sexta-feira, junho 22, 2007

MANIFESTO DA OPUS GAY

MANIFESTO DA OPUS GAY PARA O DIA DO ORGULHO GAY EM PORTUGAL

Por definição, nas sociedades democráticas, as organizações que defendem o respeito pela orientação sexual e a igualdade de género são tolerantes, solidárias, cooperantes.

No tecido organizativo português, fenómeno a que não é alheia a ingerência dos partidos políticos, assiste-se a uma escalada integrista, com radicalismos de comportamentos que levam à discriminação de organizações, em eventos que são de âmbito universal, como o Dia Internacional Contra a Homofobia, do Orgulho Gay, etc.

Assistimos na sociedade portuguesa a uma tentativa continuada de apropriação na coordenação destas iniciativas e destes momentos, deixando-se sistematicamente no esquecimento deliberado algumas organizações e pessoas que travam no quotidiano lutas a favor da igualdade e pela liberdade, trabalhando sem espalhafato, nem preocupação de imagem.

A situação é tão mais escandalosa quanto o ano que corre está vocacionado para a Igualdade de Oportunidades para Todos e Todas e é exactamente assim que se comemora em toda a Europa, com excepção do nosso país, onde há organizações que até gozam de apoios públicos para praticar a desigualdade e promover a discriminação.

É deplorável que organizações como a Ilga Portugal encorajem a segregação e dividam todo o movimento lgbt, disfarçando-se de unitária para impor um discurso único, a ponto de impedir organizações como a Opus Gay de frequentar o Centro dito Comunitário lgbt de Lisboa, que não lhe pertence e é propriedade da CML.

A despeito desta escandalosa discriminação que atinge os nossos deficientes, apoiada por partidos e personalidades que invocam a tolerância e ideais de solidariedade e que é feita com tentativas de manipulação de sindicatos e sindicalistas e institucionais, que pretendem isto desconhecer, a Opus Gay vem saudar a Marcha do Orgulho Gay, para a qual não foi convidada de molde a impedir a passagem das suas posições, e pôr-se inteiramente á disposição daqueles que pretendem dialogar, saber como trabalha, para quem trabalha, e com que nível de independência e rigor o faz.

A Opus Gay é uma ONG independente de partidos, apoia jovens em risco (recentemente entregamos um caso de sequestro à APAV e apoiamos um emigrante desempregado por razões de orientação sexual que levamos a um programa da RTP2), dá apoio jurídico e aconselhamento psicológico, distribui preservativos no combate ao HIV, mas não recebe quaisquer subsídios para as suas actividades.

Utiliza as suas instalações para debates, reuniões, conferências que tragam esclarecimento a todos aqueles que queiram promover o respeito pela orientação sexual.

A Opus Gay dirige-se a partidos políticos, à administração e à opinião pública, com propostas que apontam para a educação sexual no contexto da educação para a Cidadania.

Mas também propôs há muito um diálogo com as forças policiais e prisionais, colaborando sempre com os media.

A Opus Gay acredita que as mudanças de mentalidades também passam por alterações no quadro jurídico, se bem que a Constituição consagre como categoria geral a liberdade de orientação sexual, tem-se empenhado pela existência de um quadro legal que defenda os transsexuais (questão de género) pelo que apresentou às entidades competentes uma ”Lei de Identidade de Género”.

Chamamos veementemente a atenção para as uniões de facto, estatuto sobre o qual paira um enorme equívoco, porque não contempla direitos da existência em comum, que se transmitem ao outro ou à outra, bem como apoiamos a revindicação do casamento entre homossexuais, que desejamos ver resolvido com a maior brevidade possível, a adopção homoparental, no plano social uma maior atenção para a terceira idade homo, no plano económico para o turismo gay, e no plano laboral para a divulgação das boas práticas, como aquelas que assistimos há dias na SIC, sem esquecer as denúncias das discriminações nos locais de trabalho .

A Opus Gay trabalha para um sociedade sem discriminações, pela diversidade que é uma riqueza, neste Ano Europeu Pela Igualdade de Oportunidades Para Todos estamos de portas abertas para vos acolher e prestar todos os esclarecimentos necessários.

Viva o Dia do Orgulho Gay!

Valter Filipe

Presidente da Opus Gay
R.Da Ilha Terceira, 34-2º-Lisboa

6 comentários:

ricardo disse...

