Quinta-feira, Dezembro 30, 2010

PAGAN: comentário ao comunicado da AIT-SP

O comunicado da AIT-SP/Núcleo de Lisboa é essencialmente correcto mas, o último parágrafo merece alguma reflexão.

A PAGAN, embora não legalizada de acordo com as regras do Estado português é, e sempre teve subjacente que é um colectivo com uma actuação dentro dos parâmetros das leis daquele Estado. E, nesse sentido, é um colectivo aberto à participação de toda a gente desde que contra a guerra, a NATO e que aceite uma actuação através de actos não-violentos.

Nesse contexto, há uma diversidade grande de concepções sobre o Estado, o poder, o capitalismo, o sindicalismo, etc. mas, a dissecação e o debate nesses domínios não cabe nos propósitos da PAGAN.

Como muito bem refere a AIT-Secção Portuguesa/Núcleo de Lisboa houve demasiada gente, mesmo para além do aparelho do Estado português, interessada na criminalização da PAGAN.

Mesmo com uma dimensão reduzida e sem recursos financeiros a PAGAN incomodou interesses instalados, ao apontar ao coração do militarismo mundial. Talvez, porque nunca se restringiu a uma visão provinciana ou nacionalista das questões da guerra e da NATO.

A PAGAN comprometeu-se, desde muito cedo e publicamente, com eventos – contra-cimeira e desobediência civil – ou participação em eventos convocados por outrém – caso da manifestação que veio a ser privatizada pelo PCP. Para esses eventos, a PAGAN desenvolveu contactos com uma vasta rede de activistas e organizações europeias e eram esperadas algumas centenas de pessoas vindas de fora, todas desejosas de se manifestarem das diversas formas contra a NATO.

A leitura, que em dada ocasião foi feita perante a campanha de criminalização e das convocatórias feitas para reuniões com a polícia (que foram efectuadas) é que estava por um fio a realização dos eventos cuja organização era protagonizada pela PAGAN ou por activistas próximos.

Nesse contexto e, em resposta a sucessivas perguntas dos jornalistas sobre a violência, os black block e quejandos, havia duas hipóteses:
  • Manter uma atitude de não resposta clara e inequívoca às questões colocadas, que dariam argumentos favoráveis a quem pretendesse banir a PAGAN do mapa. E aí, colocar-se-iam duas saídas:

    − o governo proibia as realizações da PAGAN;

    − o governo não proibia as realizações da PAGAN.
  • Afirmar o carácter não-violento da actividade da PAGAN, presente no seu acto fundador e demarcar-se de qualquer violência para procurar garantir a realização dos eventos e retirar argumentos à polícia e ao governo para a ilegalização.

Uma actuação política num quadro global pisa um terreno minado pelo poder, exige um cuidado muito grande e uma medida muito calculada dos riscos, sempre falível como qualquer cálculo de probabilidades. Depois dos dados lançados tudo se torna claro e fácil se torna avaliar o que foi feito; o facto consumado é sempre mais fácil de avaliar do que proceder à avaliação ex ante dos acontecimentos possíveis.

Admitamos que o poder tinha proibido os eventos da PAGAN. Consequências?
  • Não havendo Contra-cimeira muitos activistas estrangeiros não teriam vindo a Portugal e, com a prata da casa disponível para debater a NATO e a guerra, apenas se poderia ter feito por aí uma ignorada reunião;
  • Não vindo de fora gente para as acções de desobediência civil, dificilmente o pessoal lusitano teria capacidade (organizativa e numérica) para fazer o que foi feito. Sabe-se até, que o efectuado ficou, mesmo assim, aquém das expectativas dos estrangeiros mais habituados aquelas acções;
  • Na manifestação o PCP e a policia teriam mesmo impedido os "não autorizados" de participar; e a manifestação teria sido conhecida como mais uma procissão do PCP;
  • A PAGAN e as acções onde esteve, com os seus amigos, não teriam ganho no mediatismo, aos burocratas do PCP;
  • O PCP e a sua manifestação teriam sido os únicos em cena contra a NATO e voltariam a reafirmar a sua liderança na contestação em Portugal. Não esqueçamos que o BE se escondeu no meio da manifestação; para que ninguém os visse, já que apoiam um Alegre favorável à NATO;
  • Teria ficado ignorada uma corrente autónoma de gente e de opinião com competências, capacidade organizativa e de protesto contra a guerra e a NATO, fora do bolorento quadro institucional dos partidos; com perspectivas de aumento de actuação em outras áreas;
  • Não teriam ficado evidenciado em Portugal que as acções de desobediência podem revestir a forma de actos mediáticos de protesto e que não são sinónimo de montras partidas ou carros incendiados. E que os partidos políticos não apreciam a palavra desobediência como forma de actuação, não concebendo nada, para além dos cortejos litúrgicos da CGTP, dos gongóricos discursos na AR ou das reuniões na Concertação Social;
As coisas correram, apesar de tudo, bastante bem, de acordo com os objectivos traçados pela PAGAN e por todos os que estiveram envolvidos nos protestos anti-NATO, apesar dos boicotes dos partidos ditos de esquerda.

