"A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, (…) visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa."
(art.º 2.º da Constituição da República Portuguesa)
1. A democracia portuguesa está longe de se esgotar nos mecanismos representativos. O encontro e o acordo dos cidadãos para a regulação da vida colectiva, se reduzidos aos momentos em que se elege e se é eleito, tornar-se-iam uma caricatura da democracia, oca, esvaziada, ritual. A participação cívica, a todos os níveis e em todas as escalas, e em ambiente de liberdade e de estímulo, está para a democracia como o sangue para o corpo, a seiva para a planta.
O mundo global, teatro de tantos e por vezes tão antagónicos interesses, exige territórios vivos. A recessão demográfica que há décadas castiga, entre outras, a zona do nordeste alentejano, não poderá ser combatida senão contando com o empenhamento e o envolvimento das populações em todos os assuntos da vida comunitária, potenciando o desenvolvimento da "massa crítica" de que tanto carecem as regiões deprimidas.
É com estes pressupostos que se dá hoje notícia pública da constituição do grupo cívico SOS São Mamede. Grupo plural centrado na defesa e promoção do equilíbrio social e natural deste território, na conservação da sua biodiversidade, na sustentabilidade das suas práticas económicas, sociais e ambientais, na expansão das suas potencialidades paisagísticas, etnográficas e culturais. Grupo cívico – ferramenta ao serviço dos cidadãos para que melhor possam exercer os seus deveres e os seus direitos, no respeito integral pelas competências próprias das autoridades públicas. Grupo aberto e universal – para concretizar a adesão, singular ou colectiva, a este grupo, são suficientes a expressão dessa vontade e o compromisso de honra (que, a ser quebrado em actividades do Grupo, apenas responsabilizará o indivíduo e nunca o Grupo e constituirá motivo de exclusão deste) de abstenção de qualquer acto contrário à lei da República Portuguesa, independentemente de convicções morais, de filiações políticas ou ideológicas, de nacionalidade ou de local de residência.
O mundo somos nós. Nós fazemos o mundo.
2. Há cerca de dois anos que se vem assistindo à implantação, em terrenos no concelho de Marvão, nas freguesias da Beirã, de Santo António das Areias e de Santa Maria, de muitos quilómetros de vedações de rede fina, suportadas por postes metálicos assentes, em alguns locais, em betão, que chegam a atingir 2,45 m, totalmente aderentes aos solos, e encimadas por duas fiadas de arame farpado. O efeito paisagístico, talvez o mais imediato, é devastador: áreas integradas num Parque Natural surgem retalhadas, esquartejadas, através de cercas agressivas que parecem configurar prisões, sem que se vislumbre a utilidade que tais vedações possam ter, no presente, ou possam vir a ter, no futuro. O SOS São Mamede manifesta, face a esta situação, a sua perplexidade e a sua preocupação: perplexidade, pelo desconhecimento dos interesses económicos que podem explicá-la, e preocupação, pelos impactes negativos que terá na fauna local e na sua livre circulação, obviamente condicionada com a implementação destas estruturas. Valores patrimoniais e etnográficos, como calçadas e trilhos antigos, poderão também estar ameaçados, tal como valores económicos: basta pensar nas actividades ligadas ao turismo.
O Parque Natural da Serra de São Mamede, sítio único na Península Ibérica, integra valores naturais e paisagísticos excepcionais.
O SOS São Mamede espera que as diversas autoridades públicas, aquelas que foram directamente escolhidas pelas populações, e as que foram nomeadas pelos representantes eleitos do povo, neste como noutros casos, honrem a nobreza das suas funções, assegurando aos cidadãos toda a informação disponível, o debate público que for necessário, e a transparência nos negócios exigida pela lei e pela ética.
O SOS São Mamede confia nessas autoridades e, na medida das suas possibilidades e das suas capacidades, assumir-se-á como seu interlocutor tendo em vista os esclarecimentos públicos indispensáveis.
Portalegre, 27.9.11
Achim Speth, et al.
Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
quarta-feira, setembro 28, 2011
terça-feira, setembro 27, 2011
CNATRP: comunicado sobre reuniao MNE com Clinton
Hoje, o Ministro de Negócios Estrangeiros português encontrar-se-á com a sua homóloga dos Estados Unidos da América. Sendo Portugal actualmente membro do Conselho da Segurança da ONU, sem dúvida o tema mais importante desta consulta será a posição portuguesa acerca da iniciativa palestiniana junto da ONU da passada sexta-feira, dia 23 de Setembro.
A iniciativa que solicita o reconhecimento da Palestina como Estado membro de pleno direito das Nações Unidas é um novo passo na construção de um Estado palestiniano que dê expressão a um direito de auto-determinação consagrado no Direito Internacional e na própria resolução da ONU que em 1947 dividiu o território da Palestina então sob mandato britânico em dois Estados. Nas circunstâncias actuais da ocupação e colonização israelitas dos 22% da Palestina que permanecem território palestiniano, mesmo uma eventual votação positiva a favor da iniciativa palestiniana não dispensará muito mais luta e negociação para tornar a independência palestiniana numa realidade. Contudo, tudo parece apontar no sentido de a iniciativa palestiniana vir a esbarrar na oposição e consequente veto dos Estados Unidos, prometido pelo Presidente Obama no seu discurso da mesma sexta-feira.
É neste contexto que a Secretária de Estado dos EUA vai procurar influenciar a posição portuguesa para votar contra a iniciativa palestiniana ou se abster.
A posição portuguesa em relação ao conflito israelo-palestiniano tem sido ao longo dos anos orientada pelo respeito do Direito Internacional e por um alinhamento pelas posições da União Europeia reconhecendo o direito do povo palestiniano ao seu próprio Estado. Os Estados Unidos, potência patrocinadora do processo de Oslo, falharam rotundamente na condução do processo de paz no que toca aos direitos palestinianos, permitindo a anexação e colonização por Israel de vastos territórios palestinianos de Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, a segmentação do território e das comunidades por um novo muro da vergonha que o Tribunal Internacional de Justiça declarou contrário à legalidade internacional e uma sistemática violação dos direitos fundamentais dos homens e mulheres da Palestina. A sua oposição à iniciativa palestiniana, disfarçada com declarações solenes sobre a necessidade de negociações entre as partes é um disfarce cada vez mais frágil de um apoio flagrante às intransigências israelitas. Por tudo isto, a iniciativa palestiniana tem plena justificação.
Neste quadro, é hoje, talvez mais que nunca, crucial que Portugal mantenha a sua posição e resista à pressão do governo dos EUA. Em nome da Constituição da República e do Direito Internacional, exigimos que Portugal vote a favor da iniciativa palestiniana no Conselho de Segurança da ONU.
Lisboa, 27 de Setembro de 2011
Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina
A iniciativa que solicita o reconhecimento da Palestina como Estado membro de pleno direito das Nações Unidas é um novo passo na construção de um Estado palestiniano que dê expressão a um direito de auto-determinação consagrado no Direito Internacional e na própria resolução da ONU que em 1947 dividiu o território da Palestina então sob mandato britânico em dois Estados. Nas circunstâncias actuais da ocupação e colonização israelitas dos 22% da Palestina que permanecem território palestiniano, mesmo uma eventual votação positiva a favor da iniciativa palestiniana não dispensará muito mais luta e negociação para tornar a independência palestiniana numa realidade. Contudo, tudo parece apontar no sentido de a iniciativa palestiniana vir a esbarrar na oposição e consequente veto dos Estados Unidos, prometido pelo Presidente Obama no seu discurso da mesma sexta-feira.
É neste contexto que a Secretária de Estado dos EUA vai procurar influenciar a posição portuguesa para votar contra a iniciativa palestiniana ou se abster.
