas luteranas são nacionais.
Agostinho Almeida, um responsável pela coordenadora de Associações de Pais do concelho do Seixal e membro da rede social do concelho, fala-nos da forma como se tem de travar o dialogo entre professores, pais e alunos na nova escola agora aberta à Comunidade.
Viramo-nos depois para a Espanha para entrevistar uma transsexual histórica de seu nome Rampova Cabaret, agora homenageada na cidade de Xativa (Valência ) galeria La Erreria, vitima logo aos 14 anos das leis repressivas franquistas denominadas de "perigosidade social". Presa várias vezes, solta outras tantas, violada nas prisões, hoje vive reformada e com uma pensão do Estado que foi recentemente concedida às vitimas dessa lei durante o período franquista.
Em Portugal também houve legislação idêntica durante o período Salazarista que durou até Marcelo Caetano, mas aqui ainda não se chegou ao momento de indemnizar as vitimas dessas perseguições.
António Serzedelo, editor
www.vidasalternativas.eu
anser2@gmail.com
A semana girou à volta de dois temas à volta de dois temas: a reforma do sistema de avaliação dos professores, que parece agora encontrar novo alento com a nova ministra, e graças a uma iniciativa do PSD na AR que vai acabar com a distinção dos professores em dois escalões na carreira, embora mantendo a avaliação, mas noutros termos.
O outro tema foi o da "Face Oculta" e a trama Godinho, que envolve altas personalidades de empresas publicas do Estado, que parece ter passado para segundo lugar face à curiosidade exaustiva de saber o que Sócrates terá dito, ou não dito, mantido silêncio ou exclamado, nas conversas privadas, mas escutadas, que manteve com o seu amigo e correlegionário de partido Armando Vara, agora indiciado por práticas muito pouco correctas que o "Face Oculta" trouxe ao conhecimento da opinião pública.
Mas a discussão publica que se travou entre a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal sobre as alegadas cassetes com escutas e o tratamento a dar-lhes, por envolverem Sócrates, foi bastante vergonhosa para a credibilidade da justiça. O cidadão comum apercebe-se dela como um caos, a correr em roda livre, numa guerra surda ou já declarada entre juízes e governo, com jornalistas pelo meio e a opinião pública como pano de fundo que vai sendo intoxicada, ou manipulada, ao sabor dos interesses de uns e outros. O menos que podemos pedir é, vejam lá se se entendem!
Numa outra área a associação Ilga-Portugal anunciou os seus prémios anuais Arco Irís. Desta vez os galardoados foram Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento, e Miguel Vale de Almeida, fundador da Ilga-P e agora deputado na bancada do PS.
Quanto às entrevistas começam com Miguel Duarte, presidente do Movimento Liberal Social que nos refere quais os objectivos desta agremiação política para Portugal, aliás filiada no movimento liberal social europeu, das perspectivas que se abrem agora à nova Europa, depois de ultrapassadas as dificuldades do Tratado de Lisboa, com as assinaturas da Irlanda e da República Checa.
Luís Mateus, republicano e laicista, vai-nos explicar as diferenças entre os nossos sistemas de registo civil dos actos de cidadãos e os sistemas da Europa do Norte onde as igrejas luteranas são nacionais.
Agostinho Almeida, um responsável pela coordenadora de Associações de Pais do concelho do Seixal e membro da rede social do concelho, fala-nos da forma como se tem de travar o dialogo entre professores, pais e alunos na nova escola agora aberta à Comunidade.
Viramo-nos depois para a Espanha para entrevistar uma transsexual histórica de seu nome Rampova Cabaret, agora homenageada na cidade de Xativa (Valência ) galeria La Erreria, vitima logo aos 14 anos das leis repressivas franquistas denominadas de "perigosidade social". Presa várias vezes, solta outras tantas, violada nas prisões, hoje vive reformada e com uma pensão do Estado que foi recentemente concedida às vitimas dessa lei durante o período franquista.
Em Portugal também houve legislação idêntica durante o período Salazarista que durou até Marcelo Caetano, mas aqui ainda não se chegou ao momento de indemnizar as vitimas dessas perseguições.
António Serzedelo, editor
www.vidasalternativas.eu
anser2@gmail.com
quinta-feira, novembro 12, 2009
Vidas Alternativas nº 194
A semana abriu sobre dois signos: o da assinatura do Tratado de Lisboa, bloqueado por Praga há já alguns meses mas o que acabou por ser positivo, e um outro de teor mais negativo que foi a descoberta da trama "Godinho" - operação Face Oculta da PJ que pode pôr em grave perigo a credibilidade das instiuições e por conseguinte do Governo.
Mas o programa abre com uma entrevista ao escritor Fernando Dacosta que analisa o fenómeno da corrupção numa perspectiva globalisante e depois se vira para as questões do nosso país.
Ulissses Garrido, alto responsável da CGTP, preferiu começar por abordar as questões e os desafios que se poem aos trabalhadores nesta conjuntura e só depois entra a referir o fenómeno da corrupção entre nós .
Ricardo Alves, presidente da associação Republica e Laicidade, preferiu abordar exclusivamente a questão que está agora em cima da mesa, dos crucifixos e símbolos religiosos nas escolas.