Nada impediu que quem quisesse organizar actos violentos durante a cimeira da NATO o tivesse feito.

A dicotomia violentos e não-violentos não deve ser colocada. Não há violentos e não-violentos, há actos violentos e não violentos.

A primeira violência em que participamos é a do nascimento e, à medida que crescemos vamos vendo que ela nos rodeia – na escola, no trabalho, na tropa, na prisão, nas discriminações, na miséria, no desemprego, no despedimento… mesmo quando se efectiva, suavemente, por SMS. E, tanta violência disseminada por aí é naturalmente, enquadrada pelo Estado.

Há situações que aconselham a prática exclusiva de actos não-violentos, situações em que a violência é legítima e muitas outras em que se devem compaginar as duas formas de actuação. Por exemplo, na manifestação do dia 20 e perante o aparelho repressivo presente na avenida o que seria aconselhado ao mais "violento" activista? Na situação concreta das antigas colónias portuguesas verificou-se, em dado momento, só haver lugar para a luta armada; foram os nacionalistas que, de repente, passaram de não-violentos a violentos ou as condições objectivas que os decidiram a avançar com a luta armada?

Entre os actos violentos há os legítimos e os ilegítimos. Se os afegãos pegam em armas e as usam contra os invasores da NATO, essa violência é legítima; quando as armas são empunhadas pelas tropas da NATO, trata-se de uma violência ilegítima. E parece ser fácil, para nós, saber de que lado apoiamos

Não é difícil partir a montra de um banco ou queimar um automóvel. Podemos ter a certeza que esses actos, HOJE e AQUI, incentivariam a luta contra o governo, o PEC, o desemprego, o FMI? Há, em Portugal, hoje, receptividade para actos violentos contra o Estado português e os seus patrões? Quando não há receptividade popular esses actos são gratuitos e contraproducentes. E isso, nada altera o carácter violento inerente à existência do Estado.

PAGAN

Domingo, Dezembro 26, 2010

CONCENTRAÇÃO DIA 27, 18H30 - 2 anos após o ataque genocida a Gaza

O Comité de Solidariedade com a Palestina, a exemplo de outras organizações,
junta-se à iniciativa de um grupo de cidadãos
para assinalar os dois anos do mortífero ataque a Gaza,

manifestando a sua solidariedade com o povo da Palestina
e o seu repúdio pelo apoio do governo português à ocupação e ao apartheid israelita

dia 27 de Dezembro, 18h30
concentração no Largo de S. Domingos (junto ao Rossio)
,
em Lisboa

Um novo movimento está a nascer na Europa

Em Maio, uma série de greves gerais abalou o governo da Grécia. Em França, milhões ocuparam as ruas para se oporem ao aumento da idade da reforma. Houve greves gerais em Espanha, em Itália e em Portugal. E na Grã-Bretanha um novo movimento estudantil saiu à rua contra o desmantelamento da educação universal. A Irlanda está a assistir ao maior movimentação sindical em toda uma geração e grandes protestos têm ocorrido na Alemanha, na Roménia, na Islândia e noutros países.

Os povos da Europa enfrentam um inimigo comum. O sistema financeiro internacional está a exigir que os governos nacionais façam cortes selvagens nas despesas. Todas as conquistas sociais do pós-guerra estão ameaçadas.

2011 será um ano fundamental. Devemos trabalhar para assegurar que este novo movimento cresça em força e comece a desafiar o poder dos mercados financeiros. A situação é urgente. A crise económica continua a agravar-se e a fazer ricochete de país para país, ameaçando mergulhar a Europa numa crise permanente.

