Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Porto: 28 de Fevereiro, é dia de mostrar solidariedade
Olá!
Sábado, 28 de Fevereiro, é dia de mostrar solidariedade. Com os putos que a polícia mata por terem a cor e o saldo bancário errados. Contra liberdade de expressão transformada em processo-crime. Com as vítimas pedonais da violência policial. Com os utentes criminalizados por se manifestarem. Contra o julgamento plenário de quem se atreve a protestar lado a lado com as minorias.
Na praça do Marquês, no Porto, se não chover muito, vai haver festa. Quer-se animação e informação: música, conversas, bancas, flyers, faixas, comida, teatradas, palhaçadas, jogos. A CasaViva vai estar por lá a animar meia dúzia de coisas. Mas só vai ter piada e importância se apareceres também, principalmente se trouxeres a tua cena para juntar à festa.
Para aguçar o apetite a não ficar quieto nem calado, segue texto do flyer que irei distribuir. A festa começa às 11h00.
Até lá.
Um abraço
CasaViva
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Mordamos-lhes os calcanhares!
A 6 de Dezembro de 2008, em Atenas, Grécia, um agente da autoridade baleou mortalmente um puto de 15 anos. Alegou auto-defesa. A 20 de Dezembro, como resposta ao apelo duma universidade da capital helénica, colocamos, na fachada da CasaViva, o nº. 167 da Praça da Marquês, uma faixa a dizer "o estado criminaliza, a imprensa aponta, a bófia dispara! Hoje Grécia, amanhã...". Alegamos solidariedade e repúdio pela violência policial.
No dia 4 de Janeiro deste ano, à noite, um agente da portuguesa PSP matou, na Amadora, também a tiro, um outro puto, este de 14 anos. Alegou que disparou a dois metros em auto-defesa. A primeira alegação parece ter sido desmentida pelas peritagens e, também por isso, são-nos permitidas sérias dúvidas sobre a credibilidade da segunda, levantadas já, aliás, pelos comentários feitos por quem conhecia a vítima do disparo policial.
No dia seguinte, 5 de Janeiro, pelas 15h00, a mesma PSP, que não os mesmos agentes, retirou a faixa do 167 da Praça do Marquês, no Porto. Alegou que incitava à violência. Talvez tenham julgado que o seu colega da Falagueira, o tal que disparou a matar sobre o tal puto de 14 anos, considerou a faixa como uma inspiração e que, depois de ver o Estado a fazer leis que protegem os privilegiados e que criminalizam a pobreza, depois de ver as televisões a apontarem, não aos que têm de mais, mas aos que nada têm,acabou por ver na faixa a luz que iluminava o caminho a seguir.
Não nos parece. Acreditamos, antes, que, por azar, a faixa acabou por se revelar premonitória e colocou o dedo na ferida. Na Grécia, está, ainda neste momento, a acontecer uma revolta popular que junta estudantes, jovens com contratos e vidas precárias, trabalhadores explorados e cidadãos que, por serem doutro país, são considerados de segunda. Nas ruas, nos locais de trabalho e nas escolas, há milhares de pessoas que dizem Basta! a um sistema que se baseia no dinheiro, no lucro e na propriedade e tentam inventar novas formas de organização que lembrem sempre que, no topo das prioridades, têm que estar as pessoas e o planeta que lhes permite viver. No entanto, os jornais e as tvs, que, não por acaso, são propriedade dos mesmos que a revolta grega contesta, limitaram-se a passar notícias e imagens de motins, remetidas para a prateleira da "violência sem justificação".
Enquanto assim foi, o Estado podia permitir-se respeitar o direito à livre expressão. Até que as coisas descambaram assim que surgiu uma situação em que essa liberdade podia levar alguém a efectivamente pensar e pôr em causa esta merda de mundo em que se diz que todos nascem iguais, quando, na realidade, a maioria vem ao mundo condenada à mais abjecta miséria, para que alguns possam nadar no meio da mais pornográfica opulência.
Os poderosos, nome genérico com que pretendemos representar todos os que são responsáveis e beneficiários da organização económica e social da humanidade, sabem que o seu modelo, ao levar tão longe a exploração, está prestes a atingir um ponto de ruptura. E percebem que, depois de séculos de espezinhamento, uma grande parte da população não é mais do que vapor de água numa panela de pressão. Na tentativa desesperada de conter as águas e manter tudo como está, acham que já não chega manipular as opiniões, através do controlo dos meios de comunicação. É preciso cortar pela raiz qualquer tentativa não institucional de dissidência e resistência.
Este início de 2009, com uma carga repressiva pouco habitual, é sintomático. Para além dos episódios já referidos do assassinato na Falagueira, Amadora, e da censura da faixa na CasaViva, há ainda a acrescentar, pelo menos, mais dois no Porto e um terceiro em Almada.
O primeiro, o julgamento de pessoas envolvidas numa manifestação contra a alteração das carreiras e dos horários dos autocarros da STCP. Quando não se consegue criminalizar o acto de protestar, arranjam-se esquemas para criminalizar as pessoas, alegando-se que a licença para protestar não foi pedida em tempo útil. Demonstrando como, nesta democracia, protestar contra uma decisão da administração da STCP que não tem em conta os utilizadores dos transportes é menos legítimo do que essa própria decisão.
O segundo, a transferência do julgamento de activistas pelos direitos dos migrantes para um tribunal potencialmente mais "duro", fazendo com que a moldura penal possa ir de 2 a 8 anos de cadeia. Isto, lembremos, por terem decidido que foram os actuais arguidos os responsáveis por um panfleto onde se denunciava a atitude racista do então director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras do Porto. Demonstrando que, nesta democracia, uma denúncia sobre práticas racistas é menos legítima do que essas próprias práticas.
Por fim, quando alguns almadenses decidiram sair para a rua a exigir que um determinado espaço pedonal fosse efectivamente respeitado como tal, a polícia, sem ter havido qualquer tipo de provocação, começou a carregar indiscriminadamente, ferindo pessoas, ameaçando outras, pondo-as em perigo a todas. Demonstrando, enfim, que, nesta democracia, a polícia se parece muito com a de outros tempos, a polícia é quem mais ordena.
A liberdade de expressão, tal como todas as outras liberdades, só é respeitada desde que não ponha em causa a paz dos poderosos, em que andamos todos a tentar comer-nos uns aos outros para ver quem apanha mais migalhas da refeição dos gajos lá de cima. Nesta altura em que até as migalhas já são poucas, está na hora de lhes mordermos os calcanhares, para que percebam que a refeição não é só deles e é para ser bem dividida de forma a dar para todos. Vão mandar a polícia impedir-te de os ferrares. Insiste! Se se sentirem apertados, pode ser que até te ofereçam da sopa. Mas, ainda assim, não vão querer partilhar o conduto. Há que lutar até que o tomemos! Para todos!
casa-viva.blogspot.com
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Semana de Acción Global en Defensa del Agua
14 al 22 de marzo, 2009
Como parte de la llamada al movimiento global del agua a movilizarse contra el Foro Mundial del Agua, nos comprometemos a movilizarnos en la Semana de Acción Global en Defensa del Agua. La semana de acción global del agua sirve como una plataforma común para los movimientos, organizaciones, activistas y ciudadan@s, representantes electos y gobiernos comprometidos con que todas las comunidades tengan acceso a agua segura y asequible para usos domésticos, agrícolas, recreativos y culturales de forma equitativa, sustentable y democrática. Estas acciones apoyarán las actividades que están siendo planeadas por grupos en Turquía para confrontar al 5to Foro Mundial del Agua.
Invitamos a movimientos, organizaciones y ciudadan@s alrededor del mundo a generar acciones en sus propios países que reflejen sus propias luchas y posibilidades. Pueden ser seminarios o foros acerca de sus luchas, movilizaciones o acciones simbólicas, un concierto o conferencia de prensa, etc. Todas las acciones relacionadas con nuestros objetivos compartidos en defensa del agua son bienvenidas desde acciones pequeñas hasta grandes movilizaciones.
Invitamos a que compartan la información de sus planes yendo a www.peopleswaterforum.org, luego darle click en “add an event”, y escriban los detalles de sus acciones. También nos pueden enviar un pequeño párrafo delineando lo planeado (incluyendo fecha y lugar), detalles de contacto, país y organización. Esta información se puede enviar a claucampero@yahoo.com.
Esta semana incluye fechas especiales:
14 de marzo: El Día Internacional de Acción contra de las Represas y por los Ríoshttp://www.internationalrivers.org/en/day-of-action
Una vez más l@s invitamos a visitar www.peopleswaterforum.org para encontrar más información de cómo apoyar este esfuerzo. Junto con ustedes podemos construir una verdadera semana global por la defensa del agua.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Plataforma Abstencionista no Porto
Reunião da Plataforma Abstencionista no Porto
20 Fevereiro (sexta-feira) - 18h30 (mesmo, que há gente que precisa de ir embora cedinho)CasaViva
Praça Marquês de Pombal, 167
(traz comida - pronta a comer ou aquecer - para partilhar)
Ordem de trabalhos (para já)
- Conferência de imprensa - Data e moldes
- Próximos passos (bancas, animação de discussões, que mais?)
- Decidir cartazes e flyers
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Palestina: La izquierda y el appoyo a la resistencia
Nadine Rosa-Rosso
Intervención en el Foro Internacional de Beirut para la resistencia, el antiimperialismo, la solidaridad de los pueblos y las alternativas, el 17 de enero de 2009. (Traducción : Thierry Deronne)
La pregunta clave de este foro es el apoyo a las resistencias al imperialismo en todas partes del mundo. Como militante comunista belga, independiente, quisiera abordar el problema de la posición de la izquierda europea ante este tema.
Las manifestaciones masivas en las capitales y en las grandes ciudades de Europa en apoyo al pueblo de Gaza han puesto de relieve otra vez el problema central: la gran mayoría de la izquierda, incluyendo a los comunistas, acepta apoyar al pueblo de Gaza ante la agresión israelí pero se niega a apoyar sus expresiones políticas como son Hamas en Palestina o Hezbollah en el Líbano. No solamente la izquierda no las apoya sino que las denuncia y las enfrenta. Su apoyo al pueblo de Gaza se sitúa en el plan humanitario y no en el plan político. En cuanto a Hamas y a Hezbollah, la principal preocupación de la izquierda es el apoyo de las masas árabes a estas formaciones y no la intención deliberada y altamente proclamada de Israel de aniquilarlas. En el plan político podemos afirmar sin exagerar que el deseo (más o menos confesado) de la izquierda se ubica en la misma línea que la del gobierno israelí: liquidar el apoyo popular a Hamas o a Hezbollah. Este asunto no solamente se debate en Medio Oriente sino en el seno de las capitales europeas ya que la gran masa de los manifestantes de Bruselas, Londres o París la constituye poblaciones provenientes de la inmigración magrebina.
