sábado, novembro 14, 2009

Marrocos prende Haminetu Haidar


Aminetu Haidar, militante dos Direitos Humanos, ex-presa política e ‘desaparecida’, uma das mais importantes personalidades da resistência civil pacífica saharaui, foi presa ao início da tarde de hoje, sexta-feira, no Aeroporto de El Aaiun, capital do Sahara Ocidental ocupado, quando descia do avião oriundo proveniente das Canárias.

Segundo os seus familiares, que foram impedidos de entrar na aerogare, vários cordões de polícia e outras forças de segurança marroquinas cercaram o aeroporto antes da chegada do avião, enquanto agentes de segurança aguardavam junto à passarela da aeronave. Segundo testemunhos oculares, Aminetu Haidar foi detida e introduzida num furgão de cor verde rumo a destino desconhecido.

Com 42 anos de idade, presidente do Colectivo Saharaui de Defesa dos Direitos Humanos, já muitas vezes apelidada da "Gandhi saharaui" devido à sua militância de pacífica resistência à ocupação marroquina, Aminetu Haidar é uma das mais eminentes personalidades da resistência civil saharaui, reconhecida nacional e internacionalmente pela sua corajosa campanha em defesa da liberdade para o seu povo e a autodeterminação do seu país ocupado por Marrocos, contra os desaparecimentos forçados e abusos cometidos sobre os presos de opinião.

A ex-presa política saharaui, provinha de Nova Iorque, onde recebeu o Prémio da Coragem Civil 2009 concedido por John Train Fondation pela "resistência pacífica no Sahara Ocidental", no que a tornou a primeira mulher árabe a receber tal distinção.

A prisão de Aminetu Haidar surge na sequência da detenção, no passado dia 8 de Outubro, de sete activistas de direitos humanos saharauis detidos pela polícia marroquina, em Casablanca, quando regressavam de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauis em Tinduf (Argélia), sob a acusação de traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos. Os sete detidos enfrentam um Julgamento em Tribunal Militar, que poderá aplicar-lhes a pena capital.

Esta vaga de prisões inscreve-se numa longa lista de violações dos direitos humanos perpetradas pelo Reino de Marrocos contra a população Saharaui que vive sob ocupação há mais de 35 anos e surge poucos dias após o discurso proferido pelo Rei Mohamed VI no aniversário da «Marcha Verde», ameaçador contra todos aqueles que ousem por em causa a ocupação ilegal do território da antiga colónia espanhol do Magrebe.

A Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental condena e deplora a prisão da senhora Aminetu Haidar e exige a sua imediata e incondicional libertação, assim como a de todos os presos políticos saharauis.

Insta o Governo Português, a União Europeia e as Nações Unidas a reclamar das autoridades marroquinas a libertação imediata e incondicional de Aminetu Haidar, dos sete activistas e dos demais prisioneiros políticos saharauis.

Quem é Haminetu Haidar

Em 1987, com 21 anos de idade, Aminetu Haidar foi um dos 700 manifestantes detidos por participar numa manifestação pacífica em que se reclamava o referendo de autodeterminação. A activista foi dada como “desaparecida”, não tendo sido apresentada a tribunal nem confirmada como presa, permanecendo durante quatro anos em centros secretos de detenção onde, juntamente com outras 17 mulheres saharauis, foi sujeita a diversas formas de tortura. Após ter sido libertada, em 2005, a policía marroquina deteve-a e espancou-a após a sua participação numa manifestação pacífica. Foi libertada 7 meses depois, graças à pressão internacional de organizações como a Amnistia Internacional e o Parlamento Europeu.

Desde então, Aminetu Haidar tem percorrido o mundo denunciando a ocupação militar marroquina e defendo o direito do seu povo à autodeterminação.

Aminetu nasceu em 1967 em El Aaiún, Sahara Ocidental. É mãe de dois filhos e tem um bacharelato em literatura moderna. Foi galardoada com o Prémio de Direitos Humanos Robert F. Kennedy 2008, o 2007 Silver Rose Award (Áustria), e o Prémio de Direitos Humanos 2006 Juan María Bandrés (Espanha). Foi nomeada pelo Parlamento Europeu para o Prémio de Direitos Humanos Andrei Sakarov. A Amnistia Internacional (EUA.) apresentou a sua candidatura ao Prémio Fondo Ginetta Sagan, tendo sido igualmente nomeada para o Prémio Nobel da Paz.

Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental
13-11-2009

Turquia: solidariedade com os activistas sindicais presos

31 sindicalistas van a juicio en la ciudad de Izmir, Turquía, 19 y 20 de noviembre y la Confederación, federación y sindicatos involucrados denuncian esto como una represión de los derechos sindicales para los servidores civiles (maestras y maestros, en su mayoría) y un esfuerzo para criminalizarlos. Entre ellos están 10 mujeres y 12 hombres que están en la cárcel esperando por el juicio.

Cuatro de las mujeres esperando el juicio son miembras de la Marcha Mundial de las Mujeres: Elif Akgul, ex secretaria de mujeres del Sindicato de los Profesores, e Yuskel Mutlu, profesora jubilada, integrante de la Asociación de Derechos Humanos y de la Asamblea Turca por la Paz; Songul Morsumbul, Songul Morsumbul, Secretaria de Mujeres de la KESK (Confederación de los sindicatos de los Empleados Públicos de Turquía) y Gulcin Isbert, miembra de Egitim-Sen, el sindicato de maestros. Muchas de las otras mujeres detenidas son líderes de secretarias de mujeres, preocupadas especialmente con los derechos de las mujeres. Estos sindicatos estuvieron presentes en todos los Foros Sociales Europeos en los últimos 8 años, y por lo tanto tenemos interés en proteger su libertad de actividad con la solidaridad feminista internacional y sindical, especialmente porque el Foro Social Europeo va a suceder en Estambul, en julio del 2010.

Este es el primer juicio pasado el arresto de 34 sindicalistas en el 28 de mayo de 2009, y del detenimiento de muchas y muchos de ellos hasta ahora, en contravención a todas las leyes del Estado Turco y de las convenciones internacional relevante ratificadas por Turquía. En el 9 de junio, la Marcha Mundial de las Mujeres sacó una declaración de solidaridad, mientras muchos sindicatos y movimientos sociales en Europa hicieron lo mismo.

En la reunión de la Coordinación Europea que sucedió del 23 al 25 de Octubre en Thessaloniki, Grecia, nosotras las delegadas tomamos la decisión de aumentar nuestra solidaridad en respecto a los valores de nuestra Carta Mundial de las Mujeres para la Humanidad: igualdad, libertad, solidaridad, justicia, paz…

Libertad, Afirmación 2:
Cada persona goza de libertades individuales y colectivas que garantizan su dignidad, en particular: libertad de pensamiento, de conciencia, de creencia, de religión, de expresión, de opinión; de asociación, de reunión, de sindicalizarse, de manifestarse…

Justicia, Afirmación 1:
Todas las personas, independientemente de su país de origen, de su nacionalidad y de su lugar de residencia, son consideradas ciudadanas y ciudadanos con plenitud de goce y ejercicio de sus derechos humanos (derechos sociales, económicos, políticos, civiles, culturales, sexuales, reproductivos, medioambientales) de una manera igualitaria, equitativa y verdaderamente democrática.

Justicia, Afirmación 4:
Se instaura un sistema judicial accesible, igualitario, eficaz e independiente.

Solidaridad, Afirmación 2:
Todos los seres humanos son interdependientes y comparten el deber y la voluntad de vivir juntos, de construir una sociedad generosa, justa e igualitaria, basada en los derechos humanos, exenta de opresión, de exclusiones, de discriminaciones, de intolerancia y de violencias.

Paz, Afirmación 3:
Se excluyen todas las formas de dominación, de explotación y de exclusión por parte de una persona sobre otra, de un grupo sobre otro, de una minoría sobre una mayoría, de una mayoría sobre una minoría, de una nación sobre otra.

Nos comprometimos a organizar actividades públicas (piquetes y demonstraciones) afuera de las embajadas y de los consulados de Turquía por toda Europa en el 18 de Noviembre, a las 6 de la tarde. También hemos decidido enviar a observadoras europeas para el juicio (al igual que miembras del Secretariado Internacional que van a estar allí), como fue solicitado por los sindicatos involucrados. Muchos movimientos sociales en Europa van a contestar nuestro llamamiento para la acción en el 18.

Para cada acción que suceda en este día, por favor escriban un informe breve y envíenlo, con fotografías, en el mismo día, a info@marchemondiale.org, para que seamos capaces de comunicar nuestra solidaridad a todos y todas que están involucrados.

En esta declaración de apoyo y en nuestra acción exigimos:

  • La liberación inmediata de todas y todos detenidos, su absolución y la retirada de todas las acusaciones contra ellos.

  • El fin a la represión de los movimientos de oposición, incluyendo el movimiento de mujeres, sindicatos y asociaciones de derechos humanos.

¡Mujeres en Marcha hasta que todas seamos libres!

Coordinación Europea
5 de noviembre de 2009


Ustedes pueden enviar sus mensajes de protesta por fax a:

- Primer Ministro de Turquía, Recep Tayyip Erdogan: 0090 312 417 04 76
- Presidente de Turquía: 0090 312 418 4183
- Ministra de Mujeres, Selma Aliye Kavaf: 0090 312 417 39 87

Lisboa: concorrida Conferência Sindical Internacional debate crise global e acção sindical

  1. Cerca de 340 sindicalistas mobilizados por sindicatos filiados ou que cooperam com a CGTP-IN, reuniram-se hoje, toda a tarde, num Hotel de Lisboa, para debater "os desafios da acção e organização sindical e a Confederação Sindical Internacional no combate à crise"; participaram também representantes da OGB Luxemburgo e da DGB alemã e foi lida uma mensagem do Secretário-geral da CSI; interveio também o anterior secretário internacional da CGTP-IN, Florival Lança.

  2. A crise global, os problemas dos trabalhadores e as dificuldades que se colocam aos trabalhadores foi o eixo central do debate; nomeadamente as questões do desemprego e da precariedade, dos salários e da distribuição da riqueza, dos ataques à negociação colectiva e do poder das transnacionais foram esmiuçadas.

  3. No contexto da economia e da crise global, para defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, afirmou-se ser preciso agir, propor, negociar, lutar a nível local; mas é igualmente indispensável uma acção sindical de dimensão global.

  4. É por isso que concluíram pela necessidade duma representação sindical capaz de confrontar as instâncias internacionais (FMI, BM, OCDE, G20…) actuais ou vindouras, coordenando a acção sindical internacional (na OIT).

  5. Dentro da realidade actual apenas a CSI configura essa capacidade de intervenção, ela que é uma central plural e diversa, um imenso espaço de solidariedade onde estão filiadas as organizações sindicais com quem a CGTP-IN mantém, há muito, estreitas e frutuosas relações de cooperação, onde estão praticamente todos os sindicatos que se reclamam do sindicalismo de classe. Entre outras, são estas as razões pelas quais a Conferência entendeu que a maior confederação sindical portuguesa se deve filiar na CSI.

