Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Honduras: medios de comunicación alternativos
http://www.wsftv.net/Members/focuspuller/videos/Medios_Alternativos.mp4/view
O video também está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=hjngtT9gKUg
Domingo, Outubro 25, 2009
Vidas Alternativas 193
- o anúncio do agendamento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Parlamento,
- a formação do governo Sócrates 2,
- e o desnorte do PSD depois do desaire eleitoral das legislativas.
Comecemos pelo VA.
A Câmara Municipal do Seixal é modelar no tocante à organização da sua rede social. Neste momento está já a repensar o organigrama para o triénio que começa em 2010. Por isso entendemos ouvir o Prof. Orlando Garcia, sociólogo, que nos explica os critérios a que presidiu a re-organização desta rede para dar respostas aos 180 mil munícipes do concelho.
A seguir falamos com Olga Mariano, líder cigana, vivendo também no Seixal, que organiza mulheres da sua etnia para lhes dar capacidades para puderem lutar em pé de igualdade com todos pelo seu trabalho.
Depois é a voz de Miguel Cunha Duarte, que em nome da associação República e Laicidade nos explica porque é que a associação não quer Tony Blair à frente dos destinos da nova Europa quando entrar em vigor o tratado de Lisboa.
Encerramos as conversas com o engenheiro António Carlos, que é também escritor e nos explica como conseguiu singrar na vida até ser um caso de sucesso.
O VA continua a aberto a parcerias e a colaborações e agradecendo as críticas que lhe têm sido enviadas, continua à espera do vosso feed back.
António Serzedelo - editor
wwww.vidasalternativas.eu
Contra a NATO: continuando a luta

Contra a NATO: continuando a luta - até ao pico em Portugal (e depois)
23 Out. 2009 — warresisters
De 15 a 18 de Outubro, uma série de reuniões tiveram lugar em Berlim, para discutir a continuação do trabalho contra a NATO e contra a guerra no Afeganistão, depois de Estrasburgo. Um enfoque especial foi posto na cooperação entre grupos a nível europeu e internacional.
Em 15 de Outubro, os grupos que participaram no bloqueio não violento de FORA NATO / OTAN-ZU, em Estrasburgo, foram: a Werkstatt für gewaltfreie Aktion Baden, Komitee für Grundrechte und Demokratie, DFG-VK da Alemanha, War Resisters' International, Vredesactie (Bélgica), AA-MOC (Espanha), Ofog (Suécia), Trident Ploughshares (Inglaterra), AKL (Finlândia), Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN - Portugal), Ne zakladnam (República Tcheca), Mirovna Akcija (Macedónia) e alguns mais.
O objectivo da reunião foi explorar a cooperação europeia passada e melhorar a coordenação do nosso trabalho no próximo ano além de discutir atividades possíveis de realizar durante a cimeira da NATO em Portugal. Os grupos presentes decidiram as seguintes actividades:
- participação conjunta no bloqueio da fábrica de armamento nuclear britânico AWE Aldermaston, em 15 de Fevereiro de 2010. Ligada a esta acção está prevista a organização de um seminário de articulação e formação;
- um dia de acções descentralizadas na Páscoa de 2010, com acções em todas as bases europeias com armas nucleares. Este dia de acção está relacionado com a conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação, que terá lugar de 3 a 28 de Maio de 2010 em Nova York. As acções devem sobretudo realçar o papel das armas nucleares na estratégia da NATO;
- um dia de acções descentralizadas contra a NATO e infra-estruturas para as intervenções militares. O grupo espanhol propôs manter este dia regularmente mas não houve decisão sobre uma data concreta;
- acções de desobediência civil durante a cimeira da NATO em Portugal. Os grupos estão agora a discutir o que é possível fazer em Portugal.
Além disso, houve muita discussão sobre a questão da violência, em Estrasburgo, e como esta pode ser evitada ou minimizada no futuro.
Numa reunião da Rede Internacional Afeganistão em dia 17 de Outubro no salão municipal de Berlim,outras actividades contra a guerra no Afeganistão foram acordadas, em especial uma alternativa à conferência internacional no Afeganistão, na Alemanha ou na França, proposta pelo presidente francês Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel, para a Primavera de 2010. Além disso os dias 8 / 9 de Outubro foram as datas escolhidas para um dia de acção internacional contra a guerra e a ocupação do Afeganistão.
No fim de semana 17/18 de Outubro realizou-se uma conferência internacional de trabalho NÃO À NATO, com mais de 100 participantes.
Esta conferência debateu a continuação do trabalho da Coligação Internacional Não-à-NATO depois de Estrasburgo. Aqui também a discussão sobre a violência em Estrasburgo, teve bastante relevo.
Como resultado dessa discussão foi decidido fazer uma análise de ameaça real para as atividades futuras e organizar equipas de observadores para documentar a violência policial e outros assaltos.
Foi também decidido formar um grupo de trabalho sobre formação em não-violência, que será especialmente o trabalho de treino da diminuição da agressividade.
Além das actividades mencionadas acima, a conferência decidiu a realização de uma conferência internacional na Geórgia, em Junho de 2010. Quanto à cimeira da NATO em Portugal, decidiu-se apontar para acções que – do mesmo modo que em Estrasburgo - incluirão uma manifestação, um campo de acção, um contra-conferência e acções de desobediência civil. Também está prevista a organização de uma Conferência activista em Portugal, em Setembro de 2010.
A conferência também nomeou um novo Comitê de Coordenação Internacional, que irá coordenar o trabalho da coligação internacional anti-NATO no futuro, incluíndo representantes da Bélgica, Alemanha, França, Grécia, Grã-Bretanha, Portugal, Suécia, Espanha, República Checa e dos E.U.A..
Andreas Speck
Informações:
Coligação internacional anti-NATO: http://no-to-nato.org (será renovado em breve)
Páginas sobre NATO, WRI: http://wri-irg.org/campaigns/shutdown-nato
PAGAN, Portugal: http://antinatoportugal.wordpress.com/
Contactos:
Aldermaston: Angie Zelter, Trident Ploughshares. Reforest@gn.apc.org ou info@wri-irg.org para participação internacional
FONTE: http://www.wri-irg.org/node/9053

TRADUÇÃO:
Emília Cerqueira (activista da PAGAN - Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato, Portugal)
Os Radicais querem sempre impor-se mais!
sua opinião.