Las reacciones de la izquierda ante estas manifestaciones son todo un síntoma. Les citaré tan solo algunas, si bien son decenas los ejemplos. El sitio de Res Publica, en Francia, titulaba así después de la gran manifestación parisina del 3 de enero : «¡Nos negamos a ser engañados por los islamistas del Hamas, del Jihad islamista y del Hezbollah!». «Algunos militantes de izquierda o de ultraizquierda (quienes movilizaron a muy poca gente) se encontraron literalmente ahogados por una muchedumbre cuyas opiniones están en las antípodas de lo que encarna el movimiento republicano francés y de lo que pregona la izquierda del siglo XXI. Más del 90% de los manifestantes defendían una visión del mundo integrista, comunitarista, fundada en la guerra de civilizaciones, antilaica, anti-republicana, y han pregonado un relativismo cultural del cual ya conocemos todas las derivas nefastas, incluyendo en Inglaterra».
Res Publica no es marxista ni tampoco comunista pero buscaríamos en vano en los sitios marxistas una sola palabra positiva sobre Hamas. Encontraremos afirmaciones tales como «Sea lo que uno pueda pensar sobre Hamas, hay algo indiscutible: la población lo eligió democráticamente para dirigir Gaza en elecciones que se desarrollaron bajo control internacional (1).» Y cuando uno busca más lejos sobre «lo que se puede pensar de Hamas», encontramos tanto en el sitio del Partido Comunista Francés como del Partido del Trabajo de Bélgica un artículo titulado «Cómo Israel puso Hamas en el poder». Nos explican que Hamas fue apoyado por Israel, los EEUU y la Unión Europea, punto y raya. Subrayo que este artículo fue puesto en línea el 2 de enero al cabo de una semana de bombardeos de Israel intensivos y en vísperas de una ofensiva terrestre cuyo objetivo proclamado era la destrucción de Hamas.
Vuelvo sobre la cita de Res Publica ya que resume bastante bien la actitud general de la izquierda no solo en relación con la resistencia palestina sino también con las masas árabes musulmanes en Europa.
Lo más interesante de esta cita se encuentra en el paréntesis: la izquierda y la ultraizquierda (que movilizaron a muy poca gente). Podríamos esperar, tras tal confesión, un balance algo autocrítico de esta ausencia de movilización en plena masacre del pueblo palestino.
Pero no, toda la carga se dirige contra la masa de los manifestantes (90%) a quienes se les reclama por llevar a cabo la «guerra de civilizaciones».
En todas las manifestaciones en las cuales participé en Bruselas, pedí a los manifestantes que me tradujeran los lemas en árabe y lo hicieron cada vez con gusto. Escuché mucho apoyo a la resistencia palestina y mucha denuncia a los gobiernos árabes, en particular al gobierno del presidente egipcio Mubarak, a los crímenes de Israel, al silencio ensordecedor de la comunidad internacional o a la complicidad de la Unión Europea. A mi juicio son lemas perfectamente apropiados a la situación. Pero a lo mejor algunos solo escuchan «Allahu aqbar !» y se forjan su opinión en base a este solo elemento.
El hecho mismo de que los lemas sean gritados en árabe basta a veces para enfadar a la izquierda. Así el comité organizador de la manifestación del 11 de enero estaba preocupado por los idiomas que se fueran a usar. ¡Pero no se podría simplemente difundir las traducciones de estos lemas ¿Seria un posible primer paso en la comprensión mutua. Cuado marchábamos e 1973 contra el golpe militar pro-norteamericano de Pinochet en Chile, nadie se habría preocupado por decir a los manifestantes latinoamericanos “Griten en francés por favor¡” Para llevar a cabo ese combate habíamos aprendido algunos lemas en castellano y aquello no chocaba a nadie.
El problema si está dentro del paréntesis : ¿por qué la izquierda y la ultraizquierda movilizan a tan poca gente? O para ser más claro ¿será la izquierda y la ultraizquierda aún capaces de movilizar sobre estos temas?
El problema ya era obvio cuado se produjo la invasión israelí del Líbano en el verano 2006. Me gustaría citar a un israelí antisionista quien encontró un refugio en Londres, el músico de jazz Gilad Atzmon quien ya decía a seis meses de la invasión : «Desde bastante tiempo queda claro que la ideología de izquierda se debate desesperadamente para encontrar su vía en medio de la batalla que emerge entre Occidente y Medio Oriente. Los parámetros de lo que se suele llamar el "choque de civilizaciones" están tan claramente instalados que el militante de izquierda “racional” y “ateo” se ve condenado sin lugar a dudas a encontrarse más cercano a Donald Rumsfeld que a un religioso musulmán».
Sería difícil plantear el problema con mayor claridad.
Entre los parámetros quisiera considerar brevemente dos que paraliza literalmente a la izquierda en su apoyo a la resistencia palestina, libanesa y más generalmente árabe y/o musulmana: la religión y el terrorismo.
La izquierda y la religión
Aterrada por los sentimientos religiosos presentes entre las masas populares provenientes de la inmigración, la izquierda, marxista o no, cita a menudo la frase famosa de Marx «La religión es el opio del pueblo». Piensa así agotar el tema. Procede a someter al pueblo a una seria cura de desintoxicación y ello antes de cualquier otra cosa. Voy a leerles la cita de Marx quien llega a esa conclusión y si cito a Marx no es para esconderme detrás de su autoridad sagrada sino porque espero poder llevar al menos a los que lo reinvidican a reflexionar.
«La religión es la teoría general de este mundo, (..) su lógica bajo la forma popular, su punto de honor espiritualista, su entusiasmo, su sanción moral, su comportamiento solemne, su razón general de consuelo y de justificación (…) La miseria religiosa es a la vez la expresión de la miseria real y por otra parte la protesta contra esa miseria. La religión es el suspiro del ser afligido, el corazón de un hombre sin corazón como es el espíritu de los tiempos desprovistos de espíritu. Es el opio del pueblo … ».
Siempre fui atea y lo sigo siendo pero no me asombra para nada el auge de los sentimientos religiosos entre los pueblos. En el mundo de hoy, a la mayoría de los políticos, incluyendo a los de izquierda, les gusta proclamar su impotencia: nada pueden en contra de la superioridad militar de los EEUU, no pueden nada, o cuasi nada, contra las especulaciones financieras o la lógica de la ganancia que arruinan, reduce al hambre y matan a millardo de seres humanos e este planeta. Todo aquello es «la mano invisible del mercado». Pero cual será la diferencia entre una «mano invisible» y «la intervención divina»? La única diferencia está en que la teoría de la «mano invisible» desarma totalmente las masas en su sed de justicia social y económica y que la «intervención divina» parece a menudo ayudarlos a aguantar y a resistir. Nos guste o no, no es escupiendo a los millardos de seres humanos que vamos a acercarnos a ellos.
La izquierda hace exactamente lo mismo que lo que critica a los islamistas: no analiza la situación sino en términos religiosos. Se niega a escuchar a los discursos religiosos como «una presta contra la miseria». Y podríamos añadir hoy en día contra el imperialismo, el colonialismo y el neo-colonialismo. Y con este rechazo se corta totalmente de una inmensa parte de las masas populares. Y no puedo decir mejor que Gilad Atzmon cuando afirma «En lugar de imponer nuestras creencias a los demás deberíamos mejor aprender a entender en que creen los demás.» Porque si seguimos negándonos a aprender a entender pasaremos el resto de nuestras vidas lamentándonos sobre los sentimientos religiosos de las masas en lugar de juntarnos a ellas en su lucha por la paz, la independencia y la justicia social y económica.
Hablando de la religión es importante añadir que la suerte reservada a la religión musulmana es muy diferente de la que se reserva, aun por la izquierda, a la religión cristiana.. Nunca he percibido ninguna reticencia de parte de la izquierda para solidarizarse con los obispos latinoamericanos de la teología de la liberación en la lucha contra el imperialismo yankee en los años 70 o con el catolicismo declarado de la resistencia irlandesa en lucha contra el imperialismo británico. Nuca escuché a la izquierda criticar a Martin Luther King por sus referencias al evangelio que fueron una poderosa palanca para movilizar a las masas de trabajadores norteamericanos privados de todos los derechos políticos, económicos y sociales en los EEUU de los años sesenta. La diferencia de tratamiento, la desconfianza sistemática hacia los musulmanes, todos sospechados, sin distinción, de querer imponernos la Sharia, no se puede explicar sino por la impronta indeleble del colonialismo en nuestras conciencias. Nunca olvidemos que los comunistas, como los del Partido Comunista Belga, llegaron a valorar los méritos de la colonización comportados con entusiasmo por los misioneros cristianos. Así en 1948, al salir de una resistencia heroica de los partidos comunistas contra el ocupante nazi, podíamos leer en el programa del Partido Comunista de Bélgica para Congo :
a) Realización de una entidad única Bélgica-Congo ;
b) Desarrollo de los intercambios con la colonia y valoración de sus recursos nacionales ;
c) Nacionalización de las riquezas y de los trusts empresarios en Congo ;
d) Desarrollo del colonato blanco, del campesinado y de la artesanía negros ;
e) Extensión progresiva a las poblaciones negras de los derechos y de las libertades democráticas ;
Fue esta clase de educación política de los trabajadores que llevó a la cuasi total ausencia de reacción ante el asesinato de Patrice Lumumba y de Pierre Mulele, como de decenas de dirigentes y militantes africanos antiimperialistas. Pues nuestra “civilización cristiana” es algo civilizada, no es así ? Y no podemos extender los derechos y libertades democráticas a las masas del tercer mudo sino de forma «progresiva», ya que son demasiado bárbaras para hacer un buen uso de ellas.
Es exactamente este tipo de razonamiento político colonial que hace que la izquierda se muerda los dedos hoy en día por haber apoyado unas elecciones democráticas en Palestina. qué lástima. Debió ser más «progresivo» ya que la mayoría votó a favor de Hamas. Peor aún, la izquierda critica a Occidente por haber «forzado la mano de la OLP para organizar elecciones legislativas en 2006 cuado todo indicaba que Hamas iba a triunfar». Es lo que podemos leer hoy en el sitio del Partido Comunista Francés y del Partido del Trabajo de Bélgica.
