Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, e o MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, irão organizar duas manifestações, no âmbito de uma série de eventos dedicados aos Vales Durienses Ameaçados.

O MCLT organizará uma manifestação com percurso entre o Centro Cultural de Mirandela e a estação de caminhos-de-ferro de Mirandela, onde convidamos cada participante a acender uma vela para depositá-la depois no cais de embarque da estação de 124 anos. Esta manifestação está marcada para as 16h30 do dia 1 de Dezembro próximo, e tem como principais objectivos não só despertar as consciências – sobretudo as que povoam o Governo em Lisboa – para a situação actual da Linha do Tua e a sua importância para o futuro da região, mas também para os factos e números que envolvem a construção da barragem do Tua.

O MCLC organizará um dia de aproximação à Linha do Corgo, que culminará na concentração no largo da estação da Régua, tendo como objectivo também chamar a atenção da sociedade civil para a situação actual da Linha do Corgo, e o seu potencial de desenvolvimento. A concentração está marcada para as 15h00 do dia 4 de Dezembro próximo.

Apesar de ambas as iniciativas apresentarem objectivos bem localizados, o convite estende-se a todas as associações, movimentos cívicos e cidadãos de todo o país, que lutam pelo caminho-de-ferro em diversas vertentes, desde a Linha do Minho à do Douro, do Ramal da Lousã e da Linha do Vouga à Linha do Oeste, e do Ramal de Cáceres e da Linha do Leste às Linhas do Sueste e Algarve.

Trinta anos de políticas desastrosas para o caminho-de-ferro em Portugal levaram-nos à miserável condição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, e agora o Plano Estratégico dos Transportes está a tentar ditar o encerramento de vias-férreas que no seu conjunto não representam sequer 3% dos prejuízos da CP, perpetuando uma farsa que lentamente levou o país a uma perigosíssima dependência das estradas.

BASTA! Esta situação é insustentável, e a má gestão sistemática de sucessivas tutelas e Conselhos de Administração da CP e da REFER não poderá passar incólume e remediada com mais encerramentos de troços ferroviários e perda de horários e outros serviços, com importância económico-social fundamental para o bem-estar da sociedade.

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal!

Vila Real, 27 de Novembro de 2011

Domingo, Novembro 27, 2011

DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA

Caros Amigos

Em 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral da Nações Unidas adoptou a resolução 181 (II) sobre a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico, com um regime especial para Jerusalém. Destes, só o estado judaico foi constituído. Por isso, em 1977, volvidos 30 anos, "profundamente preocupada por não ter sido alcançada nenhuma solução para o problema da Palestina, e por este continuar a agravar o conflito no Médio Oriente, de que é o cerne, e a pôr em perigo a paz e a segurança internacionais", a Assembleia Geral da ONU adoptou a resolução 32/40 B em que proclama 29 de Novembro como o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, convidando "todos os Governos e organizações a cooperar na implementação da presente resolução".

Correspondendo ao apelo da ONU, o MPPM promove a realização, na próxima 3ª feira, 29 de Novembro, a partir das 19 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa, de uma Sessão Pública Comemorativa em que intervirão o Embaixador Mufeed Shami, Maria do Céu Guerra, Silas Cerqueira, Isabel Allegro Magalhães e Cláudio Torres.

Vamos manifestar a nossa solidariedade ao Povo Palestino; vamos afirmar o seu direito a ter um Estado livre, independente e soberano; vamos reclamar do Governo Português que cumpra, no que respeita à Palestina, o direito internacional, o direito humanitário e a Constituição da República; vamos denunciar a hipocrisia da comunidade internacional que continua a dar cobertura à política agressiva e expansionista de Israel, objectivamente inviabilizando a constituição de um Estado Palestino.

