A Europa está em construção. E esta construção deve ser de todos nós e não apenas de umas cúpulas cujas intenções e propósitos não são nada transparentes. Basta ver o montão de papéis, com anexos e tudo, que eles pretendem consagrar, agora como mero "tratado", depois de não terem conseguido fazer dele a "Constituição europeia"! E isso praticamente à nossa revelia!
Como cidadão alentejano, português e europeu ("adoptado", pois sou de origem egípcia!), apraz-me partilhar a perspectiva que me move há mais de quatro décadas de vida e de integração europeias. Estudei em várias países europeus, depois de o ter feito no Egipto e no Líbano, e vim instalar-me em Portugal, já com uma família luso-egípcia, dois anos depois da Festa de Abril.
Pugnei sempre por uma Europa aberta. Aberta de mente e coração, e de fronteiras também! Aberta a nível interno ao mesmo tempo que externo.
A nossa Europa encerra uma grande riqueza humana e cultural! Mas esta riqueza é ainda uma potencialidade que dará os seus frutos se o património material e imaterial de todas as populações que a integram for plenamente respeitado e assumido: as culturas nacionais, regionais e locais, incluindo as culturas ditas populares, cheias de sabedoria ancestral e impregnadas por um sentido de identidade profunda e valiosa. O mesmo se deve dizer em relação à cultura das populações imigradas, de etnias e religiões tão diversas, que vivem no meio de nós e partilham as nossas angústias e esperanças...
Temos que assumir também os legados antigos, sobretudo quando estes continuam vivos em povos vizinhos, como é o caso do legado árabe e islâmico! Com a Primavera de Abril, Portugal tem redescoberto progressivamente essa vertente, longamente recalcada. Mas é a nível europeu que devemos lutar no sentido duma reconciliação histórica: ela toda deve tanto à civilização árabe! O recente lançamento da União pelo Mediterrâneo deve incluir impreterivelmente essa dimensão essencial, sob pena de vermos a cooperação política e económica desembocarem num impasse.
Quanto me agradou o livro de Miguel Portas acabado de sair: Périplo – histórias do Mediterrâneo (Almedina)! Enquanto os cabeças de lista de outros partidos focam a Europa nos seus livros e ensaios de promoção da imagem, o de lista do Bloco de Esquerda fala-nos dos povos vizinhos da outra margem...
Queremos pois uma Europa "solidária", em particular neste momento de crise. E aqui também uma solidariedade entre todos os estratos populacionais, com uma atenção especial para os pobres e os excluídos. Será que vamos continuar a tolerar, numa Europa que se diz humanista e democrática, a existência de largos milhões de cidadãos pobres e excluídos?
A Crise veio bater às nossas portas e parece querer demorar-se. A "abertura da mente" anteriormente referida aplica-se também à criatividade e à imaginação necessárias para sairmos dela. Temos que saber tirar as devidas ilações e não remendar apenas, deixando tudo na mesma. E para tal, impõe-se libertar-nos, em primeiro lugar, dos dogmas economicistas fabricados para servir o capital e não o Homem. Imaginar, de seguida, soluções novas e rasgar caminhos novos rumo a uma economia justa, distributiva e equilibrada. Um outro mundo é possível. Quiçá com gente nova a representar-nos junto dos órgãos de decisão...
O que é essa lógica que veda aos jovens o acesso ao primeiro emprego e empurra outros milhões de cidadãos para o desemprego, tirando-lhes a dignidade do trabalho e o ganha-pão honroso, ao mesmo tempo que ela clama para mais horas e anos de trabalho? Ao contrário dos arautos do neo-liberalismo e dos promotores do mercado livre (essa verdadeira arma de destruição maciça!), vozes abalizadas de economistas de vários horizontes têm vindo a demonstrar como a dinâmica do consenso e da partilha beneficia melhor e o capital e a sociedade. O livro do meu colega e amigo Manuel Couret Branco, Economics Versus Human Rights (Routledge, 2009), por exemplo, analisa como o economicismo estreito e a ganância capitalista se revelam a prazo contraproducentes, enquanto o respeito dos direitos do trabalho e a visão solidária, à vez nacional e internacional, podem garantir, ao mesmo tempo que o bem-estar de todos, o rendimento sensato do capital.
Precisamos, com urgência, de congregar esforços num espírito de solidariedade, unindo os grandes estados e os mais pequenos, os detentores do capital e as forças produtivas, os trabalhadores nacionais e os imigrantes, os governantes e tecnocratas e os povos que eles devem servir.
Mas não nos esquecemos também da imperativa solidariedade entre o Norte abastado e o Sul desfavorecido. Na hora global, só existem soluções globais! Não há Direitos humanos, se faltarem a populações inteiras do globo os meios de exercerem e alcançarem esses direitos – a começar pelo direito ao pão, à saúde, à educação, a uma vida minimamente digna.
Perante o alargamento do fosso que separava as nações do primeiro mundo do terceiro, essas comprometeram-se, mais que uma vez nas décadas de 70 e 80, em conceder um por cento do seu PIB para os países subdesenvolvidos. Nenhum país alcançou esta meta, nem de perto! A Suécia dos tempos do "socialismo humano" foi a única a ir até aos 0,7%, e isso durante alguns anos apenas.
Coisa análoga está a passar-se com ao tão apregoado Objectivo do Milénio das Nações Unidas que visa acabar com a pobreza mundial até 2015. Ainda antes da presente Crise, todos os peritos alertavam, ano após ano, que as metas definidas não eram cumpridas. O que vai acontecer agora com esta crise, que atingira prioritaria e profundamente os países em desenvolvimento!?
Intolerável! Inumano! Contra natura!
Temos que reagir! Temos que pedir contas aos nossos dirigentes por nós escolhidos – que até estão a enriquecer-se à nossa custa... – e exigir deles, com base nos pressupostos aqui expostos, uma mudança radical de rumo. Para o nosso próprio bem e a paz universal.
Évora, 29 de Maio de 2009
Adel Yussef Sidarus
(prof. univ. aposentado – asidarus@netvisao.pt)
Domingo, Maio 31, 2009
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Haiti no ha firmado el acuerdo de asociación con la UE
Miércoles, 27 de mayo de 2009 Radio Metropole
HAITI TODAVÍA NO HA FIRMADO EL ACUERDO DE ASOCIACIÓN CON LA UE; PAPDA EXPRESA SATISFACCIÓN
La Plataforma haitiana para un Desarrollo Alternativo (PAPDA), saluda con beneplácito la "posición valiente" del gobierno haitiano al negarse a firmar el Acuerdo de Asociación Cariforum-UE, durante la XIV Reunión de Jefes de Estado y de Gobierno del Foro de Estados Caribeños (Cariforum).