Si dejáramos de focalizarnos sobre las convicciones religiosas podríamos quizás «aprender a entender» porque las masas árabes y musulmanas que marchan hoy en día gritan «cero» a un dirigente árabe y musulmán como Mubarak y vitorea el nombre de Chávez, un dirigente latinoamericano y cristiano. No será que la lectura que expresan esas masas no es, en primer lugar, la religión sino la posición ante el imperialismo norteamericano y sionista ?
¡Y si la izquierda planteaba radicalmente el problema en esos términos, no podría volver a encontrar algo del apoyo popular que hizo su fuerza?
La izquierda y el terrorismo
La segunda causa mayor de parálisis de la izquierda en el combate antiimperialista es la angustia ante la idea de ser asimilada al terrorismo.
El presidente de la Cámara de representantes alemana, Walter Momper, dirigente de la fracción de los verdes, Franziska Eichstädt-Bohlig, un jefe del Linke, Klaus Lederer, y otros más marcharon en Berlín en apoyo a Israel bajo el lema «Alto al terror del Hamas». Hay que saber que la formación alemana de izquierda Die Linke es considerada por muchos como una alternativa creíble y novedosa para la izquierda.
Toda la historia de la colonización y de la descolonización es una historia de tierras robadas por la fuerza militar y reconquistadas por la fuerza. De Argelia a Vietnam, de Cuba a Sudáfrica, de Congo a Palestina, ninguna potencia colonizadora renunció a través de la negociación o del diálogo político a su dominación. Este es también el sentido que Gilad Atzmon acaba de dar la semana pasada a los disparos de cohetes de Hamas : «Esta semana supimos algo mas sobre el arsenal balístico de Hamas. Es obvio que Hamas ha demostrado cierta moderación en relación a Israel desde hace mucho tiempo. Hamas se abstuvo de extender el conflicto al conjunto del Sur de Israel. Me vino a la mente que los vuelos de cohetes que se abatieron esporádicamente sobre Sderot y Ashkelon no eran en realidad nada sino un mensaje de los palestinos encarcelados. Era primero un mensaje a la tierra, a los campos y a los vergeles robados: ’Nuestra tierra adorada, no te hemos olvidado, seguimos combatiendo por ti, volveremos lo antes posible, retornaremos en el punto donde nos detuvimos». Lo que puede entender un judío nacido en el suelo de Israel permanece incomprensible y en todo caso indefendible para la izquierda europea: la necesidad y el derecho de los pueblos a recuperar por la fuerza lo que les fue quitado por la fuerza..
Porque desde el 11 de septiembre 2001, todo uso de la fuerza en la lucha anticolonial y antiimperialista entra en la categoría del «terrorismo» ; ya no cabe la duda al respecto.
habría que recordar que Hamas fue colocado por los EEUU en la lista de las organizaciones terroristas mucho antes del 11 de septiembre. Fue en 1995. En enero 1995 los EEUU elaboraron la «Specially designated terrorist List (SDT)» en la cual se volvía a encontrar prácticamente a todos los movimientos, partidos y organizaciones del tercer mundo que recurrieron a la lucha armada contra el imperialismo. Pero fue sobre todo después del 11 de septiembre, y con el lanzamiento de la «global war on terror (GWAT)», la guerra global contra el terrorismo, de la administración Bush que la capitulación de gran parte de la izquierda empezó. El temor de ser catalogado entre los terroristas o de ser considerado como simpatizantes del mismo ya no es solamente política o ideológica, también es práctica. La directiva de la Unión europea sobre la lucha contra las organizaciones terroristas fue traducida en la mayoría de las legislaciones nacionales por un «cortar-pegar» que permite a los tribunales perseguir a un número de militantes sospechados de apoyar el terrorismo. En Londres, militantes que vendían folletines incluyendo un análisis marxista de Hamas fueron detenidos y sus publicaciones decomisadas. En otros términos, informarse o informar a los demás sobre el programa político o las actividades de Hamas o de Hezbollah se vuelve una empresa ilegal.
Cada uno se ve pues invitado, para vivir en paz, a tomar sus distancias como mínimo y si es posible a condenar sin reservas estas formaciones políticas. En estas condiciones se ve mal como la lucha política entre la izquierda y estas corrientes podría llevarse de forma sana.
Tengo `pues una propuesta muy concreta que hacer: tenemos que lanzar un llamado para sacar a Hamas de la lista de las organizaciones terroristas. Tenemos que oponernos a los actuales intentos europeos de añadir Hezbollah a la lista. Es lo menos que podemos hacer si pretendemos apoyar la resistencia palestina, libanesa y árabe. Es la condición democrática mínima para que un apoyo a la resistencia sea posible y que una confrontación de las corrientes políticas diferentes en el seno de la resistencia al imperialismo se vuelva posible. Es la condición política indispensable para que la izquierda tenga la oportunidad mínima de hacerse escuchar por las masas en lucha contra el imperialismo.
Tengo plena conciencia de que mis convicciones políticas son minoritarias en la izquierda y en particular entre los comunistas europeos. Esto me preocupa profundamente, no tanto por mi propia suerte, pues no soy sino una militante entre otras, sino por el porvenir del ideal comunista que significa abolir la explotación del hombre por el hombre, y desde luego, ineluctablemente, la abolición de la opresión imperialista, colonialista y neo-colonialista.
Nadine Rosa-Rosso
domingo, fevereiro 15, 2009
E.U.A.: Activistas de derechos humanos sentenciados a prisión
Un juez federal en Estados Unidos halla culpables a 6 miembros de los Observadores de la Escuela de las Américas (SOA Watch, en ingles) por protestar contra la Escuela de las Américas. Los activistas fueron apresados en noviembre pasado luego de ingresar al Fuerte Benning como signo de protesta y para pedir que se cierre este nefasto instituto militar.
El lunes, 26 de enero 2009, seis activistas de derechos humanos comparecieron ante el Magistrado estadounidense G. Mallon Faircloth, en un tribunal federal de Columbus, Georgia. Los "6 SOAW" fueron encontrados culpables y sentenciados por entrar en la base militar de Fort Benning, mientras protestaban contra la Escuela de las Américas. Dicha Escuela, conocida ahora como el Instituto del Hemisferio Occidental para la Cooperación de la Seguridad (Western Hemisphere Institute for Security Cooperative- WHINSEC), es una escuela controversial del ejército de EEUU que entrena a soldados latinamericanos.
Los seis acusados participaban junto a decenas de miles de personas en las protestas del 22 y el 23 de noviembre 2008, ante las rejas de Fort Benning, en Columbus, Georgia, para exigir un viraje en la política exterior Estados Unidos-América Latina, y el cierre definitivo de la Escuela de las Américas (SOA/WHINSEC).
El grupo pasó pacíficamente por la entrada de Fort Benning, sede de la escuela, mientras miles de manifestantes realizaban una vigilia frente a sus puertas, en memoria a las personas asesinadas a manos de egresados de esta institución.
La SOA/WHINSEC, una instalación dedicada a entrenar personal militar y policial latinoamericano, y ubicada en Fort Benning, Georgia, ocupó los titulares de la prensa en 1996, cuando el Pentágono divulgó manuales de la Escuela que promovían el empleo de la tortura, la extorsión y las ejecuciones extrajudiciales.
A pesar de la combativa campaña internacional y todos los esfuerzos que lleva a cabo SOA/WHINSEC, el apoyo al instituto continúa disminuyendo. En vista de que más de 35 representantes del Congreso, que votaron por seguir financiando SOA/WHINSEC, en noviembre 2008, han perdido su escaño, los defensores de derechos humanos tienen en mira continuar presionando al nuevo Congreso para que éste haga cerrar la Escuela definitivamente en 2009. La última votación para retirarle los fondos a SOA/WHINSEC, que tuvo lugar en 2007, perdió por sólo un margen de seis votos.
Los acusados y sus sentencias son los siguientes:
Padre Luis Barrios, 56 años, de North Bergen, New Jersey, sentenciado a dos meses en una prisión federal y a una multa de US$250.
Theresa Cusimano, 40 años, de Denver, Colorado, sentenciada a dos meses en una prisión federal y a una multa de US$500.
Kristin Holm, 21 años, de Chicago, Illinois, sentenciada a dos meses en una prisión federal y una multa de US$250.
Sor Diane Pinchot, OSU, 63 años, de Cleveland, Ohio, sentenciada a dos meses en una prisión federal.
Al Simmons, 64 años, de Richmond, Virginia, sentenciado a dos meses en una prisión federal.
Louis Wolf, 68 años, de Washington, DC, sentenciado a seis meses de arresto domiciliario y a una multa de US$ 1000.
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Puedes solidarizar enviando un saludo a: correo@soaw.org
Puedes apoyar el cierre de la Escuela de las Américas firmando Carta a Obama en www.soawlatina.org
1ª Assembleia MayDay Lisboa 2009
Olá,
o MayDayLisboa 2009 vai arrancar!!
Depois de 2007 e 2008 estamos de volta para juntar todas as vozes que gritam contra a precariedade na vida.
Junta-te à primeira Assembleia:
1.ª Assembleia MayDayLisboa 2009
::: Dia 18 Fev ::: 4.ªf ::: 21h ::: no CEM* :::
* Rua dos Fanqueiros, nº150, 1º andar ::: metro - Rossio
- ver mapa: http://www.c-e-m.org/?page_id=64
--
O precariado rebela-se!!!
maydaylisboa@gmail.com
maydaylisboa.blogspot.com
http://groups.google.com/group/maydaylisboa
Restitución al Pueblo de Haiti ya!!
Comunicado de la PAPDA sobre la decision del Gobierno Federal Suizo de restituir parte (7 millones de francos suizos) de la plata robada por las dictaduras Duvalier al Pueblo de Haiti
Hoy el Gobierno ferderal suizo decidió congelar los 7 milones de francos suisos reclamados por Jean Claude Duvalier y regresar estos fondos al Pueblo de Haïti. Es un paso victorioso en el largo camino de nuestra lucha contra la impunidad.
Es una gran noticia, resultado de varios años de trabajo y de mobilización de organizaciones haitianas, de la red Jubileo Sur Americas, de plataformas de ONGs y de grupos de solidaridad en Francia, en Inglaterra, en Bélgica y en Suiza.
Queremos agardecer a todas las organizaciones y redes que cotribuyeron para esta victoria.
Por supuesto mucho trabajo queda todavia por hacer. La familia de Jean Claude Duvalier tiene 3 semanas para contestar esta decisión.
