Que la pluma sea también una espada y que su filo corte el oscuro muro por el que habrá de colarse el mañana [Subcomandante Marcos]
quinta-feira, março 16, 2006
Outro Zimão
terça-feira, março 14, 2006
A Primavera

O Zimão (Gonepteryx rhamni) é uma das primeiras borboletas que pode ser vista na Primavera. A sua forma e coloração esverdeada permitem dissimular-se entre as folhas das árvores e assim escapar à voracidade dos passarocos que só pensam em caçá-los para encher o bandulho ou para alimentar os mais novos.
O Norte
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte.
Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse
defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.
Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias.. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos,
mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo.
Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima.
Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?
Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, março 13, 2006
O encantamento pela vida é eterno
Em 1956, Milton M. Levine construiu um brinquedo a que chamou Quinta das Formigas. Em miudo costumava entreter-se a seguir os carreiros das ditas, e achou que poderia fazer algum dinheiro a vender um brinquedo vivo: uma caixa com areia e uma mão-cheia de formigas; as paredes de vidro permitiriam seguir as formigas no seu dia-a-dia. A ideia foi um sucesso e dura há 50 anos, durante os quais foram vendidas mais de 20 milhões de quintas!

Hoje em dia estão disponíveis vários modelos (incluindo o original), alguns em módulos conectados por tubagens que permitem observar as formigas a viajar de um lado para outro. Aparentemente para as crianças já nascidas na Era-playstation continua a ser fascinante seguir uma população de formigas, vê-las escavar tuneis e mover montanhas, nascer e morrer (sim, ver morrer também é importante). Actualmente a areia foi substituida por gravilha vulcânica, mais limpa e leve, a qual facilita a circulação das formigas e a sua visualização. A Quinta é aconselhada para crianças a partir dos 6 anos, custa 9 euros e vem com um cupão que dá direito a uma encomenda de formigas por correio...
mpfsexta-feira, março 10, 2006
Universidade de Lisboa solidária com universidades iraquianas
quinta-feira, março 09, 2006
terça-feira, março 07, 2006
Crónica de uma morte anunciada
A lição do ano
segunda-feira, março 06, 2006
O serviço público da BBC
sexta-feira, março 03, 2006
Internet

A Alemanha(.de) tinha aproximadamente 15 milhões de utilizadores de Internet no início de 2000. O tamanho das letras é proporcional à quantidade de utilizadores.
Carros

Se alinhassemos todos os carros existentes um atrás do outro, podíamos dar 70 voltas à terra...
Promovendo a Cidadania I
4 de Março (Sábado)
13h30, Universidade de Évora, Colégio do Espírito Santo
Organização: Encontro Nacional de Estudantes de Informática
Oradores convidados:
- Dra. Anabela Pedroso (UMIC)
- Professora Graça Simões (UMIC)
- Professor António Pedro Dores (ISCTE)
Temas a abordar:
* Governo Electrónico
* Democracia Electrónica
* Competências para a Sociedade do Conhecimento
* Info-Inclusão: Das Cidades Digitais aos Espaços Internet
Promovendo a Cidadania II
21h30 Espaço CELEIROS, Évora
Organização: PedeXumbo, APORDOC, Cine-Clube de Évora
Filmes que serão exibidos:
*DROGAS EM LETRAS
realização colectiva NUCIVO!
(mini-dv, 23´, 2005)
*MICRO DOC´S KINGDOM
de Teresa Costa, Rui Monteiro, Carla Capeto, Marise Francisco, Paula Alves, Hitesh, Vvoitek Ziemelski, Tânia David
Vários olhares documentais sobre a cidade de Serpa, realizados pelos participantes da 1ªOficina do Olhar durante o Seminário Doc´s Kingdom 05
(mini-dv, 26´, 2005)
*A RODINHA DO PODER
NUCIVO
6’, 2005
Debate após os documentários, a que se seguirá um concerto pelos Lupanar.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
justiça

Recebi um email com o Despacho acima: supostamente a menina licenciada é filha do senhor ministro. O montante parece de facto astronómico para remunerar a edição de conteudos... Fui à procura do dito site, só encontrei isto. É uma boa e útil compilação de informação, embora para página oficial do Ministério da Justiça seja paupérrima - nem uma introduçãozita ao que é e se faz no ministério? Talvez devessem contratar alguém que se encarregasse... dos conteúdos? Daqui a um mês volto a ela, para tentar perceber algum sinal dos 5 x 3254 euros gastos até agora, talvez a lic. Isabel Costa ainda esteja a estudar a questão.