El profesor Camille Chalmers, director ejecutivo de PAPDA, ha revelado que la Unión Europea y Caricom están presionando al gobierno haitiano para firmar el Acuerdo. Durante una Conferencia de prensa el martes, 26 de mayo, PAPDA instó al gobierno haitiano a mantener su decisión de no firmar los documentos del Acuerdo de Asociación (EPA) con la Unión Europea.
HAITI TODAVÍA NO HA FIRMADO EL ACUERDO DE ASOCIACIÓN CON LA UE; PAPDA EXPRESA SATISFACCIÓN
La Plataforma haitiana para un Desarrollo Alternativo (PAPDA), saluda con beneplácito la "posición valiente" del gobierno haitiano al negarse a firmar el Acuerdo de Asociación Cariforum-UE, durante la XIV Reunión de Jefes de Estado y de Gobierno del Foro de Estados Caribeños (Cariforum).
El profesor Camille Chalmers, director ejecutivo de PAPDA, ha revelado que la Unión Europea y Caricom están presionando al gobierno haitiano para firmar el Acuerdo. Durante una Conferencia de prensa el martes, 26 de mayo, PAPDA instó al gobierno haitiano a mantener su decisión de no firmar los documentos del Acuerdo de Asociación (EPA) con la Unión Europea.
Terça-feira, Maio 19, 2009
Sahara Ocidental: 36 anos de luta pela autodeterminação e independência

Sahara Ocidental
36 anos de luta pela autodeterminação e independência
Colóquio
25 de Maio, pelas 18h30, na sede da Associação 25 de Abril
Rua da Misericórdia, 95 - LISBOA
A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental, a ATTAC-Plataforma Portuguesa, o CIDAC (Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral), a Comissão Nacional Justiça e Paz e o Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos organizam no 25 de Maio (2.ª Feira), pelas 18h30, na sede da Associação 25 de Abril, um colóquio sobre os 36 anos de luta pela autodeterminação e independência do Povo Saharaui.
São oradores: a Prof.ª Maria do Céu Pinto, do Departamento de Ciência Política e Administração Pública da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, o General Pedro Pezarat Correia e Adda Brahim, representante da Frente POLISARIO em Portugal.
Contamos com a sua presença e solidariedade.
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Lisboa: exibição do filme As colheitas da revolta

No dia 30 de Maio, sábado, às 21H, a Tertúlia Liberdade fará a exibição, na Cooperativa Padaria do Povo, em Lisboa, Campo de Ourique, na Rua Luis Derouet, 20, do filme inédito em Portugal As Colheitas da Revolta.
Neste filme relata-se a luta dos camponeses andaluzes, desde os anos 30 do século passado, com o episódio trágico de Casas Viejas, até à actualidade.
Hoje o sindicato dos camponeses, o SOC, autónomo, com muito mais de 20.000 membros e uma estrutura leve e assemblária, onde as marcas libertárias são nítidas, promove uma luta directa pelos direitos dos seus membros, autênticos servos da terra, de que resultam não só vitórias nas suas condições de vida mas também a ocupação de terras onde novas formas de organização, como cooperativas agrícolas e de habitação, tentam uma outra organização social.
PARTICIPA E DIVULGA!
José Luis
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Sexta-feira, Maio 15, 2009
61 ANOS DE NAKBA (DESGRAÇA)
A CONVITE DO MPPM DELEGADA-GERAL DA PALESTINA, EMBAIXADORA RANDA NABULSI, EVOCA 61 ANOS DE NAKBA
Este é o dia em que os Palestinos assinalam a Nakba, a "Catástrofe". É a data que marca o momento a partir do qual, em 1948, se tornaram exilados na sua própria terra, refugiados, perseguidos e massacrados.
O MPPM [Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio-Oriente] solicitou à Senhora Embaixadora Randa Nabulsi, Delegada-Geral da Palestina em Portugal, o seu testemunho sobre o significado deste acontecimento para o Povo Palestino. É esse documento que, com a devida vénia, reproduzimos, solidarizando-nos, desta forma, com este povo mártir na evocação desta data trágica da sua história.
Lisboa, 15 de Maio de 2009
A Comissão Executiva do MPPM
61 ANOS DE NAKBA (DESGRAÇA)
61 ANOS DE OCUPAÇÃO ISRAELITA - 61 ANOS DE “APARTHEID”, LIMPEZA ÉTNICA - 61 ANOS DE RESISTÊNCIA PALESTINIANA
A 29 de Novembro de 1947 as Nações Unidas aprovaram a Resolução 181 que recomendava a Partilha da alestina histórica em um Estado israelita para menos de 20% de habitantes representados por colonos provenientes na sua maioria da Europa sobre 51% do território e um Estado palestino nos outros 49% para um milhão de Palestinianos. Esta divisão, apesar de demograficamente desigual, nunca chegou a efectuar-se.
Entre a decisão de partilha e o dia 15 de Maio de 1948, dia oficial do fim do mandato britânico e a declaração do Estado de Israel, houve uma verdadeira guerra de limpeza étnica que foi relatada historicamente por inúmeros escritores e pensadores. Talvez tenha sido Ilan Pappe, o historiador israelita quem mais relatou e transmitiu as realidades desta guerra através do seu livro denominado "A LIMPEZA ÉTNICA DA PALESTINA" e baseado em documentos "libertados" pelo governo israelita há mais de dois anos. Neste livro, o escritor relata palavra por palavra e detalhadamente como nasceu a questão dos refugiados, as aldeias completamente destruídas e os massacres cometidos contra o povo palestiniano.
Com a guerra de 1948, iniciou-se um processo de ocupação territorial em benefício dos emigrantes judaicos e da limpeza étnica da população palestiniana que foi seguindo o seu percurso fatídico até aos dias de hoje. O primeiro afastamento da população palestiniana foi levada a efeito por milícias sionistas provocando um êxodo massivo de 750.000 palestinianos que se converteram em refugiados. Junto com os seus descendentes, representam hoje em dia cerca de cinco milhões de pessoas refugiadas além de um milhão e meio a viverem na Faixa de Gaza, a maioria dos quais já havia sido desalojada dos territórios em 1948, 2 milhões na Cisjordania e 1 milhão e meio de Palestinianos, cristãos e muçulmanos que representam 20% da população de Israel.
Aquela primeira ofensiva das milícias sionistas (consideradas grupos terroristas pela comunidade internacional) culminou a 15 de Maio de 1948 com a proclamação unilateral do Estado de Israel por Ben Gurion. Esta data ficou gravada na memória do povo palestiniano como o dia fatídico da derrota, o massacre e o exílio forçado. É relembrada a cada 15 de Maio e conhecida pelo nome de "Nakba", a catástrofe/ a desgraça.
