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segunda-feira, março 16, 2009

Colóquio ATTAC - A crise do capitalismo e o Futuro


A CRISE DO CAPITALISMO E O FUTURO
ECONOMIA DE CASINO OU ECONOMIA SUSTENTÁVEL?


Colóquio com os economistas:
:: Carlos Gomes
:: João Rodrigues
:: José Castro Caldas
:: Ricardo Paes Mamede

21 de Março | Sábado | 15h
Auditório do Metropolitano de Alto dos Moinhos

(Estação de metro de Alto dos Moinhos, linha azul)


Actualmente, o mundo rico atravessa a crise económica mais grave desde a Grande Depressão, em 1929.

Agora, sob a pressão da crise, até mesmo a comunidade financeira mais ortodoxa reclama reformas. No entanto, estas propostas não vão suficientemente longe, uma vez que não tomam em consideração os problemas sistémicos por detrás desta crise.

O que é necessário, no interesse da grande maioria da população, são verdadeiras mudanças em direcção a um outro paradigma, em que a finança seja um instrumento ao serviço da justiça social, da estabilidade económica e do desenvolvimento sustentável. Não podemos aceitar que, nos próximos anos, se regresse ao
status quo.

Uma oportunidade histórica foi criada. Dependerá da pressão da opinião pública a sua transformação numa política radicalmente diferente.


Excerto da Declaração Conjunta das ATTAC* sobre a crise financeira e alternativas democráticas

*Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Flandres, França, Hungria, Itália, Marrocos, Noruega, Polónia, Portugal, Suécia e Suíça.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Debate: a crise como oportunidade de viragem



No próximo dia 15 de Dezembro um grupo de cidadãs e de cidadãos vai promover no hotel Zurique, em Lisboa, pelas 21,00h, um debate subordinado ao tema «Crise: uma oportunidade de viragem – para onde queremos ir?».

Trata-se de uma questão que tem vindo a ganhar centralidade nas diversas abordagens que têm vindo a ser feitas à actual crise, que muitos estimam que não é só financeira e económica, mas também política, ética e intelectual.

Muitos estudiosos e analistas limitam a sua dimensão à área financeira, acreditando que restabelecendo regras e mecanismos de controlo se regressará ao status quo ante. Mas outros, porém, alertam para que a mesma é mais profunda, é a expressão do esgotamento do modo de produção em que temos vivido nos últimos 500 anos.

Independentemente das leituras que se façam a ultrapassagem da situação actual será o resultado daquilo que formos capazes de propor e realizar. A crise poderá ser uma oportunidade de viragem para a construção de uma sociedade mais justa, mais democrática e mais igualitária. Mas essa oportunidade não nos será oferecida. Há que procurá-la. Há que conquistá-la. Daqui a interrogação de para onde se quer ir.

E para sabermos para onde querem ir os promotores desta iniciativa, quais os seus objectivos e motivações, fomos falar com André Freire e Ulisses Garrido.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

BPN - exemplo prático do que é o capitalismo

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802

Dito de outra forma, os bancos são uma espécie de gangrena que só a amputação resolve. Ou, como os ácaros que estão em toda a parte; Deus também mas, esse não chateia.

Os factos

No dia 2 de Novembro, na paróquia lusa, a crise financeira internacional passou para segundo plano, com nacionalização do BPN – Banco Português de Negócios, nome aliás muito adequado às práticas da instituição… negócios. Sobre esse facto, pretendemos anotar as seguintes questões:

  1. Como é inquestionável, o descalabro do BPN estava à vista há bastante tempo e evoluiu independentemente da crise dos mercados desencadeada pelo "subprime" americano. No contexto daquela crise o governo Sócrates propôs-se (14/10) entrar no capital dos bancos com dívidas e cavalgou a onda das intervenções dos Estados na banca para, de boleia, justificar a nacionalização do banco;

  2. Não acreditamos que seja por estupidez que o governo não nacionalizou todo o grupo SLN – Sociedade Lusa de Negócios, onde se inscrevia o BPN, passando a controlar todas as empresas (cerca de 200). Cortado o cordão umbilical com o BPN, o grupo SLN poderá desfazer-se, aumentando a parcela de mal-parado no BPN (já nacionalizado), seu principal credor, que ficará "a arder" e acrescentando mais 4500 desempregados à lista do Vieira da Silva. E dá margem a todas as manobras dos seus accionistas, para se servirem do que sobrar até fartar; no fim do festim estará a CGD para pagar o banquete e os estragos. Cautelarmente, a CGD já foi buscar os 85 quadros de Miró, para garantir o seu empréstimo de 200 M euros. Os accionistas do BPN porventura, sentir-se-ão confortados por a CGD ter colocado na administração do BPN, Norberto Rosa, ex-secretário de estado do Durão;

  3. A tese da salvaguarda do dinheiro dos depositantes para justificar a nacionalização é falsa, pois para situações de falta de liquidez existe o Fundo de Garantia. Antes da nacionalização já a CGD havia colocado no BPN 200 M euros para assegurar a liquidez, prejudicada pela fuga de grandes depositantes (empresas e empresas da área financeira, até então atraídas pelos altos juros pagos pelo BPN e que de 6 a 10 de Outubro levantaram 350 M euros). Entre os fiéis ao BPN encontra-se o impagável Cavaco, dito pelo próprio, sem que ninguém lhe perguntasse ou isso fosse relevante;

  4. Outro argumento governamental foi o perigo de uma crise sistémica. Isso desmente o Teixeira dos Santos quando, a propósito da crise internacional afirmou ser a banca portuguesa muito sólida; se assim é, então o 11º banco presente em Portugal, com 2% dos activos totais pode afectar um sistema tão sólido, com a sua derrocada?

  5. De facto, a solidez da finança lusa deixa muito a desejar por mais vários motivos:

    a. Passam a ser exigidos ratios de solvabilidade de 8 a 10% a todos os bancos quando o BdP até agora só vinha exigindo 4%! Mais astutos e para satisfazer as empresas de "rating", os banqueiros até tinham ratios de 6 a 7%, muito acima do exigido pelo distraído Constâncio. Para atingirem aqueles patamares de solvabilidade, a CGD, o BCP, o BES e o BPI vão ter de angariar 2300 M euros;

    b. O compreensivo Estado disponibiliza 4000 M euros aos bancos para a melhoria da solvabilidade, com um juro mínimo de 8% condicionado ao controlo das políticas de dividendos e de remunerações aos administradores, em troca de acções sem direito a voto. A ideia é acompanhar o reforço dos outros bancos, apoiados pelos respectivos Estados. Se os sólidos banqueiros portugueses não quiserem podem recorrer aos fundos soberanos (os árabes emprestam a 14%, sem condições). Em contrapartida, as pessoas normais que recorrem ao crédito só podem submeter-se às regras do mercado, do "euribor" e do "spread" dos agiotas nacionais e o Estado apenas os desajudou, anos atrás, acabando com as bonificações. Ser banqueiro tem, portanto, muitas vantagens… para quem disso se não tenha apercebido;

    c. Já em 12/10 o governo anunciou a possível concessão de garantias aos bancos no valor de 20000 M euros para que eles se pudessem refinanciar no exterior, como é habitual, uma vez que a poupança nacional desaparece nos bolsos dos bancos internacionais que financiam Portugal ou em contas abertas em "offshores", dos esforçados e patriotas empresários portugueses;

    d. Em todas estas medidas fica bem claro que o objectivo da intervenção do Estado é apoiar os banqueiros. Cremos que Sócrates e Teixeira dos Santos se esqueceram de incluir nas contrapartidas formas de apoio às pessoas, como por exemplo, taxas de juro mais baixas;

    e. O Banco Efisa, do grupo BPN, não é nacionalizado e é notória a sua fragilidade depois de separado do BPN pois, sendo banco de investimento, não tem balcões abertos por aí, a colher poupanças;

    f. O Banco Privado Português dedica-se ao negócio obscuro de "gestão de fortunas", não recebendo depósitos nem concedendo crédito, nada tendo, na realidade, de banco. A actividade do "banco" é canalizar para "off-shores" dinheiro dos seus 3000 clientes para aplicação em títulos de alto risco nas bolsas internacionais o que, está bem de ver, é um "investimento". Nessas contas "off-shores" o banco é minoritário e procede à gestão sendo os seus clientes, maioritários. Dadas as perdas de 400/500 M euros o banco canalizou para lá dinheiro descapitalizando-se e sem poder evitar grandes perdas aos seus estimados clientes.