mpf
Miudos que matam
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
sábado, fevereiro 18, 2006
Queridos Inimigos
Boletim da Latitude Zero
As relações entre as empresas e as Organizações Não Governamentais (ONG) são cada vez mais estreitas, mas continuam baseadas na desconfiança. Segundo o Centro de Estudos de Cooperação para o Desenvolvimento (CECOD), as empresas só dialogam com as ONG pelo receio do impacto negativo das denúncias das ONG e preferem fazê-lo fora do âmbito público, para evitar que as auditorias sociais das empresas passem a ser uma obrigação legal e não uma política voluntária. As ONG, por seu turno, tendem a aproximar-se das empresas por mera necessidade financeira e a adoptar posturas contraditórias, entre o diálogo e a denúncia. O resultado é que não ocorre um real compromisso de trabalho em conjunto.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Violência doméstica
Serviço de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica: 800 202 148
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Fotonovelas
Ontem, hoje, amanhã
O Hospital Francês de Sarajevo tinha 13 andares. Todos os andares estavam destruídos por bombardeamentos assassinos. Fizeram tiro ao alvo ao edifício, mesmo sabendo que era um hospital. Porque prestava assistência a soldados feridos… naquele tempo, só funcionava no rés-do-chão e cave e, mesmo assim, com geradores e sem água canalizada. Os corredores transformados em enfermarias entupidas de gente deitada pelo chão e em algumas macas. Era um mar de corpos, uns vivos, outros mortos.
Fomos lá para filmar uma extracção de bala da perna de uma senhora, alvejada no dia anterior por um sniper. Esperávamos autorização para entrar no bloco quando ouvi, mesmo ao meu lado, um som estranho. Parecia uma coisa a despegar-se… olhei e vi uma mulher, ainda jovem, deitada na maca, de mãos crispadas agarradas ao rebordo da maca, olhos muito abertos virados para o tecto, de pernas abertas, destapada… e vi o miúdo a nascer. Sozinho. Tudo num estranho silêncio. A mãe de lábios cerrados, a criança a nascer num esforço solitário. Chamei uma enfermeira. A parturiente foi levada e o bebé acabou o esforço de nascer já assistido por outros seres humanos. Estava vivo mas teimou em não chorar. Quando tentaram pô-lo no peito da mãe, foi rejeitado, silenciosamente. Aquele bebé era resultado de violações repetidas sofridas pela mãe às mãos de soldados inimigos. Jamais seria aceite pela mulher que o pariu.
Carlos Narciso
terça-feira, fevereiro 14, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
tv
mpf
sábado, fevereiro 11, 2006
Desconfiança Global
As elites mundiais reuniram-se uma vez mais na exclusiva estância de esqui de Davos, Suíça, num quadro de desconfiança generalizada da opinião pública. Um estudo realizado em 20 países para o Fórum Económico Mundial revelou que a confiança nos governos, empresas e instituições globais caiu em 2005 para níveis mínimos desde 2001, quando se iniciou aquele inquérito. Apenas as Organizações Não Governamentais (ONG) resistem ao descrédito com um desgaste reduzido – à excepção do Brasil, Índia e Coreia do Sul, onde aquelas organizações perderam muita credibilidade em 2005.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
O Direito na Intervenção Ambiental
18 de Fevereiro de 2006
das 10h às 12h e das 14h às 19h
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Auditório 2
Av Berna, Lisboa
Moderadora
Lia Vasconcelos (Investigadora)
Formadores
Aníbal Ramos (Insp. Amb.)
António Andrade Silva (Advogado)
Isabel Andrade (Jurista)
José Sá Fernandes (Advogado)
Maria Adília Lopes (Jurista)
Vanessa Cunha (Advogada)
Programa
10:00 Apresentação da 1ª sessão do workshop - comissão organizadora
10:15 Exibição de um filme temático (documentário)
11:30 Debate sobre o documentário
12:00 Almoço
14:00 Lia Vasconcelos - Introdução - Participação Pública
14:20 Maria Adília Lopes e António A. Silva – Que fazer perante situações que podem configurar um ilícito ambiental, urbanístico ou de violação do património cultural
- A participação/denúncia a serviços da administração pública;
- A reacção da administração pública perante a denúncia;
- Recurso a outras instâncias administrativas, no caso de omissão ou irregularidade da acção da administração pública: O recurso ao Provedor de Justiça;
- O recurso a instâncias judiciais.
