terça-feira, abril 20, 2010

Flash-mob contra a Privatização dos CTT

A ATTAC Portugal lança na quinta-feira, próximo dia 22, uma campanha contra a privatização dos CTT, intitulada "Cartada contra a Privatização dos CTT".


Os dogmas ideológicos hoje veiculados pela Comissão Europeia, contra todas as evidências da grave crise económica global que estamos a viver, pressionam os estados-membros para uma contenção rápida do défict público e para a privatização generalizada das empresas na órbita do Estado.
O Governo Português, com o PEC que apresentou ao país, mostrou que partilhava da mesma visão.
Ao elencar uma extensa lista de empresas a privatizar, o Governo anunciou, satisfeito, que poderia arrecadar cerca de 6 mil milhões de euros e assim reduzir o déficit em igual montante.

Para estes responsáveis, a apresentação de uma estatística do déficit ao final do ano é tudo. O facto de o Estado perder instrumentos importantes para a concretização de políticas públicas, económicas, sociais e ambientais, não é nada importante. Mas se as privatizações degradam a democracia e atacam o serviço público são também economicamente prejudiciais, pois as receitas extraordinárias conseguidas à custa da venda de activos que são de todos, não compensam no médio prazo a perda de dividendos que esses activos geram.

Neste quadro, a privatização dos CTT é particularmente chocante.

Os CTT como empresa pública são uma importante fonte de receita para o Estado, contribuindo para reduzir o défice, mas ao mesmo tempo são um instrumento fundamental de integração e coesão territorial.

Os CTT têm sido reconhecidos, nacional e internacionalmente como uma empresa-modelo do ponto de vista da gestão e da qualidade do serviço e nenhuma empresa privada prestará com a mesma qualidade ou o mesmo preço alguns dos serviços dos CTT, menos rentáveis mas socialmente fundamentais.

A ATTAC Portugal lança na quinta-feira, próximo dia 22, uma campanha contra a privatização dos CTT, intitulada "cartada contra a Privatização dos CTT".

Através das redes sociais da internet estamos desde já convidar a população a escrever uma carta ou um postal ao Primeiro-ministro, a comentar a sua intenção de privatizar os correios, e estamos a combinar que o ponto de encontro seja entre as 18h15 e as 18h30, na estação de correios dos Restauradores, para a entrega dessa carta.Será uma flash-mob contra a privatização dos CTT.

Entretanto, outras acções idênticas irão ser dinamizadas pela ATTAC Portugal em vários pontos do país. Nomeadamente em regiões do interior, que seriam as primeiras a sentir as consequências da privatização dos CTT com o inevitável fecho de "estações não lucrativas", ou com a redução de frequência das rondas de distribuição "que não se justifiquem economicamente".

A ATTAC Portugal apela a todas e a todos que se associem a esta campanha, que enviem a vossa carta ou o vosso postal e que contribuam para dinamizar um grande movimento de indignação popular contra a privatização dos CTT.

Envia a tua carta para cartadactt@gmail.com. Com a autorização dos autores, algumas das cartas e postais serão publicadas no blog da campanha – www.correiopublico.net.

Evento no facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=116687645013909
Site da campanha: www.correiopublico.net
Campanha no Twitter: http://twitter.com/correiopublico

Aparece na estação dos CTT nos Restauradores (Lisboa) na próxima quinta-feira às 18h15, para enviar um postal ou carta ao Primeiro-Ministro!

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ATTAC Portugal
www.attac.pt
attac@attac.pt
Apartado 27127, 1201-950 Lisboa

quinta-feira, abril 15, 2010

Posição da Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental sobre o último Relatório do SG da ONU sobre o Sahara Ocidental

Ban Ki-moon contemporiza com a ilegal ocupação do Sahara Ocidental por Marrocos, com as violações dos direitos humanos no território e com o cerco a que a potência ocupante tem imposto à livre imprensa e à livre observação internacional


O SG da ONU, Ban Ki-moon, com o embaixador Chistopher Ross, seu Enviado Pessoal para o Sahara Ocidental

No seu recente relatório sobre o Sahara Ocidental, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, recomenda que a Missão das Nações Unidas encarregada da Organização do Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) seja prorrogada por mais um ano. Nada diz, porém, em substância e de concretizável, sobre a protecção dos recursos naturais que estão a ser espoliados pela potência ocupante, nem dos Saharauis que estão a ser brutalizados, presos e torturados, e a quem é vedado o exercício dos mais elementares direitos de cidadania: liberdade de expressão, de reunião, de organização, de manifestação, de deslocação, de livre acesso à informação.

Ao longo dos últimos 6 meses, enquanto Marrocos e a Frente Polisario estavam oficialmente empenhados num diálogo político sob os auspícios das Nações Unidas, assistiu-se a uma grave deterioração da situação em matéria de Direitos Humanos na parte do Sahara Ocidental ocupada por Marrocos. O discurso do Rei de Marrocos, no dia 6 de Novembro de 2009, em que rotulou de “traidores” todos aqueles que trabalham para proteger o direito legítimo do povo Saharaui à autodeterminação, desencadeou acções punitivas muito graves contra todos os activistas Saharauis e defensores dos Direitos Humanos.

O Secretário-Geral da ONU observa no seu relatório que era louvável continuar a trabalhar no programa de intercâmbio de visitas entre famílias de um e outro lado (§75.º), mas foi amplamente documentado que os Saharauis que tomaram iniciativas nesse sentido depararam com uma reacção extremamente hostil ao regressarem a Marrocos. É particularmente preocupante o caso dos 6 prisioneiros civis Sahrauis na prisão de Salé, que estão em risco de enfrentar um tribunal militar em que são acusados de traição por terem simplesmente visitado os campos de refugiados em Tindouf. Nestas circunstâncias, é inconcebível que a MINURSO continue a sua missão de paz das Nações Unidas, apenas com carácter temporário, faltando-lhe um mandato para supervisionar os Direitos Humanos.

A MINURSO foi criada em 1991 porque o referendo era a condição mutuamente aceite pelas partes, aquando do cessar-fogo de uma guerra que durava desde 1975 entre Saharauis e Marroquinos. Nesse tempo, Marrocos não falava sequer em autonomia, e mesmo que então o invocasse, ou que agora o venha defender como solução, tal não pode ser encarado senão como uma — e apenas uma —, das alternativas que deverão ser colocadas ao universo eleitoral dos Saharuis recenseados pela ONU, nas mãos dos quais reside a Soberania daquela que é a única parcela do Continente Africano por descolonizar — segundo afirma a própria ONU.

Ki-moon declara que «a dimensão humana do conflito, nomeadamente a sorte dos refugiados do Sahara Ocidental, é um tema de inquietação crescente». Mas — qual Pilatos — tece com a tranquilidade da mais gélida argumentação sobre aquele que é um tema de sua preocupação, os direitos humanos: «Cada uma das partes acusa a outra de violações cometidas contra os Saharauis no território e nos acampamentos de refugiados e ambas negam as acusações que lhes são formuladas», dixit.

É no mínimo estranho que a ONU e a sua missão de paz na região não tenham capacidade para indagar e reportar quem é vítima dessas violações dos Direitos Humanos e quem as comete. Sejam do lado da Frente Polisario, sejam da potência ocupante do território: o Reino de Marrocos. Mais estranho ainda quando se sabe que a MINURSO é, actualmente, a única missão de paz das Nações Unidas — das 22 existentes em todo o Mundo — que não possui mandato para vigiar e zelar pelo respeito dos Direitos do Homem.

É indispensável alargar o mandato da MINURSO à observação dos Direitos do Homem. É indispensável que a ONU e a sua missão criem ou imponham as condições para que, tal como em Timor-Leste, o objectivo para que foi criada se cumpra; e o Povo do Território, com direito a participar no acto eleitoral, possa finalmente escolher através de um Referendo de Autodeterminação, livre, justo e transparente, aquele que quer como destino: a integração ou a autonomia em Marrocos ou a Independência.

Quem tem medo que o povo saharaui se possa pronunciar livremente?

Vale a pena perguntar: para que serve, afinal, a Comunidade Internacional continuar a manter uma missão de paz, para qual parece ter esquecido o propósito para que a criou: a Organização de um Referendo no Sahara Ocidental.

Parece justo e lógico concluir aquilo que já alguns mais lúcidos observadores do conflito afirmaram: aqueles que defendem uma solução aceite pelas partes estão a incentivar a continuação do ’status quo’ e, portanto, estão agindo como cúmplices da potência ocupante: Marrocos. Se se ficar à espera de um novo "acordo entre as partes"… a situação vai continuar no estado actual. E a situação actual mais não é que a ocupação por parte de Marrocos da maior (e mais rica) parte do Sahara Ocidental.

Os acontecimentos recentes levaram a uma deterioração ainda maior da pouca ou nenhuma confiança que resta no processo político. A Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental está convencida de que o estabelecimento, por parte das Nações Unidas, de uma capacidade de supervisão dos Direitos Humanos e de uma Missão de Observação que controle a exploração dos recursos naturais do território poderiam levar a percorrer um longo caminho no sentido de restabelecer a confiança entre as partes, facilitando o seu empenhamento renovado nas negociações.

Ban Ki-moon apela às partes a "fazer prova de imaginação e de criatividade" para que progressos possam ser realizados nas negociações. Pensamos que esse propósito deve começar pela ONU, não alienando aquilo que são as suas responsabilidades perante um povo cuja vontade é preciso respeitar, seja qual ela for.

Nesse sentido, apelamos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que actue de forma honrar os seus compromissos para com o povo Saharaui e para com o legado moral e histórico da Carta da ONU, quando elaborar a resolução deste mês para prorrogação do mandato da missão da MINURSO.

Lisboa, 13 de Abril de 2010

Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental

quarta-feira, abril 14, 2010

Aminatu Haidar pede ao governo de Espanha que siga o exemplo do governo de Portugal


A activista saharaui Aminatu Haidar pediu este Sábado ao Governo de José Luis Rodríguez Zapatero que rectifique e exerça a sua responsabilidade "histórica, jurídica e moral" para com o povo saharaui, tal como fez Portugal com Timor-Leste.

Haidar fez uma intervenção durante a tarde de Sábado no recinto desportivo de La Almudena da Universidade Complutense de Madrid onde, desde o dia 15 de Março, se realiza um acampamento a favor de um Sahara livre sob o lema "35 anos de esquecimento. 35 dias de ruído", acção convocada por estudantes desse campus universitário e pela Coordenadora Estatal de Associações Solidárias com o Sahara.

Durante o colóquio, e após ter feito uma intervenção sobre a situação do Sahara Ocidental, Haidar afirmou considerar necessário exercer "pressão" sobre o Governo espanhol para que rectifique o erro que cometeu com os acordos de Madrid sobre o Sahara Ocidental e siga o exemplo de Portugal, que "se posicionou a favor de Timor-Leste".

No mesmo sentido se pronunciou a advogada de Aminatu Haidar, Inés Miranda, a qual afirmou que o Governo de José Luiz Zapatero "não está à altura da resposta que lhe é exigida pela sociedade civil".

