quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Carta de uma professora que não se conforma


Carta re-reencaminhada e chegada por mail:

Boas! Deixo aqui a carta, que pretendo seja bastante esclarecedora, que enviei para vários figuras do meio cultural, político, jornalístico do país. Não me conformo em não fazer nada... isto é muito pouco, nada, atendendo à arrogância da senhora ministra, mas pelo menos, deito-me mais tranquila!

Enviei para o director do Expresso, J.N., Público, para a Inês Pedrosa (para ver se ela abre os olhos e não diz mais asneiras acerca dos profs),para o Pacheco Pereira, para o António Barreto, para o Marcelo, para um jornalista do Sol que um dia me contactou, para o Presidente da República... ainda procuro o mail do Manuel Alegre (que a ele ninguém o cala) e do Sousa Tavares (com o mesmo objectivo da Pedrosa).

Fátima


Boa noite,
Peço-lhe, por favor, dedique uns minutos à leitura desta missiva, já que é imperioso alertar o país para o estado calamitoso para o qual resvala, irremediavelmente, a Educação em Portugal, caso não se faça nada em contrário. Sou professora e não alimento nem a ilusão nem a pretensão de conseguir mudar muito. Mas V. Excia tem os meios para promover essa mudança.

Vai-me permitir a brutalidade do discurso, mas a situação é gravíssima, muito mais do que transparece tibiamente para o exterior, e este governo incompetente, cínico e prepotente vai conseguir destruir, não apenas o presente, mas, mais gravosamente, o futuro. E não, não estou a ser dramática. Antes estivesse.

1º ponto - Avaliação do desempenho dos professores

Deve ficar bem claro que os professores querem ser avaliados! Cansados estamos todos de sermos enxovalhados em praça pública, porque nada no sistema distingue os maus profissionais dos bons! Não queremos é esta avaliação. E não é por capricho. É por ser abusiva, quase que surreal, de tão distante que está do conhecimento objectivo da realidade escolar. É despótica e brutal em todos os âmbitos, desde a planificação à implementação... chegando, neste caso, a ser perigosa.

A incompetência e falta de lisura dos senhores que comandam o Ministério da Educação são gritantes e raia o patético. Não só insultam os professores, mas insultam (e é bom que todos se consciencializem disso) todos os portugueses, sempre que tentam passar a imagem de competência e profissionalismo.

Passemos aos factos, que poderá constatar com toda a facilidade (e nem os mencionarei todos, por serem tantos).

É pedido, digo, exigido, às escolas que, num prazo de 20 dias, a contar da data de publicação do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro seja implementado o processo de avaliação dos professores com base em documentos, despachos, grelhas, recomendações que, decorridos quinze dias sobre aquele prazo, não foram tornados públicos:
  • faltam as recomendações do Conselho Científico ("os avaliadores procedem, em cada ano escolar, à recolha, através de instrumentos de registo normalizados, de toda a informação que for considerada relevante para efeitos da avaliação do desempenho. Os instrumentos de registo referidos no número anterior são elaborados e aprovados pelo conselho pedagógico dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas tendo em conta as recomendações que forem formuladas pelo conselho científico para a avaliação de professores." - artigo 6º, ponto 1 e 2);

  • sem aquelas recomendações, o Conselho Pedagógico não pode elaborar e aprovar os tais "instrumentos de registo", nem se pode proceder à observação de aulas (artigo 17º);

  • o regime da "observação de aulas" raia o absurdo, não porque os professores vejam inconveniente em serem observados (são-no, todos os dias), mas pela violência que representa para o avaliador. Invocando um Decreto Lei que, expressamente, referia que a redução dos departamentos para quatro apenas teria efeitos no concurso para titular (200/2007), o Ministério agora exige o que não é apontado neste despacho 2/2008: a reorganização dos departamentos naqueles quatro, instalando mais confusão num processo já de si tão escabroso e provocando a aglomeração grande número de docentes em cada um desses quatro departamentos. O meu, e do qual fui eleita coordenadora, entenda-se também, "avaliadora" (Departamento de Línguas), tem 31 professores. O das Ciências, por exemplo, tem quarenta e muitos professores. Como é possível que uma pessoa consiga assistir a três aulas por ano lectivo (neste ano, generosamente, apenas serão duas) de 30 professores? Além disso, como é possível acompanhar as planificações das aulas, diárias, desses trinta professores, reunir com cada um, definir objectivos, estratégias e instrumentos? Tudo isto mantendo um horário completo (sim, porque os avaliadores não têm redução alguma da sua componente lectiva, nem tão pouco qualquer alteração no seu salário, nem direito a horas extraordinárias), tendo o dever maior de cumprir com as suas turmas (que, para mim, é o realmente importante! Eu sinto-me responsável pelas minhas cinco turmas do 11º ano!), ao que acresce todo o trabalho burocrático e administrativo do Conselho Pedagógico, onde tenho assento e... as minhas próprias planificações! Sim, porque eu também serei avaliada, duplamente, como professora e como avaliadora! Poderei vir a tornar-me uma competentíssima avaliadora, mas, certamente, me tornarei numa pior professora. E isso é o que mais me angustia, porque eu gosto de dar aulas!

  • é certo que no artigo 12º é apontada a possibilidade do coordenador «delegar as suas competências de avaliador noutros professores titulares, em termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.». Está bom de ver que... falta esse despacho;

  • o que falta, por parte do Ministério, não se fica por aqui: falta o despacho que aprova as fichas de avaliação (artigo 35º), como falta o despacho relativo às ponderações dos parâmetros de avaliação (nº 2, artigo 20º), como falta o despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no nº 4 do artigo 21º, como falta a portaria que define os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção (nº 4 do artigo 29º), como falta o diploma que rege a avaliação dos membros dos conselhos executivos que não exercem funções lectivas (nº1 do artigo 31º);

  • no artigo 8º pode ler-se: 1 -- A avaliação do desempenho tem por referência: a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada; b) Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos
    e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto socio-educativo.2 -- Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola não agrupada, por decisão fixada no respectivo regulamento interno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenha também por referência os objectivos fixados no projecto curricular de turma.

Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de todas a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos,
autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.

2º ponto - Postura do Ministério da Educação

Creio que os aspectos já apontados seriam suficientes para traçar o negro perfil dos órgãos responsáveis pela área de educação, mas este Governo colocou a fasquia bem alta, daí que tenhamos notícia de algumas pérolas de... escapam-me já as classificações.... e que passo a enunciar (pelo menos, as que eu conheço pelos meios de comunicação social:
  • há dois dias atrás, a Sra Ministra respondeu aos jornalistas, a propósito do, chamemos-lhe, mal-estar manifestado pelas escolas, com a candura que caracteriza o seu discurso, que estavam reunidas todas as condições para se proceder à avaliação do desempenho e que o Ministério daria todo o apoio necessário (não encontrei a citação exacta).
    No dia seguinte, é comunicado, através do site do Dgrhe (http://www.dgrhe.min-edu.pt/), que «a contagem dos prazos definidos no artigo 24º do Decreto Regulamentar 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores». Então, não estava tudo a decorrer com normalidade? Até se perdoaria este "lapso" não estivesse o documento eivado de muitas outras arbitrariedades!

  • as cerejas no topo do bolo, porque são duas, chegaram hoje com as afirmações do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira: «Os conselhos pedagógicos podem produzir os seus instrumentos sem essas recomendações. Não é obrigatório que as recomendações existam. O decreto regulamentar diz tendo em conta as recomendações que forem formuladas. Se não forem formuladas...», (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=77274)
    Creio que nem será necessário comentar uma declaração deste tipo... diz na lei, mas se não aparecerem as recomendações...
    Extrapolando: aqueles despachos em falta... se não aparecerem... as escolas improvisarão, que já vão tendo prática disso.

  • a outra cereja prende-se com o tal "Conselho Científico". Aliás, está prevista para hoje a apresentação das famigeradas "recomendações". O grotesco desta aparente prova de competência está bem expressa em mais uma afirmação do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, que refere que, estando "em funções há vários meses", a presidente do Conselho Científico, esta elaborará as recomendações! (http://dn.sapo.pt/2008/01/25/sociedade/ministerio_improvisa_solucoes_para_r.html) Se isto não é um insulto a tudo o que são os princípios de um estado democrático, já não sei mais o que pensar!
    Ora, lê-se no documento aprovado em Conselho de Ministros que regulamenta o Conselho Científico que "Este órgão consultivo será constituído por um presidente, cinco professores titulares em exercício efectivo de funções na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário, cinco individualidades em representação das associações pedagógicas e científicas de professores, sete individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação e por três representantes do Conselho de Escolas (http://www.min-edu.pt/np3/1459.html).

  • por fim, o próprio Conselho Nacional de Escolas, criado para trabalhar em conjunto com o Ministério da Educação, levando para a mesa de trabalho a experiência de quem lida directamente com as escolas e seu funcionamento prático, tem feito várias recomendações às quais o Ministério não dá ouvidos (http://jn.sapo.pt/2008/01/25/nacional/conselho_escolas_quer_adiar_avaliaca.html).
    O que prova que este Conselho foi criado, apenas, para o Ministério poder invocar uma relação de lisura com as escolas que não acontece de todo. Em anexo, colocarei as propostas apresentadas por este Conselho.

3º e último ponto - Qualidade de ensino

Este é, a meu ver, o aspecto mais terrível desta arquitectura que o Ministério montou. Custa-me, na verdade, acreditar que pessoas de bem ajam com tanta leviandade e desprezo pelo futuro do país e é esta a razão da premência do meu apelo:
  • esta torrente de grelhas, recomendações, parâmetros, planificações diárias, instrumentos, registos e afins esgotarão os professores num trabalho inglório e improdutivo, pois não estarão a trabalhar para os alunos, mas para a sua avaliação;

  • o mais grave, ainda, gravíssimo! A subordinação da avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira ao sucesso dos alunos (artigo 16º): 5 -- Para o efeito da parte final do número anterior o docente apresenta, na ficha de auto -avaliação, os seguintes elementos:
    a) Resultados do progresso de cada um dos seus alunos nos anos lectivos em avaliação:
    i) Por ano, quando se trate da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;
    ii) Por disciplina, quando se trate dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
    b) A evolução dos resultados dos seus alunos face à evolução média dos resultados:
    i) Dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
    ii) Dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
    c) Resultados dos seus alunos nas provas de avaliação externa, tendo presente a diferença entre as classificações internas e externas.

Tenho a certeza que reconhece de imediato o perigo que isto constitui... nada mais fácil para um professor que "produzir" sucesso.

Aliás, estou convicta de que é essa a intenção deste Governo, para assim poder ostentar, com orgulho, as grelhas e os números e o inquestionável sucesso destas medidas... porque os números estão acima de qualquer dúvida!

E, na verdade, tudo estará podre, sob essa capa de êxito. O sistema público de ensino passará a ser um faz-de-conta, um recinto para entreter os jovens... aqueles que não puderem pagar uma escola privada, que lhes garantirá um ensino exigente.

E não olhe com esperança para a alínea c!... a avaliação externa só existe em algumas disciplinas e em alguns níveis de ensino. Como vê... mais um factor de desigualdade entre professores: uns nunca passarão por essa bitola e serão, com toda a certeza, professores de sucesso! E já nem falo do que é subordinar a qualidade do desempenho de um professor à heterogeneidade das turmas que encontra (ambiente familiar e social, motivações pessoais, capacidades cognitivas, enfim, muitos dados em jogo). Eu já tive boas, menos boas e más turmas: será que a minha competência varia tanto?

Peço perdão pela extensão desta carta, mas o problema é por demais sério e, infelizmente, as arbitrariedades são tantas que não as consegui reduzir a menos.

Creia-me, preocupada, mas esperançosa, no poder que a comunicação social exerce sobre a opinião pública. Neste momento, o problema não é só dos professores, é do país inteiro. É uma cidadã, professora e mãe que lhe escreve.

Com elevada estima

Fátima Inácio Gomes
Professora de Português do quadro da Escola Secundária de Barcelos
Coordenadora do Departamento de Humanidades
Coordenadora do Departamento de Línguas (de acordo com o decreto 200/2007)

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Hortas Urbanas - perspectivas e práticas de implementação


Sábados: 10:00h - 12:15h.
Início: 16 de Fevereiro de 2008.
Mó de Vida, Calçadinha da Horta, 19, 2800-567 Pragal , Almada.

