Mostrar mensagens com a etiqueta Autarquias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autarquias. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 28, 2011

Porto: Carta Aberta da Es.Col.A do Alto da Fontinha

CARTA ABERTA

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto
Exma. Senhora Vereadora do Conhecimento e Coesão Social
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso

Portuenses e demais população

A Es.Col.A do Alto da Fontinha, Espaço Colectivo Autogestionado, constitui-se por um grupo informal de cidadãos que tem por objectivo devolver à comunidade o espaço da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, no Porto, se não como escola, como espaço de oficinas, leitura, convívio e lazer.

A Es.Col.A pretende ser um espaço autónomo, livre e não comercial, aberto a diferentes iniciativas, não discriminatórias. É um espaço livre de hierarquias, onde as decisões são tomadas através do consenso em assembleias regulares abertas a todos (tanto moradores do bairro como representantes institucionais) e cujas actividades não dependem de subsídios financeiros.

A ocupação levada a cabo no passado dia 10 de Abril não pretendeu de forma alguma usurpar o imóvel, nem tão pouco vandalizá-lo. Pretende, sim, restituir-lhe funcionalidade e inverter o processo de destruição de que vem sendo alvo, sendo prova disso mesmo a limpeza e recuperação do espaço levadas a cabo desde o primeiro momento.

Em paralelo com intervenções de requalificação do imóvel (obras de restauro, pintura, limpeza do mato), as dinâmicas criadas desde o início com a comunidade circundante e os diversos apoiantes do projecto resultaram num horário de actividades que preenche todos os dias da semana. A Es.Col.A oferece apoio escolar, cinema, teatro, leitura, jantares populares, actividades seniores e oficinas de bicicletas e informática. Continuam a surgir novas actividades e voluntários.

Em poucas semanas, tornou-se evidente a mobilização de moradores, intervenientes e simpatizantes deste renascer do Alto da Fontinha, gerando a solidariedade suficiente para que, de um espaço degradado, surja um local partilhado, onde se privilegia o convívio e a participação cívica de toda a comunidade, se contraria a desertificação, se promove a inclusão social, o diálogo intergeracional – onde, a cada momento, se cria um espaço vivo e feliz.

Da Es.Col.A não partem pedidos de financiamento. Na Es.Col.A não existem desejos economicistas. O projecto assume-se verdadeiramente auto-sustentável, demonstrando que a cultura, a educação e o convívio são o motor poderoso para a concretização do mais ambicioso dos objectivos.

Parcas doações de material, espírito inventivo e braços dispostos a trabalhar ultrapassam, assim, as necessidades materiais e unem esta grande família. No espaço de um mês, o grupo de pessoas envolvidas directamente no projecto alargou-se até próximo da meia centena, incluindo moradores e simpatizantes.

Foi então com incredulidade que, no dia 10 de Maio, fomos despejados das instalações, através de uma intervenção policial agressiva. De registar que as forças policiais não se identificaram devidamente, não apresentaram qualquer mandado de despejo, não se mostraram abertas ao diálogo e detiveram oito dos presentes no espaço. No entanto, a Constituição da República Portuguesa consagra, no artigo 52º, a legitimidade das acções populares para assegurar a defesa dos bens do Estado. Não nos podemos conformar com esta acção e muito menos com o subsequente emparedamento da Es.Col.A.

De momento, as actividades antes albergadas pelo espaço da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha decorrem na via pública. Mesmo sem instalações, a Es.Col.A não tem defraudado as expectativas de vizinhos e demais beneficiados, continuando a assegurar as diversas oficinas e actividades. Continua vivo e de boa saúde o espírito de entreajuda e partilha de conhecimento conquistado.

O princípio da auto-gestão, consagrado no artigo 85º da Constituição da República Portuguesa, guiou desde o início o processo de criação desta realidade. Mantendo este princípio, o projecto da Es.Col.A continuará a ser construído, pensado e executado de acordo com as possibilidades dos voluntários, procurando ir ao encontro das necessidades da comunidade.

Uma delegação da Es.Col.A do Alto da Fontinha participou na reunião da Assembleia Municipal do Porto do passado dia 16 de Maio. À porta, centenas de pessoas apoiaram a iniciativa. Quando interpelado por deputados da oposição, o presidente da autarquia mostrou-se disponível para aceitar um projecto para o espaço. Todavia, retirou-se sem ouvir a nossa intervenção.

