domingo, fevereiro 27, 2011

CONCENTRAÇÃO DE APOIO AO POVO DA PALESTINA E OUTROS POVOS

CONCENTRAÇÃO - 4ª FEIRA, 2 DE MARÇO, DAS 18 ÀS 20H - Largo S. DOMINGOS

A TERTÚLIA LIBERDADE, CONVIDA TODOS OS GRUPOS E PESSOAS, PREOCUPADAS COM A SITUAÇÃO DO POVO DA PALESTINA E DE TODOS OS POVOS SUBMETIDOS AO DOMÍNIO E OPRESSÃO POR PARTE DE FORÇAS ESTRANGEIRAS E NACIONAIS, A CONCENTRAREM-SE TODAS AS PRIMEIRAS 4ªS. FEIRAS DE CADA MÊS, ENTRE AS 18 E AS 20h. NO LARGO DE S. DOMINGOS, PARA PROTESTARMOS CONTRA ESSA SITUAÇÃO E MANIFESTARMOS A NOSSA SOLIDARIEDADE PARA COM ESTES POVOS.

A PRIMEIRA CONCENTRAÇÃO É JÁ NA 4ª, DIA 2 DE MARÇO
COM DIÁLOGO ENCONTRAREMOS FORMAS DE APOIO
4ª FEIRA VAMOS AO LARGO DE S. DOMINGOS!

www.tertulialiberdade.blogspot.com
www.liberdade365.com

PARTICIPA!!! DIVULGA!!!

Hoje, traduzi e publiquei

Um texto de Mazin Qumsiyeh, coordenador dos Comités de resistência popular palestiniana.

Publicado por CAPJPO-Palestine [e divulgado em Portugal pelo Comité Palestina]

24 de Fevereiro de 2011

Desde há já vários anos, todas as manhãs ao levantar-me, encontro ao abrir o meu computador uma mensagem recenseando as violências do exército israelita, feita na base das estatísticas do Palestinian Monitoring Group (PMG). E todas as manhãs pergunto-me o que devo fazer. Traduzir e publicar? Para quê? Mortes, feridos, detenções na Palestina? Ainda esta noite, Israel bombardeou o bairro de el Zaytoun. Os seus F16 acordaram os habitantes de Gaza a dúzias de quilómetros à volta. Contava-se esta manhã mais de 30 feridos, entre os quais crianças e mulheres. Os palestinianos conseguiram destruir um veículo militar que atacava terras e agricultores palestinianos não longe da fronteira.

Tudo isto tornou-se tão rotineiro que poucas pessoas se dão ao trabalho de ler. Então, a maior parte das vezes, eu zapo. Com um forte sentimento de culpabilidade perante aqueles que fizeram o esforço de nos escrever noite após noite. Deixo as suas mensagens soterradas no meio de outros emails. Para quê traduzi-las e publicá-las, se não para nos encher de um sentimento de ira e de impotência?

Mas é aí que devemos mudar de estado de espírito e despertar: não somos impotentes. A nossa impotência perante o curso dos acontecimentos no mundo, é o que a lavagem dos cérebros, exercida de manhã, de tarde e à noite pelo poder e os seus meios de comunicação social às ordens, tenta fazer-nos engolir.

Na realidade, somos poderosos. Basta unir-nos e dizer NÃO. O povo tunisino, o povo egípcio, acabam de demonstrá-lo. A impunidade israelita não será eterna se assim o decidirmos. Se recusarmos continuar a andar nas estreitas vias lamacentas desenhadas por outros para manter os enormes lucros de alguns em detrimento da grande massa, temos os meios de mudar a situação. E o que ganhamos em não reagir, em encaixar, dia após dia? Uma vida cada vez mais sórdida, desesperante, nomeadamente para os mais jovens?

À espera do levantamento que nos levará a tomar as coisas nas nossas mãos, a deixar de acreditar que podemos mudar o nosso destino indo votar “bem”, ou que não podemos mudá-lo, agarremos pelo menos o instrumento do boicote contra este Estado criminoso, sanguinário, terrorista.

Hoje, traduzirei portanto esta mensagem, este SOS de cada noite, este relatório, símbolo da resistência palestiniana que, dia após dia, apela a que não baixemos os braços, a reagirmos face a esta terrível perseguição do povo palestiniano que dura há décadas.

Ela começa todos os dias por estas frases:

"Enquanto que com a ocupação o bloqueio é um business normal para Israel, deveríamos parar qualquer business com Israel!

Na Palestina ocupada

O sionismo nos factos

O ratio quotidiano de imposição israelita sobre a vida, os membros, a liberdade e as posses palestinianas
".

Nas últimas 24 horas: no dia 23 de Fevereiro (não contando o balanço desta manhã):
  • Khan Younis (sul da faixa de Gaza): Israel abre fogo sobre as quintas e casas próximas da linha verde.
  • Um aldeão assassinado perto de Jerusalém.
  • Incursão israelita: colheitas arrasadas por bulldozers.
  • Raid contra a aldeia de Qatanna: 2 rapazes de 15 e 17 anos feridos.
  • As tropas de ocupação destroem uma estação de gasolina.
  • As tropas israelitas desenraízam mais de 200 oliveiras e espancam um trabalhador.
  • Soldados israelitas raptam uma criança de 14 anos.
  • Colonos atiram pedras sobre casas e espancam os seus moradores.
  • Fanáticos sionistas incendeiam veículos numa aldeia.
  • Incursão de noite e invasão do exército em 17 vilas e aldeias.
  • 3 ataques – 37 raids – 3 espancamentos – 5 feridos.
  • 12 palestinianos presos – 15 detidos – 92 restrições da liberdade de circulação.

O detalhe dessas violências e dos locais onde elas se produziram segue em inglês:
  • Home invasions & occupations : 23:30, the town of Abu Dis - 00:20, the village of Kafr Aqab - 02:30, the town of As Silat Al Harithiya - 20:20-22:50, the village of Izbat Shofeh - 03:00, Qalqilya.
  • Peace disruption raids : 18:00, the village of Qatanna - 00:30, the village of Hizma - 00:20, El Bireh - 00:40-03:00, the town of As Silat Al Harithiya - 11:50, the village of Deir Ghazala - 11:50, the village of Beit Qad - 00:20, Tubas - 00:20, the town of Tammun -11:00, Tulkarem - 09:05, Qalqilya - 10:40, the village of Talluza - 13:00, the village of Salim - 17:50, the town of Aqraba - 20:30, Nablus - 02:55, Nablus - 15:30, the village of Yasuf - 09:10, Jericho - 09:10, the Aqbat Jabir refugee camp - 09:00, the town of Taqu’a - 10:10, the village of Al Jab’a - 11:10, the town of Al Ubeidiya - 15:40, the town of Al Ubeidiya - 00:40-04:35, Bethlehem - the village of Sossia - 15:00, the town of Dura - 17:20, Hebron - 21:50, the town of Beit Awa - 01:25, the town of Tarqumiya - 02:40, the town of Dura - 02:00, the town of Beit Ummar - 18:00, the village of Burin - 01:30, the village of Burin.
  • Palestinian attacks: none.
  • Palestinian resistance : Central Gaza – 10:30, two missiles fired at Israeli forces near the Kissufim Gate.
  • Attack – agricultural sabotage : Khan Yunis – morning, an Israeli Army position on the Green Line opened fire on houses and farms to the north-east of Al Qarara.
  • Attack – agricultural sabotage : Khan Yunis – morning, Israeli armoured vehicles and bulldozers, covered by reconnaissance aircraft, invaded farms in the east of Khuza’a, bulldozing crops and opening fire on houses and agricultural areas.
  • Attack : Jerusalem – 22:10, Israeli troops raided the neighbourhood of Silwan, firing rubber-coated bullets and stun and tear gas grenades at people in the streets.
  • Raid – injuries : Jerusalem – 18:00, the Israeli Army raided the village of Qatanna, patrolling the streets and injuring two youngsters : 15-year-old Muhammad Mahmoud Taha and 17-year-old Muhammad Adnan Shamsneh. Raid – economic sabotage : Jerusalem – 00:30, Israeli troops raided the village of Hizma, stormed two petrol stations, destroying and then removing the petrol pumps.
  • In the village of Kafr Aqab, Husam Hussein ar Ruweidhi, died in hospital following an assault in the city by settler militants wielding sharp-bladed tools.
  • Raid : Tulkarem – 11:00, the Israeli Army raided the neighbourhood of Irtah, detaining and interrogating a resident, Naseem Abu Rabi’, regarding the local economy. The soldiers also left orders for a person to report to Israeli Military Intelligence.
  • Raid : Nablus – 10:40, the Israeli Army detained a number of children while raiding and patrolling the village of Talluza. Raid : Nablus – 13:00, Occupation troops raided the village of Salim and took prisoner a member of the village council.
  • Raid : Jericho – 09:10, the Israeli Army raided the city and the Aqbat Jabir refugee camp, photographing the streets and archaeological sites.
  • Raid – beating – injury – agricultural sabotage : Bethlehem – 10:10, the Israeli Army raided the village of Al Jab’a, uprooted about 250 olive trees and beat up a villager, Muhammad Ali Abdulmajeed Hamdan.
  • Raid – beating – destruction of homes and water tanks : Hebron – the Israeli Army raided the village of Sossia, destroyed five tents – the homes of Mahmoud Ahmad Muhammad Jabbur, Issa Hussein Jabbur, Muhammad Hasan Muhammad Jabbur, Khamis Ahmad Muhammad Jabbur and Muhammad Ahmad Muhammad Jabbur. Israeli Occupation troops also destroyed two rainwater tanks.
  • Raid – abduction : Hebron – 02:00, the Israeli Army abducted a 14-year-old boy, Muhammad Jamal Khalil Abu Hashem, during a raid on the town of Beit Ummar. Note : Muhammad is the tenth 14-year-old abducted by Israeli Occupation soldiers this year.
  • Property violation : Qalqilya – 15:50, the Israeli Army ordered a resident, Ahmad Abu Hamed, not to proceed with any construction work on his land. Hamed is accused of allowing his land to be used by a British organisation specialising in animal welfare.
  • Occupation settler violence : Nablus – 18:00, a mob from the settlement of Bracha attacked the outskirts of the village of Burin, stoning houses and severely beating up two residents : Ahmad Sameer Obaid and Fares Nassar. The victims were left with severe injuries. http://www.maannews.net/eng/ViewDet... Occupation settler violence : Nablus – 01:30, Zionist fanatics raided the village of Burin and set fire to two vehicles, the property of villagers Khaled Waleed An-Najjar and Abdulsalam Abdulhameed.

