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quarta-feira, julho 11, 2012

Solidariedade com a Guiné-Bissau

Reunidos no dia 07 de Julho, um grupo de Organizações Não-Governamentais guineenses preocupadas com o evoluir da situação política, económica e social pós-golpe de Estado de 12 de Abril, e na observância de um funcionamento anormal das instituições da república, volvidos trinta dias do exercício de governação em regime de transição, constatou que o país tem sido encaminhado para uma situação de agravamento da segurança e de deterioração das precárias condições de acesso aos serviços e bens básicos para a garantia das necessidades.



COMUNICADO DAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS GUINEENSES

Reunidos no dia 07 de Julho do ano em curso, um grupo de Organizações Não-Governamentais (ONG) nacionais preocupadas com o evoluir da situação política, económica e social pós-golpe de Estado de 12 de Abril, e na observância de um funcionamento anormal das instituições da república, volvidos trinta dias do exercício de governação em regime de transição, constatou-se que o país tem sido encaminhado para uma situação de agravamento da segurança e na deterioração das precárias condições de acesso aos serviços e bens básicos para a garantia das necessidades.

É nesta base que na continuidade dos posicionamentos anteriores, alertamos todos os atores nacionais e internacionais denunciando os perigos de agravamento e derrapagem irreversível da situação de conflito que se vive atualmente na Guiné-Bissau, baseado nos seguintes atos:
  1. Violação do espaço e ameaça e à soberania nacional e das instituições da república: depois da utilização indevida da Assembleia Nacional Popular por parte do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas no passado mês de Junho do ano em curso, agora foi a vez dos militares da CEDEAO, fortemente armados e com carros de combate, terem cercado e penetrado no interior da mesma edilidade, no dia 06/07/2012, quando ainda decorria uma sessão parlamentar, numa clara tentativa de ameaçar a liberdade de expressão. Esta atitude denuncia de uma forma inequívoca o caracter ocupacionista e da tentativa de implantação de um clima de medo no debate público dos problemas nacionais;

  2. A manutenção de uma situação de Estado de exceção, com a limitação dos direitos cívicos dos cidadãos, concretamente, os direitos à livre manifestação: mulheres manifestantes foram impedidas de demonstrarem a sua insatisfação com a situação política que o país vive, depois de quase três meses do golpe de estado; Ainda se assiste a ameaças aos dirigentes políticos e civis que condenaram o golpe de estado e se recusam a reconhecer as autoridades impostas pelos militares com a cumplicidade da CEDAO, ilegalmente;

  3. Inércia e pouca vontade no cumprimento dos compromissos da transição: uma das principais metas acordada por todos os atores desta transição é a realização das eleições. Até à data nenhum passo objetivo e consequente foi dado neste sentido. Primeiro, relativamente ao recenseamento biométrico; até agora não se verificou nenhuma ação concreta com vista à produção da lei que enquadra este processo, concretamente a lei eleitoral e não houve nenhum agendamento de discussão da mesma em todos os plenários da ANP; não obstante isso, temos assistido a uma desenfreada corrida e partidarização da administração pública, através de nomeações semanais de diretores-gerais, sem critérios de rigor, contribuindo para a colocação de indivíduos sem mérito e sem competência e numa transgressão completa dos esforços da reforma no sector, introduzindo indivíduos sem nenhuma experiência e que nunca estiveram na administração pública;

  4. Utilização indevida do erário público e ausência de fiscalização dos recursos naturais: vem-se constatando o recurso aos fundos públicos sem nenhuma provisão e sem seguir as normas de administração pública por parte de agentes não mandatados para o efeito, prática que demonstra uma clara violação dos cofres de Estado e sinónimo de corrupção; as tentativas diárias de levantamento abusivo de somas elevadas no Ministério das Finanças; tendo-se também deparado com uma ausência de atividades de fiscalização da nossa zona económica exclusiva de pesca, deixando os nossos recursos haliêuticos à mercê dos barcos estrangeiros e simultaneamente o favorecimento do narcotráfico;

  5. Revisão pela negativa do crescimento da economia nacional, aumento da inflação, aumento de pobreza e do desemprego: o golpe de 12 de Abril teve um impacto forte na retração do crescimento para este ano projetado para 4,5% do PIB mas segundo o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) será de 2,8% devido a uma forte quebra na exportação de castanha de cajú, em cerca de 30 a 40% da produção nacional. Esta situação já está a ter impactos severos no que concerne à campanha agrícola e aumento do preço dos bens de primeira necessidade nas principais cidades do país. Por outro lado, tem-se registado perdas de emprego no sector dos serviços, em particular da hotelaria, turismo e construções, em que alguns empreendimentos estão a reduzir o seu pessoal para metade e outros já anunciaram o encerramento devido à falta de clientes.

Pelo que o grupo de ONG signatárias delibera:
  • Alertar todos os atores, às populações, a opinião pública em geral e a Comunidade Internacional, que os perigos da derrapagem continuam presentes e poderão agravar-se com consequências imprevisíveis, como o risco da fome;

  • Alerta e responsabiliza as autoridades de transição pelos riscos de conflito social, caso os militares não regressem de facto para os quarteis, caso a CEDEAO em vez de proteger os civis prefira ameaçar a soberania, caso a principal missão do governo transitório não seja cumprida, ou seja, a realização de eleições livres, democráticas e justas.

As ONGs signatárias:
- Ação para o Desenvolvimento (AD)
- Associação Guineense de Estudos e Alternativas (ALTERNAG)
- Confederação Camponesa KAFO
- Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH)
- TINIGUENA - Esta Terra é Nossa

quinta-feira, junho 28, 2012

Solidaridad MMM con Paraguay

Llamado de acción de la Marcha Mundial de las Mujeres en solidaridad a Paraguay
¡Somos todas Paraguay!
La Marcha Mundial de las Mujeres se suma a la solidaridad internacional a las mujeres y al pueblo paraguayo en este duro momento de ataque a su proceso de construcción democrática. En el 22 junio, el presidente legítimamente elegido por el pueblo en 2008, Fernando Lugo, fue destituido tras un juicio político caracterizado como un Golpe de Estado Parlamentario, con apoyo masivo de los medios de comunicación vinculados a la oligarquía local. En el continente Américas ya hemos visto algo muy similar acontecer hace exactos tres años, en Honduras.

Llamamos las Coordinaciones Nacionales de la MMM a expresar su solidaridad y apoyo hacia la resistencia pacífica del pueblo paraguayo, en particular a las mujeres. Pedimos que se organicen acciones callejeras frente a sedes de nuestros parlamentos, gobiernos nacionales, así como frente a las representaciones diplomáticas de Paraguay, para exigir:
  • El NO-reconocimiento de Federico Franco como Presidente de la República, porque ha usurpado el cargo, manipulando la Constitución Nacional del Paraguay atropellando la institucionalidad democrática instalada desde el 2008;
  • El retorno inmediato del presidente Fernando Lugo a sus funciones presidenciales;
  • La adopción de sanciones políticas y comerciales mientras el gobierno legítimamente electo no sea restablecido;
  • La garantía al pueblo paraguayo del derecho de manifestarse en contra al golpe, derecho que está en permanente amenaza por parte de instancias como el Ministerio del Interior, la Policía y la Fiscalía.
Demandamos esclarecimientos sobre las muertes acaecidas en el distrito de Curuguaty el 15 de junio, hecho que fue manipulado para legitimar el juicio en contra Lugo. Exigimos una investigación transparente, con apoyo de misiones internacionales de derechos humanos, para que sea efectiva e imparcial y que permita que todo el peso de la ley caiga sobre los responsables.

Condenamos y denunciamos el accionar de los medios de desinformación masiva de Paraguay, que actúan con la intención de intoxicar las mentes y acallar la voz del pueblo y con ello pretenden infundir miedo para desmovilizar a la ciudadanía como en la época de la Dictadura de Stroessner y de los sucesivos gobiernos conservadores del partido Colorado.

Invitamos a todas a manifestarse en contra de esta agresión a los derechos del pueblo paraguayo y a difundir este pronunciamiento. Invitamos también a socializar informaciones producidas por el Frente de Resistencia del Pueblo Paraguayo: http://paraguayresiste.com/ y por los medios populares como la Radio Mundo Real (www.radiomundoreal.fm), la TV Alba (www.albatv.org) y la Minga Informativa de los Movimientos Sociales (www.movimientos.org)

¡Estaremos en marcha hasta que todas seamos libres!
27 de junio de 2012

quarta-feira, junho 27, 2012

EN DEFENSA DE LA DEMOCRACIA Y LOS DERECHOS HUMANOS EN PARAGUAY

Cira Novara, compañera del Colectivo CEAAL Paraguay, y miembro del Directivo nos mantiene informados permanentemente, e irá siguiendo el pulso de las luchas y los atropellos que siguen contra la democracia. Aquí va su carta del domingo 24 de junio:

Buen día compañer@s: Ahora sigue la lucha frente a la TV pública. Desde ayer en la tarde, cuando se presentaron los enviados del golpista Franco para censurar unos programas, se convocó a la gente por las redes sociales y en menos de una hora, la ciudadanía se hizo presente. Niños, niñas, jóvenes, adultos, estuvimos realizando una lucha activa, solidaria, consiente.