Embora isto possa não ser directamente aplicável ao nosso país, pode dar-nos algumas pistas para certos comportamentos a que assistimos, que se pensavam consensuais designadamente durante o período eleitoral por que passamos.
Na verdade eles emitem tais opiniões, naturalmente, porque estão na convicção de que exprimem os sentimentos da maioria na qual se sentem, ou se querem sentir, integrados.
Quando na universidade em que se realizou o estudo os investigadores distribuíram uma falsa sondagem, sobre o tema do álcool, em que se constatava que os estudantes se opunham ao consumo do álcool no "campus" universitário, os mesmos que antes levantavam a voz defendendo o seu consumo livre, passaram a já não querer pronunciar-se sobre o assunto por receio de perderem a identificação comunitária de que precisam.
De certo modo, trata-se de um fenómeno de "pescadinha de rabo na boca".
Cientes de que representam a maioria alçam a voz, como são sempre os mesmos e são muitos, perante o silêncio da verdadeira grande maioria que não se pronuncia, acreditam que representam a sensibilidade de todos e falam mais alto.
O mesmo se passa na comunidade da blogosesfera. São quase sempre os mesmos que escrevem os post dos blogues, que trocam entre si opiniões, aplaudindo-se mutuamente, comentando-se, incentivando-se e exorcizando aqueles poucos que eventualmente discordam deles. Deste modo,
auto convencem-se que fazem, e representam, a opinião pública maioritária, que estão certos.
Sem dúvida que a blogoesfera é um espaço de liberdade e de opinião diversificada e contraditória, que a imprensa em geral já não nos dá e hoje é imprescindível, contudo, este é uma das possíveis "perversões" com que se deve contar. Penso por exemplo no caso dos lgbt.
Os blogues podem ser uma conversa fechada, onde se vão buscar "opiniões" feitas. A melhor maneira de contornar isso é, afinal, abrir os blogues e diversifica-los.
A.Serzedelo
www.vidasalternativas.eu
Sábado, Outubro 24, 2009
Repudiamos intento del gobierno de Alan García de desaparecer a AIDESEP
COORDINADORA ANDINA DE ORGANIZACIONES INDÍGENAS – CAOI
Bolivia, Ecuador, Perú, Colombia, Chile, Argentina
Repudiamos intento del gobierno de Alan García de desaparecer a AIDESEP
Al estilo de la dictadura fujimorista, procuradora del Ministerio de Justicia pide “disolver” legítima organización nacional de pueblos indígenas amazónicos. Pero las organizaciones no se crean ni se destruyen por decreto: los pueblos que las forman y la solidaridad del conjunto del movimiento social las mantienen vivas.
En una nueva demostración de que ante la carencia de argumentos el gobierno de Alan García Pérez solo sabe recurrir a la represión, una procuradora del Ministerio de Justicia, María del Carmen Rivera, ha pedido la disolución de la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP). No es una coincidencia que use el mismo término que Alberto Fujimori para su autogolpe de 1992, cuando anunció su dictatorial decisión de “disolver” el Congreso de la República.
Se trata de una actitud no solo intrínsecamente fascista del régimen de García. Es, además torpe, porque es imposible disolver por decreto o por mandato judicial una organización que tiene más de 25 años de vida, auténticamente representativa de los pueblos indígenas amazónicos y que goza de amplio reconocimiento y participación en múltiples espacios internacionales, como la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA), Alianza por el Clima, Alianza Amazónica, entre otras.
No es la primera maniobra destinada a desaparecer las organizaciones indígenas. Tanto AIDESEP como la Confederación Nacional de Comunidades del Perú (CONACAMI) han sufrido la persecución de la llamada Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI). Este año, además, el gobierno financió un seudo congreso en el que se pretendió designar una nueva directiva de AIDESEP.
El hecho más grave, sin embargo, es la Masacre de Bagua del 5 de junio, que costó la vida de 33 personas, y la posterior persecución policial y judicial a comuneros y dirigentes regionales y nacionales de AIDESEP, que obligaron a su presidente Alberto Pizango a exiliarse en Nicaragua. Y hoy mantienen tercamente la orden de captura en su contra, para así impedir su retorno al Perú.
Son hechos que concitaron y siguen concitando el rechazo nacional e internacional, como lo demuestran los múltiples pronunciamientos de organismos de derechos humanos de todo el mundo, incluidos los que forman parte de la Organización de Naciones Unidas.
Nada de esto ha logrado destruir a AIDESEP y tampoco lo hará la absurda demanda de la procuradora Rivera. Porque, insistimos, las organizaciones no se crean ni se destruyen por decreto o mandato judicial: los pueblos que las forman y la solidaridad del conjunto del movimiento social las mantienen vivas.
En su frenesí represivo, el gobierno de García va de fracaso en fracaso en el intento de profundizar su política entreguista y racista, claramente expresada en su serie de artículos sobre el “síndrome del perro del hortelano”, desoyendo las llamadas de atención del relator especial para Pueblos Indígenas James Anaya y el Comité para la Eliminación de la Discriminación Racial de la ONU, así como del reciente informe emitido por la Misión de la Federación Internacional de Derechos Humanos integrada por Rodolfo Stavenhagen y Elsie Monge sobre su visita al Perú en junio pasado.
La Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas, CAOI, advierte que si se toca a AIDESEP se estará tocando a todos los pueblos indígenas, no solo amazónicos y peruanos, sino de todo el mundo. Y llama al movimiento social nacional e internacional a estar atentos ante este nuevo intento de liquidación, para que, de concretarse (solo en el plano formal porque en el real es imposible), convocar de inmediato a una movilización mundial para defender los derechos de los pueblos indígenas.
Lima, 23 de octubre de 2009.
Miguel Palacín Quispe
Coordinador General CAOI
A Tertúlia Liberdade na rádio com a Onda Livre
A partir de sábado 24 de Outubro, como todos os quartos SÁBADOS DE CADA MÊS, a partir das 20H e repetição nas 5ªs seguintes pela 01H00, a Tertúlia Liberdade passa a ter o seu programa de rádio, a ONDA LIVRE, através da Rádio Zero.
As linhas fundamentais da Onda Livre vêm expostas abaixo.
Sábado às 20H ouve-nos em www.radiozero.pt.
ESCUTA, PARTICIPA E CRÍTICA!
DIVULGA! DIVULGA! DIVULGA!