A Direcção Nacional do MPPM

Quinta-feira, Novembro 24, 2011

Galiza recebe Fórum dos Fóruns em 2012

Setembro de 2012 já entrou na agenda altermundista como data do Fórum dos Fóruns, que será celebrado entre 14 a 18, na Galiza. Processo iniciado pela Rede Mundial pelos Direitos Coletivos dos Povos, traz objetivos ousados: avaliar e repensar o processo do Fórum Social Mundial à luz das mudanças sociais e políticas que ocorreram desde 2001, avançar linhas metodológicas e estratégicas para renovação, expansão e fortalecimento do processo do FSM, reunir organizadores do FSM e dos grandes fóruns regionais e temáticos realizados entre 2001 e 2013, rever metodologias utilizadas até agora além de propiciar debates e reflexões sobre a influência no futuro do FSM das mudanças produzidas em diferentes fatores econômicos, sociais e políticas de caráter mundial.

Porém, o pré-projeto ainda está sendo elaborado e o desejo é de terminá-lo coletivamente. Grupos, redes, movimentos e instituições devem participar. saiba como: http://www.forumsocialmundial.org.br/dinamic.php?pagina=foro_de_foros.

Inicialmente, a consulta estará focada nas contribuições do Comitê Organizador, comissões do Conselho Internacional e organizadores de FSMs anteriores para fecharem os temas. Algumas reflexões orientarão este processo. São elas:
  • Impacto político e capacidade de intervenção e disputa do processo. O FSM como encontro e processo. Sua capacidade de comunicação e geração de propostas. Sua relação com os movimentos sociais.
  • A transparência e financiamento dos FSMs.
  • Novos atores e movimentos sociais. Novas áreas geográficas, novas gerações. Novas formas de mobilização ... Redes sociais e espaços públicos. Direitos coletivos, movimentos indigenistas e povos sem Estado.
  • A crise de civilização. Modelo econômico e limites ao desenvolvimento. Mudanças na relação entre religiões e poderes públicos.
  • A crise da legitimidade dos Estados: o não reconhecimento de sua diversidade nacional, o declínio do estado social e as políticas públicas. A desvalorização da centralidade dos direitos humanos.
  • As mudanças geopolíticos no cenário mundial. Sul e Norte. Novas causas de guerras e conflitos. A crise no sistema de instituições internacionais.

Mais informações:

info@forodosforos.org
www.forodosforos.org


Retirado daqui.

Urgente! Mulheres da MMM do Brasil pedem solidariedade a Apodi

Companheiras/os,

A Marcha Mundial das Mulheres do Brasil solicita a solidariedade de companheiras e companheiros de todo o mundo em sua luta para revogar o Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011. Esse decreto irá desapropriar mais de 13 mil hectares de terra na região da Chapada do Apodi, na região Nordeste brasileira, expulsando mais de 150 famílias, que correspondem a cerca de 500 pessoas.

A maioria dessas famílias e grupos é constituída de militantes da Marcha Mundial das Mulheres e de outros movimentos sociais brasileiros que serão expulsos de suas casas, de suas terras e de uma história de afirmação da agricultura camponesa, baseada na agroecologia e na soberania alimentar, que vem sendo construída por esses trabalhadores e trabalhadoras há mais de 60 anos.

O objetivo desse projeto de desapropriação, coordenado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), um departamento do governo Brasileiro, é beneficiar 5 (cinco) grupos de empresários do hidro e agronegócio, desviando as águas da Barragem de Santa Cruz do Apodi para a irrigação. A ação dessas empresas em regiões próximas já mostrou seus efeitos perversos: contaminação da água da terra e do ar com veneno usado nas plantações e exploração do trabalho das mulheres no campo..

Solicitamos sua solidariedade urgente por meio do envio de manifestações contrárias á aprovação deste projeto, diretamente para a Secretaria-Geral da Presidência da República antes da data de 27 de novembro de 2011. Encaminhamos abaixo um modelo de mensagem. Por favor, podem copiar o conteúdo e enviar assinado por seu movimento ou entidade para o email: sg@planalto.gov.br com copia para info@marchemondiale.org

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Marcha Mundial das Mulheres - Brasil

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Assunto: Revogação do Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011

À Presidência da República do Brasil,

Nós abaixo-assinado nos solidarizamos as nossas companheiras e companheiros de Apodi (Rio Grande do Norte) e demandamos a revogação do Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011, que atende apenas aos interesses do agro e hidronegócio e destrói comunidades rurais do município e oito assentamentos da Reforma Agrária, o que representa um retrocesso na política agrária do pais.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

(Nome da/s organização/ões que assinam)

Enviar assinado por seu movimento ou entidade para o email: sg@planalto.gov.br com copia para info@marchemondiale.org.