Se tomó la TV pública como un símbolo de la democracia, "No se va a permitir que los golpistas se apropien del único espacio en que el pueblo puede expresarse". La gente desde ayer está expresando su enojo, su ira, sus ideas y sus sueños. Está expresando su sentir: "Dictadura nunca mas"

La calle está siendo socializada, recuperada, compartida, soñada. Es emotivo encontrarse con los compañer@s que lucharon contra la dictadura y con nuestros hijos/as, jóvenes que hoy siguen la lucha. Hoy estamos juntos, codo a codo.

Este golpe nos despertó del letargo. Algunos estaban muy tranquilos, creyendo que esto era ya la democracia, los medios de prensa hacían creer esto, porque ellos seguían lucrando y manejando los hilos de la desinformación. Con la TV pública, la radio nacional, se abrieron espacios para el pueblo, que hoy la ciudadanía la asume y la defiende. Los golpistas no creyeron que existía un pueblo que pensaba, soñaba y repudia la dictadura. Creyeron que seguía el pueblo sumiso y fácil de manipular.

Ellos, en su torre de cristal empañado, no ven y sienten la realidad, solo ven lo que quieren ver y hacen lo que quieren hacer y para ello, utilizan los recursos necesarios que les da el neoliberalismo: asesinato, narcotráfico, censura, robo, empobrecimiento del estado….

Todo cambio viene de una crisis para que sea verdaderamente revolucionario, este debe ser para nosotros, momento de gran reflexión, ya no podemos aceptar una dictadura pero eso significa que debemos asumir nuestro errores, nuestras ingenuidades, nuestro creer que ellos, los neoliberales, esperarían tranquilos que llegue el momento de votar para tratar de asumir nuevamente el gobierno.

Este momento es muy importante, deberán ser días de lucha, pero también de análisis: ¿Por qué sucedió esto? ¿Por qué no pudimos consolidar la unidad? ¿Por qué no se consideró que el pueblo era el respaldo, el sustento, la base del cambio? Estas reflexiones deben darnos la claridad para los siguientes pasos. Estos pasos deben ser estratégicos y sabiendo quienes son los aliados.

Este golpe nos permitió ver claramente las dos veredas, los de enfrente, los neoliberales, terratenientes, ganaderos, empresarios y por otro lado, el pueblo que ya ha madurado, que va desarrollando su conciencia crítica.

Hoy, el golpista Franco y sus secuaces quieren hablar con Lugo, hoy se retiraron 3 embajadas del país, hoy el pueblo está en las calles. Estos hechos son señales de inmenso cambio y triunfo de la democracia participativa.

Estamos en la lucha, estamos vivos, estamos con nuestras utopías firmes….

¡Viva el Paraguay! ¡Viva el pueblo americano!

terça-feira, maio 15, 2012

Mensagem de Amigos da Guiné-Bissau

Caros amigos,
Assistimos a mais um Golpe de Estado que ocorreu na Guiné-Bissau na noite de ontem, dia 10 de Maio, a menos de um mês do Golpe ocorrido a 12 de Abril, desta vez desferido por representantes da CEDEAO. Vieram aqui impor um Presidente de Transição que já tinha sido escolhido pelos militares que deram o Golpe, sob pretexto dele ser o 1º Vice Presidente da Assembleia Nacional Popular. Isto enquanto o Presidente da ANP está vivo e mantido em detenção informal na Costa do Marfim, um dos 2 países que enviaram ontem seus Ministros e Chefe de Estado Maior, impor tal solução. Ironicamente, o Presidente de Transição que nos impõem desta forma, é um dos candidatos às presidenciais interrompidas, mas que nem sequer se classificou para a segunda volta, com menos de 15% dos votos e quando o partido que o elegeu para o Parlamento, aquele que ganhou as eleições, lhe retirou sua confiança política; e ainda mais, quando a própria ANP tinha sido declarada destituída pelo Comando Militar.
Queridos amigos, precisamos mais uma vez do vosso apoio. Interpelamos e pedimos a organizações da sociedade civil, intelectuais, homens e mulheres de bem, que preparem, assinem e façam circular uma denúncia pública e um repúdio a tal decisão, tomada em nome de uma comunidade regional que trai as aspirações democráticas de todos os guineenses que comungam dos valores da democracia. 
Contamos convosco como referência em cidadania e solidariedade. Para além dos nossos Chefes de Estado que continuam a tomar posições a nível regional em nome dos nossos povos, nós, simples cidadãos, intelectuais, homens e mulheres da cultura, das letras e das artes, organizações da sociedade civil, devemos levar o nosso posicionamento e a nossa solidariedade com o povo da Guiné-Bissau ao conhecimento não apenas da nossa sociedade, nos nossos países, mas também das instâncias sub-regionais, africanas e internacionais, que de uma forma direta ou indireta podem contribuir para o restabelecimento da verdadeira ordem democrática na Guiné-Bissau: reposição na governação do Presidente e Primeiro Ministro saídos das urnas e de acordo com o que consta na Constituição da Guiné-Bissau, retoma das eleições interrompidas pelo golpe de Estado de 12 de Abril 2012!
Pedimos que tornem publica esta tomada de posição de repúdio de uma tal intervenção por parte de representantes da CEDEAO, imposta à Guiné-Bissau na calada da noite de ontem, num momento em que o direito de opinião e de manifestação é negado aos cidadãos guineenses pela Junta militar. Esta medida não deverá ser corroborada por nenhuma instância legal de outros países e instituições internacionais, a oposição frontal a ela deve ser manifestada a todos os níveis das nossas sociedades: pelas instâncias de soberania, pelas organizações da sociedade civil, pelos intelectuais, homens e mulheres de cultura, pelos cidadãos que conhecem e dão valor à democracia.
A globalização nos impõe organizações regionais. Se somos parte delas devemos poder também exprimir sobre elas e nos manifestar em relação a tudo o que ameaça a democracia no espaço regional de nossa pertença. É nosso direito e nossa responsabilidade!

quarta-feira, abril 18, 2012

MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE

MANIFESTO

Nós, cidadãos guineenses residentes em Portugal

Mais uma vez, constatamos com profundo pesar que o nosso país, a Guiné-Bissau, está a ser palco de um Golpe de Estado, promovido pelo auto-intitulado "Comando Militar". Este Golpe de Estado tem a particularidade de ocorrer no intervalo entre a primeira e a segunda volta das Eleições Presidenciais antecipadas, i.e. após mais um acto de expressão popular soberana através das urnas.

Porque entendemos que a expressão popular democrática é o único acto legitimador da representação política, enquanto cidadãos guineenses inconformados com o Golpe de Estado em curso no país e em gesto de solidariedade para com os nossos irmãos e irmãs na Guiné, decidimos promover uma MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE:
  • Respeito pela SOBERANIA POPULAR
  • Respeito pela CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU
  • Respeito pela ORDEM CONSTITUCIONAL
  • Respeito pelo ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO
  • Respeito pela LEGALIDADE DEMOCRÁTICA
  • Respeito pelas INSTITUIÇÕES DEMOCRATICAMENTE ELEITAS
  • Respeito pela CADEIA DE COMANDO
  • Respeito pela DIGNIDADE DOS GUINEENSES
  • Respeito pelo PROCESSO ELEITORAL
  • Respeito pelos RESULTADOS ELEITORAIS
  • Respeito pela VIDA HUMANA
  • Respeito pela INTEGRIDADE FÍSICA E PSICOLÓGICA
  • Respeito pela memória dos nossos HERÓIS NACIONAIS
  • Respeito pelos sacrifícios consentidos pelos nossos COMBATENTES DA LIBERDADE DA PÁTRIA

A MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE é apartidária e visa como principal propósito a criação de uma “onda de cidadania activa” em prol de uma sociedade guineense cada vez mais aberta e, por isso, contra o Golpe de Estado. Neste sentido, lançamos um forte apelo a todos os cidadãos guineenses na diáspora e, em especial, aos nossos irmãos e irmãs na Guiné para, em comunhão de valores, no mesmo dia e a mesma hora, marcharmos pelo nosso direito ao respeito. De igual modo, em nome da fraternidade lusófona, convidamos todos os amigos da Guiné-Bissau, bem como todos os amantes da paz e democracia para se juntarem a nós na MARCHA INTERNACIONAL PELO RESPEITO AO POVO GUINEENSE.

Programa:
Data: 21 de Abril de 2012 [Sábado]
Local: Lisboa
16H00 - Concentração na Praça de D. Pedro IV, no Rossio: acto simbólico de voto de repúdio ao Golpe de Estado.
17H00 - Início da Marcha: ao som da música mindjeres di pano preto de José Carlos Schwarz.
17H30 - Chegada à sede da CPLP, no Palácio Conde de Penafiel – Rua de S. Mamede ao Caldas: entrega da missiva ao Secretário Executivo da CPLP, Eng. Domingos Simões Pereira.