    Com um capital de 150M de euros e dívidas de 1400M o banco estaria falido mas, o incansável Constâncio conseguiu que os grandes bancos da paróquia emprestassem 700 M de euros ao BPP para evitar que toda a banca portuguesa fique mal vista "lá fora", tendo de pagar juros mais altos. O que faz correr Constâncio não é a ingestão de "red-bull" mas, a pressão dos grandes clientes e accionistas do BPP, em pânico. Entre os seus accionistas contam-se Steffano Saviotti, Balsemão (o nº 1 do PSD), Diogo Vaz Guedes da Somague e do Compromisso Portugal, a FLAD, onde pontifica Rui Machete e ainda Joaquim Coimbra (PSD, da comissão política do Menezes) também accionista de relevo no grupo SLN/BNP, demonstrando-se assim que um certo mundo é pequeno;

    g. O BCP que saiu da ribalta obscurecido pelo caso BPN está em má situação e, só num ano, as suas acções desvalorizaram-se cerca de 70%, mostrando como são negativas as perspectivas do "mercado". Ao que parece os seus barões continuam sem sofrer grandes incómodos, para além do desgaste em descobrir como gastar as suas pornográficas reformas e indemnizações.

O funcionamento do "mercado"

O comprometimento de Constâncio com "determinado" funcionamento das instituições é normal, e é válido para quem assumir o seu cargo, quem quer que seja. Talvez por isso um governador do BdP é principescamente pago.

No sistema financeiro pululam vigaristas de alto coturno, cheios de dinheiro para comprar silêncios ou gritarias mediáticas; para pagar bem a advogados bem relacionados; para enformar a produção legislativa, mormente na área fiscal.

O campo de actuação do regulador BdP é a área mais sensível e poderosa do capital – o capital financeiro – que domina a economia global e o mandarinato aos mais elevados escalões. Por isso, é evidente a penetração do Estado por elementos aí destacados pelo sistema financeiro e a cooptação por este, de mandarins bons conhecedores das altas estruturas dos partidos do poder.

Os banqueiros sempre gostaram de ser discretos e detestam a publicidade dos seus negócios, particularmente das suas trafulhices. E quando querem publicidade chamam um, dos muitos servis plumitivos que empestam os media e que logo se sentem como que ungidos pelo Senhor (leia-se capital). Por isso, o BdP é sempre discreto e procura limitar a sua notoriedade aos comunicados e análises regulares sobre o estado da economia ou, melhor, sobre a economia que interessa divulgar pelo governo.

No caso de outros reguladores mais ou menos inúteis para a multidão (Anacom, Erse, Autoridade da Concorrência, etc), a sua actividade também se pretende discreta. Inversamente, a pândega ASAE até gosta da aparecer nos jornais, contente por ter apanhado um restaurante com uma casca de batata no chão da cozinha.

Por outro lado, sendo poucos, os banqueiros conhecem-se muito bem uns aos outros e às várias instituições pautando a sua actuação por uma acesa concorrência subordinada a um acordo basilar de salvaguarda do sistema que lhes permite enriquecer a todos.

Em lugar cimeiro do sistema financeiro português encontra-se Vítor Constâncio ao qual já por diversas vezes nos referimos, nunca por boas razões. Aliás, quando um mandarim toma uma medida acertada, que favorece a multidão, entendemos não bater palmas pois é para esse efeito que eles devem usar os seus cargos, não devendo, portanto merecer comentários; a não ser em casos muito especiais, que revelem particular mérito. Devemos antes, acentuar a nocividade da sua actuação que, infelizmente, é mais regra que excepção.

Manter ou não Constâncio é irrelevante. Reparem que a Ferreira Leite não pede a sua cabeça, até porque foram colegas durante muitos anos no ISEG e, em contrapartida Portas, que nada tem a perder, esganiça-se contra o sacerdote. Sócrates não quer assumir que o seu lugar-tenente Teixeira dos Santos também tem altas responsabilidades nos temas do momento. Demitir Constâncio (PS) e manter Teixeira dos Santos (PS) e Carlos Tavares da CMVM (PSD) seria injusto e cheiraria a assado de bode expiatório, fragilidade ou cobardia política.

Constâncio será um mau palhaço mas, o circo não é dele; foi elevado ao sumo-sacerdócio mas, não é o profeta que criou a religião da alta finança. E, como o circo é mau, ele tem de entreter a plateia com infantilidades tais como:

  1. Colocar supervisores em cada banco é ridículo independentemente de só haver 60 pessoas na supervisão do BP, para "controlar" 320 instituições financeiras. Os felizes contemplados com o banco X vão observar os documentos que lhes derem, ouvir o que lhes quiserem contar e, naturalmente, não vão ter acesso aos computadores portáteis com acesso ultra-secreto onde figura a contabilidade paralela (como apurado no BPN), nem à informação fundamental do negócio. Quando estoirar um escândalo (porque algum invejoso decidiu bufar para a imprensa, por exemplo), os supervisores dedicados ao banco X serão acusados, no mínimo, de incompetência e os seus directores e governadores lavam daí as mãos, contribuindo até para as acusações aos técnicos. O sacerdote, vistas as coisas deste ângulo, continua a querer safar-se de responsabilidades.

  2. Constâncio não reage a rumores porque convém que seja surdo que nem uma porta. Mas, há rumores e rumores e, em alguns casos abriu investigações com base em denúncias anónimas. A qualquer supervisor compete ordenar investigações, sempre que o entender e, no caso do BPN era do conhecimento público que havia irregularidades. Por outro lado, a PGR quando detectou irregularidades em 2007 relativas ao Banco Insular e que eram laterais ao seu objectivo, deixou essa informação na gaveta? Não informou o regulador BdP? E se informou, porque não actuou Constâncio?

  3. Ao que parece, a norma na supervisão do BdP, durante muitos anos dirigida pelo administrador António Marta (PSD), era mandarem umas cartinhas bem educadas a pedir elementos e hibernar, em seguida, meses, à espera de resposta. Rotina em que casavam bem a inércia de burocratas com os interesses da poderosa alta finança.

    Porque não foram lá directamente buscar a papelada comprometedora? Com a demora dão tempo a que gente pouco escrupulosa falsifique ou desencaminhe documentos, como é óbvio.

    Para se mostrar as profundas diferenças de actuação, referimos que, anos atrás, entraram num grande banco alemão, bem cedo pela manhã, 200 (duzentos) quadros das finanças, cada qual dirigindo-se a um local preciso dentro da instituição, suspeita de movimentações ilegais de capitais.

  4. A Operação Furacão foi desencadeada em 2005 e vem criando um volumoso espólio de documentos e apuramentos de factos ilícitos, mormente de índole fiscal. Entre as muitas empresas envolvidas, o BPN é um elemento destacável tendo-se descoberto no Parque das Nações um apartamento de luxo cheio de documentos e a referência a 90 contas "off-shore"; porém, só em 2007 é que o BdP conhece a situação do BPN e para mais, de forma quase casual através do banco central cabo-verdiano que veio a referir a existência no país de bancos "off-shore" da CGD, do BES, do Montepio, …? Acredite quem quiser que o BdP de nada sabia.

  5. Convém, no entanto, a propósito de reguladores, ter em conta que o criminoso é sempre mais criativo que o polícia. O legislador e os reguladores são essencialmente reactivos e, quando descobrem um esquema de fraude ou vigarice têm por garantido que existem potenciais criminosos a congeminar como se poderão adaptar perante os conhecimentos ou procedimentos dos "defensores da lei". Quando se trata da alta finança, a sua interpenetração com o poder político, os meios técnicos e financeiros que possuem, garantem-lhes, não só a concepção das regras, como ainda a forma de as tornear.

Os figurões do BPN

Num país menos mafioso a nacionalização teria sido acompanhada da prisão preventiva dos facínoras. Não foi assim, ou não fora Portugal um dos países mais corruptos da Europa ocidental, Sócrates o xico-esperto que sabemos e Teixeira dos Santos o pior ministro das finanças, de acordo com o Finantial Times. Recordamos que, em Espanha, no passado, o primeiro-ministro Felipe Gonzalez, também "socialista" nacionalizou o grupo Rumasa e pôs, de imediato na cadeia, o seu responsável, Ruiz Mateo.