A posição portuguesa em relação ao conflito israelo-palestiniano tem sido ao longo dos anos orientada pelo respeito do Direito Internacional e por um alinhamento pelas posições da União Europeia reconhecendo o direito do povo palestiniano ao seu próprio Estado. Os Estados Unidos, potência patrocinadora do processo de Oslo, falharam rotundamente na condução do processo de paz no que toca aos direitos palestinianos, permitindo a anexação e colonização por Israel de vastos territórios palestinianos de Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, a segmentação do território e das comunidades por um novo muro da vergonha que o Tribunal Internacional de Justiça declarou contrário à legalidade internacional e uma sistemática violação dos direitos fundamentais dos homens e mulheres da Palestina. A sua oposição à iniciativa palestiniana, disfarçada com declarações solenes sobre a necessidade de negociações entre as partes é um disfarce cada vez mais frágil de um apoio flagrante às intransigências israelitas. Por tudo isto, a iniciativa palestiniana tem plena justificação.
Neste quadro, é hoje, talvez mais que nunca, crucial que Portugal mantenha a sua posição e resista à pressão do governo dos EUA. Em nome da Constituição da República e do Direito Internacional, exigimos que Portugal vote a favor da iniciativa palestiniana no Conselho de Segurança da ONU.
Lisboa, 27 de Setembro de 2011
Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina
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AG ONU: Irlanda apoia a criação de um Estado palestino
Declarações do ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros Eamon Gilmore na Assembleia Geral da ONU:
"A decisão do presidente Abbas de procurar a adesão da Palestina nas Nações Unidas é totalmente legítima e compreensível. A Palestina tem o mesmo direito à participação nas Nações Unidas que a Irlanda ou qualquer outro membro desta Organização.
Alguns procuram argumentar que a Palestina não pode ser reconhecida como um Estado por as suas fronteiras não terem ainda sido acordadas. Mas se as fronteiras da Palestina ainda são uma matéria de negociação, então, por definição, também o são as de Israel, que é justamente um membro de pleno direito da ONU ..."
"Virá o dia, não muito distante, em que a Assembléia Geral será chamada a votar sobre uma proposta para admitir a Palestina como um membro desta Organização, ou talvez, como uma etapa intermédia para a realização desse objetivo, a conceder à Palestina o estatuto de estado observador. Desde que a resolução seja redigida em termos que sejam razoáveis e equilibrados, acredito que a Irlanda dará o seu total apoio."
Tradução livre BSP. Fonte: http://www.labour.ie/press/listing/13170528717198538.html
"A decisão do presidente Abbas de procurar a adesão da Palestina nas Nações Unidas é totalmente legítima e compreensível. A Palestina tem o mesmo direito à participação nas Nações Unidas que a Irlanda ou qualquer outro membro desta Organização.
Alguns procuram argumentar que a Palestina não pode ser reconhecida como um Estado por as suas fronteiras não terem ainda sido acordadas. Mas se as fronteiras da Palestina ainda são uma matéria de negociação, então, por definição, também o são as de Israel, que é justamente um membro de pleno direito da ONU ..."
"Virá o dia, não muito distante, em que a Assembléia Geral será chamada a votar sobre uma proposta para admitir a Palestina como um membro desta Organização, ou talvez, como uma etapa intermédia para a realização desse objetivo, a conceder à Palestina o estatuto de estado observador. Desde que a resolução seja redigida em termos que sejam razoáveis e equilibrados, acredito que a Irlanda dará o seu total apoio."
Tradução livre BSP. Fonte: http://www.labour.ie/press/listing/13170528717198538.html
domingo, setembro 25, 2011
Indignados: a França acolhe-os com a polícia
Anna Maria
Il Manifesto, 23 de Setembro 2011
Duas marchas de indignados, vindas de Madrid e Barcelona, reuniram-se em Paris em 17 de Setembro, de passagem para Bruxelas onde contam chegar a 8 de Outubro, com vista a participar nas manifestações do dia 15.
Algumas centenas de pessoas circularam pela capital francesa propondo a realização de assembleias aos cidadãos. Mas a recepção foi péssima.
