quarta-feira, julho 14, 2010

Guiné Equatorial na CPLP?

Desde que, há 2 ou 3 semanas atrás,surgiu a notícia sobre a possibilidade de a Guiné Equatorial ser admitida como membro de pleno direito na CPLP na próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo que se realizará em Luanda no próximo dia 23, várias personalidades e organizações manifestaram publicamente o seu repúdio pela admissão de um regime ditatorial na comunidade dos países de língua oficial portuguesa.

Damos aqui notícia de três iniciativas, sabendo que mais serão divulgadas em breve:

1. A Eurodeputada Ana Gomes organiza uma audição pública na próxima sexta-feira, 16 de Julho, entre as 11.00-13.00 na Sede do Parlamento Europeu sito no Largo Jean Monnet, n.º 1-6, 1269-070, em Lisboa.

Contará com a participação de Representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros (a confirmar), de Fernando Sousa, Membro da Direcção da Amnistia Internacional e de José Manuel Pureza, Líder Parlamentar do Bloco de Esquerda (também a confirmar).

A entrada é livre.

2. Organização de um abaixo-assinado (http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2640).

3. A secção portuguesa da Amnistia Internacional endereçou uma carta aberta ao secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, que transcrevemos:

Como é do conhecimento de V. Exa, na VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP que vai decorrer no dia 23 de Julho de 2010, em Luanda, Angola, será apreciada a candidatura da Guiné Equatorial a membro de pleno direito desta Organização.

A esse respeito a Amnistia Internacional e tendo em conta que todos os Estados Membro da CPLP estão, por força dos respectivos Estatutos (Artigo 5.º n.º 1 e), sujeitos aos princípios que a rege (“Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social”) pretende levar ao conhecimento de V. Exa um conjunto de preocupações 1 e apresentar um conjunto de recomendações.

Preocupações:

Detenções e reclusões arbitrárias/ Restrições à Liberdade de Imprensa.
Registam-se vários casos de detenções e reclusões arbitrárias por motivos políticos. Normalmente ocorrem sem que a culpa dos detidos seja formada e formalizada, sem que haja um julgamento justo e levando a prisão em condições de isolamento. Muitos são libertados após longos períodos sem ter sido formada qualquer culpa. Tais práticas não constituem apenas violação dos padrões internacionais de Direitos Humanos aplicáveis às regras processuais policiais, penais e jurisdicionais, mas constituem também forma grave de restrição à liberdade de expressão, designadamente de conteúdos de natureza política (restrições que, aliás, se concretizam doutras formas de que é exemplo a apreensão por, forças governamentais, de um emissor de rádio à CPDS).

Prisioneiros de consciência e outros prisioneiros políticos
O governo reage com hostilidade a qualquer forma de crítica e impõe fortes restrições à liberdade de expressão, de associação e de manifestação. Registaram-se menos prisões políticas do que em 2007, contudo a propósito das eleições em 2008 registou-se um aumento significativo: pessoas detidas temporariamente e libertadas sem culpa formada, condenações em julgamentos injustos, detenções em regime de isolamento.
São vários os prisioneiros mantidos como tal por tempo indeterminado devido apenas ao facto de terem manifestado publicamente, sem recursos a qualquer forma de violência, a sua opinião que diverge da dominante.
A Amnistia Internacional – Portugal acompanha com particular proximidade os casos de: Gerardo Angüe Mangue, Cruz Obiang Ebele, Emiliano Esono Micha, Gumersindo Ramírez Faustino, Juan Ecomo Ndong, Marcelino Nguema e Santiago Asumu.

Condições nas Prisões
Embora registem-se melhorias nas condições das prisões (designadamente visita médica semanal aos reclusos), a alimentação e medicamentos disponíveis são totalmente inadequados. Alguns prisioneiros na "Black Beach Prison" são mantidos injustificadamente e sem limite temporal detidos em regime de total isolamento e permanentemente algemados.

Tortura e outras formas de maus tratos
Apesar da entrada em vigor em 2006 de uma lei que proíbe a tortura, continuam a registar-se vários casos de tortura levada a cabo pela polícia. Pelo menos duas pessoas morreram na sequência directa de actos de tortura perpetrados pela polícia. Há, pelo menos, registo de uma condenação a 17 anos de prisão com base em provas comprovadamente obtidas sob tortura. Não há registo de qualquer condenação (embora tenha havido lugar a acusação em alguns casos) de agentes policiais por estes actos.

Pena de Morte (Salvador Ncogo, Benedicto Anvene e José Nzamyo)
Contrariando a tendência mundial e as recomendações da ONU para abolição da pena de morte relativa a todos os crimes e a adopção da moratória global enquanto a pena capital não é suprimida, a Guiné Equatorial mantém-se retencionista. Registámos 3 execuções que ocorreram sem possibilidade de recurso e sem aviso prévio às respectivas famílias.

Desaparecimentos forçados
São ainda desconhecidos os paradeiros de vários opositores do Governo que, a seu mando, foram comprovadamente detidos, inclusivamente fora das fronteiras da Guiné Equatorial (designadamente na Nigéria e Camarões).

Desalojamentos forçados
Sobretudo em Malabo e Bata, com o fundamento na necessária regeneração urbana, têm-se registado desalojamentos forçados de centenas de famílias. A grande maioria dos casos registados foram “justificados” pela construção de estradas e infra-estruturas de luxo das quais as populações afectadas não retiram qualquer benefício. Na grande maioria dos casos, não houve qualquer pré-aviso, consulta ou negociação e não foram apresentadas alternativas de alojamento ou indemnizações pelas perdas. Grande parte dos desalojamentos foi levada a cabo com desproporcionais medidas de força e segurança. Várias famílias continuam sob risco de desalojamentos forçados.

Direitos das Crianças
No ano passado, 20 menores de idade entre os 10 e os 17 anos foram presos devido ao facto de terem recebido dinheiro de um dos netos do Presidente Obiang que, alegadamente, o tinha furtado. Embora a lei da Guiné Equatorial estabeleça os 16 anos como a idade limite a partir da qual deixa de haver inimputabilidade penal, todas aquelas 20 crianças foram detidas por mais de 2 meses na “Black Beach Prison” que não dispõe de instalações próprias de detenção para crianças e jovens.

Pobreza e Direitos Humanos
60% da população da Guiné Equatorial vive abaixo do limiar da pobreza (com menos de USD$1 por dia) apesar dos elevados níveis de crescimento económico do país, de elevada produção de petróleo e de ser um dos países com o rendimento per capita mais elevado do mundo.
Segundo dados da UNICEF mais de metade da população da Guiné Equatorial não tem acesso a água potável e cerca de 20% das crianças morrem antes de atingirem os 5 anos de idade.
O Direito à habitação condigna é constantemente ameaçada pelos desalojamentos forçados que são levadas a cabo.

Recomendações

Atendendo:

À situação actual dos Direitos Humanos na Guiné Equatorial que acima se procurou evidenciar;

Ao facto de a situação não se alterar caso não haja pressão internacional para o efeito;

Ao facto de a CPLP, por força dos seus Estatutos actualmente em vigor, dever estimular ”a cooperação entre os seus membros com o objectivo de promover as práticas democráticas, a boa governação e o respeito pelos Direitos Humanos” (Artigo 5.º) e por maioria de razão, junto daqueles que o pretendem ser;

Ao facto de os Estados da CPLP estarem vinculados, por força dos Estatutos desta Organização, à norma que regula a atribuição de Estatuto de Observador Associado e que prescreve que "aos Estados que, embora não reunindo as condições necessárias para ser membros de pleno direito da CPLP, partilhem os respectivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos, e prossigam através dos seus programas de governo objectivos idênticos aos da Organização" (Artigo 7.º). Ora, se são estas as condições para atribuição do Estatuto de Observador Consultivo, por maioria de razão (na medida em que os direitos e deveres destes em relação a estes são maiores), devem ser também tidas como critérios para avaliação da candidatura a membros de Pleno Direito,

A Amnistia Internacional – Portugal, insta V. Exa a apenas aceitar a integração da Guiné Equatorial na CPLP como membro de pleno direito perante o compromisso cumulativo e expresso por parte da Guiné Equatorial de:

  1. Suprimir a pena de morte, com moratória imediata;

  2. Cessar a tortura e às detenções extrajudiciais levadas a cabo pelos órgãos do Estado;

  3. Proceder à libertação imediata e incondicional dos Prisioneiros de Consciência acima nomeados e daqueles que estão nas mesmas condições.


Na certeza de que contaremos com a colaboração de V. Exa para a construção de um mundo onde todos os indivíduos gozem plenamente dos seus direitos conforme o que está consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os padrões internacionais que a desenvolveram, disponibilizamo-nos para qualquer esclarecimento adicional.

Com os mais respeitosos cumprimentos,

Lucília-José Justino
Presidente da Amnistia Internacional – Portugal

segunda-feira, julho 12, 2010

Debate: um outro mundo é possível?

Conferência/Debate com Prof. Manuela Silva: 15 de Julho, às 19.00h, na ABRIL

A sede da ABRIL fica situada defronte do Jardim de S. Pedro de Alcântara, no mesmo local onde fica a Casa do Brasil.

Muito se tem ouvido falar da crise actual, normalmente àqueles que têm gerido ou opinado sobre as políticas que conduziram a esta situação e cujas soluções que preconizam, desse modo, não se apresentam suficientemente credíveis.

Há assim que ouvir outras vozes e reflectir sobre o papel que a sociedade pode/deve assumir nesta matéria.

O desenvolvimento do tema está a cargo da economista Manuela Silva, professora aposentada do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG-UTL), entre outros funções que assumiu, nomeadamente, de estudo e intervenção na realidade do país.

Esperamos-vos.

Um abraço

Margarida

domingo, julho 11, 2010

Deputados nórdicos apelam ao termo da pesca da UE em águas do Sahara Ocidental

Trinta e dois deputados da Finlândia, Suécia e Dinamarca solicitaram ontem aos ministros dos Negócios Estrangeiros dos seus respectivos países que evitem a renovação do Acordo de Pesca da UE com Marrocos, que inclui as águas do Sahara Ocidental ocupado, segundo revela a ONG Western Sahara Resource Watch (WSRW).

"Instamos os governos da Dinamarca, Finlândia e Suécia a trabalhar em conjunto e de maneira activa para evitar uma prorrogação automática do Acordo de Pesca UE-Marrocos, enquanto não for expressamente excluída a sua aplicação ao território do Sahara Ocidental".

Suécia, Dinamarca e Finlândia trabalharam seriamente no primeiro debate do Conselho Europeu sobre o Acordo de Pesca UE-Marrocos 2007-2011, no ano de 2006. A Suécia votou contra o Acordo, afirmando que era uma clara violação do Direito Internacional. Dinamarca e Finlândia também colocaram dúvidas acerca da legalidade do Acordo. A Finlândia absteve-se nas votações, salientando que o povo saharaui deve ser consultado. A Comissão Europeia ignorou as condições colocadas pelo governo finlandês na Declaração que proferiu em 2006.