O curso tem como objectivo principal dar a conhecer as potencialidades e limitações das Hortas Urbanas, nas suas componentes ambiental e social, como meios de colectivização, produção e consumo alternativos.

Um particular destaque será dado à aplicação da agricultura biológica, através da cooperação com experiências em curso. O conteúdo programático abrange os seguintes capítulos:
  • escolha, preparação e enriquecimento natural dos solos;

  • técnicas de compostagem (resíduos domésticos);

  • adequação das culturas ao tipo de solo, ao clima, à altura do ano e à disponibilidade de água;

  • sementeira e replantação;

  • associação, forçamento e rotação de culturas;

  • plantas de solos pobres;

  • plantas resistentes ao frio ou ao calor;

  • controlo natural de pragas;

  • noções gerais de agricultura selvagem e permacultura;

  • as hortas urbanas na Europa e em Portugal – experiências várias;

  • o potencial das hortas urbanas na promoção do espaço público e da participação no
    âmbito da Agenda 21 Local.

O curso inclui componente teórica e componente prática. Serão disponibilizados apoio bibliográfico genérico e orientação para a pesquisa em temas específicos. Métodos propostos: expositivo e activo.

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO

Materiais necessários: caderno, sacho, vasos, terra vegetal (utensílios pessoais com utilização colectiva durante o respectivo curso).
Público-alvo: Interessados no tema.
Duração total: 9 h.
Preço: 75 Euros.
Nº mínimo de participantes: 7 / Nº máximo de participantes: 14.
Pré-incrição obrigatória.
Possibilidade de pagamento repartido em duas fases (primeiro pagamento 50% até o dia anterior ao início do curso e o segundo pagamento até data que cumpre a metade de horário do curso). Desconto de 20% para desempregados mediante apresentação de comprovativo.

INFORMAÇÕES

www.modevida.com
Tel. 212720641 (14h-20h)
Tlm. 966256402
E-mail1: modevida@modevida.com
E-mail2: paula.tavares@modevida.com

sábado, fevereiro 09, 2008

"Nueva escalada guerrera" contra zapatistas


El Grupo Paz con Democracia, integrado por representantes de la Iglesia católica encabezados por el obispo emérito de San Cristóbal de las Casas y el obispo de Saltillo, Samuel Ruiz García y Raúl Vera López, respectivamente; intelectuales, poetas, periodistas y defensores de los derechos humanos hicieron público este viernes un pronunciamiento en defensa de la autonomía zapatista y advirtieron de “una nueva forma de escalada guerrera” en Chiapas. Aseguran que la ejemplar autonomía zapatista está siendo desafiada, y con ella el conjunto del movimiento social y sus alternativas. A continuación transcribimos íntegro el pronunciamiento del Grupo Paz con Democracia.

Tambores de guerra contra las comunidades zapatistas se escuchan nuevamente. No es que alguna vez desde 1994 hayan dejado de sonar, particularmente desde aquel jueves 9 de febrero de 1995 que enmarcó la estrategia militar que hoy se expande a otros movimientos y regiones. Pero en estas últimas semanas se dejan oír mucho más fuerte de lo que se percibía meses atrás, mostrando los nuevos rostros de la contrainsurgencia en Chiapas.

Los paramilitares se mueven con impunidad hostigando a los indígenas rebeldes. La ‘justicia’ agraria entrega a grupos campesinos tierras que están ocupadas por los zapatistas desde 1994. Lo peor del Partido Revolucionario Institucional (PRI) y los grupos de poder local se han reagrupado bajo la cobertura de las siglas del Partido de la Revolución Democrática (PRD). El Ejército Mexicano se reposiciona en territorio rebelde. Nuevas carreteras aprietan aún más el cerco militar contra los indígenas insumisos y sus Juntas de Buen Gobierno.

En la nomenclatura que nombra la nueva geografía de la ignominia están rancherías, ejidos, comunidades y municipios como Bénavil, Huitiupán, Bolom Ajaw, Chilón, Agua Azul. En ellos, la agresión paramilitar contra bases de apoyo zapatistas es sistemática. Los episodios de rapiña, quema de casas, muertes, amenazas de muerte, desalojo de predios, se suceden unos a otros. Se trata de despojar a las comunidades rebeldes de sus tierras y territorios. Son los rayos que anuncian una nueva tormenta.

La Organización para la Defensa de los Derechos Indígenas y Campesinos AC (OPDDIC) es hoy lo que durante 1996 y 97 fueron organismos como Paz y Justicia o Los Chinchulines. Sus integrantes atacan al zapatismo desde su raíz, protegidos por el gobierno. De vez en vez, la administración estatal monta espectáculos en los que ex integrantes de este grupo paramilitar entregan un puñado de armas a las autoridades. Se trata de maniobras para ocultar el apoyo que realmente le brindan.

El gobierno perredista de Chiapas y su fracción en el Congreso estatal están integrados por algunos de los más rabiosos miembros de la oligarquía local. Personajes racistas y represores como Constantino Kanter y Roberto Albores Guillén gozan de gran influencia en la administración local. Esta recomposición en las alturas no es sino reflejo del reforzamiento de los más nefastos grupos de interés en ayuntamientos y regiones.

Lejos de disminuir, la presencia del Ejército Mexicano en la región de influencia zapatista se ha cualificado y reforzado. Nuevos campamentos y destacamentos han apretado el cerco, auxiliados por las nuevas carreteras que, en lugar de promover el progreso, han servido para que circulen carros blindados y tropas.

Los abajo firmantes, integrantes de Paz con Democracia, queremos unir nuestras voces a las de quienes, desde distintas trincheras, alertan sobre una nueva forma de escalada guerrera en Chiapas. La ejemplar autonomía zapatista está siendo desafiada, y con ella el conjunto del movimiento social y sus alternativas. Hoy, una vez más, es necesario que nos movilicemos en su apoyo.

Por el Grupo Paz con Democracia,
Samuel Ruiz García, Raúl Vera López, Pablo González Casanova, Víctor Flores Olea, Juan Bañuelos, Carlos Fazio, Dolores González, Miguel Álvarez, Magdalena Gómez, Pablo Romo, Ana Esther Ceceña, Higinio Muñoz, Gilberto López y Rivas, Alicia Castellanos, Juan Brom, Oscar González, Jorge Fernández Souza, Miguel Concha Malo, José Antonio Almazán González, Paulina Fernández C., Guillermo Almeyra, Héctor de la Cueva y Luis Hernández Navarro.

COMBATIENDO LOS TLCs


Nueva publicación y página Web sobre la resistencia a los tratados de libre comercio y los acuerdos bilaterales de inversión

Bilaterals.org, GRAIN y BIOTHAI lanzan la publicación "Combatiendo los TLCs: La creciente resistencia a los tratados de libre comercio y los acuerdos bilaterales de inversión" realizada en colaboración entre las tres instituciones. Mientras las conversaciones sobre comercio mundial en la Organización Mundial del Comercio (OMC) están estancadas, los gobiernos y las corporaciones están muy ocupados tejiendo una compleja red de tratados de libre comercio y acuerdos bilaterales de inversión (TLC). "Combatiendo los TLCs" está centrado en el significado real de esta fiebre por los TLCs, en cómo los movimientos sociales están luchando contra ellos y en los aprendizajes estratégicos que surgen de estas luchas.

Los TLCs son poderosas armas de la globalización neoliberal, que van mucho más allá de los acuerdos de la OMC. A través de acuerdos secretos, los estados y las empresas están tratando de dividir y conquistar el mundo, creando nuevos y enormes privilegios para las empresas transnacionales. Los TLCs cubren típicamente una amplia gama de cuestiones, desde otorgar a las empresas el derecho de demandar a los gobiernos, a la legalización del dumping de los excedentes agrícolas de los EE.UU., hasta elevar el costo de los medicamentos que salvan vidas a través de las patentes. Los TLCs promueven la concentración del poder económico y los recursos naturales en manos de unos pocos, debilitando a las comunidades, destruyendo la biodiversidad y socavando la soberanía alimentaria. Y cada concesión hecha a través de un TLC se convierte en un punto de referencia para nuevos tratados.

Los TLCs no son simplemente acuerdos comerciales. Son importantes instrumentos de política exterior para avanzar en los intereses geopolíticos de los gobiernos. EE.UU., por ejemplo, vincula explícitamente sus TLCs con la llamada "guerra contra el terrorismo". La UE, China y Japón y otros países también combinan sus agendas económica y política a través de estos acuerdos.

Pequeños agricultores, trabajadores, personas que viven con HIV/SIDA, pueblos indígenas y muchos otros han sufrido los efectos de los TLCs y los acuerdos bilaterales de inversión desde que el Acuerdo de Libre Comercio de América del Norte se firmó en 1992. Sin embargo, junto con muchos otros sectores sociales, han estando luchando contra ellos. Desde Australia a Colombia, desde Marruecos a Corea, los movimientos sociales han librado luchas populares masivas para derrotar los TLCs, a menudo enfrentando una feroz represión. En la actualidad, al mismo tiempo que los TLCs siguen aumentando, la resistencia popular es también cada vez mayor.

Resulta difícil obtener una visión de conjunto de lo que significan todos estos TLCs. Y dado que estos acuerdos son a menudo bilaterales, muchas luchas de resistencia se llevan a cabo a nivel nacional, lo que puede hacer difícil crear vínculos de coordinación a través de las fronteras. "Combatiendo los TLCs" tiene como objetivo ayudar a superar estos obstáculos y facilitar un mayor intercambio de información entre los diversos movimientos en contra de los TLCs en todo el mundo.

"Combatiendo los TLCs" resulta del esfuerzo de colaboración de muchas personas que participan en estas luchas en terreno. Para acompañar la publicación, se ha creado un sitio Web con textos adicionales, entrevistas en audio, fotos y videos de las luchas, y otros recursos.

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"Combatiendo los TLCs: La creciente resistencia a los tratados de libre comercio y los acuerdos bilaterales de inversión", bilaterals.org, GRAIN y BIOTHAI (editores), 102 páginas, enero de 2008. Disponible en español, francés, inglés y pronto en tailandés.
http://www.fightingftas.org
En español pueden acceder desde www.combatiendolostlc.org
Copias impresas disponibles a pedido a fightingftas.org[at]gmail.com. Las grupos tienen la libertad de reproducir y traducir este material.

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LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN INTERESADOS EN ESTE COMUNICADO DE PRENSA PUEDEN PONERSE EN CONTACTO (TELÉFONO O SMS HASTA EL 15 DE FEBRERO DE 2008):

Aziz Choudry (bilaterals.org) en Montreal, Canada: +1 514 7707488 o webteam[at]bilaterals.org (En inglés)

Witoon Lianchamroon (BIOTHAI) en Bangkok. Tailandia: +66 894497330 o witoon[at]biothai.net (En inglés)

Carlos A. Vicente (GRAIN) en Argentina: +54 220 4771165 o carlos[at]grain.org (En español)

O Presidente da Bolsa e o Rebelde


Alguém viu alguma alusão a esta notícia na auto-designada "imprensa de referência" portuguesa?


Carta abierta del presidente de la Bolsa de Bruselas a Jérôme Ollier a raíz de la acción que éste realizó el 26 de enero de 2008 en el marco de la jornada de acción global. El diario belga Le Soir la publicó el 5 de febrero, anunciándola en primera plana.

En la web de Le Soir (http://www.lesoir.be/forum/cartes_blanches/carte-blanche-l-homme-revolte-2008-02-05-575557.shtml) encontraréis otras respuestas debajo del texto del presidente de la Bolsa.

En la dirección www.cadtm.org y http://www.indymedia.be/fr/node/25720 podéis ver el reportaje fotográfico de la acción de Jérôme.

El domingo 10 de febrero hacia el mediodía, Jérôme será uno de los invitados a un debate público en la televisión belga RTB-F. Entre otros invitados: el presidente de la Bolsa y Arnaud Zacharie.


Carta abierta de Bruno Colmant, presidente de la Bolsa de Bruselas dirigida a Jérôme Ollier, El hombre rebelde

Martes 05 de febrero de 2008, 09:33

Es a ti, el hombre cuyo nombre jamás sabré, a quien dedico estas líneas. Tú querías atraer la atención de unos centenares de transeúntes, sobre la cúpula de la Bolsa, el sábado 26, hacia el mediodía.