A polícia tudo fez para impedir a circulação dos indignados e as assembleias. Na segunda-feira 17, no Boulevard Saint Germain, ainda aconteceu uma com sessenta pessoas, a tensão foi grande e houve três feridos. Na noite de quarta-feira, na Place de la Bourse, oitenta pessoas foram detidas e 11 delas (um espanhol e 10 franceses) comparecerão perante o tribunal em 31 de Outubro, acusados de "degradação de bens públicos", o que negam. A táctica da polícia foi de cercar os grupos, impedindo-os de qualquer acção.
Para os indignados também foi difícil encontrar alojamento. A cidade de Paris virou-lhes as costas e só puderam contar com algumas municipalidades do distrito. Estará Sarkozy, talvez, com medo de que o movimento se espalhe pela França, agora que já começou a campanha para a presidência de 2012? A imprensa francesa não demonstrou muito interesse na presença dos indignados em Paris.
Tradução livre do BSP.
Il Manifesto, 23 de Setembro 2011
Duas marchas de indignados, vindas de Madrid e Barcelona, reuniram-se em Paris em 17 de Setembro, de passagem para Bruxelas onde contam chegar a 8 de Outubro, com vista a participar nas manifestações do dia 15.
Algumas centenas de pessoas circularam pela capital francesa propondo a realização de assembleias aos cidadãos. Mas a recepção foi péssima.
A polícia tudo fez para impedir a circulação dos indignados e as assembleias. Na segunda-feira 17, no Boulevard Saint Germain, ainda aconteceu uma com sessenta pessoas, a tensão foi grande e houve três feridos. Na noite de quarta-feira, na Place de la Bourse, oitenta pessoas foram detidas e 11 delas (um espanhol e 10 franceses) comparecerão perante o tribunal em 31 de Outubro, acusados de "degradação de bens públicos", o que negam. A táctica da polícia foi de cercar os grupos, impedindo-os de qualquer acção.
Para os indignados também foi difícil encontrar alojamento. A cidade de Paris virou-lhes as costas e só puderam contar com algumas municipalidades do distrito. Estará Sarkozy, talvez, com medo de que o movimento se espalhe pela França, agora que já começou a campanha para a presidência de 2012? A imprensa francesa não demonstrou muito interesse na presença dos indignados em Paris.
Tradução livre do BSP.
Apoye el Llamamiento de Dakar durante el CSA
LLAMADO A ORGANIZACIONES PARA QUE SE ADHIERAN AL LLAMAMIENTO DE DAKAR CONTRA EL ACAPARAMIENTO DE TIERRAS!
Durante el Foro Social Mundial de Dakar, Senegal, en Febrero de 2011, movimientos sociales, organizaciones de pequeños productores y otras organizaciones de la sociedad civil lanzaron un llamamiento colectivo contra el acaparamiento de tierras. Más de 650 organizaciones ya se han adherido. Si su organización desea también apoyar este llamamiento, por favor hágalo antes del 7 de octubre de 2011.
El Comité de Seguridad Alimentaria Mundial (CSA) con sede en Roma en la Organización mundial para la Agricultura y la Alimentación (FAO), está actualmente negociando las Directrices sobre la Gobernanza Responsable en la Tenencia de la Tierra, Recursos Pesqueros y Forestales. Estas directrices deberán proteger y reforzar el acceso a la tierra, a los recursos pesqueros y a los bosques para los/as pequeños/as productores/as de alimentos. Desgraciadamente, algunos gobiernos poderosos, apoyados en esto por las Instituciones Financieras Internacionales, no quieren adoptar directrices fuertes. Estos gobiernos prefieren una gobernanza de los recursos naturales que facilite la apropiación de los recursos por parte de grandes inversionistas empresariales y otros actores poderosos.
Campesinos afectados por el acaparamiento de tierras entregarán el llamamiento de Dakar, con todos los nombres de las organizaciones que lo hayan avalado, a los gobiernos durante las negociaciones sobre las Directrices en Roma los dias 10-14 de Octubre.