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

CIDAC: o que é o Comércio Justo?

O Comércio Justo (CJ) é um movimento social e económico que, através de uma prática comercial alicerçada na justiça e no respeito e de um trabalho de sensibilização dos cidadãos e cidadãs, aspira a transformar os atuais modelos de relações económicas desiguais e a participar na construção de alternativas. Ao contrário dos atuais modelos, que têm em conta apenas critérios económicos, o CJ rege-se também por valores éticos de justiça e de respeito que incluem aspetos sociais e ambientais, alicerçados nos princípios da Economia Social e Solidária. Trata-se de colocar o comércio, quer de produtos quer de serviços, efetivamente ao serviço das pessoas, procurando o desenvolvimento durável das comunidades locais e do mundo como um todo. O que implica um trabalho digno para todas as pessoas envolvidas e a adequação das atividades económicas às suas necessidades e aos seus interesses.

Igualmente essencial no CJ é a sensibilização das/os consumidoras/es para os desequilíbrios e injustiças do comércio e para os impactos que as nossas decisões de compra têm sobre as condições de vida, não só na nossa região/nosso país, mas também noutras partes do mundo. Significa que cada um de nós, enquanto consumidor/a e elo final de qualquer cadeia comercial, tem um papel ativo e a responsabilidade de praticar um consumo responsável e de exigir justiça e solidariedade no comércio. Deste modo, o CJ tem ao seu dispor um excelente argumentário para pressionar os governos e as multinacionais a mudar a sua lógica de atuação.

O CJ rege-se por um conjunto de princípios, dos quais podemos destacar os seguintes:
  • O respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
  • A proteção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas, bem como a igualdade de oportunidades para todos e todas;
  • A defesa da Soberania Alimentar: o direito dos povos a controlar as suas políticas agrícolas e alimentares; o direito a decidir o que cultivar, o que comer e como comercializar; o direito a produzir localmente, respeitando o território e o direito a controlar os recursos naturais, como a água, as sementes ou a terra;
  • A participação de todas as pessoas (produtores/as, voluntárias/os e colaboradores/as) nas tomadas de decisão que os afetam no seio das respetivas organizações;
  • O envolvimento em todo o processo produtivo: desde o produtor/a até ao consumidor/a final, passando pelos restantes atores – importadoras, transformadoras, distribuidoras, etc. A todos aplicam-se os mesmos critérios de justiça social e ambiental;
  • A sensibilização de dos/as consumidores/as, individuais e coletivos, e a promoção de atividades de formação e campanhas com o objetivo de realçar o impacto das suas decisões de compra e de provocar mudanças nas suas práticas;
  • O estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores e produtoras (um preço que cubra os custos de um rendimento digno, da proteção ambiental e da segurança económica);
  • A disponibilização de pré-financiamento ou acesso a outras formas de crédito;
  • O reforço das capacidades organizativas, produtivas e comerciais das produtoras e dos produtores através de formação, aconselhamento técnico, pesquisa de mercados e desenvolvimento de novos produtos;
  • A prioridade dada a todas as regiões geográficas do mundo, tanto nos países do Norte, como nos países do Sul, aos circuitos curtos de produção e de comercialização;
  • A influência política sobre decisores políticos e económicos, público e privados, com o objetivo de alterar as regras e práticas injustas do comércio convencional.

ATTAC: a propósito da greve geral


A actual desregulação do sistema financeiro provocou a crise actual.

É urgente disciplinar os mercados.

A ATTAC tem defendido desde 1999 a implementação da Taxa Tobin. Todas as transacções financeiras devem ser taxadas em 0,5%, de modo a controlar os movimentos especulativos diários e a domar o comportamento selvagem dos chamados mercados financeiros.

Hoje em dia, são efectuadas milhões de transacções por segundo.

