Estimadas compañeras,
El Foro Social Mundial reunió alrededor de 75 mil personas en Dakar, Senegal entre el 6 y el 11 de febrero de 2011. Caravanas de todos los países de África del Oeste han sido organizadas, haciendo actividades de movilización en el camino. Nosotras de la Marcha Mundial de las Mujeres, participamos de muchas caravanas, especialmente con importantes delegaciones de Malí y de Mauritania.
La intensa participación africana y las revoluciones que suceden ahora en el Norte de África crearon un clima de fuerza y energía que ayudaron las participantes a superar los obstáculos logísticos y organizativos del Foro.
Además, esa energía creada por el encuentro de luchas populares estuvo en el centro de la Asamblea de los movimientos sociales, que reunió casi 3.000 personas en el 10 de febrero. La Asamblea, organizada por nostras, por CADTM, Vía Campesina, Grassroots Global Justice, para nombrar algunos de los movimientos, invitó a todos los movimientos sociales a seguir, reforzar o empezar un trabajo común alrededor de dos fechas globales de movilización: el 20 de marzo como un día internacional de la solidaridad con el levantamiento del pueblo árabe y africano, cuyas conquistas nacionales refuerzan las luchas de todos los pueblos, y una jornada de acción global en contra el capitalismo en el 12 de octubre, donde de todas las maneras posibles, rechazaremos ese sistema que destruye todo a su paso.
La Asamblea también invitó a la convergencia de luchas alrededor de cuatro ejes: contra las transnacionales; por la justicia climática y la soberanía alimentaría; contra la violencia hacia las mujeres; contra la guerra, el colonialismo, la ocupación y la militarización. El reto es entrelazar estos ejes, lo que nos hace recordar de nuestro reto permanente de articular nuestros cuatro Campos de Acción. El hilo conductor fue trazado en la actividad auto-organizada por la MMM en el Foro, "Lucha feminista en contra el militarismo, el capitalismo y el patriarcado: 3ra Acción Internacional", que reunió alrededor de 500 personas el 8 de febrero. Mujeres de 22 países nos contaron sus actividades y aprendizajes en el trascurso de la Acción Internacional y compartimos informes de las acciones regionales y el Cierre en Bukavu, RDC.Haga clic en http://www.mmm2010.info:8080/news-1-es/tercera-accion-internacional-en-el-fsm-2011 para más informaciones, fotos de la actividad y leer los textos de las presentaciones hechas por la MMM de Turquía y de la República Democrática del Congo.
El 9 de febrero, hicimos un taller de construcción de alianzas entre la MMM y las mujeres de la Vía Campesina y Amigos de al Tierra Internacional en el tema de la soberanía alimentaría, la violencia hacia las mujeres y la justicia climática. Esto fue un momento para que las militantes y las dirigentes de tres movimientos tuviesen la oportunidad de conocerse mejor, al igual que el estado de la discusión y cómo hacer para avanzar.
Finalmente, después de un largo proceso de articulación entre las iniciativas del comité de género y equidad del Comité Organizador del FSM en Dakar y de movimientos y redes internacionales, realizamos en los días 10 y 11 de febrero de 2011 la Asamblea de Mujeres. A pesar los esfuerzos hechos, no fue posible concluir en la asamblea el debate alrededor de una declaración común pues un sector minoritario, pero bastante activo, se oponía a la mención al derecho la autodeterminación de las mujeres saharauies. Varias organizaciones presentes a la Asamblea decidieron entonces difundir el contenido propuesto para la declaración en la forma de una carta suscrita, la "Carta de solidaridad con la lucha de las mujeres del mundo", sin con esto desconocer que existieron mucho más mujeres y organizaciones que han contribuido para su elaboración. Haga clic para leer la carta y ver más informaciones sobre el tema:
Castellano - http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/cmicfolder.2005-03-02.3713067089/femmes-dakar2011/es
Francés - http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/cmicfolder.2005-03-02.3713067089/femmes-dakar2011/fr
Inglés - http://www.marchemondiale.org/alliances_mondialisation/cmicfolder.2005-03-02.3713067089/femmes-dakar2011/en
Más informaciones sobre el FSM 2011 estarán en el próximo boletín internacional de la MMM, que va a ser divulgado hasta fines de marzo.
En solidaridad feminista,
Secretariado Internacional de la MMM
Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
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domingo, fevereiro 27, 2011
domingo, fevereiro 20, 2011
Para onde vai o Fórum Social Mundial?
Governos da Argélia e de Marrocos financiaram o FSM de Dacar 2011
Para onde vai o Fórum Social Mundial?
Os Governos argelino e marroquino contribuíram para o financiamento do Fórum Social Mundial (FSM) que decorreu em Dacar. Uma informação que foi ignorada na reunião de 12 Fevereiro do Conselho Internacional do FSM e que já tinha circulado aquando do seminário dos movimentos sociais organizado em Dacar em 5, 6 e 7 de Novembro de 2010. Agora o Comité Organizador do Senegal confirmou-o!
Fica assim justificada a presença massiva no FSM da famosa delegação oficial marroquina, composta essencialmente por polícias e representantes de associações fantasma e de OVG (organizações verdadeiramente governamentais), apoiada pelo governo que pôs à sua disposição todos os meios logísticos para defender a "unidade territorial do país". E foi por isso, também, que esta mesma delegação oficial teve stands em todo o espaço da Universidade Chekh Anta Diop (UCAD) que acolheu o FSM. O governo senegalês é seguramente cúmplice e a comissão organizadora tem parte das responsabilidades. Alguns participantes criticaram a delegação como um todo, sem fazer distinções, o que prejudicou a imagem das organizações e movimentos sociais marroquinos e a dinâmica do Fórum Social de Marrocos.
O Fórum Social Mundial, que era até agora um espaço aberto às organizações sociais, está em vias de se tornar um terreno de ajuste de contas entre entidades políticas e receia-se que seja recuperado pelos governos. Alguns membros do Conselho Internacional do FSM criticaram o facto de ser dada a palavra, na sessão de abertura, ao presidente Evo Morales da Bolívia, bastante progressista, mas não disseram nada sobre o financiamento do fórum por governos neoliberais e anti-democráticos nem sobre o facto do presidente Abdoulaye Wade do Senegal ter sido alvo de agradecimentos, em três línguas, na sessão de encerramento do Fórum.
Dois aspectos positivos, no entanto, marcaram a 11ª edição do FSM (o segundo em África). Por um lado, a organização das caravanas que convergiram para Dacar, principalmente da África Ocidental mas também do Norte de África, permitiram uma maior sensibilização e mobilização das populações com a organização de várias actividades ao longo do caminho. A comissão organizadora, porém, não apoiou todas as caravanas mas apenas algumas delas e não previu o seu acolhimento nem o seu alojamento. As caravanas tiveram de ficar no acampamento da juventude em condições deploráveis, mesmo desumanas. Por outro lado, o espaço do fórum era aberto o que permitiu uma ampla participação em contraste com o FSM em Nairóbi, em 2007, onde o espaço era fechado e guardado por militares. Contudo, apesar dos anunciados 70.000 participantes, as implicações dos movimentos e organizações no Senegal e em particular o impacto sobre as populações locais foram muito relativos.
Para além disso, o Fórum foi uma desorganização total. Em nenhum momento se sentiu a presença do que quer que fosse de organizado. Um verdadeiro pesadelo! Nenhuma indicação, nenhum sinal, nenhuma repartição clara das salas (ou tendas) e, mais frequentemente, nenhuma tradução apesar do regresso da Babels ao FSM onde mobilizou e formou cerca de 120 intérpretes. Diga-se que as condições não estavam do seu lado. A presença de dezenas de jovens voluntários não ajudou a resolver o problema, já que estes benévolos não tinham informação para dar.
A mercantilização marcou também o Fórum. Quase todos os comerciantes da cidade vieram vender os seus produtos! Parecia uma feira internacional. Uma pequena garrafa de água que custa 250 FCFA nas lojas era vendida a 500 FCFA e uma refeição no restaurante da UCAD II custava 5.000 francos CFA (mais de € 7,50).
É de notar, no entanto, que por detrás de todos estes problemas houve um acto político cuja origem e finalidade permanecem desconhecidos: a nomeação de um novo reitor da universidade a um mês do FSM e a sua vontade de impugnar a decisão tomada uns meses antes de colocar à disposição do comité organizador o local da universidade. O que levou a que as renegociações consumissem tempo destinado à preparação e organização do evento. Finalmente, a comissão não conseguiu mais que 50 a 60% das salas previstas.