Aminatu alertou para a "nova estratégia" Governo de Mohamed VI de "armar" os colonos marroquinos, o que, na sua opinião, pode dar lugar a confrontos sangrentos entre saharauis e marroquinos e, inclusive, a "massacres" como ocorreu em Timor-Leste antes da independência.

Despacho da agência noticiosa SPS

Divulgado pela Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental

10-04-2010

Autorizaram a ocupação de Portugal?

EXÉRCITO SECRETO EUROPEU

Autorizaram a ocupação de Portugal?

Existe um EXÉRCITO SECRETO EUROPEU, que também pode ser chamado de FORÇA SECRETA POLICIAL DE INTERVENÇÃO PARA O ESMAGAMENTO DE REVOLTAS NA EUROPA.

Já se encontra dentro da União Europeia, porém apenas muito poucos sabem disso.

A força possui os mais amplos direitos, tem de momento 3.000 homens e responde pelo nome de "EURO GENDFOR (EUROPEAN GENDARMERIE FORCE)", ou seja, TROPA DE POLÍCIA EUROPEIA. O seu comando encontra-se em Vicenza, na Itália, longe do Centro da UE.

Quem deu vida a este projecto foi a Ministra da Defesa Francesa, Alliot-Marie, com o objectivo de mais facilmente esmagar levantamentos populares, como os que têm surgido frequentemente em cidades francesas.

Esta força, já existente, pode agora ser empregue por toda a União Europeia, anulando os direitos nacionais e as soberanias dos Estados Membros!

O Tratado de Velsen (Holanda), decidiu de forma inequívoca, que vai ser um CONSELHO DE GUERRA, que vai decidir sobre a sua actuação. Este conselho compõe-se dos Ministérios de Defesa e de Segurança dos países membros da UE, inclusivamente do país onde vai ser aplicado.

Aos olhos dos observadores trata-se de uma clara manifestação de um DIREITO DE OCUPAÇÃO DA EUROPA. Porque, desde que tenha sido decidido por unidades da EURO GENDFOR a ocupação de edifícios e regiões, ficam estas debaixo da sua alçada, já não podendo sequer ser visitadas pelos organismos oficiais do país a que territorialmente pertencem. De facto, existe assim um DIREITO DE OCUPAÇÃO EUROPEU. Porém, a situação pode vir a piorar ainda mais.

A EURO GENDFOR não possui apenas os direitos policiais, mas também a competência sobre os serviços secretos, e, pode, em estreita colaboração com forças militares, restabelecer a lei e a ordem nas zonas consideradas convenientes. Em caso de necessidade, deve esta tropa possuir todos os direitos e acessos a todos os meios considerados necessários, para executar o respectivo mandato.

Graças à EURO GENDFOR encontram-se os governos europeus à vontade. Desta forma podem ordenar o abrir fogo contra as próprias populações em caso de demonstrações de massas, colocar regiões inteiras sobre quarentena militar e prender os principais cabecilhas, sem ter de chamar militares, ou polícias, da sua própria nação, visto existir o perigo destes se solidarizarem com os revoltosos.

A EURO GENDFOR, por sua vez, graças às suas excepcionais atribuições de direitos civis e militares, não pode ser responsabilizada por ninguém.

Este cenário, que parece incrível, tornou-se agora possível através da entrada em vigor do TRATADO DE LISBOA, que não é mais do que a Constituição da UE sob novo título.

http://www.grifo.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=292&Itemid=1

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Esta noticia deixou-nos particularmente curiosos, tendo alguns dos membros ido investigar melhor e eis o que se descobriu acerca desta temática.

Esta força existe mesmo: http://www.eurogendfor.eu.

Reparem no que está escrito na pagina de introdução:

"The European Gendarmerie Force (EGF)is an initiative of 5 EU Member States - France, Italy, The Netherlands, Portugal and Spain – aimed at improving the crisis management capability in sensitive areas. Since Wednesday, 17th December 2008, the High Level Interdepartmental Committee Meeting (CIMIN) decided to welcome the Romanian Gendarmerie to become a full member of the EGF. Therefore the EGF consists from that moment of 6 member states."

Iniciativa de Portugal?! Porque nunca ouvimos falar disto antes?!

"EGF responds to the need to rapidly conduct all the spectrum of civil security actions, either on its own or in parallel with the military intervention, by providing a multinational and effective tool.

The EGF will facilitate the handling of crisis that require management by police forces, usually in a critical situation, also taking advantage from the experience already gained in the relevant peace-keeping missions.
"

As suas funções são:

- responder à necessidade imediata de conduzir todo o espectro da acções desegurança civil.

Como?

- Sozinhos ou em cooperação cm as forças militares intervenientes.

Reparem que são uma força multinacional, o mail está correcto também nesse ponto.

"Based in Vicenza in the "Generale Chinotto" barracks, the EGF HQ is now developing a comprehensive and coherent operational system, which will permit to be ready in case of prompt deployment to crisis areas."

O quartel general (HQ) está em Vicenza, Italia (confirma) e reforçam a prontidão das forças.

"EGF goal is to provide the International Community with a valid and operational instrument for crisis management, first and foremost at disposal of EU, but also of other International Organizations, as NATO, UN and OSCE, and ad hoc coalitions."

Olhem só o objectivo:

Providenciar a Comunidade Internacional com um instrumento valido e operacional para a gestão de crises, à disposição total da EU, mas também para outras Organizações Internacionais, como a Nato, NU e a OSCE e suas coligações.

Mas ainda há mais!

Vejam quem é o Comandante da Força!

"Colonel Jorge ESTEVES (Portuguese GNR)"

É português?! E nunca passou nas noticias nacionais uma coisa destas?!

Segundo o site ele comanda desde 26/6/2009, cargo que deixará em 2011.

É da GNR! Agora se percebe porque é que escolhem a GNR para ir para manutenção de paz (como Bósnia, Timor, Afeganistão, Iraque, etc.) em vez das tropas mais especializadas…. Estão a treina-los em situações reais.

O homem é de Abrantes, tem 52 anos e veio do Regimento de Cavalaria, vejam o CV do personagem:

"As a high-ranking Officer he has been Territorial Group Commander, Head of the 3rd Territorial Brigade Operations and Information’s Office, Head of the 3rd Territorial Brigade Criminal Investigation Office, 3rd Territorial Brigade Chief of Staff and 3rd Territorial Brigade Deputy Commander (2000 – 2007). During 2006 he integrated the Working Group for the Reform of the Portuguese Internal Security System. From 2004 to 2007 he was Assistant Lecturer of Military Sociology at the Military Academy in Lisbon. From July 2007 till June 2009 he has been the European Gendarmerie Force Chief of Staff.

He attended several courses related with Crisis Management Operations among them the United Nations Police Commander Course, the Strategic Planning for European Union Police Mission Course, the European Security and Defence Policy Orientation Course, the NATO Staff Officer Force Planning Course and the NATO Partnership for Peace Staff Officer Course.
"

Ora bem vamos lá analisar o que podem fazer!

A nível estratégico:

- Fazer policiamento em operações de gestão de crise, com base nas conclusões dos Conselhos de Santa Maria da Feira e de Nice:

http://www.ena.lu/conclusions_santa_maria_da_feira_european_council_1920_june_2000-02-27325%20target=
http://www.ena.lu/conclusions_nice_european_council_7_9_december_2000-02-17960


- Quem pode usar esta Força?

EU, NU, OSCE, NATO, outras e coligações.

- Quem ordena?

A Estrutura de Comando é a CIMIN (Comité InterMiistériel de haut Niveau) composta pelos representantes dos responsáveis pelos Ministérios de cada Pais, que assegura coordenação político-militar, nomeia o Comandante da Força e provisiona-lhe directivas e orientações para o emprego.

Qual a estrutura da Força?

E a nível táctico?

- A Força pode ser posta sob o comando quer tanto de autoridades militares como de civis, por forma a assegurar a segurança publica, ordem publica e o funcionamento pleno das tarefas judiciais. (Entrega de alimentos, cuidados médicos não interessa!)

- Não é uma força permanente (é só para repor a ordem… a ordem deles, é uma Força de Intervenção).

- A força é formada num máximo de 800 oficiais de policia, em menos de 30 dias. Para quem ainda não perceba como é que funciona, explicamos, existe um HQ permanente em Itália e quando necessitam formam uma força e essa é enviada para a crise, depois de fazer o que tem a fazer esta força é desmantelada.

Mas afinal o que é que eles tem a fazer?

– Missões gerais de segurança publica;
- Missões de manutenção da ordem publica- Combate ao crime;
- Investigação criminal (detecção, recolha, analise de informação);
- Processamento, protecção e assistência de indivíduos;
- Controlo de tráfego;
- Desactivação de explosivos;
- Combate ao terrorismo e crimes maiores e outros especializados;
- Armazenamento, gestão, recuperação e evacuação de equipamentos, transportes, e ajuda medica (não se deixem enganar por este último ponto, pois reparem que não existe distribuição nem de propriamente a ajuda, apenas a organizam);
- Monitorizar e aconselhar a policia local no seu trabalho do dia-a-dia;
- Vigilância do publico;
- Policiamento das fronteiras;
- Serviços secretos;
- Protecção de pessoas e propriedades (esta até é cómica! Vamos ver quem são essas pessoas e propriedades…);
- Treino de oficiais de policia e de instrutores.

Por fim vamos aos símbolos, este é o logótipo da força em questão:

- O mote "Lex Paciferat" (A Lei trará a Paz);
- A espada como cruz invertida;
- O louro maçónico;
- A granada a rebentar (parece uma planta, mas é uma granada e as chamas a sair dela) – Pacifistas vê-se…

Sendo tudo isto tão interessante porque não passou nos média nacionais e europeus?



PS - recebido por correio electrónico de fonte devidamente identificada.

Apelo: Sobre os activistas saharauis em greve de fome em Marrocos


SUBSCREVAM o APELO para a libertação dos prisioneiros de consciência saharauis em greve de fome, texto da responsabilidade da AMNISTIA INTERNACIONAL

A Amnistia Internacional apela às autoridades marroquinas para que libertem de imediato e de forma incondicional os seis activistas que se encontram em greve de fome. Estes activistas encontram-se detidos desde o dia 8 de Outubro de 2009 após terem regressado de uma visita aos campos de refugiados na Argélia, administrados pela Frente Polisario. Cinco dos activistas iniciaram, no dia 18 de Março, uma greve de fome como protesto pela sua detenção sem julgamento, estando há quase quatro semanas em protesto. Na última semana juntou-se-lhes o sexto activista.

Embora todos sejam civis, foram enviados para julgamento pelo Tribunal Militar, acusados de fazer perigar a segurança de Marrocos, incluindo “a sua integridade territorial”, mas seis meses após a sua detenção ainda não foi marcado julgamento.

Ahmed Alansari, Brahim Dahane, Yahdih Ettarouzi, Rachid Seghir, Salem Tamek e Saleh Labini- estão todos detidos na prisão de Salé, perto de Rabat, longe das suas casas no Sahara Ocidental.

Os activistas que iniciaram primeiro a greve de fome estão, de acordo com relatos, demasiado débeis para saírem das suas celas para receber as visitas dos familiares.