Contactos:
Facebook - Diáspora da Guiné-Bissau
Blog - www.diasporadaguinebissau.blogspot.pt
Telemóveis:
96 692 77 72
96 831 85 60
96 289 82 92
93 664 93 88
96 759 95 48

segunda-feira, julho 25, 2011

Honduras: COFADEH - Reacción preliminar al Informe Stein

Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos de Honduras

Como organización defensora y promotora de derechos humanos desde los clamores de las víctimas, el Cofadeh escuchó con atención el reporte de la Comisión oficial de la Verdad y la Reconciliación.

Consideramos que los fragmentos del texto leídos al público causan algunas impresiones mediáticas en apariencia positivas y sorpresivas, que sin embargo nos obligan a ser precavidas.

Definen las características del golpe contra el Ejecutivo reconociéndolo como tal aunque no le llamen tal, y califican de ilegal el criminal período de Micheleti.

Lo irónico es haber tenido que pasar dos años aguardando esa afirmación que todo el mundo, incluyendo la OEA y la ONU, calificaron así desde el principio, mientras las víctimas seguían sumando en las cuentas de los verdugos.

El informe considera el peso que la corrupción tuvo en el desencadenamiento de los hechos y retrata las insuficiencias legales de los poderes judicial y legislativo para actuar contra el Presidente de la República.

Lo lamentable es que ninguna institución, ni la OEA ni la ONU, hicieron uso de sus capacidades prospectivas para prevenir e impedir los acontecimientos y sus secuelas.

Asigna responsabilidad el informe a la OEA por la crispación de los actores locales al enviar observadores a la cuarta urna y revela, inclusive, que hubo dueños de medios de comunicación, periodistas y cercanos colaboradores que presionaron al Presidente Zelaya para que siguiera adelante en la adversidad con la consulta.

Pero rehúye con evidente cobardía siquiera insinuar las responsabilidades de los actores fácticos, oráculos, hacedores de reyes, príncipes de las tinieblas, peters panes y toda la fauna responsable de mover los cordeles del acto violento desde las sombras.

La enorme omisión del informe que capta la ciudadanía y nosotros también es la relativa a las responsabilidades individualizadas en la conspiración contra Zelaya y el pueblo hondureño.

Nos deja el enorme déficit de enfocar a religiosos, políticos, empresarios, militares, policías, diplomáticos y agentes encubiertos, entre otros culpables del golpe y sus beneficios.

No señala la colusión de los poderes del Estado para conspirar contra la institucionalidad previamente debilitada por la corrupción, la impunidad y el crimen organizado.

Reduce las víctimas post golpe a solamente 20 asesinatos selectivos, menospreciando la estadística independiente que eleva las víctimas a muchas decenas, contrastables en informes de la CIDH y de otras dependencias internacionales.

Nos deja la riqueza de una enorme lista de 88 recomendaciones que sugieren, entre líneas, los temas sobre los que esperábamos saber, pero igualmente nos deja la tristeza de depositarlas en las manos de quienes no pueden asumirlas, cumplirlas ni hacer que se cumplan.

Proclamar misión cumplida en un clima que sigue crispado por la incertidumbre que generan las mismas elites que cometieron el golpe no es ético. Ni admisible.

No queremos olvidar ni nos da la gana perdonar, porque los mismos obispos y pastores que bendijeron hoy el informe no han pedido perdón ni respondido por sus apologías a la ilegalidad, al odio y la violencia.

No hay ningún perdón posible en la sociedad hondureña sin la verdad ni la justicia, nada sobre las bases de la impunidad producirá reconciliación.

Trabajemos porque la paz sea fruto de la sanción penal y moral a los criminales golpistas, sin importar si se esconden en uniformes, sotanas o en las sombras.

DE LOS HECHOS Y LOS HECHORES NI OLVIDO NI PERDON

Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras

COFADEH

Tegucigalpa 07 de julio 2011

quarta-feira, julho 13, 2011

Honduras: "Lo sucedido el 28 de junio del 2009 fue un Golpe de Estado"

La Comisión para la Verdad y Reconciliación descartó que la salida del presidente Manuel Zelaya del poder haya sido una "sucesión constitucional", como afirmaban los golpistas encabezados por Roberto Micheletti. Sin embargo, consideró que las elecciones de la cual surgió electo Porfirio Lobo Sosa fueron "legítimas" porque estaban convocadas un mes antes del golpe, y recomendó una reforma constitucional.

El guatemalteco Eduardo Stein, presidente de la Comisión para la Verdad y Reconciliación (CVR), divulgó hoy el informe el informe titulado "Para que los hechos no se repitan" y que constituye la relatoría de lo que ocurrió antes, durante y después del golpe de Estado que sacó del poder a Zelaya.

La CVR concluyó que el golpe fue la culminación de una grave crisis política y en especial de la confrontación de los poderes ejecutivo contra el legislativo y judicial y en la cual intervinieron las Fuerzas Armadas a favor de los segundos.

Según la comisión, Zelaya "atentó contra las normas constitucionales" para establecer "un nuevo régimen", por lo que recomendó la creación de la figura del juicio político en la Constitución hondureña, entre otras medidas para evitar nuevos golpes de Estado, pues la Carta Magna carece de un procedimiento para la destitución de un gobernante.

El informe también señala que las elecciones de la cual surgió electo el presidente Porfirio Lobo Sosa fueron "legítimas", ya que las mismas estaban convocadas un mes antes del golpe de Estado. Muchos gobiernos se negaron a reconocer a Lobo como mandatario, ya que consideraban que las elecciones fueron producto de un golpe de Estado.

Igualmente la CVR estableció que se dieron innumerables violaciones a los derechos humanos tras el golpe de Estado y que como consecuencia de ello hasta 12 personas fallecieron durante la represión de las protestas. "Se debe revisar en la Constitución de la República la función de las Fuerzas Armadas, incluyendo la supresión de cualquier misión de carácter político para las mismas", sostiene el informe.

La Comisión surgió del acuerdo Guaymuras, San José-Tegucigalpa, que fue negociado por el derrocado Zelaya y el presidente de facto Micheletti, bajo la mediación de la Organización de Estados Americanos (OEA) y el gobierno de Estados Unidos. El secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, viajó a Honduras para estar presente en la divulgación del informe de la comisión, ya que la misma es avalada por el organismo continental. Insulza, al igual que el gobierno y los demás poderes del Estado hondureño, recibieron una copia del informe.

La CVR fue integrada por cinco miembros (dos hondureños y tres extranjeros), la rectora y ex rector de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras, Julieta Castellanos y Jorge Omar Casco; el ex vicepresidente de Guatemala Eduardo Stein, el ex embajador de Canadá en Estados Unidos y Cuba, Michael Kergin, y la ex ministra de Justicia peruana María Amadilia Zavala.

quinta-feira, junho 23, 2011

Llamamiento Jornada Continental de Solidaridad con Honduras (26 -28 junio 2011)

Movimientos sociales
Organizaciones Populares
Redes, campañas, comités de solidaridad
Compañeras y compañeros en todas partes:

Desde este lugar que se nombra La Esperanza, territorio histórico de lucha indígena, desde esta tierra de Honduras, uno de los corazones de resistencia en esta hora latinoamericana de emancipación popular, les escribimos con ánimo, convicción y alegría para convocarles a la lucha colectiva contra la militarización y el intervencionismo.

En este 26, 27 y 28 de junio hemos acordado los movimientos sociales, populares e indígenas realizar la Jornada Continental de Solidaridad con Honduras, pueblo que a partir del golpe de estado del año 2009 se ha convertido en laboratorio de ocupación, militarización, criminalización y represión en contra de toda la población y especialmente aquella que lucha y se sostiene en rebeldía contra el golpismo internacional.

La situación de Honduras es agravada por el hecho de que se ha legalizado el golpe de estado en instancias internacionales oxigenando a los golpistas y apoyando un discurso de reconciliación que sólo son palabras mentirosas e hipócritas para ocultar la violencia sistemática con que se agrede a las y los hondureños cotidianamente.

Los ejes de esta jornada se encaminan a:
  • Exigir el cierre de las bases militares extranjeras y denunciar que las bases militares norteamericanas apoyaron el golpe y han ampliado su ocupación en el país para perpetuar el saqueo y la dominación.
  • Acabar con la militarización y represión hacia el pueblo de Honduras por parte de la fuerza armada nacional y el paramilitarismo, para lo cual proponemos la eliminación total de todo el aparato y la industria militar.
  • Terminar con la criminalización de las luchas sociales y de las graves violaciones sistemáticas a los derechos humanos.
  • Demandar el juicio y castigo para los golpistas, que aún son parte de estructuras de poder en el país, responsables del asesinato y represión brutal contra el pueblo hondureño.
  • Aportar al desmantelamiento de la cultura de la militarización como forma de dominación patriarcal, racista y neoliberal en todos los ámbitos de la vida cotidiana para todas las personas.
Les convocamos a realizar acciones frente a embajadas y consulados hondureños y/o embajadas gringas, organizar debates, giras, actividades culturales en las calles, participar en medios de comunicación y realizar todo tipo de iniciativas autónomas y creativas que conduzcan a divulgar la grave situación de violación a los derechos humanos en Honduras, denunciar el asesinato y criminalización de la resistencia hondureña, la ocupación imperialista del país con miras al control hemisférico y a reafirmar el rechazo a los golpes militares en cualquier parte.