Esse fluxo gigantesco está na origem da especulação efectuada nos mercados financeiros. Sempre, sem excepção, estas estratégias, utilizadas em benefício de alguns em detrimento de muitos, subjugam a economia real.

Os milhares de milhões de euros recolhidos devem financiar a luta contra a pobreza, para gerar empregos, pois todos temos constitucionalmente direito ao trabalho, e para criar uma Economia Verde.

Esta política deve ser acompanhada de uma política fiscal redistributiva, onde o Estado terá o papel de taxar quem mais tem para dar a quem mais precisa, do restabelecimento de controlos de capital e da ilegalização dos paraísos fiscais.

É urgente taxar os ricos para dar aos Povos!

DIRIGIR O CRÉDITO PARA CRIAR EMPREGO

O Estado vai injectar 12 mil milhões de euros (seis anos de subsídio de desemprego) nos bancos, que em bolsa valem 5 mil milhões de euros. Apesar da ajuda, os banqueiros e o Governo querem que o Estado seja um accionista silencioso.

O Estado não pode ter uma atitude passiva. É essencial garantir que o crédito é dirigido para a criação de emprego e não para investimentos de risco, que têm obrigado os contribuintes a cobrir sistematicamente os buracos da banca.

Só com o BPN e com o BPP as perdas acumuladas são já de três mil milhões de euros (custo de um aeroporto) e ainda podem aumentar.

Milhões de pessoas não podem estar reféns dos comportamentos de risco da banca.

É essencial o Estado controlar os bancos!

QUEREMOS SABER COMO SE GASTOU O DINHEIRO

A dívida pública tornou-se um tema central para o país. Contudo, para a ATTAC Portugal, é essencial responder a três questões: quanto se deve? Porque se deve? E a quem se deve?

Por isso, apoiamos e participamos no processo da Iniciativa Cidadã para a Auditoria à Dívida Pública. A auditoria pode levar à conclusão de que há partes da dívida ilegítimas, que devem ser repudiadas.

A dívida pública portuguesa terá sempre de ser reestruturada, e deve sê-lo por iniciativa do Estado português, prolongando as suas maturidades e reduzindo juros e montantes.

Após ficar tudo bem claro, o país pode definir que atitude ter perante a dívida e que quantidade de recursos anuais devem ser dirigidos para o seu pagamento.

Recusamos ficar reféns da dívida!

A EUROPA PRECISA DE DEMOCRACIA

As democracias nacionais estão cada vez mais enfraquecidas, pois as decisões políticas essenciais são tomadas em Bruxelas. O povo é afastado na altura de se decidir as políticas que afectam a vida de todos, estando as decisões nas mãos de tecnocratas.

O receio do referendo grego e a substituição do primeiro-ministro Papandreou por um líder nomeado em Berlim, Paris e Bruxelas é ilustrativo do défice democrático europeu.

Tudo isto se reflecte no funcionamento das instituições comunitárias.

Sem nunca ser alvo de qualquer escrutínio, e como resultado de um fundamentalismo ideológico, o Banco Central Europeu tem o objectivo único de controlar a inflação.

Esta é uma estratégia falida. O Banco Central Europeu deve ter por objectivos principais criar emprego e condições para o crescimento da economia. Por outro lado, deve ainda comprar dívida directamente aos Estados, em vez de emprestar aos bancos a taxas de 1% para estes emprestarem aos Estados a 7%.

O fortalecimento da democracia é a chave para a resolução dos problemas!

OCUPAR O FUTURO

As praças e ruas de todo o Mundo estão a ser ocupadas por pessoas ávidas de discutir e participar no processo de construção de um Mundo melhor. Em todos os Continentes milhões de pessoas estão a criar movimentos.

Em Portugal, pessoas de todas as idades têm enchidos os debates que se realizam. Esta é a oportunidade de construirmos um Mundo mais justo e mais democrático.

É a hora de ocuparmos o futuro! Um Mundo melhor é possível!

ATTAC

Domingo, Novembro 20, 2011

«Manifestantes», um agregador de blogs

Um conjunto de (animadores de) seis blogs decidiu criar um agregador a que resolveu chamar Manifestantes.

