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quarta-feira, maio 28, 2008

A Monthly Review, agora em português


Zion Edições já está no ar

A Zion Edições, editora online, sediada em www.zionedicoes.org, passa agora a disponibilizar mensalmente a edição portuguesa da Monthly Review, conceituada revista marxista norte-americana. Para além da Monthly Review, inicia-se também a publicação da Shift, revista de pensamento crítico radical, que será oferecida a todos os assinantes e compradores da Monthly Review. Assim, assinando ou comprando uma publicação, recebe duas.

Campanha de lançamento

O n.º 1 de cada uma das publicações está disponível para download gratuito em www.zionedicoes.org. Na fase de lançamento, até 30 de Junho, quem assinar a Monthly Review – edição portuguesa por 1 ano (20 euros) ou por 2 anos (35 euros), para além de poder também aceder à revista Shift, recebe mais 1 ano de assinatura totalmente gratuito. Assim, por exemplo, se assinar agora por 1 ano, a sua assinatura terminará apenas em 2010, ao passo que se assinar por 2 anos, a sua assinatura estará activa até 2011. Após o n.º 1, de acesso livre, as duas publicações estarão disponíveis apenas para os assinantes ou compradores da Monthly Review – edição portuguesa, mediante acesso a área restrita do site da Zion Edições, com dados de registo que lhe serão fornecidos no momento da assinatura ou compra. Os assinantes terão acesso a todo o arquivo disponível, durante o período de vigência da sua assinatura, em diversos formatos, para permitir modos de leitura que melhor se adeqúem às necessidades e ao gosto de cada leitor. Dentro em breve serão também disponibilizados a todos os assinantes as edições de Fevereiro, Março e Abril de 2008 da Monthly Review.

Todas as informações em www.zionedicoes.org

O site tem ainda algumas funcionalidades em fase teste, mas já é possível fazer o download gratuito do n.º 1 da edição portuguesa da Monthly Review e da Shift, bem como fazer a assinatura, beneficiando das condições vantajosas da campanha de lançamento. Para efectuar o download das publicações, terá de efectuar o seu registo no site (terá apenas que fornecer um endereço de e-mail válido), que é gratuito e serve apenas para registo de endereços de e-mail para futuros contactos.

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Fernando Ramalho
Zion Edições
Monthly Review - edição portuguesa
Shift
www.zionedicoes.org
zionedicoes@gmail.com

sexta-feira, outubro 05, 2007

O Nº 5 da revista electrónica 'O Comuneiro' está em linha


Caros Amigos e Companheiros:

Está já disponível em linha o nº 5 da revista electrónica O Comuneiro: www.ocomuneiro.com. Completam-se assim dois anos e meio de publicação semestral deste periódico, dedicado à renovação do pensamento marxista e a contribuir desse modo, no modesto limite das nossas forças, para um dos desafios essenciais do nosso tempo: dar consistência estratégica e orgânica ao nascente movimento anti-capitalista contemporâneo.

Neste número de O Comuneiro temos a contribuição de um dos vultos cimeiros do pensamento socialista actual, István Mészáros. A única economia viável é um ensaio originalmente publicado na Monthly Review, no qual o pensador húngaro reflecte sobre a chamada crise ecológica contemporânea, atribuindo-a ao impacto catastrófico sobre a natureza do "modo de reprodução metabólica do capital". A tradução original de Jorge Figueiredo, do boletim resistir.info - companheiro de barricada que saudamos fraternalmente - foi ligeiramente revista por nós.

Temos o grato prazer em contar com a participação (que contamos renovar no futuro) do canadiano Michael Lebowitz, também ele um homem com um trajecto intelectual de grande relevo na restauração da integridade do pensamento de Karl Marx e na solidariedade militante com a revolução venezuelana, na qual ele vislumbra a possível alvorada de um "socialismo para o século XXI".

Daniel Bensaïd é um filósofo da cidade, sempre atento às movimentações nos etéreos terreiros da "kulturkampf", mas não menos vigilante no que diz respeito à poeira das oficinas, onde labutam os homens concretos que amassam com o seu suor a riqueza do presente e as possibilidades do futuro. No seu ensaio Trabalho forçado e por gosto são abordadas questões actuais de grande transcendência histórica, sobre o(s) destino(s) da civilização do trabalho, sempre com os olhos resolutamente fixos no "que fazer" concreto das lutas em desenvolvimento e em perspectiva. Michel Husson contribui para este número com algumas notas muito sintéticas de crítica às teses do "capitalismo cognitivo", um tema a que contamos voltar muito em breve.

Sérgio Lessa contribui para este número de O Comuneiro com uma reflexão sobre o carácter fundante e central do trabalho no mundo dos homens. Em Tecnociência, ecologia e capitalismo, Marcos Barbosa de Oliveira realça a mercantilização crescente de todo o complexo produtor da ciência e tecnologia nos dias de hoje, concluindo que os seus produtos não podem mais ser aceites como fruto indiscutível do "progresso", mas sim ser objecto de uma crítica radical e de uma luta constante. Ruy Braga contribui para este número com uma reflexão teórica muito importante sobre os desenvolvimentos contemporâneos da questão do trabalho e com um inquérito sociológico interessante sobre o "admirável mundo novo" dos tele-operadores.

Ivonaldo Leite reflecte sobre o momento político actual na América Latina e as oportunidades históricas que se lhe podem abrir para, no caminho da socialização e da integração regional, superar o longo ciclo da dependência. Alder Júlio Calado, num longo e sempre estimulante ensaio, rasga novos caminhos para uma sociabilidade alternativa e contestatária, que passam também, mas de modo algum se esgotam, na criação de um novo Instrumento Político para o projecto de emancipação popular. Ricardo Gebrim, reflectindo sobre o actual momento político brasileiro, conclui que a esquerda deve traçar novos rumos estratégicos que superem de vez o oportunismo eleitoralista em que se tem mantido tolhida.

A redacção de O Comuneiro agradece antecipadamente toda a divulgação que possa ser feita à revista e aos seus conteúdos, inclusive através do debate e do confronto de ideias. Mantém-se também aberta a propostas de colaboração e de partilha de esforços com outras organizações e iniciativas publicísticas (na internet e fora dela) que partilhem as suas convicções essenciais.

Pela Redacção

Ângelo Novo