quarta-feira, maio 13, 2009

17 Maio: diz NÃO à Europa da vergonha


DIZ NÃO À EUROPA DA VERGONHA

Participa na Jornada Europeia pelos direitos dos/as Imigrantes

17 de Maio, pelas 15h, no Martim Moniz

Dia 17 de Maio, um pouco por toda a Europa – em países como a França, Itália, Luxemburgo, Hungria, estado Espanhol (Madrid; Murcia, Galiza, País Basco) – vão se realizar uma série de iniciativas de contestação às políticas de imigração que têm sido implementadas na União Europeia. Uma iniciativa de uma ampla rede de organizações, Pontes e não Muros, cujo manifesto, a ser enviado aos/às candidatos/as às eleições europeias, poderá ser consultado e subscrito (para organizações) em www.despontspasdesmurs.org.

A União Europeia continua encerrada numa visão repressiva, eurocêntrica e redutora das migrações. O controlo das fronteiras e a perseguição dos/as imigrantes indocumentados/as, tornaram-se as palavras de ordem das políticas migratórias na EU, como bem o demonstram a Directiva das Expulsões e o Pacto Sarkozy.

Em tempo de crise, o/a imigrante tornou-se um bode expiatório, uma receita populista, conveniente para atrair votos e fazer os votantes esquecer os falhanços das políticas económicas e sociais.

Mas nós rejeitamos esta visão do país e da Europa:

  • Porque contestamos estas as políticas que têm alimentado a migração clandestina e o tráfico humano, e um contingente de mão-de-obra desprovida de direitos, descartável, vulnerável perante a exploração laboral;

  • Porque rejeitamos a consequente guetização de que têm sido alvo os/as migrantes e seus filhos/as;

  • Porque estamos cansados/as da política do bode expiatório;

  • Porque queremos combater a sério a xenofobia.

Em Portugal, domingo, dia 17, 15H, MARTIM MONIZ.

Também vamos DIZER NÃO À EUROPA DA VERGONHA:

  • Pela regularização dos/as indocumentados/as;

  • Pelo direito de voto;

  • Contra a Directiva das Expulsões e o Pacto Sarkozy;

  • Contra a xenofobia e a política do bode expiatório.

PORQUE COM DIREITOS IGUAIS TODOS GANHAMOS.

Participa. Passa mensagem.

Poderás também subscrever a carta aberta sobre políticas de imigração lançada no passado dia 6 de Maio (ver anexo), através do email cartaabertaimigracao@gmail.com, indicando o nome e a actividade/profissão.

terça-feira, maio 12, 2009

Sara Ocidental: El Consejo de Seguridad prorroga por un año el mandato de los "cascos azules" en la antigua colonia española

IGNACIO CEMBRERO - Madrid - 01/05/2009

La no modificación del mandato satisface a Marruecos, pero no así a su adversario, el Frente Polisario. En las últimas semanas varias ONG de derechos humanos como Human Rights Watch, Amnistía Internacional y también la Delegación Magreb del Parlamento Europeo han solicitado por escrito que, como los demás contingentes de mantenimiento de la paz de la ONU, MINURSO tenga competencias en materia de derechos humanos.

El Consejo de Seguridad de la ONU aprobó ayer por unanimidad, con horas de retraso a causa de la intensidad del debate, una resolución que prorroga un año el mandato de MINURSO y que insta a Marruecos, que controla el grueso del Sáhara, y al Polisario, que reivindica su independencia, a "negociar sin condiciones previas y de buena fe".

Como Christopher Ross, el enviado personal para el Sáhara del secretario general Ban Ki-moon, considera que las condiciones para una reanudación de la negociación, interrumpida desde marzo de 2008, no están reunidas, el máximo órgano de la ONU aprobó la celebración previa de "discusiones informales" entre marroquíes y saharauis independentistas.

Solicitudes en el Consejo de Seguridad

Costa Rica y Uganda solicitaron al Consejo de Seguridad que sus "cascos azules" desplegados en el Sáhara pudiesen supervisar los derechos humanos y obtuvieron el respaldo explícito de Austria y México, pero el embajador francés, Jean-Maurice Ripert, se opuso a ello. Fue el único en hacerlo explícitamente mientras las demás delegaciones guardaron silencio.

Los embajadores costarricense y ugandés pidieron entonces que en la resolución mencionase al menos "la importancia de llevar a cabo progresos en la dimensión humana del conflicto", es decir de mejorar los derechos humanos, pero de nuevo Ripert se resistió. Propuso sustituir "dimensión humana" por "humanitaria" dando al así al texto un enfoque más bien relacionado con las penosas condiciones de vida de los refugiados. Finalmente el representante francés dio su brazo a torcer y aceptó la fórmula.

Ripert fue el único embajador que en su intervención brindó un apoyo explícito al plan de autonomía ofrecido por Marruecos para el Sáhara en la primavera de 2007. Cuando tomó la palabra su homóloga de EE UU, Susan Rice, se limitó a resaltar que "este conflicto dura desde hace demasiado tiempo".

El representante del Polisario ante la ONU, Ahmed Boujari, dejó entrever su descontento por el texto aprobado y arremetió contra Francia. "Seguimos a la espera de que el Consejo de Seguridad se comprometa con los derechos humanos" en el Sáhara, declaró a elpais.com. Éste órgano de la ONU practica "una doble vara de medir y el principal responsable de esta situación en Francia", añadió.

España no forma parte del Consejo de Seguridad, pero en una ocasión, en junio de 2005, Bernardino León, entonces secretario de Estado de Asuntos Exteriores, se pronunció en Rabat por la ampliación del mandato de MINURSO para que abarque los derechos humanos. Desde entonces el Gobierno guarda silencio y cuando fue preguntado, en noviembre de 2008, por el tema, el presidente José Luís Rodríguez Zapatero, echó balones fuera.

El grupo parlamentario de Izquierda Unida-Initiative per Catalunya ha presentado una proposición no de ley, que deberá ser debatida en el pleno del Congreso de los Diputados, en la que insta al Ejecutivo español a trabajar para que MINURSO pueda ocuparse de los derechos humanos como los demás contingentes de "cascos azules".

segunda-feira, maio 04, 2009

Quem precisa de sexo nos tempos que correm?

Desfile trabalhadoras do sexo no 1º de Maio com as Panteras Rosa


Ontem foi bom e foi importante. Foi também uma estreia. Um grupo de trabalhadoras do sexo do Intendente foi por sua iniciativa própria ao 1º de Maio. Umas levaram as filhas, outras a voz e a garra. Sem grandes teses ou reivindicações sobre a profissão. Não é que não as vão já debatendo, e que não digam "queremos direitos". Não, mas antes disso e antes de mais, colocar o dedo na ferida do estigma e da violência, quer aquela a que se sujeitam nas ruas, quer a do preconceito social que fez pesados os olhares do público à sua chegada à Alameda. O estigma. A forma como são tratadas pelo Estado e pelos comuns de nós. Quanto mais não seja quando olhamos para o lado todos os dias, aqueles que não somos seus clientes. "Prostituição: Não ao preconceito, Sim, à pessoa.", era o que queriam dizer, e que também são trabalhadoras.

A mim fez-me lembrar as primeiras presenças de homossexuais, enquanto tal, nos desfiles da CGTP no 1º de Maio. 1992, a primeira vez, com embaraço público da central, hoje com outros olhos para a questão. Mas não conseguiram fazer-nos sentir aliens totais, e os olhares foram mudando.

Um pequeno grande passo, o destas mulheres. Que os seus passos ecoem. Que consigam um dia destes fundar a associação de que falam. Contem comigo.

No Portugal do sexo-insistentemente tabu e mal vivido, da discriminação, uma aliança, alguns dirão, contra-natura outros bizarra, entre um grupo lgbt, uma instituição religiosa católica, as Irmãs Oblatas, e um conjunto de trabalhadoras do sexo de uma das mais degradas zonas de Lisboa, trouxe à rua a denúncia da hipocrisia sobre a existência da prostituição, quer voluntária, quer recurso extremo, quer de mulheres, quer de homens, quer de transexuais, em tantos e variados contextos e diferentes situações, mas com tanta experiência comum. Uma aliança natural, digo eu, quando leio declarações da responsável das Oblatas a dizer que "se Jesus fosse vivo andaria a distribuir preservativos às prostitutas". Eu não diria melhor.

Tiro o chapéu a estas mulheres que ontem passaram desfilando frente ao seu local de trabalho e cumprimentaram colegas a partir da marcha, enquanto cantavam junto com os activistas do MAYDAY "hoje, 1º de maio, há precárias a trabalhar!".

sérgio vitorino

sexta-feira, maio 01, 2009

Carta a los Movimientos sociales a las redes no gubernamentales y a los intelectuales

Carta de François Houtart sobre la conferencia de Naciones Unidas sobre la crisis mundial.

Amicalement,

Eric Toussaint

international@cadtm.org
CADTM
345, Avenue de l'Observatoire
4000 LIEGE
Belgique
www.cadtm.org



Nueva York, 09.04.09

A través de estas lineas le hacemos llegar un llamado. Frente a la situación de crisis sistémica y global, sin consultar a la mayoría de paises, el G20 ha presentado una serie de medidas. Por otra parte, no se ha abordado el fondo de los problemas creados por el conjunto de las crisis: alimentaria, energética, climática y social, y su aplicación ha sido confiada a los mismos organismos que han figurado entre los principales artesanos del impase actual. Sin embargo la situación sigue agravándose y todos los paises son concernidos.

Por esta razón, el presidente de la Asamblea general de Naciones unidas ha convocado los dias 1, 2 y 3 de junio próximo, a una conferencia de 192 jefes de Estado y de Gobierno. No obstante, fuertes presiones son ejercidas, especialmente por ciertos paises del G20, para que éstos últimos se hagan representar, simplemente por ministros o embajadores. Hay que ejercer presión en cada país para que la participación se realize al mas alto nivel. Lo que está en juego es el futuro de la humanidad y del planeta.

Se trata de desencadenar un proceso a largo plazo, pero sin tardar, que permita  sobrepasar las regulaciones para desembocar sobre alternativas. Aquello éxige un compromiso de todas las fuerzas sociales, morales e intelectuales de cada país, comenzando por una presión sobre los dirigentes del planeta para que participen a la Conferencia de junio. Es solamente un primer paso de un proceso, pero es importante

¿Podría entonces usted, alertar la opinión pública, a través de actos públicos, declaraciones, entrevistas y artículos en los medios de información y enviar cartas colectivas y personales a las autoridades de vuestros paises respectivos, afin que la conferencia de los 192 sea tomada en cuenta ? Esto es solo un paso en todo el proceso, pero sumamente importante.

Muy atentamente

François Houtart
Presidente del Consejo Administrativo del Centro Tricontinental (Lovaina-la-Nueva).
Secretario ejecutivo del Foro mundial de las Alternativas.
Representante del Presidente de la Asamblea general de las Naciones unidas ante la Comisión de la ONU por la Reforma del sistema financiero y monetario.