  6. Os sindicatos convocantes anunciaram querer manter a sua coordenação e prometem intensificar a informação sobre as temáticas debatidas, assim como a integração empenhada nas acções e lutas da CGTP-IN, nomeadamente pelo emprego de qualidade, pelo aumento dos salários, pela promoção da negociação colectiva e pelos direitos de quem trabalha.


Informação complementar:
Carlos Trindade
Ulisses Garrido
Blog: http://www.conferencia-sindical.blogspot.com/

quinta-feira, novembro 12, 2009

Bolsa de Emprego Seguro

GRUPO DE APOIO ÀS MULHERES IMIGRANTES

GAMI - Mãos Seguras


A Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos d@s Imigrantes e a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, são duas associações sem fins lucrativos que trabalham em parceria na defesa dos direitos das mulheres imigrantes em Portugal. Dado o elevado número de mulheres imigrantes a trabalharem no serviço doméstico/limpezas - sectores onde frequentemente verificamos graves incumprimentos dos mais elementares direitos laborais – foi constituída uma base de dados que contém a informação necessária sobre o percurso laboral e qualificações de cada uma das nossas candidatas. Sendo que o nosso principal objectivo é ajudar as imigrantes na procura de um trabalho digno evitando, desta forma, o recurso a intermediários/as que cobram uma percentagem muito elevada do seu rendimento, pretendemos criar uma rede de contactos de potenciais empregadores/as. Apostamos, desta forma, numa rede informal e de confiança para ambas as partes interessadas.

A maioria das candidatas procura trabalho na área do serviço doméstico/limpezas, mas também noutras áreas (pois contamos com mulheres com experiências e qualificações muito diversas), tendo disponibilidade para trabalhar em regime de tempo integral ou parcial.

Se precisa, ou conhece alguém que precisa de uma pessoa que assegure o cuidado

e/ou limpeza da sua casa, loja, café, escritório, consultório… contacte-nos! Precisando de pessoas para trabalharem noutras funções, contacte-nos também!



Telefone: 218 873 005
E-mail: gamilisboa@gmail.com

Saiba mais sobre as nossas associações em:

www.solimigrante.org e www.umarfeminismos.org

Vidas Alternativas nº 194

A semana abriu sobre dois signos: o da assinatura do Tratado de Lisboa, bloqueado por Praga há já alguns meses mas o que acabou por ser positivo, e um outro de teor mais negativo que foi a descoberta da trama "Godinho" - operação Face Oculta da PJ que pode pôr em grave perigo a credibilidade das instiuições e por conseguinte do Governo.

Mas o programa abre com uma entrevista ao escritor Fernando Dacosta que analisa o fenómeno da corrupção numa perspectiva globalisante e depois se vira para as questões do nosso país.

Ulissses Garrido, alto responsável da CGTP, preferiu começar por abordar as questões e os desafios que se poem aos trabalhadores nesta conjuntura e só depois entra a referir o fenómeno da corrupção entre nós .

Ricardo Alves, presidente da associação Republica e Laicidade, preferiu abordar exclusivamente a questão que está agora em cima da mesa, dos crucifixos e símbolos religiosos nas escolas.

Fechamos com o luso-venezuelano Augusto Tavares, economista, que faz uma crítica cerrada ao regime do coronel Hugo Chavez, agora a braços com problemas cada vez maiores de segurança pública, de pessoas e bens.

António Serzedelo - editor

www.vidasalternativas.eu

terça-feira, novembro 10, 2009

Honduras: La Candidatura Independiente Popular se retira del proceso electoral

Frente a centenares de personas reunidas en la sede del Sindicato de Trabajadores de la Industria de la Bebida y Similares (STIBYS), la Candidatura Independiente Popular decidió retirarse del proceso electoral del 29 de noviembre, por considerarlo ilegítimo, espurio y con un fuerte olor a fraude por parte del régimen de facto, que sigue sin querer restaurar el orden constitucional en Honduras.

El candidato presidencial por la Candidatura Independiente Popular y también presidente del STIBYS y miembro del Comité Ejecutivo Mundial de la UITA, Carlos Humberto Reyes, y sus tres designados, Bertha Cáceres, Carlos Amaya y Maribel Hernández, anunciaron esta importante y definitiva decisión después de haber desarrollado decenas de asambleas en todo el país, para recoger las impresiones de sus bases.

La respuesta fue abrumadora: casi el 95 por ciento de la gente que apoyaba la candidatura de Carlos H. Reyes se expresó en contra de la participación a este proceso electoral.

VIDEO: http://nicaraguaymasespanol.blogspot.com/2009/11/la-candidatura-independiente-popular-se.html


JUBILEO SUR/AMÉRICAS
Acción local y global superando la dominación de la deuda
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1070 Buenos Aires, Argentina
T/F +5411-4307-1867
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segunda-feira, novembro 09, 2009

Almada: querem despejar o CCL


O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário.

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de anarquistas e libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.

O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado. Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.

O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.

O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.

À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.

Continuaremos a lutar para que este espaço continue!

Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.

Saúde e Anarquia!!!

Centro de Cultura Libertária

07.11.09

E-mail: ateneu2000@yahoo.com

CorreIo:
Apartado 40
2800-801 Almada – Portugal

Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com

sábado, novembro 07, 2009

Acabem com a pesca em águas do Sahara Ocidental!


A UE está a pagar a Marrocos para poder pescar no Sahara Ocidental ocupado
Protesta assinando esta petição


Caros amigos,

Decorre, desde ontem - 06-11-2009 -, uma petição on-line a nível mundial contra o Acordo da União Europeia com Marrocos que envolve licenças de pesca no Sahara Ocidental ocupado.

Trata-se de um acto que envergonha a UE e cada um de nós europeus. A Europa, defensora dos Direitos Humanos e da livre autodeterminação do Povos, não pode pactuar e beneficiar dos recursos de um território sujeito a uma ocupação colonial, cujo povo foi impedido, até ao momento, de manifestar a sua vontade quanto ao seu destino. Afinal aquilo que, com indignação, Portugal e os Portugueses denunciavam internacionalmente face ao envolvimento da Austrália na exploração do petróleo de Timor-Leste, quando este território estava ainda sujeito à ocupação da Indonésia e que, justamente, levou o nosso país a interpor uma acção judicial no Tribunal Internacional de Haia contra o Governo australiano.

Como sabem, o processo que a ONU tomou em mãos e que deveria conduzir à realização de um Referendo Livre e Justo à população saharaui arrasta-se há décadas. Nem a UE nem qualquer outro país poderá beneficiar desta não aplicação do Direito Internacional.

P'la Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental
António M. Baptista da Silva


A União Europeia está a pagar a Marrocos para poder pescar no Sahara Ocidental ocupado.

Protesta assinando esta petição neste endereço:

http://www.fishelsewhere.eu/index.php?parse_news=single&cat=139&art=1033

sexta-feira, novembro 06, 2009

Banco anticapitalista en la Selva Lacandona

"No hay sentido de negocio. Es sólo una necesidad de los pueblos y hasta ahora todos están contentos porque ven que está funcionando y se están resolviendo los problemas en colectivo".

Todos los días los pueblos zapatistas enfrentan nuevos retos para hacer realidad la autonomía de sus territorios. Una historia de logros y tropiezos, de crear, inventar y poner en práctica nuevas ideas. De perder el miedo a equivocarse en un camino que iniciaron en 1994, formalizaron con la creación de los gobiernos autónomos en el 2005 y siguen construyendo todos los días. Y todo en medio del hostigamiento militar y paramilitar, el acoso policiaco y los proyectos gubernamentales encaminados a dividir a las comunidades, a lo que se suman las miles de carencias de los más de 40 municipios autónomos en resistencia. La autonomía se construye, casi, sobre la nada. Y sobre la nada nació hace más de un año el insólito Banco Popular Autónomo Zapatista (Banpaz), en la región de la selva fronteriza.

Lograr la autosuficiencia en condiciones de extrema precariedad suena imposible, pero no para los zapatistas que, asegura Roel, de la Junta de Buen Gobierno Hacia la esperanza, "demostramos que se pueden hacer las cosas de otra manera…imagínate, un banco anticapitalista, sin señores banqueros y con beneficios para el pueblo".

La sede del gobierno autónomo de la selva fronteriza es el caracol "Madre de los caracoles del mar de nuestros sueños". La región cuenta con cuatro municipios autónomos y es la primera en echar a andar el banco popular, una iniciativa que tiene su mayor fortaleza, como todos los proyectos autónomos, en la decisión de las asambleas comunitarias. Su concepción, discusión, aceptación y puesta en práctica es una muestra del ejercicio colectivo y democrático que predomina en las comunidades indígenas zapatistas.

El proceso autonómico de las bases de apoyo del EZLN incluye sistemas de salud, educación, proyectos productivos, medios de comunicación y nuevas formas de comercialización de sus productos, todo en condiciones precarias pero con la finalidad mayor de poner en práctica una de las premisas fundamentales del zapatismo: la del mandar obedeciendo, que se traduce en formas de gobiernos que basan sus decisiones en los consensos de los pueblos. Pero nada es ideal ni carente de problemas. Los hay "y muchos… el asunto es que aquí les buscamos la solución entre todos. Si una cosa no nos funciona no nos quedamos conformes. Le buscamos la forma. Nos lo tomamos en serio y luego sale. Todo el mundo se equivoca, pero cuando la equivocación es colectiva pues ahí no hay culpable…", explica Roel, autoridad autónoma que está por finalizar su gestión al frente de la Junta de buen gobierno.

Y precisamente uno de estos problemas es que a pesar de que cuentan con un sistema de salud autónomo, resulta insuficiente para la atención de enfermedades graves y en estos casos los pacientes tienen que salir de sus pueblos para buscar ayuda especializada, necesitando dinero para trasportarse y pagar los servicios médicos. El dinero no lo tienen y buscan a quién pedir prestado.

Hace unos años comenzó a vislumbrarse en las cañadas de la selva Lacandona el fantasma de la migración. Cientos de indígenas, zapatistas y no, salieron de la zona en busca de trabajo. La baja de precios de sus productos agrícolas y los intermediarios para su comercialización, provocaron el flujo de hombres, jóvenes en su mayoría, a ciudades turísticas del sur del país (Cancún y Ciudad del Carmen) y, por supuesto, hacia Estados Unidos. Empezaron a llegar las divisas a las comunidades y algunas familias "se hicieron de un dinerito" con el que iniciaron el negocio de la usura o el coyotaje, como se le conoce en la región.

La necesidad urgente de dinero para enfrentar un problema de salud grave, por un lado, y el incremento del coyotaje, por el otro, conformaron un escenario en el que empezó a predominar el abuso de los prestadores, quienes cobran un interés de entre el 15 y 20 por ciento mensual. Ahorcados, sin ninguna otra opción, los indígenas de cualquier filiación política recurren a estos préstamos. Pero los zapatistas empezaron a inconformarse y "a buscarle cómo salir de esta situación".