Amigos, aí vai um texto meu contestando a lógica do colega João Pereira Coutinho em seu texto sobre a homossexualidade, tentando mostrar o tema do ponto de vista mais profundo de quem vive e sofre a situação!! Nada tenho de pessoal contra o colega da Folha de Sao Paulo, seu texto por vezes tem sentido, o problema é que é apenas um opinião e que as iterpretações que ela suscita em quem já nos vê com maus olhos, e esse é o perigo da intelectualidade sem sensibilidade, é lamentável a iteligencia ser usada indiscriminadamente, apenas pra se fazer importante em si mesma, atrair aplausos e mais "contratos", rsrsrsrsrs, com opiniões e juizos como se fosse superior podendo discorrer sobre vicios e virtudes como se estivesse acima do bem e do mal, o dono da sabedoria, e não fosse um ser humano passível das mesmas fraquezas comum a todos!!! sujiro ao colega fazer um texto, no dignissimo jornal, FOLHA DE SÃO PAULO sobre "humildade". talvez seja pedir demais posto que o próprio cristo não o fez!! não deixou nada escrito sobre isso!!! por que tInha ao invés de falado dado o exemplo. abraços Ricardo Souto Recife, 13 de agosto de 2007

JOÃO PEREIRA COLTINHO,
EU SOU HOMOSSEXUAL!


Achei interessante a ótica dele, Pelo que entendi ele levanta e derruba rsrsrsrrsrsrsrs.

Uma vez minha sobrinha chegando da escola, passou por mim silenciosa, o que estranhei. Não era de costume, não me falou como foi sua aula nem me deu aquele tradicional beijo sujo de chocolate ou outra guloseima como sempre faz. Convocando sua presença linda imediatamente para satisfações ela se aproxima pensativa e me atira: - Titio, eu sou neguinha? Ela nunca tinha se preocupado com isso, seu pai é negro, sua mãe, minha irmã, é branca. Ela, minha sobrinha, é mulata apesar de prevalecer a cor branca, nela, é essa a classificação biológica. E continuou – meus coleguinhas me xingaram de neguinha( fazendo bico de choro) srsrsrsrsrsr! Prontamente disse-lhe que era neguinha sim!!! E linda! Coloquei que ninguém nunca havia problematizado isso em casa!! Que amávamos ela assim justamente com aquele cabelo, com aqueles lábios grossinhos lindos!! Que essa diferença na casa era muito legal! E que quando a chamassem assim, ela não revidasse mas pensasse sempre que ela não depende da opinião deles mas de quem a ama e quem a ama prefere ela neguinha!!! Falei da natureza multicor da vida, dos negros atletas, artistas, cantores, da diversidade linda das etnias e da preponderância do folclore africano no mundo todo com a música, a dança, as artes, da importância do negro na formação do progresso para o mudo todo na Europa e América coloniais, das quais guardávamos descendência, a se expressar nela própria, até nossos dias. Beijei-a sorridente e confiante e transformei o que era defeito em qualidade com muito amor. O que foi bastante pra ela se interessar pela conscientização e aceitação de sua condição natural. Não a lisonjeei com pieguismo protetor, falei a verdade!

Quando não somos suficientemente adultos, Toda auto-estima primeiramente é construída de resistência a forças que nos oprime, e o orgulho impulsiona-nos o valor. Analisemos uma pessoa que foi muito oprimida, desprezada, vítima de críticas(pior ainda, infundadas), crescera comprometida na sua dignidade, certamente isso se expressará evidentemente no seu perfil inseguro, culpado, angustiado propenso a insatisfação e agressividade. E como resposta, inconscientemente, reunir-se-á em grupo, onde possa se sentir confortável e aceita!!! Gandy era hindu, advogado, aristocrata educado nos finos moldes ingleses, mas “desceu do salto” e uniu-se ao seu povo oprimido, maltratado sem auto-estima, embrutecido pelo primitivismo de sua cultura, e o aviltamento do oportunismo imperialista inglês. E ele se entregou a causa. Se lhe perguntasse se lutava pelos hindus ele dizia que não, lutava pela humanidade, pelos hindus, mulçumanos, ingleses, cristãos, por que ele lutava pelo que todo ser humano quer e tem direito: liberdade!! mas ele dava seu grito a partir do seu povo, reunindo o seu povo, valorizando o seu povo! E em sua independência, viu a forma de reverter tanta subserviência e medo e a oportunidade de dar exemplo a outras nações... Ele era universal como sugere o texto do colega, mas a partir de sua condição, de sua causa!!. Sei das proporções, peculiaridades e diferenças das causas: a hindu e a homossexual, mas também sei que o fundo de liberdade de respeito de luta que se quer e se tem direito é o mesmíssimo para as duas, ou todas as causas! Nosso momento histórico é outro e as telecomunicações expandem a proporções universais os eventos restritos a GUETOS IDEOLÓGICOS DE PATRULHAS. Pergunto pra ele o que é “gueto” quando o assunto agora é tão admitido, até por quem não é gay, e publicamente generalizado! Ao contrário, todos agora mostram suas diferenças com respeito, todas as tribos mostram suas artes. Existe sim a arte negra!!! Existe sim a arte egípcia, a tapeçaria hindu inigualável! Existe sim a arte rupestre, a música negra dos guetos norte americanos, o blues, o jazz, o rap e sua tribo. Tenho satisfação imensa de ter Pelé, Daiane dos santos, Zezé Mota, Castro Alvez, Miles Daves, James Brow, Marte Luter king, Danzel Washington, Gilberto Gil, negros maravilhosos e lindos personificando virtudes que quero que minha sobrinha tenha. E vou lembrar de Miguelangelo, Leonardo da Vince, Van Gog, Frida Callo, Elton Jhon, Oscar Wild ,Zeca Balero, Zélia Duncan, Rimbau, Marving Gaye, Casssia Eller, Ana Carolina, Milton Nascimento, Renato Russo, Baldeleire, Fagner, Ney Matogrosso, Clodovil, Vera Verão, etc. se for o caso da minha sobrinha também ser lésbica.