Las radios lo informaron, en el flujo de las noticias de la tarde, pero es a millares de lectores a quienes relato tu historia.

Nuestro encuentro fue uno de esos momentos improbables. Y tú, esposado detrás de los vidrios ahumados del ululante coche policial que te llevaba apresuradamente, sin duda no lo entendiste: yo estaba estupefacto por las coincidencias y turbado por una extraña sensación de haber vivido un momento singular.

Incluso era, sin duda, más profundo: estaba dividido entre la emoción que tu acción me había inspirado y la tristeza por los ideales alocados y las esperanzas resignadas.

Un poco como si los escasos segundos pasados juntos me hubieran proyectado al mundo de la adolescencia, el tiempo en el que la despreocupación hace accesibles los sueños, la época que precede las tormentas de la vida y las desilusiones.

Nos cruzamos sobre el techo de la Bolsa. Alpinista aparentemente experimentado, fue a fuerza de un despliegue de escalas y de escalada como habías podido llegar casi hasta la cima, cuando unos transeúntes, alertados por tu maniobra, avisaron a la policía.

En plena semana de Davos, coincidiendo ésta con una de las más impresionantes semanas bursátiles de los últimos veinte años y el mayor fraude bancario, tú lograste desplegar una inmensa pancarta en la que habías pintado «Make capitalism history»... Debías de haber cosido muchas sábanas e ideaste un ingenioso sistema de cuerdas para extenderlas. La policía y el viento contrariaron tus planes.

Estando solo en el trabajo, ese sábado en la Bolsa, me vi yo también en la estrecha cornisa del edificio, guiando, mientras corría, a la policía en esta polvorienta construcción del siglo xix. Tú te dejaste arrestar conservando la calma. Fue entonces, cuando estabas rodeado en el ascensor, que nuestras miradas se cruzaron, con respeto. Debes de tener una treintena de años, y tienes la mirada insolente de los rebeldes del sistema.

Eres incluso extrañamente parecido a Jérôme Kerviel, aquel joven broker que habría reventado las operaciones de corretaje de la Société Générale francesa.

Como los militantes de Greenpeace, perteneces a esa raza de raros hombres que tienen en los ojos una llama de rebelión, y de los cuales yo siempre me pregunto en qué os habréis convertido dentro de veinte años.

Fue entonces, cuando te dije que yo presidía la Bolsa, que, bien informado y sin dudar, pronunciaste mi nombre. También me preguntaste, con malicia, si la semana no había sido demasiado dura, con la coyuntura de los mercados.

Nada, en tu comportamiento, dejaba suponer la menor ligereza en tus actos. No eras un combatiente del altermundialismo. No había ninguna violencia en tu comportamiento, sólo determinación. Arriesgaste tu vida por una idea. Utilizaste un edificio simbólico para afirmar una convicción.

Pero ¿valía la pena arriesgar tu vida, y sobre todo la de los policías que te perseguían?

Es verdad que tener la audacia de la rebelión suscita respeto. En El hombre rebelde, Camus decía que no es la rebelión en sí misma lo que es noble, sino lo que ella exige. Decía el filósofo que el rebelde, en sentido etimológico, revuelve. Opone lo que cree que es preferible a lo que no lo es.

Como Camus, tú te has revuelto contra la Bolsa. Pero al hacerlo tú la haces existir. Camus escribía también, en El mito de Sísifo, que no tiene sentido morir por las ideas. Entonces, en tu acción, subsisten profundas incógnitas. ¿Tienes razón? Si es así, ¿sobre qué premisas? ¿Por qué pusiste en peligro tu vida y la de otros?

Apenas te habían subido al coche policial cuando ya los bomberos descolgaban tu pancarta. Los periodistas acababan de llegar. Tus ideas no son realistas, porque el capitalismo es el orden natural de las comunidades humanas. Tu acción es punible. La Bolsa es indispensable para la economía: formula el valor y fundamenta la llamada al capital al riesgo.

Pero, aunque infundadas, tu acción y tu pancarta interpelan. Exigen estas pocas líneas.


Respuesta del «hombre rebelde»

Carta abierta publicada en Le Soir el jueves 7 de febrero en respuesta a la carta abierta de Bruno Colmant, presidente de la Bolsa de Bruselas, que apareció en la edición del mismo diario del martes 5 de febrero con el título «El hombre rebelde».

Estimado Bruno,

Estoy totalmente de acuerdo contigo: hemos vivido los dos un «momento singular». También recuerdo muy bien nuestro encuentro. En el ascensor, te dije: «Ustedes —la clase capitalista— habéis perdido un paquete este fin de semana» y tu me respondiste, con una leve sonrisa: «Sí... 40.000 millones», bajo la mirada estupefacta de los policías que nos acompañaban, sorprendidos de nuestro diálogo, cuando menos cordial. ¡Así que entonces tú, presidente de la Bolsa, has sido «interpelado» por esta acción...!

Has escrito que estabas «estupefacto por las coincidencias»: un crash bursátil planetario a principios de semana, a continuación el Foro Económico de Davos, esa gran misa del capitalismo que reúne cada año a los «poderosos» de nuestro mundo. No se trata de una coincidencia: el crash bursátil se perfilaba desde hace ya varios meses y el Foro Social Mundial se reúne cada año desde el 2001 al mismo tiempo que el de Davos, para intentar construir un contrapoder y afirmar que otro mundo es posible. Mi acción no es aislada: ese mismo sábado 26 de enero, más de 900 acciones tuvieron lugar en más de un centenar de países en todo el mundo. Esa pancarta «Make capitalism history», más allá de una acción que te recuerda «la adolescencia», era mi modesta contribución a esa semana de acción mundial.

Vayamos al fondo de tu mensaje. Escribes: «La Bolsa es indispensable para la economía: formula el valor y fundamenta la llamada al capital al riesgo.»

Retomo ahora una respuesta que recibí a raíz de tu carta abierta, respuesta que encuentro particularmente pertinente. Fue escrita por Eric Toussaint, autor del libro Banco del Sur y nueva crisis internacional[1], que te recomiendo: «Seamos serios señor Colmant, la Bolsa es hoy día esencialmente un sitio de especulación financiera. Los operaciones de recompra y fusión sin un verdadero proyecto industrial y la especulación con los títulos de empresas dominan las operaciones de bolsa. El comportamiento aborregado de los mercados financieros y los ciclos de la economía capitalista provocan con regularidad crisis bursátiles de gran envergadura que tienen efectos profundamente nefastos sobre la vida de los ciudadanos. En beneficio de algunos, ya muy ricos, el futuro de la gran mayoría de los demás se juega como en un casino. Recientemente, la especulación inmobiliaria, que afecta sobre todo a Estados Unidos, desembocó en la crisis del subprime. En el año 2007, dos millones de familias estadounidenses fueron expulsadas de su vivienda porque era incapaces de pagar su deuda hipotecaria. Las sociedades financieras que concedieron préstamos con tipo de interés variable a unas familias ya fuertemente endeudadas vendieron sus acreencias a grandes bancos en forma de títulos. Esos bancos los compraron en masa y se encuentran ahora con paquetes de títulos que ya no valen gran cosa. Cuando estos grandes bancos admitieron que tenían fuertes pérdidas, las bolsas se hundieron. Una gran cantidad de ciudadanos corre el riesgo de ver el ahorro de toda una vida puesto en peligro por las maniobras aventuradas de los operadores bursátiles. En efecto, una parte del ahorro está colocado en forma de acciones.»

En el mismo registro, el capitalismo sería para ti «el orden natural de las comunidades humanas» y por lo tanto ineludible. Es falso. En su forma actual, el capitalismo tiene apenas tres siglos de existencia. Las civilizaciones se desarrollaron en el curso de los milenios precedentes, en todos los continentes, sin conocer el capitalismo. La humanidad se puede organizar de otras formas, diferentes del capitalismo. Por ejemplo, que no ponga la búsqueda del beneficio individual como finalidad del comportamiento humano (por favor, no me respondas que la búsqueda del beneficio individual es parte del orden natural de las cosas, por que numerosos antropólogos han demostrado lo contrario) ni la acumulación del capital como motor de la economía. El capitalismo no desaparecerá por sí mismo, seguramente, a menos que el planeta no lo resista.

Existen otras formas de dominación: es el caso de la opresión de las mujeres por los hombres, el racismo, la opresión religiosa..., todas a abolir. Tenemos necesidad de establecer alternativas reales. Y éstas no tienen nada que ver con el capitalismo, nada que ver tampoco con los regímenes totalitarios estalinianos de la época soviética, del Pol Pot o de la actual dictadura china.

El hecho de que haya subido al techo de la Bolsa no es un acto punible, se inscribe en el derecho de los ciudadanos a la insurgencia contra la opresión y a expresar su opinión. Para mí, hoy «el orden natural de las comunidades humanas» tendría más que ver con la voluntad de actuar para que los derechos humanos fundamentales sean de una vez garantizados... Si bien no hay soluciones «llave en mano» para un socialismo del siglo xxi, ello no nos exime, de ninguna manera, de construirlo.

Jérôme Ollier
Militante de la LCR Bélgica
Sección belga de la cuarta internacional


Si queréis poneros en contacto con Jérôme por email: jerome@cadtm.org

Carta Aberta ao Presidente da República de Moçambique


Os últimos acontecimentos em Moçambique, provocados pelos aumentos nos transportes e na alimentação, levou alguns moçambicanos a manifestarem a sua preocupação pelas políticas seguidas pelo governo e a apelarem a uma intervenção do PR. Lembremos que nos últimos anos Moçambique tem sido louvado por algumas instituições internacionais pela sua elevada taxa de crescimento económico (uma das mais altas de África).


CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPUBLICA A PROPÓSITO DA REVOLTA POPULAR EM MAPUTO!
Sua Excia Senhor Presidente da República,

Excia,

Dirijo-me a si, na sua qualidade do mais alto magistrado da nação!

Excia,

Um acontecimento sem precedentes registou-se ontem na capital do pais. Pela primeira vez depois da independência nacional a população de Maputo saiu à rua com um único propósito - dizer de forma clara e inequivoca de que já está farto das instituições estatais e que pelo menos desta vez, iria resolver os seus problemas, usando as suas próprias mãos! Trazendo para si, a solução dos seus problemas! E para surpresa de todos, RESOLVEU!

Excia, como deve se recordar os manuais da teoria do estado, dizem que o estado nasceu quando o povo decidiu passar parte da sua soberania para uma entidade própria, em troca de bens públicos -segurança, estradas, justiça entre outras. E que tal entidade exerceria o poder e a soberania 'emprestada' em nome desse povo, estabelecendo assim uma espécie de contrato social, com direitos e deveres de ambas as partes!

Só que no nosso caso Excia, parece que o contrato social se rompeu, ou está em vias de se romper. Uma das partes, o povo, cansou-se da ineficiência da outra. Cansou-se e parece que quer recuperar se não toda pelo menos uma parte dos poderes 'emprestados'. Só que Excia, a história mostra-nos que quando o poder cai na rua, as consequências poem ser catastróficas, porque muitas das vezes ao invés de usar a razão o povo pode decidir baseado em emoções, com consequências catastróficas para ele prprio e para o estado.

Excia, dizia eu que um acontecimento sem precedentes se registou ontem. Um acontecimento que a seu ver pode parecer minúsculo, uma pequenha ranhura no edificio da democracia. Mas essa ranhura pode ser apenas a ponta do iceberg!

Este acontecimento deve ser analisado de forma franca e fria pela sociedade mocambicana. Pela classe académica, empresarial e politica, porque pode vir a ter consequências graves para a legitimidade e sobevivência do estado moçambicano.

Uma coisa é a população de um bairro fazer justiçaa pelas próprias mãos atiçando um pneu na rua ou no corpo do suspeito ladrão ou assassino. Outra coisa á a população de vários bairros, quase que de forma espontanea sair das ruas e dizer não a uma medida social.

Criou-se um precedente. E o 'recuo' do governo ou de quem quer que tenha tomado a decisão, mostrou inequivocamente e feliz ou infelizmente, que a solução, por mais racional ou irracional que pareça , FUNCIONA!

Ora funcionando então, a lógica dita que pode vir a ser re-activada! E ao ser reactivada quando as circumstancias assim o obrigarem, estará consumada a des-legitimização do estado, que iniciou há anos, mas que ontem atingiu um ponto sem retorno!