Dois pontos a destacar neste FSM: primeiro a manifestação de abertura, que foi muito importante, com a participação de 60.000 pessoas segundo os meios de comunicação social, algo nunca visto no Senegal. A marcha, que contou com a participação muito activa de organizações sociais senegalesas e movimentos dos subúrbios de Dacar, foi animada pelo grupo musical Hip Hop integrado na Rede Internacional CADTM. Depois, a realização de uma Assembleia dos Movimentos Sociais muito popular e participativa. A AMS foi um grande sucesso e reuniu mais de 2.000 pessoas com uma forte declaração final, com duas datas a fixar: o 20 de Março, dia de acção global de solidariedade e apoio ao processo revolucionário em curso no mundo Árabe, e o 12 de Outubro como dia de acção global contra o capitalismo. Dia que coincide com vários eventos: a resistência dos povos indígenas, a celebração da Mãe Terra, para comemorar o descobrimento da América por Cristóvão Colombo (12 de Outubro de 1492), que simboliza o nascimento do capitalismo global e se inscreve no quadro da Semana de Acção Global contra a dívida e as instituições financeiras internacionais.
As revoluções do povo tunisino e egípcio contra as ditaduras estiveram no centro deste FSM. Pela primeira vez uma acção concreta foi realizada durante o FSM (para além da tradicional marcha de abertura): um protesto em solidariedade com o povo egípcio foi organizado em frente à embaixada egípcia em Dacar no dia 11 de Fevereiro às 13h. Três horas depois chegou a notícia: o grande ditador Hosni Mubarak decidiu finalmente abandonar o poder após 18 dias de resistência do povo egípcio.
Estas duas revoluções mostraram que um "outro mundo possível" está prestes a realizar-se mas que isso passa por outros canais que não o Fórum Social Mundial.
Mimoun Rahmani
ATTAC / CADTM Maroc
NOTA - tradução BSP.
Para onde vai o Fórum Social Mundial?
Os Governos argelino e marroquino contribuíram para o financiamento do Fórum Social Mundial (FSM) que decorreu em Dacar. Uma informação que foi ignorada na reunião de 12 Fevereiro do Conselho Internacional do FSM e que já tinha circulado aquando do seminário dos movimentos sociais organizado em Dacar em 5, 6 e 7 de Novembro de 2010. Agora o Comité Organizador do Senegal confirmou-o!
Fica assim justificada a presença massiva no FSM da famosa delegação oficial marroquina, composta essencialmente por polícias e representantes de associações fantasma e de OVG (organizações verdadeiramente governamentais), apoiada pelo governo que pôs à sua disposição todos os meios logísticos para defender a "unidade territorial do país". E foi por isso, também, que esta mesma delegação oficial teve stands em todo o espaço da Universidade Chekh Anta Diop (UCAD) que acolheu o FSM. O governo senegalês é seguramente cúmplice e a comissão organizadora tem parte das responsabilidades. Alguns participantes criticaram a delegação como um todo, sem fazer distinções, o que prejudicou a imagem das organizações e movimentos sociais marroquinos e a dinâmica do Fórum Social de Marrocos.
O Fórum Social Mundial, que era até agora um espaço aberto às organizações sociais, está em vias de se tornar um terreno de ajuste de contas entre entidades políticas e receia-se que seja recuperado pelos governos. Alguns membros do Conselho Internacional do FSM criticaram o facto de ser dada a palavra, na sessão de abertura, ao presidente Evo Morales da Bolívia, bastante progressista, mas não disseram nada sobre o financiamento do fórum por governos neoliberais e anti-democráticos nem sobre o facto do presidente Abdoulaye Wade do Senegal ter sido alvo de agradecimentos, em três línguas, na sessão de encerramento do Fórum.
Dois aspectos positivos, no entanto, marcaram a 11ª edição do FSM (o segundo em África). Por um lado, a organização das caravanas que convergiram para Dacar, principalmente da África Ocidental mas também do Norte de África, permitiram uma maior sensibilização e mobilização das populações com a organização de várias actividades ao longo do caminho. A comissão organizadora, porém, não apoiou todas as caravanas mas apenas algumas delas e não previu o seu acolhimento nem o seu alojamento. As caravanas tiveram de ficar no acampamento da juventude em condições deploráveis, mesmo desumanas. Por outro lado, o espaço do fórum era aberto o que permitiu uma ampla participação em contraste com o FSM em Nairóbi, em 2007, onde o espaço era fechado e guardado por militares. Contudo, apesar dos anunciados 70.000 participantes, as implicações dos movimentos e organizações no Senegal e em particular o impacto sobre as populações locais foram muito relativos.
Para além disso, o Fórum foi uma desorganização total. Em nenhum momento se sentiu a presença do que quer que fosse de organizado. Um verdadeiro pesadelo! Nenhuma indicação, nenhum sinal, nenhuma repartição clara das salas (ou tendas) e, mais frequentemente, nenhuma tradução apesar do regresso da Babels ao FSM onde mobilizou e formou cerca de 120 intérpretes. Diga-se que as condições não estavam do seu lado. A presença de dezenas de jovens voluntários não ajudou a resolver o problema, já que estes benévolos não tinham informação para dar.
A mercantilização marcou também o Fórum. Quase todos os comerciantes da cidade vieram vender os seus produtos! Parecia uma feira internacional. Uma pequena garrafa de água que custa 250 FCFA nas lojas era vendida a 500 FCFA e uma refeição no restaurante da UCAD II custava 5.000 francos CFA (mais de € 7,50).
É de notar, no entanto, que por detrás de todos estes problemas houve um acto político cuja origem e finalidade permanecem desconhecidos: a nomeação de um novo reitor da universidade a um mês do FSM e a sua vontade de impugnar a decisão tomada uns meses antes de colocar à disposição do comité organizador o local da universidade. O que levou a que as renegociações consumissem tempo destinado à preparação e organização do evento. Finalmente, a comissão não conseguiu mais que 50 a 60% das salas previstas.
Dois pontos a destacar neste FSM: primeiro a manifestação de abertura, que foi muito importante, com a participação de 60.000 pessoas segundo os meios de comunicação social, algo nunca visto no Senegal. A marcha, que contou com a participação muito activa de organizações sociais senegalesas e movimentos dos subúrbios de Dacar, foi animada pelo grupo musical Hip Hop integrado na Rede Internacional CADTM. Depois, a realização de uma Assembleia dos Movimentos Sociais muito popular e participativa. A AMS foi um grande sucesso e reuniu mais de 2.000 pessoas com uma forte declaração final, com duas datas a fixar: o 20 de Março, dia de acção global de solidariedade e apoio ao processo revolucionário em curso no mundo Árabe, e o 12 de Outubro como dia de acção global contra o capitalismo. Dia que coincide com vários eventos: a resistência dos povos indígenas, a celebração da Mãe Terra, para comemorar o descobrimento da América por Cristóvão Colombo (12 de Outubro de 1492), que simboliza o nascimento do capitalismo global e se inscreve no quadro da Semana de Acção Global contra a dívida e as instituições financeiras internacionais.
As revoluções do povo tunisino e egípcio contra as ditaduras estiveram no centro deste FSM. Pela primeira vez uma acção concreta foi realizada durante o FSM (para além da tradicional marcha de abertura): um protesto em solidariedade com o povo egípcio foi organizado em frente à embaixada egípcia em Dacar no dia 11 de Fevereiro às 13h. Três horas depois chegou a notícia: o grande ditador Hosni Mubarak decidiu finalmente abandonar o poder após 18 dias de resistência do povo egípcio.
Estas duas revoluções mostraram que um "outro mundo possível" está prestes a realizar-se mas que isso passa por outros canais que não o Fórum Social Mundial.
Mimoun Rahmani
ATTAC / CADTM Maroc
NOTA - tradução BSP.
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011
FSM: Declaración final de la Asamblea de los Movimientos Sociales
Nosotras y nosotros, reunidos en la Asamblea de Movimientos Sociales, realizada en Dakar durante el Foro Social Mundial 2011, afirmamos el aporte fundamental de África y de sus pueblos en la construcción de la civilización humana. Juntos, los pueblos de todos los continentes, libramos luchas donde nos oponemos con gran energía a la dominación del capital, que se oculta detrás de la promesa de progreso económico del capitalismo y de la aparente estabilidad política. La descolonización de los pueblos oprimidos es un gran reto para los movimientos sociales del mundo entero.
10 de febrero de 2011
Afirmamos nuestro apoyo y solidaridad activa a los pueblos de Túnez y Egipto y del mundo árabe que se levantan hoy para reivindicar una real democracia y construir poder popular. Con sus luchas, muestran el camino a otro mundo, libre de la opresión y de la explotación.