Não só existe um gênero homossexual não, como sugere o colega, João Pereira e sim “gêneros”: travestis, bichas, frangos, barbyes, gay, trnasformistas, passivos, ativos, veados, discretos, enrustidos, declarados, bombados em todos os setores de atividades, credo, classe social, cor etc talentosos, inteligentes, com medo de se expor, humilhados eclipsados inrreconhecidos pelo veneno invejoso das “verdades” heterosexistas de uma cultura ruindo em pedaços de tanta imoralidade generalizada independentemente de sexualidade.

Se eu entendi o texto do colega, acho que ele foi infeliz no comentário, 1º, ele não está na pele de um homossexual, nem na de um negro( literalmente ) rsrsrsrsrsrrsrs 2º ninguém resumi a um gênero ou categoria algo universal que é passível de entendimento por qualquer alma humana e isso não precisa de paladinos defensores por que é evidente por si só. O que se quer é diminuir, suavizar a nossa cultura da barbárie do preconceito, isso sim qualquer idiota percebe, enquanto outros idiotas formulam tratados filosóficos sobre gueto filosóficos de não sei o que lá!!! Srsrsrsrsrsrsrsrs E até eu que sou intelectual de “machado de Assis e José de Alencar” (lembra do ginásio? rsrssrsrrsrsrs) sei disso!!!!!!!!!!

Na lógica dele, ele dá a idéia de que nós homossexuais não deveríamos tá lutando por nada, porque tudo já nos cabe por direito simplesmente por já sermos seres humanos, e que o que queremos é pavonear, exibicionismo. Essa idéia é perigosa porque isso aqui não é o pais das maravilhas! Não elevamos o sexo a condição “identitária”, por si só o sexo nos cataloga, nos contextualiza, a herotização de um gesto afeminado, ou um simples carinho entre dois homens ou duas mulheres é imediata na visão do heterossexista, nos risinhos sínicos, nos rotulando preconceituosa imediatamente, daí não podermos expandir afeto em público, não podermos nos expressar, sobre pena de sermos expulsos de bares, shoppings, etc. e nós é que invertemos, quando nos personificam pelo falo!??. Esses “prêmios” na “categoria gay” que o colega coloca é simplesmente o esforço de poucos grupos solidários contribuírem com uma “causa” de responsabilidade social bem mais profunda e é evidente, como ele próprio dá a idéia em seu texto, que estariam longe de por si só sanarem os problemas enfrentados pela homossexulidade, e onde!!!? trofeuzinhos, filmes premiados, exposição em mídia, chancezinhas de se expor, que daqui a pouco cai em esquecimento como a própria arte comercial cai em desuso, se trata de um domínio ideológico em expansão e patrulhamento do que quer que seja, ou de fazerem os homossexuais se imporem dominantemente com “sua arte”!! É subestimar demais e nivelar por baixo demais o que nós homossexuais esperamos de um mundo melhor! Mas, já são posturas que levam a discussão, e conseqüentemente a um mundo melhor onde adjetivo não tenha que virar substantivo.E vejo bem mais benefícios nisso que malefícios. É claro que existem pavoneamentos, lantejoulas, ufanismo, exclusivismo, oportunismo, também! Como na política, na religião, nas ONGs com suas “funções sociais”, no jornalismo, em tudo. Enquanto a humanidade não nos conferir respeito e direitos temos que lutar por ele, suavizando para outras gerações a nossa cultura tão dura, onde somos ridicularizados e desprezados por policiais numa delegacia quando num momento de desconforto e dor, frágeis, estamos prestando queixa de um assalto( aconteceu comigo!), ou desprivilegiados num emprego quando temos capacidade, etc. Admiro-lhe a inteligência e a cultura no texto, apesar de acha-lo sofismatico. O colega tem todo o direito de expressar, também, suas idéias. Seria um contra-senso meu se depois de tudo o que falo sobre liberdade não reconhecer-lhe o mérito com respeito. Mas Digo-lhe com carinho: temos que ter muito cuidado pois somos formadores de opiniões e o momento é aquele em que se não atrapalhamos já estamos ajudando muito. Já há quem nos empurre pra trás! rsrsrsrsrsrsrs A igreja que ao invés de cumprir seu papel cristão cai matando com seu moralismo retrogrado estratégico de condução popular, a falta de políticas públicas que nos pré veja como seres humanos existentes, a justiça e a constituição engessadas numa cultura machista, heterossexista e homofóbica, etc. São vidas em jogo! De crianças e adolescentes descontextualizados da escola, por extensão prostituição e marginalização por inadequação ao mercado de trabalho e inaceitação social, suicídios( pensei muito nisso), desprezo famíliar, pais de famílias gays de vida dupla, DSTs, e tanto pior a situação quanto mais baixa a renda familiar e o grau de escolaridade. Será que esses guetos onde choramos silenciosamente são mais aceitáveis pelo colega??? O colega foi muito simplista!!!!