Excia,

Os sinais de uma possivel convulsão social não são de hoje. A justiça pelas próprias mãos, a não participação nos actos eleitorais ou seja o elevado número de abstenções em momentos eleitorais, o crescimento da criminalidade, são sinais inequivocos de uma sociedade amordaçada que clama em ser ouvida. Ou, de uma sociedade que no minimo não tem mecanismos para ser ouvida e influenciar decisões. E isso é grave. Não é por acaso que as tampas das panelas têm furos, que permitem que parte da energia proveniente do calor se vá libertando aos poucos. Infelizmente parece que a tampa da nosa panela social tem tais furos entupidos. E cabe a si, entanto que magistrado mais alto da nação ordenar a limpeza de tais 'furos sociais' para que a força, a energia se vá libertando.

Este aspecto deve ser analisado. Recordemo-nos dos vários estudos sobre a situação social e a possibilidade de erupção de conflitos violentos em Moçambique feitos por entidades quer nacionais quer internacionais (DfID, Swiss Peace e outros).

Excia,

Gostaria de chamar a sua atenção para um outro ponto. O grau de violência das manifestações, que não pouparam as suas vitimas fossem elas agentes do estado ou privados. Ou seja a panela estava tão quente (e a população tão 'aborrecida') que não lhe interessavam as consequências dos seus actos. Foram partidas montras, partidos vidros de carros públicos e particulares, e mesmo um posto de abastecimento de combustivel não foi poupado! E a responsabilidade por estes danos cabe ao estado pois é o estado que detém o monopólio da violência e tem o dever de garantir a segurançaa quer dos bens como dos individuos.

Mas para mim acima de tudo isto ficou, uma mensagem clara para a sociedade Moçambicana e para a comunidade internacional. O velocimetro que estamos a usar para medir a nossa velocidade nacional; o termómetro que estamos a usar para medir a temperatura do nosso corpo nacional, não é nosso e nem foi feito para seres humanos da nossa espécie! A medida para os nossos problemas, o juiz do nosso progresso social não é e não deve ser o Banco Mundial!

Explico-me Excia,

Os distúrbios acontecem um dia depois de o presidente do Banco Mundial em pessoa ter visitado o pais (Maputo, Sofala e Inhambane) e ter dado não apenas uma nota positiva ao governo, mas sim uma nota de despensa!

Estao Excia, como é que se explica que depois de despensar com nota de luxo, menos de 24 horas passadas temos a convulsão que temos?

Para mim Excia, o povo, esse 'animal' soberano chumbou não apenas a despensa dos senhores do mundo como dos seus colaboradores nacionais, que V. Excia representa, dizendo com voz própria e bem audível - BASTA!

Reflictamos pois moçambicanos sobre os caminhos a seguir! Tenhamos a coragem e destreza necessária para longe de emoções momentaneas ou Mandraianas, dicutirmos à sombra da mafurreira ou da mangueira o pais real - o nosso pais real e não o país deles. Sim o pais real e não o ficticio ou das aritiméticas de Bretton Woods.

Já dissemos em vários foruns para quem nos quis ouvir que 'crescimento económico não é igual a desenvolvimento'!

Não permitamos que o nosso estado se des-legitimize ao ponto de não servir para resolver os problemas mais elementares da sobrevivência humana! O povo soberano falou, falta sabermos se os detentores do poder, a classe académica, empresarial e sobretudo a politica tem ouvidos para ouvir! Falta saber se haverá destreza necessária para diagnosticar o mal pela raiz ou então se uma vez mais esconderemos a cabeçaa deixando o rabo de fora, dizendo que o 'povo foi instrumentalizado', que o povo foi 'usada' que as manifestaçõs foram 'organizadas' por forças externas, os tais e eternos 'inimigos do povo e da nação moçambicana'

Excia,

Chega de Quenias, chega de Chades, chega de Liberias, chega de Serra Leoas, Eritreias, Congos!

Defendamos a nossa sobrevivência em tanto que NAÇÃO moçambicana! O senhor, como o mais alto magistrado da nação, tem uma palavra a dizer na forma como é gerida a 'coisa pública'!

Aguardamos o seu pronunciamento e quiçá o cachimbo da paz social!

Sabemos que recentemente fez anos. Tambem sabemos que acaba de celebrar tres anos do seu mandato. Seria de mau tom terminarmos esta carta sem lhe desejamos parabéns e 'bom apetite' no consumo da prenda que o povo de Maputo lhe ofereceu ontem!

E mais não disse!

Manuel de Araujo

www.manueldearaujo.blogspot.com

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Sindicalistas da Sawt El Amel sob risco de prisão


CUT encaminha ofício às autoridades de Israel pedindo que decisão seja anulada
Publicado: 01/02/2008 - 17:43
http://www.cut.org.br/site/start.cut?infoid=16076&sid=6

A Direção Executiva da Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasil - recebeu com preocupação a notícia que, na quinta-feira, dia 24 de janeiro de 2008, o Tribunal de Nazaré no Estado de Israel declarou culpados oito sindicalistas árabes palestinos da Galiléia, da organização Sawt El Amel, pela realização de "uma reunião ilegal e por perturbação da ordem pública e agressão contra um policial no exercício de suas funções", sendo que as sentenças serão anunciadas em 14 de fevereiro.

Os oito companheiros - Jamal Hassanen, Samir Habiballah, Wahida Habiballah, Khaldiya Hassanen, Mahmoud Habiballah, Wehbe Badarne, Arif Habiballah e Khitam Habiballah - estão sob risco de penas de prisão e pagamento de pesadas multas por fatos ocorridos há oito anos, em 27 de outubro de 1999, quando foram reprimidos pela polícia em uma manifestação de trabalhadores e militantes sindicais que protestavam contra práticas discriminatórias do serviço de emprego do Plano Wisconsin.

A CUT emitiu uma carta ao Procurador Geral de Israel, Sr. Menahem Mazuz, declarando inconformidade com a decisão tomada pelo Tribunal, por conhecer a atividade da organização Sawt el-Amel de defesa dos direitos dos trabalhadores árabes submetidos ao Plano Wisconsin - plano de retorno ao emprego que transgride todas as disposições das normas internacionais de trabalho da OIT.

Perante a isso, a Central pede ao Procurador Geral que considere que, os oitos militantes de Sawt el-Amel, ao organizar reuniões, manifestações e protestos em defesa dos interesses materiais e morais de seus representados, no caso, homens e mulheres sem empregos submetidos ao Plano Wisconsin, simplesmente cumpriam seu dever de defensores dos interesses da classe trabalhadora.

A Central Única dos Trabalhadores por não aceitar qualquer tipo de sanção contra os sindicalistas que, simplesmente exerciam seu mandato, pede ao Sr. Menahem Mazuz e, por seu intermédio, às autoridades de Estado, a anulação da decisão do Tribunal de Nazaré, que viola o direito de defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras, reconhecido por todas as convenções sobre direitos humanos, bem como pelas convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho) da qual o Estado de Israel é membro.


Pergunta: as centrais sindicais portuguesas disseram alguma coisa sobre este assunto?

Movimento Porta 65 Fechada


O Movimento Porta 65 Fechada vai, este fim de semana, promover em 4 cidades do país - Porto, Coimbra, Lisboa e Faro - um conjunto de iniciativas alertando para a situação dos precários e as repercussões que essa situação social tem, nomeadamente no acesso à habitação, que o programa governamental "Porta 65 Jovem" não consegue responder.


Lá nos encontraremos.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Artistas Portugueses porDarfur


Dia 8 de Fevereiro, às 18h00, na FNAC do Chiado

Antecipando as iniciativas internacionais de alerta sobre Darfur programadas para dia 12 de Fevereiro e no início deste ano em que se assinalam os cinco anos desde o início dos massacres do Governo sudanês em Darfur, a Campanha por Darfur, com o apoio da FNAC, dinamiza, no próximo dia 8 de Fevereiro, às 18h, na FNAC do Chiado, uma Apresentação do CD Frágil Artistas Portugueses porDarfur para sensibilização e em solidariedade com o povo de Darfur.

A apresentação contará com a presença dos artistas Paula Teixeira, António Ribeiro (UHF), Welbi Feat Madouglas, Red Zone e Terceira Margem e incluirá a passagem de um Documentário, O Testemunho dos artistas, um momento para os artistas cantarem, o tema do CD e/ou o Tema Frágil cantado em conjunto, e uma sessão de Autógrafos.

Mais de 3 milhões de refugiados necessitam de apoio urgente em Darfur.

Participe e divulgue, porque a sua voz pode fazer diferença!

Entrada Livre

Mais informações em http://www.pordarfur.org ou através do secretariado@pordarfur.org.

P´la Campanha porDarfur,

Isabel Gonçalves

Otra América es posible


Nuevamente, la Alianza Social Continental y el Capítulo Cubano de la misma, convocan al tradicional Encuentro Hemisférico en La Habana, Cuba.

Para esta VII edición, se ha concebido un evento ajustado la actual coyuntura política y en función de avanzar en la construcción de estrategias de luchas adecuadas a la misma, con un programa fundamentalmente dirigido al tratamiento de los medulares temas que hoy forman parte de la agenda de los movimientos sociales en la región como parte de sus luchas frente a las prácticas del libre comercio en sus más diversas modalidades; el tratamiento a los asuntos de la deuda, las instituciones financieras internacionales y la nueva arquitectura financiera; la OMC como parte del escenario de confrontación político-económica; el enfrentamiento a la desenfrenada carrera militarista impuesta por los EE.UU y su falseada lucha contra el terrorismo; los problemas medioambientales que gravitan sobre la existencia misma de nuestra especie; el uso desmedido de fuentes energética no renovable; la soberanía alimentaria frente a los agrocombustibles; el rol depredador de las transnacionales sobre la independencia económica de nuestras naciones. Frente a todo ello, nuestro evento favorece el especio necesario para la construcción y avance de la integración como parte de las alternativas al modelo neoliberal que propende el sistema capitalista actual, tomando en cuenta las experiencias que en tal sentido se vienen operando por algunos gobiernos en nuestra región, conciderando además la necesidad de establecer diálogos entre dichas experiencias y los movimientos sociales.

Todo lo anterior podrá ser socializado a través de paneles plenarios, con el objetivo de lograr conformar articulaciones y planes de acciones comunes en torno a los temas más apremiantes que hoy forman parte de la agenda de los movimientos sociales en la región. Por otra parte, el evento ofrece espacios para reuniones de redes y campañas específicas y otros, que podrán dar tratamiento a sus necesidades orgánicas y estratégicas para sus agendas de luchas.

Nuestro encuentro lo estaríamos desarrollando entre los día 7 y 11 de abril de 2008, en el Palacio de las Convenciones de La Habana, Cuba, dedicando los días 7 y 8 a reuniones específicas de redes y campañas y los días 9 al 11 a temas generales de las agendas de lucha, todo ello bajo el título de : VII Encuentro Hemisférico de lucha contra los TLCs y por la integración de los pueblos.

Por tanto, resulta de interés y necesario que aquellas redes, campañas y organizaciones miembros de la ASC y otras interesadas en participar y aportar en este esfuerzo, hagan suya la presente convocatoria y ponga a disposición del evento sus capacidades de difusión y movilización, de manera que podamos contar en La Habana con la mayor representatividad posible de los tantos actores sociales que hoy luchan por esa América mejor posible y necesaria.

En AVISOS sucesivos estaríamos brindando informaciones complementarias sobre logística y programación.

Para más información contactar con nuestro Comité Organizador:
E.mail: jmamerica@yahoo.com.mx /// america@ctc.cu
Tel: (537) 877-5312 Fax: (537) 873-5408


Fraternalmente.

Alianza Social Continental (ASC)
Capítulo Cubano de la Alianza Social Continental (CC-ASC)

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Sobre o bloqueio e a agressão a Gaza


COMUNICADO DE IMPRENSA 01/08

Tomada de posição do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) sobre o bloqueio e a agressão a Gaza


O governo de Israel continua a desrespeitar as resoluções das Nações Unidas e a violar os direitos do homem, agindo de forma ostensiva contra a população civil da Palestina e prosseguindo, sob vários pretextos, a sua estratégia de criar o grande Israel pretendido pelos fundamentalistas.