Boycott reunión CI FORUM SOCIAL MONDIAL en Marruecos

A próxima reunião do Comité Internacional do Fórum Social Mundial, marcada para Marrocos, está a levantar alguma celeuma dada a política colonial daquele país no Sara Ocidental, onde tem sistematicamente boicotado o processo de consulta às populações organizado pela ONU.

A COSATU, associação sindical sul-africana já anunciou que não estará presente e a Afrapadesa - Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauís apelou entretanto ao boicote à reunião.

Como diria o Sr. de la Palisse «não é fácil criar um outro mundo ...».


POSICIÓN DE AFAPREDESA EN REFERENCIA A LA CELEBRACIÓN DE LA PRÓXIMA REUNIÓN DEL CONSEJO INTERNACIONAL DEL FORO SOCIAL MUNDIAL EN MARRUECOS

Después de haber consensuado las reflexiones con el resto de integrantes del Foro Social Saharaui, la Asociación Afapredesa expresa su profunda indignación y su enorme sorpresa ante la decisión de la celebración de la próxima Reunión del Consejo Internacional del Foro Social Mundial en Marruecos.

Esta posición se sostiene en base a las siguientes consideraciones:

  • La celebración de una reunión de un movimiento de estas dimensiones en un país ocupante y continuo represor del pueblo saharaui, es, en sí mismo, contrario a los principios de la Carta de Puerto Alegre, que enunciaba, sin ninguna ambigüedad , en su artículo 10 : "El Foro Social Mundial se opone a toda visión totalitaria y reduccionista de la historia y al uso de la violencia como medio de control social por parte del Estado. Apoya el respeto de los Derechos Humanos, las relaciones equitativas-justas, solidarias y pacíficas entre las personas, las razas, los sexos y los pueblos, condenando todas las formas de dominación así como el sometimiento de un ser humano a otro."

  • El país anfitrión de esta reunión, el reino de Marruecos, no muestra más que desprecio y arrogancia frente a las resoluciones pertinentes de la Comunidad Internacional en lo referente a la conclusión de la descolonización del Sahara Occidental y rechaza constantemente la celebración de un Referéndum de autodeterminación justo y regulado en el marco del plan de paz de la ONU-UA, solemnemente aceptado por las dos partes en conflicto-el Reino de Marruecos y el Frente Polisario-, desde 1991.
    Peor aún, sus tropas de ocupación en el Sahara Occidental persisten en sus políticas de represión y de terror contra la población civil Saharaui indefensa, como prueban los informes de las organizaciones internacionales de derechos Humanos, como Human Rights Watch (2008), Amnistia Internacional, la Organización Mundial contra la Tortura, las instancias internacionales entre las cuales están el Alto Comisariado de Derechos Humanos de la ONU(informe de misión 2006), la misión ad hoc del Parlamento Europeo para el Sahara Occidental (informe de marzo de 2009), entre otros.

  • Si bien los diferentes componentes del Foro Social Marroquí han mostrado un alto grado de madurez en su esfuerzo por contribuir al acercamiento de las visiones de las dos sociedades civiles - saharaui y marroquí - en su búsqueda de alternativas, la construcción Maghreb de los pueblos, va encaminada, como se ha suscrito, principalmente a facilitar el arranque del 1º Foro Social Magrebí, a celebrar en EL JADIDA (Marruecos) sin la participación del Foro Social Saharaui en el exilio. Estamos asombrados de que el FSM haya asumido una invitación para la celebración de una reunión del CI del FSM.

  • A diferencia de los componentes del Foro Social de Israel, que constantemente denunciaban regular y públicamente los excesos criminales de Israel contra el pueblo palestino, los miembros del FSMarruecos están todavía poco dispuestos a expresar públicamente su posición de base contra los crímenes cometidos de manera cotidiana por las tropas de su país contra la población civil saharaui en los territorios ocupados del Sahara Occidental. Peor aún, entre ellos algunos continúan defendiendo la visión totalitaria reduccionista y colonialista del "Sahara Marroquí", pese a ser conscientes de que la ocupación por Marruecos de una parte del territorio de la República Saharaui es una violación flagrante de la legalidad internacional, y mina la estabilidad y el progreso de los pueblos del Gran Maghreb. El lamentable rol de los sindicatos marroquíes es así mismo ilustrativo, ya que participan a diario en la explotación ilícita de los recursos naturales del Sahara Occidental, sobre todo en los sectores minero y pesquero.

Es por ello que AFAPREDESA lanza una llamada de presión para el boicot de esta reunión del Consejo Internacional del Foro Social Mundial hasta que no sea tenida en cuenta la ocupación y el sometimiento del pueblo saharaui por el régimen de Marruecos.

Campamentos de refugiados saharauis, a 30 de marzo de 2.009.
Modificado el ( lunes, 06 de abril de 2009 )

Cero Desalojos a los Palestinos, YA!



LLAMAMIENTO INTERNACIONAL A LA SOLIDARIDAD

Nosotros, las asociaciones de habitantes, las redes internacionales, los grupos de voluntariado, las ONG, las agencias públicas y los ciudadanos del mundo expresamos nuestra indignación y denunciamos las continuas políticas de desalojo y demolición de Israel ejecutadas contra el pueblo Palestino, tanto los Palestinos de 1948 (ciudadanos de Israel) como los Palestinos de 1967 (en los Territorios Ocupados Palestinos). Dichas demoliciones y desalojos violan claramente las leyes internacionales.

iFirma el Llamamiento!

» Desalojos a los Palestinos, YA


La Alianza Internacional de Habitantes (AIH) es una red global de asociaciones y movimientos sociales de habitantes, cooperativas, comunidades, inquilinos, sin techo, chabolistas, poblaciones originarias y gente de barrios populares.

El objetivo es la construcción de otro mundo posible empezando por el logro de los derechos a la vivienda y la ciudad sin fronteras.

quinta-feira, abril 30, 2009

Marrocos: regime sob fogo

Em Marrocos, as classes dominantes estão a viver uma profunda e asfixiante crise global, por se ter tornado clara a falsidade das promessas da anunciada etapa de transição democrática...

...pós-Hassan II – nova era, democracia, mobilização nacional para o desenvolvimento humano, ruptura com os anos de chumbo, etc.

Com as massas em luta na rua, essa demo­cra­cia de escaparate entrou num beco sem saída quando os marroquinos boicotaram massivamente as fraudu­lentas eleições legis­lativas de Setembro de 2007.

Prisioneiro de uma política antidemo­crática e anti­popular, o regime responde com desespero às justas rei­vindicações dos cidadãos para fazer frente à carestia de vida, à flexibilização dos despedimen­tos e em massa dos trabalhadores, ao cres­­cimento do desemprego e da pobreza extrema,­ à marginalização, precariedade dos servi­ços pú­blicos, etc. Recorre à coer­ção, reprimindo as populações de Sidi Ifni, Sefrou, Bouarfa, Alhu­cenas, Mar­ra­quexe e Rabat, e ao diálogo social, com o pro­pósito de conter os protestos (por exem­plo, a criação de uma comissão par­la­mentar para investigar a repressão em Sidi Ifni) e prepara o terreno para a aplica­ção de leis mais restritivas (projecto de lei para regular­ o direito à greve e de sindi­calização).

A condenação da política opressora do regime marroquino passa pela solida­riedade com as vítimas da repressão; pela exigência da liber­tação imediata de todos os presos políticos, em particular dos es­tudantes de Marraquexe, e uma investiga­ção independente ao assassinato do estu­dante Abderrezak Algadiri na esquadra da polícia, depois de ter sido preso na manifes­tação de solidariedade com os pa­lestinianos de Gaza em 27 de Setem­bro; pelo repúdio do relatório da comis­são parlamentar sobre a repressão do levanta­mento popular de Sidi Ifni, que iguala o verdugo às vítimas; pela satis­fa­ção pelo Es­tado de todas as reivindica­ções popula­res; pela denúncia da subida dos preços e pela luta con­tra estes au­mentos, através das mais diversas formas, organizadas pe­las forças democrá­ticas e de es­querda, sin­dicatos, associa­ções, em particular as pro­movidas pelas coordenadoras nacionais criadas para esse fim.

Nunca é de mais reafirmar a necessi­dade da apli­cação do princípio de autode­terminação do povo sarauí, e do prosse­guimento das negociações di­rectas na bus­ca de uma solução política para o con­fli­to que evite a calamidade da guerra, que cesse a re­pressão e o cerco imposto ao Sa­ra e restitua todos os direitos ao povo sarauí.

De um comunicado do Comité Nacional da Amahj Addimocrati (Via Democrática).

http://www.kaosenlared.net/noticia/91371/marrocos-regime-sob-fogo

segunda-feira, abril 27, 2009

A vida de Mumia Abu-Jamal corre perigo!

24 de Abril de 2009, 55º Aniversário de Mumia Abu-Jamal

=======================================
A vida de Mumia Abu-Jamal corre perigo!
Não o podemos deixar morrer!

=======================================

A 6 de Abril, o Supremo Tribunal dos EUA declarou ter rejeitado um pedido de recurso de Mumia Abu-Jamal para que fosse repetida a fase do veredicto do seu julgamento de 1982. Não tendo sido divulgada nenhuma decisão do Tribunal, apenas a sua recusa do pedido, conclui-se que o recurso foi negado sem sequer ter sido analisado.

O principal advogado de Mumia, Robert R. Bryan, anunciou entretanto que iria dar entrada a uma "petição para repetição de audiência". No entanto, devido a uma lei de 1996 de Bill Clinton, os recursos ao Supremo Tribunal ficaram limitados a apenas um por preso, pelo que não é claro até que ponto haverá qualquer possibilidade de alteração do veredicto ou da pena aplicada a Mumia.

O pedido de recurso de Mumia tinha por base a decisão "Batson vs. Kentucky" tomada pelo Supremo Tribunal dos EUA em 1986, segundo a qual os réus têm direito a um novo julgamento sempre que se provar que a acusação usou as chamadas «medidas irrevogáveis» para afastar jurados, simplesmente com base na origem étnica dos mesmos. No julgamento original de Mumia em 1982, o procurador Joseph McGill usou pelo menos 10 dessas medidas (das 15 a que tinha direito) para afastar jurados negros que, de outra forma, poderiam ter integrado o júri. Trata-se, uma vez mais, da aplicação do que algumas pessoas já chamam a "Excepção Mumia", em que princípios e precedentes que já foram aplicados a casos semelhantes e nas mesmas condições são negados a Mumia. O ano passado, o Supremo Tribunal decidiu que essa regra se aplicaria mesmo que só houvesse suspeita de racismo no caso de 0um único jurado. No caso de Mumia houve pelo menos 10 aplicações suspeitas!

O Supremo Tribunal ainda está por decidir sobre um recurso do Estado da Pensilvânia que contesta a decisão tomada por outro tribunal de anular a pena de morte aplicada a Mumia, "comutando-a" em prisão perpétua. Caso o Supremo Tribunal decida a favor da Procuradoria, Mumia pode vir a ser executado sem direito a que as suas razões (e provas de inocência) sejam sequer ouvidas.

Isto é uma situação muito preocupante e não podemos deixar que isso aconteça!