Reafirmamos con fuerza nuestro apoyo a los pueblos de Costa de Marfil, de África y de todo el mundo en su lucha por una democracia soberana y participativa. Defendemos el derecho a la autodeterminación y el derecho colectivo de todos los pueblos del mundo.
En el proceso del FSM, la Asamblea de Movimientos Sociales es el espacio donde nos reunimos desde nuestra diversidad para juntos construir agendas y luchas comunes contra el capitalismo, el patriarcado, el racismo y todo tipo de discriminación.
En Dakar celebramos los 10 años del primer FSM, realizado en 2001 en Porto Alegre, Brasil. En este periodo hemos construido una historia y un trabajo común que permitió algunos avances, particularmente en América Latina donde logramos frenar alianzas neoliberales y concretar alternativas para un desarrollo socialmente justo y respetuoso de la Madre Tierra.
En estos 10 años vimos también la eclosión de una crisis sistémica, expresada en la crisis alimentaria, ambiental, financiera y económica, que resultó en el aumento de las migraciones y desplazamientos forzados, de la explotación, del endeudamiento, y de las desigualdades sociales.
Denunciamos el rol de los agentes del sistema (bancos, transnacionales, conglomerados mediáticos, instituciones internacionales etc.), que, en búsqueda del máximo lucro, mantienen con diversos rostros su política intervencionista a través de guerras, ocupaciones militares, supuestas misiones de ayuda humanitaria, creación de bases militares, saqueos de los recursos naturales, la explotación de los pueblos, y manipulación ideológica. Denunciamos también la cooptación que estos agentes ejercen a través de financiamentos de sectores sociales de su interés y sus prácticas asistencialistas que generan dependencia.
El capitalismo destruye la vida cotidiana de la gente. Pero a cada día nacen múltiples luchas por la justicia social, para eliminar los efectos que dejó el colonialismo y para que todos y todas tengamos una digna calidad de vida. Afirmamos que los pueblos no debemos seguir pagando por esta crisis sistémica y que no hay salida a la crisis dentro del sistema capitalista!
Reafirmando la necesidad de construir una estrategia común de lucha contra el capitalismo, nosotros, movimientos sociales:
Luchamos contra las trasnacionales porque sostienen el sistema capitalista, privatizan la vida, los servicios públicos, y los bienes comunes, como el agua, el aire, la tierra, las semillas, y los recursos minerales. Las transnacionales promueven las guerras a través de la contratación de empresas militares privadas y mercenarios, y de la producción de armamentos, reproducen prácticas extractivistas insostenibles para la vida, acaparan nuestras tierras y desarrollan alimentos transgénicos que nos quitan a los pueblos el derecho a la alimentación y eliminan la biodiversidad.
Exigimos la soberanía de los pueblos en la definición de nuestro modo de vida. Exigimos políticas que protejan las producciones locales que dignifiquen las prácticas en el campo y conserven los valores ancestrales de la vida. Denunciamos los tratados neoliberales de libre comercio y exigimos la libre circulación de seres humanos.
Seguimos movilizándonos por la cancelación incondicional de la deuda pública de todos los países del Sur. Denunciamos igualmente, en los países del Norte, la utilización de la deuda pública para imponer a los pueblos políticas injustas y antisociales.
Movilicémonos masivamente durante las reuniones del G8 y G20 para decir no a las políticas que nos tratan como mercancías!
Luchamos por la justicia climática y la soberanía alimentaria. El calentamiento global es resultado del sistema capitalista de producción, distribución y consumo. Las transnacionales, las instituciones financieras internacionales y gobiernos a su servicio no quieren reducir sus emisiones de gases de efecto invernadero. Denunciamos el "capitalismo verde" y rechazamos las falsas soluciones a la crisis climática como los agrocombustibles, los transgénicos y los mecanismos de mercado de carbono, como REDD, que ilusionan a poblaciones empobrecidas con el progreso, mientras privatizan y mercantilizan los bosques y territorios donde han vivido miles de años.
Defendemos la soberanía alimentaria y el acuerdo alcanzado en la Cumbre de los Pueblos Contra el Cambio Climático y por los Derechos de la Madre Tierra, realizada en Cochabamba, donde verdaderas alternativas a la crisis climática han sido construidas con movimientos y organizaciones sociales y populares de todo el mundo.
Movilicémonos todas y todos, especialmente el continente africano, durante la COP-17 en Durban, Sudáfrica, y la Río +20, en 2012, para reafirmar los derechos de los pueblos y de la Madre Tierra y frenar el ilegítimo acuerdo de Cancún.
Defendemos la agricultura campesina que es una solución real a la crisis alimentaria y climática y significa también acceso a la tierra para la gente que la vive y la trabaja. Por eso llamamos a una gran movilización para frenar el acaparamiento de tierras y apoyar las luchas campesinas locales.
Luchamos contra la violencia hacia la mujer que es ejercida con regularidad en los territorios ocupados militarmente, pero también contra la violencia que sufren las mujeres cuando son criminalizadas por participar activamente en las luchas sociales. Luchamos contra la violencia doméstica y sexual que es ejercida sobre ellas cuando son consideradas como objetos o mercancías, cuando la soberanía sobre sus cuerpos y su espiritualidad no es reconocida. Luchamos contra el tráfico de mujeres, niñas y niños.
Defendemos la diversidad sexual, el derecho a autodeterminación de género, y luchamos contra la homofobia y la violencia sexista.
Movilicémonos todos y todas, unidos, en todas las partes del mundo contra la violencia hacia la mujer.
Luchamos por la paz y contra la guerra, el colonialismo, las ocupaciones y la militarización de nuestros territorios. Las potencias imperialistas utilizan las bases militares para fomentar conflictos, controlar y saquear los recursos naturales, y promover iniciativas antidemocráticas como hicieron con el golpe de Estado en Honduras y con la ocupación militar en Haiti. Promueven guerras y conflictos como hacen en Afganistán, Iraq, la República Democrática del Congo y en varios otros paises.
Intensifiquemos la lucha contra la represión de los pueblos y la criminalización de la protesta y fortalezcamos herramientas de solidaridad entre los pueblos como el movimiento global de boicot, desinversiones y sanciones hacia Israel. Nuestra lucha se dirige también contra la OTAN y por la eliminación de todas las armas nucleares.
Cada una de estas luchas implica una batalla de ideas, en la que no podremos avanzar sin democratizar la comunicación. Afirmamos que es posible construir una integración de otro tipo, a partir del pueblo y para los pueblos y con la participación fundamental de los jóvenes, las mujeres, campesinos y pueblos originarios.
La asamblea de movimientos sociales convoca a fuerzas y actores populares de todos los países a desarrollar dos acciones de movilización, coordinadas a nivel mundial, para contribuir a la emancipación y autodeterminación de nuestros pueblos y para reforzar la lucha contra el capitalismo.
Inspirados en las luchas del pueblo de Túnez y Egipto, llamamos a que el 20 de marzo sea un día mundial de solidaridad con el levantamiento del pueblo árabe y africano que en sus conquistas contribuyen a las luchas de todos los pueblos: la resistencia del pueblo palestino y saharaoui, las movilizaciones europeas, asiáticas y africanas contra la deuda y el ajuste estructural y todos los procesos de cambio que se construyen en América Latina.
Convocamos igualmente a un día de acción global contra el capitalismo el 12 de octubre donde, de todas las maneras posibles, rechazaremos ese sistema que destruye todo a su paso.
Movimientos sociales de todo el mundo, avancemos hacia la unidad a nivel mundial para derrotar al sistema capitalista!!
Nosotras y nosotros venceremos!!!
FSM Dakar (Senegal) – 10 de febrero de 2011
10 de febrero de 2011
Afirmamos nuestro apoyo y solidaridad activa a los pueblos de Túnez y Egipto y del mundo árabe que se levantan hoy para reivindicar una real democracia y construir poder popular. Con sus luchas, muestran el camino a otro mundo, libre de la opresión y de la explotación.
Reafirmamos con fuerza nuestro apoyo a los pueblos de Costa de Marfil, de África y de todo el mundo en su lucha por una democracia soberana y participativa. Defendemos el derecho a la autodeterminación y el derecho colectivo de todos los pueblos del mundo.
En el proceso del FSM, la Asamblea de Movimientos Sociales es el espacio donde nos reunimos desde nuestra diversidad para juntos construir agendas y luchas comunes contra el capitalismo, el patriarcado, el racismo y todo tipo de discriminación.