ONDA LIVRE NO AR
No próximo Sábado dia 24 de Outubro a Tertúlia Liberdade estreia-se na Rádio com o programa Onda Livre. A emissão será feita às 20 horas através da Rádio Zero. Um programa de uma hora recheado de músicas e entrevistas a não perder. Para dar voz aos que não tem voz. Aos moradores dos bairros, aos trabalhadores precários, aos imigrantes, aos jovens e a todos que lutam por um mundo diferente e melhor. Porque a Liberdade está no Ar.
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Concurso Paz para a Palestina

COMUNICADO 05/2009
ESTÃO A DECORRER AS INSCRIÇÕES PARA O CONCURSO PAZ PARA A PALESTINA PROMOVIDO PELO MPPM E DESTINADO AOS 2º E 3º CICLOS DO ENSINO BÁSICO
O MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – promove um Concurso, destinado aos estudantes dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, subordinado ao tema “Paz para a Palestina”. As inscrições, através do site do MPPM (www.mppm-palestina.org), estão abertas até 18 de Dezembro de 2009.
O Concurso visa promover nos jovens o melhor conhecimento da questão palestina e estimular a criação ou fortalecimento de laços de cooperação e solidariedade entre escolas portuguesas e palestinas.
São admitidos a concurso trabalhos nas seguintes categorias: Produção Escrita (ficção, ensaio, poesia, dramaturgia, jornalismo); Artes Plásticas (desenho, escultura, pintura, cerâmica); Artes Performativas (teatro, música, dança) e Vídeo e Multimédia. Os trabalhos deverão ser enviados ao MPPM até 16 de Abril de 2010, sendo os prémios entregues em cerimónia a realizar no dia 15 de Maio de 2010, assinalando o 62º aniversário da Nakba.
Este Concurso, cujo Regulamento completo pode ser consultado no site do MPPM, tem o alto patrocínio da Delegação-Geral da Palestina em Portugal.
Lisboa, 17 de Outubro de 2009
A Comissão Executiva do MPPM
MPPM – MOVIMENTO PELOS DIREITOS DO POVO PALESTINO E PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE
Rua Silva Carvalho, 184 – 1º Dtº | 1250-258 Lisboa | Portugal | Tel. [+351] 213 889 076 | Fax [+351] 213 889 136 | NIPC: 508267030
www.mppm-palestina.org | mppm.palestina@gmail.com
Liberdade para os sete saharauis activistas dos Direitos Humanos

Liberdade para os sete saharauis activistas dos Direitos Humanos presos e sequestrados por Marrocos
A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental denuncia perante as autoridades e a opinião pública portuguesas a detenção ilegal por parte de Marrocos de sete militantes saharauis defensores destacados dos Direitos do Homem(*), o que constitui uma grave violação dos direitos reconhecidos pela Comunidade Internacional e ao Processo de Paz que as Nações Unidas tentam encontrar para aquela que é considerada a última colónia de África, sujeita à ocupação de Marrocos.
A medida discriminatória por parte das autoridades marroquinas faz parte de uma política planificada e histórica de perseguições, desaparecimentos e torturas contra todos aqueles que anseiam viver em liberdade, sem ocupação nem torturas, e contra a população saharaui em geral.
A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental exige a libertação imediata dos sete cidadãos saharuis e o respeito pela sua integridade física e moral.
As autoridades marroquinas detiveram e sequestraram no aeroporto de Casablanca, Marrocos, no passado dia 8 de Outubro, sete activistas saharauis dos direitos humanos no regresso de uma visita que acabavam de realizar aos acampamentos de refugiados saharauis, na Argélia, e aos territórios saharauis libertados.
Eis a lista das sete pessoas cujo paradeiro se desconhece até ao momento:
— Ali Salem Tamek, antigo preso político e primeiro vice-presidente do Colectivo dos Defensores Sahrauis dos Direitos do Homem (CODESA), membro da Association Marocaine des Droits de l’Homme, secção de Assa e membro da Frontline, Irlanda.
— Brahim Dahane, antigo preso político e «desaparecido», Presidente da Association Sahraouie dês Victimes des Violations Graves des Droits de l’Homme Commises par l’Etat du Maroc (ASVDH).
— Ahmad Nassiri, antigo preso político e «desaparecido», secretário-geral do Comité Sahraoui pour la Défense des Droits de l’Homme de Smara/Sahara Occidental e Presidente da Association Marocaine des Droits de l’Homme, secção de Smara.
— Dagja Lachgar, antiga «desaparecida», membro do Bureau Executivo da Association Sahraouie des Victimes des Violations Graves des Droits de l’Homme Commises par l’Etat du Maroc (ASVDH).
— Yahdih Ettarrouzi, antigo preso político, membro da Association Marocaine des Droits de l’Homme, secção de El Aaiun.
— Saleh Lebayhi, Presidente do Forum para a Protecção das Crianças Saharauis, membro do CODESA e da AMDH, secção de El Aaiun.
— Rachid Sghayar, membro do Comité de Acção contra a Tortura em Dakhla, Sahara Ocidental.
Lisboa, 17 de Outubro de 2009
A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
portugal.sahara@gmail.com
O nº 9 da revista O Comuneiro está agora em linha
Somos por este meio a comunicar que o nº 9 da revista electrónica O Comuneiro está já disponível em linha, no seu endereço habitual: www.ocomuneiro.com.
Com uma imensa melancolia, a imprensa corporativa, que nos desabituamos já de qualificar como burguesa, anuncia-nos que a "recuperação" está a "perder o fulgor". Infelizmente para eles, as coisas nunca mais serão como se habituaram a concebê-las os senhores do mundo e os turiferários do capital. Provavelmente, eles nunca mais se irão recompor disso. Não vão mudar e não vão perceber. É preciso re-regular a finança, pois claro. Mas primeiro é essencial criar "confiança". A qual resulta da existência de regras claras. Que todavia não podem ser impostas contra o que é a respiração natural do "mercado". E assim por diante.
As elites dominantes globais e seus medíocres arautos tentam disfarçar o colapso deslizante da "teologia do mercado" atribuindo a crise brutal e profunda a que assistimos à pura "falta de ética" e "aventureirismo" de alguns sectores da finança, causando fenómenos negativos, que o sistema (igual a si próprio) rectificaria com a brevidade possível através de sábias "medidas de regulação". Todavia, reguladores e regulados são aqui os mesmos e, em última instância, ser-lhes-á impossível negar que, para o capitalismo, a virtude propulsora central é precisamente a ganância ilimitada.