Na América do recém-eleito Obama continua a vigorar a pena de morte, aplicada sobretudo a cidadãos negros, que em muitos casos é o resultado de julgamentos fraudulentos, como foi o caso do de Mumia. Nos Estados Unidos continua a haver um grande número de presos políticos como Mumia, incluindo o dirigente nativo-americano Leonard Peltier. Os torturadores ficam impunes e o governo Obama está ampliar prisões no estrangeiro conhecidas pelo total desrespeito pelos direitos humanos, como a de Bagram no Afeganistão, onde Obama já declarou que os presos não têm direitos nenhuns, por ser uma "zona de guerra" e para onde prevêem transferir alguns dos presos de Guantanamo.

É necessário lutar pela vida de Mumia e pela libertação de todos os presos políticos. Numa altura em que se comemora o aniversário do 25 de Abril, essa luta é mais premente que nunca!

Está a ser organizado um abaixo assinado online
(http://www.iacenter.org/mumiapetition) a exigir uma investigação de direitos civis sobre os 27 anos de abuso aos direitos constitucionais e internacionais de Mumia Abu-Jamal

MUMIA NÃO PODE MORRER !
EXIJAMOS UM NOVO JULGAMENTO !
LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

24 de Abril de 2009
Colectivo Mumia Abu-Jamal
http://cma-j.blogspot.com
cmaj@mail.pt

quinta-feira, abril 23, 2009

NÃO À REFINARIA DE BALBOA

Em finais de 2004 foi anunciado pelo Presidente da Junta de Extremadura (Espanha) a intenção de construir uma refinaria de petróleo nos municípios estremenhos de Villafranca de los Barros, Los Santos de Maimona e Fuente del Maestre, situados entre as comarcas de Tierra de Barros e Zafra-Río Bodión. Este projecto leva-nos a um desenvolvimento retrógrado e contaminante, que afectará profundamente todo o sudoeste da Península Ibérica, incluindo a Extremadura, Andaluzia, Alentejo e Algarve, danificando a qualidade ambiental e obstruindo o desenvolvimento sustentável destas regiões.

Levantam-se muitas questões:

  • Porque uma refinaria no interior do país (a 200km do mar)?

  • Porque não se respeitam os critérios internacionais de desenvolvimento sustentável?

  • Porque se pretende apostar num recurso não renovável?

  • Porque não apostar em energias que cumpram as metas do protocolo de Quioto?

Somos contra a construção desta refinaria porque:

  • Diminuirá a qualidade do ar devido à emissão de gases de efeito de estufa causadores das alterações climáticas;

  • Vai contra uma política energética europeia de maior aposta nas energias renováveis e na eficiência energética em detrimento do uso de combustíveis fósseis;

  • As emissões atmosféricas associadas a outros poluentes serão muito relevantes, com efeitos na saúde pública e nos ecossistemas, contribuindo para problemas como a acidificação, a produção de ozono troposférico e ainda a emissão de partículas;

  • Tendo localização prevista na bacia hidrográfica do Guadiana, afectará a qualidade da água, com reflexos negativos nos aquíferos e no solo;

  • O derrame acidental e não controlado de hidrocarbonetos, com origem na refinaria ou no troço do oleoduto na bacia do Guadiana, poderá originar graves consequências no fornecimento de água à população;

  • Serão inevitáveis os impactes sobre a importante actividade agrícola na zona, a paisagem e os ecossistemas circundantes, para além dos valores de património histórico e cultural como a "Via de la Plata", caminho de Santiago;

  • A viabilidade económica das explorações agrícolas do Alentejo e da Extremadura que apostam na qualidade dos produtos e na certificação biológica poderá ficar comprometida;

  • Afectação de espécies e habitats protegidos nomeadamente da rede natura 2000, zonas de protecção especial e comunitária que visam proteger espécies e habitats.

Por tudo isto, solicitamos que não se autorize a construção da Refinaria Balboa na Extremadura Espanhola.

Os abaixo assinados.

http://www.petitiononline.com/guadiana/petition.html

Lisboa: arraial do 25 de Abril 2009


ARRAIAL NO LARGO DO CARMO
ARRAIAL DO 25 DE ABRIL


O Arraial do 25 de Abril parte da iniciativa da Associação ABRIL, com a colaboração e participação de várias Associações e Grupos de carácter cívico e cultural. Realiza-se na noite de 24 de Abril, no Largo do Carmo, entre as 19.00h e as 02.00h.

Pretende-se que este evento se torne num momento de convívio de grande significado de intervenção cívica dos cidadãos, através da mostra das actividades desenvolvidas pelas diversas entidades, nomeadamente a nível de artesanato, música, dança, teatro e gastronomia. Deseja-se ainda que esta Festa celebre os ideais do 25 de Abril para que estes permaneçam vivos no espírito e na esperança de todos nós.

  • O Arraial contará, este ano, entre outras, com uma intervenção para-teatral inédita do grupo “O Bando”, subordinada à temática do 25 de Abril, baseada num texto de Manuel António Pina e composição musical do Maestro Jorge Salgueiro;

  • AJANORTE-Associação José Afonso do Norte, com música de intervenção;

  • Corelis – Coro do Tribunal da Relação de Lisboa;

  • Educa(nta)re – Coro do Ministério da Educação;

  • Finka pé – mulheres do batuque;

  • Wonderful Kova-M da Ass.Moinho da Juventude do Bairro Cova da Moura;

  • Cabo Gang – grupo de Rap da Associação Girassol Solidário;

  • Tino Flores e companheiros;

  • Rui Sequeira e a sua Aldeia da Música;

  • Forró Maria Bonita e os Cabras, da Casa do Brasil de Lisboa;

  • Pedro Branco.

Este evento conta com o apoio:

Câmara Municipal de Lisboa
Fundação Calouste Gulbenkian
Associação de Turismo de Lisboa
Comunicasom
Associação 25 de Abril.

Informações: associabril.blogspot.com
Contactos:
tm – 966 785 119 - guadalupe.magalhaes@gmail.com
965 214 312 – margaridavieira@netcabo.pt

quinta-feira, abril 16, 2009

Movimento Escola Pública: Solidariedade com Santo Onofre

Concentração de solidariedade com os professores do Agrupamento de Santo Onofre

Caldas da Raínha, 18h, Sede do Agrupamento EBI de Santo Onofre (Bairro das Morenas)


O Movimento Escola Pública apela a todos os professores e cidadãos para a participação na concentração de solidariedade com os professores desta escola de sucesso, cujo Conselho Executivo – que tinha mais um ano de mandato - foi destituído pelo governo como represália por não compactuar com as suas políticas desastrosas.

O Movimento Escola Pública expressa a sua total solidariedade com todos os professores do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre que têm sido uma referência de peso na luta contra estes modelos de avaliação e gestão insensatos. Mais uma vez afirmamos:

A Burocracia não pode vencer a Pedagogia!

Como chegar:
Localização GPS:
latitude: 39°23'51"N
longitude: 9°08'26"W Ver mapa de localização

Se vem de Óbidos pela estrada nacional
Dirija-se até à rotunda do emigrante (identificável por um conjunto escultórico constituído por uma grande porta de mármore negro, mesa e cadeiras). Vire à esquerda e vá sempre em frente. Depois de passar por uma rotunda por baixo de um viaduto ferroviário, vire à esquerda na rotunda seguinte. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem da Foz do Arelho
Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e vire à direita. Vá sempre em frente passando por outra rotunda (ficando o hipermercado LECLERC à sua esquerda). Passe outra rotunda e siga em frente. Quando chegar à rotunda seguinte vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem de S. Martinho do Porto pela estrada nacional
Dirija-se até à rotunda de entrada na cidade (junto a um restaurante MacDonalds), vire à direita e vá sempre em frente. Vá sempre em frente nas duas próximas rotundas e passe pelo viaduto por cima da via-férrea. Ao chegar à rotunda da Expoeste, siga em frente até encontrar a rotunda dos Arneiros (Fonte Luminosa). Nessa rotunda que tem três direcções, vire na segunda à direita. Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e siga em frente. (Ver percurso vindo da Foz do Arelho)

Se vem do norte ou sul pela A8
Saia onde vir a placa Foz do Arelho (norte) ou Caldas da Rainha Centro (sul). Nas rotundas de saída da A8 siga na direcção de Caldas da Rainha (centro). Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e vire à direita. Vá sempre em frente passando por outra rotunda (ficando o hipermercado E. LECLERC à sua esquerda). Passe outra rotunda e siga em frente. Quando chegar à rotunda seguinte vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem do Largo da Rainha
Siga pela estrada em direcção à Foz do Arelho. Passe por baixo de um viaduto ferroviário. Ao chegar à primeira rotunda (conjunto escultórico com figura feminina) vire à esquerda. Vá em frente até apanhar uma segunda rotunda. Nessa rotunda que tem três direcções, vire tudo à esquerda. Siga em frente até encontrar outra rotunda. Vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

______________________________________________________


MESA-REDONDA & DEBATE

A luta dos professores e a defesa da Escola Pública
Sábado, 18 de Abril, às 15 horas, no Teatro da Comuna (Praça de Espanha, Lisboa)

Com:
António Avelãs - presidente do SPGL, do secretariado da Fenprof
Carmelinda Pereira - da CDEP (Comissão de Defesa da Escola Pública)
Ilídio Trindade - do MUP (Mobilizar e Unir os Professores)
Jaime Pinho - do MEP (Movimento Escola Pública)
Mário Machaqueiro - da APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)
Octávio Gonçalves - do PROMOVA (Professores – Movimento de Valorização)
Sérgio Niza - do MEM (Movimento da Escola Moderna)

www.movescolapublica.net

Timor Leste: embaixador do Sara Ocidental apresentou credenciais

Ambassador, Fadel Kamal, presented his letter of credence as Ambassador Extraordinary and Plenipotentiary of the Saharawi Arab Democratic Republic to the Democratic Republic of Timor Leste, to His Excellency Dr. Jose Ramos Horta, President of the Democratic Republic of Timor Leste, in a ceremony organised on 14 April 2009 in Dili, the Capital of Timor Leste.

During the presentation of the letters of credentials ceremony which was attended by several Timorese officials and the national media, President Ramos Horta, reiterated his country’s strong and unwavering support to the Saharawi Republic in its quest to recover its full sovereignty.

He underlined that the Saharawi state and people will continue to benefit from the full support and solidarity of Timor Leste as a friend and ally until they recover all of their legitimate rights.

The Saharawi Ambassador Fadel Kamal made the following remarks during the ceremony:

Your Excellency,

I have the great honour to present the letter of credence which his Excellency Mohamed Abdelaziz, has addressed to his Excellency Dr. Jose Ramos Horta, accrediting me as ambassador extraordinary and plenipotentiary of the Saharawi Arab democratic republic to the Democratic Republic of Timor Leste.

I am very pleased to have been entrusted by my president with the assignment of representing my country in Timor Leste and it is indeed a great honour and privilege for me to be the first Saharawi Ambassador to Timor Leste.

Your Excellency,

I have the further honour of conveying to you, and through you, to the government and people of Timor Leste the warmest personal regards and best wishes from President Mohamed Abdelaziz and the Saharawi people for your personal good health, and for the continued prosperity of Timor Leste and her friendly people.

