Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
sexta-feira, junho 22, 2007
MANIFESTO DA OPUS GAY
Por definição, nas sociedades democráticas, as organizações que defendem o respeito pela orientação sexual e a igualdade de género são tolerantes, solidárias, cooperantes.
No tecido organizativo português, fenómeno a que não é alheia a ingerência dos partidos políticos, assiste-se a uma escalada integrista, com radicalismos de comportamentos que levam à discriminação de organizações, em eventos que são de âmbito universal, como o Dia Internacional Contra a Homofobia, do Orgulho Gay, etc.
Assistimos na sociedade portuguesa a uma tentativa continuada de apropriação na coordenação destas iniciativas e destes momentos, deixando-se sistematicamente no esquecimento deliberado algumas organizações e pessoas que travam no quotidiano lutas a favor da igualdade e pela liberdade, trabalhando sem espalhafato, nem preocupação de imagem.
A situação é tão mais escandalosa quanto o ano que corre está vocacionado para a Igualdade de Oportunidades para Todos e Todas e é exactamente assim que se comemora em toda a Europa, com excepção do nosso país, onde há organizações que até gozam de apoios públicos para praticar a desigualdade e promover a discriminação.
É deplorável que organizações como a Ilga Portugal encorajem a segregação e dividam todo o movimento lgbt, disfarçando-se de unitária para impor um discurso único, a ponto de impedir organizações como a Opus Gay de frequentar o Centro dito Comunitário lgbt de Lisboa, que não lhe pertence e é propriedade da CML.
A despeito desta escandalosa discriminação que atinge os nossos deficientes, apoiada por partidos e personalidades que invocam a tolerância e ideais de solidariedade e que é feita com tentativas de manipulação de sindicatos e sindicalistas e institucionais, que pretendem isto desconhecer, a Opus Gay vem saudar a Marcha do Orgulho Gay, para a qual não foi convidada de molde a impedir a passagem das suas posições, e pôr-se inteiramente á disposição daqueles que pretendem dialogar, saber como trabalha, para quem trabalha, e com que nível de independência e rigor o faz.
A Opus Gay é uma ONG independente de partidos, apoia jovens em risco (recentemente entregamos um caso de sequestro à APAV e apoiamos um emigrante desempregado por razões de orientação sexual que levamos a um programa da RTP2), dá apoio jurídico e aconselhamento psicológico, distribui preservativos no combate ao HIV, mas não recebe quaisquer subsídios para as suas actividades.
Utiliza as suas instalações para debates, reuniões, conferências que tragam esclarecimento a todos aqueles que queiram promover o respeito pela orientação sexual.
A Opus Gay dirige-se a partidos políticos, à administração e à opinião pública, com propostas que apontam para a educação sexual no contexto da educação para a Cidadania.
Mas também propôs há muito um diálogo com as forças policiais e prisionais, colaborando sempre com os media.
A Opus Gay acredita que as mudanças de mentalidades também passam por alterações no quadro jurídico, se bem que a Constituição consagre como categoria geral a liberdade de orientação sexual, tem-se empenhado pela existência de um quadro legal que defenda os transsexuais (questão de género) pelo que apresentou às entidades competentes uma ”Lei de Identidade de Género”.
Chamamos veementemente a atenção para as uniões de facto, estatuto sobre o qual paira um enorme equívoco, porque não contempla direitos da existência em comum, que se transmitem ao outro ou à outra, bem como apoiamos a revindicação do casamento entre homossexuais, que desejamos ver resolvido com a maior brevidade possível, a adopção homoparental, no plano social uma maior atenção para a terceira idade homo, no plano económico para o turismo gay, e no plano laboral para a divulgação das boas práticas, como aquelas que assistimos há dias na SIC, sem esquecer as denúncias das discriminações nos locais de trabalho .
A Opus Gay trabalha para um sociedade sem discriminações, pela diversidade que é uma riqueza, neste Ano Europeu Pela Igualdade de Oportunidades Para Todos estamos de portas abertas para vos acolher e prestar todos os esclarecimentos necessários.
Viva o Dia do Orgulho Gay!
Valter Filipe
Presidente da Opus Gay
R.Da Ilha Terceira, 34-2º-Lisboa
A Prisão de Monsanto: haverá torturas boas?
“A multiplicação de intervenções judiciais, quer na área da administração pública quer no domínio da sociedade civil, por questões de ordem financeira e económica, e ainda o agravamento da perigosidade e gravidade das violações da lei penal, não apenas económicas mas sobretudo contra os valores da vida e dignidade humanas, apontam para reconhecer que a sociedade europeia de confiança tende a não ser o modelo em vigor: (…) [vive-se uma] deriva das sociedades de confiança para a instabilidade crescente”,
Adriano Moreira, “A Sociedade de Confiança” em Diário de Notícias 2007-06-19.
Da tortura quer-se distância suficiente, de modo a ser visível o esforço público para a sua erradicação, conforme é obrigação internacional do Estado português por via da ratificação da Convenção contra a Tortura da ONU. Não deve haver nenhuma ambiguidade, controvérsia ou ténue demarcação entre o que seja ou não tortura. Porém, a recente abertura da cadeia de Monsanto traz para a actualidade portuguesa a discussão miserável e decadente das fronteiras legais da tortura. Em vez de se estimularem as instituições e os funcionários a manterem distâncias suficientemente claras e inequívocas de situações que possam aparentar tortura, é-nos imposta a questão sobre os tipos de torturas toleráveis.
Será tortura impor a sujidade como regra? A lavandaria em Monsanto só trabalha de quinze em quinze dias. Será tortura impor um regime de permanência em cela durante 23 horas? Esse é o tempo máximo de fecho, segundo os padrões internacionais. Será tortura impedir o contacto físico entre os detidos e as visitas? Nos países mediterrânicos as pessoas cumprimentam-se tocando-se, com apertos de mão, abraços e beijos. Será tortura impor algemas sempre que o detido sai da cela, por exemplo para telefonar com uma mão atrás da outra a segurar o auscultador? Será tortura impor a solidão radical, incluindo na hora do magro recreio? O mórbido definhamento físico e moral por insuficiência de exercício – incluindo a impossibilidade de trabalhar – é um crime contra a integridade física?
A solidão foi regra primeira utilizada no tempo de Alexis de Tocqueville para assegurar a penosidade das penas de prisão: concorriam com as penas de degredo e de estigmatização física, ao uso na época. A doutrina da solidão foi abandonada posteriormente, uma vez assegurada a hegemonia da prisão como pena de referência e quando se tornaram evidentes os resultados monstruosos da sua aplicação na saúde dos detidos. Facto é que se considerou, mais recentemente, o uniforme prisional uma forma de humilhação desnecessária, a evitar. Será tortura fazer abrir sistematicamente a boca dos reclusos para supostamente assegurar não se esconder aí nada de ilícito, na hora das visitas, separadas dos reclusos por vidros inquebráveis? Desconfiarão de que a oportunidade possa ser usada pelos próprios guardas vigilantes dos reclusos nessas audiências? Será tortura vasculhar o interior do corpo do recluso quando a uma autoridade administrativa qualquer lhe apeteça? É isso feito nas alas livre de droga?
Porque se chamará de alta segurança uma cadeia para onde se levam detidos para serem sujeitos à experimentação dos limites da tortura? Percebe-se a segregação dos presos mais odiados pelos serviços. Para organizar a retaliação covarde contra quem dá mais trabalho, por incapacidade de adaptação ou problemas mentais, segundo o critério arbitral de quem seja encarregue de encher a nova cadeia, em tempo de sobrelotação. Tais castigos, na prática – atenção – também afectam guardas e outros funcionários, cujo equilíbrio emocional – como seres humanos – fica afectado por situações de terror, ainda que nelas colaborem impunemente. Na realidade, como mostram as experiências dos campos de concentração alemães, todo um povo fica afectado quando admite às instituições a aplicação de políticas imorais, mesmo quando não são assumidas publicamente.
A arbitrariedade dos castigos informais (sem registo) passou a estar (ilegalmente) institucionalizada em alas de (in)segurança em diversas cadeias pelo país fora, desde o ano 2000. Foi um prelúdio do que se passa agora em Monsanto. A lei permite castigos de isolamento com um máximo de 30 dias. Nas alas de segurança pode ficar-se anos, sem nunca se saber quando dali se sai porque, malvadamente, não são informados os reclusos de quando lhes acaba a pena. É um castigo diário de expectativas frustradas: será tortura?
As alas de (in)segurança não impediram os homicídios nem os suicídios. Pelo contrário: há registo de denúncias de tortura em alas de segurança que valeram ao denunciante ameaças de morte: só não foram concretizadas – como aconteceu noutros casos – porque as autoridades foram informadas da situação a tempo e decidiram proteger a pessoa dos denunciados. Encontrámo-la, entretanto, mentalmente fragilizada e doente no Hospital Prisional. Pudera!
Vale de Judeus era, até agora, a única cadeia de alta segurança portuguesa. (A criminalidade e as condenações são baixas, como as penas previstas por lei, limitadas ao máximo de 25 anos. Da inexplicavelmente longa duração média efectiva das permanências na prisão – 3 vezes a média europeia – resulta uma das mais altas taxas de encarceramento da Europa Ocidental). Monsanto inaugura – fora da lei – uma época de terror ameaçador para os presos contestatários das ordens e arbitrariedades da administração. Tal estratégia jamais funcionou em pacificação nem das prisões nem da sociedade.
Foi precisamente em Vale de Judeus que ocorreram uma séria de homicídios no Outono de 2001. Quiçá por causa da segurança ser alta, o julgamento dos casos ainda não foi feito, mais de cinco anos depois. Porque “a PJ nunca descobre nada nas prisões”, como explicou um antigo alto responsável dos serviços prisionais. Também na China não é por se condenarem à morte pessoas acusadas de corrupção que a corrupção vai acabar, como é evidente a esta distância. É portanto certo: além do terror, mais nada restará desta triste iniciativa do Estado português, a não ser a nossa vergonha colectiva por termos aceite os dedos pelo corpo a dentro. Segurança resultará, antes de mais, de transparência, da assunção de responsabilidades e da viabilização da confiança nas instituições.