Oliveira e Costa, a cabeça do polvo (PSD)

Depois de buscas policiais às suas casas muito estranharemos que lá encontrem peças importantes para o incriminar, uma vez que ele, não sendo parvo, já terá tido todo o tempo necessário para se desfazer de tudo o que seja comprometedor. Com aquilo que saberá de figuras gradas do PSD e do dinheiro que distribuiu por esses áreas do espectro político, deve estar tranquilo e seguro de que nada se apurará de concreto; ou talvez encontrem um Bibi para assumir as culpas, daqui a uns dez anos. Não nos parece é que Oliveira e Costa venha a ser esse Bibi, embora tenha ficado preso desde 21 de Novembro; se o soltarem, sabemos que a mansão do Vale e Azevedo, em Londres tem lá lugar reservado. Porém, a prisão até poderá ser uma forma de encontrar o ambiente menos desfavorável para a sua saúde a não ser que algum amigo lhe mande um bolo adoçado com raticida.

Não fora o capitalismo uma escola de ausência de virtudes e muito nos espantaria que tivesse assumido as responsabilidades que teve no sector bancário. De facto, como comissário dos Assuntos Fiscais por indicação de Cavaco, em 1990, brilhou quando perdoou várias dívidas fiscais, entre outras, à Metaltorres, 350 000 euros à Caves Aliança e 1,2 M euros à Cerâmica Campos que, por coincidência se situa na terra dele (Esgueira-Aveiro). Para o efeito chamou a si os processos ao seu gabinete, prescindindo do parecer técnico da DGCI.

Na ocasião, reconhecendo o carácter humanitário de bom católico deste Costa, a investigação, conduzida por Rui Machete (PSD), actual presidente do Conselho Superior da SLN, ilibou-o. Nos desagravos ao benemérito participaram duas graciosas flores chamadas Gilberto Madail e Marques Mendes, ambos do PSD, naturalmente.

Porque o ar estava pesado, em 1992, foi arejar para o Luxemburgo, para o BEI- Banco Europeu de Investimentos, como controleiro dos financiamentos aos países da então CEE, lugar de muita importância para Cavaco, sedento de fundos comunitários para distribuir das formas que sabemos (arremedo de formação profissional e betão).

Em 1994 cai na AR, depois no Finibanco e, em 1998, no BPN onde reina até princípios deste ano quando o naufrágio estava à vista. Como é que um Estado dito de direito permite que um indivíduo tão chamuscado possa assumir a direcção de um banco e gerir dinheiro alheio de modo tão capcioso?

A Deloitte descobriu que pouco antes da nacionalização havia perdas associadas ao BPN de 332 M euros, dos quais 120 M relativas a empresas do grupo e ainda 407 M euros detectados no célebre Banco Insular, num total superior a 700 M euros. Cadilhe pretendeu arrumar a casa mas, não encontrou ninguém que se chegasse à frente, com dinheiro fresco, naturalmente; é que os ratos abandonam o barco mal este adorna. Paralelamente, accionistas do BPN devem ao banco quase 300 M euros, de empréstimos obtidos com taxas de juro muito favoráveis, que a CGD parece estar a rever.

Um dos buracos mais fundos é o da empresa brasileira Ergi Empreendimentos. O BPN tinha, há dois anos, 20% da empresa cujo restante capital pertencia a uma Swiss Finance que mais não é que um "off-shore" da SLN. A empresa, foi então vendida por 135 M euros mas, nas contas do BPN apenas estão registados… 5,5 M euros. O Banco Insular, por seu turno, registou um empréstimo à Ergi de 242 M euros que nunca foi efectivado, pelo que o dinheiro estará algures, a bom recato.

Tavares Moreira, o banqueiro condenado (PSD)

Foi inibido do exercício de funções bancárias e a pagar 180 000 euros de multa, por decisão do tribunal de pequenas instâncias (não existe um de grandes instâncias?) de Julho último, depois de ter sido ilibado, em 2006, de ilícitos criminais como presidente do Central – Banco de Investimentos, numa acção interposta, imaginem, pelo BdP!. Trata-se de mais um católico fervoroso, adorador da Senhora de Fátima.

Tavares Moreira lidera o angolano BAI - Banco Africano de Investimentos (Europa) que pertence à Sonangol (a mina do autocrata Eduardo dos Santos) e que detém 20% do BPN Brasil. Tudo bons rapazes.

Uma sanção num pais, num contexto de globalização, deveria estender-se a todo o sistema financeiro uma vez que a actuação de um gestor bancário sancionado pode afectar, a partir de qualquer ponto do globo, o país que o condenou. Curiosamente, a globalização ainda se não estendeu à prevenção contra os vigaristas da finança.

Daniel Sanches, o ex-polícia (PSD)

Os ministros do tonto Santana, Bagão Félix e Sanches, este da Administração Interna, assinaram um contrato de 600 M euros, três dias depois das eleições que Sócrates ganhou, com um consórcio dirigido pela SLN, para a produção de uma serviço de gestão de redes de emergência e segurança, conhecido por Siresp. Ainda em 2003, quatro dos cinco principais fabricantes mundiais de telecomunicações, convidados pelo governo, desistem do concurso deixando o campo livre à SLN, o que é questionado na AR.

António Costa, sucessor do Sanches no ministério pediu à PGR um parecer, que veio a considerar nulo o negócio mas, o magnânimo Costa (o António), decidiu manter o acordo com o consórcio, por troca com uma redução do preço para 485 M euros, mesmo assim, considerado muito exagerado por técnicos conhecedores do assunto.

Contudo, as suspeitas de corrupção e tráfico de influências levaram a buscas policiais na SLN. É que, por mero acaso, o adjudicante Sanches, antigo director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) era, antes de ser ministro do Santana, administrador da Plêiade, sub-holding do grupo SLN, o qual tinha na administração o Dias Loureiro. Como o mundo é pequeno!

Dias Loureiro, o venerável conselheiro (PSD)

Muito ligado a Cavaco e conselheiro de Estado, o seu perfil não deixa de mostrar o que é o Estado e a verdadeira camorra que liga os que o dominam. Ninguém lhe reconhece valia profissional, cultural ou política relevante para tais funções, excepto quem o nomeou.

Comprou posição no BPN em 2000 depois de ter vendido as suas acções na Plêiade, empresa que, integrada no grupo SLN, vai protagonizar a adjudicação do Siresp em 2005. Utiliza os seus contactos com Espanha utilizando como intermediário o genro de Aznar e convida Daniel Sanches para o BPN, bem como um tal Lencastre Bernardo, ex-militar conselheiro de Eanes, convertido ao PSD.

Loureiro contrata em 2002 Alejandro Agag, o tal genro de Aznar, com 31 anos, ex-vice-presidente do Partido Popular Europeu e portador das mais-valias profissionais que facilmente se adivinham. Em meados de 2003, amuado com Oliveira e Costa, deixa o BPN como administrador executivo mas, mantêm-se lá como não-executivo, para além de liderar a SLN.

O ilustre conselheiro, com o seu amigo Oliveira e Costa foram a Porto Rico, em 2001, comprar uma empresa sem actividade (New Technologies) e outra que faliu três meses depois da compra (Biometrics Imagineerin). O vendedor foi uma Fuentes Participações, com sede no Brasil controlada por uma firma inglesa, cujos accionistas são empresas de Gibraltar. A transacção fez-se por 71,5 M euros com pagamentos efectuados pelos "sacos azuis" – Banco Insular e BPN-Cayman, tendo essa compra ficado fora dos balanços do grupo SLN-BPN. O laborioso causídico Loureiro decerto saberá explicar estas triangulações e ocultações, envolvendo tanto dinheiro por empresas que ninguém sabe o que efectivamente produziam. Nós, que somos crentes na bondade do Loureiro até suspeitamos que o dinheiro foi parar a uma ONG empenhada na luta contra a fome…

Em 2003, dois anos depois, essas empresas foram encerradas com prejuízo que, segundo Dias Loureiro, foram registados nas contas do grupo, embora a sua compra não o tenha sido. Para estes "empresários" o registo de um prejuízo está longe de ser problema. Na vida real das pessoas honestas ninguém envolve 71,5 M euros num negócio que se revela inviável passados dois anos; apesar de gestores experimentados, Oliveira e Costa ou Dias Loureiro não é certo que se tenham baseado num apurado estudo de viabilidade económica e financeira…

Segundo comentário colocado no Público no dia 22 último, Dias Loureiro vendeu em 2002 a sua participação no grupo SLN por 9 M euros, não se sabendo qual o capital investido susceptível de se ter multiplicado até atingir aquele valor. Esse valor terá sido colocado numa empresa familiar DL – Gestão e Consultadoria SA que, como o nome indica, poderá fazer um pouco de tudo. O seu capital é de apenas 50 000 euros em 2006, transferindo a sua sede em 2007 para casa do Loureiro, no Estoril. Não é vulgar uma empresa deste tipo, com activos de pelo menos 9 M euros, ter um capital social de 50 000 euros. Algo se passa no reino da Dinamarca, diria Shakespeare…

O nosso conselheiro, que se tornou figura de cartaz neste filme de gangsters aparece na TV evidenciando-se como homem impoluto que até entrou pelo gabinete adentro do António Marta, responsável da supervisão do BdP, para o alertar para as irregularidades no BPN; o que o segundo, prontamente negou, como é óbvio. E, no seguimento, Cavaco, ridiculamente, emite um comunicado sem nada acrescentar nesta trama mas, que se supõe tenha servido de demarcação da porcaria que ainda vai a circular no adro mas, que poderá atingir o seu amigo Loureiro.