Talvez o medo do colega seja, que como uma peste, a homossexualidade ataque o filho dele. Ou então que no boom da “diversidade” tão em moda, ele se veja obrigado a rever seus conceitos e a sair do armário, coisa que não é fácil quando em tempos de império machista, e agora ao contrário possa ser arrastado pela correnteza srsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr.

Sou homossexual assumido meu gueto ideológico de militância é o amor, a partir de minha condição oprimida, a partir do meu sofrimento e dos outros que vejo e com quem convivo, a partir do meu gênero, a partir do que sou, e não impondo a ninguém o que deva ser, mas que sejam o que quiserem ser com muita liberdade, paz respeito seja em filmes gays, estatuária gay, galerias gays ,se isso significa “guetificar” se isso significa orgulho, se isso significa escândalo, se isso significa reduzir à genitália toda a expressão de um vida “Viva ao pênis que escandaliza e liberta!!”(rsrsrsrsrsrsrsrsr) com discussão justa e honesta quebrando as vitrines sujas desse shopinggcenterzinho fechado, retrógrado, moralista hipócrita de meia dúzias de pseudo intelectuais burgueses e boçais trabalhando contra o progresso fingindo estar ao seu favor. Queremos mais práticas, que teorias, queremos viver quem somos!Viva aos índios! viva aos hindus! aos negros! Aos gregos! Ao baianos!As mulheres! Aos sem terra! A todos os seres humanos e VIVA A BICHA LOUCA!!!

Ricardo Souto, 38, músico, tec. de arquitetura milmios@gmail.com militante no movimento gay leões do norte












JOÃO PEREIRA COUTINHO

Não existem homossexuais
Acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada
NÃO CONHEÇO homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que existem. Outros dizem que são. Eu coço a cabeça e investigo: dois olhos, duas mãos, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam pertencer ao único gênero que interessa, o humano. E falam do "homossexual" como algumas crianças falam de fadas ou duendes. Mas os homossexuais existem?
A desconfiança deve ser atribuída a um insuspeito na matéria. Falo de Gore Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: "homossexual" é adjetivo, não substantivo. Concordo, subscrevo. Não existe o "homossexual". Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu próprio, confesso, sou culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, é certo). E parte da humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. É elevar o sexo a condição identitária. Sou como ser humano o que faço na minha cama. Aberrante, não?
Uns anos atrás, aliás, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por afirmar o óbvio: ter orgulho da sexualidade é como ter orgulho da cor da pele. Ilógico. Se a orientação sexual é um fato tão natural como a pigmentação dermatológica, não há nada de que ter orgulho. Podemos sentir orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da música que compusemos. O orgulho pressupõe mérito. E o mérito pressupõe escolha. Na sexualidade, não há escolha.
Infelizmente, o mundo não concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Leão Queer para o melhor filme gay em concurso. Não é caso único. Berlim já tem um prêmio semelhante há duas décadas. É o Teddy Award.
Estranho. Olhando para a história da arte ocidental, é possível divisar obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte greco-latina surge dominada por essa pulsão homoerótica. Mas só um analfabeto fala em "arte grega gay" ou "arte romana gay". E desconfio que o imperador Adriano se sentiria abismado se as estátuas de Antínoo, que mandou espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de "estatuária gay". A arte não tem gênero. Tem talento ou falta de.
E, já agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela orientação sexual dos personagens retratados não é apenas um caso de filistinismo cultural. É encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto ideológico das patrulhas. Exatamente como acontece com as próprias patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclusão. De auto-exclusão.
Eu, se fosse "homossexual", sentiria certa ofensa se reduzissem a minha personalidade à inclinação (simbólica) do meu pênis. Mas eu prometo perguntar a um "homossexual" verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto, caso eu consiga encontrar um no planeta Terra.

ricardo disse...