Tendo em conta que a Câmara Municipal do Porto disse estar disposta a analisar o projecto; que a Es.Col.A já provou, pela prática, ter capacidade para realizar actividades e envolver a população; que as actividades continuam, ainda que em condições absolutamente precárias; que a população da Fontinha apoia a Es.Col.A; que este projecto responde a necessidades reais, não pode continuar sem espaço físico e que é urgente tomar decisões, solicitamos que a Câmara Municipal do Porto proceda ao desemparedando do edifício e conceda à Es.Col.A uma autorização de utilização precária do espaço da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, nos moldes acima descritos, até que um contrato de comodato seja redigido e aceite pelas partes.

Serve igualmente esta carta aberta para convidar a vereadora responsável pelo Pelouro do Conhecimento e Coesão Social, Doutora Guilhermina Rego, para participar na nossa próxima assembleia, a realizar a 13 de Junho, pelas 18h30, no Largo da Fontinha, onde se poderá discutir pormenores e clarificar dúvidas. Este convite é extensível a todos os autarcas da Câmara Municipal do Porto, da Assembleia Municipal, e da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso.

Ficaremos à espera da comparência da Sr.ª Vereadora ou, na impossibilidade da sua presença, de uma comunicação da autarquia, em tempo útil, para a partir daí podermos definir prazos e atitudes a tomar, tendo em conta os objectivos do Projecto Es.Col.A.

No endereço de internet escoladafontinha.blogspot.com encontra-se disponível o horário das actividades a decorrer na Es.Col.A e outras informações sobre este projecto.

Em virtude de estarmos desalojados, agradecemos que nos respondam para o endereço de correio electrónico es.col.a.da.fontinha@gmail.com.

Largo do Fontinha, Porto, 25 de Maio de 2011

Esta carta aberta foi aprovada na assembleia da Es.Col.A do Alto da Fontinha, Espaço Colectivo Autogestionado no dia 25 de Maio de 2011.

terça-feira, março 15, 2011

Jornal O Sul censurado!

O SUL - jornal cultural e de debates, mensário gratuito e dedicado ao combate da iliteracia na região de Setúbal, promovido por uma ONG sem fins lucrativos, órgão de comunicação independente, lamenta ter de informar publicamente que o jornal foi retirado dos espaços públicos municipais, por ordem do executivo camarário setubalense, a 2 de Março de 2011.

Este tipo de acção política, que ofende os princípios constitucionais da Liberdade de Imprensa, a legislação da Imprensa Regional e as recomendações da ONU e UNESCO sobre acesso à informação, não encontra outra justificação que não a da prática activa de censura. Atendendo à clara restrição da opinião livre, O SUL apresentará queixa às autoridades competentes, naquele que é um dos mais duros golpes locais às liberdades da Revolução de Abril.

Trata-se de uma medida arbitrária, ilegal e fascista, que procura erradicar de forma ditatorial o debate do espaço público. Em tal, evidentemente, não pactuaremos! Continuaremos a fazer o jornal, em nome da Liberdade e da Cidadania. Não deixamos, porém, de sentir profunda vergonha e revolta que este tipo de atitudes ainda existam num país livre e democrático, integrado na União Europeia, em pleno Século XXI.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

C.M.BAIÃO APOIA A OCUPAÇÃO DA PALESTINA?

O Movimento Solidariedade com a Palestina é um movimento que pretende promover a disseminação de informação e discussão de assuntos relacionados com o conflito sexagenário entre os Estados de Israel e Palestina e o estado de sítio imposto ao povo Palestino com contínua opressão policial e militar e psicológica. Este é um movimento aberto a todas as pessoas que estejam dispostas a discutir e agir em prol da paz e de uma solução pacífica e justa para o conflito Israelo-Palestino.

O Movimento Solidariedade com a Palestina e as organizações que se associam a esta iniciativa passam a demonstrar a sua reprovação pela situação publicada no Jornal de Notícias no dia 8 de Janeiro de 2010 intitulada "Cooperação com Israel mantém-se em segredo". Neste artigo é denunciada a cooperação entre a Câmara Municipal de Baião e o Estado de Israel, representado, no encontro, pelo Embaixador Ehud Gol. Segundo a notícia, esta cooperação consiste no estabelecimento de parcerias "nos domínios dos recursos hídricos, das energias renováveis; e do sector agro-florestal".