La MMM en el FSM2011: compromiso con movilizaciones globales y solidaridad con luchas de las mujeres en todo el mundo

Estimadas compañeras,

El Foro Social Mundial reunió alrededor de 75 mil personas en Dakar, Senegal entre el 6 y el 11 de febrero de 2011. Caravanas de todos los países de África del Oeste han sido organizadas, haciendo actividades de movilización en el camino. Nosotras de la Marcha Mundial de las Mujeres, participamos de muchas caravanas, especialmente con importantes delegaciones de Malí y de Mauritania.

La intensa participación africana y las revoluciones que suceden ahora en el Norte de África crearon un clima de fuerza y energía que ayudaron las participantes a superar los obstáculos logísticos y organizativos del Foro.

Además, esa energía creada por el encuentro de luchas populares estuvo en el centro de la Asamblea de los movimientos sociales, que reunió casi 3.000 personas en el 10 de febrero. La Asamblea, organizada por nostras, por CADTM, Vía Campesina, Grassroots Global Justice, para nombrar algunos de los movimientos, invitó a todos los movimientos sociales a seguir, reforzar o empezar un trabajo común alrededor de dos fechas globales de movilización: el 20 de marzo como un día internacional de la solidaridad con el levantamiento del pueblo árabe y africano, cuyas conquistas nacionales refuerzan las luchas de todos los pueblos, y una jornada de acción global en contra el capitalismo en el 12 de octubre, donde de todas las maneras posibles, rechazaremos ese sistema que destruye todo a su paso.

La Asamblea también invitó a la convergencia de luchas alrededor de cuatro ejes: contra las transnacionales; por la justicia climática y la soberanía alimentaría; contra la violencia hacia las mujeres; contra la guerra, el colonialismo, la ocupación y la militarización. El reto es entrelazar estos ejes, lo que nos hace recordar de nuestro reto permanente de articular nuestros cuatro Campos de Acción. El hilo conductor fue trazado en la actividad auto-organizada por la MMM en el Foro, "Lucha feminista en contra el militarismo, el capitalismo y el patriarcado: 3ra Acción Internacional", que reunió alrededor de 500 personas el 8 de febrero. Mujeres de 22 países nos contaron sus actividades y aprendizajes en el trascurso de la Acción Internacional y compartimos informes de las acciones regionales y el Cierre en Bukavu, RDC.Haga clic en http://www.mmm2010.info:8080/news-1-es/tercera-accion-internacional-en-el-fsm-2011 para más informaciones, fotos de la actividad y leer los textos de las presentaciones hechas por la MMM de Turquía y de la República Democrática del Congo.

El 9 de febrero, hicimos un taller de construcción de alianzas entre la MMM y las mujeres de la Vía Campesina y Amigos de al Tierra Internacional en el tema de la soberanía alimentaría, la violencia hacia las mujeres y la justicia climática. Esto fue un momento para que las militantes y las dirigentes de tres movimientos tuviesen la oportunidad de conocerse mejor, al igual que el estado de la discusión y cómo hacer para avanzar.

Finalmente, después de un largo proceso de articulación entre las iniciativas del comité de género y equidad del Comité Organizador del FSM en Dakar y de movimientos y redes internacionales, realizamos en los días 10 y 11 de febrero de 2011 la Asamblea de Mujeres. A pesar los esfuerzos hechos, no fue posible concluir en la asamblea el debate alrededor de una declaración común pues un sector minoritario, pero bastante activo, se oponía a la mención al derecho la autodeterminación de las mujeres saharauies. Varias organizaciones presentes a la Asamblea decidieron entonces difundir el contenido propuesto para la declaración en la forma de una carta suscrita, la "Carta de solidaridad con la lucha de las mujeres del mundo", sin con esto desconocer que existieron mucho más mujeres y organizaciones que han contribuido para su elaboración. Haga clic para leer la carta y ver más informaciones sobre el tema:

Castellano - http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/cmicfolder.2005-03-02.3713067089/femmes-dakar2011/es

Francés - http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/cmicfolder.2005-03-02.3713067089/femmes-dakar2011/fr

Inglés - http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/cmicfolder.2005-03-02.3713067089/femmes-dakar2011/en

Más informaciones sobre el FSM 2011 estarán en el próximo boletín internacional de la MMM, que va a ser divulgado hasta fines de marzo.

En solidaridad feminista,

Secretariado Internacional de la MMM

1ª Assembleia MayDay Lisboa 2011

CONVOCATÓRIA

O alarme soou pelo 5º ano consecutivo:

MayDay MayDay!!!

Junta-te à 1ª Assembleia MayDay Lisboa 2011!

3ª feira :: 1 de Março :: 21h

Solim - Solidariedade Imigrante - R. da Madalena, nº8

Vem pensar e construir connosco um percurso de recusa e combate à precariedade, vamos dar voz aos precários e dizer não à exploração!

maydaylisboa@gmail.com



Manifesto Conjunto MayDay Lisboa e Porto 2010

O QUE É SER PRECÁRIO ?

Ser precário é ser pau para toda a colher.
Ser precário é não poder ter ofício.
Ser precário é eventualmente fazer estágios de profissionalização para animar as estatísticas do governo.
Ser precário é não ter a certeza de arranjar trabalho amanhã.
Ser precário é não ter direito ao subsídio de desemprego, mesmo quando já se trabalhou muito e agora não se tem trabalho.
Ser precário é ser obrigado a fazer descontos mesmo quando não se ganhou dinheiro.
Ser precário é receber um salário de miséria e engrossar o cabedal das empresas de trabalho temporário, muitas delas nas mãos dos boys e dos manda-chuvas dos grandes partidos.
Ser precário é não ser contabilizado nas já extensas listas dos desempregados.
Ser precário é trabalhar sem contrato e poder sempre ser despedido sem justa causa.
Ser precário é estar sistematicamente «à experiência», por muito comprovadamente experiente que se seja.
Ser precário é ser tratado como um profissional liberal quando se vive abaixo de cão.
Ser precário é, quase sempre, não escolher ser precário.
Ser precário é ter um livro de recibos verdes para evitar milagrosamente que os empregadores tenham de assumir qualquer responsabilidade na construção e manutenção da cadeia de produção da riqueza.
Ser precário é não poder ter filhos, porque os patrões não gostam de grávidas, nem de mães competentes, nem de pais demasiado presentes.
Ser precário é ser tratado como gado, mas sem ração assegurada.
Ser precário é tapar os pequenos e os grandes buracos do capitalismo.
Ser precário é não ter a certeza de poder pagar a renda, é ter a certeza de que o dinheiro não dá para todas as facturas.
Ser precário é ter de comer menos e menos vezes por dia, excepto quando a família ou os amigos se compadecem.
Ser precário é engolir a raiva, é chorar às escondidas para não dar nas vistas, é ter medo de ser etiquetado de rebelde, é ter pânico de que esse rótulo motive a perda de um emprego medíocre mas tão difícil de arranjar.
Ser precário é ter vontade de ir para a rua gritar.
Ser precário é ser obrigado a ir para a rua gritar.
Ser precário é decidir ir para a rua gritar.