Fechamos com o luso-venezuelano Augusto Tavares, economista, que faz uma crítica cerrada ao regime do coronel Hugo Chavez, agora a braços com problemas cada vez maiores de segurança pública, de pessoas e bens.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Mas o programa abre com uma entrevista ao escritor Fernando Dacosta que analisa o fenómeno da corrupção numa perspectiva globalisante e depois se vira para as questões do nosso país.
Ulissses Garrido, alto responsável da CGTP, preferiu começar por abordar as questões e os desafios que se poem aos trabalhadores nesta conjuntura e só depois entra a referir o fenómeno da corrupção entre nós .
Ricardo Alves, presidente da associação Republica e Laicidade, preferiu abordar exclusivamente a questão que está agora em cima da mesa, dos crucifixos e símbolos religiosos nas escolas.
Fechamos com o luso-venezuelano Augusto Tavares, economista, que faz uma crítica cerrada ao regime do coronel Hugo Chavez, agora a braços com problemas cada vez maiores de segurança pública, de pessoas e bens.
António Serzedelo - editor
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domingo, outubro 25, 2009
Vidas Alternativas 193
Esta semana ficou marcada, quanto a nós, por três questões:
- o anúncio do agendamento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Parlamento,
- a formação do governo Sócrates 2,
- e o desnorte do PSD depois do desaire eleitoral das legislativas.
Comecemos pelo VA.
A Câmara Municipal do Seixal é modelar no tocante à organização da sua rede social. Neste momento está já a repensar o organigrama para o triénio que começa em 2010. Por isso entendemos ouvir o Prof. Orlando Garcia, sociólogo, que nos explica os critérios a que presidiu a re-organização desta rede para dar respostas aos 180 mil munícipes do concelho.
A seguir falamos com Olga Mariano, líder cigana, vivendo também no Seixal, que organiza mulheres da sua etnia para lhes dar capacidades para puderem lutar em pé de igualdade com todos pelo seu trabalho.
Depois é a voz de Miguel Cunha Duarte, que em nome da associação República e Laicidade nos explica porque é que a associação não quer Tony Blair à frente dos destinos da nova Europa quando entrar em vigor o tratado de Lisboa.
Encerramos as conversas com o engenheiro António Carlos, que é também escritor e nos explica como conseguiu singrar na vida até ser um caso de sucesso.
O VA continua a aberto a parcerias e a colaborações e agradecendo as críticas que lhe têm sido enviadas, continua à espera do vosso feed back.
António Serzedelo - editor
wwww.vidasalternativas.eu
- o anúncio do agendamento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Parlamento,
- a formação do governo Sócrates 2,
- e o desnorte do PSD depois do desaire eleitoral das legislativas.
Comecemos pelo VA.
A Câmara Municipal do Seixal é modelar no tocante à organização da sua rede social. Neste momento está já a repensar o organigrama para o triénio que começa em 2010. Por isso entendemos ouvir o Prof. Orlando Garcia, sociólogo, que nos explica os critérios a que presidiu a re-organização desta rede para dar respostas aos 180 mil munícipes do concelho.
A seguir falamos com Olga Mariano, líder cigana, vivendo também no Seixal, que organiza mulheres da sua etnia para lhes dar capacidades para puderem lutar em pé de igualdade com todos pelo seu trabalho.
Depois é a voz de Miguel Cunha Duarte, que em nome da associação República e Laicidade nos explica porque é que a associação não quer Tony Blair à frente dos destinos da nova Europa quando entrar em vigor o tratado de Lisboa.
Encerramos as conversas com o engenheiro António Carlos, que é também escritor e nos explica como conseguiu singrar na vida até ser um caso de sucesso.
O VA continua a aberto a parcerias e a colaborações e agradecendo as críticas que lhe têm sido enviadas, continua à espera do vosso feed back.
António Serzedelo - editor
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segunda-feira, outubro 19, 2009
Vidas alternativas 192
O programa começa com a participação da Sociofonia, um grupo de radialistas comunitários reunidos à volta de um portal com o mesmo nome da responsabilidade de António Pinto Pereira.
A seguir ouvimos o portuense Luís Seródio, que foi quem alertou as ONG´s para este caso do Mahmoud, muito complicado sobre vários aspectos, e que finalmente chegou a Portugal, legalmente, para ser tratado física e psiquicamente das suas múltiplas maleitas. Tratou-se de um acto humanitário, de Direitos Humanos, que envolveu três instituições, Amnistia Internacional - secção Portuguesa, associação americana de mulheres Pink Code cuja actividade se desenvolve na Palestina e, enfim, a Opus Gay.
Passamos a seguir a palavra ao militante republicano Luís Mateus para fazermos um exercício comparativo de duas maiorias absolutas em municípios socialistas, Lisboa e Braga.
Terminamos com António Pinho, coordenador editorial do semanário Privado que nos explica quais vão ser as manchetes do jornal a partir de quarta feira.
Esta semana foi aquela em que Sócrates procurou com os partidos pontes de diálogo ou até ver se era possível uma coligação. Percebeu-se que isso não seria possível, mas pela duração das conversas e pelo que chegou a público, parece poder haver pontes de diálogo com o CDS e até com o BE que depois do revés das autarquias percebeu que tem de ser mais dialogante.