En Dakar celebramos los 10 años del primer FSM, realizado en 2001 en Porto Alegre, Brasil. En este periodo hemos construido una historia y un trabajo común que permitió algunos avances, particularmente en América Latina donde logramos frenar alianzas neoliberales y concretar alternativas para un desarrollo socialmente justo y respetuoso de la Madre Tierra.
En estos 10 años vimos también la eclosión de una crisis sistémica, expresada en la crisis alimentaria, ambiental, financiera y económica, que resultó en el aumento de las migraciones y desplazamientos forzados, de la explotación, del endeudamiento, y de las desigualdades sociales.
Denunciamos el rol de los agentes del sistema (bancos, transnacionales, conglomerados mediáticos, instituciones internacionales etc.), que, en búsqueda del máximo lucro, mantienen con diversos rostros su política intervencionista a través de guerras, ocupaciones militares, supuestas misiones de ayuda humanitaria, creación de bases militares, saqueos de los recursos naturales, la explotación de los pueblos, y manipulación ideológica. Denunciamos también la cooptación que estos agentes ejercen a través de financiamentos de sectores sociales de su interés y sus prácticas asistencialistas que generan dependencia.
El capitalismo destruye la vida cotidiana de la gente. Pero a cada día nacen múltiples luchas por la justicia social, para eliminar los efectos que dejó el colonialismo y para que todos y todas tengamos una digna calidad de vida. Afirmamos que los pueblos no debemos seguir pagando por esta crisis sistémica y que no hay salida a la crisis dentro del sistema capitalista!
Reafirmando la necesidad de construir una estrategia común de lucha contra el capitalismo, nosotros, movimientos sociales:
Luchamos contra las trasnacionales porque sostienen el sistema capitalista, privatizan la vida, los servicios públicos, y los bienes comunes, como el agua, el aire, la tierra, las semillas, y los recursos minerales. Las transnacionales promueven las guerras a través de la contratación de empresas militares privadas y mercenarios, y de la producción de armamentos, reproducen prácticas extractivistas insostenibles para la vida, acaparan nuestras tierras y desarrollan alimentos transgénicos que nos quitan a los pueblos el derecho a la alimentación y eliminan la biodiversidad.
Exigimos la soberanía de los pueblos en la definición de nuestro modo de vida. Exigimos políticas que protejan las producciones locales que dignifiquen las prácticas en el campo y conserven los valores ancestrales de la vida. Denunciamos los tratados neoliberales de libre comercio y exigimos la libre circulación de seres humanos.
Seguimos movilizándonos por la cancelación incondicional de la deuda pública de todos los países del Sur. Denunciamos igualmente, en los países del Norte, la utilización de la deuda pública para imponer a los pueblos políticas injustas y antisociales.
Movilicémonos masivamente durante las reuniones del G8 y G20 para decir no a las políticas que nos tratan como mercancías!
Luchamos por la justicia climática y la soberanía alimentaria. El calentamiento global es resultado del sistema capitalista de producción, distribución y consumo. Las transnacionales, las instituciones financieras internacionales y gobiernos a su servicio no quieren reducir sus emisiones de gases de efecto invernadero. Denunciamos el "capitalismo verde" y rechazamos las falsas soluciones a la crisis climática como los agrocombustibles, los transgénicos y los mecanismos de mercado de carbono, como REDD, que ilusionan a poblaciones empobrecidas con el progreso, mientras privatizan y mercantilizan los bosques y territorios donde han vivido miles de años.
Defendemos la soberanía alimentaria y el acuerdo alcanzado en la Cumbre de los Pueblos Contra el Cambio Climático y por los Derechos de la Madre Tierra, realizada en Cochabamba, donde verdaderas alternativas a la crisis climática han sido construidas con movimientos y organizaciones sociales y populares de todo el mundo.
Movilicémonos todas y todos, especialmente el continente africano, durante la COP-17 en Durban, Sudáfrica, y la Río +20, en 2012, para reafirmar los derechos de los pueblos y de la Madre Tierra y frenar el ilegítimo acuerdo de Cancún.
Defendemos la agricultura campesina que es una solución real a la crisis alimentaria y climática y significa también acceso a la tierra para la gente que la vive y la trabaja. Por eso llamamos a una gran movilización para frenar el acaparamiento de tierras y apoyar las luchas campesinas locales.
Luchamos contra la violencia hacia la mujer que es ejercida con regularidad en los territorios ocupados militarmente, pero también contra la violencia que sufren las mujeres cuando son criminalizadas por participar activamente en las luchas sociales. Luchamos contra la violencia doméstica y sexual que es ejercida sobre ellas cuando son consideradas como objetos o mercancías, cuando la soberanía sobre sus cuerpos y su espiritualidad no es reconocida. Luchamos contra el tráfico de mujeres, niñas y niños.
Defendemos la diversidad sexual, el derecho a autodeterminación de género, y luchamos contra la homofobia y la violencia sexista.
Movilicémonos todos y todas, unidos, en todas las partes del mundo contra la violencia hacia la mujer.
Luchamos por la paz y contra la guerra, el colonialismo, las ocupaciones y la militarización de nuestros territorios. Las potencias imperialistas utilizan las bases militares para fomentar conflictos, controlar y saquear los recursos naturales, y promover iniciativas antidemocráticas como hicieron con el golpe de Estado en Honduras y con la ocupación militar en Haiti. Promueven guerras y conflictos como hacen en Afganistán, Iraq, la República Democrática del Congo y en varios otros paises.
Intensifiquemos la lucha contra la represión de los pueblos y la criminalización de la protesta y fortalezcamos herramientas de solidaridad entre los pueblos como el movimiento global de boicot, desinversiones y sanciones hacia Israel. Nuestra lucha se dirige también contra la OTAN y por la eliminación de todas las armas nucleares.
Cada una de estas luchas implica una batalla de ideas, en la que no podremos avanzar sin democratizar la comunicación. Afirmamos que es posible construir una integración de otro tipo, a partir del pueblo y para los pueblos y con la participación fundamental de los jóvenes, las mujeres, campesinos y pueblos originarios.
La asamblea de movimientos sociales convoca a fuerzas y actores populares de todos los países a desarrollar dos acciones de movilización, coordinadas a nivel mundial, para contribuir a la emancipación y autodeterminación de nuestros pueblos y para reforzar la lucha contra el capitalismo.
Inspirados en las luchas del pueblo de Túnez y Egipto, llamamos a que el 20 de marzo sea un día mundial de solidaridad con el levantamiento del pueblo árabe y africano que en sus conquistas contribuyen a las luchas de todos los pueblos: la resistencia del pueblo palestino y saharaoui, las movilizaciones europeas, asiáticas y africanas contra la deuda y el ajuste estructural y todos los procesos de cambio que se construyen en América Latina.
Convocamos igualmente a un día de acción global contra el capitalismo el 12 de octubre donde, de todas las maneras posibles, rechazaremos ese sistema que destruye todo a su paso.
Movimientos sociales de todo el mundo, avancemos hacia la unidad a nivel mundial para derrotar al sistema capitalista!!
Nosotras y nosotros venceremos!!!
FSM Dakar (Senegal) – 10 de febrero de 2011
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terça-feira, fevereiro 08, 2011
Comienza en Senegal una nueva edición del Foro Social Mundial
ENCUENTRO DE MILITANTES CONTRA EL NEOLIBERALISMO
Comienza en Senegal una nueva edición del Foro Social Mundial
TIEMPO ARGENTINO. Publicado el 6 de Febrero de 2011
Por German Alemanni
Desde Río de Janeiro.
Bajo el lema "Resistencia y Lucha de los Pueblos de África", participarán 60 mil "altermundistas" de 1200 organizaciones. El único presidente que irá será el boliviano Evo Morales. Debates sobre el futuro del planeta.
Mientras en el norte de África se extienden las revueltas populares, al oeste, en Senegal, militantes sociales de todo el mundo buscarán acordar nuevas políticas para enfrentar las crisis provocadas por la voracidad neoliberal.
Economía solidaria, comercio justo, deuda externa, reforma del sistema financiero, soberanía alimentaria, justicia climática, Derechos Humanos, explotación a niños y mujeres, militarización de los conflictos sociales, migraciones, descolonización, acceso al agua, diversidad sexual, comunicación popular. Estos son algunos de los temas que abordarán 60 mil "altermundistas", representantes de unas 1200 organizaciones de 123 países –según cifras de los organizadores– durante el Foro Social Mundial (FSM), que deliberará desde hoy y hasta el próximo viernes en Dakar, la capital senegalesa. El lema: "Resistencia y Lucha de los Pueblos de África."