A carta dos deputados nórdicos baseia-se no parecer jurídico de 2009, elaborado pelo Serviço Jurídico do Parlamento Europeu, onde se afirma que as condições necessárias para o respeito do Direito Internacional não foram cumpridas: não há provas de que o povo saharaui tenha sido consultado, nem que tenha beneficiado do referido Acordo. Durante os três anos de vigência do Acordo de Pesca, a Comissão da União Europeia não conseguiu mostrar um só documento que justifique o contrário. Tanto o movimento de libertação representante do povo saharaui, reconhecido internacionalmente pela ONU — a Frente POLISARIO —, como as principais organizações e a sociedade civil saharaui, proferiram declarações claramente contra o actual Acordo e qualquer novo Pacto que inclua o seu Território.

"Esperamos que os governos da Suécia, Dinamarca e Finlândia adoptem uma atitude de defensa do Direito Internacional, como base de uma acção nórdica construtiva e determinante para defender a total legalidade do Acordo. A UE deveria seguir a linha dos EUA e da EFTA, que respeitam o Direito Internacional excluindo taxativamente o Sahara Ocidental dos acordos económicos com Marrocos", afirmam os deputados.

A carta foi subscrita por deputados do Partido Social-Democrata, dos Verdes, o Partido de Esquerda e Aliança da Esquerda, Partido Democrata Cristão, Partido Liberal, Partido do Centro, Partido Popular Socialista e a Aliança dinamarquesa Vermelha-Verde. (SPS)

Notícia difundida
pela Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental
10-07-2010

Brutal represión en Panamá

Muertos y heridos de gravedad
Brutal represión en Panamá

FRENADESO

A esta hora se reporta al menos un muerto, Antonio Smith, dirigente de las bananeras, y varios heridos de gravedad. La Policía a punta de balas reprime a los manifestantes que se defienden de la embestida. Se lanzan los ataques policiales contra las residencias mismas.

Antonio Smith, sería el primer mártir del Gobierno autoritario de Martinelli y de la brutalidad policial. Los Policías tienen hoy impunidad y licencia para matar gracias a la Ley 30 (Chorizo) impuesta por Martinelli, la cual el pueblo demanda su derogación.

La represión inició a eso de las 10 de la mañana. Fuerte contigente de antimotines proveniente de Panamá iniciaron la brutal represión.

Hay varios detenidos y un número plural de heridos, según nos reportan los compañeros de FRENADESO Bocas del Toro.

Se ha convocado un Consejo de Gabinete con carácter de urgencia. Se espera que adopten nuevas medidas represivas y de persecución, como las órdenes de arrestos que pesan sobre los dirigentes Genaro López y Saúl Méndez del SUNTRACS, CONUSI y FRENADESO. No se descarta la suspensión de las garantías fundamentales.

El Consejo de Gabinete se realiza antes del viaje que tiene para mañana Martinelli a Suráfrica a presenciar la final del Campeonato Mundial de Fútbol. Se trata de otra salida cobarde de Martinelli, dejando al país con el "rancho ardiendo". Es el viaje número 20 que hace en un año como Presidente. En medio del alto costo de la vida y del 7% impuesto que castiga los hogares humildes, Martinelli haciendo alarde de riqueza, dice que viaja con familiares y amigos con sus propios recursos, hoy en duda su legitimidad frente a las denuncias de que su cadena de supermercados, bancos y Fundación han podido ser usados para lavado dinero proveniente del narcotráfico. Dos primos, junto a otros copartidarios de Martinelli, están presos en México por este delito y su relación con los carteles de la droga.

La empedernida mitómana y Ministra de Trabajo, Alma Cortés, sin prueba alguna, acusó a la dirigencia del SUNTRACS de pagar "a indigentes 20 dólares para que fomenten disturbios".

En esa provincia los trabajadores se mantienen en lucha y hay casi 30 trabajadores detenidos, violándose el debido proceso y las garantías fundamentales.

Esta mañana unidades de la Policía Nacional, en funciones que no le competen, entregó carta de despido a casi un centenar de trabajadores en huelga en el proyecto de ampliación del Canal. La Policía devolvió a los trabajadores el pliego de peticiones presentado a la empresa Unidos por el Canal a cargo del proyecto.

En Conferencia de Prensa en el Colegio Nacional de Abogados, los abogados del SUNTRACS denunciaron la violación de los derechos humanos y laborales en Panamá, la represión en Bocas del Toro, la persecución contra la dirigencia sindical y la presentación de habeas corpus preventivos en favor de los directivos de SUNTRACS y CONUSI. Al mediodía, cientos de trabajadores del SUNTRACS, CONUSI, ASEUPA, FRENADESO y grupos estudiantiles escenificaron una protesta en los predios de la Universidad de Panamá. Esta se dio luego del Consejo Nacional de SUNTRACS y de un Directorio de ASEUPA-SINTUP.

En Chiriquí se efectuó un piqueteo en el Ministerio de Trabajo.

Se reitera que el Encuentro de Dirigentes convocado por la Coordinadora de Lucha, va este sábado 10 de julio a las 9 de la mañana, Auditórium José Dolores Moscote de la Universidad de Panamá. Mañana se reúne la Dirección Nacional de FRENADESO.

Para mañana, viernes 9 de julio, se tiene proyectado intensificar las protestas en las calles.

La situación es muy tensa. El Gobierno autoritario de Ricardo Martinelli pretende avasallar a los trabajadores. El pueblo Resiste y vencerá. Seguiremos informando.

www.frenadesonoticias.org

sábado, julho 10, 2010

Apelo da Assembleia do Fórum Social Europeu

Nós, os participantes no FSE, em Istambul, reafirmando o nosso compromisso contra qualquer guerra e ocupação e por uma resolução política para a questão curda, tomámos a seguinte resolução:

Agir colectivamente na Europa contra crise

Num cenário de crise global e face à ofensiva dos governos, da UE e do FMI para impor políticas de austeridade e de retrocesso social, os movimentos sociais reunidos no FSE, em Istambul, apelam à acção conjunta na Europa.

Perante esta ofensiva, mobilizações e resistências desenvolvem-se em toda a Europa. É urgente construir a convergência das lutas, reunindo movimentos sociais, sindicatos, associações e redes comunitárias. Neste sentido, apelamos a que se dê no dia 29 de Setembro, ou à volta dessa data, um primeiro passo na mobilização de toda a Europa.

Temos de impor políticas alternativas para atender às necessidades sociais e para atender às exigências ambientais.

Os movimentos sociais europeus apelam para uma reunião em 23-24 de Outubro (ou 13-14 Novembro) em Paris para prosseguir a reflexão e a procura de respostas para a crise, a mobilização e a coordenação dos movimentos e também para rever e discutir o FSE e o seu futuro.



NOTA: tradução BSP.

segunda-feira, julho 05, 2010

Sinopse do VA 219

A entrevista com que abrimos é com um economista inglês, Ian Burrell, que vive agora em Espanha a dirigir um hotel de charme em Xativa, Valência, Casa AldoMar, mas já foi funcionário da ONU em Portugal. Pedimos -lhe que fizesse uma comparação entre a situação espanhola e a portuguesa. Aqui ficam as suas impressões.

Depois fomos falar com o sociólogo António Dores da ACED para nos falar de novo da crise do sistema prisional português e da superlotação das prisões que é um retrato em grande da crise que atravessa o país.

Daqui subimos ao Norte para falar com o fundador da nova Rede Social Positivo Pt, dirigida à CPLP, Luís Gomes. Está a ser um sucesso e ele tenta explicar porquê.

Descemos depois para o profundo Alentejo. Fomos acompanhando uma equipa de TV servo croata entrevistar as duas lésbicas mais mediáticas de Portugal. Teresa e Helena. Felizes, e muito modestamente, vivem numa aldeia das cercanias de Avis. Contam-nos pelo que passaram e como foram perseguidas durante estes 4 anos pela associação Ilga - Portugal.

A Opus Gay que o diga também, pois desde a sua fundação em 1998-99 que é objecto de um cerco feroz para que desapareça e assim triunfe o "discurso único" que pretendem impor à sociedade portuguesa, seja ele qual for, para seu beneficio exclusivo.

Estivemos entretanto no Porto, no Love Pride de a "Casa", um sucesso!, uma nova associação a merecer referência pela sua nova postura. Claro que se ponha "a pau", porque vai ser vítima de ataques do stablishment glbt.

Terminamos com uma entrevista a Armando Martins, webmaster do VA e do sítio da Opus Gay há mais de ano e meio, que nos diz como faz os dois sites e do que pretende fazer no futuro.

Aguardamos as vossas criticas e comentários.

António Serzedelo - editor

domingo, julho 04, 2010

Assembleia da Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO

ASSEMBLEIA ABERTA DA PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO – PAGAN

Convocatória/Apelo à participação


A próxima Assembleia Aberta da PAGAN terá lugar no dia 11 de Julho, pelas 11h no Ateneu Libertário de Lisboa (Rua do Salitre, 139 – 1º andar).

Proposta de Ordem de Trabalhos:

  1. Informações decorrentes do encontro entre a PAGAN/ICC (NO TO WAR NO TO NATO).

  2. Contra-cimeira de Novembro/2010.

  3. Informações sobre o Fórum Social Europeu de Istambul.

  4. Balanço das últimas acções/Propostas de acções a desenvolver.

Este é um momento importante da campanha anti-NATO desenvolvida pela PAGAN. É preciso que todos participem activamente na organização da contra-cimeira e nas acções que a PAGAN espera vir a desenvolver.


Pela

Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO

Morreu Mahfoud Ali Beiba - SG adjunto da Frente POLISARIO e Presidente do Parlamento Nacional Saharaui

Mahfoud Ali Beiba, fundador da Frente Popular de Libertação do Saguia El Hamra e Rio de Ouro (Frente POLISARIO), dirigente histórico da luta de libertação no Sahara Ocidental e actualmente Secretário-Geral adjunto do movimento de libertação saharaui e Presidente do Parlamento Nacional Saharaui, morreu ontem, em sua casa, no acampamento 27 de Fevereiro, no sudoeste da Argélia, devido a ataque cardíaco.

A Presidência da República Saharaui Democrática declarou luto nacional por um período de sete dias. O funeral do dirigente saharaui realiza-se amanhã, Domingo, nos acampamentos de refugiados saharauis.

Nascido em 1953, no Saguia el Hamra (região norte do Sahara Ocidental), Mahfoudh Ali Beiba, era casado e pai de três filhas. Ocupou diversos cargos no Estado Saharaui no exílio, incluindo o de Primeiro-ministro de alguns governos e Presidente do Parlamento Nacional Saharaui, cargo que ocupava quando a morte o vitimou, privando-o de poder assistir à independência do seu país ocupado por Marrocos e à grande festa da libertação.

Desde 1997 que Mahfoudh Ali Beiba presidia à delegação saharaui que participava nas negociações directas entre a Frente POLISARIO e Marrocos sob os auspícios das Nações Unidas. Era admirado pelo seu patriotismo, serenidade e devoção sincera à luta de libertação do seu povo pela independência nacional.


Informação divulgada pela
Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental
04-07-2010

quinta-feira, julho 01, 2010

PAGAN: apelo contra a presença de Rasmussen em Lisboa

CONCENTRAÇÃO DE PROTESTO PELA PRESENÇA EM LISBOA DO SECRETÁRIO-GERAL DA NATO, ANDERS RASMUSSEN

A PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO APELA À PARTICIPAÇÃO NUMA CONCENTRAÇÃO DE PROTESTO A REALIZAR NO DIA 2 DE JULHO (SEXTA-FEIRA), PELAS 9H30, EM FRENTE AO MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS, NO LARGO DO RILVAS.