As organizações subscritoras estão cada vez mais preocupadas com a saúde destes detidos e considera-os prisioneiros de consciência, detidos apenas pelo exercício da liberdade de expressão e apela às autoridades marroquinas para que os libertem de forma imediata e incondicionalmente.

As organizações subscritoras instam as autoridades Marroquinas para que, em respeito ao Direito Internacional e dos Direitos Humanos, sejam libertados estes prisioneiros de consciência.

Lisboa, 13 de Abril de 2010

As Organizações Subscritoras
Amnistia Internacional – Portugal

sexta-feira, abril 09, 2010

Dois debates MayDay - A precariedade tem muitas caras

A precariedade tem muitas caras. Como nos organizamos?

A precariedade é uma só, tem muitas caras, há muito que o dizemos, porque sabemos que ela é um plano global que afecta os mais diversos sectores da sociedade, dos professores aos trabalhadores de call center, dos operadores de caixa de super-mercado aos funcionários públicos, dos trabalhadores/as sexuais aos intermitentes do espectáculo e do audiovisual, entre outros. No entanto, sabemos que não nos afecta a todos com a mesma intensidade, que existem sectores onde a chantagem da precariedade é mais brutal, ganhando força com a discriminação e o racismo, a desigualdade e o preconceito.

Para a resposta, para o contra-ataque à precariedade, é preciso a solidariedade entre todos os trabalhadores numa luta que sabemos ser comum, e por isso chamamos toda a gente para um debate que é urgente e que pretende ser um ponto de encontro, onde se acumulam forças e se articulam esforços para pensar e organizar alternativas.

Dá a volta à Precariedade!
No dia 10 de Abril, às 15h aparece e traz um amigo!
CES - Lisboa, Picoas Plaza
Rua do Viriato, nº13 (Metro: Picoas)


Encontro/debate com a AMRTalude

A precariedade concentra-se de maneiras diferentes e em diferentes sectores da sociedade, as pessoas que vivem nos bairros sociais representam um dos sectores mais massacrados por esta chantagem, para além de estarem submetidas às mais diversas precariedades laborais estão geograficamente excluídas do sistema social e económico.

O MayDay Lisboa quer, também, dar voz aos precários que vivem nestes bairros e por isso aceita o desafio da Associação de Melhoramentos e Recreativo do Talude de participar num encontro que terá diversas actividades (dança, almoço, debate,...) e que culminará com um debate sobre as múltiplas formas de precariedade e o modo como nos podemos organizar para as combater. Será certamente um momento de partilha de experiências importante para todos.

Dia 11 de Abril, Domingo, às 11h
Ponto de encontro: 11h na paragem de BUS (correios no Catujal)

Nota: Quem chegar atrasado, deve dirigir-se para a sede da AMRT: Estrada militar do Talude, nº 62

Como chegar lá:

  • PARTIDAS DO CAMPO GRANDE (saída oposta ao Estádio de Alvalade) - Apanhar o Bus da Rodoviária n.º 311 ( pedir para sair nos Correios no Catujal).

  • PARTIDAS DA GARE DO ORIENTE (saída B para o exterior) - Apanhar o BUS da Rodoviária n.º 305 ou 309 (pedir para sair no Campo da Bola ou Correios no Catujal).

  • AVISO: o ideal é adquirirem pré-comprados pois comprar no Bus é muito caro.

  • COORDENADAS GPS: 38º 48' 34.71" N e 9º 06' 45.33" W


Mais info aqui: http://maydaylisboa2010.blogspot.com/2010/04/o-mayday-vai-aos-bairros-encontrodebate.html

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maydaylisboa@gmail.com
maydaylisboa.net

quarta-feira, abril 07, 2010

FORO INDÍGENA LATINOAMERICANO SOBRE CAMBIO CLIMÁTICO

Del 29 al 31 de marzo de 2010 en la ciudad de San José, Costa Rica, las redes regionales y subregionales de los pueblos indígenas de América Latina que conformamos el Foro Indígena Latinoamericano sobre Cambio Climático: el Consejo Indígena de Centro América CICA, el Consejo Indígena Mesoamericano CIMA, la Alianza Mundial de los Pueblos Indígenas y Tribales de los Bosques Tropicales, la Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica COICA, la Red de Mujeres Indígenas sobre Biodiversidad, el Enlace Continental de Mujeres Indígena Región Sud América, la Cátedra Indígena itinerante y el Foro Internacional de Mujeres Indígenas, autoconvocados, nos reunimos para analizar críticamente las soluciones propuestas por los gobiernos para enfrentar los efectos del cambio climático y consensuar una posición política unificada por parte de nuestras organizaciones de cara a la COP 16 sobre Cambio Climático que se realizará en diciembre del presente año, en México.

Luego haber analizado y debatido los temas de contexto y la coyuntura política referida a los proceso de negociación para la mitigación y adaptación del cambio climático, expresamos lo siguiente:

  1. Las soluciones propuestas por los gobiernos y ONG internacionales para enfrentar los efectos del cambio climático basadas en la lógica de mercado, tanto los referidos al mecanismo de desarrollo limpio como las propuestas de REDD+, constituyen nuevas formas de geopolítica económica que amenazan los derechos indígenas garantizados en múltiples instrumentos internacionales y los medios de vida de nuestros pueblos. En nombre de estas iniciativas, los estados y transnacionales están promoviendo la construcción de represas, agrocombustibles, exploraciones petrolíferas, plantaciones forestales, monocultivos, entre otras, las que están provocando la expropiación y destrucción de nuestros territorios, y en otros casos, la criminalización, judicialización y hasta asesinatos de hermanas y hermanos indígenas que defienden sus territorios.

  2. Las soluciones para enfrentar los efectos del cambio climático, deben ser holísticas, coherentes y respetuosas de los derechos humanos y de la Madre Tierra. Asimismo, no debería limitarse al conocimiento científico occidental, sino también incluir los conocimientos tradicionales, innovaciones y prácticas indígenas, que históricamente han contribuido a los esfuerzos de conservación de los ecosistemas y biodiversidad existentes en nuestros territorios garantizados.

  3. Observamos que la gran mayoría de los sitios que están proponiendo los gobiernos y algunas ONG para participar en el mecanismo REDD, se localizan en los territorios indígenas. Esta constatación, por un lado, muestra que nuestros territorios concentran la mayor parte de la cobertura boscosa aún en estado de conservación, y por otro lado, plantea la urgente necesidad de que los gobiernos y ONG que promueven REDD deben garantizar el pleno ejercicio de nuestros derechos contenidos en la Declaración de Naciones Unidas sobre Derechos de los Pueblos Indígenas, especialmente los derechos territoriales, la libre determinación y el consentimiento libre, previo e informado.

  4. Los pueblos indígenas, sin ser responsables directos de los efectos del cambio climático, somos uno de los conglomerados humanos que más estamos siendo afectados, cuyas consecuencias más evidentes son: procesos de desertificación, migración forzosa, desaparición nuestra biodiversidad, pérdida de identidad y hambrunas. Esto plantea la necesidad de que se tomen acciones afirmativas tendientes a compensar los daños materiales y humanos que estamos observando en nuestros territorios, no como un acto de compasión, sino de reparación y justicia social y ecológica.

  5. Alentamos a los organismos multilaterales, bilaterales y ONG comprometidas con la salud de la Madre Tierra, los derechos humanos y particularmente los derechos de los pueblos indígenas, que contemplen dentro de sus prioridades estratégicas líneas específicas de asistencia financiera al Foro Indígena Latinoamericano sobre Cambio Climático, a través de sus organizaciones miembros, así como a las organizaciones territoriales indígenas para enfrentar esta crisis ecológica.

  6. Las redes indígenas regionales (Enlace Continental de Mujeres, COICA, CAI, CIMA, CICA, Red Latinoamericana de Mujeres sobre Biodiversidad, Alianza Mundial de Bosques Tropicales) reafirmamos nuestro compromiso político de trabajar unidos, tanto en la construcción de propuestas políticas y técnicas, así como en la incidencia subnacional, nacional, regional e internacional en el tema de cambio climático.

Todas las redes nos comprometemos a sumar capacidades, experiencias, materiales y recursos para garantizar el pleno y efectivo ejercicio de los derechos indígenas en todos los temas relacionados con el Cambio Climático. ¡Por la Libre Determinación de los Pueblos!

Enviado por CICA


Visite: www.cedin.org

sexta-feira, março 26, 2010

Honduras: Ultraderecha venezolana ataca a campesinos del Bajo Aguan

La campaña mediática que se viene dando en contra de los grupos campesinos del Bajo Aguan cobra una nueva dimensión, cuando la "periodista" venezolana Marieanella Salazar publicó en el portal NoticieroDigital.com, que las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, FARC, estarían entrenando a 22 hondureños para desestabilizar Honduras.

Días después, el once de marzo, visitó el país el venezolano Alejandro Peña Esclusa, Presidente de la organización UNO América, supuestamente para presentar su libro intitulado "EL Foro de Sao Paulo" y de paso, para hacer eco a las aseveraciones de la Sra. Salazar. Peña Esclusa puso en relieve que una de las mayores problemáticas impulsadas por el Foro de Sao Paolo, son las invasiones de tierra, refiriéndose específicamente al Bajo Aguan.

El Foro de Sao Paolo, es un cónclave de partidos de la izquierda latinoamericana, fundado por el Partido de los Trabajadores en Sao Paolo Brasil en el año de 1990, con miras políticas sin implicaciones geo-expansionistas o militares, como delira Peña Esclusa.

El día doce de marzo, el diario La Prensa propiedad de Jorge Canahuati Larach, publicó un artículo intitulado "Las FARC preparan a 22 Hondureños", citando como fuente a la Sra. Salazar, la que cita "fuentes de inteligencia".

¿Pero quién es Marianella Salazar, y cuáles son las fuentes de inteligencia?
La Sra. Salazar suele publicar una columna en el diario El Nacional de Caracas, con el nombre de "Artillería de Oficio", en la que suele denigrar sistemáticamente al gobierno de Hugo Chávez, situación que ha derivado en demandas por difamación. En el año de 1986 publicó un libro intitulado "La Seducción Culinaria", siendo mayormente su reputación basada en las célebres relaciones que mantuvo en los años 80 con el expresidente Carlos Andrés Perez y el magnate de los medios de comunicación Rafael Poleo. Ahora bien, sus "fuentes de inteligencia" permanecen en el misterio, de repente pueden ser de forma retroactiva las famosas computadoras de Reyes, tan usadas hoy en día como pruebas fehacientes después de haber "resistido" los infames discos duros el bombardeo en el Ecuador.

Parece ser que la Sra. Salazar practica el periodismo al estilo de Judith Miller del New York Times, y las famosas armas de destrucción masiva en Irak. Es decir no importan que fidedigna sean las fuentes de información siempre y cuando la noticia logre crear un alud mediático.

Mientras tanto, en Honduras el empresario Jorge Canahuati ratifica su campaña en contra de los campesinos del Bajo Aguan, defendiendo al latifundista y empresario palmero Miguel Facusse. El Sr. Canahuiati utilizó sus periódicos desde el año 2006 para crear las condiciones del golpe de estado que se produjo en Honduras el 28 de junio del año pasado.