Recordamos también que mucha plata robada al Pueblo de Haiti por la dictadura de los Duvalier todavia no se ha podido encontrar. Informaciones dejan pensar que todavia quedan activos imporantes en Francia, en Suiza, en Estados Unidos, en la isla de Jersey y en otros paraisos fiscales. Se estima que a la caida de la dictadura en 1986 la familia Duvalier habia robado de las cajas del Estado por lo menos 900 millones de dólares US. Las Naciones habian producido una estimación mucho mas elevada calculada en 2 mil millones. Debemos encontrar los y restituirlos al Pueblo haitiano.
Pensamos que la decision de la confederación helvetica nos anima mas todavia a trabajar para exigir reparaciones y amplios procesos de restitución de las riquezas robadas durante mas de 5 siglos a nuestros Pueblos.
Las organizaciones hatianas, debemos mobilizarnos también para que se haga un uso ejemplar de estos 7 millones de francos. Que esta restitución no se despilfarre y sirva de elemento pedagógico para alimentar la sed de justicia y de reparación del Pueblo haitiano. Sugerimos que esta plata sea utilizada para relanzar el proceso de reforma agraria que constituye una etapa crucial en todo proceso de reconstrucción económica guiado por prinicpios de justicia.
Camille Chalmers
Camille Chalmers
Directeur Exécutif de la PAPDA
Plate-forme haïtienne de Plaidoyer pour un Développement Alternatif (PAPDA)
# 7, Rue Rivière Port-au-Prince Haïti HT6110
Téléphone : 509-22444727 / 22443932 / 22100353
Cell GSM : 509-38371899 / 34463702
E-mail : camille.chalmers@papda.org / camillecha@yahoo.fr
Site Web : www.papda.org
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Política, Ordem, Revolta: debate

«Terrorismo» é actualmente o termo vanguarda de todo um discurso que legitima um processo transnacional de remodelação das funções de Estado – menos sociais e mais securitárias. Do encontro entre o progresso científico, a procura estatal por mecanismos de vigilância, controlo e identificação e uma propaganda que espalha o medo em relação ao próximo, perpetua-se um estado de excepção, em que liberdades, direitos e garantias são colocadas em causa pela mesma entidade responsável pela sua protecção. Simultaneamente, multiplicam-se os sinais de mal-estar social, expressos de uma forma difusa e para além dos limites impostos pela cidadania institucional. É objectivo desta iniciativa reflectir em torno destes temas, traçar o seu percurso de evolução.
Zé dos Bois (Rua da Barroca, 59. Bairro Alto)
Sábado 14
14h30: Autoritarismo e Vigilância: da empresa para a sociedade, com João Bernardo;
16h00: Prevenir a confraternização: história das técnicas para que os soldados não fiquem ao lado do povo, com Diego Palacios Cerezales;
Domingo 15
15h00: A Invenção do Terrorismo.
Debate:
Violência e Estratégia de Tensão em Itália na década de 70, com José Nuno Matos;
Israel/Palestina, com António Louçã;
Conflito basco: um laboratório da repressão ´pós-moderna`, com Rui Pereira
Moderador: Ricardo Noronha
17h30: Plenário – Conclusões Provisórias do fim-de-semana
António Louçã é jornalista e historiador. Entre outros, publicou Conspiradores e traficantes. Portugal no tráfico de armas e de divisas nos anos do nazismo. 1933-1945 (2005)
Diego Palacios é professor na Universidade Complutense de Madrid. Publicou O Poder Caiu na Rua, Crise de Estado e Acções Colectivas na Revolução Portuguesa (2003) e defendeu no ano passado uma tese de doutoramento intitulada Estado, Régimen y Orden Público en el Portugal Contemporáneo 1834-2000.
João Bernardo é autor de várias obras. Recentemente, publicou Labirintos do Fascismo – na Encruzilhada da Ordem e da Revolta (2003). Em 2004 publicou, no Brasil, Democracia Totalitária.
José Nuno Matos é mestrado em Ciência Política pelo ISCSP-UTL. Publicou Acção Sindical e Representatividade.
Ricardo Noronha é investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH (UNL) e encontra-se neste momento a preparar uma tese de doutoramento sobre a nacionalização da banca no contexto da revolução portuguesa de 1974-75.
Rui Pereira é jornalista e, entre outros, publicou Euskadi – A Guerra Desconhecida dos Bascos (2000)
Organização: UNIPOP
Entrada Livre
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Resultados de las distintas asembleas FSM 2009
Aqui un esfuerzo de aglutinar las informaciones acerca de los resultados de las distintas asembleas del FSM 2009 en Belém, Pará, Brasil, Pan-amazônia
http://www.fsm2009amazonia.org.br/programacao/6o-dia/resultados-das-assembleias
¡La union hace la fuerza!
¡Nunca más solos!
TIE-Brasil, Curitiba, 10.02.2009
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Marrocos: Solidaridad con los militantes reprimidos en Sidi Ifni
9 de febrero de 2009
El próximo 12 de febrero va a abrirse ante el Tribunal de Agadir el proceso de Brahim Bara, Hassan Agharbi, Mohamed Ouahadani, Khadija Ziane y 18 otros militantes del movimiento social de Sidi Ifini. Entre ellos, 12 esperan este proceso desde hace más de seis meses en la cárcel sobrepoblada de Inezgane mientras 10 más se encuentran en libertad provisional.
Ahora hay una unanimidad en el Poder, el Parlamento, la prensa o la sociedad civil para reconocer la legitimidad de las reivindicaciones económicas y sociales de los habitantes de Ifni para parar la marginalización acelerada de su región, la degradación continua de los equipamientos colectivos y servicios sociales de la ciudad y llevar soluciones concretas al paro, verdadero azote de la región. No obstante son más de 8 años de movilizaciones continuas y cada vez más determinadas que han sido necesarios para hacer que se escuchen estas reivindicaciones.
Así es que un grupo de desempleados harto de promesas vacías y apoyado por la población de la ciudad había llegado a finales de mayo pasado a bloquear la entrada del puerto para exigir el examen concreto de sus reivindicaciones y propuestas.
La violencia y la salvajada de la represión que se abatió en la ciudad el pasado 7 de junio suscito la indignación y la reprobación de la opinión publica tan nacional como internacional que enseguida manifestó su solidaridad organizando dos caravanas de solidaridad para levantar el estado de sitio y el bloqueo en el cual esta pequeña ciudad se encontró con el dolor de la agresión de los diferentes cuerpos policiales venidos de todo Maruecos que secuestraron a los habitantes y les sometieron a las peores violencias y humillaciones.
Pero en vez de perseguir a los responsables de robos, violencias sexuales, palizas y torturas infligidas por las llamadas fuerzas del orden, son hoy en día 22 representantes del movimiento social de Ifni que están procesados bajo cargas muy graves: constitución y dirección de una banda criminal, insultas a funcionarios, destrucción de instalaciones industriales, obstáculos puestos a la circulación, agrupamiento armado, destrucción de instalaciones del puerto y de la vías de acceso, etc.
El Poder se equivoca pensando poder disociar la necesidad de desarrollo social expresado por la población de Sidi Ifni y su derecho democrático para expresar esa necesidad y la participación ciudadana para construir el porvenir de la región. La administración multiplica las reuniones con los notables locales (que no han hecho nada para sacar a la ciudad y la región de su marginalización) para implementar un plan de acción que supuestamente debería responder a las reivindicaciones consideradas legitimas por los habitantes. Eso mientras del otro lado los representantes reconocidos de estos mismos habitantes, los que llevaron sus propuestas y han sido victimas con tantos otros de la violencias policíacas se encuentran en el banco de los acusados después de haber expiado – sin proceso – largos meses de cárcel en condiciones desastrosas de amontonamiento, falta de higiene y cuidados.
Las mismas condiciones de este proceso así como la larga historia de los procesos políticos en Maruecos hacen dudar de la voluntad del Poder de garantizar la independencia de la Justicia y de llegar a calmar el clima de tensión en la cual la ciudad de Ifni vive desde hace años.
Es por eso que Attac Maruecos que tiene a varios de sus militantes proseguidos en el marco de este proceso llama a todas las organizaciones de juristas, de derechos humanos, de las instancias concernidas por el respeto de la justicia y la democracia, la prensa y todos los contrapoderes a hacer todo lo posible para que este proceso no sea un acto suplementario en la tragedia de la Justicia y que se respete los derechos de los acusados y su defensa a una justicia equitativa.
Mimoun Rahmani
ATTAC/CADTM Maroc
domingo, fevereiro 08, 2009
Seminário internacional A Catástrofe Humanitária em Gaza
SEMINÁRIO INTERNACIONAL
A CATÁSTROFE HUMANITÁRIA EM GAZA
E OS CRESCENTES PERIGOS DA SITUAÇÃO NOS TERRITÓRIOS
PALESTINOS E NA REGIÃO
DEPOIS DA DESTRUIÇÃO SISTEMÁTICA OPERADA POR ISRAEL, COMO SOCORRER OS PALESTINOS?
COMO ASSEGURAR A SUA SOBREVIVÊNCIA ENQUANTO POVO?
COMO GARANTIR O SEU DIREITO A UM FUTURO INDEPENDENTE E EM PAZ?
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009 - das 15 às 20 h
Hotel Holiday Inn Lisboa
Av. António José de Almeida, 28 A
INTERVENÇÕES INTRODUTÓRIAS POR:
MIGUEL URBANO RODRIGUES – Escritor e Jornalista, recém-chegado de Beirute
FRANCISCO ASSIS – Professor Universitário, Deputado ao Parlamento Europeu do Grupo Socialista
SILAS CERQUEIRA – Investigador em Ciências Políticas, Coordenador do MPPM
COMUNICAÇÕES POR:
MICHAEL KINGSLEY – Director Executivo da UNRWA (Agência das Nações Unidas para Apoio aos Refugiados Palestinos no Médio Oriente), em Gaza
PIERRE GALAND – Antigo Senador socialista belga, Presidente do Forum Norte-Sul, da Associação Belga para a Palestina e da Coordenação Europeia para a Palestina (Bruxelas)
ORIENTAM OS TRABALHOS
OS PROFS. ISABEL ALLEGRO MAGALHÃES E MÁRIO RUIVO
ORGANIZAÇÃO: MPPM
INFORMAÇÕES: Telef. 213889076 – Fax 213889136 – Email mppm.palestina@gmail.com
ENTRADA LIVRE
Sugere-se uma contribuição voluntária para as despesas de organização
FSM 2009: Declaração da Assembleia de Movimentos Sociais
Declaração da
Assembleia de Movimentos Sociais
FSM 2009 – Belém
NÃO VAMOS PAGAR A CRISE,
OS RICOS QUE A PAGUEM
Para fazer frente à crise são necessárias alternativas anticapitalistas, anti-racistas, anti-imperialistas, feministas, ecológicas e socialistas.