O presente número de O Comuneiro abre com um texto histórico do nosso tempo. Sobre a crise financeira, com o seu título de irónico understatement, é o aviso grave de um velho sábio, o padre François Houtart, do alto dos seus 84 anos, doutor em quase todos os saberes humanos, com centenas de milhares de quilómetros percorridos nas piores sendas do mundo, pois que também ele sempre disse, com Martí: "con los pobres de la tierra quiero yo mi suerte echar".
Santiago Alba Rico, completamente desconhecido no mundo de língua portuguesa, é um filósofo, escritor e ensaísta madrileno, provavelmente o mais completo e interessante pensador crítico espanhol da geração que chegou à maturidade nos anos 1980. A entrevista que publicamos dele é disso um bom testemunho. Santiago faz questão de se afirmar "conservador" do ponto de vista antropológico e esse é um tópico a que aderimos de bom grado e integramos na nossa crítica.
Publicamos novamente um texto de Michael Löwy – Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo -, que é um dos nossos pensadores mais próximos e queridos, de tal modo que já pouco mais encontramos para dizer dele aqui. Batalhador incansável, desde há décadas, por uma síntese vermelho-verde que faça sentido, Löwy é, neste momento, um dos expoentes do Ecossocialismo. É bom saber que esta corrente política internacional está a caminho da sua maturidade, produzindo já documentos com propostas e exigências concretas e articuladas, como é o caso daquele que publicamos neste número, de origem britânica e intitulado Luta de classes e ecologia.
João Esteves da Silva dá novamente um contributo valioso para este número de O Comuneiro, pela sua própria reflexão e também como tradutor. Pela sua mão têm sido publicados, na nossa revista, alguns pensadores críticos fundamentais do nosso tempo, todos eles também antropologicamente conservadores. É o caso do francês Jean-Claude Michéa, já nosso conhecido, e agora também o do norte-americano Christopher Lasch, ambos praticamente inéditos na língua portuguesa, embora o último já tenha sido publicado no Brasil (A cultura do narcisismo, A rebelião das elites). Tanto Michéa como Lasch são anti-leninistas e albergam reservas quanto ao marxismo, posições que naturalmente não partilhamos, sem fazer disso motivo para anátema. Partilhamos, isso sim, e sem quaisquer reservas, o essencial da sua penetrante crítica ao liberalismo, ao mercantilismo e à cultura de massas, feita de uma perspectiva genuinamente popular e enformada por valores democráticos e solidários.
De Valério Arcary publicamos Internacionalismo e campismo: dilemas da aposta estratégica. Nem sempre as coisas se passam na história como elas puderam ser previstas, no nosso movimento de emancipação do proletariado. A corrente desvia-se pelo lado "torto", pelo "elo mais fraco", pelo desvão imprevisto. O internacionalismo é uma luta constante e uma conquista que se fará a pulso.
Do nosso redactor Ângelo Novo, por fim, publicamos a primeira parte de uma reflexão sobre a introdução do marxismo em Portugal e a elaboração própria de uma ciência revolucionária nele inspirado. Em conexão com este trabalho, que terá continuidade, há no sítio em que se aloja O Comuneiro uma secção antológica intitulada Páginas do marxismo português, que pensamos completar e revitalizar, e para a qual gostaríamos de contar com a colaboração dos nossos leitores.
O Secretariado da Redacção de O Comuneiro
Ângelo Novo
Ronaldo Fonseca
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Informe de la reunión de movimientos sociales (6 oct)
La reunión de los movimientos sociales realizada en Montreal contó con la presencia de 34 personas de los siguientes movimientos y organizaciones: AIH; Alternatives; ASC; Attac; CADTM; CADTM/UNSAS (Sénegal); CITU (Índia); CUT (Brasil); Encuentros Hemisféricos contra el ALCA y los TLCs; FDIM/UBM (Brasil); Fondation Franz Fanon; GGJ; GTA (Brasil); May First/Peoplelink; MMM; MMM/CLES (Québec); Oclae; QS; Réseaux Défence de l’Humanité; RQIC; Transform!; Via Campesina.
La agenda de la reunión si ha concentrado en los siguientes puntos:
1. Actualizaciones sobre movilizaciones octubre-diciembre 2009; agenda para 2010;
2. Funcionamiento de la Asamblea de Movimientos Sociales (AMS);
3. Próximos encuentros de los movimientos sociales.
Sobre el punto 1:
a) Octubre: si ha informado sobre las movilizaciones previstas para el 12 de octubre de 2009 por ocasión de la jornada de Movilización Global de lucha por la Madre Tierra contra la colonización y la mercantilización de la vida, fecha definida en la AMS de Belem. Las acciones se realizan principalmente en América Latina, impulsadas por movimientos indígenas y campesinos. Como respuesta al llamado enviado a la lista de movimientos sociales sobre las acciones previstas en el marco de esa jornada, si informó sobre la realización de un tribunal internacional de justicia climática, en Cochabamba, Bolivia, además de la Jornada de Acción Global contra la Deuda y las Instituciones Financieras multilaterales (IFIs), entre el 7 y el 15 de octubre.
A las movilizaciones previstas para octubre, si suman también las iniciativas impulsadas por el movimiento sindical alrededor del 7 de octubre (jornada por trabajo decente), que se realizan de distintas formas en varios países.
b) Honduras: el escenario cambia a cada día y hay que seguir haciendo el monitoreo y apoyando a la resistencia hondureña, sea con sensibilización de la sociedad, sea con la recaudación de recursos. Si informó sobre la más reciente acción internacional de solidaridad a Honduras llamada para el 2 de octubre (ver mensaje circulada en la lista de movimientos sociales el 28 de septiembre). También si informó que el encuentro internacionalista de solidaridad, previsto para realizarse entre el 8 y el 10 de octubre, ha sido postergado por razones de seguridad.
c) Movilizaciones globales en noviembre y diciembre y agenda para 2010.
Dos momentos están en el calendario aún para 2009: las movilizaciones alrededor de la reunión de la OMC en Genebra, Suiza (final de noviembre) y el Klimaforum, en Copenhaguen, Dinamarca (entre el 6 y el 18 de diciembre). Si enfatizó la importancia de hacer el vínculo entre los temas sociales y ambientales y su conexión al modelo de desarrollo. En ese sentido, hay esfuerzo para hacer un vínculo entre lo que si negocia en la OMC, donde serán debatidos temas como la liberalización de bienes y servicios, y la agenda de la reunión de la ONU sobre cambio climático Copenhaguen. Genebra marcará también 10 años de las manifestaciones realizadas contra la OMC en Seattle.