NATO e Rasmussen vão embora!

Sexta-feira, dia 2, o secretário-geral da Nato, Anders Rasmussen, vem a Portugal, entre outras coisas, para “ouvir” as autoridades portuguesas sobre o novo conceito estratégico da NATO. Este será debatido na próxima cimeira daquela organização belicista e agressiva que se realiza no mês de Novembro, em Lisboa. A PAGAN manifesta-se energicamente contra a presença de Rasmussen em Portugal e, mais uma vez, contra a realização daquela cimeira imperialista no nosso país.

A Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato (PAGAN) é uma plataforma que reúne pessoas e articula movimentos pela criação, apoio e divulgação de acções não-violentas contra o militarismo, a guerra e a NATO. Actualmente, a PAGAN está a organizar uma Semana de Acção anti-NATO, onde se prevê a realização de sessões públicas, debates e comícios, que contarão com a presença de activistas nacionais e internacionais. É objectivo desta iniciativa discutir a guerra, a NATO, o Afeganistão, as armas nucleares, o Tratado de Lisboa e o novo conceito estratégico da NATO.

Tropas portuguesas fora do Afeganistão

NATO e Rasmussen vão-se embora


PAGAN, Lisboa, 30 de Junho de 2010

quarta-feira, junho 30, 2010

Plataforma Anti-Tourada na Assembleia Municipal de Setúbal

Intervenção da Plataforma Anti-tourada na Assembleia Municipal de Setúbal a 30 de Junho, às 21:30h.


Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Excelentíssima Mesa da Assembleia,
Excelentíssimos Senhores Membros do Executivo,
Excelentíssimos Senhores Deputados de todas as forças partidárias com assento nesta Assembleia,
Boa noite.

Estou aqui hoje na qualidade de porta-voz da Plataforma de Acção pela Ética Animal em Setúbal, que se não é ainda conhecida por Vossas Excelências, sê-lo-á futuramente pela sua abreviatura, ES Animal. Trata-se de uma plataforma de vários cidadãos e instituições que visam combates específicos em prol da defesa dos direitos dos animais. Em Setúbal, infelizmente, ela é muito necessária.

Poderíamos falar das condições aviltantes do canil municipal, do perigo para a saúde pública da inexistência de controlo das espécies que vivem em ambiente urbano, da morte anunciada dos golfinhos do Sado – imagem de marca desta cidade, mas hoje, trazemos especificamente o nosso total rejeição pela anunciada tourada promovida por esta autarquia, na próxima Feira de Santiago.

A aceitação de actos de barbárie e tortura a animais num espectáculo público é condenável, mas a sua promoção, ainda mais com dinheiros públicos é, do nosso ponto de vista, repugnante. Recusamos este infame patrocínio, anunciado pela Comunicação Social local, pedindo a Vossas Excelências que, pelas razões que já de seguida enumeraremos, se pronunciem e alterem essa decisão. Assim:

  • Setúbal é um Concelho cuja identidade histórica é marítima e comercial, não tendo, consequentemente, a cultura da ganadaria, que é rural. Pôr a Moita, o Montijo e Alcochete ao nível de Setúbal é diminuir esta cidade. Houve somente uma tourada em todo o Século XVIII. A Praça existente, construída por António José Baptista, foi paga pelo autarca reaccionário mais populista que Setúbal teve em toda a Monarquia, com o objectivo de adormecer os movimentos republicano, socialista e anarco-sindicalista de Setúbal. Essa atitude pautou-se pelo insucesso! Setúbal não tem tradição de touradas!

  • A promoção cultural que Setúbal necessita passa, do nosso ponto de vista, pela reabertura do Fórum Luísa Todi, pela reabertura do Convento de Jesus, por um Charlot condigno, por uma Biblioteca decente, por uma fortaleza de S. Filipe sem risco de derrocada, por uma mobilização de boas vontades em defesa dos nossos clubes desportivos, pelo apoio às instituições e movimentos culturais da cidade, principalmente com os quais os cidadãos se identificam. Do nosso ponto de vista, as verbas desse patrocínio, que é pago com o dinheiros dos munícipes de Setúbal, devem ser canalizadas para outros eventos. Esta tourada não promove crescimento, só a morte!

  • A promoção turística que Setúbal precisa passa, do nosso ponto de vista, pelo correcto funcionamento do triângulo mágico constituído pela Arrábida, Estuário do Sado e Tróia, tendo como ponto central um Centro Histórico aberto e dinâmico, com monumentos visitáveis e criação artística que alimente o potencial de agrado que Setúbal possui. Não acreditamos que o pagamento público desta tourada nos traga mais turistas. Esta tourada não promove riqueza, só o sangue!

  • A razão que levou ao encerramento da “Carlos Relvas” foi a falta de segurança. Porém, não se inibe este Executivo de pagar uma Praça desmontável, onde já há um historial de acidentes com crianças. Mesmo que esses acidentes não se tenham revestido de grande gravidade, a verdade é que existiram. No contexto da Feira de Santiago, tal poderá vir a revelar-se explosivo! Em nome das nossas crianças, as quais vão ser confrontadas com violência, pedimos que em prol da sua segurança, não se faça a tourada!

  • Na coligação que compõe este Executivo existe um partido ecologista. Onde está?
    Gostaríamos que esclarecesse a sua posição sobre este assunto, à luz dos nobres princípios éticos que sempre os caracterizaram.

A cultura da violência não é a que queremos para esta cidade. Temos sérias responsabilidades no exemplo e no legado que damos às gerações futuras.

Caríssimas e distintíssimas senhoras deputadas, caríssimos e distintíssimos senhores deputados, honram-nos com o facto de nos ouvirem. Pedimos agora que nos honrem, cidadãos, com o vosso bom senso, com o vosso humanismo e com a vossa sábia decisão.

Obrigado.


Assembleia Municipal de Setúbal, em 30 de Junho de 2010, 21:30h
Assina: ES ANIMAL – Plataforma de Acção pela Ética Animal em Setúbal

quinta-feira, junho 24, 2010

Debate: um outro mundo é possível?

CONVITE


Amigas e amigos:

No plano de actividades da Abril salientámos o propósito de desenvolver o lema "a cultura do desassossego", abordando questões da actualidade e da cidadania, o que temos realizado durante este ano.

Desta vez queremos abordar o tema Um outro mundo é possível?, enorme desafio no contexto actual da presente crise económico-financeira que abala o mundo ocidental e em particular Portugal.

Assim, em colaboração com a Sangha Rimay Lusófona convidámos a professora Manuela Silva, grande especialista nesta matéria, para um debate sobre o momento que se vive em Portugal e no mundo e sobre o papel dos cidadãos numa possível e necessária mudança de modelo político, económico e social.

O encontro realiza-se no dia 29 de Junho, terça feira, às 19.00h na sede da Associação Abril, Rua de São Pedro de Alcântara, nº 63, 1ºDt (junto da Igreja da Misericórdia e em frente ao jardim de São Pedro de Alcântara - metro Chiado, elevador da Glória, bus 58).

Esperamos que vos agrade a nossa proposta e que tragam outros amigos.

Um abraço de amizade.

Guadalupe Magalhães Portelinha
Maria Vitória Vaz Pato

terça-feira, junho 22, 2010

Pagan: convite Assembleia aberta (noite) dia 25

Encontro da Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato (PAGAN)

Caros Senhores,

No próximo dia 25 de Maio realizar-se-á em Lisboa um encontro com o ICC (International Coordinating Comitee) da War Resisters International, organização na qual a PAGAN se insere. Neste encontro pretende-se discutir a organização da contra-cimeira e de outras formas de acção a desenvolver aquando da Cimeira da NATO em Lisboa no próximo mês de Novembro.

A PAGAN gostaria de contar com a vossa presença nesta Assembleia aberta a todas as organizações que contestam a guerra e os interesses que a representam, no sentido de, colectivamente, trabalhar para a demonstração do nosso repúdio pela NATO e para a construção de uma opinião pública mais informada e consciente.

A Assembleia terá lugar às 21h00 na Rua do Salitre, nº 139, 1º.

Com os melhores cumprimentos,

Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato

http://antinatoportugal.wordpress.com/quem-somos/

antinatoportugal@gmail.com

Camino de la Refundación de Honduras

Desde territorio hondureño, donde Jubileo Sur está participando de una delegación de solidaridad, compartimos y convocamos a sumarse y adherir al Llamamiento del Frente Nacional de Resistencia Popular ante el 1er aniversario del Golpe de Estado.

¡Viva la resistencia del pueblo hondureño!

Llamamiento Internacional

A una semana del Primer Aniversario de la Resistencia, sumémonos al Camino de la Refundación de Honduras.

El Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP) representa los intereses de todo un pueblo que se mantiene en lucha contra el actual régimen represivo disfrazado de democracia. La Resistencia crece diariamente y se extiende por todo el territorio nacional coordinando las distintas agendas políticas y sociales en un solo proyecto unitario con el que se ha empezado a construir los pilares sobre los cuales se construirá una nueva sociedad en Honduras.

Luego del Golpe de Estado del 28 de junio del 2009 se vino a bajo el ya debilitado Estado de Derecho y el pequeño grupo empresarial que secuestro al legitimo presidente de las y los hondureños se ha mantenido en el poder a base de la violencia de las fuerzas represivas (Policía Nacional y Fuerzas Armadas de Honduras) asesinando, golpeando, apresando, violando y obligando al exilio a centenares de hondureños y hondureñas. Los "golpistas" que sacaron a Manuel Zelaya Rosales son los mismos que ahora presentan a Porfirio Lobo como un títere para seguir consolidando su régimen de violencia.

Lo que los criminales no se esperaban era la enorme valentía del pueblo hondureño que ahora ha decidido luchar hasta el final. La Resistencia se basa en la construcción del Poder Popular desde la base y en la participación directa de todos los sectores en la construcción de una propuesta política que de respuestas a la grave crisis que se vive en el
país.

Vamos por la Constituyente para crear el marco legal que nos permita como pueblo organizado retomar el destino de nuestra patria y arrebatarla de las manos mezquinas del pequeño grupo que mantiene secuestrado el gobierno.

Los pueblos del mundo han seguido de cerca el surgimiento de la resistencia y su consolidación. Ahora estamos en el marco de una nueva demostración de fuerza con la presentación de más de un millón de Declaraciones Soberanas en las que como ciudadanas y ciudadanos desconocemos este gobierno ilegal e ilegitimo e invitamos a la población a convocar a una nueva Asamblea Nacional Constituyente.

Este 28 de junio cumplimos nuestro primer aniversario como Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP), pero no lo hacemos recordando el asalto a la democracia de parte de los golpistas, si no al contrario celebraremos el nacimiento de la verdadera democracia popular que ha iniciado su camino hacia la refundación del Estado y la construcción de un futuro justo para todos y todas por igual.