Quando o primeiro-ministro português referiu, em Moscovo, não querer dar lições de Direitos Humanos a ninguém, tinha em mente a autorização para Monsanto funcionar em regime penitenciário falhado faz cem anos? Que mais se prepara sem anúncio ou debate público? Terá algo a dizer a comissão parlamentar fiscalizadora dos direitos, liberdades e garantias em Portugal?
António Pedro Dores
2007-06-22
quarta-feira, junho 20, 2007
Lisboa: debate sobre o Sahara Ocidental
Debate com:
Aminatou Haidar
Ana Gomes
Fernando Rosas
Mohamed Sidati
22 de Junho - 6ª-Feira - 21h30m
Associação 25 de Abril
R. da Misericórdia, 95
(ao Lg. Camões - Metro Baixa-Chiado)
terça-feira, junho 19, 2007
Lançamento oficial do Banco do Sul
POR UN BANCO DEL SUR ACORDE A LOS DERECHOS, NECESIDADES, POTENCIALIDADES Y LA VOCACIÓN DEMOCRÁTICA DE LOS PUEBLOS
Con nuestra consideración
Las redes, organizaciones y movimientos sociales firmantes, que venimos luchando contra el flagelo de la ilegítima deuda externa y de las políticas y prácticas perversas de las instituciones financieras internacionales existentes, nos dirigimos a vuestros Gobiernos entendiendo que la decisión tomada de crear el Banco del Sur puede representar un enorme paso y oportunidad para América Latina y el Caribe como así también, otras regiones del Sur.
La región ha observado en las últimas décadas repetidos ciclos de auge financiero y posterior debacle que han marcado profundamente la involución de las condiciones de vida, trabajo y de inversión pública y social.
No sólo deben repararse las evidentes secuelas negativas de la historia reciente, hoy ampliamente reconocidas, sino que entendemos que es preciso impulsar un sistema financiero regional alternativo consistente con la necesidad de dar prioridad absoluta a la superación de la pobreza, la marginalidad y el subdesarrollo estructural, provocados también por los enormes costos públicos y sociales de los desastres financieros, las políticas de desregulación y privatización del patrimonio público impulsadas y condicionadas por las entidades crediticias, y el crecimiento de una gigantesca deuda ilegítima.
Es evidente que los organismos financieros internacionales existentes – FMI, BM, BID - están cada vez más desacreditados por la naturaleza de sus políticas, su carácter antidemocrático y la falta de transparencia en sus prácticas, al punto no sólo ya de cuestionarse en forma muy generalizada sus resultados, sino también la propia arquitectura del sistema financiero y monetario vigente.
Creemos que el Banco del Sur debe formar parte de una respuesta regional unitaria, junto con la creación de un fondo de establización del Sur, una moneda común regional, la realización de una auditoria de las deudas internas y externas y el no pago de las deudas ilegítimamente exigidas a los países. Una respuesta que contribuya a romper la dependencia a mercados de capitales globalizados inciertos y altamente especulativos, de forma de poder canalizar la propia capacidad de ahorro, detener la fuga de capitales y volcar recursos en forma consistente con los derechos y las necesidades de los pueblos.
La sola formulación de la necesidad de una institucionalidad financiera alternativa, aunque resulte muy importante, no alcanza. El debate sobre la puesta en marcha de una banca alternativa “sur-sur” tiene entonces importancia central y es por eso que hacemos nuestra la solicitud formulada por diversas organizaciones y movimientos, en el sentido de requerir a Uds. la apertura inmediata de instancias nacionales y regionales de información, participación y consulta antes de que sea puesto en funcionamiento el Banco.
Igualmente, ante la instancia actual de definiciones, entendemos que resulta imprescindible que el Banco del Sur parta de claras definiciones en relación a sus recursos, objetivos, organización, normativa, sistema de tomas de decisión y gestión operatoria, de forma que:
- Defina como objetivo central la promoción del desarrollo propio, a la vez soberano y solidario de los países miembros y de toda la región. Desarrollo definido como el despliegue de los atributos, recursos y potenciales de las personas, las comunidades y los pueblos; que no puede hacerse sin que ellos mismos sean sus protagonistas principales.
- Integre su capital accionario y dirección en forma igualitaria entre los países miembros.
- Defina claramente que sus asignaciones crediticias serán para el fortalecimiento del sector público y social; brindando prioridad a la redistribución de la riqueza y la protección del medioambiente; contribuyendo a superar las asimetrías existentes y dando cuenta del respeto por la vida y el bienestar del pueblo,, por sus derechos económicos, sociales, culturales y ambientales y por el derecho a su propia autodeterminación y desarrollo. Por eso rechazamos explícitamente que el Banco del Sur sea utilizado para financiar megaproyectos como el IIRSA, o inversiones extractivas, contaminantes o socialmente excluyentes que sirven para continuar el saqueo y la muerte de los pueblos.
- Establezca explícitamente mecanismos informativos y de control público abiertos, definiendo: que los funcionarios y empleados del Banco del Sur no gozarán de inmunidad ni privilegio tributario personal alguno; que la rendición de cuentas será puesta en conocimiento y consideración de los Parlamentos y la sociedad civil; y que toda información será considerada pública. Todo ello lo entendemos en línea con lo destacado por la declaración ministerial de Quito del 3 de Mayo pasado, al señalar que: “Los pueblos dieron a sus Gobiernos los mandatos de dotar a la región de nuevos instrumentos de integración para el desarrollo que deben basarse en esquemas democráticos, transparentes, participativos y responsables ante sus mandantes."
La actual coyuntura económica y financiera regional e internacional es favorable para dar pasos concretos en este sentido, pero puede no prolongarse. Esperamos que se aproveche esta posibilidad histórica para crear un verdadero Banco Solidario de los Pueblos del Sur.
Saludamos a Uds. con la mayor distinción.
Primeras FIRMAS (orden alfabético)
Asociación Americana de Juristas
Comité por la Abolición de la Deuda del Tercer Mundo
Congreso Bolivariano de los Pueblos
Instituto para la Producción e Investigación de la Agricultura Tropical (IPIAT Venezuela)
International Alliance of Inhabitants
Jubileo Perú
JUBILEO SUR
Kairos- Canada
Observatorio Internacional de la Deuda
PACS – Instituto Políticas Alternativas para el Cono Sur
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Red Mexicana de Acción frente al Libre Comercio (RMALC),
SEPLA
AFRODAD
Esta carta será enviada aos presidentes dos países que se preparam para lançar públicamente o Banco del Sur em 26 de Junho de 2007. Convidamos todos a assiná-la, enviando a vossa adesão o mais rápido possível para Jubileo Sur - Américas (jubileosur@wamani.apc.org) e para Jorge Marchini (jorgemarchini@fibertel.com.ar).
No dia 26 teremos a Carta com todas as assinaturas recolhidas em vários portais, entre os quais www.adital.org.br ; www.pacs.org.br ; www.cadtm.org ; www.oid-ido.org .
Eric Toussaint
international@cadtm.org
CADTM
345, Avenue de l'Observatoire
4000 LIEGE
Belgique
www.cadtm.org
segunda-feira, junho 18, 2007
Arraial Pride e Marcha do Orgulho LGBT
Vimos convidá-l@ a participar nos eventos comemorativos do Orgulho* que nós - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangéneros - temos em recusar o insulto.
Arraial Pride*
Pela 11ª vez, a Associação ILGA Portugal organiza o grande evento LGBT de Lisboa. Mas desta vez, cabemos muit@s. Uma das maiores praças de Lisboa, e talvez a mais nobre do país vai acolher a grande festa do Orgulho LGBT*.
É já no dia 23 de Junho, a partir das 18h (e até às 02h) na Praça do Comércio - Terreiro do Paço.
Mais informações sobre o Arraial Pride em http://www.ilga-portugal.pt/nos/projectos/arraial_pride/11arraial.htm
MARCHA DO ORGULHO* LGBT
Sob o lema "Igualdade de Direitos: aqui e agora!", vai realizar-se a 8ª Marcha do Orgulho LGBT*.
Desta vez o percurso terá início no Príncipe Real, às 16h30 do Sábado 23 de Junho.
Leia aqui o manifesto em http://www.ilga-portugal.pt/nos/projectos/arraial_pride/11arraial.htm#marcha
Esperamos que aceite este convite para passar connosco o dia 23 de Junho e testemunhar pessoalmente a celebração da diversidade. Até Sábado!
O Presidente da Direcção da Associação ILGA Portugal (Prof. Doutor Manuel Cabral Morais)
* ORGULHO por oposição a vergonha! Precisamos do orgulho, palavra que tanto parece incomodar a homofobia. Orgulho em sermos quem somos, orgulho por experimentarmos a homofobia e por não nos deixarmos submeter a ela, orgulho por oposição à vergonha para a qual a homofobia quer remeter-nos. O orgulho em ser LGBT merece ser celebrado.
Associação ILGA PORTUGAL
Email: ilga-portugal@ilga.org
http://www.ilga-portugal.pt/
Liberdade para Farooq Tariq e companheiros
Farooq Tariq, secretario general del Labor Party de Pakistan (LPP), fue arrestado sin orden judicial el 5 de junio de 2007 en su residencia de Lahore. Posteriormente, el Ministro del Interior emitió contra él una orden de detención de tres meses. Para aislarlo mejor, fue transferido en una cárcel de la prisión de Bahawalpur. Está prohibido visitarle, excepto bajo acuerdo previo del Ministro del Interior.
Varios centenares de personas fueron arrestadas preventivamente los días 5 y 6 de junio y muchos otros han sido sometidos a procedimientos judiciales. El poder intenta quebrar por la fuerza las movilizaciones democráticas que siguieron a la suspensión, el pasado 9 de marzo, del presidente de la Corte Suprema, el juez Iftikhar Mohammed Chaudry. Centenares de miles de manifestantes descendieron a las calles para protestar contra esta medida arbitraria. La represión ha hecho ya 41 muertos y numerosos heridos en Karachi, el 12 y 13 de mayo. El presidente Pervez Musharraf estuvo a punto a decretar el estado de urgencia y nadie sabe hasta donde el régimen militar está dispuesto a llegar para asfixiar la contestación democrática.
Farooq Tariq ha sido arrestado porque está plenamente comprometido en estas movilizaciones y, en particular, en el apoyo al Movimiento de los abogados constituido después de la suspensión del juez Chaudry. Farooq Tariq es también conocido por sus compromisos solidarios en el plano internacional. Contribuyó a la organización del Foro Social Mundial de Karachi en 2006. Participó de forma activa en otros foros mundiales, como los de Mumbai (Índia) y Nairobi (Kenya), y también en varios foros europeos, como el último de Atenas (Grecia). Es, igualmente, un militante del movimiento antiguerra internacional.