"La gente de los pueblos empezó a discutir cómo resolver el problema de los réditos. Empezaron las asambleas en el 2008 y pueblo por pueblo fuimos discutiendo la idea de formar un pequeño banco para cubrir las necesidades de urgencia de salud, los casos graves que no pueden cubrir los servicios de salud autónomos", explica Roel.

En los casos de urgencias, añade, "se necesita trasladar al enfermo a recibir atención especializada y pues al no haber dinero se tenía que recurrir a los coyotes. Así nació la idea de hacer mejor un banco de préstamos y empezó la discusión de cómo hecerle. Las comunidades decidieron que sí se cobraran intereses, pero que fueran muy bajos. Con esos intereses se incrementaría el fondo del banco para hacer otros préstamos. Al final de la discusión se acordó que fuera el 2 por ciento de interés mensual".

Una vez decidido el interés para préstamos por motivos de salud, las asambleas discutieron los préstamos para proyectos colectivos, cooperativas y sociedades. Y ellos mismos acordaron un interés del 5 por ciento. En un principio se pensó también en préstamos para proyectos individuales, pero, explican, "nos dimos cuenta que eran para puro negocio y los suspendimos, quedando sólo vigentes los préstamos por problemas de salud y para después los préstamos para proyectos colectivos. Lo importante aquí es que ninguna decisión es individual y los pueblos son los que analizan cada paso y van decidiendo lo que les conviene", señala el integrante de la Junta de Buen Gobierno.

El aval de cada solicitante es la autoridad de la comunidad a la que pertenece y el pueblo queda como testigo. De esta manera, todo el pueblo está enterado de que uno de sus compañeros solicitó al banco un dinerito y que lo tiene que pagar. Ellos mismo, los que piden el préstamo, son los que se ponen el plazo para cubrirlo, de acuerdo a sus gastos. Puedes ser seis meses, un año o más, según cada quien. También se enteran de cada préstamo los pueblos de los otros municipios autónomos, pues se trata, señalan las autoridades de la región, "de que todos estemos comprometidos".

Para hacer posible el banco popular, el fondo inicial provino de un aporte del Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN); de una parte de las ganancias del transporte colectivo que es administrado por la Junta; y de una donación que llegó de afuera para un niño enfermo, "quien no necesitaba de todo el dinero que le estaban mandando y junto con la familia y la asamblea decidieron que lo que no ocupaba se aportara al fondo colectivo". Asimismo, decidieron que el impuesto que los pueblos cobran a las compañías que están construyendo caminos que pasan por sus comunidades, también se añadiera al fondo del banco.

En este proyecto, advierte Roel, "no hay sentido de negocio. Es sólo una necesidad de los pueblos y hasta ahora todos están contentos porque ven que está funcionando y se están resolviendo los problemas en colectivo".

Para los pueblos en rebeldía, el Banco Popular Autónomo Zapatista (Banpaz) "es, sin duda, parte de nuestra autonomía, en la que nosotros mismos podemos crear nuestros propios recursos económicos, nuestros alimentos, nuestros servicios de salud y educación, nuestros medios de comunicación y modos de comercialización. Así lo estamos haciendo, cada vez con menos dependencia de afuera, porque al principio (hace ya seis años), empezamos con más apoyos del exterior. Ahora somos cada vez más independientes y, por lo tanto, cada vez más autónomos".

De hecho, este es uno de los primeros proyectos de al autonomía zapatista en el que no interviene ningún factor o asesoría de la sociedad civil nacional e internacional. "Todo fue interno. Lo que pasa es que nosotros le probamos hasta que algo funciones. Y si no nos funciona no nos quedamos conformes y le buscamos otra forma", afirma Roel, con la convicción y el orgullo de quien ha crecido a lo largo de 25 años con la lucha zapatista.

"La colectividad — sostiene — es la base y lo que más nos fortalece como zapatistas". Y, dentro de este proceso, la Junta de Buen Gobierno de la selva fronteriza analiza como uno de sus máximos logros la participación de la mujer en los trabajos de la autonomía. Con su inclusión, afirman, "ha cambiado la vida de los pueblos. Poco a poco lo vamos entendiendo. Y pues aquí ya todo se cambió".

A los niños y niñas que han crecido en la autonomía "ya no les cuesta la participación de la mujer". En otro momento, admiten los miembros de Junta, "los préstamos del Banpaz hubieran sido impensables para mujeres y sólo se les hubieran dado a los hombres, pero ahora también se les dan a ellas y quedan como responsables".

Aquí, afirman "ya todo es muy otro".

Luciana Ghiotto.

"La pregunta de la revolución no es
"¿cómo destruimos el capitalismo?",
sino "¿cómo hacemos para dejar de crear el capitalismo?".
John Holloway.


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quarta-feira, novembro 04, 2009

ENCUENTRO POLITICO MESOAMERICANO 20 21 Y 22 DE NOVIEMBRE

Encuentro Político Itinerante de Reflexión y Acción de la lucha de los Pueblos y Movimientos Mesoamericanos

Ocotal, Nicaragua

20, 21 y 22 de noviembre de 2009


La historia de Mesoamérica está plagada de despojos, saqueo, injusticias y violencia. Quienes aquí nacimos y vivimos, herederos de grandes y antiguas culturas enfrentamos grandes retos. Desde la invasión europea hace ya más de 500 años, luego la dominación oligárquica de las clases burguesas de nuestra región, la imposición de nuevas formas de dominación de corte neoliberal en las últimas tres décadas hasta la actual crisis capitalista mundial.

Los pueblos Mesoamericanos seguimos resistiendo contra los proyectos capitalistas de muerte y luchamos por la defensa de nuestros derechos humanos, la autodeterminación, la búsqueda de justicia e igualdad social frente a las grandes potencias imperialistas y oligarquías nacionales de la región.

En este sentido en los últimos años se ha presentado en Mesoamérica, la disputa de diversas formas de desarrollo económico y político, gobiernos -llamados "democráticos", liberales de derecha, o incluso que impulsan políticas de izquierda- insisten en imponernos el neoliberalismo que sólo empobrecen a la mayoría de la población y permiten el saqueo y la destrucción de nuestros recursos naturales.

El reciente golpe de estado en Honduras ejemplifica la disputa de la lucha por el poder en la conducción política y económica de Mesoamérica, en tanto, el Frente Nacional de Resistencia Contra el Golpe de Estado en Honduras, es una muestra heroica y ejemplar de las luchas populares y sociales en búsqueda de mayor igualdad, justicia social, libertad, democracia y mejores condiciones para una vida digna e integral de los mesoamericanos y latinoamericanos.

El golpe de Estado en Honduras perpetrado el pasado 28 de junio, la represión que vive la población y organizaciones hondureñas y la ruptura del Estado de derecho, nos obliga como movimientos sociales y populares mesoamericanos irremediablemente hacer una reflexión política sobre el avance de las fuerzas retrógradas y la urgente necesidad de reorganizarnos para dar un salto cualitativo eminentemente político en la lucha popular en la región.

Los movimientos y organizaciones sociales que convergemos en el Foro Mesoamericano de los Pueblos debemos a partir de esta coyuntura entrar en un proceso político de reflexión y TRANCISIÓN hacia la conformación de un movimiento de luchas populares de Mesoamérica amplio e incluyente que enfrente la crisis política y capitalista de nuestra región.

Debido a las consideraciones anteriores, el VIIIº Foro Mesoamericano de los Pueblos se pospone para el 2010 en el Estado de Chiapas, México y acordamos realizar un Encuentro Político Itinerante en el mes de noviembre de forma simultanea en Guatemala y Nicaragua, el que se plantea los siguientes objetivos:

Objetivo General:

Fortalecer la capacidad de movilización y acción social a través de la construcción de una estrategia conjunta desde el movimiento social y popular en resistencia al modelo neoliberal, patriarcal y dominante expresado en la región mesoamericana atravez de las políticas de libre comercio, militarización, expoliación de los recursos naturales y privatización de los derechos humanos.

Objetivos Específicos:

  • Construir el análisis político de la región a partir de las realidades de nuestros pueblos mesoamericanos en cada país y teniendo como una referencia la crisis de Honduras a partir del Golpe militar.

  • Generar una estrategia de lucha para enfrentar la situación de crisis política, económica y social generada por el capitalismo neoliberal en Mesoamérica.

  • Manifestar nuestra solidaridad con la lucha del pueblo de Honduras como parte de la integración del movimiento popular mesoamericano.

Quienes integran el Comité Mesoamericano de los Pueblos:
Honduras: Bloque Popular (BP); Costa Rica: Red de Control Ciudadano; El Salvador: Red Sinti Techan; Guatemala: Coordinadora Nacional Sindical y Popular (CNSP); México: Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos; Nicaragua: Movimiento Social Nicaragüense “Otro mundo es posible”; Panamá: Frente Nacional por la Defensa de los Derechos Económicos Sociales, (FRENADESO);

Redes que participan:
Alianza Social Continental Centroamerica
Grito de los Excluidos Mesoamérica
Jubileo Sur Centroamerica

Edimburgo 13-17 de Novembro - ANTI-NATO

Terça, 2009-11-03 10:04 — Ecologista Anónim@
Destrói a NATO! Acaba com a sua festa!
EDIMBURGO
13 - 17 Novembro

A Assembleia Parlamentar da NATO (AP) reune-se em Edimburgo, em Novembro.

Esta "Assembleia" da NATO é uma tentativa de legitimar a aliança com um toque de democracia. Esta é uma frente de ataque, também. A AP não faz mais do que manter o papel da NATO como uma força militar global utilizada pelo Ocidente para dominar e controlar. A sua influência estende-se desde as terras altas da Escócia, onde as reservas naturais são utilizados como campo de jogos de guerra da NATO, até às terras altas do Afeganistão, onde as pessoas vivem com medo dos ataques da NATO.

O movimento contra a NATO tem-se vindo a expandir, por toda a Europa e no resto do mundo. Em Abril, milhares saíram às ruas de Estrasburgo para protestar contra a cúpula do sexagésimo aniversário. Em Junho, os e as activistas escandinavos(as) interromperam um exercício de treino da NATO, na Suécia. No Afeganistão, ocupado pela Nato, as Mulheres Revolucionárias do Afeganistão continuam a protestar contra a conivência da NATO com as forças patriarcais que continuam a arruinar vidas no seu país.

Agora, o movimento anti-militarista do Reino Unido foca a sua atenção e a sua luta em Edimburgo para a "Assembleia" Parlamentar da NATO. É hora de uma demonstração de força!

Precisamos de mostrar à NATO que o seu militarismo não é nem desejado nem tolerado!

Este convite destina-se a todos os e as anti-militaristas, estejam onde estiverem.

Venham a Edimburgo e ajudem-nos a resistir à NATO e ao militarismo!

