quinta-feira, setembro 23, 2004

Os números das listas

O caso das listas de colocação dos professores vem mais uma vez provar que a diabolização do "Público" relativamente ao "Privado" é tudo menos uma regra: no continente, a informatização da coisa foi dada aos privados e o resultado está à vista; nos Açores, foram os técnicos do direcção regional que implementaram a informatização do concurso, e neste momento todos os professores estão colocados.

Independentemente de ser Público ou Privado, o importante são os recursos humanos. A coisa foi ainda mais grave, porque a tal empresa, ao equacionar a impossibilidade de corrigir os erros, não abdicou da tarefa. O que continuo sem perceber é porque é que se a solução passava por fazer a colocação em áreas mais pequenas (ou seja, o programa computar não 50 000 lugares, mas uns 5 000 de cada vez), como é que a dita empresa, cotada na bolsa, não teve um acessor entendido em matemáticas que lhes explicasse estas coisas básicas. No meio de tanta miséria, fica aqui um exemplo para os matemáticos explicarem a limitação dos computadores relativamente a certos problemas, e que esta limitação é proporcional ao número de variáveis (neste caso professores) que entram na "equação".

Entretanto, o nosso Lopes anda pelas Nações Unidas a falar de Justiça e de Desenvolvimento Sustentável à escala planetária, e a designar quem é que deve fazer parte do conselho de segurança da ONU, claramente a brincar aos Deuses no Olimpo; está previsto que hoje o seu regresso à terra (quer dizer, à santa terrinha), onde o esperam 50 000 professores angustiados e 1 milhão de alunos e pais contrariados.....

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