A resolução 194 das Nações Unidas de 11/09/1948 que exigia à comunidade internacional cumprir o direito do regresso dos refugiados palestinos e garantir a respectiva indemnização foi condição para entrada de Israel nas NU mas esta resolução continua sem implementação e a ser anualmente recordada na Assembleia Geral das Nações Unidas Sob o tema: Palestina, os Direitos Inalienáveis.
Durante estes longos 61 anos e até hoje, o Estado de Israel pratica nos Territórios Palestinos Ocupados uma politica de expansão e imposição de factos no terreno, construção de uma rede imparável de colonatos, violação dos direitos fundamentais e políticos da população civil palestiniana, anexação de terras e recursos hídricos, castigos colectivos, isolamento das populações e restrição de movimento dos cidadãos através de controlos militares (check points) cerca de 650 fixos além dos temporários, o muro de separação racista, detenções (11 mil prisioneiros alguns dos quais já ultrapassaram os 37 anos nas prisões israelita), expulsões, torturas, assassinatos, bombardeamentos…. Ignorando as resoluções das NU e de outros organismos internacionais, Israel continua praticando uma política de colonização e expulsão. Continua ampliando o número e tamanho dos colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém onde tem vindo a instalar cerca de meio milhão de colonos.
Após 61 anos o povo palestiniano, apesar de todas as injustiças que tem vindo a sofrer, resiste firmemente aos seus direitos. Resiste contra um Estado militar e confessional que se apoia num "lobby" internacional sionista muito poderoso, que se nega a acatar as resoluções das NU especialmente a 243 e a 338 que insistem na retirada de Israel dos territórios árabes ocupados e a 194 e a 3236 que reconhecem o direito de regresso dos refugiados assim como a declaração do Tribunal Internacional de Haia de 2004 sobre o rápido derrube do muro de separação racista. Sem o apoio e consentimento internacional, o estado ocupante de Israel não poderia ter mantido todos estes anos a incomensurável injustiça contra todo um povo. Os 86 vetos americanos no Concelho de Segurança ajudaram a fazer com que Israel seja um país acima de lei.
Apesar de se recordarem agora os 61 anos da Nakba (desgraça) os palestinos não desistem, continuam e continuarão a insistir no direito ao estabelecimento do seu estado independente nos territórios ocupados em 1967 com Jerusalém oriental como sua capital e encontrar uma solução justa para a questão do regresso dos refugiados.
O Povo Palestiniano nada mais pede do que aquilo que lhe foi concedido pelas resoluções das NU, pela comunidade e legalidade internacionais de acordo com os direitos humanos se é que, e esperamos que sim, ainda exista algum respeito e consideração por aqueles conceitos e resoluções.
Ao relembramos os 61 anos da Nakba (catástrofe/desgraça), lembramos 61 anos do sofrimento que vivemos, os massacres, a tortura e a miséria nos campos dos refugiados nos países vizinhos. 61 anos da Nakba, é altura de mais uma vez exigirmos de todos o governos europeus que assumam a sua obrigação de fazer cumprir as resoluções das NU assim com as obrigações estabelecidas pelo Tribunal Internacional de Justiça sobre a ilegalidade do muro de separação racista. A criação pela União Europeia de uma comissão e tribunal especial que investigue as violações cometidas por Israel em relação aos Convénios, ao Direito Internacional e especificamente sobre o regime de “apartheid” que têm vindo a desenvolver assim como as suas violações à IV Convenção de Genebra e crimes contra a humanidade na sua campanha de isolamento e genocídio contra um milhão e meio de cidadãos que vivem na Faixa de Gaza.
Israel conta com a ideia de que os mais velhos irão morrer e os mais novos irão esquecer-se. Morrerão os mais velhos, mais os mais novos, geração após geração, continuam a ter na mão as chaves das casas dos pais e as escrituras das suas terras para um dia regressarem… As novas gerações mostram-se lutadoras e ligadas às aspirações da sua identidade e de uma pátria própria não desistindo do direito ao regresso, à independência e ao estabelecimento do Estado Palestiniano independente com Jerusalém como capital.
15 de Maio de 2009
Randa Nabulsi
Delegada Geral da Palestina em Portugal
Este é o dia em que os Palestinos assinalam a Nakba, a "Catástrofe". É a data que marca o momento a partir do qual, em 1948, se tornaram exilados na sua própria terra, refugiados, perseguidos e massacrados.
O MPPM [Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio-Oriente] solicitou à Senhora Embaixadora Randa Nabulsi, Delegada-Geral da Palestina em Portugal, o seu testemunho sobre o significado deste acontecimento para o Povo Palestino. É esse documento que, com a devida vénia, reproduzimos, solidarizando-nos, desta forma, com este povo mártir na evocação desta data trágica da sua história.
Lisboa, 15 de Maio de 2009
A Comissão Executiva do MPPM
61 ANOS DE NAKBA (DESGRAÇA)
61 ANOS DE OCUPAÇÃO ISRAELITA - 61 ANOS DE “APARTHEID”, LIMPEZA ÉTNICA - 61 ANOS DE RESISTÊNCIA PALESTINIANA
A 29 de Novembro de 1947 as Nações Unidas aprovaram a Resolução 181 que recomendava a Partilha da alestina histórica em um Estado israelita para menos de 20% de habitantes representados por colonos provenientes na sua maioria da Europa sobre 51% do território e um Estado palestino nos outros 49% para um milhão de Palestinianos. Esta divisão, apesar de demograficamente desigual, nunca chegou a efectuar-se.
Entre a decisão de partilha e o dia 15 de Maio de 1948, dia oficial do fim do mandato britânico e a declaração do Estado de Israel, houve uma verdadeira guerra de limpeza étnica que foi relatada historicamente por inúmeros escritores e pensadores. Talvez tenha sido Ilan Pappe, o historiador israelita quem mais relatou e transmitiu as realidades desta guerra através do seu livro denominado "A LIMPEZA ÉTNICA DA PALESTINA" e baseado em documentos "libertados" pelo governo israelita há mais de dois anos. Neste livro, o escritor relata palavra por palavra e detalhadamente como nasceu a questão dos refugiados, as aldeias completamente destruídas e os massacres cometidos contra o povo palestiniano.
Com a guerra de 1948, iniciou-se um processo de ocupação territorial em benefício dos emigrantes judaicos e da limpeza étnica da população palestiniana que foi seguindo o seu percurso fatídico até aos dias de hoje. O primeiro afastamento da população palestiniana foi levada a efeito por milícias sionistas provocando um êxodo massivo de 750.000 palestinianos que se converteram em refugiados. Junto com os seus descendentes, representam hoje em dia cerca de cinco milhões de pessoas refugiadas além de um milhão e meio a viverem na Faixa de Gaza, a maioria dos quais já havia sido desalojada dos territórios em 1948, 2 milhões na Cisjordania e 1 milhão e meio de Palestinianos, cristãos e muçulmanos que representam 20% da população de Israel.