El FSM es un espacio de articulación de ideas y experiencias de los movimientos sociales, las ONG y otros colectivos civiles, como los ecuménicos, que resisten a escala global al neoliberalismo y al imperialismo. Nació en 2001 en la ciudad brasileña de Puerto Alegre como respuesta a las recetas que partían –y lo siguen haciendo– del Foro Económico Mundial, de Davos, en Suiza.
Pese a sus contradicciones y limitaciones, el FSM supo impulsar con éxito el rechazo al ALCA, que terminaron de sepultar en la Cumbre de Mar del Plata de 2005 los entonces presidentes Néstor Kirchner, "Lula" Da Silva y Hugo Chávez.
Según Sandra Quintela, socioeconomista brasileña y coordinadora de la red Jubileo Sur/Américas, "el gran reto del FSM es generar una alternativa antisistémica para enfrentar el cambio climático y las consecuencias del nuevo endeudamiento que va a generar en los países del Sur".
Ese será precisamente uno de los tópicos que llevará el boliviano Evo Morales, el único mandatario que acudirá a la cita mundial. Los derechos de los pueblos indígenas y la preservación de la Madre Tierra serán los ejes de la disertación que dará en la inauguración del Foro. De acuerdo con los organizadores, el ex presidente brasileño Lula Da Silva también será de la partida.
La elección de un país africano para el encuentro no es casual. Busca ampliar la participación popular en un continente que, a 50 años de su independencia formal de las potencias colonialistas, no logra aún su emancipación definitiva. Al histórico saqueo europeo, se sumó el estadounidense y, en los últimos años, el chino, que mantienen –con la complicidad de las élites gobernantes– un sistema económico basado en la explotación a mansalva de los recursos naturales y la sumisión de la población.
"Esta es una gran oportunidad para demostrar que los africanos no estamos solos, que somos muchos en todo el mundo los que apostamos a un cambio de paradigma", dijo el dirigente social senegalés Souleyname Bassoun a la agencia alternativa de noticias ADITAL.
Para Awa Ouedraogo, nacida en Burkina Faso y secretaria ejecutiva de la Marcha Mundial de Mujeres, el FSM debe "reforzar la cohesión de las organizaciones presentes y, al mismo tiempo, crear condiciones para que nuestra voz sea más escucha por los gobiernos".
Ocurre que los desafíos que enfrenta el "altermundismo" son tan complejos como los nuevos modelos que pretende aportar. Uno de ellos tiene que ver con su grado de universalización. Se muestra dinámico y consolidado en varios países de América Latina y Europa, pero debe ganar fuerza en África y, sobre todo, en Asia, hacia donde se inclina actualmente la balanza de la geopolítica mundial.
Pero la extensión de la resistencia planetaria no lo es todo. Lo más importante es la clase de respuestas que puedan salir de Senegal. Y es en este punto donde se profundizan las divergencias. De acuerdo con Manoel Santos, director de la red Altermundo, los movimientos sociales se debaten entre tres visiones:
Comienza en Senegal una nueva edición del Foro Social Mundial
TIEMPO ARGENTINO. Publicado el 6 de Febrero de 2011
Por German Alemanni
Desde Río de Janeiro.
Bajo el lema "Resistencia y Lucha de los Pueblos de África", participarán 60 mil "altermundistas" de 1200 organizaciones. El único presidente que irá será el boliviano Evo Morales. Debates sobre el futuro del planeta.
Mientras en el norte de África se extienden las revueltas populares, al oeste, en Senegal, militantes sociales de todo el mundo buscarán acordar nuevas políticas para enfrentar las crisis provocadas por la voracidad neoliberal.
Economía solidaria, comercio justo, deuda externa, reforma del sistema financiero, soberanía alimentaria, justicia climática, Derechos Humanos, explotación a niños y mujeres, militarización de los conflictos sociales, migraciones, descolonización, acceso al agua, diversidad sexual, comunicación popular. Estos son algunos de los temas que abordarán 60 mil "altermundistas", representantes de unas 1200 organizaciones de 123 países –según cifras de los organizadores– durante el Foro Social Mundial (FSM), que deliberará desde hoy y hasta el próximo viernes en Dakar, la capital senegalesa. El lema: "Resistencia y Lucha de los Pueblos de África."
El FSM es un espacio de articulación de ideas y experiencias de los movimientos sociales, las ONG y otros colectivos civiles, como los ecuménicos, que resisten a escala global al neoliberalismo y al imperialismo. Nació en 2001 en la ciudad brasileña de Puerto Alegre como respuesta a las recetas que partían –y lo siguen haciendo– del Foro Económico Mundial, de Davos, en Suiza.
Pese a sus contradicciones y limitaciones, el FSM supo impulsar con éxito el rechazo al ALCA, que terminaron de sepultar en la Cumbre de Mar del Plata de 2005 los entonces presidentes Néstor Kirchner, "Lula" Da Silva y Hugo Chávez.
Según Sandra Quintela, socioeconomista brasileña y coordinadora de la red Jubileo Sur/Américas, "el gran reto del FSM es generar una alternativa antisistémica para enfrentar el cambio climático y las consecuencias del nuevo endeudamiento que va a generar en los países del Sur".
Ese será precisamente uno de los tópicos que llevará el boliviano Evo Morales, el único mandatario que acudirá a la cita mundial. Los derechos de los pueblos indígenas y la preservación de la Madre Tierra serán los ejes de la disertación que dará en la inauguración del Foro. De acuerdo con los organizadores, el ex presidente brasileño Lula Da Silva también será de la partida.
La elección de un país africano para el encuentro no es casual. Busca ampliar la participación popular en un continente que, a 50 años de su independencia formal de las potencias colonialistas, no logra aún su emancipación definitiva. Al histórico saqueo europeo, se sumó el estadounidense y, en los últimos años, el chino, que mantienen –con la complicidad de las élites gobernantes– un sistema económico basado en la explotación a mansalva de los recursos naturales y la sumisión de la población.
"Esta es una gran oportunidad para demostrar que los africanos no estamos solos, que somos muchos en todo el mundo los que apostamos a un cambio de paradigma", dijo el dirigente social senegalés Souleyname Bassoun a la agencia alternativa de noticias ADITAL.
Para Awa Ouedraogo, nacida en Burkina Faso y secretaria ejecutiva de la Marcha Mundial de Mujeres, el FSM debe "reforzar la cohesión de las organizaciones presentes y, al mismo tiempo, crear condiciones para que nuestra voz sea más escucha por los gobiernos".
Ocurre que los desafíos que enfrenta el "altermundismo" son tan complejos como los nuevos modelos que pretende aportar. Uno de ellos tiene que ver con su grado de universalización. Se muestra dinámico y consolidado en varios países de América Latina y Europa, pero debe ganar fuerza en África y, sobre todo, en Asia, hacia donde se inclina actualmente la balanza de la geopolítica mundial.
Pero la extensión de la resistencia planetaria no lo es todo. Lo más importante es la clase de respuestas que puedan salir de Senegal. Y es en este punto donde se profundizan las divergencias. De acuerdo con Manoel Santos, director de la red Altermundo, los movimientos sociales se debaten entre tres visiones:
- Los que impulsan estrechar el diálogo con los gobiernos progresistas de América Latina y trasladar esa experiencia a otras regiones del globo.
- Los que propugnan un “keynesianismo” ecológico que desarrolle una economía basada en energías renovables y con un fuerte control a las trasnacionales y a la banca.
- Los “antisistémicos” que plantean romper con el capitalismo y desarrollar una economía autogestiva. También impulsan un decrecimiento global para revertir los estragos del cambio climático.
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domingo, fevereiro 06, 2011
La Vía Campesina en el Foro Social Mundial de Dakar
Parar el acaparamiento de tierras, defender la soberanía alimentaria y decir NO a la violencia contra la mujer campesina!
(Jakarta, el 28 de enero del 2011) - El movimiento campesino internacional “La Vía Campesina” participará en el Foro Social Mundial de Dakar, Senegal, del 6 al 11 de febrero. Más de 70 representantes de organizaciones campesinas de África, Asia, Europa y las Américas se unirán a este foro, un lugar donde movimientos sociales y organizaciones civiles debatirán sobre alternativas para un mundo mejor, profundizando en sus ideas, formulando propuestas y compartiendo experiencias.
En un momento en que los precios de los alimentos aumentan y una nueva crisis alimentaria amenaza, La Vía Campesina defenderá la soberanía alimentaria como solución a las crisis de los alimentos y del clima.
La Vía Campesina formara parte de la caravana organizada por los movimientos sociales que saldrá de Lomé, en Togo, hasta Dakar, en Senegal, el 23 de enero para llegar a Dakar el 5 de febrero con el fin de participar en la ceremonia inaugural del Foro social Mundial el 6 de febrero.