Amigos, aí vai um texto meu contestando a lógica do colega João Pereira Coutinho em seu texto sobre a homossexualidade, tentando mostrar o tema do ponto de vista mais profundo de quem vive e sofre a situação!! Nada tenho de pessoal contra o colega da Folha de Sao Paulo, seu texto por vezes tem sentido, o problema é que é apenas um opinião e que as iterpretações que ela suscita em quem já nos vê com maus olhos, e esse é o perigo da intelectualidade sem sensibilidade, é lamentável a iteligencia ser usada indiscriminadamente, apenas pra se fazer importante em si mesma, atrair aplausos e mais "contratos", rsrsrsrsrs, com opiniões e juizos como se fosse superior podendo discorrer sobre vicios e virtudes como se estivesse acima do bem e do mal, o dono da sabedoria, e não fosse um ser humano passível das mesmas fraquezas comum a todos!!! sujiro ao colega fazer um texto, no dignissimo jornal, FOLHA DE SÃO PAULO sobre "humildade". talvez seja pedir demais posto que o próprio cristo não o fez!! não deixou nada escrito sobre isso!!! por que tInha ao invés de falado dado o exemplo. abraços Ricardo Souto Recife, 13 de agosto de 2007

JOÃO PEREIRA COLTINHO,
EU SOU HOMOSSEXUAL!


Achei interessante a ótica dele, Pelo que entendi ele levanta e derruba rsrsrsrrsrsrsrs.

Uma vez minha sobrinha chegando da escola, passou por mim silenciosa, o que estranhei. Não era de costume, não me falou como foi sua aula nem me deu aquele tradicional beijo sujo de chocolate ou outra guloseima como sempre faz. Convocando sua presença linda imediatamente para satisfações ela se aproxima pensativa e me atira: - Titio, eu sou neguinha? Ela nunca tinha se preocupado com isso, seu pai é negro, sua mãe, minha irmã, é branca. Ela, minha sobrinha, é mulata apesar de prevalecer a cor branca, nela, é essa a classificação biológica. E continuou – meus coleguinhas me xingaram de neguinha( fazendo bico de choro) srsrsrsrsrsr! Prontamente disse-lhe que era neguinha sim!!! E linda! Coloquei que ninguém nunca havia problematizado isso em casa!! Que amávamos ela assim justamente com aquele cabelo, com aqueles lábios grossinhos lindos!! Que essa diferença na casa era muito legal! E que quando a chamassem assim, ela não revidasse mas pensasse sempre que ela não depende da opinião deles mas de quem a ama e quem a ama prefere ela neguinha!!! Falei da natureza multicor da vida, dos negros atletas, artistas, cantores, da diversidade linda das etnias e da preponderância do folclore africano no mundo todo com a música, a dança, as artes, da importância do negro na formação do progresso para o mudo todo na Europa e América coloniais, das quais guardávamos descendência, a se expressar nela própria, até nossos dias. Beijei-a sorridente e confiante e transformei o que era defeito em qualidade com muito amor. O que foi bastante pra ela se interessar pela conscientização e aceitação de sua condição natural. Não a lisonjeei com pieguismo protetor, falei a verdade!

Quando não somos suficientemente adultos, Toda auto-estima primeiramente é construída de resistência a forças que nos oprime, e o orgulho impulsiona-nos o valor. Analisemos uma pessoa que foi muito oprimida, desprezada, vítima de críticas(pior ainda, infundadas), crescera comprometida na sua dignidade, certamente isso se expressará evidentemente no seu perfil inseguro, culpado, angustiado propenso a insatisfação e agressividade. E como resposta, inconscientemente, reunir-se-á em grupo, onde possa se sentir confortável e aceita!!! Gandy era hindu, advogado, aristocrata educado nos finos moldes ingleses, mas “desceu do salto” e uniu-se ao seu povo oprimido, maltratado sem auto-estima, embrutecido pelo primitivismo de sua cultura, e o aviltamento do oportunismo imperialista inglês. E ele se entregou a causa. Se lhe perguntasse se lutava pelos hindus ele dizia que não, lutava pela humanidade, pelos hindus, mulçumanos, ingleses, cristãos, por que ele lutava pelo que todo ser humano quer e tem direito: liberdade!! mas ele dava seu grito a partir do seu povo, reunindo o seu povo, valorizando o seu povo! E em sua independência, viu a forma de reverter tanta subserviência e medo e a oportunidade de dar exemplo a outras nações... Ele era universal como sugere o texto do colega, mas a partir de sua condição, de sua causa!!. Sei das proporções, peculiaridades e diferenças das causas: a hindu e a homossexual, mas também sei que o fundo de liberdade de respeito de luta que se quer e se tem direito é o mesmíssimo para as duas, ou todas as causas! Nosso momento histórico é outro e as telecomunicações expandem a proporções universais os eventos restritos a GUETOS IDEOLÓGICOS DE PATRULHAS. Pergunto pra ele o que é “gueto” quando o assunto agora é tão admitido, até por quem não é gay, e publicamente generalizado! Ao contrário, todos agora mostram suas diferenças com respeito, todas as tribos mostram suas artes. Existe sim a arte negra!!! Existe sim a arte egípcia, a tapeçaria hindu inigualável! Existe sim a arte rupestre, a música negra dos guetos norte americanos, o blues, o jazz, o rap e sua tribo. Tenho satisfação imensa de ter Pelé, Daiane dos santos, Zezé Mota, Castro Alvez, Miles Daves, James Brow, Marte Luter king, Danzel Washington, Gilberto Gil, negros maravilhosos e lindos personificando virtudes que quero que minha sobrinha tenha. E vou lembrar de Miguelangelo, Leonardo da Vince, Van Gog, Frida Callo, Elton Jhon, Oscar Wild ,Zeca Balero, Zélia Duncan, Rimbau, Marving Gaye, Casssia Eller, Ana Carolina, Milton Nascimento, Renato Russo, Baldeleire, Fagner, Ney Matogrosso, Clodovil, Vera Verão, etc. se for o caso da minha sobrinha também ser lésbica.