No Reino Unido criámos uma Coligação de Resistência para lutar contra as medidas de austeridade - em Novembro realizámos a conferência de fundação que reuniu mais de 1.200 activistas e militantes sindicais. Fomos inspirados pelos acontecimentos na Grécia e tivemos o apoio dos estudantes italianos e gregos.

Já somos um movimento internacional mas precisamos de estabelecer uma coordenação e aprender com as experiências uns dos outros. Apelamos, assim, à realização de uma Conferência Europeia contra a Austeridade a ter lugar em 2011 em Londres, ou noutro lugar. Queremos que participem delegações e representantes de todos os movimentos políticos e sociais da Europa.

Andrew Burgin e Chris Nineham em nome da Coalition of Resistance.


Tradução do BSP

Terça-feira, Dezembro 21, 2010

Balanço da semana de acções durante a Cimeira da NATO em Lisboa


Balanço da semana de Acções durante a Cimeira da NATO em Lisboa; reorganização da Plataforma Anti-guerra Anti-NATO e acções futuras

Após a reunião havida em Coimbra a 01/12/2010 e no seguimento da Assembleia da PAGAN de dia 14/12/2010, chegou-se às seguintes conclusões:

Foi realizado o balanço interno da semana de acções durante a Cimeira da NATO em Lisboa tendo sido considerado que se cumpriram os objectivos que a PAGAN inicialmente se tinha proposto desencadear: campanha de sensibilização pública contra a guerra e contra a NATO; realização da Contra Cimeira; acções de desobediência civil de carácter não-violento e participação na manifestação de dia 20 de Novembro.

Na impossibilidade de estarem presentes em todas as acções, os grupos trabalharam de forma autónoma, orientada no sentido de se atingirem os mesmos alvos: a guerra e a NATO, a condenação pública da presença dos senhores da guerra em Lisboa e a chamada de atenção para as consequências do novo conceito estratégico aprovado na Cimeira da NATO em Lisboa.

Desta autonomização de grupos surgiu o Contra A Guerra Age (CAGA), movimento de activistas do Porto e de Lisboa, que se responsabilizou de uma forma exemplar pela auto-organização do acampamento de activistas e pela organização e participação em acções de desobediência civil. Saudamos os Ritmos de Resistência no importante papel de divulgação das acções, e a Clown Army que nelas participaram activamente. Saudamos o Indymedia que informou e divulgou as acções anti-NATO na hora. Saudamos todos os activistas nacionais e estrangeiros que se deslocaram a Lisboa para dizer não à NATO.

Foi decidido que o parecer jurídico sobre a situação dos activistas impedidos de entrar em Portugal aquando da Cimeira da NATO em Lisboa seria enviado para organismos nacionais e internacionais defensores dos direitos humanos.

A PAGAN acusa igualmente a forma anti-democrática e anti-constitucional como desfilaram vários cidadãos activistas nacionais e estrangeiros na manifestação contra a NATO convocada pela Plataforma Paz Sim, NATO Não! no dia 20 de Novembro de 2010, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. É da subversão dos direitos democráticos e da exibição dos poderes armados que brotam a revolta e a violência. Em democracia os activistas não se manifestam escoltados por forças policiais e os cidadãos não são impedidos de circular livremente.

Foi acordada a construção de uma rede de movimentos que se procurará estender aos contactos no estado espanhol e aos activistas de outros países, presentes em Lisboa nas acções de desobediência civil e na Contra-Cimeira.

Na sua essência, a PAGAN continuará a ser uma plataforma de indivíduos, unidos por propósitos anti-militaristas, cujas decisões são tomadas em assembleias abertas, devendo esta plataforma inserir-se numa rede de acção anti-militarista mais alargada, que englobe outras organizações nacionais e estrangeiras, de forma a operacionalizar estratégias, tendo em conta os objectivos partilhados.

Une-nos lutar pela paz.
Somos contra todas as formas de imperialismo e autoritarismo.
Continuaremos a exigir a retirada das forças militares de todos os teatros de operações, a começar pelo Afeganistão.
Queremos que os recursos gastos com a Defesa sejam aplicados em áreas socialmente úteis, como investimento em emprego, agricultura, indústria, saúde, educação e cultura.
Exigimos a retirada de Portugal da NATO.
Somos pela absoluta extinção da NATO.