Durante el Foro Social Mundial, la Vía Campesina lanzará su campaña en África para decir NO a la violencia contra las mujeres.
También en el ámbito del Foro Social Mundial, en FIARA*, La Vía Campesina expondrá productos alimenticios así como semillas criollas de los campesinos africanos. FIARA es un espacio dinámico para la integración de los pueblos de África a través de los mercados locales y de intercambios, donde también se podrá discutir sobre los temas y desafíos que afectan a los campesinos y las campesinas de Africa. También en FIARA y conjuntamente con sus aliados, La Vía Campesina organizará un debate sobre el tema "El acaparamiento de tierras, en relación con las crisis alimentaria y climática" – la necesidad de políticas agrarias para proteger la producción campesina para los mercados locales. El acaparamiento de tierras, una práctica integrante del modelo agrícola actualmente dominante basado en el las multinacionales del agronegocio y en los monocultivos industriales a gran escala, estan trastocando las vidas de los campesinos en África, Asia y las Américas.
Por primera vez, FIARA ofrecerá espacios para conferencias y debates sobre la soberanía alimentaria.
El movimiento campesino, junto con sus aliados, organizará varios debates: "La defensa de las semillas campesinas contra los transgénicos, contra las empresas transnacionales como Monsanto y contra iniciativas como AGRA*". Otro debate tratará sobre la soberanía alimentaria, la violencia contra la mujer y el cambio climático.
También La Vía Campesina se implicará activamente en el debate sobre los preparativos para movilizar a los movimientos sociales durante la próxima Conferencia de Naciones Unidas sobre el clima que tendrá lugar en Durban, África del Sur, en diciembre del 2011.
La Vía Campesina tendrá también un stand en el FSM, donde serán disponibles publicaciones internacionales y que será también el punto de encuentro de los miembros del movimiento campesino.
Cita con los medios de comunicación:
Otras actividades de La Vía Campesina:
(Jakarta, el 28 de enero del 2011) - El movimiento campesino internacional “La Vía Campesina” participará en el Foro Social Mundial de Dakar, Senegal, del 6 al 11 de febrero. Más de 70 representantes de organizaciones campesinas de África, Asia, Europa y las Américas se unirán a este foro, un lugar donde movimientos sociales y organizaciones civiles debatirán sobre alternativas para un mundo mejor, profundizando en sus ideas, formulando propuestas y compartiendo experiencias.
En un momento en que los precios de los alimentos aumentan y una nueva crisis alimentaria amenaza, La Vía Campesina defenderá la soberanía alimentaria como solución a las crisis de los alimentos y del clima.
La Vía Campesina formara parte de la caravana organizada por los movimientos sociales que saldrá de Lomé, en Togo, hasta Dakar, en Senegal, el 23 de enero para llegar a Dakar el 5 de febrero con el fin de participar en la ceremonia inaugural del Foro social Mundial el 6 de febrero.
Durante el Foro Social Mundial, la Vía Campesina lanzará su campaña en África para decir NO a la violencia contra las mujeres.
También en el ámbito del Foro Social Mundial, en FIARA*, La Vía Campesina expondrá productos alimenticios así como semillas criollas de los campesinos africanos. FIARA es un espacio dinámico para la integración de los pueblos de África a través de los mercados locales y de intercambios, donde también se podrá discutir sobre los temas y desafíos que afectan a los campesinos y las campesinas de Africa. También en FIARA y conjuntamente con sus aliados, La Vía Campesina organizará un debate sobre el tema "El acaparamiento de tierras, en relación con las crisis alimentaria y climática" – la necesidad de políticas agrarias para proteger la producción campesina para los mercados locales. El acaparamiento de tierras, una práctica integrante del modelo agrícola actualmente dominante basado en el las multinacionales del agronegocio y en los monocultivos industriales a gran escala, estan trastocando las vidas de los campesinos en África, Asia y las Américas.
Por primera vez, FIARA ofrecerá espacios para conferencias y debates sobre la soberanía alimentaria.
El movimiento campesino, junto con sus aliados, organizará varios debates: "La defensa de las semillas campesinas contra los transgénicos, contra las empresas transnacionales como Monsanto y contra iniciativas como AGRA*". Otro debate tratará sobre la soberanía alimentaria, la violencia contra la mujer y el cambio climático.
También La Vía Campesina se implicará activamente en el debate sobre los preparativos para movilizar a los movimientos sociales durante la próxima Conferencia de Naciones Unidas sobre el clima que tendrá lugar en Durban, África del Sur, en diciembre del 2011.
La Vía Campesina tendrá también un stand en el FSM, donde serán disponibles publicaciones internacionales y que será también el punto de encuentro de los miembros del movimiento campesino.
Cita con los medios de comunicación:
- 9 de febrero (10:00 - 11:00 ) conferencia de prensa en el stand de LVC (lugar a confirmar).
Otras actividades de La Vía Campesina:
- 5 de febrero – Participación en la Jornada especial sobre las migraciones, en la Isla de Gorée.
- 7 de febrero (9h00-12h00), debate: "El acaparamiento de tierras, en relación con las crisis alimentarias y climáticas – la necesidad de políticas agrarias para proteger la producción campesina con destino a los mercados locales". Lugar: FIARA.
- 8 de febrero (12h30-15h30), debate: "Defender las semillas campesinas contra los transgénicos, las trasnacionales como Monsanto y AGRA". Lugar: WSF
- 9 de febrero (12h30-15h30), debate sobre la Soberanía alimentaria, sobre la violencia contra la mujer y sobre el cambio climático. Lugar: WSF
- 9 de febrero (16h00-19h00), lanzamiento en Senegal y en África de la campaña de la Vía Campesina para decir NO a la violencia contra las mujeres campesinas. Lugar: WSF
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domingo, novembro 21, 2010
Seminario de movimientos sociales / Dakar / 5-7 de noviembre del 2010
Hola a todas y todos
A continuación y adjunto se encuentra el informe del seminario de los movimientos sociales que se llevó a cabo 5-7 noviembre de 2010 en Dakar.
Este seminario, como parte del proceso de la Asamblea de Movimientos Sociales (AMS), ha reunido a 117 delegados de 21 países, representando a más de cien movimientos sociales.
A pesar de algunas debilidades inevitables, creemos que el seminario logró sus objetivos. No sólo ayudó a preparar una movilización muy práctico para el próximo Foro Social Mundial que se celebrará en Dakar del 6 al 11 febrero de 2011, sino también para fortalecer la coordinación de los movimientos sociales africanos, conectado con la dinámica global de la AMS.
Gracias a todas las personas que participaron directamente o indirectamente a la realización de esa actividad de la Asamblea de los Movimientos Sociales, que, para recordar, es una coalición internacional de movimientos que quiere a romper el aislamiento de las luchas y fortalecer las articulaciones entre los movimientos sociales, para mejorar la lucha contra el capitalismo, el patriarcado y otras formas de opresión.
Solidaridad
Olivier Bonfond (CADTM Belgique)
Lugar : Universidad Cheikh Anta Diop (UCAD II), Dakar, SENEGAL
1. Informe final
2. Decisiones
3. Grupo de facilitación de la Asamblea de movimientos sociales del FSM Dakar 2011
1. Informe final
El tercer seminario de la Asamblea de los Movimientos Sociales reunido en Dakar del 5 al 7 de noviembre 2010, en el marco de la preparación del Foro Social Mundial de Dakar en febrero 2011 ha adoptado la siguiente declaración.
La crisis global del sistema capitalista y patriarcal (económico, financiero, medioambiental, ecológico, energético, social, migratorio, cultural) produce efectos sociales particularmente dramáticos, empobreciendo aun más a los mas vulnerables y excluyendo cada vez a más personas del acceso a la tierra, agua, alimentación, alojamiento, empleo, salud, educación, energía… Provoca daños irreversibles sobre el entorno y la gente.
Esta guerra social contra la inmensa mayoría de la población sólo es posible mediante el acaparamiento de los recursos, por la deuda y los programas de ajuste estructural, por el mantenimiento del paro a una tasa elevada. La situación de guerra total, la militarización, la criminalización de los movimientos sociales forman los instrumentos de esta ofensiva.