Aquela primeira ofensiva das milícias sionistas (consideradas grupos terroristas pela comunidade internacional) culminou a 15 de Maio de 1948 com a proclamação unilateral do Estado de Israel por Ben Gurion. Esta data ficou gravada na memória do povo palestiniano como o dia fatídico da derrota, o massacre e o exílio forçado. É relembrada a cada 15 de Maio e conhecida pelo nome de "Nakba", a catástrofe/ a desgraça.
A resolução 194 das Nações Unidas de 11/09/1948 que exigia à comunidade internacional cumprir o direito do regresso dos refugiados palestinos e garantir a respectiva indemnização foi condição para entrada de Israel nas NU mas esta resolução continua sem implementação e a ser anualmente recordada na Assembleia Geral das Nações Unidas Sob o tema: Palestina, os Direitos Inalienáveis.
Durante estes longos 61 anos e até hoje, o Estado de Israel pratica nos Territórios Palestinos Ocupados uma politica de expansão e imposição de factos no terreno, construção de uma rede imparável de colonatos, violação dos direitos fundamentais e políticos da população civil palestiniana, anexação de terras e recursos hídricos, castigos colectivos, isolamento das populações e restrição de movimento dos cidadãos através de controlos militares (check points) cerca de 650 fixos além dos temporários, o muro de separação racista, detenções (11 mil prisioneiros alguns dos quais já ultrapassaram os 37 anos nas prisões israelita), expulsões, torturas, assassinatos, bombardeamentos…. Ignorando as resoluções das NU e de outros organismos internacionais, Israel continua praticando uma política de colonização e expulsão. Continua ampliando o número e tamanho dos colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém onde tem vindo a instalar cerca de meio milhão de colonos.
Após 61 anos o povo palestiniano, apesar de todas as injustiças que tem vindo a sofrer, resiste firmemente aos seus direitos. Resiste contra um Estado militar e confessional que se apoia num "lobby" internacional sionista muito poderoso, que se nega a acatar as resoluções das NU especialmente a 243 e a 338 que insistem na retirada de Israel dos territórios árabes ocupados e a 194 e a 3236 que reconhecem o direito de regresso dos refugiados assim como a declaração do Tribunal Internacional de Haia de 2004 sobre o rápido derrube do muro de separação racista. Sem o apoio e consentimento internacional, o estado ocupante de Israel não poderia ter mantido todos estes anos a incomensurável injustiça contra todo um povo. Os 86 vetos americanos no Concelho de Segurança ajudaram a fazer com que Israel seja um país acima de lei.
Apesar de se recordarem agora os 61 anos da Nakba (desgraça) os palestinos não desistem, continuam e continuarão a insistir no direito ao estabelecimento do seu estado independente nos territórios ocupados em 1967 com Jerusalém oriental como sua capital e encontrar uma solução justa para a questão do regresso dos refugiados.
O Povo Palestiniano nada mais pede do que aquilo que lhe foi concedido pelas resoluções das NU, pela comunidade e legalidade internacionais de acordo com os direitos humanos se é que, e esperamos que sim, ainda exista algum respeito e consideração por aqueles conceitos e resoluções.
Ao relembramos os 61 anos da Nakba (catástrofe/desgraça), lembramos 61 anos do sofrimento que vivemos, os massacres, a tortura e a miséria nos campos dos refugiados nos países vizinhos. 61 anos da Nakba, é altura de mais uma vez exigirmos de todos o governos europeus que assumam a sua obrigação de fazer cumprir as resoluções das NU assim com as obrigações estabelecidas pelo Tribunal Internacional de Justiça sobre a ilegalidade do muro de separação racista. A criação pela União Europeia de uma comissão e tribunal especial que investigue as violações cometidas por Israel em relação aos Convénios, ao Direito Internacional e especificamente sobre o regime de “apartheid” que têm vindo a desenvolver assim como as suas violações à IV Convenção de Genebra e crimes contra a humanidade na sua campanha de isolamento e genocídio contra um milhão e meio de cidadãos que vivem na Faixa de Gaza.
Israel conta com a ideia de que os mais velhos irão morrer e os mais novos irão esquecer-se. Morrerão os mais velhos, mais os mais novos, geração após geração, continuam a ter na mão as chaves das casas dos pais e as escrituras das suas terras para um dia regressarem… As novas gerações mostram-se lutadoras e ligadas às aspirações da sua identidade e de uma pátria própria não desistindo do direito ao regresso, à independência e ao estabelecimento do Estado Palestiniano independente com Jerusalém como capital.
15 de Maio de 2009
Randa Nabulsi
Delegada Geral da Palestina em Portugal
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Petição à Ordem dos Médicos sobre "reconversão" da orientação sexual
Exmo. Senhor
Bastonário da Ordem dos Médicos
Os signatários, técnicos de Saúde Mental, vêm solicitar a sua atenção para os seguintes factos:
Senhor Bastonário:
Pelo exposto, vimos solicitar:
Lisboa, 14 de Maio de 2009
Os Peticionários
http://www.peticao.com.pt/reconversao-da-orientacao-sexual
Divulguem e Subscrevam
Bastonário da Ordem dos Médicos
Os signatários, técnicos de Saúde Mental, vêm solicitar a sua atenção para os seguintes factos:
- o Jornal Público divulgou em 2 de Maio de 2009 um artigo intitulado “Ainda há defensores da cura da homossexualidade”.
- Nesse texto, dois psiquiatras portugueses - um deles Presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos (OM) - manifestaram opiniões de que discordamos profundamente. Um dos médicos referia a terapia cognitivo-comportamental para "mudar" a orientação sexual e o dirigente da OM falava em "reenquadrar a identidade de género e as opções de relacionamento" e distinguia "homossexualidade primária com cunho biológico marcado e homossexualidade secundária" para justificar a intervenção médica em homossexuais.
- Os signatários consideram as opiniões citadas como incorrectas, sabendo-se que a homossexualidade não é considerada doença desde 1973 e que não há qualquer evidência científica que sustente a validade das intervenções propostas. Recordam ainda que a APA (Associação Americana de Psiquiatria) reprova qualquer intervenção dita de reconversão da orientação sexual.
- Como técnicos de Saúde Mental, não ignoramos o sofrimento psicológico de muitas pessoas LGBT, mas consideramos que ele não é resultante dos seus comportamentos, afectos ou identidades, antes é determinado por um contexto social marcado pela homofobia que se revela discriminatório. Neste sentido, consideramos que esse sofrimento resulta da interiorização de mensagens sociais negativas e que cabe aos técnicos de Saúde Mental reduzir a dissonância entre o peso destas mensagens interiorizadas e os sentimentos dessas pessoas, favorecendo a auto-aceitação, afirmação e validação da sua orientação sexual e da sua identidade sexual.