It is also my privilege to convey the heartfelt gratitude of president Mohamed Abdelaziz as well as of the Saharawi people to you, Mr. president, and to the people of Timor Leste for the support and solidarity that you personally and the people of Timor Leste have extended to the cause of the Saharawi people and their struggle for freedom and independence.

President Abdelaziz has also instructed me to transmit to you our firm desire and political will for further strengthening and expanding the already existing relations between our two countries which are based on strong historical ties of friendship and solidarity and shared values.

Your Excellency,

The Saharawi republic and the republic of Timor Leste are closely linked by historical and long-standing bonds of friendship, solidarity and cooperation. Our countries and peoples have been friends and allies throughout the period of our struggle for independence. These bonds of friendship have been strengthened since the independence of Timor Leste and the establishment of diplomatic relations between our two nations in 2002.

Your Excellency,

The Saharawi people are profoundly grateful for your friendship and steadfastness to our struggle for full independence.

I am confident that our two countries will pursue and deepen the already existing relations of friendship and solidarity. .

I shall spare no effort to further enhance and deepen the strong ties that link our two countries and peoples. Allow me to express the hope that I will continue to benefit from your kind support as well as that of your government.


Following the ceremony of the presentation of credentials the Saharawi Ambassador had the opportunity to have a meeting with the President which was followed by a talk to the media by the President Ramos Horta who provided to media present a historical background on the Saharawi cause and its similarities with the struggle for independence in Timor Leste. Then the Saharawi Ambassador briefed the media on the current situation and took the opportunity to express thanks and gratitude of the Saharawi people to the Government and people of Timor Leste for their support.

During his stay in Dili, the Saharawi Ambassador had also the opportunity to meet with Mr. Mario Carrascalao Vice Prime Minister of Timor Leste. He also held other meeting with the Director General of the Ministry of Foreign Affairs as well as with the President and members of the Foreign Affairs, Defence and Security Commission of the National Parliament of Timor Leste.

The ceremony of the presentation of credentials was well covered by the Timorese media including the national television, radio and newspapers.

quarta-feira, abril 15, 2009

VA 165: sinopse

O VA reaparece depois das férias da Páscoa.

Reabre com a grave questão da Palestina, ouvindo Sandra Benfica que em Fev/Março deste ano integrando uma delegaçao do CPPC, Conselho Português para a Paz e Cooperação, visitou os Territórios Ocupados.A Sandra conta-nos o que viu e sentiu e o sofrimento de todos os Palestinianos, mas, sobretudo, o das crianças e mulheres. Tudo o que fazemos pela Palestina é pouco! Eles precisam de nós, da nossa solidariedade, para denunciar perante o mundo ocidental a terrível ocupação de que são vitimas há mais de 50 anos.

Depois fomos falar com um economista luso-venezuelano, Augusto Léon, que aborda alguns dos problemas graves por que agora passa a situação na Venezuela e compara-os com o se passa em Portugal, referindo, inevitavelmente, a crise que atravessamos.

Já noutro registo quisemos ouvir um jovem homem gay, Ricardo Francisco, autor de um livro confessional "Terás coragem de me partilhar?" e que agora se propôs escrever com muitos outros, e outras, homos e heteros, uma antologia de histórias de vida, vistas pela positiva, sobre as múltiplas vivências, tão ricas, das lésbicas e gays. Certamente, teremos ouvintes interessados em partilhar com ele esta antologia.

Terminamos com um mini concerto de guitarra. Ouvimos tocar o músico Marco Alonso, de 27 anos, que veio ao VA fazer uma performance de Flamenco, numa nova perspectiva musical

Comentários da semana:
1 - O lançamento público do Apelo para a "Convergência de Esquerda", em Lisboa, uma iniciativa dos Reformadores, na segunda feira, dia 13, pelas 17.30 no Palácio Galveias. Tenta-se assim reunir, numa só plataforma, os candidatos à esquerda para a CML, coisa que, naturalmente, subscrevemos e parece de algum bom senso.

2 - Outra questão prende-se com o processo Freeport, cada vez mais enredado, sujeito a pressões de todos os lados, pondo já em jogo até a credibilidade o próprio Procurador Geral de República, que começou tão bem o seu mandato e agora parece patinar neste lodaçal de contradições.

Enfim, oiçam os nossos convidados e comentem-nos! Estamos atentos às vossas sugestões,que agradecemos.

António Serzedelo - editor

www.vidasalternativas.eu

Portugal: EntreSerras


MicroFestival de Vivências e Diversidades (30 de Abril - 3 de Maio, Retiro da Fraguinha, Candal, Cabreiros)

O EntreSerras quer Descobrir a Serra da Arada vivendo uma experiência ímpar para desvendar o seu património natural, cultural e gastronómico e partilhar por uns dias as vivências das gentes serranas, o seu labor e as suas alegrias. É um micro-festival participativo de ritmo lento, seguindo o transpirar de uma serra com dezenas de milhões de anos, as rotas dos pastores, o voar das borboletas, o engenho da sobrevivência na serra e a alegria das noites nas aldeias.

De manhã, as Diversidades da serra revelam os seus segredos: laboratórios de natureza, turfeiras e bosques, vertebrados, invertebrados, plantas e musgos contam as suas histórias espantosas; aprende-se a fazer brinquedos para os mais novos e outras artes já esquecidas.

À tarde, as vivências serranas são partilhadas: o lavrar da terra, a preparação da broa e mezinhas ou a arte de obter mel das laboriosas abelhas a ter lugar nas aldeias de Candal, Cabreiros e Póvoa das Leiras, com paisagens deslumbrantes de vales abruptos trabalhados milenarmente pelo Homem.

À noite, é tempo de serão, de canções e ladainhas, bailes e brincadeiras, jogos e histórias, estrelas e arraiais. Tudo termina no Domingo com uma corrida de carrinhos de rolamentos e uma gincana de burros!

Organiza: Pés na terra, Ideias Sustentáveis, AEPGA, Lud In e Ass. Cultural de Candal

Cartaz EntreSerras para descarregar: http://photos-e.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc1/hs032.snc1/3227_1082460955876_1656912819_181380_1236500_s.jpg

EntreSerras - Blog provisório: http://entreserras-microfestival.blogs.sapo.pt/

Incrições: http://spreadsheets.google.com/viewform?hl=en&formkey=cHp6aS1FTkg5S29NWGwycktwb3ZzV2c6MA.

--
http://www.ideias-sustentaveis.com/

JANTAR - EM ABRIL, ESPERANÇAS MIL! /30 de Abril

Marquem nas vossa agendas e contactem os amigos.

Inscrevam-se

- Junto dos elementos da Comissão Promotora

- Livraria do Espaço Ribeira - (213 474 098)

- Livraria do Cinema King - (218 408 168)

- Livraria Círculo das Letras - Rua Augusto Gil, 15 B - (210 938 753)

- jantarabril2009@gmail.com

Um abraço

Vitor Sarmento

_________________________________________________________________

30 ABRIL, 5ª FEIRA, JANTAR-CONVÍVIO

RESTAURANTE DO MERCADO DA RIBEIRA (1º ANDAR)


A PARTIR DAS 19H30

Intervenções:
Alexandre Quintanilha cientista, Univ. do Porto
João Rodrigues economista, Univ. de Manchester
Carlos de Matos Gomes militar

Participação musical:
Paulo Saraiva e Francisco Naia


EM ABRIL, ESPERANÇAS MIL!

35 anos depois do 25 de Abril de 1974, neste Portugal a entristecer, é preciso perguntar ao funesto vento porque razão ele não nos traz Abril, com seu cravo e sua esperança. Vento que de Abril não dá sinais, é um vento do esquecimento e por isso de Abril nos lembramos cada vez mais. E por Abril lutamos e lutaremos.

35 anos depois do 25 de Abril, a juventude olha inquieta o futuro, os reformados vivem na angústia de um amanhã pior, os trabalhadores sofrem o desencanto provocado por uma política atentatória dos seus direitos e da sua dignidade social e profissional. Porém,

35 anos depois do 25 de Abril, continuamos a ser homens e mulheres em movimento, sabedores de que o 25 de Abril é uma data prenhe de sentido porque ela encerra a substância do futuro – o de uma pátria livre e culta, justa e solidária, sem humilhados e ofendidos, democraticamente emancipada. E feliz.

35 anos depois do 25 de Abril, continuamos com nossas mãos, firmes e confiantes, a preparar a parição desse futuro.

35 anos depois do 25 de Abril, Abril resiste como um cravo vermelho na manhã agreste!


INSCRIÇÕES / PAGAMENTO
Custo: 20 euros (crianças até aos 7 anos não pagam).
E-mail: jantarabril2009@gmail.com

Livraria Círculo das Letras: Rua Augusto Gil, 15 B - tel: 210 938 753

Livraria do Espaço Ribeira - tel: 213 474 098

Livraria do Cinema King - tel: 218 408 168

Mais informações: www.emabrilesperancasmil.blogspot.com

segunda-feira, abril 13, 2009

Colóquio: a Palestina na primeira pessoa

A situação em Gaza e nos outros Territórios Palestinos relatada por quem a conhece e a viveu de perto

TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL, 21 HORAS, 2009

TEATRO CINEARTE / A BARRACA

Largo de Santos, 2 Lisboa

Testemunhos dos jornalistas:

JOSÉ MANUEL ROSENDO ( Antena 1 )
LUMENA RAPOSO ( Diário de Notícias )
PATRÍCIA FONSECA ( Visão )

Debate moderado por:

MARIA DO CÉU GUERRA ( Direcção MPPM )
CARLOS ALMEIDA ( Direcção MPPM )

Organização:
MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio-Oriente

Honduras: audiencia especial del TPP sobre deuda ecológica, histórica, social y económica

La semana pasado tuvo lugar en Tegucigalpa, Honduras, una audiencia especial del Tribunal Permanente de los Pueblos con el objetivo de examinar directamente el modo de operación y las consecuencias de la actividad de las empresas transnacionales en la región. Tuvo lugar en el marco de las movilizaciones llevadas adelante por la VII Ronda de Negociación del Acuerdo de Asociación entre la UE y Centroamérica (AdA). Esta audiencia sobre “deuda ecológica, histórica, social , económica de los países europeos con Centroamérica” fue convocada por organizaciones y movimientos sociales, entre quienes los compañeros de Jubileo Sur/Centroamérica estuvieron en los preparativos y el desarrollo de la actividad junto al aporte de las comunidades afectadas.

Para bajar el dictamen en el jurado acceder a: http://web.wamani.apc.org/apc-aa/img_upload/5f8ea6081bb954c62998139d98c954e6/AUDIENCIA_CENTROAMERICANA_HONDURAS_1__1.pdf

Se presentaron 4 casos y dos denuncias donde se da cuenta del accionar de las empresas, la ilegitimidad del endeudamiento generado y las consecuencias en la población. La organización UNES junto a la Coordinadora para la Defensa de la cuenca San Simón de El Salvador presentó un caso donde se demanda a la empresa energética estatal Geo y Enel Green Power de origen Italiana quién pretende producir tecnología e energía limpia basada en la producción geotérmica. Otro caso fue la expansión del monocultivo de piña en Costa Rica que genera daños graves en la salud de los trabajadores y los pobladores debido al uso de agrotóxicos entre otros factores.