Em 2005, Loureiro foi ainda acusado publicamente por ter, enquanto ministro, recusado comprar aviões para o combate de incêndios dado que teria interesses numa empresa que procedia ao aluguer desses aviões. Nesse mesmo ano, o compadre Daniel Sanches, ministro de Santana, aceita um aumento de 90% na contratação dos referidos meios aéreos, naturalmente, também alicerçado em detalhados estudos.

Joaquim Coimbra, o investidor (PSD)

Membro da Comissão Política de Menezes, grande accionista do BPN, tem fortes interesses imobiliários na Madeira e em Cabo Verde em parceria com Sílvio Santos, ex-deputado regional de Jardim. Ambos criaram uma empresa de energias renováveis, a Nutroton Energia, cujo administrador é Marques Mendes;

Rui Machete, a parda eminência (PSD)

Fugaz líder do PSD, conseguiu há muito estacionar na FLAD, fundação criada no âmbito das contrapartidas americanas à utilização da base das Lages, tornando-se presidente do conselho superior do BPN em 2001 e do BPN SGPS em 2003. Acto de gratidão do Oliveira e Costa por Machete o ter absolvido no caso dos perdões fiscais dos anos 90?

Arlindo de Carvalho, o magnata da saúde (PSD)

O ex-ministro da Saúde de Cavaco e mandatário de Santana é um dos accionistas do BPN e de várias empresas imobiliárias (mais um que a política transformou em empresário) e ainda beneficiário de um empréstimo de 20 M euros por parte do BPN. Arlindo e outros sócios da SLN eram, de acordo com um relatório da Deloitte, beneficiários de empréstimos num total de cerca de 300 M euros, muitos dos quais concedidos sem o cumprimento dos procedimentos regulamentares.

Em Junho, mais de 100 moradores da Mata Guia, em Cascais movimentam-se contra a ilegalidade da construção de uma clínica de cuidados continuados com seis blocos de três a quatro pisos e caves numa área residencial. O promotor da clínica é o endinheirado Arlindo de Carvalho e a sua esposa.

Arlindo foi também presidente do conselho fiscal (isso mesmo, fiscal) da Dinensino, proprietária desse expoente do conhecimento, da alta cultura e da trafulhice que foi a Universidade Moderna.

Duarte Lima, com mais contas bancárias do que cabelos (PSD)

Há alguns anos Duarte Lima então estrela de primeira grandeza no PSD foi investigado por movimentos bancários estranhos, entre ele e uma sobrinha; e, tão estranhos que a polícia desistiu de entender a sua lógica. O recurso a sobrinhos veio também a ser adoptado pelo Isaltino evidenciando ambos um elevado sentido de família.

Também foi ao BPN e recebeu um crédito de 5 M euros.

PSD, um dos gangs mais poderosos da paróquia

Toda esta gentinha é do PSD e ao mais alto nível. Porém, parece que as sucessivas direcções da agremiação nunca souberam de nada. Mais, nunca terá escorrido um só sestércio para os cofres do partido, para ajudar a tanta tolerância? O prolongado silêncio da Ferreira Leite sobre o caso BPN foi só para aliviar a pressão sobre os seus amigos e correlegionários?

E, essas direcções também desconhecerão as relações entre o BPN/Banco Efisa com o PSD-Madeira e o governo regional, a intervenção de deputados regionais do PSD na intermediação entre o BPN/Efisa e o governo regional, num exemplo de promiscuidade a céu aberto?

Conclusões e ensinamentos

Estas relações entre mandarins e negócios fornecem elementos concretos para se aquilatar como se constroem as relações de poder nas sociedades capitalistas, com base nas conexões mafiosas entre empresas, partidos e Estado. E, para sobreviverem, os protagonistas dessas conexões precisam de roubar, explorar, agredir e eliminar selectivamente elementos do outro lado da barricada – a multidão de trabalhadores, ex-trabalhadores e pobres.

  • Na maior parte dos casos os protagonistas são indivíduos de origens sociais modestas, sem grandes qualidades políticas ou profissionais, cuja introdução no sistema mafioso começa pela ligação a um gang partidário, da área do poder, no caso português, dessa camorra bicéfala que designamos por PS/PSD;

  • Esses protagonistas apresentam-se como gente desprovida de quaisquer escrúpulos, sem ética nem cultura democrática que rapidamente ficam deslumbrados pelo poder e pelas potencialidades da rede de relações pessoais e institucionais em que se inserem;

  • Essa matriz de relações associada à relativa impunidade derivada de um sistema de justiça pesado, sonolento, dócil ou domesticado engrandece uma cupidez que atinge uma temeridade demencial;

  • Ganham a notoriedade com a nomeação para cargos governamentais e/ou partidários inserindo-se nas diversas redes mafiosas já existentes e em constante recomposição. Na fase seguinte, afastam-se da política activa ou visível, dedicando-se a actividades empresariais pouco claras, duvidosas consultadorias ou cargos mais ou menos honoríficos. Os seus nomes começam a ficar ligados a negócios envolvendo milhões de euros e no qual são partes interessadas como "investidores". Esses percursos duram poucos anos, ninguém questionando as causas desse enriquecimento tão repentino;

  • O Estado constitui veículo essencial neste circuito, permitindo nomeações, aberturas de concursos viciados, adjudicações fraudulentas, consultadorias suspeitas, subsídios, subornos, produção legislativa e regulamentar, despachos, supervisões aligeiradas ou omissas e ainda favorecimentos familiares ou de gente "lá da terra"; em suma, acolhendo, sob o seu manto, mais do que a exploração capitalista típica mas também a mais declarada rapina;

  • Em todo este circuito e para além dos enriquecimentos individuais há a considerar a comissão para o partido, que, como uma Cosa Nostra, constitui o elemento fornecedor do atestado de garantia que acredita e apoia os mafiosos. O BPN e quejandos constituem verdadeiras escolas para o alto crime, uma universidade para o crime financeiro ou de colarinho branco, cujas propinas são a contribuição para o partido.


Todo o caso BPN envolve essencialmente o PSD embora haja ligações marginais com entulho do PS. No âmbito do PS as coisas funcionam de modo semelhante, deixando nós, aqui o caso do ridicularizado "magalhães". Existe uma empresa - JP Sá Couto - cujos donos Sócrates disse não conhecer… embora os manos Sá Couto sejam os controleiros e benfeitores da secção do PS da Póvoa de Varzim. E, para que a fraude de IVA (5 M euros) em que estão envolvidos ficasse ao largo, o Estado negociou com os operadores de telemóveis que, por sua vez contrataram a JP Sá Couto. Tudo muito claro, digamos mesmo, muito transparente.



NOTA - Retirado, com a devida autorização, de: WWW.ESQUERDA_DESALINHADA.BLOGS.SAPO.PT

quarta-feira, novembro 26, 2008

Um pequeno vídeo: o fim do neo-liberalismo?


A onda de destruição provocada pela maior crise financeira desde o colapso de Wall Street em 1929 tem vindo a ser enfrentada por um conjunto inédito de medidas dos governos. Mas será que não está também a aparecer uma onda de mudança na teoria e na prática económica, bem como nas políticas, na passagem de um mercado livre para uma intervenção no mercado? Será isto o fim do capitalismo tal como o conhecemos? Quais são as perspectivas e poder político para conseguir mudar? Quais são as alternativas às concepções que estão por detrás da "globalização neoliberal" e da "globalização corporativa" e que falharam desastradamente?

Num vídeo de 8 minutos, painelistas do Transnational Institute (TNI) analisam as causas e as consequências da actual crise financeira global e discutem as suas implicações para uma ordem mundial em mudança.

Ver o video aqui: http://casinocrash.org/?p=637 com:

Susan George, Board Chair of TNI and Honorary President of Attac France.
Howard Wachtel, TNI Fellow and Professor of Economics at American University, Washington.
Barry Gills, Professor of Global Politics, editor Globalizations journal and 'Rethinking Globalizations' book series.
Myriam vander Stichele, Senior Researcher, Center for Research on Multinational Corporations (SOMO) and TNI fellow.