Esta movilizacón también deberá contribuir a presionar a los gobiernos para que rechacen definitivamente los Principios para Inversiones Agrícolas Responsables (RAI por sus siglas en inglês) del Banco Mundial.
Es hora de impedir el acaparamiento de tierras, no de darle una fachada de "responsabilidad"!
Por favor, lea y firme el llamamiento aquí: http://www.dakarappeal.org
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sábado, setembro 24, 2011
Por un Banco del Sur al servicio de los Pueblos
POR UN BANCO DEL SUR AL SERVICIO DE LOS PUEBLOS
Luego de más de cuatro años de retraso, la Cámara de Diputados aprobó la sanción definitiva a la ley que ratifica el convenio constitutivo del Banco del Sur.Tan sólo hace unas semanas, el discurso predominante era que la crisis mundial del capitalismo, con epicentro en Europa y EEUU, no nos iba a afectar. Pero el recrudecimiento de la misma, que se manifestó, recientemente, en la amenaza de cesación de pagos por parte de EEUU, terminó de convencer a los países que integran la UNASUR, incluso a gobiernos de derecha, de la necesidad de adoptar medidas tendientes a protegerse de los efectos de la crisis.
No es para menos. Muchos países de la región son acreedores de los EEUU, ya que utilizaron parte importante de sus reservas internacionales para adquirir bonos del Tesoro de este país. El argumento que se usaba para ello, consistía en que si bien se trata de bonos de escaso o nulo interés, los mismos eran fácilmente convertibles en efectivo, siendo además impensable que EEUU entrara en cesación de pagos. Pues bien, lo inimaginable para algunos estuvo y está a punto de hacerse realidad.
A esta altura resulta evidente que la crisis capitalista global no sólo no ha cesado sino que continuará profundizándose. Lo que pone de manifiesto la urgencia de avanzar en transformaciones de fondo. Por ello, la creación del Banco del Sur debe ser considerada sólo como una de las medidas que la creación de una Nueva Arquitectura Financiera Regional requiere. Se debe avanzar, paralelamente, en la creación del Fondo de Reservas del Sur, en el control cambiario común y en la creación de una moneda de intercambio común, que reemplace la dependencia que, actualmente, tenemos del dólar en el comercio exterior. Asimismo, se precisa avanzar con la realización de auditorias integrales y participativas de las deudas públicas, para evitar, de esta manera, que se sigan pagando reclamos ilegítimos.
Pero, demás, resulta necesario resaltar que la participación de los pueblos en la elaboración y toma de decisiones que hacen a la protección de sus intereses fundamentales sigue siendo escasa. El Banco del Sur no contempla hasta el momento la participación de la sociedad civil en las decisiones relativas a la utilización de los fondos.
El tema no es menor. Sólo la participación popular evitará que el Banco del Sur termine siendo un instrumento al servicio de las clases dominantes locales, que sirva para financiar proyectos que refuercen el modelo productivo actual, favoreciendo así la concentración de la riqueza, el crecimiento de la pobreza y la degradación del medio ambiente.
No se trata de "blindar" al actual modelo productivo. La gravedad de la crisis en que el capitalismo ha hundido a la humanidad, amenazando su propia existencia, exige ir más allá y avanzar en la creación de un nuevo modelo productivo y de desarrollo, que tenga como finalidad la satisfacción de las necesidades esenciales de la población, en forma justa y equitativa y en armonía con la naturaleza. Pero ello sólo será posible si detrás de dicho proyecto se encolumnan los pueblos de la región como verdaderos artífices de sus destinos.
ATTAC - Diálogo 2000 - Programa Luterano sobre Deuda Ilegìtima
Buenos Aires, 7 de septimbre de 2011
+++++++++++++++++++++++++++
¡No debemos- No pagamos!
¡Somos nosotr@s l@s acreedores!