Finalmente, si acordó tambien empezar de ahora a construir una agenda de movilizaciones para 2010.
Sobre el punto 2:
En Marruecos se había definido consultar a los movimientos sociales que integraban el grupo facilitador de la AMS (definido en Rostock, en 2007) sobre su compromiso de continuidad. Se informó que una cuestión en abierto era relacionada a la participación de Europa en el grupo, tema que debería ser debatido en junio, durante la Asamblea Preparatoria del FSE. Según información recibida por la MMM, esa reunión si realizó pero el énfasis no ha sido en torno de la profundización de un espacio de articulación entre movimientos alrededor de luchas comunes. Como hay un enfoque en los movimientos europeos alrededor de temáticas, lo que ha sido sugerido en esa reunión era de poner énfasis en hacer un boletín electrónico.
Sobre la propuesta del boletín, algunos participantes de la reunión en Montreal manifestaran que, si bien es una buena idea, el boletín es insuficiente para hacer avanzar un espacio de lucha articulada globalmente, necesario en el contexto actual y que otros espacios, como el FSM por ejemplo, no pueden proporcionar por ser apenas de debate.
En ese sentido, además del boletín, si propuso continuar el diálogo para organizar jornadas comunes de luchas y preparar la participación articulada en eventos abiertos, como los foros sociales. Para eso, si propuso realizar un seminario de los movimientos sociales, de forma independiente de eventos FSM, con enfoque en cuestiones más generales del funcionamiento de la AMS.
También se enfatizó la necesidad de pensar el uso de las herramientas de comunicación. Si mencionó como problema principal el alto número de informaciones circuladas en la lista, lo que resulta en baja respuesta a correos específicos enviados a la lista para impulsar acciones de forma coordinada y/o debates estratégicos.
Sobre el punto 3:
Si definió que Copenhaguen será un momento para hacer una próxima reunión de la asamblea de movimientos sociales y avanzar en la discusión sobre el seminario y nuestro funcionamiento.
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*Informe preparado por Alessandra Ceregatti (MMM) y Olivier Bonfond (CADTM)
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Vidas alternativas 192
A seguir ouvimos o portuense Luís Seródio, que foi quem alertou as ONG´s para este caso do Mahmoud, muito complicado sobre vários aspectos, e que finalmente chegou a Portugal, legalmente, para ser tratado física e psiquicamente das suas múltiplas maleitas. Tratou-se de um acto humanitário, de Direitos Humanos, que envolveu três instituições, Amnistia Internacional - secção Portuguesa, associação americana de mulheres Pink Code cuja actividade se desenvolve na Palestina e, enfim, a Opus Gay.
Passamos a seguir a palavra ao militante republicano Luís Mateus para fazermos um exercício comparativo de duas maiorias absolutas em municípios socialistas, Lisboa e Braga.
Terminamos com António Pinho, coordenador editorial do semanário Privado que nos explica quais vão ser as manchetes do jornal a partir de quarta feira.
Esta semana foi aquela em que Sócrates procurou com os partidos pontes de diálogo ou até ver se era possível uma coligação. Percebeu-se que isso não seria possível, mas pela duração das conversas e pelo que chegou a público, parece poder haver pontes de diálogo com o CDS e até com o BE que depois do revés das autarquias percebeu que tem de ser mais dialogante.
Entretanto, o BE anunciou já avançar com a agenda dita "fracturante". E o tema dos casamentos homossexuais vai voltar outra vez à mesa pela mão dos bloquistas que assim forçam os socialistas a cumprirem esta promessa e, ao mesmo tempo, não perde perante a opinião pública a face, por aliás terem sido os primeiros a levantar a bandeira. Nota-se no discurso de José Manuel Pureza, o novo líder parlamentar do BE, um católico progressista, já uma diferença. Falou em diálogo com as forças em presença, o que é bom. De outro lado já se sabe que os Verdes vão apoiar. Falta agora saber como reagirá o PS, que tem neste momento vários pesos pesados, como Miguel Vale de Almeida, um ex-bloquista, Sérgio Sousa Pinto, o mentor da lei das uniões de facto para homossexuais no governo de Guterres, e uma deputada independente, a presidente da Comissão pela Igualdade onde tem feito um excelente trabalho.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Sábado, Outubro 17, 2009
O Comércio Justo em crise
Após uma primeira fase de expansão observa-se hoje, à semelhança do que está a acontecer noutros países europeus, o encerramento de várias destas lojas. O Comércio Justo está, também ele, em crise.
Mas o que é o Comércio Justo?
O conceito nasceu como reacção à crescente concentração, num número cada vez mais restrito de empresas, dos mecanismos de controlo do mercado, onde as transacções nas bolsas são o instrumento determinante para a fixação dos preços a pagar aos produtores.
As consequências desta lógica estão documentadas e são conhecidas: degradação das condições de trabalho e de vida de milhões de seres humanos.
Foi a verificação desta realidade que serviu de ponto de partida à construção do compromisso, comercial e ético, entre produtores, importadores e retalhistas. E embora ainda marginal no conjunto do comércio internacional, o Comércio Justo tem provado que os ganhos económicos, o respeito pelos direitos humanos e pelo meio ambiente não são objectivos incompatíveis.
Mas o Comércio Justo não se limita a pagar um preço mais elevado ao produtor. Do compromisso faz igualmente parte o respeito por um conjunto de regras económicas e sociais básicas.
Assim, os produtores são motivados a aplicar uma parte dos seus lucros na satisfação das necessidades básicas das comunidades onde estão inseridos: na educação, na saúde, na formação profissional.
São também estabelecidas relações comerciais de longo prazo, pagando-se parte do valor dos produtos antecipadamente, permitindo às comunidades planear o seu desenvolvimento.
E é promovida a participação de todos na tomada de decisões e no funcionamento democrático, a igualdade entre mulheres e homens e a protecção do meio ambiente.
Para sabermos das dificuldades que esta actividade enfrenta e de quais os caminhos para a saída da crise que estão em debate, fomos falar com Stéphane Laurent do CIDAC – Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral, uma das organizações promotoras do Comércio Justo em Portugal.