Casino Crash

domingo, novembro 16, 2008

Organizações sociais da América desenvolvem plano de acção


ORGANIZACIONES SOCIALES DE AMÉRICA CONFRONTAN AL G20 Y DESARROLLAN PLAN DE ACCIÓN FRENTE A LA CRISIS FINANCIERA

Quito, 15 de noviembre de 2008.

Dirigentes sociales de México, Colombia, Venezuela, Ecuador, Perú, Argentina, Bolivia y Chile, pertenecientes a la Alianza Social Continental, se dieron cita en Quito -al mismo tiempo que se reunían los líderes del G20 en Washington- para discutir las implicaciones de la actual crisis financiera global y las acciones que deberán emprender los pueblos del continente. Al evento fue invitado el Ministro de Coordinación de la Política Económica de Ecuador, Pedro Páez; el Senador del Polo Democrático Alternativo de Colombia, Jorge Enrique Robledo; y el Embajador de Bolivia en Ecuador, Juan Javier Zárate, quienes expusieron sus apreciaciones ante el tema que los convocaba.

Los asistentes plantearon que el espacio para buscar soluciones a la crisis no es el G20 sino todos los países del mundo, en consulta con sus pueblos. Debatieron ampliamente sobre la gravedad que implica para el mundo esta crisis, las causas que la provocaron, sus responsables y la necesidad de darle una salida diferente al que las potencias están trazando, en la cual los 'platos rotos' terminarán pagándolos los países empobrecidos del Sur.

En opinión de los dirigentes sociales y políticos, los líos que atraviesa el sistema financiero son resultado de una crisis del modelo económico global. Al evidente fracaso ideológico del neoliberalismo, le debe corresponder una lucha política en aquellos países en donde sus gobernantes insisten en su aplicación, a pesar de los indiscutibles resultados negativos que han tenido para sus habitantes, concluyeron.

En el mismo sentido, se acogió la importancia que cobra en estos momentos los procesos de auditoria a la deuda externa, y el derecho que tienen los países a no pagar aquella que sea ilegítima.

Avanzando en propuestas, se trabajo un plan que será discutido con las organizaciones de la ASC en toda América, con el objetivo de presentarlo inicialmente a los Jefes de Estado de América Latina que se reunirán en Salvador de Bahía – Brasil en diciembre. Así mismo, avanzar en acciones y movilizaciones frente a los causantes de la crisis y para ilustrar a los movimientos sociales sobre las implicaciones concretas que tendrá para ellos.

Alianza Social Continental
secretaria@asc-hsa.net

Ecuador Decide.

JUBILEO SUR / AMÉRICAS
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(1070) Buenos Aires, Argentina
T/F +5411-43071867
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www.jubileesouth.org

quarta-feira, novembro 12, 2008

Debate sobre a famigerada crise


Debate sobre a crise económica-financeira e as suas consequências


Na próxima 6ª feira, dia 14, vai realizar-se um debate sobre a famigerada crise, as suas causas, consequências e possibilidades de resposta popular.

O DEBATE terá lugar às 21 horas do dia 14, no Gaia - Grupo Desportivo da Mouraria, no bairro do mesmo nome.

PARTICIPA! DIVULGA!

José Luis Felix

Nuevos principios para un sistema económico nuevo


ACCIÓN URGENTE- DECLARACIÓN PARA FIRMAR

NUEVOS PRINCIPIOS Y REGLAS PARA CONSTRUIR UN SISTEMA ECONÓMICO QUE SIRVA PARA LOS PUEBLOS Y EL PLANETA


Hay tiempo para firmar la siguiente declaración hasta el jueves 13 de noviembre de 2008, 11:59 am GMT completando el formulario en: http://www.choike.org/bw2.

LANZAMIENTO EL 13 DE NOVIEMBRE PREVIO A LA CONFERENCIA DEL G20, A REALIZARSE EL 15 DE NOVIEMBRE EN WASHINGTON, DC.

En los últimos meses se ha visto una de las crisis financieras más significativas de la historia. En las últimas semanas, los líderes mundiales han reconocido la necesidad de reformar el sistema financiero global y sus instituciones. El 15 de noviembre, los miembros del G20 se reunirán en Washington para comenzar las discusiones. Nos preocupa profundamente que las reuniones propuestas se lleven a cabo de una forma apresurada y no incluyente, y que por lo tanto no aborden la amplia gama de cambios necesarios ni asignen equitativamente la carga de los mismos.
Por favor firme la siguiente nueva declaración sobre principios y reglas para construir un sistema económico que sirva para la gente y el planeta. Está declaración se basa en varias declaraciones recientes presentadas por la sociedad civil (1) . Si no lo ha hecho antes, puede firmar también la declaración por un mejor proceso que ha estado circulando las semanas anteriores.
http://www.choike.org/bw2/index1.html#spanish
Hay tiempo para firmar ambas declaraciones hasta el jueves 13 de noviembre de 2008, 11:59 am GMT.

Apostando al Cambio: Hacia un sistema económico que sirva para los pueblos y el planeta

El 15 de noviembre de 2008, los líderes de 20 naciones y las principales instituciones financieras se reunirán a puertas cerradas en Washington para discutir el futuro de la economía global. Liderado por el saliente presidente de EEUU, George W. Bush, éste grupo incluye muchas de las personas, gobiernos e instituciones cuyas políticas son responsables por la actual crisis financiera. Tal como son las cosas, creemos que son el grupo equivocado para encargarse de la elaboración de las nuevas reglas económicas globales y sus instituciones. El mundo necesita de un proceso que sea más inclusivo de otras naciones y de los pueblos de esas naciones.

Esta declaración comienza a esbozar una agenda para el cambio que pueda resolver la crisis poniendo a las personas y el planeta primero. Su punto de partida son las experiencias de grupos y comunidades de todo el mundo. Se dirige a una crisis financiera desencadenada en el propio corazón de la economía capitalista globalizada que se ha combinado con la creciente crisis del caos climático y el hambre, y que ahora llega a todos los rincones del planeta. Ésta nueva crisis del depredador y desregularizado "capitalismo de casino" está destruyendo puestos de trabajo, vidas y medios de subsistencia, mientras causa estragos en las monedas y las bolsas de todo el mundo. Asimismo, ha tomado recursos de los muchos, mientras concentra la riqueza en manos de unos pocos.

Hasta la fecha, los gobiernos han respondido en gran medida mediante el gasto de más de un billón de dólares en rescate a las instituciones financieras y empresas privadas. Mientras tanto, las imperiosas necesidades de las comunidades, los ciudadanos comunes y el medio ambiente frágil, han sido ampliamente ignoradas.
Ahora es el momento de aprender de ésta experiencia y de las consecuencias y los efectos devastadores de otras crisis recientes, como la crisis de la deuda desatada en 1982 y las crisis financieras en México (1994-95), Asia (1997-98), Rusia ( 1998), y Argentina (1999-2002). La historia continúa repitiéndose. Éste modelo, culminando en la actual crisis global, demuestra de manera definitiva que una verdadera transformación del sistema es necesaria.

Nuevas normas e instituciones deben ser creadas en un proceso abierto e incluyente de diálogo. Deben basarse en un nuevo conjunto de principios para orientar la actividad económica. Ofrecemos un panorama general de esos principios y un esbozo de las nuevas normas e instituciones.

1. Necesitamos un nuevo conjunto de principios para apoyar a las nuevas instituciones financieras nacionales, regionales y globales:

Los siguientes principios deben sustentar nuevas normas e instituciones:

  • la democracia económica y la equidad, incluyendo el desarrollo de las economías locales, y el control y protección de la comunidad de las aguas, semillas, genes, el aire, las tierras comunitarias, la pesca, y otros "bienes comunes";

  • la sustentabilidad ecológica y la justicia ambiental, incluida la promoción a largo plazo de la inversión productiva "verde";

  • el cumplimiento, protección y promoción de todos los derechos humanos, incluido el derecho a la alimentación, el aire y el agua, y los derechos de las y los trabajadores, pequeños productores de alimentos, las comunidades rurales y urbanas, los pueblos indígenas, mujeres, niños, niñas, y personas mayores;

  • justicia e igualdad de género, racial, étnica e intergeneracional;

  • la libre determinación y la soberanía de los pueblos y las naciones;
  • y
  • la no injerencia, la cooperación mutua, la complementariedad y la solidaridad.