Con la firmeza, esperanza y convicción que nos mantiene en esta Honduras digna y rebelde, les alentamos a organizarse, movilizarse y encontrarnos en el espíritu común de la lucha por la vida justa, solidaria y feliz para todas y todos.

COPINH, OFRANEH, Artistas en Resistencia, MUCA, Insurrección Autónoma, ERIC, COFADEH, Campaña América Latina y el Caribe, una Región de Paz: Fuera Bases Militares Extranjeras.

Para información actualizada sobre la situación de derechos humanos en Honduras les invitamos a consultar las páginas:

http://www.cofadeh.org
http://www.comisiondeverdadhonduras.org/
http://www.defensoresenlinea.com/cms/
http://www.cidh.oas.org/countryrep/Honduras09sp/Indice.htm
http://www.cidh.org/countryrep/Honduras10sp/Honduras10.Cap.I.htm

sábado, junho 18, 2011

Honduras: Encuentro Internacional Contra la Militarización

Jornada Continental de Solidaridad con Honduras: Fuera Bases Militares Extranjeras – Basta de criminalización a los movimientos sociales

Nosotros, movimientos sociales y populares de Latinoamérica y de Honduras en particular, en el marco de la Campaña América Latina y el Caribe, una región de paz: fuera las bases militares extranjeras, convocamos al Encuentro Internacional contra la Militarización en La Esperanza y Comayagua,

Honduras los días 26 y 27 de junio de 2011 que tendrá su cierre el 28 de junio --día en que se cumplen dos años del Golpe de Estado realizado en Honduras perpetrado por el imperio estadounidense, los militares y la oligarquía-- con la participación en el evento nacional de lanzamiento de la Auto-convocatoria del pueblo hondureño al proceso constituyente originario, popular y refundacional.

El objetivo del Encuentro será el de analizar el contexto hemisférico y el nacional ante la agresividad del proyecto de dominación, particularmente en la estrategia hegemónica de militarización e intervencionismo y la represión brutal contra el Pueblo hondureño, que nos conduzca a la definición de líneas de acción y articulaciones posibles para contrarrestarlo. Estaremos realizando actividades de debate, intercambio de información y trabajos colectivos para llegar a acuerdos y líneas de lucha común.

Con ánimo, esperanza y convicción las y los convocamos a trabajar para que se termine la militarización en todas sus expresiones:

Exigir el cierre de las bases militares extranjeras;

Terminar con la criminalización de las luchas sociales y de las violaciones sistemáticas y graves a los derechos humanos;

Demandar el juicio y castigo para los responsables de estas acciones que son parte de las estructuras golpistas que deben desmontarse;

Desmantelar la cultura de la militarización como forma de dominación patriarcal y neoliberal en todos los ámbitos de la vida cotidiana para todas las personas.

Las acciones internacionales en la Jornada Continental de Solidaridad con Honduras se realizarán frente a embajadas y consulados hondureños para organizar debates, realizar giras, audiencias con autoridades, etc. para reafirmar su rechazo a un golpe militar en el continente.

Denunciarán que las bases militares norteamericanas apoyaron el golpe y han ampliado su presencia en el país. Denunciarán las persecuciones y asesinatos de activistas de movimientos sociales y populares y del pueblo hondureño en general por parte de grupos de apoyo al régimen de facto. Demandarán el no reconocimiento de las deudas contraídas por el golpismo.

Fuera, fuera tropas extranjeras

Yanquis basura, fuera de Honduras

Convocan:

Campaña América Latina y el Caribe, una Región de Paz: Fuera Bases Militares Extranjeras.

COPINH, OFRANEH, Artistas en Resistencia, MUCA, Insurrección Autónoma, ERIC, COFADEH.

sábado, abril 09, 2011

Honduras: Carta abierta con 127 firmas de organizaciones internacionales

30 de marzo de 2011

Carta abierta a los respetables miembros del cuerpo diplomático internacional y organismos internacionales con presencia y/o enfoque en Honduras

Reciba en nombre de representantes de organizaciones que buscan promover los derechos humanos en Honduras, un cordial saludo.

El motivo de la presente carta es para expresar nuestro respaldo para las labores que se encuentra realizando la Comisión de Verdad en Honduras, la que entró en vigencia desde junio de 2010, y para solicitar que se exija la protección del personal contratado por esta Comisión, también todas la víctimas, familiares, y testigos quienes tienen la intención de compartir su testimonio con la misma.

Como es de su conocimiento, la Comisión de Verdad se está cumpliendo con las funciones y objetivos que la Plataforma de Derechos Humanos de Honduras le confirió. La CDV ya se inició el proceso de recolección de denuncias y testimonios de víctimas y/o familiares de violaciones a derechos humanos a nivel nacional, los cuales conformarán la base para el Informe de Derechos Humanos de esta Comisión. En este marco, la CDV ha contratado un equipo multidisciplinario de profesionales y personal administrativo que realizará dichas funciones, elaboradas a través de oficinas en San Pedro Sula y en Tegucigalpa y de equipos itinerantes de investigación quienes estarán viajando a diversas regiones del país durante los próximos meses.

Entendemos que la Comisión ha remetido la información referente dicho trabajo, con el fin que su Organismo, Embajada, Gobierno conozca las labores humanitarias, técnicas y profesionales que la Comisión realiza, en caso que sus equipos sufrieran un eventual ataque o represión por parte de agentes del Estado u personas bajo la tolerancia de este. En caso de ataque o represión en contra de estas defensoras y defensores de derechos humanos, estaremos en comunicación con Embajadas, organismos, y gobiernos internacionales para respaldar cualquier solicitud de protección por la parte de la CDV. Reiteramos que las víctimas y/o sus familiares tienen el derecho legítimo y universalmente reconocido a presentar sus denuncias respectivas y conocer la verdad sin amenaza, hostigamiento, o represión de cualquier tipo.

Deseamos manifestarle nuestro reconocimiento y apoyo por los esfuerzos que varios gobiernos y organismos internacionales están realizando para que se cumplan los compromisos de carácter internacional del Estado de Honduras en materia de derechos humanos, y pedir la continuación de estos esfuerzos. Referimos especialmente a las conclusiones y/o recomendaciones establecidos en el Examen Periódico Universal del Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas, la de los Órganos de Tratados de las Naciones Unidas, así como las decisiones y/o sentencias de los órganos del Sistema Interamericano de Protección de los Derechos Humanos, de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos y la Corte Interamericana de Derechos y de la misma Organización de los Estados Americanos, emitidos antes, durante y después del golpe de Estado en Honduras. Su cumplimiento por parte del Estado de Honduras se convierte en un requisito indispensable para el logro de una verdadera reconciliación nacional, con el fin que la sociedad civil pueda ver a corto o mediano plazo las condiciones necesarias para la conquista de la verdad, justicia y reparación de las graves y sistemáticas violaciones de los derechos humanos.

Sinceramente,

Seguem-se os nomes de 127 organizações da América Latina, Canadá, Europa e EUA.

sábado, abril 02, 2011

Honduras: El golpe de Estado, sus herederos y la criminalización de la protesta social.

El día de ayer fui capturada de forma selectiva por agentes del Ministerio de seguridad en medio de una protesta en la inmediaciones de la comunidad garífuna de Triunfo de la Cruz. En el proceso de ser arrestada me dispararon varias bombas lacrimógenas impactandome una en el abdomen, causándome quemaduras en el estómago; posteriormente fui arrastrada por el asfalto al mismo que tiempo que los policías me golpeaban, proferían insultos raciales.

El operativo dirigido por el Sub Comisario Víctor Sanchez Bonilla, el que en medio de la muchedumbre me señaló a sus subalternos para que fuera la única capturada en medio de todas las personas, demuestra la estrategia por parte de las fuerzas represoras de focalizar a dirigentes como objetivos militares.

Cabe mencionar al ser capturada me llevaron directamente a una bartolina de la cárcel de Tela, sin hacer requerimiento, sin atención medica por las quemaduras y la intoxicación que sufrí por las bombas lacrimógenas. Hasta dos horas y media después me leyeren mis derechos sin que me dijeran de que me acusaban. Posteriormente me informo la Juez Ejecutora de turno que se me acusaba de sedición.

En Honduras se continúa el caos en que se sumió el país a raíz del golpe de estado del año 2009, perpetrado por el poder judicial, el Legislativo y las fuerzas armadas; bajo las instrucciones de la derecha estadounidense y por supuesto el Pentágono.