O "Comité de Boas Vindas" à NATO apela a uma manifestação massiva na sexta-feira de 13 de Novembro, no primeiro dia da Assembleia Parlamentar. Serão dados os detalhes da manifestação quando se aproximar a data do mesmo. Tragam roupas de abrigo, elementos ruidosos, pandeiretas e tudo o que entenderem para protestar. Se vierem de fora, o objectivo é estar em Edimburgo na véspera da manifestação. Haverá alojamento disponível a partir de quarta-feira, 11 de Novembro.

O Comité de Boas Vindas à Nato proporcionará:

  • Um espaço de convergência onde os e as activistas possam reunir-se e permanecer durante a Assembleia.

  • Abastecimento de alimentos.

  • Serviços médicos, em postos médicos nas ruas e um centro médico bem apetrechado.

  • Apoio jurídico através do Projecto "Activismo Legal Escocês".

  • Apoio para feridos e outras formas de apoio aos e às activistas.


O Comité de Boas Vindas à NATO-OTAN respeitará os princípios da AMN:

  • Utilização de uma diversidade de tácticas.

  • Não condenação pública das acções de outros povos.

  • Respeito pela vida.


Vemo-nos nas ruas!

Comité de Boas Vindas à NATO
http://natowc.noflag.org.uk
Rede Antimilitarista
www.antimilitaristnetwork.org.uk

NOTA: retirado de http://gaia.org.pt.

Sara Ocidental: mensagem da Federação de Mulheres Cubanas

MENSAJE DE LA FEDERACION DE MUJERES CUBANAS


Con profunda indignación hemos conocido del peligro que corren siete luchadores por los Derechos Humanos de los territorios saharahuies ocupados por Marruecos, cuyo único delito ha sido visitar los Campamentos de Refugiados de Tinduf, y cumplir su programa de actividades y entrevistas con autoridades del gobierno y el pueblo Saharaui, actividades que posteriormente realizaron en Argelia.

Por cumplir estas funciones, a su regreso a Marruecos han sido acusados y serán juzgados por el delito de Traición a la Patria, el cual prevé las sanciones más severas.

Este es un gesto injusto y coercitivo que lleva la intención de frenar cualquier apoyo a la lucha del pueblo saharaui. Unamos nuestras fuerzas para impedir esta injusticia contra personas honestas y pacifistas que luchan por la verdadera autodeterminación del hermano pueblo del Sahara a cuyas mujeres nos unen lazos indestructibles de amistad.

Al condenar enérgicamente estos hechos, nos solidarizamos con estos luchadores, con sus familias y una vez más expresamos nuestro apoyo al heroico pueblo saharaui. Llamamos a las mujeres del mundo a unirse a esta campaña internacional.

FEDERACION DE MUJERES CUBANAS
Dirección Nacional: Paseo No. 260 esq. a 13, Vedado, La Habana. 838-2771 fmc@enet.cu

segunda-feira, novembro 02, 2009

Benefit Solidário

"Antes Verde Eufémia que Amarelo Transgénico"
Apoio aos acusados de Silves


Na sequência do corte de cerca de um hectare de milho transgénico, há dois anos, em Silves, há três arguidos no processo que decorre na Justiça portuguesa. E há um movimento de pessoas que se solidariza com os acusados deste processo e com a acção do Movimento Verde Eufémia.

O Algarve foi a primeira região portuguesa a declarar-se Zona Livre de Transgénicos. Em contrapartida, a Herdade da Lameira foi a primeira propriedade da região a cultivar milho transgénico, no caso da variedade MON810, violando a declaração e desrespeitando a vontade dos cidadãos.

A 17 de Agosto de 2007, cerca de 150 pessoas dirigiram-se para a Herdade da Lameira, perto de Silves, para fazer um protesto contra o cultivo de transgénicos. Na acção teve lugar uma ceifagem simbólica de menos de 1 hectare de milho transgénico.

Os activistas ofereceram publicamente ao agricultor sementes para recultivar os 51 hectares de milho transgénico com milho biológico. A proposta foi rejeitada pelo dono da propriedade, que continua a cultivar milho transgénico.

Nos dias que seguiram à acção, a vasta atenção mediática que o Movimento Verde Eufémia recebeu instigou uma grande polémica, com ressonância no público em geral, no próprio movimento ambientalista, no governo e nos meios académicos. Nunca uma acção ambientalista recebeu tanta atenção na história recente em Portugal.

Face à mediatização da acção, o governo, responsável por uma política favorável aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), reagiu com agressividade, numa tentativa de isolar os activistas do Movimento Verde Eufémia, através da mesma estratégia de amedrontamento e criminalização que toda a União europeia reserva para qualquer movimento contestatário. Nesse sentido, chegou ao ridículo de rotular a acção como um "acto terrorista" (Europol EU Terrorism Situation and Trend Report, 2008). Algumas pessoas relacionadas com o caso pela polícia, correm agora o risco de ser julgadas e punidas. Tornou-se, assim, mais difícil agir contra os OGM em Portugal. Os indivíduos, ou organizações que o fazem, correm um grande risco de ficar sob suspeita e vigilância das autoridades.

Com este benefit pretende-se:

  • Mostrar solidariedade com as pessoas acusadas no processo Verde Eufémia;

  • Obter fundos monetários para o processo judicial do caso;

  • Mostrar a todos os actores envolvidos no debate que a acção do Movimento Verde Eufémia não é um caso isolado no contexto histórico português e muito menos no actual contexto internacional, onde este tipo de acções são comuns, em particular contra o cultivo de OGM;

  • Promover o debate sobre o conceito de desobediência civil, do seu valor como uma forma de participação activa e empenhada da sociedade civil e da sua necessidade para salvaguardar as pessoas e o ambiente;

  • Promover a discussão sobre o tema dos transgénicos em Portugal;

  • Defender a liberdade de expressão de todos os cidadãos.

Convidamos, por isso, todos os que se sintam identificados com os objectivos deste grupo a promover acções de solidariedade em volta deste tema.

Para mais informação:

http://solimove.liveinfo.nl/
http://eufemia.ecobytes.net

Info da conta para donativos no apoio judicial da acção:
Conta: 0006 0947 8355
NIB: 0007 0000 00609478355 23
IBAN: PT50 0007 0000 0060 9478 3552 3
SWIFT/BIC: BESCPTPL

quarta-feira, outubro 28, 2009

Honduras: medios de comunicación alternativos

Desde el día 28 de junio los medios de comunicación levantaron un bloqueo mediático a favor del gobierno de facto de Roberto Micheletti. La importancia de los medios alternativos de comunicación en la ruptura del bloqueo mediático. Intervistas a Rafael Alegria Frente Nacional de Resistencia Contra el Golpe de Estado Y miembro de La Via Campesina e otros militante hondureno.

http://www.wsftv.net/Members/focuspuller/videos/Medios_Alternativos.mp4/view

O video também está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=hjngtT9gKUg

domingo, outubro 25, 2009

Vidas Alternativas 193

Esta semana ficou marcada, quanto a nós, por três questões:
- o anúncio do agendamento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Parlamento,
- a formação do governo Sócrates 2,
- e o desnorte do PSD depois do desaire eleitoral das legislativas.

Comecemos pelo VA.

A Câmara Municipal do Seixal é modelar no tocante à organização da sua rede social. Neste momento está já a repensar o organigrama para o triénio que começa em 2010. Por isso entendemos ouvir o Prof. Orlando Garcia, sociólogo, que nos explica os critérios a que presidiu a re-organização desta rede para dar respostas aos 180 mil munícipes do concelho.

A seguir falamos com Olga Mariano, líder cigana, vivendo também no Seixal, que organiza mulheres da sua etnia para lhes dar capacidades para puderem lutar em pé de igualdade com todos pelo seu trabalho.

Depois é a voz de Miguel Cunha Duarte, que em nome da associação República e Laicidade nos explica porque é que a associação não quer Tony Blair à frente dos destinos da nova Europa quando entrar em vigor o tratado de Lisboa.

Encerramos as conversas com o engenheiro António Carlos, que é também escritor e nos explica como conseguiu singrar na vida até ser um caso de sucesso.

O VA continua a aberto a parcerias e a colaborações e agradecendo as críticas que lhe têm sido enviadas, continua à espera do vosso feed back.

António Serzedelo - editor
wwww.vidasalternativas.eu

Contra a NATO: continuando a luta


Contra a NATO: continuando a luta - até ao pico em Portugal (e depois)

23 Out. 2009 — warresisters

De 15 a 18 de Outubro, uma série de reuniões tiveram lugar em Berlim, para discutir a continuação do trabalho contra a NATO e contra a guerra no Afeganistão, depois de Estrasburgo. Um enfoque especial foi posto na cooperação entre grupos a nível europeu e internacional.

Em 15 de Outubro, os grupos que participaram no bloqueio não violento de FORA NATO / OTAN-ZU, em Estrasburgo, foram: a Werkstatt für gewaltfreie Aktion Baden, Komitee für Grundrechte und Demokratie, DFG-VK da Alemanha, War Resisters' International, Vredesactie (Bélgica), AA-MOC (Espanha), Ofog (Suécia), Trident Ploughshares (Inglaterra), AKL (Finlândia), Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN - Portugal), Ne zakladnam (República Tcheca), Mirovna Akcija (Macedónia) e alguns mais.

O objectivo da reunião foi explorar a cooperação europeia passada e melhorar a coordenação do nosso trabalho no próximo ano além de discutir atividades possíveis de realizar durante a cimeira da NATO em Portugal. Os grupos presentes decidiram as seguintes actividades:

  • participação conjunta no bloqueio da fábrica de armamento nuclear britânico AWE Aldermaston, em 15 de Fevereiro de 2010. Ligada a esta acção está prevista a organização de um seminário de articulação e formação;

  • um dia de acções descentralizadas na Páscoa de 2010, com acções em todas as bases europeias com armas nucleares. Este dia de acção está relacionado com a conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação, que terá lugar de 3 a 28 de Maio de 2010 em Nova York. As acções devem sobretudo realçar o papel das armas nucleares na estratégia da NATO;

  • um dia de acções descentralizadas contra a NATO e infra-estruturas para as intervenções militares. O grupo espanhol propôs manter este dia regularmente mas não houve decisão sobre uma data concreta;

  • acções de desobediência civil durante a cimeira da NATO em Portugal. Os grupos estão agora a discutir o que é possível fazer em Portugal.

Além disso, houve muita discussão sobre a questão da violência, em Estrasburgo, e como esta pode ser evitada ou minimizada no futuro.

Numa reunião da Rede Internacional Afeganistão em dia 17 de Outubro no salão municipal de Berlim,outras actividades contra a guerra no Afeganistão foram acordadas, em especial uma alternativa à conferência internacional no Afeganistão, na Alemanha ou na França, proposta pelo presidente francês Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel, para a Primavera de 2010. Além disso os dias 8 / 9 de Outubro foram as datas escolhidas para um dia de acção internacional contra a guerra e a ocupação do Afeganistão.

No fim de semana 17/18 de Outubro realizou-se uma conferência internacional de trabalho NÃO À NATO, com mais de 100 participantes.