As recentes incursões militares, acompanhadas de bombardeamentos indiscriminados e do bloqueio a Gaza, com gravíssimas consequências para a população, recordam as tragédias da última guerra mundial, ainda gravadas na nossa memória.

É claro que a capacidade de influenciar o Estado de Israel, no sentido de um comportamento compatível com o direito internacional, tem sido atenuada pela visível conivência da administração Bush e de Tony Blair, bem como pela constante hesitação e tolerância por parte da União Europeia.

Esta situação só pode agravar o já longo conflito na região, prolongar o sofrimento das populações dos dois lados e dificultar ainda mais o relançar efectivo de negociações eficazes. Prosseguir a agressão contra Gaza serve apenas estratégias e interesses contrários à estabilidade e à paz na região.

Perante esta situação, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) reitera o apelo para que o Governo português - cuja capacidade diplomática ficou demonstrada durante a recente presidência da UE - assuma uma posição activa, tendo em vista a adopção pela União Europeia de uma genuína estratégia em prol da paz no Próximo Oriente, enquanto é tempo.

A aventura militar de Israel no Líbano e o actual ataque e bloqueio a Gaza requerem, mais do que nunca, por parte da comunidade mundial, uma intervenção inequívoca e solidária, à semelhança do que aconteceu em relação à África do Sul do apartheid, a qual abriu caminho à democratização e ao primado dos direitos humanos naquele país.

É altura de accionar medidas susceptíveis de condicionar a política israelita, com vista ao cumprimento das resoluções das Nações Unidas e do direito internacional, designadamente através da adopção de sanções económicas e outras medidas, como um corte significativo das parcerias académicas e científicas com instituições europeias, de modo a apressar a genuína participação de Israel num processo de paz, que assegure a libertação dos territórios palestinianos ilegalmente ocupados e trave as acções agressivas em curso.

O apelo da comunidade internacional ao Hamas e a outros grupos para renunciarem à violência deve ser acompanhado de um apelo igualmente assertivo a Israel, para que cesse de cometer actos de agressão e crimes de guerra contra a população da Palestina.

O silêncio ou a aquiescência da comunidade internacional perante a reiterada política agressiva de Israel agrava a situação na região e radicaliza as tensões em todo o Médio Oriente, pondo em causa a paz mundial.

Lisboa, 26 de Janeiro de 2008

Pela Comissão instaladora do MPPM
aa) Isabel Allegro de Magalhães e Mário Ruivo

quinta-feira, janeiro 31, 2008

No a los acuerdos de libre comercio; sí a la soberanía alimentaria y a los derechos de los pueblos


Declaración de la Vía Campesina

Dijon, 13 de enero de 2008

Todas las organizaciones de campesinos, miembros de Vía Campesina, reunidas en la ciudad de Dijon (Francia), declaran que todos los acuerdos de libre intercambio tanto bilaterales como bi-regionales, llámense Tratados de libre comercio, Acuerdos de libre comercio o Acuerdos de partenariado económico, comparten la misma naturaleza. Estos acuerdos suponen un saqueo de los recursos naturales y sólo benefician a las empresas multinacionales, en detrimento del conjunto de los pueblos del mundo y el medio ambiente. No son acuerdos de partenariado, sino acuerdos de saqueo económico.

Para combatir la plaga del neoliberalismo y esta nueva mercantilización del planeta, nos comprometemos a actuar juntos para:
  • Informar a la población acerca de los peligros que representan los acuerdos de libre intercambio ya firmados y aquellos en fase de negociación;

  • Organizar colectivamente, y en cada región del mundo, un movimiento de resistencia, trabajando con todos nuestros socios y aliados (sindicatos, organizaciones de pescaderos, mujeres, jóvenes, ecologistas, asociaciones de consumidores, ONGs de desarrollo…);

  • Luchar para que el derecho a la soberanía alimentaria devenga un derecho inalienable que permita a cada pueblo escoger su tipo de alimentación y agricultura.

Gracias a esta nueva ofensiva que priva a las poblaciones, y muy particularmente a los campesinos y campesinas, de medios para vivir dignamente de sus oficios, Vía Campesina se compromete a organizar e intensificar la lucha. Le suplicamos a los gobiernos que no firmen estos acuerdos. Las victorias obtenidas en América, en África y en Asia frente a algunos proyectos de acuerdos bilaterales nos anuncian el amanecer de una época caracterizada por la soberanía alimentaria y los derechos de los pueblos.

Durante los próximos meses, nos movilizaremos en las siguientes fechas:
  • El 26 de enero, con ocasión de la Jornada Mundial de la Acción.

  • Del 7 al 13 de abril contra los acuerdos bilaterales impuestos por la Unión Europea.

  • Del 15 al 18 de mayo en Lima (Perú), contra la cumbre UE-América Latina.

  • En julio, en la G8 en Japón.

  • Del 17 al 23 de octubre, con ocasión del 5º Congreso de la Vía Campesina en Mozambique.

sábado, janeiro 26, 2008

Buenos Aires se moviliza por otro Mundo Posible


Las organizaciones parte del Movimiento por la Soberanía y la Integración de los Pueblos (MoSIP), capítulo argentino de la Alianza Social Continental, se movilizaron el viernes 25 de enero en adhesión a las Jornadas de Acción Global contra el Imperialismo y el Neoliberalismo.

Bajo un cielo nublado, pero que por minutos asomaba el sol, en el centro financiero de la ciudad porteña, frente a la sucursal central del Bank Boston y a una cuadra de Plaza de Mayo, donde al mismo tiempo el Presidente Evo Morales visitaba la Casa de Gobierno, organizaciones y movimientos sociales, grupos feministas, de mujeres y de derechos humanos, se movilizaron en adhesión el marco de las Jornadas de Acción Global.

Entre las organizaciones presentes se encontraban ATTAC, Diálogo 2000, la Central de Trabajadores de Argentina (CTA), el Movimiento por la Paz y la Soberanía (Mopassol), la Federación Judicial Argentina, Jubileo Sur/Américas y la Red contra la Trata, entre otras, quienes hicieron un especial llamado de solidaridad con el pueblo boliviano, frente a los continuos ataques del Imperialismo y de sectores bolivianos renuentes a perder sus privilegios. Se destacó además el apoyo a las decisiones del gobierno boliviano de recuperar la soberanía sobre los recursos naturales y de retirarse del CIADI.

Al respecto, Rina Bertaccini, co-presidenta del Consejo Mundial de la Paz, manifestó: "estamos expresando nuestra solidaridad con el pueblo de Bolivia porque sufre los continuos embates de fuerzas racistas y fascistas instigadas desde Washington". Julio Gambina, economista de ATTAC, sostuvo "que en América Latina ese otro mundo posible, supone terminar con el flagelo de la deuda externa, los tratados de libre comercio y los tratados bilaterales de inversión".

Mientras diversos activistas dialogaban y llamaban a los transeúntes a informarse y participar de la radio abierta que tenía lugar con dirigentes sociales que daban cuenta no solo de las demandas sino también de las propuestas de alternativas por ese otro mundo posible. Gladys Jarazo de Diálogo 2000 e integrante de Jubileo Sur/Américas, afirmó que "no solo estamos acá para denunciar las consecuencias del neoliberalismo, sino también para seguir resistiendo y avanzar en la construcción de alternativas". Y resaltó la importancia de apoyar la Auditoría Integral de la Deuda iniciada por el gobierno de Ecuador y participar en las discusiones sobre el Banco del Sur, "para que sea un banco al servicio de las necesidades y los derechos de los pueblos".

Finalmente el grupo de teatro callejero Al Borde dio color a esta jornada interpretando una sarcástica parodia de la reunión que se estaba llevando adelante en Davos, Suiza, donde las empresas multinacionales en complicidad con los gobiernos que tienen el manejo del poder económico mundial oprimen y violan los derechos de los pueblos.

Al grito de "pan, trabajo: Davos al carajo" finalizó la jornada, que continuará el 26 de enero con acciones en otras partes del país y sobre todo, un abrazo solidario en la frontera con Bolivia que se extenderá desde La Quiaca hasta Aguas Blancas.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

BLOQUEIO A GAZA É CRIME CONTRA A HUMANIDADE


TOMADA DE POSIÇÃO DO CONSELHO PORTUGUÊS PARA A PAZ E COOPERAÇÃO

BLOQUEIO A GAZA É CRIME CONTRA A HUMANIDADE


O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena firmemente o bloqueio imposto pelo Governo e Exercito Israelitas à Faixa de Gaza e considera que tal acto constitui um claro e inequívoco crime contra a humanidade, aliás como já veio afirmar o Relator Especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinianos, o Prof. John Dugard.

O corte no fornecimento de electricidade, combustível e de água, bem como de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais, viola as mais elementares condições de sobrevivência, o direito internacional e todos os códigos éticos e morais.

Passada uma semana de bloqueio, o desespero das populações é incomensurável. Numa manifestação de instinto de sobrevivência a população de Gaza respondeu à degradação constante das suas condições de vida quebrando o cerco na fronteira com o Egipto.

Não é aceitável que a comunidade internacional consinta na prática persistente exercício de uma política de punição colectiva de 1.5 milhões de pessoas, em clara violação da Convenções de Genebra.

Tal como não é aceitável nem compreensível que a mesma comunidade internacional, permita a Israel a subversão total do direito internacional ao declarar a Faixa de Gaza uma “Entidade Hostil” no quadro de um “conflito de guerra de curta duração”, para assim procurar justificar esta imoral e ilegal intervenção, que na última semana se salda no massacre de mais de 50 palestinianos.

E menos compreensível se torna ainda este acto quando colocado aos lado das palavras de Olmert e Bush propalando o compromisso e empenhamento comum na criação de um Estado Palestiniano viável.

É preciso não esquecer que a Faixa de Gaza é um território totalmente controlado e cercado por Israel, e que a vida dos seus habitantes se degrada de dia para dia. Israel controla o espaço aéreo, fronteiras e águas territoriais, controla o registo de população, o sistema fiscal, o fornecimento de bens de todo o tipo, a liberdade de movimentos e o acesso a cuidados de saúde. A entrada e saída de pessoas e bens é totalmente controlada por Israel, vivendo-se neste momento uma situação de completo cerco.

Falamos pois da maior prisão do mundo.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação exorta o Governo Português a intervir no quadro da sua política externa e da participação nas instituições internacionais, no sentido de uma clara e inequívoca condenação a esta política criminosa do governo israelita e da exigência do levantamento total e imediato do bloqueio a Gaza.

Exige igualmente do Governo de Israel, o fim da ocupação ilegal dos territórios árabes que leva a cabo há já 60 anos, em conformidade com as resoluções das Nações Unidas e o cumprimento do Direito Internacional, bem como o fim imediato do inumano bloqueio exercido sobre o território da Faixa de Gaza.

Nesta ocasião o CPPC reafirma a sua solidariedade às organizações palestinianas e israelitas que no próximo sábado, dia 26, realizarão manifestações em Israel, Faixa de Gaza e Cisjordânia, exigindo o levantamento do Bloqueio a Gaza, assim demonstrando que a convivência é possível e que não existem contradições inultrapassáveis entre os respectivos povos.

Lisboa, 24 de Janeiro de 2008

Mensaje de Amigos de la Tierra Internacional


Jornada del movimiento social en defensa de la vida y de los territorios y en defensa de los derechos de los más desprotegidos y victimizados

El 26 de enero se llevará a cabo una jornada mundial convocada por el Foro Social Mundial y la Asamblea de Movimientos Sociales. Amigos de la Tierra Internacional, con sus organizaciones afiliadas y su membrecía en más de 70 países, manifiesta su respaldo a esta jornada y propone sumarse a las actividades que sean promovidas conjuntamente con otras organizaciones del movimiento social en todo el planeta.

Amigos de la Tierra es consciente de la importancia de coaligar las fuerzas del movimiento social en defensa de la vida y de los territorios y en defensa de los derechos de los más desprotegidos y victimizados. Estamos trabajando en distintas coaliciones y alianzas en todo el planeta: con campesinos, con organizaciones de pescadores, con organizaciones de los pueblos indígenas, con organizaciones de consumidores, con organizaciones feministas y LGBT, con organizaciones juveniles, con todos aquellos y aquellas que luchan por un mundo con justicia y dignidad y es nuestra esperanza que estos lazos de solidaridad y hermandad florezcan en un mundo justo y sustentable.