Os movimentos sociais do mundo reuniram-se por ocasião do 9o FSM em Belém, na Amazónia, onde os povos resistem à usurpação da natureza, dos seus territórios e da sua cultura.
Estamos na América Latina, onde nas últimas décadas se tem dado o reencontro entre os movimentos sociais e os movimentos indígenas que a partir da sua cosmovisão questionam radicalmente o sistema capitalista. Esta região foi nos últimos anos palco de lutas sociais muito radicais, que conduziram ao derrube de governos neoliberais e ao surgimento de governos que têm levado a cabo reformas positivas, como a nacionalização de sectores vitais da economia e reformas constitucionais democráticas.
Neste contexto, os movimentos sociais da América Latina têm agido de forma acertada, apoiando as medidas positivas adoptadas por estes governos, mas mantendo a sua independência e capacidade de crítica em relação a eles. Estas experiências têm servido para reiterar a firme resistência dos povos contra a política dos governos, das grandes empresas e dos banqueiros, que estão a atirar os efeitos desta crise para cima d@s oprimid@s.
Os movimentos sociais à escala planetária enfrentam hoje um desafio de alcance histórico. A crise capitalista internacional que afecta a humanidade expressa-se em vários planos: é uma crise alimentar, financeira, económica, climática, energética, migratória... em suma, civilizacional, e desenvolve-se em simultâneo com a crise da ordem e das estruturas políticas internacionais.
Estamos perante uma crise global provocada pelo capitalismo, e a saída não está dentro deste sistema. Todas as medidas adoptadas para sair da crise apenas procuram socializar as perdas para assegurar a sobrevivência de um sistema baseado na privatização de sectores estratégicos da economia, dos serviços públicos, dos recursos naturais e energéticos, e na mercantilização da vida e na exploração do trabalho e da natureza, assim como na transferência de recursos da periferia para o centro e dos trabalhadores e trabalhadoras para a classe capitalista.
Este sistema rege-se pela exploração, pela competição exacerbada, pela a defesa dos interesses privados individuais em detrimento dos colectivos e pela acumulação frenética de riqueza nas mãos de punhado de abastados. Gera guerras sangrentas, alimenta a xenofobia, o racismo e os extremismos religiosos; agudiza a opressão sobre as mulheres e incrementa a criminalização dos movimentos sociais. No quadro destas crises, os direitos dos povos têm sido sistematicamente negados.
A agressão selvagem do governo israelita contra o povo palestino, violando o direito internacional, constitui um crime de guerra, um crime contra a humanidade e um símbolo desta negação que também atinge outros povos.
Esta vergonhosa impunidade tem de terminar. Os movimentos sociais reafirmam aqui o seu apoio activo à luta do povo palestino, assim como a todas as acções dos povos do mundo contra a opressão.
Para fazer frente a esta crise é necessário ir à raiz dos problemas e avançar o mais rapidamente possível para a construção de uma alternativa radical que erradique o sistema capitalista e a dominação patriarcal.
É necessário construir uma sociedade baseada na satisfação das necessidades sociais e no respeito pelos direitos da natureza, assim como na participação popular num contexto de plenas liberdades políticas. É necessário garantir a vigência de todos os tratados internacionais sobre direitos civis, políticos, sociais e culturais (individuais e colectivos), que são indivisíveis.
Neste sentido temos que lutar, apelando a uma movimentação popular o mais ampla possível, por uma série de medidas urgentes, como:
- A nacionalização da banca sem indemnizações e sob controlo social;
- Redução do horário laboral sem redução de salário;
- Medidas para garantir a soberania alimentar e energética;
- Pôr fim às guerras, retirar as tropas de ocupação e desmantelar as bases militares estrangeiras;
- Reconhecer a soberania e autonomia dos povos, garantindo o direito à autodeterminação;
- Garantir o direito à terra, território, trabalho, educação e saúde para tod@s;
- Democratizar os meios de comunicação e de conhecimento;
- ....
O processo de emancipação social que engloba os projectos ecologista, socialista e feminista do século XXI aspira a libertar a sociedade da dominação exercida pelos capitalistas sobre os grandes meios de produção, comunicação e serviços, apoiando formas de propriedade de interesse social: pequena propriedade territorial familiar, propriedade pública, propriedade cooperativa, propriedade comunal e colectiva...
A alternativa que propomos tem de ser feminista porque é impossível construir uma sociedade assente na justiça social e na igualdade de direitos se metade da humanidade é oprimida e explorada.
Por último, comprometemo-nos a enriquecer o processo de construção de uma sociedade baseada no «bem-estar», reconhecendo o protagonismo e contributo dos povos indígenas.
Os movimentos sociais estão perante uma ocasião histórica para desenvolver iniciativas de emancipação à escala internacional. Só a luta social de massas pode salvar os povos da crise.
Para isso é necessário apostar num trabalho de base de consciencialização e mobilização.
O desafio perante os movimentos sociais é o de atingir uma convergência de mobilizações global à escala planetária e reforçar a nossa capacidade de acção, favorecendo a convergência de todos os movimentos que procuram resistir a todas as formas de opressão e exploração.
Para tal, comprometemo-nos a:
- Promover uma semana de acção global contra o capitalismo e a guerra entre 28 de Março e 4 de Abril de 2009:
- Mobilização contra o G-20 a 28 de Março;
- Mobilização contra a guerra e a crise a 30 de Março;
- Dia de solidariedade com o povo palestiniano exigindo o boicote, desinvestimento e sanções contra Israel, a 30 de Março;
- Mobilização contra a NATO no seu 60o aniversário, a 4 de Abril;
- etc. - Apostar fortemente nas mobilizações que promovemos anualmente:
- 8 de Março: Dia Internacional da Mulher;
- 17 de Abril: Dia Internacional pela Soberania Alimentar;
- 1 de Maio: Dia Internacional d@s trabalhadores e trabalhadoras;
- 12 de Outubro: Mobilização Global de Luta pela Mãe Terra contra a Colonização e a Mercantilização da Vida; - Impulsionar as agendas de resistência contra a cimeira do G-8 na Sardenha, a cimeira climática em Copenhaga, a cimeira das Américas em Trinidad e Tobago...
Vamos responder à crise com soluções radicais e iniciativas emancipatórias.
NOTA: traduzido e cedido por ATTAC Portugal.
sábado, fevereiro 07, 2009
PASSA PALAVRA - um novo jornal online
Gostaria de vos informar que estou a colaborar num novo site:

O Passa Palavra tem um duplo objectivo.
1) Divulgar as lutas sociais, especialmente em Portugal e no Brasil, e tanto quanto possível mobilizar solidariedades para com os que lutam.
2) Servir de quadro a uma reflexão e um debate teórico.
Gostaríamos de contar com a vossa participação - naturalmente em concordância com a nossa plataforma - seja com artigos, notícias, testemunhos audio ou vídeo, comentários aos artigos, ou simples tópicos de informações factuais que achem importante noticiar.
Vejam quando puderem.
Mandem as vossas opiniões para contato@passapalavra.info.
E... passem palavra!
Abraços, José Mário Branco
Lifeline To Gaza

Proposed Route - 16 days of Solidarity
14/2/09 1 Westminster to Dover
14/2/09 1 Dover to Calais (France)
14/2/09 1 Calais to Paris
15/2/09 2 Paris to Bordeaux
15/2/09 2 Bordeaux to San Sebastian (Spain)
16/2/09 3 San Sebastian to Madrid
17/2/09 4 Madrid to Algeciras
18/2/09 5 Algeciras to Tangier (Morocco)
18/2/09 5 Tangier to Rabat
19/2/09 6 Rabat to Fez
19/2/09 6 Fez to Oujda
20/2/09 7 Oujda to Maghnia (Algerian border)
20/2/09 7 Maghnia to Ain Temouchant
20/2/09 7 Ain Temouchant to Oran
20/2/09 7 Oran to Mostaganem
20/2/09 7 Mostaganem to Chlef
21/2/09 8 Chlef to Algiers
21/2/09 8 Algiers to Annaba
22/2/09 9 Annaba to Tunis
23/2/09 10 Tunis to Sfax
23/2/09 10 Sfax Gabas
23/2/09 10 Gabas to Ras Jdeir (Libyan border)
23/2/09 10 Ras to Jdeir Tripoli
24/2/09 11 Tripoli to Misrata
25/2/09 12 Misrata to Marble Arch (Al Qaws)
25/2/09 12 Al Qaws to Benghazi
26/2/09 13 Benghazi to Amsa'ad (Egyptian border)(coastal road)
27/2/09 14 Amsa'ad to Alexandria
28/2/09 15 Alexandria to Cairo
1/3/09 16 Cairo to Ismailia
1/3/09 16 Ismailia to Al Arish
1/3/09 16 Al Arish to Rafah
http://www.vivapalestina.org/home.htm
Lifeline To Gaza – Convoy Update
The convoy has now 32 vehicles booked on. This includes 1 Fire Engine, 6 Ambulances and 1 Boat all heading for Gaza. We expect this though to rise in the next 48 hours as we are still collating information on the remaining vehicles.
The response has been overwhelming. The Moroccan community in West London are taking 6 vehicles, Birmingham is bringing 8 trucks. An individual in from Maidenhead has used his savings to buy a minibus for disabled children to give to the people of Gaza. Your response has been truly humbling.
George Galloway has been touring the country addressing meetings in support of the convoy. Hundreds turned out in Rochdale on Sunday 25th January and thousands of pounds were pledged. The next day 1000 attended a meeting in Bolton followed by 600 in Cheetham Hill three hours later. 400 came to a meeting this evening (1st February) in Preston.
Videos of some of these meetings can be viewed at the website at http://www.vivapalestina.org/video.htm
Lauren Booth to join convoy
Tony Blair's sister in law and Press TV broadcaster Lauren Booth will be joining the convoy. Lauren said, "I am thrilled by this idea to send a convoy of trucks and aid to Gaza. I believe that this will give the convoy a good deal of publicity. I will make sure of it!