La Resistencia Hondureña invita a todos los pueblos del mundo a ser parte de este proyecto refundador y revolucionario, a seguirlo de cerca y a sumarse en lo que será la celebración del primer año de este caminar hacia la victoria

Les invitamos a visitar nuestra pagina oficial: www.resistenciahonduras.net para conocer de cerca las distintas actividades que se llevaran a cabo y para que descarguen los diferentes documentos oficiales e informativos para convocar ustedes mismos para esta fecha de resistencia que no solo es nuestra si no de todos los pueblos del mundo en lucha.

El Frente Nacional de Resistencia invita a todas las personas, organizaciones o grupos de compañeros y compañeras que han estado en solidaridad con el pueblo de Honduras a acompañarnos con actividades políticas de presión contra el régimen.

Este 28 de junio ninguna voz quedara sin ser escuchada y todo plantón, marcha, comunicado, foro o reunión en apoyo a los hondureños y hondureñas que saldremos masivamente a las calles sumara a la fuerza que hoy construye en nuestro territorio el verdadero Poder Popular.

Agradecemos de antemano todas las acciones que se llevaran a cabo y les presentamos nuestros contactos para estrechar relaciones y permitir a todo el pueblo hondureño saber que no estamos solos ni solas, que todo el mundo lucha con Honduras en esta trinchera de justicia y dignidad.

Un abrazo solidario en Resistencia Compañeras y Compañeros internacionalistas.

Comisión Internacional (CI) – Frente Nacional de Resistencia Popular
ci_coordinacion@resistenciahonduras.net

Honduras, Centro América

Contactos:
Betty Matamoros, Coordinadora CI.
bmflores2009@yahoo.com

Dirian Pereira: dirianbeatrizpereira@yahoo.com

Gerardo Torres: unita1984@hotmail.com

Más información sobre la resistencia al golpe de Estado en Honduras:
http://www.movimientos.org/honduras.php

domingo, junho 20, 2010

Movimientos de los Pobres de Detroit, Nacionales e Internacionales en el Foro Social E.E.U.U.

21 de junio:

¡¡La Caravana y Marcha de los Pobres desde Nueva Orleáns hacia el Foro Social de los EE.UU. llega a Detroit!!

22 de junio:

Los pobres de Detroit y las Organizaciones de defensa de Personas Pobres a nivel nacional llevarán a cabo la Cumbre Sobre la Pobreza nacional/ internacional.


A todos aquellos que están llegando la semana próxima al Foro Social de los Estados Unidos en Detroit, el Grupo de Trabajo en contra de la Pobreza (Poverty Working Group), liderado por las organizaciones auspiciantes de Detroit, la Michigan Welfare Rights Organization y la National Welfare Rights Union, así como las organizaciones a nivel nacional en contra de la pobreza y en defensa de las personas sin hogar, incluída Poor People's Economic Human Rights Campaign (PPEHRC), los invitan a sumarse a las siguientes actividades que se desarrollarán durante el foro (y más!!).

El USSF se basa en el entendimiento de que los movimientos sociales exitosos son siempre liderados por aquellos más afectados. El Grupo de Trabajo en contra de la Pobreza del USSF ha estado trabajando durante meses para traer a las personas pobres de todo el país hasta Detroit en esta oportunidad histórica de unirse y crear planes estratégicos para la acción. En una época en la cual el control corporativo del planeta continúa concentrando las riquezas del mundo en unas pocas manos y se disemina la pobreza entre las masas, es más crucial que nunca que los pobres y los desempleados asuman el liderazgo del movimiento para acabar con la pobreza.

Nuestro programa incluye:

  • Una caravana hasta Detroit y una conferencia de prensa nacional el próximo lunes 21 de junio organizada por la Marcha para cumplir un Sueño de Poor People's Economic Human Rights Campaign y el Grupo de Trabajo en contra de la Pobreza.

  • Una Cumbre sobre la pobreza en el día inaugural, el 22 de junio a las 10 am, y otra en el día de cierre del USSF, 26 de junio (Foro Social de los Estados Unidos).

  • Un rally auspiciado por la Michigan Welfare Rights Organization y el Grupo de Trabajo en contra de la Pobreza en DTE Energy el próximo martes, que se unirá a la marcha de apertura del Foro Social EEUU. Las prácticas agresivas de DTE, que incluyen el corte del suministro eléctrico a las familias pobres y a los jubilados de bajos recursos, ha causado que varias personas, entre ellas niños, mueran incinerados a tratar de mantenerse al abrigo, ellos y sus familias.

  • Una Carpa de la Pobreza en la USSF Vision Village, con talleres, generación de redes de contactos, arte y cultura.

  • Asambleas de los Movimientos Populares (PMA).

  • Corte Mundial sobre la Pobreza: Los desaparecidos en los EE.UU.: Miercoles 23 de junio, por la tarde.

  • ¿Qué sucedió con la salud y cómo hacemos para obtener los cuidados de salud que necesitamos?: Jueves 24 de junio, por la tarde.

  • Cómo reclamar el derecho a una vivienda digna y la ciudad: asumir el poder, llevárselo y devolvérselo a la gente: Viernes 25 de junio, por la tarde.

Para obtener más información, incluido el programa detallado del PWG (Grupo de Trabajo en contra de la Pobreza), por favor visítenos en www.ussf2010.org/poverty o por correo electrónico a: poverty@lists.ussf2010.org.

Para apoyar la participación de los pobres en el USSF, por favor envíe un cheque por el importe que sea a:
USSF2010
Att: Marian Kramer, PWG Co-chair
23 East Adams
Detroit, MI 48226

Otro mundo es posible.

Otros Estados Unidos de América son necesarios.

¡Otro Detroit es un hecho!

quinta-feira, junho 17, 2010

BSP, ano VIII

O Blogo Social Português (BSP) inicia hoje, 16 de Junho, o seu oitavo ano de existência.

Nascido por iniciativa de Paulo Pereira, à época na associação Pédexumbo, juntou meia dúzia de pessoas que se conheceram, ou se reconhecerem, durante o processo do I Fórum Social Português.

Tínhamos saído daquele processo com o entendimento de que, se ele representava qualquer coisa de inovador no movimento associativo, tinha ficado, porém, aquém do que acreditávamos que teria sido possível. Era necessário, na nossa leitura de então, criar uma base de sustentabilidade social que permitisse romper com algumas das suas limitações – metodológicas, programáticas, de mobilização – para solidificar o que ele tivera de novo.

O BSP surgiu assim como a expressão desta leitura. Como um instrumento para a sua consolidação e inovação.

Com o passar do tempo e a aparente imobilidade da realidade, o pequeno grupo dispersou-se pelas várias solicitações que continuaram a proliferar e pelas voltas que a vida nos foi dando.

Os que ficaram – ou o que ficou – centraram o foco do BSP nas notícias que iam rompendo o bloqueio e iam chegando das várias partes do mundo, da acção dos vários movimentos sociais espalhados pelo mundo. Particularmente da América Latina, que está a passar por um interessantíssimo e riquíssimo processo de transformação, mas também de terrenos de luta que o século XX não conseguiu ainda fechar. O Sara Ocidental, cuja população espera há 35 anos por poder exercer o seu direito à autodeterminação, a Palestina, cuja população espera há 60 anos por ver reconhecido o seu direito à dignidade, à sua cultura, ao seu território, à paz.

O BSP transformou-se assim, nestes últimos três anos, numa caixa de ressonância. Ficou com menos Portugal mas com mais mundo. Algumas vezes, poucas, também tem havido Portugal no mundo.

Talvez tenha ficado um pouco incaracterístico. Talvez tenha perdido coerência.

Relativamente ao projecto inicial, claramente que perdemos. Mas continuamos vivos.

domingo, junho 13, 2010

Não à renovação do acordo de associação UE-Israel!

Suspensão do Acordo de associação comercial UE-Israel!

Anulação da adesão de Israel à OCDE!


Palestina ocupada, 5 de Junho de 2010 – A União Europeia prepara-se para renovar durante este mês o Plano de acção UE-Israel, no momento em que a ocupação da Cisjordânia, incluindo Jerusalém oriental, e da Faixa de Gaza entra no seu 43º aniversário. O Plano foi inicialmente adoptado em 2005 para «responder aos requisitos do acordo de associação [UE-Israel], construir vínculos em novas áreas e encorajar e apoiar os objectivos de Israel com vista a uma próxima integração nas estruturas europeias económicas e sociais». O acordo de associação UE- Israel constitui a forma legal desta relação. O artigo 2º do acordo declara que as políticas internas e externas devem assentar no respeito pelos direitos humanos e os princípios democráticos. A UE está a violar as suas próprias regras ao adoptar perante Israel uma atitude rotineira, de "business as usual".

O Comité Nacional Palestiniano de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BNC) está chocado com a categórica recusa da UE em responsabilizar Israel pelas persistentes violações de direitos humanos e da legalidade internacional. O assassínio de activistas dos direitos humanos a bordo da frota "Free Gaza" é apenas a mas recente transgressão de Israel numa lista sempre crescente. Basta!

Em Maio, os países da UE votaram a aceitação de Israel como membro da OCDE, um clube exclusivo de nações ricas. Ao aceitar Israel, apesar de este ter apresentado dados económicos que incluem os colonatos ilegais da Cisjordânia ocupada, excluindo os palestinianos sob seu controlo, os países da UE violam as obrigações que têm como subscritores da IV Convenção de Genebra. O parlamento de Israel deve agora ratificar a adesão de Israel. Basta que um país apele a uma reunião de emergência do concelho da OCDE para que o processo de adesão seja bloqueado. Os países da OCDE não devem ignorar as acções de massas nas ruas, apelando ao fim da impunidade de Israel.

A UE, é o principal fornecedor de ajuda humanitária e ajuda de desenvolvimento aos palestinianos sob a ocupação israelita, enquanto contribui ao mesmo tempo para a manutenção do regime israelita de ocupação, colonização e apartheid que oprime o povo palestiniano. Um exemplo deste comportamento duplo é o fornecimento, à empresa militar israelita Elbit Systems, de milhões de euros de subsídios à investigação. A Elbit está envolvida activamente na construção do muro ilegal na Cisjordânia ocupada. O parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça de 9.7.2004 confirmou a ilegalidade deste muro e do regime a ele associado e recomendou a todos os Estados que não ajudassem a manter a situação ilegal criada pelo muro e assegurassem o cumprimento do direito internacional por Israel.

O Plano de acção EU-Israel faz referência a um «estatuto especial» de que Israel goza nas suas relações com a Europa, na base de pretensos «valores comuns». O Relatório Goldstone fornece numerosas provas de que Israel cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade contra os palestinianos de Gaza. Israel nunca respeitou nenhuma das centenas de resoluções da ONU, sempre as ignorou durante 62 anos, inclusive as recomendações do Relatório Goldstone, que foram recentemente apoiadas pelo Parlamento Europeu. Ao mesmo tempo que Israel usufrui de um acesso privilegiado aos mercados europeus, aos fundos de investigação e a toda uma série de apoios políticos e financeiros, os direitos humanos fundamentais são negados ao conjunto do povo palestiniano, incluindo 1,5 milhão de palestinianos na Faixa de Gaza ocupada que estão submetidos a um castigo colectivo com o bloqueio ilegal de Israel. Mais recentemente, Israel atacou activistas dos direitos humanos de cerca de 40 países, que se encontravam a bordo da Frota da Liberdade em águas internacionais. Existem amplas provas de que o regime de Israel é «o regime de uma potência colonizadora sob a aparência de uma ocupação que inclui muitas das piores características do apartheid», tais como a fragmentação do território, políticas de detenções em massa, limpeza étnica e negação de direitos humanos fundamentais e liberdades por motivos de nacionalidade, religião e etnia. Estas políticas são uma ameaça à paz, à segurança e à humanidade a nível global. Vidas humanas, direitos e aspirações estão a ser arruinadas à custa da chamada «relação especial» entre Israel e a UE.