El Movimiento Social Nicaragüense demandó al gobierno de España por facilitar la expansión de sus empresas transnacionales a través del endeudamiento del gobierno y del pueblo nicaragüense condicionando los préstamos a cambio de apoyar los intereses económicos de dichas empresas. También el impacto de la industria cementera en Honduras fue presentado ante el tribunal denunciando a la empresa La Farge.

Además de estos casos se dio lugar a la exposición de dos denuncias; el saqueo de agua y bosques, y la implementación de megaproyectos como el turismo, las represas y la minería demandando a la Unión Europea por parte de la organización campesina e indígena COPINH y Madre Tierra.

Luego de la audiencia los movimientos y organizaciones sociales presentes se manifestaron en las calles reclamando la suspensión del proceso negociador de la ronda y el fin de políticas de libre comercio en la región. Una copia del dictamen del jurado fue entregada al secretario privado del presidente Manuel Zelaya Rosales de Honduras.

Mas info en : www.jubileosuramericas.org


Jubileo Sur/Américas
www.jubileosuramericas.org
+5411 4307 1867
Piedras 730. Cap.Fed - Argentina
skype: jubileosur_americas

Greve geral no País Basco: 21 de Maio

Estimados colegas,

Ante la gravedad de la crisis que estamos sufriendo, cuya principal víctima son una vez más los trabajadores y trabajadoras y los sectores sociales más desfavorecidos, los sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE (sindicato campesino) e HIRU (sindicato de transporte) hemos llegado a un acuerdo para convocar una Huelga General para el próximo 21 de mayo.

Porque consideramos que es necesario hacer frente a la destrucción de empleo que se está produciendo, así como al chantaje de la patronal, que está aprovechando la situación para cuestionar los derechos reconocidos en los Convenios Colectivos, y precarizar nuestras condiciones de trabajo y de vida.

Asimismo, para responder a las políticas neoliberales aplicadas por las administraciones públicas, tales como rebajas fiscales para las rentas más altas, reducción del gasto social o desregulación del mercado laboral. Estas políticas son las causantes de que miles de ciudadanos y familias no tengan cubiertas sus necesidades básicas, del incremento de la pobreza y de un mercado laboral altamente precarizado, con una tasa de temporalidad estructural cercana al 30%.

Las medidas anticrisis de los gobiernos se agotan en una transferencia creciente de fondos públicos a la banca en detrimento de una respuesta a las necesidades sociales que se agravan con motivo de la crisis y de políticas activas de empleo.

Por todo ello, con el objetivo de hacer frente a la destrucción de empleo y al chantaje de la patronal y para forzar un cambio en las actuales políticas públicas, hemos decidido convocar una huelga general el próximo 21 de mayo,.

ANITZA (ELA. ESK. STEE-EILAS)

O Nº 8 da revista O Comuneiro já está em linha

Caros Amigos e Companheiros:

Somos por este meio a comunicar que o nº 8 da revista electrónica O Comuneiro está já disponível em linha, no seu endereço habitual: www.ocomuneiro.com .

A crise geral do capitalismo vai cozendo em lume brando. O sistema vai-se sustentando inercialmente a si próprio, deslizando suavemente sobre o caos, porque no mundo não há qualquer exterior a ele. Para usar uma expressão popular portuguesa, o capital não tem onde cair morto. É ele próprio "too big to fail". Nestas últimas semanas, as bolsas até têm apresentado alguma recuperação e a CNN já apregoa "the way to recovery". Obama pegou no microfone e concita os seus fiéis ao optimismo. A cimeira do G-20 auto-proclamou-se um sucesso. Vem aí mais do mesmo FMI.

Mas não há recuperação possível para este capitalismo, tal como o conhecemos. O que o futuro nos reserva é algo de muito pior, dentro do mesmo declive a que nos conduziu o império do lucro. Ou será algo de radicalmente novo. Algo para o qual temos ainda que inventar o conceito e reunir o sujeito transformador.

Ecossocialismo é o conceito que nos propõe Michael Löwy, num ensaio seu já um tanto antigo, que não dá conta, por exemplo, de trabalhos e investigações mais recentes – de John Bellamy Foster e de Paul Burkett – a partir dos quais a questão passou a entender-se não tanto como sendo a de "esverdear Marx" ou elaborar uma boa síntese verde-vermelho, e muito mais como a de recuperar o genuíno verde original dos fundadores do marxismo. O movimento ecossocialista é já uma realidade política internacional vibrante, tendo recentemente publicado na 'Declaração de Belém' uma importante síntese de propósitos, que publicamos neste número de O Comuneiro.

Também em Belém, mas agora na própria Assembleia dos Movimentos Sociais do Fórum Social Mundial foi aprovado uma outra Declaração, que nos parece ser um claro avanço político em relação a outros documentos similares de eventos anteriores. Oxalá não nos enganemos. Para referência, publicamos também uma primeira tradução em português da 'Declaração de Bamako' (2006), que nos parece ser o documento político mais completo até hoje aprovado em qualquer instância do movimento alterglobalizador.

De Daniel Bensaïd e Olivier Besancenot publicamos 'Um plano de urgência para sair da crise', concebido claramente dentro de uma estratégia transicional anti-sistémica, com referência à realidade política europeia e ao Novo Partido Anticapitalista em gestação em França. Do nosso colaborador João Esteves da Silva publicamos uma reflexão própria sobre os direitos humanos e também a tradução de um ensaio de Jean-Claude Michéa sobre a mesma questão, recheados ambos de motivos de interesse e debate. De Ronaldo Fonseca publicamos um olhar sobre a actualidade e o método próprio da luta revolucionária anticapitalista mundial. Ângelo Novo noticia e reflecte sobre a brutal agressão perpetrada pelo Estado de Israel sobre o povo palestiniano de Gaza, enquanto Nadine Rosa-Rosso nos interroga sobre as razões de tanta hesitação, tergiversação e clamorosa recusa no apoio devido à resistência árabe (Hamas, Hezbollah) por parte da esquerda europeia.

Ângelo Novo
Ronaldo Fonseca

Lançamento do livro Cidadãos pelo ambiente

Ao longo dos últimos anos, em Portugal, as Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) têm influenciado activamente as decisões públicas. Mas o trabalho por elas desenvolvido permanece com frequência desconhecido. Este trabalho «invisível», que nalguns casos adquire grande controvérsia e exposição mediática, tem poucos ou nenhuns registos.

O livro que agora se publica pretende justamente colmatar esta falha e revela o muito que tem sido feito pelas ONGA durante cerca de 60 anos de luta pela conservação da natureza e pela biodiversidade. Relatadas na primeira pessoa por 25 autores que nelas participaram, estas experiências, que são símbolos de generosidade, empenho, perseverança e cidadania, prestam afinal homenagem aos muitos voluntários incógnitos que têm tido a coragem de se assumirem com frontalidade, contribuindo para um mundo melhor.

AS ASSOCIAÇÕES QUE OFERECEM TESTEMUNHOS

Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal • GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente • Grupo Lobo • LPN – Liga para a Protecção da Natureza • Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza • Plataforma Sabor Livre • SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

TÍTULO: Cidadãos pelo Ambiente
SUBTÍTULO: Conservação da Natureza e Biodiversidade em Portugal
AUTORES: Vários
COORDENADORES: Lia Vasconcelos (Liga para a Protecção da Natureza), José Manuel Alho (Liga para a Protecção da Natureza), José Paulo Martins (Quercus)
NÚMERO DE PÁGINAS: 152
PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO: 16,60 Euros
DATA DE PUBLICAÇÃO: Abril de 2009
ISBN: 978-989-8025-78-4

SESSÃO DE LANÇAMENTO
LOCAL FNAC COLOMBO | LISBOA
21 Abril 2009 | terça-feira | 18.30h

A OBRA SERÁ APRESENTADA POR VIRIATO SOROMENHO-MARQUES
Professor Catedrático da Universidade de Lisboa

domingo, abril 12, 2009

Os cabecilhas do 'motim' de Caxias

Dia 22 de Abril, às 9.00 horas, no Tribunal de Oeiras (Bairro da Medrosa), tem lugar o terceiro acto desta ópera bufa que é o julgamento dos 25 de Caxias.

Se puderem, compareçam. O acto é hilariante e as principais actrizes lá estarão, também, no papel de 3 juízas e uma procuradora, numa comédia que promete...

António Pinho


Em 23 de Março de 1996, perante um legítimo protesto dos presos do Reduto Norte do Forte de Caxias, Jardim (então ministro da justiça) e Manata (director-geral interino), mandam avançar uma carga repressiva contra cerca de 200 pessoas indefesas que apenas queriam denunciar pacificamente a sobrelotação da prisão, o caos médico-sanitário e os tratamentos humilhantes a que eram sujeitos.

Cobardemente, Vera Jardim refugiou-se toda noite no bar de guardas do Hospital Prisional e Celso Manata, com um sorriso sádico nos lábios, presenciou o espancamento dos presos.

13 Anos depois [com a cumplicidade abjecta de procuradores e juízes], a 5 de Março, iniciou-se o julgamento em que são arguidos 25 presos e ex-presos – a maior parte deles trabalhadores com as vidas organizadas e famílias constituídas.

Os responsáveis pelo 'Motim' – Jardim e Manata – é que deviam estar no banco dos arguidos!

Portugal: canonização de D. Nuno

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) ficou perplexa com a canonização de Nuno Álvares Pereira, mas fica absolutamente indignada com a cumplicidade que os mais elevados dignitários de Portugal, nomeadamente o Sr. Presidente da República, emprestam ao acto que, na opinião desta Associação, é uma burla pueril.

A AAP entende que o prestígio do Condestável não se dilata com o alegado milagre e que, se deus existisse, podia mais facilmente ter evitado os salpicos do óleo que queimaram o olho esquerdo da D. Guilhermina de Jesus, enquanto fritava o peixe, do que ter de a curar para o beato virar santo.

A AAP duvida da capacidade de um guerreiro morto, apesar de ilustre, para actuar como colírio e duvida de D. Guilhermina, que se lembrou de recorrer à intercessão de um herói, sem antecedentes no ramo dos milagres, em vez de procurar um oftalmologista.

Mas o que a AAP repudia veementemente, salvo o devido respeito, é a atitude do Sr. Presidente da República, Professor Cavaco Silva, que aceitou integrar a Comissão de Honra para a canonização de Nuno Álvares Pereira, que vai ter lugar a 26 de Abril, em Roma.

O Estado laico, condição essencial de uma democracia, fica, na opinião da AAP, irremediavelmente comprometido com a participação do PR que, de algum modo, estabelece uma lamentável confusão entre as funções de Estado e os actos pios do foro individual.

Que Sua Excelência acredite na cura milagrosa do olho esquerdo da D. Guilhermina, a nível pessoal, é um direito que a AAP defende, mas que participe, em nome de Portugal, num acto de marketing e no obscurantismo religioso da Igreja católica, é uma posição que nos entristece e nos envergonha como cidadãos.