15:00 1º Debate intercalar
15:20 Isabel Andrade e Vanessa Cunha – Direito de Participação
- Âmbito e natureza do direito de participação: Quem, quando e como pode ser efectivado;
- Casos específicos nos procedimentos de tomada de decisão pública
- Os planos de ordenamento;
- O procedimento para a classificação, inventariação, defesa e valorização do património cultural.
16:00 2º Debate intercalar
16:20 Aníbal Ramos – O papel da administração pública
- O crime ambiental;
- As contra-ordenações ambientais;
- O papel de fiscalizador: dificuldades actuais no processo de fixação de coima.
16:40 3º Debate intercalar
17:00 José Sá Fernandes – O poder de intervenção dos cidadãos
- A acção popular;
- Casos de estudo.
17:20 Intervalo – distribuição de Quadro Síntese
17:30 Debate final
19:00 Encerramento da 1ª sessão do workshop
Mais info aqui.
Contra a Directiva Bolkestein !
Conscientes do impacto que a sua aprovação terá na actividade económica e social na União Europeia, um conjunto de organizações – Água Pública, CIDAC, CNA e MUSP - associaram-se à CGTP-IN, numa iniciativa por esta promovida, para debater publicamente as suas implicações na nossa vida colectiva.
Esta discussão terá lugar no dia 11 de Fevereiro, pelas 14,30h, no Auditório daquela central sindical, sito na R. Vítor Córdon, n.º 1. Mais ...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
O camarada Bill
Negócios Sujos
O oleoduto Chade-Camarões é o mais importante projecto petrolífero em África. O Banco Mundial retirou o apoio financeiro ao Governo do Chade, após este ter revogado o acordo que reservava parte das receitas da venda do petróleo para fins sociais e para um fundo de garantia para o futuro. Num dos países mais pobres e corruptos do mundo, as petrolíferas que exploram este negócio também são responsáveis: o consórcio liderado pela Exxon Mobil incluiu no contrato com os governos locais – válido por 70 anos – uma cláusula que prevê compensações financeiras caso venha a ser aprovada legislação que obrigue as empresas a esforços adicionais em termos de garantias ambientais e sociais.
É possível: uma economia sem petróleo
O conhecimento de que as reservas de petróleo são limitadas, que em breve começarão a escassear, e que a subida do preço do petróleo provoca recessões económicas a nível global, não é uma recente descoberta sueca: até os governantes portugueses sabem isto. Mas os suecos vão para além da teoria, promovendo uma Comissão de Energia que reune académicos, industriais, agricultores, funcionários públicos, cidadãos em geral, a qual reporta directamente ao Parlamento Sueco. O objectivo: criar a primeira economia do mundo livre de petróleo.
A economia sueca foi especialmente abalada pela subida dos preços do petróleo nos anos 70. Abaladas, foram de facto todas as economias, mas só a sueca reagiu no sentido de inverter a repetição do fenómeno: hoje a dependência do petróleo na Suécia situa-se sobretudo ao nível dos transportes; a electricidade já tem origem hidroeléctrica ou nuclear, enquanto que o aquecimento (e as casas suecas, ao contrário das nossas, são realmente quentes todo o ano...) é feito a partir de energia geotérmica e combustão de resíduos.
Entretanto em 1980 um referendo (sim, os suecos votam estas coisas...) decidiu acabar com a energia nuclear, pelo que os dois grandes objectivos energéticos do governo sueco são a independência a prazo do petróleo, mas também da energia nuclear. E a solução passa por explorar os recursos locais. Os incentivos à indústria são também essenciais: por exemplo, neste momento o governo sueco trabalha com empresas como a Saab e a Volvo no sentido de que estas desenvolvam carros e camiões que circulem a a etanol e outros biocombustíveis.
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Oferta de estágios em Timor-Leste

Temas
1. Estudo de Viabilidade do Aproveitamento dos Resíduos da Transformação do Café
2. Apoio à Constituição de uma Unidade para a Certificação Orgânica de Café
3. Efeito das épocas e métodos de enxertia na propagação vegetativa de citrinos, abacateiro e mangueira
Período de Recepção de Propostas: 01 de Maio de 2006
Início do Estágio em Timor Leste: 01 de Junho de 2006
Mais informações: Helena Caires (PADRL, Responsável da Componente III)
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Calouste Gulbenkian
Casa Portuguesa: modelos globais para casas locais
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Olhando o Sul
2, 3 e 4 de Fevereiro de 2006
Encuentro sobre Democracia - Cooperación Descentralizada
Ciudadanía e Interculturalidad - Sociedad Civil Organizada
no
Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC)
Badajoz.