No dia 1 de Maio.
Com todos os outros companheiros precários que por aí andam escondidos.
Com todos os que, revoltados com a crescente injustiça social e o aumento exponencial das hostes do precariado, se juntam ao desfile do MAY DAY.
Ser precário é, de súbito, ter consciência de que se todos dermos as mãos e batermos os pés, O MUNDO TREME.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Comunicado da ATTAC Portugal sobre o Protesto Geração à Rasca do próximo dia 12 de Março

A ATTAC apela à participação nas manifestações convocadas para o dia 12 de Março, 15 horas, em Lisboa (Av. Liberdade) e Porto (Praça da Batalha) sob o lema "Protesto da Geração à Rasca!"

O INE revelou há poucos dias o número de 11% como correspondendo ao nível de desemprego do quarto trimestre de 2010. Mas este número é calculado por amostragem. Por outro lado, põe fora da designação de desempregado qualquer pessoa que tenha trabalhado pelo menos uma hora na última semana. O número real do desemprego será portanto muito superior.

O actual sistema económico comandado pelo capital financeiro e pela especulação criou e banalizou modelos de subemprego que servem para degradar e desvalorizar o trabalho, fugir a impostos, engordar lucros de forma imoral (e irracional) e subjugar os trabalhadores. Como precários, largos milhares de trabalhadores não têm forma de questionar as condições impostas. Como precários, estão fora da legislação laboral, que estabelece direitos duramente adquiridos a que agora se chamam muito convenientemente "privilégios."

Não há uma geração com direitos e outra sem direitos. Essa é a narrativa conveniente da direita dos interesses que quer liquidar os direitos de todos e de todas as gerações, em nome de uma competitividade desumana e da invasão de toda a vida humana pelos sacrossantos mercados e pelo lucro a qualquer preço.

A precariedade atinge todos os trabalhadores, com e sem formação académica, de todas as profissões e estratos sociais e não discrimina gerações. Atinge os mais velhos que, tendo perdido o emprego, não conseguem voltar a encontrar estabilidade no mercado de trabalho, e atinge todas as gerações com menos de 45 anos, que nunca tiveram um emprego estável. Atinge os seus pais, que na reforma deixam de poder contar com a ajuda dos filhos, miseravelmente pagos. Atinge as crianças, que vivem em famílias onde o dia começa com emprego, mas nunca se sabe como acaba. Atinge todos os que têm contrato permanente, porque também sofrem a pressão para a desvalorização dos salários e do seu trabalho.

Atinge ainda todos os que estão nos quadros dos seus locais de trabalho, uma vez que os seus postos de trabalho seriam muito mais baratos se preenchidos por um precário ou estagiário. Esses trabalhadores tornam-se também precários, uma vez que o primeiro pretexto — uma recusa de fazer horas extraordinárias, uma doença, um erro apenas — será a oportunidade para tentar despedi-los, substituindo-os.

As próprias empresas teriam a ganhar com trabalhadores empenhados e conhecedores da empresa e do seu meio e interessados no seu desenvolvimento e sucesso; trabalhadores cuja preocupação maior não é o futuro no fim do estágio ou como sobreviver com quinhentos euros ou menos. A qualidade dos serviços piora drasticamente com a rotatividade permanente de precários e estagiários. As empresas tornam-se precárias, vítimas de uma irracionalidade financeira de muito curto prazo para distribuição de lucros aos accionistas.

Diz-se também que, com a desculpa da crise, não há emprego. Mas se quase todos lá vamos arranjando uns meios-tempos aqui ou ali, coisas temporárias, estágios, recibos verdes e quejandos, há trabalho. Mas o que este sistema predador orientado exclusivamente para o lucro não quer é trabalho valorizado e com direitos, ou seja, empregos! O que não há é respeito pelo trabalho.

Assim, PRECÁRIOS SOMOS TODOS!

No dia 12 de Março, VAMOS EXIGIR RESPEITO PELO NOSSO DIREITO AO FUTURO E TRABALHO COM DIREITOS! Vamos dizer que EXIGIMOS RESPEITO pelo trabalho que já fazemos!

A Direcção da ATTAC Portugal

--
ATTAC Portugal
www.attac.pt
attac@attac.pt
Rua Febo Moniz 13, r/c
1150-152 Lisboa

Palestinianos e Saharauis, proscritos do Império

Conferências 2011

Sábado, dia 26 de Fevereiro, às 15h

Intervenções de:
António Dores (PAGAN)
Shahd Wadi (Comité Palestina)
André Traça (Comité Palestina)
Alan Stoleroff
António Batista da Silva (AAP – Sahara Ocidental)
João Falcão Machado (Frente Polisário)
Vítor Lima (PAGAN)

Organizadores:
PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato,
Comité de Solidariedade com a Palestina
Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental

Local:
Junta de Freguesia de Carnide
Largo das Pimenteiras 6
Lisboa

Carris – autocarros 204, 703, 764, 767
Metro – estação de Carnide

http://maps.google.pt/maps/place?hl=pt-PT&um=1&ie=UTF-8&q=junta+freguesia+carnide+lisboa&fb=1&gl=pt&hq=junta+freguesia&hnear=Carnide,+Lisboa&cid=17542464568907966265

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Lo que no se conoce sobre Egipto

19 Febrero 2011

Vicenç Navarro – Consejo Científico de ATTAC

La caída del dictador Mubarak como resultado de la movilización popular es un motivo de alegría para toda persona con sensibilidad democrática. Pero esta misma sensibilidad democrática debiera concienciarnos de que la versión de lo ocurrido que ha aparecido en los medios de información de mayor difusión internacional (desde Al Yazira a The New York Times y CNN) es incompleta o sesgada, pues responde a los intereses que los financian. Así, la imagen general promovida por aquellos medios es que tal evento se debe a la movilización de los jóvenes, predominantemente estudiantes y profesionales de las clases medias, que han utilizado muy exitosamente las nuevas técnicas de comunicación (Facebook y Twitter, entre otros) para organizarse y liderar tal proceso, iniciado, por cierto, por la indignación popular en contra de la muerte en prisión, consecuencia de las torturas sufridas, de uno de estos jóvenes.

Esta explicación es enormemente incompleta. En realidad, la supuesta revolución no se inició hace tres semanas y no fue iniciada por estudiantes y jóvenes profesionales. El pasado reciente de Egipto se caracteriza por luchas obreras brutalmente reprimidas que se han incrementado estos últimos años. Según el Egypt’s Center of Economic and Labor Studies, sólo en 2009 existieron 478 huelgas claramente políticas, no autorizadas, que causaron el despido de 126.000 trabajadores, 58 de los cuales se suicidaron. Como también ocurrió en España durante la dictadura, la resistencia obrera democrática se infiltró en los sindicatos oficiales (cuyos dirigentes eran nombrados por el partido gobernante, que sorprendentemente había sido aceptado en el seno de la Internacional Socialista), jugando un papel clave en aquellas movilizaciones. Miles y miles de trabajadores dejaron de trabajar, incluidos los de la poderosa industria del armamento, propiedad del Ejército. Se añadieron también los trabajadores del Canal de Suez (6.000 trabajadores) y, por fin, los empleados de la Administración pública, incluyendo médicos y enfermeras (que desfilaron con sus uniformes blancos) y los abogados del Estado (que desfilaron con sus togas negras). Uno de los sectores que tuvo mayor impacto en la movilización fue el de los trabajadores de comunicaciones y correos, y del transporte público.