Entretanto, o BE anunciou já avançar com a agenda dita "fracturante". E o tema dos casamentos homossexuais vai voltar outra vez à mesa pela mão dos bloquistas que assim forçam os socialistas a cumprirem esta promessa e, ao mesmo tempo, não perde perante a opinião pública a face, por aliás terem sido os primeiros a levantar a bandeira. Nota-se no discurso de José Manuel Pureza, o novo líder parlamentar do BE, um católico progressista, já uma diferença. Falou em diálogo com as forças em presença, o que é bom. De outro lado já se sabe que os Verdes vão apoiar. Falta agora saber como reagirá o PS, que tem neste momento vários pesos pesados, como Miguel Vale de Almeida, um ex-bloquista, Sérgio Sousa Pinto, o mentor da lei das uniões de facto para homossexuais no governo de Guterres, e uma deputada independente, a presidente da Comissão pela Igualdade onde tem feito um excelente trabalho.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
A seguir ouvimos o portuense Luís Seródio, que foi quem alertou as ONG´s para este caso do Mahmoud, muito complicado sobre vários aspectos, e que finalmente chegou a Portugal, legalmente, para ser tratado física e psiquicamente das suas múltiplas maleitas. Tratou-se de um acto humanitário, de Direitos Humanos, que envolveu três instituições, Amnistia Internacional - secção Portuguesa, associação americana de mulheres Pink Code cuja actividade se desenvolve na Palestina e, enfim, a Opus Gay.
Passamos a seguir a palavra ao militante republicano Luís Mateus para fazermos um exercício comparativo de duas maiorias absolutas em municípios socialistas, Lisboa e Braga.
Terminamos com António Pinho, coordenador editorial do semanário Privado que nos explica quais vão ser as manchetes do jornal a partir de quarta feira.
Esta semana foi aquela em que Sócrates procurou com os partidos pontes de diálogo ou até ver se era possível uma coligação. Percebeu-se que isso não seria possível, mas pela duração das conversas e pelo que chegou a público, parece poder haver pontes de diálogo com o CDS e até com o BE que depois do revés das autarquias percebeu que tem de ser mais dialogante.
Entretanto, o BE anunciou já avançar com a agenda dita "fracturante". E o tema dos casamentos homossexuais vai voltar outra vez à mesa pela mão dos bloquistas que assim forçam os socialistas a cumprirem esta promessa e, ao mesmo tempo, não perde perante a opinião pública a face, por aliás terem sido os primeiros a levantar a bandeira. Nota-se no discurso de José Manuel Pureza, o novo líder parlamentar do BE, um católico progressista, já uma diferença. Falou em diálogo com as forças em presença, o que é bom. De outro lado já se sabe que os Verdes vão apoiar. Falta agora saber como reagirá o PS, que tem neste momento vários pesos pesados, como Miguel Vale de Almeida, um ex-bloquista, Sérgio Sousa Pinto, o mentor da lei das uniões de facto para homossexuais no governo de Guterres, e uma deputada independente, a presidente da Comissão pela Igualdade onde tem feito um excelente trabalho.
António Serzedelo - editor
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segunda-feira, outubro 12, 2009
Vidas Alternativas 191
O VA desta semana dá-nos noticia de dois importantes sucessos:
1º e mais importante, a vitória com maioria absoluta de António Costa, candidato do PS para a presidência da CML. Ganhou ele e ganharam todos os lisboetas que agora vão perceber com Helena Roseta dos "Cidadãos Por Lisboa" e Sá Fernandes de "Lisboa é Muita Gente" o que é uma gestão a sério por quatro anos de uma cidade virada para os seus habitantes, uma gestão pensada e não atribiliária, sem shows nem ideias megalómanas.
Santana Lopes perdeu mas perdeu honradamente.
Perderam muito mais os que não quiseram fazer unidade à esquerda. Por exemplo, o BE que não meteu nenhum vereador, prémio que os cidadãos de Lisboa lhe deram pela sua teimosia anti-PS.
Vai ter de rever a sua estratégia porque, assim, não vai lá ... e é pena.
Quanto à coligação do PCP também perdeu um vereador e só meteu um, que tem reconhecido mérito.
A 2ª boa notícia é sobre a próxima chegada, na semana que agora corre, do jovem palestiniano, 23 anos, Mahmoud que foi ferido em Gaza-Palestina durante um bombardeamento, por os pais o terem posto na rua, para se verem livres dele, por ser homossexual.
Desde Maio que a Amnistia Internacional, a Opus Gay e a "Pink Code", nos EUA, quando fomos alertados por Luís Seródio, que se movimentaram para o trazer para Portugal para ser tratado.
Enfim, as autoridades consulares portuguesas, generosamente, concederam-lhe um visto, para vir tratar-se da cegueira e dos estilhaços que tem no corpo, devido a ter sido atingido por uma explosão durante o bombardeamento.
A solidariedade internacional valeu-lhe mais do que, infelizmente, a dos nossos compatriotas. Mas não podemos deixar de agradecer a todos que fizeram alguma doação, ainda que pequena, para ajudar a pagar a passagem aérea e as despesas de saúde. Não chegou mas foi muito útil.