La situación es aún más inquietante ya que el poder no duda en utilizar contra Farooq Tariq y los otros detenidos medidas intolerables: presiones psicológicas, condiciones de detención inhumanas (celdas sobrepobladas, falta de agua y sanitarios...), prohibición de visitas...
Llamamos al respeto de los derechos humanos y de las libertades en Pakistan.
Exigimos la liberación inmediata de Farooq Tariq y de los otros detenidos encarcelados por haber participado en las movilizaciones democráticas.
Enviar las signaturas a:
Pierre Rousset
Europe solidaire sans frontières (ESSF)
http://www.europe-solidaire.org
Pierre.Rousset@ras.eu.org
domingo, junho 17, 2007
SESSÃO SOBRE A PALESTINA
Imagens filmadas, testemunhos e debate
com Rui Sande
(participante em acções de solidariedade na Palestina)
TERÇA-FEIRA 19 DE JUNHO
18h30 HORAS
na
Associação Abril
R. S. Pedro de Alcântara, 63-1º
(Metro Baixa-Chiado)
Organizado pela
Audiência Portuguesa do
TRIBUNAL- IRAQUE
Bienvenidos a ‘Palestina’
Robert Fisk
Belfast Telegraph
Traducido del inglés por Sinfo Fernández
¡Qué molestos resultan esos musulmanes del Oriente Medio! En primer lugar, les pedimos a los palestinos que abracen la democracia y entonces van y eligen al partido equivocado – Hamas -, y Hamas va y gana una mini-guerra civil pasando a dominar la Franja de Gaza.
Y nosotros, occidentales, aún queremos negociar con el desacreditado Presidente, Mahmud Abbas. Hoy, “Palestina” – y permítanme que mantenga esas comillas en su sitio - tiene dos primeros ministros. Bienvenidos a Oriente Medio. ¿Con quién negociaremos? ¿A quién nos dirigiremos para hablar? Por supuesto que deberíamos haber hablado hace meses con Hamas. Pero no nos gustaba el gobierno elegido democráticamente por el pueblo palestino. Se suponía que iban a votar por Fatah y por sus corruptos dirigentes. Pero votaron por Hamas, que rechaza reconocer a Israel o acatar el totalmente desacreditado Acuerdo de Oslo.
Nadie preguntó – desde nuestra parte - a qué particular Israel se suponía que Hamas tenía que reconocer. ¿El Israel de 1948? ¿El Israel de las fronteras posteriores a 1967? ¿El Israel que construye – y continúa construyendo- inmensos asentamientos para judíos y sólo para judíos en la tierra árabe, engullendo hasta más del 22% de la “Palestina” sobre la que aún hay que negociar?
Y por eso, hoy se supone que tenemos que hablar con nuestro fiel policía, el Sr. Abbas, el “moderado” (como le denominan la BBC, la CNN y Fox News) dirigente palestino, un hombre que escribió un libro de 600 páginas sobre Oslo sin mencionar ni una sola vez la palabra “ocupación”, refiriéndose siempre a la “reorganización israelí” como “retirada”, un “dirigente” en el que podemos confiar porque mantiene lazos y va a la Casa Blanca y siempre dice todo lo que nos resulta conveniente. Los palestinos no votaron a Hamas porque quisieran una república islámica – que es cómo se representará la sangrienta victoria de Hamas - sino porque estaban cansados de la corrupción del Fatah del Sr. Abbas y de la naturaleza putrefacta de la “Autoridad Palestina”.
Recuerdo que hace años me convocaron a la casa de un funcionario de la AP cuyos muros acababan de ser perforados por el proyectil de un tanque israelí. Y así era. Pero lo que me dejó atónito fueron los grifos chapados en oro de su baño. Esos grifos – o cualquiera de sus múltiples variantes- fueron los que le costaron las elecciones a Fatah. Los palestinos querían que la corrupción – el cáncer del mundo árabe - se acabara y por eso votaron a Hamas, y a continuación, nosotros, los siempre tan sabios y tan buenos occidentales, decidimos sancionarles y matarles de hambre e intimidarles por ejercer su voto libre. ¿Ofreceríamos quizá a “Palestina” ser miembro de la UE si hubieran sido lo suficientemente graciosos como para votar por la gente correcta?
En Oriente Medio, ocurre lo mismo con todo. Apoyamos a Hamid Karzai en Afganistán, aunque mantenga en su gobierno a señores de la guerra y a barones de la droga (y, a propósito, lamentamos mucho todas esas muertes de civiles afganos inocentes de nuestra “guerra contra el terror” en los páramos de la provincia de Helmand).
Amamos al Hosni Mubarak de Egipto, cuyos torturadores no han terminado aún con los políticos pertenecientes a los Hermanos Musulmanes arrestados recientemente fuera de El Cairo, cuya presidencia recibió el cálido apoyo de la Sra. – sí, la señora - George W Bush, y cuya sucesión pasará casi con seguridad a su hijo, Gamal.
Adoramos a Muammar Gaddafi, el enloquecido dictador de Libia cuyos hombres lobo han asesinado en el extranjero a sus oponentes, cuyo complot para asesinar al Rey Abdullah de Arabia Saudí precedió a la reciente visita de Tony Blair a Trípoli – debería recordarse que el Coronel Gaddafi fue llamado “hombre de estado” por Jack Straw por abandonar sus no existentes ambiciones nucleares - y cuya “democracia” es perfectamente aceptable para nosotros porque está a nuestro lado en la “guerra contra el terror”.
Si, y amamos también la inconstitucional monarquía del Rey Abdullah en Jordania y de todos los príncipes y emires del Golfo, especialmente todos aquellos a los que nuestras empresas de armamento pagan sobornos tan escandalosos que hasta Scotland Yard tiene que cerrar sus investigaciones por orden de nuestro Primer Ministro – y sí, puedo comprender, en efecto, por qué no le gusta la cobertura que “The Independent” hace sobre lo que él llama “el Oriente Medio”. Si los árabes – y los iraníes - apoyaran tan sólo a nuestros reyes y shahs y príncipes cuyos hijos e hijas se educan en Oxford y Harvard, cuán fácil nos resultaría controlar “el Oriente Medio”.
En cuanto a eso – control -, hay lo que hay, y esa es la razón por la que tenemos que ofrecer, y retirar, los favores de nuestros líderes. Ahora Gaza pertenece a Hamas, ¿qué harán nuestros electos dirigentes? ¿Tendrán que dialogar nuestros pontífices de la UE, de las Naciones Unidas, de Washington y Moscú con esa gente horrible y desagradecida (no tengan miedo, que ellos no les van a estrechar la mano) o tendrán que reconocer la versión cisjordana de Palestina (en las buenas manos de Abbas) mientras ignoran al elegido y militarmente victorioso Hamas en Gaza?
Desde luego que resulta fácil echar una maldición sobre ambos. Pero así nos pasa con todo el Oriente Medio. Si tan sólo Bashar al-Asad no fuera Presidente de Siria (sólo el cielo sabe cuál sería la alternativa) o si el chiflado Presidente Mahmud Ahmedineyad no controlara Irán (aunque actualmente no conoce dónde empieza y dónde termina un misil nuclear). Si Líbano fuera sólo una democracia de nuestra propia cosecha como nuestros pequeños países de patio trasero de césped, por ejemplo, Bélgica o Luxemburgo. Pero no, esos molestos medio-orientales votan siempre por la gente equivocada, apoyan a la gente equivocada, aman a la gente equivocada, no se comportan como nosotros, los civilizados occidentales.
Así pues, ¿qué es lo que vamos a hacer? ¿Apoyar que se vuelva a ocupar Gaza, quizás? En todo caso, lo que no haremos será criticar a Israel. Y seguiremos reservando nuestros afectos para los reyes y princesas y poco atractivos presidentes del Oriente Medio hasta que toda la zona nos estalle en la cara y entonces diremos lo mismo que estamos diciendo ya de los iraquíes: que no se merecen nuestro sacrificio y nuestro amor.
¿Cómo vamos a abordar un golpe de estado de un gobierno elegido?
Fuente:
http://www.belfasttelegraph.co.uk/news/world-news/article2663743.ece
Coimbra: debate sobre sustentabilidade
O debate é simultaneamente a apresentação de dois livros (Transformar a Economia - Desafio para o terceiro milénio, de James Robertson, e Criar Cidades Sustentáveis, de Herbert Girardet) que inauguram a série Cadernos Schumacher para a Sustentabilidade, publicados em tradução portuguesa (original inglês) pelas Edições Sempre-em-Pé.
Ver também:
http://www.agenda21local.info/index.php?option=com_content&task=view&id=593&Itemid=1
A sessão conta com a colaboração do Conselho de Cidade e da Quercus Núcleo de Coimbra; a apresentação estará a cargo de Pedro Hespanha, João Gabriel Silva e Marisa Matias.
Pedro Espanha é dirigente do Conselho da Cidade de Coimbra e docente da Faculdade de Economia e investigador do CES;.
João Gabriel Silva é Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia e membro da Quercus Núcleo de Coimbra.
Marisa Matias é Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e membro da Pró-Urbe, associação cívica de Coimbra.
Hugo Dias
sexta-feira, junho 15, 2007
Chamado para um Dia de Mobilização e Ação Global – 26 de janeiro de 2008
Somos milhões de mulheres e homens,
organizações, redes, movimentos e sindicatos de todas as partes do planeta,
aldeias e regiões, zonas rurais e centros urbanos
de todas as idades, povos, culturas e crenças
unidos e unidas pela firme convicção que
OUTRO MUNDO É POSSÍVEL
Como toda nossa pluralidade, diversidade e riqueza de alternativas e propostas lutamos contra o neoliberalismo, a guerra, o colonialismo, o racismo e o patriarcado que geram violência, exploração, exclusão, pobreza, fome, desastre ambiental e negação dos direitos humanos.
Há muitos anos estamos resistindo e construindo processos inovadores, de novas culturas de organização e ação, do local ao global, em particular, através dos processos e Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, do qual emerge esta chamada.