PAGAN – PLATAFORMA ANTI-GUERRA ANTI-NATO
Dez/2010

Contacto: antinatoportugal@gmail.com

Sexta-feira, Dezembro 17, 2010

Bolivia demanda en la Corte de la Haya el documento de Cancún

AGENCIA BOLIVIANA DE INFORMACION

La Paz, 13 dic (ABI).- El presidente Evo Morales anunció el lunes que Bolivia presentará una demanda ante la Corte Internacional de Justicia de la Haya para invalidar el documento aprobado en la Cumbre sobre el cambio climático de Cancún.

En una conferencia de prensa, Morales rechazó el documento porque aseguró que su aprobación no respetó los procedimientos.

"Desde el momento que uno, dos, o 10 países no aceptan un documento, ese documento es inválido y, por tanto, el Estado Plurinacional va a hacer una demanda ante la Corte Internacional de Justicia del Haya, porque esta conferencia no ha respetado los procedimientos aprobados en esa convención marco sobre el cambio climático", argumentó.

Sustentó su determinación mostrando documentos donde dijo está establecido que todas las decisiones deben ser aprobadas por todos los países, al recordar que Bolivia no rubricó la resolución de Cancún.

"El texto de Cancún fue impuesto sin consenso", insistió y aseguró que su costo se medirá en vidas humanas porque, a su juicio, es un acuerdo sólo de los poderosos.

"Bolivia llegó a Cancún de buena fe, con propuestas concretas emergentes de la histórica Conferencia Mundial de los Pueblos realizada en Cochabamba en abril de este año, buscando soluciones justas y abordar sus causas profundas, dispuestos a ceder en muchas cosas, salvo la vida de nuestros pueblos del mundo", argumentó.

Denunció que con ese documento, la temperatura se elevará a más de 4 grados centígrados y sus efectos serán devastadores.

A su juicio, si los científicos informan que por año mueren al menos 300 mil personas, por los efectos del cambio climático, con ese documento, "por año morirán más de 1 millón de seres humanos"

"Por eso es nuestro rechazo", matizo.

Aseguró que las naciones ricas no ofrecieron nada nuevo en la reducción de gases de efecto invernadero o de financiación, contrariamente buscaron disminuir su obligación de actuar con mecanismos de subvención nada claros.

El presidente boliviano anuncio que su país seguirá dando batalla junto a los pueblos del mundo porque no se puede renunciar a la vida, a la humanidad a los derechos de la Madre Tierra, planteamiento que impulsó en Cancún.

Por esa razón, dijo que ratifica su posición de que el hombre, el ser humano no puede vivir sin el planeta, mientras que el planeta, la Madre Tierra, puede existir sin el ser humano.

"Por tanto si queremos defender los derechos humanos tenemos que defender los derechos de la Madre Tierra, la mejor forma de defender los derechos humanos es defendiendo los derechos de la Madre Tierra", justificó.

"Será otra batalla de carácter internacional y sólo (quiero) pedir a los pueblos del mundo a acompañar esta lucha, una lucha por una justicia en el cambio climático, porque no se ha tomado en cuenta muchos planteamientos, como por ejemplo la creación de un Tribunal Internacional de Justicia Climática, no se aceptaron, ni se tomaron en cuenta, especialmente la estabilización de la temperatura en 1 grado centígrado", sentenció.

Domingo, Dezembro 12, 2010

Wikileaks: agora é certo, a luta continua!

O caso do Wikileaks versus Assange - agora eleito o homem do ano pela Time - levanta questionamentos muito interessantes para a nova sociedade global em que já vivemos, particularmente no domínio da net, do jurídico e das liberdades.

Começou por ser um susto-escândalo quando, de repente, somos confrontados com um acervo de 250 mil documentos, confidenciais ou secretos, a maior parte descontextualizados, enviados de vários organismos diplomáticos americanos para Washington.

Os primeiros a reagir, com muita virulência, foram os EUA e a Inglaterra mas depois vieram a Rússia, a Itália, o Paquistão, a Venezuela e muitos outros, todos a braços com pretensas revelações que, verdadeiras ou não, desequilibraram o stablishment e deram vida a muitas oposições.

O Wikileaks veio comprovar um novo modelo de informação que deixou de ser de massas, controlada por empresas, para ser em rede e nessa rede cada um forma do caso a sua opinião individual.

Abriu uma interessante batalha pelo controlo da internet,pela liberdade total na rede, sobre os conceitos de segredo e privacidade, que obriga a uma redefinição das diplomacias e abre a luta sem quartel entre aquilo a que se chama a transparência como contrapeso democrático.

