Os Médicos Sem Fronteiras vieram dizer que já não precisam de mais dinheiro; a situação seria apenas curiosa, mas a verdade é que a maior parte da ajuda ao desenvolvimento é feita mediante a pressão mediática dos acontecimentos, o que acontece muitas vezes em situações de catástrofe. Claro que a tragédia causada pelo Tusnami é enorme, e que a ajuda agora generosamente disponibilizada é indispensável; mas seria bom que essa ajuda não se limitasse aos momentos de emergência, e que a pobreza, por exemplo, fosse considerada uma situação permanente de emergência. O azar dos milhares que morrem de fome todos os anos é não haver uma cobertura mediática dessas mortes. Talvez então a generosidade fosse todo o ano, e não apenas nos momentos de catástrofe.
O tempo dedicado pela televisões Portuguesas à vivência do Professor Neca (treinador das Maldivas) do desastre não merece comentários. E claro, 8 desaparecidos Portugueses têm mais tempo de antena que 80 000 mortos estrangeiros...
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