Não só existe um gênero homossexual não, como sugere o colega, João Pereira e sim “gêneros”: travestis, bichas, frangos, barbyes, gay, trnasformistas, passivos, ativos, veados, discretos, enrustidos, declarados, bombados em todos os setores de atividades, credo, classe social, cor etc talentosos, inteligentes, com medo de se expor, humilhados eclipsados inrreconhecidos pelo veneno invejoso das “verdades” heterosexistas de uma cultura ruindo em pedaços de tanta imoralidade generalizada independentemente de sexualidade.

Se eu entendi o texto do colega, acho que ele foi infeliz no comentário, 1º, ele não está na pele de um homossexual, nem na de um negro( literalmente ) rsrsrsrsrsrrsrs 2º ninguém resumi a um gênero ou categoria algo universal que é passível de entendimento por qualquer alma humana e isso não precisa de paladinos defensores por que é evidente por si só. O que se quer é diminuir, suavizar a nossa cultura da barbárie do preconceito, isso sim qualquer idiota percebe, enquanto outros idiotas formulam tratados filosóficos sobre gueto filosóficos de não sei o que lá!!! Srsrsrsrsrsrsrsrs E até eu que sou intelectual de “machado de Assis e José de Alencar” (lembra do ginásio? rsrssrsrrsrsrs) sei disso!!!!!!!!!!

Na lógica dele, ele dá a idéia de que nós homossexuais não deveríamos tá lutando por nada, porque tudo já nos cabe por direito simplesmente por já sermos seres humanos, e que o que queremos é pavonear, exibicionismo. Essa idéia é perigosa porque isso aqui não é o pais das maravilhas! Não elevamos o sexo a condição “identitária”, por si só o sexo nos cataloga, nos contextualiza, a herotização de um gesto afeminado, ou um simples carinho entre dois homens ou duas mulheres é imediata na visão do heterossexista, nos risinhos sínicos, nos rotulando preconceituosa imediatamente, daí não podermos expandir afeto em público, não podermos nos expressar, sobre pena de sermos expulsos de bares, shoppings, etc. e nós é que invertemos, quando nos personificam pelo falo!??. Esses “prêmios” na “categoria gay” que o colega coloca é simplesmente o esforço de poucos grupos solidários contribuírem com uma “causa” de responsabilidade social bem mais profunda e é evidente, como ele próprio dá a idéia em seu texto, que estariam longe de por si só sanarem os problemas enfrentados pela homossexulidade, e onde!!!? trofeuzinhos, filmes premiados, exposição em mídia, chancezinhas de se expor, que daqui a pouco cai em esquecimento como a própria arte comercial cai em desuso, se trata de um domínio ideológico em expansão e patrulhamento do que quer que seja, ou de fazerem os homossexuais se imporem dominantemente com “sua arte”!! É subestimar demais e nivelar por baixo demais o que nós homossexuais esperamos de um mundo melhor! Mas, já são posturas que levam a discussão, e conseqüentemente a um mundo melhor onde adjetivo não tenha que virar substantivo.E vejo bem mais benefícios nisso que malefícios. É claro que existem pavoneamentos, lantejoulas, ufanismo, exclusivismo, oportunismo, também! Como na política, na religião, nas ONGs com suas “funções sociais”, no jornalismo, em tudo. Enquanto a humanidade não nos conferir respeito e direitos temos que lutar por ele, suavizando para outras gerações a nossa cultura tão dura, onde somos ridicularizados e desprezados por policiais numa delegacia quando num momento de desconforto e dor, frágeis, estamos prestando queixa de um assalto( aconteceu comigo!), ou desprivilegiados num emprego quando temos capacidade, etc. Admiro-lhe a inteligência e a cultura no texto, apesar de acha-lo sofismatico. O colega tem todo o direito de expressar, também, suas idéias. Seria um contra-senso meu se depois de tudo o que falo sobre liberdade não reconhecer-lhe o mérito com respeito. Mas Digo-lhe com carinho: temos que ter muito cuidado pois somos formadores de opiniões e o momento é aquele em que se não atrapalhamos já estamos ajudando muito. Já há quem nos empurre pra trás! rsrsrsrsrsrsrs A igreja que ao invés de cumprir seu papel cristão cai matando com seu moralismo retrogrado estratégico de condução popular, a falta de políticas públicas que nos pré veja como seres humanos existentes, a justiça e a constituição engessadas numa cultura machista, heterossexista e homofóbica, etc. São vidas em jogo! De crianças e adolescentes descontextualizados da escola, por extensão prostituição e marginalização por inadequação ao mercado de trabalho e inaceitação social, suicídios( pensei muito nisso), desprezo famíliar, pais de famílias gays de vida dupla, DSTs, e tanto pior a situação quanto mais baixa a renda familiar e o grau de escolaridade. Será que esses guetos onde choramos silenciosamente são mais aceitáveis pelo colega??? O colega foi muito simplista!!!!