Miguel Facusse es conocido como el voraz empresario que ha venido sembrando el Valle del Aguan con Palma Africana en compañía de René Morales Carazo, hermano del Vicepresidente de Nicaragua Jaime Morales Carazo. Facusse se puede considerar como el poder fáctico en Honduras, dueño de miles hectáreas de extensiones de tierra no cuantificadas en el país, mientras innumerables familias se encuentran desposeídas en el Bajo Aguan.

En entrevista concedida por Alejandro Peña Esclusa al diario La Prensa (15-3-2010), señaló los supuestos objetivos del Foro de Sao Paulo, indicando que su Plan A con Honduras fracasó y ahora aplican el Plan B. Según él, consiste en fomentar grupos irregulares e invadir fincas productivas. Uno de los objetivos de su viaje fue explicar los supuestos pormenores de ese Plan B, entre los cuales supone ataques mediáticos, tales como el desvirtuar que en Honduras se asesinan miembros de la resistencia, crímenes que él insinúa no son más que actos publicitarios de la resistencia . Entre el repertorio de acciones del supuesto Plan B, la que más le preocupa a Peña es la "invasión" de fincas productivas, porque da la impresión que hay detrás de los hechos una estructura internacional.

Peña Esclusa aseveró: Creo que El Aguan para mi, si no se le pone coto utilizando la ley y la constitución, podría ser el inicio de un movimiento como el Movimiento de Tierra que ya existe en Brasil". Concluye Peña que si el Foro de Sao Paolo no está ya detrás de la movida, según él la terminará utilizando para crear un foco subversivo.

La UNO América surgió en el año 2008 en Colombia, bajo el auspicio de la National Endowment for Democracy (NED), organización estadounidense ligada a los organismos de seguridad y espionaje de ese país. La NED tiene enorme influencia con su distribución de fondos económicos, favoreciendo a varias instituciones que trabajan el tema de "derechos humanos" y organizaciones ligadas a supuestos periodistas.

El año pasado UNO América estuvo ligada a un grupo de mercenarios en Santa Cruz, Bolivia, que planificaban una serie de asesinatos; al mismo tiempo que UNO América pretendió elaborar un informe distorsionado sobre la masacre efectuada por grupos de derecha en Pando.

A los pocos días del golpe de estado en Honduras, Uno América fue una de las primeras delegaciones en visitar el país y ponerse a disposición del dictador Roberto Micheletti y la política hegemónica de los Estados Unidos. Parece ser que en este viaje el objetivo de Peña Esclusa, más que presentar un libro, fue el satanizar y señalar a los campesinos del Bajo Aguan como foco subversivo.

La iniquidad que existe en Honduras es una de las mayores del continente, siendo ya de por sí América Latina el lugar donde hay las discrepancias más grandes del planeta en los ingresos poblacionales. En Honduras la miseria en que viven buena parte de los campesinos no tiene parangón en el resto del continente.

Peña Esclusa, excandidato a la presidencia en Venezuela, contienda electoral donde obtuvo 2424 votos (0.02%), ahora se ha convertido en un analista de geoestrategia, y viene a dar lecciones en Honduras de como matar el gusano. Señala Peña que "hay que estar prestos a reconocer las señales de las acciones desestabilizadoras de Hugo Chávez para que Honduras siga defendiendo su democracia".

Por supuesto, la democracia quiere decir para la UNO América mantener los privilegios de una pequeña minoría la cual ha venido saqueando el continente, en detrimento de la enorme mayoría que sucumbe ante las políticas imperiales y la docilidad de un grupúsculo de títeres que defienden sus intereses.

La Ceiba, Atlantida 25 de Marzo del 2010

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Organización Fraternal Negra Hondureña, OFRANEH
Teléfono (504) 4420618, (504) 4500058
Av 14 julio, calle 19, Contiguo Vivero Flor Tropical, Barrio Alvarado, La Ceiba, Honduras
email:garifuna@ofraneh.org, ofraneh@yahoo.com

PAGAN inicia amanhã, sábado 27 Março, Ciclo de Conversas

A Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN) apresenta um ciclo de conversas no bar 2aoQuadrado, em Sintra, aos sábados, sempre às 17h00.

  • 27 Março - A Guerra do Afeganistão
    com Mário Tomé

  • 3 Abril - NATO: o «novo conceito estratégico»
    com Vítor Lima

  • 10 Abril - Acção directa não-violenta: pacifismo e anti-militarismo
    com Manuel Baptista

Rua João de Deus, 70, Sintra (atrás da estação de comboios)

http://antinatoportugal.wordpress.com
http://bar2aoquadrado.blogspot.com

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SAÍDA IMEDIATA DAS TROPAS PORTUGUESAS DO AFEGANISTÃO!

Um outro Ensino Superior para a UTAD e para Portugal


No próximo dia 30 de Março, o Primeiro-ministro José Sócrates e o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, vão estar presentes na UTAD para a Cerimónia Comemorativa do XXIV Aniversário da UTAD.

  • Depois de anos consecutivos de cortes no financiamento das instituições do Ensino Superior;

  • depois de anos consecutivos de asfixia democrática, com o RJIES;

  • depois de anos de alteração das direcções curriculares, com Bolonha;

  • e depois do presente envenenado de 100 milhões de euros,

@s estudantes do Ensino Superior Público reivindicam os seus direitos.

O MUTAD não quer deixar que a visita do Governante passe em Branco.

Assim o MUTAD, convida tod@s @s alun@s da UTAD a estarem presentes no dia 30 de Março, pelas 14h30 no Jardim do Pedrinhas (Por cima da AAUTAD) para um Encontro de Estudantes da UTAD onde se pretende debater a actual situação do Ensino Superior e procurar alternativas.

Tod@s @s estudantes de outras Universidade ou Faculdades são igualmente bem-vindos.

Porque a Universidade é feita por Nós! Vamos todos juntar-nos e reivindicar um outro Ensino.

ATTAC: Tomada de posição sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento


A Europa e a crise

O turbilhão de impactos sociais e económicos, de que o aumento generalizado do desemprego e a degradação das condições de vida são a expressão mais dramática, aliado às sucessivas opções da União Europeia (presumivelmente para enfrentar a actual crise económica e financeira) têm permitido revelar, progressivamente, a verdadeira génese da situação que vivemos.

Como um nevoeiro que se dissipa, deixando antever o que causa afinal a tempestade, surgem aos olhos de todos, com uma nitidez cada vez mais cristalina, as razões estruturais e políticas da crise. A evidência de não estarmos, simplesmente, perante uma anomalia passageira no regular funcionamento da vida económica e social, mas antes confrontados com a retumbante falência do modelo em que tem sido assente a construção política e a integração económica europeia, nos últimos vinte a trinta anos, é cada vez mais inquestionável.

O que nos conduziu até à presente crise foi, de facto, todo um modelo ideológico de organização das estruturas políticas, sociais e económicas, sistematicamente apresentado não só como "o único caminho possível", mas igualmente como o rumo natural e desejável de uma Europa que se pretendia moderna, próspera e competitiva. Nos pilares deste modelo encontramos a erosão sistemática do papel do Estado na economia e dos mecanismos de protecção social pública (fundada na alegada superioridade do mercado, em matéria de eficiência, e na necessidade imperiosa de redução dos défices públicos); a dissolução progressiva dos mecanismos públicos de regulação, tendo em vista desobstruir a circulação de capitais e a crescente financeirização das economias; e, em terceiro lugar, a criação e consolidação de estruturas de governação exteriores à racionalidade da esfera pública, fundadas numa suposta necessidade de redução das decisões aos seus fundamentos "científicos" e, portanto, democraticamente despolitizadas.

A progressiva perda de capacidade própria e influência directa do Estado sobre as economias e as sociedades, tanto em matéria de investimento público, direitos sociais (educação, saúde, protecção social) e capacidade de regulação, constituem o reverso paralelo da avassaladora vertigem de liberalização prosseguida nas últimas décadas, devendo sublinhar-se o facto de, neste processo, a União Europeia e a generalidade dos governos europeus se assumirem enquanto agentes activos e determinados na conversão do Estado em instrumento institucional ao serviço do mercado e da sua expansão.


O PEC Português

O Programa de Estabilidade e Crescimento português é mais do mesmo: Antigas receitas de austeridade quando necessitamos de novas respostas que, tanto no país como na Europa, apontem para uma nova política económica e para uma nova arquitectura institucional, capaz de promover o emprego, o ambiente, a justiça social e a democracia em todas as suas vertentes.

As medidas positivas previstas – da taxação das mais-valias à redução dos regressivos benefícios fiscais, passando pela criação de um novo escalão de IRS – não são suficientes para entusiasmar a ATTAC, perante a manifesta falta de coragem para exigir ao sector financeiro (o grande beneficiário do apoio público) e aos grupos sociais mais privilegiados que contribuam para a resolução da crise.

Há muitas formas de reduzir o défice. É necessário proceder a uma profunda reforma fiscal, coordenada à escala europeia, que reforce a progressividade do sistema, taxe as grandes fortunas e rendimentos e que desencoraje a especulação financeira, através da adopção de uma taxa Tobin, e elimine os off-shores.

Ao mesmo tempo é necessário desenhar políticas à escala europeia de crescimento e de emprego, que passam pela redução das desigualdades sociais e regionais na UE, pelo alargamento do mercado interno, nomeadamente nos países mais pobres da Europa, e pela protecção comercial contra os países que não respeitem as regras ambientais e laborais mais elementares.


Por outro lado, o plano de privatizações previsto no do PEC é absolutamente inaceitável, nomeadamente no que diz respeito às privatizações previstas na área dos seguros (mais um "piscar de olho" à finança privada), da energia e dos CTT.

As privatizações degradam a democracia, atacam o serviço público, para além de significarem mais uma retirada brusca do Estado da Economia, limitando cada vez mais as possibilidades de intervenção com vista ao bem comum Estas privatizações são economicamente prejudiciais, pois as receitas extraordinárias conseguidas à custa da venda de activos que são de todos, não compensam no médio prazo a perda de dividendos que esses activos geram.

A ATTAC Portugal está assim empenhada em dar o seu contributo para a mobilização nacional contra este programa de privatizações e lançará em breve uma campanha própria nesse sentido.

Direcção da ATTAC Portugal

25 de Março de 2010

--
ATTAC Portugal
www.attac.pt
attac@attac.pt
Apartado 27127, 1201-950 Lisboa

quarta-feira, março 24, 2010

Assembleia MayDay Lisboa :: 4ª f :: CEM :: 21h :: Aparece e divulga!

Após 4 assembleias e uma tarde de debates (Precários na crise: para quê o MayDay?), o MayDay Lisboa já acumulou muita reflexão, construindo uma base importante para um percurso que, juntado gentes diversas, dará voz aos precários até ao 1º de Maio.

Segue-se a 5ª assembleia, desta vez a acontecer no

C.E.M. (Centro Em Movimento)
4ª feira, 21h,
Rua dos Fanqueiros, nº150, 1º andar


Vamos dar a volta à precariedade!

Aparece!



--
maydaylisboa@gmail.com
maydaylisboa.net

terça-feira, março 16, 2010

Iraque: Sessão Pública 20 Março

Sete anos depois da ocupação do Iraque

Um Mundo em Estado de Guerra?