Los centros industriales de Asyut y Sohag, centros de la industria farmacéutica, energía y gas, también dejaron de trabajar. Las empresas en Sharm El-Sheikh, El-Mahalla Al Kubra, Dumyat y Damanhour, centros de la industria textil, muebles y madera y alimentación también pararon su producción. El punto álgido de la movilización obrera fue cuando la dirección clandestina del movimiento obrero convocó una huelga general. Los medios de información internacionales se centraron en lo que ocurría en la plaza Tahrir de El Cairo, ignorando que tal concentración era la cúspide de un témpano esparcido por todo el país y centrado en los lugares de trabajo –claves para la continuación de la actividad económica– y en las calles de las mayores ciudades de Egipto. El Ejército, que era, y es, el Ejército de Mubarak, no las tenía todas consigo. En realidad, además de la paralización de la economía, tenían temor a una rebelión interna, pues la mayoría de soldados procedían de familias muy pobres de barrios obreros cuyos vecinos estaban en la calle. Mandos intermedios del Ejército simpatizaban también con la movilización popular, y la cúpula del Ejército (próxima a Mubarak) sintió la necesidad de separarse de él para salvarse a ellos mismos. Es más, la Administración Obama, que al principio había estado en contra de la dimisión de Mubarak, cambió y presionó para que este se fuera. El Gobierno federal ha subvencionado con una cantidad de 1.300 millones de dólares al año al Ejército de aquel país y este no podía desoír lo que el secretario de Defensa de EEUU, Robert Gates, estaba exigiendo. De ahí que el director de la CIA anunciase que Mubarak dimitiría y, aunque se retrasó unas horas, Mubarak dimitió.

Ni que decir tiene que los jóvenes profesionales que hicieron uso de las nuevas técnicas de comunicación (sólo un 22% de la población tiene acceso a internet) jugaron un papel importante, pero es un error presentar aquellas movilizaciones como consecuencia de un determinismo tecnológico que considera la utilización de tecnología como el factor determinante. En realidad, la desaparición de dictaduras en un periodo de tiempo relativamente corto, como resultado de las movilizaciones populares, ha ocurrido constantemente. Irán (con la caída del sha), el Muro de Berlín, la caída de las dictaduras del Este de Europa, entre otros casos, han caído, una detrás de otra, por movilizaciones populares sin que existiera internet. Y lo mismo ocurrió en Túnez, donde, por cierto, la resistencia de la clase trabajadora también jugó un papel fundamental en la caída del dictador, cuyo partido fue también sorprendentemente admitido en la Internacional Socialista.

El futuro, sin embargo, comienza ahora. Es improbable que el Ejército permita una transición democrática. Permitirá establecer un sistema multipartidista, muy limitado y supervisado por el Ejército, para el cual el enemigo número uno no es el fundamentalismo islámico (aunque así lo presenta, a fin de conseguir el apoyo del Gobierno federal de EEUU y de la Unión Europea), sino la clase trabajadora y las izquierdas, que son las únicas que eliminarían sus privilegios. No olvidemos que las clases dominantes de Irán, Irak y Afganistán apoyaron el radicalismo musulmán (con el apoyo del Gobierno federal de EEUU y de Arabia Saudí) como una manera de parar a las izquierdas. Una de las primeras medidas que ha tomado la Junta Militar ha sido prohibir las huelgas y las reuniones de los sindicalistas. Sin embargo, esta movilización obrera apenas apareció en los mayores medios de información.

Artículo publicado en Público.
http://www.vnavarro.es/

domingo, fevereiro 20, 2011

Iniciativas Tertúlia da Liberdade

Olá,

Na Tertúlia Liberdade tivemos a ideia de lançar algumas iniciativas, que serão de todos os grupos e pessoas que nelas queiram cooperar, com ideias, acção, iniciativas e divulgação. Nesse sentido damos a conhecer as próximas e convidamo-vos a aderirem.

São necessárias as vossas capacidades e espírito combativo Para dar uma ideia do que se vai se seguir, exponho sucintamente o "próximo programa de festas". Depois, outras se seguirão.
Somos poucos, precisamos de cooperar!

Antes do mais, a Tertúlia Liberdade vai levar a efeito o 2º debate da série "o que queres fazer com a puta da vida?", lá na RDA, na próxima 5ª feira, pelas 21,30H.

Depois, e como será feito todas as primeiras 4ªs. feiras de cada mês, lançamos a iniciativa, que terá de ser acompanhada por outros grupos, de uma concentração no Largo de S.Domingos, entre as 18 e as 20H. A primeira concentração é já a 2 de Março. O propósito é a divulgação e apoio ao povo palestiniano e a todos os povos oprimidos, incluindo o português

Na terça feira de carnaval, 8 de Março, faremos uma cegada, com sátira carnavalesca à situação social e política. Será da parte da tarde e o percurso irá do Príncipe Real ao Camões. Vamos convidar, para abrir o desfile, além dos "Ritmos da Resistência" , outros grupos para integrarem o cortejo. Este desfile será integrado nas Jornadas Anti-capitalistas. Será bom contar o Gaia e demais Grupos incluídos nas Jornadas.

Também pensamos recriar uma iniciativa levada a cabo pelo Gaia, há uns anos. O dia das mentiras, 1 de Abril, com tudo ao contrário, elogios aos Bancos, ao MacDonalds, etc. Proponho que nos associemos com o Gaia e outros para levar isto a cabo.

Todas estas iniciativas poderão ser incluídos nas Jornadas, ou na sua antecipação ou continuidade.

Já foi contactado o grupo "Ritmos de Resistência" e o Gaia e devemos contar com a sua colaboração.

Agora, por favor digam alguma coisa.

Abraços,
José Luis

Para onde vai o Fórum Social Mundial?

Governos da Argélia e de Marrocos financiaram o FSM de Dacar 2011
Para onde vai o Fórum Social Mundial?


Os Governos argelino e marroquino contribuíram para o financiamento do Fórum Social Mundial (FSM) que decorreu em Dacar. Uma informação que foi ignorada na reunião de 12 Fevereiro do Conselho Internacional do FSM e que já tinha circulado aquando do seminário dos movimentos sociais organizado em Dacar em 5, 6 e 7 de Novembro de 2010. Agora o Comité Organizador do Senegal confirmou-o!

Fica assim justificada a presença massiva no FSM da famosa delegação oficial marroquina, composta essencialmente por polícias e representantes de associações fantasma e de OVG (organizações verdadeiramente governamentais), apoiada pelo governo que pôs à sua disposição todos os meios logísticos para defender a "unidade territorial do país". E foi por isso, também, que esta mesma delegação oficial teve stands em todo o espaço da Universidade Chekh Anta Diop (UCAD) que acolheu o FSM. O governo senegalês é seguramente cúmplice e a comissão organizadora tem parte das responsabilidades. Alguns participantes criticaram a delegação como um todo, sem fazer distinções, o que prejudicou a imagem das organizações e movimentos sociais marroquinos e a dinâmica do Fórum Social de Marrocos.

O Fórum Social Mundial, que era até agora um espaço aberto às organizações sociais, está em vias de se tornar um terreno de ajuste de contas entre entidades políticas e receia-se que seja recuperado pelos governos. Alguns membros do Conselho Internacional do FSM criticaram o facto de ser dada a palavra, na sessão de abertura, ao presidente Evo Morales da Bolívia, bastante progressista, mas não disseram nada sobre o financiamento do fórum por governos neoliberais e anti-democráticos nem sobre o facto do presidente Abdoulaye Wade do Senegal ter sido alvo de agradecimentos, em três línguas, na sessão de encerramento do Fórum.

Dois aspectos positivos, no entanto, marcaram a 11ª edição do FSM (o segundo em África). Por um lado, a organização das caravanas que convergiram para Dacar, principalmente da África Ocidental mas também do Norte de África, permitiram uma maior sensibilização e mobilização das populações com a organização de várias actividades ao longo do caminho. A comissão organizadora, porém, não apoiou todas as caravanas mas apenas algumas delas e não previu o seu acolhimento nem o seu alojamento. As caravanas tiveram de ficar no acampamento da juventude em condições deploráveis, mesmo desumanas. Por outro lado, o espaço do fórum era aberto o que permitiu uma ampla participação em contraste com o FSM em Nairóbi, em 2007, onde o espaço era fechado e guardado por militares. Contudo, apesar dos anunciados 70.000 participantes, as implicações dos movimentos e organizações no Senegal e em particular o impacto sobre as populações locais foram muito relativos.

Para além disso, o Fórum foi uma desorganização total. Em nenhum momento se sentiu a presença do que quer que fosse de organizado. Um verdadeiro pesadelo! Nenhuma indicação, nenhum sinal, nenhuma repartição clara das salas (ou tendas) e, mais frequentemente, nenhuma tradução apesar do regresso da Babels ao FSM onde mobilizou e formou cerca de 120 intérpretes. Diga-se que as condições não estavam do seu lado. A presença de dezenas de jovens voluntários não ajudou a resolver o problema, já que estes benévolos não tinham informação para dar.