"I would love to come to the Rafah crossing and help as best I can to get the media involved, and keep them interested, and to tear down the Rafah crossing brick by brick!"
Bank Account
Lloyds-TSB Bank rejected our request for a bank account so we are hoping to have confirmed an account with another bank in the next 48 hours. We will send out a message as soon as this happens.
Please keep collecting money. Every penny counts.
Message from Gaza
We have been in contact with Majid from Gaza. This is what he has to say about the situation there and the one of the many reasons we are going.
"All Gaza strip lived under fire for three weeks from the east to west and from the north to south. There is no place in Gaza for safety, the shooting and bombing coming from the land , from the sea, from the sky for 24 hours. The children became experts to tell you this bombing is coming from the sea or land or sky from the sound of the bombing.
"The bombing dropping in any place and from any side and in any time, there was a feeling that in any minutes you will die or your home will destroy or the the rocket will landing in your home to kill you or your family or your friend or any person.
"I am trying to express or mention what we have lived in three weeks of the war in Gaza.
Thanks"
Majid Khayal, Gaza-Palestine
Notice of Meeting for all those joining the convoy to Gaza
Wednesday 4th February 2009 at 6.30pm
George Galloway MP would like to ask all those people who are joining the convoy to Gaza to come to a meeting to discuss the journey from London to Gaza, giving you the opportunity to ask any questions that you may have.
This will also be a good opportunity for all those undertaking the journey to meet each other before the 14th February.
We do understand that some of you do not live in London. However, we do feel that this is important meeting, so if you would like accommodation for the evening of the 4th of February please contact me on ghada_razuki@hotmail.couk or call or text on 07958 450 867.
Please note that this meeting is exclusively for those joining the convoy.
The details of the meeting are as follows:
The meeting is booked from 6:30pm on Wednesday February 4th 2009 in the Boothroyd Room, Portcullis House.
Please see the map here
The entrance to Portcullis House is located at point (3).
Please go through the central revolving doors, and pass through security.
Then please go up the public stairs by the reception desk to the first floor. The Boothroyd Room is immediately opposite you, directly above the ground floor reception area.
Email alerts
Please tell your friends and family about the Viva Palestina Convoy and ask them to sign up to the email alerts at http://www.vivapalestina.org/alert.htm
FSM 2009: Declaração da Assembleia de Mulheres
Fórum Social Mundial de 2009, Belém do Para, Brasil
Declaração da Assembléia de Mulheres
No ano em que o FSM encontra-se com a população da Pan-Amazônia, nós mulheres de diferentes partes do mundo, reunidas em Belém, afirmamos a contribuição das mulheres indígenas e das mulheres de todos os povos da floresta como sujeito político que vem enriquecer o feminismo a partir da diversidade cultural de nossas sociedades e conosco fortalecer a luta feminista contra o sistema patriarcal capitalista globalizado.
O mundo hoje assiste a crises que expõem a inviabilidade deste sistema. As crises financeiras, alimentar, climática e energética não são fenômenos isolados, mas representam uma mesma crise do modelo, movida pela superexploração o do trabalho e da natureza e pela especulação e financeirização o da economia.
Frente a estas crises não nos interessam as respostas paliativas e baseadas ainda na lógica do mercado. Isto somente pode levar a uma sobrevida do mesmo sistema. Precisamos avançar na construção de alternativas. Para a crise climática e energética, negamos a solução por meio dos agrocombustíveis e do mercado de créditos de carbono. Nós, mulheres feministas, propomos a mudança no modelo de produção e consumo.
Para a crise alimentar, afirmamos que os transgênicos não representam uma solução. Nossa proposta é a soberania alimentar e a produção agroecológica.
Frente à crise financeira e econômica, somos contra os milhões retirados dos fundos públicos para salvar bancos e empresas. Nós mulheres feministas reivindicamos proteção ao trabalho e direito à renda digna.
Não podemos aceitar que as tentativas de manutenção desse sistema sejam feitas à custa de nós mulheres. As demissões em massa, o corte de gastos públicos nas áreas sociais e a reafirmação desse modelo produtivo afeta diretamente nossas vidas à medida que aumenta o trabalho de reprodução e de sustentabilidade da vida.
Para impor seu domínio no mundo, o sistema recorre à militarização e ao armamentismo; inventa confrontações genocidas que fazem das mulheres botim de guerra e sujeitam seus corpos à violência sexual como arma de guerra contra as mulheres no conflito armado. Expulsa populações e as obriga a viver como refugiadas políticas; deixa na impunidade a violência contra as mulheres, o feminicídio e outros crimes contra a humanidade, que se sucedem cotidianamente nos contextos de conflitos armados.
Nós feministas propomos transformações profundas e radicais das relações entre os seres humanos e com a natureza, o fim da lesbofobia, do patriarcado heteronormativo e racista. Exigimos o fim do controle sobre nossos corpos e sexualidade.
Reivindicamos o direito a decidir com liberdade sobre nossas vidas e territórios que habitamos. Queremos que a reprodução da sociedade não se faça a partir da superexploração o das mulheres.
No encontro das nossas forças, nós nos solidarizamos com as mulheres das regiões de conflitos armados e de guerra. Juntamos nossas vozes às das companheiras do Haiti e rechaçamos a violência praticada pelas forças militares de ocupação. Nossa solidariedade às colombianas, congolesas e tantas outras que resistem cotidianamente à violência de grupos militares e das milícias envolvidas nos conflitos em seus países. Expressamos nossa solidariedade com as iraquianas que enfrentam a violência da ocupação militar norte-americana.
Nesse momento em especial, nós nos solidarizamos com as mulheres palestinas que estão na Faixa de Gaza, sob ataque militar de Israel. E nos somamos a todas que lutam pelo fim da guerra no Oriente Médio.
Na paz e na guerra nos solidarizamos às mulheres vitimas de violência patriarcal e racista contra mulheres negras e jovens.
De igual maneira, manifestamos nosso apoio e solidariedade a cada uma das companheiras que estão em lutas de resistência contra as barragens, as madeireiras, mineradoras e os mega-projetos na Amazônia e outras partes do mundo, e que estão sendo perseguidas por sua oposição legítima à exploração. Nos somamos às lutas pelo direito à água.
Nos solidarizamos a todas as mulheres criminalizadas pela prática do aborto ou por defenderem este direito. Nós reforçamos nosso compromisso e convergimos nossas ações para resistir à ofensiva fundamentalista e conservadora, e garantir que todas as mulheres que precisem tenham direito ao aborto legal e seguro.
Nos somamos às lutas por acessibilidade para as mulheres com deficiência e pelo direito de ir e vir e permanecer das mulheres migrantes.
Por nós e por todas estas, seguiremos comprometidas com a construção do movimento feminista como uma força política contra-hegemônica e um instrumento das mulheres para alcançar a transformação de suas vidas e de nossas sociedades, apoiando e fortalecendo a auto-organização das mulheres, o diálogo e articulação das lutas dos movimentos sociais.
Estaremos todas, em todo o mundo, no próximo 8 de março e na Semana de Ação Global 2010, confrontando o sistema patriarcal e capitalista que nos oprime e explora. Nas ruas e em nossas casas, nas florestas e nos campos, no prosseguir de nossas lutas e no cotidiano de nossas vidas, manteremos nossa rebeldia e mobilização.
Belém, 1 de fevereiro de 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
FUCK MAY 68 FIGHT NOW
Galeria zé dos bois, Rua da Barroca, 59
proposta de www.radioleonor.org
«Por todo o lado cresce o deserto. O "império", o "capitalismo", o "biopoder", o "espectáculo" - os nomes para o descrever são tantos como as formas de resistência que se lhe opõem. Aos anos do neoliberalismo triunfante sucedem-se guerras infinitas e crises mundiais. A mudança de época é assinalada por momentos de conflito social e de subversão do quotidiano que tomam as ruas das grandes metrópoles, ocupam espaços e atravessam corpos, redescobrindo o prazer cúmplice do jogo e a partilha da desobediência. Chiapas, Seattle, Kabília, Génova, Buenos Aires, Paris, Barcelona, Atenas - o mapa do mundo enche-se de sinais que apontam a insurreição que vem.
Face à ameaça de um levantamento global, os vários Estados sofisticam não apenas as suas técnicas de vigilância, controlo e repressão, como também os discursos que legitimam e banalizam o seu uso. Toda a resistência é uma ameaça, todos os rebeldes se tornam possíveis terroristas.
Em Novembro de 2008, após a circulação de alguns comboios de alta velocidade ter sido interrompida por actos de sabotagem não reivindicados, a polícia francesa deteve nove habitantes da pequena aldeia de Tarnac, incriminados por "associação com fins terroristas". Numa gigantesca manipulação apoiada pelos media, o Ministério Público prendeu aqueles que considera serem os «cérebros» por trás das sabotagens, destruições e ilegalidades que vêm caracterizando inúmeros conflitos sociais em França. Na ausência de provas, criminalizou textos e ideias, lançando uma ameaça contra todas as formas de pensamento crítico. Apresentar, divulgar e partilhar as propostas, reflexões e experiências criminalizadas pelo Estado francês assumiu agora a forma mais elementar de solidariedade.»
FILME > 17h30 > Get rid of yourself, de Bernadette Corporation. 2003, '61 min
CONVERSA > 18h40 > A insurreição que vem: Da Grécia a Tarnac, por radioleonor.org
APPEL > Lançamento do livro "Appel" (edições antipáticas, 2008)
JANTAR > 20h30 > vegetariano
CONCERTO > 22h30 > GAF
DJ SET > 23h00 > Les Tétons Baptiste | Dj Vaipes
(entrada_3€; entrada+appel_5€)
Iniciativa ATTAC: Fórum Social Mundial em Debate
Fórum Social Mundial em Debate
Na Sessão Pública promovida pela ATTAC Portugal,
com Ulisses Garrido,
6 Fevereiro (sexta-feira), 21 horas,
no Auditório da Livraria Círculo das Letras
No momento em que se vive a mais grave crise do capitalismo desde há 80 anos, dezenas de milhar de representantes de movimentos sociais de todo o mundo reuniram-se no Fórum Social Mundial, em Belém (Brasil), entre 27 de Janeiro e 1 de Fevereiro.
Desde há dez anos que o movimento altermundialista reunido no Fórum promove a convergência das forças activamente empenhadas no combate à dominação mundial do capital financeiro, à submissão de todas as actividades humanas a uma lógica financeira e especulativa, que estão na raiz da actual crise da economia, do agravamento das desigualdades e da concentração da riqueza, do esgotamento e desperdício dos recursos naturais, da multiplicação de conflitos e guerras, da ofensa a direitos humanos e sociais básicos. Em nome da exigência de que outro mundo é possível, o movimento altermundialista dos fóruns inscreve-se no objectivo de lutar pela devolução à humanidade do controlo colectivo do seu futuro.