Diálogo 2000
Piedras 730 - Tel.: 5411-4307-1867
dialogo2000@gmail.com
www.dialogo2000.blogspot.com
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Convergência e Alternativa - Comunicado
O movimento político Convergência e Alternativa alerta a população portuguesa para a importância histórica do tempo que estamos a viver e apela aos cidadãos para que façam das manifestações convocadas para os dias 1 e 15 de Outubro o início de um levantamento nacional de protesto e indignação contra as políticas ditadas pelos interesses do sistema financeiro nacional e internacional.
Importa perceber que o nosso endividamento externo, e o de outros países da periferia da zona euro, foram alimentados pelo crédito concedido pelos países mais competitivos do centro e norte da Europa. Sem moeda própria, integrado numa zona monetária formatada pela doutrina neoliberal mais fundamentalista, Portugal deixou de ter condições institucionais para executar políticas favoráveis ao seu desenvolvimento. Uma década de crescimento anémico dentro da zona euro conduziu o País a uma situa ão de endividamento externo grave. Hoje estamos sujeitos às políticas tradicionalmente impostas pelo FMI aos países endividados. No entanto, académicos de elevada reputação, acompanhados por investigadores que trabalham no FMI e em organismos das Nações Unidas, têm mostrado que as políticas impostas pela troyka (UE-BCE-FMI) conduzirão o nosso País a uma situação de desastre financeiro, económico e social.
Olhando para o definhamento da nossa economia, o rápido empobrecimento de muitos milhares de famílias, e a emigração dos jovens mais qualificados, os Portugueses começam a tomar consciência de que o País não vai resolver o problema do endividamento e vai ter de recorrer a um segundo pacote financeiro. Para muitos, começa a ficar claro que os sacrifícios exigidos ao povo não só são injustos mas também são absolutamente inúteis. Chegou a hora de exigir à classe política que não se esconda em meias palavras.
Em vez de enterrar a cabeça na areia, os responsáveis políticos devem enfrentar a dura realidade: primeiro, o cumprimento do Memorando está a afundar-nos numa grave recessão que, com o passar do tempo, pode tornar-se uma depressão; segundo, quando a ruptura financeira da Grécia ocorrer, Portugal passará a ser visto pelos especuladores como "o próximo" e, a partir daí, nenhuma austeridade será suficiente para "acalmar os mercados". Hoje, há perguntas a que os dirigentes políticos não podem fugir: afinal, para que serve cumprir o Memorando? Que sentido faz sujeitarmo-nos a políticas que os especuladores sabem que não resultam?
Queremos discutir e tomar decisões sobre o futuro do nosso País.
Vamos para a rua porque o espaço público também é o espaço da democracia!
A COMISSÃO COORDENADORA PROVISÓRIA
(http://www.convergenciaealternativa.com/?page_id=6)
Importa perceber que o nosso endividamento externo, e o de outros países da periferia da zona euro, foram alimentados pelo crédito concedido pelos países mais competitivos do centro e norte da Europa. Sem moeda própria, integrado numa zona monetária formatada pela doutrina neoliberal mais fundamentalista, Portugal deixou de ter condições institucionais para executar políticas favoráveis ao seu desenvolvimento. Uma década de crescimento anémico dentro da zona euro conduziu o País a uma situa ão de endividamento externo grave. Hoje estamos sujeitos às políticas tradicionalmente impostas pelo FMI aos países endividados. No entanto, académicos de elevada reputação, acompanhados por investigadores que trabalham no FMI e em organismos das Nações Unidas, têm mostrado que as políticas impostas pela troyka (UE-BCE-FMI) conduzirão o nosso País a uma situação de desastre financeiro, económico e social.
Olhando para o definhamento da nossa economia, o rápido empobrecimento de muitos milhares de famílias, e a emigração dos jovens mais qualificados, os Portugueses começam a tomar consciência de que o País não vai resolver o problema do endividamento e vai ter de recorrer a um segundo pacote financeiro. Para muitos, começa a ficar claro que os sacrifícios exigidos ao povo não só são injustos mas também são absolutamente inúteis. Chegou a hora de exigir à classe política que não se esconda em meias palavras.