Sobre la base de estos principios, las finanzas deben estar dirigidas y vinculadas al fortalecimiento de las economías locales y nacionales reales para cumplir con el requisito de un desarrollo sustentable y equitativo. Y los gobiernos deben apoyar los nuevos e innovadores organismos financieros regionales como el Banco del Sur en América del Sur, que tiene el potencial para servir a las necesidades de la región con más eficacia que el FMI y el Banco Mundial. Los fondos de emergencia regionales son también necesarios para ayudar a garantizar la soberanía alimentaria y energética de las naciones.

2. Basta de fundamentalismo de Mercado: el mundo no necesita otro "Consenso de Washington"

El llamado "Consenso de Washington", que ha predicado la desregulación, las privatizaciones, el sobre-endeudamiento de los bancos y la liberalización del comercio y el capital durante los últimos treinta años, ha sido extremadamente perjudicial para las y los trabajadores, las comunidades y el medio ambiente. Está desacreditado, debe ser abandonado oficialmente y no debe ser sustituido por ningún nuevo dogma de "talla única para todos".

Las instituciones y los dirigentes del mundo rico no sólo promovieron el frenesí de la desregulación y las privatizaciones en sus propios países, sino que también lo impulsaron en los países en desarrollo a través de la ayuda y las condicionalidades de los préstamos. Mientras ellos mueven billones de dólares para limpiar el desorden en sus casas, tienen la obligación de asumir la parte que les corresponde para corregir los impactos devastadores de sus errores en el Sur. Esto debe incluir la anulación de todas las deudas insostenibles e ilegítimas de los países del Sur y la restitución y restauración a sus pueblos de la deuda ecológica y social. Estos recursos, junto con el desembolso del aumento previsto de la cooperación al desarrollo, deben ser otorgados libres de las condicionalidades estructurales y macroeconómicas. El derecho de todos los países a definir sus propios caminos hacia economías sustentables y saludables debe ser respetado. Las condiciones onerosas impuestas a las ayudas, a préstamos y programas de reducción de deuda existentes deben eliminarse antes de hacer más daño.

3. Frenar el poder del FMI, el Banco Mundial y la OMC:

La crisis actual ha demostrado nuevamente hasta qué punto todos somos afectados por las tres poderosas instituciones globales, el FMI, el Banco Mundial y la OMC, cuyas políticas han sido determinantes en el nacimiento de la crisis. Sin embargo, gran parte del debate de hoy entre los gobiernos y las instituciones financieras tiende a darle a estas últimas un mayor papel. Por ejemplo, la OMC sigue presionando para avanzar en la desregulación y la privatización del sector financiero, principalmente a través de su Acuerdo General sobre el Comercio de Servicios (GATS). Para que cada uno de los países y la comunidad mundial adopten nuevas y críticas regulaciones del sector financiero, no sólo debería ser suspendida la actual Ronda de Doha de la OMC, sino que también deberían ser revertidas las normas de la OMC que limitan la regulación de los servicios financieros. Del mismo modo deben ser rechazados los esfuerzos realizados por el FMI y el Banco Mundial para expandir su influencia como resultado de las crisis financiera, climática, energética y de alimentos. Las instituciones de gobernanza económica mundiales, regionales y nacionales deben ser democráticas y rendir cuentas a las mujeres y los hombres, a quienes se supone deben servir.

4. Regular la economía mundial de manera eficaz:

Los gobiernos deben tomar medidas inmediatas para desarrollar una nueva arquitectura internacional de regulación, con control democrático, con el objetivo de promover los intereses de las y los trabajadores, pequeños agricultores, y consumidores y el medio ambiente y prevenir futuras crisis financieras. Las Naciones Unidas deben desempeñar un papel central en esta elaboración. Esta reglamentación no deberá cubrir sólo a los bancos sino también a los sistemas financieros paralelos y mal reglamentados, incluidos los fondos de cobertura y fondos de capital privado. Las primeras etapas deben incluir la regulación de los derivados, detener la especulación en los bienes de consumo de alimentos básicos, la aplicación de exigencias más estrictas al capital internacional de reservas, impuestos a la especulación en las transacciones internacionales, el cierre de paraísos fiscales y reglas más severas en las normas de transparencia. Los gobiernos necesitarán también renegociar las docenas de acuerdos de libre comercio y tratados de inversión bilaterales que actualmente impiden a los gobiernos tener control sobre los flujos de capital y aplicar condiciones más razonables a la inversión extranjera y otras operaciones financieras

Estas medidas son posibles y muchas más serán necesarias para construir un sistema económico mundial más justo y veraz, que trabaje para las personas de todo el mundo, las comunidades locales, y el medio ambiente. Este es el cambio que el mundo necesita y por el que vamos a seguir luchando.



(1) Entre estos documents se incluyen:
-- Call for Global Action Against Debt and IFIs, October 12-19, 2008
-- ATTAC’s statement on the financial crisis and democratic alternatives
-- Responses from the South to the World Economic Crisis (Caracas Statement)
-- Social Movement on Debt in South America, Letter to South American Presidents
-- The global economic crisis: An historic opportunity for transformation (Beijing Declaration)
-- 1999 Joint Statement by IFG, IPS, TWN and FOE on Global Financial Reform
-- International Trade Union Confederation, Statement by Global Unions to the 2008 Annual Meetings of the World Bank and International Monetary Fund
-- Trade Union Statement to “G20 Crisis Summit,” The Global Unions “Washington Declaration”, November 2008.
-- South Centre, “South Centre calls for Revamping the Global Financial Architecture,” October 29, 2008.

quinta-feira, novembro 06, 2008

MOVILIZACION GLOBAL PARA EL 15 DE NOVIEMBRE


15 de noviembre 2008: Llamado global a movilizarnos para exigir un Nuevo Sistema Económico



En respuesta a la reunión convocada por el G 20 para el próximo 15 de noviembre se están impulsando acciones y movilizaciones en todo el mundo. A continuación enviamos el Llamado que Jubileo Sur junto a otras organizaciones estamos impulsado. Quienes quieran seguir sumando adhesiones lo pueden hacer enviando un mensaje a: N15globalactionday@gmail.com. Además de este llamado, continuamos juntando firmas a la Carta sobre la crisis Global dirigida al G20 exigiendo la participación de todos los gobiernos, movimientos y organizaciones sociales en la construcción de un nuevo sistema económico. Hay tiempo hasta el 13 de noviembre. Para firmar entrar aquí: http://www.choike.org/bw2/.

Los invitamos a que nos envíen sus comentarios, artículos, informaciones y las actividades que estén pensando realizar a fin de poner difundir ampliamente la cobertura de esta acción global, escribiendo antes del 13 de noviembre a : N15globalactionday@gmail.com.

A todos los movimentos populares, organizaciones, coaliciones y redes en todo el mundo a organizar movilizaciones y acciones ciudadanas hasta e incluyendo el 15 de noviembre.

¡Basta! ¡Nunca Más! Llamado Mundial a la Acción para Exigir un Nuevo Sistema Económico


El Presidente estadounidense George Bush, junto con otros líderes del G8, ha convocado una cumbre de los gobiernos de los 20 países más grandes del mundo para el 15 de noviembre, para responder a la crisis financiera internacional.

Esta Cumbre falla en lo fundamental. Excluye a muchos países cuyos ciudadanos y ciudadanas también sufrirán los impactos de la crisis y no provee ningún espacio para los aportes de los grupos ciudadanos, movimientos sociales, organizaciones populares y otras formaciones de la sociedad civil.

La respuesta rápida y masiva de los gobiernos de los países más ricos para rescatar a los bancos y las instituciones financieras contrasta severamente con su fracaso en responder decisivamente a la crisis irresuelta de pobreza, marginalización y privaciones que ha afligido la mayoría de los pueblos del mundo durante tanto tiempo. En unas pocas semanas, estos líderes comprometieron más de mil billones de dólares de fondos públicos para rescatar bancos privados e instituciones financieras privadas. Doce años de iniciativas de "alivio de deuda" generaron apenas 100 mil millones de dólares para la cancelación de deudas, a un costo grave para los "beneficiarios" quienes tuvieron que ejecutar políticas neoliberales de libre-mercado como precondición.

El círculo elite de líderes gubernamentales detrás de la Cumbre solamente apunta a estabilizar el sistema mientras preserva sus características esenciales. Es un sistema fundado sobre la concentración de la riqueza y el control ecónomico en manos de unos pocos, el abuso sin mitigar e irresponsable de los recursos de la tierra, la explotación del trabajo y sudor de muchos, y el empobrecimiento continuo y cada vez más profundo de la mayoría. Las reformas que se están proponiendo incluyen más rescates y otorgan mayor poder y legitimidad a instituciones tales como el FMI y el BM que tienen una gran parte de la responsabilidad en esta crisis financiera como así también las crisis de clima, de alimentación y de energía. Y una vez más son los pueblos a quienes se va a hacer pagar la cuenta.