MESA REDONDA
15:30 h, 20 Março 2010
Associação 25 de Abril

Rua da Misericórdia 95, Lisboa
Iniciativa do Tribunal-Iraque, com o apoio da Associação 25 de Abril

PARTICIPAM
Eduardo Maia Costa, Magistrado
Vasco Lourenço, Coronel, presidente da Associação 25 de Abril (a confirmar)
Rui Paixão, Sindicalista, dirigente da CGTP
Rui Namorado Rosa, Professor, presidente do CPPC
António Louçã, Historiador, membro do Comité de Solidariedade com a Palestina
Mário Tomé, Tenente-Coronel
Manuel Raposo, membro do Tribunal-Iraque

TEMAS EM DEBATE
Guerras sucessivas e ameaças de novos conflitos marcaram o mundo nos últimos 20 anos: Jugoslávia, Palestina, Somália, Afeganistão-Paquistão, Iraque, Líbano, Gaza; Irão, Coreia do Norte, Geórgia, Iémen.

São guerras prolongadas, com grande grau de destruição, ocupação militar e violências contínuas sobre as populações.

O papel preponderante é dos EUA. Mas é crescente a comparticipação da União Europeia.

Em Portugal, verifica-se uma continuidade política absoluta da parte das autoridades do Estado no apoio às agressões.

As populações dos países ocidentais divorciam-se das acções militares, mas a sua oposição é passiva. Governos e autoridades não ligam à opinião pública e não são beliscados pelas denúncias dos crimes.

A ONU e da Carta das Nações Unidas vão sendo progressivamente postas de lado.

A NATO alarga o seu poder. Disso vai tratar a próxima cimeira da NATO, marcada para Novembro, em Portugal.

O mundo encontra-se em estado de guerra?

Como julgar a colaboração da União Europeia e das autoridades portuguesas com os EUA?

Que compromissos levam o país a ser cúmplice das violações do direito internacional?

Que razões tem a população portuguesa para exigir uma mudança de política?

A Cimeira da NATO em Portugal vem vincar a dependência do país face às grandes potências?


Tribunal-Iraque
(Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)
Março 2010

domingo, março 14, 2010

Basta de palavras!


Defendam os direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado e impeçam a brutal violência exercida pelo ocupante marroquino contra as populações saharauis indefesas!

Uma forte vaga de repressão se tem abatido neste últimos dias — nomeadamente em El Aiun, a capital ocupada, e na cidade piscatória de Dajla, antiga Villa Cisneros — sobre as populações saharauis que querem saudar o regresso da delegação de 11 saharauis, militantes dos Direitos Humanos, dirigida pelo ex-preso político e “desaparecido” Brahim Sabbar. A delegação visitou os acampamentos de refugiados no sul da Argélia, onde pode conhecer in loco as durações condições em que vivem os seus familiares e compatriotas do outro lado do muro que divide o território daquela que foi a última colónia do Magreb.

Antes, foi a expulsão da activista Aminetou Haidar, a 12 de Novembro passado, a sua corajosa greve de fome que levou as autoridades marroquinas a darem o dito por não dito e a permitirem o seu regresso à sua cidade natal, bem com a repressão às manifestações de regozijo que se lhe sucederam.

Um mês antes, a prisão, no início de Outubro passado, dos sete activistas de direitos humanos saharauis detidos pela polícia marroquina em Casablanca, quando regressavam também de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauis em Tinduf (Argélia). Detenção que foi ordenada sob a acusação de "traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos, ao serviço de outro país" e que levam a que esta seja a primeira vez nos últimos 20 anos que activistas Saharauis enfrentam um Julgamento em Tribunal Militar que poderá aplicar a pena capital.

A mais recente notícia neste rol de crueldades: a divulgação, ontem, da descoberta de mais uma fossa comum na região das minas de fosfatos de Bucraa, depois de outras terem sido também reveladas – nomeadamente junto à prisão de El Ayun e em Smara — sem que as autoridades marroquinas tivessem tomado qualquer procedimento para o seu esclarecimento, põem a claro aquilo que foram os actos de genocídio por parte das forças marroquinas na sequência da invasão em 1975.

São muitos os episódios de barbaridade, de violação dos Direitos Humanos sofrida diariamente por uma pequena população subjugada por um impressionante dispositivo militar e policial de ocupação e também por uma vaga de muitas dezenas de milhar de colonos oriundos de Marrocos que nada têm a ver com o território, com os seus costumes e que nem sequer falam a mesma língua.

Face aos continuados atentados aos Direitos do Humanos e à sistemática violência exercida pelas forças de ocupação marroquinas contra as populações saharauis civis e indefesas, a Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental, ciente de interpretar o espírito de humanidade e solidariedade do Povo Português face a todos aqueles que sofrem a injustiça e a ignomínia, apela às Nações Unidas, à União Europeia, a Espanha — na qualidade de país que preside actualmente à UE —, e ao Governo Português que interfiram no sentido de pôr termo a esta situação que se mantém há mais de 34 anos e que ultraja a Humanidade.

Apelamos a que a força da MINURSO — Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental, presente desde 1991 no território para zelar pelo cessar-fogo entre as partes Marrocos e a Frente POLISARIO, passe finalmente a zelar pela vida e pelos direitos de uma população que se vê privada da livre expressão, da livre reunião, da livre manifestação por parte das forças militares e policiais de um país vizinho que invadiu o seu território, procedeu a actos de genocídio, dividiu as familiares e vai explorando, sem que a isso tenha direito e com o fechar de olhos ou a evidente cumplicidade das autoridades da União Europeia, os seus recursos naturais.


Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental
13-03-2010

sexta-feira, março 12, 2010

14 de Março, Dia Mundial de Acção Pelos Rios em Portugal


14 de Março de 2010, 10h00-13h00
Reunião de Vontades, Ideias e Projectos Para Um Vale do Tua Vivo!
Casal de Tralhariz (Carrazeda de Ansiães)
Org: Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases
com a colaboração do Instituto da Democracia Portuguesa e do Movimento Cívico pela Linha do Tua

Manhã

10h00: encontro no Casal de Tralhariz (Turismo de Habitação) – Vale do Tua - Carrazeda de Ansiães
Rua Central de Tralhariz
5140-136 Castanheiro do Norte
Carrazeda de Ansiães
Tlf/Fax : (+351) 278 681 042 Tlm: (+351) 927 526 451
http://www.casaldetralhariz.com
Coordenadas GPS: N 41º 13’ 57" / S 7º 24’ 19"

APRESENTAÇÕES (com debate informal):

1- Exploração turística optimizada da Linha do Tua (Daniel Conde - MCLT)

2- Ligação Tua - Puebla de Sanabria, ligando a linha do Douro ao aeroporto de Bragança e à alta velocidade em Espanha (Frederico Brotas de Carvalho - IDP)

3- Exploração comercial de Águas Bravas no rio Tua (rafting) (Octávio Canhão - LusoRafting)

4- Aquário Fluvial do Alto Douro (Paulo Serra Lopes - TURmar)

5- Programa Aldeias Ribeirinhas (Desenvolvimento Local) e Programa Tua Valley (Desenvolvimento Regional no vale do Tua) (Pedro Felgar Couteiro e José Ferraz Alves - COAGRET e IDP)

13h00: ALMOÇO (€10)

Tarde

15h00: percurso pedestre de Tralhariz até à plataforma da Linha do Tua, junto ao rio

16h00: Wild River Dance

17h00: fim do programa


Pedro Felgar Couteiro
COAGRET-Portugal
https://coagret.wordpress.com
coagret.pt@gmail.com
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela, 4
5370-408 MIRANDELA
PORTUGAL
telm.COAGRET: (+351) 969761301

segunda-feira, março 08, 2010

Milhares de Pessoas manifestaram em Granada solidariedade ao povo saharaui

Milhares de Pessoas manifestaram em Granada solidariedade ao povo saharaui
e protestaram contra a concessão de parceiro privilegiado a Marrocos




  • Os manifestantes reclamaram que a UE não pode conceder o estatuto de avançado a um país que viola o Direito Internacional, ao ocupar o Sahara Ocidental, território que está pendente de descolonização; Que viola de forma sistemática os Direitos Humanos; Nem firmar acordos que envolvem a participação na espoliação e rapina dos recursos naturais de um território, cujo povo, ao fim de 34 anos de ocupação, espera ainda a oportunidade de exercer o seu direito de autodeterminação.

  • A participação e intervenção da activista saharaui dos direitos Humanos Aminetu Haidar, que fez o seu primeiro aparecimento público num grande fórum internacional após a sua longa greve de fome no aeroporto de Lanzarote, que obrigou Marrocos a retroceder na sua intenção de a expulsar do Sahara Ocidental, impedi-la de regressar à sua cidade de El Aiun, à sua família e ao combate pelo respeito dos DH e da autodeterminação do território, foi um ponto alto da Conferência que precedeu a realização da Manifestação.

  • Outro acontecimento importante e com enorme significado foi a presença durante os trabalhos da Conferência dos jornalistas marroquinos Ali Amar, Ali Lambert e do cartoonista Khalid Gueddar, recentemente impedidos de exercer a sua profissão em Marrocos ou que viram os seus jornais encerrados pelo regime e obrigados a exilarem-se, que quiseram também associar-se à denúncia das violações dos DH em Marrocos e à proibição de livre expressão no país.

  • Uma delegação de cinquenta portugueses solidários com a causa saharaui esteve presente em Granada, assim como o deputado europeu da Esquerda Europeia, Miguel Portas. CGTP, FenProf, Juventude Socialista, e vários sindicatos e ONG portuguesas enviaram moções de solidariedade à conferência.

Milhares de pessoas manifestaram-se durante o fim-de-semana em Granada denunciando a concessão pela União Europeia de estatuto avançado a Marrocos, o que faz daquele país magrebino parceiro privilegiado da EU, em clara transgressão aos próprios princípios fundadores da EU relativamente a acordos com países terceiros: respeito pelo Direito Internacional e pelos Direitos Humanos.

Os manifestantes e muitas personalidades de toda a Europa que se concentraram em Granada para denunciar a Cimeira entre a União Europeia e o Reino de Marrocos apelaram à independência e liberdade do povo saharaui e ao fim da ocupação por parte do Reino de Marrocos do território daquela que foi a última colónia de Espanha no norte de África.

Sob o lema Sem Liberdade nem Direitos Humanos; Não ao estatuto com Marrocos!, os manifestantes percorreram um longo percurso no centro da cidade de Granada onde viriam a ser aprovados dois manifestos.

O porta-voz da Coordenadora Estatal de Associações Solidárias com o Sahara de Espanha, Francisco Guerrero, afirmou que a realização da Conferência Internacional e a manifestação foi a forma de dizer ao Governo Espanhol — que exerce neste semestre a presidência da União Europeia —, e à UE "que Marrocos não tem qualquer direito de estar no Sahara Ocidental", território que ocupa à revelia daquilo que é o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas.

Sob uma chuva contínua, os cerca de 10 mil manifestantes – cobriram as ruas de Granada de milhares de bandeiras da RASD (República Árabe Saharaui Democrática), agitando uma floresta de bandeirolas e panos com palavras-de-ordem a favor do direito à autodeterminação e independência do povo saharaui.