A pesar de las sonrisas plásticas de los funcionarios estatales y su avidez en lograr el reconocimiento internacional, la criminalización de la protesta social se ha agudizado con el régimen de Porfirio Lobo, el que de forma siniestra aduce una campaña de descrédito en contra de su administración por parte de las organizaciones de derechos humanos.

Gracias a la solidaridad y presión internacional, de la comunidad Garifuna y de hondureñ@s conscientes de la crisis existente, se me concedió libertad "provisional". Los operadores de justicia de Honduras ante las presiones se vieron obligados a cumplir su deber. Sin embargo en las hacinadas cárceles del país están confinados un sinnúmero de presos políticos, como es el caso de los 18 docentes que en este momento guardan prisión en la capital de la república.

El recrudecimiento de la violencia en contra de la resistencia popular, es parte de la cátedra de seguridad dictada por el sátrapa colombiano Alvaro Uribe, asesor en represión, y el que hace pocas semanas dictó una conferencia en el Salvador sobre la ¨seguridad democrática", a la cual asintieron puntualmente el Sr. Porfirio Lobo y su delfín Oscar Alvarez. La colombianización de Centroamérica es reafirmada por la Iniciativa Merida y la militarización que sufrimos.

Al son del año internacional de los "afrodecendientes", los garífunas de Honduras sufrimos una acelerada expulsión de nuestros territorios que hemos habitado durante 214 años. Mientras tanto algunas organizaciones de afroderecha se han alienado con el régimen represor y pretenden festejar los despojos territoriales que se están dando tanto en África como en América Latina, a través de una supuesta cumbre mundial de afrodescendientes que sirve de instrumento y maquillaje a la violencia del actual gobierno y sus políticas neoliberales.

A partir de la Asamblea de los Pueblos de la Tierra y el Mar, efectuada en febrero de este año, en la comunidad de Durugubuti Beibe, los pueblos indígenas y negros de Honduras reafirmamos la defensa de nuestros territorios, el derecho a la autonomía, el respeto al derecho a la consulta y suspender de inmediato la construcción de las represas hidroeléctricas en el río Patuca: sentencia de muerte para el pueblo Tawahka y el país.

Muchísimas gracias de nuevo a la solidaridad nacional internacional y al movimiento de todas y todos, lo que paso ayer demuestra que las acciones a tiempo se logran resultados positivos.


Por una Honduras Libre, pluricultural, democrática, participativa, antimilitarista, antiracista y antipatriarcal, LA ASAMBLEA NACIONAL CONSTITUYENTE, YA

La Ceiba, Marzo 29 de 2011

Miriam Miranda
Coordinadora General
OFRANEH

OFRANEH
Organizacion Fraternal Negra Hondureña
Calle 19, #130.
La Ceiba, Atlantida,
Honduras
telefax: 504-4420618
email:garifuna@ofraneh.org/ ofraneh@yahoo.com

sábado, outubro 16, 2010

15 de octubre: THOMAS SANKARA ¡PRESENTE!


"Llaman provocación a las verdades que nosotros proclamamos, mientras que las mentiras que ellos cuentan se convierten en verdades absolutas. Nuestra lucha por la independencia y el bienestar de nuestros pueblos es tachada de insumisión, y el saqueo que ellos hacen de nuestras riquezas se llama obra civilizadora. Así escriben ellos la historia, y así se la aprende la mayor parte de la Humanidad. Por eso yo prefiero sentir a mí lado al Che antes que a cualquiera de ellos".
Thomas Sankara

La gente joven, por lo menos en esta parte sur del hemisferio, sabe poco y nada sobre quién fue Thomas Sankara, conocido como "el Che Guevara negro".

Efectivamente, como él denunció en uno de sus discursos, "ellos" son los que escriben la historia. Una historia de mentiras y engaños, de invisibilizaciones intencionadas y sesgo colonialista. De continuo desprecio por el África profunda, su gente y sus luchas.

Conocer la figura de Sankara y rescatarla del olvido, nos hace re-conocernos en una misma lucha. Ayer y hoy, por la liberación de la esclavitud de la deuda. Una lucha que le costó su propia vida, pero que no se apago con él.

Por eso, este 15 de octubre, en el marco de la Semana de Acción Global contra la Deuda y las Instituciones Financieras Internacionales, queremos reivindicar, a 23 años de su asesinato, la figura Thomas Sankara y su lucha contra la dominación de la deuda.

Jubileo Sur/Américas



El 15 de octubre de 1987, era asesinado el Presidente de Burkina Faso, Thomas Sankara.

Había llegado al poder en 1983, a los 33 años de edad, por medio de un golpe de estado dado por militares revolucionarios, organizado por él y su amigo Blaise Compaoré. El mismo que, cuatro años más tarde, lo traicionó y asesinó en un sangriento golpe auspiciado por los Estados Unidos, Francia y sus aliados africanos.

Apenas llegó a la presidencia, Sankara se pronunció por llevar adelante una "revolución democrática y popular", inspirada en el ejemplo de la Cuba socialista. Se definió como un ferviente antiimperialista y puso en marcha una serie de medidas de gobierno, que en poco tiempo empezaron a mostrar cambios profundos.

Su gobierno suprimió los honores y beneficios que gozaban los jefes tribales, incluyó a las mujeres en su gabinete de ministros y dispuso una serie de medidas de austeridad. Renuncio al sueldo que tenía estipulado como presidente y se quedo con el modesto salario de capitán.

Cambió el menú presidencial por el , la comida diaria de los pobres de su país, Vendió todos los automóviles Mercedes-Benz del gobierno y los cambio por Renault 5, el más barato en ese momento. Cuando vio que sus hijos se distanciaban de la austeridad que había marcado su infancia, decidió llevarlos a vivir al Barrio de Chabolas, donde él había crecido, abandonando el Palacio presidencial. Su madre siguió teniendo, como una más, el puesto en la feria del mercado.

Sus medidas sociales fueron de avanzada para el África del momento. Prohibió y persiguió la ablación de los genitales femeninos y fue el primer gobierno africano en reconocer que el hiv-sida era una gran amenaza para la región. Dispuso que el depósito de provisiones del ejército se convirtiera en un almacén estatal para abastecer a la población, lo que fue el primer
"supermercado" del país.

Devolvió las tierras a los campesinos y promovió la pequeña agricultura familiar, dejando de lado el modelo agro-exportador impuesto, con el fin que la población se autoabasteciera y que las empresas multinacionales dejaran de lucrar con los alimentos. Una verdadera medida de soberanía alimentaria.

Impulso la inversión en políticas públicas de alfabetismo, combate a la pobreza y salud pública, contrariando lo que habían dispuesto para su país el Fondo Monetario Internacional y el Banco Mundial. Estás políticas lograron disminuir sensiblemente el analfabetismo y la mortalidad infantil en poco tiempo, gracias a las brigadas de vacunación.

En el primer aniversario de su gobierno, propuso cambiar el nombre de su país, la ex-colonia francesa de Alto Volta por Burkina Faso, que significa en mossi y djula, las dos lenguas mayoritarias, "el país de los hombres íntegros".

Sankara, junto a Fidel Castro, fue uno de los pocos que se atrevió a denunciar el costo del pago de la deuda externa y su papel de dominación y control sobre los países del Tercer Mundo. En diferentes encuentros internacionales levantó su voz para denunciar la herencia colonial de la deuda externa.

Tal vez el discurso más significativo sea el que pronunció en 1987 en la Cumbre de Jefes de Estado Africanos: "El origen de la deuda viene de los orígenes mismos del colonialismo.

Quienes nos prestan dinero son aquellos que nos colonizaron antes. Son aquellos que controlan nuestros estados y economías. Nosotros no teníamos ninguna relación con esa deuda. Por eso no debemos pagarla. Ellos nos propusieron bellos esquemas financieros y nosotros nos quedamos endeudados por 50, 60 años.
"

"La deuda, en su forma actual, es controlada por el Imperialismo con el objetivo de recolonizar África […] La deuda no debe ser pagada, en primer lugar, porque los prestamistas no morirán en caso que no paguemos. Si pagamos, los que moriremos somos nosotros […] Aquellos que nos llevaron a endeudarnos, jugaron como si estuvieran en un casino. Mientras ellos ganaban, no había problemas. Pero ahora que ellos pierden, nos exigen que paguemos".

"¡Nosotros no debemos pagar la deuda, porque no hay nada que pagar!. Nosotros no somos los responsables de esa deuda. No debemos pagar la deuda porque, al contrario de ellos, somos acreedores de una gran riqueza que nunca podrán pagarnos: la deuda de sangre. Fue nuestra sangre la derramada."

"La deuda ha sido impuesta por los fabricantes de hambrunas, los mercaderes de la miseria. Es moralmente inadmisible, políticamente inaceptable, matemáticamente impagable. Hay que anularla, y solo hay una vía para hacerlo: la lucha solidaria de los países empobrecidos".