Senhor Bastonário:
Pelo exposto, vimos solicitar:
- A clarificação urgente da Direcção da Ordem dos Médicos sobre este tema.
- Uma tomada de posição do Colégio da Especialidade de Psiquiatria, após um debate entre os seus membros.
- O seu apoio e participação na continuação deste debate na comunicação social, que os signatários pretendem levar a cabo.
Lisboa, 14 de Maio de 2009
Os Peticionários
http://www.peticao.com.pt/reconversao-da-orientacao-sexual
Divulguem e Subscrevam
Novidades sobre o Banco do Sul
La Asociación Latinoamericana de Educación Radiofónica (ALER) realizó un reporte especial sobre las novedades del Banco del Sur luego de la reunión ministerial en Buenos Aires. Incluye una entrevista a Beverly Keene, coordinadora de Jubileo Sur/Américas.
Podrán escucharlo ingresando aquí: http://www.jubileosuramericas.org/item-info.shtml?x=97210
Jubileo Sur/Américas
www.jubileosuramericas.org
+5411 4307 1867
Piedras 730. Cap.Fed - Argentina
skype: jubileosur_americas
Podrán escucharlo ingresando aquí: http://www.jubileosuramericas.org/item-info.shtml?x=97210
Jubileo Sur/Américas
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Contra o Racismo, o Machismo, a Homofobia e a Violência Doméstica
Debate Público
CONTRA O RACISMO,
O MACHISMO, A HOMOFOBIA
E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Pelos Direitos Humanos!
Com a presença de
MOISÉS ESPÍRITO SANTO
Sociólogo, Professor Universitário
ANTÓNIO ALTE PINHO
Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento | ACED
ANTÓNIO ALVES
Colectivo Mumia Abu-Jamal | CMA-J
ANTÓNIO SERZEDELO
OPUS GAY Associação
CHULLAGE
Músico, Sociólogo
NÍDIA ABREU
Cooperativa PELO SONHO É QUE VAMOS
20 de Maio > 21 horas > Biblioteca Museu República e Resistência > Rua Alberto de Sousa, 10 A – Bº do Rêgo
CONTRA O RACISMO,
O MACHISMO, A HOMOFOBIA
E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Pelos Direitos Humanos!
Com a presença de
MOISÉS ESPÍRITO SANTO
Sociólogo, Professor Universitário
ANTÓNIO ALTE PINHO
Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento | ACED
ANTÓNIO ALVES
Colectivo Mumia Abu-Jamal | CMA-J
ANTÓNIO SERZEDELO
OPUS GAY Associação
CHULLAGE
Músico, Sociólogo
NÍDIA ABREU
Cooperativa PELO SONHO É QUE VAMOS
20 de Maio > 21 horas > Biblioteca Museu República e Resistência > Rua Alberto de Sousa, 10 A – Bº do Rêgo
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Quarta-feira, Maio 13, 2009
17 Maio: diz NÃO à Europa da vergonha

DIZ NÃO À EUROPA DA VERGONHA
Participa na Jornada Europeia pelos direitos dos/as Imigrantes
17 de Maio, pelas 15h, no Martim Moniz
Dia 17 de Maio, um pouco por toda a Europa – em países como a França, Itália, Luxemburgo, Hungria, estado Espanhol (Madrid; Murcia, Galiza, País Basco) – vão se realizar uma série de iniciativas de contestação às políticas de imigração que têm sido implementadas na União Europeia. Uma iniciativa de uma ampla rede de organizações, Pontes e não Muros, cujo manifesto, a ser enviado aos/às candidatos/as às eleições europeias, poderá ser consultado e subscrito (para organizações) em www.despontspasdesmurs.org.
A União Europeia continua encerrada numa visão repressiva, eurocêntrica e redutora das migrações. O controlo das fronteiras e a perseguição dos/as imigrantes indocumentados/as, tornaram-se as palavras de ordem das políticas migratórias na EU, como bem o demonstram a Directiva das Expulsões e o Pacto Sarkozy.
Em tempo de crise, o/a imigrante tornou-se um bode expiatório, uma receita populista, conveniente para atrair votos e fazer os votantes esquecer os falhanços das políticas económicas e sociais.
Mas nós rejeitamos esta visão do país e da Europa:
- Porque contestamos estas as políticas que têm alimentado a migração clandestina e o tráfico humano, e um contingente de mão-de-obra desprovida de direitos, descartável, vulnerável perante a exploração laboral;
- Porque rejeitamos a consequente guetização de que têm sido alvo os/as migrantes e seus filhos/as;
- Porque estamos cansados/as da política do bode expiatório;
- Porque queremos combater a sério a xenofobia.
Em Portugal, domingo, dia 17, 15H, MARTIM MONIZ.
Também vamos DIZER NÃO À EUROPA DA VERGONHA:
- Pela regularização dos/as indocumentados/as;
- Pelo direito de voto;
- Contra a Directiva das Expulsões e o Pacto Sarkozy;
- Contra a xenofobia e a política do bode expiatório.
PORQUE COM DIREITOS IGUAIS TODOS GANHAMOS.
Participa. Passa mensagem.
Poderás também subscrever a carta aberta sobre políticas de imigração lançada no passado dia 6 de Maio (ver anexo), através do email cartaabertaimigracao@gmail.com, indicando o nome e a actividade/profissão.
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Terça-feira, Maio 12, 2009
Sara Ocidental: El Consejo de Seguridad prorroga por un año el mandato de los "cascos azules" en la antigua colonia española
IGNACIO CEMBRERO - Madrid - 01/05/2009
La no modificación del mandato satisface a Marruecos, pero no así a su adversario, el Frente Polisario. En las últimas semanas varias ONG de derechos humanos como Human Rights Watch, Amnistía Internacional y también la Delegación Magreb del Parlamento Europeo han solicitado por escrito que, como los demás contingentes de mantenimiento de la paz de la ONU, MINURSO tenga competencias en materia de derechos humanos.
El Consejo de Seguridad de la ONU aprobó ayer por unanimidad, con horas de retraso a causa de la intensidad del debate, una resolución que prorroga un año el mandato de MINURSO y que insta a Marruecos, que controla el grueso del Sáhara, y al Polisario, que reivindica su independencia, a "negociar sin condiciones previas y de buena fe".
Como Christopher Ross, el enviado personal para el Sáhara del secretario general Ban Ki-moon, considera que las condiciones para una reanudación de la negociación, interrumpida desde marzo de 2008, no están reunidas, el máximo órgano de la ONU aprobó la celebración previa de "discusiones informales" entre marroquíes y saharauis independentistas.