Habrá gran sufrimiento para las personas trabajadoras, campesinas, empleadas, jubiladas y pensionadas, las familias de bajos ingresos, las mujeres y las y los niños, las comunidades pobres rurales y urbanas, los pueblos indígenas, y para el clima y el medio ambiente, a menos que se tome ahora mismo un camino alternativo.

Decimos:

  1. ¡Nunca Más! Tiene que haber cambios estructurales fundamentales para transformar al sistema mundial económico y financiero para que otras crisis de este tipo no ocurran nunca más.

  2. ¡Basta! Tiene que haber estructuras y políticas económicas globales que pongan primero las necesidades de los pueblos, que respeten y promuevan los derechos humanos y la justicia social y ambiental – el empleo decente, medios de vida sustentables, servicios esenciales como el cuidado de la salud, la educación, vivienda, servicios de agua y energía limpia.

  3. ¡Democratizar! Darles a los pueblos mayor control sobre los recursos y decisiones que afectan sus vidas.


¡BASTA! No aguantamos más. Este sistema puede y debe ser cambiado.

Instamos a todos los movimentos sociales, organizaciones populares, coaliciones, redes y formaciones ciudadanas en todo el mundo a organizar diversas formas de acciones el 15 de noviembre. Que sea el comienzo de muchas acciones más en la lucha por nuestros derechos y para construir un orden global nuevo, justo, equitativo, democrático y sustentable. Favor de enviar información sobre sus planes a:

Rogamos difundir este Llamado a todos sus integrantes y contactos. Puede agregar su adhesión al Llamado cuando lo difunda.

Adhesiones:

REDES Y MOVIMIENTOS INTERNACIONALES Y REGIONALES


Jubileo Sur
JS – Movimiento sobre Deuda y Desarrollo de Asia y el Pacífico (JS-APMDD)
Jubileo Sur/Américas
Africa Jubilee South
European Network on Debt and Development (EURODAD)
CADTM International
African Network on Debt and Development (AFRODAD)
South Asia Alliance for Poverty Eradication (SAAPE)
Least Developed Countries Watch (LDC Watch)
Alternatives Asia
Focus on the Global South
Transnational Institute (TNI)
Programa de Incidencia sobre la Deuda Externa Ilegítima de la Federación Luterana Mundial (América Latina y el Caribe)
Alianza Social Continental (Américas)
European Marches against Unemployment, Insecure Labour and Social Exclusion
CIVICUS: World Alliance for Citizen Participation
Comite Ejecutivo Regional de la Asamblea de Pueblos del Caribe

ASIA AND THE PACIFIC

Equity and Justice Working Group, Bangladesh
Jatiyo Sramik Joti (Workers Alliance), Bangladesh
BanglaPraxis, Bangladesh
Solidarity Workshop International – Bangladesh
Community Development Library, Bangladesh
Economic Justice and Development Organization (EJAD) - Pakistan
Anti Privatization Alliance Pakistan
Indian Social Action Forum – INSAF, India
Intercultural Resources, Delhi, India
International NGO Forum on Indonesian Development (INFID), Indonesia
Institute for Essential Services Reform, Indonesia
Koalisi Anti Utang (KAU), Indonesia
Institute for Global Justice (IGJ), Indonesia
Rural Reconstruction Nepal (RRN), Nepal
Freedom from Debt Coalition (FDC), Philippines
Bukluran ng Manggawang Pilipino (Solidarity of Filipino Workers), Philippines
Sanlakas, Philippines
Kalayaan, Philippines
Alab Katipunan, Philippines
Jubilee Australia
Japan Network on Debt & Poverty
Human Rights Defenders Network, Iraq

AFRICA

Economic Justice Network (EJN), South Africa
Coalition des Alternatives Africaines Dette et Developpement (CAD), Mali
Réseau pour le Développement Local et l'Autopromotion de la Femme , de l'Enfant et de la Famille (RDL/AFEF), Mali
Alliance contre la Pauvreté au Mali 3AP, Mali
Forum National sur la Dette et Pauvrete (FNDP), Ivory Coast
Reseau Ouest Africain pour les Alternatives Developpement (ROAD), Ivory Coast
Human Rights Defenders Network (HURIDEN), Nigeria
Labour, Health and Human Rights Development Centre, Nigeria
African Forum on Alternatives, Senegal
ARCADE, Senegal

AMÉRICA Y EL CARIBE

Diálogo 2000, Argentina
Médicos del Mundo - Argentina
Plateforme Haitienne de Plaidoyer pour un Developpement Alternatif (PAPDA), Haití
Corporación Mujeres y Economía - Jubileo Sur Colombia
Campaña en deuda con los Derechos, Colombia
Corporacion de Investigacion y Accion Social y Economica (CIASE), Colombia
Colombian Network against Free Trade Agreements (RECALCA), Colombia
CCOECOCEIBA – Friends of the Earth, Costa Rica
Jubileo Perú, Perú
GCAP Perú
Jubileo Sur México
Movimiento Mexicano de Afectados por las Presas (MAPDER)
Red Mexicana de Acción Frente al Libre Comercio (RMALC)
Marea Creciente, México
Foro Artiguista Entrerriano, Argentina
Capítulo Cubano de la ASC

EUROPE

Jubilee Debt Campaign UK
Debt and Development Coalition – Ireland
Campagna per la riforma della Banca mondiale - Italia
Hungarian Social Forum - Social Roundtable - Hungary
RedconVoz - Productora Radiofonica y Audiovisual de Madrid - España
Europe solidaire sans frontières (ESSF) - France
Ekologistak Martxan -- Euskal Herria/País Vasco/Pays Basque/Basque Country
CNCD-11.11.11 – Belgium
EdPAC -Educació per a l'Acció Crítica, Estado español

NORTH AMERICA

Jubilee USA Network, USA
Foreign Policy in Focus- Institute for Policy Studies, USA
Global Economy Project – IPS, USA
Global Exchange, USA

Individuals
Prof.Dr.Ilse Hanak, Salzburg

Jubileo Sur/Américas
www.jubileosuramericas.org
+5411 4307 1867
Piedras 730. Cap.Fed - Argentina
skype: jubileosur_americas

quarta-feira, outubro 29, 2008

O novo Consenso de Washington não resolverá a crise


En el día de hoy se ha enviado a los gobiernos del Grupo de los 20 la Carta firmada por 630 organizaciones de todo el mundo, ante la propuesta de realizar una "Cumbre Global" para reformar el sistema financiero internacional. La versión final con las firmas en: http://www.jubileosuramericas.org/item-info.shtml?x=93377.

Enviamos más abajo un comunicado de prensa para que puedan utilizar como base en sus países. De todas maneras la propuesta es que se sigan juntando firmas hasta el día de la Cumbre Mundial entrando en el sitio http://www.choike.org/bw2/. Los convocamos a todos y a todas a sumar esfuerzos para realizar una gran movilización en todo el mundo para el día 15 de noviembre mientras en Washington se reunirá el G 20.


NUEVO Y ANTIDEMOCRÁTICO "CONSENSO DE WASHINGTON" NO RESOLVERÁ LA CRISIS GLOBAL

Internacional, 29 de Octubre de 2008

Ante la propuesta de realizar una "Cumbre Global" para reformar el sistema financiero internacional Jubileo Sur junto a una coalición de 630 organizaciones pertenecientes a 104 países ha emitido una declaración reclamando una respuesta que sea verdaderamente global a la crisis mundial, y formulan varios principios para conseguirlo.

La declaración reclama que cualquier cumbre mundial futura deberá mantener los siguientes principios:

  • Involucrar a todos los gobiernos del mundo.

  • Que exista en el proceso una participación significativa de la sociedad civil, grupos de ciudadanos y movimientos sociales.

  • Establecer un calendario claro para las consultas regionales con los grupos más afectados por la crisis.

  • Que tenga un alcance global para hacer frente a toda la gama de temas e instituciones involucradas.

  • Que exista transparencia, con propuestas y proyectos de documentos puestos a disposición del público y discutidos mucho antes de la reunión.


"Por supuesto que es imperativo llegar rápidamente a un acuerdo sobre las medidas para hacer frente a la crisis y proteger de los impactos de la misma a los trabajadores comunes, a los hogares de bajos ingresos y a otros sectores muy vulnerables", declaró Lidy Nacpil de Jubileo Sur – Movimiento sobre Deuda y Desarrollo de Asia/Pacífico.