E vamos às entrevistas.
Abrimos com António Dores, sociólogo e dirigente da ACED, que nos fala da saúde mental nas prisões portuguesas.
Passamos de seguida a escutar Paulo Raposo, emigrante luso canadiano, que nos fala de Montreal, para nos explicar como é que os emigrantes vêm as nossas eleições.
Vamos depois para algo mais lúdico. A "Maleta Vermelha" uma empresa internacional que dá apoio e ajuda às mulheres portuguesas para se libertarem de tabus sexuais e que agora já estende a sua actividade aos gays e lésbicas.
A Opus Gay fez com ela uma parceria .
Fechamos com o coordenador editorial do semanário Privado, António Pinho, que nos refere os temas mais quentes da próxima edição de quarta feira.
Continuamos abertos às vossas criticas que solicitamos e às vossas potenciais colaborações.
António Serzedelo - editor
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1º e mais importante, a vitória com maioria absoluta de António Costa, candidato do PS para a presidência da CML. Ganhou ele e ganharam todos os lisboetas que agora vão perceber com Helena Roseta dos "Cidadãos Por Lisboa" e Sá Fernandes de "Lisboa é Muita Gente" o que é uma gestão a sério por quatro anos de uma cidade virada para os seus habitantes, uma gestão pensada e não atribiliária, sem shows nem ideias megalómanas.
Santana Lopes perdeu mas perdeu honradamente.
Perderam muito mais os que não quiseram fazer unidade à esquerda. Por exemplo, o BE que não meteu nenhum vereador, prémio que os cidadãos de Lisboa lhe deram pela sua teimosia anti-PS.
Vai ter de rever a sua estratégia porque, assim, não vai lá ... e é pena.
Quanto à coligação do PCP também perdeu um vereador e só meteu um, que tem reconhecido mérito.
A 2ª boa notícia é sobre a próxima chegada, na semana que agora corre, do jovem palestiniano, 23 anos, Mahmoud que foi ferido em Gaza-Palestina durante um bombardeamento, por os pais o terem posto na rua, para se verem livres dele, por ser homossexual.
Desde Maio que a Amnistia Internacional, a Opus Gay e a "Pink Code", nos EUA, quando fomos alertados por Luís Seródio, que se movimentaram para o trazer para Portugal para ser tratado.
Enfim, as autoridades consulares portuguesas, generosamente, concederam-lhe um visto, para vir tratar-se da cegueira e dos estilhaços que tem no corpo, devido a ter sido atingido por uma explosão durante o bombardeamento.
A solidariedade internacional valeu-lhe mais do que, infelizmente, a dos nossos compatriotas. Mas não podemos deixar de agradecer a todos que fizeram alguma doação, ainda que pequena, para ajudar a pagar a passagem aérea e as despesas de saúde. Não chegou mas foi muito útil.
E vamos às entrevistas.
Abrimos com António Dores, sociólogo e dirigente da ACED, que nos fala da saúde mental nas prisões portuguesas.
Passamos de seguida a escutar Paulo Raposo, emigrante luso canadiano, que nos fala de Montreal, para nos explicar como é que os emigrantes vêm as nossas eleições.
Vamos depois para algo mais lúdico. A "Maleta Vermelha" uma empresa internacional que dá apoio e ajuda às mulheres portuguesas para se libertarem de tabus sexuais e que agora já estende a sua actividade aos gays e lésbicas.
A Opus Gay fez com ela uma parceria .
Fechamos com o coordenador editorial do semanário Privado, António Pinho, que nos refere os temas mais quentes da próxima edição de quarta feira.
Continuamos abertos às vossas criticas que solicitamos e às vossas potenciais colaborações.
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segunda-feira, outubro 05, 2009
Vidas Alternativas 190
O VA desta semana, o 190, é todo ele dedicado ao dia da República, comemorado a 5 de Outubro. Resolvemos então entrevistar uma serie de cidadãos relevantes nesta questâo que nos falam do significado do evento.
Primeiro Rui Vieira Nery, musicólogo, que nos explica como aparece A Portuguesa, que depois veio a ser o Hino Nacional republicano. M. Helena Carvalho dos Santos, prof.ª universitária, fala-nos do ideal republicano ao longo dos tempos, a começar na Grécia. Seguem-se dois sociólogos em grande parte coincidentes na sua análise de como o ideal republicano está a ser mal defendido nos nosso dias em Portugal. Luís Mateus, militante desta causa, refere o que deviam ser as comemoraçoes do centenário que se iniciam para o ano. A Drª M. Helena Corrêa, coordenadora dos Centros Escolares Republicanos, fala-nos da sua história, do ideal que sempre os norteou - a instrução pública - e como recuperá-los para o tempo presente.
Referimos ainda o impacto que teve na opinião publica o apelo dos cidadãos Compromisso à Esquerda (www.compromissoaesquerda.com) em que se pede aos partidos da esquerda um entendimento mínimo que não empurre o PS para os braços da direita, designadamente CDS, agora o 3º partido. Ver também neste portal e está aberto à subscrição de todos .