Sabemos que nuestros esfuerzos por la articulación de los movimientos sociales no culminan en la jornada del 26 de enero y que hemos de fortalecer nuestro empeño para derrotar a ese puñado de ambiciosos que desean que el mundo sea una mercancía más en sus manos. No cejaremos nuestros esfuerzos hasta lograr que haya justicia climática, hasta lograr el desmantelamiento del poder de las grandes corporaciones trasnacionales, hasta lograr que se retiren los fondos públicos de los negocios de los hidrocarburos y se detenga su extracción, hasta lograr que haya soberanía energética y soberanía alimentaria.

Hermanos y hermanas les enviamos este mensaje para decirles que cuentan con nosotros y con nosotras y que el día 26 de enero estaremos juntos manifestándonos con alegría y decisión.

Amigos de la Tierra América Latina y El Caribe, ATALC
www.foei.org

terça-feira, janeiro 22, 2008

MNE iraniano passa por Lisboa: negócios


Amanhã temos passarão!

Realmente, porque havia o governo português de se pronunciar sobre os enforcamentos de homossexuais, as lapidações por adultério, os Direitos Humanos em geral? O dinheiro fala mais alto e a vergonha na cara não existe!

Diário de Notícias de hoje.
"MNE iraniano em Lisboa para conversar com Galp

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão vai estar em Portugal amanhã para acelerar contactos com vista a um acordo com a Galp e outros desenvolvimentos das relações bilaterais, soube o DN de fontes ligada ao processo. Manucher Mutaki lidera uma delegação "multidisciplinar", que deverá "reforçar o que foi conseguido durante a recente visita do ministro do Petróleo", revelaram as mesmas fontes. Um acordo comercial com a petrolífera portuguesa poderá ser o primeiro passo para outros voos mais altos. Manucher Mutaki deverá encontrar-se com Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros português, com Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, e com "outras personalidades" nacionais. Um encontro com o primeiro-ministro José Sócrates estava ontem ainda por confirmar.
"


Retirado daqui: http://panterasrosa.blogspot.com/2008/01/amanh-temos-passaro.html

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Setúbal: um outro mundo é possível


Outro Mundo é Possível


Procurando responder à convocatória lançada pelo Fórum Social Mundial, pretendemos, em conjunto e com a maior abrangência possível da sociedade civil sadina, ser parceiros de um movimento - plataforma, com vista a efectuar, ao longo dos dias 23, 24 e 25, algumas acções, culminando, no próximo dia 26 de Janeiro de 2008, com o "Dia de Mobilização e Acção Global". Uma jornada de reflexão sobre os caminhos que têm vindo a ser trilhados pela globalização neo-liberal e seus efeitos na sociedade em geral e, em Setúbal, em particular.

Como todos sabemos, este esforço reúne o contributo de milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos, sindicatos de todo o mundo, independentemente das idades, povos, culturas e crenças, unidos pela convicção que a globalização económica, desprovida de humanidade, é exclusiva e criminosa.

Unem todas estas organizações o comum desejo de se manifestarem, liminarmente, contra a pobreza, contra a fome, contra os desastres ambientais, contra a exploração, contra a exclusão, contra a negação dos direitos humanos e contra a guerra, porquanto são portadoras de sofrimento, pobreza, ingerência, destabilização física e psicológica, bem como a morte.

PROGRAMA

23 Janeiro
Ambiente
10:00 h. Recolha de Lixo na Serra da Arrábida 14:00 h. Execução de peça artística com o mesmo 21:30 h. Documentários seguido de debate Na sede da Associação José Afonso, Rua de Damão, 26/28 Setúbal

24 Janeiro
Pobreza, exclusão e desperdício
20:00 h. Sopa respigada, seguido de documentário "A Respiga e a Respigadora"
Debate livre e exposição "O LIXO DO LUXO DO LUCRO"
Espaço Lança, Estrada da Graça, 190

25 Janeiro
Guerra no Iraque
14:00 h. Acção cénica na Praça do Bocage 21:30 h. Exibição do Filme "A Caminho de Guantánamo"
TAS - Teatro Animação Setúbal
Teatro de Bolso - R. Dr. Aníbal Alvares da Silva, 9

26 Janeiro 2008 - Setúbal
Dia da Mobilização e Acção Global
14:00 horas - Praça do Bocage
Bancas - Exposições - Animação
21:00 horas Documentários sobre Setúbal
Academia Problemática e Obscura
Rua Deputado Henrique Cardoso, 30/34

PARTICIPANTES
Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado
Associação José Afonso
Bloco de Esquerda (Núcleo de Setúbal)
Bombeiros Voluntários de Setúbal
Café Experimental
Caritas Diocesana de Setúbal
Clube Campismo de Setúbal
Espaço Lança
Juventude Socialista
Precários Inflexíveis
Folia - Cooperativa Cultural, CRL
Lebres do Sado
Reciclarte
SOS Racismo
Teatro Estúdio Fonte Nova
TAS - Teatro Animação de Setúbal
e outros cidadãos.

sábado, janeiro 19, 2008

Solidariedade com o povo da Palestina


Apresentação pública do

COMITÉ DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

DEBATE e FILME

Sexta-feira, 25 de Janeiro, às 21h

Na Biblioteca-Museu República e Resistência

Rua Alberto de Sousa, 10ª - zona B do Rego

(metro Entrecampos ou Cidade Universitária)


segunda-feira, janeiro 14, 2008

FSM - Penafiel


Na sequência dos Foros Sociais Mundiais que, anualmente se tem realizado, desde 2001, e que se configuram como um espaço e processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, o Fórum Social Mundial 2008 tem como pano de fundo um dia de mobilização e Acção Global - a 26 de Janeiro - com acções distribuídas por todo o mundo, em qualquer lugar.

Um conjunto de pessoas e organizações tem reunido para preparar o Dia de Acção Global em Penafiel. Definindo como eixo temático a Pobreza/Globalização, que será desenvolvido por diferentes actores da região, e culminará no dia 26 de Janeiro, tal como no resto do mundo, com a diversidade de acções que se apresentam solidárias com milhares de mulheres e homens de todas as idades, organizações, redes, movimentos e sindicatos de todas as partes do planeta, aldeias e regiões, zonas rurais e centros urbanos, povos, culturas e crenças, unidos pela firme convicção que OUTRO MUNDO É POSSÍVEL.

Espaço de cidadania plural e diversificado, o Fórum Social não pretendendo limitar-se a cumprir o papel marginal de consciência contestatária das questões regionais e planetárias, afirmando-se antes por ser um projecto de esperança na certeza que OUTRO MUNDO É POSSÍVEL. Em oposição à globalização do capital nós propomos a globalização do bem-estar, um mundo de paz, solidário, sem fome nem pobreza, com ambiente equilibrado e saudável que, estamos convictos, é possível e há-de acontecer.

Participemos na sua construção.

FORUM SOCIAL MUNDIAL

Outro Mundo é possível

fsm-penafiel.blogspot.com

FORUM SOCIAL MUNDIAL - PENAFIEL

OUTRO MUNDO É POSSÍVEL



PROGRAMA E ACÇÕES

EXPOSIÇÃO - 10 a 30 Janeiro
Desenho e Pintura no Museu Arte Sacra - FSM - PENAFIEL
- Pintora - Sofia Guimarães

NOITE DE POESIA E MÚSICA - 13 Janeiro
Café E.P.- Rua do Paço 21.30h
- Micaela
- Gil
- Fernando Soares

CONTOS PARA ALUNOS DA ESCOLA BÁSICA Nº 1 DE PENAFIEL - 15 Janeiro
Biblioteca Municipal - A. Sacadura Cabral
- Alunos da Escola Básica nº 1 de Penafiel - Temática Solidariedade

NOITE DE POESIA E MÚSICA - 18 Janeiro
Bar do Lago - Jardim do Sameiro 21.30h
- Ana Afonso
- Micaela
- Ramalho
- Afonso Leal

TERTÚLIA/EXPOSIÇÃO - 19 Janeiro
Café Sociedade - Praça Municipal 16.00h
Moderador Eng. António França
Padre Mário de Oliveira
Padre Crespo
Dra. Alice Teixeira - Psicóloga
Dra. Isabel Saro - Assistente Social
Prof. Zeferino Lopes
Dr. Cristiano

DIA DE MOBILIZAÇÃO E ACÇÃO GLOBAL - 26 DE JANEIRO

JOGO TREINO DE HÓKEY EM PATINS
Pavilhão Desportivo de Santiago10.00h
- Escolinhas Iniciados

MARCHA PELA PAZ
Parque da Cidade - Marecos 10.30h

EXPOSIÇÕES/PALESTRAS/MUSICA
Café Cantinho 14.30h
- Trabalhos dos alunos da E.B.1 de Penafiel - Solidariedade
- Trabalhos dos alunos da E.S.1 de Penafiel - Direitos Humanos
- Educar na Diversidade
- Direitos Humanos
- Grupo de Cavaquinhos - Alpendurada.
- Grupo JARMUSICA - Novelas
- Alunas E.S.1 de Penafiel e outros

EXPOSIÇÃO / PALESTRA / ANIMAÇÃO
Sala de convívio da Misericórdia 14.30h
- Informação diversa sobre o Ambiente - Valsaq, AARIS e Outras

YOGA E PAZ
Health Club 10.30h
- Prof. Gonçalo Correia

ANIMAÇÃO DE RUA 16.30H

CONVÍVIO MUSICAL/BANCAS DE DIVULGAÇÃO
Cinemas de Penafiel - Av. José Júlio 17.00h
- Grupo Coral - Arquicoro

JANTAR CONVÍVIO
Café Faria - Av. José Júlio nº 277 19.30h
Marcação 93 598 04 01

APRESENTAÇÃO DE FILME ORIGINAL
Cinemas de Penafiel - Av. José Júlio 2100h
- Projecção de vídeo - Fórum Social Mundial - Novelartecine

DEBATE
Cinemas de Penafiel - Av. José Júlio 21.30h
- Ana Gomes
- Boaventura Santos (não confirmado)
- Carvalho da Silva (não confirmado)
- João Teixeira Lopes
- Padre Jardim
- Paulo Esperança

ABUSO DE PSICOFÁRMACOS EM CRIANÇAS E JOVENS


Debate aberto a profissionais da saúde, pais e educadores

HUMANISTAS DENUNCIAM ABUSO DE PSICOFÁRMACOS EM CRIANÇAS E JOVENS

No próximo sábado, dia 19 de Janeiro, às 16h, o Movimento Humanista promove um debate sobre a crescente prescrição de psicofármacos a crianças e jovens, sob o título de “Histórias de uma rebeldia anestesiada”.

Este debate terá lugar no Clube Literário do Porto e contará com a participação da pedopsiquiatra Zulmira Correia, da psicóloga Vânia Martins e do porta-voz do Novo Humanismo em Portugal, Luís Filipe Guerra.

O objectivo é promover a reflexão sobre o aumento de diagnósticos de hiperactividade e défice de atenção em crianças e adolescentes, bem como sobre os perigos implicados na crescente prescrição de psicofármacos a esta população para responder a estas dificuldades.

Este evento marca também o arranque de uma campanha de denúncia e esclarecimento sobre as múltiplas formas de violência exercidas actualmente sobre os jovens, e que culminará a 2 de Outubro, Dia Mundial da Não-Violência.

O Clube Literário do Porto situa-se na R. Nova da Alfândega, número 22, nesta cidade.

sábado, janeiro 12, 2008

A TODOS LOS ORGANIZADORES DE LAS ACCIONES DE EL DIA GLOBAL


MUCHOS MEDIA SON INTERESADOS EN EL DIA GLOBAL DE ACCION.

NECESSITAMOS, PARA CADA ACCION, UNA DIRECCION ELETTRONICA Y EL NUMERO TELEFONICO DE UNA PERSONA QUE PUEDE DAR INFORMACIONES Y ENTREVISTAS.

POR FAVOR, ENVIA UN CORREO A: globalaction@wsf2008.net CON LA DIRECCION ELETTRONICA, EL NUMERO TELEFONICO, EL TITULO, EL LUGAL Y L’HORARIO DE LA ACCION.

MUCHAS GRACIAS

El grupo Movilización y Media

OTRO MUNDO ES POSIBLE!! OTROS ESTADOS UNIDOS SON NECESARIOS!!