Estamos face à primeira infoguerra mundial, onde o campo de batalha é o Wikileaks, os "soldados" são os utilizadores da rede e as bombas são lançadas pelo piratas, ou pelos governos, para liquidar o inimigo.

Houve no início duas instâncias que vieram credibilizar o Wikileaks.

Os EUA, que defenderem-se com tanta veemência - houve senadores que apelaram à morte - por causa da fuga de documentos, que eles não souberam guardar, o que faz lembrar que o sistema de informações do EUA é uma espécie de saboroso queijo Gruyere. E uma série de jornais de referência internacionais, que resolveram acolher essas informações como verídicas e publicá-las.

Muitos desses jornais optaram por esta via panfletária porque eles próprios estão em crise, há muito tempo, e à procura de formas de reformular os seus conteúdos para recuperar públicos perdidos. Há dez anos não seria assim.

Outra questão interessante é que este desvendar de tantos segredos sensíveis acaba por deixar muitos países em muitíssimo pior estado que os EUA - e há quem já refira isso, como possível manipulação - veja-se o que se revelou sobre sobre os Estados comprados ou vendidos ao narcotráfico, a corrupção ao nível das cúpulas dos governos, as máfias que os controlam (Itália, Rússia, Marrocos, passando até por Moçambique).

O jornalismo tradicional vê-se agora confrontado com outra informação que nos faz perceber que não vinha já cumprindo o seu papel. Mas também constatamos que uma das mais valias do Ocidente liberal continua a ser a liberdade de imprensa e de informação. Ninguém imagina isto acontecer na China, na Rússia, no Irão, na Arábia Saudita ou até em Israel, sem que o seu autor não tivesse já sido morto, raptado, condenado ou desaparecido.

A internet transformou-se no palco dos novos conflitos sociais e são os jovens, de permeio muitos libertários ou anarquistas, quiçá unidos aos precários de todo o mundo, que mobilizam esta cena, como os estudantes que lutam em Londres, Paris ou Milão, a engendrar as novas respostas sociais que ultrapassam os velhos sindicalismos. Há ataques e há vinganças, encerram-se sítios de prestigio a mando de instituições governamentais e outros são fechados à força, por vingança, por piratas, por terem colaborado com o stablishement.

Vimos diabolizar/defender Assange como se diabolizam/defendem líderes políticos. Assistimos a ataques a instituições aparentemente estáveis, a diplomacia americana está firme mas vemos ataques ao euro, à comunidade europeia, aos direitos consagrados e até à soberania de países, como Portugal. Há uma "vontade de transtornar ou de destruir", enquanto outros falam mais no sentido "moral" .

O mais interessante está ainda por vir quando, como anunciado, o sítio começar a pôr a nu os negócios da banca americana, designadamente do banco central americano, todos eles fautores desta crise mundial que começou nos EUA .

Entretanto o jornal Crónica del Mundo, num trabalho de Daniel Estullin, afirma que o Wikileads foi infiltrado pela Mossad através de um académico americano e que muitos dos piratas que lá trabalham tiveram contactos com a KGB a quem venderam por alto preço segredos americanos em Berlim.

Gustavo Cardoso, investigador português de informação, diz no DN que a detenção de Assenge é a sua melhor estratégia.

Ele declarou ao Independent a 18 de Junho de 2010 que a CIA o procurava desde Março deste ano. Pode então perguntar-se porque se foi refugiar em Inglaterra sabendo que este país tem tratados de extradição com os EUA? Ele sabe que à CIA não lhe interessa matá-lo mas interrogá-lo .

Entretanto Lula e Putin condenaram já a prisão de Assenge. Lula disse, "o culpado não é quem divulgou, é quem escreveu" e Putin perguntou, "é isto democracia?"

Convém referir que Assange foi preso em Londres onde se entregou à polícia, na base de uma queixa de duas mulheres suecas por abuso sexual, que tem a ver com o bom, ou mau, uso do preservativo quando esteve com elas. Assenge afirma que foi sexo consentido. As queixas surgem num momento muito (in)oportuno e servem de pretexto para o homem ser enviado para a Suécia onde pode vir a ser julgado e até condenado.