Segunda-feira, Outubro 12, 2009
Vidas Alternativas 191
1º e mais importante, a vitória com maioria absoluta de António Costa, candidato do PS para a presidência da CML. Ganhou ele e ganharam todos os lisboetas que agora vão perceber com Helena Roseta dos "Cidadãos Por Lisboa" e Sá Fernandes de "Lisboa é Muita Gente" o que é uma gestão a sério por quatro anos de uma cidade virada para os seus habitantes, uma gestão pensada e não atribiliária, sem shows nem ideias megalómanas.
Santana Lopes perdeu mas perdeu honradamente.
Perderam muito mais os que não quiseram fazer unidade à esquerda. Por exemplo, o BE que não meteu nenhum vereador, prémio que os cidadãos de Lisboa lhe deram pela sua teimosia anti-PS.
Vai ter de rever a sua estratégia porque, assim, não vai lá ... e é pena.
Quanto à coligação do PCP também perdeu um vereador e só meteu um, que tem reconhecido mérito.
A 2ª boa notícia é sobre a próxima chegada, na semana que agora corre, do jovem palestiniano, 23 anos, Mahmoud que foi ferido em Gaza-Palestina durante um bombardeamento, por os pais o terem posto na rua, para se verem livres dele, por ser homossexual.
Desde Maio que a Amnistia Internacional, a Opus Gay e a "Pink Code", nos EUA, quando fomos alertados por Luís Seródio, que se movimentaram para o trazer para Portugal para ser tratado.
Enfim, as autoridades consulares portuguesas, generosamente, concederam-lhe um visto, para vir tratar-se da cegueira e dos estilhaços que tem no corpo, devido a ter sido atingido por uma explosão durante o bombardeamento.
A solidariedade internacional valeu-lhe mais do que, infelizmente, a dos nossos compatriotas. Mas não podemos deixar de agradecer a todos que fizeram alguma doação, ainda que pequena, para ajudar a pagar a passagem aérea e as despesas de saúde. Não chegou mas foi muito útil.
E vamos às entrevistas.
Abrimos com António Dores, sociólogo e dirigente da ACED, que nos fala da saúde mental nas prisões portuguesas.
Passamos de seguida a escutar Paulo Raposo, emigrante luso canadiano, que nos fala de Montreal, para nos explicar como é que os emigrantes vêm as nossas eleições.
Vamos depois para algo mais lúdico. A "Maleta Vermelha" uma empresa internacional que dá apoio e ajuda às mulheres portuguesas para se libertarem de tabus sexuais e que agora já estende a sua actividade aos gays e lésbicas.
A Opus Gay fez com ela uma parceria .
Fechamos com o coordenador editorial do semanário Privado, António Pinho, que nos refere os temas mais quentes da próxima edição de quarta feira.
Continuamos abertos às vossas criticas que solicitamos e às vossas potenciais colaborações.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Domingo, Outubro 11, 2009
Boaventura de Sousa Santos en Lima: participará en el Encuentro Nacional de la Minga Global
Minga Global por la Madre Tierra: 12 al 16 de octubre
Boaventura de Sousa Santos en Lima: participará en el Encuentro Nacional Andino Amazónico
Profesor de las universidades de Coimbra y Wisconsin, impulsor de la Universidad Popular de Movimientos Sociales y el Foro Social Mundial, expresará su respaldo a la Minga Global por la Madre Tierra y disertará sobre las propuestas de Buen Vivir y Estado Plurinacional para enfrentar el calentamiento global.
En el marco de la Minga Global por la Madre Tierra, movilización mundial que se desarrollará del 12 al 16 de octubre, la Confederación Nacional de Comunidades del Perú Afectadas por la Minería (CONACAMI Perú) y la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP) están realizando en Lima el Encuentro Nacional Andino Amazónico.
Un invitado muy especial a este Encuentro es el reconocido intelectual portugués Boaventura de Sousa Santos, profesor de las universidades de Coimbra y Wisconsin, impulsor de la Universidad Popular de Movimientos Sociales y el Foro Social Mundial, quien el domingo 11 de octubre, a las dos de la tarde, disertará sobre las propuestas de Buen Vivir y Estado Plurinacional para enfrentar el calentamiento global.
Boaventura de Sousa Santos compartirá la mesa con el Presidente de CONACAMI Perú, Mario Palacios Panez; la Presidenta de AIDESEP Daysi Zapata Fasabi; y el Coordinador General de la CAOI, Miguel Palacín Quispe. de 3 a 4p.m. del dia 11 de Octubre.
El Encuentro Nacional Andino Amazónico se desarrolla en el Jr. Camaná 550, Cercado de Lima. En él, el destacado investigador ratificará su respaldo a la Minga Global por la Madre Tierra, que en el Perú incluye un Acto Político Cultural el domingo 11 a las 7 de la noche en el frontis de la Municipalidad de Santa Anita; un acto ritual de reciprocidad con la Madre Tierra el lunes 12 a las 9 de la mañana en la Huaca Perales del mismo distrito, y una movilización que partirá a las 10 de la mañana desde allí y se dirigirá hasta la sede de la Organización de Naciones Unidas.
Lima, 9 de octubre de 2009.
CONACAMI, AIDESEP, CAO
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Norma Aguilar Alvarado
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Área de Comunicaciones
Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas - CAOI
Ecuador-Colombia-Perú-Bolivia-Chile-Argentina
Dirección: Jr. Carlos Arrieta # 1049 Santa Beatriz, Lima - Perú
Telefax: 0051-1-2651061
Celular: 945198300
Sitio web: www.minkandina.org
Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Portugal: constituída «Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato»
Constiuída a 30 de Setembro de 2009, a Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN) é um movimento anti-militarista português integrado na campanha internacional «No to War, No to NATO».
Motivada pela circunstância de a próxima cimeira da NATO se realizar em Portugal em finais de 2010, a PAGAN foi criada com o propósito de manifestar pública e pacificamente o desagrado dos cidadãos portugueses com as políticas belicistas da NATO.
A PAGAN pretende também ser um veículo de informação sobre as alternativas anti-militaristas de que todos os cidadãos dispõem de forma a não compactuar com os interesses bélicos da NATO.
Este é um movimento aberto a todos aqueles que pretendam afirmar o seu repúdio pela guerra e pelas instituições que a representam e patrocinam.