Solicitudes en el Consejo de Seguridad
Costa Rica y Uganda solicitaron al Consejo de Seguridad que sus "cascos azules" desplegados en el Sáhara pudiesen supervisar los derechos humanos y obtuvieron el respaldo explícito de Austria y México, pero el embajador francés, Jean-Maurice Ripert, se opuso a ello. Fue el único en hacerlo explícitamente mientras las demás delegaciones guardaron silencio.
Los embajadores costarricense y ugandés pidieron entonces que en la resolución mencionase al menos "la importancia de llevar a cabo progresos en la dimensión humana del conflicto", es decir de mejorar los derechos humanos, pero de nuevo Ripert se resistió. Propuso sustituir "dimensión humana" por "humanitaria" dando al así al texto un enfoque más bien relacionado con las penosas condiciones de vida de los refugiados. Finalmente el representante francés dio su brazo a torcer y aceptó la fórmula.
Ripert fue el único embajador que en su intervención brindó un apoyo explícito al plan de autonomía ofrecido por Marruecos para el Sáhara en la primavera de 2007. Cuando tomó la palabra su homóloga de EE UU, Susan Rice, se limitó a resaltar que "este conflicto dura desde hace demasiado tiempo".
El representante del Polisario ante la ONU, Ahmed Boujari, dejó entrever su descontento por el texto aprobado y arremetió contra Francia. "Seguimos a la espera de que el Consejo de Seguridad se comprometa con los derechos humanos" en el Sáhara, declaró a elpais.com. Éste órgano de la ONU practica "una doble vara de medir y el principal responsable de esta situación en Francia", añadió.
España no forma parte del Consejo de Seguridad, pero en una ocasión, en junio de 2005, Bernardino León, entonces secretario de Estado de Asuntos Exteriores, se pronunció en Rabat por la ampliación del mandato de MINURSO para que abarque los derechos humanos. Desde entonces el Gobierno guarda silencio y cuando fue preguntado, en noviembre de 2008, por el tema, el presidente José Luís Rodríguez Zapatero, echó balones fuera.
El grupo parlamentario de Izquierda Unida-Initiative per Catalunya ha presentado una proposición no de ley, que deberá ser debatida en el pleno del Congreso de los Diputados, en la que insta al Ejecutivo español a trabajar para que MINURSO pueda ocuparse de los derechos humanos como los demás contingentes de "cascos azules".
La no modificación del mandato satisface a Marruecos, pero no así a su adversario, el Frente Polisario. En las últimas semanas varias ONG de derechos humanos como Human Rights Watch, Amnistía Internacional y también la Delegación Magreb del Parlamento Europeo han solicitado por escrito que, como los demás contingentes de mantenimiento de la paz de la ONU, MINURSO tenga competencias en materia de derechos humanos.
El Consejo de Seguridad de la ONU aprobó ayer por unanimidad, con horas de retraso a causa de la intensidad del debate, una resolución que prorroga un año el mandato de MINURSO y que insta a Marruecos, que controla el grueso del Sáhara, y al Polisario, que reivindica su independencia, a "negociar sin condiciones previas y de buena fe".
Como Christopher Ross, el enviado personal para el Sáhara del secretario general Ban Ki-moon, considera que las condiciones para una reanudación de la negociación, interrumpida desde marzo de 2008, no están reunidas, el máximo órgano de la ONU aprobó la celebración previa de "discusiones informales" entre marroquíes y saharauis independentistas.
Solicitudes en el Consejo de Seguridad
Costa Rica y Uganda solicitaron al Consejo de Seguridad que sus "cascos azules" desplegados en el Sáhara pudiesen supervisar los derechos humanos y obtuvieron el respaldo explícito de Austria y México, pero el embajador francés, Jean-Maurice Ripert, se opuso a ello. Fue el único en hacerlo explícitamente mientras las demás delegaciones guardaron silencio.
Los embajadores costarricense y ugandés pidieron entonces que en la resolución mencionase al menos "la importancia de llevar a cabo progresos en la dimensión humana del conflicto", es decir de mejorar los derechos humanos, pero de nuevo Ripert se resistió. Propuso sustituir "dimensión humana" por "humanitaria" dando al así al texto un enfoque más bien relacionado con las penosas condiciones de vida de los refugiados. Finalmente el representante francés dio su brazo a torcer y aceptó la fórmula.
Ripert fue el único embajador que en su intervención brindó un apoyo explícito al plan de autonomía ofrecido por Marruecos para el Sáhara en la primavera de 2007. Cuando tomó la palabra su homóloga de EE UU, Susan Rice, se limitó a resaltar que "este conflicto dura desde hace demasiado tiempo".
El representante del Polisario ante la ONU, Ahmed Boujari, dejó entrever su descontento por el texto aprobado y arremetió contra Francia. "Seguimos a la espera de que el Consejo de Seguridad se comprometa con los derechos humanos" en el Sáhara, declaró a elpais.com. Éste órgano de la ONU practica "una doble vara de medir y el principal responsable de esta situación en Francia", añadió.
España no forma parte del Consejo de Seguridad, pero en una ocasión, en junio de 2005, Bernardino León, entonces secretario de Estado de Asuntos Exteriores, se pronunció en Rabat por la ampliación del mandato de MINURSO para que abarque los derechos humanos. Desde entonces el Gobierno guarda silencio y cuando fue preguntado, en noviembre de 2008, por el tema, el presidente José Luís Rodríguez Zapatero, echó balones fuera.
El grupo parlamentario de Izquierda Unida-Initiative per Catalunya ha presentado una proposición no de ley, que deberá ser debatida en el pleno del Congreso de los Diputados, en la que insta al Ejecutivo español a trabajar para que MINURSO pueda ocuparse de los derechos humanos como los demás contingentes de "cascos azules".
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Segunda-feira, Maio 04, 2009
Desfile trabalhadoras do sexo no 1º de Maio com as Panteras Rosa

Ontem foi bom e foi importante. Foi também uma estreia. Um grupo de trabalhadoras do sexo do Intendente foi por sua iniciativa própria ao 1º de Maio. Umas levaram as filhas, outras a voz e a garra. Sem grandes teses ou reivindicações sobre a profissão. Não é que não as vão já debatendo, e que não digam "queremos direitos". Não, mas antes disso e antes de mais, colocar o dedo na ferida do estigma e da violência, quer aquela a que se sujeitam nas ruas, quer a do preconceito social que fez pesados os olhares do público à sua chegada à Alameda. O estigma. A forma como são tratadas pelo Estado e pelos comuns de nós. Quanto mais não seja quando olhamos para o lado todos os dias, aqueles que não somos seus clientes. "Prostituição: Não ao preconceito, Sim, à pessoa.", era o que queriam dizer, e que também são trabalhadoras.