Questionamos os «valores comuns» que a UE está a promover na região.

Aja agora! Pressione a UE a parar o processo de renovação do Plano de acção UE-Israel, a suspender o Acordo de associação comercial UE-Israel e a travar a adesão de Israel à OCDE:

  1. ESCREVA AOS DEPUTADOS DO PARLAMENTO EUROPEU (encontra os seus contactos em: http://bit.ly/aQs17o).

  2. ESCREVA À REPRESENTANTE DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DA UE Catherine Ashton (catherine.ashton@ec.europa.eu) E AO COMISSÁRIO PARA A POLÍTICA DE ALARGAMENTO Stephan Fule (Stefan.FULE@ec.europa.eu).

  3. ENVIE CÓPIA DA SUA CARTA AO 1º MINISTRO E AO MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DE PORTUGAL
.

Nota - recebido do Comité Palestina

sábado, junho 12, 2010

O médico cirurgião saharaui Abbas Mohamed Chej Sbai foi preso pela polícia marroquina


A polícia judiciária marroquina de Casablanca, Marrocos, deteve hoje, sexta-feira 11 de Junho de 2010, o Dr. Abbas Mohamed Chej Sbai, cidadão saharaui de 55 anos, quando este se encontrava num hotel da cidade de Ain Diab, local de onde foi levado para o quartel da polícia e entregue a um esquadrão especial da gendarmería marroquina sem que a sua família saiba as razões da sua detenção.

O Dr. Abbas Mohamed Sheikh Sbai fora já detido no ano de 2006 por membros da gendarmeria de Marrocos e apresentado ante o Tribunal de Primeira Instância de Bzakurt sendo condenado no dia seguinte a uma pena de prisão efectiva de 6 meses de encarceramento. A pena foi posteriormente reduzida a 3 meses pelo Tribunal de Apelação de Ouarzazate após o médico ter entrado em greve de fome que se prolongou por 39 dias. No seguimento de muitas mobilizações levadas a cabo por várias organizações internacionais em solidariedade com a sua causa em muitas capitais europeias, Marrocos acabou por o libertar no dia 10 de Março de de 2006 antes de terminar a pena de prisão no presídio de Ouarzazate.

Segundo o testemunho do próprio Dr. Abbas Mohamed Chej Sbai, em 1999 começou a receber diversas provocações e perseguições por parte das autoridades marroquinas com o fito de impedir que montasse o seu negócio de turismo na localidade de Mhamid Elguizlan.

Segundo a sua família a actual detenção prende-se com as cousas que estiveram na origem do seu primeiro encarceramento, como vingança por parte das autoridades marroquinas.

O Dr.Abbas Mohamed Chej Sbai, nascido em 1955, tem nacionalidade suíça e é casado com uma cidadã desse país europeu. Tem dois filhos de 15 e 16 anos. É doutorado em medicina, com a especialidade de de cirurgia e trabalhou em saúde pública na Suíça durante 12 anos, entre 1987 e 1999.

El Aaiun territórios ocupados, 11 de Junho de 2010.

Fonte: CODESA (Colectivo dos Defensores Saharauis dos Direitos do Homem).

Informação divulgada pela Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental.

domingo, junho 06, 2010

El Camino de la Refundación de Honduras

La otra Honduras posible, se construye desde abajo

El Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP) representa los intereses de todo un pueblo que se mantiene en lucha contra el actual régimen represivo disfrazado de democracia. La Resistencia crece diariamente y se extiende por todo el territorio nacional coordinando las distintas agendas políticas y sociales en un solo proyecto unitario con el que se ha empezado a construir los pilares sobre los cuales se construirá una nueva sociedad en Honduras.

Luego del Golpe de Estado del 28 de junio del 2009 se vino a bajo el ya debilitado Estado de Derecho y el pequeño grupo empresarial que secuestro al legitimo presidente de las y los hondureños se ha mantenido en el poder a base de la violencia de las fuerzas represivas (Policía Nacional y Fuerzas Armadas de Honduras) asesinando, golpeando, apresando, violando y obligando al exilio a centenares de hondureños y hondureñas. Los “golpistas” que sacaron a Manuel Zelaya Rosales son los mismos que ahora presentan a Porfirio Lobo como un títere para seguir consolidando su régimen de violencia.

Lo que los criminales no se esperaban era la enorme valentía del pueblo hondureño que ahora ha decidido luchar hasta el final. La Resistencia se basa en la construcción del Poder Popular desde la base y en la participación directa de todos los sectores en la construcción de una propuesta política que de respuestas a la grave crisis que se vive en el país.

Vamos por la Constituyente para crear el marco legal que nos permita como pueblo organizado retomar el destino de nuestra patria y arrebatarla de las manos mezquinas del pequeño grupo que mantiene secuestrado el gobierno.

Los pueblos del mundo han seguido de cerca el surgimiento de la resistencia y su consolidación. Ahora estamos en el marco de una nueva demostración de fuerza con la presentación de más de un millón de Declaraciones Soberanas en las que como ciudadanas y ciudadanos desconocemos este gobierno ilegal e ilegitimo e invitamos a la población a convocar a una nueva Asamblea Nacional Constituyente.

Este 28 de junio cumplimos nuestro primer aniversario como Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP)
, pero no lo hacemos recordando el asalto a la democracia de parte de los golpistas, si no al contrario celebraremos el nacimiento de la verdadera democracia popular que ha iniciado su camino hacia la refundación del Estado y la construcción de un futuro justo para todos y todas por igual.

La Resistencia Hondureña invita a todos los pueblos del mundo a ser parte de este proyecto refundador y revolucionario, a seguirlo de cerca y a sumarse en lo que será la celebración del primer año de este caminar hacia la victoria.

Comisión Internacional (CI) – Frente Nacional de Resistencia Popular

Honduras, Centro América

Contacto: Betty Matamoros, Coordinadora CI. Correo: bmflores2009@yahoo.com

Dirian Pereira:dirianbeatrizpereira@yahoo.com

Gerardo Torres:unita1984@hotmail.com

sábado, junho 05, 2010

Sessão sobre o SOC - sábado 5

No próximo sábado, dia 5, pelas 21,30h, a Tertúlia Liberdade, promove uma sessão sobre o SOC, sindicato dos camponeses da Andaluzia, na Livraria Letra Livre, na Galeria Zé dos Bois, situada na Rua da Barroca, 5 (Bairro Alto).

Nessa sessão teremos oportunidade de observar fotografias do SOC e da sua actividade, que se estende pelos campos da Andaluzia, através da acção directa, sem ligações partidárias, numa luta constante pelos 20.000 camponeses associados, com resultados assinaláveis e sem privilégios para os activistas. Só assim tem sido possível, ocupar latifúndios, organizar cooperativas agrícolas e de habitação para os camponeses e introduzir uma dinâmica anti capitalista nas zonas rurais.

Iremos estabelecer um debate com todos os presentes para esclarecermos esta realidade tão desconhecida e tão diferente do que se passa por cá.

APARECE E DIVULGA.
Vale bem a pena

José Luís

quinta-feira, junho 03, 2010

Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos expressa preocupação sobre a situação no Sahara Ocidental

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Navanethem Pillay, em carta dirigida ao SG da Frente Polisario, expressa a sua preocupação pela situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado, em particular, o tratamento dos presos políticos saharauis em cárceres marroquinos.

"Gostaria de lhe agradecer a sua carta datada de do passado dia 10 de Abril 2010 relativamente à situação dos direitos humanos no Sahara Ocidental. Também estou preocupada com a actual situação no território", afirma aquela alta funcionária da ONU.

Navanethem Pillay, na sua missiva, assegura a Mohamed Abdelaziz que a informação sobre a situação dos presos políticos saharauis e os desaparecimentos foi remetida às instâncias das Nações Unidas responsáveis pelos mecanismos de direitos humanos a fim de ser dado o seguimento adequado.

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirma também que tomou nota da recomendação feita na carta de Mohamed Abdelaziz sobre a necessidade de enviar ao território uma delegação da ACNUDH para examinar a situação actual e para garantir a protecção dos direitos humanos no Sahara Ocidental, a fim de elaborar um relatório detalhado e equitativo sobre o tema.

Navanethem Pillay Pillay garantiu que a ONU, no momento actual, continuará a acompanhar a situação a partir de Genebra.


Informação tendo por base despacho da agência saharaui SPS
Divulgada pela Associação de Amizade – Portugal Sahara Ocidental
03-06-2010

terça-feira, junho 01, 2010

O assalto de 30 de Maio: Comunicado do Tribunal Russell sobre a Palestina

Comunicado do Tribunal Russell sobre a Palestina

Todos os Estados e a Comunidade Internacional devem tomar, urgentemente, medidas contra as violações do direito internacional pelo Estado de Israel.

O assalto à «frota da liberdade» pelas tropas israelitas no dia 30 de Maio de 2010, ao largo da costa da Faixa de Gaza, viola várias regras elementares do direito internacional:

  • o princípio da liberdade de navegação em alto mar (Convenção sobre o direito do mar, art. 87) pois este assalto teve lugar a 40 milhas das costas de Gaza, logo fora das águas territoriais de Gaza assim como de Israel;

  • a interdição de atacar civis: tendo o assalto sido realizado no quadro da ocupação da Faixa de Gaza por Israel (ocupação que persiste em razão do permanente controlo, por Israel, das fronteiras terrestres, aéreas e marítimas da Faixa de Gaza), este assalto inscreve-se num contexto de conflito armado; logo, à luz do direito dos conflitos armados, este assalto pode ser considerado um ataque contra civis e constitui um crime de guerra que todos os Estados devem julgar (direito internacional humanitário, regras 1, 156 e seguintes);

  • a obrigação de respeitar as decisões do Conselho de Segurança (Carta das Nações Unidas, art. 25) que pedem a Israel para retirar dos territórios que ocupa (Resoluções 242 de 22 de Novembro de 1967 e 338 de 22 de Outubro de 1973 do Conselho de Segurança) há 40 anos.

Estas violações do direito internacional implicam a responsabilidade internacional de Israel, a sua obrigação de reparar os danos resultantes destas violações e a obrigação de todos os Estados de punir judicialmente os autores destas violações quando envolvem crimes de direito internacional.

Este incidente, que não é mais do que um episódio suplementar da triste antologia das violações do direito internacional cometidas por Israel, mostra de novo o distanciamento, senão o desprezo, deste Estado relativamente às normas mais fundamentais do direito internacional.