Conscientes da necessidade de construir nossa própria agenda e de aumentar o impacto dessas milhares de expressões e manifestações, nos comprometemos a reforçar a solidariedade e as convergências entre nossas lutas, campanhas, construções de alternativas e alianças.
Nos comprometemos com uma Semana de Ação que culminará em um Dia de Mobilização e Ação Global em 26 de janeiro de 2008.
Convidamos todas e todos que, dentro da diversidade que é nossa força, realizem criativamente nesta data ações, atividades, eventos e convergências sobre temas e em formatos que lhes sejam próprios.
FAÇAMOS JÁ UM OUTRO MUNDO!
Acesse o site http://www.wsf2008.net/ para assinar o chamado, ver uma breve história do dia de mobilização e ação global e saber como participar de sua preparação.
Primeiras assinaturas (até 14 de junho):
50 Years is Enough! - Estados Unidos
AAI - Action Aid International
AAWC - Palestinian grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign
ABONG - Associação Brasileira de ONGs - Brasil
African Forum on Alternatives - Senegal
AIC - Alternative Information Center – Jerusalém
ALAI - Agencia Latinoamericana de Información – América Latina
Alis
AMARC - Asociación Mundial de Radios Comunitarias
ANND - Arab NGO Network for Development
APC - Asamblea de los Pueblos del Caribe - Caribe
APRODEV - Association of World Council of Churches related Development Organizations in Europe
Articulación Feminista Marco Sur – América Latina
ASC - Aliança Social Continental - Américas
Asia and the Pacific Movement on Debt and Development
Assembléia das Nações Unidas dos Povos
ATTAC Brasil - Brasil
ATTAC France - França
ATTAC Germany - Alemanha
Babels
BEACON - Quênia
Bihar Social Institute
Bunge la wananchi
CADTM - Red internacional del Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo
Caritas Internationalis
CBJP - Comissão Brasileira de Justiça e Paz - Brasil
CEAAL – Consejo de Educación de Adultos de América Latina
CEDETIM - França
Centre for Community Economics and Development Consultants Society - Índia
Centro de Promoción y Educación Profesional "Vasco de Quiroga" - México
CETRI - Centre tricontinental
CIDSE – Coopération Internationale pour le Développement et la Solidarité - Europa
Ciranda - Brasil
CIVES – Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania - Brasil
CLACSO – Consejo Latinamericano de Ciencias Sociales – América Latina
CMI - Conselho Mundial de Igrejas
Colectivo de Mexicanos en Resistencia desde Barcelona
Coligação para a Justiça Econômica
COMPA - Convergencia de los Movimientos de los Pueblos de las Américas - Américas
Confederazione COBAS - Itália
Conselho do Fórum Social Africano - África
COSATU - Congress of South African Trade Unions – África do Sul
CRID - Centre de Recherche et d´Information pour le Développement - França
CSI - Confederación Sindical Internacional
CUT – Central Única dos Trabalhadores - Brasil
Diálogo Sur-Sur LGBT/LGBT South-South Dialogue
Encuentros Hemisféricos contra el ALCA - Américas
ENDA – Environnement et Développement du Tiers Monde - África
ESSF - Europe Solidaire sans Frontières - França
EURALAT - Observatorio Eurolatinoamericano sobre el Desarrollo Democrático y Social
Euromarches – Marches Européennes - Europa
FAMES - Forum des Femmes Africaines pour un Monde de l'Economie Solidaire
FBOMS - Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
Federación Mundial de Juventudes Democráticas
Federation Internationale Terre des Hommes
FIDH – Fed. Internacional Direitos Humanos
FMA – Fórum Mundial das Alternativas
Focus on the Global South - Ásia
Food Trade and Nutrition Coalition - Ásia
Fórum de Autoridades Locais
Fórum Social Grego - Grécia
FTM – Forum du Tiers Monde
GGJ - Grassroots Global Justice – Estados Unidos
GPF - Global Progressive Forum
Grupo de trabajo italiano sobre los foros internationales - Itália
GTA – Grupo de Trabalho Amazônico – América do Sul
Herriak Aske – País Basco
HIC – Habitat International Coalition
IAT - International Alliance of Habitants
IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - Brasil
ICAE - Consejo Internacional de Educación de Adultos
IEF/CTA - Instituto de Estudios y Formación de la Central de Trabajadores Argentinos – Argentina
IGTN – International Gender and Trade Network
IPAM - França
IPAO – Institut Panos Afrique de l’Ouest – África do Oeste
IPF - Instituto Paulo Freire - Brasil
IPS – Inter Press Service
Italian Coordination of European Social Forum - Itália
Ittijah - The Union of Arab Community Based Associations in Palestine
Jubilee South - África
Jubilee South – Asia - Ásia
Jubileu Sul América Latina – América Latina
KCTU – Korean Confederation of Trade Unions - Coréia
KENDREN - Quênia
Kenyan Organsing Committee / Comitê Organizador do FSM Quênia - Quênia
Marcha Mundial de Mulheres
Movimento Mexicano de Solidaridad con Cuba
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - Brasil
NIGD - Network Institute for Global Democratization
NNAWG - National Network of Autonomous Women’s Groups - Índia
Nova - Centre per a la Innovació Social – Catunha - Espanha
OCLAE - Organização Continental Latino Americana e Caribenha de Estudantes – América Latina
Oneworld
OXFAM Internacional
P.A.T - Quênia
PPEHRC – Poor People’s Economic Human Rights Campaign – Estados Unidos
Projeto K - Europa
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
REMTE -Red Latinoamericana Mujeres Transformando la Economia
REPEM – Red de Educación Popular Entre Mujeres – América Latina
Respect – Reino Unido
ROAD - Réseau Ouest Africain des Alternatives pour le Developpement – África do Oeste
RPP - Quênia
SEATINI - Southern and Eastern African Trade Information and Negotiations Institute - África
Social Science Research Center - Alemanha
Social Watch
SODNET – Social Development Network - Quênia
Solidar - Europa
Solidarity Africa Network in Action - África
TNI - Transnational Institute
Transform! - Europa
UBUNTU - Foro Mundial de Redes de la Sociedad Civil
Vasudhaiva Kutumbakam Network
Via Campesina
WSF India / FSM Índia - Índia
WSF OC Pakistan / Comitê Organizador do FSM Paquistão - Paquistão
WSF Solidarity Network / Japan - Japão
terça-feira, junho 12, 2007
Censura em Portugal
(...)
É essencial que todos percebam o que se passou nesta última conferência dos G8, e a forma que a Comunicação Social arranjou para não passar a verdade
Eu e milhares de outras pessoas estivemos lá e a censura tenta por todos os meios apagar a nossa presença das páginas da História.
Não conseguirão.
Nota: Comunicação Social = Corporate Media (Os Média subsidiados e pagos pelas grandes corporações)
Primeiro que tudo, examinemos a nossa presunção de ter realizado algo que mereça estar nos futuros livros de história:
- Nós bloqueámos por terra e de forma efectiva os G8.
- Nós enfrentámos uma força policial e repressiva que se mostrou sempre brutal e que usou de toda a repressão e mentira para nos parar. Falamos de mais de 16.000 polícias, da maior operação policial de sempre na Alemanha para impedir que milhares de pessoas demonstrassem o seu desagrado para com uma organização que é apenas o rosto da política criminosa que hoje domina o mundo.
- Juntámos centenas de organizações e de opiniões diferentes e mais uma vez (este é um movimento que continua a crescer) juntámo-nos todos contra um inimigo comum.
- Nós fomos pacíficos até aos limites da nossa resistência. Pelo contrário, a TV passou uma imagem de manifestantes violentos que pouco ou nada teve a ver com a realidade.
Cacetetes, que vinham juntos com as armaduras policiais, murros, ofensas verbais, gás lacrimogéneo, gás pimenta, cargas a cavalo, cães polícia, helicópteros que nos sobrevoaram 24 por 24 horas (ruído incessante), ameaças veladas, prisões não autorizadas, abusos de poder e todo o tipo de inconstitucionalidades. Tudo isto para além da censura e desinformação da comunicação social, que nos apelidaram de terroristas, jovens agressores, black bloc, jovens de negro, etc etc etc.
Todas as comitivas tiveram que ir de Helicópteros militares de transporte e algumas de lancha. Ao fim do segundo dia de bloqueios, comitivas dos G8 ainda voltavam para trás, para o aeroporto e hotel, impossibilitadas de chegar àquela área-prisão que se tornou Heiligendamm.
Os nossos bloqueios foram pacíficos. Sempre que éramos violentamente expulsos pela polícia, voltávamos à estrada e fizémo-lo vezes sem conta até a polícia começar a desistir, a deixar-nos em paz. Instalámo-nos nas entradas daquela prisão e lá ficámos. Gritámos "Block G8!", "This is What Democracy Looks Like!", "A, Anti-Capitalista!" entre outros.
Ao fim de dois dias, a polícia vestida em armaduras tiradas da idade média, já não conseguia correr atrás de nós. Os homens dentro dessas armaduras suavam e desejavam voltar para casa. Estavam cansados de bater, de empurrar, de estar de pé sob o sol escaldante desses 2 dias - Nós não.
Que notícias ouviram em Portugal? Que notícias o mundo para além da Alemanha terá ouvido? Alguém sabe o que se passou, para além das 100 ou 200 pessoas que tiveram a coragem de pegar em pedras para evitar que os 80.000 fossem esmagados por uma carga policial, que não escolhia alvos?
Já repararam que na nossa comunicação social, poucas notícias passaram acerca da própria cimeira?
Futebol, criancinha raptada, mais futebol, noticiários de 1h15, jornais "independentes" - uma fachada de censura e desinformação.
Agora nós estamos preparados.
Agora estamos por todo o lado.
Aqui fica uma lista de sites com vídeos, textos e fotos do que realmente aconteceu.
de.indymedia.org
de.indymedia.org/ticker/en
pt.indymedia.org
Estamos a ganhar.
Activistas do Indymedia Português
Vamos construir o Ecotopia!
Uma das formas é participares neste fim de semana (16/17 de Junho) em Aljezur, no local do Ecotopia!
Aqui segue um programa do mesmo, obviamente flexível e adaptável ao momento.
Podem participar todo o fim de semana, apenas um dia, como quiserem....
Mas agradecem-se confirmações de presenças!
Sexta feira - dia 15
- ponto de encontro em LX às 17h na estação de Sete Rios para apanharmos autocarro para Aljezur às 17h30 (é o único) que chega a Aljezur às 21h20 onde haverá malta a esperar-nos e a encaminhar-nos para o local do Ecotopia.
- reconhecimento do local
- convívio
Sábado - dia 16
- chegada de novos participantes (há autocarro a partir de LX às 07h30 com chegada às 12h25 a Aljezur)
- reuniões entre EYFA e GAIA
- ponto de situação dos diferentes grupos de trabalho
- planeamento futuro
Domingo - dia 17
- chegada de novos participantes (há autocarro a partir de LX às 07h30 com chegada às 12h25 a Aljezur)
- 15h - esclarecimentos sobre o Ecotopia
- envolvimento de outras pessoas / associações
- planeamento futuro
- possivelmente algum trabalho prático
- autocarros de volta para LX às 9h05 e 15h55 com chegadas às 12h50 e 20h50, respectivamente.
Segunda - dia 18
- autocarros de volta para LX às 9h05 e 15h55 com chegadas às 12h50 e 20h50, respectivamente.
TRAGAM: tenda, saco-cama, utensílios para as refeições, material que queiram oferecer ao Ecotopia (vejam lista de material necessário em: http://eyfa.org/wiki/materials_needed_summary)...
NOTAS:
- a alimentação: a ideia é irmos comprando os ingredientes em cada dia (+/-), até porque não sabemos quantos vamos ser, e depois dividirmos por tod@s!
- será uma espécie de acampamento selvagem, pois ainda não se pode garantir que algumas infraestruturas tidas como básicas, como wc e duches, estejam assegurados na altura; assim como equipamento de cozinha. Mas haverão mais informações sobre essa situação no decorrer desta semana.
- na altura e nos dias que se seguirão, no local, estarão possivelmente a decorrer algumas oficinas práticos de permacultura e construção ecológica, se houver um número mínimo de participantes. Portanto, quem quiser dar uma mão a construir de uma forma mais física o Ecotopia é bem-vind@!
- como chegar ao local? Consultem: http://eyfa.org/wiki/TravelInformation e www.rede-expressos.pt
- sobre Aljezur: http://eyfa.org/wiki/Location
Dúvidas?
utupiar@gaia.org.pt
937267541 - 917821644
www.ecotopiagathering.org
www.gaia.org.pt
www.eyfa.org
Não esquecer o Sahara Ocidental
A sessão contará com a participação de Aminatou Haidar, um activista da causa saharaoui com uma experiência amarga de passagem pelas cadeias marroquinas.
Os interessados encontram aqui um breve resumo das dificuldades por que tem passado este povo em ver reconhecido o seu direito à autodeterminação. Uma causa que nasceu praticamente na mesma altura que a do povo timorense (1975) mas que ainda tarda em ver-lhe reconhecido esse direito pelo ocupante marroquino, fortemente apoiado pelo antigo colonizador francês e pelos E.U.A..
Uma questão a não deixar cair no esquecimento.
sábado, junho 09, 2007
«O objectivo básico do desenvolvimento é alargar as liberdades humanas»
Apoiamos esta opção e fazemo-la nossa, mas não com o mesmo quadro de referência.
El CADTM juzga impresentables las proclamas del G8
El CADTM juzga impresentables las proclamas del G8 y denuncia la feroz represión llevada a cabo contra pacíficos manifestantes
Año tras año, el G8 no termina de complacerse en hacer proclamas vacías, que por otra parte no tiene ninguna intención de mantener, y, una vez más, con el telón de fondo de la feroz represión de los pacíficos manifestantes. Nueve miembros del CADTM de Francia y del CADTM de Bélgica fueron detenidos durante más de 48 horas, sin ninguna razón valedera.
En cuanto a la ayuda a África, el G8 decide prometer algo que no le cuesta gran cosa. La duplicación de la ayuda de aquí al año 2010, ya prometida en Gleneagles en 2005, se ha repetido, sin embargo las últimas cifras publicadas son catastróficas: según la OCDE y el Banco Mundial, la ayuda a África, sin contar las remisiones de deuda, ha bajado en 2006. Por otra parte, la ayuda de 60.000 millones de dólares prometidos a largo plazo, sin fecha precisa, con el fin de luchar contra el sida, la tuberculosis y la malaria, ya había sido anunciada en los últimos meses, y por lo tanto no hay muchas novedades. Al mismo tiempo, el sector de la sanidad se deteriora gravemente en África y aumenta la cantidad de personas que sufren hambre. Recordemos también que, desde 1970, los países ricos se habían comprometido a dedicar el 0,7% de su producto nacional bruto (PNB) a la ayuda para el desarrollo. Casi 40 años más tarde, la cifra exacta para los países del G7 es sólo del 0,26%.
En cuanto al clima, el G8 se contenta con salvar la cara, sin considerar, en absoluto, el reto ambiental que se plantea en las próximas décadas. Reconocer la necesidad de reducir substancialmente las emisiones de gases con efecto invernadero es lo mínimo, sin embargo, no tiene ninguna posibilidad de ser creíble y eficaz si no tiene un objetivo determinado cuantitativamente común a los ocho países. No obstante, son los países del G8 los principales emisores y las poblaciones de los países en desarrollo las que sufren las consecuencias cada vez con más dureza.
Esta cumbre del G8 también ha señalado claramente el relanzamiento de la carrera armamentística, bajo el impulso de Estados Unidos. Los gastos militares mundiales, calculados en 1 billón de dólares en 1990 y en 1,2 billones de dólares en 2006, deberían alcanzar los 1,5 billones de dólares en 2007. Solo Estados Unidos consagra más de 500.000 millones de dólares. Para el CADTM, la reivindicación del desarme general no es negociable.
En cuanto a retomar el ciclo de negociaciones de Doha en el seno de la Organización Mundial del Comercio (OMC), el G8 da el pretexto de que son necesarias para los países pobres, cuando la lógica de esas negociaciones, en la misma línea de las políticas de ajuste estructural impuestas en los años ochenta, es profundamente nefasta para las poblaciones pobres de los países en desarrollo.
Sobre los otros temas que fueron abordados durante la cumbre, el G8 se ha dado por satisfecho con un mínimo absoluto que tampoco será, con toda evidencia, alcanzado.
Estos efectos propagandísticos ya no engañan a nadie.
Para el CADTM, los ocho jefes de Estado, recluidos en un lugar superprotegido por imponentes fuerzas armadas que han pisoteado, siguiendo las órdenes, la libertad de circulación y de protesta pacíficas, sólo fingen satisfacción por unos avances inexistentes.
El CADTM no reconoce ninguna autoridad al G8, que como el Banco Mundial, el FMI y la OMC, atraviesa una gravísima crisis de legitimidad. Para el CADTM, es necesario construir lo más rápidamente posible una alternativa fundamentada en un fondo de desarrollo de las Naciones Unidas ligado a una red de Bancos del Sur, cuya prioridad absoluta sea la garantía de los derechos humanos fundamentales.
Damien Millet France@cadtm.org
Éric Toussaint international@cadtm.org
CADTM 345, Avenue de l’Observatoire
4000, Lieja
Bélgica
www.cadtm.org
Professores titulares
Nota: retirado do blog do tuga.
quinta-feira, junho 07, 2007
Repressão em Rostock (Alemanha)
Varios miembros de CADTM detenidos arbitrariamente en Rostock
Desde ayer, miércoles 6 de junio a las 10:30, nueve jóvenes de nacionalidad belga (Geert del CADTM Amberes, Laurent A. del CADTM Bruselas, John Vander Borre del ACC Lieja, Emilienne Tempels de Indymedia Lieja) y francesa (Jeanne Semin del CADTM Lyon, Sylvain Dropsy del CADTM Grenoble, Jerôme Ollier del CADTM Lieja, Martin Dommenge del CADTM Bruselas, “Zoul” de Survie y del CADTM Francia) fueron arrestados por la policía y cinco de ellos se encuentran detenidos por las autoridades alemanas.
Fueron arrestados cuando ejercían su derecho de manifestación pacífica, no violenta, para protestar contra las políticas del G8 en materia de deuda del Tercer Mundo, de guerra, de inmigración, de clima, etc. Se encontraban cerca de Jenewitz, una población a una decena de km de distancia del recinto vallado (2,5 m de altura) levantado por las autoridades alemanas para proteger la reunión del G8. No causaban ningún daño a un bien público o privado, no realizaban ningún acto violento ni arrojaban piedras. La policía no encontró (por supuesto) que llevaran algún arma encima. Se encontraban en el lugar para manifestar su desaprobación y ejercer sus derechos como ciudadanos.
Fueron encerrados en celdas improvisadas en una vieja fábrica de Siemens, convertida en lugar de detención durante la reunión del G8. Algunos prestaron declaración ante un magistrado alemán. Cinco de ellos continúan en prisión: Jerôme Ollier, del CADTM Lieja; Martin Dommenge y Laurent Atsou, del CADTM Bruselas; John Vander Borre del ACC Lieja y Emilienne Tempels, de Indymedia Lieja.
Jeanne Semin quedó en libertad en la tarde del 6 de junio, Sylvain Dropsy salió de la prisión a las 23:30 de ese día. Geert y Zoul fueron liberados a la mañana del día siguiente. Los otros cinco permanecen detenidos; al parecer, las autoridades les habrían dicho que quedarían en libertad el viernes o el sábado. Así mismo les habrían comunicado que serían procesados. Sylvain Dropsy, con quien estamos en contacto telefónico desde su liberación, nos ha dicho que tiene “la impresión de salir de una especie de Guantánamo, un espacio de no-derecho”.
Cuando terminaba de redactar este mensaje recibí una llamada telefónica de la madre de Emilienne Tempels, de Indymedia Lieja. Emilienne está también detenida, en un local de la calle de la Industria (Industriestrasse) de Rostock.
Los 5 estan detenidos en un edificio de Siemens, Industriestrasse in Rostock (tel. 00 49 381-25276410 ou 00 49 381-25276411).
El CADTM se ha puesto en contacto con abogados de París, Bruselas y Lieja. El CADTM exige la liberación inmediata de las personas injustificadamente detenidas y el cese de las medidas de intimidación y de represión de los ciudadanos que ejercen pacíficamente su derecho de protesta.
Si queréis poneros en contacto con Sylvain Dropsy (del CADTM Grenoble que realiza una estadía en el CADTM Bélgica), actualmente en Rostock:
00 49 163 40 649 45.
Por otra parte, varios conferenciantes del CADTM intervienen en los debates que se desarrollan en este momento en Rostock. Entre ellos Victor Nzuzi, agricultor congoleño, dirigente del NAD-CADTM Kinshasa. Teléfono: 00 49 151 517 34 002
Eric Toussaint, presidente del CADTM bélgica. Tel: 00 32 486 74 47 52 o 00 32 4 226 62 85, international@cadtm.org
Abogado alemán: Karen Ullmann 00 49 40 99 99 39 06 (su oficina en Hamburgo)
Legal team en Rostock 00 49 38 20 47 68 111
William Bourdon, abogado en París: 00 33 1 42 60 32 60
Lieja, 7 de junio 2007
Señor Embajador,
Acabamos de enterarnos de la detención de varios ciudadanos belgas y franceses que formaban parte de la delegación del CADTM (Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo) a Rostock (Heiligendamm).
Según las informaciones proporcionadas por nuestros colegas presentes en el lugar de los hechos, estas personas fueron arrestadas a 10 km de la valla que protege la reunión del G8, en la zona naranja, cuando no realizaban actos violentos, ni cometían daño alguno a lo que fuera. La policía no ha encontrado que portaran algún tipo de armas.
Parece que la policía alemana procede en estos momentos a efectuar arrestos totalmente arbitrarios con el fin de impedir el funcionamiento de la contra cumbre del G8, algo que es absolutamente intolerable.
Solicitamos a usted que intervenga sin demora ante las autoridades alemanas para que pongan en libertad de inmediato a las siguientes personas: tres ciudadanos belgas —Laurent Atsou, del CADTM Bruselas; John Vander Borre, de ACC Lieja y Emilienne Tempels, de Indymedia Lieja— y dos ciudadanos franceses —Jeròme Ollier, del CADTM Lieja y Martin Dommenge Abeau, del CADTM Bruselas. Estan detenidos en un edifico de Siemens, Industriestrasse in Rostock (tel. 00 49 381-25276410 ou 00 49 381-25276411).
Le solicitamos igualmente que nos tenga al corriente de los trámites que usted emprenda y de sus resultados.
Reciba usted, señor Embajador, nuestro saludo.
Denise Comanne y Eric Toussaint
Administrativa-delegada y Presidente del CADTM Bélgica
international@cadtm.org
denise.comanne@cadtm.org
quarta-feira, junho 06, 2007
Governo e Microsoft: mas que casamento é este e porque raio tenho de pagar o copo de água?!?!?!?
Governo contrata Microsoft sem concurso em projecto milionário, remove oportunidades à concorrência portuguesa e relega o ensino e desenvolvimento de competências à mera formação Microsoft.
A parte do "Programa Novas Oportunidades" apresentada hoje pelo Governo simboliza problemas sérios o nível da transparência nas opções de investimento público, retira a oportunidade de participação da indústria de software nacional no mercado livre, retira oportunidade da comunidade pedagógica do secundário de ser mais que mera formação de produtos Microsoft, e atrofia as oportunidades de desenvolvimento de competências portuguesas essenciais à participação na Sociedade da Informação.
Onde está a democraticamente essencial transparência governamental na opção dos investimentos quando o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações aloca sem qualquer concurso público os fundos que dispõe como resultado das obrigações a que vinculou as operadores portuguesas de telecomunicações UMTS a uma só empresa de software?
Não tendo sequer feito um concurso, o Governo privilegiou unilateralmente a Microsoft contra a indústria nacional. Optou sem qualquer justificação por uma empresa condenada por abuso de poder de monopólio nos EUA e na União Europeia, eventualmente premiando o apoio da Microsoft à Presidência Portuguesa da União Europeia.
Só em software da Microsoft, 500 mil licenças de Microsoft Windows Vista e Microsoft Office representam os seguintes custos[1]:
* 500 mil licenças de Microsoft Windows Vista Home BasicN Português DVD, 256,57€, resultam em mais de 128 milhões de Euros (128.285.000€);
* 500 mil licenças de Microsoft Office Home and Student 2007 Português OEM, 128,51€, resultam em mais de 64 milhões de Euros (64.255.000€).
Mesmo que existisse a oferta do software, seria um presente envenenado cobrado várias vezes à economia portuguesa no futuro a médio e longo prazo. Em alternativa, o governo podia simplesmente ter recorrido a protocolos já existentes para obter um sistema operativo livre e gratuito (Alinex) e que, em termos de funcionalidades é bastante superior ao Microsoft Windows, uma vez que inclui milhares de aplicações gratuitamente. Dessa forma ofereceria o reconhecimento merecido ao trabalho da Universidade de Évora e todos os que têm construído aplicações e negócios à volta dela. O mesmo se aplica a outros esforços nacionais como o projecto Caixa Mágica.
O governo poderia ter optado pela economia nacional e o desenvolvimento de competências nacionais: a real base de desenvolvimento da Sociedade de Informação. Não o faz, integrando-o num programa ironicamente chamado "Novas Oportunidades". Prefere escolher algo que levará a um desequilíbrio continuado da balança comercial com os exportadores portugueses a terem de arranjar forma de compensar fluxos de dezenas de milhões de euros anuais atirados para fora do país.
A adopção de Software Livre pelo Estado permitiria efectuar poupanças anuais de várias dezenas de milhões de euros, o que permitiria não só financiar acções de formação tecnológica para os Portugueses, como reduzir as despesas públicas. A ANSOL propôs-se a colaborar com o Governo Português no cálculo exacto das poupanças que se poderão realizar deste modo, mas não teve a oportunidade de ser ouvida como a Microsoft.
Porque se escolhe o Microsoft Office, que é pago agora, e/ou no futuro quando os alunos aprenderem a utilizar, e tiverem de comprar novas versões para o mercado profissional, uma vez que as versões para o Ensino não podem ser utilizadas com finalidade comercial? Porque não se optou por alternativas mais baratas, e até nalguns casos mais poderosas?
Porque optou o Governo por relegar as cadeiras de Tecnologias de Informação e Comunicação a meras agências de formação Microsoft? Termina aí a responsabilidade do Ensino na Sociedade da Informação? A opção por Software Livre (com a liberdade para cada utilizador de aprender como funciona) permitiria aos estudantes a possibilidade de participação activa no desenvolvimento da Sociedade da Informação, contudo claramente a preferência foi remover esta oportunidade ao optar por tecnologias que proíbem a partilha e desenvolvimento de competências nesta área.
Em Fevereiro de 2006, a ANSOL propôs ao Governo (publicamente e através de contactos estabelecidos com diversos ministérios) apoio para "Usar o Software Livre para Ligar os Portugueses" oferecendo colaboração ao Governo numa acção que eleve o nível tecnológico dos Portugueses, no espírito do Plano Tecnológico e do programa Ligar Portugal, como por exemplo a criação e distribuição de um pacote de Software Livre em Português, pelas Escolas, Câmaras Municipais e Pequenas e Médias Empresas[2].
Para além do silêncio, só tivemos duas respostas:
* Carlos Zorrinho, o responsável do Plano Tecnológico, disse no IV Encontro Nacional de Tecnologia Aberta em 2006 que a ANSOL não poderia trabalhar ao nível do governo, e para investir apenas em pequenas iniciativas a níveis mais baixos.
* A proposta de criação de um CD com Software Livre de apoio ao ensino foi aceite pelo Ministério da Educação e resultou no CD do projecto CRIE[3].
Porque não nos querem deixar fazer mais?
[1] http://www.minfo.pt/
[2] http://blog.softwarelivre.sapo.pt/2006/02/01/software-livre-para-ligar-os-portugueses/
[3] http://blog.softwarelivre.sapo.pt/2007/04/15/cd-sl-nas-escolas/
Sobre a ANSOL
A Associação Nacional para o Software Livre é uma associação portuguesa sem fins lucrativos que tem como fim a divulgação, promoção, desenvolvimento, investigação e estudo da Informática Livre e das suas repercussões sociais, políticas, filosóficas, culturais, técnicas e científicas.
http://www.ansol.org/
Contactos:
João Miguel Neves, Presidente da Direcção
joao.neves@ansol.org
933 252 302
Rui Miguel Seabra, Vice-Presidente da Direcção
rms@ansol.org
933 255 619
terça-feira, junho 05, 2007
Embaixada de Israel impõe posto de controlo em Lisboa
Embaixada de Israel impõe posto de controlo (check-point) em Lisboa
Hoje, dia 5 de Junho de 2007, uma delegação de representantes de 55 Organizações Não Governamentais Portuguesas viu recusado um encontro previamente aceite pela Embaixada de Israel. O encontro destinava-se a entregar uma Carta-Apelo contra a ocupação, por Israel, dos territórios palestinos, por ocasião da data em se completam 40 anos do início da Guerra dos Seis Dias.
O encontro com uma delegação de duas personalidades representando as 55 ONG’s – a quem a Embaixada solicitou previamente os números e data de emissão dos bilhetes de identidade, e que seria recebida pelo Primeiro Conselheiro da Embaixada – não se chegou a efectuar.
Alegando que “a presença de mais de 5 pessoas” na rua da Embaixada constituía uma “manifestação provocatória”, a Embaixada utilizou como pretexto para recusar o encontro, o facto de haver uma dezena de representantes das 55 ONG’s no passeio fronteiro à Embaixada (mesmo que sem qualquer pano ou palavra de ordem acompanhar).
Para além de se recusar a receber os dois representantes das ONG’s Portuguesas, a Embaixada de Israel – provavelmente deturpando a realidade da situação e alegando perigos inexistentes – levou a PSP a mobilizar dispositivos policiais consideráveis (três carros-patrulha e uma carrinha do Corpo de Intervenção) e totalmente desproporcionados, dada a inexistência de qualquer alteração da ordem pública, ou sequer de uma manifestação que nunca chegou a estar prevista.
A Embaixada de Israel procura assim impor a “lei” de Israel nas ruas portuguesas.
Tal como em numerosas outras ocasiões recentes, a PSP pediu a identificação dos dois representantes das ONG’s que tinham o encontro marcado na Embaixada, numa acção que confirma as tendências incriminatórias e repressivas crescentes que o Governo e o seu Ministério da Administração Interna têm vindo a generalizar.
Não é Governo de Israel que dita as leis em Portugal.
Portugal é um país soberano e não é admissível que as liberdades democráticas aqui sejam questionadas, por quem quer que seja.
O movimento de solidariedade com a luta do povo palestino prosseguirá no nosso país, não se deixando intimidar por semelhantes atitudes.
Em anexo enviamos o texto completo da Carta-Apelo dirigida ao Estado de Israel bem como a lista das 55 organizações subscritoras.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação
O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Organizações subscritoras:
CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação
MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
CGTP/IN – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
APD – Associação Portuguesa de Deficientes
Associação de Amizade Portugal-Cuba
Associação Vidas Alternativas
ATTAC Portugal
Casa do Alentejo
CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
Colectivo Solidariedade com Múmia Abu Jamal
Comissão de Paz de Almada do CPPC “Almada Pela Paz”
Comissão de Paz de Beja do CPPC
Comissão de Paz do Seixal do CPPC
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos
FAR - Frente Anti-Racista
Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública
FENPROF – Federação Nacional dos Professores
FEVICCOM – Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro
FNTCT – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações
Follow the Women Portugal
GRAAL
Interjovem / CGTP
Inter-Reformados / CGTP
JOC – Juventude Operária Católica
MDM – Movimento Democrático de Mulheres
MURPI – Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos
Olho Vivo – Associação de Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos
OPUS GAY
Pax Christi Portugal
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas
Sindicato dos Vidreiros
Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário
SINORQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte
Sociedade de Instrução e Beneficência “A Voz do Operário”
Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense “Os Penicheiros”
SOS Racismo
SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local
Teatro Experimental de Cascais
Tribunal Iraque
União dos Sindicatos da Região Autónoma da Madeira
União dos Sindicatos de Beja
União dos Sindicatos de Braga
União dos Sindicatos de Coimbra
União dos Sindicatos de Évora
União dos Sindicatos de Leiria
União dos Sindicatos de Lisboa
União dos Sindicatos de Setúbal
União dos Sindicatos de Viana do Castelo
União dos Sindicatos do Norte Alentejano
URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses
domingo, junho 03, 2007
Debate “Os PINs e o Ordenamento do Território” e Prémios Quercus 2007
Agradecemos desde já a sua presença.
Hélder Spínola
Presidente da Direcção Nacional da Quercus
Programa
Cerimónia de entrega do Prémio Quercus 2007
Data: 6 de Junho de 2007
Local: Auditório do Metropolitano de Lisboa. Estação Alto dos Moinhos.
18:00 Abertura
- Joaquim José de Oliveira Reis - Presidente do Metropolitano de Lisboa*
- Hélder Spínola - Presidente da Direcção Nacional da Quercus
18:15 Debate: “Os PINs e o Ordenamento do Território”.
- Basílio Horta (Presidente da Agência Portuguesa para o Investimento)
- Miguel de Sousa Tavares (Jornalista e Escritor)*
- Pedro Bingre (Engenheiro Florestal)
- Henrique Pereira dos Santos (Arquitecto Paisagista)
- João Ferrão (Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades)*
Moderador: Luísa Schmidt (Socióloga)
19:30 Cerimónia de Entrega do Prémio Quercus 2007
* a confirmar
8 Junho - Dia pela Justiça Climática
Em Lisboa, Porto e Coimbra a Rede G8 junta-se ao protesto global do dia 8 de Junho, Dia Internacional pela Justiça Climática. No último dia da reunião do G8 na Alemanha, vários locais do Mundo vão reclamar justiça climática contra as políticas do países mais ricos do Planeta.
Queremos marcar este dia com um protesto bem vivo e por isso apelamos a que «te deixes cair nesta rede» porque estamos certos que partilhas destes pontos de vista. A tua participação é importante e podes colaborar de várias formas - pintura, filmagem, representação, distribuição do nosso manifesto, interacção com a população, bicicletada e o mais que queiras sugerir !
É também fundamental que ajudes desde já a passar a palavra.
No Porto:
O que vamos fazer?
Vamos simular um mercado de direitos de emissão («Outlet do Carbono») onde haverá figurantes a representar cada um dos líderes do G8 a tentar comprar direitos a outros países, ou seja, a «oferecer» gases de efeito de estufa (simbolizados por balões negros «negociados» com quem vai a passar na rua...). Denunciar-se-á localmente um dos aspectos que mais gravemente está a contribuir para esta situação na zona do Porto : o abuso e favorecimento do automóvel privado a par com o desprezo e crescente mau trato dado aos transportes colectivos e aos seus utentes.
Onde o vamos fazer?
Entre o Castelo do Queijo e a marginal de Matosinhos.
Quando?
Dia 8, claro, sexta-feira, a partir das 15.00h.
Para colaborares e para mais informações contacta: rede-g8-porto@pegada.net
936333332
966060499
919053035
Em Lisboa:
Entre a Rua Augusta e a Av. da Liberdade teremos várias acções, de performance ou instalação de rua: por exemplo, na Rua Augusta, a partir das 18 horas, vamos ter uma batalha pela justiça climática contra os líderes do G8: um mapa mundo em que todas as pessoas impedem que o G8 encha o Mundo de gases poluentes, emissões que afectam sobretudo os países do hemisfério Sul. Salvar o clima com justiça social contra a poluição dos mais ricos!
Mas teremos muito mais...
Não faltes!
Em anexo podes ver o panfleto e carta para divulgação da iniciativa: participa e passa palavra!
Para colaborares e para mais informações contacta: justica.climatica@gmail.com
Para acompanhares todos estes preparativos vai a:
www.geoito2007.blogspot.com
quarta-feira, maio 30, 2007
CAUSAS & EFEITOS: consumo responsável
UM MÊS / UMA CAUSA
Maio / Comércio Justo
Que consumo sustentável? Que direitos do Consumidor? Que economia solidária?
31 de Maio, às 19H00, Livraria Almedina (Saldanha/Lisboa)
Com:
- Carolina Leão (Cooperativa Mó de Vida);
- Lina Afonso (CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral);
- Miguel Pinto (Equação);
- Pedro Abrantes (Cores do Globo).
O ciclo «Causas & Efeitos», a funcionar desde Outubro de 2006, centra-se nas práticas de cidadania solidária, no trabalho de activistas e entidades portuguesas não governamentais que promovem e levam a cabo acções de defesa de causas de solidariedade social e humanitária, segundo modelos próximos ou distintos entre si.
Em Maio, discutem-se conceitos como os de consumo sustentável, direitos do consumidor e economia solidária. O ponto de partida será o associativismo em torno do comércio justo (ético e responsável) em Portugal: princípios gerais, historial, apresentação de associações, seus objectivos e balanço de acções.
www.coresdoglobo.org
domingo, maio 27, 2007
CGTP: 1º Maio, precariedade e greve geral
Pode ouvir esta conversa aqui.
Este espaço sociofónico integra as programações de rádio do Vidas alternativas, editadas por António Serzedelo.
PBI MEXICO: selecção de voluntários/as
Peace Brigades International busca personas para incorporarse a su equipo en México a finales de 2007 y a lo largo de todo 2008. El próximo entrenamiento de formación se realizará en Lisboa, del 30 de septiembre al 7 de octubre de 2007.
A continuación indicamos los requisitos para incorporarse al proyecto:
Requisitos imprescindibles:
- Ser mayor de 25 años, tener un nivel de castellano alto y fluido, tanto hablado como leído y escrito.
- Tener experiencia previa de trabajo cualificado en ONGs de derechos humanos, cooperación, trabajo social, especialmente en Latinoamérica.
- Estar disponible para un año de trabajo en un equipo de PBI-México.
Recomendables:
- Experiencia de trabajo en el área de relaciones públicas, comunicación, negociación.
- Capacidad de análisis político.
- Experiencia de trabajo en equipo y convivencia en grupo, especialmente en situaciones de estrés.
- Conocimiento de la situación mexicana.
- Experiencia de trabajo o conocimiento del área de derechos humanos.
- Manejo de computadoras, tratamiento de textos, correo electrónico, bases de datos.
- Experiencia de trabajo en el campo de la información, investigación o similar.
Lo Que Te Ofrecemos:
- Experiencia de trabajo en una organización internacional que apoya y defiende a los que trabajan por los derechos humanos en México.
- Todos los gastos de viaje y estancia están cubiertos por el proyecto incluyendo 150 USD al mes para gastos personales.
- Formación especializada para poder trabajar en el equipo y en México.
- Una experiencia de trabajo en equipo, con una intensa vivencia humana.
Las personas interesadas por favor contacten cuanto antes con el equipo de formación enviando un correo-e a pbisilvia@yahoo.es
______________________________________________
Silvia Carballo
Equipo de Formación
PBI México
www.peacebrigades.org/mexico-e.html
e-mail: pbisilvia@yahoo.es
sábado, maio 26, 2007
Evaluación del séptimo Foro social mundial
Tema: evaluación del séptimo Foro social mundial
Al terminar el 7° foro, durante la reunión del Consejo internacional los 25 y 26 de enero del 2007, algunos miembros del Comité organizador se negaron a escuchar las criticas y lanzaron acusaciones inaceptables en contra de los/las que les expresaban.
Es demasiado fácil descalificar a los/las que expresan criticas, sean ello/a/s del Sur o del Norte.
Nosotros que firmamos este texto, somos militantes que actúan al Sur como al Norte del planeta para el fortalecimiento del Foro social mundial y el arraigamiento en el combate por la emancipación social.
Somos convencidos de que el Foro tiene que quedarse plural y evitar transformarse en un show elitista sin utilidad para las luchas reales.
Quisiéramos recapitular una serie de críticas relativas a la organización del 7°FSM.
1. Los precios fijados para la participación de los Kenianos eran demasiado elevados, lo que constituyó una limitación indudable a su participación. El precio pedido (500 shillings) equivalía a más o menos una semana de salario mínimo.
2. La distancia entre el lugar donde tenía lugar el FSM y el centro de la ciudad (así como los barrios populares) constituye un factor que agravó la situación.
3. Los organizadores alquilaron una infraestructura demasiado grande por el número de personas que razonablemente se podía esperar; es decir entre 20.000 y 30.000 personas (por causa del preciado elevado de la participación), 30.000 a 40.000 personas si la participación hubiera sido gratuita por los Kenianos. El coste de la infraestructura era demasiado elevado y no era adaptado a las necesidades reales.
4. El argumento avanzado que había que pedir un precio elevado a los residentes para aumentar las recetas era absurdo puesto que no podía generar entradas importantes teniendo en cuenta la limitación del poder adquisitivo de la mayoría de los Kenianos. El otro argumento según el cual había que evitar entradas no controladas tampoco puede ser aceptado. Bastaba con registrar los residentes Kenianos que entraban gratuitamente para formalizar su participación.
5. El hecho de fijar tal precio mostraba una concepción elitista o una deconexión total de la realidad (el nivel de vida real de la gran mayoría de los Kenianos).
6. Al fijar un nivel demasiado elevado por la concesión de comida los organizadores multiplicaron los contratos con el sector privado. Eso tuvo dos consecuencias: a) la gente modesta no pudo vender comida dentro del FSM; b) el precio de la comida era demasiado caro para los Kenianos y los otros participantes de los países en desarrollo.
7. Los organizadores pasaron un acuerdo inaceptable con Celtel para las telecomunicaciones.
8. Los organizadores no debieron haber pasado un acuerdo con una o varias empresas directamente vinculadas al ministro del Interior.
9. El FSM hubiera podido ser organizado en un estadio del centro de la ciudad o/y en un parque. Eso hubiera permitido: a) reducir los gastos; b) practicar la casi gratuidad por los Kenianos ; c) reducir el coste de la comida; d) aumentar la participación de la población local (y de hecho el número total real de los participantes) a todos niveles (el número de participantes y el número de vendedores de comida). Hubiera también aumentado la visibilidad de la actividad para la población de Nairobi y el arraigamiento del FSM en la realidad keniana.
10. El recurso a voluntarios ha sido muy débil y desfalleciente.
11. No hubo voluntad suficiente para insertar el número más grande posible de movimientos e individuos dispuestos a prestar ayuda para la preparación y el buen desarrollo del FSM. El poder de decisión y de gestión ha sido concentrado en un número muy reducido de personas y movimientos.
12. La responsabilidad de los errores no es únicamente la del comité organizador sino que también recae sobre las estructuras internacionales que han sido directamente implicadas en el trabajo con el comité organizador keniano.
13. Otros elementos también merecen un análisis crítico. Los mencionamos por memoria: la plaza desmesurada tomada por algunas ONG muy potentes del punto de vista financiero; los mensajes que no respetan los derechos de las mujeres y los derechos a la diversidad sexual; el hecho que fue principalmente la policía la que era encargada del mantenimiento del orden; la ausencia de agua potable gratuita (cuando 50.000 litros de agua gratuita eran previstos); el fiasco de la traducción…
Queremos también mencionar los siguientes puntos:
1.Desde el 4° FSM en Mumbai, el CI intentó adoptar una gestión para favorecer las convergencias lo que implica entre otras favorecer las fusiones de actividades para evitar los monólogos de organizaciones. Nos parece que había habido progresos en este sentido en los 5° Y 6° FSM. En cambio, el 7°FSM constituye una regresión al respecto. No hemos conseguido favorecer realmente las fusiones entre actividades. Un cierto número de movimientos, no todos, han organizado sus actividades por su lado. Una ONG organizó a ella sola, unas veinte actividades en solitario.
2.El CI de octubre 2006 decidió que el cuarto día era para favorecer las convergencias. Sabiendo eso porque el comité organizador keniano decidió diez días antes la apertura del FSM, con el acuerdo de algunos miembros del secretariado internacional y del secretariado del Foro social africano organizar 21 asambleas temáticas separadas el 4° día. ¿Qué coherencia existe entre este dispositivo y la voluntad de convergencia? Entre nosotros, algunos pasaron de una asamblea temática a otra para hacerse una opinión de la pertinencia de ellas y del éxito que encontraban. Según hemos contado estas 21 asambleas reunieron a menos de 1.500 personas. Algunas de ellas no contaban más que decenas de personas. Hasta ahora, no hemos leído ninguna autocrítica, ningún balance de parte de personas que han tomado esta decisión mientras esto sería elemental para el debate sobre la continuación de los FSM.
3.Retorno en el pasado desde el 6° FSM. Mientras se daba el 6° FSM policentrico, algunos miembros en particular del secretariado brasileño han convencido el CI de no reunirse en Karachi a finales de marzo del 2006 donde hubiera sido normal hacer el balance del Foro policentrico. Si se hubiese dado como era previsto el CI en Karachi, hubiéramos podido ser más numerosos a participar al Foro en si mismo. Ahora bien solo una pequeña minoría de miembros del CI fueron allí a participar. El CI sobre la proposición de algunos de sus miembros se reunió en Nairobi en marzo del 2006 incluso antes que se diera el foro en Karachi. La consecuencia de eso es que esta reunión del CI no ha sido en condicion de hacer un balance del conjunto del 6°FSM y sobre todo es solamente un número muy pequeño de miembros del CI que pudieron a la vez ir a Nairobi y luego a Karachi. Eso decepcionó mucho con razón al comité organizador del FSM en Karachi. La justificación que se dio de eso era preparar mejor el 7° FSM en Nairobi. Algunos de los/las que firman esta carta habían hecho una proposición alternativa que no fue tomada en cuenta: a) hacer un CI en Karachi a finales de marzo del 2006 para hacer el balance del 6°FSM en su conjunto y garantizar la presencia de un máximo número de miembros del CI en Karachi (el hecho de tener que hacer 2 viajes intercontinentales seguidos tuvo evidentemente un efecto disuasivo para ir a Karachi); b) reunir otro CI en Nairobi en los siguientes meses para preparar el 7°FSM. Los y las que convencieron el CI de no reunir esta instancia en Karachi también tendrían que presentar el balance de esta decisión puesto que podría revelarse que se perdió una oportunidad para apoyar mejor el proceso en Pakistán. El balance también tendría que incluir a la siguiente pregunta: ¿si hemos sucedido en preparar mejor el 7° FSM en Nairobi al reunirse ahí en marzo de 2006 en vez de esperar algunos meses suplementarios? ¿De igual manera habría que preguntarse porque haberse reunido en octubre del 2006 en Italia en vez de hacerlo en India o en Pakistán como se había anunciado al principio? Quisiéramos tener un análisis matizado y creíble de lo que paso en la preparación del 7°FSM.
Para concluir con las críticas enunciadas arriba, estimamos que la situación es grave. Seguramente hace falta un cambio a nivel del secretariado internacional. Tememos que el CI designa un grupo reducido encargado con una misión de secretariado y compuesto con una mayoría de personas que tienen una responsabilidad en la preparación del 7°FSM (que pueden pues repetir lo que estimamos ser errores al nivel del proceso foro) y que, en el CI que siguió han evacuado criticas para evitar tomar su parte de responsabilidad. ¿Como tal órgano podría ayudar el CI en hacer que tal errores no se reproduzcan?
Constatamos que en el CI que se dio en Nairobi después del 7°FSM, la mayoría de los que intervinieron cuidadosamente evitó formular críticas (ver resumido disponible únicamente en inglés (¡)). Eso nos inquieta. ¿Se haría el CI incapaz ver la realidad de frente? ¿Se haría una instancia que considera que un balance es “globalmente positivo” aún cuando eso sería en contradicción con la realidad?
En caso de que eso pasaría a ser realidad, este autismo se volvería perjudicable al proceso del Foro social mundial en sí.
Somos convencidos de qué el FSM tiene que continuar su acción, mejorar las convergencias, contribuir a fortalecer la lucha contra el capitalismo neoliberal, el patriarcado y todas formas de opresión. Hemos contribuido en forma activa al desarrollo del 7°FSM y somos persuadidos que este tenía también aspectos positivos y constructivos. Subrayamos la necesidad de adoptar un conjunto de reglas para evitar que los graves errores de 7° FSM se reproduzcan en el futuro.
Primeros firmantes por orden alfabético :
Yoko AKIMOTO, miembro del Secretariado de ATTAC Japon
Camille CHALMERS, secretario general PAPDA-Haïti
Fathi CHAMKI, porta-voz RAID ATTAC TUNISIE
Sushovan DHAR, VAK, Mumbai, India
Moctar Niantigui COULIBALY, Presidente ONG AMADIP, miembro del comité de auditoría de la CAD-Mali
Jos GEUDENS, CADTM Mombasa, Kenya
Isabelle LIKOUKA, resp. financiera de APASH/CADTM Congo Brazaville
Wangui MBATIA, People's Parliament (Parlamento del Pueblo) y red keniana de las organizaciones de base (KENGO), Kenya.
Luc MUKENDI, Presidente de AMSEL/CADTM LUBUMBASHI República Democrática del Congo
Ajit MURICKEN, director VAK, Mumbai, India
Rock NIANGA, secretario general APASH/CADTM Congo Brazaville
Junko OKURA, Jubilee Kyushu, Japón
Salissou OUBANDOMA, miembro de la dirección del RNDD-Níger
Mimoun RAHMANI, Secretario General Adjunto ATTAC Marruecos
Binta SARR, presidente CADTM Senegal
Farooq TARIQ, secretario Pakistan Kissan Rabita Committee (Comité de coordinación de los campesinos de Pakistán) y miembro del comité organizador del Foro Social de Pakistán, Pakistán
Eric TOUSSAINT, presidente del CADTM Belgica
Ibrahim YACOUBA, Coordinador del RNDD, Níger
sexta-feira, maio 25, 2007
Sobre as práticas comerciais da CGD
Caixa Geral de Depósitos - Os Vampiros do Século XXI
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas demanutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
Medita e divulga ...
Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.
Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios....Porque será???
quarta-feira, maio 23, 2007
Mercado Solidário na Granja do Ulmeiro
No próximo dia 27 de Maio realiza-se mais uma edição do Mercado Solidário na Granja do Ulmeiro.
Esta experiência irá repetir-se pela 6ª vez na Granja do Ulmeiro, no Centro Internacional da AJPaz.
Ao longo do tempo, a comunidade tem assumido este instrumento inovador de intervenção comunitária, uma vez que se tem envolvido na organização a par com a AJPaz.
O Mercado Solidário é uma forma de Economia Alternativa e tem revelado que as riquezas materiais e imateriais podem ser transformadas em relações de solidariedade activas e permanentes na comunidade local.
Neste espaço podem trocar-se produtos, bens ou serviços por outros, utilizando uma moeda social/local – As Granjas – para efectuar a troca.
Divulgue pelos seus contactos e venha Participar!