A AAP denuncia a manobra obscurantista em curso e apela ao espírito crítico dos portugueses para que não creiam em afirmações infundadas ou, pelo menos, façam a distinção entre as crenças pessoais e o reconhecimento estatal da superstição.


Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 05 de Abril de 20

Carlos Esperança
(Presidente da Direcção) T. 91 7322645

sexta-feira, abril 03, 2009

Lisboa: especialista em genética molecular fala sobre OGMs

Conferência: especialista em genética molecular vem a Lisboa falar sobre transgénicos

Veja o excelente documentário O Futuro da Alimentação sobre os perigos de saúde / ambientais / económicos / políticos dos "alimentos" OGMs em:
http://stopogm.net/?q=node/572 | http://stopogm.net/?q=node/543


Venha assistir!

TRANSGÉNICOS - ENTRE A LIBERDADE CIENTÍFICA E AS OPÇÕES DE CONSUMIR
Doutor Christian Vélot

Sábado, 4 de Abril, 10 às 13h Entrada livre*

Sala Polivalente do ICS, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa** Avenida Professor Aníbal de Bettencourt 9 1600-189 LISBOA

Já ouviu dizer que os transgénicos vão ajudar a acabar com a fome no mundo? Venha agora ouvir o outro lado da história. Neste seminário encontrará amplas oportunidades de colocar questões e interagir com o orador. Temas a tratar incluem a falta de liberdade para investigar os riscos dos alimentos transgénicos, a incapacidade intrínseca do sistema europeu de aprovações, a toxicidade já demonstrada e, sim, também as razões pelas quais a fome no mundo vai aumentar - e não diminuir - com as culturas transgénicas. (Dica: sendo os Estados Unidos o país que cultiva mais de metade dos transgénicos produzidos no mundo, não devia já ter melhorado a sorte dos 30 milhões de americanos que passam fome diariamente?)

A conferência terá lugar em inglês, sem tradução. As perguntas podem ser colocadas em português.

Sobre o orador: Christian Vélot é Doutorado em Biologia, "Maître de Conférences" em genética molecular na Universidade de Paris-Sul e dirige uma equipa de investigação no Instituto de Genética e Microbiologia do Centro Científico de Orsay. Paralelamente mantém uma intensa actividade cívica na área da biossegurança, o que conduziu a sucessivos embates com a sua hierarquia profissional ao ponto de ser convidado a abandonar o emprego. Enquanto "whistleblower" (lançador de alerta) Christian Vélot tem denunciado os riscos associados à engenharia genética alimentar, nomeadamente em termos da incerteza associada, falta de investigação credível e deficiente acesso do público. É autor do livro OGM: Tout s'explique.

Embora não seja absolutamente obrigatória, agradece-se inscrição até à véspera através de um email simples para o endereço velotportugal@gmail.com - agradecemos que indique no email que questões gostaria de ver respondidas pelo orador.

** Para mapa e transportes ver aqui: Organização: Seminário em Tecnociência, Risco e Responsabilidade ICS/ISEG-SOCIUS


Fonte: http://gaia.org.pt/node/14844

quinta-feira, abril 02, 2009

Assinemos a Declaração contra o Programa de Estocolmo

Para não dizermos que não sabíamos (nós soubemos graças ao António Pedro Dores) ...



Dear ECLN supporter,

As you might be aware, the EU is preparing its next five-year plan (2010-2014), on the basis of the EU Future Group's final report of July 2008 - which is examined in depth in The Shape of Things to Come by Tony Bunyan. It is expected the programme will be adopted in December.

After a series of workshops on policing issues held at European social fora, where growing concern about civil liberties violations in Europe became apparent, it was decided to launch a Statement on the Stockholm Programme, complementing existing initiatives such as 'gipfelsoli', an online information pool on (anti-)repression and solidarity around summit protests (http://www.gipfelsoli.org/). This Statement is published in the name of the ECLN, in an attempt to encourage campaigns and give publicity and a more collective voice to the opposition of rights' violations in Europe.

The ECLN founding members have endorsed this Statement - attached - which we hope your group will also sign up to as ECLN supporter and/or individually. Next to providing background and analysis to the EU's security-driven Justice and Home policy, and the future plans outlined in the Future Group report in particular, the Statement calls on civil society to "engage in the discussions on the Stockholm programme, to inform yourselves and others and make your views known, and to defend freedom and democracy against the surveillance society that the EU is becoming."

We expect to launch the Statement on the ECLN site at the beginning of April, inviting other groups in Europe to sign up as well. We will be posting meetings, commentaries, analyses, links to other sites and developments with regard to EU institutions and civil society on the ECLN noticeboard (http://www.ecln.org/noticeboard.asp) - so do send us any initiatives you take or know of.

Please send an e-mail to info@ecln.org if you want to sign up to the call.

We are looking forward to hearing from you,

Katrin McGauran
for the ECLN


April 2009

Oppose the "Stockholm Programme"

Statement by the European Civil Liberties Network* on the new EU five-year plan on Justice and Home Affairs



The "Stockholm Programme" will set the agenda for EU justice and home affairs and internal security policy from 2009 to 2014. The EU has already taken a dangerously authoritarian turn, putting in place militarised borders, mandatory proactive surveillance regimes and an increasingly aggressive external security and defence policy. Ongoing discussions among EU policy-makers suggest that this approach will be deepened and extended over the next five years. It is expected that the “Stockholm Programme”, which is based on the final report of the EU's Future Group, analysed in-depth in The Shape of Things to Come**, will be adopted by the European Council (the 27 governments) under the Swedish Council Presidency of the EU in December 2009.

We are deeply concerned about these developments and have therefore taken the initiative to inform the public about this assault on their democratic rights and the deterioration of the human rights situation in Europe and beyond. We call on civil society groups and individuals to voice their opinions about the Stockholm programme and work towards a democratic Europe.

Background: Tampere, Hague and Stockholm

The EU has been developing the so-called 'Area of freedom, security and justice' – law and policy on police cooperation, counter-terrorism, immigration, asylum and border controls – for more than a decade. It claims to have upheld civil liberties and balanced people's privacy with its policies but many disagree, arguing that the EU has failed to uphold the human rights and democratic standards upon which the European Union claims to be founded.

The Stockholm programme will build on the two previous five year plans - the Tampere (1999-2004) and Hague (2005-2009) programmes - both of which were drawn up and adopted without any input from parliaments or civil society. While EU treaties like Amsterdam (or Lisbon if adopted) provide the legal basis for legislation, the five year plans spell out how the powers will be used, by setting the parameters for future policy and practice.

The process this time is slightly different. In 2007, the Council (27 EU governments) set up the ‘Future Group’ which issued its report** in July 2007. This sets out the agenda for a Commission proposal and national and European parliaments are being “consulted” - but the final say will lie with the Council alone.

It is already clear how much has been lost and how much is at stake.

Implementing total surveillance

The EU has gone much further than the USA in terms of the legislation it has adopted to place its citizens under surveillance. While the PATRIOT ACT has achieved notoriety, the EU has quietly adopted legislation on the mandatory fingerprinting of all EU passport, visa and residence permit-holders and the mandatory retention – for general law enforcement purposes – of all telecommunications data (our telephone, e-mail and internet usage records) and all air traveller data (on passengers into, out of and across Europe).

Under national laws implementing EU legislation, state agencies are beginning to build up a previously unimaginably detailed profile of the private and political lives of their citizens, often in the absence of any data protection standards, judicial or democratic controls.

According to the EU ‘Future Group’, this is just the beginning of a ‘digital tsunami’ that will revolutionise law enforcement, providing an enormous amount of information for police and internal security agencies. EU data protection law has already been left behind, with surveillance all but exempted. Individual rights to privacy and freedoms are being fatally undermined.

The EU is also funding the development of a European ‘Homeland Security’ industry, providing billions of Euros of subsidies to European corporations to help them compete with the US's military-industrial complex in the lucrative global market for security equipment and technology. In turn, corporations are exerting an increasing and unaccountable influence on EU security policy.

What to expect from the next five years: an EU ID card and population register, ‘remote’ (online) police searches of computer hard drives, internet surveillance systems, satellite surveillance, automated exit-entry systems operated by machines, autonomous targeting systems, risk assessment and profiling systems.

Fortress Europe: from border controls to social controls

Since the late 1970s, EU Member States and, more recently, EU institutions, have embarked on a selective war on migration. In the 1970s, labour immigration opportunities were restricted, followed in the early 90s by the creation of substantive and procedural barriers to applying for and getting asylum. Since the late 90s, external border controls were stepped up and militarised, followed by the gradual externalisation of migration control, with third country readmission agreements and detention centres surrounding the EU and FRONTEX patrolling the Mediterranean Sea.

It is a selective war against migration, because the EU's restrictive measures specifically target those fleeing from poverty and persecution: whilst industrialised countries remain 'white-listed', poor countries are relegated to the EU's visa 'black-list', and restrictive control measures are deployed against their citizens. Whilst a rapidly developing and military-oriented EU Border Police (FRONTEX) and a series of central databases (SIS, SIS II, Eurodac, VIS) are being deployed to 'combat' undocumented or irregular migration at a global level. Highly skilled migration is being encouraged to replace the EU’s ageing workforce and to maintain its living standards while ensuring the EU's 'competitive edge' in the global market economy. At the same time, the labour of undocumented migrants, working and living without labour and social rights – and under constant threat of deportation – is being shamelessly exploited in Europe. This labour benefits the EU's productive industries, such as agriculture and construction, as well as the service and reproductive economy, in particular the cleaning, hotel, restaurant and private domestic household sectors. It has been widely noted that the EU economy depends on this migrant labour, yet governments systematically deny workers their labour and human rights, in clear violation of international protection standards laid down by the EU's own human rights conventions, as well as those of the UN or the ILO.

Whilst EU politicians have consistently ignored and even encouraged breaches of international human rights law, social justice activists have recorded the ‘fatal realities’ of exclusionary immigration and asylum policies. They have documented almost 10,000 deaths that are the direct result of ‘Fortress Europe’. It is a damning indictment of neo-liberal globalisation that while travelling the world to generate profit in certain industries is encouraged, travelling to survive is condemned. At the same time, the economic contribution that migrants working in low-paid sectors are making to destination countries is not recognised by those countries.

The apparatus and institutions that have been established to control immigration into the EU are rapidly expanding. Border controls are steadily developing into a much broader form of social
control, concerned not just with migrants, but citizens as well. Airports and external borders are quickly becoming police and military checkpoints at which everyone will be subject to extensive checks and vetting. This infrastructure is developing into a sprawling data-based net that is spreading from the borders to cover entire territories and populations.

What to expect from the next five years: e-borders, passenger profiling systems, an EU ‘entry-exit’ system, ‘drone’ planes for border surveillance, joint EU expulsion flights, dedicated EU expulsion planes, EU-funded detention centres and refugee camps in third countries.

The militarisation of security, the securitisation of everything

The EU is at the centre of a paradigm shift with regard to the way that Europe and the world beyond will be policed. This is the result of a number inter-related historical trends, including the gradual blurring of the boundaries between police and military action and those between internal and external security, the widespread deployment of surveillance technologies and the development of the security-industrial complex, the economic motor for these developments.