Em Espanha, claro.
Forum Social Português
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Teresa e Helena
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Eficiência

Eu em 10 minutos consigo abrir uma lata de sardinhas e ainda consigo comê-las avidamente se forem devidamente empurradas por um pedaço de pão, mas acho que não é a mesma coisa que aflorar a superfície das águas com aquelas garras penetrantes e sacar de lá um peixe de quilo e meio e depois, saboreá-lo fresquíssimo, rasgando deliciosos filetes de sushi com o bico poderoso...
terça-feira, janeiro 31, 2006
Destruir um glaciar para explorar ouro!
Situemos o contexto:
O Chile é um país que possui grandes reservas de água doce, repartidas entre
rios, lagos e glaciares. Como todos sabemos, a água é um bem precioso, um
recurso natural que pode vir a tornar-se a causa de grandes guerras no
futuro. Na terceira maior região do país, existe um lugar chamado "Valle de
San Félix". Trata-se de um concelho onde o desemprego não existe, sendo
habitado por agricultores que produzem a segunda riqueza financeira mais
importante do país (como região). Esta localidade é irrigada por dois rios,
que têm por fonte os glaciares da cordilheira próxima. Eles oferecem a água
mais pura do Chile!
Os transtornos começaram quando se descobriu debaixo dos glaciares o
"Tesouro da América" que consiste em milhões de dólares em ouro, prata e
outros minerais. Para poder extrair estes metais, é necessário quebrar e
destruir os glaciares (feito nunca antes visto no mundo!), fazendo dois
buracos do tamanho de Chuquicamata (nota do tradutor: leia-se do tamanho de uma montanha inteira): um para extrair os minérios, outro para colocar os
resíduos (as industrias de minério não praticam reciclagem).
O nome deste projecto é "Pascua Lama". Ele será posto em acção por uma
empresa multinacional, da qual Bush pai é accionista... O governo chileno já
aprovou o projecto, fixando a data de início de trabalhos para o corrente
ano de 2006, unicamente porque os agricultores conseguiram adiá-lo até à
data. O que nos preocupa é que ao destruir o glaciar, destroem também o
precioso recurso de água doce, tendo repercussões nos dois rios que suportam
a região e contaminando toda a água da população nas redondezas. A partir de então, a água só poderá ser utilizada para regadio e tornar-se-á imprópria
para consumo humano e mesmo animal.
Para mais, até à última grama, o ouro irá para a reserva "Gringa". Há já
muito tempo que estas gentes lutam pela sua terra, que é a sua única fonte
de trabalho. Mas não tiveram o direito de se exprimir na televisão segundo
ordens do Ministério do Interior. A sua única esperança de travar o projecto
é de o dar a conhecer ao maior número de pessoas, do modo a apelar à justiça
internacional.
É necessário que todos saibam o que está em curso no Chile!
Para mudar o mundo... há que começar por si próprio.
Pedimos-lhe que faça circular esta campanha pelos seus amigos da seguinte
maneira: copie o texto desta página e envie num e-mail novo, adicionando a
sua assinatura, enviando-o depois à sua lista de contactos.
Importante: pedimos que 100ª pessoa a assinar a lista nos envie as 100
assinaturas no e-mail para: noapascualama@yahoo.ca, de onde serão
encaminhadas ao governo chileno.
Obrigado.
Elementos de informação:
Pascua-Lama é um projecto de extracção de ouro (e, secundariamente, de prata e cobre) gerado pela empresa canadense Barrick Gold. A mina a céu aberto será situada a cerca de 5000 metros de altitude, na fronteira entre o Chile e a Argentina (na cordilheira dos Andes) e a construção do estaleiro implicaria a deslocação de 3 glaciares. Os peritos afirmam ser impossível deslocar um glaciar sem o destruir. Não existe precedente no mundo de um plano de intervenção de protecção para glaciares (« plan de manejo de glaciares »). Este conceito utilizado pela empresa Barrick Gold não tem
qualquer rigor científico. A empresa Barrick propõe-se a utilizar um
processo à base de cianeto e ácido sulfúrico (lixiviação) para extrair o
ouro na mina a céu aberto, o que produziria uma elevado grau de contaminação com consequências graves e irreversíveis na qualidade da água, necessária à sobrevivência e ao trabalho agrícola das comunidades. Na região existem comunidades descendentes da cultura indígena diaguita, cujos direitos foram já violados pela venda ilegal das suas terras à empresa de minério (um processo judiciário sobre o assunto foi evantado em 2001), e que, por efeito da contaminação das águas, seria condenada à extinção.