Desde o começo da ocupação no fim da década de 40, milhares de metros quadrados de terras de cultivo e de sistema de irrigação pertencentes a Palestinos foram confiscadas pelo Estado de Israel. O avanço tecnológico do Estado de Israel reconhecido por todo o Mundo é manchado pela apropriação das propriedades de Palestinos retirando-lhes assim a sua qualidade de vida e sustento. Consequentemente, por obrigação de não esquecer a história e o sofrimento de um povo cercado e tratado sub-humanamente, consideramos moralmente reprovável e inaceitável a confluência entre um orgão público Português e o Estado de Israel que, não respeitando o Direito Internacional ocupa, reprime e continuamente empurra todo um povo para uma situação que se tem vindo a tornar humanitariamente cada vez mais insustentável, tendo já existido ataques militares a ONGs presentes no território.

Liberdade para o Povo Palestiniano.

Movimento Solidariedade com a Palestina

Subscrevem também este comunicado: SOS Racismo, Comité de Solidariedade com a Palestina e Indymedia Portugal.

Para qualquer informação adicional pode contactar através de mov.solidariedadepalestina@gmail.com, facebook.com/solidariedadepalestina, Ricardo Sá Ferreira - 964613689 ou Pedro Ferreira - 933579931

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Assembleia Municipal de Lisboa aprova duas moções de Solidariedade com AMINETU HAIDAR


No dia Mundial de Defesa dos Direitos Humanos a ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA aprovou duas moções de solidariedade com AMINETU HAIDAR, activista saharaui há 26 dias em greve no aeroporto de Lanzarote, nas Canárias, em luta pelo retorno ao seu país aos seus dois filhos e à sua família, de onde foi expulsa pelas autoridades marroquinas de ocupação e espoliada do seu passaporte.

As duas Moções foram aprovadas por maioria, sendo uma da iniciativa do Grupo Muncipal do Bloco de Esquerda e outra do Grupo Municipal do PCP.

Texto das duas moções:

MOÇÃO

Solidariedade com Aminetu Haidar

Considerando que:

  1. A 13 de Novembro, Aminetu Haidar, activista dos direitos humanos sarauí, foi interpelada pelas autoridades marroquinas no aeroporto de El Aiun depois de ter recusado assumir a nacionalidade marroquina quando chegava das Canárias, vinda de Nova Iorque.

  2. À revelia do direito internacional e da dignidade humana, detida no aeroporto, Aminetu Haidar foi sujeita a interrogatório e isolamento, sendo de seguida obrigada a embarcar num avião que a conduziu a Lanzarote sem passaporte ou outra documentação, tendo as autoridades marroquinas ilegalmente confiscado o seu passaporte;

  3. A activista dos direitos humanos sarauí, Aminetu Haidar, está em greve da fome em Lanzarote, Canárias, desde 15 de Novembro após ter sido expulsa do seu país, o Sara Ocidental, ocupado por Marrocos;

  4. Desde então para cá, a ingerir apenas água com açúcar, o estado de saúde da activista pela independência do Sara Ocidental vai-se deteriorando cada dia que passa de forma irreversível, pondo em risco a sua própria vida;

  5. Esta atitude intolerável de Marrocos viola todos os princípios basilares dos direitos humanos e os fundamentos do direito internacional ao negar a Aminetu Haidar o direito de regressar ao seu país;

  6. Existe uma importante mobilização internacional para exigir a liberdade de Aminetu Haidar e o seu direito a regressar ao seu país;

  7. A União Europeia, em geral, e o Estado Espanhol em particular não se podem refugiar por detrás do silêncio da "realpolitik" e dos interesses económicos e observar passivamente este flagrante atropelo à liberdade e à dignidade humanas por parte das autoridades marroquinas;

  8. O direito à autodeterminação é um dos pilares fundadores do direito internacional e que a liberdade de circulação e o direito à identidade nacional são indissociáveis e não podem, em circunstância alguma estar subjugados aos jogos da geopolítica internacional;

  9. A existir vontade política por parte da Comunidade Internacional, e da União Europeia em particular, as condições para devolver a liberdade e o respeito pela identidade nacional de Aminetu Haidar e do povo sarauí estarão seguramente garantidas.