A mercantilização marcou também o Fórum. Quase todos os comerciantes da cidade vieram vender os seus produtos! Parecia uma feira internacional. Uma pequena garrafa de água que custa 250 FCFA nas lojas era vendida a 500 FCFA e uma refeição no restaurante da UCAD II custava 5.000 francos CFA (mais de € 7,50).

É de notar, no entanto, que por detrás de todos estes problemas houve um acto político cuja origem e finalidade permanecem desconhecidos: a nomeação de um novo reitor da universidade a um mês do FSM e a sua vontade de impugnar a decisão tomada uns meses antes de colocar à disposição do comité organizador o local da universidade. O que levou a que as renegociações consumissem tempo destinado à preparação e organização do evento. Finalmente, a comissão não conseguiu mais que 50 a 60% das salas previstas.

Dois pontos a destacar neste FSM: primeiro a manifestação de abertura, que foi muito importante, com a participação de 60.000 pessoas segundo os meios de comunicação social, algo nunca visto no Senegal. A marcha, que contou com a participação muito activa de organizações sociais senegalesas e movimentos dos subúrbios de Dacar, foi animada pelo grupo musical Hip Hop integrado na Rede Internacional CADTM. Depois, a realização de uma Assembleia dos Movimentos Sociais muito popular e participativa. A AMS foi um grande sucesso e reuniu mais de 2.000 pessoas com uma forte declaração final, com duas datas a fixar: o 20 de Março, dia de acção global de solidariedade e apoio ao processo revolucionário em curso no mundo Árabe, e o 12 de Outubro como dia de acção global contra o capitalismo. Dia que coincide com vários eventos: a resistência dos povos indígenas, a celebração da Mãe Terra, para comemorar o descobrimento da América por Cristóvão Colombo (12 de Outubro de 1492), que simboliza o nascimento do capitalismo global e se inscreve no quadro da Semana de Acção Global contra a dívida e as instituições financeiras internacionais.

As revoluções do povo tunisino e egípcio contra as ditaduras estiveram no centro deste FSM. Pela primeira vez uma acção concreta foi realizada durante o FSM (para além da tradicional marcha de abertura): um protesto em solidariedade com o povo egípcio foi organizado em frente à embaixada egípcia em Dacar no dia 11 de Fevereiro às 13h. Três horas depois chegou a notícia: o grande ditador Hosni Mubarak decidiu finalmente abandonar o poder após 18 dias de resistência do povo egípcio.

Estas duas revoluções mostraram que um "outro mundo possível" está prestes a realizar-se mas que isso passa por outros canais que não o Fórum Social Mundial.

Mimoun Rahmani
ATTAC / CADTM Maroc



NOTA - tradução BSP.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

FSM: Declaración final de la Asamblea de los Movimientos Sociales

Nosotras y nosotros, reunidos en la Asamblea de Movimientos Sociales, realizada en Dakar durante el Foro Social Mundial 2011, afirmamos el aporte fundamental de África y de sus pueblos en la construcción de la civilización humana. Juntos, los pueblos de todos los continentes, libramos luchas donde nos oponemos con gran energía a la dominación del capital, que se oculta detrás de la promesa de progreso económico del capitalismo y de la aparente estabilidad política. La descolonización de los pueblos oprimidos es un gran reto para los movimientos sociales del mundo entero.

10 de febrero de 2011

Afirmamos nuestro apoyo y solidaridad activa a los pueblos de Túnez y Egipto y del mundo árabe que se levantan hoy para reivindicar una real democracia y construir poder popular. Con sus luchas, muestran el camino a otro mundo, libre de la opresión y de la explotación.

Reafirmamos con fuerza nuestro apoyo a los pueblos de Costa de Marfil, de África y de todo el mundo en su lucha por una democracia soberana y participativa. Defendemos el derecho a la autodeterminación y el derecho colectivo de todos los pueblos del mundo.

En el proceso del FSM, la Asamblea de Movimientos Sociales es el espacio donde nos reunimos desde nuestra diversidad para juntos construir agendas y luchas comunes contra el capitalismo, el patriarcado, el racismo y todo tipo de discriminación.

En Dakar celebramos los 10 años del primer FSM, realizado en 2001 en Porto Alegre, Brasil. En este periodo hemos construido una historia y un trabajo común que permitió algunos avances, particularmente en América Latina donde logramos frenar alianzas neoliberales y concretar alternativas para un desarrollo socialmente justo y respetuoso de la Madre Tierra.

En estos 10 años vimos también la eclosión de una crisis sistémica, expresada en la crisis alimentaria, ambiental, financiera y económica, que resultó en el aumento de las migraciones y desplazamientos forzados, de la explotación, del endeudamiento, y de las desigualdades sociales.

Denunciamos el rol de los agentes del sistema (bancos, transnacionales, conglomerados mediáticos, instituciones internacionales etc.), que, en búsqueda del máximo lucro, mantienen con diversos rostros su política intervencionista a través de guerras, ocupaciones militares, supuestas misiones de ayuda humanitaria, creación de bases militares, saqueos de los recursos naturales, la explotación de los pueblos, y manipulación ideológica. Denunciamos también la cooptación que estos agentes ejercen a través de financiamentos de sectores sociales de su interés y sus prácticas asistencialistas que generan dependencia.

El capitalismo destruye la vida cotidiana de la gente. Pero a cada día nacen múltiples luchas por la justicia social, para eliminar los efectos que dejó el colonialismo y para que todos y todas tengamos una digna calidad de vida. Afirmamos que los pueblos no debemos seguir pagando por esta crisis sistémica y que no hay salida a la crisis dentro del sistema capitalista!

Reafirmando la necesidad de construir una estrategia común de lucha contra el capitalismo, nosotros, movimientos sociales:

Luchamos contra las trasnacionales porque sostienen el sistema capitalista, privatizan la vida, los servicios públicos, y los bienes comunes, como el agua, el aire, la tierra, las semillas, y los recursos minerales. Las transnacionales promueven las guerras a través de la contratación de empresas militares privadas y mercenarios, y de la producción de armamentos, reproducen prácticas extractivistas insostenibles para la vida, acaparan nuestras tierras y desarrollan alimentos transgénicos que nos quitan a los pueblos el derecho a la alimentación y eliminan la biodiversidad.

Exigimos la soberanía de los pueblos en la definición de nuestro modo de vida. Exigimos políticas que protejan las producciones locales que dignifiquen las prácticas en el campo y conserven los valores ancestrales de la vida. Denunciamos los tratados neoliberales de libre comercio y exigimos la libre circulación de seres humanos.

Seguimos movilizándonos por la cancelación incondicional de la deuda pública de todos los países del Sur. Denunciamos igualmente, en los países del Norte, la utilización de la deuda pública para imponer a los pueblos políticas injustas y antisociales.

Movilicémonos masivamente durante las reuniones del G8 y G20 para decir no a las políticas que nos tratan como mercancías!

Luchamos por la justicia climática y la soberanía alimentaria. El calentamiento global es resultado del sistema capitalista de producción, distribución y consumo. Las transnacionales, las instituciones financieras internacionales y gobiernos a su servicio no quieren reducir sus emisiones de gases de efecto invernadero. Denunciamos el "capitalismo verde" y rechazamos las falsas soluciones a la crisis climática como los agrocombustibles, los transgénicos y los mecanismos de mercado de carbono, como REDD, que ilusionan a poblaciones empobrecidas con el progreso, mientras privatizan y mercantilizan los bosques y territorios donde han vivido miles de años.

Defendemos la soberanía alimentaria y el acuerdo alcanzado en la Cumbre de los Pueblos Contra el Cambio Climático y por los Derechos de la Madre Tierra, realizada en Cochabamba, donde verdaderas alternativas a la crisis climática han sido construidas con movimientos y organizaciones sociales y populares de todo el mundo.

Movilicémonos todas y todos, especialmente el continente africano, durante la COP-17 en Durban, Sudáfrica, y la Río +20, en 2012, para reafirmar los derechos de los pueblos y de la Madre Tierra y frenar el ilegítimo acuerdo de Cancún.

Defendemos la agricultura campesina que es una solución real a la crisis alimentaria y climática y significa también acceso a la tierra para la gente que la vive y la trabaja. Por eso llamamos a una gran movilización para frenar el acaparamiento de tierras y apoyar las luchas campesinas locales.