We are now witnessing the political ‘securitisation’ of a whole host of complex policy issues, from food and energy supply to complex social and environmental phenomena such as climate change and migration. The result is an increasingly security-militarist approach to protracted social and economic problems. At times of heightened global insecurity, the danger is that the rule of law becomes secondary to the objective of threat neutralisation. Like NATO, the EU is re-positioning itself as a global policing body, developing the capacity to intervene in failed states and conflict zones, to address the potential fallout from climate change, energy crises, food crises and 'uncontrolled', or autonomous, migration movements, and to combat human trafficking, terrorism and piracy on the high seas.

The EU is taking the same militarist approach to social conflict and crisis management within Europe. EU policy on the policing of summits and protests against international organisations, critical infrastructure protection, civil contingencies, crisis management and emergency response are all based on the same strategy: control the situation with force, intervene to neutralise threats and opposition. This will be the approach should the current economic crisis result in increased social tension and protest.

What to expect from the next five years: expansion of the para-military European Gendarmerie Force, deployment of EU Battle Groups, crisis management operations in Africa, permanent EU military patrols in the Mediterranean and Atlantic.

An unaccountable EU state apparatus

As these policies are developed and implemented, an increasingly sophisticated internal and external security apparatus is developing under the auspices of the EU. It is comprised of law enforcement and security agencies (the European Police Office EUROPOL, the agency for judicial co-operation EUROJUST and the Joint Situation Centre SITCEN), EU databases and information systems (police and customs intelligence, crime and immigration records, DNA and fingerprints), para-military organisations like FRONTEX and the European Gendarmerie Force, a growing military capability and a thinly accountable network of officials that are developing the common rules and policies of the EU at a daily level. This apparatus is being extended with every new proposal for ‘harmonisation’, ‘interoperability’ or ‘convergence’ in member state law and practice.

What to expect from the next five years: more power for EU agencies, interlinking of national police systems, an EU criminal record, a permanent EU Standing Committee on internal security (COSI) dealing with operational matters.

Call for change

Far from a necessary evil, the security-driven approach to social and economic conflict is a choice.

Terrorism and violent conflict are the result of specific social and economic injustices, an unequal distribution of global welfare and sustained poverty. Tackling these inequalities and imbalances at the local, regional and global level should be the priority in any political agenda. The choice to tackle conflict with armed force, data collection, preventative policing and surveillance, serves specific interests of the few, and certainly not the interests the global or national peoples.

We demand a change in the current political agenda towards protecting social, economic and human rights at the national and global level. The Stockholm agenda, and many more preceding Justice and Home Affairs policies on migration, terrorism, policing and security are in clear violation of democratic standards and human rights. We therefore demand a retraction of anti-terrorism legislation and restrictive migration laws, and the implementation of a truly democratic political and economic system.

We call on everyone to engage in the discussions on the Stockholm programme, to inform yourselves and others and make your views known, and to defend freedom and democracy against the surveillance society that the EU is becoming.

* See http://www.ecln.org/about.html to read the ECLN founding statement and for a list of founding and supporting groups and individuals.
** Available for download at http://www.statewatch.org/analyses/the-shape-of-things-to-come.pdf.

For more background documentation, see http://www.statewatch.org/future-group.htm
For further information, contact:
ECLN - European Civil Liberties Network
Tel: +44 (0)20 8802 1882
Email: info@ecln.org 4
http://www.ecln.org/

III Encontro Nacional da Rede Brasileira de Justiça Ambiental

Declaração Final


Nós, movimentos, organizações e pesquisadores/as protagonistas de lutas por justiça ambiental, reunidos em Caucaia, Ceará, de 26 a 28 de março de 2009, no III Encontro Nacional da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, reafirmamos nossa oposição e enfrentamento ao sistema capitalista, patriarcal e racista, especialmente neste momento em que sua crise aprofunda as injustiças por ele causadas.

Uma crise que é global, tanto na sua escala mundial quanto na sua dimensão. A crise ambiental que coloca em risco a existência do planeta, a crise alimentar que tem provocado revoltas e agravado a fome, a crise energética que ressalta a insustentabilidade do atual modelo energético baseado em combustíveis fósseis, a crise econômica que gera mais desemprego e miséria são facetas de uma mesma crise paga principalmente por aqueles que não a causaram e que demonstra que a superação do capitalismo é a única alternativa para superar a situação de barbárie em que a humanidade está mergulhada.

O Brasil, através de seu atual modelo de desenvolvimento, integra a cadeia do sistema capitalista internacional, ocupando uma situação intermediária, como provedor de bens manufaturados e matérias primas, e promovendo o avanço da fronteira de exploração de recursos - como água, energia, petróleo, minério, madeira e produtos agrícolas. A extração mineral, a expansão da produção de energia hidrelétrica, o avanço dos monocultivos de soja, eucalipto, camarão, frutas e, mais recentemente, de cana-de-açúcar e oleaginosas para atender a demanda mundial por agrocombustíveis, acompanhados da implementação de redes de infra-estrutura, têm gerado profundos impactos socioambientais.

Isso tanto no Brasil quanto nos países do Sul onde atuam as transnacionais brasileiras apoiadas pelo governo brasileiro e com apoio de instituições financeiras multilaterais (IFMs) como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES - um banco publico a serviço de interesses privados poluidores que resulta na intensificação da injustiça ambiental. Tais instituições têm istoricamente sido responsáveis pela imposição de políticas que contribuíram ao aprofundamento da crise atual.

A Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana - IIRSA - e o Programa de Aceleração do Crescimento - PAC - são expressões claras desta opção política. Por trás delas estão as IFMs e o BNDES.

Dramáticas são as conseqüências que incidem sobre a classe trabalhadora e as comunidades que tradicionalmente mantêm uma relação harmônica e sustentável com seus ecossistemas: desmatamento, contaminação de trabalhadores, exploração intensa de mão-de-obra, precarização do trabalho e destruição das atividades socioprodutivas tradicionais, expropriação e deslocamentos compulsórios de agricultores e agricultoras familiares, indígenas, quilombolas, pescadores e pescadoras, camponeses e camponesas para as cidades. Realidade que incide particularmente sobre as mulheres dessas comunidades, por serem as principais responsáveis pelo bem estar das famílias e pelo uso e proteção dos recursos naturais como a gestão da água e o cuidado com as sementes que e fundamental para a soberania alimentar.

Nos centros urbanos vão enfrentar problemas como o déficit habitacional, irregularidade/precariedade fundiária, ausência de saneamento ambiental, poluição atmosférica e a contaminação por resíduos tóxicos, os acidentes de trânsito e a violência associada a desagregação cultural e a perda da identidade. No campo ou na cidade, o racismo ambiental e as desigualdades de gênero são componentes essenciais para se compreender os mecanismos estruturantes da distribuição injusta de danos.

De outro lado, como contraface inseparável das injustiças sociais e ambientais, crescem as práticas de criminalização de lideranças, pesquisadores/as e movimentos sociais. Setores do governo e meios de comunicação de massa buscam desqualificar as lutas em defesa dos direitos de populações expropriadas, empobrecidas e oprimidas pelo padrão vigente de crescimento econômico - como é o caso dos movimentos da Via Campesina, quilombolas, indígenas e pescadores e pescadoras que vem sofrendo ataques de setores conservadores da sociedade, de empresas e de agências governamentais e de órgãos do poder judiciário, suprimindo seus direitos e fragilizando as lutas que travam em defesa de seus territórios.

Os conflitos socioambientais que vivenciamos nos mostram que a desigualdade social e a injustiça ambiental que caracterizam o nosso país decorrem (in)justamente dos padrões vigentes de desenvolvimento e não da "falta de crescimento", como defende nosso atual governo.

Por isso, rejeitamos, denunciamos e lutamos para transformar e superar esse sistema que reduz terra, território e meio ambiente a simples insumos de um processo de produção de mercadorias, cujo sentido se esgota no mercado e na rentabilização de capitais, sob a forma de lucros e processos de acumulação e concentração de riquezas a que se chama de "crescimento".

Um crescimento que é apresentado como resposta `a crise alimentar, climática, energética, econômica e financeira, mas cujas bases são a origem desta crise civilizatória. As falsas soluções apresentadas salvam bancos e grandes empresas, lançando os trabalhadores e trabalhadoras ao desemprego, são baseadas em mecanismos de mercado (a exemplo do mercado de carbono) e fortalecem a atuação das IFMs, as mesmas que com suas políticas neoliberais e o uso da dívida como instrumento de dominação geraram a atual crise. Assim, levam a uma maior devastação da natureza, aprofundando as injustiças e as desigualdades ambientais e, então, a crise.

Por trás desta crise está a situação não resolvida da dominação da divida. O uso da divida financeira para a acumulação de riquezas do Norte têm historicamente violado os direitos dos povos e do meio ambiente no Sul. A continuação desta realidade se expressa no fato de que em 2008 o governo brasileiro gastou 30,7% do orçamento publico para pagamento do serviço da dívida, muitas vezes superior aos gastos em áreas sociais fundamentais como saúde (4,8%), educação (2,57%), assistência social (3,08%), habitação (0,02%) e saneamento (0,05%). Anular esta divida ilegítima significa reclamar justiça, mudar as relações econômicas e acabar com a impunidade do sistema capitalista.

Os países do Norte e a elite do Sul têm uma responsabilidade acumulada pela exploração dos recursos naturais, a apropriação predatória da biodiversidade, o roubo de conhecimentos tradicionais, os danos acumulados pelas atividades extrativistas e pelos monocultivos, pelo uso de agrotóxicos e pela ocupação ilegal da atmosfera para depositar gases contaminantes. Da mesma forma que os impactos são desiguais, a responsabilidade também. Os povos do Sul são credores de uma dívida histórica, social e ecológica que deve ser restituída e reparada e os verdadeiros devedores responsabilizados. Por isso, apoiamos a criação da CPI da Dívida como um instrumento importante de mobilização e formação para desmascarar a ilegitimidade e o impacto da divida nos
povos e na natureza e para avançar no reconhecimento de que os povos do Sul são credores.

Enfrentar a crise significa recuperar a soberania dos povos e transformar os modos de produção e consumo atuais. Significa lutar pela superação de todas as formas de opressão e discriminação, radicalizando a luta pelos direitos. Por um novo sistema econômico em que a sustentabilidade da vida humana, traduzida no trabalho doméstico e do cuidado passe a ser uma responsabilidade de todos/as e não apenas das mulheres. Que a harmonia com a natureza, a solidariedade e o bem viver, e não no Mercado, o lucro e a exploração do trabalho, sejam os valores centrais de nossas preocupações e de nossas relações sociais.

Afirmamos os direitos individuais e coletivos dos grupos sociais atingidos, direta e indiretamente, pelos empreendimentos que afetam seus territórios. E por isso defendemos que os processos de licenciamento ambiental devem ser protagonizados pelos grupos sociais potencialmente atingidos. Defendemos a busca de alternativas político-institucionais à indústria dos Estudos de Impacto Ambiental - EIA-RIMAs e outros esquemas mercadológicos de avaliação ambiental, garantindo que os estudos avaliem a eqüidade ambiental dos empreendimentos e sejam elaborados por instâncias independentes do setor produtivo. É preciso garantir o direito de escolha de comunidades, o direito de ser bem informado e de dizer "não".