Y finalizó su discurso haciendo un llamado a la unidad de los países africanos y a la conformación de un Club de países contra el pago de la deuda. "Oímos hablar de muchos clubes, Club de Roma, Club de París […] Es nuestro deber crear un frente unificado de Addis Abeba(*) Es la única manera de afirmar que el rechazo a la deuda no es un movimiento bélico de nuestra parte, por el contrario: es un movimiento fraternal de decir la verdad […] Así, nuestro Club de Addis Abeba tendrá que explicar porque esa deuda no debe ser pagada."

Apenas tres meses y medio después de este discurso, Sankara fue asesinado por el que consideraba su hermano, Blaise Compaoré, el actual presidente de Burkina Faso. Su figura, sin duda, es un ejemplo para el movimiento contra la deuda de los países del Sur.

Por eso reivindicamos su lucha: nuestra lucha.

Thomas Sankara ¡Presente! ¡Ahora y siempre!

(*) Addis Abeba es la capital de Etiopía, donde se llevo adelante la Cumbre de Jefes de Estado Africanos en 1987.

Texto: Pablo Herrero Garisto / Traducción: Miguel Sá

domingo, junho 06, 2010

El Camino de la Refundación de Honduras

La otra Honduras posible, se construye desde abajo

El Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP) representa los intereses de todo un pueblo que se mantiene en lucha contra el actual régimen represivo disfrazado de democracia. La Resistencia crece diariamente y se extiende por todo el territorio nacional coordinando las distintas agendas políticas y sociales en un solo proyecto unitario con el que se ha empezado a construir los pilares sobre los cuales se construirá una nueva sociedad en Honduras.

Luego del Golpe de Estado del 28 de junio del 2009 se vino a bajo el ya debilitado Estado de Derecho y el pequeño grupo empresarial que secuestro al legitimo presidente de las y los hondureños se ha mantenido en el poder a base de la violencia de las fuerzas represivas (Policía Nacional y Fuerzas Armadas de Honduras) asesinando, golpeando, apresando, violando y obligando al exilio a centenares de hondureños y hondureñas. Los “golpistas” que sacaron a Manuel Zelaya Rosales son los mismos que ahora presentan a Porfirio Lobo como un títere para seguir consolidando su régimen de violencia.

Lo que los criminales no se esperaban era la enorme valentía del pueblo hondureño que ahora ha decidido luchar hasta el final. La Resistencia se basa en la construcción del Poder Popular desde la base y en la participación directa de todos los sectores en la construcción de una propuesta política que de respuestas a la grave crisis que se vive en el país.

Vamos por la Constituyente para crear el marco legal que nos permita como pueblo organizado retomar el destino de nuestra patria y arrebatarla de las manos mezquinas del pequeño grupo que mantiene secuestrado el gobierno.

Los pueblos del mundo han seguido de cerca el surgimiento de la resistencia y su consolidación. Ahora estamos en el marco de una nueva demostración de fuerza con la presentación de más de un millón de Declaraciones Soberanas en las que como ciudadanas y ciudadanos desconocemos este gobierno ilegal e ilegitimo e invitamos a la población a convocar a una nueva Asamblea Nacional Constituyente.

Este 28 de junio cumplimos nuestro primer aniversario como Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP)
, pero no lo hacemos recordando el asalto a la democracia de parte de los golpistas, si no al contrario celebraremos el nacimiento de la verdadera democracia popular que ha iniciado su camino hacia la refundación del Estado y la construcción de un futuro justo para todos y todas por igual.

La Resistencia Hondureña invita a todos los pueblos del mundo a ser parte de este proyecto refundador y revolucionario, a seguirlo de cerca y a sumarse en lo que será la celebración del primer año de este caminar hacia la victoria.

Comisión Internacional (CI) – Frente Nacional de Resistencia Popular

Honduras, Centro América

Contacto: Betty Matamoros, Coordinadora CI. Correo: bmflores2009@yahoo.com

Dirian Pereira:dirianbeatrizpereira@yahoo.com

Gerardo Torres:unita1984@hotmail.com

domingo, novembro 29, 2009

Honduras: comunicado No 38 Frente Resistencia

COMUNICADO No. 38


  1. Denunciamos que horas antes de la farsa electoral de la dictadura militar, sus cuerpos represivos han emprendido una feroz persecución contra organizaciones populares que se han manifestado opuestas al Golpe de Estado. Ejemplos de ello son el allanamiento y destrozo de la sede de la Red Comal en Siguatepeque; el cerco militar y el amedrentamiento con armas de fuego contra la sede del STIBYS en Tegucigalpa; el cerco militar contra la comunidad Guadalupe Carney en Silín, Colón, y contra la Colonia La Paz, en La Lima, Cortés; y la militarización del centro INESCO del padre Fausto Milla en Copán. De igual manera, nos llama a preocupación el atentado que sufrió el Centro de Derechos de Mujeres de San Pedro Sula, con una bomba.

    Asimismo, la acción represiva ha recaído sobre miembros(as) activos(as) de la Resistencia Popular en la víspera de las votaciones, como sucede con la persecución que se ha desatado contra dirigentes de la Resistencia en la Colonia Kennedy y El Reparto, de Tegucigalpa; en Gualala, Santa Barbara; en San Pedro Sula, Cortés; y la captura de la dirigente feminista Merlyn Eguigure, en Tegucigalpa, liberada tras la presión hecha por sus compañeras del Movimiento Visitación Padilla.

    También han sido allanados el centro de trabajo del dirigente del Partido Unificación Democrática, Gregorio Baca, de donde se llevaron detenido a su vigilante Humberto Castillo (discapacitado), y el allanamiento de la casa de la hermana de la periodista Percy Durón, de Radio América. Para rematar, el señor Fabricio Salgado Hernández, de la colonia Tiloarque, está en estado crítico tras ser baleado por militares que custodian el Edificio del Estado Mayor, pues el herido tuvo un accidente por los obstáculos que los militares han colocado.

  2. Esta violencia muestra el estado de indefensión en que se encuentra el Pueblo Hondureño ante las huestes represivas del gobierno de facto. Retrata también el clima de persecución en que se realiza el circo electoral que inicia el día de hoy. Por ello, el Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado reitera que no existen condiciones para la realización de elecciones limpias y seguras, y que el empecinamiento de este desgobierno en realizarlas solo obedece a su urgencia "lavarle" la cara al relevo de golpistas que surgirá de las mismas.

  3. Alertamos al Pueblo Hondureño y a la comunidad internacional, sobre la eventualidad de que esta escalada represiva se incremente en las próximas horas teniendo como marco justificativo la ola de atentados que en forma sospechosa se realizan contra buses, escuelas y edificios públicos, cuya autoría la Policía Nacional atribuye en forma casi automática, irresponsable y tendenciosa a la Resistencia Popular.

  4. Por tal motivo el Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado reiteramos que nuestra lucha es PACIFICA y ratificamos nuestro llamado al Pueblo Hondureño para que no participe de la farsa electoral montada por la oligarquía el dia de hoy. A la vez que desmentimos cualquier mensaje con el cual se pretenda crear confusión, diciéndole al Pueblo que la Resistencia llama a votar.


¡RESISTIMOS Y VENCEREMOS!

Dado en la ciudad de Tegucigalpa, M.D.C. 28 de noviembre de 2009

sexta-feira, novembro 27, 2009

Honduras: respaldar la resistencia popular frente al proceso electoral ilegítimo

A ciento cincuenta dias del golpe de estado en Honduras y a menos de una semana de que termine el proceso electoral promovido por el gobierno usurpador, las organizaciones y movimientos sociales y populares de la red Jubileo Sur/Américas nos reunimos en Ocotal, Nicaragua, en el marco del Encuentro Político Itinerante Mesoamericano. Escuchamos los informes de muchas compañeras y compañeros de Honduras, e intercambiamos perspectivas sobre la situación actual y su repercusión en toda la región. Como parte del Encuentro, realizamos un importante Acto de repudio al golpe y a las elecciones, y de solidaridad con el hermano pueblo hondureño, en la frontera de Las Manos que une a Nicaragua con Honduras. Asimismo, resolvimos poner en conocimiento de los pueblos y gobiernos de la región y del mundo entero, las Instituciones Financieras Internacionales y otros organismos regionales e internacionales, los siguientes puntos:

  1. Respaldamos la decisión de amplios sectores del pueblo hondureño organizado, representados en el Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado, que desconocen el proceso electoral orquestado por el gobierno golpista, ya que este busca legitimar el rompimiento del orden constitucional ejecutado por la oligarquia con el apoyo de las fuerzas armadas, intereses corporativos transnacionalizados y gobiernos como el de EE.UU., con el fin de seguir aplicando sus políticas antipopulares y asegurar al futuro, sus lucros desmedidos;

  2. Apoyamos y hacemos nuestro el llamado del Frente Nacional de Resistencia, a los pueblos, gobiernos, instituciones financieras y organismos internacionales, a desconocer los resultados que arroje dicho proceso por ser ilegítimo e ilegal, violando las normas constitucionales. La comunidad internacional tiene la obligación de mantener firme su respaldo a los derechos democráticos del pueblo hondureño y su desconocimiento hacia cualquier gobierno instaurado a partir de la decisión o convocatoria del régimen de facto, así como ha desconocido reiteradamente el régimen de facto surgido del golpe de estado del 28 de junio y exigido la restitución del Presidente Manuel Zelaya como paso primordial e ineludible hacia la resolución del conflicto abierto por la acción golpista;