Esta estratégia deliberada de Israel de ignorar o direito internacional resulta da impunidade de que goza este Estado por parte da comunidade internacional desde há várias décadas, como claramente o salientou o júri do Tribunal Russell sobre a Palestina (TRP) aquando da sua primeira sessão internacional em Barcelona. Assim, o TRP pede:

  1. O fim do bloqueio à ajuda humanitária a Gaza por parte de Israel, uma forma de castigo colectivo interdito pela IV Convenção de Genebra (art. 33);

  2. O fim do cerco a Gaza pelas autoridades israelitas de acordo com a sua obrigação de acabar com a ocupação do território;

  3. A abertura de um inquérito internacional sobre as circunstâncias do assalto ocorrido neste 30 de Maio, a fim de examinar a validade das eventuais justificações invocadas por Israel;

  4. A suspensão do acordo de associação UE-Israel respeitando as disposições contidas no próprio acordo.

Stéphane Hessel, Pierre Galand, Brahim Senouci, Bernard Ravenel, Paulette Pierson-Mathy, François Maspero, Marcel-Francis Kahn, membros do Comité Organisador International do Tribunal Russell sobre a Palestina.
Cynthia McKinney, Gisèle Halimi, Alberto San Juan, membros do Júri do Tribunal Russell sobre a Palestina.

Mairead Maguire, membro do Júri do TRP e prémio Nobel da Paz, faz parte dos passageiros da «frota da liberdade». O TRP exprime toda a sua solidariedade com as vitimas e com o conjunto dos passageiros da frota.

Tradução Blogo Social Português

terça-feira, maio 25, 2010

Uma taxa sobre as transacções financeiras em proveito dos povos e do planeta!


Uma campanha da rede internacional da ATTAC

A luta contra a pobreza, a garantia e preservação dos bens e serviços públicos à escala mundial, reclamam urgentemente novos meios de financiamento. O combate à fome e à insegurança alimentar, às pandemias, às doenças ainda hoje subestimadas, à desregulação climática, à precariedade energética, bem como o acesso à educação, à saúde e a uma habitação decente e a protecção da biodiversidade, exigem desde já a mobilização de elevados recursos financeiros para que seja possível pôr em prática, à escala do planeta, as políticas globais capazes de contribuir para a realização dos direitos económicos e sociais fundamentais.

Acreditamos que é tempo de converter a actual crise financeira numa oportunidade para todos, que é tempo de agir em defesa dos interesses dos povos e do futuro do nosso planeta.

A ATTAC Portugal convida-vos a subscrever aqui esta petição dirigida aos Governos dos países do G-20, que reunirão em Toronto nos próximos dias 26 e 27 de Junho, e a colaborar na divulgação e adesão a esta campanha internacional!

--
ATTAC Portugal
www.attac.pt
attac@attac.pt
Apartado 27127, 1201-950 Lisboa

segunda-feira, maio 24, 2010

Supermercados italianos deixam de vender produtos vindos de Israel

De acordo com o diário israelita Ha'aretz de 23 de Maio, duas cadeias de supermercados italianas - a Coop Italia e a Nordiconad - decidiram deixar de vender produtos vindos de Israel.

O jornal cita o sítio Stop Camel-Agrexco - uma coligação sediada em Itália dedicada ao boicote de um dos principais exportadores de produtos agrícolas de Israel - segundo o qual estas duas cadeias irão retirar até ao final do presente mês todos os produtos israelitas das suas prateleiras.

O motivo invocado por estas empresas é o de ser impossível para os consumidores distinguir entre os produtos vindos de Israel e os vindos dos territórios palestinianos ocupados.

O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS na sigla inglesa), que luta contra o apartheid israelita, congratulou-se com esta pequena vitória.

Recorde-se que ainda muito recentemente o Estado de Israel foi admitido na OCDE, apesar das denúncias feitas por vários organismos de que Telavive, na sua informação estatística, não diferenciava a informação relativa aos territórios palestinianos ocupados da relativa ao Estado de Israel, uma atitude contrária ao direito internacional.

domingo, maio 23, 2010

Indymedia Portugal: Exércitos nas ruas

Um interessante artigo publicado no Indymedia Portugal cuja leitura recomendamos vivamente. Um debate que está na "Ordem do Dia". Aqui.

sábado, maio 22, 2010

Honduras: asesinan miembro de COPINH y de la Resistencia

CONSEJO CIVICO DE ORGANIZACIONES POPULARES E INDIGENAS DE HONDURAS COPINH

COMUNICADO DE PRENSA URGENTE

ASESINAN MIEMBRO DE COPINH Y DE LA RESISTENCIA


El Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras COPINH denuncia el asesinato del compañero Olayo Hernández Sorto de 37 años de edad, vecino de la comunidad de Pueblo Viejo, miembro de COPINH y secretario del comité comunal del frente de resistencia Popular contra el golpe de estado de la comunidad de Pueblo Viejo municipio de Colomoncagua, departamento de Intibucá.

El compañero Olayo Hernández Sorto fue asesinado el día martes 18 de mayo a eso de las 6.00 PM de 3 disparos de pistola calibre 3.80, uno le impacto en el pecho, el otro en la rodia y el otro en la espalda.- El cadáver del compañero Olayo mostraba además una herida de arma blanca en la cabeza probablemente de machete.- El cadáver del compañero Olayo Sorto fue encontrado en Los quebrachitos, es de hacer notar que el compañero Olayo Sorto habia sido acusado de ser de la resistencia y de tener armas, ya que su oficio era reparador de armas, oficio del que tenia el respectivo permiso no obstante, en el juzgado de paz del municipio de Colomoncagua se le había impuesto una multa de mil Lempiras (L1,000.00).

El compañero Olayo antes de salir de su casa recibió una llamada de William Ventura para invitarlo a salir de su casa y verse en algún lugar.

El compañero Olayo Hernández Sorto deja 5 hijas e hijos y una esposa que dependían de los ingresos del compañero asesinado.

El Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras exige el esclarecimiento inmediato de este nuevo crimen cometido contra miembros de la resistencia Popular y que se castigue con todo el peso de ley a los criminales; Así mismo exigimos que se detenga esta hemorragia de sangre que sufre el pueblo hondureño, que lucha por la restitución de la democracia.

Compañero Olayo Hernández con tu ejemplo heroico, ¡seguiremos adelante!

Compañero Olayo, ¡juramos vencer!

Consejo Civico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras.

COPINH

Intibucá 21 de mayo del 2,010

ACCION URGENTE! Amenazas a Muerte en contra de Carlos H. Reyes

El Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras (Cofadeh), expresa su total repudio y preocupación por las reiteradas Amenazas a Muerte en contra de Carlos H. Reyes, miembro de la Conducción del Frente Nacional de Resistencia y del Bloque Popular de Honduras.

El día 20 de mayo de 2010, a las 6:00 p.m., Calos H. Reyes recibió una llamada en su celular del numero 226 99 65, cuando Carlos respondió, la voz al otro lado del auricular le dijo con voz grave "Te vamos a botar la cabeza cabrón te quedan pocos días", ante lo inesperado Carlos, le dijo halo y el sujeto le reitero la amenaza "te vamos a botar la cabeza cabron, te quedan pocos días". Situación que se repitió por tres veces.

Estas amenazas se producen en un contexto de desinformación mediática en la que se hace aparecer una división al interior del Frente Nacional de Resistencia. Campaña que se gesta cuando el Frente realiza la recolección de firmas para exigir una Asamblea Nacional Constituyente que retorne al país al Orden democrático y constitucional

En los últimos dos meses se han implementado este tipo de estrategias de desinformación y descalificación de los líderes de oposición para luego atacarles, en algunos casos con daños irreparables.

En los últimos dos meses, ocho (8) personas del Frente Nacional de Resistencia han sido asesinadas. Veinticinco (25) enfrenan amenazas a muerte y veintiséis (26) se han visto forzadas a abandonar el país para conservar su vida e integridad.

Antecedentes

Carlos H. Reyes es beneficiario de Medidas Cautelares, otorgadas por la Comisión Interamericana de Derechos Humanos. Entre los meses de junio y noviembre de 2009, la sede sindical del Stibys (Sindicato de Trabajadores de la Industria de Bebidas y Similares), Sindicato al que pertenece Carlos H. Reyes y del cual es su Presidente fue militarizado. El 26 de julio sujetos desconocidos explosionaron una granada de fragmentación en su interior, en el mes de Agosto, desconocidos dispararon contra sus instalaciones y en los meses de julio, agosto, septiembre y noviembre tanquetas y comandos militares se instalaron frente a sus oficinas. El Stibys es la sede de la Resistencia y sitio de alojamiento para los manifestantes de la Resistencia que provienen del Interior del País.

El 30 de julio 2009, agentes de la Policía Preventiva le fracturaron el brazo derecho mientras le golpeaban con sus toletes, y proferían insultos, "AHA, vos SOS el viejo que quiere ser mi Presidente, aquí van tus votos", Carlos H, Reye era candidato independiente a la Presidencia de la Republica para las elecciones de Noviembre 2009. Postulación a la que renuncio debido al Golpe de Estado del 28 Junio de 2009.

El Cofadeh solicita a la comunidad internacional y nacional exigir al Estado de Honduras tome las medidas necesarias para garantizar y mecanismos efectivos para proteger la vida y la integridad del dirigente Carlos H. Reyes . De igual forma garantice la protección efectiva a todos los activistas sociales y garantice el derecho a defender los derechos humanos universalmente reconocido, como lo establece la Declaración Universal de los Defensores de las Naciones Unidas, aprobada en 1998 y las Resoluciones de la OEA de 1999 y 2000.

Llamamientos a las autoridades siguientes:

Jorge Alberto Avilez
Presidente de la Corte Suprema de Justicia

Luis Alberto Rubì
Fiscal General de la Republica.

Três dos presos políticos saharauis do Grupo dos Sete libertados graças à pressão internacional


Graças à pressão internacional, três dos presos políticos saharauis do Grupo dos Sete defensores dos Direitos Humanos encarcerados desde o passado dia 8 de Outubro na prisão marroquina de Salé, quando regressavam de uma visita aos seus familiares nos acampamentos de refugiados saharauis no sul da Argélia, foram ontem libertados.

Sete meses depois da sua detenção e após uma greve de fome de 41 dias foi-lhes ontem concedida a liberdade provisória "graças à pressão internacional das ONGs de direitos humanos, partidos políticos e governos", afirmou ontem por telefone à agência noticiosa saharaui SPS Yahdih Terruzi, um dos presos políticos libertado juntamente com Rachid Sgayer e Saleh Labihi.

"A nossa libertação não é um presente de Rabat, antes o produto da sua incapacidade para convencer a opinião pública internacional sobre os argumentos desta detenção arbitrária contra activistas pacíficos de direitos humanos, que regressavam de una visita pacífica às suas famílias, de quem estamos separados por um muro militar marroquino há três décadas", afirmou Yahdih Terruzi.

Questionado sobre o que se passa com os restantes elementos do grupo: Ali Salem Tamek, Beahim Dahan e Hamadi Nasiri, Yahdih Terruzi afirmou que a libertação dos presos de Salé em "separado é uma manobra evidente que procura impedir movimentos espontâneos de expressão de entusiasmo e felicidade por parte do povo saharaui que acompanha sempre com grande expectativa a libertação dos presos políticos saharauis".