A Assembleia Municipal de Lisboa na sua reunião de 10 de Dezembro de 2009, por proposta do Bloco de Esquerda, decide:

  1. Solidarizar-se com a luta de Aminetu Haidar na sua luta pela liberdade, saudar a sua coragem e exigir a criação das condições indispensáveis ao seu imediato regresso ao seu país e ao seu povo;

  2. Exigir que as autoridades da União Europeia façam tudo o que estiver ao seu alcance para pressionar o governo marroquino para reconhecer os direitos de Aminetu Haidar;

  3. Solicitar ao Governo português que, num quadro diplomático proactivo, tome a iniciativa de diligenciar junto das autoridades marroquinas a favor do reconhecimento dos direitos de Aminetu Haidar;

  4. Enviar esta moção ao Senhor Presidente da República, ao Governo, à Assembleia da República, à União Europeia, às Nações Unidas, à Embaixada de Marrocos, à Representação do Sara Ocidental e à comunicação social.


Lisboa, 10 de Dezembro de 2009



MOÇÃO

Solidariedade com Aminetu Haidar

Aminetu Haidar é uma das mais conhecidas activistas da luta do povo sarauí pelo direito à autodeterminação do Saara Ocidental.

Nascida em 1967, foi desde cedo vítima da repressão marroquina, tendo sido sequestrada aos vinte anos, permaneceu três anos com paradeiro desconhecido.

Em 2005 foi presa e acusada de actividade de incitamento à violência, tendo sido condenada a sete meses de detenção, situação denunciada pela Amnistia Internacional que definiu Aminetu Haidar como prisioneira de consciência.

Vencedora do V Prémio Juan Maria Bandrés para a Defesa do Direito de Asilo e Solidariedade para com os Refugiados, outorgado pela Comisión Española de Ayuda al Refugiado (CEAR) e pela Fundación CEAR; do Prémio Robert Kennedy para os direitos humanos; do Prémio de Coragem Civil e ainda nomeada para o Prémio Nobel da Paz, tem-se destacado na denúncia da violação dos direitos humanos nos territórios sarauis ocupados pelo Reino de Marrocos.

A 13 de Novembro último, e apesar do reconhecimento internacional da sua luta, foi deportada pelas autoridades marroquinas, da sua residência na cidade de El Aiun, encontrando-se desde então em greve de fome nas Ilhas Canárias.

A realização do referendo sobre a independência do Saara Ocidental, acordado sob os auspícios das Nações Unidas, tem-se verificado impossível dada a intransigência de Marrocos em cumprir os termos com que se comprometeu.

Em seu lugar o Reino de Marrocos tem-se desdobrado em acções que impossibilitem a sua concretização, recorrendo às mais variadas formas de intimidação e repressão do povo sarauí, perante a passividade da comunidade internacional.

O Grupo Municipal do Partido Comunista Português propõe que a Assembleia, na sua reunião de 10 de Dezembro, delibere:

  1. Reconhecer a injustiça cometida pelas autoridades marroquinas em relação a Aminetu Haidar, bem como o seu direito de retorno à sua residência em segurança;

  2. Solidariza-se com o Povo Sarauí na sua busca de uma solução digna e pacífica para a autodeterminação do Saara Ocidental;

  3. Exortar as autoridades Portuguesas na exigência do cumprimento dos acordos alcançados sob a égide das Nações Unidas;

  4. Que esta Moção seja entregue às autoridades Portuguesas e Marroquinas, aos representantes do Povo Saarauí, e órgãos de comunicação social.


10 de Dezembro de 2009

quarta-feira, junho 17, 2009

18 e 20 de Junho 09 na Academia Problemática e Obscura

Dia 18 de Junho
Quinta–feira às 21:30h


Lançamento do livro Salgalhadas na Lusolândia de José Luís Félix.

Esta novela satírica, totalmente redigida em tom de comédia, que por vezes roça o delírio, está escrita de modo a ser perfeitamente entendida por todos os portugueses, tal o modo preciso como caricatura a nossa vida política, nacional e internacional.