La crisis sistémica es también medioambiental y climática. Las catástrofes llamadas «naturales» afectan particularmente a las poblaciones más desprotegidas como lo han mostrado las inundaciones en Africa y Asia, los terremotos en Haití, Chile e Indonesia…
El continente africano que acoge este seminario de la Asamblea de los Movimientos Sociales conoce muy bien todos estos efectos: exclusión de las poblaciones del beneficio de las riquezas naturales del continente, mineras, agrícolas y pesqueras, acaparamiento de tierras por empresas transnacionales y Estados para producir agrocombustibles o alimentos para los mercados exteriores, o para acumular desechos, disminución de las remesas de los emigrantes que figuran entre las primeras victimas de la crisis en los países de acogida y que perjudican a los derechos fundamentales de libre circulación y instalación. Los jóvenes carecen de toda esperanza de una vida mejor por la imposibilidad de acceso a un empleo estable, hecho que agrava los fenómenos migratorios.
Los prejuicios causados por las transnacionales, las Instituciones financieras internacionales y los países del Norte a la soberanía de los Estados africanos conllevan a una violencia cotidiana, en la que las mujeres son las principales victimas, lo que lleva a movimientos forzados de poblaciones que huyen de estas crisis, etc…
Si bien esta coyuntura recae sobre las resistencias, también representa un enorme desafío para los movimientos sociales. Frente a las divisiones y al aislamiento de las luchas, numerosos movimientos populares, unificados y combativos logrado victorias en Níger en 2005, en Bolivia durante la guerra del agua, en India contra la privatización de los ríos, …
La Asamblea de los movimientos sociales, creada como un espacio de luchas, se enfrenta a un doble desafío: lograr articular las resistencias y luchas de base; construidas con paciencia en las comunidades, las ciudades y el campo; los campos de refugiados, las chabolas,… y las perspectivas de cambios radicales que muestran que el sistema capitalista; productivista y patriarcal no constituye un horizonte infranqueable para la humanidad.
Otra definición de las riquezas así como otro reparto de estas conforme a las necesidades de las poblaciones y de las capacidades de los ecosistemas permite aquí y ahora la construcción de un mundo justo, sin guerras y sin discriminaciones.
2. Decisiones
Nosotros los movimientos sociales reunidos por el tercero seminario mundial de movimientos sociales
3. Grupo de facilitación de la Asamblea de movimientos sociales del FSM Dakar 2011
(...).
[1] "Sobre pedido de varios movimientos sociales, se abrió un diálogo relativo a la Asamblea de movimientos sociales. Se resaltaron la importancia y la legitimidad así como su presencia en el proceso FSM desde el principio. La Asamblea tendrá lugar probablemente el quinto día del Foro después de las demás asambleas temáticas y se hará un esfuerzo para que esta asamblea no sea confundida con la Asamblea de la Asambleas, con la convergencia global del proceso y que esta Asamblea no representa al FSM".
http://www.forumsocialmundial.org.br/download/Report%20Seminar%20Dakar%20July%202010.pdf
A continuación y adjunto se encuentra el informe del seminario de los movimientos sociales que se llevó a cabo 5-7 noviembre de 2010 en Dakar.
Este seminario, como parte del proceso de la Asamblea de Movimientos Sociales (AMS), ha reunido a 117 delegados de 21 países, representando a más de cien movimientos sociales.
A pesar de algunas debilidades inevitables, creemos que el seminario logró sus objetivos. No sólo ayudó a preparar una movilización muy práctico para el próximo Foro Social Mundial que se celebrará en Dakar del 6 al 11 febrero de 2011, sino también para fortalecer la coordinación de los movimientos sociales africanos, conectado con la dinámica global de la AMS.
Gracias a todas las personas que participaron directamente o indirectamente a la realización de esa actividad de la Asamblea de los Movimientos Sociales, que, para recordar, es una coalición internacional de movimientos que quiere a romper el aislamiento de las luchas y fortalecer las articulaciones entre los movimientos sociales, para mejorar la lucha contra el capitalismo, el patriarcado y otras formas de opresión.
Solidaridad
Olivier Bonfond (CADTM Belgique)
Lugar : Universidad Cheikh Anta Diop (UCAD II), Dakar, SENEGAL
1. Informe final
2. Decisiones
3. Grupo de facilitación de la Asamblea de movimientos sociales del FSM Dakar 2011
1. Informe final
El tercer seminario de la Asamblea de los Movimientos Sociales reunido en Dakar del 5 al 7 de noviembre 2010, en el marco de la preparación del Foro Social Mundial de Dakar en febrero 2011 ha adoptado la siguiente declaración.
La crisis global del sistema capitalista y patriarcal (económico, financiero, medioambiental, ecológico, energético, social, migratorio, cultural) produce efectos sociales particularmente dramáticos, empobreciendo aun más a los mas vulnerables y excluyendo cada vez a más personas del acceso a la tierra, agua, alimentación, alojamiento, empleo, salud, educación, energía… Provoca daños irreversibles sobre el entorno y la gente.
Esta guerra social contra la inmensa mayoría de la población sólo es posible mediante el acaparamiento de los recursos, por la deuda y los programas de ajuste estructural, por el mantenimiento del paro a una tasa elevada. La situación de guerra total, la militarización, la criminalización de los movimientos sociales forman los instrumentos de esta ofensiva.
La crisis sistémica es también medioambiental y climática. Las catástrofes llamadas «naturales» afectan particularmente a las poblaciones más desprotegidas como lo han mostrado las inundaciones en Africa y Asia, los terremotos en Haití, Chile e Indonesia…
El continente africano que acoge este seminario de la Asamblea de los Movimientos Sociales conoce muy bien todos estos efectos: exclusión de las poblaciones del beneficio de las riquezas naturales del continente, mineras, agrícolas y pesqueras, acaparamiento de tierras por empresas transnacionales y Estados para producir agrocombustibles o alimentos para los mercados exteriores, o para acumular desechos, disminución de las remesas de los emigrantes que figuran entre las primeras victimas de la crisis en los países de acogida y que perjudican a los derechos fundamentales de libre circulación y instalación. Los jóvenes carecen de toda esperanza de una vida mejor por la imposibilidad de acceso a un empleo estable, hecho que agrava los fenómenos migratorios.
Los prejuicios causados por las transnacionales, las Instituciones financieras internacionales y los países del Norte a la soberanía de los Estados africanos conllevan a una violencia cotidiana, en la que las mujeres son las principales victimas, lo que lleva a movimientos forzados de poblaciones que huyen de estas crisis, etc…
Si bien esta coyuntura recae sobre las resistencias, también representa un enorme desafío para los movimientos sociales. Frente a las divisiones y al aislamiento de las luchas, numerosos movimientos populares, unificados y combativos logrado victorias en Níger en 2005, en Bolivia durante la guerra del agua, en India contra la privatización de los ríos, …
La Asamblea de los movimientos sociales, creada como un espacio de luchas, se enfrenta a un doble desafío: lograr articular las resistencias y luchas de base; construidas con paciencia en las comunidades, las ciudades y el campo; los campos de refugiados, las chabolas,… y las perspectivas de cambios radicales que muestran que el sistema capitalista; productivista y patriarcal no constituye un horizonte infranqueable para la humanidad.
Otra definición de las riquezas así como otro reparto de estas conforme a las necesidades de las poblaciones y de las capacidades de los ecosistemas permite aquí y ahora la construcción de un mundo justo, sin guerras y sin discriminaciones.
2. Decisiones
Nosotros los movimientos sociales reunidos por el tercero seminario mundial de movimientos sociales
- Volvemos a afirmar que el proceso de la Asamblea de movimientos sociales (AMS) es un lugar de convergencia y articulación de luchas sociales. Actuamos dentro de la AMS para hacer visibles las luchas así como coordinar y reesforzarlas.
- Creemos un grupo de facilitación de la Asamblea de movimientos sociales del FSM 2011 de Dakar que está conformado por movimientos senegaleses, africanos e internacionales. Este grupo tiene como principal tarea preparar la Asamblea del FSM 2011 de Dakar. Es un grupo abierto, para formar parte de éste dirigirse a Vanessa Jarlot (Attac/CADTM Togo): vanessa.jarlot@cadtm.org.
- Empezamos desde ahora a movilizar en forma masiva para asegurar un éxito popular a la Asamblea de movimientos sociales (y entonces al FSM).
- Llamamos a que durante la reunión del Consejo internacional de FSM de noviembre del 2010 se confirme el consenso de julio[1]. Por consiguiente, la AMS dispondrá de un espacio y tendrá lugar después de las Asambleas temáticas. Intentaremos también facilitar los encuentros de movimientos sociales antes y durante el FSM.
- Organizaremos la AMS del FSM Dakar dentro del espacio del FSM (UCAD II). No obstante, organizaremos en tanto como AMS una o varias actividades "externas", antes y/o durante el FSM para expresar en forma concreta nuestra solidaridad con las luchas sociales.
3. Grupo de facilitación de la Asamblea de movimientos sociales del FSM Dakar 2011
(...).