Em vez de enterrar a cabeça na areia, os responsáveis políticos devem enfrentar a dura realidade: primeiro, o cumprimento do Memorando está a afundar-nos numa grave recessão que, com o passar do tempo, pode tornar-se uma depressão; segundo, quando a ruptura financeira da Grécia ocorrer, Portugal passará a ser visto pelos especuladores como "o próximo" e, a partir daí, nenhuma austeridade será suficiente para "acalmar os mercados". Hoje, há perguntas a que os dirigentes políticos não podem fugir: afinal, para que serve cumprir o Memorando? Que sentido faz sujeitarmo-nos a políticas que os especuladores sabem que não resultam?
Queremos discutir e tomar decisões sobre o futuro do nosso País.
Vamos para a rua porque o espaço público também é o espaço da democracia!
A COMISSÃO COORDENADORA PROVISÓRIA
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quinta-feira, setembro 22, 2011
Semana de acção global contra a dívida - 2011
¡Rompamos las cadenas del endeudamiento!
El sistema de la deuda continúa haciendo estragos en la vida de las personas alrededor del mundo. Los pueblos del Sur confrontan a diario con los impactos y las consecuencias del endeudamiento financiero de sus países que, lejos de aliviarse, aumentan con la crisis y la búsqueda de ganancias extraordinarias de parte de los capitales más concentrados. Además, continúan con la carga de una deuda histórica, social, ecológica y climática impaga, que al ritmo de las falsas soluciones, también sigue incrementando.
En Europa y América del Norte, la seguridad social está siendo desmantelada en nombre de la austeridad fiscal, mientras que millones de personas no pueden encontrar trabajo digno y los presupuestos militares crecen. Alrededor del mundo, los pueblos luchan para obtener la prestación de servicios públicos y derechos básicos como la salud, la educación, el agua, la vivienda, la previsión social, la reforma agraria y urbana, mientras los gobiernos privilegian el pago del servicio de una deuda muchas veces mal-habida.
Son las bases mismas del sistema que están mostrando sus falencias. Sin embargo, la mayoría de los gobiernos junto con las Instituciones Financieras Internacionales (IFIs) persisten en la búsqueda de "soluciones" a los problemas de nuestros pueblos que sólo los empeoran, al colocar a los mercados financieros y la deuda en el centro de su respuesta a la crisis por ellos mismos provocada.
En lugar de nuevos mecanismos de endeudamiento y de perpetuar la ilegitimidad de la deuda, los pueblos claman por el repudio de las deudas ilegítimas y odiosas, y de alternativas económicas y de financiamiento soberano y democrático que partan del respeto a los derechos humanos y la Naturaleza.
Unamos nuestras fuerzas y digamos NO a la deuda ilegítima: adquirida en nombre de los pueblos, pero destinada a beneficiar a unos cuantos banqueros y políticos corruptos, a las grandes multinacionales, a los intereses especulativos, a la criminalización y represión contra la resistencia popular. Los pueblos del mundo demandan la rendición de cuentas y transparencia en el manejo de las finanzas publicas. Exigimos la suspensión del pago de la deuda y la realización de auditorías integrales y participativas de la deuda ¡AHORA! La protección de los derechos humanos debe ser la prioridad de los Estados.
¡Rompamos las cadenas del endeudamiento! para así poder trabajar juntos en cuestiones centrales de la vida: la erradicación de la pobreza, el goce de los derechos humanos, la defensa de los pueblos y de la Naturaleza, la soberanía política y financiera, y la construcción de sistemas económico-sociales incluyentes y equitativos para todas y todos.
Para construir este otro mundo posible, la movilización de los pueblos es nuestra herramienta principal. Por eso, convocamos a hacer confluir nuestras acciones en todo el planeta, del 8 al 16 de octubre, en la Semana de Acción Global contra la Deuda y las IFIs. Invitamos a todos a unirse, a maximizar su creatividad y a realizar todo tipo de acción apropiada para visibilizar nuestras demandas comunes y apoyar las luchas concretas. La Semana incluye varias jornadas especiales que contribuyen a fortalecer la formación de alianzas con otras luchas, movimientos y redes, entre ellas:
- 12 de octubre: Minga Global de Defensa de los Derechos de la Madre Tierra y Día de Acción Global contra el Capitalismo (Asamblea de Movimientos Sociales).