Uma palavra final para o encontro dos jovens Liberais Europeus em Lisboa. São um grupo de jovens políticos, não de esquerda, preocupados com formas de implementar a Cidadania e a Diversidade. No painel a que estive presente, como convidado, falou-se da forma como implementar a cidadania plena dos glbt, o que mostra que este problema é mais de Direitos Humanos do que de bandeiras exclusivamente partidárias. A não esquecer ….
Fica de novo o apelo aos nossos internautas para que intervenham com comentários, críticas ou trabalhos que façam e os enviem para este portal.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Primeiro Rui Vieira Nery, musicólogo, que nos explica como aparece A Portuguesa, que depois veio a ser o Hino Nacional republicano. M. Helena Carvalho dos Santos, prof.ª universitária, fala-nos do ideal republicano ao longo dos tempos, a começar na Grécia. Seguem-se dois sociólogos em grande parte coincidentes na sua análise de como o ideal republicano está a ser mal defendido nos nosso dias em Portugal. Luís Mateus, militante desta causa, refere o que deviam ser as comemoraçoes do centenário que se iniciam para o ano. A Drª M. Helena Corrêa, coordenadora dos Centros Escolares Republicanos, fala-nos da sua história, do ideal que sempre os norteou - a instrução pública - e como recuperá-los para o tempo presente.
Referimos ainda o impacto que teve na opinião publica o apelo dos cidadãos Compromisso à Esquerda (www.compromissoaesquerda.com) em que se pede aos partidos da esquerda um entendimento mínimo que não empurre o PS para os braços da direita, designadamente CDS, agora o 3º partido. Ver também neste portal e está aberto à subscrição de todos .
Uma palavra final para o encontro dos jovens Liberais Europeus em Lisboa. São um grupo de jovens políticos, não de esquerda, preocupados com formas de implementar a Cidadania e a Diversidade. No painel a que estive presente, como convidado, falou-se da forma como implementar a cidadania plena dos glbt, o que mostra que este problema é mais de Direitos Humanos do que de bandeiras exclusivamente partidárias. A não esquecer ….
Fica de novo o apelo aos nossos internautas para que intervenham com comentários, críticas ou trabalhos que façam e os enviem para este portal.
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terça-feira, setembro 22, 2009
Vidas Alternativas desta semana
Sinopse do programa desta semana:
O VA 188 desta semana começa por referir o caso do mistério do email saído de um alegado assessor da Presidência da República, pondo em causa o comportamento referido como pouco ético de S.Bento, enviado a um jornalista do jornal Público e caído, de repente, numa fuga de informação no conhecimento da opinião pública em plena campanha eleitoral.
Depois entramos propriamente nas conversas com os nossos convidados da semana. Sofia Ganhão cabeça de lista do BE na freguesia da Barcarena, nos arredores de Lisboa, para nos explicar como o sentido do voto naquela área mudou em pouco tempo. Segue-se António Pinho, coordenador editorial do semanário Privado, que explica a sua posição relativamente às criticas que o jornal tem sucessivamente feito ao PS.
Paulo Ferrero, um bloguista e um defensor da cidadania em Lisboa, criador, aliás, de um movimento de cidadãos por Lisboa, fala-nos da opacidade de certos comportamentos do poder e ao mesmo tempo da indiferença dos cidadãos de Lisboa, que só reagem tardiamente, reactivos, e quando os problemas lhes batem à porta, em vez de serem pró activos.
As entrevistas terminam com Armando Nascimento Rosa, dramaturgo, a propósito da sua peça "Nao és BecKett, nao és nada", em que abordamos o tema do teatro do absurdo e do teatro da crueldade, que perpassam esta encenação da sua peça, que está no teatro da Comuna, em Lisboa. E fica também um apelo para os nossos internautas nos comentarem mais e nos enviarem sugestões ou trabalhos, de forma a enriquecer o programa e o portal.
www.vidasalternativas.eu
Antonio Serzedelo
O VA 188 desta semana começa por referir o caso do mistério do email saído de um alegado assessor da Presidência da República, pondo em causa o comportamento referido como pouco ético de S.Bento, enviado a um jornalista do jornal Público e caído, de repente, numa fuga de informação no conhecimento da opinião pública em plena campanha eleitoral.
Depois entramos propriamente nas conversas com os nossos convidados da semana. Sofia Ganhão cabeça de lista do BE na freguesia da Barcarena, nos arredores de Lisboa, para nos explicar como o sentido do voto naquela área mudou em pouco tempo. Segue-se António Pinho, coordenador editorial do semanário Privado, que explica a sua posição relativamente às criticas que o jornal tem sucessivamente feito ao PS.
Paulo Ferrero, um bloguista e um defensor da cidadania em Lisboa, criador, aliás, de um movimento de cidadãos por Lisboa, fala-nos da opacidade de certos comportamentos do poder e ao mesmo tempo da indiferença dos cidadãos de Lisboa, que só reagem tardiamente, reactivos, e quando os problemas lhes batem à porta, em vez de serem pró activos.
As entrevistas terminam com Armando Nascimento Rosa, dramaturgo, a propósito da sua peça "Nao és BecKett, nao és nada", em que abordamos o tema do teatro do absurdo e do teatro da crueldade, que perpassam esta encenação da sua peça, que está no teatro da Comuna, em Lisboa. E fica também um apelo para os nossos internautas nos comentarem mais e nos enviarem sugestões ou trabalhos, de forma a enriquecer o programa e o portal.
