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quinta-feira, novembro 29, 2012

«Sr. Ministro, encolhi o Hospital!!!»


O lema da administração do Centro Hospitalar Lisboa Central:
Sr. Ministro, encolhi o Hospital!!!
O tipo de gestão decorrente das diretrizes mercantis em voga, e que há largo tempo é também adotado no referido centro hospitalar, é inexplicável e tem usufruído de uma escandalosa impunidade por parte de várias equipas ministeriais.
As únicas preocupações são números abstratos e despidos de qualquer avaliação clínica e humana, não havendo qualquer controlo da eficácia nem de uma responsabilização efetiva pelos resultados obtidos.
Como todas as denúncias efetuadas e devidamente fundamentadas suscitam sempre desmentidos atabalhoados, esta nossa tomada de posição não irá ser exceção.
Estamos a assistir a novo surto de encerramento de serviços, de encerramento de blocos operatórios, à eliminação de camas de internamento e à preocupante saída de profissionais.
O objetivo claro é tornar este grande centro hospitalar num pequeno estabelecimento de saúde, com um diminuto número de profissionais dos vários estratos laborais, mas com muitos assessores e consultores.
Esta é a perspetiva dominante para quem está a dirigir o centro hospitalar por mera nomeação política, ou seja, um hospital com poucos doentes torna-se menos dispendioso!
A recente saída de mais de 60 enfermeiros implicou a eliminação de mais de 25 camas e o encerramento simultâneo de várias salas dos blocos operatórios.
A enfermaria destinada ao tratamento do pé diabético foi encerrada com o argumento verbal de que são doentes com internamentos muito prolongados e muito dispendiosos.
Quando os profissionais de saúde têm questionado o que fazer a estes doentes, as instruções, sempre verbais, são para enviar para outros hospitais.
Do ponto de vista desta lógica fundamentalista de mercado, a que obedecem as administrações hospitalares nomeadas por critérios político-partidários, não importam quaisquer resultados humanos e sociais: quantas amputações foram evitadas, quantos doentes beneficiaram desses tratamentos e quantos beneficiaram da reintegração social e da reabilitação laboral.
A eliminação sucessiva de camas de internamento tem agravado toda a situação com múltiplos doentes sem vagas nos serviços e que se mantêm vários dias no serviço de urgência.
As listas de espera das cirurgias vão aumentando a um ritmo preocupante.
A nível dos blocos operatórios a escassez de material coloca situações angustiantes a muitos profissionais.
Entretanto, o que assume dimensões escandalosas é que este centro hospitalar terá gasto mais de 2 milhões de euros para pagar cirurgias a entidades privadas, segundo os insistentes rumores que proliferam em todos os corredores deste centro.
Os cirurgiões do centro hospitalar não podem operar, e os doentes são encaminhados para entidades privadas.
As próprias unidades de cuidados intensivos não escapam a esta ofensiva, com diversas alterações dos quadros de profissionais afetados a esta área, criando uma preocupante situação em que o mesmo número de médicos que assumia o funcionamento de uma dessas unidades passa agora a ser responsável por 3 unidades de cuidados intensivos em simultâneo, tendo ainda de se deslocar entre 2 hospitais durante cada período de trabalho.
Por outro lado, têm sido gastas elevadas verbas na criação de programas informáticos que visam estabelecer um controlo burocrático cego às várias prescrições médicas sem terem em conta as diferenças substanciais entre as patologias, concretamente as mais dispendiosas como, por exemplo, as doenças oncológicas e auto-imunes.
Inclusive, é cada vez mais frequente os medicamentos para HIV não serem dispensados para o mês inteiro, criando graves problemas de adesão terapêutica causados por frequentes deslocações ao hospital.
Finalmente, as condições de trabalho têm-se degradado, de forma acelerada, comprometendo a capacidade de funcionamento do próprio centro hospitalar.
É fundamental que os cidadãos saibam o que se está a passar nas unidades de saúde e que exijam medidas de inequívoca responsabilização dos autores diretos e indiretos por estas medidas de liquidação do direito constitucional à saúde.
Lisboa, 26/11/2012
A Direção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul

sexta-feira, junho 08, 2012

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde e dos Portugueses


COMUNICADO CONJUNTO DAS ORGANIZAÇÕES MÉDICAS

A situação na área da saúde tem conhecido uma preocupante e dramática degradação nos últimos meses que está a limitar o acesso aos cuidados de saúde a uma parte muito significativa da população. O direito à protecção da saúde para todos os portugueses está consagrado no artigo 64º da Constituição Portuguesa e é dever de todos, e em particular dos nossos governantes, defendê-lo e promovê-lo.