Esta conferência debateu a continuação do trabalho da Coligação Internacional Não-à-NATO depois de Estrasburgo. Aqui também a discussão sobre a violência em Estrasburgo, teve bastante relevo.

Como resultado dessa discussão foi decidido fazer uma análise de ameaça real para as atividades futuras e organizar equipas de observadores para documentar a violência policial e outros assaltos.

Foi também decidido formar um grupo de trabalho sobre formação em não-violência, que será especialmente o trabalho de treino da diminuição da agressividade.

Além das actividades mencionadas acima, a conferência decidiu a realização de uma conferência internacional na Geórgia, em Junho de 2010. Quanto à cimeira da NATO em Portugal, decidiu-se apontar para acções que – do mesmo modo que em Estrasburgo - incluirão uma manifestação, um campo de acção, um contra-conferência e acções de desobediência civil. Também está prevista a organização de uma Conferência activista em Portugal, em Setembro de 2010.

A conferência também nomeou um novo Comitê de Coordenação Internacional, que irá coordenar o trabalho da coligação internacional anti-NATO no futuro, incluíndo representantes da Bélgica, Alemanha, França, Grécia, Grã-Bretanha, Portugal, Suécia, Espanha, República Checa e dos E.U.A..

Andreas Speck


Informações:
Coligação internacional anti-NATO: http://no-to-nato.org (será renovado em breve)
Páginas sobre NATO, WRI: http://wri-irg.org/campaigns/shutdown-nato
PAGAN, Portugal: http://antinatoportugal.wordpress.com/

Contactos:
Aldermaston: Angie Zelter, Trident Ploughshares. Reforest@gn.apc.org ou info@wri-irg.org para participação internacional

FONTE: http://www.wri-irg.org/node/9053



TRADUÇÃO:
Emília Cerqueira (activista da PAGAN - Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato, Portugal)

Os Radicais querem sempre impor-se mais!

Um estudo de dois professores das universidades de Standford e Columbus, nos EUA, debruçou-se sobre a questão da urgência e prontidão com que os "extremistas" se pronunciam sempre sobre determinados aspectos, falando tão alto ou mais alto do que os outros, tentando assim impôr a
sua opinião.

Embora isto possa não ser directamente aplicável ao nosso país, pode dar-nos algumas pistas para certos comportamentos a que assistimos, que se pensavam consensuais designadamente durante o período eleitoral por que passamos.

Na verdade eles emitem tais opiniões, naturalmente, porque estão na convicção de que exprimem os sentimentos da maioria na qual se sentem, ou se querem sentir, integrados.

Quando na universidade em que se realizou o estudo os investigadores distribuíram uma falsa sondagem, sobre o tema do álcool, em que se constatava que os estudantes se opunham ao consumo do álcool no "campus" universitário, os mesmos que antes levantavam a voz defendendo o seu consumo livre, passaram a já não querer pronunciar-se sobre o assunto por receio de perderem a identificação comunitária de que precisam.

De certo modo, trata-se de um fenómeno de "pescadinha de rabo na boca".

Cientes de que representam a maioria alçam a voz, como são sempre os mesmos e são muitos, perante o silêncio da verdadeira grande maioria que não se pronuncia, acreditam que representam a sensibilidade de todos e falam mais alto.

O mesmo se passa na comunidade da blogosesfera. São quase sempre os mesmos que escrevem os post dos blogues, que trocam entre si opiniões, aplaudindo-se mutuamente, comentando-se, incentivando-se e exorcizando aqueles poucos que eventualmente discordam deles. Deste modo,
auto convencem-se que fazem, e representam, a opinião pública maioritária, que estão certos.

Sem dúvida que a blogoesfera é um espaço de liberdade e de opinião diversificada e contraditória, que a imprensa em geral já não nos dá e hoje é imprescindível, contudo, este é uma das possíveis "perversões" com que se deve contar. Penso por exemplo no caso dos lgbt.

Os blogues podem ser uma conversa fechada, onde se vão buscar "opiniões" feitas. A melhor maneira de contornar isso é, afinal, abrir os blogues e diversifica-los.

A.Serzedelo

www.vidasalternativas.eu

sábado, outubro 24, 2009

Repudiamos intento del gobierno de Alan García de desaparecer a AIDESEP

COORDINADORA ANDINA DE ORGANIZACIONES INDÍGENAS – CAOI
Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile, Argentina

Repudiamos intento del gobierno de Alan García de desaparecer a AIDESEP
Al estilo de la dictadura fujimorista, procuradora del Ministerio de Justicia pide “disolver” legítima organización nacional de pueblos indígenas amazónicos. Pero las organizaciones no se crean ni se destruyen por decreto: los pueblos que las forman y la solidaridad del conjunto del movimiento social las mantienen vivas.


En una nueva demostración de que ante la carencia de argumentos el gobierno de Alan García Pérez solo sabe recurrir a la represión, una procuradora del Ministerio de Justicia, María del Carmen Rivera, ha pedido la disolución de la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP). No es una coincidencia que use el mismo término que Alberto Fujimori para su autogolpe de 1992, cuando anunció su dictatorial decisión de “disolver” el Congreso de la República.

Se trata de una actitud no solo intrínsecamente fascista del régimen de García. Es, además torpe, porque es imposible disolver por decreto o por mandato judicial una organización que tiene más de 25 años de vida, auténticamente representativa de los pueblos indígenas amazónicos y que goza de amplio reconocimiento y participación en múltiples espacios internacionales, como la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA), Alianza por el Clima, Alianza Amazónica, entre otras.

No es la primera maniobra destinada a desaparecer las organizaciones indígenas. Tanto AIDESEP como la Confederación Nacional de Comunidades del Perú (CONACAMI) han sufrido la persecución de la llamada Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI). Este año, además, el gobierno financió un seudo congreso en el que se pretendió designar una nueva directiva de AIDESEP.

El hecho más grave, sin embargo, es la Masacre de Bagua del 5 de junio, que costó la vida de 33 personas, y la posterior persecución policial y judicial a comuneros y dirigentes regionales y nacionales de AIDESEP, que obligaron a su presidente Alberto Pizango a exiliarse en Nicaragua. Y hoy mantienen tercamente la orden de captura en su contra, para así impedir su retorno al Perú.

Son hechos que concitaron y siguen concitando el rechazo nacional e internacional, como lo demuestran los múltiples pronunciamientos de organismos de derechos humanos de todo el mundo, incluidos los que forman parte de la Organización de Naciones Unidas.

Nada de esto ha logrado destruir a AIDESEP y tampoco lo hará la absurda demanda de la procuradora Rivera. Porque, insistimos, las organizaciones no se crean ni se destruyen por decreto o mandato judicial: los pueblos que las forman y la solidaridad del conjunto del movimiento social las mantienen vivas.

En su frenesí represivo, el gobierno de García va de fracaso en fracaso en el intento de profundizar su política entreguista y racista, claramente expresada en su serie de artículos sobre el “síndrome del perro del hortelano”, desoyendo las llamadas de atención del relator especial para Pueblos Indígenas James Anaya y el Comité para la Eliminación de la Discriminación Racial de la ONU, así como del reciente informe emitido por la Misión de la Federación Internacional de Derechos Humanos integrada por Rodolfo Stavenhagen y Elsie Monge sobre su visita al Perú en junio pasado.

La Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas, CAOI, advierte que si se toca a AIDESEP se estará tocando a todos los pueblos indígenas, no solo amazónicos y peruanos, sino de todo el mundo. Y llama al movimiento social nacional e internacional a estar atentos ante este nuevo intento de liquidación, para que, de concretarse (solo en el plano formal porque en el real es imposible), convocar de inmediato a una movilización mundial para defender los derechos de los pueblos indígenas.

Lima, 23 de octubre de 2009.

Miguel Palacín Quispe
Coordinador General CAOI

A Tertúlia Liberdade na rádio com a Onda Livre

Caro Amigo,

A partir de sábado 24 de Outubro, como todos os quartos SÁBADOS DE CADA MÊS, a partir das 20H e repetição nas 5ªs seguintes pela 01H00, a Tertúlia Liberdade passa a ter o seu programa de rádio, a ONDA LIVRE, através da Rádio Zero.

As linhas fundamentais da Onda Livre vêm expostas abaixo.

Sábado às 20H ouve-nos em www.radiozero.pt.

ESCUTA, PARTICIPA E CRÍTICA!

DIVULGA! DIVULGA! DIVULGA!


ONDA LIVRE NO AR

No próximo Sábado dia 24 de Outubro a Tertúlia Liberdade estreia-se na Rádio com o programa Onda Livre. A emissão será feita às 20 horas através da Rádio Zero. Um programa de uma hora recheado de músicas e entrevistas a não perder. Para dar voz aos que não tem voz. Aos moradores dos bairros, aos trabalhadores precários, aos imigrantes, aos jovens e a todos que lutam por um mundo diferente e melhor. Porque a Liberdade está no Ar.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Concurso Paz para a Palestina


COMUNICADO 05/2009


ESTÃO A DECORRER AS INSCRIÇÕES PARA O CONCURSO PAZ PARA A PALESTINA PROMOVIDO PELO MPPM E DESTINADO AOS 2º E 3º CICLOS DO ENSINO BÁSICO

O MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – promove um Concurso, destinado aos estudantes dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, subordinado ao tema “Paz para a Palestina”. As inscrições, através do site do MPPM (www.mppm-palestina.org), estão abertas até 18 de Dezembro de 2009.

O Concurso visa promover nos jovens o melhor conhecimento da questão palestina e estimular a criação ou fortalecimento de laços de cooperação e solidariedade entre escolas portuguesas e palestinas.

São admitidos a concurso trabalhos nas seguintes categorias: Produção Escrita (ficção, ensaio, poesia, dramaturgia, jornalismo); Artes Plásticas (desenho, escultura, pintura, cerâmica); Artes Performativas (teatro, música, dança) e Vídeo e Multimédia. Os trabalhos deverão ser enviados ao MPPM até 16 de Abril de 2010, sendo os prémios entregues em cerimónia a realizar no dia 15 de Maio de 2010, assinalando o 62º aniversário da Nakba.

Este Concurso, cujo Regulamento completo pode ser consultado no site do MPPM, tem o alto patrocínio da Delegação-Geral da Palestina em Portugal.

Lisboa, 17 de Outubro de 2009

A Comissão Executiva do MPPM


MPPM – MOVIMENTO PELOS DIREITOS DO POVO PALESTINO E PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE
Rua Silva Carvalho, 184 – 1º Dtº | 1250-258 Lisboa | Portugal | Tel. [+351] 213 889 076 | Fax [+351] 213 889 136 | NIPC: 508267030
www.mppm-palestina.org | mppm.palestina@gmail.com

Liberdade para os sete saharauis activistas dos Direitos Humanos


Liberdade para os sete saharauis activistas dos Direitos Humanos presos e sequestrados por Marrocos

A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental denuncia perante as autoridades e a opinião pública portuguesas a detenção ilegal por parte de Marrocos de sete militantes saharauis defensores destacados dos Direitos do Homem(*), o que constitui uma grave violação dos direitos reconhecidos pela Comunidade Internacional e ao Processo de Paz que as Nações Unidas tentam encontrar para aquela que é considerada a última colónia de África, sujeita à ocupação de Marrocos.