A mim fez-me lembrar as primeiras presenças de homossexuais, enquanto tal, nos desfiles da CGTP no 1º de Maio. 1992, a primeira vez, com embaraço público da central, hoje com outros olhos para a questão. Mas não conseguiram fazer-nos sentir aliens totais, e os olhares foram mudando.
Um pequeno grande passo, o destas mulheres. Que os seus passos ecoem. Que consigam um dia destes fundar a associação de que falam. Contem comigo.
No Portugal do sexo-insistentemente tabu e mal vivido, da discriminação, uma aliança, alguns dirão, contra-natura outros bizarra, entre um grupo lgbt, uma instituição religiosa católica, as Irmãs Oblatas, e um conjunto de trabalhadoras do sexo de uma das mais degradas zonas de Lisboa, trouxe à rua a denúncia da hipocrisia sobre a existência da prostituição, quer voluntária, quer recurso extremo, quer de mulheres, quer de homens, quer de transexuais, em tantos e variados contextos e diferentes situações, mas com tanta experiência comum. Uma aliança natural, digo eu, quando leio declarações da responsável das Oblatas a dizer que "se Jesus fosse vivo andaria a distribuir preservativos às prostitutas". Eu não diria melhor.
Tiro o chapéu a estas mulheres que ontem passaram desfilando frente ao seu local de trabalho e cumprimentaram colegas a partir da marcha, enquanto cantavam junto com os activistas do MAYDAY "hoje, 1º de maio, há precárias a trabalhar!".
sérgio vitorino
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Sexta-feira, Maio 01, 2009
Carta a los Movimientos sociales a las redes no gubernamentales y a los intelectuales
Carta de François Houtart sobre la conferencia de Naciones Unidas sobre la crisis mundial.
Amicalement,
Eric Toussaint
international@cadtm.org
CADTM
345, Avenue de l'Observatoire
4000 LIEGE
Belgique
www.cadtm.org
Nueva York, 09.04.09
A través de estas lineas le hacemos llegar un llamado. Frente a la situación de crisis sistémica y global, sin consultar a la mayoría de paises, el G20 ha presentado una serie de medidas. Por otra parte, no se ha abordado el fondo de los problemas creados por el conjunto de las crisis: alimentaria, energética, climática y social, y su aplicación ha sido confiada a los mismos organismos que han figurado entre los principales artesanos del impase actual. Sin embargo la situación sigue agravándose y todos los paises son concernidos.
Por esta razón, el presidente de la Asamblea general de Naciones unidas ha convocado los dias 1, 2 y 3 de junio próximo, a una conferencia de 192 jefes de Estado y de Gobierno. No obstante, fuertes presiones son ejercidas, especialmente por ciertos paises del G20, para que éstos últimos se hagan representar, simplemente por ministros o embajadores. Hay que ejercer presión en cada país para que la participación se realize al mas alto nivel. Lo que está en juego es el futuro de la humanidad y del planeta.
Se trata de desencadenar un proceso a largo plazo, pero sin tardar, que permita sobrepasar las regulaciones para desembocar sobre alternativas. Aquello éxige un compromiso de todas las fuerzas sociales, morales e intelectuales de cada país, comenzando por una presión sobre los dirigentes del planeta para que participen a la Conferencia de junio. Es solamente un primer paso de un proceso, pero es importante
¿Podría entonces usted, alertar la opinión pública, a través de actos públicos, declaraciones, entrevistas y artículos en los medios de información y enviar cartas colectivas y personales a las autoridades de vuestros paises respectivos, afin que la conferencia de los 192 sea tomada en cuenta ? Esto es solo un paso en todo el proceso, pero sumamente importante.
Muy atentamente
François Houtart
Presidente del Consejo Administrativo del Centro Tricontinental (Lovaina-la-Nueva).
Secretario ejecutivo del Foro mundial de las Alternativas.
Representante del Presidente de la Asamblea general de las Naciones unidas ante la Comisión de la ONU por la Reforma del sistema financiero y monetario.
Amicalement,
Eric Toussaint
international@cadtm.org
CADTM
345, Avenue de l'Observatoire
4000 LIEGE
Belgique
www.cadtm.org
Nueva York, 09.04.09
A través de estas lineas le hacemos llegar un llamado. Frente a la situación de crisis sistémica y global, sin consultar a la mayoría de paises, el G20 ha presentado una serie de medidas. Por otra parte, no se ha abordado el fondo de los problemas creados por el conjunto de las crisis: alimentaria, energética, climática y social, y su aplicación ha sido confiada a los mismos organismos que han figurado entre los principales artesanos del impase actual. Sin embargo la situación sigue agravándose y todos los paises son concernidos.
Por esta razón, el presidente de la Asamblea general de Naciones unidas ha convocado los dias 1, 2 y 3 de junio próximo, a una conferencia de 192 jefes de Estado y de Gobierno. No obstante, fuertes presiones son ejercidas, especialmente por ciertos paises del G20, para que éstos últimos se hagan representar, simplemente por ministros o embajadores. Hay que ejercer presión en cada país para que la participación se realize al mas alto nivel. Lo que está en juego es el futuro de la humanidad y del planeta.
Se trata de desencadenar un proceso a largo plazo, pero sin tardar, que permita sobrepasar las regulaciones para desembocar sobre alternativas. Aquello éxige un compromiso de todas las fuerzas sociales, morales e intelectuales de cada país, comenzando por una presión sobre los dirigentes del planeta para que participen a la Conferencia de junio. Es solamente un primer paso de un proceso, pero es importante
¿Podría entonces usted, alertar la opinión pública, a través de actos públicos, declaraciones, entrevistas y artículos en los medios de información y enviar cartas colectivas y personales a las autoridades de vuestros paises respectivos, afin que la conferencia de los 192 sea tomada en cuenta ? Esto es solo un paso en todo el proceso, pero sumamente importante.
Muy atentamente
François Houtart
Presidente del Consejo Administrativo del Centro Tricontinental (Lovaina-la-Nueva).
Secretario ejecutivo del Foro mundial de las Alternativas.
Representante del Presidente de la Asamblea general de las Naciones unidas ante la Comisión de la ONU por la Reforma del sistema financiero y monetario.
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Boycott reunión CI FORUM SOCIAL MONDIAL en Marruecos
A próxima reunião do Comité Internacional do Fórum Social Mundial, marcada para Marrocos, está a levantar alguma celeuma dada a política colonial daquele país no Sara Ocidental, onde tem sistematicamente boicotado o processo de consulta às populações organizado pela ONU.