"O estatuto avançado acordado a Marrocos pela UE reforça a vergonha da Europa e constitui as maior das violações que podemos fazer aos direitos humanos", declarou Cayo Lara, o líder da Esquerda Unida, a terceira força política de Espanha.

"Usurpar a pátria, participar na espoliação dos seus bens e negar a vida aos Saharauis é a maior violação dos direitos do Homem que pode ser feita", acrescentou.

Por seu lado, Aminetu Haidar congratulou-se com a organização deste evento e a mensagem "muito forte" enviada pelos milhares de pessoas aos os governos espanhol e marroquino.

Notícia enviada pela
Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
08-03-2010

Grécia: CADTM diz que plano de austeridade faz parte do problema

El gobierno griego acaba de anunciar la puesta en marcha de un plan de austeridad que ha sido acogido con satisfacción por la Unión Europea y el Fondo Monetario Internacional. Pero, para el CADTM, las medidas introducidas en ese plan son totalmente inadmisibles. Lo que el gobierno de Atenas presenta como una solución a la crisis sólo es el rescate que la población griega debe pagar por la irresponsabilidad de los actores financieros que provocaron o agravaron la crisis.

Este plan de austeridad tiene el fin de ahorrar 4.800 millones de euros a costa de la población, para reembolsar a los acreedores. También servirán para pagar los honorarios del banco Goldman Sachs, que ahora sabemos que ayudó al gobierno griego a disimular una parte de su deuda.

Y en especial resaltamos estas medidas:

  • Congelación del nombramiento de funcionarios y reducción de sus sueldos. (Fuerte reducción del aguinaldo -pagas extras-), disminución de las primas, después de una reducción de los sueldos del 10 %, decidida en enero).

  • Congelación de las pensiones.

  • Incremento del IVA, del 19 % al 21 %, un impuesto injusto que afecta principalmente a los más desfavorecidos.

  • Fuerte reducción de los presupuestos sociales, como el de la Seguridad Social.

Para el CADTM, esto forma parte del problema y no de su solución. Se utiliza la actual crisis para doblegar las resistencias en la defensa de las conquistas sociales, obtenidas mediante largas luchas. En lugar de haber sacado lecciones de ellas, los dirigentes de las potencias y del FMI ejercen una enorme presión para imponer nuevas medidas neoliberales, para aumentar las desigualdades y la precariedad de la población. Al mismo tiempo, no se toma ninguna medida eficaz para que los responsables asuman todo el peso de la crisis, ni tampoco para evitar que se reproduzcan.

El CADTM pide a los países afectados por la crisis financiera que abandonen la opción neoliberal, que ha conducido al mundo al actual callejón sin salida, mientras que existen caminos radicalmente diferentes. El CADTM apoya a la población griega que se moviliza masivamente en pro de la ruptura con el modelo neoliberal. La socialización de las pérdidas y la privatización de las ganancias son dos de los principios que, con urgencia, deben desaparecer.

PAGAN - Ciclo de Conversas em Sintra

A PAGAN - Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO organiza um ciclo de conversas aos Sábados, pelas 17h00, em Sintra, e convida-vos a participar.

CICLO DE CONVERSAS
17h00, 2aoQuadrado (*), Sintra

27 Março: A Guerra no Afeganistão
com Mário Tomé

3 Abril: OTAN: o novo conceito estratégico
com Vítor Lima

10 Abril: Acção directa não violenta, pacifismo e anti-militarismo
com Manuel Baptista

17 Abril: Nato fora das Lajes!
com Emília Cerqueira

(* Rua João de Deus, 70, Sintra. - atrás da estação de comboios)

quinta-feira, março 04, 2010

Manifestação: "+ BARRAGENS? NÃO!"

AGENDADA PARA SÁBADO DIA 13 DE MARÇO
MANIFESTAÇÃO SUBORDINADA AO TEMA "+ BARRAGENS? NÃO!"



A ponte velha de Amarante será o local de encontro para a manifestação marcada para ter início ao meio-dia.

Os diversos movimentos que se opõe às construções das diversas barragens para o rio Tâmega, decidiram em reunião conjunta, marcar uma grande manifestação contra as contrucções previstas para a bacia do Tâmega, entre as quais a Barragem de Fridão.

Um dos lemas da concentração é "salvar o Tâmega está nas suas mãos" e pretende juntar apoiantes de todos os concelhos afectados pelo Plano Hidrológico Nacional, no que concerne a estas novas construções.

Do folheto da organização destacamos o seguinte texto:

Sabia que…?
…pretendem fazer 10 novas grandes barragens em Portugal, das quais 5 são no Tâmega?
…essas 10 novas barragens vão contribuir no máximo com mais 3% do consumo de electricidade do país?
…já existem mais de 165 grandes barragens em Portugal?
…a transformação de um rio de água corrente num lago artificial põe em risco a qualidade da água e muitas espécies de animais e plantas?
…só a barragem de Fridão vai destruir centenas de hectares de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica Nacional, pontes antigas, praias fluviais, uma ETAR e muitas habitações?
…as barragens não criam empregos e que aliás a EDP tem várias barragens sem ninguém a trabalhar no local?
…é obrigatório fazer um estudo conjunto de todas as barragens no Tâmega e tal não foi feito?
…existem alternativas mais baratas e com menos prejuízo para o ambiente e para as populações? Como o aumento de potência das barragens já existentes, a aposta na eficiência energética, a energia solar...


Saiba mais em http://salvarotamega.wordpress.com/

Apareça dia 13 de Março e junte-se ao movimento que vai parar estas barragens.

DC, in @marante.jornal - 25 de Fevereiro de 2010

--
Publicada por Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT)

Conferência Internacional de Apoio ao Povo Saharaui

No próximo mês de Março é comemorada em Granada a primeira Cimeira UE-Marrocos, por ocasião da Presidência espanhola da União Europeia após a concessão do estatuto avançado para Marrocos, que o converte num parceiro privilegiado da União Europeia.

Enquanto isto acontece, Marrocos continua a ocupar ilegalmente um país vizinho recusando-se a respeitar as resoluções da ONU relativas à realização de um referendo sobre a autodeterminação do povo Saharaui e a violar os Direitos Humanos todos os dias, especialmente daqueles que vivem reprimidos e torturados na zona ocupada.Para denunciar estas violações e mostrar solidariedade ao povo Saharaui realizar-se-à simultaneamente em Granada, a 6 e 7 de Março de 2010, a Conferência Internacional de Apoio ao Povo Saharaui.

Confrontados com o autoritarismo sem limite de Marrocos e da falta de democracia real neste país, estamos convictos de que a UE e o Estado Espanhol terão todo o interesse em apostar na democratização de Marrocos. A União Europeia tem o dever de convencer o regime alauíta da obrigação moral e política para assegurar o direito à autodeterminação do Sara Ocidental através de um referendo de autodeterminação. Sem uma solução democrática para o conflito no Sara Ocidental é no mínimo irresponsável pensar numa verdadeira transição para a democracia no nosso vizinho do sul.

A Conferência de Solidariedade com o Povo Saharaui denuncia o governo marroquino (agora parceiro europeu) pela violação sistemática dos direitos humanos e o saque aos recursos naturais do Sara Ocidental, e exige a realização do referendo sobre a autodeterminação e a inclusão da questão do Sara na agenda da Presidência espanhola da UE.

Neste sentido o Partido da Esquerda Europeia propõe a criação de uma delegação portuguesa representada pelas associações e cidadãos que estiverem interessados em associar-se. Um autocarro com 50 lugares será alugado para levar todos os inscritos, partindo de Lisboa na madrugada de dia 6 com direcção a Granada, com hora de chegada prevista para as 17 horas locais. A volta acontecerá dia 7 a seguir à manifestação geral de apoio ao povo Saharaui.


Informações úteis:
Partirá um autocarro de Lisboa na madrugada de dia 6 que regressa no dia 7 depois da Manif.
O programa da Conferência segue em anexo.
O custo de transporte é 20 € e 10€ para jovens.
A alimentação fica a cargo de cada um.
Sobre o alojamento contactem-nos pessoalmente, mas será acampamento e/ou pousada. Pode ficar um bocadinho mais caro mas sempre bastante atractivo.

Contactos:
Mariana Mortágua
96 9925064
marianamortagua@gmail.com

terça-feira, março 02, 2010

O Parecer do Serviço Jurídico do Parlamento Europeu sobre ilegalidade das Pescas em águas do SO suscita inúmeras tomadas de posição

O Sahara Ocidental e o Direito Internacional

O Parecer do Serviço Jurídico do Parlamento Europeu agora tornado público, após muitos meses de estar “escondido na gaveta” e onde, clara e objectivamente, se declara ilegal a pesca da EU em águas territoriais do Sahara Ocidental, está a suscitar numerosas tomadas de posição na Europa.

Para ajudar as forças políticas e sociais, jornalistas, analistas, académicos e interessados na questão do Sahara Ocidental reunimos algumas das tomadas de posição que conseguimos recolher. Umas estão em Inglês outras em Português.

Associação de Amizade Portugal Sahara – Sahara Ocidental
27-02-2010

  • Nota do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP ao PE
    Deputados do PCP exigem suspensão e alteração do Acordo de pesca UE-Marrocos

  • Partido OS VERDES, da Suécia 23 February 2010
    The Green Party, Sweden

  • Comunicado do Centro Internacional Olof Palme (Suécia)
    Press release 24 February 2010

  • Danish MEP suggests vote of no confidence
    "If the Commission does not immediately stop the EU's fishing off Western Sahara, Parliament must take its own solemn words and seriously threaten the Commission with a vote of no confidence".

  • ELDH European Association of Lawyers for Democracy and World Human Rights (Associação Europeia de Advogados pela Democracia e pelos Direitos Humanos no Mundo)





Nota do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP ao PE

Deputados do PCP exigem suspensão e alteração do Acordo de pesca UE-Marrocos
Quarta, 24 Fevereiro 2010

Os deputados do PCP ao PE mantém a sua intervenção na defesa dos legítimos interesses do Povo Saharaui, desta feita a propósito da discussão da legalidade do Acordo de pesca da UE com Marrocos que, repetidamente, denunciaram.

A comissão das pescas do Parlamento Europeu (PE) discutiu ontem o Acordo de pesca da UE com Marrocos com base num parecer elaborado pelo gabinete jurídico do PE, que levanta sérias reservas sobre a implementação deste acordo, afirmando não ser possível confirmar que o mesmo esteja em conformidade com o Direito Internacional. Este relatório vem assim confirmar as repetidas denúncias dos deputados do PCP quanto à ilegalidade do Acordo aprovado em 2006 pela maioria no Parlamento Europeu.

Também no que toca às contrapartidas financeiras da União Europeia, o parecer do Gabinete Jurídico do PE vem confirmar os alertas então feitos pelos Deputados do PCP, referindo que não está demonstrado que as verbas resultantes da aplicação do Acordo beneficiem a população do Sahara Ocidental.