A Sessão Pública promovida pela ATTAC Portugal, com Ulisses Garrido (sindicalista e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ATTAC), que participou no Fórum Social Mundial em Belém, será uma oportunidade não só para colher o testemunho directo e pessoal e informação relevante sobre a sua participação no evento, como também para uma reflexão e um debate partilhados sobre as perspectivas e alternativas do movimento altermundialista em tempo de crise.
Convidamos pois todos os interessados à participação:
6 Fevereiro (sexta-feira), 21.00 horas,
Auditório da Livraria Círculo das Letras,
Rua Augusto Gil, 15 B
(esquina com a Rua Óscar Monteiro Torres, junto à Av. Roma), em Lisboa.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Portugal: despedimentos no JN
Peço-vos que a assinem e que a divulguem junto dos vossos amigos e conhecidos que queiram ajudar-nos.
Obrigada,
NOTA - mensagem devidamente assinada.
Informação sobre o FSM

O Fórum Social Mundial é um espaço de comunicação e intercâmbio. Milhares de jornalistas de toda as partes do mundo farão a cobertura do Fórum Social Mundial, publicando videos, fotos e notícias sobre um outro mundo possível.
Na FACOM (Faculdade de Comunicação da UFPA) existem cinco projetos de comunicação compartilhada: Fórum de Rádios, Fórum de TVs e Vídeo, Laboratório de Conhecimentos Livres, Ciranda e Belém Expandida. Todos os jornalistas e profissionais de mídia livre estão convidados a participar.
Além disso, uma sala de comunicação e imprensa vai hospedar e fornecer infra-estrutura o trabalho de mídia. Este espaço está alocado no ginásio da UFPA.
Alguns projetos de mídia que farão a cobertura especial do Fórum Social Mundial:
- Adital notícias – http://www.adital.com.br/site/tema.asp?lang=PT&cod=67
- Ciranda - www.ciranda.net
- Flame D'Afrique – http://flamme.panos-ao.org/ - Notícias em francês.
- Foro de Radios – www.foroderadios.org – notícias via rádio
- FSM info blog – http://openfsm.net/projects/fsm2009-info/ - clipagem de blogs e outras fontes digitais de informação
- IPS terraviva – http://ipsterraviva.net/tv/wsfbrazil2009/ - notícias, fotos e vídeos em inglês, espanhol e português.
- Networked Journalists – http://belem.bearstech.com/ - notícias, fotos e informações curtas.
- Portal Cultura – http://www.portalcultura.com.br/
- WSF TV – www.wsftv.net – site de vídeo para o Fórum Social Mundial
NOTA - retirado do Boletim do FSM de 29 de Janeiro de 2009.
domingo, janeiro 25, 2009
Lisboa: lutemos contra a crise e o Capital

Olá,
Face à actual crise económica do capital, que os diversos poderes pretendem fazer recair sobre nós e cujos efeitos os comentadores das mais diferentes cores e paladares fazem recair sobre as populações, apenas se diferenciando por mais ou menos intervenção estatal para promover a defesa do sistema capitalista, a Tertúlia Liberdade e a Alternativa Libertária decidiram unir esforços e apelar a uma posição e intervenção bem diferentes.
Na sequência do encontro que promovemos em Dezembro passado no Museu da República e Resistência vamos organizar uma sessão no próximo sábado 31 de Janeiro na Associação Abril/Casa do Brasil. Desta vez iremos apresentar propostas práticas à apreciação dos presentes, para podermos encontrar caminhos de saída para o atoleiro em que o iníquo sistema do domínio e da exploração nos mergulhou.
Agimos sem desajustadas e falsas pretensões vanguardistas ou hegemónicas, nem interferências partidárias ou de outra ordem. Queremos contribuir para uma saída comum de uma crise de que não somos responsáveis e nos recusamos a pagar. Defendemos a auto-organização das populações e acreditamos na conhecida máxima "a emancipação dos trabalhadores terá de ser obra dos próprios trabalhadores", por isso te convidamos a participar neste encontro.
Vem ter connosco no sábado 31.Aguardamos o teu contributo na sede da Associação Abril,Rua S.Pedro de Alcântara, 63-1º dtº. Lá, em frente ao elevador da Glória, esperamos por ti, pelo teu contributo e dos teus amigos, entre as 15H e as 18H.
Um abraço do,
José Luis
sábado, janeiro 24, 2009
Equador: Accion Ecológica hace un balance de las jornadas de protesta de Enero
ACCION ECOLÓGICA HACE UN BALANCE DE LAS JORNADAS DE PROTESTA DE ENERO
En el mes de Enero en Ecuador convergieron y se concentraron protestas en contra de la minería a gran escala, a lo largo del país. Nosotros como ecologistas participamos en unos casos y nos solidarizamos en otros. De estas jornadas hacemos un balance que queremos compartirlo.
Las jornadas contra la ley minera nos permiten ver con alegría que está naciendo una alianza campo ciudad que recoge los principios del ecologismo, que se ratifica en la soberanía, que la ley a pesar de ser impulsada con los típicos argumentos de ingresos, empleo y tecnologías de punta, es mirada con duda, cuando no con rechazo.
Los argumentos de proteger el agua, fortalecer la soberanía alimentaria, reivindicar el derecho a la consulta, desconfiar de las transnacionales, son ya comprendidos y asumidos por muchos ecuatorianos y ecuatorianas.
Miramos con orgullo que en nuestro país, la naturaleza y el ambiente tienen ahora verdaderos guardianes, que junto con muchos de los preceptos constitucionales logrados en la nueva Constitución, podrán enfrentar desde la resistencia, desde la protesta y desde la propuesta, las nuevas luchas contra un sistema depredador y por el país que queremos.
El rechazo a la ley minera tuvo varios escenarios, tanto las comunidades como la Asamblea Nacional. Hubo marchas, plantones, huelgas de hambre que reavivaron el germen contestatario que ha caracterizado a los movimientos sociales de nuestro país. El día 20 de enero miles de ecuatorianos protestamos de diversas maneras contra la ley minera y los proyectos extractivistas del régimen. Las acciones incluyeron paralizaciones de carreteras en toda la Sierra y en el sur de la Amazonía. Pero también hubo importantes movilizaciones de varios colectivos urbanos, sindicatos y organizaciones ambientalistas y ecologistas en Quito. Adicional al plantón frente al Congreso se realizó también una feria de semillas ilustrando la diversidad de productos y prácticas agroecológicas que pondría en riesgo la minería a gran escala. No fueron movilizaciones reivindicativas sino en rechazo del modelo, por tanto más importante que el número de personas movilizadas, es el contenido de su protesta.
La ley minera es la ratificación de un modelo de desarrollo extrativista que ha sumido al país en la dependencia, el endeudamiento, la destrucción de ecosistemas. Se convirtió en ese sentido también en el escenario de la respuesta de la sociedad frente a la amenzas económicas, sociales y ambientales del modelo extractivista.
Con la aprobación de la ley se puso en evidencia el rumbo del gobierno de Alianza País, gobierno en el que si bien se han dado posiciones soberanas, como la elaboración de la Constitución, la expulsión de Odebrecht, la declaración de ilegitimidad de la Deuda, o la protesta ante los ataques de Angostura, hoy muestra una clara derechización. La historia demuestra que cuando un gobierno se derechiza es muy dificil que pueda volver a ser de izquierda….peor aún, si los movimientos sociales se sumen en el silencio, con justificaciones como el no hacer juego a la derecha, permiten con su silencio que la derecha y sus proyectos continúen ganando espacio.
Pero el silencio no es sólo una opción politica, es también el resultado de una politica de prevención frente a la crítica. Enfrentamos las nuevas políticas con procesos organizativos golpeados. Se desmontó la Asamblea Biprovincial entre Sucumbios y Orellana, se amenaza duramente a quienes protestan contra las operaciones petroleras en la Amazonía como Dayuma o Yamanunka, se ha dado golpes fatales al movimiento sindical, hay permanentes ataques al movimiento indígena, se descalifica permanentemente a los ecologistas, se golpea al movimiento de maestros y hasta a los estudiantes.
En ese sentido, el reto es fortalecer a las organizaiones, consolidar las articulaciones que han nacido, y continuar haciendo una crítica con sustento, con fundamentos.
Acción Ecológica
ATTAC Portugal: sobre a situação em Gaza
A ATTAC condena com a máxima veemência a intervenção militar israelita e as atrocidades que a caracterizaram, assim como a posição de Israel de desrespeito sistemático, reiterado e arrogante das resoluções da ONU tendentes a assegurar uma pátria livre aos palestinianos, e que serve de pano de fundo aos crimes que ora comete.
Da tomada de posição acima não resulta qualquer declaração de apoio implícito a qualquer uma das partes. Acreditamos que o passado recente, em outros pontos do mundo, tem realçado a nossa convicção de que não é com rockets, bombas ou bloqueios que se constrói a paz. A violência gera violência, e as vítimas são, neste conflito, de forma esmagadora, as populações civis de ambos os países.
Das últimas semanas resultaram cerca de 1300 mortos e 5000 feridos do lado palestiniano e 13 mortos (incluindo 3 civis) do lado israelita. São números que, dada a sua crueza, falam por si. São números que não poderão ser esquecidos e muito menos assumidos como meros danos colaterais.
O cessar-fogo agora em vigor e a entrada da ajuda humanitária e da comunicação social em Gaza vieram colocar à vista de todos o grau de destruição provocado por uma acção militar totalmente desproporcionada. A ATTAC considera que a acção militar israelita contribuiu decisivamente para semear ainda mais o ódio entre os dois povos. Israel deverá ser responsabilizado por isso e a comunidade internacional deverá retirar as devidas ilações de tal comportamento.
A ATTAC espera agora, mais do que nunca, que se dê início a um processo de paz digno desse nome. Uma processo de paz devidamente mediado por uma comunidade internacional isenta, onde as negociações não excluam quaisquer representantes legítimos das partes interessadas, sob pena de se revelarem pouco sustentáveis. Um processo de paz que garanta a existência de dois Estados livres que coexistam pacificamente de acordo com as fronteiras definidas em 1947, contribuindo-se assim para a pacificação do historicamente flagelado Médio Oriente.