A medida discriminatória por parte das autoridades marroquinas faz parte de uma política planificada e histórica de perseguições, desaparecimentos e torturas contra todos aqueles que anseiam viver em liberdade, sem ocupação nem torturas, e contra a população saharaui em geral.

A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental exige a libertação imediata dos sete cidadãos saharuis e o respeito pela sua integridade física e moral.

As autoridades marroquinas detiveram e sequestraram no aeroporto de Casablanca, Marrocos, no passado dia 8 de Outubro, sete activistas saharauis dos direitos humanos no regresso de uma visita que acabavam de realizar aos acampamentos de refugiados saharauis, na Argélia, e aos territórios saharauis libertados.

Eis a lista das sete pessoas cujo paradeiro se desconhece até ao momento:

Ali Salem Tamek, antigo preso político e primeiro vice-presidente do Colectivo dos Defensores Sahrauis dos Direitos do Homem (CODESA), membro da Association Marocaine des Droits de l’Homme, secção de Assa e membro da Frontline, Irlanda.

Brahim Dahane, antigo preso político e «desaparecido», Presidente da Association Sahraouie dês Victimes des Violations Graves des Droits de l’Homme Commises par l’Etat du Maroc (ASVDH).

Ahmad Nassiri, antigo preso político e «desaparecido», secretário-geral do Comité Sahraoui pour la Défense des Droits de l’Homme de Smara/Sahara Occidental e Presidente da Association Marocaine des Droits de l’Homme, secção de Smara.

Dagja Lachgar, antiga «desaparecida», membro do Bureau Executivo da Association Sahraouie des Victimes des Violations Graves des Droits de l’Homme Commises par l’Etat du Maroc (ASVDH).

Yahdih Ettarrouzi, antigo preso político, membro da Association Marocaine des Droits de l’Homme, secção de El Aaiun.

Saleh Lebayhi, Presidente do Forum para a Protecção das Crianças Saharauis, membro do CODESA e da AMDH, secção de El Aaiun.

Rachid Sghayar, membro do Comité de Acção contra a Tortura em Dakhla, Sahara Ocidental.

Lisboa, 17 de Outubro de 2009
A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
portugal.sahara@gmail.com

O nº 9 da revista O Comuneiro está agora em linha

Caros Amigos e Companheiros:

Somos por este meio a comunicar que o nº 9 da revista electrónica O Comuneiro está já disponível em linha, no seu endereço habitual: www.ocomuneiro.com.

Com uma imensa melancolia, a imprensa corporativa, que nos desabituamos já de qualificar como burguesa, anuncia-nos que a "recuperação" está a "perder o fulgor". Infelizmente para eles, as coisas nunca mais serão como se habituaram a concebê-las os senhores do mundo e os turiferários do capital. Provavelmente, eles nunca mais se irão recompor disso. Não vão mudar e não vão perceber. É preciso re-regular a finança, pois claro. Mas primeiro é essencial criar "confiança". A qual resulta da existência de regras claras. Que todavia não podem ser impostas contra o que é a respiração natural do "mercado". E assim por diante.

As elites dominantes globais e seus medíocres arautos tentam disfarçar o colapso deslizante da "teologia do mercado" atribuindo a crise brutal e profunda a que assistimos à pura "falta de ética" e "aventureirismo" de alguns sectores da finança, causando fenómenos negativos, que o sistema (igual a si próprio) rectificaria com a brevidade possível através de sábias "medidas de regulação". Todavia, reguladores e regulados são aqui os mesmos e, em última instância, ser-lhes-á impossível negar que, para o capitalismo, a virtude propulsora central é precisamente a ganância ilimitada.

O presente número de O Comuneiro abre com um texto histórico do nosso tempo. Sobre a crise financeira, com o seu título de irónico understatement, é o aviso grave de um velho sábio, o padre François Houtart, do alto dos seus 84 anos, doutor em quase todos os saberes humanos, com centenas de milhares de quilómetros percorridos nas piores sendas do mundo, pois que também ele sempre disse, com Martí: "con los pobres de la tierra quiero yo mi suerte echar".

Santiago Alba Rico, completamente desconhecido no mundo de língua portuguesa, é um filósofo, escritor e ensaísta madrileno, provavelmente o mais completo e interessante pensador crítico espanhol da geração que chegou à maturidade nos anos 1980. A entrevista que publicamos dele é disso um bom testemunho. Santiago faz questão de se afirmar "conservador" do ponto de vista antropológico e esse é um tópico a que aderimos de bom grado e integramos na nossa crítica.

Publicamos novamente um texto de Michael Löwy – Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo -, que é um dos nossos pensadores mais próximos e queridos, de tal modo que já pouco mais encontramos para dizer dele aqui. Batalhador incansável, desde há décadas, por uma síntese vermelho-verde que faça sentido, Löwy é, neste momento, um dos expoentes do Ecossocialismo. É bom saber que esta corrente política internacional está a caminho da sua maturidade, produzindo já documentos com propostas e exigências concretas e articuladas, como é o caso daquele que publicamos neste número, de origem britânica e intitulado Luta de classes e ecologia.

João Esteves da Silva dá novamente um contributo valioso para este número de O Comuneiro, pela sua própria reflexão e também como tradutor. Pela sua mão têm sido publicados, na nossa revista, alguns pensadores críticos fundamentais do nosso tempo, todos eles também antropologicamente conservadores. É o caso do francês Jean-Claude Michéa, já nosso conhecido, e agora também o do norte-americano Christopher Lasch, ambos praticamente inéditos na língua portuguesa, embora o último já tenha sido publicado no Brasil (A cultura do narcisismo, A rebelião das elites). Tanto Michéa como Lasch são anti-leninistas e albergam reservas quanto ao marxismo, posições que naturalmente não partilhamos, sem fazer disso motivo para anátema. Partilhamos, isso sim, e sem quaisquer reservas, o essencial da sua penetrante crítica ao liberalismo, ao mercantilismo e à cultura de massas, feita de uma perspectiva genuinamente popular e enformada por valores democráticos e solidários.

De Valério Arcary publicamos Internacionalismo e campismo: dilemas da aposta estratégica. Nem sempre as coisas se passam na história como elas puderam ser previstas, no nosso movimento de emancipação do proletariado. A corrente desvia-se pelo lado "torto", pelo "elo mais fraco", pelo desvão imprevisto. O internacionalismo é uma luta constante e uma conquista que se fará a pulso.

Do nosso redactor Ângelo Novo, por fim, publicamos a primeira parte de uma reflexão sobre a introdução do marxismo em Portugal e a elaboração própria de uma ciência revolucionária nele inspirado. Em conexão com este trabalho, que terá continuidade, há no sítio em que se aloja O Comuneiro uma secção antológica intitulada Páginas do marxismo português, que pensamos completar e revitalizar, e para a qual gostaríamos de contar com a colaboração dos nossos leitores.

O Secretariado da Redacção de O Comuneiro

Ângelo Novo
Ronaldo Fonseca

quarta-feira, outubro 21, 2009

Informe de la reunión de movimientos sociales (6 oct)

Informe de la reunión de movimientos sociales de Montreal, Québec – 6 de octubre de 2009*

La reunión de los movimientos sociales realizada en Montreal contó con la presencia de 34 personas de los siguientes movimientos y organizaciones: AIH; Alternatives; ASC; Attac; CADTM; CADTM/UNSAS (Sénegal); CITU (Índia); CUT (Brasil); Encuentros Hemisféricos contra el ALCA y los TLCs; FDIM/UBM (Brasil); Fondation Franz Fanon; GGJ; GTA (Brasil); May First/Peoplelink; MMM; MMM/CLES (Québec); Oclae; QS; Réseaux Défence de l’Humanité; RQIC; Transform!; Via Campesina.

La agenda de la reunión si ha concentrado en los siguientes puntos:

1. Actualizaciones sobre movilizaciones octubre-diciembre 2009; agenda para 2010;

2. Funcionamiento de la Asamblea de Movimientos Sociales (AMS);

3. Próximos encuentros de los movimientos sociales.

Sobre el punto 1:

a) Octubre: si ha informado sobre las movilizaciones previstas para el 12 de octubre de 2009 por ocasión de la jornada de Movilización Global de lucha por la Madre Tierra contra la colonización y la mercantilización de la vida, fecha definida en la AMS de Belem. Las acciones se realizan principalmente en América Latina, impulsadas por movimientos indígenas y campesinos. Como respuesta al llamado enviado a la lista de movimientos sociales sobre las acciones previstas en el marco de esa jornada, si informó sobre la realización de un tribunal internacional de justicia climática, en Cochabamba, Bolivia, además de la Jornada de Acción Global contra la Deuda y las Instituciones Financieras multilaterales (IFIs), entre el 7 y el 15 de octubre.

A las movilizaciones previstas para octubre, si suman también las iniciativas impulsadas por el movimiento sindical alrededor del 7 de octubre (jornada por trabajo decente), que se realizan de distintas formas en varios países.

b) Honduras: el escenario cambia a cada día y hay que seguir haciendo el monitoreo y apoyando a la resistencia hondureña, sea con sensibilización de la sociedad, sea con la recaudación de recursos. Si informó sobre la más reciente acción internacional de solidaridad a Honduras llamada para el 2 de octubre (ver mensaje circulada en la lista de movimientos sociales el 28 de septiembre). También si informó que el encuentro internacionalista de solidaridad, previsto para realizarse entre el 8 y el 10 de octubre, ha sido postergado por razones de seguridad.

c) Movilizaciones globales en noviembre y diciembre y agenda para 2010.

Dos momentos están en el calendario aún para 2009: las movilizaciones alrededor de la reunión de la OMC en Genebra, Suiza (final de noviembre) y el Klimaforum, en Copenhaguen, Dinamarca (entre el 6 y el 18 de diciembre). Si enfatizó la importancia de hacer el vínculo entre los temas sociales y ambientales y su conexión al modelo de desarrollo. En ese sentido, hay esfuerzo para hacer un vínculo entre lo que si negocia en la OMC, donde serán debatidos temas como la liberalización de bienes y servicios, y la agenda de la reunión de la ONU sobre cambio climático Copenhaguen. Genebra marcará también 10 años de las manifestaciones realizadas contra la OMC en Seattle.

Finalmente, si acordó tambien empezar de ahora a construir una agenda de movilizaciones para 2010.