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Antonio Serzedelo
segunda-feira, junho 01, 2009
Vidas alternativas: edição 172
Para começar, o VA172 apresenta-se a explicar o que é a Rede Social do Seixal, uma estrutura modelo da respectiva câmara, de suporte em rede à populaçao do concelho. Por isso falamos com dois dos seus responsaveis técnicos que nos explicam os objectivos.
Seguimos depois as conversas com a Drª Leonor Baeta, psicóloga que está a fazer um trabalho de entrevistas para a Comissão Europeia sobre as discriminações e a forma como são cumpridas as respectivas directivas nos diversos países da comunidade.
E por causa das discriminções, particularmente dos lgbt, na Escola Secundária de Oliveira de Azemeis, 5 alunas do 12º ano resolveram fazer um trabalho de projecto muito interessante. Depois, convidaram-nos, assim como ao Portugal Gay, uma psicóloga e um padre para o comentar. Daqui, resultou uma entrevista com o padre Artur de Matos, missionário, sobre a sua actividade em Angola e tambem a sua perpectiva sobre a homossexualidade no âmbito de uma pastoral mais aberta.
Por fim virámo-nos para um tema de maior espiritualidade. Referimo-nos ao Krya Yoga e para isso falámos com Bruno Sampaio que nos explica o verdadeiro sentido da práctica desta disciplina, o que é esta escola de yoga e como pode ser seguida em Portugal.
O último dia de Maio ficou marcado pela iniciativa de um interessante movimento da sociedade civil. Mais de 900 pessoas dos mais diversos quadrantes, maioriotariamente heteros, assinaram um manifesto do Movimento pela Igualdade pelo Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A apresentaçao deu-se no cinema S. Jorge, cuja sala estava quase cheia, e teve para começar, no palco, 5 oradores (como lsabel Moreira, constitucionalista), que apresentaram as sua razões para serem subscritores deste movimento social de luta pela democracia e pela igualdade em Portugal (ver www.igualdade.net).
Ana Zanati, conhecida sobretudo da nossa televisão, fez o seu "coming out" na interessante intervenção que proferiu. Daniel Sampaio, psicólogo, também apresentou as razões porque todos os cidadãos devem apoiar este movimento.
Fazemos, agora, um apelo às rádios locais do país para que se informem e abram discussões sobre este tema nas suas programações, pois é no interior do país que a questão precisa de ser mais aflorada e a luta contra a homofobia mais assumida por todas e todos .
Na véspera, Sábado, houve de novo uma grande manifestação de professores, em Lisboa, entre 55 a 70 mil manifestantes ,segundo diferentes contagens. Mais uma vez fica claro que há um enorme descontentamento na classe pela forma como o Governo tem conduzido o processo.
Lamentavelmente, os sindicatos têm feito mais política partidária, a favor dos partidos que representam, do que politica pelos professores e pelo ensino.
Contudo, isso não desligitima o movimento de protesto e reivindicativo da classe para se fazer ouvir e inverter os erros que a proposta de avaliaçao do ministério traz ao ensino e a injustiça dos bloqueamentos na progressão das carreiras.
É tempo de o PS escutar o desespero deste importante grupo social, até porque grande parte dos professores são uma base social de apoio e de voto neste partido que agora os pode perder, definitivamente, ao constarem que não são ouvidos nas seus legítimos anseios.
editor -antonio serzedelo
Seguimos depois as conversas com a Drª Leonor Baeta, psicóloga que está a fazer um trabalho de entrevistas para a Comissão Europeia sobre as discriminações e a forma como são cumpridas as respectivas directivas nos diversos países da comunidade.
E por causa das discriminções, particularmente dos lgbt, na Escola Secundária de Oliveira de Azemeis, 5 alunas do 12º ano resolveram fazer um trabalho de projecto muito interessante. Depois, convidaram-nos, assim como ao Portugal Gay, uma psicóloga e um padre para o comentar. Daqui, resultou uma entrevista com o padre Artur de Matos, missionário, sobre a sua actividade em Angola e tambem a sua perpectiva sobre a homossexualidade no âmbito de uma pastoral mais aberta.
Por fim virámo-nos para um tema de maior espiritualidade. Referimo-nos ao Krya Yoga e para isso falámos com Bruno Sampaio que nos explica o verdadeiro sentido da práctica desta disciplina, o que é esta escola de yoga e como pode ser seguida em Portugal.
O último dia de Maio ficou marcado pela iniciativa de um interessante movimento da sociedade civil. Mais de 900 pessoas dos mais diversos quadrantes, maioriotariamente heteros, assinaram um manifesto do Movimento pela Igualdade pelo Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A apresentaçao deu-se no cinema S. Jorge, cuja sala estava quase cheia, e teve para começar, no palco, 5 oradores (como lsabel Moreira, constitucionalista), que apresentaram as sua razões para serem subscritores deste movimento social de luta pela democracia e pela igualdade em Portugal (ver www.igualdade.net).