Asimismo, establece que las Naciones Unidas convoquen al evento en su calidad de órgano representativo a nivel mundial. Esta declaración conjunta es difundida justamente un día antes que el nuevo grupo de alto nivel de las Naciones Unidas, presidido por el premio Nobel Joseph Stiglitz, se reúna para discutir sobre la crisis financiera global, y dos semanas antes que Estados Unidos sea la sede del Grupo de los 20 (G20) para tratar el mismo tema.

"Dado que los impactos serán mayores sobre las personas más pobres, en las economías emergentes y en los países en desarrollo", continuó Lidy Nacpil, ¿no deberían tener voz los gobiernos de todos los países y los pueblos en lugar de sólo quienes son responsables de esta crisis?

"Las políticas que los gobiernos del Norte, el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional han perseguido durante los últimos treinta años han fracasado espectacularmente", dijo Vitalis Meja de AFRODAD. "Y a pesar de eso, ahora la respuesta es juntarse 20 gobiernos de países desarrollados para un nuevo 'Consenso de Washington'", agregó.

"Cualquier intento por parte de los países más poderosos de llegar a un acuerdo sin hacer frente a una consulta pública y sin la participación de la mayoría de los países del mundo a través de un proceso inclusivo, socavará aún más la confianza pública", dijo Roberto Bissio, de la red Social Watch.

La totalidad de las firmas apoyando la declaración se encuentra disponible en http://www.choike.org/bw2

Contactos:
Lidy Nacpil, Jubilee South Asia/Pacific Movement on Debt and Development, Philippines, +63 917 880 0410 or lnacpil@jsouth.org

Vitalis Meja, African Network on Debt and Development (Afrodad), Zimbabwe, +263 912 710708 or vitalis@afrodad.co.zw

Roberto Bissio, Coordinador, Social Watch, Uruguay, + 33 6 2198 3661 or rbissio@item.org.uy

Jesse Griffiths, Bretton Woods Project, United Kingdom, +44 (0)20 7561 7610, jgriffiths@brettonwoodsproject.org

Fraser Reilly-King, Halifax Initiative, Canada, +1 613 789 4447 or freillyking@halifaxinitiative.org

segunda-feira, novembro 12, 2007

MAS ALLÁ DE LA CRISIS BURSÁTIL


por Juan Hdez.Vigueras

Los sustantivos turbulencia, epicentro, tormenta, terremoto, tsunami o marejada, aplicados a la volatilidad de las bolsas y a la crisis financiera derivada de los impagos de las hipotecas de alto riesgo (subprime mortgages) en los EEUU, no resultan inocuos ni inocentes sino que nos trasladan la idea soterrada de la imposibilidad de su control y, por tanto, de cualquier responsabilidad política en su gestación, como si de un fenómeno de la naturaleza se tratara. Así el ciudadano y los inversores corrientes olvidan que el actual sistema financiero globalizado es una creación política reciente como "el espacio financiero europeo" donde nos encontramos.

Pero muchos son los interrogantes que hay que plantearse. El FMI anuncia lo obvio (que la inestabilidad va para largo y que tendrá repercusiones en la economía real) y el Banco de España afirma la solidez de los grandes bancos globalizados con sede central en Madrid; sin embargo, la propia Asociación Española de Banca fue incapaz de acordar una declaración conjunta que demostrara la solvencia común porque no todos podían ofrecer cuentas auditadas que reflejaran los activos respaldados por hipotecas de alto riesgo; que obran en su poder.[1]

Desde luego, reconocer la opacidad de los mercados financieros sería hablar de política. Porque ante todo estamos inmersos en los efectos de un comercio global liberalizado, desregulado y carente de transparencia para los activos financieros; ni se conocen realmente las cuentas de los bancos globales, ni la calidad de los productos financieros, ni la formación de los precios en los mercados informales ni es posible la evaluación de los riesgos.[2] La opacidad es consustancial al negocio financiero basado en la duda y la incertidumbre como las apuestas de cualquier casino.

El tema no está en que la "mortgage" estadounidense no tenga las garantías de registro público que tiene la hipoteca a la española sino que los préstamos hipotecarios con escasas garantías concedidos en Oklahoma sirven para generar unos bonos o cédulas hipotecarias con extrañas denominaciones que se comercializan mediante operaciones apalancadas, es decir, con préstamos superiores al 80 % del valor de la adquisición. De entrada, se busca sacar esos créditos de la contabilidad de los prestamistas y colocarlos en mercados sin cotizaciones oficiales; mediante los hedge funds o fondos de inversión de alto riesgo propiedad de grandes bancos y aseguradoras y registrados en paraísos fiscales offshore sin transparencia, desde donde especulan en los mercados. Desde la isla de Jersey vinculada a la City, operaban las dos sociedades gestoras de activos hipotecarios subprime del IKB y del Sachen LB, los dos bancos alemanes entrampados en este juego; y, entre otros, el Banco de inversiones Bear Stearns, uno de los primeros afectados, tenía sus hedge funds en las Caimán.

Y esa opacidad del sistema globalizado sin controles facilita que los riesgos del impago de esas hipotecas estadounidenses a gente poco solvente, se repartan entre los bancos y fondos de inversión que adquieren los bonos o cédulas respaldadas por esas hipotecas de cobro dudoso. Porque ¿realmente quien garantiza la protección del pequeño inversor o los cortafuegos que impidan el contagio mundial?

No existe una autoridad ni supervisor global u europeo ni estatal que pueda asegurar la solvencia de ese tipo de bonos hipotecarios con su incierto riesgo asociado y adquiridos por operadores de todo el mundo, incluido el Banco de China. Porque así funciona la conversión de deudas en valores mobiliarios o titulización, cuya aparición y generalización con anotaciones extracontables de la banca fue una innovación importante y decisiva para la inserción de las finanzas entre el público estadounidense y su posterior difusión mundial. La titulación o emisión de valores respaldados por créditos integró el proceso denominado de financiarización de las economías con el consiguiente sobreendeudamiento de los bancos y luego de los hogares; y la posibilidad de empaquetar las deudas y venderlas en el mercado mayorista permitiendo a los bancos eliminar de su balance esos activos y seguir concediendo préstamos. Es uno de los elementos básicos del modelo de economía financiarizada gestionado centralmente por el sector privado estadounidense, por Wall Street amparado por Washington, que le da a EEUU un poder estructural sobre el resto del mundo.[3]

Cuatro grandes firmas auditoras (Pricewaterhouse; KPMG; Deloitte & TT; Ernst & Young) con filiales en todos los países, incluida Suiza y otros centros offshore, facilitan los abusos financieros y la evasión fiscal de las grandes corporaciones, según las investigaciones del Senado estadounidense. Y el sector privado estadounidense regula en exclusiva la evaluación financiera de bancos, corporaciones y Estados mediante las reverenciadas agencias de rating o de calificación (Standard & Poors; Moody´s; Morningstar; Value Line; Stanford C.Bernstein & Co.) acusadas ahora como responsables de la actual crisis. No solo porque ante los impagos hipotecarios bajaron las valoraciones de los activos subprime creando desconfianza, deteniendo los préstamos apalancados y generando la falta de liquidez crediticia que dicen los expertos, sino porque, sobre todo, la crisis ha dejado ver la arbitrariedad de sus valoraciones como actores y jueces al mismo tiempo, dado su interés como accionistas de las entidades a las que juzgan y de las que perciben remuneraciones.

Y ante esa globalización financiera, la vulnerabilidad europea resulta obvia. Dejando a un lado las discutibles intervenciones del BCE y del Banco de Inglaterra ante el temor a las repercusiones sobre la economía real pero animadoras de la especulación financiera, hay que cuestionarse el marco europeo en que nos movemos.

  • ¿Por qué el BCE, que no controla la solvencia de los bancos nacionales, decide efectuar préstamos a los grandes bancos?


  • ¿Por qué la UE es solo un espacio financiero sin fronteras y sin una autoridad financiera comunitaria sino con veintisiete supervisores?


  • ¿Por qué el art. 56 del TCE-versión Niza prohíbe a los Estados miembros cualquier restricción de los movimientos de capitales no solo entre los socios, que es lo convenido para un mercado común, sino con países extracomunitarios, incluidos los paraísos fiscales offshore?


Artículo publicado en el nº 156- Noviembre 2007 de la revista TEMAS para el Debate


[1] El País 20/9/2007
[2] PSE-Grupo socialista del Parlamento europeo. Hedge Funds and Private Equity. A Critical Analysis, 2007
[3] Seabrook, Leonard. US Power in International Finance. Palgrave. New York, 2001.