Sobre el punto 2:

En Marruecos se había definido consultar a los movimientos sociales que integraban el grupo facilitador de la AMS (definido en Rostock, en 2007) sobre su compromiso de continuidad. Se informó que una cuestión en abierto era relacionada a la participación de Europa en el grupo, tema que debería ser debatido en junio, durante la Asamblea Preparatoria del FSE. Según información recibida por la MMM, esa reunión si realizó pero el énfasis no ha sido en torno de la profundización de un espacio de articulación entre movimientos alrededor de luchas comunes. Como hay un enfoque en los movimientos europeos alrededor de temáticas, lo que ha sido sugerido en esa reunión era de poner énfasis en hacer un boletín electrónico.

Sobre la propuesta del boletín, algunos participantes de la reunión en Montreal manifestaran que, si bien es una buena idea, el boletín es insuficiente para hacer avanzar un espacio de lucha articulada globalmente, necesario en el contexto actual y que otros espacios, como el FSM por ejemplo, no pueden proporcionar por ser apenas de debate.

En ese sentido, además del boletín, si propuso continuar el diálogo para organizar jornadas comunes de luchas y preparar la participación articulada en eventos abiertos, como los foros sociales. Para eso, si propuso realizar un seminario de los movimientos sociales, de forma independiente de eventos FSM, con enfoque en cuestiones más generales del funcionamiento de la AMS.

También se enfatizó la necesidad de pensar el uso de las herramientas de comunicación. Si mencionó como problema principal el alto número de informaciones circuladas en la lista, lo que resulta en baja respuesta a correos específicos enviados a la lista para impulsar acciones de forma coordinada y/o debates estratégicos.

Sobre el punto 3:

Si definió que Copenhaguen será un momento para hacer una próxima reunión de la asamblea de movimientos sociales y avanzar en la discusión sobre el seminario y nuestro funcionamiento.

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*Informe preparado por Alessandra Ceregatti (MMM) y Olivier Bonfond (CADTM)

segunda-feira, outubro 19, 2009

Vidas alternativas 192

O programa começa com a participação da Sociofonia, um grupo de radialistas comunitários reunidos à volta de um portal com o mesmo nome da responsabilidade de António Pinto Pereira.

A seguir ouvimos o portuense Luís Seródio, que foi quem alertou as ONG´s para este caso do Mahmoud, muito complicado sobre vários aspectos, e que finalmente chegou a Portugal, legalmente, para ser tratado física e psiquicamente das suas múltiplas maleitas. Tratou-se de um acto humanitário, de Direitos Humanos, que envolveu três instituições, Amnistia Internacional - secção Portuguesa, associação americana de mulheres Pink Code cuja actividade se desenvolve na Palestina e, enfim, a Opus Gay.

Passamos a seguir a palavra ao militante republicano Luís Mateus para fazermos um exercício comparativo de duas maiorias absolutas em municípios socialistas, Lisboa e Braga.

Terminamos com António Pinho, coordenador editorial do semanário Privado que nos explica quais vão ser as manchetes do jornal a partir de quarta feira.

Esta semana foi aquela em que Sócrates procurou com os partidos pontes de diálogo ou até ver se era possível uma coligação. Percebeu-se que isso não seria possível, mas pela duração das conversas e pelo que chegou a público, parece poder haver pontes de diálogo com o CDS e até com o BE que depois do revés das autarquias percebeu que tem de ser mais dialogante.

Entretanto, o BE anunciou já avançar com a agenda dita "fracturante". E o tema dos casamentos homossexuais vai voltar outra vez à mesa pela mão dos bloquistas que assim forçam os socialistas a cumprirem esta promessa e, ao mesmo tempo, não perde perante a opinião pública a face, por aliás terem sido os primeiros a levantar a bandeira. Nota-se no discurso de José Manuel Pureza, o novo líder parlamentar do BE, um católico progressista, já uma diferença. Falou em diálogo com as forças em presença, o que é bom. De outro lado já se sabe que os Verdes vão apoiar. Falta agora saber como reagirá o PS, que tem neste momento vários pesos pesados, como Miguel Vale de Almeida, um ex-bloquista, Sérgio Sousa Pinto, o mentor da lei das uniões de facto para homossexuais no governo de Guterres, e uma deputada independente, a presidente da Comissão pela Igualdade onde tem feito um excelente trabalho.

António Serzedelo - editor

www.vidasalternativas.eu

sábado, outubro 17, 2009

O Comércio Justo em crise

A primeira loja de Comércio Justo surgiu em Portugal em 1999.

Após uma primeira fase de expansão observa-se hoje, à semelhança do que está a acontecer noutros países europeus, o encerramento de várias destas lojas. O Comércio Justo está, também ele, em crise.

Mas o que é o Comércio Justo?

O conceito nasceu como reacção à crescente concentração, num número cada vez mais restrito de empresas, dos mecanismos de controlo do mercado, onde as transacções nas bolsas são o instrumento determinante para a fixação dos preços a pagar aos produtores.

As consequências desta lógica estão documentadas e são conhecidas: degradação das condições de trabalho e de vida de milhões de seres humanos.

Foi a verificação desta realidade que serviu de ponto de partida à construção do compromisso, comercial e ético, entre produtores, importadores e retalhistas. E embora ainda marginal no conjunto do comércio internacional, o Comércio Justo tem provado que os ganhos económicos, o respeito pelos direitos humanos e pelo meio ambiente não são objectivos incompatíveis.

Mas o Comércio Justo não se limita a pagar um preço mais elevado ao produtor. Do compromisso faz igualmente parte o respeito por um conjunto de regras económicas e sociais básicas.

Assim, os produtores são motivados a aplicar uma parte dos seus lucros na satisfação das necessidades básicas das comunidades onde estão inseridos: na educação, na saúde, na formação profissional.

São também estabelecidas relações comerciais de longo prazo, pagando-se parte do valor dos produtos antecipadamente, permitindo às comunidades planear o seu desenvolvimento.

E é promovida a participação de todos na tomada de decisões e no funcionamento democrático, a igualdade entre mulheres e homens e a protecção do meio ambiente.

Para sabermos das dificuldades que esta actividade enfrenta e de quais os caminhos para a saída da crise que estão em debate, fomos falar com Stéphane Laurent do CIDAC – Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral, uma das organizações promotoras do Comércio Justo em Portugal.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Vidas Alternativas 191

O VA desta semana dá-nos noticia de dois importantes sucessos:

1º e mais importante, a vitória com maioria absoluta de António Costa, candidato do PS para a presidência da CML. Ganhou ele e ganharam todos os lisboetas que agora vão perceber com Helena Roseta dos "Cidadãos Por Lisboa" e Sá Fernandes de "Lisboa é Muita Gente" o que é uma gestão a sério por quatro anos de uma cidade virada para os seus habitantes, uma gestão pensada e não atribiliária, sem shows nem ideias megalómanas.

Santana Lopes perdeu mas perdeu honradamente.

Perderam muito mais os que não quiseram fazer unidade à esquerda. Por exemplo, o BE que não meteu nenhum vereador, prémio que os cidadãos de Lisboa lhe deram pela sua teimosia anti-PS.

Vai ter de rever a sua estratégia porque, assim, não vai lá ... e é pena.

Quanto à coligação do PCP também perdeu um vereador e só meteu um, que tem reconhecido mérito.

A 2ª boa notícia é sobre a próxima chegada, na semana que agora corre, do jovem palestiniano, 23 anos, Mahmoud que foi ferido em Gaza-Palestina durante um bombardeamento, por os pais o terem posto na rua, para se verem livres dele, por ser homossexual.

Desde Maio que a Amnistia Internacional, a Opus Gay e a "Pink Code", nos EUA, quando fomos alertados por Luís Seródio, que se movimentaram para o trazer para Portugal para ser tratado.

Enfim, as autoridades consulares portuguesas, generosamente, concederam-lhe um visto, para vir tratar-se da cegueira e dos estilhaços que tem no corpo, devido a ter sido atingido por uma explosão durante o bombardeamento.

A solidariedade internacional valeu-lhe mais do que, infelizmente, a dos nossos compatriotas. Mas não podemos deixar de agradecer a todos que fizeram alguma doação, ainda que pequena, para ajudar a pagar a passagem aérea e as despesas de saúde. Não chegou mas foi muito útil.

E vamos às entrevistas.

Abrimos com António Dores, sociólogo e dirigente da ACED, que nos fala da saúde mental nas prisões portuguesas.

Passamos de seguida a escutar Paulo Raposo, emigrante luso canadiano, que nos fala de Montreal, para nos explicar como é que os emigrantes vêm as nossas eleições.

Vamos depois para algo mais lúdico. A "Maleta Vermelha" uma empresa internacional que dá apoio e ajuda às mulheres portuguesas para se libertarem de tabus sexuais e que agora já estende a sua actividade aos gays e lésbicas.

A Opus Gay fez com ela uma parceria .

Fechamos com o coordenador editorial do semanário Privado, António Pinho, que nos refere os temas mais quentes da próxima edição de quarta feira.

Continuamos abertos às vossas criticas que solicitamos e às vossas potenciais colaborações.

António Serzedelo - editor

www.vidasalternativas.eu

domingo, outubro 11, 2009

Boaventura de Sousa Santos en Lima: participará en el Encuentro Nacional de la Minga Global

Minga Global por la Madre Tierra: 12 al 16 de octubre

Boaventura de Sousa Santos en Lima: participará en el Encuentro Nacional Andino Amazónico

Profesor de las universidades de Coimbra y Wisconsin, impulsor de la Universidad Popular de Movimientos Sociales y el Foro Social Mundial, expresará su respaldo a la Minga Global por la Madre Tierra y disertará sobre las propuestas de Buen Vivir y Estado Plurinacional para enfrentar el calentamiento global.


En el marco de la Minga Global por la Madre Tierra, movilización mundial que se desarrollará del 12 al 16 de octubre, la Confederación Nacional de Comunidades del Perú Afectadas por la Minería (CONACAMI Perú) y la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP) están realizando en Lima el Encuentro Nacional Andino Amazónico.

Un invitado muy especial a este Encuentro es el reconocido intelectual portugués Boaventura de Sousa Santos, profesor de las universidades de Coimbra y Wisconsin, impulsor de la Universidad Popular de Movimientos Sociales y el Foro Social Mundial, quien el domingo 11 de octubre, a las dos de la tarde, disertará sobre las propuestas de Buen Vivir y Estado Plurinacional para enfrentar el calentamiento global.

Boaventura de Sousa Santos compartirá la mesa con el Presidente de CONACAMI Perú, Mario Palacios Panez; la Presidenta de AIDESEP Daysi Zapata Fasabi; y el Coordinador General de la CAOI, Miguel Palacín Quispe. de 3 a 4p.m. del dia 11 de Octubre.

El Encuentro Nacional Andino Amazónico se desarrolla en el Jr. Camaná 550, Cercado de Lima. En él, el destacado investigador ratificará su respaldo a la Minga Global por la Madre Tierra, que en el Perú incluye un Acto Político Cultural el domingo 11 a las 7 de la noche en el frontis de la Municipalidad de Santa Anita; un acto ritual de reciprocidad con la Madre Tierra el lunes 12 a las 9 de la mañana en la Huaca Perales del mismo distrito, y una movilización que partirá a las 10 de la mañana desde allí y se dirigirá hasta la sede de la Organización de Naciones Unidas.