E vai ser sem dúvida uma fonte de grande divertimento para o público em geral, não só pelo tratamento dado aos personagens como pela originalidade das imagens e das expressões utilizadas.
Dizem que nada é mais sério do que o humor. Essa observação tem muito de verdadeiro. Prova-se neste caso, tendo em conta o modo certeiro como José Luís nos consegue transmitir um retrato de como funciona a "Nomenklatura" ou casta dirigente do nosso país, e de como esta molda a vida de todos nós. Ao faze-lo, toca no que é sem dúvida o ponto mais sensível da vida política moderna.
Conheço José Luís há mais de trinta anos. Ele alinhou sempre incondicionalmente ao lado da maioria. Não da maioria parlamentar ou da maioria sociológica, mas sim da maioria formada pelas pessoas manipuladas e oprimidas pela "Nomenklatura". Esta novela satírica prova-o à saciedade.

João Machado



José Luís Felix, licenciado em economia pelo ISEG e com complemento pós graduação na Bélgica na área do desenvolvimento regional. Actividades profissionais desenvolvidas: empregado de escritório, cobrador, vendedor, criador de actividades de exportação de artesanato, delegado de propaganda médica, animador cultural, consultor de economia e gestão, pintor de azulejaria e investigador na área socio-económica. Actualmente animador e divulgador na área do turismo sustentável.

Actividades desenvolvidas voluntariamente: Promotor de ciclos cinematográficos, animador de colectividades populares, animador cultural, actor de teatro amador e animador de actividades sócio-culturais com elementos de outros países.

Actividade na área escrita: colaborador no jornal A Batalha, participante na criação da revista Utopia, autor de diversos artigos e análises sobre as áreas sociológica e económica, autor do livro de ficção O ministro da felicidade.
Actualmente participa no arranque do programa radiofónico Onda Livre e prepara uma obra de ensaio sobre as comunidades alternativas bem sucedidas espalhadas pelo mundo na actualidade.

Entrada Livre!



Em Outubro decorrerão Eleições Autárquicas. Para os próximos quatro anos delimia-se um quadro extremamente penoso para o país, sendo que, para Setúbal, se esperam os mais duros reflexos das crises económica e social.

O panorama actual é grave, mas prosperam-se batalhas tão difíceis que colocarão o próprio modelo de sociedade em causa. Consciente dessas razões, a Academia Problemática e Obscura convidou os Candidatos à Câmara Municipal de Setúbal para encontros não-formais onde possam apresentar as suas ideias e discuti-las, de forma franca e aberta, com os cidadãos. O facto dos mesmos terem aceite o repto, demonstra que algo já está a mudar no paradigma cultural e político da urbe. Não se tratam de acções de campanha, mas jantares democráticos onde se espera profícua discussão e talentosa troca de posições, tendo em vista apenas o bem comum. Oxalá assim seja…

Dia 20 de Junho
Sábado às 20:00h


Jantar de apresentação do Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Setúbal do Partido Socialista, Teresa Almeida.

Jantar – 10 € (8 € Folio Divino)


Programa da Academia Problemática e Obscura de Junho de 2009
Rua Deputado Henrique Cardoso, 30-34, Setúbal
www.primafolia.blogspot.com
primafolia@gmail.com
00351 96 388 31 43

sexta-feira, maio 09, 2008

Orçamento Participativo e Democracia Local


II Encontro Nacional sobre Orçamento Participativo e Democracia Local

15 e 16 de Maio | Palmela

Cine-Teatro S. João | Biblioteca Municipal


O II Encontro Nacional sobre Orçamento Participativo e Democracia Local tem como objectivos principais promover a informação, o debate e a troca de experiências sobre processos participativos em contextos locais.

A sua preparação iniciou-se no seguimento directo de um primeiro Encontro Nacional sobre Orçamento Participativo, realizado em 2007, em S. Brás de Alportel, que reuniu cerca de 200 participantes.