[1] "Sobre pedido de varios movimientos sociales, se abrió un diálogo relativo a la Asamblea de movimientos sociales. Se resaltaron la importancia y la legitimidad así como su presencia en el proceso FSM desde el principio. La Asamblea tendrá lugar probablemente el quinto día del Foro después de las demás asambleas temáticas y se hará un esfuerzo para que esta asamblea no sea confundida con la Asamblea de la Asambleas, con la convergencia global del proceso y que esta Asamblea no representa al FSM".
http://www.forumsocialmundial.org.br/download/Report%20Seminar%20Dakar%20July%202010.pdf
segunda-feira, setembro 27, 2010
Seminario mundial de los movimientos sociales - Dakar, del 5 a 7 noviembre, 2010
Queridos amigos y queridas amigas
camaradas
En conformidad con la decisión adoptada en el seminario mundial de los movimientos sociales organizado en São Paulo, 20 a 23 enero 2010,
Después de una primera invitación en junio de 2010 para iniciar el proceso de preparación,
Después varias discusiones, en Senegal, África y al nivel mundial que han confirmado la importancia de llevar a cabo dicha actividad,
Confirmarmos que el proximo seminario mundial de los movimientos sociales tendrá lugar en Dakar, del 5 a 7 noviembre, 2010
A continuación encontrarán información y cuestiones importantes :
Fechas:
Del 5 de Noviembre al 7 2010 (llegada el dia 4 por la noche y el seminario terminara el dia 7 a la noche, entonces 3 dias de trabajo)
NB: estamos muy conscientes de que las fechas están muy cerca, pero creemos que es urgente llevar a cabo dicha reunión, entre otras cosas para preparar correctamente el FSM de 2011 y también para disfrutar de la organiación del Consejo Internacional del FSM, que tendra lugar en Dakar del 8 al 10 de noviembre. Esta actividad nos debería permitir de reducir los gastos y al mismo tiempo garantizar una buena representatividad de los movimientos sociales, mejorando así la dinámica de la AMS en su conjunto.
Logística y Financiación:
La organización de este seminario es un gran desafio y vamos a necesitar ayuda tanto financiera como militante de todos y todas. La propuesta es, pues, que cada organización / movimiento financiara su pasaje.
Sin embargo, también tenemos que contemplar un mecanismo que garantice la presencia de organizaciones que no tienen recursos suficientes para financiarse, pero cuya presencia y participación es importante para el proceso.
En este sentido, y tambien que el comite facilitador pueda asumir las responsabilidades financieras de alojamiento, alimentación, traducción y logística, le pedimos a cada organización cuanto puede contribuir para apoyar esta actividad.
Ejes:
Este seminario forma parte del proceso de preparación del FSM 2011 también se celebrará en Dakar 6-13 febrero de 2011.
La agenda y los objetivos específicos de este seminario está siendo desarrollado por el grupo de facilitación de la AMS (Nota: Este grupo está abierto a todos y todos aquellos que deseen integrarse)
Esta agenda está sujeta lógicamente a sus comentarios, y les invitamos a hacer propuestas concretas de temas.
A continuación, ofrecemos algunas temas grandes, que estaran estar en el centro de este seminario:
Participación:
La propuesta de participación de alrededor de 110 personas, incluyendo a 50 delegados de Senegal, 30 para el resto de África y 30 para el resto del mundo. El criterio principal consiste en estar interesado en participar en la construcción del AMS. A priori, todas las organizaciones que deseen participar en este seminario son bienvenidos. Sin embargo, como la capacidad logística y financiera es limitada, el grupo de facilitacíon trendra la tarea de tratar de asegurar una representación equilibrada de la mejora manera posible.
Gracias de comenzar respondiendo lo más rápido a estas dos preguntas
1: ¿Puede usted confirmar su interés en participar en el seminario?
En caso afirmativo, gracias por rellenar el formulario abajo y enviarlo a vanessa.jarlot@cadtm.org
2: ¿Cuál es el apoyo financiero que puede realizar en esta actividad?
Saludos solidarios
Para el MMF: Trucha Fatou Sarr Ndeye y Wilhelmina Trout
Para Vía Campesina: Fall Ndiakhate y Josie Riffaud
Para el CADTM: Sene Abdulaye y Olivier Bonfond
FORMULARIO DE INSCRIPCIÓN:
Organización:
Nombre:
apellido:
Correo electrónico:
Tel:
Fecha de nacimiento:
Dirección:
Número de pasaporte:
camaradas
En conformidad con la decisión adoptada en el seminario mundial de los movimientos sociales organizado en São Paulo, 20 a 23 enero 2010,
Después de una primera invitación en junio de 2010 para iniciar el proceso de preparación,
Después varias discusiones, en Senegal, África y al nivel mundial que han confirmado la importancia de llevar a cabo dicha actividad,
Confirmarmos que el proximo seminario mundial de los movimientos sociales tendrá lugar en Dakar, del 5 a 7 noviembre, 2010
A continuación encontrarán información y cuestiones importantes :
Fechas:
Del 5 de Noviembre al 7 2010 (llegada el dia 4 por la noche y el seminario terminara el dia 7 a la noche, entonces 3 dias de trabajo)
NB: estamos muy conscientes de que las fechas están muy cerca, pero creemos que es urgente llevar a cabo dicha reunión, entre otras cosas para preparar correctamente el FSM de 2011 y también para disfrutar de la organiación del Consejo Internacional del FSM, que tendra lugar en Dakar del 8 al 10 de noviembre. Esta actividad nos debería permitir de reducir los gastos y al mismo tiempo garantizar una buena representatividad de los movimientos sociales, mejorando así la dinámica de la AMS en su conjunto.
Logística y Financiación:
La organización de este seminario es un gran desafio y vamos a necesitar ayuda tanto financiera como militante de todos y todas. La propuesta es, pues, que cada organización / movimiento financiara su pasaje.
Sin embargo, también tenemos que contemplar un mecanismo que garantice la presencia de organizaciones que no tienen recursos suficientes para financiarse, pero cuya presencia y participación es importante para el proceso.
En este sentido, y tambien que el comite facilitador pueda asumir las responsabilidades financieras de alojamiento, alimentación, traducción y logística, le pedimos a cada organización cuanto puede contribuir para apoyar esta actividad.
Ejes:
Este seminario forma parte del proceso de preparación del FSM 2011 también se celebrará en Dakar 6-13 febrero de 2011.
La agenda y los objetivos específicos de este seminario está siendo desarrollado por el grupo de facilitación de la AMS (Nota: Este grupo está abierto a todos y todos aquellos que deseen integrarse)
Esta agenda está sujeta lógicamente a sus comentarios, y les invitamos a hacer propuestas concretas de temas.
A continuación, ofrecemos algunas temas grandes, que estaran estar en el centro de este seminario:
- ¿ como evolucionan la conjonctura internacional, las experiencias de movilizaciones contra la crisis global?
- Como continuar el debate sobre el estado de la situación internacional y los desafíos en el contexto de la crisis multidimensional del capitalismo en África y en todo el mundo?
- ¿Cómo fortalecer el proceso de la Asamblea de Movimientos Sociales (AMS)?
- Cómo preparar de manera eficaz el próximo FSM AMS 2011?
- Cómo seguir avanzando en la articulación de los movimientos sociales africanos y del mundo en torno a una agenda común de movilizaciones y acciones?
- Cómo mejorar la comunicación y la coordinación entre los movimientos sociales en África y entre los movimientos africanos y los movimientos del resto del mundo?
Participación:
La propuesta de participación de alrededor de 110 personas, incluyendo a 50 delegados de Senegal, 30 para el resto de África y 30 para el resto del mundo. El criterio principal consiste en estar interesado en participar en la construcción del AMS. A priori, todas las organizaciones que deseen participar en este seminario son bienvenidos. Sin embargo, como la capacidad logística y financiera es limitada, el grupo de facilitacíon trendra la tarea de tratar de asegurar una representación equilibrada de la mejora manera posible.
Gracias de comenzar respondiendo lo más rápido a estas dos preguntas
1: ¿Puede usted confirmar su interés en participar en el seminario?
En caso afirmativo, gracias por rellenar el formulario abajo y enviarlo a vanessa.jarlot@cadtm.org
2: ¿Cuál es el apoyo financiero que puede realizar en esta actividad?
Saludos solidarios
Para el MMF: Trucha Fatou Sarr Ndeye y Wilhelmina Trout
Para Vía Campesina: Fall Ndiakhate y Josie Riffaud
Para el CADTM: Sene Abdulaye y Olivier Bonfond
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Etiquetas:
Fórum Social,
Movimentos sociais,
Senegal
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