O ponto de partida foram os manifestos tornados públicos entre Novembro de 2010 e Maio de 2011 e aquilo que os unia na sua diversidade: a recusa do discurso dos gestores do poder de que "não há alternativa às políticas de austeridade".

Os que se associaram neste agregador acreditam que há outros caminhos para ultrapassarmos o descalabro que hoje vivemos o que, aliás, está expresso nas propostas que são apresentadas em alguns desses manifestos.

Embora com um carácter experimental, acreditamos que possa contribuir para a criação de uma rede de cumplicidades, base de uma intervenção política mais global.

Quarta-feira, Novembro 16, 2011

Crise: o quê!? mas não há mesmo alternativa?

JPP (que não tenho o gosto de conhecer) pôs a circular na rede um apanhado de propostas de projectos de lei que foram submetidas a votação na AR e foram "chumbadas".

Um dos traços comuns a estes projectos é que propunham a arrecadação de verbas por parte do Estado por acção sobre outros interesses.

Aqui fica o nosso contributo à sua divulgação.

Votações na AR: 23 de Setembro de 2011

VOTAÇÃO NA GENERALIDADE

1. Projecto de Lei n.º 44/XII/1.ª (PCP) – Determina a aplicação extraordinária de uma taxa efectiva de IRC de 25% ao sector bancário, financeiro e grandes grupos económicos (altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);

Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

2. Projecto de Lei n.º 45/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional sobre a aquisição e a detenção de automóveis de luxo, iates e aeronaves (13.ª alteração à Lei n.º 22-A/2007, de 29 de Junho, que aprovou o Código do Imposto sobre Veículos – ISV – e o Código do Imposto Único de Circulação – IUC);

Rejeitado
Favor – PS, PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP

3. Projecto de Lei n.º 46/XII/1.ª (PCP) – Tributa as mais-valias mobiliárias realizadas por Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), Sociedades de Capital de Risco (SCR), Fundos de Investimento, Fundos de Capital de Risco, Fundos de Investimento Imobiliário em Recursos Florestais, Entidades não Residentes e Investidores de Capital de Risco (ICR) – (Altera o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho);

Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

4. Projecto de Lei n.º 47/XII/1.ª (PCP) – Cria uma nova taxa aplicável às transacções financeiras realizadas no mercado de valores mobiliários;

Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

5. Projecto de Lei n.º 48/XII/1.ª (PCP) – Cria uma sobretaxa extraordinária em sede de IRC (Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro);

Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP
Abstenção – PS

6. Projecto de Lei n.º 49/XII/1.ª (PCP) – Fixa em 21,5% a taxa aplicável em sede de IRS às mais-valias mobiliárias (Altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);

Rejeitado
Favor – PS, PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP

7. Projecto de Lei n.º 50/XII/1.ª (PCP) – Cria um novo escalão para rendimentos colectáveis acima de 175000 euros e tributa de forma extraordinária dividendos e juros de capital (altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro);

Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD, PS e CDS-PP

8. Projecto de Lei n.º 51/XII/1.ª (PCP) – Tributação adicional do património imobiliário de luxo (Alteração ao Decreto-Lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro, que aprovou o Código do Imposto sobre Transacções Onerosas – IMT – e o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis – IMI);

Rejeitado
Favor – PCP, BE e PEV
Contra – PPD/PSD e CDS-PP
Abstenção – PS


JPP

Domingo, Novembro 13, 2011

Portugal: os sacrifícios são mesmo para todos os funcionários públicos?

A elite dirigente e os seus "fabricantes de opinião" tentam convencer-nos que as medidas de austeridade são para serem aplicadas a todos os funcionários públicos. Mas a sua prática desmente-os com frequência.

Eis um pequeno e público exemplo:

«Diário da República, 2.ª série — N.º 217 — 11 de Novembro de 2011

Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Despacho n.º 15296/2011

Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.

O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.