  3. Denunciamos la campaña de represión, miedo y presión social y política ejercida por la dictadura y los grupos fácticos que propiciaron el golpe, con el intento de forzar a la población a participar en unos comicios fraudulentos. Entre las prácticas sistemáticas que hoy constituyen políticas del régimen y sus auspiciantes, contrarias a la posibilidad real del desarrollo de cualquier consulta libre e informada a la ciudadanía, podríamos citar: la detención, tortura y asesinato de personas identificadas o no con el Frente de Resistencia; la militarización de la sociedad y del proceso electoral en sí; la violación sistemática del derecho del pueblo a expresarse, a organizarse y a manifestarse; la censura y el cierre intermitente de medios masivos de comunicación como el Canal 36 y la Radio Globo; la amenaza de despidos y otras sanciones laborales y sociales a quienes ejercen su derecho constitucional a no obedecer a un gobierno usurpador;

  4. Denunciamos asimismo la intención de hacer parecer ante la opinion publica nacional e internacional que existe una situación de "normalidad" en el país y que habrá una masiva participación de la poblacion en la farsa electoral. Desde ya, responsabilizamos al régimen golpista por cualquier desenlace que su política de avasallamiento y violencia pueda provocar;

  5. Respaldamos la decisión del Frente Nacional de Resistencia de desconocer los actos del actual gobierno de facto dictatorial así como también de cualquier gobierno surgido de este proceso electoral inconstitucional, incluyendo en especial, cualquier endeudamiento interno o externo, negociación o firma de acuerdos comerciales o de asociación, concesión territorial o de derechos de explotación del patrimonio natural del pueblo hondureño, por su manifiesta ilegitimidad. Respaldamos plenamente al pueblo de Honduras en su derecho de desconocer tales financiamientos y acuerdos y de negarse a su pago, y responsabilizamos a los prestamistas, inversionistas y gobiernos negociadores ante cualquier desenlace que su acción ilegítima pueda provocar;

  6. En ese mismo sentido, denunciamos el rol que históricamente han jugado el Fondo Monetario Internacional, el Banco Mundial, el Banco Interamericano de Desarrollo, el Banco Centroamericano de Integración Económica, los gobiernos que dirigen estas instituciones y otros gobiernos, organismos e intereses corporativos nacionales y transnacionales, en imponer y sostener financieramente las políticas antipopulares que la dictadura quiere profundizar. Hacemos nuestro el llamado del Frente Nacional de Resistencia a que no provean financiamiento, ni concedan nuevos préstamos, ni negocien nuevos acuerdos comerciales y de inversiones con el gobierno golpista, ni con el gobierno que surja del proceso electoral fraudulento;

  7. Asimismo, llamamos en especial a todos los gobiernos, instituciones e intereses implicados, a mantener y/o proceder inmediatamente a la suspension del desembolso de cualquier crédito y donación previamente otorgado. No es posible que tales recursos sirvan a las necesidades y derechos del pueblo hondureño;

  8. Manifestamos nuevamente nuestro apoyo y solidaridad al heróico pueblo hondureño articulado en el Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado, igual que exigimos que se investigue y se castigue ejemplarmente a todas las personas involucradas en las violaciones reiteradas de los derechos humanos, como son los asesinatos, torturas, violaciones, vejaciones y desapariciones, así como también a los responsables y cómplices del quebrantamiento del orden constitucional;

  9. En vísperas del Día Internacional por el No a la Violencia contra las Mujeres, reconocemos en especial la participación ejemplar de las mujeres hondureñas en la resistencia al golpe y a todas las políticas y prácticas que violentan la integridad y el buen vivir de las mujeres del país, y denunciamos el especial ensañamiento con que las fuerzas golpistas han actuado en contra de ellas así como también, en contra de los y las integrantes de la comunidad de diversidad sexual.

  10. Expresamos también nuestro más enérgico respaldo a la decisión de los movimientos sociales, organizaciones populares y personas aglutinados en el Frente de Resistencia, de seguir luchando por la refundación de Honduras, a través del desarrollo de una Asamblea Nacional Constituyente; y

  11. Reiteramos, con el apoyo de toda la red latinoamericana y caribeña, africana y asiática de Jubileo Sur, nuestro compromiso de vigilancia y acción, llamando a realizar acciones de denuncia y alerta en nuestros respectivos países, en torno al desarrollo del proceso electoral ilegítimo y de acompañamiento permanente al pueblo hondureño en su lucha soberana, justa y democrática. Así como nos unimos para gritar, en el acto de repudio y solidaridad llevado adelante en la frontera entre Nicaragua y Honduras, ¡Golpistas, Fuera! ¡El pueblo unido jamás será vencido!


Jubileo Sur/Américas
24 de noviembre del 2009
Ocotal, Nicaragua


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quarta-feira, outubro 28, 2009

Honduras: medios de comunicación alternativos

Desde el día 28 de junio los medios de comunicación levantaron un bloqueo mediático a favor del gobierno de facto de Roberto Micheletti. La importancia de los medios alternativos de comunicación en la ruptura del bloqueo mediático. Intervistas a Rafael Alegria Frente Nacional de Resistencia Contra el Golpe de Estado Y miembro de La Via Campesina e otros militante hondureno.

http://www.wsftv.net/Members/focuspuller/videos/Medios_Alternativos.mp4/view

O video também está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=hjngtT9gKUg

sexta-feira, setembro 25, 2009

Honduras: detener la represión, restablecer el orden constitucional

Ante el retorno del Presidente legítimo de Honduras Manuel Zelaya a su país, desde Jubileo Sur/Américas queremos manifestar una vez más nuestro más enérgico apoyo y respaldo al restablecimiento del orden constitucional en ese país hermano.

Repudiamos la respuesta represiva del régimen golpista a las masivas movilizaciones populares que se están produciendo en el país. No se puede ni se debe intentar detener, por medio de retenes y el establecimiento del toque de queda, el derecho de miles de hondureños a continuar manifestándose para restablecer el orden democrático.

Exigimos el pleno respeto de las garantías constitucionales y la integridad física de cada uno de los manifestantes, como así también de la vida del Presidente Zelaya y su familia, y de la soberanía territorial de la embajada brasilera, donde permanecen resguardados.

Al mismo tiempo denunciamos la persecución que son objeto distintos dirigentes sociales, como las acciones llevadas adelante por el régimen para interferir los medios de comunicación y generar informaciones confusas, mediante la interrupción de programas de televisión y radio, de los servicios de telecomunicaciones y de la energía eléctrica en la zona donde se encuentra la embajada brasileña.

A lo largo de estas últimas semanas, la unidad de las fuerzas populares en resistencia, junto con el apoyo de los movimientos y organizaciones de todo el continente y la posición de algunos gobiernos ha hecho posible hasta ahora, evitar la consolidación y el reconocimiento del régimen golpista. Reiteramos nuestro compromiso y hacemos un llamado a todos los movimientos y gobiernos de la región a redoblar los esfuerzos en solidaridad con el pueblo hondureño ante estas horas decisivas que les toca afrontar. Es el futuro de los pueblos latinoamericanos y caribeños lo que hoy está en juego en ese país.

¡Hoy tod@s somos Honduras!

Jubileo Sur/Américas

22 de septiembre de 2009

quinta-feira, setembro 24, 2009

HONDURAS: COMUNICADO DEL FRENTE DE RESISTENCIA

COMUNICADO DEL FRENTE DE RESISTENCIA
Proclama de la independencia

Al pueblo hondureño y a todos los pueblos del mundo

Nuestra Patria está en insurrección no violenta contra el régimen usurpador que asaltó con las armas las instituciones del Estado el 28 de junio, por lo que ninguna conmemoración independentista bajo esa infame y opresora dictadura golpista puede ser considerada. Hoy padecemos la misma opresión del imperio español, que por 300 años impuso cruz y espada a los heroicos pueblos, que sobrevivimos a la barbarie.

El pueblo de Honduras está en pie de lucha. Hoy celebramos ochenta días de incansable resistencia en todo el país por la restauración de la democracia, el retorno del Presidente Constitucional Manuel Zelaya Rosales y la convocatoria a la Asamblea Nacional Constituyente.

El Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado constituye la expresión organizada del pueblo hondureño para el ejercicio del derecho a la desobediencia a un régimen despótico surgido de la fuerza de las armas, consagrado en el Artículo 3 de la actual Constitución.

La resistencia al golpe de Estado Militar – la más larga en la historia de América Latina – sigue creciendo en forma imparable, a pesar del asesinato, torturas, apresamientos ilegales e innumerables vejámenes impuestos a diario por la dictadura.

Proclamamos que nuestra lucha comienza con la restitución del Presidente Zelaya Rosales en el poder, seguida de la convocatoria a una Asamblea Constituyente democrática, incluyente y popular, que emita una nueva Constitución para sentar las bases de nuestra verdadera independencia económica y social, haciendo que la oligarquía junto con la cúpula política-militar jamás vuelvan a romper el Orden Constitucional sin recibir su merecido.