Em breve será realizado um encontro em Berlim, reunindo várias organizações anti-militaristas, na campanha «No to War, No to NATO». A plataforma agora criada participará no referido encontro.
http://antinatoportugal.wordpress.com/
Quarta-feira, Outubro 07, 2009
Argentina: Rechazo a las declaraciones del Ministro Boudou
Rechazo a las declaraciones del Ministro Amado Boudou sobre el Fondo Monetario Internacional
Las declaraciones del Ministro de Economía, Amado Boudou, realizadas al finalizar la reunión con el director Hemisférico Occidental del FMI, Nicolás Eyzaguirre, niegan el verdadero rol del FMI durante décadas en nuestro país.
Afirmar que "Argentina está en un camino de regreso a los mercados internacionales de crédito", y resaltar las "buenas intenciones del Fondo, que está interpretando el signo de los tiempos" es no reconocer la nefasta historia de este organismo, puesta de manifiesto con el financiamiento a distintas dictaduras y regímenes neoliberales que han llevado adelante planes antipopulares.
Las políticas que propicia el FMI, bajo ningún punto de vista pueden considerarse que están interpretando el signo de los tiempos – a decir del Ministro. Sus planteos para salir de la crisis que estamos viviendo y en la cual tuvo una gran cuota de responsabilidad en su generación, representan el histórico interés que ha venido defendiendo el FMI en beneficio del capital concentrado y en detrimento de la vida de los pueblos y la naturaleza.
Resulta sumamente contradictorio que Argentina intente acordar con el Fondo, cuando en el 2005 se dijo que se saldaba la deuda reclamada por ese organismo de casi U$S 10.000 millones para lograr soberanía financiera.
Desde Diálogo 2000 manifestamos nuestro rechazo a cualquier medida que implique que Argentina continúe tomando deuda o inicie nuevos procesos de endeudamiento y siga pagando una deuda ilegítima, que tiene un alto impacto social sobre miles de argentinos que día a día ven restringidos sus derechos más elementales, como el acceso a la alimentación, la salud, la educación y la vivienda digna.
p/ Diálogo 2000
Pablo Herrero Garisto - Gladys Jarazo
Diálogo 2000 es una iniciativa del Premio Nobel de la Paz, Adolfo Pérez Esquivel que trabaja la problemática de la deuda externa y su relación con la militarización y el libre comercio, la generación de deudas históricas, sociales y ecológicas producto del sistema de endeudamiento ilegítimo y de las relaciones desiguales entre el norte y el sur. Cuenta entre sus integrantes a Nora Cortiñas, Madre de Plaza de Mayo LF, a Rina Bertaccini, del Movimiento por la Paz, la Soberanía y la Solidaridad entre los Pueblos, a Beverly Keene, coordinadora de Jubileo Sur y al Pastor luterano Angel Furlan, entre otr@s.
Para más información puede contactarse a dialogo2000@gmail.com - www.dialogo2000.blogspot.com - (54-11) 4307-1867
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
Vidas Alternativas 190
Primeiro Rui Vieira Nery, musicólogo, que nos explica como aparece A Portuguesa, que depois veio a ser o Hino Nacional republicano. M. Helena Carvalho dos Santos, prof.ª universitária, fala-nos do ideal republicano ao longo dos tempos, a começar na Grécia. Seguem-se dois sociólogos em grande parte coincidentes na sua análise de como o ideal republicano está a ser mal defendido nos nosso dias em Portugal. Luís Mateus, militante desta causa, refere o que deviam ser as comemoraçoes do centenário que se iniciam para o ano. A Drª M. Helena Corrêa, coordenadora dos Centros Escolares Republicanos, fala-nos da sua história, do ideal que sempre os norteou - a instrução pública - e como recuperá-los para o tempo presente.
Referimos ainda o impacto que teve na opinião publica o apelo dos cidadãos Compromisso à Esquerda (www.compromissoaesquerda.com) em que se pede aos partidos da esquerda um entendimento mínimo que não empurre o PS para os braços da direita, designadamente CDS, agora o 3º partido. Ver também neste portal e está aberto à subscrição de todos .
Uma palavra final para o encontro dos jovens Liberais Europeus em Lisboa. São um grupo de jovens políticos, não de esquerda, preocupados com formas de implementar a Cidadania e a Diversidade. No painel a que estive presente, como convidado, falou-se da forma como implementar a cidadania plena dos glbt, o que mostra que este problema é mais de Direitos Humanos do que de bandeiras exclusivamente partidárias. A não esquecer ….
Fica de novo o apelo aos nossos internautas para que intervenham com comentários, críticas ou trabalhos que façam e os enviem para este portal.
António Serzedelo - editor
www.vidasalternativas.eu
Domingo, Outubro 04, 2009
HONDURAS: Comunicado de la Candidatura Independiente Popular a la Presidencia de la Republica
Candidatura Independiente Popular a la Presidencia de la República
COMUNICADO 2
Los empresarios golpistas en su estrategia de legitimarse para profundizar el neoliberalismo y abortar la constituyente, califican el golpe de Estado del 28 de junio no como golpe de estado militar, sino como "sucesión constitucional" y lo hacen así, para poder realizar las elecciones del 29 de noviembre como si aquí no ha pasado nada. Con las elecciones pretenden no solo legitimar el golpe de Estado, sino garantizar la continuidad de los golpistas en el poder, sepultar la Constituyente y bajar el perfil de la Resistencia.
Si nuestra posición y la de la Comunidad Internacional es que ha habido un golpe de Estado, lo único que procede es reestablecer el Orden Constitucional reinstalando al Presidente Zelaya Rosales en su puesto; o, convocar a una constituyente que siente las bases para la refundación de la República, con representación mayoritaria de todos los Sectores Populares.
Para no caer en la estrategia y táctica de los golpistas la Candidatura Independiente Popular en su COMUNICADO 1 del 14 de agosto 2009 sostuvo en su punto número 4: "que los candidatos no golpistas a todo nivel de elección popular se retiren del proceso electoral si se mantiene la dictadura", en vista que el proceso electoral del 29 de noviembre es imposible de realizace por las siguientes razones:
- Por ser los militares quienes gobiernan. Ellos están en todas las instituciones, incluyendo el Tribunal Supremo Electoral (TSE) desde donde controlan el proceso. Un gobierno de facto y la presencia militar en sus decisiones no garantiza la juridicidad del proceso electoral.
- Por la ilegalidad del Estado, su aislamiento político-financiero internacional y la oscuridad de la plataforma informática del proceso.
- Por la negación a aceptar la premisa fundamental que NO hay legalidad sin restitución presidencial.