A associação de direitos humanos Avaaz.org fala numa feroz campanha de intimidação contra Wikileaks e considera estas intimidações um ataque à democracia. Por isso quer reunir numa semana um milhão de assinaturas a favor de Assange e já conseguiu de 300 mil. Por todo o lado se fazem manifestações defendendo-o, ou ao seu sítio, dizendo que a questão é jurídica, na base da liberdade de informação, que se afirma uma das marcas de referência da nossa civilização.

Agora é certo: a luta continua!

António Serzedelo

Sexta-feira, Dezembro 10, 2010

SÁBADO 15H LARGO CAMÕES - LISBOA

Sábado, 11 de Dezembro · 15:00 - 18:00

Local: Largo do Chiado, Lisboa.

Criado por: Movimento de Apoio à Wikileaks

No próximo sábado, e em consonância com todo um movimento internacional de mobilização, convidamos todos os cidadãos que pensam que a liberdade de expressão e o livre acesso à informação são direitos inalienáveis, a concentrarem-se a partir das 15h no Largo do Chiado, em Lisboa.

Apelamos ao fim do bloqueio da Wikileaks que tem vindo a suceder por parte de várias empresas; apelamos ainda à não extradição de Julian Assange pelos riscos de vir a ser desrespeitado o seu direito a um julgamento justo devido a pressões internacionais.

Mas a WikiLeaks é mais do que uma pessoa, a WikiLeaks somos todos nós. Todos aqueles que acreditam na liberdade de expressão e na transparência da informação.

Todos somos a WikiLeaks.

Quarta-feira, Dezembro 08, 2010

Movilizacion en Cancun contra el BANCO MUNDIAL

3 de diciembre: convocatoria de movilización en Cancún

¡BANCO MUNDIAL fuera del Clima!

Organizaciones miembros de JUBILEO SUR de América Latina y el Caribe, África, Asia y el Pacífico convocan a movilizarse contra el Banco Mundial y las demás Instituciones Financieras, en la ciudad de Cancún, en el marco de la COP 16.

El día viernes 3 de diciembre, a las 10 hs, las organizaciones se concentrarán frente al Palacio Municipal, sobre la Av. Tulum, centro, donde realizarán un acto y luego se movilizarán hasta las puertas del supermercado Wall Mart, para denunciar la complicidad de las empresas transnacionales en el agravamiento de la crisis climática.

El Banco Mundial pretende una vez más seguir imponiendo sus políticas criminales de mercantilización, lucro y condicionalidades en beneficio del capital concentrado, que agravarán aún más el cambio climático. Por eso rechazamos el financiamiento a las denominadas "falsas soluciones" y cualquier fondo para el clima que quede bajo el paraguas del Banco Mundial.

La situación de la crisis climática se agrava día a día y es necesario que los responsables de esta situación reconozcan su responsabilidad en la generación del cambio climático y reparen las deudas sociales, ecológicas y climáticas generadas. El Banco Mundial es uno de los principales co-responsables de esta crisis que pone en peligro la vida misma del planeta y hoy se presenta como una de las instituciones que tiene la solución para enfrentar el problema, mostrando el cinismo y la hipocresía con la que se maneja históricamente.

Convocamos a las organizaciones sociales a sumarse a la movilización del día 3 de diciembre en el centro de Cancún, y el día 8 de diciembre a la acción global "Banco Mundial fuera del Clima", exigiendo el retiro de esta institución del financiamiento para el clima.

Contacto en Cancún:
Beverly Keene, Jubileo Sur: 9981336168
Laura Yanella, Jubileo Sur/Américas: 9981336061

Campaña contra las bases militares extranjeras

10 de Diciembre
Jornada Continental Contra las Bases Militares Extranjeras


Nosotros, movimientos sociales de América Latina, reunidos en el ámbito de la campaña América Latina una Región de Paz – Fuera Bases, convocamos para el 10 de diciembre a la realización de una jornada continental de lucha contra las bases militares extranjeras en nuestro continente.

Realizaremos actividades en las calles, debates, talleres, exposiciones, actividades culturales, seminarios, como forma de denunciar el creciente intervencionismo militar de los EUA en América Latina. Brindaremos nuestra solidaridad a los pueblos que luchan por defender su soberanía y se oponen a la criminalización de las luchas sociales.

Somos un continente rebelde y de paz, que no se arrodilla ante el imperialismo y sus políticas de guerra. Vamos, desde las calles, hacer de América Latina una región libre de bases militares extranjeras.