9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio.
»

Quarta-feira, Novembro 09, 2011

Lisboa: concentração hoje frente à embaixada de Israel

Activistas detidos pelo exército de Israel

No passado dia 4 de Novembro, as duas embarcações que navegavam rumo a Gaza, o barco canadiano Tahrir e a embarcação irlandesa Saoirse foram interceptadas e seus tripulantes detidos de forma ilegal.

Dos 27 activistas detidos, o site http://irishshiptogaza.org/ informa que 20 deles ainda permanecem presos na prisão de Givon, enquanto o paradeiro de mais um dos activistas é actualmente ignorado.

Segundo um contacto telefónico do passado dia 6, Paul Murphy, eurodeputado pelo Socialist Party da Irlanda e pela United Left Alliance, que permanece igualmente detido em Givon relatou entre outros factos que: "Em Givon, as autoridades tentaram nos desorientar, através da privação de sono e remoção dos nossos relógios, enquanto que o relógio da prisão indica a hora errada. Não nos foi dado qualquer perspectiva de quanto tempo permaneceremos detidos até a data do processo de deportação. Foi-nos negado o direito consagrado em Israel de contactarmos as nossas famílias no prazo de 24 horas a seguir à nossa detenção".

O objectivo inicial destes activistas consiste em desafiar o bloqueio ilegal aos 1.8 milhões de habitantes de Gaza que actualmente estão a ser constantemente minados através da proibição entre outros de: exportar bens, liberdade de circulação, cultivo em suas terras, pesca em suas águas e importação de materiais de construção. Para além destas privações económicas que são já reconhecidamente pela ONU uma forma de "punição colectiva de civis", ainda temos a demolição de casas, construção de muros e prisões arbitrárias efectuadas actualmente pelo governo de extrema-direita do Likud.

É imperativo a mobilização de massas tendo em vista a libertação imediata dos activistas presos, assim como a garantia da sua integridade física e psicológica. Para tal, propomos uma concentração já para o dia 9 (quarta-feira) em frente da embaixada de Israel pelas 18 horas, seguida por outras acções nos próximos dias.

A ameaça de veto dos EUA, bem como o aviso de abstenção da França no que diz respeito ao ingresso da Palestina como um membro de pleno direito na ONU demonstra claramente que qualquer mudança de fundo terá que partir da mobilização e organização popular, a solidariedade e cooperação internacional é imprescindível. As instituições actuais não tem qualquer interesse em se ôpor ao poder económico e político vigente em Israel.

Pelo direito à auto-determinação do povo palestiniano e contra qualquer forma de imperialismo, apoiamos uma Palestina livre e democrática.

Exigimos:
- O fim do bloqueio ilegal à Faixa de Gaza.
- A libertação imediata de todos os activistas presos de forma ilegal pelo exército de Israel.

Comité por uma Internacional dos Trabalhadores

Sexta-feira, Novembro 04, 2011

Nova flotilha a caminho de Gaza

Dois barcos, chamados «Tahrir» e « Saoirse», que constituem a flotilha chamada Freedom Waves to Gaza, estão a caminho de Gaza. Os civis a bordo são oriundos de cinco (ou 9?) países. Trata-se de outra tentativa não violenta de quebrar o cerco ilegal imposto pelo Estado de Israel a 1.6 milhões de palestinos de Gaza.

A organização de Freedom Waves to Gaza manteve-se secreta para evitar sabotagens por parte de Israel como aconteceu com a 2ª flotilha «Stay human» durante o verão passado. Para evitar que haja mais uma violação da lei internacional nestes barcos, pedimos que fiquem atentos e que, conforme os caso ou a situação:
  • Divulguem tanto quanto possível esta flotilha, pois o Estado de Israel poderá ser menos violento sabendo que o mundo está atento e com os olhos nela.
  • Pressionem as Nações Unidas e a comunidade internacional, tal como os Palestinos da Cisjordânia que irão fazer uma vigília na sede da ONU em Ramallah, exigindo uma acção rápida para proteger os civis a bordo dos barcos como o fim do cerco ilegal a Gaza.

É uma acção urgente, pois os barcos já se encontram em águas internacionais e a segurança dos tripulantes depende do apoio dado pela comunidade internacional.

Seguimos e permaneceremos Humanos!

Comité Palestina