Declaración leída por Maurice Taylor de la Campaña de los Pobres por los Derechos Humanos Económicos (PPEHRC) a alrededor de 1500 personas en la Asamblea de los Movimientos Populares durante el FORO SOCIAL DE LOS ESTADOS UNIDOS el 1 de julio, 2007 en Atlanta, Georgia, EEUU.

La Campaña de los pobres por los Derechos Humanos Económicos (PPEHRC) anunciamos nuestra participación en el DÍA GLOBAL DE ACCIÓN Y MOVILIZACIÓN el 26 DE ENERO DEL 2008,

Y convocamos a la gente de los Estados Unidos y del mundo a sumarse a la “MARCHA POR NUESTRAS VIDAS” para “DINERO PARA LA SALUD NO POR LA GUERRA” durante la CONVENCIÓN NACIONAL DEL PARTIDO REPUBLICANO el 2 de septiembre del 2008 en Minnesota, EE.UU.


La Campaña de los Pobres por los Derechos Humanos Económicos (PPEHRC) en los Estados Unidos está construyendo un movimiento que unifique a los pobres tras todas razas.. La pobreza afecta a los estadounidenses de todos los colores. Día a día, más y más de nosotros somos excluidos y empobrecidos. Compartimos un interés común en unificarnos en contra de las condiciones dominantes y alrededor de nuestra visión de una sociedad en que todos nosotros tengamos acceso a la atención médica, vivienda, trabajo con salarios dignos, y el acceso a educación de calidad tanto primaria, como secundaria y superior.

La Campaña por los Derechos Humanos Económicos de los Pobres incluye a gente de muchos orígenes. Somos madres, padres, niños y abuelos; somos los desempleados, los trabajadores pobres, los excluidos, los indigentes, las víctimas de las reformas de “bienestar” y del NAFTA, los “daños colaterales” de la nueva economía; somos trabajadores sociales, líderes religiosos, líderes laborales, artistas, abogados, y otros pobres de conciencia; somos jóvenes y viejos; vivimos en la áreas rurales y en los centros urbanos.

Estamos comprometidos en unificar a los pobres como la base que lidere un movimiento amplio para abolir la pobreza en todas partes y para siempre. Trabajamos para llevar a cabo esta meta a través de la promoción de los derechos humanos económicos, establecidos en la Declaración Universal de los Derechos Humanos en sus artículos 23, 25 y 26. Estos artículos establecen nuestros derechos humanos a provisiones tales como vivienda, atención médica, un empleo con salario digno y educación. Los Estados Unidos consistentemente han ignorado y minado el consenso global sobre los derechos humanos económicos.

Desde un comienzo, la Campaña de los Pobres por los Derechos Humanos Económicos (PPEHRC) se ha dedicado a la construcción el Foro Social de los Estados Unidos y a asegurar aquí una extensa presencia de gente pobre desde todos los Estados Unidos, como parte de los esfuerzos para crear un movimiento de masas por nuestras propias vidas, enfrentando a un sistema económico y a un gobierno que a millones de nosotros aquí en los Estados Unidos y a billones de nosotros alrededor del mundo nos ha sentenciado a la muerte por causa de la pobreza y la guerra.

Aquí en el Foro Social de los Estados Unidos, hemos marchado juntos desde el Centro Memorial de Martin Luther King hasta la sede internacional de la Coca Cola para insistir en que “Otro Mundo es Posible y Otros Estados Unidos son Necesarios!” Con esta “Marcha por los Derechos Humanos Económicos”, pobres e indigentes de todas partes de los Estados Unidos y nuestros hermanos y hermanas de otras partes |del mundo condenamos las violaciones a los derechos humanos económicos en el país más rico de la tierra, incluyendo las violaciones a los derechos humanos a la salud y acceso al agua, mientras nuestro gobierno gasta billones en guerras inmorales en el exterior. De igual forma protestamos contra las violaciones a los derechos humanos cometidas por compañías como la Coca Cola y Burger King, aquí en los Estados Unidos, en Colombia, en la India y en otras partes, incluyendo las violaciones cometidas a la luz de tratados de “libre comercio” como lo son el TLCNA y el ALCA. En la Coca Cola hemos acusado a esta corporación por Crímenes en Contra de la Humanidad.

Durante el año 2008, se cumplen 60 años de la Declaración Universal de los Derechos Humanos. También en este año tendrán lugar las próximas elecciones presidenciales en las que se elegirá al sucesor de George Bush. En este año electoral y en honor a la Declaración Universal de los Derechos Humanos, la PPHRC intensificará nuestros esfuerzos tanto a nivel nacional como internacional para visibilizar ante el mundo los crímenes de la administración de Bush. Paralelamente estaremos organizando a la gente de los Estados Unidos, en unidad con la gente de todo el mundo, en la construcción de un movimiento de masas para fundamentalmente cambiar la dirección política de nuestro país y poder dar paso a un futuro de derechos humanos y de paz para toda la gente de los Estados Unidos y el resto del mundo.

El 26 de enero del 2008, la Campaña de los Pobres por los Derechos Humanos Económicos participará junto con pueblos de todo el mundo en un Día Mundial de Acción y Movilización, iniciado por la Asamblea de Movimientos Sociales y el Consejo Internacional del Foro Social Mundial. Hacemos un llamado a movimientos y organizaciones de todo el mundo a participar en este evento histórico. ACTUEMOS JUNTOS AHORA POR OTRO MUNDO!!

El 2 de septiembre del 2008, tendremos una masiva “MARCHA POR NUESTRAS VIDAS PARA PARAR LA GUERRA DOMÉSTICA E INTERNACIONAL” en el día de apertura de la Convención Nacional de Republicanos en Minneapolis/St. Paul, en los Estados Unidos
. En esta Convención se nombrará el candidato de los Republicanos para las elecciones presidenciales en Noviembre. En los días anteriores a la Marcha por Nuestras Vidas, tendremos varias Comisiones de Verdad y una Corte Mundial de Mujeres para exponer ante la comunidad internacional las violaciones de derechos humanos económicos que gente de todos los Estados Unidos ha sufrido bajo la administración de Bush.

Mientras los Estados Unidos inicia guerras en todo el mundo, también hay una Guerra escondida pero tambien mortal ocurriendo dentro de los Estados Unidos, una guerra que todos los días deja a millones de familias pobres y trabajadoras de todas razas en los EE.UU sin los derechos humanos económicos básicos a comida, vivienda, cuidado de salud, educación, agua, calefacción, comunicación, y trabajos con sueldos dignos. Mientras nuestro gobierno gasta billones de dólares en guerras inmorales en otros países, miles de personas en los Estados Unidos mueren cada año en los Estados Unidos sin cuidado de salud, vivienda, calefacción, agua y comida.

Y cada día, es más y más peligroso organizar a los pobres de los Estados Unidos, porque la Administración de Bush quiere parar el movimiento creciente para los derechos humanos en este país. Por organizar en nuestro país, han encarcelado a nuestros seres queridos bajo cargos criminales falsos, el gobierno nos ha quitado nuestros niños y los ha puesto en instituciones o en hogares de familias más ricas, hemos enfrentado amenazas de penas de 22 años por cargos inventados, y hemos sido víctimas de vigilancia, infiltración, sabotaje, y hostigamiento constante de parte del gobierno estadounidense.

Pero mientras la situación de pobreza, guerra, represión y violaciones rampantes de derechos humanos se empeora en los Estados Unidos y en todo el mundo, sabemos que la única solución es organizar un movimiento social masivo en nuestro país y unirlo con pueblos y movimientos de todo el mundo.

Con nuestra participación en el Foro Social de los Estados Unidos, en el Día Mundial de Acción y Movilización en Enero del 2008, y en nuestra Marcha por Nuestras Vidas en Septiembre del 2008, este movimiento creciente de los pobres en los Estados Unidos se ha unido con millones de personas en el mundo para denunciar la guerra y el empobrecimiento de la mayoría de la gente del mundo. A pesar de todos los esfuerzos en los Estados Unidos para mantener a los pobres de este país aislados y de dividirnos de los demás pueblos pobres internacionalmente, la Campaña de los Pobres por los Derechos Humanos Económicos junto con los Foros Sociales de los Estados Unidos y del Mundo y con la Asamblea de Movimientos Sociales, estámos levantando un movimiento mundial dedicado a crear otro mundo que es posible y necesario, un mundo de derechos humanos para tod@s.

Nuestro movimiento incipiente de los pobres por derechos humanos económicos en los EE.UU. está creciendo, y a pesar del aumento en los peligros y represión que enfrentamos, estamos comprometidos a despertar el “gigante dormido” que es el pueblo de los Estados Unidos. Estamos convencidos de que cuando el pueblo de los Estados Unidos este organizado en lucha por sus propios intereses, en unidad con los pueblos del mundo, no en los intereses de la Administración de Bush contra los pueblos del mundo, que entonces “Otro mundo” será verdaderamente “Posible.

Campaña de los pobres por los Derechos Humanos Económicos
PO Box 50678
Philadelphia, PA 19132 USA
info@economichumanrights.org
www.economichumanrights.org


sexta-feira, janeiro 11, 2008

Comité de Solidariedade com a Palestina: blogue


Vejam no blog do Comité de Solidariedade com a Palestina:
http://palestinavence.blogs.sapo.pt
selecção de textos em português
imagens, vídeos e
links para outros sites


quarta-feira, janeiro 09, 2008

CMP: a propósito da visita de George Bush a Israel e à Palestina


Declaração do Conselho Mundial da Paz (CMP)

Na ocasião da visita do presidente dos EUA, George Bush, a Israel e à Palestina.

O Conselho Mundial da Paz gostaria de expressar sua preocupação sincera a respeito da finalidade e do conteúdo da visita do presidente do Bush, dos EUA, ao Oriente Médio e, particularmente, a Israel e à Palestina, nos próximos dias.

Não existe praticamente nenhum outro caso na ONU tantas vezes tratado quanto a situação palestina e suas consequências. Durante décadas, o direito do povo palestino de ter um Estado independente foi negado, seja através da força ou da ocupação, ou ainda pela violação diária dos direitos humanos e das liberdades cometidas pela ocupação israelense. Todos neste planeta sabem que os governos israelenses e suas máquinas de guerra não seriam capazes de executar sua ocupação brutal sem todo o apoio e patrocínio do governo dos EUA.

Enquanto o lado palestino está sendo fortemente pressionado por mais e mais concessões, assentamentos israelenses na Cisjordânia estão aumentando ao longo da fronteira determinada pelo muro, dividindo e isolando grande parte das cidades e aldeias da Cisjordânia. Os EUA e seus aliados na Europa estão observando o lento genocídio do povo palestino com o seu silêncio criminoso.

O CMP não espera nada positivo da visita de G. Bush à região. O âmbito no qual uma solução pode e deverá ser encontra não é o único descrito na recente conferência de Anápolis. A única solução justa e viável pode ser encontrada apenas através da retirada das forças de ocupação israelenses dos territórios ocupados em 1967, tal como descrito nas relevantes resoluções das ONU, e o estabelecimento de um Estado Palestino independente, com Jerusalém Oriental como capital, ao lado de Israel.

Os planos estadunidenses para a região, a criação de um "Grande Oriente Médio", que visam o controle dos recursos energéticos e dos caminhos que dão acesso a eles, vão exatamente na direção contrária.

O CMP está unindo suas forças às forças progressistas e de esquerda de Israel, ao Movimento pela Paz de milhares de pessoas amantes da paz que irão se manifestar nesses dias, tanto em Israel como na Palestina, contra a presença do comandante das forças da guerra imperialista

A liberdade e a justiça na região só poderão ser alcançadas se houver liberdade e justiça para a Palestina.


07 de janeiro de 2008.
O Secretariado do CMP

FSM: discussão sobre estratégia


Hola todos/as: ese es un mensaje para el Consejo Internacional del Foro Social Mundial, pero que también hace a todos/as los/as militantes altermundialistas interesados en discutir los rumbos del Foro y del movimiento. Envien sus textos de contribución a: rodrigo@clacso.edu.ar

A partir de mañana, jueves 10/01/2008, todos los textos ya enviados estarán disponbles en un espacio en el sitio www.forumsocialmundial.org.br



Caras/os companheiras/os do Conselho Internacional:

Através deste correio, pedimos novamente a sua contribuição à preparação do crucial debate sobre estratégia, que será realizado durante a nossa próxima reunião do CI. Lembro que estamos nos aproximando do nosso próximo encontro e temos um prazo muito curto para cumprir o objetivo que nos colocamos.