Inscrições até 13 de Maio

Envie a ficha de inscrição disponível em http://www.mailfx.info/mlists/cmpalmela/mai08/cmp080508b.gif via postal ou fax para:

Câmara Municipal de Palmela | Divisão de Acção Cultural

Largo do Município | 2950 Palmela

Fax: 212 538 529

-------------------------------------------------------------------------------

Informações: 212 338 520 | cmp.divcultural@mail.telepac.pt | http://www.cm-palmela.pt/

Organização: Câmara Municipal de Palmela

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Sons no Bolhão


ANIMAÇÃO NO BOLHÃO!
SÁBADO 23 DE FEVEREIRO 10H- 13H

INTERVENÇÃO ARTISTICA/ MUSICAL DE RUA –NO MERCADO DO BOLHÃO
ACÇÃO DE SOLIDARIEDADE PARA COM PATRIMONIO E COMERCIANTES

Vamos recriar um espaço com diferentes formas de arte, cativando mais gente ao Mercado, alertando à sociedade em geral, que o Bolhão está Vivo e não necessita de ser tornado num shopping, semelhante a tantos outros na cidade!

Venha ouvir OS SONS NO BOLHÃO!

Concertos voluntários de jovens artistas
do "Círculo do Fogo" e "Os Galegos", entre outros.

APARECE E DIVULGA!

Movimento Cívico de Defesa do Mercado do Bolhão




quinta-feira, agosto 02, 2007

Barcelona: acerca de las averías del sector electrico o el deterioro de los servicios

Lo que está ocurriendo estos días en Barcelona, además de un atropello a la ciudadanía, es una muestra de lo que suponen los servicios públicos privatizados en manos de compañías cuyo único interés son los dividendos y no el satisfacer un derecho de consumidores y consumidoras, que además pagan el servicio.

Endesa es una muestra más de lo que afirmamos, casualmente los mismos días en que barrios enteros de la ciudad de Barcelona quedan sin luz eléctrica, ellos dan a la prensa unos beneficios de unos 1500 millones de euros. Sangrante paradoja. No contentos con esto culpan a la Administración Pública de su desaguisado, falta de previsión y de mantenimiento.

Siendo cierto que la eléctrica es principal culpable, no lo es menos que los gobiernos de turno no controlan ni cumplen con sus obligaciones de vigilar a aquellos que prestan el servicio público y encima hacen pingues negocios con él.

Hay por tanto una responsabilidad política innegable. Desde ATTAC llevamos unos años desgañitándonos en denunciar, pero también en explicar, que la privatización de los ss.pp. solo conduce precisamente a lo que ahora todo y todas contemplamos y/o sufrimos.

La política, ha perdido terreno frente a las grandes compañías ya sean estas financieras, industriales o de servicios. Éstas empresas tienen más poder real que los gobiernos en una gran parte, porque éstos están inmersos en políticas liberales y han cedido sus competencias al sector privado. Los partidos políticos, en su inmensa mayoría , han apoyado y producido legislaciones desreguladoras que solo perjudican a la ciudadanía y la entregan en manos del mercado puro y duro, al dejar sin ninguna vigilancia ni control democrático los negocios con los servicios de interés público.

Surgen pues, al albur de estas políticas liberales, unas agencias estatales y autonómicas de control, que en manos de burócratas de elite y "expertos" liberales, ni controlan ni creen en la necesidad de hacerlo. De ahí todo lo que esta ocurriendo.

Durante estos últimos años hemos sufrido una ofensiva neoliberal y liberal que ha estado convenciendo a los gobiernos y a los partidos, y lo que es peor, a grandes grupos de ciudadanos y ciudadanas, de que lo bueno era lo privado, que el Estado era algo obsoleto e incapaz de ofrecer con eficacia los servicios que la ciudadana demanda. Se olvidaba así, que de esta forma, el escaso control democrático que se puede ejercer sobre los servicios públicos se pierde, quedando todo a la lógica del mercado, es decir al libre albedrío de los grandes grupos económicos que controlan el tinglado.

Los socialdemócratas, o neo-socialdemócratas, han tenido una grandísima responsabilidad en todo esto, sucumbiendo todas las poderosísimas alas derecha de sus partidos a la más pura ideología liberal.

La Unión Europea ha hecho igualmente de la liberalización su bandera, en su afán de convertir Europa en un gran mercado y lo que es peor a través de su apoyo a las políticas de la Organización Mundial del Comercio, que están impulsando la privatización de todos los servicios públicos en el Mundo.

Los resultados de estas privatizaciones y desregulaciones comienzan a estar ya claros, desde los apagones de Barcelona, pero también de Andalucía o de Madrid, al agua más cara que la coca cola en Nairobi; o la desaparición de los sistemas de salud pública en África, la ruina de una Argentina privatizada por Carlos Menem o la desastrosa situación de los ferrocarriles británicos; serían algunos de los ejemplos.