Mais informação em: http://www.cs3r.org/show.php?id=522
http://en.wikipedia.org/wiki/Pascua_Lama
Pedimos ao governo chileno que não autorize a realização do projecto
Pascua-Lama, de modo a proteger:
- A integridade dos glaciares Toro I, Toro II e Esperanza;
- A pureza das águas que irrigam os vales de San Félix e El Transito;
- A qualidade da produção agrícola da região de Atacama;
- A qualidade de vida da comunidade diaguita e do todo da população da
região.
NOTA: retirado da lista FSPortugal
Morre-se muito no Iraque...
Sim, também deve haver deputados muito bons
segunda-feira, janeiro 30, 2006
FSP: porque estão os cidadãos de fora?
Se no balanço que então foi feito muitos se pronunciaram positivamente sobre o evento, o que resta hoje dele? Que mudanças ocorreram na nossa prática social resultado daquela iniciativa? Que solidariedades, que cumplicidades, nasceram daquela experiência colectiva e se materializaram e contribuíram para uma melhor compreensão do mundo, para uma maior autonomia social, para uma maior iniciativa cidadã?
O modo como está a decorrer o actual processo não é animador. O número de associações e cidadãos que o têm acompanhado é menor que o da Iniciativa Temática 2005 que, por sua vez, já foi bem menor que o do FSP 2003. E, causa e efeito desta realidade, o conteúdo das discussões preparatórias não se alterou, encontrando-nos hoje a repisar os conflitos que então se verificaram.
Há hoje mais respeito pelas agendas de cada associação participante ou permanece a tentação de impor as agendas ditas de "interesse nacional"? Há hoje mais espaço para o desenvolvimento da capacidade de intervenção das associações ou continua a existir a tentação para impor a hegemonia de modelos programáticos particulares?
Para debater estas e outras questões que atravessam o movimento social português o Clube de Combate, em colaboração com a AJP, o CIDAC e a Mó de Vida, organiza em Évora, no dia 4 de Fevereiro, pelas 21,30h, no Espaço Celeiros (junto ao Centro Comercial Eborim) o debate “FSP: porque estão os cidadãos de fora?”. Será também passado o filme de Caroline Poliquin “The Bottom Line: Privatizing the World” (O Bem Comum). A concluir actuará o quarteto de jazz de Paula Sousa.
sábado, janeiro 28, 2006
Frio
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Má Sorte, Boa Morte
Na terça-feira morreu Ann Turner, uma médica inglesa a quem foi diagnosticada uma doença degenerativa: após muito sofrimento e enquanto ainda conseguia andar, viajou com a família para a Suiça, onde colocou fim à vida com assistência médica. Na Suiça, ajudar a morrer alguém que se encontra numa condição terminal e que em seu livre juízo pretende pôr fim à vida, é considerado um acto humanitário. Também a Holanda despenalizou a eutanásia para adultos em 2003. Sem irem tão longe legalmente (e poupando-se à confusão...), a Bélgica permite desde o ano passado a venda em farmácias de kits para praticar o suicídio assistido (estes kits só podem ser adquiridos por médicos), enquanto a França fecha os olhos a alguns casos. Mas na maioria da Europa, a eutanásia continua a ser crime. .
Em Inglaterra 82% das pessoas consideram inaceitável que alguém em estado terminal não possa pedir ajuda médica para morrer com dignidade, estando neste momento em discussão no parlamento inglês uma lei sobre a morte assistida. Em Junho de 2005 a British Medical Association, principal organização médica inglesa, retirou a sua - até aqui feroz - oposição à nova Lei, declarando neutralidade perante uma matéria sobre a qual considera dever ser a sociedade a decidir. Também o parlamento espanhol adiou pronunciar-se sobre uma proposta de lei semelhante em Junho de 2004, alegando que a questão não tinha sido bem debatida pela sociedade espanhola.
Nesta como em muitas outras questões que mexem com o resto do mundo, a sociedade portuguesa é omissa...