Lima, 9 de octubre de 2009.

CONACAMI, AIDESEP, CAO


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Norma Aguilar Alvarado
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Área de Comunicaciones
Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas - CAOI
Ecuador-Colombia-Perú-Bolivia-Chile-Argentina
Dirección: Jr. Carlos Arrieta # 1049 Santa Beatriz, Lima - Perú
Telefax: 0051-1-2651061
Celular: 945198300
Sitio web: www.minkandina.org

quinta-feira, outubro 08, 2009

Portugal: constituída «Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato»

PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO (PAGAN)

Constiuída a 30 de Setembro de 2009, a Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN) é um movimento anti-militarista português integrado na campanha internacional «No to War, No to NATO».

Motivada pela circunstância de a próxima cimeira da NATO se realizar em Portugal em finais de 2010, a PAGAN foi criada com o propósito de manifestar pública e pacificamente o desagrado dos cidadãos portugueses com as políticas belicistas da NATO.

A PAGAN pretende também ser um veículo de informação sobre as alternativas anti-militaristas de que todos os cidadãos dispõem de forma a não compactuar com os interesses bélicos da NATO.

Este é um movimento aberto a todos aqueles que pretendam afirmar o seu repúdio pela guerra e pelas instituições que a representam e patrocinam.

Em breve será realizado um encontro em Berlim, reunindo várias organizações anti-militaristas, na campanha «No to War, No to NATO». A plataforma agora criada participará no referido encontro.

http://antinatoportugal.wordpress.com/

quarta-feira, outubro 07, 2009

Argentina: Rechazo a las declaraciones del Ministro Boudou

COMUNICADO DE PRENSA

Rechazo a las declaraciones del Ministro Amado Boudou sobre el Fondo Monetario Internacional


Las declaraciones del Ministro de Economía, Amado Boudou, realizadas al finalizar la reunión con el director Hemisférico Occidental del FMI, Nicolás Eyzaguirre, niegan el verdadero rol del FMI durante décadas en nuestro país.

Afirmar que "Argentina está en un camino de regreso a los mercados internacionales de crédito", y resaltar las "buenas intenciones del Fondo, que está interpretando el signo de los tiempos" es no reconocer la nefasta historia de este organismo, puesta de manifiesto con el financiamiento a distintas dictaduras y regímenes neoliberales que han llevado adelante planes antipopulares.

Las políticas que propicia el FMI, bajo ningún punto de vista pueden considerarse que están interpretando el signo de los tiempos – a decir del Ministro. Sus planteos para salir de la crisis que estamos viviendo y en la cual tuvo una gran cuota de responsabilidad en su generación, representan el histórico interés que ha venido defendiendo el FMI en beneficio del capital concentrado y en detrimento de la vida de los pueblos y la naturaleza.

Resulta sumamente contradictorio que Argentina intente acordar con el Fondo, cuando en el 2005 se dijo que se saldaba la deuda reclamada por ese organismo de casi U$S 10.000 millones para lograr soberanía financiera.

Desde Diálogo 2000 manifestamos nuestro rechazo a cualquier medida que implique que Argentina continúe tomando deuda o inicie nuevos procesos de endeudamiento y siga pagando una deuda ilegítima, que tiene un alto impacto social sobre miles de argentinos que día a día ven restringidos sus derechos más elementales, como el acceso a la alimentación, la salud, la educación y la vivienda digna.

p/ Diálogo 2000
Pablo Herrero Garisto - Gladys Jarazo


Diálogo 2000 es una iniciativa del Premio Nobel de la Paz, Adolfo Pérez Esquivel que trabaja la problemática de la deuda externa y su relación con la militarización y el libre comercio, la generación de deudas históricas, sociales y ecológicas producto del sistema de endeudamiento ilegítimo y de las relaciones desiguales entre el norte y el sur. Cuenta entre sus integrantes a Nora Cortiñas, Madre de Plaza de Mayo LF, a Rina Bertaccini, del Movimiento por la Paz, la Soberanía y la Solidaridad entre los Pueblos, a Beverly Keene, coordinadora de Jubileo Sur y al Pastor luterano Angel Furlan, entre otr@s.
Para más información puede contactarse a dialogo2000@gmail.com - www.dialogo2000.blogspot.com - (54-11) 4307-1867

segunda-feira, outubro 05, 2009

Vidas Alternativas 190

O VA desta semana, o 190, é todo ele dedicado ao dia da República, comemorado a 5 de Outubro. Resolvemos então entrevistar uma serie de cidadãos relevantes nesta questâo que nos falam do significado do evento.

Primeiro Rui Vieira Nery, musicólogo, que nos explica como aparece A Portuguesa, que depois veio a ser o Hino Nacional republicano. M. Helena Carvalho dos Santos, prof.ª universitária, fala-nos do ideal republicano ao longo dos tempos, a começar na Grécia. Seguem-se dois sociólogos em grande parte coincidentes na sua análise de como o ideal republicano está a ser mal defendido nos nosso dias em Portugal. Luís Mateus, militante desta causa, refere o que deviam ser as comemoraçoes do centenário que se iniciam para o ano. A Drª M. Helena Corrêa, coordenadora dos Centros Escolares Republicanos, fala-nos da sua história, do ideal que sempre os norteou - a instrução pública - e como recuperá-los para o tempo presente.

Referimos ainda o impacto que teve na opinião publica o apelo dos cidadãos Compromisso à Esquerda (www.compromissoaesquerda.com) em que se pede aos partidos da esquerda um entendimento mínimo que não empurre o PS para os braços da direita, designadamente CDS, agora o 3º partido. Ver também neste portal e está aberto à subscrição de todos .

Uma palavra final para o encontro dos jovens Liberais Europeus em Lisboa. São um grupo de jovens políticos, não de esquerda, preocupados com formas de implementar a Cidadania e a Diversidade. No painel a que estive presente, como convidado, falou-se da forma como implementar a cidadania plena dos glbt, o que mostra que este problema é mais de Direitos Humanos do que de bandeiras exclusivamente partidárias. A não esquecer ….

Fica de novo o apelo aos nossos internautas para que intervenham com comentários, críticas ou trabalhos que façam e os enviem para este portal.

António Serzedelo - editor

www.vidasalternativas.eu

domingo, outubro 04, 2009

HONDURAS: Comunicado de la Candidatura Independiente Popular a la Presidencia de la Republica

Candidatura Independiente Popular a la Presidencia de la República

COMUNICADO 2


Los empresarios golpistas en su estrategia de legitimarse para profundizar el neoliberalismo y abortar la constituyente, califican el golpe de Estado del 28 de junio no como golpe de estado militar, sino como "sucesión constitucional" y lo hacen así, para poder realizar las elecciones del 29 de noviembre como si aquí no ha pasado nada. Con las elecciones pretenden no solo legitimar el golpe de Estado, sino garantizar la continuidad de los golpistas en el poder, sepultar la Constituyente y bajar el perfil de la Resistencia.

Si nuestra posición y la de la Comunidad Internacional es que ha habido un golpe de Estado, lo único que procede es reestablecer el Orden Constitucional reinstalando al Presidente Zelaya Rosales en su puesto; o, convocar a una constituyente que siente las bases para la refundación de la República, con representación mayoritaria de todos los Sectores Populares.

Para no caer en la estrategia y táctica de los golpistas la Candidatura Independiente Popular en su COMUNICADO 1 del 14 de agosto 2009 sostuvo en su punto número 4: "que los candidatos no golpistas a todo nivel de elección popular se retiren del proceso electoral si se mantiene la dictadura", en vista que el proceso electoral del 29 de noviembre es imposible de realizace por las siguientes razones:

  • Por ser los militares quienes gobiernan. Ellos están en todas las instituciones, incluyendo el Tribunal Supremo Electoral (TSE) desde donde controlan el proceso. Un gobierno de facto y la presencia militar en sus decisiones no garantiza la juridicidad del proceso electoral.

  • Por la ilegalidad del Estado, su aislamiento político-financiero internacional y la oscuridad de la plataforma informática del proceso.

  • Por la negación a aceptar la premisa fundamental que NO hay legalidad sin restitución presidencial.

  • Porque no se puede ofrecer seguridad para el proceso electoral en un ambiente de odio y de intolerancia fomentado por el sistema de comunicación corporativo privado y publico. Los ciudadanos no podemos votar en condiciones de terror impuestas por el ejército, medios de comunicación y empresarios.

  • Porque la transparencia en un ambiente en el que el gobierno de facto ha apostado a reciclar su gobierno espurio con las elecciones, es imposible. Todos los conspiradores, apuestan a las elecciones. Por eso los golpistas que falsifican firmas, asesinan, violan los derechos humanos y la Constitución, inflarán sus resultados para hacer creer al mundo que el pueblo votó masivamente, porque cree en sus instituciones.

Con el regreso del Presidente Zelaya, a Tegucigalpa, el régimen golpista en un acto de desesperación ha incrementado la represión generalizada contra el pueblo, además del acoso, atentado a los derechos humanos y amenazas permanentes contra el Mandatario y quienes lo acompañan en la Embajada de Brasil. Al mismo tiempo se está impulsando un dialogo, condenado al fracaso desde el momento que Micheletti ha declarado que no es para restituir al Presidente Zelaya sino para legitimar las elecciones.

Por lo tanto, la Candidatura Independiente Popular a la Presidencia de la República con Carlos H. Reyes, como presidente, Bertha Cáceres, Maribel Hernández y Carlos Amaya como designados, fija la siguiente posición:

  1. Cualquier diálogo previo al proceso electoral de noviembre tiene que tener por premisa la restitución al Orden Constitucional sin condiciones y de inmediato. Un diálogo solamente para legitimar las elecciones sin volver al orden constitucional es una trampa.

  2. El mejor espacio para resolver el fondo de esta crisis es en una Asamblea Nacional Constituyente que elabore una nueva Constitución que será un Pacto Social para salir del atraso y la dependencia.

  3. Continuamos de manera urgente un proceso de análisis y consulta entre simpatizantes y estructuras organizativas para decidir el retiro de la Candidatura del proceso electoral de no haber restitución del Orden Constitucional porque para nosotros la Constitución NO es "pura babosada".

  4. Llamamos respetuosamente a los demás sectores políticos electorales antigolpistas a tomar en consideración esta posición.

Tegucigalpa, M.D.C. 28 de Septiembre de 2009

CARLOS H. REYES
BERTHA CÁCERES
MARIBEL HERNÁNDEZ
CARLOS AMAYA

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Lista de FIAN Honduras, organización de internacional de derechos humanos, en apoyo al pueblo hondureño en lucha por los derechos humanos.
Envíe su correo electrónico al correo fian-honduras@googlegroups.com para que sus mensajes circulen en Honduras y el mundo.
Páginas recomendadas: http://voselsoberano.com.
Esteban Meléndez C.
Periodista en Resistencia
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