Luchamos contra la violencia hacia la mujer que es ejercida con regularidad en los territorios ocupados militarmente, pero también contra la violencia que sufren las mujeres cuando son criminalizadas por participar activamente en las luchas sociales. Luchamos contra la violencia doméstica y sexual que es ejercida sobre ellas cuando son consideradas como objetos o mercancías, cuando la soberanía sobre sus cuerpos y su espiritualidad no es reconocida. Luchamos contra el tráfico de mujeres, niñas y niños.

Defendemos la diversidad sexual, el derecho a autodeterminación de género, y luchamos contra la homofobia y la violencia sexista.

Movilicémonos todos y todas, unidos, en todas las partes del mundo contra la violencia hacia la mujer.

Luchamos por la paz y contra la guerra, el colonialismo, las ocupaciones y la militarización de nuestros territorios. Las potencias imperialistas utilizan las bases militares para fomentar conflictos, controlar y saquear los recursos naturales, y promover iniciativas antidemocráticas como hicieron con el golpe de Estado en Honduras y con la ocupación militar en Haiti. Promueven guerras y conflictos como hacen en Afganistán, Iraq, la República Democrática del Congo y en varios otros paises.

Intensifiquemos la lucha contra la represión de los pueblos y la criminalización de la protesta y fortalezcamos herramientas de solidaridad entre los pueblos como el movimiento global de boicot, desinversiones y sanciones hacia Israel. Nuestra lucha se dirige también contra la OTAN y por la eliminación de todas las armas nucleares.

Cada una de estas luchas implica una batalla de ideas, en la que no podremos avanzar sin democratizar la comunicación. Afirmamos que es posible construir una integración de otro tipo, a partir del pueblo y para los pueblos y con la participación fundamental de los jóvenes, las mujeres, campesinos y pueblos originarios.

La asamblea de movimientos sociales convoca a fuerzas y actores populares de todos los países a desarrollar dos acciones de movilización, coordinadas a nivel mundial, para contribuir a la emancipación y autodeterminación de nuestros pueblos y para reforzar la lucha contra el capitalismo.

Inspirados en las luchas del pueblo de Túnez y Egipto, llamamos a que el 20 de marzo sea un día mundial de solidaridad con el levantamiento del pueblo árabe y africano que en sus conquistas contribuyen a las luchas de todos los pueblos: la resistencia del pueblo palestino y saharaoui, las movilizaciones europeas, asiáticas y africanas contra la deuda y el ajuste estructural y todos los procesos de cambio que se construyen en América Latina.

Convocamos igualmente a un día de acción global contra el capitalismo el 12 de octubre donde, de todas las maneras posibles, rechazaremos ese sistema que destruye todo a su paso.

Movimientos sociales de todo el mundo, avancemos hacia la unidad a nivel mundial para derrotar al sistema capitalista!!

Nosotras y nosotros venceremos!!!

FSM Dakar (Senegal) – 10 de febrero de 2011

terça-feira, fevereiro 15, 2011

EM LUTA PELA MUDANÇA!

DEBATE
As revoltas populares no Magrebe e Médio Oriente
Casa do Alentejo
Sexta-feira, 18 de Fevereiro
18.00h
Com
Rui Namorado Rosa - Presidente do CPPC
Carlos Carvalho - Dirigente da CGTP/IN
Adel Sidarus - Professor Universitário, Dirigente do MPPM
Frei Bento Domingues - Dirigente do MPPM
José Manuel Rosendo - Jornalista

O Magrebe e o Médio Oriente vivem tempos de grande convulsão social e política. Sopram ventos de mudança no Mundo Árabe.

No Egipto, Tunísia, Jordânia, Iémen, Argélia, Marrocos - entre outros -os povos, nomeadamente os jovens desempregados e os trabalhadores, tomam as ruas e as praças exigindo emprego, direitos sociais, melhores condições de vida, liberdade, democracia e paz.

A violenta repressão sobre os movimentos populares e cívicos não consegue calar os protestos e desmobilizar as massas populares. Nas ruas ecoam e fortalecem-se as palavras de ordem exigindo a demissão dos responsáveis políticos e o início de processos democráticos respeitadores da vontade popular.

Os gritos de revolta do Mundo Árabe abrem os noticiários internacionais e o Mundo está de olhos postos nas lutas populares. As principais potências ocidentais - com destaque para os EUA e a União Europeia - movem-se entre o inevitável reconhecimento das demandas populares e a protecção dos ditadores, fieis guardiões dos seus interesses na região.

Indissociáveis da crise internacional, dos profundos retrocessos e ataques sociais que a caracterizam e da instabilidade da situação internacional, os acontecimentos nesta região do globo têm já um impacto e importância que vai muito para além das fronteiras nacionais e regionais.

Para analisar os impactos desta onda de luta e de esperança que percorre o Mundo Árabe, a CGTP, o CPPC e o MPPM, juntam-se na organização de um debate público de solidariedade com os povos em luta no Mundo Árabe e de análise dos acontecimentos em curso.

O peso das questões sociais e laborais nos movimentos populares em curso; o passado de luta dos povos árabes e o papel do movimento operário e sindical nas revoltas populares; as diferentes componentes políticas em presença no terreno e o real alcance das mudanças; a geo-estratégia regional e a independência e soberania face às principais potências ocidentais; os impactos internacionais das mudanças em curso; os possíveis impactos na luta do povo palestiniano pelos seus direitos nacionais, são alguns dos temas que se pretende abordar num debate que visa o esclarecimento e a acção do povo português em nome da justiça, da liberdade, da democracia, da paz e da solidariedade.

MPPM

sábado, fevereiro 12, 2011

Guiné Equatorial: greve de fome de Juan Tomás Ávila

Estimada/os Amiga/os,

Juan Tomás Ávila Laurel, escritor e bloguista da Guiné Equatorial, encontra-se desde hoje
[11 de Fevereiro] em greve de fome dada a situação social e política do seu país. Ele pede a maior difusão da sua carta de protesto. Obrigada!

Ana Lúcia Sá




Estimados amigos:

Desde el día de hoy y hasta que Dios disponga o las cosas se aclaren me declaro en huelga de hambre por la situación de Guinea Ecuatorial.

Adjunto va una carta que pido que den publicidad y que lo hagan llegar a su dueño. Siendo darles una mala noticia, pero no puedo más.

Muchas gracias por comprenderlo.

Juan Tomás.

CARTA A JOSÉ BONO MARTÍNEZ, PRESIDENTE DEL PARLAMENTO ESPAÑOL

EXCELENTÍSMO SEÑOR DON JOSÉ BONO MARTÍNEZ:

Ya que cree tanto en la solvencia moral del presidente Obiang, quien lleva en el poder desde el año 1979, le pedimos de todo corazón que hagas las gestiones y presiones para constituir en Guinea un gobierno de transición en el que no deben formar parte ninguno de los que han ostentado cargos en estos 32 años.

Esta, como creerá, no es una exigencia política, sino social y moral. Ya no podemos seguir viviendo bajo una dictadura que nos come el alma.

Señor Bono, lo único que deseamos es que consiga que Obiang, su hijo Teodorín, la primera dama Constancia, los hermanos y primos generales y coroneles que sostienen este incalificable poder consigan un asilo en un país seguro. Creemos que con la tercera parte del dinero guardado en el extranjero por uno solo de ellos dará para que vivan hasta el resto de sus días. El resto del dinero tendrá que ser devuelto al país. Pida a los gobiernos de los países implicados en esta masiva evasión de dinero que colaboren y tengan fe en nuestras peticiones, tanto en la asignación de un mínimo para que vivan como en la restitución del resto al país.

No exigimos que sean juzgados, porque hasta ahora no es una exigencia planteada por ninguna organización. Cómo podían plantearlo si los legitimáis con vuestros gestos. Entonces no tendría sentido plantearlo después, porque sería una hipocresía mayor.

Con el dinero recuperado, señor Bono, se construirán escuelas y se formarán maestros y profesores y sacaremos del ejército guineano a estos miles de jóvenes secuestrados por la miseria y les daremos educación y formación. Y daremos educación a los niños guineanos, faltos de atención en un país rico como éste.

Con este dinero y con lo que queda, instituiremos la justicia y lucharemos contra la impunidad. Formaremos a jueces y robusteceremos nuestro sistema judicial.

Con este dinero, señor Bono, cultivaremos nuestras tierras, aseguraremos nuestras despensas y lucharemos contra la degradación ambiental. En definitiva, nos procuraremos lo indispensable para una vida mínimamente digna.

Con un plan de un gobierno más humano, haremos que la vida en Guinea sea digna, porque creemos que hay recursos para ello.