Ana Zanati, conhecida sobretudo da nossa televisão, fez o seu "coming out" na interessante intervenção que proferiu. Daniel Sampaio, psicólogo, também apresentou as razões porque todos os cidadãos devem apoiar este movimento.
Fazemos, agora, um apelo às rádios locais do país para que se informem e abram discussões sobre este tema nas suas programações, pois é no interior do país que a questão precisa de ser mais aflorada e a luta contra a homofobia mais assumida por todas e todos .
Na véspera, Sábado, houve de novo uma grande manifestação de professores, em Lisboa, entre 55 a 70 mil manifestantes ,segundo diferentes contagens. Mais uma vez fica claro que há um enorme descontentamento na classe pela forma como o Governo tem conduzido o processo.
Lamentavelmente, os sindicatos têm feito mais política partidária, a favor dos partidos que representam, do que politica pelos professores e pelo ensino.
Contudo, isso não desligitima o movimento de protesto e reivindicativo da classe para se fazer ouvir e inverter os erros que a proposta de avaliaçao do ministério traz ao ensino e a injustiça dos bloqueamentos na progressão das carreiras.
É tempo de o PS escutar o desespero deste importante grupo social, até porque grande parte dos professores são uma base social de apoio e de voto neste partido que agora os pode perder, definitivamente, ao constarem que não são ouvidos nas seus legítimos anseios.
editor -antonio serzedelo
quarta-feira, abril 15, 2009
VA 165: sinopse
O VA reaparece depois das férias da Páscoa.
Reabre com a grave questão da Palestina, ouvindo Sandra Benfica que em Fev/Março deste ano integrando uma delegaçao do CPPC, Conselho Português para a Paz e Cooperação, visitou os Territórios Ocupados.A Sandra conta-nos o que viu e sentiu e o sofrimento de todos os Palestinianos, mas, sobretudo, o das crianças e mulheres. Tudo o que fazemos pela Palestina é pouco! Eles precisam de nós, da nossa solidariedade, para denunciar perante o mundo ocidental a terrível ocupação de que são vitimas há mais de 50 anos.
Depois fomos falar com um economista luso-venezuelano, Augusto Léon, que aborda alguns dos problemas graves por que agora passa a situação na Venezuela e compara-os com o se passa em Portugal, referindo, inevitavelmente, a crise que atravessamos.
Já noutro registo quisemos ouvir um jovem homem gay, Ricardo Francisco, autor de um livro confessional "Terás coragem de me partilhar?" e que agora se propôs escrever com muitos outros, e outras, homos e heteros, uma antologia de histórias de vida, vistas pela positiva, sobre as múltiplas vivências, tão ricas, das lésbicas e gays. Certamente, teremos ouvintes interessados em partilhar com ele esta antologia.
Terminamos com um mini concerto de guitarra. Ouvimos tocar o músico Marco Alonso, de 27 anos, que veio ao VA fazer uma performance de Flamenco, numa nova perspectiva musical
Comentários da semana:
1 - O lançamento público do Apelo para a "Convergência de Esquerda", em Lisboa, uma iniciativa dos Reformadores, na segunda feira, dia 13, pelas 17.30 no Palácio Galveias. Tenta-se assim reunir, numa só plataforma, os candidatos à esquerda para a CML, coisa que, naturalmente, subscrevemos e parece de algum bom senso.
2 - Outra questão prende-se com o processo Freeport, cada vez mais enredado, sujeito a pressões de todos os lados, pondo já em jogo até a credibilidade o próprio Procurador Geral de República, que começou tão bem o seu mandato e agora parece patinar neste lodaçal de contradições.
Enfim, oiçam os nossos convidados e comentem-nos! Estamos atentos às vossas sugestões,que agradecemos.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Reabre com a grave questão da Palestina, ouvindo Sandra Benfica que em Fev/Março deste ano integrando uma delegaçao do CPPC, Conselho Português para a Paz e Cooperação, visitou os Territórios Ocupados.A Sandra conta-nos o que viu e sentiu e o sofrimento de todos os Palestinianos, mas, sobretudo, o das crianças e mulheres. Tudo o que fazemos pela Palestina é pouco! Eles precisam de nós, da nossa solidariedade, para denunciar perante o mundo ocidental a terrível ocupação de que são vitimas há mais de 50 anos.
Depois fomos falar com um economista luso-venezuelano, Augusto Léon, que aborda alguns dos problemas graves por que agora passa a situação na Venezuela e compara-os com o se passa em Portugal, referindo, inevitavelmente, a crise que atravessamos.
Já noutro registo quisemos ouvir um jovem homem gay, Ricardo Francisco, autor de um livro confessional "Terás coragem de me partilhar?" e que agora se propôs escrever com muitos outros, e outras, homos e heteros, uma antologia de histórias de vida, vistas pela positiva, sobre as múltiplas vivências, tão ricas, das lésbicas e gays. Certamente, teremos ouvintes interessados em partilhar com ele esta antologia.
Terminamos com um mini concerto de guitarra. Ouvimos tocar o músico Marco Alonso, de 27 anos, que veio ao VA fazer uma performance de Flamenco, numa nova perspectiva musical
Comentários da semana:
1 - O lançamento público do Apelo para a "Convergência de Esquerda", em Lisboa, uma iniciativa dos Reformadores, na segunda feira, dia 13, pelas 17.30 no Palácio Galveias. Tenta-se assim reunir, numa só plataforma, os candidatos à esquerda para a CML, coisa que, naturalmente, subscrevemos e parece de algum bom senso.