Talvez o medo do colega seja, que como uma peste, a homossexualidade ataque o filho dele. Ou então que no boom da “diversidade” tão em moda, ele se veja obrigado a rever seus conceitos e a sair do armário, coisa que não é fácil quando em tempos de império machista, e agora ao contrário possa ser arrastado pela correnteza srsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr.

Sou homossexual assumido meu gueto ideológico de militância é o amor, a partir de minha condição oprimida, a partir do meu sofrimento e dos outros que vejo e com quem convivo, a partir do meu gênero, a partir do que sou, e não impondo a ninguém o que deva ser, mas que sejam o que quiserem ser com muita liberdade, paz respeito seja em filmes gays, estatuária gay, galerias gays ,se isso significa “guetificar” se isso significa orgulho, se isso significa escândalo, se isso significa reduzir à genitália toda a expressão de um vida “Viva ao pênis que escandaliza e liberta!!”(rsrsrsrsrsrsrsrsr) com discussão justa e honesta quebrando as vitrines sujas desse shopinggcenterzinho fechado, retrógrado, moralista hipócrita de meia dúzias de pseudo intelectuais burgueses e boçais trabalhando contra o progresso fingindo estar ao seu favor. Queremos mais práticas, que teorias, queremos viver quem somos!Viva aos índios! viva aos hindus! aos negros! Aos gregos! Ao baianos!As mulheres! Aos sem terra! A todos os seres humanos e VIVA A BICHA LOUCA!!!

Ricardo Souto, 38, músico, tec. de arquitetura milmios@gmail.com militante no movimento gay leões do norte












JOÃO PEREIRA COUTINHO

Não existem homossexuais
Acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada
NÃO CONHEÇO homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que existem. Outros dizem que são. Eu coço a cabeça e investigo: dois olhos, duas mãos, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam pertencer ao único gênero que interessa, o humano. E falam do "homossexual" como algumas crianças falam de fadas ou duendes. Mas os homossexuais existem?
A desconfiança deve ser atribuída a um insuspeito na matéria. Falo de Gore Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: "homossexual" é adjetivo, não substantivo. Concordo, subscrevo. Não existe o "homossexual". Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu próprio, confesso, sou culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, é certo). E parte da humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. É elevar o sexo a condição identitária. Sou como ser humano o que faço na minha cama. Aberrante, não?
Uns anos atrás, aliás, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por afirmar o óbvio: ter orgulho da sexualidade é como ter orgulho da cor da pele. Ilógico. Se a orientação sexual é um fato tão natural como a pigmentação dermatológica, não há nada de que ter orgulho. Podemos sentir orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da música que compusemos. O orgulho pressupõe mérito. E o mérito pressupõe escolha. Na sexualidade, não há escolha.
Infelizmente, o mundo não concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Leão Queer para o melhor filme gay em concurso. Não é caso único. Berlim já tem um prêmio semelhante há duas décadas. É o Teddy Award.
Estranho. Olhando para a história da arte ocidental, é possível divisar obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte greco-latina surge dominada por essa pulsão homoerótica. Mas só um analfabeto fala em "arte grega gay" ou "arte romana gay". E desconfio que o imperador Adriano se sentiria abismado se as estátuas de Antínoo, que mandou espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de "estatuária gay". A arte não tem gênero. Tem talento ou falta de.
E, já agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela orientação sexual dos personagens retratados não é apenas um caso de filistinismo cultural. É encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto ideológico das patrulhas. Exatamente como acontece com as próprias patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclusão. De auto-exclusão.
Eu, se fosse "homossexual", sentiria certa ofensa se reduzissem a minha personalidade à inclinação (simbólica) do meu pênis. Mas eu prometo perguntar a um "homossexual" verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto, caso eu consiga encontrar um no planeta Terra.

ricardo disse...

esquieci de por namensagem anterior
ah gente esquecide por meu email pra quem quizer ricosouto@gmail.com

Ricardo Souto

Recife Pernambuco Brasil
beijos

ricardo disse...