Relembramos que foram os deputados do PCP que, no Parlamento Europeu, apresentaram várias propostas de alteração a este Acordo de Pescas, sustentando-as na obrigatoriedade do respeito pelo Direito Internacional, o que implicaria a exclusão das águas do Sahara Ocidental do Acordo, limitando-o às águas situadas exclusivamente a Norte do paralelo 27º 40' N". Propostas que foram rejeitadas com os votos contra dos deputados do PS, PSD e CDS-PP.

O PCP recorda que foram os seus deputados ao Parlamento Europeu aqueles que então votaram contra o Relatório final sobre este Acordo de Pescas, a única posição consentânea com o respeito pelo Direito Internacional e a defesa dos inalienáveis direitos do Povo Saharaui. E recorda também que foram os deputados do PS, PSD e CDS-PP que votaram favoravelmente o referido Relatório.

Como então sublinhámos, o acordo coloca uma questão anterior e de princípio, ou seja, o respeito pelo Direito Internacional e pelos legítimos direitos do povo do Sahara Ocidental. Conforme estabelecido em resoluções das Nações Unidas, e porque procedeu a uma ocupação ilegal, Marrocos não tem qualquer soberania sobre o Sahara Ocidental e, consequentemente, sobre os seus recursos naturais. Marrocos é uma potência ocupante ilegal de facto do Sahara Ocidental, ou seja, o seu colonizador, não lhe assistindo, por isso, qualquer direito como potência administrante de facto, nem de jure, nos termos da Carta das Nações Unidas.

Qualquer acordo com Marrocos que, de forma mais ou menos ambígua, inclua a exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental constitui, por isso, uma inequívoca violação do Direito Internacional.

Os deputados do PCP ao PE têm um longo, tenaz e rico património de intervenção na defesa dos legítimos interesses do Povo Saharaui. Mais uma vez reafirmam a sua intenção de prosseguir a luta pela imediata suspensão e alteração deste Acordo ilegal, profundamente desrespeitador dos Direitos do Povo Saharaui.


Partido OS VERDES, da Suécia
23 February 2010

The Green Party, Sweden

Unofficial translation by Western Sahara Resource Watch

Original here.

There are no proofs of EU’s fisheries agreement with Morocco benefiting the people of Western Sahara, and therefore it does not comply with international law. This was stated by the European Parliament’s Legal Service during a discussion in the Parliament’s Fisheries Committee today.

"The agreement must be suspended", said Isabbella Lövin, EU Parliamentarian for the Swedish Green Party. "I also recommend the Parliament to set up a commission for investigation".

Morocco, which has since the 70s, annexed Western Sahara, has a fisheries partnership agreement with the EU which entails that vessels from different EU states fish in Western Saharan waters.

The status of Western Sahara today is unresolved according to international law, and is called a "non-self-governing territory".

Therefore the agreement is not seen as illegal in itself, but international law demands that it is to be in accordance with the local people’s benefit and interest. There are no proof that the Sahrawis benefit from the agreement.

The question was debated in the EU Parliament’s Fisheries Committee today. The EU Commission got massive critique from several parliamentarians, since they claimed "there are no proof that suggests the agreement does not benefit the Saharawis".

"I was upset by the Commission’s position", said Isabella Lövin. "I want to know exactly what the Moroccan authorities have said, and how the Commission can be satisfied with that information. One has clearly not listened to the Saharawis. This is about following international law, and about EU’s image in the world".

When the agreement was signed 3 years ago, the Swedish government (at the time social-democratic) was the only ONE in the EU to vote against.

If the Parliament do not suspend the agreement with Morocco or demand renegotiations later this year, the agreement will automatically be renewed another 4 years.

For more information:
Isabella Lövin 070 770 42 75
Marita Pahlén, press secretary 070 675 03 73
The Green Party in the EU Parliament
Rue Wiertz
B-1047 BRUSSEL
+32 2 284 5394
www.mp.se/isabella


Comunicado do Centro Internacional Olof Palme (Suécia)
Press release
24 February 2010

EU fisheries agreement a violation of international law

The EU fisheries agreement with Morocco is in violation of international law, and must be stopped. Press release from MEP Åsa Westlund (S&D), and Jens Orback, Secretary-General of Olof Palme International Center.

The Swedish Social Democratic party has since the beginning claimed that the EU fisheries agreement with Morocco violates international law, and now the European Parliament’s Legal Service has confirmed it clearly.

"The European Parliament can stop this agreement, and we will do what we can to make this happen. The EU is bound to follow international law, and therefore it must cancel the fisheries agreement", Åsa Westlund, Member of the European Parliament, said.

"The previous Swedish government voted as the only EU state against the fisheries agreement in 2006, with reference to international law. Now it is clear that we were right. It would be a catastrophe if the new Swedish government change the Swedish position", said Jens Orback, Secretary General of Olof Palme International Center.

13 July 2009, a statement was issued by the European Parliament’s Legal Service that questioned whether the agreement is in accordance with international law.

It is clear that EU vessels fish in the Economic Zone belonging to Western Sahara. International law is clear that income accrued from economic activities exploited on occupied land must be of benefit to the people of that territory. This is a precondition for the agreement to be in line with international law. Another criterion for exploitation of natural resources to be legal according to international law is that it takes place in accordance with the wishes of the Saharawis.

"We are critical to the fact that the Legal Service did not also investigate whether the fisheries is in line with the wishes of the Saharawis. We see this as a clear reason as to why the agreement is not in line with international law", said Åsa Westlund.

http://www.palmecenter.se/en/Our-thoughts/Articles/Middle-East/West-Sahara/Articles/EUs-fisheries-agreement-a-violation-of-international-law/


Danish MEP suggests vote of no confidence

"If the Commission does not immediately stop the EU's fishing off Western Sahara, Parliament must take its own solemn words and seriously threaten the Commission with a vote of no confidence", stated Danish MEP.

Copenhagen, February 24th, 2010

Commenting on the European Parliament’s Legal Service report, which concluded that EU fisheries in occupied Western Sahara under its current shape are in violation of international law, Mr. Soren Sondergaard, Danish Member of the European Parliament and member Bureau of the Confederal Group of the European United left-Nordic Green left in the European Parliament said:

"It is a disgrace that the Union plunders an occupied country's natural resources. If the Commission does not immediately stop the EU's fishing off Western Sahara, Parliament must take its own solemn words and seriously threaten the Commission with a vote of no confidence", stated Mr. Sondergaard.

The Information Officer of Danish NGO Afrika Kontakt, Mr. Morten Nielsen with this regard said:

"The new Danish Foreign Affairs Minister, Ms. Lene Espersen should press for the amendment of the EU-Morocco Fisheries Agreement so that, as a minimum is in accordance with International Conventions and the EU’s own regulations." An Nielsen asked the Minister to make sure that no Danish fishing boat are active in the occupied Western Sahara.


ELDH European Association of Lawyers for Democracy and World Human Rights (Associação Europeia de Advogados pela Democracia e pelos Direitos Humanos no Mundo)

Exmo. Senhor/Exma. Senhora,

Foi com interesse, mas também com grande preocupação que lemos a Declaração do Conselho da União Europeia depois da Oitava Reunião do Conselho de Associação UE-Marrocos, datada de 7 de Dezembro de 2009.

Concordamos plenamente com a declaração da União Europeia quando menciona a necessidade de "promoção dos direitos humanos", a "consolidação da liberdade de expressão e de protecção das fontes" e "quanto a garantir a liberdade de imprensa na legislação nacional e sua inclusão no quadro geral da protecção da liberdade de expressão…". Concordamos plenamente com a declaração quando "convida Marrocos a salvaguardar a liberdade de associação e a liberdade de reunião e a assegurar a protecção dos defensores dos direitos humanos, em particular no Sahara Ocidental" e quando "exige que as forças governamentais evidenciem moderação no recurso à força".

Também concordamos com a declaração quando considera "que a ratificação por Marrocos do Estatuto do Tribunal Penal Internacional, …a revogação de determinadas reservas postas a convenções internacionais e a adesão a uma série de Protocolos opcionais, reforçando, deste modo, a aplicação de vários instrumentos internacionais em matéria de direitos humanos, representariam progressos significativos."

De acordo com as observações da Amnistia Internacional e da "Human Rights Watch", mas também de acordo com as nossas próprias observações, a situação dos Direitos Humanos na parte do Sahara Ocidental ocupada por Marrocos não melhorou; pelo contrário, todos os relatórios dizem que se deteriorou.

No entanto, a Declaração da UE não menciona a ocupação ilegal de uma grande parte do Sahara Ocidental por Marrocos e a recusa por parte de Marrocos de tolerar o direito à autodeterminação do Povo Saharaui.

Considerando que a recusa de dar a autodeterminação ao Povo Saharaui já dura há mais de 35 anos, considerando inúmeras resoluções do Conselho de Segurança da ONU a favor do direito à autodeterminação do Povo Saharaui e a favor do seu direito a fazer um referendo e considerando o parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça, não podemos encontrar qualquer justificação para que a União Europeia exclua este problema extremamente grave da sua declaração. Quando a União Europeia “procura desenvolver relações particularmente estreitas com Marrocos”, não pode excluir a obrigação, por parte de Marrocos, de aplicar o Direito Internacional e de respeitar as decisões do Conselho de Segurança da ONU.

Eu próprio tive oportunidade de visitar por duas vezes os campos de refugiados do Povo Saharaui perto de Tindouf (Argélia); a segunda vez foi em Outubro de 2009. O sofrimento da população que espera há mais de 35 anos poder regressar ao seu país de origem não pode ser ignorado por mais tempo pela União Europeia. A UE não deveria suscitar a impressão de que está principalmente interessada nas relações comerciais com Marrocos. O Governo Sueco teve toda a razão quando exprimiu as suas dúvidas sobre a legalidade e a rectidão política do acordo de pescas da UE com Marrocos. Este facto foi agora confirmado pelo parecer jurídico do Serviço Jurídico do Parlamento Europeu (Julho de 2009), no qual declarou que a pesca por embarcações europeias nas águas do Sahara Ocidental viola o Direito Internacional. O novo parecer exige à Comissão Europeia que suspenda ou altere o acordo UE-Marrocos, de forma a assegurar que "as embarcações com bandeiras da UE sejam excluídas da exploração em águas do Sahara Ocidental".

Exigimos, pois, a V. Exas. que reconsiderem a política da UE para com Marrocos, de maneira a incluir o direito do Povo Saharaui à autodeterminação e a pôr termo ao seu desespero nos campos de refugiados. Se a União Europeia deseja evitar a impressão de que apoia a ocupação ilegal do Sahara Ocidental por Marrocos, o novo documento UE-Marrocos que, segundo a Declaração da UE, deverá substituir o Plano de Acção UE-Marrocos, deve incluir uma forte obrigação, por parte de Marrocos, de respeitar o direito do Povo Saharaui à autodeterminação. Antes da renovação de qualquer acordo de pescas entre a União Europeia e Marrocos, a população do Sahara Ocidental, incluindo o povo Saharaui que vive nos campos de refugiados perto de Tindouf, tem de ser consultada, sob a supervisão da ONU, sobre a exploração dos seus recursos naturais, para que se cumpra o Direito Internacional.