2 - Outra questão prende-se com o processo Freeport, cada vez mais enredado, sujeito a pressões de todos os lados, pondo já em jogo até a credibilidade o próprio Procurador Geral de República, que começou tão bem o seu mandato e agora parece patinar neste lodaçal de contradições.
Enfim, oiçam os nossos convidados e comentem-nos! Estamos atentos às vossas sugestões,que agradecemos.
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segunda-feira, março 30, 2009
Programação de Abril n'Academia Problemática e Obscura
dia 3, sexta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Os Futuristas, com Fernando DaCosta e Chullage.
dia 8, quarta – feira, 21.30h
Apresentação do Projecto Teatro Vivo – São Roque do Pico – Açores, com Susana Moura.
Inauguração da exposição In Principium erat Lux, de João Marques.
dia 17, sexta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Que caminhos após a crise?, com Luís Mateus e José Luís Félix.
dia 18, sábado, 21.30h
Apresentação do livro de Luís Humberto Teixeira Reciclemos o sistema eleitoral!.
dia 23, quinta – feira, 21.30h
Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Que caminhos para a arte da 4.ª República?, com Luís Paixão e Rita Alves.
dia 30, quinta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – O general sem medo e os generais do futuro, com Iva Delgado.
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Os Futuristas, com Fernando DaCosta e Chullage.
dia 8, quarta – feira, 21.30h
Apresentação do Projecto Teatro Vivo – São Roque do Pico – Açores, com Susana Moura.
Inauguração da exposição In Principium erat Lux, de João Marques.
dia 17, sexta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Que caminhos após a crise?, com Luís Mateus e José Luís Félix.
dia 18, sábado, 21.30h
Apresentação do livro de Luís Humberto Teixeira Reciclemos o sistema eleitoral!.
dia 23, quinta – feira, 21.30h
Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Que caminhos para a arte da 4.ª República?, com Luís Paixão e Rita Alves.
dia 30, quinta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – O general sem medo e os generais do futuro, com Iva Delgado.
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Rua Deputado Henrique Cardoso nº 30/34 2900 Setúbal
primafolia@gmail.com
(00351) 963883143
Conversas Alternativas sobre a Modernidade

Abril – Maio – Junho de 2009
Vai a Associação Vidas Alternativas, de novo, com a Prima Folia – Cooperativa Cultural, em Setúbal, levar a cabo uma nova série de colóquios sobre grandes questões da nossa actualidade moderna, que nunca é demais discutir, sobre diversos e diferentes prismas, em Portugal.
Devido à crise global a que estamos a assistir, em que Portugal também está envolvido, cremos oportuno pensar em termos de futuro, tendo em conta que muitas soluções protagonizadas já deram os seus frutos, aliás maus, em grande parte. É necessário lançar novas iniciativas, recolher novas ideias, juntar novas parcerias, criar novos entendimentos.
De há algum tempo para cá personalidades da nossa cultura têm posto em causa esta República, assistindo aos desmandos de que tem sido protagonista, Mas isso acontecia numa altura em que podíamos pensar só por nós e em nós mesmos. Agora sabemos mais, e sabemos que a questão pode ir muito além da criação de uma nova República, porque o problema é estrutural e põe em causa, velhos valores, apela à criação e legitimação de novos, de uma forma interligada.
Muitas pessoas válidas despendem energias para salvar o que já não tem salvação mas, na verdade, valia mais reencaminhar essas energias para fazer frutificar e crescer o novo que está aí, a explodir frente aos nossos olhos, e que teimam em não querer ver: Energia, imaginação, esperança, criatividade, solidariedade, igualdade e uma nova maneira de olhar o mundo, precisam-se!
É nesse sentido que apontam estas conversas que vamos levar a cabo!
Vidas Alternativas – Associação Cívica
Prima Folia – Cooperativa Cultural
Com o apoio da Associação República e Laicidade, Opus Gay, Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED) e Movimento Liberal Social
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Movimentos sociais,
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terça-feira, março 04, 2008
Sara Ocidental: uma libertação que tarda
Ao fim de 40 anos de luta pela libertação do colonialismo – primeiro do espanhol, agora do marroquino – o povo da Sara Ocidental encontra-se empenhado num difícil processo negocial com Rabat, intermediado pelas Nações Unidas.
Entre 11 e 13 de Março está prevista a realização da 4ª ronda negocial entre as partes.
E que papel pode Portugal desempenhar neste conflito? Na última sessão da AG da ONU que debateu o tema, o governo de Lisboa absteve-se. Apesar de Timor-Leste. Apesar do que batalhou – e ganhou – na defesa do direito à autodeterminação da sua antiga colónia ocupada pela Indonésia.
Os euro-deputados Ana Gomes e Miguel Portas dizem-nos aqui da sua leitura da política externa portuguesa nesta questão.
Poderá ouvir também no Vidas Alternativas, edição nº 113 a entrevista com o representante da Frente Polisário em Portugal.
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