Esta discussão tem por objetivo efetuar um balanço político-estratégico do processo FSM e do movimento alter-mundialista em geral, bem como uma ampla análise da conjuntura internacional, para debatermos as potencialidades e os desafios que nos esperam nos próximos anos na construção do outro mundo possível e necessário.

Em anexo, enviamos o resumo dos pontos discutidos pela Comissão de Estratégias e um texto guia elaborado com base neste resumo para facilitar o debate, com as sugestões de formato de respostas. A proposta da Comissão de Estratégias é que os membros do CI reajam ao texto guia e enviem os seus comentários impreterivelmente até o dia 18 de fevereiro.

Posteriormente, enviaremos o chamado para o debate às listas do FSM, que incluem pessoas que participam do processo, mas não do CI. Portanto, repassem este chamado às pessoas e organizações que vocês conhecem e que não fazem parte do CI.

Para que todos/as possam acompanhar as contribuições e dialogar, disponibilizaremos no site do FSM todas as contribuições recebidas, à medida que sejam enviadas nesta lista ou ao seguinte correio: rodrigo@clacso.edu.ar.

Em caso de respostas ou citações de contribuições enviadas por outras pessoas, inseriremos o hiper-link entre esses textos para garantir a identificação imediata. Tentaremos também traduzir todas as contribuições para o inglês, francês, espanhol e português. Aqueles/as que queiram se somar à Comissão de Estratégia para esse trabalho ou esclarecerem quaisquer dúvidas, por favor, entrem em contato também através daquele email.

Além deste insumo, a Comissão de Estratégia se encarregará de elaborar um pequeno documento, sintetizando os principais pontos levantados no debate, que será enviado à lista do CI em março, alguns dias antes da reunião do CI na Nigéria.

Um forte abraço e contamos com sua contribuição!

Rodrigo Nobile - Clacso
pela Comissão de Estratégias

Brasil: paz, soberania, desenvolvimento e justiça social


No próximo dia 26 de Janeiro, sábado, milhões de homens e mulheres somarão forças em todo o planeta no Dia de Mobilização e Acção Global contra o neoliberalismo, a guerra, o colonialismo, o racismo e o machismo que geram violência, exploração, exclusão, pobreza, fome, desastre ambiental e negação dos direitos humanos.

Mais do que nunca, temos a convicção de que a construção de um novo mundo não é apenas possível, como necessária para garantir a preservação do planeta e a própria existência da raça humana.

Integração latino-americana

No último período, assistimos a diversos ataques dos EUA e das oligarquias nacionais a iniciativas de carácter popular na América Latina, em especial na Bolívia e na Venezuela. São tentativas de impor uma integração baseada nos interesses do grande capital e de impedir qualquer esforço de superação do neoliberalismo, com graves ameaças à soberania desses países. A integração latino-americana deve ter como base os interesses dos nossos povos, assumindo um carácter anti-neoliberal, com o Estado retomando o seu papel de alavancar o desenvolvimento com justiça social. Nesse sentido, o dia de acção global é uma data de solidariedade com os movimentos populares desses países na sua agenda nacional, conformando uma grande unidade para romper com a política de devastação, privatização e pilhagem das nossas riquezas!

Na luta por um novo Brasil!

De Norte a Sul do país, levantamos a bandeira em defesa das reformas agrária, urbana, tributária, política e da educação como forma de democratizar o Estado e garantir melhores condições de vida à população.

Somos contra o corte de gastos públicos que afecta os investimentos sociais, e a favor da diminuição dos gastos com juros da dívida pública, que destina mais de 100 biliões de reais por ano para apenas 20 mil famílias. Defendemos reformas para estimular a produção nacional e combater a especulação e o poder das transnacionais, valorizar o trabalho, manter direitos e ampliar conquistas; dar acesso à moradia, transporte digno, saúde e saneamento básico; fortalecer a Previdência Pública, dando amparo à velhice e perspectivas à juventude; investir na formação e qualificação das novas gerações e no domínio das novas tecnologias.

Combatemos todas as formas de opressão e preconceito, na defesa da igualdade de género e étnico-racial, da liberdade de orientação sexual e de plenos direitos para pessoas com deficiência.

Lutamos pela democratização dos meios de comunicação, contra a manipulação da informação por interesses privados e pela garantia do direito à comunicação de toda a população. Para que o património do país sirva para o crescimento e o progresso do povo brasileiro, e na defesa da soberania do Brasil, lutamos pela imediata anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce e exigimos o fim dos leilões das bacias de petróleo e gás.

Vamos às ruas dia 26, no Brasil e em todo o mundo, demonstrar o nosso compromisso com a Humanidade e a confiança no novo tempo que, com a nossa luta, vai surgir!

CUT – Central Única dos Trabalhadores

terça-feira, janeiro 08, 2008

No próximo domingo, dia 13 de Janeiro ...


... às 21,30h, iniciar-se-ão as actividades integradas na iniciativa da Jornada Global de Acção do Fórum Social Mundial, em Penafiel.

Haverá uma sessão de declamação de poesia por Micaela, acompanhada à guitarra por Gil, a ocorrer no EP estúdio café (sito na Rua do Paço, no centro histórico daquela cidade).


segunda-feira, janeiro 07, 2008

Hortas Urbanas: Experiência e Contributos para a Soberania Alimentar


MESA REDONDA

12 de Janeiro de 2008 - Sábado

Local: Espaço Solidário da Cooperativa Mó de Vida


Pretendemos, com esta iniciativa, esclarecer e sensibilizar o público sobre a importância da participação dos(as) cidadãos(ãs) na construção de alternativas rumo a um consumo socialmente justo e ambientalmente responsável; as potencialidades e dificuldades de concretização dos projectos de hortas urbanas existentes e emergentes, bem como a sua importância não só do ponto de vista da produção e consumo individual, mas da construção de experiências colectivas, nomeadamente em redes de economia solidária, tendo em conta a Soberania Alimentar: "o direito dos povos e países a definirem as suas políticas agrícolas e alimentares" (Via Campesina).

15:00 h
Abertura da sessão. Iniciativas e projectos já realizados e em curso pela Mó de Vida
Carlos Gomes/Mó de Vida

15:15 h
As potencialidades destes projectos em redes de Economia Solidária;
Carolina Leão/Mó de Vida

15:30 h
Soberania Alimentar: conceito, problemática e contextualização actual
João Vieira/Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa

15:45 h
As autarquias e o seu papel: experiências adquiridas
Sónia Lança/Câmara Municipal do Seixal (a confirmar)

16:00 h
O florescimento das hortas urbanas e a sua componente didáctica: do individual ao colectivo
José Mariano/Cooperativa "Agrobio" e Associação "Colher-para-Semear"

16:15 h
Pausa para um chá ou café justo

16:45 h
Mesa Redonda

18:15 h
Encerramento
Paula Tavares/Mó de Vida

Condições de participação:

Públicos-alvo: Pessoas e organizações interessadas no tema; que desenvolvam ou pretendam desenvolver trabalho nesta vertente.

Inscrições gratuitas e obrigatórias na Cooperativa Mó de Vida:

Tel/Fax: 212720641 ou modevida@modevida.com
Calçadinha da Horta, 19
2800-564 Pragal, Almada

Jornada global de acção em Penafiel


Em 27 de Novembro passado divulgámos aqui um convite para uma reunião a ter lugar no Porto, preparatória da participação na Jornada Global de Acção marcada para o próximo dia 26 de Janeiro.

Como resultado nasceu um programa de actividades marcado para Penafiel e que se estenderá por vários dias, com iniciativas diversificadas, com o clímax em 26 de Janeiro.

Os interessados poderão acompanhar os esforços destes companheiros em Fórum Social Mundial - Penafiel.

Que outros exemplos frutifiquem, que razões não faltam.

domingo, janeiro 06, 2008

Mulheres e(m) Liderança: Género, Educação e Poder


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS
MESTRADO EM ESTUDOS SOBRE AS MULHERES

CONFERÊNCIA

“Mulheres e(m) Liderança: Género, Educação e Poder"

Professora Doutora Rosiska Darcy de Oliveira, Presidente do Centro de Liderança da Mulher do Rio de Janeiro

Dia 11 de Janeiro de 2008
17h00

LOCAL
Universidade Aberta – Salão Nobre
Rua da Escola Politécnica, 147
1269-001 Lisboa

ORGANIZAÇÃO
Mestrado em Estudos sobre as Mulheres
Fundação Cuidar o Futuro

Pronunciamiento de La Garrucha


Militantes de La Marcha Mundial de las Mujeres y de la Vía Campesina

Buenas tardes a todas las mujeres que participan en este primer encuentro entre las mujeres Zapatistas y las mujeres del mundo.

Mujeres de varias partes del mundo, militantes de la Marcha Mundial de las Mujeres y de Vía Campesina, solidarias con el proceso de las mujeres Zapatistas, estamos muy contentas de estar en este evento, porque su gran apertura permite globalizar la lucha de las mujeres de todo el mundo y apoyar su proceso como mujeres Zapatistas y del movimiento Zapatista en general.

En este encuentro hemos aprendido toda una experiencia política en donde han reconocido sus múltiples avances pero también que aun tienen mucho camino que recorrer, siempre con la confianza de que sí es posible construir un mundo con relaciones de igualdad, justicia y con la esperanza de cambiar las relaciones sociales y económicas, la vida cotidiana y la cultura de opresión, explotación y represión que padecemos.

Estamos enteradas de las agresiones que ha sufrido el movimiento Zapatista y que se han agudizado últimamente en la zona de Montes Azules, el poblado de Nuevo Momon, la reserva ecológica del Huitepec, y en muchos otros lugares. Son atacados en una guerra oculta con fuerzas paramilitares de campesinos cooptados y entrenados por el ejército federal del mal gobierno, que trata de despojar a los caracoles y municipios autónomos de su base territorial, tratando de poner en entredicho la existencia misma del proyecto político Zapatista, al que nosotras vemos como una alternativa nacional e internacional.

Ante estos hechos, expresamos nuestro firme compromiso de vigilar con atención lo que suceda, difundir por todas partes del mundo la experiencia Zapatista y las agresiones de que son objeto, de la misma manera que lo haremos respecto de sus objetivos de autodeterminación como mujeres Zapatistas, y de la autonomía de los pueblos, que sólo pueden construirse sobre la base de la autonomía de sus territorios.

Estaremos en la lucha con las mujeres Zapatistas hasta que todas las mujeres del mundo seamos libres.

Ramona vive
La lucha sigue
Ramona vive y vive
La lucha sigue y sigue

La Garrucha, Chiapas, México, 31 de diciembre de 2007

sábado, janeiro 05, 2008

Na Ordem do Dia


Se a Cimeira de Lisboa UE - África já é passado, os temas da sua agenda - e os que nela não figuravam explicitamente mas a condicionavam - continuam na Ordem do Dia. Os Acordos de Parceria Económica entre a União Europeia e os países ACP, de que aqui demos (algum) eco, são um deles.

Porque hoje continuamos a assistir a um difícil confronto no seio dos países de África, das Caraíbas e do Pacífico - e entre eles! - sobre o assinar ou não assinar os Acordos e das implicações que qualquer dessas atitudes terá para eles.

As abordagens sobre os APE, e as suas consequências, vindas dos países ACP - abordagens estas que, regra geral, passam ao lado dos meios divulgadores do discurso dominante - são um contributo essencial na construção de uma plataforma de acção comum por uma outra relação entre povos africanos e europeus.

O documento que a sociofonia.org aqui divulga é uma reflexão de dois jesuítas quenianos, publicada pela revista Brotéria.

Como é escrito na sua introdução: «Duma óptica africana, análise muito crítica das perspectivas, melhores e piores, que as negociações dos Acordos de Parceria Económica entre a UE e os países ACP podem abrir para o desenvolvimento social sustentado de África. Sugestão de alternativas e proposta concreta, detalhada em pontos fundamentais e específicos, do que seriam bons acordos de comércio, que, mais que a ajuda, contribuiriam para levantar África da pobreza.»

Aproveitem.