Degya Lachgar, a única mulher do grupo, foi posta em liberdade no passado dia 28 de Janeiro de 2010 devido ao seu "grave" estado de saúde, e que se deveu à forte pressão exercida por numerosas organizações de direitos humanos.


Informação divulgada
Pela Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
20-05-2010

Carta abierta a la DG Medio Ambiente de la Comisión Europea

Querido@s y querid@s,

Esta carta abierta (adjunto) es una excelente iniciativa de Olivier Hoedeman (Corporate Europe Observatory), que testificó ante el Tribunal Permanente de los Pueblos sobre el asunto de los lobbies o grupos de cabildeo de las transnacionales.

Stora Enzo, uno de los ETNs/casos que fue presentado al Tribunal Permanente de los Puebos (TPP) representa La Alianza para Cartones de Bebidas y el Medio Ambiente (ACE) como uno de los co-organizadores del ‘cumbre de políticas’ que, bajo el título Un precio sobre la Tierra: cómo pueden las empresas proteger la biodiversidad y beneficiarse de ella, tendrá lugar en Bruselas los días 1 y 2 de junio en el marco de la Semana Verde 2010 de la Comisión Europea.

La fecha límite para firmar sería el martes que viene: 25 de mayo al fin del dia (horas America Latina).

Para firmar la carta, pueden escribir un mensaje a: Olivier Hoedeman

Abrazos

Ya está subido a la web de Enlazando Alternativas el Dossier de prensa del TPP en castellano. En este enlace: http://www.enlazandoalternativas.org/spip.php?article653



A la atención de Janez Potočnik, comisario europeo de Medio Ambiente:

Nosotras, las organizaciones abajo firmantes, deseamos expresar nuestra honda preocupación ante la ‘cumbre de políticas’ que, bajo el título "Un precio sobre la Tierra: cómo pueden las empresas proteger la biodiversidad y beneficiarse de ella", tendrá lugar los días 1 y 2 de junio en el marco de la Semana Verde 2010 de la Comisión Europea. El acto, que se celebrará en el edificio Charlemagne de la Comisión, está patrocinado por Coca Cola, la Unión de la Industria de la Caña de Azúcar (UNICA) – grupo de cabildeo a favor del fomento de biocombustibles – y la Alianza para Cartones de Bebidas y el Medio Ambiente (ACE). Cada uno de estos patrocinadores contará con un ponente en las diversas conferencias de la cumbre, organizada por el instituto Friends of Europe - Les amis de l’Europe.

Consideramos que es inaceptable que la Comisión externalice parte de su Semana Verde a un instituto que permite que sus socios empresariales patrocinen debates a cambio de contar con un papel destacado en el evento. La Dirección General (DG) de Medio Ambiente de la Comisión Europea, como organizadora de la Semana Verde, no debería permitir que la industria compre de esta forma los debates de la Semana Verde. Observamos también con inquietud que la DG Medio Ambiente haya otorgado a Friends of Europe este importante papel a pesar de boicotear sistemáticamente el registro de transparencia de grupos de cabildeo de la Comisión.

Los antecedentes de los tres patrocinadores en materia medioambiental hacen que su papel en la Semana Verde esté especialmente fuera de lugar:

  • A principios de este año, un comité del estado indio de Kerala declaró a Coca Cola culpable de “grave agotamiento de recursos hídricos” y contaminación de aguas y suelos. Las fábricas de Coca Cola también provocan escasez de agua, contaminación de aguas superficiales y suelos, así como exposición a residuos tóxicos y pesticidas, en otros lugares de la India.

  • UNICA, el grupo de cabildeo de la industria brasileña de la caña de azúcar, promueve que se expanda la producción de la caña de azúcar a pesar de que ésta tiene repercusiones catastróficas sobre la biodiversidad cuando las praderas, la sabana arbolada y las selvas se convierten en plantaciones.

  • La ACE está representada por la empresa Stora Enso, que participa en grandes monocultivos de eucalipto en América Latina, con impactos desastrosos sobre las personas y el medio ambiente.

Le exhortamos a intervenir en esta situación y a garantizar que los ponentes que representan a los patrocinadores se retiren del programa de la Semana Verde. También le instamos a asegurar que los actos organizados por la DG Medio Ambiente en el futuro no estén patrocinados por grandes empresas y grupos de cabildeo de la industria.

Organizaciones signatarias:

Biofuelwatch
COECOCEIBA-Amigos de la Tierra Costa Rica
Colombia solidarity campaign, United Kingdom
Corporate Europe Observatory (CEO)
Food & Water Europe
Grupo de Reflexion Rural, Argentina/Europe
India Resource Center
Salva la Selva, Spain
Rettet den Regenwald, Germany
Transnational Institute
Xarxa de l'Observatori del Deute en la Globalització (ODG-Debtwatch), Catalunya

Nota: el programa de la ‘cumbre de políticas’ se puede descargar aquí: http://www.friendsofeurope.org/Portals/6/Documents/Programmes/FOE_Greenweek_Biodiversity_programme_speakers_11-05-10.pdf

La Vía Campesina frente a la COP 16 de Cambio Climático

1. El modelo capitalista, que prioriza el beneficio de las corporaciones trasnacionales sobre la vida de los pueblos y el respeto a la naturaleza, nos está conduciendo a la destrucción del planeta. Las corporaciones trasnacionales son nuestros enemigos comunes, son los enemigos de la humanidad.

El futuro de la humanidad está amenazado. La agricultura y ganadería industrial y el sistema empresarial de alimentos, junto con la contaminación de la atmósfera por parte de las grandes industrias, son la raíz que provoca la crisis climática. La vida, el conocimiento, la cultura campesina e indígena está en peligro y con ello la producción suficiente y sana de alimentos.

2. La lucha de La Vía Campesina es porque se dé otro trato y se revalore y proteja el conocimiento, cultura y el papel de los pequeños productores campesinos e indígenas y agricultores familiares en la producción de alimentos. Somos la solución al hambre en el mundo y nuestra agricultura sustentable enfría el planeta.

La soberanía alimentaria es la alternativa global frente al sistema capitalista y la crisis multidimensional que ha generado (crisis alimentaria, crisis de la biodiversidad, crisis financiera, crisis energética), es una alternativa para la sociedad en su conjunto.

3. Después del fracaso de la Conferencia de las Partes sobre Cambio Climático de las Naciones Unidas en Copenhague (COP 15), se realizará la COP 16 en Cancún, México, del 29 de noviembre al 10 de diciembre de 2010. No nos queda duda que los gobiernos de los países dominantes, y su fieles aliados del Sur, se piensan reunir otra vez para ver cómo seguir lucrando con falsas soluciones como agrocombustibles y el mercado de créditos de carbonoy no para atender las causas estructurales reales de la crisis climática, que es parte de la crisis multifacética actual del capitalismo.

4. Tenemos el ánimo en alto después de la Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra, llevado a cabo en Cochabamba Bolivia este abril. Los acuerdos allí elaborados afirman los derechos de los pueblos campesinos e indígenas, además de los derechos de la Madre Tierra misma, y son una herramienta para obligar a los países industrializados a asumir su responsabilidad histórica por la crisis del clima, con recortes drásticos y reales de sus emisiones, y el pago de su deuda climática, entre otras cosas.

Cancún, México, será un campo de batalla distinto de cuando descarrilamos a la OMC en 2003. Por lo cual, hacemos un llamado para crear "miles de Cancunes" alrededor del mundo y en México, en las fechas de la COP 16, en donde nosotros, los pueblos, mostremos nuestro total desacuerdo con las falsas soluciones del gran capital y de los malos gobiernos, y nuestra firme determinación de luchar por las verdaderas soluciones. Llamamos pues, a un proceso de lucha en donde la base sea el posicionamiento político respecto al tema y a las alternativas reales.

En Cancún, La Vía Campesina y aliados vamos a construir un Foro Alternativo y nos vamos a movilizar para crear una "caja de resonancia" , que se escuchará y repetirá en los muchos otros "Cancunes" que se realizarán. La tarea es construir muchos Cancunes, para que el mundo entero se pueda contagiar con las razones verdaderas y un compromiso real de lucha.

Proponemos desde ya impulsar un proceso de construcción de espacios y de articulaciones reales desde las organizaciones y movimientos sociales, y que nos encontremos hacia agosto, con procesos construidos desde lo local y regional, para evaluar y consolidar esos miles de Cancunes. Hoy existen diversas iniciativas hacia la COP 16, pero ninguna nos representa. La Vía Campesina se deslinda de los que se llaman "autoconvocados", o hablan a nombre de los movimientos sociales, pero en realidad buscan protagonismo para sus ONG. Queremos construir procesos y espacios para que más voces inconformes puedan expresar sus luchas. Es necesario articular, informar, organizar y así, desde nuestras luchas y bases, formar un gran movimiento mundial por la Madre Tierra.

Estamos por un proceso real de construcción de espacios desde los movimientos de abajo, con los y las aliado/s de buen corazón en el mundo y en México. Los campesinos y campesinas estamos enfriando el planeta.

¡Globalicemos la lucha! ¡Globalicemos la esperanza!!!

Fraternalmente,
Henry Saragih y Alberto Gómez Flores

CONTACTOS:
La Vía Campesina Internacional
Teléfono: +62217991890,
Fax: +62217993426
CElectrónico: viacampesina@viacampesina.org
La Vía Campesina Región Norteamérica
CElectrónico: alberto.gomez@viacampesinanorteamerica.org
Celular: +52 55 41777846
CElectrónico: enlace@viacampesinanorteamerica.org
Teléfono. +52 55 55843471 (México)
CElectrónico: jroe@nffc.net

quarta-feira, maio 19, 2010

Chá do Deserto no Graal


Encontro com Haddu Ahmed Fadel — Deputada e Membro da Comissão Política do Parlamento da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) — e Jadiyetu El-Mohtar, intelectual saharaui na diáspora: o papel da Mulher Saharaui na organização dos acampamentos de refugiados e na luta pela resistência e libertação nacional.


Por iniciativa do GRAAL(*); Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental; plataforma Marcha Mundial das Mulheres (MMM); Associação Solidariedade Imigrante; UMAR; Tribunal do Iraque; Jornal Mudar de Vida; Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania; AJPaz - Acção para a Justiça e Paz; Associação Seres; SOS Racismo; UMAR-Açores (Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres); Engenho e Obra; Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC), Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e Colectivo Abu Jamal, realiza-se no próximo dia 20 de Maio (Quinta-Feira), pelas 20h, no Terraço do GRAAL — Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA, Lisboa, um encontro com Haddu Ahmed Fadel, Deputada e Membro da Comissão Política do Parlamento da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e a intelectual saharaui Jadiyetu El-Mohtar.

O encontro pretende dar a conhecer a situação da mulher saharaui nos acampamentos de refugiados e nas zonas do Sahara Ocidental ocupadas por Marrocos, o seu importante papel na organização dos refugiados e na luta pela independência daquela que é a última colónia de África e que espera — e desespera —, que a Nações Unidas promovam a realização do referendo de autodeterminação, tal como foi estabelecido entre as partes em conflito – o Reino de Marrocos e a Frente POLISARIO — e a própria ONU em 30 de Agosto de 1988, através da aprovação do Plano de Paz para o território; e, posteriormente, com a criação e instalação da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental, em 29 de Abril de 1991.