- 13 de octubre: Día de Acción ¡Banco Mundial fuera del Clima!
- 15 de octubre: Día de Repudio a la Deuda en memoria de Thomas Sankara y Movilización Internacional del Movimiento de los Indignados/as.
¡NO debemos - NO pagamos!
¡Auditoría y Anulación incondicional de la deuda ilegítima!
¡Reparaciones YA!
Los invitamos a enviar su adhesión y compartir sus planes para juntos hacer más fuerza. Para requerir más información se puede comunicar a: semanadeuda@gmail.com o http://semanadeuda.wordpress.com
domingo, setembro 18, 2011
PELO RECONHECIMENTO DO ESTADO DA PALESTINA COMO MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS
Caro Amigo
Na iminência da apresentação do respectivo pedido à próxima Assembleia Geral da ONU, o MPPM (Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente), o CPPC (Conselho Português para a Paz e Cooperação) e a CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional), promovem uma SESSÃO PÚBLICA PELO RECONHECIMENTO DO ESTADO DA PALESTINA COMO MEMBRO DAS NAÇÕES UNIDAS, na próxima Segunda-feira, 19 de Setembro, às 18 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
Serão oradores: Maria do Céu Guerra, Presidente do MPPM; Rui Namorado Rosa, Presidente do CPPC; Carlos Carvalho, Membro do Conselho Nacional da CGTP-IN e Mufeed Shami, Embaixador da Palestina em Portugal.
Convidamo-lo a participar e divulgar esta iniciativa, neste momento importante para a vida do povo palestino.
Cordiais Saudações
A Direcção Nacional do MPPM
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domingo, setembro 04, 2011
Vean y muestren el nuevo vídeo de La Vía Campesina !
El movimiento internacional campesino La Vía Campesina presenta su nuevo vídeo en defensa de la agricultura campesina y la soberanía alimentaria en todo el mundo.
Vean este documental de 20 minutos de duración y difúndalo entre sus vecinos, amigos, comunidades, organizaciones locales, encentros culturales, festivales de cine, manifestaciones...
Pueden incluso organizar una proyección seguida de un debate al que puedan invitar a campesinos y campesinas, autoridades locales o a quien esté interesado.
Para ver y descargar el documental: http://www.vimeo.com/viacampesina (con paciencia si la conexión es lenta).
Pueden también incluir el vídeo en su sitio web.
Para anunciar su proyección en nuestro nuevo foro (pueden hacerlo en cualquier idioma): http://video.viacampesina.org/forum/viewtopic.php?id=4
Para publicar los comentarios que haya suscitado la proyección o incluir breves informes: http://www.vimeo.com/viacampesina/forum.
Para obtener más información se ruega contacten con Boaventura Monjane boa.monjane@viacampesina.org
La Vía Campesina en movimiento...
¡
Soberanía Alimentaria YA!
Vean este documental de 20 minutos de duración y difúndalo entre sus vecinos, amigos, comunidades, organizaciones locales, encentros culturales, festivales de cine, manifestaciones...
Pueden incluso organizar una proyección seguida de un debate al que puedan invitar a campesinos y campesinas, autoridades locales o a quien esté interesado.
Para ver y descargar el documental: http://www.vimeo.com/viacampesina (con paciencia si la conexión es lenta).
Pueden también incluir el vídeo en su sitio web.
Para anunciar su proyección en nuestro nuevo foro (pueden hacerlo en cualquier idioma): http://video.viacampesina.org/forum/viewtopic.php?id=4
Para publicar los comentarios que haya suscitado la proyección o incluir breves informes: http://www.vimeo.com/viacampesina/forum.
Para obtener más información se ruega contacten con Boaventura Monjane boa.monjane@viacampesina.org
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