Es por todo esto por lo que desde ATTAC estamos impulsando la lucha contra el AGCS y contra las políticas neoliberales, porque estamos a favor de las políticas publicas ciudadanas y sociales en función de intereses generales y no del bien privado y sus intereses lucrativos.

Encima, las eléctricas privadas exigen fondos públicos al Gobierno Español y subidas de tarifas a los ciudadanos. Creo que ahora es un buen momento pedagógico para explicar a todos y todas que las privatizaciones son negativas y ahora, cuando en Barcelona (que parece una ciudad sitiada con soldados en las calles o generadores públicos móviles dando servicio al tiempo que solucionan y contaminan el ya contaminado espacio urbano) todo revienta, se mira al Ayuntamiento o al Estado para que solucione el gran fallo, que es solo culpa de la codicia empresarial y de la irresponsable falta de control político que sobre las intocables eléctricas, han creado.

Nuevamente a algún sesudo experto liberal, asesor de gobiernos y bancos a la vez, estos párrafos le parecerán demagogia, en ese caso le invito a él y al ultraderechista Sr. Pizarro a dormir sin aire acondicionado junto a un generador del ejercito en un barrio barcelonés.

Tampoco pueden aparecer ahora los defensores de las doctrinas liberales a exigir responsabilidades, porque ese es el mundo que ellos defienden.

La ciudadanía debe organizarse y tomar conciencia de que se esta construyendo a su alrededor un montaje que ellos y ellas no controlan y que solo puede frenar su movilización activa en la calle, e intelectual, porque otros están demasiado hipotecados como para enfrentarse a las grandes compañías.

Llamamos finalmente al Ayuntamiento de Barcelona a sumarse activamente a la lucha contra el AGCS (Acuerdo General del Comercio de los Servicios) de la OMC, al igual que más de 800 Ayuntamientos del mundo conscientes de que la privatización de servicios y competencias municipales, es negativa sin paliativos para los y las habitantes de las ciudades.

* Carlos Martínez. Vice-coordinador de ATTAC España


Disponibilizado na lista da ATTAC Portugal por José Marques dos Santos.

sexta-feira, julho 20, 2007

ESPAÇO JUSTO NAS FESTAS DE LOURES

Este ano o Comércio Justo vai marcar presença nas festas do Concelho de Loures, com a participação do CIDAC, Cores do Globo, Ecos do Sul e Mó de Vida. Para além da mostra de projectos e venda de produtos, vamos também dinamizar actividades de sensibilização. O Espaço Justo vai funcionar entre as 19h00 e as 24h00, iniciando-se às 17h00 no sábado dia 21, domingo dia 22 e 5ª-feira dia 26 (feriado local).

Para mais informações sobre o programa das festas clique em Programa. Visite-nos!

Duas novas publicações disponíveis na página do CIDAC

Consumo Público, Consumo Ético: http://www.cidac.pt/CadernoConsumoPublico.pdf
Consumo Responsável: http://www.cidac.pt/CadernoConsumoResponsavel.pdf

Estamos a trabalhar para melhorar a informação na nossa página de internet e os vossos comentários e sugestões são bem vindos!

Um forte abraço
A equipa do CIDAC

terça-feira, maio 15, 2007

Assine por Lisboa / Vote por Lisboa

Caros amigas e amigos,


A candidatura Cidadãos por Lisboa é um espaço de cidadania aberto à participação de eleitores, movimentos de cidadãos e associações cívicas, culturais e sociais, com o objectivo de intervir nas eleições intercalares de 2007 para a Câmara Municipal de Lisboa.

A lista de candidatos Cidadãos por Lisboa não depende de nenhum partido político.

A lista Cidadãos por Lisboa, encabeçada por Helena Roseta, terá de ser proposta por 4000 eleitores recenseados em Lisboa. Cada eleitor só pode ser proponente de uma única lista de cidadãos.

Para ser proponente da candidatura, preencha a declaração de propositura e envie para:

"Cidadãos por Lisboa" Apartado 27032, EC D. Luís I, 1201-950 Lisboa

Difunda esta mensagem e descarregue a declaração de propusitura em:

Cidadãos por Lisboa