A Saúde é, no nosso país, um exemplo marcante de capacidade de desempenho de um serviço público ao ter atingido excelentes indicadores que o colocam nos primeiros lugares a nível mundial. O SNS, como instrumento de garantia do direito constitucional à saúde, tem desempenhado um papel central na concretização da coesão social e constituído um sólido pilar do Estado Social.

Os médicos, ao longo de diversas décadas, têm apoiado a universalidade dos cuidados de saúde e têm garantido um elevado nível de exigência formativa que confere ao exercício da profissão médica uma inquestionável qualidade técnico-científica, reconhecida claramente no plano internacional.

A política desenvolvida pelo atual Ministério da Saúde, com o obsessivo pretexto da crise, tem generalizado os cortes sistemáticos sem qualquer preocupação com a qualidade dos cuidados de saúde, e consequentemente com elevado impacto negativo humano e social.

Embora o Ministro da Saúde se desdobre em profusas declarações públicas de suposto apego ao SNS, as medidas práticas em execução mostram que os resultados vão todos no sentido da sua integral destruição.

A mais recente medida do Ministério da Saúde, ao publicar um concurso para entregar a empresas privadas as contratações de médicos dos serviços públicos, para além de pretender destruir a contratação colectiva e as carreiras médicas, visa eliminar também a qualidade e a segurança da profissão médica e dos cuidados prestados.

Nos últimos 5 meses, o Ministério da Saúde adoptou um comportamento negocial deplorável e revelador de uma evidente falta de seriedade política ao protelar a apresentação de propostas concretas, enquanto preparava medidas de desarticulação e de destruição do SNS e da qualidade assistencial.

Num momento desta gravidade e com as medidas ministeriais em curso, a Ordem dos Médicos, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) consideram que se tornou inadiável desencadear um conjunto de medidas enérgicas em defesa do SNS, do direito dos cidadãos à saúde e da qualidade da Medicina no nosso país.

Assim, vêm divulgar as seguintes medidas ontem decididas em reunião conjunta:

- Exigir o respeito pelo direito dos doentes a uma medicina qualificada e cuidados médicos credenciados, defendendo a qualidade da formação médica pré-graduada, pós-graduada e contínua.

- Pelos direitos dos Doentes, pela Qualidade da Medicina portuguesa e pela qualificação profissional médica, exigir a imediata anulação do concurso ministerial de contratação de empresas privadas e a implementação dos concursos legais de recrutamento dos médicos, aplicando na prática a legislação sobre as Carreiras Médicas.

- Desencadear contactos com o Movimento “Médicos Unidos”, com a Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (ANEM) e com outras associações sectoriais médicas para colaborarem com esta plataforma, numa perspectiva de ampla unidade dos médicos em defesa do SNS e da qualidade dos cuidados médicos.

- Desenvolver contactos imediatos com as várias organizações de doentes e utentes dos serviços de saúde, com o objectivo de articular acções na defesa do SNS.

- Contactar as Centrais Sindicais para analisar as formas de cooperação na defesa do SNS e da Contratação Colectiva.

- Contestar pelas vias judiciais possíveis uma medida que viola os direitos constitucionais da contratação colectiva, do acesso à Função Pública e do direito ao trabalho.

- Solicitar uma audiência ao Senhor Provedor de Justiça para apelar à sua acção quanto ao pedido de inconstitucionalidade do citado concurso.

- Solicitar uma audiência ao Senhor Presidente da República.

- Solicitar uma audiência à Comissão Parlamentar da Saúde.

- Desencadear a muito curto prazo, a nível nacional e regional, reuniões de médicos nos principais locais de trabalho com o objectivo de proceder à mais ampla mobilização de esforços na defesa dos objectivos reivindicativos definidos.

- Efectuar 3 plenários regionais de médicos no Porto, em Coimbra e em Lisboa em data a designar.

As duas organizações sindicais médicas decidiram também convocar uma Greve Nacional dos Médicos para os dias 11 e 12 de Julho e face à qual a Ordem dos Médicos, compreendendo e partilhando as preocupações dos Sindicatos Médicos, não pode deixar de se solidarizar com esta e as outras medidas decididas, certa que está que os interesses dos doentes estarão sempre defendidos.

Lisboa, 6 de Junho de 2012



Federação Nacional dos Médicos – FNAM

Ordem dos Médicos – OM

Sindicato Independente dos Médicos – SIM

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Entre mortos e feridos, alguém irá escapar?

Nos últimos meses temos assistido ao clímax do salve-se quem puder, constatado o facto de ser impossível manter o "nosso modo de vida" pelo qual se armaram recentemente guerras ruinosas – para a civilização ocidental, que não para o complexo militar-industrial. A onda de perversidade tem vindo a engrossar para três dimensões e está a concretizar-se em nossas casas, transformando-as num meio social tão simples como os proporcionados pelos reality-shows: quem vai ser expulso esta semana?