ERRATA!!

ALÔ AMIGOS LEITORES DESTE BLOGO E EDITORES DO MESMO, AQUI QUEM ESCREVE E RICARDO SOUTO AUTOR DO TEXTO NO RECADO ANTERIOR "EU SOU HOMOSSEXUAL"
FIZ O TEXTO ANTERIOR E ENVIEI A ESTE BLOGONTEM. QUERO REPARAR UM ERRO CRASSO: NO CALOR DE QUERER DEFENDER A MINHA OPINIÃO, EXPUS TAMBEM O TEXTO DO COLEGA JOÃO PEREIRA SEM SEU CONSENTIMENTO AUTORAL, DESDE JÁ QUERO PEDIR MINHAS DESCULPAS POR TER SIDO INFANTIL NESSE DETALHE, SE DE ALGUMA SORTE LHE LESO NOS DIREITOS!
PEÇO-LHE PUBLICAMENTE AQUI, IMENSAMENTE, PERDÃO.ME PERDOE A ARROGANCIA!!!!
NÃO POSSO SER CONTRADITÓRIO QUANDO EU MESMO LUTO POR DIREITOS. MEU DEVER, NO MÍNIMO, É RESPEITAR INDEPENDENTE DE LEGALIDADE, MAS TAMBÉM POR UMA POSTURA MORAL!!!
UM ERRO NÃO CONCERTA O OUTRO.
ACREDITO QUE UM PROFISSIONAL NA DIMENSÃO DE SUA EXPERIENCIA
NÃO SEJA TRISCADO SEQUER POR UMA EXPOSIÇÃO TÃO SIMPLORIA DE OPINIÃO
MAS, "O CERTO É SABER QUE O CERTO É CERTO!" COMO DIRIA CAETANO VELOZO NOSSO GRANDE POETA BRASILEIRO, E VENHO ATRAVÉZ DESTE RECADO CONCERTAR O ERRO E PEDIR PERDÃO AO AUTOR E AOUS EDITORES DA PÁGINA, PEDIR AOS COLEGAS RESPONSÁVEIS POLA EXPOSIÇÃO DA IDÉIA RETIRA-LA DE EXPOSIÇÃO SOB PENA DE ME DEIXAREM MAIS CULPADO AINDA POR FAZER UM INSTRUMENTO INFORMATIVO DESSE PORTE, POR EXTENSÃO DO MEU ERRO, ERRAR TAMBÉM,
NÃO VOU SER HIPOCRITA PRA NÃO COMETER DOIS ERROS! rsrsrsrssr CONTINUO COM A MESMA OPINIÃO QUE EXPUS NO QUE CONCERNE AO ASSUNTO "HOMOSSEXUAIS" MAS DEIXO BEM CLARO AO ARREPENDIMETNO DE TE-LA EXPOSTA DESSA FORMA

MAIS UMA VEZ,PUBLICAMENTE, PEÇO PERDÃO AO BLOG E A JOÃO PEREIRA COLTINHO

ABRAÇOS
RICARDO SOUTO PERNAMBUCO BRASIL

Anónimo disse...

Eu sei que a Ilga quis ser a única promotora do gay pride .
Não convidou Formalmente nenhuma associação,mas ninguém ou melhor nenhuma associação deve excluir-se e deixar de estar presente.
Eu pessoalmente acho que a riqueza de diferenças entre associações não deve levar associações e pessoas a auto excluírem-se,e também acho que um dia tão importante quer históricamente falando como socialmente (é um dia que dá visibilidade ás pessoas lgbt)e que deveria ser organizado com a participação de todos os colectivos,sem exclusões palavra essa que entre nós já devia de estar mais esbatida.

PETER PANeleiro disse...

Não sou da Ilga, e quanto ao que escreveram sobre esta querer ter um discurso único a auto exclusão de associações como a opus dá a permissa a que no terreno só passe esse discurso único.Ninguém nem nenhuma associação é detentora da verdade. A verdade é algo que se vai construíndo e que está em constante movimento.
Quero lembrar que a sede da opus também é da CML,e que foi o amigo João Soares que,...o resto da história pertence-vos contem se a quiserem contar mas com honestidade