Atentamente

Thomas Schmidt

Remetente:
ELDH European Association of Lawyers for Democracy and World Human Rights (Associação Europeia de Advogados pela Democracia e pelos Direitos Humanos no Mundo)

ThomasSchmidt (advogado), Secretário Geral
Platanenstrasse 13
DE – 40233 – DUESSELDORF
Tel.: 0049 – 211 – 444 001
Telemóvel: 0049-172-6810888
e-mail: thomas.schmidt@eldh.eu
www.eldh.eu

Protesto no Porto: NATO=TERROR A SÉRIO

Quando chegaram as bicicletas, ultrapassamos a meia centena, sexta-feira, 26 de Fevereiro, fim de tarde, Praça D.João I, Porto. Nós: anti-guerra, anti-nato. NATO=TERROR A SÉRIO, lia-se nas tshirts de 19, letra a letra, virados para a porta principal do Rivoli, onde as televisões esperavam os convidados para a abertura oficial do 30ºFantasporto, festival de cinema fantástico. Os flyers que outros distribuíam anunciavam o filme de género terror em rodagem há 61 anos, convidando para a assembleia pública da Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato, PAGAN, dia 20 de Março, no Círculo Católico de Operários do Porto. É que, em Novembro próximo, Lisboa acolhe a Cimeira da NATO, em que será redefinido o seu novo conceito estratégico.

Foi a pensar na contestação a essa cimeira que a PAGAN foi criada em Setembro passado, em Lisboa (antinatoportugal.wordpress.com). E a pensar em manifestações locais, estendeu-se ao Porto, A estreia a norte coincidiu com cinema, do tipo fantástico, com tendência para o terror. "Envolvido em jogos de guerra a que se mantém alheia a população, existe um país imaginário que condena os seus mais fracos a uma vida no limite da subsistência, de forma a poder gastar o que aí poupa na destruição de vidas a milhares de quilómetros", anuncia a sinopse do flyer. Em paralelo, recolhiam-se assinaturas para uma petição com vista a retirar do Afeganistão as tropas portuguesas integradas na NATO. E exibia-se uma faixa a anunciar a PAGAN.

O encontro não foi anunciado. No entanto, a autoridade sabia que lá estaríamos, pelo menos assim nos foi transmitido por um agente. De facto, havia vários, com e sem farda. Também sabiam que não havia ali chefes, que não havia um mais responsável que os outros, que se tratava de uma plataforma, sem sede, portanto. Só quero saber se vão ficar por aqui…leia-se, exibir tshirts, distribuir panfletos e recolher assinaturas. Assim sendo, só preciso de identificar dois e os outros podem continuar. Assim foi. Argumento: tratou-se de uma acção em espaço público, previamente organizada, logo carece de autorização do Governo Civil, autorização que não foi solicitada. Em contrapartida, o argumento de que pretendiam limitar a liberdade de expressão de nada valeu. A guerra é uma inevitabilidade, insistia um dos agentes. Consequências da identificação? Queixa ao Governo Civil. Mas eu vou dizer que estavam serenos, prometia outro.

O protesto, com efeito surpresa para muitos, ainda assim, durou cerca de uma hora e teve a visita do pessoal da bicicletada, em dia de encontro. Dos jornalistas, só os repórteres fotográficos mostraram curiosidade. Os media não foram convocados para o efeito. A convocatória para a assembleia pública da PAGAN não se esgotou ali (realiza-se a 20 de Março, 15h, Rua Duque de Loulé, 202, Porto). A contestação à política agressiva da NATO também não. A propósito, um olhar sobre a sua política despesista, que atinge os cofres de Portugal: a cimeira em Lisboa custará "seguramente mais de 20 milhões de euros", disse à Lusa o ministro Luís Amado.

PAGAN - Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Évora: debate Imigrantes/Portugal

A Pédexumbo e a MultiCulti - Culturas do Mediterrâneo, o Campo Arqueológico de Mértola, parceiros da Rede Portuguesa da Fundação Euro-Mediterrânica Anna Lindh, convidam para o encontro / debate NOVAS CULTURAS, NOVOS FUTUROS, que terá lugar em Évora, no Espaço Celeiros, no dia 27/02/2010.

18h30
Projecção do documentário
Retratos: Portugal e os Portugueses Vistos pelos Imigrantes
de Luísa Homem

Debate a partir de documentário com:
Santiago Macias (Multiculti), Paulo Mendes (PERCIP), Miguel Costa (Pédexumbo), Luísa Homem e Danae

23h00
Concerto Danae & os Novos Crioulos

http://www.falredeportuguesa.blogspot.com/
http://www.pedexumbo.com/

Declaración del Mopassol sobre Gran Bretaña, petróleo y Malvinas

Frente a la piratería británica


En defensa de nuestra soberanía y los bienes naturales del pueblo argentino. Por la paz y la descolonización de los archipiélagos usurpados en el Atlántico Sur


* *

El Movimiento por la Paz, la Soberanía y la Solidaridad entre los Pueblos (Mopassol) condena enérgicamente el nuevo acto de usurpación cometido por Gran Bretaña en nuestras Malvinas y llama a las fuerzas populares a pronunciarse activamente en defensa de nuestra soberanía y de los recursos naturales que pertenecen al pueblo argentino.

Al negociar con grandes empresas extranjeras la concesión de licencias de exploración de petróleo en un territorio actualmente en disputa de soberanía - como lo viene haciendo también respecto a la pesca - la Corona Británica realiza una acción ilegal y flagrantemente violatoria de las resoluciones de las Naciones Unidas sobre los archipiélagos y los mares del Atlántico Sur. Esas resoluciones instan a ambas partes a entablar negociaciones para resolver la disputa poniendo fin a una ocupación colonial que persiste desde el siglo XIX, y, mientras tanto abstenerse de cualquier acción unilateral que agudice el conflicto.

Pero Inglaterra se niega sistemáticamente a cumplir este mandato de la comunidad internacional y continúa realizando acciones francamente agresivas de las cuales una de las más graves es la construcción, en la Isla Soledad, de la base aeronaval de Mount Pleasant, una gran fortaleza militar con más de 2000 efectivos permanentes, a cuyo mantenimiento la OTAN (Organización del Tratado del Atlántico Norte) dedica el 7 por ciento de su presupuesto global. Semejante inversión, por parte de la organización militar que bajo el mando de Estados Unidos, encabeza desde hace 60 años las aventuras bélicas contra los pueblos de la Tierra, deja bien a las claras para qué sirve la fortaleza Malvinas, no para defender a los 2.500 kelpers que pueblan las Islas, sino para custodiar los planes imperialistas de dominio del mundo y seguir saqueando a nuestros pueblos.

En estas circunstancias el Mopassol reafirma su convicción - expresada en numerosos documentos de los últimos 30 años - de que es necesario seguir luchando por el desmantelamiento dela Fortaleza Malvinas y la abolición de todas las bases militares extranjeras instaladas en la región; exigir el cumplimiento de las resoluciones de la ONU que tienden a hacer del Atlántico Sur una zona de paz y cooperación; y apoyar las negociaciones pacíficas encaminadas a resolver el conflicto.

Coincidimos asimismo en la importancia de que las autoridades argentinas persistan e intensifiquen una verdadera ofensiva diplomática para promover el apoyo de los países de Unasur, del ALBA, del Movimiento de Países No Alineados, de la Asamblea General de la ONU y en general el pronunciamiento favorable en todos los foros internacionales donde sea posible plantear nuestros reclamos. Al respecto, es particularmente alentador el apoyo expresado por los 32 países del Grupo Río en la reciente Cumbre de Cancún donde, además, se acordó constituir un espacio de integración latinoamericano y caribeño sin la participación de Estados Unidos y Canadá.

En la lucha por la paz en la región, en defensa de la soberanía nacional y de nuestros bienes naturales, para lograr la descolonización de nuestras Malvinas y los otros archipiélagos usurpados en el Atlántico Sur, entendemos que es vital que las organizaciones populares nos pronunciemos en ese sentido, condenando enérgicamente los atropellos de la Corona Británica y los planes agresivos de la OTAN, así como la presencia de la IV Flota de Guerra de los Estados Unidos en nuestros mares.

Mesa Directiva - Mopassol

Buenos Aires, Argentina, 25 de febrero de 2010

www.mopassol.com.ar

rina.bertaccini@speedy.com.ar

sábado, fevereiro 20, 2010

Conferência Internacional de Apoio ao Povo Saharaui

GRANADA - 6 e 7 de Março de 2010

Conferência Internacional de Apoio ao Povo Saharaui

SEM LIBERDADE NEM DIREITOS HUMANOS…

NÃO AO ESTATUTO COM MARROCOS!




Todos a Granada!

Dia 7, DOMINGO - 12,30 h.

Grande Manifestação de Solidariedade com o Povo Saharaui

A cabeça da manifestação empunhará uma enorme palavra-de-ordem:

"Sin libertad ni Derechos Humanos¡¡ NO al Estatuto con Marruecos!!"


Saída: JARDINES DEL TRIUNFO

Termo: PLAZA BIB-RAMBLA

Percurso: TRIUNFO, GRAN VÍA, REYES CATÓLICOS, SALAMANCA e PLAZA BIBRAMBLA



No próximo mês de Março realiza-se na cidade de Granada a primeira Cimeira UE-Marrocos, uma iniciativa da actual Presidência Espanhola da União Europeia, após a concessão do Estatuto Avançado àquele país magrebino que converte Marrocos num parceiro preferencial da União.

Enquanto isso, Marrocos continua a ocupar ilegalmente um país vizinho, espoliando-o; negando-se a respeitar as resoluções da ONU respeitante à realização de um referendo de autodeterminação para o Povo Saharaui e violando diariamente os Direitos Humanos, especialmente os da população saharaui que vive reprimida e torturada na zona ocupada daquela que foi a antiga colónia espanhola do Norte de África.

Para denunciar estas violações irá realizar-se, em paralelo e em simultâneo, em Granada, nos dias 6 e 7 de Março de 2010, a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE APOIO AO POVO SAHARAUI.

Face a um Marrocos de um autoritarismo sem limites e da real ausência de democracia, estamos conscientes do natural interesse do Estado Espanhol e da União Europeia no seu conjunto no que representa um Marrocos democrático. A União Europeia deve persuadir o regime alauita da obrigação moral e política de garantir o Direito de Autodeterminação no Sahara Ocidental através da realização de um referendo de autodeterminação. Sem uma saída democrática para o conflito do Sahara Ocidental é verdadeiramente irresponsável pensar numa verdadeira transição para a democracia em Marrocos.

A Conferência denuncia o governo marroquino (agora parceiro europeu) pela violação sistemática dos Direitos Humanos e espoliação dos recursos naturais do Sahara Ocidental, e exige a organização do Referendo de Autodeterminação e a inclusão do tema do Sahara Ocidental na Agenda da Presidência Espanhola da União Europeia.

Direcção de email para atender qualquer assunto relacionado com a Conferência de Granada (inscrição, observações, etc.):

Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental
portugal.sahara@gmail.com
0145360801@netcabo.pt

Nota: Os lugares para a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE APOIO AO POVO SAHARAUI têm, naturalmente, um número limitado, pelo que é necessário acreditação para nela participar.

20-02-2010