Queremos discutir com a sociedade o que se produz, para quê e para quem se produz, e também onde e como se produz. É preciso mostrar a perversidade do modelo atual e buscar alternativas comprometidas, em primeiro lugar, com os grupos sociais que hoje sofrem diretamente os efeitos do sistema econômico e social vigente.

Queremos políticas em apoio às alternativas concretas que os movimentos já estão implementando como é o caso da agroecologia, do turismo comunitário e da economia solidária.

Queremos justiça climática porque sabemos que os grupos que primeiro serão atingidos pelas mudanças climáticas serão as comunidades vulnerabilizadas pelo sistema hegemônico. Hoje, 28 de março, completam cinco anos do ciclone Catarina, que atingiu Santa Catarina e Rio Grande do Sul deixando centenas de pessoas desalojadas e mostrando o grau da urgência das transformações necessárias.

Queremos um ambiente realmente sustentável que passa pela relação da pessoa com o ambiente e seus recursos naturais, mas principalmente pelas relações estabelecidas entre as pessoas, que, portanto, precisa ser pautada na ética, na solidariedade, na igualdade entre mulheres e homens.

Estamos comprometidos e comprometidas em fortalecer a luta contra todas as injustiças ambientais e as desigualdades de gênero, raça/etnia, orientação sexual, de geração e regionais. Para isso estamos construindo unidade com outras redes, movimentos e organizações em torno de bandeiras e lutas comuns.

Por fim, reiteramos a luta central para enfrentar essa crise civilizatória construindo na prática uma alternativa anticapitalista de sociedade, baseada na sustentabilidade - no seu verdadeiro sentido - e justiça socioambiental, sem exploração, opressão ou discriminação de qualquer tipo.

ADRVDT/CPA - Associação em Defesa dos Reclamantes e Vitimados por Doença do Trabalho na Cadeia Produtiva do Alumínio
CPP/BA - Conselho Pastoral dos Pescadores Regional Bahia
Relatoria Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente / Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais
ORIASHÉ Sociedade Brasileira De Cultura E Arte Negra
AMPJ - Associação Movimento Paulo Jackson - Ética, Justiça, Cidadania
Articulação Nacional de Agroecologia
Associação de Maricultores da Baia da Ilha Grande
Associação dos Aquicultores e Pescadores da Pedra de Guaratiba
Associação dos Remanescentes de Quilombo de São Francisco do Paraguaçu
Associação Homens do Mar da Baia de Guanabara
Campanha Justiça nos Trilhos
CEDEFES - Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva
Centro de Cultura Negra do Maranhão
CEPEDES - Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul
CPT - Comissão Pastoral da Terra
ECOA - Ecologia e Ação
Esplar
ETTERN - Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade
Federal do Rio de Janeiro
FASE
FIOCRUZ
Fórum Carajás
Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará
Fórum do Vale do Jequitinhonha
IBASE
Instituto Terramar
Jubileu Sul Global
Kanindé
MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento de Mulheres Camponesas
Movimento dos Sem Terra
Movimento pelas Serras e Águas de Minas
Movimento Reage São Luís
NINJA - Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental da Universidade Federal de São João del Rei
Núcleo Amigos da Terra
Núcleo TRAMAS - Universidade Federal do Ceará
ONG Visão Mundial
PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
Povo indígena Anacé
REBRIP - Rede Brasileira pela Integração dos Povos

Declaração Final do
Jubileo Sur/Américas
www.jubileosuramericas.org
+5411 4307 1867
Piedras 730. Cap.Fed - Argentina
skype: jubileosur_americas

Brasil: mega projeto turístico ameaça os índios Tremembé

Prezadas Amigas e Amigos das florestas,

O território e a existência de mais de 200 famílias dos Tremembé, no Ceará, estão em perigo. A empresa espanhola Afirma quer fazer nos 3100 hectares dos Tremembé, no Município de Itapipoca, a NOVA ATLÁNTIDA: um projeto do maior complexo turístico residencial do mundo. É planejado cerca de trinta hotéis de luxo, zonas residenciais de alto padrão e sete campos de golf. Este projeto, além de destruir a vida tradicional destas famílias indígenas, também vai distruir uma natureza excepcional com mangues, dunas, florestas tropicais, lagoas e rios.

Só a demarcação e a homologação desta terra indígena pela FUNAI e pelo Presidente Lula pode evitar este mega-projeto NOVA ATLÁNTIDA que irá destruir a biodiversidade e ferir os direitos humanos. Por favor, ajude os Tremembé. Assine a carta com o pedido de Demarcação Urgente.

http//www.salveaselva.org

Obrigado


Guadalupe Rodríguez
Salva la Selva

www.salvalaselva.org
Tel.: +49 (0)30- 51736879
Email: guadalupe@regenwald.org
Berlin

quarta-feira, abril 01, 2009

Declaracion de la Alianza Social Continental ante la reunion del G 20

La actual crisis económica internacional ha significado en primer lugar la bancarrota de la ideología neoliberal. Es preciso decir que el epicentro del terremoto financiero no estuvo en los llamados países en desarrollo sino en los países más poderosos que impusieron durante todos estos años las terapias de choque al resto del mundo con el argumento de estabilizar la economía. Justamente ha sido el ilegítimo G8 formado por las mayores economías del planeta, que comandó con el auxilio de las instituciones financieras multilaterales y la OMC esta tragedia anunciada. Son estos los médicos que resultaron los peores enfermos, y si nunca tuvieron legitimidad para comandar el mundo, han perdido ahora toda autoridad para imponer sus recetas. La ideología del fin de la historia enfrenta su propio fin.

Los portavoces de la campaña mundial por el empequeñecimiento de los estados han sido sustituidos rápidamente por gigantes intervenciones económicas de los estados para rescatar bancos y empresas, cuyos precios en las Bolsas de Valores se han empequeñecido al extremo. Los grandes bancos de inversión, y muchas de las poderosas transnacionales como GM, Chrysler y otras gigantes acuden como falsas ovejas buscando la ayuda del estado.

A pesar del cataclismo, quienes condujeron hasta él insisten en evitar los cambios necesarios para darle una salida a la crisis que no perjudique a millones de personas y procuran encontrar caminos para que los poderosos sean rescatados a costa de los trabajadores y de la gente común.

A pesar de la indignación popular que crece a cada día en los países centrales, estos dueños de la verdad pretenden en el mayor fingimiento, mantener las operaciones de “rescate” y las mismas recetas que condujeron a la crisis sin precedentes que vivimos.

Encontrar una salida favorable a los pueblos exige ir a la raíz de la crisis que es la imposición de la maximización del lucro de los grandes inversionistas como principio motor de la economía y de la sociedad.

El proceso de liberalización del comercio y las inversiones significó el desmonte de los pocos elementos de regulación que fueron construidos en el marco internacional después de la Segunda Guerra Mundial, creando realmente un mercado mundial sin restricciones ni obstáculos para el capital, con aumentos en la concentración de ganancias en escala verdaderamente internacional. Y son justamente el comercio y las inversiones liberalizadas los vectores globales de la crisis bancaria que se expande a cada día para el conjunto de los países del mundo capitalista.

Y esa brutal acumulación ha sido realizada en un mundo que fue colocando en competición a todos los trabajadores y trabajadoras entre sí, al mismo tiempo en que no les permite el acceso a esa producción ampliada, a pesar del derrame de crédito barato.

Por eso a la hora de las soluciones conservadoras se habla en mantener y ampliar el crédito y en regulación de los mercados para que el capital ficticio no pueda continuar el estilo laissez faire que lo llevó a su propia ruina.

Sin embargo, esta crisis se da en un marco muy diferente de crisis civilizatoria. El crecimiento ilimitado de la producción está cuestionado de forma contundente.

El actual modelo de desarrollo que persiste en el centro y la periferia del sistema y los patrones de consumo especialmente de los países ricos pero también de sectores y grupos del Sur, se han evidenciado completamente insustentables.

Por estos motivos la Alianza Social Continental denuncia públicamente el carácter ilegitimo, antidemocrático y sin transparencia de este G20, que continua la lógica del G8 aún cuando se le sumen algunos miembros del Sur.

Los movimientos sociales nos pronunciamos por:

  1. el rechazo al principio de la liberalización progresiva del comercio y las inversiones.


  2. la reformulación de las reglas y principios del comercio internacional y de las inversiones de forma a permitir el desarrollo sustentable y con equidad social de todos los países.


  3. el fortalecimiento de mecanismos de gobernabilidad global transparentes y democráticos que permitan la convivencia internacional armoniosa y sustentable de los pueblos del mundo.


  4. la garantía social plena de los derechos fundamentales a la alimentación, el agua, la vivienda, la salud, la educación, la cultura y el ambiente sano, por encima de cualquier derecho de los inversionistas y sin estar sometidos al ánimo de lucro.


  5. la extensión de la propiedad y la intervención económica públicas para garantizar estos derechos, así como también los beneficios comunes de la producción y servicios estratégicos como la energía, los bancos y las comunicaciones.

Finalmente, en el continente americano y América Latina en particular, sus movimientos y organizaciones sociales, que han enfrentado en los últimos años con bastantes éxitos al libre comercio y la globalización neoliberal, asumimos el desafío de construir la integración regional como respuesta estratégica a la crisis que también afecta a la región.

La integración regional, más que una posibilidad, aparece hoy como una alternativa viable para que los países de la región superen la crisis económica global a través de la creación de lazos económicos dinámicos y solidarios entre ellos y caminen hacia un nuevo modelo de desarrollo, más sustentable y justo que el que hasta hoy fue delineado en nuestros países.

La Integración regional desde los pueblos de la región ofrece mayores oportunidades para nuestros países, pues puede sobreponer el principio de la solidaridad al de la competencia salvaje y el libre mercado, que como sabemos, y bien lo ha demostrado esta crisis, ni lleva al equilibrio ni apunta a la justicia, como pretenden algunos teóricos. Esta integración deberá estar fundada en los principios de la complementariedad y solidaridad, y enfocada al alcance de sociedades más justas y equitativas económica y socialmente, donde el buen vivir de hombres y mujeres, sea el objetivo supremo.

La Alianza Social Continental apoya las movilizaciones que se desarrollan en todo el mundo entre el 28 de marzo y el 4 de abril frente a la reunión del G20.

--
--
...........|""""""""""""""""""""""""""""|\|_
...........|........*VENCEREMOS*....|||"|""\___
...........|____________________|||_|___|)
...........!(@)'(@)""""*********!(@)(@)*****!(@)
--~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~

¡CON LA RAZON Y LA FUERZA!
¡PATRIA, SOCIALISMO O MUERTE!
¡VENCEREMOS!


Jacobo Torres de León
Coordinador Político Internacional
FUERZA SOCIALISTA BOLIVARIANA DE TRABAJADORES Y TRABAJADORAS
¡AHORA CON LA ENMIENDA EN MANOS DEL PUEBLO!
¡SI AL SOCIALISMO!