Participe
Envíe su acción para americalatinadepaz@gmail.com

British Petroleum demandada en Ecuador

Estimadas/os amigas/os

El viernes 26 de Noviembre, a puertas de la inauguración de la reunión de las Naciones Unidas sobre Cambio Climático en Cancún-México, un grupo de habitantes del Sur, presentan en la Corte Constitucional de Quito-Ecuador una demanda de histórica importancia en contra de la petrolera British Petroleum (BP) por el derrame de petróleo iniciado el 20 de Abril de este año en el Golfo de México. La BP habría derramado en el océano aproximadamente 5 millones de crudo al mar y 1.8 millones de dispersantes en el intento de controlar el desastre.

Los demandantes consideran que la BP ha violado los Derechos de la Naturaleza y el Mar además de que este derrame ofende la Conciencia de la Humanidad, motivo por el cual, solicitan se asuma la Jurisdicción Internacional para juzgar este echo.

La científica ecofeminista Vandana Shiva ha señalado "Se trata de que la Jurisdicción Universal va más allá de las fronteras del Ecuador, porque la naturaleza tiene derechos en todas partes, y es por eso que una coalición mundial hemos sido los primeros signatarios de decir: nosotros, como ciudadanos de la tierra tenemos el deber de proteger la naturaleza en todas partes".

Los demandantes afirman que el derrame del petróleo de BP en el Golfo de México, pertenece a la jurisdicción universal por crímenes cometidos fuera de los límites de un estado de persecución. Es decir, otorga jurisdicción universal a autoridades judiciales en un país extranjero la facultad de juzgar los delitos cometidos por nacionales o sujetos o transnacionales en cualquier parte del mundo.

Los Demandates son: Vandana Shiva, reconocida defensora de los derechos y ecofeminista de la India; Nnimmo Bassey, presidente de Amigos de la Tierra Internacional en Nigeriay miembro del Oilwacth, Alberto Acosta, ex presidente de la Asamblea Constituyente en Ecuador; la ecologista Ana Luz Valdez de México; Cecilia Chérrez presidenta de Acción Ecológica,la líder indígena Blanca Chancoso, Delfín Tenesaca presidente de la Ecuarrunari y Líder Góngora representante de los pueblos ancestrales del manglar de Ecuador, entre otros.

Consideramos que un tema tan importante debe de ser ampliamente conocido y debatido, por este motivo, el Instituto de Estudios Ecologistas del Tercer Mundo ha abierto un blog de debate sobre la demanda:

http://www.estudiosecologistas.org/index.php?option=com_content&view=article&id=41

En este espacio se encuentra el original de la demanda en español e inglés. Les invitamos muy cordialmente a visitar el blog y enriquecerlo con sus opiniones.

Saludos cordiales

Nathalia Bonilla
IEETM

Entre mortos e feridos, alguém irá escapar?

Nos últimos meses temos assistido ao clímax do salve-se quem puder, constatado o facto de ser impossível manter o "nosso modo de vida" pelo qual se armaram recentemente guerras ruinosas – para a civilização ocidental, que não para o complexo militar-industrial. A onda de perversidade tem vindo a engrossar para três dimensões e está a concretizar-se em nossas casas, transformando-as num meio social tão simples como os proporcionados pelos reality-shows: quem vai ser expulso esta semana?

Uma notícia informa: as administrações hospitalares confrontadas com a necessidade de conter despesas – apesar dos evidentes desperdícios – declaram-se incapazes de trabalhar nesse cenário (como os bancos). Para dar consistência substantiva a tal notícia declaram não ter disponibilidade para pagar as despesas de tratamento de doentes HIV que estejam presos. Poderiam ser os ciganos, como Sarkozy, ou os imigrantes como Berlusconi. Para quem administra por conta o Serviço Nacional de Saúde – a discriminação é um instrumento de gestão.

Receosos de que a onda de imoralidade possa continuar a grassar, e antes que engrosse mais, somos presentes publicamente a dizer NÃO! Não haverá futuro nem para Portugal, nem para a Europa, nem para a civilização ocidental sem respeito pelos direitos humanos de todos – porque só assim haverá respeito por cada um.


REDE POSITIVO PT, http://positivopt.ning.com/

Opus Gay, http://www.opusgay.org

Vidas Alternativas, http://www.vidasalternativas.eu

ACED – SOS Prisões, http://iscte.pt/~apad/ACED; http://www.sosprisoes.blogspot.com/