Graal
Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA - 1150/215 Lisboa Portugal
Tel. 213546831; Fax 213142514
terraço@graal.org.pt


(*) O Graal é um movimento internacional de mulheres motivadas pela procura espiritual e empenhadas na transformação do mundo numa comunidade global de justiça e paz, conforme o sentido simbólico da lenda que deu origem ao nome do movimento.

sexta-feira, maio 14, 2010

«Libertem Saldanha Sanches!»

Em meados do 7º ano do liceu decidimos – o Monteiro e eu – dar um salto à Associação de Estudantes do Técnico onde funcionava então o turismo estudantil que proporcionava viagens a preços convidativos.

Alguém nos tinha dito que era um edifício atarracado que ficava logo à entrada, do lado esquerdo de quem entrava pela Alameda Afonso Henriques. Lá fomos. Nunca lá tinha posto os pés e o Monteiro, muito provavelmente, também não.

Entrámos. Em baixo era a cantina. Sentia-se logo pelo cheiro. Perguntámos onde ficava o turismo. Apontaram-nos para o andar de cima. Subimos. Então, no patamar entre o primeiro e o segundo lanço de escadas, um grande cartaz de papel de cenário, cobrindo toda a parede por debaixo da janela, reclamava a letras vermelhas garrafais: «Libertem Saldanha Sanches!». O nome não me dizia nada mas o seu conteúdo e a forma como era expresso intimidaram-me.

Não me lembro já do que fomos tratar ao turismo. Se calhar apenas recolher informação genérica. Na altura publicavam uns caderninhos com todos os voos programados para o verão, com horários de partida por destino e os preços. Se calhar limitámo-nos a trazer um desses livrinhos para sonharmos no café.

Então, ao descer, ao olhar de cima esse cartaz escrito a grandes letras vermelhas, fui tomado por um enorme deslumbramento. O de que, apesar da ditadura, da repressão em que vivíamos, tinha sido possível, naquele edifício, criar uma ilha de liberdade onde se pudera gritar aquela exigência.

Naquele «libertem Saldanha Sanches» não havia datas nem razões ou explicações. Apenas aquela exigência. Mas a sua universalidade era tão directa e absoluta que nada mais era necessário acrescentar.

quarta-feira, maio 12, 2010

Países da EFTA excluem Sahara Ocidental do acordo de livre comércio com Marrocos


O acordo European Free Trade Association (EFTA)-Marrocos não abrange o Sahara Ocidental, de acordo com as autoridades da Noruega e Suíça, informou hoje a Western Sahara Resource Watch.

"Como internacionalmente não é reconhecida a Marrocos a soberania sobre o Sahara Ocidental, este não é visto como uma parte do território de Marrocos em relação ao acordo. O Acordo de Livre Comércio é, portanto, não aplicável às mercadorias provenientes do Sahara Ocidental", declarou ontem o ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Støre, no Parlamento norueguês sobre o Acordo de Livre Comércio entre os países da EFTA e Marrocos.

O esclarecimento do ministro surge na sequência de um escândalo que foi notícia nos órgãos de comunicação noruegueses durante as últimas semanas, envolvendo o importador de óleo de peixe norueguês GC Rieber, ao etiquetar anualmente entre 12 mil a 20 mil toneladas de óleo de peixe do Sahara Ocidental como "marroquino", furtando-se assim a pagar às autoridades aduaneiras norueguesas para cima de 50 milhões de euros. Como resultado, tornou-se claro que a prática da EFTA difere totalmente da política levada a cabo pela Comissão Europeia sobre o comércio de produtos oriundos do território ocupado do Sahara Ocidental.

Ao excluir com total clareza o território do Sahara Ocidental da aplicação do Acordo de Livre Comércio, a Noruega aplica a mesma interpretação que a Suíça, outro dos mais importantes país da EFTA.

"Como a Suíça não reconhece a anexação marroquina, o acordo de livre comércio entre os países da EFTA e Marrocos não é aplicável ao Sahara Ocidental", afirmou, em 2007, Martin Zbinden, chefe do Acordo de Livre Comércio na Secretaria de Estado dos Assuntos Económicos da Suíça, quando a ARSO, organização de solidariedade com o povo saharaui, investigou as importações helvéticas de tomate.

Sara Eyckmans, Coordenadora da Western Sahara Resource Watch (WSRW), instou a União Europeia a seguir os exemplos da EFTA e dos E.U.A., "que excluem o Sahara Ocidental da sua colaboração de livre comércio" com o Reino de Marrocos.

A EFTA integra actualmente a Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Embora sendo pequenos países, são líderes mundiais em diversos sectores vitais para a economia global. Os dois países alpinos da EFTA — Liechtenstein e Suíça — são internacionalmente reputados centros financeiros e sede de grandes empresas e multinacionais. Os dois países nórdicos da EFTA, Islândia e Noruega, destacam-se na produção de peixe, na indústria metalúrgica e transportes marítimos.


Informação divulgada pela
Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
Com base em despacho da agência noticiosa saharaui SPS
12-05-2010

ATTAC - INFO Dossier Há mais vida para além do PIB


As razões e os documentos de um debate necessário iniciado com o Colóquio da ATTAC em 16/01/2010

A ATTAC, com este Colóquio, abriu o debate público em Portugal sobre os indicadores de medição e avaliação do desenvolvimento das sociedades humanas e a necessidade de serem estudados indicadores complementares ou alternativos do PIB, dadas as reconhecidas limitações deste indicador quantitativo. Como os contributos recolhidos nesta iniciativa comprovaram, este não é um debate neutro ou à margem dos interesses em conflito na sociedade. Os indicadores usados influenciam e justificam as políticas públicas. Esperamos que a nossa iniciativa estimule novas reflexões e estudos e uma participação alargada dos cidadãos e dos movimentos sociais no debate desta temática, que influencia profundamente as escolhas relativas ao nosso futuro colectivo.

Colocamos agora à disposição de todos os interessados um dossier contendo variada documentação sobre este debate, nomeadamente as intervenções e apresentações de quase todos os economistas participantes no painel do Colóquio: José Maria Castro Caldas, José Francisco Carvalho, Gualter Baptista e Manuela Silva (que publica este mês um artigo na edição portuguesa do Le Monde Diplomatique sobre a temática em questão). No dossier encontra-se também disponível o sumário das conclusões da Comissão Stiglitz que estudou esta temática e os contributos dos economistas L. Dowbor e J. M. Harribey.

Os interessados poderão encontrar este dossier, consultar e aceder a esta documentação em www.attac.pt
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ATTAC Portugal
www.attac.pt
attac@attac.pt
Apartado 27127, 1201-950 Lisboa

O nº 10 da revista O Comuneiro está em linha

Com algum atraso, motivado por razões de ordem pessoal, efectuamos a publicação do nº 10 de O Comuneiro, com a qual completamos cinco anos de intervenção constante desta revista electrónica. Com ela procuramos abrir um espaço próprio e reconhecível, no mundo da língua portuguesa, onde se discutissem os temas e as ideias que pudessem ajudar a rasgar caminhos que tornem possível um outro mundo, no mundo babélico e em decomposição que é o nosso. Neste momento, a crise nas finanças privadas derrama-se numa crise das finanças públicas europeias, mas essa é apenas uma das muitas horrendas cabeças de dragão que a sobreprodução capitalista é capaz de exibir. Não faz sentido recriminar a cupidez infrene de alguns, quando se continua a considerar a busca do ganho individual como a virtude cívica cardial e o esteio fundamental de toda a vida em sociedade.

A primeira contribuição para este número cabe à palavra irrepetível do nosso companheiro Daniel Bensaïd, cujo desaparecimento recente nos deixou a todos, no campo da revolução anticapitalista, um pouco mais sós e inseguros. Sobre todas as questões cruciais do nosso tempo, das mais comezinhas análises de política social aos grandes debates filosóficos, habituáramo-nos a contar com o esteio da sua opinião, para a qual não vai ser fácil encontrar um substituto. De uma forma sempre generosa, audaz, informada e lúcida, ele desbravava hipóteses e revelava tensões, rumo ao futuro, como não se vê mais ninguém capaz de replicar. Podemos constatar isso mesmo, lendo aqui uma das suas últimas entrevistas.

Uma outra contribuição que prezamos muito é a de John Bellamy Foster, actual director da Monthly Review, que para além de ser um digno continuador dos inesquecíveis Paul Sweezy e Harry Magdoff – designadamente na economia política e na teoria do imperialismo -, é também, e sobretudo, um grande investigador e uma voz vigorosa e original no eco-socialismo contemporâneo, como o podemos constatar lendo o artigo de fundo que dele publicamos.

Do filósofo Alain Badiou publicamos um pequeno artigo que, mais que embrenhar-nos na senda complexa dos seus conceitos de evento e situação, nos concita a reflectir historicamente sobre o projecto comunista como convocatória e horizonte de legibilidade do nosso tempo.

Joseph Green, nosso companheiro de debates na internet, demonstra de uma forma bem acessível e despretensiosa, sem ponta de escolástica, como a crítica de economia política de Marx é ainda a melhor ferramenta disponível para analisar a crise contemporânea, desconstruindo pelo caminho os discursos apologéticos das diferentes facções de epígonos ideológicos do sistema.

Miguel d’Escoto e Leonardo Boff são dois vultos proeminentes da teologia da libertação latino-americana. Da sua autoria conjunta publicamos um documento de grande interesse que, para além de um apelo à radical reinvenção da Organização das Nações Unidas, contém sobretudo uma Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade. Numa altura em que se encerra na cidade lutadora de Cochabamba (Bolívia) a primeira Conferência Mundial dos Povos sobre as Mutações Climáticas, é oportuno escutar este apelo a um reencantamento e sacralização da nossa Mãe Terra, independentemente das convicções religiosas de cada um, que pela nossa parte se quedam por um prudente Espinozismo.

Do nosso editor Ronaldo Fonseca publicamos também uma nova reflexão estratégica sobre a transição ao socialismo, na articulação possível entre as suas várias frentes de luta, e no desenho assimétrico entre os diversos espaços onde se fazem sentir, presentemente, as tensões principais, as dores de parto e a ansiedade pelo futuro.

O projecto liberal, na sua nudez mais crua, continua a ser objecto da nossa atenção, no campo da pura história (ou arqueologia) das ideias políticas. Neste número de O Comuneiro, para além de um ensaio de Jean-Claude Michéa que prossegue e desenvolve outras intervenções suas já por nós publicadas, cabe-nos a grata tarefa de apresentar uma reflexão aguda, pertinaz e bem provocatória de Dany-Robert Dufour, que desvenda na floresta neónica destes tempos de consumismo desbragado e egocentrismo sem freio, o eco e o desenvolvimento lógico dos urros do velho marquês de Sade, às voltas na sua cela da Bastilha.

Por fim (last, but not the least), do nosso companheiro Ivonaldo Leite, publicamos uma reflexão sobre a posição de classe do professor, que fazemos nossa, inteiramente, e nos diz tudo quanto poderíamos desejar saber sobre nós próprios, enquanto intelectuais que persistimos neste gesto insensato de dar a compreender e lutar pela transformação do mundo em que vivemos.

Pela Redacção

Ângelo Novo
Ronaldo Fonseca
www.ocomuneiro.com