NOTA - o sublinhado é meu. Considero notável a ATTAC ter recusado o "realismo político" que domina o discurso ... dominante.
EUA: dirigente de movimento social em julgamento
Cheri Honkala, dirigente de uma organização de defesa dos Direitos Humanos, está a ser acusada pela Criação do Acampamento Bushville para famílias desabrigadas durante os protestos ocorridos aquando da Convenção Nacional Republicana (RNC).
No mesmo dia em que o Presidente eleito Obama tomou posse da Presidência dos Estados Unidos, Cheri Honkala começou a ser julgada pela criação de "Bushville", um acampamento criado para abrigar pessoas sem tecto em Harriet Island, em St Paul, durante a Convenção Nacional Republicana (RNC).
Cheri Honkala é uma moradora de Minneapolis que levou a cabo a "Marcha pelas nossas vidas: Dinheiro para Saúde e Habitação e não para Guerra!" durante a Convenção Nacional Republicana em 2 de Setembo de 2008. A marcha foi uma das maiores da semana e Cheri é a organizadora nacional da Campanha dos Direitos Humanos dos Pobres(PPEHRC).
Centenas de casos de prisões ilegais ocorreram durante o RNC mas Cheri é um dos únicos que continuam a ser julgados por protestos em favor da paz durante o RNC.
A acusação a Cheri vem no seguimento da crise de expulsões por hipotecas, nos Estados Unidos, e de uma crise financeira mundial que deixou milhares de famílias nos Estados Unidos e no Mundo sem tecto, sem emprego, lutando por manter as suas casas e incapazes de suprir as suas próprias necessidades básicas.
Esta acusação ocorreu uma semana antes de Honkala e a PPEHRC se juntarem aos sobreviventes do Furacão Kartina no estado mais pobre dos E.U.A., o Mississipi, numa luta para manter os seus lares pós-Katrina. Estas famílias estão condenadas a serem despejadas ainda este mês dos abrigos que lhes foram dados após o furacão.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Lisboa: manif dia 24 por Gaza
Manifestação em Lisboa, dia 24, sábado, 15 horas, Largo Camões
Em 22 dias, as tropas de Israel mataram 1 300 palestinianos, metade deles crianças e mulheres.
Bombardearam casas, escolas, hospitais, sedes de agências noticiosas.
Usaram munições de urânio e fósforo branco contra a população.
Destruíram culturas e gado, oficinas, redes de saneamento e de energia.
Mataram condutores de ambulâncias e de camiões de ajuda humanitária.
Impediram o socorro aos feridos.
Deixaram 100 mil pessoas sem abrigo e 400 mil sem água.
Não se sabe quantos corpos estão ainda debaixo de escombros.
A suspensão do ataque não é uma verdadeira trégua.
Israel acha-se no direito de voltar a atacar onde e quando quiser.
Mantém o bloqueio com que estrangula Gaza, vai para dois anos.
Usa o terror como uma espada suspensa sobre a população palestiniana.
Israel repete crimes em total impunidade.
Ri-se das resoluções das Nações Unidas que o condenam.
Despreza a opinião pública mundial que o incrimina.
Faz luxo em ser um Estado fora da lei, seguro do apoio dos EUA e da UE, Portugal incluído.
Exijamos o fim dos crimes, o fim da impunidade, o fim da cumplicidade.
Fim do massacre do povo palestiniano.
Fim do bloqueio a Gaza.
Fim da ocupação dos territórios da Palestina.
Alto ao terrorismo de Estado.
Julgamento dos crimes de guerra de Israel.
Israel deve pagar pelas mortes e pelas destruições.
Boicote a Israel.
Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)
Lisboa, 20 Janeiro 2009
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Israel deve ser julgado pelo TPI !

Israel deve ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional ! Abaixo-assinado Universal
Cerca de 300 ONG e associações vão solicitar ao Procurador do Tribunal Penal Internacional que investigue os crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza. O apoio da cidadania é indispensável. Assinem e façam circular este « abaixo assinado universal »». É urgente.
Ao Senhor Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI)
O Direito é a marca da civilização humana. Cada progresso da humanidade coincidiu com a consolidação do Direito. O desafio que nos impõe a agressão de Israel contra Gaza consiste em afirmar, no meio do sofrimento, que à violência deve responder a justiça.
Crimes de guerra? Apenas os tribunais os podem condenar. Mas todos devemos dar testemunho, pois o ser humano só existe na sua relação com os outros. As circunstâncias dão toda a sua dimensão ao artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade».
A protecção dos povos, não a dos Estados, é a razão de ser do TPI. Um povo sem Estado é o mais indefeso de todos e, perante a História, encontra-se sob a protecção das instâncias internacionais. O povo mais vulnerável deve ser o mais protegido. Ao assassinar a população civil palestina, os carros de combate israelitas fazem sangrar a humanidade. Lutámos para que o poder do Procurador Geral esteja ao serviço de todas as vítimas e esta competência deve permitir que o mundo inteiro receba uma mensagem de esperança, a da construção de um Direito Internacional baseado no direito das pessoas. E, juntos, um dia poderemos prestar homenagem ao povo palestino por tudo aquilo com que contribuiu para a defesa das liberdades humanas.
Campanha iniciada em 19/01/2008
MAIS INFORMAÇÃO
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Vemo-nos Gregos... Queremos a nossa vida de volta?

A nossa vida não é o que nos anunciaram: os empregos escasseiam e não duram, as qualificações escolares não garantem o acesso a um mercado de trabalho cada vez mais selvagem, os serviços são cada vez menos públicos, o futuro é incerto e o presente cheio de dúvidas.
Esta é a primeira geração condenada a viver pior do que os seus pais, desenquadrada de estruturas representativas dos seus interesses difusos e incertos, cada vez mais desconfiada das burocracias partidárias e nomenclaturas administrativas.
Dos protestos que a geração-precária está a protagonizar na Grécia, interessa-nos discutir as condições sociais que levaram à revolta e as suas formas de organização.
É para isso que nos juntamos na quinta feira, 22 de Janeiro, pelas 21.00 no bar do Teatro A Barraca.
Convidados:
* Carvalho da Silva - Secretário Geral da CGTP
* Rui Tavares - Historiador
* José Soeiro - Sociólogo
* João Romão - Economista e membro do PI
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PI
Precários Inflexíveis
precariosinflexiveis.blogspot.com
Doze Regras ... quando a notícia é do Médio Oriente
- No Médio Oriente são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. É inconveniente falar em «represálias» quando se tratar do exército israelita.
- Os árabes, palestinianos ou libaneses não têm o direito de matar civis. A isso chama-se «terrorismo».
- Israel tem o direito de matar civis. A isso chama-se «legítima defesa».
- Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedido. A isso chama-se «reacção da comunidade internacional».
- Os palestinianos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso chama-se «sequestro de pessoas indefesas».
- Israel tem o direito de sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinianos e libaneses desejar. Actualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter sequestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinianos. Isto chama-se «prisão de terroristas».
- Quando se mencionam as palavras «Hezbollah» e «Hamas», é obrigatório a mesma frase conter a expressão «apoiado e financiado pela Síria e pelo Irão».
- Quando se menciona «Israel», é proibida qualquer menção à expressão «apoiado e financiado pelos EUA». Isso poderia dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.
- Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões «territórios ocupados», «resoluções da ONU», «violações dos Direitos Humanos» ou «Convenção de Genebra».
- Tanto os palestinianos como os libaneses são sempre «cobardes», que se escondem entre a população civil. Se eles dormem nas suas casas, com as suas famílias, a isso dá-se o nome de «dissimulação» e «cobardia». Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles dormem. A isso chama-se «acção cirúrgica de alta precisão».
- Os israelitas falam melhor inglês, francês, espanhol e português que os árabes. Por isso eles e os que os apoiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redacção (de 1 a 10) ao grande público. A isso chama-se «neutralidade jornalística».
- Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redacção acima expostas são «terroristas anti-semitas de alta periculosidade».
NOTA: obrigado ao António Pedro Dores por ter disponibilizado o conteúdo desta mensagem.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
FSM: reunião preparatória da Assembleia dos Mov. Sociais
Nossa proposta é realizar uma primeira reunião no dia 26 de janeiro às 18:00 com quem já estiver em Belém. Nessa reunião decidiremos como seguir trabalhando ao longo da semana. Quem não puder estar, por favor, envie sugestões sobre caráter, pauta da assembléia para esta lista que nos encarregamos de reunir tudo e apresentar neste primeiro dia.
A reunião será no:
Sindicato dos Bancários do Pará e do Amapá
Rua 28 de Setembro, 1210 - Entre Doca e Quintino. (Referência: próx à Tabaqueira)
Como chegar de ônibus:
Na Doca passam ônibus oriundos de quase todos os lugares de Belém, inclusive do território do Fórum. A maioria deles tem o nome "Pte. Vargas" (ex. Guamá - Pte Vargas, Médici - Pte Vargas) e possuem adesivos com o itinerário "Doca" colados na frente. A tarifa custa R$ 1,70.
Como chegar de táxi:
Em Belém, os táxis têm bandeira 1 até às 20h. Nesta tarifa, um táxi do FSM até o Sindicato custa entre 15 e 20 reais, dependendo do percurso e trânsito. Das áreas mais centrais (Nazaré, Umarizal, Reduto, Marco, Pedreira, São Brás, Batista Campos, Comércio, Telégrafo, Cidade Velha etc.), fica em torno de 10 reais.
Sugestão:
COOTAPEM (91) 32244400 / 32303276 - cooperativa de táxi que dá 20% de desconto p/ corridas acima de 10 reais.
COOPERTTTUR (91) 3246-9637- não dá desconto, mas tem serviço bilíngüe.
MENSAGEM A BARACK OBAMA - Dia 20 de Janeiro
Assim, vimos solicitar-lhe o envio, para o endereço do seguinte texto, com CC para mppm.palestina@gmail.com:
Senhor Presidente,
No momento em que V. Exa. assume a presidência de uma nação cujo poder de intervenção no conflito israelo/palestino é decisivo para a sua solução, apelo a que a nova administração norte-americana assuma, por palavras e por actos e com a urgência que a situação catastrófica decorrente da invasão israelita da Faixa de Gaza reclama, uma atitude que contribua para o decisivo estabelecimento de um Estado Palestino independente e soberano, nos termos aliás expressos nas resoluções das Nações Unidas e de acordo com os mais elementares princípios do Direito Internacional, e para uma Paz justa no Médio Oriente.
Assinatura...............................................
MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente