sábado, agosto 19, 2006

Conferência Alemã de Economia Solidária

Berlim, 24 a 26 de Novembro de 2006

Subordinado ao tema «Como queremos produzir e viver ? A economia solidária num capitalismo global», vai-se realizar entre 24 e 26 de Novembro, na Universidade Técnica de Berlim, um Primeiro Encontro Nacional (com participação internacional).

O movimento de economia solidária cresceu a nível mundial. Mas é ainda pouco (re) conhecido na Alemanha, mesmo tendo em conta a existência de um sector emergente de actividades de economia solidária: antigas e novas formas cooperativas, organismos caritativos, empresas sociais e solidárias, empresas auto-geridas e alternativas, iniciativas colectivas de alojamento, sistemas de trocas locais, comércio justo, instituições financeiras solidárias, produção - consumo e outras iniciativas rurais, empresas de inserção e outras formas de iniciativas de economia solidária dirigidas ou conduzidas por desempregados, mulheres, minorias étnicas e outras pessoas desfavorecidas social ou economicamente.

Mesmo se considerarmos que o sector emprega cerca de 2 milhões de pessoas na Alemanha, não tem visibilidade por si próprio, já que está dividido em milhares de abordagens que se conhecem mal entre elas. O Encontro vai reunir os diversos actores para que troquem experiências e discutam os conceitos teóricos, as práticas inerentes e as estratégias. Para além disso, o Encontro vai estabelecer pontes entre iniciativas de cariz económico e actores politicamente mais orientados para os movimentos sociais. É chegado o momento de trabalhar em conjunto para uma economia diferente, com valores democráticos, sociais e ecológicos, a fim de produzir bens e serviços socialmente úteis e dirigidos ao bem comum, num ambiente de capacitação, de
paz e de justiça sociais. Para atingir este objectivo, o Encontro desenvolverá espaços de trocas de experiências, de discussão viva e de aprendizagem mútua, envolvendo experiências vindas de África, da Ásia, da América Latina e do Norte, da Europa do Leste e Ocidental.

O Programa está construído em torno de 9 Fóruns, com sessões plenárias e oficinas:

1. Boas práticas de economia solidária : espaço de apresentação e de trocas de experiências práticas;
2. A economia solidária na educação e na formação, na ciência e na pesquisa;
3. A economia solidária e o neo-liberalismo:
- Empregos precários, individualismo e declínio social;
- Privatização dos serviços públicos;
- Dualidade do conceito de entreajuda;
- Estratégias para um rendimento de base;
4. Perspectivas, oportunidades e constrangimentos da economia solidária no contexto da globalização;
5. Estilo de vida e economia solidária - a perspectiva individual;
6. A quem pertence o mundo ? - O papel da propriedade colectiva na economia solidária;
7. A economia solidária - um movimento mundial : experiências internacionais e ooperações;
8. Trabalhar de uma forma diferente - instrumentos práticos para as empresas de economia solidária;
9. Enquadramento político e estruturas de suporte necessárias para a economia solidária.

Nota: A expressão « economia solidária » é utilizada como sinónimo de expressões como economia social, economia comunitária, terceiro sector, economia popular, desenvolvimento centrado nas pessoas, etc.


Contacto: Dagmar Embshoff,
E-mail: info@solidarische-oekonomie.de,
Site: www.solidarische-oekonomie.de

segunda-feira, agosto 14, 2006

Fogos

Onde vivo, há quase uma semana que tudo arde. Hoje o céu esteve escuro todo o dia e o cheiro a fumo permanece em todo o lado. A ângustia das labaredas vistas ao longe (por vezes assustadoramente perto), o silêncio aflitivo da bixarada, os restos carbonizados de florestas ontemverdejantes, as noites interrompidas por sirenes de alarme, os helicópteros a encherem um dedal de água nas minihídricas e depois salpicarem o monstro com umas gotas insignificantes, as múltiplas frentes de fogo a descer a montanha, são sinais da catástrofe que se desenrola perante milhares de olhos impotentes. Tenho medo de voltar ao campo e ver a devastação causada por 6 dias de fogo. Ainda tenho na memória recente os lugares como eles eram antes de serem pasto para chamas...

segunda-feira, agosto 07, 2006

Voluntariado PBI - candidaturas ainda abertas!

Car@s amig@s,

Tal como divulgámos antes, as PBI – Brigadas Internacionais de Paz, estão a realizar este ano em Portugal 3 formações ("training weeks"), com o objectivo de encontrar e preparar voluntários para vários dos seus Projectos Internacionais.

A formação do Nepal já está a decorrer com sucesso em Lisboa, frequentada por vários voluntários internacionais. Mas para o sucesso das duas restantes formações precisamos de mais candidatos portugueses, por isso continuamos a procurar voluntários que se queiram candidatar a integrar os Projectos do México e da Indonésia.

Qualquer um dos Projectos pretende integrar vários voluntários portugueses, para o que fizeram um especial apelo às PBI Portugal para procurar mais candidatos.

Aproveitamos para felicitar os voluntários que já estão no processo de seleção, nomeadamente do Projecto Guatemala, cujo selecionados serão conhecidos em breve.
As candidaturas continuam abertas até o fim de Agosto, esperamos receber as vossas também!


Os requisitos básicos para os voluntários são:
- Mais de 25 anos de idade
- Experiência mínima de voluntariado e/ou associativismo
- Disponibilidade mínima de um ano no terreno
- Conhecimento da língua *
* No caso do Projecto da Indonésia há uma integração anterior em cursos da língua local


Locais e datas das formações:

PROJECTO INDONÉSIA
Local – Pousada Juventude de Almada
Data – 16 a 31 de Outubro
Contacto para informações / candidaturas: rjthompson95@yahoo.ca/brigadas.paz@gmail.com

PROJECTO MÉXICO
Local – Lisboa
Data – 19 a 26 de Novembro
Contacto para informações / candidaturas: pbisilvia@yahoo.es/brigadas.paz@gmail.com

Contamos com vocês!

David Ávila

domingo, agosto 06, 2006

Concentração de 9 de Agosto- retirar o campo de tiro de Monsanto

Caros Attacantes [e não só, acrescento eu, APP]:


A Attac Verde aderiu à Plataforma Por Monsanto.

A Plataforma por Monsanto é um movimento cívico que tem como objectivo a defesa do Parque Florestal de Mionsanto. Foi criada em Março de 2004, em cosequência da inteção do ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes em transferir a Feira Popular de Lisboa e o Hipódromo do Campo Grande para Monsanto. Este movimento é formado pela Associação de Amigos e Utilizadores de Monsanto; Associação de Moradores e Amigos da Freguesia de S. Francisco de Xavier;ATTAC Verde, Associação de Moradores da Flor da Serra e Bairro do Calhau, Associação de Moradores do Alto da Ajuda; a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; Quercus, Liga para a Protecção da Natureza;Associação Lisboa Verde, o CAAL- Clube de Actividades ao Ar Livre, a ASPEA- Associação Portuguesa de Educação Ambiental, e o Movimento Liberal Social.

Esta intenção não foi avante.

No entanto, temos o problema do Campo de Tiro.

O Campo de Tiro foi criado em 1962,sob a modalidade de contrato de concessão com o Clube de Tiro a Chumbo de Lisboa, renovável por um período de 10 anos. O Campo de Tiro tem provocado ao longo destes 40 anos a acumulação de partícilas de chumbo no solo.

O MAIS GRAVE ANIDA: O CAMPO DE TIRO FICA CONTÍGUO AO PARQUE ECOLÓGICO! As escolas organizam visitas ao parque ecológico e as crianças são conforntadas com o ruído e com o perigo de levarem com o chumbo . Já forma apresentadas queixas na PSP.

O contrato de Concessão termina em Fevereiro de 2007. Para rescidir o contrato de Concessão, a Câmara de Lisboa tem de dar o pré-aviso de rescisão, 6 meses antes do términus do contrato, ou seja, tem de tomar uma decisão até 13 de Agosto de 2006.

A Plataforma reunuiu-se com vereador do ambiente; Dr. António Proa, no passado dia 28 de Julho, para apresentar as suas preocupações relativas ao Parque de Monsanto. Também procurou informa-se junto do vereadoe se a Câmara tinha ou não tomado alguma decisão relativa à rescisão do contrato de Concessão com o Clube de Tiro a Chumbo.

O Vereador deu a informação de que a Câmara ainda não tomou qualquer decisão. A decisão carecia do parece dos técnicos da Câmara.

HÁ QUE AGIR CONTRA ESTE MARASMO!!!

No dia 9 de Agoisto, por ocasião da cessão de câmara privada, vai decorrer uma concentreção, junto aos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, às 9h30m.

Nessa concentração, vai-se e realizar uma recolha de assinatruras, para uma petição contra a presença do campo de tiro em Monsanto.

APAREÇAM!!!

Um Abraço:
Ana Sofia Cortes

terça-feira, agosto 01, 2006

Praxes Académicas - Comunicado do MELLE

A praxe académica é justificada por quem a pratica «por ser
tradição», uma tradição tão nobre como a escravatura, matar judeus
ou o bombardeamento nuclear. Na mente dos velhacos pode-se fazer
tudo em nome da tradição!

Na verdade a praxe em Portugal apenas é praticada há décadas na
Universidade de Coimbra, tendo sido interrompida na sequência da
Revolução de Maio de 68 e só então retomada nos anos 80 por
indivíduos matriculados em Universidades de todo o país. Foi o
desvanecer dos ideais de Abril e a consagração de uma ditadura
mascarada de democracia.

As torturas do passado, incluindo as da PIDE, durante o Estado Novo,
são continuadas nos dias de hoje, dentro das universidades, não
raras vezes com a cumplicidade suja das Reitorias.

Os individuos que estão ligados à praxe, os que se dizem "Doutores
ou Veteranos" são Doutores de coisa nenhuma. Na verdade muitos deles
estão há vários anos matriculados na Universidade, a desperdiçar
vagas e recursos, num sistema de acesso já de si corrupto e injusto.

Com cumplicidade institucional alguns estudantes universitários
cometem crimes no interior das escolas e permanecem incólumes.

Defendemos que as Universidades devem ser espaços abertos que
promovam a liberdade e que permitam o livre pensamento.

Não vamos permitir que se continue a ensinar e praticar actos de
xenofobia, actos de violência, a coerção, o uso abusivo e
indiscriminado de drogas, a humilhação, a afronta à dignidade, a
afronta aos direitos da mulher, à igualdade e à tolerancia pelas
crenças alheias.

Os Reitores das Universidades são responsáveis e devem ser
responsabilizados pela cooperação na prática de verdadeiros
atentados à democracia e à liberdade, quando ano após ano, os novos
alunos continuam a ser humilhados e abusados pelos seus colegas mais
velhos com ofensas, psicológias e corporais, por vezes de inspiração
fascista e nazi fazendo crer que estas estão de acordo com a
legislação em vigor.

Os Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior devem também ser responsabilizados, por compactuar com
estas práticas anticonstitucionais e que violam os mais básicos
direitos humanos.

Deve o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da
Ciência Tecnologia e Ensino Superior, com carácter de urgência,
realizar Acções de Formação de carácter pedagógico, de frequência
obrigatória por todos os funcionários das escolas e universidades
portuguesas, para que estes cumpram o dever cívico de identificar e
denunciar os abusos e contribuam para uma mais eficaz eliminação das
praxes.

Lisboa, 30 de Julho de 2006,
Comissão Nacional do Movimento Estudantil de Luta pela Liberdade na
Educação

sábado, julho 29, 2006

Médio-Oriente: carta de cidadãos do mundo

The latest chapter of the conflict between Israel and Palestine began when Israeli forces abducted two civilians, a doctor and his brother, from Gaza. An incident carcely reported anywhere, except in the Turkish press. The following day the Palestinians took an Israeli soldier prisoner - and proposed a negotiated exchange against prisoners taken by the Israelis - there are approximately 10,000 in Israeli jails.

That this "kidnapping" was considered an outrage, whereas the illegal military occupation of the West Bank and the systematic appropriation of its natural resources - most particularly that of water - by the Israeli Defence (!) Forces is considered a regrettable but realistic fact of life, is typical of the double standards repeatedly employed by the West in face of what has befallen the Palestinians, on the land alloted to them by international agreements, during the last seventy years.

Today outrage follows outrage; makeshift missiles cross sophisticated ones. The latter usually find their target situated where the disinherited and crowded poor live, waiting for what was once called Justice. Both categories of missile rip bodies apart horribly - who but field commanders can forget this for a moment?

Each provocation and counter-provocation is contested and preached over. But the subsequent arguments, accusations and vows, all serve as a distraction in order to divert world attention from a long-term military, economic and geographic practice whose political aim is nothing less than the liquidation of the Palestinian nation.

This has to be said loud and clear for the practice, only half declared and often covert, is advancing fast these days, and, in our opinion, it must be unceasingly and eternally recognised for what it is and resisted.

Tariq Ali
Russell Banks
John Berger
Noam Chomsky
Richard Falk
Eduardo Galeano
Charles Glass
Naomi Klein
W.J.T. Mitchell
Harold Pinter
Arundhati Roy
Jose Saramago
Giiuliana Sgrena
Gore Vidal
Howard Zinn

sábado, julho 22, 2006

Líbano e Palestina, fim aos bombardeamentos

Concentração frente à Embaixada de Israel.

Rua António Enes, 16 (ao Saldanha), em Lisboa.

Quarta-Feira, 26 de Julho, 18.30h.

A SITUAÇÃO NO MÉDIO ORIENTE

SESSÃO PÚBLICA DE INFORMAÇÃO

sobre

A SITUAÇÃO NO MÉDIO ORIENTE


Iniciativa da
Comissão Promotora do MPPM
(Movimento Português pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente)


Terça-feira, dia 25 de Julho, pelas 18h30

Sede da Sociedade da Língua Portuguesa,
Rua Mouzinho da Silveira, 23

(ao Marquês de Pombal, para quem sobe a Rua Alexandre Herculano, da Avenida da Liberdade para o Rato, é a segunda transversal à direita)

A Sessão contará com o testemunho da Delegada-Geral, Embaixadora, da OLP em Portugal.

segunda-feira, julho 17, 2006

Finalmente zapp

Uns mesinhos depois, tenho internet. Claro que não foi a PT a resolver o problema. Enfim, problemas existenciais de uma empresa com monópolio. Juntei-me aos zappers, e até agora estou satisfeito. A ver vamos de futuro...

segunda-feira, maio 22, 2006

Prioridades televisivas

Segundo um estudo feito, nos telejornais Portugueses a política nacional domina com 16% do tempo de emissão, seguida pelo desporto com 12% e com as notícias internacionais apenas com 6% e arte e cultura com menos de 1%. Agora que o campeonato acabou, estaria à espera de que a % dedicada ao desporto sofresse um ligeiro decréscimo... mas não, enquanto não começa o Europeu e o Mundial (e aí o desporto deve chegar aos 96%), podemos sempre acompanhar de perto o Futebol brasileiro e tal. É que se a % de desporto baixa, o estado de alienação total ligada ao futebol ainda pode sofrer umas beliscaduras; pelo sim, pelo não, mais vale não arriscar.

Intervalo

Pedimos desculpa por esta interrupção; a qualquer momento a PT irá por finalizar a ligação internet lá em casa. Afinal ainda só passaram pouco mais de 2 meses desde que pedimos uma linha...

sexta-feira, maio 12, 2006

O FSP 2006 já se vê

Informamos que o novo site do Fórum Social Português já está disponível no endereço habitual.

Parte da sua estrutura estará ainda em construção durante a próxima
semana, mas já é possível aceder a algumas das suas principais secções,
de onde destacamos as inscrições e gestão de acessos dos participantes
na actual lista do FSP.

Convidamos todos, também, a participarem no inquérito
intitulado "Consulta temática para o FSP 2006".

Obrigado!

O Grupo de Trabalho

terça-feira, maio 09, 2006

Presos mapuches em greve de fome

Ao Governo da República portuguesa

À Embaixada do Chile em Portugal

Aos Meios de Comunicação europeus

Às organizações políticas e sociais portuguesas


APELO À JUSTIÇA PARA OS PRISIONEIROS POLÍTICOS NO CHILE

O Partido Humanista exprime por meio desta carta a sua séria preocupação com a saúde de quatro líderes do povo Mapuche do Chile, que foram condenados a mais de dez anos de prisão e que se encontram na prisão de Temuco, no seu país.

Patricia Troncoso, Juan Marileo, Florencio Marileo e Juan Carlos Huenulao estão em greve de fome há 57 dias e a sua vida corre já sério risco.

Toda a informação que temos aponta no sentido de que os quatro membros da Comunidade Mapuche foram submetidos a um julgamento injusto e sem acesso a uma defesa válida: foram acusados por testemunhas com a cara tapada e tratados de acordo com a Lei Antiterrorista 18.314, que foi introduzida durante a ditadura militar de Pinochet e que continua em vigor. Foram condenados a 10 anos de prisão e a uma multa de 400 milhões de pesos, a pagar a uma companhia florestal que é uma das mais ricas do país.

Para nós, humanistas e cidadãos portugueses, lutadores contra qualquer forma de racismo, exploração e violação dos Direitos Humanos, é incompreensível que esse tema não seja tratado com urgência pelo governo chileno.

Além disso, denunciamos a repressão e violência utilizada pela polícia chilena contra os participantes numa manifestação pacífica para a libertação dos quatro líderes. Seis pessoas foram agredidas e detidas durante uma manifestação em Temuco; alguns dias depois, 15 líderes mapuches foram detidos em frente a La Moneda, Santiago.

Aparentemente, no Chile existem duas classes de cidadãos que são tratados de forma completamente diferente, o que tem que ser classificado como uma política racista da parte das autoridades chilenas.

Solicitamos ao governo chileno a libertação dos prisioneiros políticos do povo mapuche e que a situação dos mesmos seja clarificada urgentemente. Pedimos ao Governo português e a todas as forças democráticas em Portugal que pressionem o governo chileno em relação a este assunto tão importante.


Porto, 9 de Maio de 2006

Luís Filipe Guerra

quinta-feira, abril 06, 2006

Palestra sobre doenças crónicas

Tertúlia Mensal na Academia Sénior da Covilhã.

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Telefone: 275 336 788

quarta-feira, abril 05, 2006

Outras galáxias

Uma hora tem 3.600 segundos, o que concorre para um total de 86.400 segundos por dia. Na nossa galáxia há tantas estrelas quantos os segundos contidos em 3.000 anos. Quanto ao (in)número de galáxias que existem no Universo...

terça-feira, abril 04, 2006

Biodiversidade triturada em energia

A Conferência das Partes (COP ou MOP – Meeting of Parts) é o órgão supremo decisório no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB. As reuniões da COP são realizadas cada dois anos: trata-se de reuniões alargadas que contam com a participação de delegações oficiais dos 188 membros da CDB (187 países e um bloco regional), observadores de países não-parte, representantes dos principais organismos internacionais (incluindo os órgãos das Nações Unidas), organizações académicas, ONGs, organizações empresariais, lideranças indígenas, imprensa e outros observadores. Cada reunião da COP dura duas semanas, incluindo duas sessões de trabalho paralelas com tradução simultânea para as seis línguas oficiais da ONU (inglês, francês, espanhol, árabe, russo e chinês). Acabou no domingo a 8ª COP, pela primeira vez reunida no Brasil.

Junto com a COP 8 terminou, também em Curitiba, um encontro informal entre representantes de ONGs, da sociedade civil, parlamentares e jornalistas: o Fórum Global da Sociedade Civil – Bem-Vindo ao Mundo Real. Um dos paineis incluídos neste Fórum tinha por título "Afogando a sociobiodiversidade na produção de energia: para quê? Para quem?". Destinado a questionar a pertinência de projectos hidro-eléctricos, o painel visava especialmente os megaprojetos de energia propostos para a Amazónia: 304 barragens, das quais 46 já foram construídas, estando as restantes 258 em projecto. Perder, vamos perder todos, nomeadamente na biodiversidade afogada. A quem se destina esta energia?
mpf

segunda-feira, abril 03, 2006

Conferência Mundial sobre Biodiversidade - um fracasso

A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi aberta para assinaturas no Rio de Janeiro, em 1992. Agora, em 2006, 14 anos depois, a Oitava Conferência das Partes Signatárias da CDB (COP-8) está a acontecer em Curitibe, Brasil. Coincidência ou não, essa Conferência encerrará um ciclo dentro da Convenção: (...) o fim de uma era de esperanças na CDB como contraponto aos caminhos trilhados pelo império do mercado.
.
A Convenção possui três grandes objetivos: a conservação da biodiversidade; seu uso sustentável; e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios advindos da utilização dos recursos genéticos. Existe, porém, um desequilíbrio entre esses objetivos. Enquanto a conservação da biodiversidade possui, dentro da CDB, muitos dispositivos de implementação, os outros dois objetivos ainda engatinham. Esses objetivos, e principalmente a repartição de benefícios, foram percebidos, quando do lançamento da Convenção, como promissores no sentido de fazer da CDB um instrumento mais amplo e, mais do que isso, impedir que os componentes da biodiversidade se tornassem simplesmente mercadorias, disponíveis para quem estivesse interessado em pagar. Essas expectativas, entretanto, não se confirmaram ao ponto de a própria Convenção ter feito uma autocrítica e, em 2002, formado um grupo de trabalho para fomentar sua implementação e reequilibrar os três objetivos. Esse grupo apresentou seus resultados agora em 2006, em terras brasileiras.
Mais aqui.

Um Lugar ao Sul

Se puderem, ouçam o programa de hoje do Lugar ao Sul: na Antena 1, depois das notícias da meia-noite. Depois venham aqui dizer se não foi lindo...

domingo, abril 02, 2006

Fórum Social Intermunicipal

A Folha, boletim de ligação e informação da ANIMAR, publicou na sua edição de Março de 2006 o artigo que se transcreve:

Fórum Social Intermunicipal
16 a 18 de Março – O I Fórum Social Intermunicipal, irá decorrer em Torres Vedras, sendo organizado pelas CM da Lourinhã e Torres Vedras, ADR, Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, Associação Juvenil Tá Mexer, Centro de Atendimento a Toxicodependentes de Torres Vedras, Centro Social Paroquial de Torres Vedras, Centro de Emprego de Torres Vedras, Instituto de Reinserção Social Lar de S. José e Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

Serão tratados os temas:
Políticas de Inclusão Social
dia 16Mesa de Debate – Políticas de Emprego, Educação e Formação; Oficinas – Educação e Formação de Jovens; Educação e Formação de Adultos; Respostas a grupos com necessidades específicas; Conferência – Políticas de Inclusão Social;
- dia 17Mesa de Debate – Políticas de Imigração e Minorias Étnicas; Oficinas – Imigração; Habitação Social; Consulta de adolescentes; Conferência – Políticas de Habitação;
Inovação e Responsabilidade Social das Organizações
- dia 18Mesa de Debate – Economia Social; Oficinas – Microcrédito; Ambiente; Cidades Saudáveis; Conferência – Desenvolvimento Social Local.

sexta-feira, março 31, 2006

GAIA celebra 10º aniversário

Em 21 de Março de 1996, o GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental nascia por mão de um grupo de estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. O GAIA é uma organização não hierárquica de bases, plural e apartidária, que trabalha no sentido da construção de alternativas positivas para um mundo ecologicamente sustentável e socialmente justo, enquanto desenvolve uma crítica ao modelo social e económico que explora e prejudica o ambiente, a sociedade e as gerações futuras. Com uma forte componente activista, utiliza frequentemente acções criativas de cariz directo e não-violento como forma de sensibilizar e criar consciência sobre as raizes sociais dos problemas ambientais, tendo introduzido no movimento ambientalista português uma nova forma de abordar os problemas ambientais e sociais e de chamar a atenção para os mesmos. O GAIA é hoje uma das mais importantes organizações não-governamentais de ambiente do nosso país.

Para assinalar o seu 10º aniversário, o GAIA organizou um conjunto de iniciativas que culminam numa festa este Sábado, dia 1 de Abril, no Clube Recreativo da Mouraria (Travessa da Nazaré, 21-1, metro do Martim Moniz), em Lisboa.

A entrada é livre!
Vem comemorar connosco!

quinta-feira, março 30, 2006

quarta-feira, março 29, 2006

TGV

Na próxima vez que precisar de fazer a viagem entre o Porto e Vigo, pense bem no meio de transporte a utilizar. O comboio... ou a bicicleta? Um grupo de ciclistas profissionais galegos fez uma corrida contra o comboio, entre Vigo e o Porto, e a verdade é que só perderam o desafio por uma hora... Quando a composição chegou à estação de S. Bento, Óscar Pereiro, Marcos Serrano, Luis Fernández Oliveira, Gustavo Domínguez e Jacob Agra (motociclista que treina com os profissionais do pedal) já estavam em Esposende.

A ideia da corrida foi do jornal "A Voz da Galiza". Os desportistas aceitaram o desafio e, às 8.27 horas do passado dia 15, partiram em simultâneo com o comboio, no qual seguia um jornalista do diário espanhol. Alberto Magro chegou ao Porto três horas e oito minutos depois.
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Nessa altura, os ciclistas estavam apenas a 44 quilómetros da Invicta, onde chegariam à 13.00 horas. Contudo, os promotores da iniciativa descontaram meia hora a quem pedalou, tendo em conta os obstáculos encontrados pelo caminho. "A partir de Viana, o trânsito desordenado e um desvio por causa de obras obrigou a fazer 10 quilómetros suplementares", explicou o jornal, lembrando que, até ali, a vantagem do comboio sobre as bicicletas rondou os 20 quilómetros.
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Contas feitas, os ciclistas fizeram uma média de 40 quilómetros por hora. Pouco menos da que efectuou a locomotiva: 49,4 quilómetros por hora. No troço galego e na ligação até Viana do Castelo as muitas paragens e as "curvas incessantes" fizeram com que a viagem nos carris decorresse ao ritmo dos ciclistas.
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"Só a ritmo de bicicleta se compreende que o comboio demore 52 minutos para percorrer os 35 quilómetros entre Vigo e Tui, quando um automóvel leva apenas um quarto de hora", constataram os jornalistas; "A Voz da Galiza", lembrando que, apesar disso, o bilhete Porto/Vigo custa 14,40 euros, "o dobro do preço da portagem na autoestrada". Também por isso, registaram, o comboio não ultrapasse uma média de ocupação de 33%.

E, realizado o desafio, ficou a certeza de que, apesar dos desportistas não terem vencido o comboio, os grandes derrotados são mesmo "os passageiros que todos os dias usam aquela linha".
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Hugo Silva no Jornal de Notícias

segunda-feira, março 27, 2006

Mais robots

Isto de facto cada sociedade com a sua mania... Há dias escrevi aqui sobre os robot-soldados americanos, esta de hoje é uma notícia sobre o RI-MAN, o último numa série de protótipos criados no Japão para resolver um dos maiores problemas da sociedade japonesa: a Terceira Idade. Devido a uma reduzida natalidade combinada com uma longevidade incrivelmente elevada, estima-se que em 2020 um quarto da população do Japão terá mais que 65 anos! Infelizmente, e apesar da forte tradição nipónica de reverência pelos idosos aparentemente nada resiste à vida contemporânea, e também lá os velhos abandonados são mais que as mães. Este RI-MAN consegue percepcionar e seguir movimento, escutar e obedecer ordens; está ainda programado para detectar odores eventualmente relacionados com a saúde. Nada mau.


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A Ficção Científica há muito que explora estas ideias. Como em Roujin Z, de Katsuhiro Otomo, um filme de 1996. Este Japão animado, também ele mergulhado numa Terceira Idade crescente, procura resolver o problema dos cuidados aos idosos com a criação de uma cama-robot, o Projecto Z-001, desenvolvido na cidade de Roujin. Esta cama resolve todos os problemas de higiene e saúde de quem está deitado (depositado?) nela, entretém a pessoa (cliente? paciente?) com passatempos, internet, etc, interpreta os seus sinais vitais e providencia cuidados médicos imediatos ou chama o médico em caso de necessidade. O protótipo é testado com o velho Takazawa o qual, apesar de possuir família, vive só e sem cuidados. Depois há uma série de peripécias resultantes do facto de Takazawa não ter sido ouvido nem achado para testar o que fosse, e recusar ser tratado por uma máquina. A moral da história é sobre os perigos da automatização da sociedade, esquecendo que as pessoas são... pessoas.

mpf

quinta-feira, março 23, 2006

Encontro de Coros na Covilhã

A Academia Sénior da Covilhã organiza o

2º Encontro de Coros

25 de Março 2006, 16h00
Auditório das Sessões Solenes da
Universidade da Beira Interior, Covilhã.

Participantes:
Coro da Academia Sénior da Covilhã
Coro da Universidade da Beira Interior
Coro de Câmara Graduale de Música Sacra de Aveiro
Coro da Universidade Sénior Intergeracional da Amadora

Mais informação:
academiaseniorcv@sapo.pt
Telefone: 275336788

Descubra a orquídea que há em si...

À descoberta das orquídeas do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
8 de Abril / 2006 (Sábado)

A Coop. “Terra Chã” convida-o à descoberta das orquídeas da Serra dos Candeeiros. Uma viagem onde irão admirar algumas das 27 orquídeas que vivem nestas Serras...
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Mais info

Energia

Pelo menos até aos anos 80, a contratação de trabalhadores para malhar o pão em Penha Garcia, essa bela terra, obrigava o patrão a providenciar, entre o almoço e o jantar, uma merenda de ovos fritos com mel.

quarta-feira, março 22, 2006

terça-feira, março 21, 2006

O caso Lafforgue

O francês Laurent Lafforgue é um dos maiores matemáticos da sua geração. Tem um curriculum científico esmagador: tem dezenas de artigos de referência nos temas mais profundos e abstractos da Matemática actual; resolveu um problema fundamental conhecido como conjectura de Langlands, em aberto desde os anos 60, trabalhando com objectos matemáticos com o exótico nome de Shtukas de Drinfeld. O mérito extraordinário do seu trabalho científico mereceu reconhecimento internacional, com as maiores distinções matemáticas. (...) Em suma, é um cientista de primeiríssimo plano em termos mundiais. E ainda não completou 40 anos.
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Em Novembro de 2005, Lafforgue foi protagonista involuntário de um verdadeiro escândalo nos meios da Educação em França. Esses acontecimentos foram quase simultâneos com as revoltas nos subúrbios de Paris. Enquanto estes últimos preencheram semanas de noticiários, o caso Lafforgue passava totalmente despercebido em Portugal. Curiosamente, o caso Lafforgue tem provavelmente muito mais relação com a realidade portuguesa de 2006 do que as revoltas suburbanas: é uma manifestação extrema de sintomas idênticos aos que experimentamos em Portugal, sendo uma situação paradigmática. É útil, portanto, pormenorizar a evolução do que se passou com Lafforgue.
Depois da sua eleição como membro da Academia das Ciências, Lafforgue começou a interessar-se cada vez mais pelas questões da Educação e pelo declínio acentuado dos padrões da educação escolar em França, nomeadamente em áreas científicas. Em conjunto com colegas Académicos de áreas da Matemática e da Física (R. Balian, J. M. Bismut, A. Connes, J. Demailly, P. Lelong e J. P. Serre) elabora em 2004 um importante documento sobre Os saberes fundamentais ao serviço do futuro científico e técnico.
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Na sequência do seu maior envolvimento em questões ligadas à Educação, Lafforgue é convidado em 2005 a integrar o Conselho Superior de Educação, cujo objectivo é tentar compreender as razões do estado catastrófico do sistema educativo francês e elaborar recomendações para medidas urgentes a tomar de forma a inverter o processo de degradação. O Conselho Superior de Educação, presidido por Bruno Racine, foi criado em 8 de Novembro de 2005 e reuniu pela primeira vez a 17 de Novembro de 2005.
No dia seguinte, 18 de Novembro, Racine exige a demissão de Laurent Lafforgue do Conselho Superior de Educação.
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A razão do pedido de demissão ainda é mais inquietante. A 16 de Novembro, véspera, portanto, da primeira reunião de trabalho, Lafforgue tinha escrito um longo e-mail confidencial aos membros do Conselho. Nesse e-mail concretizava, com linguagem por vezes violenta, o seu diagnóstico sobre as razões do estado catastrófico do sistema educativo francês. No dia seguinte à reunião, 18 de Novembro, Racine diz a Lafforgue que esse e-mail (que era um documento de trabalho confidencial) "se tinha difundido rapidamente fora do Conselho Superior de Educação e provocava já escândalo no Ministério da Educação Nacional". Não lhe resta assim outra solução que não pedir a demissão de Lafforgue. Por outras palavras: alguém, convenientemente sem cara, achou boa ideia realizar uma fuga de informação de um documento confidencial para fazer rolar a cabeça de um especialista particularmente brilhante e incómodo, com ideias que poderiam estar perigosamente certas e poderiam mesmo, desastre dos desastres, ter sucesso. Estratégia digna de uma purga estalinista. A única diferença é que os tempos são outros: Lafforgue recusou-se a fazer autocrítica e publicou todos os documentos, incluindo o e-mail que deveria ter permanecido confidencial, na sua página Web.
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É extraordinariamente instrutivo ler o documento de Lafforgue. A sua análise, embora sobre a catástrofe que reina no sistema educativo francês, transpõe-se praticamente ipsis verbis para o caso português. Chega a ser arrepiante a forma tão literal como a sua análise se adapta, o que evidencia estar-se perante um fenómeno global e não local. Em vez de extrair morais desta triste história, o autor destas linhas limitar-se-á, a partir daqui, a citar textualmente Lafforgue. O leitor é cordialmente convidado a extrair as suas conclusões. Lafforgue começa por afirmar que certos pontos da ordem de trabalhos o mergulham no desespero. De facto, "apelar aos especialistas da Educação nacional: Inspecções gerais e direcções da administração central, em particular direcção da avaliação e de prospectiva e direcção do ensino escolar" é exactamente como se formassem um "Conselho Superior para os Direitos do Homem" e se propusessem apelar aos Khmers vermelhos para constituir um grupo de especialistas para a promoção dos direitos humanos.
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Lafforgue explica-se: depois de um ano e meio a estudar profundamente o estado da Educação em França, chegou à conclusão que o sistema educativo público está em vias de destruição total. Esta destruição é resultado de todas as políticas e todas as reformas levadas a cabo desde o final dos anos 60. Estas políticas foram concebidas e impostas por todas as instâncias da Educação Nacional, de inspectores e administradores às comissões de programas, pedagogos e outros especialistas das chamadas "Ciências da Educação" (aspas de Lafforgue); em suma, a Nomenklatura da Educação Nacional.
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Estas políticas foram inspiradas por uma ideologia que consiste em passar a não valorizar o conhecimento, associada ao desejo de fazer a escola desempenhar outros papéis que não a instrução e transmissão do saber, à crença em teorias pedagógicas delirantes, ao desprezo das aprendizagens fundamentais, à recusa do ensino construído, explícito e progressivo, à doutrina do aluno "no centro do sistema" que "deve construir ele próprio os seus saberes".
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Lafforgue sugere em seguida mais de uma dezena de livros publicados em França nos últimos três anos que fornecem um corpus factual para as suas afirmações (aparentemente em França a reacção a estas doutrinas é bem mais enérgica do que entre nós). São, sobretudo, testemunhos de professores no terreno que presenciaram em primeira-mão a catastrófica degradação do sistema de ensino público francês, cujos títulos falam em "Traição às letras", "O horror pedagógico", "Os professores acusam", "Contra os gurus do pedagogicamente correcto", "Quem teve esta ideia louca de destruir a escola?” ou "A fábrica do cretino: a morte programada da escola”. Para que não houvesse interpretações simplistas de "reaccionarismo", Lafforgue explicita que o autor deste último livro, Jean-Paul Brigheli, é um professor de letras, de extrema-esquerda, que interpreta a destruição da escola como uma conspiração deliberada das classes dominantes ultraliberais.
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Analisando especificamente o estado catastrófico do ensino da língua francesa, Lafforgue fornece um relatório da Associação dos Professores de Letras com base no qual afirma que "os especialistas (ou pretensos especialistas) a quem foi confiada a redacção dos programas de francês são simplesmente loucos varridos (estou a pesar as palavras)". E fornece exemplos concretos, verdadeiramente alucinantes e inacreditáveis. Não se apercebendo as instâncias políticas da natureza delirante das propostas, nem dando crédito às reacções dos professores mais conscienciosos, Lafforgue conclui que as instâncias dirigentes do Ministério da Educação estão integralmente povoadas de irresponsáveis (ou criminosos, nos casos em que esta destruição da escola foi deliberada).
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Lafforgue reconhece que este movimento de degradação educativa é muito generalizado, fazendo-se sempre em nome do "progresso" e da "modernização". Existem, contudo, excepções: países que não se deixaram contaminar pela ideologia dominante, como Singapura. Aliás, é interessante constatar que os israelitas determinaram quais os melhores manuais escolares de Matemática no mundo de hoje, chegando à conclusão que eram os de Singapura; e traduziram estes manuais, disponibilizando-os a todas as escolas de Israel.
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Lafforgue recomenda páginas Web de instituições em quem confia na descrição dos problemas da Educação em Franca, como o GRIP (Groupe de Réflexion Interdisciplinaire sur les Programmes); Sauver Les Lettres (SLL); e a Association des Professeurs de Lettres (APL). Valem bem uma visita. Finalmente, recomenda a página pessoal de Michel Delord, "simples professor de matemática do secundário mas com um conhecimento impressionante da história do nosso sistema educativo". A página de Delord é, de facto, extraordinária e tem como dedicatória "Página dedicada a pais que se inquietaram por as suas crianças não saberem fazer uma divisão no Ensino Secundário e a quem foi respondido: "Os senhores são uns retrógrados".".
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Não há dúvidas de que o e-mail de Lafforgue era violento na linguagem, tornando-o numa personagem incómoda. Lafforgue tornou-se um cavalo a abater e a sua purga foi instantânea. Contudo, é impressionante a precisão com que ele concretiza a evolução e as razões da degradação catastrófica do sistema educativo francês. Em três palavras: Lafforgue tem razão.
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Mais arrepiante ainda é o exercício de transcrever as afirmações de Lafforgue para o caso português: pouco há a alterar. Na verdade, extrair as conclusões apropriadas do caso Lafforgue poderá ser essencial para a regeneração do sistema educativo português. Infelizmente, o desprezo a que o affaire Lafforgue foi votado pelos meios de comunicação portugueses não indica nada de bom. Quem não aprende com a História está condenado a repeti-la.
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Jorge Buescu aqui

(Publicado em Ingenium: Revista da Ordem dos Engenheiros, II Série, N.º 91, Janeiro/Fevereiro 2006)

Timor

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segunda-feira, março 20, 2006

Conferência com a professora Gisela Bock

CONFERÊNCIA COM A PROFESSORA GISELA BOCK

(Historiadora com numerosos livros e artigos sobre a História das Mulheres.
Professora na Universidade Livre de Berlim)

7 de Abril de 2006- 18,00 h
ICS - Instituto de Ciências Sociais (Auditório)
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
Lisboa

Tema da Conferência:
"Gender dimensions in transnacional history and the history of West European Colonialism"

sexta-feira, março 17, 2006

Feitos à imagem e semelhança...

Em 2004 o exército norte-americano anunciava o envio de soldados-robot para o Iraque no ano seguinte, mandando às urtigas a 1ª Lei da Robótica de Isaac Asimov: “um robot não pode/deve atacar seres humanos”. Estes robots ficção-científica-tornada-realidade respondem pelo nome de SWORDS (Special Weapons Observation Reconnaissance Detection Systems) e estão completamente armados e prontos a disparar. Terão mesmo entrado em acção? Será que já houve alguma baixa? Um robot abatido vale por quantos soldados de carne e osso? E por quantos civis? A propósito, as baixas de civis vão em 35mil: irão agora aumentar mais rapidamente com a entrada em acção dos robots-soldados?
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Porque é que não inventaram antes robots para substituir as meninas usadas para levantar a moral dos soldados?

mpf

quinta-feira, março 16, 2006

Disparidades

Por cá, as OPAS e contra-OPAS deixam os da bolsa aos saltos, andando uns quantos felizes com o rumo dos acontecimentos. Se todos os Portugueses fossem accionistas, já se tinha acabado a crise, mas a realidade não é essa. A Bolsa e as suas especulações afecta poucos de nós (não sei a percentagem, mas diria que a quantidade de Portugueses a beneficiar da euforia da bolsa deve ser ínfima). Quer dizer, pelo menos afecta 3000 almas: é que um dos bancos, para "estimular" os accionistas, prometeu que a primeira medida a tomar seria despedir 3000 trabalhadores.

Entretanto em França, centenas de milhar de estudantes saem para a rua, para evitar a lei do primeiro emprego: esta nova invenção permite às empresas despedir empregados sem justa causa, se estes tiverem menos de 26 anos. Ao trabalho precário e à MacDonaldização dos empregos junta-se agora o terrorismo de estado, que defende que os trabalhadores, por serem jovens, são um bem dispensável, com poucos ou nenhuns direitos direitos. Por este caminho, os dias da escravidão não estão longe.

Se calhar já não há classes; o que há é accionistas, massa laboral tratada como peões sacrificáveis no tabuleiro da Bolsa, jovens tratados como cidadãos de segunda, salários de miséria nas grandes superfícies, muito carro de luxo. E entretanto os que especulam na bolsa, continuam a encher os bolsos. A crise, essa, lá continua, indiferente à bolsa e aos seus malabarismos.

Outro Zimão

Zimão, O Africano é o título de um livro com data de 1800, supostamente traduzido (aparentemente esta parte também é ficção) por Weeden Butler (Ed. Vernor and Hood, Spa Fields, London). É a história de Zimão, filho de um príncipe do Benim. Zimão e outros concidadãos, entre os quais a mulher do dito, são convidados a visitar uma nau ancorada ao largo da Guiné. Porém, assim que entram no barco são feitos prisioneiros e agrilhoados no convés. Segue-se uma viagem de sofrimento, a venda dos escravos em Porto Bello, a separação dos esposos, uma insurreição liderada por Zimão, e o encontro casual com a esposa numa plantação cujo dono, branco, tratava bem (para a época...) os escravos, e que por isso é poupado à vingança de Zimão. O livro é sobre brancos, negros e negreiros, portanto. Tal como a Gonepteryx rhamni, Zimão foi o primeiro a revelar-se e a escapar à voracidade do seu tempo. Apesar da história ser ficção, aparentemente baseia-se em factos verídicos, como o atesta um apêndice ao livro que relata a apresentação destes factos numa sessão do Parlamento inglês em que se discutiu a escravatura...
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mpf

terça-feira, março 14, 2006

A Primavera

Está aí, sem respeitar o Calendário. Ele foi as borboletas, no Sábado passado, que teimaram em sair dos casulos, ele foi as Andorinhas que no Domingo esvoaçavam furiosamente a empaturrar-se com insectos, ele foi o Rouxinol e o Cuco que começaram a cantar, ele foi as Primaveras e as Acácias a florir, os Junquilhos (que florescem no Inverno) a começar a murchar, os Freixos a espevitarem as suas tenras folhas, o Tritão já nos preparos para o acasalamento, e sei lá mais o quê. Definitivamente, a Primavera não é quando um Homem quiser.


O Zimão (Gonepteryx rhamni) é uma das primeiras borboletas que pode ser vista na Primavera. A sua forma e coloração esverdeada permitem dissimular-se entre as folhas das árvores e assim escapar à voracidade dos passarocos que só pensam em caçá-los para encher o bandulho ou para alimentar os mais novos.

O Norte

Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.

Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte.

Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse
defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.

Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias.. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos,
mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.

As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.

Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo.

Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima.

Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?

Miguel Esteves Cardoso

O coelhinho suicida III

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segunda-feira, março 13, 2006

O encantamento pela vida é eterno

Em 1956, Milton M. Levine construiu um brinquedo a que chamou Quinta das Formigas. Em miudo costumava entreter-se a seguir os carreiros das ditas, e achou que poderia fazer algum dinheiro a vender um brinquedo vivo: uma caixa com areia e uma mão-cheia de formigas; as paredes de vidro permitiriam seguir as formigas no seu dia-a-dia. A ideia foi um sucesso e dura há 50 anos, durante os quais foram vendidas mais de 20 milhões de quintas!

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Hoje em dia estão disponíveis vários modelos (incluindo o original), alguns em módulos conectados por tubagens que permitem observar as formigas a viajar de um lado para outro. Aparentemente para as crianças já nascidas na Era-playstation continua a ser fascinante seguir uma população de formigas, vê-las escavar tuneis e mover montanhas, nascer e morrer (sim, ver morrer também é importante). Actualmente a areia foi substituida por gravilha vulcânica, mais limpa e leve, a qual facilita a circulação das formigas e a sua visualização. A Quinta é aconselhada para crianças a partir dos 6 anos, custa 9 euros e vem com um cupão que dá direito a uma encomenda de formigas por correio...

mpf



sexta-feira, março 10, 2006

Universidade de Lisboa solidária com universidades iraquianas

O Reitor da Universidade de Lisboa, Professor Doutor José Barata-Moura, receberá oficialmente, na próxima segunda-feira ao fim da manhã, Abdul Jaber Al-Kubaysi, presidente da Aliança Patriótica Iraquiana e porta-voz político de toda a resistência iraquiana, que se encontra por alguns dias em Lisboa.
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Este gesto do Reitor da UL ocorre numa altura em que, por todo o mundo, existe uma campanha para "Salvar os Universitários Iraquianos", os quais vêm sendo, desde que começou a ocupação, vitímas de um plano sistemático de assassinatos selectivos. Conta-se já por centenas o número de professores e professoras, de todas as áreas do saber, assassinados friamente em casa ou à saída das faculdades. E conta-se aos milhares o número dos que, para salvar a vida, têm sido obrigados a fugir para outros países.
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Segundo vários observadores, jornalistas e organizações não-governamentais, esse plano visa decapitar a classe intelectual e científica iraquiana, que tão necessária será para a futura reconstrução do país. Os assassinos, agindo com evidente eficácia profissional, nunca foram perseguidos ou presos pelas autoridades ocupantes, antes são associados aos "esquadrões da morte" formados, treinados e pagos pelos EUA, e organicamente dependentes do Ministério do Interior do governo pró-ocupação de Bagdade.
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No espírito da campanha mundial referida, o Reitor da UL, além de manifestar a sua solidariedade com os seus pares iraquianos, procurará, através de Abdul Al-Kubaysi, estabelecer laços concretos e continuados de amizade e de intercâmbio com as faculdades iraquianas e respectivos corpos docentes.Al-Kubaysi, recentemente libertado pelos EUA depois de mais de um ano de prisão e de torturas, vai estar presente numa sessão pública, este sábado às 18h30, na Casa do Alentejo (Lisboa). Em nome de toda a resistência iraquiana, dará conta aos portugueses da evolução da situação no país e dos planos da resistência para a expulsão dos ocupantes e a reconstrução de um Iraque livre, unido, laico e democrático.
Mais aqui.

quinta-feira, março 09, 2006

terça-feira, março 07, 2006

Origens



A terra há mais de 4000 Milhões de Anos, ainda por arrefecer, e com os oceanos por formar.