Este no es un plan de Gobierno, señor Bono, pero si se les deja hacer a los que más saben y quieren, lo que se diga de Guinea será de mutuo beneficio para España y para todos los guineanos que viven aquí y en muchas regiones y provincias españolas esperando un milagro que no se dará si no hacemos, hace usted, lo que debe, aprovechando tu visita.

No es justo dejar mi vida en sus manos, señor Bono, pero tengo que reconocer que lo que pase de ella tendrá usted mucho que contar.

Malabo, 11 de febrero 2011

Juan Tomás Ávila Laurel

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Jornadas Anticapitalistas

Num momento em que o capitalismo se revela como crise e esta serve de pretexto à dissolução das últimas garantias do Estado social, numa altura em que dinheiros públicos pagam a bancarrota de bancos e seguradoras perdidos nas aventuras dos mercados, em que o capital desbasta recursos naturais em prol do benefício de muito poucos, em que a democracia procura sobreviver à crescente perda de legitimidade representada pela corrupção no seio do poder político ou pelas elevadas taxas de abstenção nos actos eleitorais, num contexto de generalização do uso de dispositivos de segurança, controlo e mercadorização da palavra e do corpo, nós, como outros em todo o mundo, escolhemos organizar-nos.

Ocupamos um espaço fora da política institucional. Não pretendemos representar ninguém, nem nos orientamos por uma lógica programática. Não nos junta uma direcção, mas uma afinidade que se encontra mais numa rejeição óbvia do capitalismo do que em eventuais proximidades ideológicas. Entregamos em exclusivo a uma assembleia, horizontal, aberta e informal, todos os momentos de decisão. Uma assembleia em que todos podem a todo o tempo tudo decidir.

As Jornadas anti-capitalistas são a proposta que apresentamos. O seu programa permanece e permanecerá sempre em aberto e outras acções, que com ela se identifiquem ou solidarizem, poderão e deverão ter lugar. Este documento é, por isso, também um apelo à mobilização de todos os anti-capitalistas e anti-autoritários.

Propomos um conjunto de diferentes actividades e acções a decorrer no período de 1 a 8 de Março, que conte com acções de rua, debates, visionamento de filmes, jantares e festas, entre outros, que proponham saídas para este modo de vida e que critiquem de forma radical e directa o sistema capitalista. Estamos de acordo que não queremos esta ou qualquer outra economia capitalista e, nessa recusa, criamos um terreno comum, onde os contributos acompanham as diferentes sensibilidades num processo colectivo de discussão, decisão e acção.

http://jornadasanticapitalistas.wordpress.com/

anticapitalistas@ecobytes.net

Mesa-redonda DOS MOTINS ÀS REVOLUÇÕES | Casa da Achada | 19 de Fevereiro | 15h


Casa da Achada # sábado, 19 de fevereiro # 15h # entrada livre

organização UNIPOP e revista imprópria
(ver localização aqui)

com a participação de:
Miguel Cardoso
Pedro Rita
José Soeiro
Manuel Loff
Paulo Granjo
Ricardo Noronha

A partir dos mais diversos pontos, de Roma a Tunes, do Cairo a Oakland, de Londres a Beirute, de Buenos Aires a Atenas, de Maputo a Sana, um conjunto muito significativo de lutas, manifestações, greves, ocupações tem vindo a ter lugar.

Um elemento comum, além da assinalável capacidade de mobilização, parece ser o facto de muitas destas acções assumirem, formal e substancialmente, o questionamento não só da ordem estabelecida, mas também do padrão normalizado da luta política legal e confinada aos limites do poder de Estado.

Num contexto de crise do capitalismo global, a ordem pública é confrontada com uma desordem comum que toma as ruas como o seu espaço, resgatando palavras como «revolução», «revolta», «motim».

O debate que propõe a UNIPOP passa por procurar identificar que outros pontos de contacto têm estes diversos focos de luta, bem como quais são os seus limites, e perceber em que medida é que um certo efeito de arrastamento pode ou não ter como consequência a constituição de uma resposta emancipadora à crise do capitalismo global, ou seja, que articulação têm estes movimentos com o paradigma da «revolução» e de que modo o reconfiguram.

MOÇÃO DE APOIO AO POVO EGÍPCIO

Há mais de duas semanas que, consecutivamente, centenas de milhares de pessoas se manifestam nas principais cidades do Egipto exigindo o fim do regime de Hosni Mubarak. O apoio internacional é importante para que os direitos do povo egípcio sejam atendidos. Nesse sentido, convidamo-lo a subscrever e a divulgar a seguinte moção (enviar apoio para palestinavence@gmail.com ou para boletim@tribunaliraque.info):

Apoio ao povo egípcio
Desde 25 de Janeiro, a revolta popular no Egipto exige o fim do regime liderado por Hosni Mubarak.

Mais de 300 pessoas foram, entretanto, mortas pelas forças repressivas.

Mas, longe de perder força, a revolta continua e ganha mais adeptos.

No sétimo dia de protestos, mais de um milhão de pessoas manifestaram-se no Cairo e muitas mais centenas de milhares concentraram-se nas principais cidades do Egipto.

As suas exigências são as mesmas por todo o país: demissão do presidente Hosni Mubarak, fim do regime instaurado há 30 anos, liberdade, melhores condições de vida.

A resposta do regime resume-se a procurar ganhar tempo, a lançar provocadores contra os manifestantes, a fomentar a insegurança – tentando com isso desmoralizar e desmobilizar os protestos.

Juntando-se às acções de solidariedade que decorrem por todo o mundo, os cidadãos e as organizações abaixo-assinados

Manifestam o seu completo apoio à luta e às exigências do povo egípcio;

Reclamam das autoridades portuguesas, designadamente, do Presidente da República, do Governo e da Assembleia da República,
  • que reconheçam publicamente a justeza dessas mesmas exigências;
  • que desenvolvam a acção diplomática necessária para que as autoridades egípcias respondam cabalmente às reivindicações populares abdicando sem mais demora do poder e abstendo-se de reprimir os manifestantes.

Lisboa, 1 de Fevereiro de 2011

Associação Abril
Bloco de Esquerda
Colectivo Casa Viva, Porto
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Colectivo Política Operária
Comité de Solidariedade com a Palestina
Fórum Pela Liberdade e Direitos Humanos
Pagan/Plataforma anti-Nato anti-guerra
Resistir.info
SOS Racismo
Terra Viva (Porto)
Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)

Alfredo Martins (Porto)
Ana Ribeiro (membro da mesa da assembleia geral da Associação José Afonso)
António Cunha (membro do colectivo Casa Viva, Porto)
António Pedro Valente (membro do colectivo Casa Viva, Porto)
António Sequeira (membro da Direcção da Associação José Afonso)
Domingues Rebelo (técnico oficial de contas, Porto)
Fernando Lacerda (presidente da direcção da Tane Timor – associação Amparar Timor)
Francisco Silvério de Almeida Fernandes (membro do núcleo do norte da Associação José Afonso)
Joana Afonso (membro do núcleo do norte da Associação José Afonso)
Judite Almeida (membro da direcção do Sindicato dos Professores do Norte)
Lígia Cardoso (membro da direcção da Tane Timor – associação Amparar Timor)
Maria José Ribeiro (dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins)
Paulo Esperança (membro da Direcção da Associação José Afonso)

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

O Caso Battisti É o Caso de Todos Nós


Sessão organizada pela Comissão de Apoio a Cesare Battisti e pelo Grupo de Intervenção nas Prisões

João Bernardo recordará o caso de Cesare Battisti, António Alves lembrará o caso de Mumia Abu Jamal e António Pedro Dores falará sobre a situação nas prisões portuguesas e apresentará o Grupo de Intervenção nas Prisões (GIP). Seguir-se-á um debate.

Depois haverá um concerto com José Mário Branco e alguns outros músicos que participaram na gravação da canção de apoio Hoje Battisti, amanhã tu!

Na Casa da Achada, sábado, dia 12 de Fevereiro, às 21h30.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Comienza en Senegal una nueva edición del Foro Social Mundial

ENCUENTRO DE MILITANTES CONTRA EL NEOLIBERALISMO
Comienza en Senegal una nueva edición del Foro Social Mundial
TIEMPO ARGENTINO. Publicado el 6 de Febrero de 2011
Por German Alemanni
Desde Río de Janeiro.

Bajo el lema "Resistencia y Lucha de los Pueblos de África", participarán 60 mil "altermundistas" de 1200 organizaciones. El único presidente que irá será el boliviano Evo Morales. Debates sobre el futuro del planeta.