- Porque no se puede ofrecer seguridad para el proceso electoral en un ambiente de odio y de intolerancia fomentado por el sistema de comunicación corporativo privado y publico. Los ciudadanos no podemos votar en condiciones de terror impuestas por el ejército, medios de comunicación y empresarios.
- Porque la transparencia en un ambiente en el que el gobierno de facto ha apostado a reciclar su gobierno espurio con las elecciones, es imposible. Todos los conspiradores, apuestan a las elecciones. Por eso los golpistas que falsifican firmas, asesinan, violan los derechos humanos y la Constitución, inflarán sus resultados para hacer creer al mundo que el pueblo votó masivamente, porque cree en sus instituciones.
Con el regreso del Presidente Zelaya, a Tegucigalpa, el régimen golpista en un acto de desesperación ha incrementado la represión generalizada contra el pueblo, además del acoso, atentado a los derechos humanos y amenazas permanentes contra el Mandatario y quienes lo acompañan en la Embajada de Brasil. Al mismo tiempo se está impulsando un dialogo, condenado al fracaso desde el momento que Micheletti ha declarado que no es para restituir al Presidente Zelaya sino para legitimar las elecciones.
Por lo tanto, la Candidatura Independiente Popular a la Presidencia de la República con Carlos H. Reyes, como presidente, Bertha Cáceres, Maribel Hernández y Carlos Amaya como designados, fija la siguiente posición:
- Cualquier diálogo previo al proceso electoral de noviembre tiene que tener por premisa la restitución al Orden Constitucional sin condiciones y de inmediato. Un diálogo solamente para legitimar las elecciones sin volver al orden constitucional es una trampa.
- El mejor espacio para resolver el fondo de esta crisis es en una Asamblea Nacional Constituyente que elabore una nueva Constitución que será un Pacto Social para salir del atraso y la dependencia.
- Continuamos de manera urgente un proceso de análisis y consulta entre simpatizantes y estructuras organizativas para decidir el retiro de la Candidatura del proceso electoral de no haber restitución del Orden Constitucional porque para nosotros la Constitución NO es "pura babosada".
- Llamamos respetuosamente a los demás sectores políticos electorales antigolpistas a tomar en consideración esta posición.
Tegucigalpa, M.D.C. 28 de Septiembre de 2009
CARLOS H. REYES
BERTHA CÁCERES
MARIBEL HERNÁNDEZ
CARLOS AMAYA
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Lista de FIAN Honduras, organización de internacional de derechos humanos, en apoyo al pueblo hondureño en lucha por los derechos humanos.
Envíe su correo electrónico al correo fian-honduras@googlegroups.com para que sus mensajes circulen en Honduras y el mundo.
Páginas recomendadas: http://voselsoberano.com.
Esteban Meléndez C.
Periodista en Resistencia
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Quinta-feira, Outubro 01, 2009
Venezuela: edil exige destitución inmediata del jefe de Policia
Caracas, 29 Sep. ABN.- El alcalde del municipio Sucre, Carlos Ocariz, debe destituir inmediatamente al director de la Policía de esta jurisdicción (Polisucre), Manuel Furelos, por cuanto este funcionario vive actualmente en Miami, Estados Unidos (EEUU).
Así lo exigió el presidente de la Comisión para los Derechos Laborales y Participación Comunal del Concejo Municipal de Sucre, Miguel González, quien señaló que no es posible que el director de un cuerpo policial viva en otro país y controle su trabajo en un municipio venezolano a través de Internet.
'Este señor vive en Estados Unidos y tiene negocios en la ciudad de Miami. Según las investigaciones que realizamos, viaja cada dos semanas al país, gastando un dineral que sale de las arcas del ayuntamiento sucrense', aseguró el concejal.
Agregó que el comisario Furelos se está consumiendo el presupuesto de Polisucre con sus viajes y por esa razón este ente policial no cuenta con recursos suficientes para cubrir las necesidades de sus funcionarios.
Además, mencionó, el director de Polisucre se gastó una suma millonaria en la remodelación que hizo en todas las oficinas usadas por los funcionarios de alto nivel de este órgano policial.
'Hoy hemos recibido las pruebas de que el comisario Furelos vive en los Estados Unidos y tiene negocios en la ciudad de Miami. Estamos muy alarmados y por eso queremos que la opinión pública se entere de lo que está pasando en Polisucre', aseveró González.
Reiteró que el comisario debe reponer al municipio todos los recursos que ha gastado de manera ilegal en sus viajes al coloso del norte.
Indicó que esa es una de las razones del grave problema de inseguridad que viven los habitantes de la jurisdicción, 'porque no es posible que un funcionario de alto rango pretenda manejar un organismo desde el exterior'.
Añadió que Ocariz debe estar al tanto de esta situación y, sin embargo, no hace nada para solucionar este grave problema.
En cuanto a las acciones que va a tomar el Cabildo de Petare sobre el particular, expresó que, en principio, solicitarán una reunión con el burgomaestre Ocariz y con el contralor municipal.
'Las autoridades de la Alcaldía del municipio Sucre deben darnos la cara y responderle al municipio sobre esta grave irregularidad', concluyó.
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¡CON LA RAZON Y LA FUERZA!
¡PATRIA, SOCIALISMO O MUERTE!
¡VENCEREMOS!
Jacobo Torres de León
Coordinador Político Internacional
FUERZA SOCIALISTA BOLIVARIANA DE TRABAJADORES Y TRABAJADORAS
Compromisso à Esquerda - Apelo à cidadania
Os resultados de 27 de Setembro exigem que as esquerdas se encontrem e sejam capazes de explicitar o contributo que cada um destes partidos está disposto a dar para se encontrar uma solução estável de governo. Pelo menos essa tentativa de entendimento é devida ao povo português pela forma como demonstrou a sua vontade eleitoral .
Os susbscritores do presente Apelo (153) agem no sentido de que seja traduzido num programa de governo as lutas e anseios de amplas camadas da população que justificam celereridade na construção de respostas urgentes e adequadas para os problemas do quotidiano. Para servir esse objectivo deverão ser estudadas as bases de um Compromisso à Esquerda que reforce as conquistas democráticas vinculando a acçao governativa a um elenco programático.
Contamos consigo para assinar e divulgar este apelo.
http://www.compromissoaesquerda.com
Lisboa, 30 de Setembro 2009.
O editor do VA - António Serzedelo