Uma notícia informa: as administrações hospitalares confrontadas com a necessidade de conter despesas – apesar dos evidentes desperdícios – declaram-se incapazes de trabalhar nesse cenário (como os bancos). Para dar consistência substantiva a tal notícia declaram não ter disponibilidade para pagar as despesas de tratamento de doentes HIV que estejam presos. Poderiam ser os ciganos, como Sarkozy, ou os imigrantes como Berlusconi. Para quem administra por conta o Serviço Nacional de Saúde – a discriminação é um instrumento de gestão.

Receosos de que a onda de imoralidade possa continuar a grassar, e antes que engrosse mais, somos presentes publicamente a dizer NÃO! Não haverá futuro nem para Portugal, nem para a Europa, nem para a civilização ocidental sem respeito pelos direitos humanos de todos – porque só assim haverá respeito por cada um.


REDE POSITIVO PT, http://positivopt.ning.com/

Opus Gay, http://www.opusgay.org

Vidas Alternativas, http://www.vidasalternativas.eu

ACED – SOS Prisões, http://iscte.pt/~apad/ACED; http://www.sosprisoes.blogspot.com/

terça-feira, dezembro 22, 2009

Campana para Salvar la Vida de Joven Negado por Sistema de Salud EEUU


Hola Companeros y Companeras de la Comunidad Internacional,

Saludos de la PPEHRC!

Hoy en Kansas City, Missouri se llevo a cabo una conferencia de prensa nacional para hacer una llamada para salvar la vida de Eduardo Loredo, un joven que vive en el estado de Kansas en los EEUU. Ha sido negado transplante de corazon por no tener seguro medico, ni dinero y por ser indocumentado (es de Mexico).

La PPEHRC juntos con la comunidad de Eduardo, con otras organizaciones en la region donde vive, y con otras redes nacionales hemos lanzado una Campana Nacional e Internacional para salvar la vida de Eduardo. Tambien para visibilizar el costo humano del sistema de salud privada en EEUU - hoy dia en debate en el Congreso de EEUU, con propuestas de Obama y de los democratas que no haran nada por los millones sin aceso a la salud.

Estamos lanzando una campana nacional e internacional de llamadas morales, presion politica, peticiones legales y a los instrumentos de DDHH internacionales, y si necesario, de protesta y de desobediencia civil para salvar la vida de este joven que no debe morirse por ser negado por un sistema que trata solamente de ganancias y no de la vida humana.

Les pedimos visibilizar esta lucha y este caso en sus paises, y con los contactos que tengan en los medios de comunicacion, a traves de redes hemisfericas e internacionales, y con cualquier otro contacto que tengan. Si vamos a rescatar la vida de Eduardo y si su caso va a servir para iluminar el costo humano y el fracaso del sistema de la salud en los EEUU, necesitamos visibilidad y cobertura amplia a nivel internacional de este caso.

Favor de escribirnos con sus pensamientos y con posibles contactos en los EEUU y internacionalmente (organizaciones de medicos, DDHH, sindicatos, inmigrantes, prensa, etc) que puedan interesarse y/o ayudar. Les pedimos difundir la historia abajo ampliamente.

¡Ni un muerto más! ¡La Salud es un Derecho Humano!

En lucha,
Jennifer Cox
PPEHRC

segunda-feira, janeiro 14, 2008

ABUSO DE PSICOFÁRMACOS EM CRIANÇAS E JOVENS


Debate aberto a profissionais da saúde, pais e educadores

HUMANISTAS DENUNCIAM ABUSO DE PSICOFÁRMACOS EM CRIANÇAS E JOVENS

No próximo sábado, dia 19 de Janeiro, às 16h, o Movimento Humanista promove um debate sobre a crescente prescrição de psicofármacos a crianças e jovens, sob o título de “Histórias de uma rebeldia anestesiada”.

Este debate terá lugar no Clube Literário do Porto e contará com a participação da pedopsiquiatra Zulmira Correia, da psicóloga Vânia Martins e do porta-voz do Novo Humanismo em Portugal, Luís Filipe Guerra.

O objectivo é promover a reflexão sobre o aumento de diagnósticos de hiperactividade e défice de atenção em crianças e adolescentes, bem como sobre os perigos implicados na crescente prescrição de psicofármacos a esta população para responder a estas dificuldades.

Este evento marca também o arranque de uma campanha de denúncia e esclarecimento sobre as múltiplas formas de violência exercidas actualmente sobre os jovens, e que culminará a 2 de Outubro, Dia Mundial da Não-Violência.

O Clube Literário do Porto situa-se na R. Nova da Alfândega, número 22, nesta cidade.