El pueblo hondureño en resistencia contra la violencia de los usurpadores proclama, una vez más, el desconocimiento del proceso electoral militarizado con que pretenden legalizar la barbarie del 28 de junio pasado y convoca a la Nación a continuar rechazando en forma activa esa farsa del Tribunal Supremo Electoral.

En esta fecha, expresamos nuestro profundo agradecimiento a todos los pueblos del Mundo sus invaluables demostraciones de solidaridad en respaldo a nuestra causa. Mientras nuestra lucha se agiganta, los usurpadores se desploman cercados por la humanidad; el triunfo está próximo.

Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado
15 de septiembre de 2009

terça-feira, setembro 22, 2009

Rechazamos apoyo FMI a Honduras

RECHAZAMOS CUALQUIER RESPALDO DEL FMI

AL GOLPE DE ESTADO EN HONDURAS



Los pueblos de América Latina y el Caribe, África y Asia, tienen ya sobrada experiencia de los apoyos proferidos por el Fondo Monetario Internacional, el Banco Mundial y otras instituciones financieras internacionales, a regímenes golpistas y políticas violatorias de los derechos de los pueblos y la naturaleza. Sin ir más lejos, fue justamente el FMI, uno de los primeros actores internacionales en reconocer y ofrecer apoyo al régimen de facto encabezado por el empresario Pedro Carmona, luego de que éste intentó poner fin al gobierno de Hugo Chávez en 2002, en Venezuela.

Desde Jubileo Sur, rechazamos cualquier acción de parte del Fondo Monetario Internacional, u otra entidad internacional, que signifique un reconocimiento o respaldo al gobierno usurpador en Honduras, encabezado por el Sr. Roberto Micheletti.

En particular, rechazamos la entrega al Banco Central de Honduras de su cuota-parte de la emisión de Derechos Especiales de Giro, realizada el pasado 28 de agosto, así como también de la emisión especial que se realizará en el día de hoy. Si bien la distribución de estos Derechos Especiales de Giro (DEGs) se supone automática, según el tamaño de la economía y su cuota en el Fondo Monetario Internacional, y sin condiciones adicionales al de ser miembro del Departamente de DEGs del FMI, es totalmente inaceptable que tales recursos sean puestos a disposición de un gobierno ilegítimo, más allá que en estos momentos el mismo Fondo los haya bloqueado a la espera de una nueva decisión. La eventual disponibilidad de esos recursos, junto a cualquier otra forma de endeudamiento contraído con el régimen de facto, se constituirían prima facie en deudas ilegítimas que ni el pueblo hondureño ni ningún futuro gobierno legítimo tendría porque pagar.

Llamamos a los gobiernos de todos los países miembros del Fondo Monetario Internacional, a tomar las medidas necesarias para asegurar que esta institución financiera, una de las máximas responsables de la imposición de las políticas neoliberales de ajuste, privatización y mercantilización de la vida y de la naturaleza que han provocado tanta miseria y crisis en todo el mundo, no sea utilizada AHORA NI NUNCA MÁS para contrariar la voluntad y los derechos de los pueblos, como el de Honduras que hoy sigue firme en su resistencia al golpe de estado perpetrado hace ya más de 70 días.


- Jubileo Sur

9 de septiembre de 2009
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sexta-feira, agosto 28, 2009

Detengan la implicación israelí en la represión del pueblo Hondureño

Detengan la implicación israelí en la represión del pueblo Hondureño y latinoamericano.

Rompan los vínculos militares entre América del Sur e Israel


Declaración con motivo del día de acción global contra el Golpe de Estado en Honduras - 28 de agosto 2009


Desde la campaña palestina contra el Muro de Apartheid, elevamos nuestra voz y nos sumamos a todos aquellos que hoy protestan contra el golpe de Estado en Honduras, la dictadura, y la represión impuestos por el régimen de Micheletti. Como palestinos sabemos que somos parte de la misma lucha que tiene lugar en Honduras.

Todos somos conscientes de que este crimen no habría podido suceder sin el apoyo activo de gobiernos extranjeros.

Varias fuentes indican que no sólo ha intervenido la inteligencia norteamericana, sino también el ejército y la inteligencia israelí. Israel tiene ya una larga historia de apoyo a la represión de los movimientos populares de América del Sur. Desde la Contra nicaragüense a las dictaduras paraguaya, argentina y chilena. Siempre han recibido armas israelíes, servicios secretos y procesos de formación militar. Hoy, Colombia es probablemente el principal receptor de armas israelíes. El líder paramilitar colombiano y traficante de drogas Carlos Castao ha declarado "he aprendido multitud de cosas en Israel y le debo a ese país parte de mi esencia y de todos mis logros militares y políticos"(1) .

Teniendo esto presente, no nos sorprende recibir noticias de la implicación israelí en el golpe militar y el derrocamiento de la democracia hondureña. Estamos profundamente preocupados en diferentes niveles por la implicación israelí en el golpe hondureño.

Al mismo tiempo que el continente americano ha aislado al régimen hondureño, el líder del golpe ha anunciado el apoyo israelí que su gobierno recibe. Varios analistas han señalado que en los meses previos al golpe, la Embajada israelí fue testigo de intensos movimientos diplomáticos con representantes de la oposición, incluído Micheletti (2).

CODEH ha denunciado que el régimen de Micheletti ha contratado comandos israelíes para entrenar a las fuerzas hondureñas en el uso de violencia contra los manifestantes, incluyendo los asesinatos selectivos, para instaurar el terror y desmantelar la resistencia. Informan también que compañías de seguridad privadas están implicadas directamente en la represión (3) .

Las descripciones realizadas reproducen los mismos patrones de ataque que sufren los palestinos cuando se manifiestan contra el Muro y la ocupación de israelí. Israel desarrolla una guerra de baja intensidad contra las comunidades que resisten contra el Muro, reprimiendo a los pueblos en su conjunto y no sólo a los individuos que habitan en ellos. Esto incluye la represión violenta de manifestaciones, asesinatos selectivos de activistas (casi siempre los responsables de las manifestaciones), el castigo colectivo y el terror psicológico (4) .

La experiencia que puede proveer el ejército israelí al régimen hondureño se deriva del asesinato, la represión y la limpieza étnica de los palestinos. Además, los beneficios económicos que Israel extrae de su comercio de armas con América del Sur permite que la industria armamentística se refuerce y mantenga la ocupación y colonización de nuestras tierras.

La implicación israelí en el golpe de Honduras no es mas que la extensión lógica de sus políticas. Para Israel, un Estado colonial construido a partir de la expulsión y represión de la población originaria, el aumento de fuerzas anti-coloniales de carácter emancipatorio en cualquier lugar del mundo, supone una amenaza al paradigma desde el cual ha sido creado. La colaboración israelí con las políticas más conservadoras de los Estados Unidos convierten su implicación en el golpe en una necesidad política.

La implicación israelí en el golpe hondureño alcanza mucho más allá de Honduras, convirtiendo su presencia militar y diplomática en una amenaza para todos los regímenes democráticos del continente. Este golpe no supone sólo una agresión brutal contra el pueblo hondureño sino que sirve como modelo para renovar las agresiones contra el conjunto del continente.

Por eso convocamos a todos los estados democráticos de América del Sur a tomar una posición firme y con principios contra los crímenes israelíes y las violaciones de los derechos humanos en las que están implicados, así como a su implicación histórica y presente en el apoyo a regímenes represivos. Les pedimos:

- rompan sus relaciones con Israel.
- Expulsen a los asesores militares israelíes y sus empresas de seguridad.
- Cancelen sus compras de armamento israelí.


Las fuerzas democráticas y progresistas así como sus alianzas regionales (ALBA, MERCOSUR) deben adoptar un compromiso firme en defensa de los derechos humanos y la democracia para su región y en todo el planeta. Israel no sólo asesina, tortura y encarcela a los palestinos. Demasiados sudamericanos han sufrido ya debido a los paramilitares entrenados en Israel y han muerto debido a sus armas.

La Campaña Palestina contra el Muro de Apartheid. *

* La Campaña Palestina contra el Muro de Apartheid es el principal instrumento de base para la coordinación de la lucha contra el Muro. Somos una coalición de 10 comités populares que representan a 100 comunidades, comités de jovenes y ong´s palestinas. Actuamos como la voz de las comunidades locales y como su instrumento de coordinación y movilización a nivel nacional Somos parte de la lucha global contra el colonialismo y el racismo Nos movilizamos y coordinamos la convocatoria de Boicot, Desinversiones y Sanciones a Israel a nivel local, nacional e internacional.

(1)http://www.thirdworldtraveler.com/Israel/Israel_LAmer_TrailTerror.html
(2)http://www.radioguaimaro.co.cu
(3)http://www.scoop.co.nz/stories/HL0908/S00051.htm
(4)http://stopthewall.org/activistresources/2019.shtml