A COSATU, associação sindical sul-africana já anunciou que não estará presente e a Afrapadesa - Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauís apelou entretanto ao boicote à reunião.
Como diria o Sr. de la Palisse «não é fácil criar um outro mundo ...».
POSICIÓN DE AFAPREDESA EN REFERENCIA A LA CELEBRACIÓN DE LA PRÓXIMA REUNIÓN DEL CONSEJO INTERNACIONAL DEL FORO SOCIAL MUNDIAL EN MARRUECOS
Después de haber consensuado las reflexiones con el resto de integrantes del Foro Social Saharaui, la Asociación Afapredesa expresa su profunda indignación y su enorme sorpresa ante la decisión de la celebración de la próxima Reunión del Consejo Internacional del Foro Social Mundial en Marruecos.
Esta posición se sostiene en base a las siguientes consideraciones:
Es por ello que AFAPREDESA lanza una llamada de presión para el boicot de esta reunión del Consejo Internacional del Foro Social Mundial hasta que no sea tenida en cuenta la ocupación y el sometimiento del pueblo saharaui por el régimen de Marruecos.
Campamentos de refugiados saharauis, a 30 de marzo de 2.009.
Modificado el ( lunes, 06 de abril de 2009 )
A COSATU, associação sindical sul-africana já anunciou que não estará presente e a Afrapadesa - Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauís apelou entretanto ao boicote à reunião.
Como diria o Sr. de la Palisse «não é fácil criar um outro mundo ...».
POSICIÓN DE AFAPREDESA EN REFERENCIA A LA CELEBRACIÓN DE LA PRÓXIMA REUNIÓN DEL CONSEJO INTERNACIONAL DEL FORO SOCIAL MUNDIAL EN MARRUECOS
Después de haber consensuado las reflexiones con el resto de integrantes del Foro Social Saharaui, la Asociación Afapredesa expresa su profunda indignación y su enorme sorpresa ante la decisión de la celebración de la próxima Reunión del Consejo Internacional del Foro Social Mundial en Marruecos.
Esta posición se sostiene en base a las siguientes consideraciones:
- La celebración de una reunión de un movimiento de estas dimensiones en un país ocupante y continuo represor del pueblo saharaui, es, en sí mismo, contrario a los principios de la Carta de Puerto Alegre, que enunciaba, sin ninguna ambigüedad , en su artículo 10 : "El Foro Social Mundial se opone a toda visión totalitaria y reduccionista de la historia y al uso de la violencia como medio de control social por parte del Estado. Apoya el respeto de los Derechos Humanos, las relaciones equitativas-justas, solidarias y pacíficas entre las personas, las razas, los sexos y los pueblos, condenando todas las formas de dominación así como el sometimiento de un ser humano a otro."
- El país anfitrión de esta reunión, el reino de Marruecos, no muestra más que desprecio y arrogancia frente a las resoluciones pertinentes de la Comunidad Internacional en lo referente a la conclusión de la descolonización del Sahara Occidental y rechaza constantemente la celebración de un Referéndum de autodeterminación justo y regulado en el marco del plan de paz de la ONU-UA, solemnemente aceptado por las dos partes en conflicto-el Reino de Marruecos y el Frente Polisario-, desde 1991.
Peor aún, sus tropas de ocupación en el Sahara Occidental persisten en sus políticas de represión y de terror contra la población civil Saharaui indefensa, como prueban los informes de las organizaciones internacionales de derechos Humanos, como Human Rights Watch (2008), Amnistia Internacional, la Organización Mundial contra la Tortura, las instancias internacionales entre las cuales están el Alto Comisariado de Derechos Humanos de la ONU(informe de misión 2006), la misión ad hoc del Parlamento Europeo para el Sahara Occidental (informe de marzo de 2009), entre otros. - Si bien los diferentes componentes del Foro Social Marroquí han mostrado un alto grado de madurez en su esfuerzo por contribuir al acercamiento de las visiones de las dos sociedades civiles - saharaui y marroquí - en su búsqueda de alternativas, la construcción Maghreb de los pueblos, va encaminada, como se ha suscrito, principalmente a facilitar el arranque del 1º Foro Social Magrebí, a celebrar en EL JADIDA (Marruecos) sin la participación del Foro Social Saharaui en el exilio. Estamos asombrados de que el FSM haya asumido una invitación para la celebración de una reunión del CI del FSM.
- A diferencia de los componentes del Foro Social de Israel, que constantemente denunciaban regular y públicamente los excesos criminales de Israel contra el pueblo palestino, los miembros del FSMarruecos están todavía poco dispuestos a expresar públicamente su posición de base contra los crímenes cometidos de manera cotidiana por las tropas de su país contra la población civil saharaui en los territorios ocupados del Sahara Occidental. Peor aún, entre ellos algunos continúan defendiendo la visión totalitaria reduccionista y colonialista del "Sahara Marroquí", pese a ser conscientes de que la ocupación por Marruecos de una parte del territorio de la República Saharaui es una violación flagrante de la legalidad internacional, y mina la estabilidad y el progreso de los pueblos del Gran Maghreb. El lamentable rol de los sindicatos marroquíes es así mismo ilustrativo, ya que participan a diario en la explotación ilícita de los recursos naturales del Sahara Occidental, sobre todo en los sectores minero y pesquero.
Es por ello que AFAPREDESA lanza una llamada de presión para el boicot de esta reunión del Consejo Internacional del Foro Social Mundial hasta que no sea tenida en cuenta la ocupación y el sometimiento del pueblo saharaui por el régimen de Marruecos.
Campamentos de refugiados saharauis, a 30 de marzo de 2.009.
Modificado el ( lunes, 06 de abril de 2009 )
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Cero Desalojos a los Palestinos, YA!

LLAMAMIENTO INTERNACIONAL A LA SOLIDARIDAD
Nosotros, las asociaciones de habitantes, las redes internacionales, los grupos de voluntariado, las ONG, las agencias públicas y los ciudadanos del mundo expresamos nuestra indignación y denunciamos las continuas políticas de desalojo y demolición de Israel ejecutadas contra el pueblo Palestino, tanto los Palestinos de 1948 (ciudadanos de Israel) como los Palestinos de 1967 (en los Territorios Ocupados Palestinos). Dichas demoliciones y desalojos violan claramente las leyes internacionales.
iFirma el Llamamiento!
» Desalojos a los Palestinos, YA
La Alianza Internacional de Habitantes (AIH) es una red global de asociaciones y movimientos sociales de habitantes, cooperativas, comunidades, inquilinos, sin techo, chabolistas, poblaciones originarias y gente de barrios populares.
El objetivo es la construcción de otro mundo posible empezando por el logro de los derechos a la vivienda y la ciudad sin fronteras.
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