Via láctea



A via láctea em todo o seu esplendor...

Fonte

Crónica de uma morte anunciada

Os asteróides que interceptam a órbita da Terra são seguidos pelos astrónomos e classificados de acordo com a possibilidade de virem a atingir o nosso planeta num futuro mais ou menos próximo. De vez em quando aparece nas notícias a menção de um asteróide "gigantesco" que se encaminha para a Terra e que poderá levar os seres humanos ao mesmo destino que os dinossauros. O último asteróide a aparecer nos jornais, no dia 2 de Março de 2006, foi o 2004 VD17, embora o tom geral tenha sido muito menos alarmista que o habitual.
Apesar de só agora ter aparecido nos orgãos de informação, o asteróide 2004 VD 17 foi descoberto pelo LINEAR a 7 de Novembro de 2004, tendo sido anunciado no dia seguinte. As primeiras estimativas da trajectória foram fornecidas a 9 de Novembro, e a 22 de Novembro foi classificado com o valor 1 na escala de Turim, o que significa que o objecto merece ser seguido. A escala de Turim é um esquema de classificação do nível de ameaça dos objectos próximos da Terra. Varia desde zero, significando nenhuma hipótese de colisão, até 10, indicando uma catástrofe global com perigo de extinção. O único outro objecto que actualmente apresenta um valor acima de zero na escala de Turim é o asteróide Apófis (2004 MN4), que tem uma hipótese em 6,000 de atingir a Terra em 2036, 2037, ou 2054.
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Não se trata de asteróides gigantescos, o Apófis não chega a 400 m de diâmetro e o 2004 VD 17 tem pouco mais de 500 m. Os efeitos de um impacto seriam devastadores à escala regional mas a humanidade não correria risco de extinção. A razão que levou o 2004 VD 17 a aparecer nos jornais é porque novos observações permitiram calcular a órbita do asteróide de forma mais exacta, e as probabilidades de colisão foram revistas em alta. Foi colocado como 2 na escala de Turim, com uma probabilidade de colisão com a Terra de uma hipótese em 1,400. A razão de não ter havido grandes acessos de histeria é porque a dar-se essa colisão será apenas em 2102. Muito provavelmente o asteróide acabará por passar a umas dezenas de milhar de km da Terra, Há no entanto um asteróide que tem uma grande probabilidade de realmente acertar no nosso planeta, o 1950 DA tem uma hipótese em 300 de atingir a Terra. A data? Bem, 16 de Março de 2880, qualquer coisa como daqui a 874 anos.
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Nova tentativa

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A lição do ano

É importante que existam associações profissionais que balizem os direitos e deveres de quem trabalha. Mas às tantas cansa ouvir certos representantes que apenas parecem querer aproveitar tempos de antena. Até aqui, todos os anos ouviamos o calvário dos concursos para professores: uma correria em prazos curtos para depois serem colocados - os que o eram, pois também havia o drama dos milhares que ficavam de fora - a milhas de distância de casa, sem certeza de que no ano seguinte ficariam na mesma escola. Agora a contratação passa a ser por três anos, e lá vem o representante dizer que os licenciados deste ano vão ficar sem hipóteses de concorrer... Mas que hipóteses tinham eles, se todos os outros lhes estão à frente e já muitos desses ficavam de fora? É pelo prazer de concorrer e ver que não se conseguiu?

O problema do desemprego é generalizado: a diferença é que os outros profissionais não têm concursos nacionais e abertura de milhares de vagas todos os anos. Milhares que não chegam para as encomendas, justamente porque de certo modo são fictícias para os que entram pela primeira vez. Mas será que transformar estes dramas pessoais numa catarse de nível nacional resolve alguma coisa? Pelo que percebi, continuará a haver contratações ad-hoc para tapar buracos (faltas do pessoal contratado), as migalhas a que normalmente tem direito quem começa. E os que vão conseguindo contrato todos os anos não estariam melhor tendo que concorrer apenas de quatro em quatro anos? Sim, porque ambicionar um contrato para a vida era uma utopia da geração que de facto o atingiu e que, infelizmente, na maioria dos casos serve apenas para provar que tão pouco é esse o caminho para uma sociedade melhor: são bem mais aplicados os que não têm emprego garantido...
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mpf

segunda-feira, março 06, 2006

O serviço público da BBC

Desde 1948 que a BBC convida anualmente alguém ilustre para efectuar uma série de palestras sobre um determinado tema. Este ano as Reith Lectures calharam ao maestro Daniel Barenboim, o qual decidiu falar sobre o poder da música na formação do indivíduo e na comunhão entre os povos. Sob o título global "In the Beginning was Sound", as emissões irão para o ar dentro de um mês...

sexta-feira, março 03, 2006

Internet



A Alemanha(.de) tinha aproximadamente 15 milhões de utilizadores de Internet no início de 2000. O tamanho das letras é proporcional à quantidade de utilizadores.

Carros



Se alinhassemos todos os carros existentes um atrás do outro, podíamos dar 70 voltas à terra...

Promovendo a Cidadania I

Debate sobre Cidadania
4 de Março (Sábado)
13h30, Universidade de Évora, Colégio do Espírito Santo
Organização: Encontro Nacional de Estudantes de Informática
Oradores convidados:
- Dra. Anabela Pedroso (UMIC)
- Professora Graça Simões (UMIC)
- Professor António Pedro Dores (ISCTE)

Temas a abordar:
* Governo Electrónico
* Democracia Electrónica
* Competências para a Sociedade do Conhecimento
* Info-Inclusão: Das Cidades Digitais aos Espaços Internet

Promovendo a Cidadania II

Combate de 4 de Março: Vídeo-Activismo / O Poder das Imagens na Mudança
21h30 Espaço CELEIROS, Évora
Organização: PedeXumbo, APORDOC, Cine-Clube de Évora

Filmes que serão exibidos:
*DROGAS EM LETRAS
realização colectiva NUCIVO!
(mini-dv, 23´, 2005)

*MICRO DOC´S KINGDOM
de Teresa Costa, Rui Monteiro, Carla Capeto, Marise Francisco, Paula Alves, Hitesh, Vvoitek Ziemelski, Tânia David
Vários olhares documentais sobre a cidade de Serpa, realizados pelos participantes da 1ªOficina do Olhar durante o Seminário Doc´s Kingdom 05
(mini-dv, 26´, 2005)

*A RODINHA DO PODER
NUCIVO
6’, 2005

Debate após os documentários, a que se seguirá um concerto pelos Lupanar.