Mientras en el norte de África se extienden las revueltas populares, al oeste, en Senegal, militantes sociales de todo el mundo buscarán acordar nuevas políticas para enfrentar las crisis provocadas por la voracidad neoliberal.

Economía solidaria, comercio justo, deuda externa, reforma del sistema financiero, soberanía alimentaria, justicia climática, Derechos Humanos, explotación a niños y mujeres, militarización de los conflictos sociales, migraciones, descolonización, acceso al agua, diversidad sexual, comunicación popular. Estos son algunos de los temas que abordarán 60 mil "altermundistas", representantes de unas 1200 organizaciones de 123 países –según cifras de los organizadores– durante el Foro Social Mundial (FSM), que deliberará desde hoy y hasta el próximo viernes en Dakar, la capital senegalesa. El lema: "Resistencia y Lucha de los Pueblos de África."

El FSM es un espacio de articulación de ideas y experiencias de los movimientos sociales, las ONG y otros colectivos civiles, como los ecuménicos, que resisten a escala global al neoliberalismo y al imperialismo. Nació en 2001 en la ciudad brasileña de Puerto Alegre como respuesta a las recetas que partían –y lo siguen haciendo– del Foro Económico Mundial, de Davos, en Suiza.

Pese a sus contradicciones y limitaciones, el FSM supo impulsar con éxito el rechazo al ALCA, que terminaron de sepultar en la Cumbre de Mar del Plata de 2005 los entonces presidentes Néstor Kirchner, "Lula" Da Silva y Hugo Chávez.

Según Sandra Quintela, socioeconomista brasileña y coordinadora de la red Jubileo Sur/Américas, "el gran reto del FSM es generar una alternativa antisistémica para enfrentar el cambio climático y las consecuencias del nuevo endeudamiento que va a generar en los países del Sur".

Ese será precisamente uno de los tópicos que llevará el boliviano Evo Morales, el único mandatario que acudirá a la cita mundial. Los derechos de los pueblos indígenas y la preservación de la Madre Tierra serán los ejes de la disertación que dará en la inauguración del Foro. De acuerdo con los organizadores, el ex presidente brasileño Lula Da Silva también será de la partida.

La elección de un país africano para el encuentro no es casual. Busca ampliar la participación popular en un continente que, a 50 años de su independencia formal de las potencias colonialistas, no logra aún su emancipación definitiva. Al histórico saqueo europeo, se sumó el estadounidense y, en los últimos años, el chino, que mantienen –con la complicidad de las élites gobernantes– un sistema económico basado en la explotación a mansalva de los recursos naturales y la sumisión de la población.

"Esta es una gran oportunidad para demostrar que los africanos no estamos solos, que somos muchos en todo el mundo los que apostamos a un cambio de paradigma", dijo el dirigente social senegalés Souleyname Bassoun a la agencia alternativa de noticias ADITAL.

Para Awa Ouedraogo, nacida en Burkina Faso y secretaria ejecutiva de la Marcha Mundial de Mujeres, el FSM debe "reforzar la cohesión de las organizaciones presentes y, al mismo tiempo, crear condiciones para que nuestra voz sea más escucha por los gobiernos".

Ocurre que los desafíos que enfrenta el "altermundismo" son tan complejos como los nuevos modelos que pretende aportar. Uno de ellos tiene que ver con su grado de universalización. Se muestra dinámico y consolidado en varios países de América Latina y Europa, pero debe ganar fuerza en África y, sobre todo, en Asia, hacia donde se inclina actualmente la balanza de la geopolítica mundial.

Pero la extensión de la resistencia planetaria no lo es todo. Lo más importante es la clase de respuestas que puedan salir de Senegal. Y es en este punto donde se profundizan las divergencias. De acuerdo con Manoel Santos, director de la red Altermundo, los movimientos sociales se debaten entre tres visiones:
  • Los que impulsan estrechar el diálogo con los gobiernos progresistas de América Latina y trasladar esa experiencia a otras regiones del globo.
  • Los que propugnan un “keynesianismo” ecológico que desarrolle una economía basada en energías renovables y con un fuerte control a las trasnacionales y a la banca.
  • Los “antisistémicos” que plantean romper con el capitalismo y desarrollar una economía autogestiva. También impulsan un decrecimiento global para revertir los estragos del cambio climático.
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domingo, fevereiro 06, 2011

La Vía Campesina en el Foro Social Mundial de Dakar

Parar el acaparamiento de tierras, defender la soberanía alimentaria y decir NO a la violencia contra la mujer campesina!

(Jakarta, el 28 de enero del 2011) - El movimiento campesino internacional “La Vía Campesina” participará en el Foro Social Mundial de Dakar, Senegal, del 6 al 11 de febrero. Más de 70 representantes de organizaciones campesinas de África, Asia, Europa y las Américas se unirán a este foro, un lugar donde movimientos sociales y organizaciones civiles debatirán sobre alternativas para un mundo mejor, profundizando en sus ideas, formulando propuestas y compartiendo experiencias.

En un momento en que los precios de los alimentos aumentan y una nueva crisis alimentaria amenaza, La Vía Campesina defenderá la soberanía alimentaria como solución a las crisis de los alimentos y del clima.

La Vía Campesina formara parte de la caravana organizada por los movimientos sociales que saldrá de Lomé, en Togo, hasta Dakar, en Senegal, el 23 de enero para llegar a Dakar el 5 de febrero con el fin de participar en la ceremonia inaugural del Foro social Mundial el 6 de febrero.

Durante el Foro Social Mundial, la Vía Campesina lanzará su campaña en África para decir NO a la violencia contra las mujeres.

También en el ámbito del Foro Social Mundial, en FIARA*, La Vía Campesina expondrá productos alimenticios así como semillas criollas de los campesinos africanos. FIARA es un espacio dinámico para la integración de los pueblos de África a través de los mercados locales y de intercambios, donde también se podrá discutir sobre los temas y desafíos que afectan a los campesinos y las campesinas de Africa. También en FIARA y conjuntamente con sus aliados, La Vía Campesina organizará un debate sobre el tema "El acaparamiento de tierras, en relación con las crisis alimentaria y climática" – la necesidad de políticas agrarias para proteger la producción campesina para los mercados locales. El acaparamiento de tierras, una práctica integrante del modelo agrícola actualmente dominante basado en el las multinacionales del agronegocio y en los monocultivos industriales a gran escala, estan trastocando las vidas de los campesinos en África, Asia y las Américas.

Por primera vez, FIARA ofrecerá espacios para conferencias y debates sobre la soberanía alimentaria.

El movimiento campesino, junto con sus aliados, organizará varios debates: "La defensa de las semillas campesinas contra los transgénicos, contra las empresas transnacionales como Monsanto y contra iniciativas como AGRA*". Otro debate tratará sobre la soberanía alimentaria, la violencia contra la mujer y el cambio climático.

También La Vía Campesina se implicará activamente en el debate sobre los preparativos para movilizar a los movimientos sociales durante la próxima Conferencia de Naciones Unidas sobre el clima que tendrá lugar en Durban, África del Sur, en diciembre del 2011.

La Vía Campesina tendrá también un stand en el FSM, donde serán disponibles publicaciones internacionales y que será también el punto de encuentro de los miembros del movimiento campesino.

Cita con los medios de comunicación:
  • 9 de febrero (10:00 - 11:00 ) conferencia de prensa en el stand de LVC (lugar a confirmar).

Otras actividades de La Vía Campesina:
  • 5 de febrero – Participación en la Jornada especial sobre las migraciones, en la Isla de Gorée.
  • 7 de febrero (9h00-12h00), debate: "El acaparamiento de tierras, en relación con las crisis alimentarias y climáticas – la necesidad de políticas agrarias para proteger la producción campesina con destino a los mercados locales". Lugar: FIARA.
  • 8 de febrero (12h30-15h30), debate: "Defender las semillas campesinas contra los transgénicos, las trasnacionales como Monsanto y AGRA". Lugar: WSF
  • 9 de febrero (12h30-15h30), debate sobre la Soberanía alimentaria, sobre la violencia contra la mujer y sobre el cambio climático. Lugar: WSF
  • 9 de febrero (16h00-19h00), lanzamiento en Senegal y en África de la campaña de la Vía Campesina para decir NO a la violencia contra las mujeres campesinas. Lugar: WSF

terça-feira, fevereiro 01, 2011

A Revolta dos povos árabes

Livraria Ler com Prazer
Av. da Malagueira, 39
Évora
4 de Fevereiro, sexta-feira, 21,00 horas
Encontro com Adel Sidarus